Cat Lover traz energia juvenil e alma noventista em Active Life

Sabe aquela nostalgia crua dos anos 90? Guitarras saturadas, vocais rasgados e uma honestidade que vibra na caixa de som? Ahh que saudade! Hoje vamos falar de uma banda nova e que acabou de lançar disco, a Cat Lover. Com origem na cidade de Itajubá (Minas Gerais), Cat Lover é o projeto liderado pelo jovem multi-instrumentista Mateus Rennó (Matt). Nessa nova fase, a banda ganha corpo com a chegada de outros integrantes: Adinan, Juliana e Helena. As influências do grupo passeiam pela safra de bandas do anos 90, nomes como Radiohead, Pixies, Nirvana até nomes nacionais de destaque, como o Chococorn and the Sugarcanes. Active Life busca o contraste entre os ruídos e a emoção Lançado em 24 de janeiro, o disco de estreia, Active Life, mergulha em 11 faixas que trazem equilíbrio no barulho e sensibilidade. As composições trazem temáticas profundas, atuais e que passeiam por diversas gerações como ansiedade, amor, depressão e bullying. O trunfo desse trabalho fica por conta de sua construção. Gravado de forma totalmente independente, naquela pegada caseira de gravação em casa, num espírito DIY, sem abrir mão da qualidade. Na verdade, parece que isso traz um sabor a mais para as músicas, um espírito livre, jovem e que busca dialogar com seu público. Falando em sonoridade, as músicas conectam as guitarras barulhentas aos riffs melódicos, como na faixa “In the Lights Sets“, que é preenchida por uma boa dose de guitarras que vão dando espaço para aquelas linhas de baixo bem na pegada Pixies, acompanhadas dos vocais desajeitados e roucos de Matt, que são marca desse tipo de som. Outro destaque fica por conta de “Carinosa”, que entra de cabeça na atmosfera noventista. Ela traz um pouco mais de melodias sem deixar as guitarras sujas de lado. Os refrões vão evocando “Carinosa, carinosa, carinosa, carinosa…” até explodir em seu instrumental. Outro momento de pura nostalgia é a faixa “No One Else Besides You”. A música aposta em uma atmosfera de balada melancólica. Começando com riffs acústicos que se fundem a linhas de guitarras bem construídas, entregando também passagens bem melódicas. Em “Silver & Nickel” o grupo evoca a energia do grunge. Enquanto o baixo ganha mais destaque e divide espaço com linhas de guitarra mais simples, o refrão é tomado por ruídos bem encaixados. Vale destacar os vocais, que tem uma energia ríspida que combina com essa proposta. Se você gosta desse tipo de som, urgente, intenso, daqueles que seu melhor amigo te presentearia com uma fita cassete (olha que nostálgico), mas que traz dilemas das últimas décadas, então você precisa escutar a Cat Lover. Mas olha, não espere faixas rápidas de 2min feitas pra redes sociais e tik tok, aqui o foco é a música de verdade, pegue seus fones e escute na boa, com calma. 🙂 Confira o disco Active Life: Acompanhe a Cat Lover nas redes sociais: Tiktok | Youtube | Instagram | Soundcloud
Lucifer, grande nome do occult rock retorna ao Brasil para 8 shows

A banda de occult rock Lucifer retorna ao Brasil em abril para oito apresentações como parte de um novo giro pela América do Sul, que também inclui Argentina e no Chile. A turnê volta a divulgar o quinto álbum de estúdio, Lucifer V. A realização é da Xaninho Discos. A passagem pelo país tem como ponto alto a participação do Lucifer no Festival Bangers Open Air, em São Paulo, no dia 25 de abril, um dos principais eventos dedicados ao rock e ao heavy metal no Brasil. Além disso, o grupo confirmou um show extra e solo na capital paulista, no dia 29 de abril, no Hangar 110. A turnê também inclui shows em Brasília (16/04, Infinu), Curitiba (18/04, Basement Cultural), Florianópolis (19/04, Célula Showcase), Porto Alegre (20/04, Espaço Marin), Rio de Janeiro (26/04, Experience Music) e Belo Horizonte (28/04, Mister Rock). Formado em 2014, o Lucifer se estabeleceu como um dos principais nomes do hard rock e do occult rock contemporâneo ao retomar referências diretas do rock pesado dos anos 1970, com influência clara de bandas como Black Sabbath, Pentagram e Coven. A identidade do grupo é conduzida pela vocalista e compositora Johanna Sadonis, responsável pela direção estética, lírica e conceitual do projeto desde o início. A banda que a acompanhará nesta turnê pela América do Sul será revelada em breve. Ao longo da última década, a banda construiu uma discografia coesa e reconhecível, baseada em riffs clássicos, estruturas diretas e uma abordagem ritualística tanto em estúdio quanto no palco. Lançado em janeiro de 2024 pela Nuclear Blast Records, Lucifer V marca um ponto de síntese na trajetória do grupo. O disco aprofunda a linguagem desenvolvida nos trabalhos anteriores e apresenta canções mais concisas, com foco em dinâmica, melodia e peso equilibrado. As letras abordam temas recorrentes no universo da banda, como mortalidade, perda, desejo e espiritualidade, sempre ancoradas em narrativas pessoais e simbólicas. Faixas como “Fallen Angel”, “At the Mortuary” e “Maculate Heart” passaram a ocupar posição central nos shows recentes. A turnê de divulgação de Lucifer V incluiu apresentações em festivais de grande porte e casas tradicionais na Europa e na América do Norte. Shows no Hellfest, no Wacken Open Air e no Psycho Las Vegas se destacaram pela resposta do público e pela solidez da performance ao vivo. Ao longo da última década, o Lucifer acumulou reconhecimento institucional e editorial dentro do circuito do rock pesado. A banda recebeu duas indicações ao Swedish Grammy na categoria Melhor Álbum de Hardrock/Metal, além de uma indicação ao Swedish Radio Award P3, premiação ligada à principal emissora pública de rádio da Suécia. Também foi indicado ao GAFFA Awards, prêmio organizado pela revista homônima com foco em rock e música alternativa no norte da Europa. Ainda no início da carreira, o Lucifer estampou a capa da revista norte-americana Decibel antes do lançamento de seu primeiro álbum, um indicativo da atenção da imprensa especializada internacional desde os primeiros anos de atividade. Com uma década de atividade, cinco discos lançados e presença constante em turnês internacionais, o Lucifer volta à América do Sul no ápice da maturidade artística, com identidade bem definida e conquistando públicos de diversos subgêneros do rock e do heavy metal. SERVIÇO Lucifer | South America 2026 16.04 • Brasilia, Infinu Ingresso: shotgun.live +++ 18.04 • Curitiba, Basement Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Curitiba-18 +++ 19.04 • Florianópolis, Célula showcase Ingresso: https://101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Florianopolis-19 +++ 20.04 • Porto Alegre, Espaço Marin Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Porto-Alegre-20 +++ 22.04 |Buenos Aires, Argentina, Uniclub Ingresso: alpogo.com +++ 23.04 | Santiago, Chile, Rbx Club Ingresso: em breve +++ 25.04 | São Paulo, Festival Bangers open Air Ingresso: clubedoingresso.com/evento/bangersopenairbrasil2026 +++ 26.04 | Rio de Janeiro, Experience Music Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-no-Rio-de-Janeiro-26 +++ 28.04 | Belo Horizonte, Mister Rock Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Belo-Horizonte-28 +++ 29.04 | São Paulo, Hangar 110 Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/LUCIFER-em-SAO-PAULO-SIDE-SHOW-BANGERS-OPEN-AIR-29
Os melhores discos internacionais de 2025

E com essa lista nós fechamos o ano de 2025!Dessa vez, selecionamos os 13 discos internacionais lançados este ano que mais gostamos. O legal é ver a diferença de gêneros musicais, do hip hop, pop, metal ao jazz, no geral, 2025 mostrou que foi mais um ano de ótimos discos. Nos vemos em 2026 com mais música e shows! Danny Brown – Stardust Stardust não poderia ficar de fora desta lista. Aqui, o querido Danny Brown, recém-saído da reabilitação, transforma suas dores em um disco profundo e sóbrio. O artista se diferencia desse escopo do chamado hip hop experimental, e traz uma dinâmica diferente para suas novas composições. Aqui ele flerta com as sonoridades do hyperpop, a música eletrônica e incorpora algumas texturas e ritmos que trazem novidade para o seu som, fato que se torna importante ao quebrar a bolha e conquistar uma nova geração de ouvintes acostumada com gêneros novos. Com certeza um dos melhores e mais criativos rappers da atualidade. Escute: Stardust, Copycats e The End. Model/Actriz – Pirouette Model/Actriz é uma das bandas mais legais que surgiram no cenário musical recente. É impressionante como eles conseguiram fundir a sonoridade dançante, o emocional e o caótico na mesma linguagem. Esse quarteto de Boston transformou desconstruiu o rock, usando riffs de guitarra, bateria e baixo em músicas perfeitas para aquela festinha underground de energia punk regada a bons drinks, bate cabeça e muita dança. Curioso pelo que há por vir nos futuros lançamentos deles. Escute: Cinderella, Diva e Poppy. Maruja – Pain to Power Uma banda relativamente nova, e que vem de um gênero um pouco saturado nos últimos anos. Os rapazes do Maruja nos mostraram com Pain to Power uma sonoridade experimental, caótica, melancólica, agressiva e cheia de intensidade. Esse é um daqueles discos que levam o pós-punk para outro nível e fazem o ouvinte vivenciar essa experiência catártica cheia de emoções, é como se a cada faixa você sentisse na pele a intensidade das composições. Escute: Look Down On Us, Saoirse e Break the Tension. Melody’s Echo Chamber – Unclouded Faltando pouquinho para o ano acabar, eis que esse disco surge de repente, e ainda que esteja longe das notas altas das mídias e algumas pessoas, ele tem o seu valor. A cantora e compositora francesa Melody Prochat vem com mais um lançamento dentro dos moldes da música psicodélica. Em Unclouded ela chama atenção por manter sua sonoridade de guitarras cintilantes, vocais angelicais e baixo retrô mas, buscou uma produção mais limpa e o uso de cordas, fato que trouxe uma beleza ímpar em suas novas composições. É o tipo de disco que te leva do momento presente pra uma jornada psicodélica amena e gostosa de ouvir. Escute: In the Stars, Eyes Closed e Broken Roses. Ichiko Aoba – Luminescent Creatures A cantora e compositora japonesa Ichiko Aoba, que inclusive se apresentou recentemente no Brasil, trouxe em seu novo trabalho Luminescent Creatures uma atmosfera incrível. A estética sonora e lírica se debruçou em algumas pesquisas acerca de criaturas marinhas do oceano na ilha de Hateruma, isso fez com que Ichiko nos levasse a uma jornada sonora que faz a melancolia e a amenidade brindarem juntas, com faixas que soam cinematográficas, daquelas trilhas sonoras que dá gosto em ouvir. Escute: COLORATURA, FLAG e Wakusei No Namida. Rosalía – LUX Rosalía voltou com mais um trabalho muito elogiado. LUX é um marco e anda conquistando fãs ao redor do mundo. Reconhecida como um dos principais nomes do reggaeton mundial, ela resolveu caminhar em direções opostas e desafiar sua própria criatividade e escrita. Dessa vez, seu trabalho conta com muitas orquestrações, cordas, corais e vocais altos, colocando a cantora e compositora catalã em outro nível. Nota 10 para os feats que contam com Björk e Yves Tumor. Surpreendente e inovador! Escute: Divinize, Berghain e La Rumba Del Perdón. Rochelle Jordan – Through the Wall Escutar Through the Wall da Rochelle Jordan é se transportar para a vida noturna dos clubes. É um disco sexy, dançante, sofisticado e maduro. Aqui ela buscou construir um trabalho coeso e sem se preocupar tanto com o que está na moda, buscando referências na deep house, r&b e pop, o que resultou em um álbum maduro, bem produzido e que com certeza se manterá como ponto alto de sua carreira. Acho que ainda ouviremos falar muito dela por aí! Escute: Ladida, The Boy e Doing it Too. clipping. – Dead Channel Sky Cinco anos após seu último álbum, o trio de hip hop experimental clipping. retorna com o ambicioso Dead Channel Sky. O disco mergulha em uma estética cyberpunk e industrial, explorando temas da atualidade, como a alienação social e dependência digital. Embora a construção desse cenário distópico seja desafiadora para quem não conhece o grupo, o clipping. se reafirma como um dos nomes mais inovadores do gênero. Para entender melhor o que estou falando, vale a pena conferir a apresentação deles no Tiny Desk gringo. Escute: Keep Pushing, Run It e Dominator. FKA Twigs – EUSEXUA Esse é o terceiro disco de estúdio da Twigs, e mais uma vez ela conseguiu manter o nível de suas composições. Podemos dizer que aqui ela se permitiu explorar um pouco mais a sonoridade das faixas, que vão de momentos desconstruídos a outros que foram feitos para as pistas de dança. Com influências de house, hyperpop e trip hop, as composições costuram muito bem as atmosferas mais expressivas e etéreas que são sua marca e abrem espaço para momentos de total intimidade em suas letras. Escute: Girls Feel Good, Sticky e Striptease. Igorrr – Amen “Amen”, quinto álbum de estúdio do francês Gautier Serre, sob o pseudônimo Igorrr, com uma mistura de todos os gêneros possíveis e impossíveis alinhados a uma autenticidade imparável, entrega uma das experiências sonoras mais incríveis de 2025. Usando uma língua inventada, as músicas são guiadas pela celestial voz da vocalista mezzo-soprano Marthe Alexandre, que, por entre uma faixa e outra, se une ao diversificado instrumental que vai de influências árabes ao
Moonspell vem ao Brasil celebrar 30 anos do disco Wolfheart

Em meio às gravações do novo álbum, os portugueses do Moonspell retornam à América Latina para uma turnê especial que celebra os 30 anos do lendário disco de estreia Wolfheart. Será show único no Brasil, dia 22 de Março, no Carioca Club, em São Paulo/SP. A realização é da Overload . Sinistro, banda ímpar da música pesada portuguesa, é a convidada especial deste show do Moonspell em São Paulo. Ingressos à venda: clubedoingresso.com/evento/moonspell-sp Nesta apresentação especial na capital paulista, o Moonspell tocará o Wolfheart na íntegra, além de outras histórias do longo e incrível repertório da banda, em um espetáculo exclusivo para o seu fiel público. O retorno ao Brasil acontece após os shows elogiados em festivais europeus e do lançamento do aclamado Opus Diabolicum, o álbum ao vivo com orquestra, o Moonspell. Wolfheart ajudou a colocar o metal português no mapa internacional. É considerado um álbum de estreia marcante no cenário do gothic metal e metal extremo europeu, mostrando uma mistura criativa de gótico, black metal melódico e elementos folclóricos que não eram comuns na época. Muitos críticos e fãs respeitados do metal o descrevem como um dos debut mais interessantes e originais do gênero, com atmosfera sombria e composições variadas que ainda soam frescas décadas depois. A faixa ‘Wolfshade (A Werewolf Masquerade)’, com atmosfera cinematográfica, foi o manifesto estético do Moonspell nos idos dos anos 90. Já ‘Alma Mater’, um hino, tem peso, melodia e identidade cultural portuguesa, com o uso do latim e referências pagãs. Menos agressiva, mais atmosférica, quase ritual, ‘Trebaruna’ é outro momento importante de Wolfheart, além de ‘Vampiria’, uma das faixas mais diretas e acessíveis do álbum. Dentro do heavy metal mundial, o Moonspell é expoente do gênero no próprio país e idolatrado em todos os continentes do globo terrestre muito devido à impactante e dinâmica discografia, sem nunca se repetir e constantemente criando obras em que exacerbam peso, brutalidade, mas também melodias e passagens atmosféricas. SERVIÇO Moonspell em São Paulo Data: Domingo, 22 de Março de 2026Abertura da casa: 18hLocal: Carioca Club Pinheiros (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo, SP)Venda online: clubedoingresso.com/evento/moonspell-spClassificação etária: +16 Mais informações:www.instagram.com/moonspellofficialhttps://linktr.ee/overloadbrasilhttps://www.instagram.com/tedesco.com.midia
Os melhores discos nacionais de 2025

Você piscou e dezembro chegou! O mês do panetone, uva passa em tudo que é comida, lojas cheias, trânsito, caos, presentes, almoços em família, piadas do tipo “quando vai casar?”, “e as namoradinhas?”, discussão, confusão e também harmonia (por quê, não?). A essa altura já tivemos vários lançamentos na música, artistas novos e outros que já conhecemos bem lançaram trabalhos muito bons e trouxeram aquele gostinho de dar o play em música nova e seguir sendo fã por muito tempo. Trouxemos aqui 16 discos nacionais de artistas que acompanhamos e gostamos muito, são trabalhos que consideramos tão bons e que merecem espaço nessa listinha querida que foi feita com carinho por Fábio, Gabriel e Tati, trio que comanda esse site, que nem sempre está tão na ativa, mas quando pode traz algumas coisinhas que gostamos e sentimos de compartilhar com vocês. Obrigado à galera que segue a gente aqui e nas redes sociais, nos vemos em 2026 com muita música boa e shows! Jonabug – Três Tigres Tristes Era óbvio esperar qualidade de um disco cheio da Jonabug, a banda já vinha lançando singles promissores e agora mergulhou nas influências do rock alternativo dos anos 90. Com 10 composições muito boas e que trazem guitarras intensas, boas doses de melodias, climas melancólicos e vocais cativantes. As composições alternam entre o português e inglês, mas falam bem sobre angústias, fragilidade dos laços afetivos e a vivência nos tempos de hoje onde somos devorados pela tecnologia . Escute: look at me, sua voz é o motivo da minha insônia e you cut my wings. Mateus Fazeno Rock – Lá Na Zárea Todos Querem Viver Bem Mateus Fazeno Rock continua com uma discografia concisa e verdadeira, que, mesmo com a evolução na qualidade de produção e a adição de novos ritmos e sons, continua fiel a si mesmo, com um som que faz total sentido com a ideia de “Rock Favela” apresentada nos discos anteriores, tanto na forma quanto no conteúdo. “Lá Na Zárea Todos Querem Viver Bem” é o terceiro trabalho do cearense, no qual mais uma vez ele consegue misturar histórias da vida real na quebrada com memórias que se tornam melodias intensas e penetrantes, entregando um som que vai ficar martelando na sua cabeça o dia inteiro depois de ouvir uma única vez. Com um mix de Rock, Reggae, Rap e Soul, o trabalho do Mateus se torna um dos sons mais “invocados” e disruptivos a surgir nos últimos tempos, sendo cru e elegante ao mesmo tempo. Só escutando para sentir. Escute: Melô do Sossego, Daquilo que Nois Merece e ARTE MATA. Desastros – Desastros Álbum de estreia, autointitulado, dos mineiros Desastros, emerge com arranjos soturnos, cósmicos, lúdicos e de longas camadas, apresenta uma sonoridade que algumas vezes remete ao Radiohead em A Moon Shaped Pool, em outras aos trabalhos alternativos de seus membros, como Sara Não Tem Nome, que já passou por aqui, além de outras ótimas surpresas. O álbum ecoa sobre o caos que vivemos na sociedade (e que o liberalismo tenta individualizar em nós), passando pelos desastres que estão acontecendo agora e os que ainda poderiam acontecer, de forma leve (mas melancólica) e irônica (mas consciente). É um trabalho totalmente cinematográfico, no sentido de te deixar náufrago à deriva entre as galáxias, te guiando por entre um evento astronômico e outro, até o fim de tudo. O excesso de estímulos, sensações e informações também é um dos desastros do nosso tempo; portanto, por “Desastros” ser tão cinematográfico, assim como um bom filme, deixo uma recomendação aqui: escute no fone de ouvido, em um momento em que consiga se desligar das preocupações do dia a dia, pois ele demanda que você o acompanhe, senão seu som também se esvai pelo vazio do espaço. Escute: Desastres, Só um bicho e Via Láctea. Vera Fischer Era Clubber – Veras I VERAS I lança os cariocas do Vera Fischer Era Clubber para o mundo, direto pra fora da bolha underground. Com uma sonoridade sexy, divertida e eletrônica, com uma pegada darkwave/EBM, fazem um resgate do uso de spoken word muito usado por Fausto Fawcett (que já passou por aqui) nos anos 80, atrelado a uma lírica operística, atmosférica e cyberpunk, remetendo também ao trabalho de Fernanda Abreu em seu SLA e aos paulistanos precursores da cena clubber, o No Porn. Não é de se estranhar se alguém como os alemães do Miss Construction lançasse algum trabalho inspirado por Vera Fischer nos próximos anos. Mesmo com tantas referências, VERAS I ainda cresce com uma identidade própria, difícil de descrever em palavras. Dance e Escute: Ina, LOLOLOVE U e Eu Sem Depressão. Julia Mestre – Maravilhosamente Bem Uma continuação mais melancólica de seu último registro, “ARREPIADA” de 2023, o álbum “MARAVILHOSAMENTE BEM” emula alguns momentos anteriores, demonstrando uma continuidade e constância, com uma forte influência de Rita Lee, mas com alguns outros elementos adicionais. Neste disco, executa alguns sons que fazem relembrar seu trabalho na banda Bala Desejo e outros que trazem um ar novo e surpreendente em algumas faixas, além da participação de Marina Lima de uma forma muito bem-humorada. Te faz dançar em uma música, refletir em outra, desmanchar noutra e resistir, por fim. Julia Mestre é uma artista diferente, que sempre entrega músicas que servem de trilha sonora para seus ouvintes; é quase impossível não viver um ou dois momentos inesquecíveis ao som de suas músicas. Escute: Maravilhosamente Bem, Sou Fera e Sentimento Blues. Marina Sena – Coisas Naturais Marina Sena traz um ar fresco para o cenário musical BR, é sem dúvida um dos nomes que vem entregando trabalhos bem acima da média. Com uma sonoridade que vibra entre o pop, a mpb, o funk e reggaeton, ela cultiva uma legião bem fiel de fãs e ainda consegue manter sua identidade artística, combinando poesia lírica e batidas dançantes contemporâneas, provando que dá pra ser pop e sofisticada. Escute: Numa Ilha, Desmistificar e CARNAVAL. Mahmundi – BEM VINDOS DE VOLTA Quase acabando o ano, Mahmundi presenteia o mundo com
Draconian & Emma Ruth Rundle juntos no Brasil em 2026

Após um show sold out em 2023 na capital paulista, o sexteto sueco de gothic/doom metal Draconian retorna a São Paulo/SP no dia 16 de maio de 2026 com seu novo show. A apresentação, no Carioca Club, ocorre no momento em que divulgam o ainda inédito oitavo álbum de estúdio, previsto para o primeiro semestre de 2026. A realização é da Mirror/AM e Sellout Tours. Ingressos: fastix.com.br/events/draconian-emma-ruth-rundle-em-sao-paulo Para este show, o único no Brasil em 2026, a atração de abertura será Emma Ruth Rundle com seu único e emotivo dark folk. Norte-americana, a cantora, compositora, guitarrista e artista visual, com passagens por diversas bandas e atualmente solo, faz música que transita por gêneros como ambient, folk, post-rock e sludge/doom, refletindo uma mistura de delicadeza, densidade atmosférica e intensidade emocional. Draconian A formação atual do Draconian reúne a vocalista original Lisa Johansson, que retornou oficialmente ao grupo em 2023, ao lado de Anders Jacobsson, Johan Ericson, Daniel Arvidsson, Niklas Nord e o novo baterista, Daniel Johansson. O retorno de Lisa marca uma reconexão com a fase clássica do Draconian, algo que muitos fãs antigos esperavam e que vai impactar positivamente na produção do novo álbum. O Draconian é uma das bandas mais atuantes e importantes do gothic/doom metal mundial. Sua discografia destaca músicas com andamento lento, climas densos e melancólicos, camadas de guitarra com peso contínuo e uso de vocais contrastantes (gutural masculino mais vocal limpo feminino), além de temas líricos centrados em perda, introspecção, espiritualidade e existência. A banda raramente se apoia em virtuosismos ou estruturas complexas. O foco é a construção de ambiente, algo que se repete desde o debut Arcane Rain Fell até os discos mais recentes, como Under a Godless Veil (2020), Sovran (2015) e A Rose for the Apocalypse (2011). Under a Godless Veil (2020) é um álbum marcado por composições mais atmosféricas e intimistas, com foco em melodias amplas e ambientações minimalistas. Já Sovran (2015), o primeiro com a ex-vocalista Heike Langhans, apresenta uma sonoridade mais expansiva, mantendo a estrutura tradicional de dualidade vocal da banda. A Rose for the Apocalypse (2011) sintetiza a fase clássica com Lisa Johansson, com ênfase no contraste entre os vocais e na abordagem tradicional do doom/gothic metal do grupo. Serviço Draconian + Emma Ruth Rundle em São Paulo Data: 16 de maio de 2026 (sábado) Horário: 17h (abertura da casa) Local: Carioca Club Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo – SP Ingresso: 1º lote pista: a partir de R$ 200,00 meia/promo com doação de 1kg de alimento; 1º lote camarote: a partir de R$ 300,00; Meet & Greet: a partir de R$ 750,00 Venda on-line: fastix.com.br/events/draconian-emma-ruth-rundle-em-sao-paulo Mais informações www.draconianofficial.com www.facebook.com/draconianofficial www.youtube.com/c/draconianhorde www.instagram.com/draconianhorde
Kokoko!, duo do Congo retorna ao Brasil em novembro

KOKOKO!, duo formado em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, que faz uma mistura explosiva de música eletrônica com ritmos ancestrais africanos, está de volta ao Brasil em novembro para uma série de cinco shows, cada um em um estado nacional. A realização da turnê mais uma vez fica à cargo da Maraty. O KOKOKO! já foi chamado de “O Devo da África” pela mistura insana de rock e bases eletrônicas. A turnê começa no Rio de Janeiro/RJ, da 14/11, no Kingston Club (ingressos aqui), e segue dia 19/11 para Recife/PE, no Pátio de S. Pedro (entrada gratuita). O show em São Paulo/SP, também com entrada gratuita, é dia 20/11, no Tendal da Lapa. O KOKOKO! também toca em Porto Alegre/RS, dia 22/11, no Kino Beat Festival (no Clube do Comércio e ingressos aqui), e dia 23/11 em Sabará/Minas Gerais, em local a ser anunciado em breve. Formada em 2017, o duo vem mostrando sua música dançante e animadíssima em palcos de todo o mundo, seja em grandes festivais, como Green Man e Pitchfork, a programas de TV como o “Tiny Desk”. Músicas do KOKOKO! já foram usadas em trilhas de jogos como “Grand Theft Auto” e “Fifa”. O KOKOKO! atualmente divulga o segundo LP, “Butu”, que em Lingala, um dos idiomas da República Democrática do Congo, significa “Noite”, ou “Algo que acontece na escuridão”. “Butu” é um disco espantoso, por vezes dançante e festivo, mas em outras, muito sombrio, com uma pegada de Prodigy dos bons tempos, tudo embalado por uma alucinante percussão africana. KOKOKO! nasceu após o produtor eletrônico francês Xavier Thomas (conhecido por seu trabalho experimental e de influência global sob o nome Débruit) conhecer o talentoso cantor e músico local Makara Bianko durante uma visita a Kinshasa. Thomas ficou fascinado com as grandes apresentações ao ar livre que Bianko realizava quase diariamente com seu enorme grupo de dança. Confira outras notícias aqui. Acompanhe a banda nas redes sociais: Instagram | Spotify | Facebook Confira o Kokoko! no Spotify:
Nevoara estreia com single que une a intensidade do math rock ao samba

A Nevoara é uma banda formada em 2022 pelos estudantes Felipe Mollo, Laura Mendes, Vitor Gonçalves e Duda Freitas. O grupo nasceu do encontro entre o gosto pelo math rock e pelo emo, e as referências à música brasileira que os integrantes exploravam durante o curso de música. O nome Nevoara carrega uma homenagem direta a duas figuras marcantes do samba: o baterista Wilson das Neves e a cantora e compositora Dona Ivone Lara. A fusão dos nomes “Nev” e “ara” reflete o desejo da banda de unir influências diversas dentro de um mesmo universo sonoro. Nas letras, a Nevoara aborda temas que dialogam com o rock alternativo contemporâneo: a falta de tempo, a solidão e a sensação constante de incerteza que atravessa a juventude. Tudo isso é traduzido em arranjos que mesclam técnica e emoção, criando uma atmosfera que vai da delicadeza à intensidade. O primeiro single, “Indiferença”, marca o início da trajetória do quarteto. A canção surgiu ainda nos primeiros meses da banda, quando o grupo era apenas um trio instrumental. Com a chegada da vocalista, o som ganhou novas camadas e a necessidade de uma letra se fez natural. Inspirada na melancolia do cotidiano, “Indiferença” combina o lirismo do emo com a sensibilidade harmônica de artistas como Milton Nascimento. Mais do que uma estreia, o single é um retrato das inquietações e das influências que moldam a Nevoara, um ponto de partida para o som que o grupo promete explorar nos próximos lançamentos. A produção da faixa ficou a cargo de Letícia Patané, mixagem por Otávio Rosatto, master por Hugo Silva, arte por Victoria Gallagher e Júlia LIma e preparação vocal de Andressa Marinoni. Acompanhe a Nevoara nas redes sociais: Instagram | Spotify
Shoegaze brasileiro, cinco bandas para conhecer em 2025

O shoegaze brasileiro segue vivíssimo, mas antes de falar dele, se você gosta desse gênero deve saber que algumas bandas importantes dessa cena estão voltando à ativa. Uma das mais adoradas, os queridos do my bloody valentine, já tem algumas datas de shows confirmadas para 2026 na Europa. E enquanto isso, outras duas bandas importantes deram as caras depois de alguns anos fora de cena, são elas o Chapterhouse e Drop Nineteens, enquanto a primeira se prepara para alguns shows, inclusive um deles ao lado da nossa favorita terraplana, a outra surgiu com música nova e promete disco novo ainda este ano. Tudo isso, para falar que enquanto lá fora essas bandas seguem com o gênero na ativa, aqui no nosso Brazilzão existem bandas tão boas quanto. Foi pensando nisso, que separamos cinco nomes que fazem bonito no shoegaze e você deveria conhecer e acompanhar. Midnight Soup Opera O projeto liderado por Joshua mergulha em atmosferas lo-fi e shoegaze, evocando toda a nostalgia e emoção dos anos 90. Até agora, já são cinco singles que transportam você direto para essa vibe melancólica e envolvente. Instagram | Bandcamp Anêmona Diretamente de Salvador, a Anêmona entrega uma sonoridade refinada e envolvente, explorando nuances do emo, indie, shoegaze e dream pop. Um som que transita entre a melancolia e a leveza, criando paisagens sonoras cheias de textura e sentimento. Instagram | Spotify Glance Glance é um duo brasileiro que mistura dreampop, shoegaze, indie e garage, criando uma sonoridade densa, etérea e cheia de textura. A banda usa o shoegaze, com suas guitarras distorcidas e vocais suaves, para construir atmosferas que flutuam entre o sonho e o ruído. Instagram | Spotify Logos Lunares A Logos Lunares, banda de Manaus, constrói um som imersivo que mistura shoegaze, dreampop e indie, com o toque singular de violinos que adicionam ainda mais profundidade, emoção e singularidade às faixas. Instagram | Spotify Associação dos Moradores Banda recifense, cria um universo onde o rock alternativo se mistura ao dream pop, ao shoegaze e às nuances do emo. O single de estreia, “Cobra do Éden”, é um mergulho em camadas de melancolia, distorção e beleza, o primeiro passo de uma jornada sonora que promete. Instagram | Spotify Acompanhe outras matérias.
iamamiwhoami | ionnalee faz apresentação emocionante em São Paulo com show especial do disco BLUE

Em uma semana que iniciou com temperaturas baixas e alertas de tempestade, aconteceu no dia 23 de setembro de 2025 no Cine Jóia em São Paulo, o tão aguardado retorno de iamamiwhoami | ionnalee ao Brasil. Dessa vez, tivemos o show exclusivo em comemoração aos dez anos de seu terceiro e aclamado projeto audiovisual Blue. A turnê teve início no dia 20 de setembro no Rio de Janeiro, onde a cantora e compositora sueca desembarcou para uma apresentação única que aconteceu na casa Sacadura 154. O show trouxe um bom público fiel que têm acompanhado suas vindas ao país desde 2018 em sua estreia por aqui. A terceira vez no Brasil e o disco Blue na íntegra Essa é a terceira vez que ionnalee vem ao Brasil. A primeira aconteceu em 2018, quando a artista se apresentou em São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, esses shows tinham como foco o material que a cantora lançou sob o nome de ionnalee, mas obviamente tiveram músicas do projeto iamamiwhoami. A casa abriu pouco antes das 20h, um atraso de quase uma hora do horário previsto que era 19h. Uma fila gigantesca esperava ansiosamente em frente ao Cine Jóia, casa localizada no bairro Liberdade em São Paulo. Quando entrei já pude notar a casa cheia. A banca de merchs tinha uma fila bem considerável e para a minha surpresa o vinil STILL BLUE já tinha esgotado há poucos minutos. Ainda assim, pude ver muitos fãs comprando camisetas, ecobags e o 7′ que estava a venda. Mais um atraso, dessa vez no início do show que era previsto para 21h, começou por volta de 21h30 com a casa já lotada. Subiram ao palco, Tungorna e Hannes Norrgard, músicos que excursionam com a artista ao vivo. Eis que ionnalee surge das escadas, num vestido prateado comprido e um lindo casaco que parecia um tipo de casulo perolado. No palco, um telão ao fundo e luzes azuis, a música que abriu a apresentação foi DIVE. A faixa faz parte de STILL BLUE, uma versão nova lançada em 2025 com faixas inéditas. A emoção veio logo na segunda música, Fountain, faixa que abre o disco BLUE. Com um instrumental mais pop ela fez todas as pessoas dançarem e cantarem a plenos pulmões. Em seguida, Hunting For Pearls manteve o clima hipnótico e bonito daquela noite. Todas as músicas foram acompanhadas pelos visuais do disco no telão ao fundo, o que trouxe uma emoção ímpar. ionnalee estava visivelmente muito feliz, dançando e fazendo corações para os fãs que gritavam seu nome a cada música apresentada. Vista, tap your glass e blue blue foram executadas exatamente na ordem do disco. Essa dinâmica manteve o calor das pessoas que mostravam seu amor cantando, pulando e completamente extasiadas com sua performance. thin, era uma música que eu particularmente estava bem ansioso para escutar ao vivo. Só de lembrar aquele momento mais cadenciado e cheios de sintetizadores ecoando trazia um sentimento de euforia por estar ali presenciando aquela apresentação tão bonita. Outra muito aguardada foi chasing kites, uma das mais adoradas pelos fãs, que acompanharam cantando o refrão em alto e bom som. over the ocean outcast with nowhere to goa brighter forecast, new winds will blowa storm is drawing nearit calms and the air is clearwaste my youth chasing kitesi know will blow out of my hands Em seguida, era a vez de ouvir ripple e seu batidão. A performance foi ótima e deu uma boa agitada na galera que transformou o Cine Jóia numa pista de dança. O show aproximava do fim, quando ionnalee iniciou the last dancer, uma música mais introspectiva, mas que ganhou a atenção de todas as pessoas ali. Por fim, uma das mais esperadas da noite, shadowshow, notoriamente uma das mais adoradas pelo público que também acompanhou as letras. Ao fim, ionnalee disse que estava muito feliz por vir novamente ao Brasil e agradeceu o amor e apoio de seus fãs. Aproveitou para agradecer os músicos no palco e seu marido e produtor Claes Björklund. Ela comentou as dificuldades de trazer uma turnê dessas de longe pra cá e agradeceu aos produtores da Descobrir Música, responsáveis pelos shows no Brasil. Para fechar com maestria, tivemos STILL BLUE, faixa que entrou no disco do mesmo nome, essa também se tornou muito querida. Pude ver muitas pessoas emocionadas durante a performance. Uma pessoa jogou uma bandeira do Brasil no palco. ionnalee prontamente a pegou e começou a dançar e balançá-la mostrando seu respeito e amor ao público. Essa turnê foi especial, pois trouxe na íntegra um dos discos mais bonitos e emocionantes do synthpop. Acredito que há anos atrás ninguém imaginaria que estariam assistindo a um show de iamamiwhoami no Brasil. Mas que incrível que isso aconteceu e que cada vez mais a artista têm mostrado interesse em se apresentar por aqui. Um grande obrigado a Descobrir Música que pela terceira vez trouxe ao Brasil essa artista incrível e carinhosa, e que venham mais vezes. Setlist iamamiwhoami | ionnalee:DIVEFOUNTAINHUNTING FOR PEARLSVISTATAP YOUR GLASSBLUE BLUETHINCHASING KITESRIPPLETHE LAST DANCERSHADOWSHOWSTILL BLUE Acompanhe iamamiwhoami | ionnalee nas redes sociais: Site oficial | Instagram | Bandcamp Confira o disco STILL BLUE: Confira outras resenhas de discos aqui.
Velavulto estreia com o single “Mudança”, equilibrando barulho, intensidade e delicadeza

Formada em 2023, em Joinville (SC), a Velavulto reúne Ana Croce (voz e guitarra), Bruno Sanchez (bateria), João Mesadri (baixo) e Leonardo Machado (guitarra). O som do quarteto bebe de referências que vão do rock alternativo dos anos 90, com nomes como Radiohead e Smashing Pumpkins, até a cena nacional mais recente, como a Adorável Clichê. Apesar das inspirações, a banda constrói sua própria identidade, equilibrando distorções intensas, letras marcantes e momentos de delicadeza. Com presença de palco e qualidade reconhecida, a Velavulto já dividiu espaço com grupos como Dance of Days e Cidade Dormitório, além de ter sua música destacada em veículos especializados no Brasil e no exterior. Mudança é o single de estreia da Velavulto e os coloca entre os nomes promissores no rock alternativo A faixa marca a estreia da Velavulto e tem como tema a mudança, um processo que pode ser doloroso, mas também necessário. O enredo passeia entre boas e más lembranças, explorando sentimentos como nostalgia e insegurança. As letras traduzem bem essa atmosfera, acompanhadas por uma sonoridade que começa com riffs delicados e ganha força no refrão. Já no primeiro lançamento, a banda demonstra personalidade e dá um vislumbre do que pode vir nos próximos trabalhos. A gravação aconteceu no estúdio Mario Lima, em Joinville, com mixagem assinada por Diego Nunes. Caixas pesadas no chãoTinta fresca na parede do quartoEstamos de mudança mais uma vez Ecos na sala vaziaLembranças num saco plásticoÉ a última vez que me estresso com a manchaEspero que ela não entre nesse caminhão Confira a faixa Mudanças: Acompanhe a Velavulto nas redes sociais: Instagram | Youtube Confira outras matérias clicando aqui.
Turmallina traz shoegaze com sotaque brasileiro em novo single Mil Pedaços

Turmallina é uma banda de São Paulo, formada em 2018 e composta por Gabe Jordano (vocal), Caio Silva (guitarra), Edu Campos (baixo), Marcos Marques (guitarra) e Paula Janssen (bateria). As influências do grupo vão do shoegaze, psicodelia até dream pop de artistas como Tame Impala e Melody’s Echo Chamber. Nas letras, abordam temas que são recorrentes durante a fase da juventude para a vida adulta, como amadurecimento, descobertas e pertencimento. Na discografia trazem o EP Aurora (2022) e os singles Febre e Ficou pra Trás (2023). Mil Pedaços, o novo trabalho busca amadurecimento sem perder a essência da banda Mil Pedaços é o título do novo single, com ele a banda busca amadurecer sua sonoridade, que vem acompanhada do frescor emocional, característica de suas composições. A sonoridade traz guitarras etéreas, que são a marca do shoegaze, mas abrem espaço para sintetizadores e vocais que criam uma atmosfera envolvente no ouvinte. Ainda que a faixa vá de encontro a uma atmosfera mais melancólica, ela traz uma energia que envolve a temática, que fala sobre se libertar de uma pessoa que já não lhe faz bem. É aquele momento difícil e turbulento, mas que no fim pode encontrar a felicidade e a força, e todo esse clima é muito bem representado no instrumental envolvente que lida com as dualidades da dor e a beleza. “Mil Pedaços” é também uma prévia do próximo disco que está em finalização no Estúdio Sinestesia, com um time de respeito, tendo na produção Rafael Penna (Applegate / A Porta Maldita), engenharia de som de Gabriel Assad e mixagem e masterização de Gil Mosolino (Bike / Applegate). A faixa está disponível em todas as plataformas digitais, marcando o início de uma nova jornada para a banda. Acompanhe a Turmallina nas redes sociais: Bandcamp | Spotify | Youtube Confira a faixa Mil Pedaços: Mil Pedaços de Turmallina
BIKE convida público para meditar em seu novo disco Noise Meditations

Noise Meditations, novo álbum que a banda BIKE apresenta agora, nasceu de sessões entre os integrantes no estúdio Wasabi, em São José dos Campos – cidade natal do grupo. Com um set de baixo, bateria, guitarras, sintetizadores e percussões, o quarteto que é referência da nova psicodelia brasileira se reuniu para fazer música sem roteiro. “Tocamos por horas sem nada programado e dali saiu o repertório que forma o novo álbum”, conta Julio Cavalcante, vocalista e guitarrista. Com vinil em pré-venda desde Junho, o disco que chega neste 12 de Setembro nas plataformas digitais vai ser apresentado em uma turnê de lançamento no Reino Unido neste mês. Ouça o álbum aqui. Acontece também neste dia 12 o show de lançamento do álbum em São Paulo, na Casa Rockambole, a partir das 21h, com abertura de Edgar. Ingressos aqui. O conceito do disco está contido no próprio título: “a ideia era uma sonoridade que fosse guiada por ruídos e drones acompanhada de batidas e percussões repetitivas que dessem a ideia de música para meditar no caos. Fizemos letras curtas para que fiquem na cabeça como pequenos mantras”, explica Julio. Entre as influências que passam por Noise Meditations, estão música indiana, krautrock, jazz, Sonic Youth, Pedro Santos e o álbum Paêbiru. Depois das sessões que deram os contornos e alicerces das faixas, a banda – que assina a produção musical – gravou todo o disco em um único dia, no estúdio El Rocha, em São Paulo. “Passamos metade da diária montando, microfonando, timbrando os equipamentos e depois gravamos duas vezes cada música, pegamos a melhor versão e partimos para a mixagem e para a masterização”. BIKE é formada por Júlio Cavalcante (voz e guitarra), Diego Xavier (voz e guitarra), Daniel Fumega (bateria) e Gil Mosolino (baixo). Faixa a faixa por Julio Cavalcante 1 – Todos os Olhos: é psicodelia apocalíptica. A letra é o ponto de vista da floresta pegando fogo, quando todos ficam de olho, mas a maioria não faz nada, enquanto os olhos imundos do mundo querem apenas o lucro que a floresta pode dar. 2 – V.D.C: A letra veio durante uma expedição que fizemos com amigos. A partir de um certo momento a música que tocava me fez querer dançar como num ritual. Quando o disco que tocava acabou me senti muito leve e anotei as frases que vieram num papel. Na criação do som a música surgiu em cima de um ritmo do meu pedal de guitarra, e o loop que criamos me deu a mesma sensação da expedição. Foi só juntar as coisas nesse quebra-cabeça. 3 – NEU!A: Fiz essa letra na nossa última turnê pela Europa. É como se fosse uma letra irmã da Divina Máquina Voadora presente no nosso segundo disco. São imagens do que vimos e vivemos por lá. Se Divina homenageia Ronnie Von no título, aqui quem leva a homenagem é uma das nossas bandas alemãs preferidas, que influenciou muito esse disco e foi trilha sonora de toda essa turnê. 4 – Sucuri: Tem forte influência de Pedro Santos e do disco Krishnanda, que é um dos favoritos da banda. A letra veio para celebrar a Sucuri da lenda “Yube e a Sucuri”, da cultura Kaxinawá, em que um homem se apaixona por uma mulher sucuri e, para continuar com ela. também se transforma em sucuri e passa a viver no mundo profundo das águas, onde descobre uma bebida alucinógena que dá poderes de cura e acesso ao conhecimento. 5 – Bico de Ouro: A música nasceu de uma combinação do slicer de uma guitarra com o drone da outra, e a partir daí foi criado o beat que jogou a música pra frente. A letra traz a ideia de liberdade, de não ficar preso a nada. 6 – Coral: Surgiu da ideia de ser uma transição do Lado A para o Lado B do vinil. Então depois de toda a explosão de Bico de Ouro chegamos em Coral, que começa com um riff simples de guitarra que vai se somando aos outros instrumentos. A letra traz a ideia de uma picada de cobra-coral, que se espalha rápido pelo corpo e te leva a outro plano, um renascimento em outro espaço. 7 – Noise Meditations: Essa letra também foi fruto da mesma expedição que fizemos. Ela é quase um resumo do disco e por isso acabou ganhando esse nome. Talvez a faixa mais jazzística do álbum, mas do nosso jeito. Acho que nunca tínhamos feito uma faixa assim. 8 – Bhang: Psicodelia apocalíptica guiada por tambores. 9 – Velada: O Noise Meditations saiu de uma sessão pesada de três dias de jams gravadas aqui no estúdio. Velada foi uma das músicas que nasceram no fim da sessão com o corpo já cansado, mas como o groove engrenou a gente gastou um tempo nesse loop, que era pesado e rítmico. Acho que é a faixa mais pesada do BIKE até então. Ela também me passa uma sensação muito forte de leveza ao terminar e sua letra também surgiu na expedição. É a faixa onde a afinação que uso na guitarra neste disco mostra mais a sua cara. 10 – Essência Real:Para encerrar o disco pensamos em Essência Real porque ela traz na letra o resumo do que é ter uma banda independente lançando discos e fazendo turnês. Na parte sonora tentamos trazer a sensação de estar voltando, aterrando e mostrando ao ouvinte que é o final do disco. Confira o disco Noise Meditations: Noise Meditations de BIKE Acompanhe o BIKE nas redes sociais: Tiktok | Bandcamp | Instagram
Odair José e Ema Stoned serão atrações de abertura no The Brian Jonestown Massacre em São Paulo

Duas atrações nacionais, o hitmaker Odair José e a banda sensação do underground paulistano Ema Stoned, farão a abertura do show de retorno do The Brian Jonestown Massacre a São Paulo/SP, o maior nome da psicodelia atual, que acontece dia 28 de novembro, no Espaço Usine (antigo Clash Club). A realização é da Maraty. Ingressos continuam à venda no site da Fastix: https://fastix.com.br/events/the-brian-jonestown-massacre-em-sao-paulo Um dos grandes cancioneiros do Brasil na ativa desde a década de 1970 com melodias simples e letras diretas, Odair José apresenta o show “Clássicos”, reunindo sucessos que atravessaram gerações, como Cadê Você, A Noite Mais Linda do Mundo e Eu Vou Tirar Você Desse Lugar. O show propõe um reencontro com a trajetória de mais de cinco décadas de Odair José e também um olhar sobre sua produção mais recente. Já a Ema Stoned é um power trio instrumental formado apenas por mulheres. Na ativa desde 2011, passeia pela música instrumental guiada por improvisação e experimentação com doses de psicodelismo, noise e jazz na busca de encontros onde o som e a arte possam pulsar através do vínculo entre o interno e o externo, o individual e o coletivo. Além de Brasil, o TBJM tem mais três shows agendados na América do Sul entre novembro e dezembro deste ano: 30/11 em Montevidéu (Uruguai), 2/12 em Buenos Aires (Argentina) e 4/12 em Santiago (Chile). The Brian Jonestown Massacre Formado em 1990, o The Brian Jonestown Massacre é uma fusão intensa e prolífica de folk, eletrônica, psicodelia, blues e garage rock, um dos nomes mais importantes do neo psicodelismo liderada pelo criativo multi-instrumentista e vocalista Anton Newcombe. Já se passaram mais de 30 anos desde a estreia da banda com o single ‘She Made Me/Evergreen’. Desde então, Newcombe (vocalista, compositor, compositor, proprietário de estúdio, multi-instrumentista, produtor, engenheiro, pai, força da natureza do TBJM) coleciona sucessos e histórias. Lançado em 1992, enquanto a imprensa musical se dirigia aos EUA para ungir a próxima banda de guitarra americana como a moda do mês e as grandes gravadoras estavam à caça de esperançoso obedientes para serem sua última solução rápida, Anton Newcombe teve uma ideia: dizer não. Newcombe já havia se estabelecido como um compositor visionário, um homem para quem fazer música não era uma escolha de estilo de vida ou um corte de cabelo hipster, mas a própria essência da existência, e ele observou em horror silencioso enquanto seus colegas se conformavam timidamente com tudo – sim para contratos, sim para gestão, sim para sugestões, sim para isso, sim para aquilo, sim, sim, sim. Mas ele era diferente. Anton Newcombe estava prestes a dizer não para tudo. “Eu simplesmente sabia que teria mais sucesso de uma certa maneira ao dizer não, apenas sendo contrário porque eu percebi que se as pessoas gostassem de mim, elas iriam gostar de mim de qualquer forma”, ele diz. “Ou não gostarem de mim. Não importa.” Muito disso foi documentado no polêmico documentário ‘Dig!’, que ainda é celebrado como um dos melhores documentários de rock já feitos, e comemora seu 20º aniversário este ano. A versão remasterizada e expandida estreou no Sundance em janeiro. O álbum de estreia do Brian Jonestown Massacre, Methodrone, tingido de shoegazing, foi lançado em 1995 e desde então vários membros da banda se juntaram a Newcombe em suas escapadas sonoras, mas ele permaneceu o único constante, o gênio criativo no centro de uma das bandas mais fascinantes da música. Desde então, houve mais 20 álbuns sob o nome de Brian Jonestown Massacre, cada um embarcando em sua própria aventura de expansão da mente e explorando os reinos exteriores do rock’n’roll; rock psicodélico, country-blues, rock’n’roll raivoso, noise-pop relaxante e mais. Ao longo do caminho, Newcombe se estabeleceu como um talento único na vida, que viu a direção em que o indie-rock mainstream estava indo e optou por dar a volta longa. Ele emergiu como uma força revolucionária na música moderna, um herói underground. Não havia outro caminho, era assim que tinha que ser. “Minha única opção com tudo na vida sempre foi que você apenas pula no fogo”, ele declara. “Não importa o que seja.” É com esse espírito que ele pulou ao redor do mundo, da Costa Oeste a Nova York, de Manhattan à Islândia, e então a Berlim, onde viveu por 15 anos e tem dois apartamentos, um para morar e outro que foi convertido em seu estúdio. Depois de uma década de 2010 extremamente prolífica, que viu o lançamento de oito álbuns completos e um mini-álbum, Newcombe estava passando por um período de bloqueio criativo quando um dia ele pegou sua guitarra de 12 cordas e The Real (a faixa de abertura do álbum anterior Fire Doesn’t Grow on Trees) surgiu dele. Assim como o kraken, era como se ele tivesse convocado isso. “De repente, eu simplesmente ouvi algo”, ele diz. “E então não parou mais. Gravamos uma música inteira todos os dias, durante 70 dias seguidos.” No final, eles tinham 2 álbuns prontos para serem lançados. Juntando-se a Newcombe no estúdio para The Future Is Your Past estavam Hakon Adalsteinsson (guitarra) e Uri Rennert (bateria). Ao longo da carreira, o The Brian Jonestown Massacre figurou em diversas trilhas sonoras: Straight Up And Down é música tema da série televisiva da HBO, Boardwalk Empire; The Way It Was foi usada na trilha sonora do video game de corrida Need For Speed: The Run; Going To Hell fez parte da trilha sonora do clássico da comédia americana American Pie (1999); Not if You Were the Last Dandy on Earth aparece na trilha sonora de seu filme Broken Flowers. SERVIÇO The Brian Jonestown Massacre em São Paulo Data: 28 de novembro de 2025 (sexta-feira)Horário: 20hLocal: Espaço Usine (R. Barra Funda, 973 – Barra Funda, São Paulo – SP) Ingressos: https://fastix.com.br/events/the-brian-jonestown-massacre-em-sao-paulo Valores em 1º lote:R$220,00 (Meia Estudante)R$230,00 (Meia Solidária – mediante doação de um 1 kg de alimento não perecível)R$440,00
Napalm Death e Ratos de Porão em show único no Brasil em 2025

A Xaninho Discos junto à Caveira Velha Produções trazem a icônica banda inglesa de grindcore Napalm Death a São Paulo, no dia 5 de dezembro de 2025. Será a única apresentação no Brasil em meio à nova turnê pela América Latina. A apresentação será no Hangar 110 e terá o Ratos de Porão como banda convidada em uma noite histórica. Ingressos: https://101tickets.com.br/events/details/Napalm-Death-e-Ratos-de-Porao-em-Sao-Paulo O Napalm Death surgiu em 1981, no vilarejo de Meriden, próximo a Birmingham (Inglaterra), e atravessa décadas como uma das formações mais influentes do mundo com sua sonoridade pesada e contestadora. Guitarras distorcidas, blast beats frenéticos, vocais guturais e letras com forte viés sociopolítico são a verve da banda. Até o momento, já lançou 16 álbuns de estúdio. O lançamento mais recente do Napalm Death é o álbum colaborativo com os Melvins, intitulado Savage Imperial Death March, lançado em fevereiro de 2025. Já solo, lançaram o EP Resentment Is Always Seismic – A Final Throw of Throes, em 2022. Ao vivo, o Napalm Death é historicamente avassalador. Mark ‘Barney’ Greenway (vocais) John Cooke (guitarra), Shane Embury (baixo) e Danny Herrera (bateria) tomam conta do palco com força e peso, combinando clássicos como “Prison Without Walls” e “You Suffer” com faixas mais recentes, comprovando sua evolução sem perder a essência grindcore. Com razão, as apresentações da banda inglesa são descritas por fãs e crítica especializada como “um ataque sensorial” pesado, direto e intenso. Em uma recente entrevista ao site espanhol Rafa Basa, Barney falou do repertório do Napalm Death ao vivo, que busca trazer novidades aos fãs: “Sempre tentamos fazer um repertório diferente. Eu me canso de ver bandas tocando a mesma coisa ano após ano, então nos limitamos às músicas que as pessoas querem ouvir, os clássicos, se você quiser chamá-los assim, e também tentamos introduzir coisas diferentes. Basicamente é sempre um repertório diferente.” Ratos de Porão – O Ratos de Porão é uma banda brasileira de punk crossover formada em novembro de 1981, durante a explosão do movimento punk paulista. Seu primeiro disco, Crucificados pelo Sistema, saiu em 1984 e tinha músicas que se tornaram hits instantâneos como a própria Crucificados, Agressão Repressão e Morrer. São conhecidos internacionalmente, tendo feito turnês pela América Latina, Europa e América do Norte. Atualmente estão se apresentando ao vivo com sua turnê de 40 anos, que marca também o lançamento do álbum Necropolítica, feito durante a pandemia SERVIÇO Napalm Death + Rato de Porão em São Paulo Data: 6 de dezembro de 2025Horário: 18h (abertura da casa)Local: Hangar 110 (rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro – São Paulo/SP) Ingressos: https://101tickets.com.br/events/details/Napalm-Death-e-Ratos-de-Porao-em-Sao-Paulo
Warmest Winter lança Ongoing Longing, o trabalho marca a transição musical e retorno da banda

O projeto brasileiro Warmest Winter rompe um hiato de cinco anos com o lançamento de Ongoing Longing, seu novo álbum de estúdio. Com oito faixas inéditas, o trabalho representa uma virada estética decisiva: se os registros anteriores dialogavam com o espectro do post-punk atmosférico e do shoegaze melancólico, o novo disco se volta a uma linguagem mais aberta, entrelaçando elementos acústicos, eletrônicos e ambientais. A sonoridade de Ongoing Longing reflete uma busca por maior elasticidade emocional e textural. Violões em primeira camada, sintetizadores discretos e programações minimalistas criam um espaço sonoro que se afasta da opacidade ruidosa do passado — mas sem perder o senso de introspecção que caracteriza o projeto desde seu início. “Existe um deslocamento nesse disco — uma vontade de deixar o som e as letras respirarem mais, de aceitar os espaços vazios, as perdas, as aceitações da vida, como parte da composição. Mas o desejo, o impulso, continua ali. Apenas menos encoberto”, afirma Tiago Duarte Dias. Ao longo do álbum, é possível perceber influências que vão de Nick Cave e Bob Dylan a recortes mais recentes como Weyes Blood, Lucy Dacus, além de Big Thief. Em vez de uma ruptura abrupta, o disco propõe um deslocamento suave, quase meditativo, da linguagem musical — como se a tensão entre passado e presente se dissolvesse lentamente ao longo das faixas. Produzido de forma independente, Ongoing Longing é também um ensaio afetivo sobre o tempo, o silêncio e o desejo como estado permanente. Mais do que um retorno, é uma reconfiguração — estética e sensível — de um projeto que se recusa a repetir a si mesmo. Acompanhe a Warmest Winter nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Ongoing Longing:
Stevie Victor materializa memórias, crises e afetos em seu primeiro disco autoral

Conhecida por ser idealizadora da banda brasiliense de rock psicodélico Palamar, Stevie Victor agora dá um passo à frente em sua trajetória com o lançamento de Bebê Clube, seu primeiro álbum solo. Durante sua caminhada com a Palamar, Stevie dividiu palcos com nomes como Anelis Assumpção, Tulipa Ruiz e Marrakesh, além de participar de importantes festivais. Bebê Clube é uma jornada pelas memórias, ideias e afetos Multi-instrumentista, compositora e produtora, a artista mergulha em uma criação pessoal e intensa, onde conduz todas as etapas do processo criativo, dos arranjos às gravações, com exceção da faixa Há um Tesão, presente de Lucas Lino. O amor pela música vem da época de criança, e foi se materializando com o passar dos tempos, ainda que no fundo pulsasse a vontade de lançar um disco solo em que pudesse tomar as rédeas e expressar composições pessoais e uma sonoridade mais diversa. Em 2024 encontrou o momento certo para olhar pra si e dar início a um trabalho íntimo e que externa suas vivências, dores, amores e turbulências da vida. O disco reúne 12 faixas compostas entre 2020 e 2025, como Nepo Baby, Black Lança, Amor de Primavera e Quiabo, e traz uma conexão entre passado e presente, tudo costurado por uma sonoridade diversa, livre de amarras, e por letras que tocam temas como crescimento, saudade, amor e saúde mental. Em tempos de desamor, caos e tecnologias, Bebê Clube é o resultado da coragem de transformar a intensidade da vida em música. Um convite ao íntimo, ao sensível e à beleza de materializar sentimentos em som. Acompanhe Stevie Victor nas redes sociais: Tiktok | Instagram | Youtube Confira o disco Bebê Clube:
Dark Tranquillity vem a São Paulo com turnê que celebra 2 álbuns clássicos

Dark Tranquillity, pioneiro do death metal melódico sueco, está de volta ao Brasil em janeiro de 2026 com a inédita turnê ‘The Character Galley‘, em que parte do repertório será dedicado aos emblemáticos álbuns The Gallery (1995) e Character (2005), além de clássicos e musicas de registros mais recentes. Será show único no país, dia 18 de Janeiro, no Carioca Club, em São Paulo/SP. A realização é da Overload em parceria com a CK Concerts. Ingressos à venda a partir das 10h de 8/08: www.clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp. O Dark Tranquillity, junto ao At the Gates e In Flames, foi responsável por fundar o que hoje é conhecido como death metal melódico, ou o som de Gotemburgo (já que todos são originários dessa cidade). “2025 marca o aniversário combinado de dois marcos em nossa carreira – The Gallery (1995) e Character (2005)”, comenta o Dark Tranquillity sobre a proposta desta turnê que passará por São Paulo em 2026. Para celebrar essa ocasião, a banda embarca em uma turnê especial dedicada a destacar esses álbuns lendários, mas com espaço para muito mais de sua extensa carreira de 13 registros de estúdio. “Prepare-se para músicas que nunca foram apresentadas ao vivo, além de faixas clássicas que há anos não integravam nosso repertório”, completam. A formação atual é Peter Lyse Karmark (guitarra), Joakim Strandberg Nilsson (bateria), Mikael Stanne (vocal), Christian Jansson (baixo), Johan Reinholdz (guitarra) e Martin Brändström (eletrônicos). The Gallery é um disco visionário de meados da década de 1990 devido à combinação de linhas melancólicas em meio ao death metal, sua estrutura progressiva e passagens limpas como nunca visto até então naquele estilo. Respaldado por críticas positivas em todo o mundo, é um clássico do ‘melodeath’, com riffs incrivelmente eficazes e produção limpa que realça todos os instrumentos. Dez anos depois, o Dark Tranquillity lança Character, que é mais um divisor de águas tanto na trajetória da banda como da música pesada. É um registro com melodia, velocidade e atmosfera única, com Mikael Stanne transitando entre os fortes e característicos vocais rasgados e cantados. SERVIÇODark Tranquillity em São Paulo Data: Domingo, 18 de Janeiro de 2026Abertura da casa: 18h30 | Showtime: 20hLocal: Carioca Club Pinheiros (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo, SP) Venda online: www.clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp Valores: Solidário (doe 1 Kg de alimento não perecível) e Meia Entrada em:1º lote: R$ 220,00 | Inteira em 1º lote: R$ 440,00Camarote em 1º lote: R$ 280,00 Classificação etária: +16 Mais informações:https://www.darktranquillity.comhttps://linktr.ee/overloadbrasilhttps://www.instagram.com/tedesco.com.midia
Boris, banda japonesa vem ao Brasil pela 1ª vez com turnê de 20 anos do icônico álbum Pink

Em celebração do 20º aniversário do icônico álbum Pink, as lendas japonesas Boris anunciam a primeira turnê na América do Sul em novembro de 2025. O Brasil recebe show único, dia 30/11, em São Paulo/SP, no Fabrique Club. A produção local é conjunta entre Powerline Music & Books, Abraxas e Maraty. Ingressos: https://fastix.com.br/events/boris-em-sao-paulo. Boris foi formado em 1992 e, eventualmente, chegou à formação atual da banda com Takeshi, Wata e Atsuo em 1996. O trio fundiu o rock pesado cativante com paisagens sonoras expansivas e experimentais, duas forças aparentemente opostas trazidas à harmonia em um único plano sônico. É ainda hoje uma das bandas mais experimentais e respeitadas do underground global por sua capacidade camaleônica de transitar entre gêneros como drone metal, noise rock, sludge, shoegaze, ambient, punk, doom e psicodelia, frequentemente dentro de um mesmo álbum ou até de uma mesma música. Com Pink como um ponto crucial, lançado em 2006, Boris evoluiu e aprofundou ainda mais sua própria definição de “pesado” ao lançar um imenso corpo de trabalho, enquanto expandia o escopo de seus esforços criativos. Mesmo agora, eles permanecem inabaláveis por convenções, refinando uma estética singular que desafia a previsibilidade. Esta turnê que celebra o 20º aniversário de Pink será realizada pela formação de três integrantes daquela época. Centrada em faixas de Pink, a turnê contará com o mesmo setlist que ousadamente repintou o mapa do rock pesado com suas cores sonoras vívidas. Ao longo dos anos, Boris tem explorado incansavelmente sua própria versão do que é pesado por métodos totalmente próprios. Embora as profundezas de sua “pesadez” possam se intensificar, seus músicos únicos desafiam a classificação em qualquer gênero ou estilo, então vamos apenas chamá-lo de verdadeiro “heavy music” em cores extremas. Sua música foi chamada de “mudança de jogo” em relação à vanguarda da cena rock mundial, e essa influência é ilimitada. Eles entram em reinos que não podem ser descritos simplesmente em termos de “som explosivo” ou “rugidos trovejantes” que se tornaram sua marca registrada. Melvins é uma das maiores influências na formação do som do Boris, especialmente nos primeiros anos. O peso arrastado, o experimentalismo, a liberdade estrutural e a mistura de noise com sludge e punk que caracterizam o Melvins foram fundamentais para moldar a identidade de Boris. O nome Boris, inclusive, vem de uma música do Melvins, do álbum Bullhead (1991). A banda comenta sobre os 20 anos de Pink e da inédita e tão aguardada turnê sul-americana em novembro deste ano: “Você se lembra dos Dias Rosa? Para aqueles que vivenciaram essa era em tempo real — e para aqueles que a estão encontrando ao vivo pela primeira vez — essa pergunta ressoará através de linhas do tempo pessoais, unindo passado e futuro. Esta turnê promete ser muito mais do que uma simples celebração de aniversário. Ela oferece um vislumbre poderoso e imersivo tanto do futuro quanto da natureza multifacetada do rock pesado em si“. SERVIÇO Boris (Japão) em São Paulo Data: 30 de novembro de 2025Horário: 18h (abertura da casa)Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP) Ingressos: https://fastix.com.br/events/boris-em-sao-paulo. Valores:R$ 170,00 (Meia Estudante – 1º lote),R$ 180,00 (Meia Solidária – 1º lote)R$ 340,00 (Inteira – 1º lote) Confira mais novidades na seção Notícias.
Música brasileira, artistas e bandas que você precisa conhecer em 2025

A música brasileira vive um ótimo momento. Mesmo com as paradas dos streamings dominadas basicamente por sertanejo e funk, há um movimento forte de artistas independentes que vêm se destacando e criando trabalhos de alta qualidade. Ainda que alguns torçam o nariz para o que faz mais sucesso, 2025 já trouxe lançamentos incríveis de nomes promissores que merecem atenção. Tem rock, pop, rap, MPB, eletrônico e fusões criativas que mostram o quanto nossa cena é rica e diversa. É um ótimo momento para explorar sons novos, apoiar quem faz arte com verdade e renovar o que toca nos seus fones. Então, pegue seu fone de ouvido e prepare sua playlist, tem muita coisa boa esperando por você. Depois não diga que a gente não avisou. Pedro Emílio – Enquanto os Distraídos Amam (2025) Pedro Emílio é uma grata surpresa na cena brasileira, o artista que surgiu em São Paulo e lançou singles e EP’s promissores há alguns anos, retorna com seu primeiro disco ”Enquanto os Distraídos Amam”. O trabalho tem inspirações na mpb brasileira e em sonoridades modernas, com composições sinceras que falam de amor e do cotidiano. Escute: ”Eu, Camarão e Ela” e ”Amor Inteiro”. Nyron Higor – Nyron Higor (2025) Nyron Higor é um compositor e multi-instrumentista alagoano. Sua música mistura influências do jazz, MPB, hip hop e ritmos nordestinos. Neste ano, ele lançou seu segundo disco, com canções poéticas e delicadas, de uma beleza que emociona e dá orgulho de ver na nova cena da música brasileira. A produção ficou por conta de Batata Boy e Bruno Berle, parceiros do artista. Escute: ”Me Vestir de Você” e ”Estou Pensando em você”. Nyron Higor de Nyron Higor Sobre a Noite de Ontem – Distante (2025) Sobre A Noite de Ontem é uma banda do Guarujá que lançou seu novo single, Distante, unindo riffs pesados à voz suave e introspectiva do shoegaze, com ecos de Deftones. A faixa fala sobre estar mentalmente ausente, um retrato sensível de vivências comuns para pessoas com TDAH ou TEA. Gravada em um estúdio caseiro e finalizada por Felipe Vassão, a música mantém a essência do trabalho anterior. Com influências de Whirr, Terraplana e Menores Atos, o grupo segue firme no som e no sentimento. Virgulados – O Trem de Belo Jardim (2025) Virgulados é uma banda pernambucana de Belo Jardim que lançou em 24 de junho de 2025 seu primeiro álbum, O Trem de Belo Jardim. Com produção de Benke Ferraz (Boogarins) e incentivo do Funcultura/PE, o disco mistura rock, MPB, música experimental e poesia falada. As faixas têm forte carga lírica e performática, guiadas pela palavra e por um olhar crítico sobre o território agrestino. Dividido em três atos, o álbum apresenta uma narrativa sensível e ousada, marcada pela identidade do interior nordestino. In Vida – Awakening (2025) In Vida é uma banda que acaba de lançar seu novo álbum, Awakening, uma obra que marca uma fase de renovação em sua trajetória. O disco traz letras sobre superação, renascimento e força interior, temas que se conectam com momentos de transformação pessoal. A sonoridade mistura metal alternativo e post-hardcore, combinando peso, melodia e vocais intensos para criar uma experiência emocional e energética. Pablo Vermell – Futuro Presente (2025) Pablo Vermell é um jovem artista que se prepara para lançar seu primeiro disco, Futuro Presente, no dia 14 de agosto. O álbum aborda temas como afeto, distanciamento e autoimagem, reflexos dos dilemas vividos pela geração Z. O trabalho traz colaborações de Lucas Gonçalves (Maglore), da cantora amazonense Corama e da banda norte-americana Valiant Blues. A sonoridade mistura indie pop e rock alternativo. Tereu – Músicas para Enxergar de Novo (2025) Tereu, nome artístico de Matheus Andrighi, estreia em carreira solo com o álbum Música Pra Enxergar de Novo, lançado pelo selo TRUQ. O disco traz oito faixas autorais com tom confessional, inspiradas no cotidiano, nas mudanças da geração millennial e nas memórias do artista. Gravado de forma caseira e simples, o trabalho une influências musicais e literárias em uma narrativa pessoal e sensível. As canções refletem vínculos em trânsito, afetos fragmentados e a busca por pertencimento. Y3ll – Entre Samples Roubados & Cerveja Barata (2025) O rapper Y3ll, do extremo leste de SP, lança Entre Samples Roubados & Cerveja Barata, álbum com 8 faixas e 2 interlúdios que misturam rap alternativo, city pop, animes e samba. Com produções de Sloope e participações de Alamim e AK’him, o disco é uma ode à liberdade criativa em tempos de hiperconexão. As rimas abordam trabalho, capitalismo e a vivência na quebrada com ironia e sensibilidade. Tudo isso com samples que vão de Zeca Pagodinho a Shaft e referências que só a zona leste entende. Conheça mais artistas e bandas na seção matérias.
Metal em 2025, conheça 6 discos em destaque lançados neste ano

Continuando a nossa tradição de criar listas de discos com boa curadoria, que envolvem tanto críticas internacionais quanto usuários do mundo inteiro, separamos 6 álbuns de diversos gêneros do metal que estão entre os lançamentos de destaque nos sites especializados. Podemos notar um bom equilíbrio de artistas novos e antigos, que vem criando composições que conversam com os tempos atuais. Já falando de sonoridade, notamos desde o som mais tradicional até outros que exploram e experimentam mais, saindo fora da caixinha e firmando sua importância na cena mundial. Confira a seguir as bandas e seus lançamentos que separamos para vocês conhecerem, aproveite pra comentar em nosso post qual você mais gostou ou qual você destacaria como um dos melhores lançamentos até agora. Sigh – I Saw The World’s End – Hangman’s Hymn MMXXV Esse disco é uma nova versão regravada do clássico Hangman’s Hymn da banda japonesa Sigh, pioneira do black metal experimental. Lançado em 2025 pela Peaceville Records como parte da comemoração de 35 anos de carreira, o álbum traz uma produção muito mais poderosa e refinada. As orquestrações agora são executadas com instrumentos reais, as guitarras soam mais afiadas e os vocais de Mirai estão mais intensos do que nunca. I Saw The World End (Hangman's Hymn MMXXV) de Sigh Deafheaven – Lonely People With Power Lonely People With Power é o sexto álbum do Deafheaven, banda americana que mistura o peso do black metal com a beleza do shoegaze e do post-rock, estilo conhecido como blackgaze. Neste disco, o grupo retorna às raízes com força total, trazendo de volta os vocais agressivos, blast-beats intensos e guitarras afiadas, sem abrir mão das melodias e climas emocionais. O álbum conta com participações especiais de Paul Banks (Interpol) e Jae Matthews (Boy Harsher). Messa – The Spin A banda italiana MESSA chama atenção com seu quarto álbum, The Spin. O disco mistura o peso do doom metal com atmosferas envolventes e sombrias, explorando novas influências do rock gótico dos anos 80. As músicas têm climas intensos e emocionais, com passagens pesadas, vocais marcantes e arranjos cheios de profundidade. As composições trazem temas como dor, pressão social, crise existencial, transformação. The Spin de Messa Imperial Triumphant – Goldstar Goldstar é o sexto álbum do Imperial Triumphant e mostra a banda mais afiada do que nunca. É um disco brutal e técnico, com riffs marcantes, ritmos complexos e uma produção que impressiona, tudo isso sem soar cansativo. As músicas são mais diretas, mas mantêm o clima sombrio e caótico que já virou marca registrada da banda. Ele conta com participações, como Tomas Haake (Meshuggah), Dave Lombardo (Slayer) e Yoshiko Ohara, que ampliam ainda mais o alcance e a ousadia do trabalho. Goldstar (24-bit HD audio) de Imperial Triumphant Vauruvã – Mar de Deriva A banda brasileira Vauruvã, formada por Bruno Augusto (vocais, letras) e Caio Lemos (instrumentos, produção), lança seu quarto álbum, Mar da Deriva, com três faixas intensas e envolventes. O disco propõe uma verdadeira jornada sonora, misturando black metal atmosférico, elementos da música brasileira, camadas progressivas e uma forte carga ritualística. As composições exploram temas como ancestralidade, natureza e memória, criando paisagens sonoras que emocionam e impressionam pela originalidade. Mar da Deriva de Vauruvã Dormant Ordeal – Tooth and Nail A dupla polonesa Dormant Ordeal apresenta seu quarto álbum, Tooth and Nail, um trabalho afiado que une riffs pesados, melodias sombrias e atmosferas densas. O disco transita com equilíbrio entre a fúria do death metal técnico e momentos de sutileza emocional, mostrando maturidade e profundidade nas composições. Faixas como “Halo of Bones” e “Dust Crown” mostram o quanto a banda domina o caos com elegância. Com produção clara e dinâmica, o álbum entrega uma experiência intensa. Tooth and Nail de Dormant Ordeal Confira outras matérias aqui.
The Brian Jonestown Massacre retorna a São Paulo em novembro

Após um show sold out na estreia no Brasil em 2023, The Brian Jonestown Massacre, um dos nomes mais importantes do neo psicodelismo liderada pelo criativo multi-instrumentista e vocalista Anton Newcombe, retorna a São Paulo no dia 28 de novembro, no Espaço Usine (antigo Clash Club). Ingressos: https://fastix.com.br/events/the-brian-jonestown-massacre-em-sao-paulo A realização é da Maraty, produtora do jornalista André Barcinski junto ao produtor Leandro Carbonato, responsável há dois anos pela primeira vez do The Brian Jonestown Massacre na capital paulista, com todos os ingressos vendidos em uma lisérgica e memorável apresentação de 2h30 de duração. As bandas de abertura serão anunciadas já nos próximos dias. Formado em 1990, o The Brian Jonestown Massacre é uma fusão intensa e prolífica de folk, eletrônica, psicodelia, blues e garage rock. E já se passaram mais de 30 anos desde a estreia da banda com o single ‘She Made Me/Evergreen’. Desde então, Newcombe (vocalista, compositor, compositor, proprietário de estúdio, multi-instrumentista, produtor, engenheiro, pai, força da natureza do TBJM) coleciona sucessos e histórias. Lançado em 1992, enquanto a imprensa musical se dirigia aos EUA para ungir a próxima banda de guitarra americana como a moda do mês e as grandes gravadoras estavam à caça de esperançoso obedientes para serem sua última solução rápida, Anton Newcombe teve uma ideia: dizer não. Newcombe já havia se estabelecido como um compositor visionário, um homem para quem fazer música não era uma escolha de estilo de vida ou um corte de cabelo hipster, mas a própria essência da existência, e ele observou em horror silencioso enquanto seus colegas se conformavam timidamente com tudo – sim para contratos, sim para gestão, sim para sugestões, sim para isso, sim para aquilo, sim, sim, sim. Mas ele era diferente. Anton Newcombe estava prestes a dizer não para tudo. “Eu simplesmente sabia que teria mais sucesso de uma certa maneira ao dizer não, apenas sendo contrário porque eu percebi que se as pessoas gostassem de mim, elas iriam gostar de mim de qualquer forma”, ele diz. “Ou não gostarem de mim. Não importa.” Muito disso foi documentado no polêmico documentário ‘Dig!’, que ainda é celebrado como um dos melhores documentários de rock já feitos, e comemora seu 20º aniversário este ano. A versão remasterizada e expandida estreou no Sundance em janeiro. O álbum de estreia do Brian Jonestown Massacre, Methodrone, tingido de shoegazing, foi lançado em 1995 e desde então vários membros da banda se juntaram a Newcombe em suas escapadas sonoras, mas ele permaneceu o único constante, o gênio criativo no centro de uma das bandas mais fascinantes da música. Desde então, houve mais 20 álbuns sob o nome de Brian Jonestown Massacre, cada um embarcando em sua própria aventura de expansão da mente e explorando os reinos exteriores do rock’n’roll; rock psicodélico, country-blues, rock’n’roll raivoso, noise-pop relaxante e mais. Ao longo do caminho, Newcombe se estabeleceu como um talento único na vida, que viu a direção em que o indie-rock mainstream estava indo e optou por dar a volta longa. Ele emergiu como uma força revolucionária na música moderna, um herói underground. Não havia outro caminho, era assim que tinha que ser. “Minha única opção com tudo na vida sempre foi que você apenas pula no fogo”, ele declara. “Não importa o que seja.” É com esse espírito que ele pulou ao redor do mundo, da Costa Oeste a Nova York, de Manhattan à Islândia, e então a Berlim, onde viveu por 15 anos e tem dois apartamentos, um para morar e outro que foi convertido em seu estúdio. Depois de uma década de 2010 extremamente prolífica, que viu o lançamento de oito álbuns completos e um mini-álbum, Newcombe estava passando por um período de bloqueio criativo quando um dia ele pegou sua guitarra de 12 cordas e The Real (a faixa de abertura do álbum anterior Fire Doesn’t Grow on Trees) surgiu dele. Assim como o kraken, era como se ele tivesse convocado isso. “De repente, eu simplesmente ouvi algo”, ele diz. “E então não parou mais. Gravamos uma música inteira todos os dias, durante 70 dias seguidos.” No final, eles tinham 2 álbuns prontos para serem lançados. Juntando-se a Newcombe no estúdio para The Future Is Your Past estavam Hakon Adalsteinsson (guitarra) e Uri Rennert (bateria). Ao longo da carreira, o The Brian Jonestown Massacre figurou em diversas trilhas sonoras: Straight Up And Down é música tema da série televisiva da HBO, Boardwalk Empire; The Way It Was foi usada na trilha sonora do video game de corrida Need For Speed: The Run; Going To Hell fez parte da trilha sonora do clássico da comédia americana American Pie (1999); Not if You Were the Last Dandy on Earth aparece na trilha sonora de seu filme Broken Flowers. Além de Brasil, o TBJM tem mais três shows agendados na América do Sul entre novembro e dezembro deste ano: 30/11 em Montevidéu (Uruguai), 2/12 em Buenos Aires (Argentina) e 4/12 em Santiago (Chile). SERVIÇO The Brian Jonestown Massacre em São Paulo + bandas de abertura Data: 28 de novembro de 2025 (sexta-feira)Horário: 20hLocal: Espaço Usine (R. Barra Funda, 973 – Barra Funda, São Paulo – SP)Ingressos: https://fastix.com.br/events/the-brian-jonestown-massacre-em-sao-paulo Valores em1º lote:R$220,00 (Meia Estudante)R$ 230,00 (Meia Solidária – mediante doação de um 1 kg de alimento não perecível),R$ 440,00 (Inteira)
Tiamat retorna ao Brasil após 16 anos para show único em dezembro

A versatilidade sonora e evolução artística ao longo das décadas do Tiamat é inquestionável. A banda sueca, na ativa desde 1987, experimentou diversas facetas do metal e do rock e já na década de 1990 se tornou referência mundial da música soturna, sempre com os vocais graves e únicos de Johan Edlund. Após 16 anos, eles estão de volta ao Brasil com show único em São Paulo/SP, que acontece dia 15 de dezembro no Carioca Club. Ingressos à venda na Eventrid Brasil (@eventridbr): https://eventr.id/0034PmFS A realização da turnê é da empresa mexicana Cacique Entertainment (@caciquemx). O show na capital paulista é o último de uma extensa turnê de 10 datas do Tiamat na América Latina, que começa no México e desce para Honduras, Chile e Argentina. Para este giro, o Tiamat promete repassar sua vitoriosa história na música, que carrega momentos marcantes dentro do black/death metal até sonoridades mais experimentais, além da fase de maior destaque e reconhecimento no gothic rock/metal. O Tiamat é tão importante na indústria musical que os renomados sites Loudwire e Metal Injection já colocaram os suecos como uma das bandas essenciais para entender a fusão entre o metal e o rock gótico dos anos 90 e 2000, classificando o álbum A Deeper Kind of Slumber (1997) como “influente e atemporal”. Da fase mais pesada, Wildhoney é um clássico. O álbum de 1994 mostra a habilidade do Tiamat em criar paisagens sonoras densas e etéreas. O uso de sintetizadores e passagens progressivas traz uma aura cinemática e emocionalmente poderosa. Já entre os materiais mais recentes, Amanethes, de 2008, lançado via Nuclear Blast, mostra a união de muito bom gosto entre o metal e o rock atmosférico com influência de Pink Floyd e Sisters of Mercy. Uma menção à parte para o vocalista Johan Edlund, um dos compositores mais visionários do metal europeu, autor de poéticas letras melancólicas e existenciais, que alinham o rock gótico com temas esotéricos e espirituais, usando até mesmo da ironia em muitas delas. SERVIÇO Tiamat em São Paulo Data: 15 de dezembro de 2025Horário: 20hLocal: Carioca Club (rua Cardeal Arcoverde, 2099 – Pinheiros, São Paulo/SP) Venda online: https://eventr.id/0034PmFS Valores:R$ 200,00 (Meia Entrada e Meia Solidária – 1º lote);R$ 400,00 (Inteira – 1º lote) Mais informações: https://www.instagram.com/tiamatbandhttps://www.instagram.com/caciquemxhttps://www.instagram.com/tedesco.com.midia
Zambrotta, trio pernambucano estreia com disco cheio de climas noventistas, emo e lo-fi

O jovem trio pernambucano Zambrotta, por meio do selo Downstage, disponibiliza o primeiro álbum da carreira Ensaio Sobre a Noite e o Dia com canções cheias de guitarras virtuosas sob roupagem experimental do rock noventista. São nove faixas em que a banda explora terrenos do post-rock, shoegaze, dreampop, emo, lo-fi e noise com sutileza e bom gosto. Zambrotta é Adner Andrade (voz), Lucas Emanuel (Guitarra/Voz) e Renan (bateria/Voz). Neste primeiro álbum cheio, eles revisitam seu passado e enfrentam os fantasmas de seu longo hiato. Ensaio Sobre a Noite e o Dia é o retrato violento e sincero do afeto entre três grandes amigos de infância, que demorou seis anos para nascer e compartilhar, com o mundo, canções-manifesto de suas próprias ambições criativas. A obra, auto-contida em seu fazer artístico, retrata todas as fases do sonho médio de um artista que se coloca à margem de sua obsessão: a ingenuidade do sonho, o medo-impostor, os pesadelos materiais e a esperança da redenção. As músicas comunicam sobre as lutas da produção do próprio álbum, regadas a choro, crises de ansiedade e pânico, gritos e abraços, brigas e reconciliações. “E isso fez total diferença, porque não estávamos mais representando sentimentos do começo da vida adulta, mas da nossa fase atual. Estávamos retratando a nossa própria dificuldade em continuar existindo, de fazer e sonhar com arte. Desde a ansiedade do começo, passando pela dificuldade de conciliar a produção com uma vida de trabalho precarizado, à insegurança de investir em algo sem retorno financeiro”, enfatiza a Zambrotta. A sonoridade a estética do álbum Apesar de algumas tracks terem referências muito características de subgêneros mencionados, a obra como um todo, em termos sonoros e estéticos, experimenta em cima da narrativa que cada canção exige, com nuances distintas de arranjos e timbres, isto é, do introspectivo ao efusivo (com moderação), da sutileza ao ruído. Em músicas mais solares, por exemplo, a banda traz uma roupagem mais vibrante, ingênua e enérgica, enquanto nas mais noturnas exploram um repertório e momentos mais densos, crus e soturnos. É a latente dicotomia que já é escancarada no título do álbum, como se este registro fosse um ‘ensaio’ contínuo em busca de experimentos, de respostas, de um sorriso ou de um timbre novo. “Em cada canção estaríamos ‘ensaiando’ experimentalmente sobre como lidamos com os sentimentos que cada música nos trazia no decorrer do tempo. Isso nos deu liberdade também de profanar as nossas próprias referências musicais, subvertendo muitos padrões de cada gênero e fazendo algo que acreditamos ser puramente nosso”, comenta o vocalista Adner. Agora é a hora de cair na estrada para divulgar e compartilhar Ensaio Sobre a Noite e o Dia com novos públicos. “Acredito que antes de tudo queremos devolver à arte e à música tudo que ela nos proporcionou – como ato de gratidão, mesmo. Com ela aprendemos que o mundo é vasto e que é possível sentir-se parte, ao mesmo tempo. Queremos retornar isso as pessoas; que elas se sintam compreendidas. Queremos ser relevante na vida de quem nos escuta, ajudar pessoas a encarar os próprios sentimentos, a realidade que o cerca, a própria solidão”, finaliza Adner. Acompanhe o Zambrotta nas redes sociais: Instagram | Facebook | Tiktok | Youtube Confira o disco Ensaio Sobre a Noite e o Dia:
Refused vem ao Brasil com sua turnê de despedida

O Refused revolucionou a música alternativa com criações agressivas, transgressoras e viscerais. Rompeu barreiras, experimentou, influenciou movimentos e manteve uma integridade artística raramente vista, o que lhe rende a chancela de ‘banda essencial na história do rock’. O Refused vai acabar e a turnê de despedida – Refused Are Fking Dead – And This Time They Really Mean It – passa pela América do Sul em outubro deste ano: é a estreia do quarteto sueco por aqui, com show único no Brasil dia 31/10, em São Paulo, no Terra SP. Ingressos à venda na Fastix: https://fastix.com.br/events/refused-em-sao-paulo A realização do show único no Brasil é da Powerline Music & Books em parceria com a Balaclava Records, repetindo a dobradinha de sucesso de 2022 na vinda do quinteto californiano Deafheaven e, em 2018, quando trouxeram o grupo indie norte-americano Built to Spill. O impacto sonoro e ideológico do Refused moldou o caminho para o post hardcore moderno e o renascimento do punk anticonformismo – sempre se posicionou contra o capitalismo, o fascismo e o conformismo da indústria musical. Os suecos deixam claro, por meio da música e discursos, de que o rock é uma ferramenta de ruptura e consciência. A aura visionária do trabalho de décadas do Refused, criado em 1991 na cidade de Umeå, paira sob o clássico álbum The Shape of Punk to Come, um urgente e atemporal manifesto revolucionário. O álbum de 1998 é frequentemente citado como um dos discos mais inovadores da história do punk e do rock alternativo, com sua mistura de hardcore punk com jazz, eletrônica, spoken word e estruturas não convencionais. Faixas como ‘New Noise’, Refused are f*ucking dead’ e ‘The Deadly Rhythm’, mais do que músicas, são um marco cultural do rock contemporâneo. Após uma pausa na carreira, retornaram em 2012 e, em 2015 trouxeram ao mundo o álbum Freedom, que concorreu ao Grammy na categoria Melhor Performance de Hard Rock/Metal. War Music, de 2019, é último 0 disco de inéditas, que foi listado pela Loudwire como um dos 50 melhores álbuns daquele ano. Ao vivo, o Refused entrega o show mais verdadeiro que o rock pode oferecer com a energia do instrumental impecável, momentos catárticos e conexão passional com o público. A performance do carismático Dennis Lyxzén é um elemento à parte nos shows do Refused, um frontman que combina teatralidade, dança, discurso e entrega insana. A inédita turnê sul-americana do Refused também passa por Buenos Aires (Argentina, dia 1 de novembro, no Groove) e Santiago (Chile, dia 3 de novembro, no Teatro Coliseo). SERVIÇORefused em São Paulo Data: 31 de outubro de 2025 (sexta-feira)Horário: 19h (abertura da casa)Local: Terra SPEndereço: Av. Salim Antonio Curiati 160, São Paulo, SP Venda online: https://fastix.com.br/events/refused-em-sao-paulo Venda física: Loja 255, na Galeria do Rock (São Paulo/SP) – somente Pix Ingresso:R$ 240,00 (1º lote – meia entrada);R$ 250,00 (1º lote – meia solidária);R$ 480,00 (1º lote – inteira) Mais informações Balaclava Records | Francine Ramos | franfranframos@gmail.com Powerline | Erick Tedesco | press@tedescomidia.com
Bike, sexto disco Noise Meditations terá lançamento em vinil antes do streaming

No ano em que completa 10 anos do lançamento do primeiro álbum, o quarteto de rock psicodélico, BIKE, anuncia o sexto disco com produção assinada pela banda. Com o título de Noise Meditations, a obra que conta com 10 faixas, convida o ouvinte a entrar numa espécie de mantra com pouco mais de 30min. Com previsão de lançamento para Setembro e tour já confirmada pelo Reino Unido, Noise Meditations inicia hoje a pré-venda do vinil – acesse o link aqui. Para aqueles que garantirem o LP na pré-venda, o vinil chegará antes da data de lançamento nas plataformas de streaming. Uma iniciativa que busca conversar diretamente com o público cativo da banda que os acompanha em turnês pelo Brasil, Europa e Estados Unidos: “o propósito é fugir da dependência dos algoritmos, não depender exclusivamente das plataformas digitais e dar a possibilidade da galera que nos acompanha e coleciona nossos vinis a ouvir o disco todo primeiro. Infelizmente o mercado da música no Brasil ainda se apega muito aos números e seguidores”, comenta o guitarrista e vocalista, Júlio Cavalcante. Com single previsto para Julho, a BIKE prepara um disco cujo conceito das músicas foi baseado no título do álbum: “Desde a sonoridade mântrica e ruidosa até as letras, que são pequenas frases que se repetem”, adianta o guitarrista. Além de Júlio, a banda é formada por Diego Xavier (voz, guitarra), Daniel Fumega (bateria) e Gil Mosolino – novo integrante que passa a assumir o baixo. “Usamos muitos drones para trabalhar com frequências e ruídos, além de ir para um lado mais percussivo e tribal, desde as guitarras do Diego usando um pedal Slicer que parecem percussões até o uso de chocalhos, cowbell, congas e outros instrumentos percussivos”, continua. Noise Meditations é um lançamento do selo da banda, BIKE Records – que já lançou também artistas do calibre de Ava Rocha, Glue Trip, Skylab, Hoovaranas e Manger Cadavre?. Os shows de lançamento que já estão confirmados são: 20/09 – Other Side Psych Weekender – Londres25/09 – Cardiff – País de Gales PRÉ-VENDA DO VINIL AQUI LINKSInstagramYoutube SOBRE BIKE BIKE é um quarteto de rock psicodélico formado em 2015 na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo. O álbum de estreia, 1943 (2015), chamou a atenção do renomado produtor Danger Mouse, que incluiu a banda na compilação 30th Century Records Compilation, Vol. 1. Esse reconhecimento internacional impulsionou a carreira da BIKE, que passou a se apresentar em diversos festivais ao redor do mundo, incluindo o Primavera Sound (Espanha), The Great Escape (Inglaterra) e Nox Orae (Suíça). Além das apresentações em festivais internacionais, a BIKE também se apresentou na rádio KEXP, em Seattle, e participou de turnês nos Estados Unidos, incluindo festivais como o SXSW, em Austin, e o Treefort Music Fest, em Boise. Os demais discos lançados são Em Busca da Viagem Eterna (2017), Their Shamanic Majesties Third Request (2018), Quarto Templo (2019) e Arte Bruta (2023).
Massari Fest 2025 traz A Place to Bury Strangers, Oruã, Retrato e Bufo Borealis

Com curadoria de Fábio Massari, um dos nomes mais célebres do jornalismo musical brasileiro eternizado pelos anos de VJ da MTV, o Massari Fest está de volta em setembro de 2025 para comemorar os 61 anos do ‘Reverendo’, como o também crítico musical é respeitosamente conhecido. O evento, agendado para o dia 14/09 no Fabrique Club (São Paulo/SP), terá como atração principal a banda norte-americana A Place to Bury Strangers, além das nacionais Bufo Borealis e Retrato & Oruã. A realização é da Maraty. Ingressos: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Massari comenta sobre a sua curadoria: “Critério básico para escolha das bandas: enquadrar-se no esquema “prediletas da casa” – simples e totalmente subjetivo! São bandas que acompanho com muita admiração; pelo som, pelas pessoas envolvidas e, claro, pelas graças alcançadas nas apresentações ao vivo”. Já apelidada de ‘a banda mais barulhenta de Nova Iorque’, A Place To Bury Strangers, desde 2002 na ativa e cultuada por todo o globo, é uma mistura intensa de noise rock, shoegaze, post‑punk e space rock. “É uma das minhas bandas prediletas do século XXI, simples assim. Cheguei a tocar bastante os primeiros trabalhos no meu programa de rádio ETC., da OiFM. É incrível ver que com 20 anos de estrada, parecem estar no melhor das formas – Synthesizer, o disco do ano passado, é um dos melhores da discografia; e as apresentações ao vivo estão cada vez mais espetaculares”, destaca Massari sobre a atração principal do festival deste ano. Segundo o Reverendo, A Place To Bury Strangers conseguiu transcender as principais referências, imprimindo uma assinatura marcante em seu noise rock. “É garagem, é psicodélico, é pós-punk e é shoegaze. Em sintonia com os headliners do Massarifest do ano passado (Acid Mothers Temple), costumam trabalhar no modo destruição total dos sentidos. E pra mim será de fato um presente, já que sempre bati na trave e nunca consegui vê-los ao vivo”, ele acrescenta sobre a banda nova-iorquina há anos aguardada no Brasil. O Bufo Borealis, criado pelo baixista Juninho Sangiorgio (Ratos de Porão) e o baterista Rodrigo Saldanha (Amigos Invisíveis), é outra das bandas do Massari Fest, que o jornalista revela acompanhar “com entusiasmo desde o começo das atividades”. É uma banda paulistana que transita entre o jazz, o funk experimental e a música negra de raíz, com um toque de atitude punk. “Passados 3 álbuns (mais um ao vivo), as coisas só estão melhorando! Pela própria natureza do som deles (jazz do tipo fusion, híbrido e transcendente), não dá pra prever o que vai acontecer. Exploração caprichada e intensa das dinâmicas, grooves e riffs a dar com pau de dar em doido! PS: o Bufo Borealis tá lá na capa do One Size Fits All do Zappa – e tenho dito”. Retrato é uma banda brasileira de rock psicodélico, mas que também explora outras vertentes musicais dos anos 60 e 70 principalmente na cena nacional, sem perder sua contemporaneidade. Sobre Retrato, Massari classifica a banda como charmosa, envolvente e viajante. “Sou muito fã da baterista (e vocalista, tecladista, guitarrista etc) Ana Zumpano, ao vivo sua presença (e energia) é contagiante! No momento, a AZ também é baterista da banda Oruã – estão em família (sônico-existencial!)”. Feira de editoras independentes Assim como no primeiro Massari Fest, a edição deste ano terá uma feira de editoras independentes, com presença confirmada da Terreno Estranho vendendo, ente outros, os livros do Fábio Massari. Saiba mais: terrenoestranho.com.br. Quem também já tem espaço confirmado é o pessoal da SHN, coletivo de arte com atuação no Brasil e no mundo e que no mês de setembro lança o livro SHN25, comemorativo aos 25 anos de intensas atividades (adquira em pré-venda aqui). SERVIÇOMassari Fest 2025 com A Place to Bury Strangers Data: 14 de setembro de 2025Horário: 18h (abertura da casa)Local: Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP). Ingresso online: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Valores:R$ 110,00 (Meia Entrada, 1º lote);R$ 130,00 (Meia Solidária, 1º lote);R$ 220,00 (Inteira, 1º lote) Para outras novidades, acesse a seção NOTÍCIAS
Echo Upstairs transforma ruídos em poesia em seu disco de estreia

Texturas, ruídos, paisagens sonoras e um pé na psicodelia, a Echo Upstairs nos convida para conhecer seu universo sonoro. No dia 11 de junho lançaram seu disco de estreia, Estranhos Lugares Para os Olhos através dos selos Midsummer Madness/Gezellig Records. Formada no ano de 2018, na cidade de São Paulo. A banda traz pessoas talentosas de diferentes grupos que já figuraram na cena rock alternativa da cidade, como Lava Divers, Early Morning Sky e Oruã. A formação conta com Ana Zumpano (guitarra, voz, sintetizadores), Gilbert Spaceh (guitarra), Bigu Medina (baixo, vocais, eletrônicos) e Mauro Terra (bateria). Na verdade, essa não é bem a estreia da banda. Desde 2018 lançaram três singles: Green Quartz (2020), Clouds (2020), in/out (2023) e o EP II Mondo (2023). Estranhos Lugares Para os Olhos estreia de forma poética, barulhenta e imersiva Coloque os seus fones de ouvido. E logo na primeira faixa, a literalmente barulhenta “Beautiful Noise”, começamos entrando em camadas e camadas de ruídos e vozes. Mas o que esperar nas próximas faixas? Guitarras barulhentas e riffs psicodélicos se juntam e vão se derretendo ao fundo. Criando aquele casamento perfeito com os vocais. Durante o refrão eles penetram os ouvidos e mantem aquela melodia no subconsciente por algum tempo, essa é “Correspondência“. Em “Cavalgo Marinho” uma linha vibrante de baixo inicia. Mais uma vez temos novas camadas de sons que vão surgindo. São sintetizadores, vozes e ruídos, eles vão criando um looping no final, numa pegada experiência psicodélica. “Green Quartz” surge como um respiro depois de uma turbulência. Sua sonoridade delicada, singela, mas também barulhenta traz uma beleza que logo enchem os olhos. Essa é daquelas faixas pra se ouvir na janela do ônibus enquanto acompanha o ritmo da cidade, contemplando o mar ou até mesmo uma bela paisagem. O álbum passeia por elementos do shoegaze, noise, psicodelia e dream pop, com fio condutor emocional forte. Se você precisa entender melhor do que se trata tudo, acho que podemos traduzir bem como uma fusão entre um Slowdive, MBV e Mazzy Star. “Ficou pra trás” começa e dessa vez eu gostaria de enaltecer o nosso idioma. É muito bonito e poético poder escutá-lo se destacando em meio a uma sonoridade que foge do comum. Em “Sonho Leve” ainda estamos passando por momentos psicodélicos e de calmaria do disco. “Forbidden” e “Voo em Falso” são duas músicas que eu indicaria fácil para quem for ouvir o trabalho pela primeira vez. Elas têm esse tom hipnotizante, e surge de repente um sentimento de querer se desligar da rotina, num momento de conforto. A faixa título vem em seguida, ela ganhou um belo vídeo clipe gravado em locais famosos como a Praça Roosevelt e Espaço Parlapatões de teatro. Aqui a voz de Ana surge como um instrumento importante na sonoridade, acompanhada de um instrumental repleto de reverberações e delays. Estamos chegando ao final, e com ele surge “Facilitar“. Essa é mais um daquelas pra você mergulhar de cabeça, até chegar em “Despedida“. Cheia de guitarras cintilantes, suas letras parecem algo como a leitura de uma poesia, ela fecha a jornada de forma bonita e reflexiva. Estranhos Lugares Para os Olhos é um daqueles discos que pedem fones de ouvido, um tempo para desacelerar e coração aberto. O disco foi gravado entre os meses de abril e dezembro de 2024. Nos Estúdio Memória e Museu do sintetizador em São Paulo Ft Lawton estúdio em Seattle. A mixagem ficou por conta de Beeau Gomez, a master por João Casaes e a produção por Ana Zumpano e Beeau Gomez. Acompanhe a Echo Upstairs nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Estranhos Lugares para os Olhos:
Nicolás y los fumadores, elevando a qualidade do rock alternativo latino

Uma banda que traduz o caos, a beleza e o cotidiano urbano em músicas que combinam momentos mais melancólicos e densos do rock alternativo. Conheça os colombianos do Nicolás y los fumadores, um dos nomes que mais têm chamado atenção na música indie latina. Formada em 2016 na cidade de Bogotá, na Colômbia, Nicolás y los fumadores constrói sua sonoridade a partir de influências do rock alternativo, pós-punk e indie rock. Ela é composta por: Nicolás Correa (guitarra), Santiago García “El Profe” (voz, guitarra), Juan, Carlos Sánchez (bateria) e Luis Felipe “Satán” Torres (baixo). A sonoridade do grupo nos lembra uma mistura de Sonic Youth e Spinetta, com guitarras que podem ir facilmente de atmosferas mais delicadas até algo mais “sujo”. Já suas letras sinceras transitam entre um humor irônico e uma introspecção profunda. Em sua bagagem, o grupo traz três discos de estúdio, são eles: Como Pez en el Hielo (2018), Dios y la Mata de Lulo (2022) e Nochenegra (2025). Nochenegra é destaque na carreira do grupo Nochenegra é o terceiro e novo disco de Nicolás y los fumadores, lançado em 22 de maio e produzido pela banda e o produtor Sebastian Abril. O trabalho traz dez faixas que passeiam entre o noise rock, pós-punk e indie rock, com momentos mais suaves, melancólicos e outros mais intensos. O álbum começa com “Todas las cosas en mis manos”, que tem um clima misterioso, com recortes de sons de sirene e cidade ao fundo. Aos poucos, guitarras com uma pegada mais noise vão surgindo, mas sem pesar demais. Em “El adversario”, a sonoridade vai para o lado pós punk, com um baixo marcante, vocais intensos e guitarras presentes. Já “Piedra sobre piedra” inicia com linhas de baixo mais envolventes, num clima pós punk, seguida por guitarras que vão ecoando. É daquelas músicas que fazem a gente entrar em um transe e viajar nos próprios pensamentos enquanto escuta. Em seguida, outro destaque é a bela “Nocturno“, uma faixa mais calma e romântica, conta com a participação da cantora chilena Rosario Alfonso. Aqui, a banda consegue equilibrar os momentos do disco, com um clima ameno, mas que não passa despercebido. Com certeza uma das melhores. Por fim, vale mencionar “Fluyan mis lágrimas“, que talvez seja o ponto mais alto do álbum. Ela tem uma atmosfera leve, emotiva, mas vigorosa. Daquelas que dá vontade de ouvir com fones de ouvido no fim de um dia cansativo, enquanto você olha pela janela do ônibus. “La luz del mundo” encerra o disco em alta, apostando no clima mais melódico, com instrumental bem cadenciado e que vai evoluindo e tomando proporções mais profundas. Quando trazemos o assunto bandas sul-americanas, é inevitável falar o quanto a nossa conexão com esses artistas e bandas ainda é falha. Simplesmente é difícil manter um intercâmbio entre artistas brasileiros e de outros países do continente. Será que é devido a limitação da língua ou será que realmente não nos importamos em explorar esse mercado? Fica para reflexão, mesmo assim não deixe de conhecer ótimas bandas assim como Nicolás y los fumadores, que representam o que há de melhor no rock latino. Acompanhe Nicolás e los fumadores nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Nochenegra: Confira outras matérias.
Na rota dos lançamentos de 2025

Se você gosta de descobrir novos sons, essa lista de lançamentos de 2025 é pra você! Selecionamos seis lançamentos de bandas nacionais e internacionais que estão chamando atenção em diferentes estilos musicais. Tem espaço pra tudo: do rock experimental à música eletrônica, passando pelo indie, post-punk e muito mais. Uma mistura boa pra atualizar a playlist e conhecer artistas que estão fazendo barulho dentro e fora do Brasil. guandu – NO-FI (2025) guandu é um trio paulistano de slowcore formado por Caique, Cleo e João. O primeiro disco, NO-FI, traz uma coleção de músicas introspectivas e sinceras, com aquela vibe de quem compõe no quarto, no silêncio, sem pressa. Com uma sonoridade lenta e acolhedora, o álbum convida a mergulhar em sentimentos e pensamentos, num clima suave que bate forte, mesmo com delicadeza. NO-FI de guandu Antropoceno – Natureza Morta (2025) Natureza Morta é o primeiro disco da Antropoceno, projeto liderado por Lua Viana, conhecida pelo trabalho na Sonhos Tomam Conta. Neste novo projeto, ela mergulha em temas que falam com os tempos atuais, como a crise climática, a destruição da natureza e os reflexos disso no nosso dia a dia. O som é uma mistura ousada e única: shoegaze, bossa nova e até black metal se encontram para criar algo realmente diferente. Natureza Morta de Antropoceno Fluxo-Floema – ratofonográfico (2025) O duo sergipano formado por Valtenis Rosa e Rafael Pacheco acaba de lançar ratofonográfico, um trabalho cheio de personalidade. O disco mergulha num clima de experimentação eletrônica, abrindo espaço para brincar com recortes de sons, falas e ritmos do Nordeste. Essa mistura tem influências mais atuais, como o funk da faixa hipertensão, criando uma sonoridade que foge do comum e mostra disposição para explorar. MONCHMONCH – MARTEMORTE (2025) Liderado por Lucas Monch, o projeto MONCHMONCH leva a música para além do comum, explorando sem medo e sem limites. No novo trabalho, MARTEMORTE, ele mistura punk, noise, eletrônico e várias ideias que surgem de forma intensa, criando um universo sonoro caótico, criativo e com cara de trilha sonora de um mundo pós-apocalíptico. E pra deixar tudo ainda mais especial, cada faixa ganhou uma HQ ilustrada. Carcarás – Libertação (2025) Em meio às noites tropicais de Salvador, nasce o Carcarás. O trio acaba de lançar seu primeiro EP, ”Libertação”, com três faixas que mergulham nas influências da darkwave, pós-punk e doom. As músicas exploram temas como melancolia e ocultismo de forma poética, criando um clima sombrio e envolvente. Na sonoridade, a banda bebe de fontes como Depeche Mode, Sisters of Mercy, Twin Tribes e Selofan. Libertação de Carcarás Dog Race – Return the Day (2025) Banda inglesa que mistura pós-punk, indie e coldwave, o Dog Race vem chamando atenção com uma sequência de singles bem recebidos pelo público. Agora, eles lançam o EP Return the Day, com cinco faixas que fogem do comum e mostram que a banda tem personalidade de sobra. Com uma sonoridade marcante e vocais únicos, o novo trabalho promete colocá-los no radar de artistas alternativos. Return The Day de Dog Race Confira outros conteúdos: matérias | entrevistas
Xandria, banda alemã de metal sinfônico retorna ao Brasil

A espera acabou para os fãs brasileiros de metal sinfônico: o Xandria está oficialmente de volta à América Latina em 2024! A banda alemã anunciou seu retorno à América Latina após 9 anos. Xandria Latin America Tour 2025 passará por 6 países, totalizando 12 datas confirmadas: México, El Salvador, Peru, Chile, Argentina e Brasil. Os shows no Brasil acontecem em Brasília no dia 11 de outubro (Toinha Brasil) e em São Paulo no dia 12 de outubro (Jai Club), marcando o aguardado reencontro com o público brasileiro após um longo hiato. A turnê traz a banda com sua formação atual em plena forma, apresentando faixas do seu novo EP “Universal Tales”, lançado em 2024 via Napalm Records. Este é o primeiro trabalho de estúdio do grupo desde o álbum The Wonders Still Awaiting, de 2023, que apresentou a nova vocalista Ambre Vourvahis e alcançou o Top 10 das paradas alemãs. Fundado em 1994, o Xandria conta com 8 álbuns de estúdio lançados. O mais recente, “The Wonders Still Awaiting”, saiu em 2023, marcando a estreia de uma nova formação. Juntaram-se ao guitarrista, tecladista e principal compositor Marco Heubaum a vocalista Ambre Vourvahis, o guitarrista Robert Klawoon, o baixista Tim Schwarz e o baterista Dimitrios Gatsios. A empolgação do grupo é evidente: “Sentimos saudades dos nossos fãs incríveis aí, e estamos muito empolgados para ver vocês novamente!”, declarou o Xandria em suas redes sociais. Datas: 24.09 – Monterrey – México – Café Iguana25.09 – San Luis Potosi – México – Bunker 5726.09 – Guadalajara – México – Foro independente27.09 – Tijuana – México – Black28.09 – Cidade do México – México – Foro 2801.10 – San Salvador – El Salvador – Gimnasio Adolfo Pineda03.10 – Lima – Peru – Yield Rock04.10 – Santiago – Chile – RBX05.10 – Buenos Aires – Argentina – Uniclub07.10 – Comodoro Rivadávia – Argentina- Patagônia Metal Fest11.10 – Brasília – Brazil – Toinha Brasil12.10 – São Paulo – Brazil – Jai Club Mais informações: https://www.facebook.com/share/15HR6upGnb https://www.instagram.com/xandria_official?igsh=dDM0NDZiMTlucGZq https://youtube.com/@xandriaofficial?si=KrTAHQCelq0dhW4m https://www.instagram.com/lbnagency?igsh=MnN4a2V2M2F4cHJp https://www.facebook.com/share/1Dw55UKYFf Contatos: www.lbnagency.com.br contatolbnagency.com.br Confira mais notícias
O stoner metal brasileiro em 10 discos

O stoner metal é um subgênero do heavy metal que mistura riffs pesados, grooves arrastados e influências do rock psicodélico e do doom metal. Pra ser mais direto, tudo começou com bandas como Coven e Black Sabbath, que no fim da década de 60 faziam esse som com riffs bem cadenciados e sombrios. Essas atmosferas densas trazem letras que podem exploram temas como escapismo, ocultismo, canabis, natureza e experiências sensoriais. Aqui no Brasil temos nossos representantes, bandas que fazem aquele som que emana as profundezas da escuridão e não ficam devendo em nada para outras bandas famosas que existem por aí. Separamos 10 discos de bandas brasileiras do gênero que você precisa conhecer. Son Of A Witch – Commanded by Cosmic Forces (2019) Instrumentais pesados e vocais poderosos é o que te esperam em Commande By Cosmic Forces. Esse é o segundo disco dessa banda que vem de Natal, no Rio Grande do Norte. Com esse trabalho eles mantem a qualidade de primeira, por isso, são um dos principais nomes do gênero no Brasil. Com ótimas composições e produção que não devem nada para bandas gringas. Riffcoven – O Caminho do Aço (2023) Com uma sonoridade bem encorpada e muito bem executada, essa banda de São Paulo consegue se diferenciar por suas letras cantadas em português e a temática de horror e mitologia influenciadas pelo universo de Conan e Era Hiboriana. O Caminho do Aço é o terceiro trabalho do trio e já está entre os melhores discos do gênero que vale a pena conferir. Weedevil – Profane Smoke Ritual (2024) Uma banda nova, mas que vem chamando atenção. O Weedevil vem de São Paulo e têm dois discos na bagagem. Em Profane Smoke Ritual o grupo amadureceu seu som. Com uma produção de primeira, as composições são rodeadas por temas sobre espiritualidade, transcendência e ocultismo, muito bem representados pelos vocais de Poison. Pesta – Faith Bathed in Blood (2018) Recheado de riffs e climas sabatianos, o Pesta é daquelas bandas de dar orgulho. Formada em Belo Horizonte, Minas Gerais, eles já haviam impressionado com o primeiro disco. No entanto, foi no segundo e ótimo, Faith Bathed in Blood que firmaram de vez sua importância no gênero. Estão sempre figurando bem pelas listas de melhores músicas ou discos do ano até mesmo fora do país. Dirty Grave – Unconscious Days (2022) Esse trio de São Paulo faz um som maravilhoso, cheio de riffs pesados, cadenciados e que bebem da psicodelia do doom clássico, além disso, juntam à potência dos vocais de Melissa, que também comanda o baixo. Se você gosta daquele stoner doom do mal feito por bandas como Saint Vitus e Pentagram, com certeza o Unconscious Days vai dar uma bagunçada na sua cabeça. Saturndust – RLC (2017) Em seu segundo disco de estúdio, o Saturndust conseguiu criar a trilha sonora perfeita de um planeta obscuro. As seis músicas são cheias de atmosferas sombrias, pesadas e espaciais, com letras que focam em temas como a existência humana e o vazio que a humanidade busca não acreditar. Se você gosta de um som mais experimental, esse é pra você. Void Tripper – Dopefiend (2021) O Void Tripper mergulha de cabeça no caos e na densidade sonora do em Dopefiend, o trabalho é composto por cinco faixas carregadas de riffs sujos, fuzz em excesso e atmosferas psicodélicas, que traduzem uma jornada pesada entre o vício, o vazio existencial e a crítica social. As letras falam de autodestruição, desilusão e revolta. Erasy – Some Nice Flowers (2020) Explorando camadas mais sombrias da existência com peso e sensibilidade, o Erasy entrega em Some Nice Flowers um disco maduro, arrastado e profundamente introspectivo. Vindos de Feira de Santana, na Bahia, o trio transforma angústia em riffs densos, letras filosóficas e atmosferas que misturam sludge, doom e stoner com identidade própria. Ruínas de Sade – Ruínas de Sade (2016) No seu primeiro disco, o Ruínas de Sade mergulha fundo em uma jornada sonora densa e soturna. Com três faixas longas e atmosféricas, o grupo de Santa Catarina constrói paisagens sonoras arrastadas e pesadas, como se cada riff abrisse uma cratera no tempo. As letras, cantadas em português, transitam por temas existencialistas, históricos e filosóficos. Chant of the Goddess – Chant of the Goddess (2017) A Chant of the Goddess traz no seu primeiro disco uma jornada sonora intensa, cheia de peso e melancolia. Com composições longas e elaboradas, o trio constrói paisagens densas e envolventes, riffs graves e lentos que vão se entrelaçando aos vocais que vão do melódico ao gutural. As letras exploram o vazio, a discórdia e a condição humana, formando um retrato sombrio e ritualístico da existência. Confira outras matérias.
Inês É Morta e a trilha sonora do caos urbano

Surgida em meio ao concreto e caos da cidade de São Paulo, a banda Inês É Morta começou sua trajetória em 2018. Formada por Camila Kohn, Daniel Lima, Lucas Krokodil e Danilo Grilo, o grupo se ancora no pós-punk para traduzir a ansiedade e o desencanto da vida nas grandes metrópoles. O nome da banda tem origem na história trágica de Inês de Castro, assassinada no século XIV a mando do pai de Dom Pedro I, em um episódio emblemático da história portuguesa. A expressão “Inês é morta” passou a significar algo como “agora é tarde”, uma ideia que parece trazer o espírito sonoro do grupo. Logo no ano de estreia, lançaram um EP autointitulado com seis faixas que já mostravam personalidade. Nos anos seguintes, seguiram lançando singles e se apresentando em diferentes palcos, ganhando atenção dentro do cenário alternativo. Inês É Morta mergulha no pós-punk sombrio em Ilha Foi em 2023 que a banda firmou seu nome de vez com o lançamento de “Ilha”, o aguardado primeiro disco de estúdio. O álbum aprofunda a sonoridade pós-punk com arranjos que alternam entre a tensão e o vazio, carregados de guitarras secas, linhas de baixo marcantes e atmosferas quase claustrofóbicas. Um dos destaques do disco é a participação especial de Edgard Scandurra, lendário guitarrista do Ira!. Ele contribuiu com guitarras para a faixa “Vida em Paranoia”. Pra quem não sabe, Edgard já fez parte das bandas As Mercenárias e Smack durante a década de 80. As letras de “Ilha” falam sobre solidão, desesperança e o peso de viver em uma cidade que nunca desacelera. E é impossível não destacar o vocal de Camila Kohn, cuja voz carrega um timbre sombrio, introspectivo e intenso, capaz de traduzir com precisão as sensações que a banda propõe. Sua presença vocal é um dos pontos centrais do disco, ora fantasmagórica, ora feroz, sempre muito expressiva. Com “Ilha”, a Inês É Morta se consolida como uma das bandas mais interessantes do atual pós-punk brasileiro. É inevitável escutar o álbum e não imaginar uma caminhada pelas ruas do centro de uma São Paulo cinzenta e chuvosa. Acompanhe Inês É Morta nas redes sociais: Instagram | Facebook | Bandcamp Confira o disco Ilha: Confira outras matérias.
jonabug estreia com três tigres tristes, o primeiro disco da carreira

A jonabug surgiu na cidade de Marília, interior de São Paulo. É formada por Marília Jonas (guitarra, vocal), Dennis Felipe (baixo) e Samuel Berardo (bateria). O grupo vem lançando músicas desde 2023, mostrando um baita potencial. Faixas como blood of my blood e three dead flowers buscaram inspiração no rock alternativo e shoegaze dos anos 90. Além disso, eles já se apresentaram em alguns festivais e casas da rota de música alternativa. A sonoridade e os temas que rodeiam três tigres tristes No dia 15 de junho lançaram o tão esperado primeiro disco de estúdio da jonabug, três tigres tristes (2025). Ele marca um passo importante na trajetória da banda. O álbum aprofunda ainda mais a estética construída pelo grupo, reforçando suas raízes no rock alternativo dos anos 1990, mas, sem abrir mão de amadurecimento sonoro e emocional. Ao longo do disco, eles demonstram segurança ao experimentar dinâmicas, camadas de guitarras bem dosadas e uma sensibilidade melódica que se destaca com naturalidade. A primeira faixa escolhida como single foi loot at me, que inclusive ganhou um vídeo clipe. A voz de Marília Jonas é um dos grandes trunfos do trabalho. Sua interpretação é firme e ao mesmo tempo delicada, criando uma ponte direta entre as letras e o ouvinte. O álbum traz temas como relacionamentos, situações angustiantes do dia a dia e a fragilidade dos laços afetivos. Canções como “sua voz é o motivo da minha insônia” trazem essas angústias em versos diretos, embalados por guitarras que alternam entre a leveza e o peso. O disco também mostra que a Jonabug sabe como equilibrar momentos introspectivos com passagens mais enérgicas, sempre mantendo coesão. Em “you cut my wings” temos riffs iniciais mais melancólicos numa pegada grunge, em seguida, guitarras mais pesadas e densas, com certeza uma das melhores do disco. Apesar das referências claras a nomes do rock alternativo dos anos 1990 e 2000, a Jonabug não soa como cópia. Eles se apropriam dessas influências para criar algo que é muito próprio, uma sonoridade que traduz bem suas ideias e onde querem chegar. Outro ponto importante a ressaltar são as composições cantadas em inglês e português, ambas funcionam muito bem no trabalho, e acredito que tenham seu papel ao expandir a sonoridade para outros públicos. Em “n365” Marília inicia com um spoken word acompanhado de ótimas linhas de baixo, em seguida, guitarras amenas dividem espaço com um clima mais pesado. “brown colored eyes” fecha o disco muito bem, e pode ser considerada uma das mais bonitas, com boas doses de melodias nos vocais e nas guitarras cintilantes, mais uma vez um ótimo trabalho no instrumental. Três Tigres Tristes é um disco que vai se conectar com muitas pessoas, suas guitarras, melodias bonitas e palavras sinceras são retrato de um trabalho maduro e que tem tudo para colocar a jonabug em mais evidência com outros nomes da cena do rock alternativo brasileiro. Confira o disco três tigres tristes: Acompanhe a jonabug nas redes sociais: Instagram | Bandcamp | Youtube
Celacanto lança um dos discos mais interessantes do indie nacional

Eis que um novo nome desponta na cena independente nacional, prometendo fazer barulho e conquistar fãs por aí. A Celacanto é uma banda paulistana formada por Eduardo Barco (guitarra e sanfona), Giovanni Lenti (bateria), Matheus Costa (baixo) e Miguel Lian (voz e guitarra). Não tem nada pra ver aqui, o disco de estreia Lançado pelo selo Matraca Records, com nove faixas autorais, o álbum mergulha em algumas referências da música brasileira, do rock e do indie. Resultando em uma sonoridade autêntica e cheia de personalidade. Com uma produção caprichada e coesa, o quarteto dá vida a um trabalho maduro, criativo e bem construído. Ao longo das faixas, podemos notar influências do rock nacional e até algumas pitadas de Radiohead. Seja nos elementos eletrônicos ou nas guitarras mais cintilantes que foram incorporadas nas composições. Logo na faixa título já conseguimos ter uma prévia do que esperar do restante do disco. Com um som bem trabalhado e elementos diferentes rolando ao mesmo tempo, o grupo consegue fugir dos clichês que ouvimos por aí. No entanto, vale destacar alguns momentos grandiosos que ficam por conta de “Dançando sozinho“, escolhida como um dos singles para promover o novo trabalho. A faixa tem elementos eletrônicos, bom trabalho de guitarras, bateria e violão. “É de pano” é uma das mais agitadas do álbum. Ela lembra até algo do math rock nos riffs rápidos e inconstantes de guitarra, com algumas influências de pós-punk. Em “Desamarrado”, temos um instrumental que inicia singelo. Mas vai evoluindo, com guitarras ecoando de fundo e criando um clima confortante junto de suas belas letras. Ela finaliza com sons de sanfona e uma guitarra mais incorpada, com certeza uma das favoritas do disco. Como comentei anteriormente, é possivel ouvir claras influências de Radiohead, principalmente em alguns riffs de guitarra e instrumentais. A faixa “Vendo Demais” faz bonito e consegue trazer esses elementos numa construção bonita e densa. O trabalho coloca a Celacanto na rota de nomes que merecem destaque na cena nacional. Uma banda jovem, mas que já mostra um trabalho coeso, de qualidade, criativo e bonito. Confira o disco de estreia: Acompanhe a Celacanto nas redes sociais: Instagram | Youtube |
Cradle of Filth, banda clássica do black metal sinfônico vem ao Brasil

A clássica banda inglesa Cradle of Filth, do primeiro escalão do metal pesado já com indicação ao Grammy, retorna ao Brasil após sete anos para três shows em divulgação do 14º álbum de estúdio, The Screaming of the Valkyries: 21/08 em Limeira/SP (Mirage, produção local da C.O.I. Produções), 22/08 em Curitiba/PR (Tork ‘n Roll) e dia 23/08 em São Paulo/SP (Carioca Club). Em todos os shows desta turnê, o Cradle of Filth terá como banda convidada a norte-americana Uada, com seu black metal repleto de elementos melódicos e densos. O Cradle of Filth, formado em 1991, originalmente uma banda de black metal, é ainda hoje uma das formações mais reverenciadas e influentes da música pesada. Com o passar dos anos, elementos sinfônicos e melódicos cresceram nas composições e a sonoridade única chegou até ao mainstream. A banda, sempre com o carismático vocalista Dani Filth e seus gritos dilacerantes e guturais potentes, é também, há décadas, responsável por abrir caminho para muitos dos principais artistas do metal da atualidade com sua mistura característica de peso enegrecido, teatralidade macabra e estilo gótico cintilante. O reinado do Cradle of Filth começou de fato com Dusk… and Her Embrace, de 1996, considerado o álbum que consolidou a identidade da banda, misturando black metal, gótico e elementos sinfônicos com uma produção mais refinada. Os vocais extremos de Dani Filth, as letras poéticas e obscuras e a ambientação vampiresca criaram um marco no black metal sinfônico. Cruelty and the Beast, de 1998, colocou a banda inglesa em definitivo no primeiro escalão da música pesada mundial. É um álbum conceitual, baseado na história de Elizabeth Báthory, a condessa húngara acusada de assassinar centenas de jovens. Musicalmente, é sombrio, barroco e teatral. Os arranjos sinfônicos e a narrativa histórica deram uma atmosfera de ópera gótica sangrenta. Destaque também para Midian (2000), um dos álbuns mais acessíveis e bem produzidos da banda, e Nymphetamine (2004), que indicou uma leve mudança para o metal gótico e extremo mais acessível. Em 2005, o Cradle of Filth foi indicado ao Grammy Awards na categoria “Best Metal Performance”, com a música ‘Nymphetamine (Fix)’. Já na atual década, o lançamento de Existence Is Futile, de 2021 colocou o Cradle of Filth no 20º lugar na Billboard 200 com Hard Rock Genre (além de muitas outras estreias nas paradas). Com o álbum cuja turnê traz a banda de volta ao Brasil, The Screaming of the Valkyries, lançado em março de 2025 pela Napalm Records, O Cradle of Filth une fantasmas do passado e um ousado passo em direção ao futuro. A sonoridade é moderna, sem abandonar passagens extremas, mas também flertando abertamente com momentos de heavy metal tradicional e thrash metal. Não à toa os shows da atual turnê recebem elogios interessantes da mídia mundial. Em Brisbane, Austrália, a banda entregou uma performance descrita pelo site Hear 2 Zen Magazine como uma “sinfonia do caos”, com vocais de Dani Filth considerados “perfeição demoníaca” e uma presença de palco que combinava energia desenfreada com teatralidade sombria. Tellus Terror – Em São Paulo, a banda nacional convidada para o evento no Carioca Club é a Tellus Terror, de Niterói (RJ), que toca death/black metal sinfônico, nos moldes de Cradle Of Filth e Dimmu Borgir. O álbum mais recente, Deathinitive Love Atmosfear, traz uma aura sombria e vampírica, ao mesmo tempo que aborda um tema não usual ao metal extremo, de forma carregada negativa e positiva, que é o amor, e como ele influencia as vidas das mais diversas formas de vida. SERVIÇO Cradle of Filth em São Paulo/SP Data: 23 agosto de 2025 (Sábado)Horário: 17h (abertura da casa)Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo) Ingresso: https://fastix.com.br/events/cradle-of-filth-em-sao-paulo Cradle of Filth em Curitiba/PR Data: 22 agosto de 2025 (Sexta-feira)Horário: 18h (abertura da casa)Local: Tork ‘n Roll (Av. Mal. Floriano Peixoto, 1695 – Rebouças, Curitiba) Ingresso: https://fastix.com.br/events/cradle-of-filth-em-curitiba Cradle of Filth em Limeira/SP Data: 21 agosto de 2025 (Quinta-feira)Horário: 19h (abertura da casa)Local: Mirage (Av. Prof. Joaquim de Michieli 755, Limeira)
Model/Actriz e sua catarse no segundo disco Pirouette

A primeira vez que ouvi falar de Model/Actriz foi em uma lista de melhores discos de 2023, com o primeiro disco, o Dogsbody, e quando ouvi fiquei impressionado! A história da banda tem um ponto interessante. Ruben Radlauer (baterista) e Jack Wetmore (guitarrista) se conheciam desde a infância. Seus pais são músicos e já haviam tocado juntos durante a década de 80. Anos mais tarde, os dois se conectaram numa escola de música, a Berklee College of Music e isso selou uma decisão: formar uma banda. Em 2015 os dois conheceram o vocalista Cole Haden, enquanto ele fazia uma performance. Segundo eles, Colen se contorcia no chão de espartilho e com o rosto coberto de sangue falso escorrendo. A partir daquele momento eles tinham a escolha certa para assumir os vocais da banda. O grupo lançou alguns singles e um EP durante os anos de 2016 e 2017. Depois deram uma pausa e dois anos mais tarde convidaram o baixista Aaron Shapiro para completar o time. Em 2020 foram convidados para se apresentar no SXSW, que devido a pandemia do COVID foi cancelado. Sem muitas perspectivas, a banda se trancou no estúdio e começou a trabalhar em seu primeiro disco, Dogsbody, que foi lançado em 2023. Ele teve um feedback muito positivo dos meios de comunicação especializados e do público. Na Pitchfork, receberam uma média 8.2, sabemos que uma nota dessas vindo da Pitchfork é pra glorificar de pé. Pirouette traz um clima mais íntimo e emotivo nas composições Após o sucesso do primeiro disco a banda retorna com Pirouette. O segundo trabalho mostra composições mais maduras e íntimas. Ao mesmo tempo vai explorando um pouco mais dessa sonoridade que passeia em partes entre o noise rock, pós-punk e dance. Em entrevista ao Primavera Sound Radio em 2024, a banda falou que gosta de usar a guitarra de formas diferentes, descobrindo texturas e sonoridades. Isso é visível nas composições que conseguem criar uma atmosfera dançante e outrora caótica. Colocando o ouvinte em completo ecstase, como é o caso de Vespers, música que abre o trabalho. Já nas letras, podemos notar vivências pessoais de Cole, declaradamente gay, ele parece encontrar uma forma de exorcizar suas dores e algumas experiências. Elas vão desde a ida a um bar a noite onde conhece um cara, mas não pode levá-lo pra casa (o famoso: tem local?) ou uma festa de aniversário de 5 anos em que ele queria o tema de Cinderela, mas devidos as pressões normativas da sociedade, acaba se recolhendo dentro de sua concha, como podemos ouvir nas faixas Cinderella e Diva, uma das melhores do disco. Com uma direção um pouco diferente de Dosbody, em Pirouette a banda parece focar mais nas melodias de guitarra e um pouco menos no som caótico. Cole se mostrou um ótimo performer, seus vocais estão mais intensos e confiantes, um bom exemplo é a faixa Poppy, onde podemos apreciar linhas vocais em tons mais emocionais. Outra faixa interessante é Acid Rain. Ela traz o ouvinte para esse lado mais emotivo e melancólico, que ficou um pouco de lado no primeiro disco. Ela se diferencia muito das outras composições da banda, por ser mais emotiva, lenta e sem tantos ruídos como de costume. Na mesma tracklist eles conseguem colocar duas faixas que tem aquela fórmula noise dançante, caso de Departures e Audience. Em seguida, voltam a se rebelar com a barulhenta Ring Road e seu noise contagiante. Quase chegando ao fim, Doves é uma música que traz um apanhado das referências. Ela traz o peso do noise, o dance e aqueles vocais mais emotivos que comentei anteriormente. Baton é mais uma que foge do caos. Ela busca vida em um instrumental mais eletrônico limpo e psicodélico, que vai muito bem acompanhado da bela voz de Haden. É fato que o Model/Actriz já é uma banda muito querida pelos fãs e festivais. Não apenas isso, o quarteto tem vários shows ao lado do Panchiko, com noites caóticas e dançantes. As performances ao vivo são um dos pontos altos, com os quatro músicos se entregando como um todo e trazendo o público para, de fato, vivenciar um show. Longe dos celulares e com foco nas experiência e na catarse que eles conseguem criar a cada noite. Confira o disco Pirouette: Acompanhe a banda nas redes sociais: Instagram | Youtube | Bandcamp
Shoegaze em 2025: conheça 6 discos em destaque

Nessa lista separamos 6 lançamentos do shoegaze em 2025. Já fazia algum tempo que não falávamos sobre tão amado gênero barulhento e sonhador por aqui. O ano ainda está começando, mas já temos alguns discos bem interessantes do gênero para compartilhar com vocês. Desde bandas mais jovens até alguns nomes conhecidos. Ao que parece o shoegaze se manteve vivo durante essa última década. Ainda que o ‘boom’ de lançamentos e retornos inesperados tenha acontecido há alguns anos. Seja com o revival do my bloody valentine, slowdive e ride que ajudou a expandir o conhecimento sobre o gênero pelo mundo. Glare – Sunset Funeral O Glare é uma banda de Austin, Texas, que surgiu por volta de 2017. Sunset Funeral é o disco de estreia do grupo. Ainda que ele não traga algo inovador para o gênero, é muito bem produzido, estamos falando de um disco que vai de encontro ao shoegaze contemporâneo, com boas composições que passam por momentos celestes e ora mais pesados, temos melodias bonitas e bons duetos de vocal que com certeza vão te fazer dar uma viajada. Segundo o próprio guitarrista Toni Ordaz “é música para quem não sabe falar sobre o que sente”. Se você gosta de Nothing então esse disco é pra você. 공원 [gongwon] – 01 Saindo um pouco do shoegaze tradicional, temos esse projeto que foi uma grata surpresa, gongwon é uma jovem artista sulcoreana com uma belíssima voz e que logo em seu primeiro EP traz uma mistura muito boa de shoegaze, indie rock e pop. Talvez escutando a primeira faixa você pense que se trata de uma trilha de dorama, mas nas faixas seguintes temos uma evolução com a beleza de composições que contém um contraste emocional confortante. Se você ficou curioso, existem duas sessões ao vivo no canal oficial do Youtube que mostram a performance da artista. Swervedriver – The World’s Fair Swervedriver é uma banda suspeita pra se falar, pois é um dos nomes mais clássicos do shoegaze. Desde a década de 90 eles já faziam uma sonoridade diferenciada, com mais elementos do rock alternativo e até do grunge. Voltaram em 2013 com um disco muito bem aceito pelos fãs e chegaram até a tocar aqui no Brasil para um bom público. The World’s Fair é um EP e foi lançado neste ano, por mais que tenha apenas 4 faixas, vale mencionar que a produção é decente e mantém o grupo com composições consistentes dentro do gênero, ficou um gosto de quero mais, talvez seja a prévia para um próximo disco. Blurred City Lights – Dystopia De alguns anos pra cá, estamos notando um número crescente de bandas orientais fazendo shoegaze, como é o caso do Blurred City Lights, que vem da cidade de Nagoya, no Japão. Logo no início do ano eles lançaram dois discos, Dystopia e Utopia, completando seis álbuns de estúdio até o momento. Em Dystopia eles buscam inspiração no shoegaze clássico, com bastante paredes de guitarras, melodias viajantes, alguns teclados, vocais bonitos e uma atmosfera bem indie, resgatando essa nostalgia dos anos 90 com maestria, acho que vale falar que o idioma japonês é um tempero a mais e traz uma singularidade para o som. Eversame – LOVE ENDS FAST, AND NEVER Fugindo um pouco da rota comum, esse quarteto vem da Bratislava, na Eslováquia. LOVE ENDS FAST, AND NEVER é o segundo disco. Com suas guitarras distorcidas, tremolos e melodias bonitas, eles conseguem uma boa fusão do shoegaze mais clássico com uma pitada de sonoridades mais pesadas que bebem da fonte do grunge e rock alternativo dos anos 90. O resultado é um trabalho bem interessante e que parece ser feito para tocar ao vivo, já que a as composições são bem enérgicas. 揺らぎ [Yuragi] – In Your Languages Mais um belo representante do shoegaze japonês, o Yuragi surgiu em 2015 e chamou atenção com o EP de estreia Still Dreaming, Still Deafening (2018). In Your Languages é o terceiro trabalho de estúdio da banda e aprofunda ainda mais sua identidade sonora, misturando shoegaze e dream pop de forma etérea e envolvente. Os vocais suaves vão se dissolvendo lentamente entre camadas de guitarras cintilantes, criando paisagens sonoras que evocam o tempo, os sonhos, as memórias e as incertezas — temas que se fundem perfeitamente à atmosfera contemplativa do álbum.
Sirenia, lendária banda norueguesa de metal sinfônico volta ao Brasil

Os noruegueses do Sirenia, banda de metal sinfônico criada no início dos anos 2000 pelo guitarrista Morten Veland após sua saída do Tristania, hoje com a francesa Emmanuelle Zoldan nos vocais, promove nos próximos dias uma turnê brasileira com 5 datas, de 22 a 30 de março. A realização é da Vênus Concerts. As apresentações no Brasil são: dia 22/03 em Limeira/SP (Mirage), dia 23/03 em São Paulo/SP (Jai Club), 26/03 em Santo André (Santo Rock Bar), 29/03 em Fortaleza/CE (Ophera Music Bar) e dia 30/03 no Rio de Janeiro/RJ (Agyto). O Sirenia foi criado em 2001 pelo guitarrista Morten Veland após sua saída do Tristania (banda que Veland fundou na década de 1990). O primeiro lançamento é o potente e ousado At Sixes and Sevens (2002), álbum que levou o nome Sirenia ao patamar mais alto do metal sinfônico já nos primeiros anos de existência. At Sixes and Sevens é considerado pela crítica uma grande obra com belos arranjos e uma atmosfera frequentemente alternada entre o peso das guitarras e urros e a melancolia dos vocais clássicos e violinos. A atual vocalista da banda, desde 2016, é Emmanuelle Zoldan, uma cantora de ópera francesa, mais conhecida por seu trabalho como música de sessão em bandas de heavy metal como Trail of Tears, Turisas, entre outras. O álbum mais recente é 1977, lançado mundialmente em 2023 pela Napalm Records, e traz uma vibe retrô do gótico anos 80 em suas canções, sem abrir mão de sintetizadores e grandiosas passagens sinfônicas. 1977 é o quarto registro do Sirenia com Emmanuelle nos vocais. Ela também gravou Dim Days Of Dolor (2016), Arcane Astral Aeons (2018) e Riddles, Ruins & Revelations (2021), este último eleito pela Metal Hammer como o 24º melhor álbum de metal sinfônico de todos os tempos. SERVIÇO 22.03.2025 – Limeira @ Miragehttps://101tickets.com.br/events/details/Sirenia-em-Limeira 23.03.2025 – São Paulo @ Jai Clubhttps://101tickets.com.br/events/details/Sirenia-em-Sao-Paulo 26.03.2025 – Santo André @ Santo Rock Barhttps://101tickets.com.br/events/details/Sirenia-em-Santo-Andre 29.03.2025 – Fortaleza @ Ophera Music Barhttps://www.bilheto.com.br/evento/2986/sirenia-fortaleza 30.03.2025 – Rio de Janeiro @ Agytohttps://www.bilheto.com.br/comprar/2888/sireinia-rio-de-janeiro
ionnalee/iamamiwhoami retorna ao Brasil com show exclusivo do disco Blue

Para comemorar o 10º aniversário de lançamento do seu álbum ‘BLUE’, a cantora ionnalee/iamamiwhoami retorna ao Brasil para shows de sua turnê exclusiva ‘BLUE IN CONCERT’, onde o álbum será apresentado na íntegra, numa imersão audiovisual que dará vida à sua narrativa cinematográfica e ao seu mundo sonoro em palco. ionnalee é uma cantora, compositora e artista visual sueca que cativou o público em todo o mundo com sua mistura única de música pop eletrônica e sua impressionante estética visual. Ela ganhou reconhecimento mundial com o lançamento do projeto ‘iamamiwhoami’, que ultrapassou os limites da música e da arte. iamamiwhoami é um projeto audiovisual de música experimental e multimídia formado pela cantora e compositora ionnalee, pelo produtor musical Claes Björklund e pelo diretor de fotografia John Strandh. O projeto surgiu em 2009, quando vídeos misteriosos começaram a aparecer no Youtube, gerando muitas especulações sobre quem poderia ser a artista por trás dos vídeos enigmáticos, ganhando seguidores em todo mundo por sua música única e sua impressionante voz. Com vocais poderosos, letras introspectivas e produção inovadora, a cantora faz com que sua música se relacione com o público em um profundo nível emocional. As apresentações ao vivo de ionnalee são uma prova de sua visão artística, onde a artista combina visuais hipnotizantes com coreografias e elementos teatrais para criar uma experiência verdadeiramente imersiva. Seus shows foram elogiados por seu uso inovador da tecnologia e sua capacidade de transportar o público para um mundo de música e arte. SERVIÇO: BLUE IN CONCERT EM SÃO PAULO Data: 23 de SetembroHorário: 19hLocal: Cine JoiaEndereço: Praça Carlos Gomes, 82 – LiberdadeClassificação: 18 anos (menores somente acompanhados)Ingressos aqui SERVIÇO: BLUE IN CONCERT NO RIO DE JANEIRO Data: 20 de SetembroHorário: 19hLocal: Sacadura 154Endereço: Rua Sacadura Cabral, 154 – SaúdeClassificação: 18 anos (menores somente acompanhados)Ingressos aqui Fique por dentro de mais notícias de shows na seção Notícias
Boston Manor, banda de rock alternativo em setembro no Brasil

Boston Manor, banda britânica de rock alternativo/pop punk formada em 2013 em Blackpool (Inglaterra), que ao longo de uma década moldaram sua sonoridade para conquistar cada vez mais fãs ao redor do globo, enfim faz sua estreia no Brasil em setembro de 2025. Será show único, dia 14/09, em setembro, no City Lights. Ingressos: https://fastix.com.br/events/boston-manor-em-sao-paulo A realização da turnê é da New Direction Productions, que já iniciou os trabalhos em 2025 com as turnês pela América Latina do Glitterer, Lionheart e Earth Crisis. Boston Manor ganhou destaque internacional por uma combinação de fatores que envolveram seu som único, parcerias estratégicas e presença em grandes eventos da cena alternativa. Inicialmente vistos como uma banda de pop punk, eles rapidamente evoluíram para um som mais alternativo, incorporando influências do rock alternativo, post-hardcore e até música eletrônica. Álbuns como Welcome to the Neighbourhood (2018) e GLUE (2020) mostraram essa transformação, chamando a atenção de um público mais amplo, além dos fãs tradicionais do pop punk. Além disso, o contrato com a Pure Noise Records, uma das principais gravadoras do gênero, impulsionou sua visibilidade internacional. Isso garantiu distribuição eficiente e suporte para turnês em mercados importantes, como os EUA. Em seguida, vieram turnês internacionais e apoio de bandas consolidadas. A Boston Manor excursionou extensivamente pelos EUA, Reino Unido e Europa, tocando com grupos influentes como Good Charlotte, A Day to Remember, Neck Deep e Movements. Também foi presença marcante nos últimos anos em festivais, como Reading & Leeds, Download Festival, Slam Dunk e Vans Warped Tour. As letras abordam temas como isolamento, crise existencial, problemas sociais e saúde mental, ressoando com uma base de fãs global. Welcome to the Neighbourhood, por exemplo, explora uma visão sombria da vida urbana no Reino Unido, tornando-se um álbum conceitual que chamou atenção crítica. A produtora Destiny, da Costa Rica, também está envolvida na inédita vinda do Boston Manor à América Latina. Boston Manor em São Paulo Data: 14 de setembro de 2025Horário: 18h (portas)Local: City LightsEndereço: Rua Padre Garcia Velho, 61, São Paulo Venda online: https://fastix.com.br/events/boston-manor-em-sao-paulo Ingresso: R$160,00 (Lote 1 – meia e meia solidária), R$ 320,00 (Lote 1 – inteira) Mais notícias de shows na seção Notícias
Bijoux Cone, guitarrista da The Gossip, faz show solo em São Paulo

Bijoux Cone, tecladista e guitarrista da icônica banda norte-americana pop feminista The Gossip, traz seu divertido e enérgico show solo ao Sesc Vila Mariana, em São Paulo/SP, no dia 20 de março. A apresentação faz parte da programação especial do mês das mulheres, com uma série de shows internacionais de cantoras, musicistas e compositoras de diferentes ritmos e origens. Os ingressos estarão disponíveis para compra online a partir de 11/03, às 17h. Venda presencial a partir de 12/3, às 17h, em todas unidades do Sesc em São Paulo. A realização é da Brain Productions Booking. Como uma mulher trans, a musicista, produtora e artista visual Bijoux celebra e aborda em seu trabalho as perspectivas queer e explora temas de amor, perda e identidade combinados com synth pop melodramático exuberante e grooves de synth disco. Bijoux é natural de Portland (Estados Unidos) e também toca teclado na The Mommys. Neste show, Bijoux Cone é voz e guitarra, acompanhada de Felipe Faraco (baixo) e Theodora Charbel (bateria). O álbum de estreia da carreira solo de Bijoux Cone, “Magnetism”, foi lançado em fevereiro de 2020 pela gravadora Cleopatra Records, de Los Angeles. É descrito como um registro “profundamente pessoal” e serve como uma mixtape de cartas de amor para amantes e eus do passado, explorando temas de perda, identidade, divórcio e vício. O segundo álbum, “Love Is Trash”, que terá destaque neste show no Sesc Vila Mariana, foi lançado em 2023 pela Literal Gold Records. Como ela afirma, o disco “é sobre navegar por diferentes tipos de relacionamentos significativos e reconhecer que talvez nada dure para sempre. Suas músicas são colagens sonoras repletas de sintetizadores cheios de alma por meio de baladas new wave esquisitas, rock espacial glam e pop gótico melancólico. Saiba mais sobre Bijoux Cone aqui: www.bijouxcone.com e no Instagram: www.instagram.com/bijouxcone. SERVIÇO Bijoux Cone no Sesc Vila MarianaData: 20 de março de 2025 (quinta-feira)Horário: 20h30Local: Auditório do Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas 141, São Paulo, SP)Ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/bijoux-cone-eua/ Disponível para compra online a partir de 11/03, às 17h; Venda presencial a partir de 12/3, às 17h, em todas unidades do Sesc em São Paulo Valores: R$ 15,00 (Credencial Plena), R$ 25,00 (Meia entrada),R$ 50,00 (Inteira) Classificação etária: 12 anos Para mais notícias de shows, acesse a seção clicando aqui.
Pongo, artista angolana vem ao Brasil apresentar seu som com misturas de kuduro e eletrônica

Por trás do nome artístico Pongo, está Elisângela Cândida Fernandes. Uma das vozes mais vibrantes e criativas da cultura angolana. Ela faz uma mistura criativa e bombástica de kuduro, eletrônica, afrobeat e pop. A artista que hoje vive em Portugal, deixou seu país de origem devido a guerra civil. Nas terras portuguesas se uniu ao coletivo Buraka Som Sistema, e assim conseguiram levar sua sonoridade cheia de energia pelo mundo. Em sua carreira solo ela carrega a celebração da identidade africana. Músicas como “Kuzola” e “Bruxos” já figuraram em sets da artista Björk e em pistas ao redor do mundo. Seu lançamento mais recente é o EPPONGO BADDIE, o trabalho traz 4 músicas e foi lançado em 2024. Pongo se apresenta dia 28/02 no SESC Pompeia às 21h30, os ingresso estão sendo vendidos no site do SESC e unidades. Além disso, ela fará uma apresentação no carnaval baiano ao lado de Margareth Menezes e no festival Rec Beat em Recife. SERVIÇO: Pongo no SESC POMPEIAHorário: 21h30Ingressos: 21 credencial | 35 meia | 70 inteiraVenda online: https://www.sescsp.org.br/programacao/pongo-angola-2/
Touché Amoré anuncia turnê latinoamericana com show em São Paulo

A intensidade sonora junto à sinceridade lírica do quinteto de Los Angeles (EUA) Touché Amoré rapidamente alçaram o quinteto à banda de destaque mundial do gênero post-hardcore. Conhecida e reverenciada pelos shows enérgicos e conexão intimista com plateias, agora é a vez de São Paulo recebê-los para um show exclusivo no Brasil da turnê do disco ‘Spiral in a Straight Line’, que acontece dia 10 de maio, no City Lights. Ingressos à venda: https://fastix.com.br/events/touche-amore-eua-em-sao-paulo O show, parte de uma turnê latino-americana com mais sete datas pelo continente, tem realização da ND Productions em parceria com a Destiny. Ao longo dos anos e em sua discografia, a banda explorou e navegou pela ansiedade, isolamento, doença e luto. Atualmente um alicerce do post-hardcore, o Touché Amoré nunca parou de olhar para o futuro. Seu trabalho mais recente, ‘Spiral in a Straight Line’, continua na trajetória de inovação, transformação e reflexão, traduzindo experiências vividas em um disco amplamente ressonante que continua a explorar novos territórios sonoros para a banda. É um acerto de contas com uma mudança monumental — um resultado evocativo de turbulência interna e externa. É a segunda vez que a banda trabalha com o notório produtor Ross Robinson (At the Drive-In, Slipknot, Glassjaw). Essa colaboração contínua marca uma nova dimensão de complexidade à medida que o Touché Amoré expande ainda mais os limites de seu som e se aprofunda ainda mais em seu núcleo emocional. Jeremy Bolm (0 principal compositor), os guitarristas Nick Steinhardt e Clayton Stevens, o baixista Tyler Kirby e o baterista Elliot Babin, cada um chegou ao espaço de ensaio e estúdio com evoluções muito diferentes. No processo de criação de Spiral in a Straight Line, eles se fundiram da mesma forma, mas de forma diferente, que o Touché Amoré fez durante sua carreira de mais de uma década. Havia algo no ar que toda a equipe aproveitou durante a segunda estação mais chuvosa já registrada em Los Angeles. As músicas fluíam mais livremente e se aprofundavam mais do que nunca. Linear e circular ao mesmo tempo, ‘Spiral in a Straight Line’ trata do medo e da trepidação que acompanham mudanças fora do controle. A ansiedade de um círculo quebrado: como descobrir uma saída. Touché Amoré, e sua larga experiência em grandes festivais (Fest, Sound and Fury, Furnace Fest e Outbreak Festival), continua sendo uma das bandas mais respeitadas dentro do post-hardcore moderno e o Brasil terá a chance de comprovar essa força ao vivo. Vale ainda mencionar que a banda já rodou Estados Unidos e Europa ao lado de outros nomes de peso, como Deafheaven, Thrice, Circa Survive e Converge, consolidando ainda mais sua posição dentro da cena alternativa SERVIÇO Touché Amoré em São Paulo Data: 10 de maio de 2025Local: City LightsEndereço: Rua Pe. Garcia Velho 44, São Paulo, SPVenda on-line: https://fastix.com.br/events/touche-amore-eua-em-sao-pauloIngresso em 1º lote: R$ 130,00 (meia entrada e meia solidária); R$ 260,00 (inteira)
Helmet vem ao Brasil celebrar 30 anos do álbum Betty

A icônica banda Helmet retorna ao Brasil para um show especial no dia 30 de abril (quarta-feira, véspera de feriado), no Carioca Club, em São Paulo/SP. A apresentação faz parte da turnê comemorativa de 30 anos do aclamado álbum Betty, um marco do rock alternativo dos anos 90. O evento contará ainda com a banda Debrix, que abre a noite com seu som pesado e energético. Ingressos: https://fastix.com.br/events/helmet-betty-30th-anniversary-tour A turnê, que também passa no mês de maio por Argentina (2/05) e Chile (5/05), é uma realização da Vênus Concerts. O show em São Paulo tem produção da Maraty. Lançado em 1994, Betty consolidou o Helmet como uma das bandas mais inovadoras da época, combinando riffs pesados, levadas sincopadas e experimentações sonoras que influenciaram diversas vertentes do rock e do metal. O álbum expandiu a sonoridade do grupo, trazendo elementos de jazz, blues e hardcore, sem perder o peso característico da banda. Entre as faixas mais marcantes do disco estão: “Wilma’s Rainbow”, a faixa de abertura do álbum, com um riff hipnótico e uma batida quebrada, mostra a precisão técnica do Helmet e seu groove singular. “Milquetoast” é um dos maiores sucessos da banda, conhecido também por integrar a trilha sonora do filme O Corvo (1994). Seu groove cadenciado e seu peso denso se tornaram uma assinatura do som do Helmet. Já “Biscuits for Smut” mostra um riff sujo e um groove marcante, enquanto “Rollo” é mais experimental, com mudanças de andamento inesperadas e uma abordagem dissonante nas guitarras. Tem ainda “Street Crab”, mais direta e pesada, que reforça a influência do punk e do hardcore no som do Helmet, e “Clean”, um dos momentos mais agressivos do disco, destacando o peso das guitarras e a bateria explosiva. Com essa diversidade sonora, Betty se tornou um dos álbuns mais influentes dos anos 90, servindo de inspiração para bandas de nu metal, post-hardcore e sludge metal. O show no Carioca Club será uma celebração nostálgica e intensa, trazendo não apenas os clássicos do Betty, mas também outros sucessos da carreira do Helmet. Liderado pelo guitarrista e vocalista Page Hamilton, a banda promete entregar uma apresentação brutal e técnica, relembrando por que se tornou referência no rock pesado. Debrix, a banda convidada Com uma mescla potente e moderna de diversos gêneros, do classic rock ao grunge, a banda Debrix (São José dos Campos/SP), que pertence ao cast da Vênus Concerts, acaba de lançar o EP Tales from the Rabbit Hole, com cinco músicas pesadas, dinâmicas e criativas. Tales from the Rabbit Hole traz a metáfora do coelho para representar o ser humano acuado. As músicas do EP, em metáforas sobre momentos de vida do coelho, narram uma jornada desde a ilusão de segurança até o renascimento e determinação. A Debrix acompanhará o Helmet nos três shows da nova turnê pela América do Sul. Ouça o EP da Debrix: SERVIÇO Helmet – Turnê 30 anos de Betty em São Paulo Data: 30 de abril de 2025 (quarta-feira)Horário: 19h (abertura da casa)Local: Carioca Club – São Paulo/SPAbertura: DebrixIngressos: https://fastix.com.br/events/helmet-betty-30th-anniversary-tour Valores:Pista: R$ 180,00 (meio entrada estudante), R$ 200,00 promocional – mediante doação de 1kg de alimento, 1º lote) e R$ 360,00 (inteira, 1º lote)Camarote: 280,00 (meio entrada estudante), R$ 300,00 promocional – mediante doação de 1kg de alimento, 1º lote) e R$ 560,00 (inteira, 1º lote) Classificação: 18 anos Imprensa: Tedesco Mídia
Buzzcocks celebra vitalidade do punk com dois shows no Brasil em maio

A clássica banda britânica Buzzcocks, à princípio influenciada pela verve do punk rock setentista dos Sex Pistols e posteriormente um nome super importante à geração pop punk, enfim retorna à América Latina em maio deste ano para shows repletos de clássicos dos seus 49 anos de carreira. Serão dois shows no Brasil: dia 24/05 em São Paulo/SP (Carioca Club, ingressos aqui) e dia 25/05 em Curitiba/PR (Basement Cultural). A realização da nova turnê do Buzzcocks, que encerra um período de 15 anos de espera, é conjunta entre New Direction Productions e Agência Sobcontrole. A turnê também passa por México, Colômbia, Chile e Argentina. A turnê latino-americana, que recebe o nome de Buzzcocks are coming, acontece imediatamente após a participação dos britânicos no Cruel World Festival, um dos mais importantes eventos musicais da Califórnia (EUA), que terá outros nomes expressivos e históricos como New Order, Nick Cave & The Bad Seeds, Garbage, Devo, entre muitos outros. Em um cenário musical mundial constantemente invadido modismos virais e falsificações geradas por IA, o Buzzcocks se mantém do lado do rock visceral e pujante, com músicas de melodias cativantes, apoiadas por uma cadência rítmica forte e habilidosa. Com o passar das décadas, a banda é presença constante e em constante evolução na cultura pop e carrega com méritos o status de banda definitiva do punk rock. Em 2023, a banda foi eternizada na Calçada da Fama da Música do Reino Unido, situada em Camden (Londres), ao lado de mais lendas como The Who, Madness, Amy Winehouse, David Bowie, entre outros. Ao vivo, o Buzzcocks é eletrizante com seu rock que diverte, mas também educa e informa, tudo entregue ao público com muita devoção dos membros fundadores Steve Diggle (guitarra e voz) e companhia. “É a minha alma”, diz Diggle sobre uma agenda repleta de shows pela Europa, que agora se descola para o lado de dá cá do mundo. “Ainda tenho fogo para tocar! Desde que vi Bob Dylan no banco de trás de um táxi preto no documentário de D.A. Pennebaker de 1967, Don’t Look Back, sempre quis viver esse tipo de vida — ser entrevistado no banco de trás de um táxi preto a caminho do cinema, do estúdio”. O Buzzcocks alcançou um incrível sucesso comercial logo no começo da carreira, quando abriu shows para o Sex Pistols e lançou a trinca “Another Music in a Different Kitchen” (1º disco, 1978), “Love Bites” (2º disco, 1978) e “A Different Kind of Tension” (3º disco, 1979). Vale também lembrar que o Buzzcocks já emplacou música no cinema! A ‘Ever Fallen In Love’ faz parte do filme Shrek. SERVIÇO Buzzcocks em São Paulo Data: 24 de maio de 2025Horário: 18h (abertura da casa)Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo – SP)Ingressos: https://fastix.com.br/events/buzzcocks-em-sao-paulo Valores: 1° Lote Pista: R$ 150 (meia-entrada e estudante); R$ 150 (meia solidária para não estudantes mediante doação de um quilo de alimento na entrada da casa no dia do evento); R$ 300 (inteira) 1° Lote Camarote: R$ 200 (meia-entrada e estudante); R$ 200 (meia solidária para não estudantes mediante doação de um quilo de alimento na entrada da casa no dia do evento); R$ 400 (inteira) Venda antecipada sem taxa de conveniência em São Paulo: Loja 255 (Galeria do Rock) Classificação etária: 18 anos Buzzcocks em Curitiba Data: 25 de maio de 2025Local: Basement Cultural (Rua Des. Benvindo Valente, 260 – São Francisco, Curitiba – PR)Ingressos: https://meaple.com.br/basementcultural/basement-e-meaple-apresentam-buzzcocks Para se informar de mais shows acesse a seção NOTÍCIAS.
Clap Your Hands Say Yeah volta a São Paulo com show de 20 anos do disco de estreia

Uma das bandas mais cultuadas do indie dos anos 2000, o Clap Your Hands Say Yeah volta a São Paulo para uma apresentação especial – e única no Brasil – no dia 12 de junho (Dia dos Namorados), no Cine Joia, com o show que celebra 20 anos do álbum de estreia autointitulado, um sucesso que ainda rompe décadas e gerações. O show na capital paulista faz parte de uma concorrida turnê mundial, com datas até novembro de 2025, em que o Clap Your Hands Say Yeah tocará o álbum na íntegra, além de outras surpresas. Ingressos à venda a partir de 23 de janeiro, às 10h: https://fastix.com.br/events/clap-your-hands-say-yeah A realização é da Maraty, produtora do jornalista André Barcinski e do produtor Leandro Carbonato, que em 2025 também traz ao Brasil outros grandes nomes do rock, como Vapors of Morphine (14 de fevereiro), Mudhoney (21 de março) e Teenage Fanclub (4 de setembro). Com uma mistura inebriante de pop e indie rock melódico e exuberante, Clap Your Hands Say Yeah, o disco, está, sem dúvida, entre os melhores e mais influentes lançamentos independentes dos anos 2000. De lá pra cá, a banda acumulou seguidores no universo indie rock. O último registro, que mostra a vitalidade da banda, é New Fragility, de 2021. Oficialmente, a celebração aconteceu no final de 2024 com o lançamento da versão original de ‘Heavy Metal’, uma das faixas mais queridas do álbum Clap Your Hands Say Yeah, ao lado de outros hits, como ‘Is This Love?’ e ‘In This Home On Ice’. A faixa recentemente remixada e masterizada foi descoberta recentemente entre os arquivos do projeto original e captura o que o fundador e vocalista do grupo, Alec Ounsworth, chama de “um momento especial no tempo”, quando a banda era apenas um grupo jovem de rapazes amontoados em um quarto de hotel que depois ia ao estúdio “para tentar criar algo especial só por diversão.” “Este álbum leva você em uma jornada divertida: ‘The Skin of My Yellow Country Teeth’, com os vocais chorosos de Ounsworth, ou ‘Is This Love?’, que é semelhante a uma carroça descendo a toda velocidade, com as rodas ameaçando voar — mas, milagrosamente, ela mantém o curso”, destacou a resenha da Spill Magazine. SERVIÇO Data: 12 de junho de 2025 (quinta-feira, Dia dos Namorados)Horário: 19h (abertura da casa)Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SP)Venda online a partir de 23 de janeiro, às 10h: https://fastix.com.br/events/clap-your-hands-say-yeah Ingressos Pista, primeiro loteR$ 190,00 (meia solidária para todos, com doação de 1 kg de alimento)R$ 170,00 (meia-entrada, válida com comprovante estudantil)R$ 340,00 (inteira) Camarote, primeiro lote R$ 280,00 (meia solidária para todos, com doação de 1 kg de alimento)R$ 260,00 (meia-entrada, válida com comprovante estudantil)R$ 520,00 (inteira) Mais informações www.instagram.com/clapyourhandssayyeahwww.instagram.com/agenciapowerlinewww.instagram.com/tedesco.com.midia https://fastix.com.br Para mais notícias, acesse a seção Noticias.
Baroness retorna ao Brasil como convidados nos shows do The Cult

Os tão aguardados três shows do The Cult no Brasil que acontecem em fevereiro ganham um convidado especial e de peso: o quarteto norte-americano Baroness, uma das mais autênticas e potentes formações de heavy metal da atualidade. Com realização da Liberation Music Company, os shows acontecem no Rio de Janeiro/RJ (22/02, Viva Rio), São Paulo/SP (23/02, Vibra SP) e Curitiba/PR (25/02, Live Curitiba). Com o prestígio de já ter figurado no line-up de importantes festivais como Ozzfest Meets Knotfest, Hellfest, Sweden Rock, Rock am Ring, Rock im Park, Download Madrid, Download Paris, Graspop Metal Meeting, Tuska, Reading Festival, Lollapalooza Chicago, Bonnaroo, Roskilde Festival e Coachella, John Baizley (vocal/guitarra), Gina Gleason (guitarra), Nick Jost (baixo) e Sebastian Thomson (bateria) retornarão ao Brasil após 6 anos. Em 2008 a banda foi indicada ao GRAMMY® Award pela música “Shock Me” na categoria “Best Metal Performance” e se apresentou no Metal Hammer Golden Gods em 2018. No entanto, o grupo ficou mundialmente famoso com o lançamento do aclamado álbum “Purple” (2015), que atingiu a 10ª posição no Entertainment Weekly’s Top 40, além de figurar na lista dos melhores discos lançados naquele ano das principais revistas especializadas de todo o mundo, como a Rolling Stone. Indo muito além dos limites de uma banda metal, o Baroness tornou-se reconhecido internacionalmente como uma força criativa desafiadora, explosiva e absolutamente autêntica. The Cult, 40 anos de um ícone do rock The Cult, uma das mais emblemáticas e importantes bandas da história do rock, traz ao Brasil, em fevereiro de 2025, a turnê que celebra 40 anos de uma carreira repleta de sucessos e álbuns essenciais ao longo das décadas. Comandada por Ian Astbury (vocalista) e Billy Duffy (guitarrista), o The Cult tem como legados uma legião global de fãs e uma discografia coesa e repleta de hits atemporais, com destaque para quatro álbuns que constantemente figuram entre os grandes lançamentos de todos os tempos da história do rock: “Love” (1985), “Electric” (1987), “Sonic Temple” (1989) e “Ceremony” (1991). O rock direto e empolgante do The Cult, que em alguns momentos flerta com o hard rock típico dos anos 80 com o então emergente rock alternativo, explodiu em rádios mundo afora – músicas como ‘She Sells Sanctuary’, ‘Fire Woman’, ‘Rain’ e ‘Give me Mercy’ são ainda hoje tocadas e pedidas em programas radiofônicos, inclusive no Brasil. SERVIÇO The Cult e Baroness no Rio de Janeiro, 22/02/2025Data: 22 de fevereiro de 2025Local: Vivo RioEndereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro – RJIngressos: https://fastix.com.br/events/the-cult-rio-de-janeiro The Cult e Baroness em São Paulo, 23/02/2025Data: 23 de fevereiro de 2025Local: Vibra SPEndereço: Avenida das Nações Unidas, 17955 – Vila Almeida – São Paulo, SPIngressos: https://www.clubedoingresso.com/evento/thecult-sp The Cult e Baroness em Curitiba, 25/02/2025Data: 25 de fevereiro de 2025Local: Live CuritibaEndereço: Rua Itajubá, 143 – Novo Mundo, Curitiba – PRIngressos: https://fastix.com.br/events/the-cult-curitiba Para mais notícias acesse Noticias.
Garbage e L7 fazem super turnê no Brasil em março de 2025

Março de 2025 no Brasil acontece a super-turnê de dois dos grandes nomes mundiais do rock alternativo: Garbage, uma das mais influentes, aclamadas e explosivas bandas na história do alternative rock, e que terá como banda convidada ninguém menos que as meninas do L7, que incendiaram o grunge na década de 1990. Os shows acontecem no Rio de Janeiro (21/03, no Vivo Rio), São Paulo (22/03, no Terra SP) e Curitiba (23/03, no Live Curitiba). A nova turnê brasileira do Garbage, agora com o L7, é uma realização da Liberation Music Company, que também traz ao Brasil em 2025 a veterana The Cult (fevereiro) e a Epica, a maior banda de metal sinfônico do mundo, com os italianos do Fleshgod Apocalypse como convidados especiais (setembr0). O Garbage encerrou 2024 em grande estilo ao lançar o EP “Copy/Paste Vol. 1 (Abridged)”, que reúne versões de clássicos de nomes fortes do rock como David Bowie, Patti Smith, U2, Tim Buckley e The Psychedelic Furs. Segundo o grupo, que tem à frente a icônica vocalista Shirley Manson, este trabalho revisita influências que moldaram a sonoridade do Garbage, conectando o passado e o presente do rock alternativo em uma só experiência. O quarteto, formado na cidade norte-americana de Madison, em 1994, também é composto por Duke Erikson (guitarra, baixo, teclado), Steve Marker (guitarra, teclados) e Butch Vig (bateria, produção). Eles voltam ao Brasil em meio ao lançamento do aguardado oitavo álbum da carreira, o sucessor do aclamado ‘No Gods No Masters’ (2021). Desde a sua criação, o Garbage vendeu mais de 20 milhões de álbuns em todo o mundo e obteve sucessos colossais, incluindo ‘Stupid Girl’, ‘Push It’, ‘I Think I’m Paranoid’, ‘Queer’, ‘Milk”. Já o L7, pioneiras no punk/grunge no início da década de 1990 nos Estados Unidos, volta para se apresentar ao seu público fanático no Brasil. O som característico do L7 de uma mistura pesada e cativante de punk, metal, ruído e pop ajudou a inaugurar a era do Grunge. Fundada em Los Angeles por Donita Sparks – guitarra e voz, e Suzi Gardner – guitarra e voz, a banda conta com Dee Plakas na bateria e Jennifer Finch – baixo e voz. Conhecida por suas performances ao vivo inesquecivelmente estridentes, a banda também lançou sete álbuns de estúdio, um disco de grandes sucessos, um LP duplo de covers e vários singles de grande sucesso como ‘Shove’, ‘Pretend We’re Dead’, ‘Shitlist’ , ‘Fuel My Fire’ etc. Em março, fãs brasileiros terão a oportunidade de testemunhar no Brasil, eventos que reunirão duas bandas históricas que continuam a conquistar diferentes gerações de amantes através de suas obras explosivas e performances pelo mundo. SERVIÇOGarbage e L7 no Rio de JaneiroData: 21 de março de 2025 (sexta-feira)Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Rio de JaneiroAbertura da casa: 19h.Ingresso: https://fastix.com.br/events/garbage-e-l7-rio-de-janeiro Vendas de ingressos físicos (sem taxas para pagamento em pix):Scheherazade Cds & Lps – Rua Conde de Bonfim, 346, loja 212 – Tijuca, Rio de JaneiroHorário de funcionamento: de segunda à sexta-feira, das 10h às 19h. Aos sábados, das 10h às 18h.Classificação Etária: 18 anos. Entre 14-18 anos somente acompanhado de responsável legal (pagante). Ingressos: PistaIngresso solidário (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$ 350Meia entrada (desconto de 50%): R$ 300Inteira: R$ 600 Pista Premium (em frente ao palco)Ingresso solidário (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$ 550Meia entrada (desconto de 50%): R$ 500Inteira: R$ 1.000 Camarotes AIngresso solidário (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$ 550Meia entrada (desconto de 50%): R$ 500Inteira: R$ 1.000 Camarotes BIngresso solidário (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$ 550Meia entrada (desconto de 50%): R$ 500Inteira: R$ 1.000 Camarotes CIngresso solidário (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$ 550Meia entrada (desconto de 50%): R$ 500Inteira: R$ 1.000 FrisaIngresso solidário (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$ 450Meia entrada (desconto de 50%): R$ 400Inteira: R$ 800 Informações adicionaisCamarotes A, B e C (Piso Superior) e Frisa (Piso Superior): os assentos desses setores não serão numerados. A escolha e a ocupação dos assentos serão feitas por ordem de chegada. Ingressos PromocionaisOs ingressos promocionais solidários podem ser adquiridos por todos os que não estiverem contemplados pela lei da meia-entrada, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível. A entrega do alimento deverá ser feita entrada da casa, no dia do show. Posteriormente, todos os alimentos arrecadados serão doados a instituições assistenciais. Garbage e L7 em São PauloData: 22 de março de 2025 (sábado)Local: Terra SP – Av. Salim Antônio Curiati, 160, São Paulo – SPAbertura da casa: 19hIngresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/garbage-sp Vendas de ingressos físicos (sem taxas para pagamento em dinheiro):Bilheteria do Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo – SP.Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 13h às 18h.Classificação Etária: 18 anos. Entre 14-18 anos somente acompanhado de responsável legal (pagante). Ingressos PistaIngresso solidário (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$ 350Meia entrada (desconto de 50%): R$ 300Inteira: R$ 600 Pista Premium (em frente ao palco)Ingresso solidário (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$ 550Meia entrada (desconto de 50%): R$ 500Inteira: R$ 1.000 CamarotesIngresso solidário (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$ 650Meia entrada (desconto de 50%): R$ 600Inteira: R$ 1.200 Informações adicionaisCamarotes: a ocupação do setor será feita por ordem de chegada. Não há lugares reservados. Ingressos PromocionaisOs ingressos promocionais solidários podem ser adquiridos por todos os que não estiverem contemplados pela lei da meia-entrada, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível. A entrega do alimento deverá ser feita entrada da casa, no dia do show. Posteriormente, todos os alimentos arrecadados serão doados a instituições assistenciais. Garbage e
Melhores discos internacionais de 2024

Olá, pessoal! Voltamos e pra finalizar com chave de ouro, trouxemos os melhores discos internacionais de 2024, segunda nossa opinião. Todos nós aqui do blog escutamos muitos discos durante o ano, foi um pouco difícil selecionar vários para entrar nessa lista, acredito que temos aqui os que mais escutamos, mas óbvio que alguns discos como o novo do The Cure impressionaram após a longa espera de anos, tivemos também Kim Gordon com o ótimo The Collective ou Kendrick Lamar que nos pegou de surpresa. Enfim, acho que conseguimos colocar aqui um pouco do que nós escutamos e gostamos, esperamos que esse ano tenha sido bacana pra vocês também. Sendo assim, até o ano que vem com muito mais música! Fontaines D.C – Romance Das bandas novas do chamado revival pós-punk, o Fontaines D.C é uma das mais interessantes, eles lançaram este ano o quarto disco de estúdio, Romance. “Romance continua fugindo daquele crank wave e spoken work que ficou saturado com as trocentas bandas pós-punk que surgem em cada esquina da Irlanda ou Reino Unido. Gostei desse trabalho porque acho que a banda está buscando expandir sua sonoridade e procurar uma identidade. Em cada disco dá pra perceber que o Fontaines têm agradado seus fãs sem se prender especificamente ao pós-punk. Ainda que os integrantes tenham assumido uma estética bizarra nessa era, a sonoridade continua ótima, destaque para Here’s the Thing, Favorite e Desire.” Romance de Fontaines D.C. Gustaf – Package Pt.2 O segundo álbum do Gustaf é uma continuação do primeiro, explorando a jornada emocional do narrador através de um som divertido e dançante com elementos de ópera rock. “A banda expande a sonoridade do punk, incorporando influências incomuns ao gênero, nesta segunda parte da sua história, que é agressiva, divertida e dançante. É um trabalho coeso e criativo que proporciona uma jornada emocional e envolvente. Junto com bandas como Sprints, que debutou esse ano (falamos dela lá pelo nosso instagram), e Amyl and The Sniffers, Gustaf entrega uma autenticidade e inovação que só agregam ao gênero.” Package Pt. 2 de Gustaf Wunderhorse – Midas Midas é o terceiro disco dessa banda britânica e logo na primeira audição me surpreendeu positivamente. “Ao colocar esse disco pra tocar pela primeira vez, a sensação foi de estar no fim dos anos 90 ouvindo o disco novo de uma das melhores bandas da época. Dá pra perceber aqui uma mistura bem feita do rock alternativo dos anos 90 com algo dos 80, uma coisa meio The Cult encontra com Bush. É o tipo de som que eu adoraria escutar em uma rádio rock a tarde dentro do carro e isso me traz nostalgia. Destaques para Rain, Silver, Emily e July.” Midas de Wunderhorse Beth Gibbons – Lives Outgrown O novo álbum de Beth Gibbons, Lives Outgrown, é uma obra densa e pessoal. “Com um som mais focado na atmosfera e nas emoções do que nas estruturas musicais convencionais com as quais estava acostumada a trabalhar no Portishead, o disco se afasta do trip-hop, sendo mais denso e pessoal, tornando a experiência de escutar o disco algo introspectivo e emocionalmente carregado, demandando mais do ouvinte, mas entregando uma recompensa única. Com produção de James Ford, que produziu Memento Mori do Depeche Mode e The Car do Arctic Monkeys, Lives Outgrown é um trabalho à altura de Beth Gibbons.“ Liana Flores – Flower of the Soul O álbum de estreia de Liana Flores, Flower of the Soul, é um trabalho lindo, com sonoridade de bossa nova com tons etéreos. “Uma linda mistura que lembra Cocteau Twins e Loreena McKennitt, o primeiro disco da artista britânica de ascendência brasileira é uma obra de arte sonora que merece ser celebrada. A fusão de bossa nova com os tons etéreos cria uma ambientação que desperta nostalgia e leveza, quase como um sonho. Cada faixa do disco é inesquecível, mas, para conhecer, o destaque fica com Nightvisions e Butterflies (com participação especial de Tim Bernardes, do Terno).” Charlie XCX – BRAT O que é esse fenômeno BRAT? Afinal, o que falar desse disco que com certeza ficou marcado na carreira da Charlie XCX. “BRAT entra na lista de melhores do ano não só por sua sonoridade, mas por todo o “barulho” que ele fez. Charlie impressionou ao começar pela arte da capa que não é nada bonita ou apelativa. Ao contrário, ela foi contra a corrente, conseguiu promover essa identidade do disco tão bem quanto seus anteriores. Além disso, lançou mais duas versões remixadas, que não soavam como remixes clichês e sim construções bem interessantes das faixas, sem contar os feats de peso como Billie Eilish, Ariana Grande e Shygirl. Esse é um trabalho que continua reverberando por aí.” BRAT de Charli XCX DIIV – Frog In Boiling Water DIIV escreveu sobre as mazelas do late stage capitalism e sobre como toda desgraça é normalizada com Frog in Boiling Water “Para ser honesta, há poucas coisas que me alegram mais do que shoegaze e meter o pau no capitalismo. E DIIV conseguiu unir essas duas coisas lindamente. Há uma mudança de pensamento de estilo de vida no pós pandemia, muita coisa que não vai mais voltar a ser o que era antes, não necessariamente por conta de vírus ou coisa do tipo, mas porque o ser humano mudou. Muita coisa a gente internalizou, muita coisa a gente normalizou. E o DIIV veio justamente para abordar isso, e como a gente se sente como um sapo sendo cozido lentamente e simplesmente não percebe ou não tem forças para fazer nada sobre isso. Além da crítica política, que eu achei excepcional, especialmente quando combinada com a performance ao vivo e os flashes que tocaram durante o show deles aqui no Brasil, as músicas são grandiosas, com excelentes melodias e sem deixar de ser o bom DIIV que a gente conhece e gosta. Um disco maduro, mais consciente, mais adulto. Só que sem perder as guitarrinhas jovens que dão esse espírito de juventude rebelde que DIIV sempre carregou. Esse show
Melhores discos nacionais de 2024

Como prometido, continuamos com nossas listas de fim de ano, dessa vez, trazemos os melhores discos nacionais de 2024 na nossa opinião. 2024 foi um ano legal pra conhecer artistas novos da cena brasileira, e tem trabalhos aí que com certeza vão ficar marcados por muito muito tempo. Amaro Freitas – Y’Y Y’Y é o quarto disco de Amaro Freitas, pianista, tecladista, compositor e arranjador nascido na cidade de Recife, em Pernambuco. “Esse disco tem uma atmosfera muito singular e profunda com as raízes indígenas, Amaro conseguiu transmiti-las muito bem através de sua música. A sensação ao ouvi-lo é de realmente se conectar com algo sagrado. Como se você ficasse imerso naquele universo sonoro e captasse toda aquela energia que os instrumentos e diferentes sons vão emanando. Definitivamente um dos trabalhos mais bonitos que já ouvi” Y'Y de Amaro Freitas Rogê – Curyman II Rogê é um músico e compositor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro. Ainda que já tivesse suas fortes conexões com a música, foi nestes últimos anos que ele realmente alcançou outro patamar. “Eu já tinha visto essa capa em algum lugar na internet, de primeira não me pegou muito, mas fiquei curioso. Mais tarde, encontrei com ela novamente em uma lista de melhores do ano. Era o que eu precisava para ir atrás mais uma vez. E realmente afirmar, que esse é um dos melhores discos brasileiros que ouvi em algum tempo. Ele é totalmente brasileiro, tem um pouco de tudo ali, da mpb, do samba, das raízes africanas, um ótimo representante da música brasileira atual.” Rogê – Curyman II de Rogê Tagore – Barra de Jangada Tagore é um dos grandes representantes da psicodelia nordestina. Se você conhece Ave Sangria, Lula Côrtes e Marconi Notaro vai se identificar rapidamente. “Barra de Jangada é o terceiro trabalho de estúdio, e veio numa pegada totalmente diferente, se compararmos aos trabalhos anteriores. Acontece que aqui ele funciona meio que como uma trilha sonora do fim dos anos 80 e começo de 90. Lembra bastante aquelas trilhas com belas músicas compostas por Ivans Lins e Sá & Guarabyra, por exemplo. Eu particularmente gosto muito, acho nostálgico, bonito e sensível. O feat na faixa Azul Perfume é um dos mais bonitos que já ouvi.” Oruã – Passe Oruã é uma banda do Rio de Janeiro, formada por volta de 2016 e que chega ao seu quinto disco de estúdio. “Já na primeira audição tive certeza que, pra mim, Passe era um dos melhores discos nacionais do ano. Isso devido a sutileza com que o álbum se desenvolve. Dos climas psicodélicos ou ruidosos que flertam com o noise, pós-punk e krautrock. Os vocais de Lê Almeida, ainda que bem singelos, funcionam como uma camada a mais para a sonoridade. Procure escutar Caboclo e Brutos Amores, e você saberá do que estou falando.” PASSE de Oruã PAPISA – Amor Delírio Amor Delírio é o segundo álbum de estúdio da cantora paulista e um clássico moderno. “Com suas letras sobre desilusões amorosas, como o próprio nome sugere, o álbum nos toma de supetão pelo hit “Dores no Varal”, que dita como vai ser a sonoridade ao longo de toda a jornada de quase 30 min. Papisa nos conta a história triste de um relacionamento, mas de uma forma leve, com sua voz doce e envolvente, acompanhada de um instrumental bem oitentista, bebendo da fonte do dream pop, mas um pouco menos lento, com batidas mais animadas. O triste também pode ser bonito aqui, leve, como alguém que te pega pela mão no meio da chuva e te faz sorrir. Se você gosta de Terno Rei, Carne Doce e Marina Lima, esse álbum é pra você.“ Amor Delírio de PAPISA BEBÉ – SALVE-SE A primeira vez que ouvi Bebé achei bem intrigante, uma mistura de R&B, pop, rap, num clima meio alternativo, misterioso. Ao vivo eu pude afirmar que ela era uma das melhores artistas atuais. “SALVE-SE é o segundo trabalho dessa jovem artista, uma baita potência, aquele tipo de som que sai da caixinha do que artistas estão acostumados na cena nacional. Eu gostei de Bebé justamente porque ela é ousada, consegue trazer ótimas referências musicais pro seu som, é autêntica, sentia falta de pessoas assim na música. O que posso dizer é que esse disco manteve sua qualidade, espero que ela continue sendo reconhecida por seus trabalhos e trazendo um frescor pra cena nacional.” Giovanna Moraes – fama de chata O último álbum de Giovanna Morães, cantora Paulista que atua desde 2017, virou sucesso no tik tok, mas não da pra resumir o que o som dela significa em 2024 a isso simplesmente. “Surgiram muitos sons inovadores/diferentes dentro do rock alternativo nacional nos últimos anos. Alguns não ganharam tanta atenção quanto outros, e claro que ganhar ou não atenção não é critério de qualidade, e vice-versa. Falar de ‘cara de chata’ é quase metalinguístico, já que algumas faixas têm um certo tom de anticrítica (longe desse excerto sobre o álbum ser considerado uma grande crítica analítica), mas é um grande e incrível amontoado de antíteses, com letras óbvias, mas sobre coisas que ainda não foram ditas, com um som fácil de digerir e familiar (lembra alguns hits da década de 2000, que tocavam nas edições de Malhação, como Pitty e Luka — isso é só uma constatação pessoal, sem demérito ao som). Depois do boom do shoegaze e do dream pop no rock alternativo, que aconteceu nos últimos anos, é muito bom ouvir sons de qualidade que vão para caminhos opostos a esse. Não conheço os outros trabalhos da Giovanna, mas com certeza me deu vontade de acompanhar a carreira dela daqui para frente. “ Silvia Machete – Invisible Woman Silvia Machete é uma multiartista carioca que entrega um trabalho sofisticado, profundo, conciso, constante e que experimenta na medida certa; uma verdadeira bossa nova noir. “Ao longo de suas onze faixas, “Invisible Woman” exala um tom noir único, mesclando bossa nova, soul, jazz e outras influências. O resultado é uma trilha
Os melhores discos de metal de 2024

Pois é, novembro chegou ao fim, e vamos iniciar uma série de listas para falar sobre os lançamentos mais legais de 2024. Este ano tem sido excelente para a música, especialmente para o metal, com grandes bandas trazendo álbuns de altíssima qualidade, por isso selecionamos 10 deles para inaugurar a lista Os melhores discos de metal de 2024. Separamos dez discos, que na nossa opinião, foram os melhores lançados neste ano. Passamos por estilos diferentes dentro do gênero, como gothic metal, death e doom, só pra citar alguns. Lembrando que a lista é baseada em nossa opinião, um recorte dos artistas que escutamos até o momento. Blood Incantation – Absolute Elsewhere Esse quarteto de Denver, Colorado lançou um dos discos mais interessantes do ano. Absolute Elsewhere é o quarto álbum de estúdio e traz uma mistura de death metal, psicodelia e rock progressivo. As músicas são envoltas por temas cósmicos e acompanhadas de riffs rápidos, blast beats e sintetizadores. Essa seria facilmente a trilha sonora de um filme de terror com invasões alienígenas e muito sangue. Pra ficar mais fácil (ou não) imaginem um Morbid Angel com bastante influências de Pink Floyd, enfim, o resultado é esse e ficou sensacional. Absolute Elsewhere Blood Incantation Papangu – Lampião Rei Essa aqui é sinceramente uma das bandas mais interessantes do Brasil. Diretamente de João Pessoa, na Paraíba, esse sexteto vem fazendo barulho na cena com o seu disco Lampião Rei. Esse é o segundo trabalho da banda, e conta com uma rica diversidade, além da forte identidade da música, folclore e literatura nordestina, eles combinam em sua sonoridade um pouco do rock progressivo, death metal, psicodelia, jazz fusion e mpb. Conseguiu imaginar? Não? Então corre pra escutar, definitivamente uma das melhores bandas do momento, de dar orgulho. Lampião Rei de Papangu Chat Pile – Cool World Talvez você não saiba muito o que esperar desse disco, já que a banda é categorizada por alguns como pós-hardcore, mas eles estão bem longe disso e você pode se surpreender. O Chat Pile é uma banda relativamente nova, surgiu em 2019 em Oklahoma. Esse é o segundo disco de estúdio deles. O mais legal foi essa mistura maluca de pós-hardcore, pós-punk, noise rock e sludge. Eles conseguiram criar uma atmosfera bem foda, sombria, pesada e cheia de energia, daquelas que depois de ouvir dá vontade de assistir ao vivo e banguear até o pescoço doer. Cool World de Chat Pile Hamferð – Men Guðs hond er sterk O terceiro disco do Hamferð é uma profunda viagem aos sentimentos melancólicos e obscuros. Essa banda das Ilhas Faroé faz muito bonito, pegando influências do doom e death metal. Inspirado em uma tragédia ocorrida em 1915 na vila de Sandvik, Men Guðs hond er sterk consegue transmitir essa atmosfera de perda e melancolia. Com uma boa produção, as composições pegam nosso ouvido em cheio, dos momentos carregados e pesados aos mais melódicos graças também ao trabalho incrível dos vocais limpos e guturais que dão um show a parte e são muito bem executados. Men Guðs hond er sterk de Hamferð Múr – Múr Bandas islandesas tem o dom de fazer música boa e diferente do convencional, existe uma atmosfera que logo quando se ouve, sabe-se que que vem de lá. O Múr é uma banda nova, acabaram de lançar seu primeiro disco autointitulado. A reação ao ouvir Heimsslit e assistir ao clipe pela primeira vez foi “Uau, que banda”. Acontece que eles conseguem unir alguns gêneros como doom, sludge e post-rock, e não só isso, existe um trabalho foda com teclados, que dão essa atmosfera meio cinematográfica, misteriosa e obscura para o som da banda. Assim que você assistir esse vídeo, saberá do que estamos falando. Esse é de longe, um dos melhores lançamentos do ano. Múr (24-bit HD audio) de Múr Opeth – The Last Will And Testament The Last Will and Testament é o décimo quarto disco do Opeth, um trabalho muito aguardado pelos fãs. Com a a divulgação do primeiro single, a faixa “§1”, as esperanças de um disco mais pesado e o retorno dos vocais guturais de Mikael Äkerfeldt era real. O conceito do trabalho conta a história de um patriarca rico durante um período pós-guerra que lê um testamento cheio de segredos chocantes para a família. Inclusive, as letras são a leitura desse testamento, e por isso são nomeadas com parágrafos, com exceção de “A History Never Told“. Na sonoridade temos músicas que conseguem mesclar o som pesado e progressivo, os guturais de Mikael continuam monstruosos e temos alguns instrumentos que fazem a diferença como cordas e flautas, essas inclusive são fruto da participação de Ian Anderson do Jethrol Tull. O disco também marca a entrada do novo baterista Waltteri Väyrynen que já mostrou que consegue segurar a bronca. High Parasite – Forever We Burn Essa banda foi uma grata surpresa! Forever We Burn é o disco de estreia e conta com ninguém menos que Aaron Stainthorpe, vocalista da banda britânica My Dying Bride. Eu diria que o High Parasite é uma mistura do que há de melhor no metal gótico de bandas como Paradise Lost, Moonspell e Darkseed. E não menos que isso, as músicas vão em fundo no estilo. Temos composições com aqueles refrões bonitos e bem cadenciados na guitarra. Já os vocais tem seus momentos graves, lembrando bandas de rock gótico dos anos 80 e ora rasgados, trazendo uma dinâmica mais pesada do que o comum. Óbio que Aaron também colaborou para essa essência mais fúnebre, afinal sua voz é bem característica e ajuda a criar essa atmosfera. No fim, temos um ótimo disco, e se coçando pra ver o show ao vivo. Sólstafir – Hin Helga Kvöl O Sólstafir é um dos principais nomes do metal islandês, ficaram conhecidos pela música Fjara, um som bem característico que mescla o metal progressivo, black metal e post-rock, prezando por atmosferas ambientes. Em 2024 eles chegam ao seu oitavo disco, e com ele trazem boas doses de peso, algo que tinha
Buena Vista Social Orchestra, icônico grupo cubano, vem ao Brasil em 2025

Formado por integrantes originais do Buena Vista Social Club, o grupo cubano Buena Vista Social Orchestra, com direção musical de Jesus ‘Aguaje’ Ramos (trombonista original do Buena Vista Social Club), vem pela primeira vez ao Brasil em abril de 2025 com um inédito espetáculo repleto de clássicos do projeto musical cubano – criado em 1996 – mais vendido da história, e um patrimônio eterno da música mundial. Com realização da Estética Torta, o Buena Vista Social Orchestra fará uma extensa turnê pelo Brasil, com shows em oito capitais. Será uma experiência musical inesquecível e emocionante! Ingressos à venda: http://www.clubedoingresso.com/buenavista A turnê começa dia 12 de abril em Recife/PE, no Teatro Boa Vista, e segue dia 15/04 para Belo Horizonte/MG, onde o grupo se apresenta no BeFly Minascentro. O show seguinte é dia 17/04 no Rio de Janeiro/RJ, no Teatro Clara Nunes. Em São Paulo/SP, o Buena Vista Social Orchestra toca dia 19/04 no Teatro Celso Furtado (Parque Anhembi). Dia 22/04 é a vez de Curitiba/PR, na Ópera de Arame, e depois vem o show em Porto Alegre/RS, dia 24/04, no Salão de Atos (PUC). As duas últimas datas são em Goiânia/GO, dia 26/04, no Teatro Madre Esp. Garrido, e em Brasília/DF, dia 27/04, no Auditório Planalto (CCUG). O legado do grupo Sob regência e condução de Jesus “Aguaje” Ramos – maestro, trombonista, diretor artístico e compositor original do aclamado grupo Buena Vista Social Club – o espetáculo preserva o legado do grupo cubano mais famoso de todos os tempos, com apresentações cheias de energia que têm arrastado multidões para teatros de todo o mundo! Em Buena Vista Social Orchestra, Ramos é acompanhado por um conjunto estelar de músicos cubanos, incluindo outros membros originais do Buena Vista Social Club, como Luis “Betun” Mariano Valiente Marin (Congas, Bongo), Emilio Senon Morales Ruiz (Piano) e Fabían Garcia (Baixo), em uma orquestra completa de 10 músicos! No repertório do espetáculo, os fãs podem esperar ouvir os principais clássicos do aclamado grupo cubano, incluindo canções do icônico álbum “Buena Vista Social Club”, lançado em 1997 e consagrado com inúmeras premiações, incluindo um Grammy. O fenômeno Buena Vista Social Club Buena Vista Social Club e projetos relacionados à banda já venderam mais de cinquenta milhões de cópias ao redor do planeta, tornando-se o projeto musical cubano mais vendido da história, e um patrimônio eterno da música mundial. Buena Vista Social Orchestra apresenta uma oportunidade de reviver e testemunhar mais uma vez os maiores clássicos da música cubana com toda a atmosfera e energia que somente um show ao vivo pode proporcionar. SERVIÇO 12.4 – RECIFE @Teatro Boa VistaIngresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/buenavistasocialorchestra-recife 15.4 – BELO HORIZONTE @ BeFly MinascentroIngresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/buenavistasocialorchestra-belohorizonte 17.4 – RIO DE JANEIRO @ Teatro Clara NunesIngresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/buenavistasocialorchestra-riodejaneiro 19.4 – SÃO PAULO @ Teatro Celso FurtadoIngresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/buenavistasocialorchestra-saopaulo 22.4 – CURITIBA @ Ópera de ArameIngresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/buenavistasocialorchestra-curitiba 24.4 – PORTO ALEGRE @ Salão de Atos – PUCIngresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/buenavistasocialorchestra-portoalegre 26.4 – GOIÂNIA @ Teatro Madre Esp. GarridoIngresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/buenavistasocialorchestra-goiania 27.4 – BRASÍLIA @ Auditório Planalto (CCUG)Ingresso: https://www.clubedoingresso.com/evento/buenavistasocialorchestra-brasilia Mais informações:https://www.instagram.com/tedesco.com.midia
KOKOKO! vem ao Brasil com sua mistura sonora de ritmos africanos e música eletrônica

KOKOKO! é uma banda formada no Congo em 2016 com uma sonoridade experimental que une gêneros da música eletrônica, punk, pós-punk e ritmos africanos. As composições do grupo pautam problemas sociais vividos no país, o interessante é que as músicas são cantadas em uma variedade de diferentes idiomas como francês, quicongo, Lingala e Swahili. Ainda no início da carreira, os integrantes usavam vários tipos de materiais para criar seus próprios instrumentos caseiros, visto que os tradicionais tinham alto custo. Hoje eles trazem na bagagem dois discos de estúdio, são eles: Fongola (2019) e Butu (2024). Essa sonoridade rica e diferenciada levou a banda a se apresentar em vários lugares pelo mundo. Além disso, participaram de programas famosos como KEXP e Tiny Desk. Aqui no Brasil o grupo fará duas apresentações inéditas em São Paulo no Sesc Avenida Paulista nos dias 13 e 14 de dezembro às 19h30 no térreo, os ingressos já estão à venda. Serviço:KOKOKO! no Sesc Avenida PaulistaHorário: 19h30Local: TérreoIngressos: 18 credencial | 30 meia | 60 inteiraPara comprar os ingressos acesse aqui. Para conferir mais notícias de shows acesse nossa seção. Confira Butu, disco lançado este ano: Acompanhe a banda nas redes sociais: Instagram | Facebook | Youtube
Lacuna Coil confirma turnê no Brasil em 2025

A banda italiana Lacuna Coil retorna ao Brasil em 2025 para quatro apresentações, essa será a sétima passagem do grupo por aqui. A turnê faz parte da divulgação de seu novo disco Sleepless Empire, que será lançado no dia 14 de fevereiro de 2025. Lacuna Coil chega ao seu décimo disco O Lacuna Coil foi formado em 1994 na cidade de Milão na Itália, ficaram mais conhecidos a partir do disco Comalies, lançado em 2002. Sucessos como “Heaven’s a Lie” e “Swamped” colocaram o grupo em turnê pelo mundo e também nas principais mídias de metal. Com o passar dos anos a banda foi moldando seu som e trazendo mais elementos do metal moderno, mudança que pôde ser notada no disco Shallow Life, daí pra frente foram seguindo essa fórmula e conquistando mais fãs pelo mundo, além de se apresentarem nos principais festivais de metal do mundo. Em 2024, o grupo divulgou algumas músicas novas que estarão em seu novo disco intitulado Sleepless Empire, algumas faixas contam com a participação de artistas das bandas Lamb of God e New Year’s Day. Confira as datas e locais das apresentações: Lacuna Coil em São Paulo Data: 15 de março (sábado)Local: Carioca Club PinheirosAbertura da casa: 19h00Ingressos: ESGOTADOS Lacuna Coil em Curitiba Data: 16 de março (domingo)Local: Tork n’ RollAbertura da casa: 19h00Ingressos: https://www.clubedoingresso.com/evento/lacunacoil-curitiba Lacuna Coil em Belo Horizonte Data: 18 de março (quarta-feira)Local: Mister RockAbertura da casa: 19h00Ingressos: https://www.clubedoingresso.com/evento/lacunacoil-belohorizonte Lacuna Coil em Brasília Data: 19 de março (quinta-feira)Local: Toinha Brasil ShowAbertura da casa: 19h00Ingressos: https://www.clubedoingresso.com/evento/lacunacoil-brasilia Confira as músicas novas que foram lançadas até o momento:
Epica vem ao Brasil em 2025 para seis shows com Fleshgod Apocalypse

A aclamada banda holandesa de metal sinfônico Epica volta à América Latina em setembro de 2025 com 13 datas, sendo seis shows no Brasil, com realização da Liberation Music Company. As datas no Brasil acontecem em seis capitais: Porto Alegre (6/09), Curitiba (7/09), Belo Horizonte (9/09), Brasília (11/09), Rio de Janeiro (13/09) e São Paulo (14/09). Desde as primeiras turnês da banda, os holandeses têm uma conexão especial com seus fãs brasileiros e mal podem esperar para retornar, desta vez com o apoio dos convidados especiais Fleshgod Apocalypse, da Itália. “Estamos entusiasmados com o anúncio do nosso retorno à América Latina!”, comenta a banda. “A paixão e dedicação que recebemos dos nossos fãs locais são únicas. Com várias músicas novas, garantimos que o setlist será muito equilibrado. Não deixem de nos enviar ideias de músicas que vocês querem ver incluídas no set.” Os demais países que recebem a turnê são Chile, Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, San Salvador e a primeira apresentação da banda no Panamá. Os ingressos estarão à venda a partir desta sexta-feira, 29 de novembro, às 10h (horário de Brasília). Haverá um número limitado de pacotes VIPs que garantem acesso a um Meet & Greet com o Epica, além de prêmios e benefícios especiais em epica.nl/tour! Epica Em processo de gravação do álbum sucessor de Omega, que chegou ao topo das paradas em diversos países, o Epica lançou recentemente o single ‘Arcana’. Ouça aqui: ‘Arcana’ é um vislumbre da música futura da banda, que chegará em 2025, que trara sobre sabedoria oculta, segredos perdidos há muito tempo e conhecimento esotérico. “Compor esta música foi um esforço espontâneo, então ela se formou rapidamente, o que pareceu tão natural que ela se escreveu sozinha. A música contém elementos clássicos do Epica, com traços que podem lembrar o rock alternativo dos anos 80 ou o metal moderno”, comenta a banda. Fleshgod Apocalypse Referência global do symphonic death metal, os italianos do Fleshgod Apocalypse, na ativa desde 2007, divulgam o sexto álbum Opera, com 10 faixas inspiradas na experiência de quase morte de Francesco Paoli, vocalista e mente criativa da banda. Ouça aqui: A produção impecável de Jacob Hansen, vencedor do Grammy, realça a sonoridade única da banda: uma tapeçaria sonora que entrelaça violência sonora, orquestrações majestosas e melodias arrebatadoras. SERVIÇO Epica no Brasil em setembro de 202506/09 em Porto Alegre/RSLocal: OpiniãoSite de vendas: @fastix.br | www.fastix.com.br 07/09 em Curitiba/PRLocal: Ópera de ArameSite de vendas: @fastix.br | www.fastix.com.br 09/09 em Belo Horizonte/MGLocal: Grande Teatro BeFly MinascentroSite de vendas: @fastix.br | www.fastix.com.br 11/09 em Brasília/DFLocal: ToinhaSite de vendas: @fastix.br | www.fastix.com.br 13/09 no Rio de Janeiro/RJLocal: Sacadura 154Site de vendas: @fastix.br | www.fastix.com.br 14/09 em São Paulo/SPLocal: Terra SPSite de vendas: @fastix.br | www.fastix.com.br Para mais informações:instagram.com/liberationmcofficialinstagram.com/epicaofficialwww.instagram.com/fleshgodofficialinstagram.com/tedesco.com.midia
Gaidaa traz seu R&B ao Brasil pela primeira vez

A cantora sudanesa holandesa Gaidaa vem ao Brasil pela primeira, serão três apresentações nas cidades de Brasília, Recife e São Paulo. A artista nascida no Sudão se mudou para os países baixos quando tinha 7 anos de idade, filha de um pai músico e mãe psiquiatra, ela iniciou sua jornada musical quando estava na faculdade. Um cover de Kehlani gravado em 2017 chamou atenção de Full Crate, um produtor com quem ela tentava falar há tempos. A partir daí, iniciaram uma parceria e ela começou a trabalhar na música “Storm On a Summers Day”. A faixa lançada em 2018 hoje conta com mais de 70 milhões de execuções no Spotify. Acompanhando o sucesso da música, ela decidiu sair da universidade e focar na música, foi aí que seguiu lançando alguns singles até chegar ao seu primeiro EP, intitulado Overture, de 2020. Sua sonoridade mistura R&B, ritmos africanos e pop, um fato curioso é que Gaidaa tem um EP lançado em parceria com ninguém menos que Moby, ele foi lançado em 2023 sob o título transit. Suas apresentações aqui no Brasil aconteceram com apoio da Embaixada dos Países Baixos. Em Brasília ela se apresenta no Sarau Secreto, em Recife no festival Coquetel Molotv e aqui em São Paulo no SESC Vila Mariana. Os ingressos começam a ser vendidos amanhã (26/11) às 17h00. Serviço: Gaidaa no SESC Vila MarianaHorário: 20h00Data: 04/12/2024Ingressos: 15 credencial | 25 meia | 50 inteiraVendas: https://www.sescsp.org.br/programacao/gaidaa-nld-sdn/ Acompanhe Gaidaa nas redes sociais: Youtube | Instagram | Twitter Confira o disco Overture:
Crumb entrega noite de psicodelia em São Paulo

Crumb é um quarteto de Boston que surgiu por volta de 2016, e logo trilhou uma carreira de reconhecimento na cena alternativa mundial. Com três discos de estúdio, a banda faz um som que rompe as barreiras da psicodelia e busca flertar também com o jazz e o pop indie. Este ano se apresentaram em grandes festivais como Pitchfork, Corona Capital e Primavera Sound, como parte de sua turnê promovendo o novo disco AMAMA, lançado em maio. Essa é a segunda passagem da banda pela América Latina, com shows no Chile, Argentina e Brasil. Aqui foram agendadas três apresentações, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Em São Paulo a apresentação do quarteto aconteceu no Cine Joia, famosa casa de shows localizada no bairro da Liberdade. As portas abriram por volta das 19h e logo havia uma fila bem grande de fãs que aguardava ansiosamente. Pluma, banda brasileira foi encarregada de abrir a noite Pluma é uma banda aqui de São Paulo, formada em 2020 pelos amigos Diego Vargas (teclado/synth), Guilherme Cunha (baixo), Lucas Teixeira (bateria) e Marina Reis (vocal). O quarteto se conheceu durante a faculdade e começou a chamar atenção com alguns lançamentos durante os anos de 2020 e 2021. Músicas como “Mais do que eu sei falar” e “Leve” hoje são bem conhecidas na cena alternativa brasileira. Além disso, tiveram a oportunidade de se apresentar no famoso festival Primavera Sound que acontece em Barcelona. Em julho deste ano lançaram seu tão aguardado primeiro disco, Não leve a Mal, com 12 músicas, todas cantadas em português e com influências vindas do rock psicodélico e dream pop. A apresentação teve início às 20h, quando pisaram no palco e abriram com a conhecida “Quando eu tô perto“, faixa que abre o novo disco. Ainda que um pouco tímidos, fizeram uma ótima performance que conseguiu prender a atenção do público que começava a encher o local. Ao mesmo tempo, importante ressaltar que a reprodução das músicas ao vivo segue fiel ao disco, tirando alguns fatores que incomodaram um pouco, como o microfone baixo que deixou os vocais de Marina quase imperceptíveis e a bateria muito alta que acabou se destacando mais entre os outros instrumentos. No mais, tudo correu bem, destaque para os teclados de Diego Vargas, que criava a atmosfera psicodélica e às vezes lembrava aquele pop brasileiro da década de 80. Outro ponto importante no clima da apresentação foi a iluminação que estava impecável, parabéns para a pessoa responsável! Acima de tudo, conseguiram trazer para o setlist hits e muitas músicas do novo disco, inclusive, muito bem aceito pelo público que fez barulho, e pouco depois, aplaudiu muito durante a despedida do quarteto. Enfim, foram uma ótima pedida para abertura do Crumb. Setlist Pluma:IntroQuando Eu Tô PertoCorrida!Se Você QuiserQuanto Vai Ficar?Mais do Que Eu Sei FalarMais Uma VezNão leve a malJardinsPlano ZDoce/AmargoSem Você Acompanhe a banda nas redes sociais: Tiktok | Instagram | Bandcamp Confira o disco Não leve a mal Crumb e a aguardada turnê do disco AMAMA Pontualmente às 21h30 subiu ao palco do Cine Joia, Lila Ramani (guitarra, vocal), Bri Aronow (teclados), Jesse Brotter (baixo) e Jonathan Gilad (bateria). Com a casa bem cheia, iniciaram sua apresentação para um público caloroso logo na primeira música, a ótima “AMAMA“, faixa título do novo disco. Falar de um show do Crumb é algo muito gratificante, afinal, a banda é um dos principais nomes da psicodelia atual e já tem seu público cativo em terras brasileiras. Com um repertório mais focado no novo disco AMAMA, tocaram cerca de 10 músicas do trabalho, algumas como “The Bug“, “From Outside A Window Sill“, “Crushxd” e “Genie“, que também já eram bem conhecidas entre o público. A vocalista e guitarrista Lila Ramani arriscou um bom português e conversou com o público, “boa noite! Estamos muito felizes em estar aqui”, em seguida disse “a próxima música se chama (Alone in) Brussels”. O público correspondeu muito bem a todas as músicas novas, e era incrível a atmosfera que ia sendo criada a cada faixa apresentada, quase que sem pausas. A sensação era de estar presenciando a uma longa jam psicodélica, um clima tão bom daqueles que facilmente nos transporta pra longe dali. Os momentos que iam se alternando aos belos vocais de Lila, que inclusive funcionam como um quinto instrumento, junto das linhas de baixo muito precisas a bateria e as maravilhas passagens de teclado e até sax durante alguns momentos fazem qualquer um se apaixonar por essa banda. Algumas músicas como “Baloon“, “Ice Melt” e “Nina” também arrancaram gritos de fãs que estavam totalmente imersos na sonoridade do grupo. Por fim, uma pequena pausa, e Lila anuncia que aquela seria a última música da noite, para a tristeza de alguns (más lógico que a maioria sabia que era o velho truque para chamar um bis). Em seguida, continuaram com a ótima “Trophy“, do disco “Ice Melt”. Eles se despediram rapidamente e saíram do palco, ainda assim, o público logo pediu bis e gritou pelo nome da banda que rapidamente voltou ao posto e disse que tocariam não só uma, mas duas músicas. O bis contou com “Part III“, do disco Jinx e a tão esperada e mais conhecida entre os fãs “Locket“, do EP lançado lá em 2017, cantada em coro. Em conclusão, foram exatamente 1h16 de show que agradou e muito os fãs que estiveram lá, só ouvi comentários positivos durante a caminhada até o metrô. Agradecimentos especiais ao Erick da Tedesco Mídia pelo credenciamento e a Aldeia Produções pela oportunidade de assistir a essa turnê no Brasil. Setlist Crumb:AMAMACracking(Alone In) BrusselsThe BugBalloonNightly NewsFrom Outside A Window SillBNRGenieIce MeltGhostrideDust BunnyRetreat!Side By SideCrushxdNinaXXXTrophyEncore:Part IIILocket Acompanhe o Crumb nas redes sociais: Site | Instagram | Tiktok Confira o disco AMAMA: Confira outras resenhas de shows clicando aqui.
The Damned, banda anuncia show extra em São Paulo

A lenda do punk britânico, The Damned, acaba de anunciar mais um show no Brasil! A banda, que foi uma das pioneiras do movimento punk e está confirmada no festival Punk is Coming! ao lado de nomes como The Offspring, The Warning, Rise Against e Sublime, acaba de confirmar um show solo extra no Cine Joia, em São Paulo, no dia 7 de março de 2025. O disco mais recente lançado pelo The Damned é Dakadelic (2023), e a última passagem da banda pelo Brasil foi em 2012 na extinta Clash Club. A novidade desse retorno vai ficar por conta de muitos sucessos, além de prováveis músicas dos dois últimos discos lançados Evil Spirits (2018) e Darkadelic (2023). Não perca a chance de ver de perto um dos maiores nomes da história do punk! Informações:Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo)Quando: Dia 7 de março de 2025 (sexta-feira)Ingressos: R$140,00 pista meia | R$290 pista inteiraVenda de ingressos, acesse o site da EVENTIM Confira o Darkadelic, disco mais recente do The Damned: Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube Confira mais notícias AQUI
A encantadora apresentação de Nabihah Iqbal no Brasil

Em uma segunda-feira (11/11) quente que contrariou a previsão do tempo, a cidade chegou a 30 graus. Ainda que um dia atípico para um show, seja pelo trânsito e caos de um início de semana, o SESC Carmo contou com a apresentação inédita de Nabihah Iqbal. Iqbal é formada pela Universidade de Cambridge. Já foi advogada de direitos humanos, é escritora, musicista, produtora e apresentadora em um programa de rádio na NTS Radio. Ela iniciou sua carreira na música sob o nome Throwing Shade, onde inclusive colaborou com a artista SOPHIE em Lemonade. Seu primeiro disco, Weighing of the Heart, ganhou vida em 2017. Um álbum onde a artista explorava seu lado mais eletrônico e trazia um punhado de influências de artistas ingleses como William Blake e Matthew Arnold. Já em 2023, ela lançou o incrível Dreamer, um disco cheio de camadas do dream pop, pós-punk e música eletrônica. O trabalho a colocou nos holofotes da música independente alternativa. A primeira vez de Nabihah Iqbal em terras brasileiras Nabihah Iqbal havia se apresentado no festival Balaclava Fest, que aconteceu no domingo no Tokio Marine Hall. Além dela, contou com outras atrações como Dinossaur Jr., Water From Your Eyes, Ana Frango Elétrico e Badbadnotgood. O show que estava marcado para começar às 19h teve um pequeno atraso, acredito que devido ao trânsito na cidade, pois o público foi chegando aos poucos ao local. A apresentação aconteceu em uma área anexa ao lado do restaurante que fica no térreo. Um local pequeno, quente e bem intimista, havia cerca de 100 pessoas ou mais. Nabihah se apresentou no formato duo, junto da baixista Shoko Yoshida, que também toca na banda KUUNATIC. Ela abriu a apresentação com a bela In Light, faixa com sonoridade etérea com uma atmosfera bem dream pop. Em seguida, tivemos a faixa título Dreamer, uma das mais conhecidas entre os fãs. Durante as músicas, a artista interagiu bastante com o público. Falou que estava muito feliz em tocar no Brasil. No dia anterior amou tocar no Balaclava Fest. Disse que tinha muita gente, que a energia das pessoas aqui era muito boa e que tinham profunda conexão com música. Inclusive comentou que gostaria de morar aqui, falou também sobre as influências de suas músicas, artistas, escritores e as histórias tristes por trás delas. Ainda tiveram faixas como This World Couldn’t See Us, música com aquela vibe gostosinha de pós-punk. Sunflower e Gentle Heart, essas mais dançantes, animaram a galera presente que cantou e transformou o pequeno espaço em uma pista de dança. Como não poderia faltar, ela apresentou uma música do primeiro disco, Zone 1 to 6000. Já, voltando ao disco Dreamer, tivemos Lilac Twilight e a emocionante Closer Lover, eu poderia ficar ali viajando por horas. Teve um cover muito bonito de A Forest do The Cure, música que vinha sendo apresentada em outros shows da turnê. Para finalizar, ela agradeceu muito ao público. Disse que gostou muito do Brasil, que havia chegado na sexta-feira e que até estranhou o tempo frio e cinzento. Visitou um bar na Vila Madalena onde havia um ótimo guitarrista, e teve tempo até para comprar ”brusinhas”, que foram usadas na apresentação. A Tender Victory fechou a apresentação deixando o público hipnotizado com a beleza e sutileza dos vocais e instrumentos. Confira alguns momentos da apresentação: Iqbal se emocionou ao fim, pois o público caloroso correspondeu muito a essa apresentação mais intimista, o que tirou lágrimas da artista. Ela disse que estava chorando de felicidade pois aquele era o último show da turnê e que ela não imaginava que seria no Brasil. E esperava voltar com um novo disco, mas que primeiro precisaria focar em gravá-lo. O público muito animado pediu bis, e então ela deixou que as pessoas escolhessem qual seria a música tocada. Os pedidos por Sunflower ganharam e foi com ela que seguiram para dar mais um gostinho de um ótimo show que nos apresentou uma artista criativa, simpática e com muita presença de palco. Setlist:In LightDreamerThis World Couldnt’ See UsSunflowerGentle HeartZone 1 to 6000Lilac TwilightCloser LoverA Forest (The Cure cover)A Tender VictorySunflower (bis) Acompanhe Nabihah Iqbal nas redes sociais: Site | Instagram | Bandcamp Ouça o disco Dreamer: Para conferir outras resenhas de show, acesse aqui.
The Cult no Brasil, banda apresentará turnê de 40 anos de carreira em 2025

The Cult, uma das mais emblemáticas e importantes bandas da história do rock, traz ao Brasil, em fevereiro de 2025, a turnê que celebra 40 anos de uma carreira repleta de sucessos e álbuns essenciais ao longo das décadas. Com realização da Liberation Music Company, os shows dessa turnê espetacular, aclamada por fãs e crítica especializada e com casas lotadas em todos os países pelos quais passou até agora, visitará 3 capitais brasileiras: Rio de Janeiro/RJ (22/02, Viva Rio), São Paulo/SP (23/02, Vibra SP) e Curitiba/PR (25/02, Live Curitiba). Comandada por Ian Astbury (vocalista) e Billy Duffy (guitarrista), o The Cult tem como legados uma legião global de fãs e uma discografia coesa e repleta de hits atemporais, com destaque para quatro álbuns que constantemente figuram entre os grandes lançamentos de todos os tempos da história do rock: “Love” (1985), “Electric” (1987), “Sonic Temple” (1989) e “Ceremony” (1991). O rock direto e empolgante do The Cult, que em alguns momentos flerta com o hard rock típico dos anos 80 com o então emergente rock alternativo, explodiu em rádios mundo afora – músicas como ‘She Sells Sanctuary’, ‘Fire Woman’, ‘Rain’ e ‘Give me Mercy’ são ainda hoje tocadas e pedidas em programas radiofônicos, inclusive no Brasil. O legado de The Cult vai muito além de seus álbuns aclamados. A banda influenciou gerações de músicos e bandas, como o The Darkness, e respingou até mesmo no início do movimento grunge. Vale ressaltar a presença marcante do vocalista Ian Astbury, altamente influenciado por David Bowie, com suas performances épicas, e que na primeira metade dos anos 2000 “substituiu” Jim Morrison (1943-1971) no projeto The Doors of the 21st Century (com ex-membros do próprio The Doors). O último disco de estúdio do The Cult saiu em 2022: Under the Midnight Sun, o 11º da carreira. O álbum foi produzido por Tom Dalgety principalmente no Rockfield Studios, onde a banda gravou seu primeiro álbum Dreamtime, em 1984. O disco traz uma mistura de rock, psicodelia e elementos eletrônicos. Uma resenha do álbum composto por oito faixas sucintamente o descreveu da seguinte forma: “melodramáticos insaciáveis ainda com fogo em seus olhos”. Os ingressos estarão à venda a partir das 13h do dia 08 de novembro (sexta-feira). Rio de Janeiro: a partir das 13h de hoje (07/11) será iniciada a pré-venda para clientes VIVO por meio do site https://fastix.com.br. SERVIÇO The Cult no Rio de Janeiro, 22/02/2025Data: 22 de fevereiro de 2025Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Rio de JaneiroIngressos: https://fastix.com.br The Cult em São Paulo, 23/02/2025Data: 23 de fevereiro de 2025Local: Vibra SPIngressos: https://www.clubedoingresso.com/evento/thecult-sp The Cult em Curitiba, 25/02/2025Data: 25 de fevereiro de 2025Local: Live CuritibaIngressos: https://fastix.com.br Mais informações: https://www.instagram.com/liberationmcofficialhttps://www.instagram.com/officialculthttps://www.instagram.com/tedesco.com.midia
Pentagram, ícones do heavy doom retornam ao Brasil em 2025

A clássica banda de heavy doom norte-americana Pentagram, na ativa desde 1971, retorna ao Brasil em março de 2025 para shows em São Paulo/SP e Curitiba/PR. A realização é da Powerline Music & Books. Em Curitiba, o show é dia 29/03, no Basement Cultural. No dia seguinte, 30/03, o Pentagram se apresenta na capital São Paulo, no Fabrique Club. Ingressos já à venda pelo site da Fastix. Pioneiros do proto-doom, o Pentagram riscou de vez seu nome no hall das bandas lendárias com o álbum, ‘Day of Reckoning’ (1987, segundo da carreira), com verdadeiros hinos heavy doom, amparados por timbres que remetem diretamente ao da guitarra soberana de Tony Iommi da época de ouro do Black Sabbath. Décadas depois, o culto ao Pentagram foi renovado e a sonoridade desafiadora e instigante da banda chegou a novas gerações, graças ao lançamento em 2011 do documentário ‘Last Days Here’. E vale destacar: a presença singular do vocalista Bobby Liebling tem sido o fator impulsionador consistente que mantém o Pentagram firme ao longo dos anos e contra todas as modas! Atualmente a banda faz parte do cast da icônica gravadora de stoner/doom italiana Heavy Psych Sounds, pela qual lançarão Lightning in a Bottle, o 10º disco da carreira (previsto para janeiro de 2025). A banda promete novas ideias e perspectivas, ao mesmo tempo em que permanece fiel à história do Pentagram em riffs e groove. O último disco lançado pelo Pentagram é ‘Curious Volume’, de 2015. O álbum de estúdio saiu viu Peaceville Records e contém tanto material escrito na década de 1970 como outras músicas feitas especialmente para este álbum. Junto ao lendário Bobby Liebling estão o Tony Reed (Mos Generator, Big Scenic Nowhere) nas guitarras, Scooter Haslip (também Mos Generator) no baixo e Henry Vasquez (Saint Vitus, Legions of Doom, Blood of the Sun) na bateria. A lista de músicos que ajudaram a moldar esse legado é longa, de guitarristas como Geof O’Keefe (Macabre), Victor Griffin (Death Row, Place of Skulls) e Kelly Carmichael (Internal Void) a baixistas como Kayt Vigil (Sonic Wolves), Adam Heinzmann (Internal Void, Foghound) e Greg Turley (Place of Skulls) e bateristas como Gary Isom (Spirit Caravan, ex-Wretched), Joe Hasselvander (Raven, The Hounds of Hasselvander), Sean Saley (Satan’s Satyrs) e Pete Campbell (The Mighty Nimbus, Sixty Watt Shaman). Isso é uma fração da lista completa. É uma árvore genealógica incomparável em termos de desgraça, e nem sempre foi bonito passar de uma encarnação da banda para a outra, mas qualquer um que já os tenha descartado ou dito “ah, é isso, eles acabaram”, só até agora soou tolo em retrospecto. Os shows no Brasil são parte de uma extensa turnê latino-americana realizada pela Dreamers Entertainment junto à Extremy Retained Booking. Neste giro, a banda também passará pelo México (três datas), Colômbia, Peru, Chile e Argentina. ServiçoPentagram em CuritibaData: 29 de março de 2025Horário: 19h (abertura da casa)Local: Basement CulturalEndereço: Rua Des. Benvindo Valente, 260 – São Francisco, Curitiba – PRClassificação: 18 anos Venda on-line: https://fastix.com.br/events/pentagram Ingressos:1º lote – R$ 150,00 (pista – meia/promocional); R$ 300,00 (inteira)2º lote – R$ 180,00 (pista – meia/promocional); R$ 400,00 (inteira) Pentagram em São PauloData: 30 de março de 2025Horário: 17h (abertura da casa)Local: Fabrique ClubEndereço: Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda – São Paulo/SPClassificação: 18 anos Venda on-line: https://fastix.com.br/events/pentagram-em-sao-paulo Ingressos:1º lote – R$ 180,00 (pista – meia/promocional); R$ 360,00 (inteira)2º lote – R$ 200,00 (pista – meia/promocional); R$ 400,00 (inteira) *mediante à apresentação da carteira de estudante OU a doação de 1kg de alimento não perecível (menos sal e açúcar), a ser entregue no dia do show. Informações: www.instagram.com/agenciapowerline www.instagram.com/tedesco.com.midia
La Ciencia Simple, banda chilena de post-rock, faz show pela primeira vez no Brasil

O grupo chileno, La Ciencia Simple, que estreia no Brasil, dia 15 de novembro, no Sesc Avenida Paulista, lança em vinil o álbum Ritmos en Cruz, seu quarto trabalho lançado em 2022 – produzido por John McEntire (Tortoise, The Sea and Cake) e masterizado por Heba Kadry (Björk, Explosions in the Sky). O álbum combina influências de post-rock, math-rock e atmosferas sonoras densas, propondo momentos de tensão e harmonia gradual ao longo de suas oito faixas. A banda chilena cativou públicos ao redor do mundo apresentando uma viagem emocional, que visita diferentes paisagens sonoras hipnóticas e momentos de energia intensa. A experiência visual e sensorial da La Ciencia Simple pode ser conferida no registro do show realizado em 2023, na Sala Master, dentro da Radio Universidad de Chile: A banda existe há 10 anos, formada em 2014, em Santiago, a capital do Chile. Com quatro álbuns de estúdio, a La Ciencia Simple é, hoje, referência na América do Sul em post-rock. A formação atual conta com Rienzi Valencia (guitarra e sintetizadores), Gonzalo Valencia (bateria, sintetizadores e programação), Edgar Sandoval (baixo) e Jorge Schain (guitarra). “Uma banda de pós-rock que vem de uma base hardcore-emo, o que confere grande intensidade às suas performances ao vivo, muitas vezes resultando em uma catarse profunda. Além disso, o grupo se destaca pelo uso de polirritmos, aproximando-se do math rock, mas sem a hipercinesia típica do gênero, e sim com atmosferas vibrantes e hipnóticas”, explica Gonzalo Valencia. O baterista e compositor, Gonzalo, assim como a banda estão ansiosos para tocar e conhecer um pouco mais do Brasil: “há alguns anos conhecemos uma banda chamada Hurtmold. Também gostamos muito de Bike, Ema Stoned e Glue Trip. Vamos adorar aproveitar essa viagem para saber um pouco mais sobre essas bandas e outras novas.” La Ciencia Simple na KEXP Em colaboração com a Chilemúsica, uma organização que divulga bandas do Chile no exterior, a La Ciencia Simple se apresentou recentemente no México, no El Sonido Live, evento organizado pela renomada rádio americana KEXP e pelo Vive Latino, com o apoio da Indie Rocks! Magazine. Aconteceu no emblemático Foro Indie Rocks!, no dia 19 de outubro. Dias antes, também no México, o quarteto chileno gravou uma sessão ao vivo para a KEXP, consolidando de vez a atuação da La Ciencia Simple no cenário internacional. “A sessão foi incrível, uma experiência inesquecível, tanto pelo local onde foi e também pelo estado em que nos encontrávamos, uma mistura muito particular entre nervosismo, camaradagem e excitação. Foi muito gratificante perceber que toda a equipe kexp gostou muito. Gravamos 5 músicas que são uma viagem pelos nossos 10 anos de experiência”, destaca Gonzalo. Serviçoshow | La Ciencia Simple (CHI)Dia 15 de novembro de 2024. Sexta, às 18h30.Onde: TérreoDuração: 90 minutos Classificação indicativa: 14 anosIngressos: R$ 60 (inteira), R$ 30 (Meia) e R$ 18 (Credencial plena:). Venda de ingressos online a partir de 5/11, às 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 6/11, às 17h. SESC AVENIDA PAULISTAAvenida Paulista, 119, Bela Vista, São PauloFone: (11) 3170-0800Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350mHorário de funcionamento da unidade:Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, das 10h às 19h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30. Assessoria La Ciencia SimpleErick Tedesco | Brain ProductionsTelefone: + 55 19 99616-2999press@tedescomidia.com Assessoria de Imprensa | Sesc Avenida PaulistaFernanda Porta NovaTelefone: +55 11 3170-1401 imprensa.avenidapaulista@sescsp.org.br
This Will Destroy You vem ao Brasil pela primeira vez apresentar seu post-rock

O selo e produtora Balaclava Records anunciou sua primeira atração internacional para 2025. A banda norte-americana This Will Destroy You, uma das principais representantes do post rock, vem ao país pela primeira vez para apresentação única. O show acontece no dia 1 de fevereiro, na Casa Rockambole, localizada em Pinheiros, em São Paulo. Na mesma noite, se apresenta o compositor, produtor e multi-instrumentalista Jesse Beaman, que já colaborou com membros de grupos como Interpol, M83 e Tangerine Dream. Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse. This Will Destroy You se tornou uma das bandas de rock instrumental mais influentes desde o início dos anos 2000. Formada em 2005, em San Marcos, Texas, a banda combina elementos de música ambiente com shoegaze. O álbum de estreia, Young Mountain (2006), recebeu aclamação crítica e estabeleceu a banda como uma das principais do gênero pós rock. Sucessos como as faixas The Mighty Rio Grande, Threads e They Move on Tracks of Never-Ending Light estão no auto-intitulado disco seguinte, lançado em 2007. Com o lançamento de Tunnel Blanket (2011) e Waking Season (2013), o grupo continuou a explorar novas sonoridades e composições complexas, criando um som que é ao mesmo tempo melancólico e grandioso. A música da banda frequentemente aborda temas de introspecção e emoção. Suas performances ao vivo são reconhecidamente intensas e oferecem uma experiência imersiva e catártica. No palco, This Will Destroy You é composto por Christopher King (guitarra), Jesse Keese (guitarra e teclado), Robi Gonzalez (bateria) e Masaru Takaku (baixo). A banda ganhou popularidade também com canções que se tornaram trilha de programas de TV, filmes e comerciais, incluindo sucessos de bilheteria como Moneyball, World War Z, The Room e Foxcatcher. Sua música também é usada no restaurante Vespertine, vencedor do prêmio Michelin; no Oscar Award Winning Films, durante as Olimpíadas na China; no Climate Resolve na Suíça e nos briefings do Pentágono dos EUA sobre desastres naturais. A noite contará ainda com a performance do multi-instrumentista eletroacústico nicaraguense-americano JESSE BEAMAN. O artista já excursionou com KAZU Makino do Blonde Redhead e abriu shows de Suzanne Ciani, Julianna Barwick, Silver Mt. Zion, CocoRosie, Efterklang, Joana D’Arc e muito mais. Ao longo dos anos de turnê e gravação, Jesse cruzou caminhos e colaborou com Sam Fogarino e Brandon Curtis (Interpol), Joe Berry (M83) e Hoshiko Yamane (Tangerine Dream). Jesse também já foi produzido por Brandon Curtis da INTERPOL para seu álbum de 2021 ‘Mira’. Em 2024, a Balaclava Records trouxe ao Brasil nomes como King Krule, Tortoise, Gong, Karate, Elephant Gym, DIIV e já anunciou os shows internacionais de The Smashing Pumpkins, The Vaccines, Crumb, David Cross Band, além de seu festival anual Balaclava Fest com presença de nomes como Dinosaur Jr., BADBADNOTGOOD, Water From Your Eyes e mais. Acesse o perfil da @balaclavarecords no Instagram para mais informações. Balaclava apresenta: THIS WILL DESTROY YOU e JESSE BEAMAN em São Paulo Data: 1 de fevereiro de 2025, sábadoLocal: Casa RockamboleSite: https://www.instagram.com/casarockamboleEndereço: R. Belmiro Braga, 119 – PinheirosHorários: Portas 19h / Show 21hClassificação etária: 16+Ingressos: ingresse.com/thiswilldestroyyou-sp INSTAGRAM:www.instagram.com/thiswilldestroyyoumusicwww.instagram.com/jessebeamanmusic
Há 30 anos Cranes lançava “Loved”, disco singular do dream pop

O Cranes é uma banda britânica de rock formada na cidade de Portsmouth em 1985, pelos irmãos Alison e Jim Shaw. No início, ainda uma dupla, eles costumavam se reunir na garagem dos pais para experimentar sons e criar músicas. Foi dessas sessões, que surgiu o primeiro material da banda, uma fita demo chamada Fuse, lançada apenas no ano seguinte, em 1986. Assim como o My Bloody Valentine, o Cranes surgiu em uma época onde as bandas do chamado “rock gótico” ainda faziam muito sucesso. Nomes como The Cure, Siouxsie and the Banshees e The Sisters of Mercy. No entanto, eles estavam criando sua própria identidade sonora. Suas músicas até bebiam um pouco desse som sombrio e misterioso, mas traziam algo etéreo e psicodélico. O destaque maior ficou por conta dos vocais de Alison. Eles lembram uma criança de 5 anos cantando em um quarto vazio, acompanhada de guitarras barulhentas e estridentes. Uma fusão de sonho e pesadelo na mesma música. Foi essa sonoridade estranha e curiosa composta no primeiro disco Wings of Joy (1991) que rendeu à banda um convite para abrir os shows do The Cure durante a turnê do disco Wish (1992). Com seus primeiros EP’s e discos elogiados pela crítica e já conhecida na cena musical por conta dos shows ao lado do The Cure, a banda manteve a chama criativa para compor material novo. O terceiro disco, intitulado Loved, foi lançado em 12 de setembro de 1994 pelo selo Dedicated. O trabalho é um marco na carreira da banda. Na capa, uma bela pintura do artista impressionista francês Edgar Degas, intitulada “Danseuses bleues” (Dançarinas Azuis) criada em 1897. A faixa que abre o álbum é “Shining Road”. Suas melodias suaves de violão e guitarra vão de encontro aos vocais delicados de Alison. Elas criam uma atmosfera pop, se distanciando um pouco da sonoridade mais sombria. Em seguida, em “Pale Blue Sky” e “Rêverie” temos riffs psicodélicos e guitarras mais barulhentas. Mesmo assim, a voz de Alison consegue abrandar o clima que caminha por algo mais celestial. “Lillies” é uma das mais interessantes. Ao mesmo tempo em que as guitarras sombrias, pesadas e desajeitadas cobrem a música, Alison performa uma voz infantilizada, como se tivéssemos aqui uma mistura de terror e fantasia. Criatividade é um dos pontos fortes do Cranes, em “Are You Gone?”. As guitarras soam como uma harpa e são acompanhadas por cordas. Essa sonoridade foi composta em um teclado, já que a banda começava a explorar novos sons. Por falar em novos sons, em “Loved” podemos notar um destaque maior para a bateria. Instrumento que até então era programado, esse som mais acústico trouxe algo a mais para a sonoridade. As guitarras com efeito tremolo em “Beautiful Friend” conseguem nos levar pra uma áurea celestial. Além de ser uma composição que coloca a banda em seu lado mais “comercial”. “Bewildered” traz novamente aquele clima soturno dos trabalhos anteriores, enquanto “Come this Far” entrega um som mais limpo, algo que definitivamente é perceptível nesse álbum. Uma produção mais clara e audível. “Paris and Rome” parece até vinda de uma caixinha de música. Aqui a banda utiliza novamente o teclado para produzir sons diferentes e mesclá-los com as já conhecidas guitarras barulhentas. Por fim, temos “In the Night”. A faixa encerra o trabalho com os vocais de Alison acompanhados dos teclados que trazem uma sonoridade de piano clássico porém um pouco fora do convencional. Nota: A banda voltou a agendar algumas apresentações por países da Europa após 12 anos longe dos palcos. Além disso, relançaram os discos Forever (1993), Loved (1994) e a primeira demo Fuse (1986) em vinil. Acompanhe o Cranes nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp
Fin del Mundo retorna ao Brasil para dois shows

Fenômeno da cena alternativa latino-americana e sucesso também na Europa, o quarteto feminino argentino Fin del Mundo desembarca pela segunda vez em 2024 no Brasil, no próximo mês de setembro, para apresentar seu cativante e sensível indie shoegaze post rock. Duas datas já estão confirmadas: 13/09 no Sesc Belenzinho, em São Paulo/SP e dia 14/09 em Belém (Pará/PA), no tradicional Festival Se Rasgum. As argentinas voltam às vésperas do lançamento mundial do novo álbum, Hicimos crecer un bosque (que será lançado em 18 de outubro de 2024 pela gravadora espanhola Spinda Records. Será o segundo da discografia das meninas. É a chance de ver Lucía Masnatta (vocal e guitarra), Yanina Silva (baixo e backing vocal), Julieta Limia (bateria) e Julieta Heredia (guitarra e backing vocal) tocando canções inéditas junto as canções clássicas do repertório. Na primeira passagem pelo Brasil, em março deste ano, a Fin del Mundo esgotou os ingressos para o primeiro show na capital paulista em questão de minutos. Deste novo disco, dois singles já foram lançados: ‘Vivimos lejos’ e ‘Una temporada en el invierno’. Ouça aqui: https://findelmundo.bandcamp.com. Assim como da primeira vez, a nova vinda da Fin del Mundo ao Brasil é uma realização da Brain Productions Booking, que entre outubro e novembro de 2023 levou as meninas a uma elogiada turnê europeia, com seis sold outs e participação em programa da RTVE, a maior televisão da Espanha (assista aqui). Vale também destacar que elas foi sucesso imediato na rádio norte-americana KEXP: sua sessão ao vivo ultrapassou a marca de +1 milhão de visualizações em pouco menos de 9 meses. Confira aqui: https://www.youtube.com/watch?v=EpXIt_7uso8&t=1792s. Após os shows no Brasil, a Fin del Mundo segue para México, Chile e Argentina. Fin del Mundo de volta ao Brasil 13/09 (sexta-feira)cidade: São Paulo, SPlocal: Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo), na Comedoriahorário: 20h30ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/fin-del-mundo (inicio de venda: 3 de setembro, online, e dia 4 de setembro nas bilheterias de todos os Sescs do estado. 14/09 (sábado)cidade: Belém, PAlocal: NaBêra Espaço Cultural (rua São Boaventura, 268, Santa Maria De Belém Do Grão Pará, Para)horário: 18h40ingressos: https://www.ingressolive.com/19-festival-se-rasgum Saiba mais sobre a banda: www.instagram.com/lasfindelmundo.
Massarifest: conhecendo as bandas do festival

No dia 20 de setembro de 2024 Fabio Massari completa 60 anos de idade, uma das referências do jornalismo musical brasileiro, Massari já esteve frente a frente com diversos artistas, entre eles: Björk, Gang of Four, Alan Wilder (Depeche Mode), Zola Jesus, Television entre outros. O jornalista também é conhecido por ter sido VJ da antiga MTV Brasil, na época em que assistíamos a uma programação de ouro no canal. Ele apresentou programas sobre notícias do mundo da música, sempre antenado com novos artistas e gêneros que rolavam pelo mundo todo. Em 2018 lançou o livro “Mondo Massari: Entrevistas, resenhas, divagações & etc“, onde fala sobre suas experiências profissionais no mundo da cultura. Além disso, faz participações no canal Kazagastão, de Gastão Moreira, também ex-VJ da MTV Brasil. Sobre o festival O festival foi criado pela Maraty, uma produtora de eventos dos jornalistas André Barcinski e o produtor Leandro Carbonato, para celebrar as seis décadas de vida de Fábio Massari. Para isso, nada melhor do que tê-lo na curadoria das bandas que se apresentarão. Devotos A banda brasileira Devotos, formada em 1988 por Cannibal (baixo e voz), Neilton (guitarra) e Celo Brown (bateria), surgiu inicialmente como Devotos do Ódio, nome inspirado no livro de José Louzeiro. Originária do bairro de Alto José do Pinho, em Recife, uma área marcada por desafios sociais. A banda passou a se chamar Devotos em 2000 e até hoje carrega o hardcore nordestino e é uma das referências do gênero no país. Patife Band A Patife Band, projeto do compositor e músico Paulo Barnabé, foi formada em São Paulo em 1984. Barnabé, que se estabeleceu na cidade vindo do norte do Paraná, é conhecido por aplicar técnicas de composição erudita contemporânea, como ritmos assimétricos, células atonais e séries dodecafônicas, além de influências de jazz, hard rock e ritmos brasileiros. A banda se destacou como um dos expoentes da Vanguarda Paulista, um movimento musical inovador dos anos 1980 que introduziu elementos experimentais e complexos no rock e punk rock. Acid Mothers Temple Formada em 1995, a Acid Mothers Temple & the Melting Paraiso UFO, frequentemente abreviada como Acid Mothers Temple ou AMT, é uma banda de rock japonesa liderada pelo guitarrista Kawabata Makoto. Inicialmente contando com diversos músicos e colaborações, a formação se consolidou em 2004 com alguns membros principais e vocalistas convidados. A banda tem mantido uma intensa produção de álbuns através de várias gravadoras internacionais, além de sua própria gravadora, Acid Mothers Temple, criada em 1998 para registrar as atividades do coletivo. Serviço:MASSARIFEST com Acid Mothers Temple + Patife Band + Devotos Data: Sexta-feira, 20 de setembro de 2024Local: Fabrique ClubEndereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo – SP Ingressos:R$ 130,00 (meio entrada e promocional – mediante doação de 1kg de alimento, 1º lote)R$ 260,00 (inteira, 1º lote) | R$ 150,00 (meio entrada e promocional – mediante doação de 1kg de alimento, 2º lote)R$ 300,00 (inteira, 2º lote) Venda on-line: https://fastix.com.br/events/massarifest Fonte: Tedesco Comunicação & Mídia
5 bandas mexicanas que você precisa conhecer

Margaritas Podridas Se você sentia falta daquele grunge raivoso, barulhento e melancólico da década de 90, feito por bandas como Hole e L7, então precisa escutar essa banda. A Margaritas Podridas surgiu em 2018 na cidade de Hermosillo no México, nesse mesmo ano lançaram seu primeiro disco Porcelain Mannequin, com um som mais sujo e barulhento. No entanto, mais tarde chamaram atenção com seu segundo trabalho autointitulado, onde seguiram outros caminhos, surfando pelas ondas do shoegaze e noise rock. Instagram | Bandcamp Mint Field Mint Field surgiu como um trio da cidade de Playas de Tijuana, em meados de 2018, mas hoje é um duo formado por Estrella Sánchez (vocal, guitarra) e Sebastian Neyra (bateria). O primeiro disco, Passar de las Luces fez bonito em sua estreia, envolto por uma sonoridade etérea, que bebe da fonte do shoegaze, dream pop e psicodelia. As músicas possuem uma paisagem sonora incrível que levam o ouvinte para um estado de contemplação, em suas letras eles exploram a melancolia e nostalgia do cotidiano. Instagram | Bandcamp Te Vi En Un Planetario Banda relativamente nova, formada pelo duo Ilka Serna (vocal) e Alexis Ramos (baixo, guitarra e sintetizadores) em Teotihuacán. Suas músicas têm influencia no dreampop e shoegaze, cheias de reverberações, modulações e emoções do cotidiano. Possuem dois EPs que foram lançados em 2023, são eles: flores e casa de espejos. Ao vivo, a dupla é acompanhada por Miguel Monterrubio (bateria) e Ricardo Arroyo (guitarra), dessa forma adicionando uma profundidade sonora maior à suas composições. Instagram | Bandcamp Policias y Ladrones Direto da cidade de Tijuana, o Policias y ladrones iniciou como trio e teve influências de garage rock, já na gravação de seu primeiro disco, lançado em 2019 sob o titulo Flores, se aproximaram mais da sonoridade do shoegaze e room pop. Um ano mais tarde, ganharam destaque após alguns singles e chamaram a atenção da gravadora Arts & Crafts, com quem lançaram seu segundo trabalho Nubes. O trabalho mais recente é um EP lançado em 2024, toma forma. Instagram | Youtube Sonic Emerson Sonic Emerson é um projeto liderado por Sebastian Neyra, o músico e produtor toca atualmente com o Mint Field e já trabalhou com a Margaritas Podridas, outra bem conhecida no cenário mexicano. O primeiro EP Hasta que el hecho que está esperando ocurre foi lançado em 2021, na sonoridade, temos camadas que vão do psicodélico, eletrônico e shoegaze. O sucesso do projeto gerou mais dois discos de estúdio, são eles Si tan solo supiera por qué estoy aqui e rescate lento. Instagram | Bandcamp Quer mais indicações? Quer conhecer mais artistas de vários países do mundo? Então confira também a nossa seção Rebobinados Indica.
Crumb retorna ao Brasil para apresentar novo disco

Com quase 10 anos de uma agitada carreira, uma bem repercutida passagem pelo Brasil e o suave e delicioso recém-lançado terceiro disco AMAMA na bagagem, o quarteto indie nova-iorquino Crumb retorna ao Brasil em novembro e confirma show em São Paulo no dia 23 de novembro, no Cine Joia. A realização é da Áldeia Produções em parceria com o Cine Joia. Ingressos já à venda no site da tiqueteria Fastix: https://fastix.com.br/events/crumb-em-sao-paulo. Lila Ramani (guitarra e vocal), Bri Aronow (sintetizadores, teclados e saxofone), Jesse Brotter (baixo) e Jonathan Gilad (bateria) estão no topo das paradas de sucesso da nova onda pop psicodélica. Eles costuram uma sonoridade que flerta com o Lo-Fi e beats elegantes, numa paisagem sonora cheia de experimentação lúdica e descolada. O terceiro álbum AMAMA, que dá o tom desta turnê no próximo mês de novembro, continua a aprofundar o som hipnótico do Crumb. São composições da multi-instrumentista Lila Ramani, ora poeticamente abstratas, ora diretamente confessionais, que tanto rememora os anos de turnê da banda como traça o caminho vertiginoso de um grupo que está em constante movimento. AMAMA, que também é a gênese e a síntese do Crumb, existe na encruzilhada da psicodelia, pop, jazz e rock, e mostra com louvor porque são elogiados e apontados mundo afora como uma banda de sonoridade única. Do estúdio para os palcos, o Crumb é nome frequente de grandes festivais, como Wide Awake, em Londres, Primavera Sound, na Espanha e em Portugal, além de tocado na edição 2024 do Pitchfork Music Festival, em Chicago (EUA). A nova turnê do Crumb pelo Brasil também passará pelo Rio de Janeiro (22/11, Agyto) e Porto Alegre (24/11, Opinião). Mais sobre o Crumb: www.instagram.com/some_crumb www.crumbtheband.com SERVIÇOCrumb em São PauloData: 23 de novembro de 2024Horário: 19h (portas)Local: Cine JoiaEndereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SPIngresso:1º lote -R$ 120,00 (meia e meia solidária) e R$ 240 (inteira)2º lote -R$ 150,00 (meia e meia solidária) e R$ 270 (inteira)Venda: https://fastix.com.br/events/crumb-em-sao-paulo Fonte: Tedesco Mídia
Softcult: duo canadense resgata com maestria o dream pop/shoegaze dos anos 90

Softcult é um duo canadense formado pelas irmãs Mercedes Arn-Horn e Phoenix Arn-Horn que surgiu por volta de 2020. Ainda no auge da pandemia, elas começaram a trabalhar em seu primeiro EP Year of the Rat. Apresentado apenas em 2021, ele trazia 5 faixas com um gostinho do que esperar da sonoridade da dupla. Influenciadas pelo movimento Riot grrrl e bandas da década de 90, elas resgatam parte da sonoridade delicada do shoegaze e dream pop, misturando ao lado mais sujo do grunge e rock alternativo de bandas como The Smashing Pumpkins e Garbage. Inclusive fizeram dois covers muito bons do Nirvana para “Been A Son” e “Frances Farmer Will Have Her Revenge On Seattle”. Quando falamos sobre temática das letras escritas, as irmãs costumam trazer a tona temas pertinentes ao mundo moderno. A luta pelos direitos das mulheres, o machismo e população LGBTQIAP. Ainda que as pautas façam alguns conservadores torcerem o nariz, elas estão certas do que querem. Um fato interessante é que elas produzem um fanzine eletrônico chamado SCripture. Nele, promovem temas super importantes sobre mulheres, poesias, sexismo, saúde mental e vários outros relacionados. Grandes admiradoras das artes, elas costumam produzir os próprios designs das capas de seus discos e posters. O novo EP é um resgate dos gêneros da década de 90 Intitulado “Heaven” o novo EP foi lançado em Maio de 2024 via Easy Life Records, nova gravadora do grupo. A faixa que abre o disco é “Haunt You Still”, ela captura momentos mais sonhadores do dream pop/shoegaze sem deixar o barulho de lado. Podemos dizer que é uma fusão de bandas importantes como Lush, Slowdive e Mazzy Star. Em seguida, temos “One Of the Pack”, trazendo um lado mais agressivo, recheada de guitarras pesadas e seus ruídos. Já em “Spiralling Out”, uma das mais famosas da banda, temos melodias bonitas e um som direcionado para o lado mais pop do rock alternativo. Em “9 Circles” ouvimos uma sonoridade voltada para o shoegaze. Uma fusão muito bonita de vocais e melodias cadenciadas. Aqui elas trabalham bem o refrão e criam uma atmosfera agradável aos ouvidos, uma verdadeira viagem sonora. “Shortest Fuse” tem a cara dos anos 90, inevitável dizer isso. O ponto forte aqui também são os belos vocais das irmãs. Acompanhados por guitarras mais psicodélicas, eles encontram riffs mais enérgicos e pesados no refrão. Para fechar, temos a faixa título “Heaven“, em um clima sonhador que é o ponto alto do shoegaze. Elas conseguem manter o ouvinte em diferentes climas. Das guitarras cheias de reverb e delay até os riffs a lá The Smashing Pumpkins, com melodias hipnóticas. Encontrar esse EP do Softcult foi uma grata surpresa. Fazia tempo que não escutava algo novo e com ótima qualidade. Esse é um daqueles trabalhos que você fica contente em descobrir e que se mantém coeso e com uma bela produção musical. Ele faz jus aos gêneros que são apresentados durante as 6 músicas. Acompanhe o Softcult nas redes sociais: Facebook | Instagram | Site
Justine expande os horizontes do shoegaze em seu segundo disco

Justine, o quarteto sorocabano de shoegaze retorna em nova fase. Formado em meados de 2013 na cidade do interior Paulista, eles passearam pelas rotas alternativas de shows com seu elogiado primeiro disco Overseas, lançado em 2016. O ano de 2024 vem como um novo recomeço para o grupo, que chegou trazendo algumas novidades. A primeira delas é o nome que passa a ser apenas Justine ao invés de Justine never knew the rules. Além disso, a nova formação conta com Gabriel Penatti na bateria e Gabriel Wiltemburg nos vocais. Justine e os novos horizontes sonoros Com o segundo disco de estúdio intitulado JUSTINE, a banda não só expande seus horizontes musicais, mas também mergulha em territórios líricos diferentes. Uma das mudanças mais marcantes neste novo álbum é a decisão de cantar todas as músicas em português. Esta escolha traz uma nova dimensão às músicas, permitindo que as letras alcancem uma profundidade emocional ainda maior. “Avalanche” foi a primeira composição apresentada, isso após alguns anos de um pequeno hiato. Ela mantém aquela sonoridade tradicional do shoegaze. Levando o ouvinte para uma jornada em um clima cadenciado e melancólico, que é explorado também nas letras, cheia de emoções intensas. Já quando falamos dessa nova fase, “Blush” representa bem. Experimentando nas dinâmicas de melodias bonitas e marcantes, vocais mais notáveis e um clima digamos “pop”. Ela foi escolhida como primeiro single para apresentar o disco novo e mostra a estreia de Gabriel nos vocais. Em seguida, tenho minha favorita, “Flor de Lótus“. Suas camadas de guitarras criam uma atmosfera bem envolvente e transcendental. As melodias quase que hipnóticas são acompanhadas de batidas que nos lembram algo do trip-hop. Mas aqui o som vai evoluindo numa experiência psicodélica que ecoa durante seus quase 7 minutos. Num clima meio “spoken word”, temos “Terapia“. As letras expõem sentimentos íntimos e a forma como os vocais são performados nos lembra fácil algo feito por Jair Naves em seus trabalhos. A quebra vem com “Quase um Segundo”, a faixa tem aquela pegada do shoegaze acústico. Numa mistura bonita entre violão e guitarras com efeito tremolo, bem na vibe de “Sometimes” do MBV. Em “Solstício” somos apresentados a mais uma composição acústica, mas dessa vez sem guitarras, essa simplicidade cria um clima bonito e intimista, um formato que não era tão explorado nas composições anteriores. “Corpo” tem uma roupagem bem diferente de todas do disco, onde ousam experimentar com percussões, riffs de guitarra e sons mais barulhentos flertando com o noise, temos até um sampler de “Touched” do My Bloody Valentine. “Se o amanhã não chegar” também aposta no clima acústico, podemos classificá-la como uma das baladas do álbum, é muito bom saber que a banda vem explorando novas sonoridades nesse trabalho. Percussões e um baixo bem vibrante abrem “O que restou em mim“, a experiência aqui também é um ponto alto, a bela fusão entre um Jesus and Mary Chain e MBV. Quem assume os vocais é Mário do Wry, uma das bandas pioneiras do shoegaze no Brasil. A faixa tem climas que vão de momentos mais melódicos até outros mais barulhentos que ecoam e casam com guitarras que vão preenchendo o fundo. Em seguida, temos “Quebra Tormenta”, sua atmosfera casa com o fim da escuta, ela explora outra novidade pra banda, um clima mpbzístico, com dedilhados de violão, belas letras e toques suaves e elegantes de guitarra. Com seu segundo álbum, a Justine demonstrou que explorar novos sons e abordagens dentro do gênero pode manter seu trabalho extremamente coeso e envolvente. É muito bom tê-los de volta na cena do indie nacional, que consigam promover o disco o mais breve possível para que ganhem novos fãs e apoiadores. Confira o disco Justine: Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Youtube| Bandcamp
Russian Circles: uma das melhores bandas do post-metal se apresenta no Brasil

Um dos maiores nomes do cenário post-metal, com 20 anos de carreira e diversas participações em festivais importantes ao redor do globo, o power trio norte-americano Russian Circles faz a aguardada estreia no Brasil na próxima quarta-feira, dia 3 de abril, em São Paulo. A apresentação, a única no Brasil, será no Cine Joia e terá abertura da banda nacional de post rock E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante. Ingressos continuam à venda: https://pixelticket.com.br/eventos/17017/russian-circles. A realização do show único do Russian Circles no Brasil é da Powerline Music & Books, com apoio da Heart Merch. O Russian Circles, formado por Mike Sullivan (guitarra), Brian Cook (baixo) e Dave Turncrantz (bateria), traz à capital paulista neste começo de abril a turnê do elogiado novo disco, Gnosis, o oitavo da carreira, que reforça a força criativa das composições pesadas e atmosféricas da banda. É um disco repleto de camadas sonoras em meio a diversificadas ambientações e abordagens produzidas somente com guitarra, baixo e bateria. O baixista Cook, em recente entrevista ao site brasileiro Downstage, disse sobre Gnosis: “É o nosso trabalho mais focado. Eu também acho que é um álbum muito agressivo. Acho que ficar presos em casa nos fez querer fazer um disco que fosse uma resposta ao sentimento de confinamento.” Cook também falou da alta expectativa para o show em São Paulo. “Quando penso em shows em São Paulo penso em vídeos antigos do Sepultura tocando em ginásios. Mas não somos o Sepultura, então não tenho ideia do que realmente deveria esperar. Em termos de setlist e surpresas…Acho que vamos tocar apenas nossas músicas favoritas, já que não precisamos nos preocupar em tocar músicas novas o suficiente ou em não tocar um set parecido com o da última vez que estivemos lá, porque … nunca estivemos lá!” A banda foi formada em 2004 na cidade de Chicago (Illinois, Estados Unidos) e já se apresentou em grandes festivais como SXSW, Psycho California e Roadburn. Também excursionaram com Tool, Deafheaven, Chelsea Wolfe, Mastodon, Cult of Luna, entre outros. Russian Circles em São Paulo Data: 3 de abril de 2024Horário: 19h (abertura da casa) | 20h: EATNMPTD | 21h30: Russian CirclesLocal: Cine JoiaEndereço: rua Praça Carlos Gomes, 82, Centro, São Paulo, SP Venda on-line:https://pixelticket.com.br/eventos/17017/russian-circles Ingresso:PistaMeia solidária, meia entrada – 2º Lote: R$ 190,00Inteira – 1º Lote: R$ 340,00; 2º Lote: R$ 380,00 CamaroteMeia-entrada – 1º Lote: R$ 270; 2º Lote: R$ 540,00Inteira – 1º Lote: R$ 290,00; 2º Lote: R$ 580,00Classificação etária: 18 anos
Quarto Quarto, música nova aposta no rock alternativo

Originária da capital paulista, a Quarto Quarto é formada por: Thiago Romanelli (vocais, guitarra), Nicolas Gulhote (baixo, vocais) e Caio Vieira (bateria). A banda tem um EP “Prédio Cinza, Tempo Bom”, lançado em 2022, onde trazem em suas composições uma mistura de melodias envolventes e energia crua. Sua música é marcada por guitarras distorcidas, ritmos pulsantes e letras que refletem as experiências e inquietações da juventude urbana. No novo single, intitulado “Às vezes”, eles elevam o nível de sua produção e apostam em um instrumental poderoso, voz marcante e uma música que captura a essência melancólica do rock alternativo dos anos 90 com algumas pitadas de grunge, ao mesmo tempo em que soa contemporânea e autêntica. A faixa marca o início de uma série de lançamentos que serão apresentados durante esse ano, e que no fim completarão seu novo disco “Sorte/Revés” que está por vir. Sobre o título, a banda diz que é um conceito que traz em paralelo o cotidiano da vida, os relacionamentos e a previsibilidade de jogos de tabuleiro. Acompanhe a banda nas redes sociais: Instagram | Spotify Confira mais notícias aqui.
El Significado de Las Flores: banda chilena de noise rock lança single novo

El Significado de Las Flores é uma banda chilena que surgiu em 2022 na cidade de Valparaíso, formada por Acacia (Patricio Guzmán), Suitcases (Pablo Rodríguez León), Bruma (María Pizarro) e Chaleco (Sebastián Aranda). A estreia do grupo veio com o primeiro disco de estúdio, El Efecto Nodriz, lançado em 2023. Durante as oito músicas, temos uma sonoridade que caminha por gêneros como shoegaze, noise rock e dream pop, de pontos altos e ruidosos até outros momentos mais sonhadores e melancólicos. As letras abordam temas da vida moderna, como identidade de gênero, ideia de transição e a solidão da vida jovem. Com a boa repercussão do primeiro debut, tiveram apoio para a gravação de uma nova música, sobre isso a banda diz: “Após a boa recepção que o álbum teve, fomos convidados pela Lotus para uma residência patrocinada pela produtora. ‘Recrudece’ é um dos produtos finais da gravação nos Estúdios Lautaro. Tem modulações, novas buscas rítmicas, líricas e estruturais para as músicas. É a ponta de lança de uma nova forma de nos apresentarmos sonoramente, um novo passo no caminho do conceito da banda” A faixa foi produzida pelo quarteto, gravada e mixada por Pablo Giadach e masterizada por Francisco Holzmann, além disso, ganhou um vídeo clipe oficial. É claramente uma prévia do que está por vir no próximo disco que deverá ser lançado ainda neste ano. Outra conquista importante para a carreira foi um convite para se apresentar no Lollapalooza Chile, que aconteceu no último dia 15 de março na cidade de Santiago e reuniu cerca de 100 mil expectadores durante os dias de festival. Eles tocaram ao lado de grandes nomes como Blink 182, Arcade Fire, Kings of Leon, SZA, Sam Smith e The Offspring. Acompanhe o El significado de Las Flores nas redes sociais: FACEBOOK | INSTAGRAM | TIKTOK Agradecimento release: Tedesco Mídia
Turnover retorna ao Brasil para três apresentações em 2024

O Turnover, banda de indie rock de Virgínia (EUA), traz a turnê do último álbum Myself in the Way à América Latina no próximo mês de maio, com três datas no Brasil: Belo Horizonte/MG (10/05), São Paulo/SP (11/05) e Porto Alegre/RS (12/05). A realização é da Powerline Music Books em parceria com a Mirror/AM. Os ingressos para todos os shows da turnê começam a ser vendidos nesta sexta-feira (1/03), às 12h, pelo site do Clube do Ingresso (www.clubedoingresso.com). Turnover é uma banda de rock americana de Virginia Beach, Virgínia, com cinco discos e dois EPs lançados. Formada em 2009, a banda tem contrato com o badalado selo indie Run for Cover Records. A cada novo álbum, o Turnover incorpora elementos, experimenta sonoridades e apresenta uma sonoridade sempre atual e interessante. Indie rock, dream pop, grunge, emo e pop punk são alguns gêneros que explicam a proposta do Turnover. Do emo intimista de Magnolia (2013), passando pela aura melancólica de Peripheral Vision (2015), e pelo rock expansivo de Good Nature (2017), além das guitarras soft de Altogheter (2019), o Turnover chega ao quinto disco, Myself in the Way, com grooves descontraídos, batidas discos e riffs marcantes. Além de Brasil, eles fazem shows no México, Costa Rica, Colômbia e Chile. Atualmente a banda é Austin Emanuel Getz (vocais, guitarra), Casey Charles Getz (bateria), Daniel Joseph Dempsey (baixo) e Nick Rayfield (guitarra). SERVIÇO Turnover em Belo Horizonte (MG)Data: 10 de maio de 2024Local: Música Quente Turnover em São Paulo (SP)Data: 11 de maio de 2024Local: Fabrique ClubEndereço: rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP Turnover em Porto Alegre (RS)Data: 12 de maio de 2024Local: AgulhaEndereço: rua Conselheiro Camargo, 300 – São Geraldo, Porto Alegre/RS Mais informações: www.instagram.com/agenciapowerline https://turnovermusic.net/ www.instagram.com/tedesco.com.midia Escute o disco Myself in the Way: Resenha Turnover no Brasil (2016)
Fin del Mundo: banda argentina vem ao Brasil apresentar seu som com influências de post-rock e shoegaze

Fenômeno da cena alternativa argentina, o quarteto feminino argentino Fin del Mundo desembarca pela primeira vez no Brasil, no próximo mês de março, para apresentar seu cativante e sensível indie shoegaze post rock. Duas datas já estão confirmadas: 1° de março em São Paulo, no Sesc Avenida Paulista, e dia 8/03 no Sesc São José dos Campos, em São José dos Campos (SP). Os ingressos para o show no Sesc Avenida Paulista começam a ser vendidos online, dia 20/02, pelo site www.sescsp.org.br/unidades/avenida-paulista, e dia 21/02 de forma presencial, em qualquer unidade do Sesc em São Paulo. Mais informações sobre o show em São José dos Campos em breve. A inédita vinda do Fin del Mundo ao Brasil é uma realização da Brain Productions Booking, que entre outubro e novembro de 2023 levou as meninas a uma elogiada turnê europeia, com seis sold outs e participação em programa da RTVE, a maior televisão da Espanha (assista aqui). Fin del Mundo foi formada em 2019 em Buenos Aires (Argentina), com raízes na Terra do Fogo e Chubut, no sul da Patagônia. Sua mistura requintada de post-rock emocional, shoegaze, dream pop e indie rock permitiu que elas se posicionassem como uma das bandas mais interessantes da cena musical independente latino-americana em muito pouco tempo. A banda, formada por Julieta Limia (Tita), na bateria, Julieta Heredia, na guitarra, Yanina Silva, no baixo, e Lucía Masnatta, na guitarra e voz principal, vem com a turnê do disco ‘Todo va hacia el mar’, lançado pela Spina Records que compila pela primeira vez em formato digital e físico, seu EP autointitulado (2020) e o EP ‘La ciudad que dejamos’ (2022). Lucía fala do novo álbum. “É um álbum que compila todo o nosso material de estudo até agora, muitos ouvintes nos pediram, principalmente o formato vinil, embora também haja CDs e cassetes. Conhecemos a sensação linda de poder ter um álbum físico e ouvi-lo até enjoar, esperamos que gostem muito dessas edições!” Vale destacar que o Fin del Mundo foi sucesso imediato na rádio norte-americana KEXP: sua sessão ao vivo ultrapassou a marca de +1 milhão de visualizações em pouco menos de 9 meses.. Saiba mais sobre a banda: www.instagram.com/lasfindelmundo.
Julico mergulha em emoções e explora sonoridades em Onirikum

Julico é multi-instrumentista, compositor e artista gráfico, nascido na cidade de São Cristóvão em Sergipe. Ele é conhecido por ser o fundador da banda The Baggios, um dos grandes nomes da música brasileira. Com turnês internacionais e indicações ao Grammy Latino por seus discos Brutown (2017) e Vulcão (2019). O artista embarcou em carreira solo no ano de 2020, com a estreia do debut Ikê Maré. O disco conta com 13 músicas e foi lançado pelo selo Toca Discos. A sonoridade caminha por gêneros já conhecidos do músico, como a música brasileira, rock e o blues. O resultado foram as prensagens em vinil totalmente esgotadas. Inevitável dizer que assim como os trabalhos do The Baggios, as composições são feitas com maestria. Fica nítido o amor de Julico pela música. É ele quem grava todos os instrumentos, produz e não menos importante, faz as artes de camisetas e alguns pôsteres de shows. No último dia 20 de outubro foi lançado seu segundo disco de estúdio sob o título Onirikum. A palavra vem de “onírico”, que é algo relacionado a um sonho ou situações fantasiosas. Sobre o nome que batiza seu trabalho, ele diz: “Representa para mim um estado de espírito onde acesso aos devaneios e sentimentos mais profundos. Os sonhos são como janelas que nosso subconsciente acessa e revela mensagens, imagens, ideias, sons e os mais variados desejos e sensações. Nesse universo me inspirei para compor esse álbum, mergulhando nas minhas memórias límpidas e turvas traduzindo através do som e da escrita meus sentimentos sobre temas que me angustiam, me deixa feliz, me alivia ou simplesmente me move.“ Arte do disco Onirikum A começar pela arte da capa, temos uma imagem influenciada pelo surrealismo, o interessante é que ela foi criada por inteligência artificial. Quando falamos em sonoridade, o álbum é um espetáculo à parte, aqui Julico se supera e faz uma jornada por diversos gêneros musicais. Incorporando elementos que vão desde as brasilidades, com ritmos da música nordestina, mpb, samba, passando pelo rock psicodélico setentista, blues, jazz e o funk. Alguns destaques do álbum são as faixas, “Then Pain May Become Tracks”, ela abre o trabalho com uma atmosfera misteriosa. Aqui o artista pisa em territórios diferentes, com uma pegada que talvez poderíamos classificar como um “trip-rock“. Em seguida, “Mon Amour” é uma nítida declaração de amor. A sensibilidade não está somente nas letras, mas também na sonoridade que é muito bem construída, com momentos psicodélicos e outros mais melódicos. A faixa título “Onirikum” é uma das mais lindas, daquelas que logo nos primeiros segundos vocês sabe que vai se apaixonar, com melodias e letras tocantes, ela fala sobre amor, sonhos e a arte. Mais uma faixa que merece o devido destaque é “Música”, aqui Julico expressa todo seu amor pela arte, podemos considerar uma de suas melhores composições, é uma daquelas músicas para prestar atenção em cada detalhe. “Motivo de Saudade” conta com a participação da cantora Fernanda Broggi, é um samba de tamanha beleza, com melodias de flauta maravilhosas e que fala sobre tempos nostálgicos: “De quando eu tinha meus irmãos de verdade, onde existia mais amor e amizade, pouco falava-se de medo, se eu caía era pra recomeçar…” Julico, Motivo de Saudade É até difícil falar sobre um disco que não tem uma música ruim. “Fazemblues” é um show, o blues sempre esteve presente nas composições de Julico, isso não é novidade. Mas, ele consegue fazer ouro durante os riffs de guitarra que vão derretendo ao decorrer da música. “Banho de Sal Grosso” também é uma das favoritas. As belezas nordestinas aqui estão impressas no ritmo do baião, riffs deliciosos de baixo, o sotaque e aquelas guitarras psicodélicas que dão o toque final. O trabalho se encerra com “Trem Veio”, uma composição nas raízes do blues. Destaque para os sons de gaita que nos levam pra um cenário quente e deserto. Mais uma vez somos surpreendidos! Não é a toa que Julico já foi indicado para premiações do Grammy. Quando falamos sobre artistas da atualidade, ele é com certeza um dos mais criativos. Sempre entrega trabalhos acima do nível. Como já falamos em outra matéria sobre Ikê Maré, ele está deixando seu legado na música brasileira e ainda seremos muito gratos por isso. Pra completar essa matéria, enviamos algumas perguntas sobre o disco novo e algumas curiosidades, confira a seguir: Primeiro, gostaria de saber um pouco sobre seu contato com a música. Quais memórias você tem dos artistas que te fascinaram e quando foi que você decidiu que gostaria de fazer música? Tem um marco pra mim que eu acho muito importante na minha vida musical, que é quando eu recebo uma fita k7 do acústico do Nirvana. Eu tinha 13 anos, e ainda estava perdido em relação ao que eu queria fazer, no que eu sonhava em ser, era um momento bem embrionário da minha vida. Acho que ali rolou uma provocação de querer entender mais sobre esse movimento do rock. Entender de onde vinha aquele som, a origem, as influências dele, como tocavam aquelas músicas. Aí acho que despertou mais o meu lado instrumentista de querer tocar aquelas músicas, de formar banda. Pensando em pessoas que me influenciaram e me fascinaram ao vivo principalmente, foram as bandas aqui de Aracaju mesmo. Sou do interior do Sergipe, São Cristóvão, mas vivia muito em Aracaju pra ver shows e tudo mais. Bandas lendárias como Snooze, Karne Krua, Lacertae, Plástico Lunar, foram fundamentais pra eu me interessar em formar banda, em estar ali fazendo aquele mesmo papel de composição, de show, de fazer discos e tudo mais. Mas, em relação a outros artistas que nessa época tinha muito do rock, do grunge, do punk e aos poucos da música brasileira que era algo comum na minha casa. O que mais te inspira a escrever as letras das músicas? Existe algum processo que você costuma seguir ou apenas deixa as ideias fluírem? A escrita das minhas músicas está ligada muito a minha vivência, as coisas que me despertam
Psicodelia e viagens astrais com White Canyon and the 5th Dimension

White Canyon and the 5th Dimension é uma banda formada pela dupla Leo Gurdan e Gabriela Zaith. O casal vive em São Thomé das Letras, uma cidade em Minas Gerais, rodeada por montanhas, mistérios e misticismo. Foi nesse cenário que deram vida ao projeto, por trás das composições estão temas espiritualizados, autoconhecimento, novos planos, viagens astrais, a natureza e seus mistérios. O primeiro disco de estúdio autointitulado “White Canyon and the 5th Dimension” foi lançado em 2019. E traz ótima produção, um rock psicodélico de qualidade envolto por riff enérgicos e belas linhas de teclado. A sonoridade nos lembra bandas como The Jesus and Mary Chain, Spiritualized e The Black Angels, da qual eles são fãs. Nos próximos anos seguiram lançando alguns singles, até chegar ao segundo disco. “Spectral Illusion” saiu em 2021 e conta com 7 músicas. Aqui a banda manteve sua ótima composição. Impossível não dar o play e viajar com as várias camadas, vozes e guitarras que vão ecoando durante as faixas. Outro destaque são as artes dos discos, são bem feitas e acompanham as ideias por trás das composições. Soundtrack for Astral Travel chega no finalzinho de 2022, o terceiro álbum tem músicas batizadas com nomes de planetas. Não preciso nem dizer que ele realmente é uma jornada em seus diversos estados. Acredito que esse seja o trabalho mais experimental do duo. Com três discos na bagagem, a dupla agendou sua primeira turnê no Chile, onde fizeram treze shows entre outubro e novembro de 2022. O resultado foi um gás a mais para lançar o ao vivo Live in El Quisco. O material traz 6 faixas de uma apresentação gravada no Centro Cultural Camilo Mori. Por incrível que pareça, o primeiro show no Brasil aconteceu apenas neste ano no famoso festival Woodgothic. Ele é organizado em São Thomé por Carolina e Zaff, membros da banda de pós-punk/darkwave Escarlatina Obssessiva. Dois meses depois, é lançado Gardeners of the Earth, o quarto trabalho da discografia é o mais “ambicioso” e com certeza um marco na carreira. Com uma produção de primeira, o álbum traz composições que soam como um rock n roll mântrico psicodélico. É como se aqui eles reunissem um punhado de sua história misturado com pitadas de coisas novas. Dá gosto em ouvi-lo e saber que temos aqui uma banda brasileira que executa com maestria um dos melhores lançamentos desse ano. Batemos um papo para conhecer melhor a banda e falar um pouco sobre a carreira, o novo disco e outras curiosidades. Você pode conferir em seguida: Como vocês se conheceram e como surgiu a banda? Nós estamos juntos a 13 anos, 7 anos de namoro e 6 anos casados, nosso gosto musical sempre foi um dos pilares do nosso relacionamento e fazer música juntos sempre foi algo que almejávamos, quando nos mudamos para São Thomé tivemos a oportunidade de trazer os planos mentais para o material. Vocês vivem em São Thomé das Letras, uma cidade rodeada de misticismo, como é viver aí e o quanto isso influencia na música de vocês? Nós devemos muito do que somos a essa cidade, seus mistérios nos trouxeram aqui e foi um tremendo passo que demos em direção a nossas jornadas de auto conhecimento. A interação com a natureza e suas lendas tiveram um papel crucial no desenvolvimento de nossas ideias e uma ponte para conectar com inspirações de planos superiores. Como funciona o processo criativo de vocês, o que mais te inspiram ao compor e quais mensagens vocês querem passar aos ouvintes com suas músicas? Nosso processo criativo acontece de forma mais individual e quando temos algo sólido combinamos nossas criações, é um processo muito leve e natural que acontece em meio do nosso cotidiano entre serviços domésticos e criação do nosso filho. Tudo que nos rodeia nos inspira de uma forma ou de outra, nossas vivências, a natureza e as lendas que nos cercam, creio tudo que ouvimos deixa uma marca em nossa música que quem conhece pesca muitas referências. Gardeners of the Earth é seu quarto disco de estúdio, como têm sido o feedback de seus fãs e pessoas que apreciam o tipo de música que vocês fazem? O feedback tem sido incrível, nos surpreendeu na realidade. Nossos ouvintes desde o primeiro álbum dizem que esse é nosso melhor trabalho até agora, que traz uma certa maturidade em questão de produção e composição. É nosso disco que vendeu mais rápido os vinis e também com maior audiência no stream até o momento. Esse álbum também trouxe novos ouvintes, diferente dos anteriores, acho que isso é um reflexo da diversidade musical que tentamos colocar no álbum. Atrai vários tipos de pessoas e gostos dentro do psych. Como é a relação da banda com os palcos? Vocês pretendem agendar shows para promover o novo disco ou está fora dos planos? No momento temos uma relação saudosa com os palcos. Nossa estreia foi em uma turnê pelo chile de 13 shows, que está prestes a completar um ano. Até hoje só apresentamos aqui no Brasil, em um festival underground que existe a cada dois anos aqui em São Thomé e honestamente nossa presença só foi possível por ser aqui na nossa cidade. Nós vivemos exclusivamente da nossa arte e ser artistas independentes no Brasil é algo que ainda falta muito apoio. Mas temos planos de fazer shows por aqui em breve, nos acompanhem em nosso Instagram que publicaremos nossos próximos passos sempre por lá. Quais artistas vocês gostariam de colaborar? The Black Angels! Com certeza é uma das bandas da atualidade que mais nos inspira e compartilhamos das mesmas inspirações, inclusive já interagimos pelo Instagram algumas vezes então, quem sabe um dia não é? Se vocês pudessem escolher apenas uma música do disco novo para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual música e filme escolheriam e por quê? Se eu pudesse escolher uma trilha sonora para qualquer filme, esse filme com certeza seria Montanha Sagrada do Alexandro Jodorowsky, que é uma base de inspiração ilimitada
O pós-punk melancólico e dançante do Jovens Ateus

Jovens Ateus é uma banda de pós-punk formada em Maringá, no Paraná. O quinteto hoje é composto por Guto Becchi (vocal), Fernando Vallim (guitarra), João Manoel (guitarra), Bruno Deffune (baixo) e Antônio Bresolin (sintetizador, bateria). A história do grupo começa durante os primeiros meses da pandemia de 2020, através da amizade entre Bruno Deffune (baixo) e Marco Antônio, juntos eles começaram a definir qual seria a estética sonora da banda. Mais tarde, outros amigos foram se integrando ao projeto, e eis que lançaram seu primeiro single “Noite Eterna”. A faixa hoje conta com mais de 40mil plays no Spotify e marca o pontapé dos caras na cena alternativa da música. Meses depois, mais um single lançado, dessa vez a faixa é “Exício”, e aqui já notamos qual a proposta do grupo, um pós-punk que é a cara dos anos 80, com uma atmosfera melancólica, obscura, mas dançante. No ano seguinte, surge “Devaneios” e “quien eres”, essa segunda cantada em espanhol. Aproveitando as músicas já lançadas a banda começou a agendar shows. Só em 2023 se apresentaram em Curitiba, Maringá, Florianópolis, São Paulo, Santo André e Piracicaba. Durante essa turnê, tocaram algumas músicas inéditas e dois covers que chamam bastante atenção, “Santa Igreja” da banda punk As Mercenárias e uma versão para “Igreja” dos Titãs. Em julho deste ano, lançaram seu primeiro EP, auto intitulado Jovens Ateus, contendo 6 faixas. O disco é um prato cheio para os amantes do pós-punk e das pistinhas escuras, durante as 6 músicas escutamos uma sonoridade sombria, mas que tem forte identidade, um som que consegue ser minimalista, mas muito bem trabalhado. Destaque para as faixas “A Mais Triste”, “quien eres” e “Iglesia”. Aproveitando o lançamento do EP e futuro show que a banda fará no dia 04 de outubro ao lado do Deb and the Mentals no @Bar Alto, batemos um papo com Bruno Deffune (baixo) fundador da banda que nos respondeu algumas curiosidades. Você confere a conversa a seguir: Antes o Jovens Ateus era um duo? Como aconteceu a entrada dos outros integrantes e onde vocês se conheceram? Sim! Durante os primeiros meses da pandemia eu mantinha contato com o marco (Marco Antônio Gutierrez), um grande amigo de anos. Juntos nós tivemos a ideia de começar o projeto e aos poucos fomos criando o que no futuro seria a banda. Hoje em dia o marco seria um membro óvulo do jovens ateus, letrista de grande parte das músicas e responsável pelas fotos usadas na maioria dos singles. Com a vontade de começar a produzir as ideias iniciais do projeto eu fui até o Joho (João Manoel, Guitarra), ele havia acabado de iniciar as produções na casa ElNino em Maringá. Acho que nossa amizade foi instantânea, um dos amigos mais rápidos que eu fiz e a entrada dele nas guitarras foi meio que automática. Nós aprendemos juntos a fórmula do jovens ateus e depois de varias tentativas conseguimos entender como funcionaria a banda. O morga (Fernando Vallim – Guitarra) morava na casa ElNino e quando vimos ele já estava junto no projeto e foi bem orgânico. Quando nós marcávamos pra produzir ele aparecia, colocava umas guitarras e ideias e funcionou muito bem. A entrada do Guto (Dário Gustavo – Vocais) foi após o Joho nos apresentar, ele entrou em contato comigo após o lançamento de “Noite Eterna” e nós já tínhamos o interesse em formalizar uma amizade. Até que ele foi para um ensaio e ele entrou como vocalista, eu não tinha o interesse e nem o carisma para enfrentar o cargo, estava a procura de uma pessoa que cumprisse com os requisitos, acho que consegui kkkk. O tony foi mais uma cobrança por minha parte, eu conheci ele em Curitiba através do marco, ele é o único que não é de Maringá. Desde o começo eu mandava as ideias e os sons pra ele e sempre chamava ele pra fazer parte do projeto. Nos processos criativos do single “Devaneios” ele pra fez sua primeira aparição na banda e fez a bateria, que até então era feita pelo lucaskid. Quando marcamos nossa primeira gig nós precisávamos de uma formação funcional para os palcos então eu convidei ele pra entrar de vez na banda. Hoje seria o ele o rosto da banda!? Fica no ar kkkk. Vale lembrar que eu conhecia todos eles de antes mas não éramos próximos. A banda fez que que nós nossa aproximação e aumentar a amizade. O nome da banda tem relação com a música do Muzak ou existe alguma outra história? Com certeza! Quando eu comecei a pensar com o marco em formar a banda, nós fizemos aquela típica pergunta “ta, mas qual vai ser o nome?” Na época nós dois estamos escutando muito pós punk paulistano, eu tava no carro um dia pela tarde ouvindo a coletânea “Não São Paulo V. 1” quando tocou a música do Muzak. Foi bem aquela estralo na mente “vai ser esse o nome da banda, Jovens Ateus”. Geralmente a pergunta é “o que vocês escutam”, mas eu gostaria de fazer ao contrário, o que vocês NÃO ESCUTAM? Falando por todos, com certeza seriam as bandas que mostram nos últimos tempos apoio ou omissão em caráter político. Artistas que apoiaram governos fascistas ou não tomaram lado nessa luta estão fora dos nossos ouvidos. A cultura e a opressão não adam lado a lado. Vocês acabaram de lançar o primeiro EP e já vem ganhando um destaque legal por parte da galera que gosta de pós-punk, quais são os próximos planos? Com o lançamento do ep ficamos mais empolgados em manter um ritmo de lançamento de material. Como hoje nós pensamos mais como banda temos mais vontades de compartilhar influências e acrescentar mais as características de cada membro. Foram 3 anos trabalhando na fórmula desenvolvida e agora queremos mais, são novas influências, novas bandas que estamos escutando no momento e vontade de experimentar. Pensamos também em trabalhar com bandas amigas que fizemos por esses anos e tentar fortalecer uma cena que seguiu de
DEAFHEAVEN retorna ao Brasil para apresentar sua evolução sonora em “Infinite Granite”, o novo disco da carreira

O Deafheaven é uma banda californiana que surgiu em 2010, fundada pelos membros George Clarke (vocal) e Kerry McCoy (guitarra). Desde o primeiro disco “Roads to Judah” (2011), eles vem quebrando barreiras dentro do metal mundial. Com uma mistura de black metal e post-rock, a banda está longe de criar composições satanistas ou blasfêmias. Além disso, os integrantes não parecem pandas no palco com spikes e coisas do tipo. Sobre isso o próprio vocalista disse em uma entrevista a The Guardian: “As pessoas que se preocupam com a nossa aparência têm muito o que crescer”. George Clarke para a The Guardian Essa mistura, categorizada por alguns como post-black metal ou blackgaze, ainda rende muitas discussões entre o público, mas o fato é que o Deafheaven não quer e não faz parte desses movimentos, eles citam sua sonoridade como um apanhado de influências dos integrantes, que resultou em uma sonoridade pesada, mas também com quebras cheias de melodias bonitas. Já em meados de 2013, o segundo disco Sunbather (2013) rendeu bons frutos para a carreira, com os olhares de grandes festivais e público para esse material, a banda teve que encarar os extremistas do metal, pois Sunbather (2013) apesar de ser um disco bem pesado, continuava nadando contra gêneros mais conservadores. Olhando para a capa, a primeira impressão é que temos em mãos um disco de post-rock ou shoegaze. O terceiro disco New Bermuda (2015) ainda caminhava com essa mistura de peso, melodias, vocais rasgados e momentos bombásticos, o que fez a banda manter sua popularidade, mas aí que as coisas começaram a tomar outros rumos a partir do próximo lançamento. Em Ordinary Corrupt Human Love (2018) notamos uma evolução nas composições do Deafheaven, ainda que ele apresente uma proposta mais soturna, a faixa que abre o disco “You Without End” tem uma sonoridade bem diferente, mais cadenciada, com spoken words, piano e bons solos de guitarras. O destaque também fica com a faixa “Night People” um dueto com a cantora, compositora e instrumentista Chelsea Wolfe. Aqui George usa seus vocais limpos, algo inédito desde os primeiros trabalhos, o que impressionou parte dos fãs da banda. O ponto alto desse lançamento é uma indicação inédita de uma banda assinada com uma gravadora independente para o Grammy, a faixa “Honeycomb” foi indicada como “Melhor performance de metal”, em uma entrevista a Billboard os integrantes comentaram esse feito: “Eu estava em um voo para Nova York e fiz uma escala na Carolina do Norte que durou apenas cerca de uma hora. Ao pousar, liguei o telefone novamente e recebi uma mensagem de um amigo: era uma captura de tela dos indicados, parabenizando. Eu mal pude acreditar. Liguei para Kerry imediatamente. “ George Clarke A evolução dos caras não para por aí, o quinto álbum “Infinite Granite” (2021) deixa para traz grande parte da sonoridade pesada que os fez famosos na cena do metal. Dessa vez, eles caminham mais para um post-rock misturado com shoegaze, mas calma, ainda temos um pouco de peso, mas de uma forma diferente. Ainda que, ele soe totalmente diferente dos trabalhos anteriores e alguns fãs torçam o nariz, vale a pena apreciá-lo com calma, basta um pouco de tempo e logo você estará convicto de que a qualidade sonora foi mantida, a banda continua entregando composições de alta qualidade e melodias bonitas que caminham por outros estilos e atmosferas. O ponto alto com certeza fica com as performances ao vivo, elas são intensas e passam por diversos momentos diferentes, do peso ensurdecedor à melodias sonhadoras e algumas roupagens mais progressivas que deixam o público hipnotizado. Ficou curioso pra saber como é isso? Então, não perca a oportunidade de assistir a banda em seu segundo show em terras brasileiras apresentando pela primeira vez o material desse novo disco. DEAFHEAVEN NO BRASIL Serviço: Deafheaven em São Paulo Data: 12 de março de 2023 (domingo)Local: Fabrique ClubEndereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo – SPHorário: 16h (abertura da casa)Ingresso: 2º lote – R$ 170 (meia entrada/promocionalVenda on-line: https://pixelticket.com.br/eventos/11670/deafheaven-em-sao-paulo
Mineiros da Lua reflete sobre tempos pandêmicos e autodescoberta em novo disco

Não é novidade que a pandemia nos trouxe um caldeirão de sentimentos e conflitos, e foi a partir desse amontoado de situações que o quarteto belo-horizontino Mineiros da Lua, formada por Diego Dutra (baixo), Elias Sadala (guitarra), Haroldo Bontempo (guitarra) e Jovi Depiné (bateria) deu vida a Memórias do Mundo Real. Esse é o segundo trabalho da banda, que surgiu com o EP ‘Turbulência’ (2017) e em seguida lançou o disco de estreia ‘A Queda’ (2019). Sempre experimentando, seja com o rock, a psicodelia, música eletrônica ou o pós punk, eles decidiram para esse novo álbum se aprofundar mais nos sintetizadores e batidas eletrônicas, trazendo uma nova estética sonora. Memórias do Mundo Real é um disco que caminha com o cenário pandêmico no qual ainda estamos presos. Ele fala sobre os sentimentos que nos rodeiam, perda e autodescoberta. Foi lançado pelo selo Seloki Records, tem capa assinada pelo baterista Jovi Depiné e a produção do primeiro vídeo para o single ‘Nas Suas Mãos’ por Diego Dutra, baixista do grupo. As oito faixas mergulham no clima psicodélico e experimental, como em ‘Armadilha‘. Além disso, o disco conta com algumas participações especiais de artistas nacionais e internacionais. No primeiro single ‘Nas Suas Mãos’ somos envolvidos pelos belos vocais de Helena Cagliari (La Leuca). Assim como a sonoridade psicodélica e excitante em ‘De Peito Aberto’. A faixa conta com as rimas e vocais incríveis de nabru, Pessa e Aniya Teno, cantora colombiana. O peito abre tipo cirurgia, tô com saudade de algum outro dia, mó vontade de viver a vida, você sabe os médicos fizeram o que eles podiam, mas já era tarde, por favor, alguém avise a família. De Peito Aberto, faixa 3. Já em ‘A Torre’ a banda convida o artista chinês Jason Qiu, a sonoridade experimental nos lembra algo de Björk, tentando ser mais psicodélica possível. ‘Avenida de Expressão Criativa’ assim como todas do disco, possui um instrumental bem trabalhado. Eu diria que a banda trouxe um material criativo como há tempos eu não escutava. A forma como as músicas se conectam, o uso dos elementos eletrônicos e climas psicodélicos sem soar como os clichês atuais. Estamos falando aqui de um dos nomes mais interessantes da cena independente de BH, os Mineiros da Lua. Para entender um pouco mais sobre esse trabalho, batemos um papo com a banda sobre a construção, sonoridade e as participações especiais, confira abaixo: Como é trabalhar em um novo disco em meio a esse caos pandêmico e político em que estamos presos? Como vocês conseguiram extrair coisas boas e focar em um disco que no final não traz um peso negativo para o ouvinte? Haroldo Bontempo: Demorou alguns meses pra gente começar a produzir… em março de 2020 estamos desenhando um EP novo mas logo deixamos pro futuro… foi lá pra agosto, setembro que Diego (baixista) descobriu o soundtrap e sugeriu a gente tentar fazer umas músicas na plataforma. Foi bem confortável, dava pra adequar a rotina de todo mundo, e foi legal compor de um jeito novo! Eu e outro integrante mudamos pro interior com a quarentena né… realmente não dava e nem queríamos encontrar. O cenário político a gente tenta é abstrair né… A gente focou em se divertir, foram momentos que a gente pode relevar a solidão, e tudo mais, acredito que isso espelhou no resultado um pouco mais alto astral.” Inevitável comentar sobre os elementos eletrônicos nas músicas, aqui vocês utilizaram muitos beats eletrônicos, sintetizadores e efeitos vocais. Como surgiu a ideia de focar mais nessa sonoridade e quais foram as influências para esse trabalho? Elias Sadala: Acho que essa questão da música eletrônica sempre esteve ali. Eu sempre gostei muito de música dos anos 80, synth pop e dream pop, gêneros que eu sempre achei bastante massa o uso de sintetizadores. Além disso, a banda sempre teve esse gosto em comum, a gente é muito fã de Kanye West, rsrs, e isso é bem perceptível ao longo de todo o álbum, essa coisa de vozes e etc sempre tiveram na obra dele e a gente acabou sendo influenciado demais. Outro ponto que a gente queria testar nesse álbum é a questão do MIDI, nós sempre fomos muito simplistas, queríamos sempre fazer música com o que tínhamos (baixo, bateria e guitarras), nesse álbum o Diego chegou pra gente e basicamente falou “coloquem o que vocês quiserem, desde que fique bom, não tem problema” e como a gente não tem grana pra comprar um 808 ou um Juno a gente usou e abusou do MIDI. Foi bastante libertador. O disco conta com cinco participações de outros músicos, como elas aconteceram? Era algo que vocês já tinham em mente ou foi um processo orgânico? Haroldo Bontempo: Já tínhamos em mente sim, desde que lançamos o primeiro álbum (QUEDA, 2019) a gente queria incluir amigos e outros artistas que admiramos, inclusive no fim de 2020 lançamos uma musica com a Amarelo Manga do RJ (Fonte da Saudade, 2020). Quando o disco novo foi tomando forma, fomos pensando em quem iria somar, qual música tinha a cara de quem, e convidamos. Nabru, Pessa e o Vitor são amigos lá de BH, já conhecíamos e tudo, Aniya e Jason foi o Jovi (baterista) que nos apresentou, conheceu eles em servidores do Discord, rsrs. Vocês escolheram ‘Nas Suas Mãos’ para ganhar um vídeo clipe, inclusive muito bem produzido e com uma estética interessante que traz o uso de máscaras, uma ótima referência sobre o momento em que estamos vivendo. O que podem nos contar sobre essa ideia do vídeo? Diego Dutra: O clipe foi pensado a partir do conceito do próprio álbum. Criamos essas máscaras que representam as personas que criamos durante a pandemia, todos nós. A partir disso rolou uma tentativa de sumarizar o álbum e relacionar com a faixa “Nas Suas Mãos”. Pegamos esse homem-pássaro para representar o isolamento e a dificuldade de entender quem realmente somos, sentimentos aflorados desde o início da pandemia. Ele tenta reencontrar alguém que ele acredita um dia ter
Pink Mario, um alien tentando entender as emoções humanas através da música

Pink Mario é o alter ego de Lazlo Barclay, o escritor e músico nasceu em Berlim mas vive em Londres, onde divide seu tempo entre escrever livros infantis que buscam ajudar as crianças a entenderem a diferença entre o mundo real e o digital afim de mudarem seus hábitos (você pode encontrar os livros nesse link) e seu projeto musical. O personagem é um alien que chegou à terra após um pouso de emergência há oito anos atrás, agora ele tenta se comunicar com P1, seu planeta de origem. Sem as tecnologias necessárias para isso ele escolheu a música para comunicar suas emoções e angústias, e acredita que quanto mais pessoas ouvirem suas músicas, a carga de emoções será suficiente para que ele consiga transmitir suas mensagens codificadas para o seu planeta. Em seu primeiro EP que leva o nome de P1, ele se aventura por um dream pop moderno e espacial, que por mais que não esteja nas principais playlists das plataformas digitais, tem um grande potencial para figurar entre nomes já conhecidos da cena. Em 2021 ele lançou dois singles novos, são eles ‘Park Ji-sung’ num clima meio Beach House e a ótima ‘Eachday‘ que está ganhando destaque e já passou das 19 mil reproduções no Spotify. A música segue um clima melancólico do dream pop, com muitos sintetizadores e vocais que percorrem um clima afetuoso, angustiante, mas também com pingos de esperança. As letras contam sua história, um alien que cai na terra e não encontra o caminho de volta para seu planeta de origem. Durante a música ele também explora alguns temas como a futilidade e a monotonia da existência humana. O single nos convida a conhecer o mundo de Pink Mario e esperar por mais, afinal essa jornada está apenas começando. Agora Pink Mario surge com mais um capítulo de sua história. Segundo ele, a música ‘Chad‘ é uma canção de amor para um país que ele nunca visitou, procurando capturar o romance e a empolgação pela procura do distante e do desconhecido. Conversamos com ele sobre o surgimento do projeto, suas inspirações pessoais, o mundos dos livros e digital na vida das pessoas, você pode conferir abaixo: Como surgiu a ideia do projeto musical Pink Mario? Eu queria me conectar com algo maior do que eu. Pink Mario me permite ver a humanidade em perspectiva – 8 bilhões de formigas vivendo em uma pequena rocha espacial. Eu queria expressar meu fascínio sem fim e amor pelo cósmico, e o desconforto de desejar algo que você nunca poderá alcançar. Se sentir um alien em meio a existência humana pode ser um sentimento mais comum do que parece em meio ao mundo digital maluco em que vivemos, o que você pensa sobre isso? Eu concordo absolutamente. O mundo digital nos vende a ilusão de conectividade enquanto, na verdade, nos torna uma espécie mais solitária do que nunca. O desafio de nossa geração e dos que estão abaixo de nós é se reconectar com o mundo real – a existência concreta com a qual o homo sapiens está mais familiarizado e confortável. Do contrário, corremos seriamente o risco de perder nosso senso de identidade. Além de músico você também escreve livros infantis com essa temática, como é trabalhar essas ideias com o público infantil? As crianças são – por natureza – curiosas sobre o mundo real e os objetos que encontram nele. Eu queria deixar claro que alguns objetos – embora pareçam mundos de sonho brilhantes e maravilhosos – são na verdade ilusórios e não levam à felicidade. Quero que as crianças cresçam entendendo a distinção entre experiências ilusórias e experiências reais. Você já tem um EP lançado e recentemente lançou mais dois singles, sendo que ‘Eachday‘ tem ganhado destaque nas plataformas de música. Você acha que esse sucesso se deve ao que? Eu realmente não tenho certeza! Estou muito feliz que minha música está tocando mais e mais pessoas a cada dia. Eu gostaria de ajudar os humanos a se conectarem a algo maior, assim como eu queria para mim mesmo. Estamos todos vivenciando uma situação muito difícil no mundo, como você tem lidado com isso nos últimos meses e como faz para se manter inspirado e criando música? A pandemia foi realmente difícil. Ela forçou as pessoas a serem introspectivas como nunca antes. De certa forma, eu já estava preparado para isso – adoro passar longos períodos comigo mesmo em um mundo sem pandemia, então me sinto sortudo por ter escapado com a consciência bastante limpa. A música sempre será minha maneira de canalizar sentimentos e emoções – não importa a condição do mundo ou de mim mesmo naquele determinado momento. Recentemente você lançou uma nova música ‘Chad’, o que você pode nos contar sobr ela? Chad é uma canção de amor para um país que nunca visitei. É mais uma das mensagens de saudade de Pink Mario por seu planeta natal – enigmática e emocional como sempre. O videoclipe mostra aos humanos partes do mundo de Pink Mario – o planeta P1 – pela primeira vez. Espero que tenhas gostado! Atualmente muitos artistas estão produzindo música em casa, no quarto, sem a necessidade de ir a um estúdio. Como funciona o seu processo de composição e gravação? Eu escrevo todas as minhas músicas em casa, depois gravo os vocais com meu produtor em um estúdio. Adoro o papel dos erros no processo criativo. Gosto de deixar que as músicas se orientem do início ao fim. Eu sou simplesmente o engenheiro que incentiva as mutações e as molda em algo coeso. Uma música bem feita é aquela em que tudo parece estar onde deveria estar – meu papel é preservar o equilíbrio 🙂 Quais são os planos futuros de Pink Mario, será que ele conseguirá voltar para seu planeta natal ou está fadado a aprender a conviver com nós seres humanos? Quem sabe! Pink Mario quer apenas o máximo de pessoas possível ouvindo suas músicas. Dessa forma, a sobrecarga emocional pode ser suficiente para
Pastel Coast: novo disco é a trilha sonora dos dias gloriosos de verão

Banda francesa de shoegaze falou sobre seus planos para o próximo e novo disco de estúdio
Rebobinados indica #22: Lançamentos

Voltamos com o Rebobinados indica #22 junto com alguns lançamentos nacionais e internacionais que conhecemos através da plataforma francesa Groover. Confira abaixo alguns que selecionamos para vocês. Diego Tavares O cantor e compositor Diego Tavares esteve envolvido na música desde os 13 anos de idade, nascido no Rio de Janeiro, ele participou de várias bandas de colégio e faculdade até pisar nos palcos da cena independente. Durante a pandemia sentiu a necessidade de cair de cabeça em suas composições e tirar suas ideias do papel, o resultado é o primeiro single ‘Dança‘, com climas que transitam entre a mpb e o indie de artistas como Cícero e Phoebe Bridges, uma de suas muitas influências. Ele prepara também um disco que deve ser lançado neste ano. Facebook | Instagram | Youtube pam risourié Os franceses do pam risourié se preparam para lançar seu novo EP no dia 04 de junho, a faixa ‘So Be It, Eternity‘ é uma prévia do que podemos esperar das novas composições. As inspirações do shoegaze e noise rock criam aqueles cenários etéreos, sonhadores e nostálgicos que já conhecemos. O vídeo abaixo conta com colagens e experimenta texturas criando um clima romântico e surrealista, ele foi produzido e filmado em Helsinque durante uma viagem da banda. Instagram | Facebook | Bandcamp Staircase Paradox ‘Desktop Exodus’ é o novo single do Staircase Paradox, mais uma banda da cena francesa que faz um som interessante e promissor. Misturando climas barulhentos do shoegaze aos beats eletrônicos, a faixa é envolta por uma atmosfera bem frenética, dançante e com um bom refrão, se distanciando um pouco das bandas mais clichês da atualidade. O disco ‘Landmines Have Feelings Too‘ lançado em 2019 também é uma boa pedida, saindo um pouco do revival shoegaze e pisando nos territórios do indie. Facebook | Instagram | Bandcamp Chiara Foschiani Chiara já apareceu por aqui antes, mas agora vamos indicar seu primeiro disco que estreou neste ano. Depois de ganhar notoriedade com seu primeiro single ‘Queen of Disaster‘ onde demonstra grande potencial, a artista francesa dá vida a ‘Trouble Maker‘, o EP com cinco faixas promete agradar aos fãs do pop contemporâneo. Chiara tem uma voz marcante, intensa e quer convidá-lo para entrar em seu mundo. Facebook | Instagram | Bandcamp Techno Westerns A estética dos anos 80 se faz muito presente na música e no vídeo do Techno Westerns, a banda que vem da Nova Zelândia, aposta nas baterias e guitarras nostálgicas que ecoam no ar juntamente com a bela performance vocal de Wyatt, e nos lembra facilmente de bandas como Gene Loves Jezebel e The Cult. O clipe com uma aura romântica e pop é uma imersão às décadas passadas com algumas animações e um cenário único. A música faz parte do disco ‘Lover Boy’ lançado neste ano. Youtube| Instagram | Spotify Poty A italiana Poty estreia em 2021 com seu primeiro single ‘Different’, o nome vem de um apelido dado pelos amigos que não conseguiam pronunciar seu sobrenome de origem francesa. Poty é a mente por trás do projeto, ele é compositor, produtor, multi-instrumentista e estudante de engenharia de som. Com influências vinda do rock e pop de bandas como Red Hot Chilli Peppers e Daft Punk ele se prepara para divulgar suas músicas e o lançamento de um vídeo que deve ser lançado em junho. Instagram | Youtube | Spotify Cathedral in Flames O quarteto tcheco Cathedral in Flames viaja algumas décadas atrás e explora em suas músicas as atmosferas do rock gótico. De momentos mais obscuros aos românticos, eles nos lembram de bandas como Sisters of Mercy e Fields of the Nephilim, nomes em destaque no gênero. Depois de um trabalho árduo que durou cerca de 18 meses, a banda finalmente lança seu novo disco ‘Hang Me High & Bury Me Deep‘, uma boa pedida para os adoradores da música dark. Facebook | Instagram | Bandcamp New Bleach Esse duo canadense é formado por Dominic Pelletier e Raphäel Potvin, o New Bleach surgiu em 2020 de forma despretensiosa durante o período pandêmico. Recentemente lançaram seu primeiro disco sob o título ‘Impressions‘, nele imergem nos sintetizadores e colagens influenciadas pelos climas vintage e moderno. O single abaixo é um dream pop leve, bonito e conta com a participação da artista também canadense Ariane Roy. Facebook | Instagram | Bandcamp Acesse também outras edições do Rebobinados indica clicando AQUI
7 novos artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2021

Listamos aqui 7 novos artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2021, mesmo com todo esse caos mundial existem várias pessoas se engajando em tirar suas ideias do papel e se expressar através da arte. Apoiem a galera da cena independente, compartilhem e se possível comprem merchs. Falaremos de outras bandas e artistas por aqui na medida do possível, porém com uma maior pausa entre os posts devido a outros projetos pessoais que estão tomando nosso tempo. Obrigado à todas as pessoas que sempre nos apoiam e leem as matérias, um beijo e se cuidem! Gabo Liderado por Gabriel Islaz, Gabo é um projeto de dream pop da cidade de Porto Alegre, o músico que começou a se interessar cedo pelas guitarras, sempre esteve envolvido na cena cultural de sua cidade, um fator importante e que agregou muito a sua carreira musical. Neste ano, ele lançou seu primeiro EP intitulado Bicicleta Sem Rodinha, o disco é fruto de seu trabalho em meio às produções caseiras no estilo DIY (faça você mesmo). Ele foi o responsável por compor, gravar e produzir todas as músicas, no entanto, preferiu dar os toques finais à sonoridade no Estúdio Soma de Felipe Magrinelli. Num momento ainda muito complicado devido a pandemia, esse novo molde de produção musical em casa tem sido comum entre os artistas independentes. As cinco faixas que passeiam pelo lo-fi, indie e dream pop, num clima introspectivo e confortante, estão rodeadas pelas situações da vida adulta e dos sentimentos que a acompanham. Em seu primeiro lançamento, Gabo pretende trazer o ouvinte para seu mundo, em uma jornada pelas ruas de Porto Alegre e de suas emoções cotidianas. Destaque para as faixas: ‘Qualquer Coisa‘ e ‘Mergulho‘. FACEBOOK | INSTAGRAM | BANDCAMP Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo A banda surgiu em São Paulo em meados de 2019 e é formada por: Sophia Chablau (vocal), Téo Serson (baixo), Theo Ceccato (bateria) e Vicente Tassara (guitarra/teclados). Nesse mesmo ano lançaram seu primeiro single ‘Idas e Vindas do Amor’, logo em seguida também começaram as gravações de seu primeiro disco. O álbum auto intitulado Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo foi lançado pelo SELO RISCO e produzido por Ana Frango Elétrico, um dos nomes em destaque na cena independente nacional. Com um visual retrô paulistano, a banda estreia com um ótimo disco, regado a momentos que vão desde o rock cativante de ‘Pop Cabecinha‘ a um clima mais jazzístico de ‘Fora do Meu Quarto‘, sem deixar de fora influências vindas do rock barulhento lo-fi como em ‘Deus Lindo’. Outro destaque é a faixa ‘Delícia/Luxúria‘, que tem elementos da new wave e do indie, mas que poderia ser facilmente o hit de alguma banda da década de 80. O debut tem identidade e é um disco gostoso de ouvir, que une momentos intensos, festeiros e melancólicos. FACEBOOK | INSTAGRAM | BANDCAMP demonia Composta por cinco mulheres da cena musical e cultural da cidade de Natal no Rio Grande do Norte, a demonia é uma banda de punk rock que carrega em suas músicas mensagens de justiça e luta pelos direitos das mulheres e da sociedade que vive oprimida pelas políticas podres que circulam em nosso país. Elas surgiram em 2018 com o primeiro single ‘Reptilianos Malditos‘, um alerta sobre humanoides que supostamente habitam a terra para manipular a sociedade e suas políticas. Nos próximos anos começaram a trabalhar em mais músicas, foi então em 2019 que lançaram o EP achei que era homem mas é só o satanás, com três músicas produzidas por Gabriel Zander. A explosiva ‘satanás‘ é um verdadeiro tapa na capa e aborda o abuso e a violência que mulheres sofrem por conta de suas vestimentas ou simplesmente pelo horário em que estão na rua voltando pra casa, um medo real e que muitas vezes é minimizado. A demonia é Quel (JxLxD), Nanda (Concílio de Trento), Isa Graça (Ardu), Karina (Brasinha Produtora) e Karla (ex-Barbiekill). FACEBOOK | INSTAGRAM | BANDCAMP Clandestinas O trio de mulheres Clandestinas surgiu no ano de 2017 com a proposta de fazer um som nas raízes do punk, ressaltando questionamentos sobre gênero e sexualidade e as opressões causadas pela homofobia, racismo, o patriarcado e o machismo. Engajadas em externar suas dores e lutas diárias, elas se reuniram para compor músicas que dessem voz às suas inquietações e liberdade de expressão. O primeiro disco auto intitulado ‘Clandestinas‘ vem com 13 músicas cheias de mensagens, lutas, resistências e vivências que dialogam tanto com as mulheres quanto com à comunidade LGBTQIA+. A banda é formada por Alline Lola (guitarra & voz), Camila Godoi (contrabaixo & voz) e Natalia Benite (bateria & voz). No canal oficial do Youtube você pode encontrar uma apresentação recente da banda que aconteceu no SESC, além do filme ‘Pluma Forte‘ do qual elas fizeram parte. FACEBOOK | INSTAGRAM | YOUTUBE Tucho O cantor, compositor e multi-instrumentista Tucho bebeu da fonte de vários estilos desde muito cedo, apreciador do R&B da década de 2000 sob influência de sua irmã mais velha, aos poucos ele foi descobrindo as tantas possibilidades que existem dentro da música assim que começou a tocar violão e guitarra, como o blues, soul, funk e bossa nova. Foi através de um ensaio sobre arte, do escritor, filósofo e poeta Ralph Waldo Emerson que ele procurou se inteirar da cena atual da música. A partir daí, conheceu artistas como Frank Ocean, Tyler, The Creator e Harry Styles, adeptos de um gênero classificado como Bedroom Pop, num clima mais intimista e lo-fi. Com a situação pandêmica e longe dos palcos, ele decidiu trabalhar em algumas composições que permaneciam na gaveta, foi então que em 2020 assumiu o nome artístico Tucho (apelido de infância) e lançou a faixa de estreia ‘Hide n’ Seek’, totalmente gravada e produzida por ele em casa. Após isso decidiu produzir mais algumas músicas prontas em parceria com outros colaboradores com quem já trabalhou, misturando todas as suas referências desde algo mais tradicional ao moderno. Neste ano ele lançou a nova ‘Lembrança‘,
Monitors coloca todos pra dançar com seu pós punk eletrônico em ‘The War Office’

O trio Monitors retorna com seu segundo e novo EP ‘The War Office’.
Há 35 anos atrás Cocteau Twins lançava ‘Victorialand’, seu quarto disco

Em algum momento do ano de 1979, diretamente da pequena Grangemouth, uma cidade escocesa com menos de 20 mil habitantes, surge o trio de pós-punk/etereal Cocteau Twins, formado por Elizabeth Fraser (vocal), Robin Guthrie (guitarra) e Will Heggie (baixo). No fim dos anos 70 e começo dos 80, artistas europeus, principalmente do Reino Unido e Alemanha entravam na onda da música obscura. O chamado pós punk ou darkwave, feito por bandas como Joy Division, Siouxsie and the Banshees, The Cure e Bauhaus, deixavam para trás as letras rebeldes do punk para se aprofundar em uma música poética, sombria e romântica, influenciada por literatura e cinema. Com o lançamento do primeiro disco, o ótimo Garlands (1982), os Cocteau Twins embarcaram nessa onda. Trazendo um baixo bem marcante, guitarras sinistras cheias de efeitos, samples de bateria e os belos vocais de Elizabeth, como na faixa ‘Blind Dumb Deaf‘. Por causa dessa sonoridade, eles chegaram a ser comparados com Siouxsie and the Banshees, fato que não os agradou muito, já que não queriam ser apenas mais uma cópia de outras bandas que já faziam um certo sucesso naquela época. Os próximos anos também não foram como imaginavam, mesmo com o lançamento do segundo disco Head Over Heels e caminhando para uma sonoridade mais etereal, o trio sentia que ainda não estava recebendo o merecido reconhecimento. Tentando se encontrar em meio a uma época onde as bandas tinham muito em comum, os Cocteau Twins tentavam nadar contra a corrente. Com novas ideias para seu terceiro disco e a procura de alguém com quem pudessem trabalhar suas experimentações, chegaram inclusive a articular com o famoso produtor Brian Eno, conhecido por suas trilhas ambientes e também por ter trabalhado com David Bowie, que infelizmente recusou a ideia. Em ‘Treasure‘, chegaram ao ápice de sua criatividade, considerado por muitos fãs o melhor da carreira, o álbum ainda hoje é ignorado pela própria banda. Nas palavras do guitarrista Robin Guthrie ”aquele disco é um aborto”. Com o passar dos anos eles foram remanejando suas músicas, a experiência adquirida nos primeiros discos foi crucial para os próximos lançamentos. Em 14 de abril de 1986 deram a luz à “Victorialand”, o quarto disco de estúdio marcava uma nova fase para o Cocteau Twins, diferente de tudo o que eles já haviam produzido. O título é uma referência a Victoria Land, uma região na Antártica descoberta pelo capitão James Clark Ross, um explorador que fazia expedições na região, o nome é uma homenagem à rainha Victoria do Reino Unido. Assim como no disco Treasure (1984), para escrever algumas letras Elizabeth selecionou palavras aleatórias, se preocupando mais com os seus fonemas do que com os significados. Um exemplo é a faixa “Whales Tails“ (Caudas de Baleias), inspirada em uma passagem de um livro escrito em outro idioma. Além disso, outros títulos de músicas foram retirados de um livro sobre o Ártico chamado The Living Planet, lançado em 1984 por David Attenborough. Falando sobre sonoridade, aqui a banda deixa de lado o som pós punk e viaja em uma atmosfera cada vez mais etereal e minimalista. Sem uso de baterias eletrônicas, linhas de baixo e distorções barulhentas, as músicas são levadas por uma aura totalmente celestial. A faixa “Lazy Calm“ abre o disco com riffs de guitarra sensíveis e espaciais, que logo são embalados por algumas linhas de saxofone, fazendo você se sentir flutuando por um vasto universo. Além das guitarras mágicas de Robin Guthrie, os vocais de Elizabeth preenchem todas as músicas assim como um instrumento, podemos ouvir sua bela performance em “Fluffy Tufts“. Outro fato interessante é o violão que comanda “Throughout the Dark Months of April and May“, o instrumento acompanha a bela voz de Fraser em um tom mais acústico e cria um clima comovente, algo até então não muito explorado. Já em “Oomingmak” os vocais dela alcançam linhas líricas, assim como um canto sedutor que provoca um verdadeiro êxtase sonoro. “Little Spacey” lembra algumas faixas do disco Treasure pelas linhas vocais, a forma com que Fraser canta algumas palavras sequenciais criam sons e aquela vibe emocional e transcendental. Outro grande momento e que já nos encaminha para o fim do disco, é a faixa “Feet-like Fins” (Barbatanas semelhantes a pés), onde Guthrie consegue extrair de sua guitarra um som parecido com o de uma harpa. De fundo, algumas percussões leves dão um tom tribal, nesse mesmo momento Fraser entona seus vocais para acompanhar a intensidade da música. ‘How to Bring A Blush to the Snow‘ e seus incríveis riffs iniciais que ao longo vão ecoando pelo espaço e conseguem trazer um sentimento de nostalgia, aquele momento em que você se pega aos devaneios da vida. O destaque aqui vai mais uma vez para os vocais, entre camadas principais e backing vocals eles completam a aura da música. Chegando ao fim, “The Thinner The Air“, inicia num clima mais sombrio, com toques de piano, guitarras e sons ambientes que aos poucos vão surgindo e criando uma ponte até cairmos nos cantos ecoantes de Elizabeth que mais uma vez atinge linhas líricas muito belas e melancólicas. Victorialand é um marco na carreira do Cocteau Twins, ainda que não receba o devido destaque. O disco traz belas paisagens sonoras, doces e profundas. Esse é o resultado da dedicação e a entrega de Guthrie e Fraser nesse processo que pode ter pego alguns fãs de surpresa ao se distanciar das sonoridades mais obscuras e dançantes. Inevitável não citar seu marco de beleza e genialidade, que com certeza continua reverberando até os dias de hoje, uma certa influência para artistas da música ambiente e do dream pop. Confira o disco Victorialand: Acompanhe o Cocteau Twins nas redes sociais: Site oficial | Facebook | Instagram Curtiu? Talvez você goste de algumas resenhas que fizemos clicando AQUI
Dramón explora climas e texturas em “Àspero”, seu disco de estréia

Dramón é um projeto de música experimental criado em 2018 e liderado por Renan Vasconcelos. O músico, designer gráfico e produtor nascido no Rio de Janeiro, também já foi membro da banda de post-rock Avec Silenzi com quem gravou cinco discos de estúdio. Fugindo totalmente dos conceitos padrão, o artista explora climas e texturas, criando ambientações que divagam entre o rock e a música eletrônica. Com esse projeto ele já lançou quatro EP’s, são eles: Ansiedade Morte (2018), Equilíbrio Utopia (2019), Afã (2020) e Bétula // Membrana (2021). A música experimental é um gênero pouco difundido no Brasil, e ainda que tenhamos vários artistas produzindo ótimos materiais, continua sendo um tipo de som não muito compreendido pelo público. Fato que acaba criando muros, impossibilitando a expansão de novas sonoridades que fogem do padrão convencional de estilos que já conhecemos. Àspero e suas paisagens sonoras Batizado de Àspero, o álbum é composto por oito músicas que te levam para algumas dimensões e criam sensações profundas, mas não pense que esse é um disco difícil de digerir, pelo contrário, o fato das músicas não serem longas demais colabora para que a sua audição seja muito prazerosa, contribuindo para que possamos perceber todos os detalhes e elementos construídos. As canções estão todas conectadas em si, sendo assim, a sensação é de embarcar em uma viagem que te conecta com momentos de angústia, medo e outros mais aéreos. A faixa título ‘Àspero‘ abre o disco embalada por um instrumental tenso que logo evolui para um som que nos faz lembrar bastante o trip-hop, envolta por um clima noire, ela imediatamente faz com que surjam imagens de uma caminhada solitária por cenários urbanos, cinzentos e chuvosos. Em seguida, ‘Vencer o Sol‘ vem surgindo como um eco distante até nos penetrar com riffs de guitarra angustiantes e de tom obscuro, onde as cores parecem não existir. ‘Descompasso‘ aos poucos range na sua mente e abre as portas do desconhecido, misterioso, com camadas de sons que vão surgindo a cada momento até partir para alguns instantes de luz, como se você encontrasse uma saída em meio a um corredor sem fim. As coisas mudam em ‘Inflexível’, os toques aéreos de guitarra vão se fazendo presentes e reverberando juntamente com linhas de teclado, criando um certo sentimento de contemplação, que pode trazer uma sensação de flutuar sob o próprio corpo. Batidas cadenciadas e um baixo sombrio surgem enquanto guitarras rangem de fundo, em ‘Ecos do Vazio‘ somos agraciados também por vocais hipnóticos vindos de algum lugar desconhecido e que duelam com um instrumental bonito e sombrio. Já em ‘Insônia‘ entramos em um estado de transe enquanto os riffs de guitarra vão caminhando lenta e suavemente ao decorrer da música. ‘Atenção, Atenção!‘ traz batidas pulsantes e uma sonoridade mais minimalista, num tom bem enigmático que aos poucos cria uma ponte para ‘Pelas Paredes da Memória‘, que vai marchando e passando por climas de tensão e te colocando novamente em um estado de inquietação com si mesmo. Àspero é um disco intenso e que experimenta com vários climas, desde beats eletrônicos, sintetizadores e guitarras que vão alternando em momentos mais sinistros ou sonhadores. Ele vai construindo paisagens sonoras que dialogam muito com os tempos obscuros que vivemos, funcionando como trilha sonora diante dos vários pensamentos e emoções que nos rodeiam e que muitas vezes não sabemos lidar. Ele te leva para caminhar por espaços que muitas vezes você procura se afastar, mas que estão aí e precisam ser descobertos, pois é acolhendo o desconhecido e o desconfortável que conseguimos equilibrar o nosso estado emocional. Foto da matéria por: Rodrigo Gianesi (@rodrigogianesi) Acompanhe Dramón nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Outras resenhas que você pode gostar: Alcest: transcendental e emocional em Spiritual InstinctNycolle Fernandes, uma viagem ao limbo
Rebobinados indica #21: lançamentos 2021

Rebobinados indica #21: chegamos nessa edição trazendo alguns dos ótimos lançamentos que tivemos em 2021 na cena musical internacional. Todos os artistas fazem parte do Groover, se você ainda não conhece, é uma plataforma francesa que conecta artistas e mídias especializadas em música pelo mundo todo. Por um pequeno valor, você poderá enviar suas músicas para sites, jornalistas, playlists e blogs de diversos países para divulgar o seu trabalho e criar pontes com outros públicos. A novidade é que a plataforma chegou ao Brasil, para saber mais você pode acessar o instagram oficial @Grooverbrsp. Blue Coffe – In and Out (2021) Após a perda de um amigo em comum com quem tocavam em outras bandas, os músicos Gautier Rodriguez (vocal, guitarra), Nicolas de Bank (bateria), Sebastien Tourel (baixo) e posteriormente François Debiol (guitarra) se reuniram para discutir algumas ideias e ver onde elas os levariam. Em 2018, eles trabalharam juntos em algumas composições antigas e novas que resultaram no primeiro EP ‘Silent‘. O próximo trabalho, o segundo EP ‘In and Out‘ começou a ser gravado no mesmo período, mas devido a pandemia teve seu lançamento adiado. As nove faixas do disco passeiam pelo clima do rock alternativo dos anos 90 pós grunge de bandas como Pavement e Pearl Jam, até mesmo a produção das músicas nos trás essa nostalgia, é um disco sólido e que mostra um bom potencial. Facebook | Instagram | Youtube Barry Paquin Roberge – Exordium to Extasy (2021) Músicas dançantes e muitas cores fazem parte de ‘Exordium to Extasy‘, o novo disco do sexteto canadense Barry Paquin Roberge. Neste trabalho a banda busca inspiração na disco music, anos 80 e psicodelia, as faixas trazem um instrumental rico e muito bem trabalhado, com grooves de baixo, muitas guitarras, sintetizadores e backing vocals, eu diria que é como se o ABBA tivesse tomado um LSD. Se você é um daqueles ouvintes saudosos então esse disco é para você, faixas como ‘Eyes on You‘, ‘Hot Stuff – Wanna Play Rough‘ e ‘Mystic Love: Exordium‘ vão te levar para uma viagem no tempo. Esse é o segundo disco lançado pela banda após o também muito bom ‘Voyage Massage‘, o grupo já se apresentou em São Paulo no incrível festival SIM São Paulo. Facebook | Instagram | Youtube Bullyheart – The Other Side (2021) Bullyheart é o projeto de Holly Long ao lado de seus amigos David Boucher e Kevin Harper, as influências giram em torno do rock dos anos 80 e 90. Ainda que sejam uma banda relativamente nova, eles possuem dois discos de estúdio, são eles: ‘Antigravity’ (2014) e ‘Queen Mab’ (2018). O trio lançou recentemente a faixa ‘The Other Side‘ que segundo eles ‘é um hino pandêmico para se sentir bem’. A ideia para a música surgiu em meio aos sentimentos de isolamento e desesperança em 2020, um ano que pegou todos de surpresa e têm mudado a forma como enxergamos nossa vida, o resultado é um som influenciado pelo rock alternativo, com boas bases de guitarras melódicas e os vocais intensos e memoráveis de Holly Long que de alguma forma nos passam um sentimento bom e de que tudo vai ficar bem. Facebook | Site| Twitter Marcelo Deiss – HURL (2021) Nascido no Brasil, mas atualmente vivendo em Londres, o cantor e compositor Marcelo Deiss acaba de lançar seu novo EP HURL. O disco conta com 6 músicas onde o músico explora diversos gêneros musicais como o rock, folk e o indie. Já o tema das letras caminha com os últimos acontecimentos no mundo: notícias falsas, o distanciamento social, políticas, guerra e como todas essas ações impactam negativamente no planeta. No entanto, suas composições tem um tom positivo, sobre como sair bem de todos esses climas que mexem com as nossas vidas, é sobre enfrentar os acontecimentos e ficar bem. Um ponto interessante é que durante as letras Marcelo alterna entre o inglês e o português, colocando em prática a dualidade de culturas que soma em sua vida. Facebook | Instagram | Youtube Les fils de Joie – Véronique, Albert et Harry (2021) Uma das bandas pioneiras da New Wave francesa, o Les fils de Joie surgiu no fim dos anos 70 influenciado pela onda do pós-punk e da new wave. A banda possui apenas duas coletâneas de músicas lançadas durante os anos em que estavam ativos, são elas: Arretê-ça c’est trop bon (1982) e Anthologie des idées noires (19860). No dia 12 de março reuniram algumas primeiras faixas gravadas para lançar no EP intitulado ‘Véronique, Albert et Harry‘, entre as 6 primeiras músicas da carreira estão ‘We’re not dancing anymore‘, única cantada em inglês e a primeira versão de um cover que fizeram para ‘Havana Affair‘ dos Ramones. Após a pandemia a banda planeja se reunir para fazer alguns shows. Facebook | Spotify | Youtube Magon – Les Capsules Live Groover Obsessions à La Marbrerie (2021) Os franceses do Magon lançaram recentemente seu primeiro disco de estúdio, o ótimo Hour After Hour é um álbum sólido e que pisa nos territórios rockeiros da década de 60, 80 e 90, onde podemos notar claras influencias de The Velvet Underground e Pixies. Algumas canções são marcadas por momentos agitados, melódicos e com riffs de guitarra simples e bonitos, spoken words e ótima produção, esses climas os colocam entre uma das bandas mais interessantes da cena atual francesa. Eu diria que são o tipo de banda que gostaríamos de ver em um fim de tarde em algum festival de rock. No último mês eles gravaram uma sessão ao vivo para o canal Les Capsules, chamada Groover Obsessions à La Marbrerie, onde apresentaram duas músicas do seu novo disco. Facebook | Instagram | Youtube Panaviscope – Love Sounds Like a Pretext (2021) Se você gosta de uma música mais dançante, outro nome interessante é a banda suíça Panaviscope. Eles fazem um som com bastante sintetizadores e psicodelia. Em 2020 lançaram seu primeiro disco de estúdio ‘Like the Sun‘ com 12 faixas. Nos últimos meses mostraram-se bem produtivos soltando mais
Cosmo Room: duo experimenta com o stoner, post-rock e disco em novas músicas

Cosmo Room é um duo formado por Enrico Herrera (Riders of Death Valley) e Gale Fernandez (Tropical Riders), integrantes de outras bandas da cena stoner nacional, gênero que inclusive é muito forte aqui, com ótimos artistas em todos os cantos do país. No entanto, o Cosmo Room se diferencia dos demais por experimentar com outros estilos musicais, fato que traz um tempero a mais em suas músicas. A dupla começou o ano com dois ótimos lançamentos, ‘Sexy Swing‘ e ‘Esquire‘, ambas lançadas pelo selo nacional Abraxas Records, forte apoiador da cena stoner no Brasil e responsáveis por trazer shows internacionais de grandes nomes do estilo, alguns como: Samsara Blues Experiment, Belzebong, Stoned Jesus e The Shrine. A primeira música divulgada foi ‘Esquire‘, passeando por climas mais aéreos, numa pegada experimental e diria até meditativa. Já a mais recente ‘Sexy Swing‘, traz guitarras e instrumental mais rítmicos, lembrando algo do pós punk e da disco. As faixas foram produzidas pela dupla e mixada e masterizada por Raul Zanardo, já a arte dos singles ficou por conta de Patrick Oldboy. Aproveitamos os lançamentos recentes para conhecer um pouco mais a banda e discutir outras ideias pertinentes ao som que eles fazem. Você pode conferir abaixo: Sobre a formação do Cosmo Room, surgiu de uma ideia espontânea ou foi uma saída para que vocês pudessem experimentar mais com outras atmosferas fora de suas bandas de origem? Gale: Um pouco das duas coisas, era uma vontade nossa criar um projeto experimental, onde pudéssemos ‘fugir’ um pouco do que já fazíamos em nossas bandas, e ao mesmo tempo surgiu de forma expontânea por conta da nossa afinidade pessoal, já tínhamos pensado em montar algo juntos e as coisas acabaram se encaminhando naturalmente. Enrico: A gente ja tinha conversado sobre começar um projeto, mas no começo não tínhamos definido nada sobre como seriam as musicas, e ai com o inicio da pandemia em 2020 a gente começou a estruturar melhor as ideias cada um na sua casa., e depois fomos se encontrando esporadicamente e começamos a gravar. Existe alguma história por trás da escolha do nome ou foi algo fácil? Gale: Nós tivemos algumas ideias preliminares que acabaram não funcionando por N motivos, mas o nome Cosmo Room nasceu a partir da ideia de ‘homenagearmos’ o estúdio onde a banda foi fundada (o home studio do Enrico), já que ele fica em um quarto e as nossas ideias não tinham uma forma pré-definida, o céu era o limite. Enrico: Desde o inicio optamos por colocar a palavra Cosmo pois é uma palavra que abraça uma ideia de expansão, mas depois achamos legal colocar o Room pra simbolizar o home estúdio aqui aonde tudo aconteceu mesmo. Me parece que a música instrumental ainda causa algumas ideias controversas em algumas pessoas, aquele papo de que existem bandas que não conseguem prender os ouvintes. Vejo que o som de vocês é bem trabalhado e supera as expectativas, o que vocês pensam sobre isso? Gale: A ideia de ter um projeto experimental era justamente quebrar esses preconceitos dentro de nós mesmos. Mesmo ambos ouvindo bandas e projetos instrumentais, nunca havíamos criado algo nessa linha, e dessa forma buscamos nos desafiar para sair da zona de conforto. Enrico: Foi minha primeira experiência com música instrumental e é um estilo que eu acompanho e gosto demais, então sempre vi com bons olhos e gosto de todo tipo de instrumental. Por não ter letras a gente consegue focar mais nas sonoridades e em outros instrumentos. Existem outros gêneros fora do eixo rock/metal que influenciam vocês? Quais artistas poderiam mencionar? Gale: Nossas referências são cíclicas, costumamos ter fases onde ouvimos algumas coisas novas com mais afinco, em outras voltamos mais para nossas raízes. Nesses nossos primeiros lançamentos ouvimos muito Allah-Las, Altin Gun, Khruangbin, Mdou Moctar, uma sonoridade nos levasse para um lado mais oriental mas ainda voltado ao rock. Nos nosso próximos lançamentos as pessoas poderão perceber que ouvimos coisas completamente diferentes. É um processo orgânico e eternamente mutável. Enrico: Eu gosto muito de samba e de música brasileira no geral, música caipira instrumental também (solos de viola). Ultimamente tenho ouvido muito lambada e guitarrada, Mestre Vieira e Mestre Cupijó. Ainda que vocês sejam uma banda instrumental, talvez não sejam influenciados apenas pela música, quais outras coisas vocês poderiam citar que os influenciam fora do meio musical? Gale: Gostamos muito de cinema, uma arte que conversa de forma íntima com a música o tempo todo. Creio que é algo que nos influencia tanto pessoalmente e individualmente como dentro da banda. Enrico: Como o Gale disse, acho que o cinema influencia bastante, a gente conversa muito sobre filmes, e talvez a literatura, a música instrumental é um ótimo pano de fundo para viagens e reflexões filosóficas. Quais são os próximos planos para o Cosmo Room? Gale: Temos mais algumas músicas prontas, já em processo de finalização, e é possível que lancemos algo ainda neste ano, mas num volume um pouco maior do que soltamos anteriormente, no formato de um EP ou disco. Enrico: Seguimos tentando produzir sem muita cobrança, ja que estamos num momento muito complicado no país, e a idéia é um formato de EP ou disco talvez. Fotos por: Melina Kato (@mkatophoto) Escute Cosmo Room: Acompanhe o Cosmo Room nas redes sociais: Spotify | Instagram | Bandcamp Confira também essas matérias: Mondo Noise – Post MetalPost-metal: cinco bandas nacionais do estilo
Helleno exalta a brasilidade e a liberdade em sua nova música ‘Pássaros’

Em um ano caótico e perturbador como o de 2020, somos colocados à prova diante de muitas questões, com os outros e com nós mesmos. No entanto, podemos recuar ou abrir os braços para os novos caminhos. Foi isso o que fez o cantor e compositor paulistano Helleno. O artista resolveu sair da zona de conforto e se desafiar em um novo universo musical em busca de sua verdadeira identidade. Sua história na música começa aos 11 anos cantando na igreja, mais tarde nos avanços da adolescência ele conhece o rock e o metal de artistas como Iron Maiden e Deep Purple. O êxtase da música pesada o leva a montar sua primeira banda, o Electric Age. Com o grupo, ele gravou o primeiro disco Good Times Are Coming (2013). O álbum foi distribuído em outros países e atingiu o número de 1000 cópias vendidas. O resultado foram diversos convites para se apresentarem em festivais grandes e renomados. Alguns como Sweden Rock Fest e o Monsters of Rock de 2013 no Brasil. O artista teve a oportunidade de tocar ao lado de nomes como Whitesnake, Aerosmith e Slipknot. Em 2015 ele entra em estúdio para gravar o primeiro EP ‘Open Secret‘ de sua outra banda o Desert Dance. No mesmo período se dedica aos estudos no Teatro Escola Macunaíma e integra a banda Viva Noite do programa Pânico na Band da TV Bandeirantes. Durante o período de isolamento social e em parceria com o produtor Rafa Freitas, ele dá vida ao projeto Helleno. Aqui ele flerta com a música brasileira, o pop, música eletrônica, teatro e poesia. Pisando em territórios desconhecidos, o artista busca se aprofundar nas sonoridades brasileiras juntamente com outros estilos que tragam novas possibilidades ao explorar sons e poesias. A música ‘Pássaros‘ é tida por ele como um poema dançante, e consegue trazer essa fusão de algo mais pop com atmosferas tropicais da MPB. As letras prezam a liberdade e a força de extrair coisas boas de si mesmo na procura do autoconhecimento. Batemos um papo com Helleno sobre sua carreira, ideias e a nova música, você pode conferir abaixo: Sua carreira teve início dentro do rock/metal, algo que pode ser muito excitante, mas ao mesmo tempo um pouco limitante se falando em sonoridade. Como você avalia isso e quais aspectos acredita que permanecerão com você no novo projeto? Primeiramente gostaria de agradecer o espaço e atenção de vcs!Todo esse fator limitante é o que, quase como um manifesto eu proclamo em Pássaros e com essa nova trajetória que estou iniciando, na música e na vida. Eu vivi uma vida no rock/heavy metal, lá as pessoas se sentem parte, como uma “tribo”. E se sentir parte de algo assim quando se é adolescente/jovem e periférico, te faz seguir em frente, acreditar, buscar possibilidades tudo por conta desse pertencimento que pra sobreviver na sociedade é imprescindível. Quando eu uso a palavra “tribo” é no lugar de costumes, hábitos, que você acaba aderindo. A gente sempre julgava a qualidade dos músicos das bandas, dos shows das estruturas, e muita das vezes pelo fator “ser diferente” isso sempre era rebaixado para ruim, péssimo no pejorativo. É algo que você vai fazendo sem se dar conta e se torna um hábito e é tóxico, porque você começa agir dessa forma com tudo em outros âmbitos da vida. Eu comecei me perguntando, “Pq eu não gosto desse álbum mais moderno do Metallica? E percebi que não tinha ouvido o álbum mas todo mundo do grupo dizia que era ruim, depois de anos quando me dei conta disso, eu resolvi ouvir e assistir e ler tudo que um dia eu disse que era ruim sem ao menos ter dado uma chance. Eu levo comigo toda a potência na voz e desprendimento com o público, a vontade de conhecer de aprender. Com o heavy metal, eu comecei a ler edgar Alan poe por conta de músicas do Iron Maiden, e mais uma grande lista de histórias de todo o mundo, a dramaticidade do estilo, a vontade de conta histórias, temas épicos, o interesse pela política e o sistema, idéias de álbuns conceituais contando histórias mágicas, por tudo isso e muitas coisas mais, sou grato a essa grande experiência que é viver o rock/heavy metal de forma visceral e levo tudo comigo. Helleno é uma nova faceta que você assume a partir de agora, como foi para você esse processo de transição pessoal e musical? Foi tudo natural, e digo que o Helleno sempre existiu, porém era como se ele precisasse amadurecer para assumir um espaço maior na minha própria vida. Veio o teatro e eu mergulhei fundo nas minhas fragilidades, medos, paranoias e percebi o quanto tudo isso me define, me expõe me deixa nu e essa nudez me faz encarar, enxergar, tudo isso que sou eu, e está tudo bem haha eu parei de lutar contra e comecei aceitando essas verdades, claro que o Teatro não é terapia mas ele te quer por inteiro, e assim como um exercício físico reflete no seu corpo todos aqueles questionamentos, circunstâncias, imagens refletem na sua alma, na sua mente, e alguma coisa acontece! No meu caso o Helleno também aconteceu e eu só posso agradecer, tudo é um processo totalmente aberto, eu entendi que essas mudanças/transições vão acontecer o tempo todo e de certa forma isso me conforta, me conforta estar aberto a essas possibilidades. Como foi lidar com a pandemia desde o ano passado, ao mesmo tempo em que você buscava tirar do papel suas ideias para essa nova fase? Foi e está sendo muito difícil, manter a positividade nesses tempos não é fácil, a arte com certeza tem sido além de tudo que já é, um refúgio, o dinheiro é escasso, e só sobra gastos, a saúde mental é o sinônimo de instabilidade, a dor da perda por tantas vidas é inestimável, não pôde ver as pessoas, não pôde subir num palco, essa crise política letal como o próprio vírus. Pro início desse
Rebobinados indica #20: novidades pt. 2

Voltamos com as novidades pt. 2, nessa segunda edição separamos mais artistas nacionais e internacionais que estão de música nova. Abaixo você confere alguns nomes novos da cena nacional que estão estreiando por aqui, esse é o momento de mandar música nova pras listinhas do seu player de músicas favorito. Sample Hate – Love Paradox (2021) Os produtores Artur Porpino e Dante Augusto lideram o Sample Hate, um duo potiguar que mistura ritmos da bossa nova, jazz, lofi e música eletrônica. Essa ótima fusão resultou em um primeiro EP chamado Beautiful, que reúne cinco músicas gravadas pela banda em 2020. A faixa “Love Paradox” é o single mais recente, lançada em janeiro ela traz a ilustre participação da cantora Potyguara Bardo, uma das artistas em destaque nos últimos anos. Bandcamp | Instagram | Youtube The Chucks – Walking Around (2021) A jovem e empolgante “Walking Around” é a terceira música lançada pelo trio paulistano The Chucks, a banda surgiu em meados de 2019 e faz um som entre o hardcore melódico e o pop punk. Atualmente estão trabalhando em seu primeiro EP com previsão para sair ainda neste ano. As letras da música falam sobre o término de um relacionamento e as desilusões que ele traz, já o vídeo que você confere abaixo, foi dirigido por Lincoln Fonseca (guitarra). Facebook | Instagram | Youtube Rematte – A Cerca (2020) “A Cerca‘ é o mais novo lançamento da banda Rematte, recheada de críticas sociais, ela traz um recorte da desigualdade e de outros problemas enfrentados na cidade de Fortaleza. O quarteto iniciou suas atividades em 2017 e já traz na bagagem um EP com seis músicas. Na sonoridade, são inspirados pelo rock alternativo e o metal de bandas como Deftones e Incubus. Para a gravação dessa nova música, os integrantes seguiram os moldes atuais do cenário pandêmico, sendo assim, cada um gravou seu instrumento separadamente, mesmo com esse desafio o resultado foi uma canção poderosa e de alta qualidade. Facebook | Instagram | Youtube The Zasters – Loose Lips (2020) Retirada do EP ‘What Just Happened?’, lançado em 2020 e criado no contexto atual da pandemia, a faixa ‘Loose Lips‘ fala sobre egoísmo e relacionamentos. A ideia resultou em um clipe, nele a banda recria o jogo Among Us, aproveitando as referências náuticas nas letras, criaram um mapa em um navio e os membros viraram os personagens do game. O grupo se inspira em artistas do indie e pop como Metronomy, Royal Blood e Grimes, atualmente estão trabalhando em seu próximo disco que pode ser lançado ainda neste ano. Facebook | Instagram | Youtube Ousel – Whispers (2021) A Ousel retorna com música nova, a faixa ‘Whispers‘ marca a estreia da nova vocalista Thaís Michelone, e fala sobre um lugar que existe em todos nós, onde estão guardadas todas as nossas vulnerabilidades e questionamentos sobre nossa capacidade e habilidades diante da vida. Ao mesmo tempo, ela fala também sobre aceitarmos nossas imperfeições, o que de fato é o melhor caminho para lidarmos com nossos medos. A produção ficou por conta de Luis Calil da banda Cambriana, essa é a primeira vez que a banda trabalha com o produtor, o resultado é uma música com direcionamentos diferentes e voltados ao indie rock, sem perder sua essencia etereal. Facebook | Instagram | Youtube Persie – Antenas (2021) Em sua nova música ‘Antenas‘, a cantora e compositora baiana Persie usa um dos meios de comunicação mais antigos como metáfora para falar sobre nostalgia e também a escassez dos relacionamentos contemporâneos. As letras surgiram em uma manhã silenciosa no centro de São Paulo, observando as centenas de antenas como paisagem. A sonoridade tem nuances leves e dançantes do synthpop junto dos vocais marcantes de Persie, as gravações aconteceram no Studio Vip em São Paulo onde ela reside atualmente, mesmo estúdio já frequentado por artistas como Jorge Ben e Fábio Júnior. Facebook | Instagram | Youtube Matheus Noronha – Viajante Noturno (2021) Diretamente de Porto Alegre, o cantor e compositor Matheus Noronha lança sua mais nova música ‘Viajante Noturno‘. Escrita entre os anos de 2016 e 2017, a faixa é fruto de uma experiência do artista em conectar diferentes culturas, após um mochilão pela América do Sul através de um trabalho voluntário visitando alguns países como Argentina e Colômbia. O músico retornou com uma bagagem repleta de experiências e possibilidades a serem incorporadas em suas músicas. Ele se prepara para lançar seu primeiro EP em maio, chamado ‘Camino Abierto‘. Facebook | Instagram | Youtube Belau – Risk it All (2020) Ganhadores do Grammy Húngaro na categoria melhor disco eletrônico, o duo Belau busca transmitir através de suas músicas atmosferas modernas e também orgânicas. A faixa ‘Risk it All’ conta com a participação da cantora Amahla e integra seu disco ‘Colourwave‘ lançado no ano de 2020. A banda já participou de festivais europeus famosos como Primavera Sound e Eurosonic, além disso, fizeram cerca de 200 shows pelo continente. Em abril a dupla pretende lançar uma versão deluxe de seu disco com versões remixadas e repaginadas. Facebook | Instagram | Youtube marcoz fernandes – Saída (2020) Em sua nova música ‘Saída‘, o cantor e compositor marcoz fernandes bebe das fontes do pop e fala dos desafios e adaptações das pessoas em relação ao ano de 2020, quando começou a pandemia. Os medos, a crise política e financeira e as questões relacionadas ao isolamento social foram a inspiração para as letras da música, assim como no vídeo que traz alguns climas tecnológicos e sua performance extravasando emoções. A música, produção e performance mostram potencial e o que há de novo na cena nacional do pop. Twitter| Instagram | Youtube Kirbjam – Espelhos (2020) ‘Espelhos‘ é o primeiro single do projeto Kirbjam, a letra fala sobre auto conhecimento, quando você entra em conflito com sua própria imagem e passa a ter uma percepção negativa de si. Liderado pelo guitarrista e compositor Arthur de Andrade, o projeto teve início em 2018 e busca influências no rock e pop dos anos
13 novos artistas da Groover para conhecer

Hoje trouxemos mais uma lista com 13 novos artistas super legais que conhecemos através da plataforma Groover. Se você ainda não conhece, a Groover é uma plataforma francesa que conecta artistas e mídias do mundo todo especializadas em música. Dessa forma, o artista paga um valor específico e consegue enviar seu material para blogs e sites darem feedback sobre seu trabalho, com a possibilidade de terem suas músicas adicionadas em playlists, entrevistas, notas e matérias, ou seja, um ótimo meio de divulgação do seu trabalho. A novidade é que a Groover agora chegou ao Brasil! Isso mesmo, agora é possível que artistas daqui se cadastrem no site e comecem a enviar seus materiais para blogs do mundo todo! Beach Scvm – Turquoise Apostando numa música que caminha entre o punk e a surf music, os garotos do BEACH SCVM acabam de lançar a nova ‘Turquoise‘. O clipe com cara de verão mostra a vida praiana e tem como trilha uma vibe positiva, cheia de riffs rápidos, ensolarados e viajantes e letras que falam sobre amores, sessões de skate, férias e memórias de jovens despreocupados. Entre as principais influências do grupo estão bandas como Wavves, Beach Fossils e Skegss. Uma boa pedida pra ouvir antes do nosso verão acabar! Facebook | Instagram | Youtube Gideon Foster – Dark Streets Quase como uma trilha cinematográfica, o som do Gideon Foster se desdobra em atmosferas noire, emocionais e melancólicas que passeiam pelo rock’n’roll e o folk, os vocais graves certamente vão te lembrar algo de Nick Cave durante seus discos dos anos 90. A faixa ‘Dark Streets‘ é seu single mais recente, lançada neste ano a música mostra um lado mais minimalista e melancólico, imagine-se andando sozinhos por ruas cinzentas e chuvosas. Facebook | Instagram | Youtube Emmrose – Ballad for the Boy Next Door Emmrose surgiu na cidade de Nova Iorque e começou a compor suas músicas aos 14 anos. Agora com 17, ela dá o start em sua carreira com o lançamento de ‘Hopeless Romantics’, seu primeiro disco de estúdio. As letras trazem poesias e vivências pessoais da artista, que fala sobre relacionamentos, ansiedade, corações quebrados e situações diversas da vida. O single ‘Ballad for the Boy Next Door‘ foi muito bem aceito pelos fãs de música pop alternativa, as letras falam sobre rejeição e o sentimento de contar como você se sente a alguém que se gosta e todos os sentimentos envolvidos nisso. Facebook | Instagram | Youtube Snap Border – Evil-tions (feat. Maxime Keller) Mesclando elementos do rock alternativo ao metal, os franceses do Snap Border chegaram a dividir palco com bandas conhecidas da cena metal como Lacuna Coil, Alestorm e Mass Hysteria. Recentemente a banda lançou seu novo EP ‘Icons‘ com cinco músicas e produção de Anthony Chognard, o disco traz a tona alguns assuntos que definem nossa vida e o sentimento de que estamos sozinhos e guiados por nosso coração, mente e alma. A faixa ‘Evil-tions‘ foi o primeiro single que antecedeu o lançamento e conta com a participação de Maxime Keller da banda Smash Hit Combo. Facebook | Instagram | Youtube La Chica – La loba O novo single ‘La Loba‘ da artista franco/venezuelana La Chica é o resultado de uma perda familiar recente, no entanto, a situação trouxe uma transformação pessoal em sua vida, assim ela decidiu se conectar mais com seu lado espiritual. A música conta a história de uma mulher-lobo que é ressucitada por um ritual, a lenda foi retirada de um conto da escritora Clarissa Pinkola Estés chamado ‘Mulheres que correm com os lobos‘. A sonoridade é uma forte combinação descompassada de ritmos latinos, batidas pulsantes e melodias de piano obscuras. Facebook | Instagram | Youtube Jindoss – Rendez-vous Jindoss é um projeto musical que teve início em um período solitário porém criativo durante o tempo de confinamento em casa. Inspirados, eles decidiram tirar do papel diversas ideias que rondavam suas cabeças e finalmente começaram a produzir novas músicas. Com cinco faixas, o EP levou o título de Rendez vous, as composições de momentos psicodélicos e aéreos tem influência de nomes como Air, Foals e Unloved. Facebook | Instagram | Youtube La Sanyea Dengue – Automobile O quarteto sueco La Sanyea Dengue surgiu a pouco tempo na cena musical, mas já tem duas músicas lançadas que mostram grande potencial. A última lançada ‘Automobile‘ foi inspirada por uma experiência de quase morte de Simon Lindberg que por pouco foi atropelado por um carro ao atravessar em uma faixa de pedestre, ao invés de perseguir o carro ele contou que ficou frustado e resolveu escrever uma música sobre o ocorrido. O resultado é uma música influenciada pelo ritmo enérgico do punk. Facebook | Instagram | Youtube Meresha – Red Headed Lover Meresha é uma cantora e compositora estadunidense, recentemente ela vem chamando atenção com suas composições, indo parar até no Top 40 Pop da Billboard. Seu lançamento mais atual é a faixa ‘Red Headed Lover‘, a música entrega uma ótima performance unindo a potência de sua voz com influências vindas do pop e da dance music. Até o momento ela lançou o EP ‘Enter the Dreamland‘ e alguns singles que abrem caminhos para seu futuro trabalho que deve ser lançado em breve. Facebook | Instagram | Youtube Creeptones – Vacant Winds A Creeptones vem de Nova Jersei e atualmente estão promovendo ‘Hell + Ice‘ seu segundo disco de estúdio lançado no comecinho do mês. O álbum abrange alguns estilos diferentes, desde o rock até as nuances mais eletrônicas, sem deixar de lado um pézinho no som psicodélico dos anos 60 que pode ser facilmente notado pelos sintetizadores espaciais em algumas músicas. Embora tenha muitas guitarras e elementos que compõem o rock, o disco pode agradar também aos fãs da música mais moderna. Facebook | Instagram | Youtube DeLaurentis – Pegasus ‘Pegasus‘ é a nova música de DeLaurentis, um projeto de música eletrônica francês liderado pela produtora, compositora e cantora Issey Miyake. A música fará parte do primeiro disco de inéditas que deverá ser
Dani Bessa e as novas ondas do indie brasileiro

A cena indie brasileira é um campo fértil de ótimos artistas, e os nomes que vemos hoje representam muito bem os rumos que a nossa música vem tomando, alguns buscando inspirações no passado, outros se arriscando em algo inédito e criativo. Hoje vamos falar de Dani Bessa, ele é um desses nomes e vem mostrando potencial com suas músicas. Cantor e compositor nascido e criado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, Dani tem suas influências musicais calcadas no indie brasileiro e no rock alternativo. Em 2019, ele surgiu com sua primeira música, a sentimental ‘Kiss Me Every Time You See Me‘. No ano seguinte e apostando em composições também em português, ele lançou seu segundo hit ‘Se Você Tivesse Dito Sim‘, a música de clima gostoso e refrão grudento, teve ótima visibilidade nas plataformas digitais, chegando a mais de 22 mil reproduções, ale´m disso, fez parte da playlist oficial Indie Brasil no Spotify. O músico procura criar conexões de proximidade com o ouvinte, trazendo letras que retratam seus sentimentos e experiências pessoais íntimas cantados de forma habitual. Foi dessa forma que ele trabalhou em seu próximo single, a música ‘Passional‘, lançada no final de 2020. Desenhando uma mistura de ritmos entre o rock britânico, ska e música latina, ‘Passional‘ fala de alguém movido por uma paixão intensa, de pensamentos conflitantes e individuais, no entanto, essa pessoa mais tarde se aceita do jeito que é. A música traz duas atmosferas distintas, seu começo leve e praiano, claras influências do ska, termina em um instrumental mais intenso do rock. Dani Bessa nos contou um pouco sobre o processo de composição dessas músicas, como foi trabalhar durante a pandemia e quais são os próximos passos para o futuro, veja abaixo: Vamos começar falando sobre sua carreira na música, você já fez parte de alguma outra banda ou projeto, ou essa é sua estréia já em carreira solo? Entrei numa banda de rock de 2012 até 2016, era vocalista e guitarrista. Costumávamos tocar bastante covers e tinha pouco espaço pra músicas autorais, esse foi um dos motivos da minha saída. Fiquei oscilando bastante sobre querer voltar à ativa na música e decidi seguir carreira solo em 2019. Desde então, estou mais empolgado que nunca. Quais coisas te motivaram a começar a compor música e quais foram os desafios que você encontrou ao ser um músico independente? Tocar guitarra sempre me fez sentir melhor em momentos de bad. Normalmente quando estou passando por alguma situação complicada (ansiedade, insegurança, etc), gosto de compor como uma forma de extravasar e tudo. Pra mim, a maior dificuldade como músico independente é desempenhar praticamente todas as funções nesse início. A gente não pode ficar preocupado só com compor e tocar a música, precisa fazer com que ela chegue pras pessoas, precisa ver a estratégia de marketing que vai usar, produzir conteúdo freneticamente pra sustentar o algoritmo, essas coisas. Isso é bem difícil de fazer, ainda mais quando se é um artista solo em início de carreira. Nos seus três singles lançados até agora, ouvimos diferentes estilos musicais, ska, música latina, rock. Quais são as suas inspirações musicais? Pois é! Bom, minhas referências principais são Tim Maia, O Terno, Boogarins, Terno Rei, Mac DeMarco, Arctic Monkeys, Strokes, Oasis, e por aí vai (acho que falei um monte, né?). Ultimamente ando ouvindo bastante Lô Borges também, ele foi uma das inspirações pro último álbum do Arctic Monkeys, achei isso incrível quando descobri. Quais outras inspirações fora da música você busca trazer para suas composições? Costumo compor sobre aquilo que acredito, tentando passar a minha verdade, nua e crua, usando expressões do dia a dia mesmo. Em algumas letras falo bastante sobre relacionamentos também, mas estou querendo sair um pouco desse clichê e explorar outros assuntos em composições futuras. Resumindo: componho mais quando estou passando por momentos de ansiedade ou insegurança, é minha forma de botar pra fora no momento. Estamos em um cenário caótico de pandêmia, mas minimamente artistas estão conseguindo encaminhar seus projetos, quais são seus planos para 2021, novas músicas, vídeos? A pandemia mexeu com todo mundo e ainda está muito difícil processar tudo que vem acontecendo. Em 2021 vou dar continuidade ao projeto que comecei ano passado (eu e meu produtor ainda não decidimos se será no formato EP ou álbum), pretendo lançar mais singles e atualizar as redes sociais com mais frequência. Espero atrai mais gente pra ouvir meu som! Acompanhe Dani Bessa nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube Conheça outros artistas nessa matéria: Rebobinados indica #20: novidades nacionais pt. 1
Rebobinados indica #19: novidades nacionais pt. 1

Novidades nacionais pt. 1 é o tema e o retorno da nossa seção Rebobinados indica que está em sua décima nona edição. É aqui que reunimos nossas listas temáticas ou não de diversos artistas e seus trabalhos que recomendamos para ouvir. Dessa vez, fizemos uma lista com várias novidades musicais nacionais. Aproveite para conhecer e descobrir música nova! 🙂 Stall the Örange – It’s a Chromatic Circle, But O projeto liderado por Luiz Libardo busca influências nas bandas dos anos 80 e do indie, onde mescla sonoridades do dream pop, pós punk e rock alternativo, as composições se amparam nos acontecimentos ao redor de sua vida social, nas crises de pânico e percepções sobre a vida. Seu primeiro EP intitulado ‘It’s a Chromatic Circle, But’ tem 13 faixas e foi lançado pelo selo independente Nuzzy Records. Facebook | Instagram | Youtube Infante – Retalhos e Pensamentos Mal Costurados A banda Infante, natural de Jundiaí em São Paulo lançou seu novo EP ‘Retalhos e Pensamentos Mal Costurados’, resultado de um trabalho que durou cerca de dois anos, aqui eles exploram novas sonoridades, que conseguem unir a mpb ao rock alternativo, isso é parte de um processo de amadurecimento em diversos campos da vida, desde relações, introspecção e visões políticas. Facebook | Instagram | Youtube Mayí – Gritam-me Com letras inspiradas no poema ‘Gritaram-me Negra‘ da autora peruana Victoria Santa Cruz, Mayí lança sua primeira música ‘Gritam-me’. Representante da cena hip hop mineira, ela já fez parte do grupo Fenda composto por cinco mulheres, agora em carreira solo busca através da música externar suas vivências e a potência negra. Facebook | Instagram | Youtube Jessica Cohen – Fire A música ‘Fire‘ é o segundo single lançado pela artista Jessica Cohen, a musicista baiana também já foi vocalista da banda The Red Rivers. Aqui ela compartilha seu projeto mais pessoal, dividindo momentos sensuais e confiantes. A sonoridade tem elementos do r’n’b, jazz e música eletrônica, influencia vinda de grandes artistas como Nina Simone e Amy Winehouse. Facebook | Instagram | Youtube Yellow Boulevard – Living Like a Rockstar A Yellow Boulevard vem de Porto Alegre e faz um som influenciado pelo rock retrô, country e folk dos anos 60, mesmo assim conseguem agradar também o público moderno do indie. A faixa ‘Living Like a Rock Star‘ é o segundo single lançado em 2020 e antecede o primeiro EP que deve sair em breve, as letras falam sobre criar um estilo de vida prazeroso mesmo com as limitações atuais, fazendo analogia a vida de um rockstar. Facebook | Instagram | Youtube Riegulate – Júpiter Júpiter é o novo disco do Riegulate, projeto do compositor e produtor estadunidense Rieg Wasa lançado pelo selo Hominis CanidaeREC. Explorando sonoridades eletrônicas dos anos 80, ele traz em sua música muitas referências espaciais do sci-fi e cyberpunk. O músico, que vive em João Pessoa a mais de 20 anos produz artistas e tem um estúdio próprio na cidade, o BSB Estúdio. Bandcamp| Instagram | Youtube Depois da Tempestade – Conceitodissønante ‘Conceitodissønante ‘é a nova faixa da banda Depois da Tempestade em parceria com o produtor Murilo Nogueira (the.lazyb.). Saindo um pouco das raízes do rock, eles trazem uma fusão interessante e criativa entre o emo e o indie eletrônico, já nas letras buscam refletir sobre ansiedade, um mal que vem acompanhando a sociedade diante do caos mundial. Facebook | Instagram | Youtube Bordoá – Divagar Divagar é o novo disco da banda mineira Bordoá, as sete músicas que compõem o material passeiam por diferentes influencias vindas da bossa nova, indie, rock e jazz. Segundo eles, o disco dialoga sobre sentimentos individuais e interpessoais e o exploramento das suas relações e sua existência no momento da passagem para a vida adulta. Facebook | Instagram | Youtube Cayena – Medo Também representantes da cena independente mineira, a Cayena lança a nova ‘Medo‘. A música que fará parte do novo disco a ser lançado neste ano, surgiu de uma sessão de improvisos entre os músicos e mistura vários momentos que passam pela psicodelia, o brega, a mpb e a música latina, o resultado é uma sonoridade criativa, que inclusive ganhou um clipe conceitual incrível todo filmado em VHS. Facebook | Instagram | Youtube Os Fugitivos – Only You Liberdade é o sentimento que paira em ‘Only You‘, nova música dos alagoanos do Os Fugitivos. A atmosfera tropical com nuances da surf music e do indie são o ponto forte da canção que procura através de um clima leve, pegajoso e retrô se conectar ao ouvinte. A gravação e produção foram feitas pela própria banda nos estúdios Maná Records. Facebook | Instagram | Youtube Quer conhecer mais artistas e bandas, veja também essa matéria: Rebobinados indica #14 bandas brasileiras
TÔRTA: single ‘Você não faz ideia’ ganha belo vídeo e fala dos laços nas relações humanas

TÔRTA é liderada por May Manão (Crime Caqui), nesse projeto a artista busca sonoridades dentro das esferas experimentais eletrônicas, lembrando artistas como iamamiwhoami, Grimes e Björk. Seu primeiro single, a faixa “Iron Closet” falava sobre se assumir, auto aceitação e viver livre de julgamentos. Agora, ela retorna com ‘Você não faz ideia’, a música fala sobre uma paixão interna e os laços que unem essas pessoas. O vídeo, dirigido pela própria May, se inspira na Unmei No Akai Ito, uma lenda tradicional japonesa bem antiga que fala sobre um fio vermelho invisível indestrutível, capaz de unir duas almas gêmeas independente das situações. Sobre o vídeo ela diz: ”Esses fios se entrelaçam, se embaraçam mas continuam unidos, se transformando. Numa cama de gato, duas personagens se vêem presas nessa teia que elas próprias teceram com suas expectativas.” A música fará parte de seu novo EP que deve sair ainda este ano, no momento ela prepara uma live que será transmitida em março. A apresentação online contará com músicas já lançadas, além de outras que farão parte do disco de inéditas. Assista o vídeo oficial abaixo: Batemos um papo com May sobre as ideias que envolvem seu projeto entre outras coisas, confira logo abaixo: TÔRTA soa como um projeto mais pessoal e cheio de histórias a serem compartilhadas, como você definiria o seu trabalho e o que ele significa para você? Desde a concepção do projeto eu sempre tive uma ideia muito clara de que me serviria como um espaço de experimentação e reinvenção. E que com as músicas e tudo que se desdobra a partir daí, como videoclipes e apresentações, pudessem transmitir mensagens de transformação. Eu encaro como uma responsabilidade pessoal conseguir expressar tudo o que sinto ser importante discutir nos tempos atuais. E reconheço ser muito especial ter essa oportunidade no Tôrta. De onde veio a ideia do nome TÔRTA? Inicialmente era uma brincadeira com a gíria em espanhol em que “torta” significa lésbica. Depois refletindo sobre a palavra e o quanto ela remete a tudo que não se encaixa, e o quanto sempre me percebi assim, encaro como uma forma da gente tentar acolher nossas falhas também. O vídeo da sua nova música ‘Você não tem ideia’ é inspirado em uma lenda japonesa muito interessante, como você chegou até ela? Na verdade, o fio veio num brainstorm enquanto eu e Jess, produtora e co-roteirista, refletíamos sobre a música e os laços que construímos ao longo da vida e como nos relacionamos com esses vínculos. Depois quando o clipe já estava em execução, estava conversando com uma amiga em casa e ela viu o fio laranja, que havia usado para gravar algumas cenas, preso a parede. Assim que ela bateu o olho lembrou de uma exposição que havia visto no Japan House, em São Paulo, da artista Chiharu Shiota chamada “Linha Interna”. Conversando a respeito percebemos o quanto tudo se conectava. As relações modernas em grande parte são feitas de laços frágeis, a tecnologia tem um papel controverso nisso, ao mesmo tempo que ela nos aproxima também cria a distancia, qual a sua opinião sobre? Desde a pandemia nossa socialização mudou muito. Eu particularmente comecei a conversar com pessoas que nunca imaginei, de diversos lugares, relações muito bacanas. Algo bem fora da curva para eu que nunca fui muito de ter amizades de internet. Acho especialmente interessante o papel das redes num momento como esse em que nos restam poucas alternativas de nos conectar. Você pretende lançar um EP inédito nesse ano, o que pode nos contar sobre ele? Posso adiantar que vai estar um pouco diferente das músicas que já lancei, hahaha. Se você pudesse escolher um filme para ter sua música como trilha sonora, qual você escolheria e por que? Eu sou muito fã do diretor polonês Krzysztof Kieślowski, me identifico muito com a melancolia presente em sua obra. Seria um sonho, ter podido criar a trilha para um de seus filmes. Para finalizar, um desejo para o futuro? Meu desejo é que as pessoas se permitam mais, se transformarem para que o futuro se transforme. Acompanhe Tôrta nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube
Amazonica quer que você conheça o doce som do Rock’n’roll

Na cena musical há cerca de dez anos, a cantora e DJ britânica Victoria Harrison lidera o Amazonica, seu novo projeto musical. O nome vem de uma lenda da planta Vitória Régia, conhecida em inglês por Victoria Amazonica. Sua carreira trilhou caminhos diferentes, das agitações da música eletrônica enquanto DJ e do rock através de parcerias incríveis com músicos importantes do rock e metal internacional, como Tommy Lee do Motley Crue e a banda de black metal sinfônico Cradle of Filth. No fim, os dois mundos se colidiram e resultaram em dois discos: The Trouble With… Harry (2003) e Songs from the Edge (2007) lançados sob o nome Harry. O primeiro single como Amazonica veio em 2018 com a música ‘Don’t Fear the Reaper‘ (2018) em um clima mais eletrônico moderno, dois anos mais tarde ela retorna com três faixas novas, High On You (2020), Memories (2020) e Stepping Stones (2020) single que acompanha mais duas faixas inéditas, sendo uma delas uma versão acústica. ‘Sweet Sound of Rock’n’Roll‘ é sua nova música e foi produzida por Luke Ebbin, que já trabalhou com Bon Jovi, Richie Sambora e Rival Schools. A faixa fará parte de seu novo disco previsto para ser lançado no segundo semestre de 2021. Você pode conferir o vídeo oficial abaixo: Conversamos com Amazonica sobre sua carreira e a trilogia de discos que ela pretende lançar além de outras curiosidades: Amazonica é um nome legal para banda, porém acho que você terá alguns problemas nas buscas na internet, então como você chegou a esse nome? Sinceramente, foram as buscas na Internet! Eu estava procurando por um novo nome que tivesse a ver com Budismo e a flor de lótus, e a internet e sua mágica me apresentaram Amazonica e pensei que soava como ‘Metallica’, então pensei SIM! Além disso, há uma lenda brasileira muito sombria e legal ligada a isso, que foi super comovente para mim. Não sabia que era você que cantava em ‘Temptation’ do Cradle of Filth, você fez uma ótima performance nessa música, como isso aconteceu, você já conhecia a banda? Acho que conheci Dani Filth bêbado em um Rock Club em Londres, mas a gravação real aconteceu anos depois, quando o produtor do álbum Rob Caggiano do ANTHRAX entrou em contato comigo depois que gravei ‘Making Me Crazy’ com Tommy Lee e disse acho que essa música ficaria ótima com você também. Então voei para Londres para fazer o vídeo e agora sou amiga de todos eles. Você vem lançando singles como Amazonica desde 2018, no começo podíamos ouvir um som mais eletrônico, porém você tem uma voz forte e poderosa para o rock’n’roll. Como foi essa transição para o rock em seu novo single ‘Stepping Stones’? Bem, é meio que ao contrário. Meu primeiro álbum ‘The Trouble with … Harry’ que eu gravei com o Youth do Killing Joke quando eu era adolescente era um disco de metal industrial pop misturado com rock alternativo, mas nenhuma das minhas músicas estavam disponíveis online antes devido a pesadelos contratuais com a gravadora. Mas no ano passado eu consegui os direitos de volta para todas as minhas próprias músicas, então estou relançando tudo esse ano. No primeiro álbum que fiz, misturei música eletrônica e rock. Sempre fiz músicas que misturam gêneros, mas agora é ótimo porque eu estava um pouco à frente do meu tempo e as pessoas realmente não me entendiam, mas agora as pessoas têm a mente mais aberta. Em alguns dias você vai lançar seu primeiro disco através de sua própria gravadora, o que podemos esperar dele? VAI SER DEMAIS! Acho que será uma ótima introdução e mal posso esperar para fazer uma turnê ao vivo e entrar no buraco! Ouvi dizer que será uma trilogia de álbuns, eles serão diferentes um do outro? Sim, ‘Songs From the Edge’ é puro rock alternativo e escrevi apenas na guitarra, meu primeiro álbum “The Trouble with .. Harry” é uma mistura de gêneros, já o novo álbum que estou terminando durante o lockdown é novamente uma mistura de gêneros mas foi produzido por mim mesma e usei muitas batidas do Trap com guitarras e sintetizadores e também há um grande momento cinematográfico com cordas que soam épicas, realmente mostram meu arco artístico. O que te inspira a escrever música? É algo que tenho que fazer, assim como respirar ou não me sinto bem. É estranho, fico mais feliz quando sou criativa, e os tempos mais sombrios da minha vida aconteceram enquanto eu não estava fazendo música. Isso salvou minha vida. Quais são seus planos após o lançamento do primeiro álbum, talvez um videoclipe? Espero fazer mais videoclipes, quero fazer muitos videoclipes, mas no momento é um desafio filmar devido às restrições da Covid. Se você pudesse escolher uma de suas músicas para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual seria e por quê? Todas elas, são ótimas músicas para filmes! Obrigado pelo seu tempo e fique à vontade para deixar uma mensagem aos nossos leitores. Só quero dizer que, assim que for seguro viajar eu quero ir ao diretamente ao Brasil fazer shows malucos, vi que seu público e a energia parecem ELÉTRICOS! Mal posso esperar para conhecer o Brasil! Os discos em formato vinil já estão disponíveis e me sigam no Instagram: @DJamazonica Acompanhe Amazonica nas redes sociais: FacebookInstagramYoutube Quer descobrir mais artistas novos? Então confira também essa matéria: 11 artistas franceses para conhecer antes de 2020 acabar
Quem indica: Conrado Passarelli (Atalhos)

Estamos de volta! O Quem indica é a seção onde convidamos músicos e bandas para falarem sobre seus discos favoritos ou os que mais tem escutado. Estreando em 2021, hoje quem traz pra gente cinco indicações é Conrado Passarelli guitarrista da banda Atalhos. A Atalhos surgiu em 2008 na cidade de Birigui em São Paulo, hoje é composta pela dupla Gabriel Soares (Vocal, guitarra) e Conrado Passarelli (guitarra), até o momento foram lançados três discos de estúdio, são eles: Em Busca do Tempo Perdido (2012), Onde A Gente Morre (2014) e Animais Feridos (2017). O duo busca inspirações no mundo literário e cinematográfico, trazendo referências de alguns nomes conhecidos como: Sylvia Plath, Dante Alighieri e Ingmar Bergman. Em 2013 suas músicas chegaram em territórios vizinhos, o resultado foi uma pequena turnê pela Argentina, onde retornaram mais tarde em 2015 como parte do line-up do Festival Internacional Postpop Barenboim IV. Recentemente lançaram um vídeo para a nova ‘A Tentação do Fracasso‘, que dá uma prévia do que está por vir no próximo disco com previsão de lançamento para este ano. Você pode conferir abaixo: Acompanhe a Atalhos nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube As indicações: Tennis – Swimmer “Pop, romântico, esse álbum parece uma máquina do tempo. Basta ouvir uma vez a introdução de bateria da música “Need Your Love” para lembrar dela pelo resto do dia, talvez até pelo resto da vida.“ LCD Soundsystem – American Dream “Embora o álbum seja de 2017, ele apareceu na minha lista dos mais ouvidos de 2020 e tem sonoridades dos anos 1980. O destaque vai para a música I Used To.“ Her’s – Songs of Her’s “As guitarras dedilhadas de “What once was” e a bateria de “Dorothy” que segue pulsando em uma levada constante são duas características que me fazem admirar o trabalho dessa dupla que deixou o mundo da música de maneira precoce e inesperada.” BADBADNOTGOOD – IV “É uma mistura muito bem feita entre jazz e elementos de música eletrônica. Instrumentos como o sax e sintetizadores ficam bem evidentes. A minha faixa preferida é Time Moves Slow, além da beleza na melodia tem a participação do Samuel T. Herring (Future Islands).” Bandalos Chinos – Bach “Grande álbum da banda Argentina. O convite para desfrutar dos bons momentos vem logo na primeira faixa: Vámonos de viaje.” Confira outros artistas e bandas que passaram pelo Quem indica clicando aqui.
Bryson Cone: show gravado em São Paulo estreia na série de sessions da Brain Productions

O músico norte-americano Bryson Cone, de Portland (EUA), da novíssima geração do indie, é quem estreia a Brain Sessions, uma série de sessions exclusivas produzidas pela Brain Productions Booking. O primeiro episódio já está no ar, assista aqui: https://youtu.be/FVs0i8fpTJw. Bryson Cone faz música alternativa contemporânea e esquisita – no bom sentido dentro do âmbito musical. É essencialmente pop e flerta com synths, dreampop; tem ambientações soturnas e também riffs de guitarra que remetem ao indie dos anos 90. Na primeira Brain Sessions, gravada em novembro de 2020 na capital paulista, Bryson se apresenta ao lado da brasileira Isa Georgetti, que toca guitarra. Isa é a tour manager da icônica banda indie norte-americana Built to Spill. São dois momentos: em 15 minutos, Bryson Cone toca quatro músicas, entre elas o hit ‘Devotion’, faixa do seu disco de estreia Magnetism, do ano passado, além de três inéditas – ‘Reflections’, ‘Mirror Mirror’ e New Me. A segunda parte é uma entrevista, gravada e produzida pelo músico em janeiro de 2021 no Uruguai. Magnetism marca a estreia de Bryson na Cleopatra Records, lendária gravadora de Los Angeles que já trabalhou com bandas do alto escalão, como Iggy Pop e Information Society. Ficha técnica da session: Criação e Produção Geral: Carlo Bruno MontalvãoDireção: Gustavo VargasDireção de Fotografia: Gustavo Vargas e Alexandre SerafiniOperação de Câmera: Alan Borgatz e Alexandre SerafiniSom Direto: Felipe FaracoEdição/Finalização: Alexandre Serafini Bryson Cone aparece por cortesia da Cleopatra Records, 2020/2021. Todos os direitos reservados. BRAIN SESSIONS é um projeto de live sessions exclusivo criado por Carlo Bruno Montalvão, produzido e promovido pela Brain Productions Booking. Fotos: Alexandre Serafini Brain Productions Booking nas redes: Instagram: @brainproductionsFacebook: /Productions.BrainTwitter: @brainbooking Bryson Cone nas redes: Soundcloud: soundcloud.com/bryson-coneFacebook: /brysonconemusicInstagram: @brysonconeTwitter: @brysonconemusic
Kazaizen abre 2021 com disco de estréia recheado de climas psicodélicos

Disco de estréia de Kazaizen divide momentos entre nostalgia do rock psicodélico e modernidade do pop
Melhores discos nacionais de 2020

Chegou o momento listinhas de fim de ano! E hoje trouxemos nossa lista de melhores discos nacionais de 2020. Acho que nem precisamos falar mais sobre 2020 né, já deu, conseguimos chegar ao fim dele, se a sanidade tá 100% é outra história, mas chegamos. Queremos agradecer aos que acompanham o blog, que mandaram músicas, releases, e também nos desculparmos se alguém ficou sem resposta, foi tudo muito louco e não conseguimos dar conta, somos apenas duas pessoas e um colaborador que escrevem sobre as músicas que gostam. Por fim, aqui vão nossos discos favoritos, vale lembrar que é nossa opinião pessoal, são os que mais escutamos durante o ano. Isso mostra também o quanto de música boa nosso Brasil tem, acho que essa lista sintetiza bem isso, escutem e apoiem os artistas e bandas nacionais! Mahmundi – Mundo Novo Em seu terceiro disco, a cantora e compositora carioca Mahmundi faz um trabalho que dialoga bastante com os tempos de isolamento, a conexão por meios tecnológicos e os sentimentos envolvidos nisso. A sonoridade se distancia um pouco dos discos anteriores, então aqui não rola tanto aquele flerte com o eletrônico indie, na verdade, temos a presença de instrumentos mais orgânicos, e acredito que isso é o que mantém um clima leve e gostoso de se ouvir. Faixas favoritas: ‘Nova Tv‘ e ‘Vai‘. Taco de Golfe – Nó Sem Ponto II Já tinha ouvido falar muito bem dessa banda, e aí fiquei curioso com esse lançamento e fui correndo ouvir. É um disco de rock instrumental bem feito, dinâmico, tem ótimos solos, melodias bonitas, não é aquele disco que você põe pra escutar e ficando penando. Ele é interessante, bonito e tudo bem redondinho, posso dizer facilmente que são uma das melhores bandas do gênero. Faixas favoritas: ‘Grade Grade’ e ‘Cortes’. Suco de Lúcuma – Quase Azul O que me fez querer ouvir essa banda foi o nome, inclusive eu não sabia que lúcuma é uma fruta, vivendo e aprendendo. Esse ano eles lançaram um disco duplo que foi separado em ‘Quase Azul‘ e ‘Quase Rosa‘. As músicas transitam por melodias psicodélicas e do neo soul alinhadas a um visual surrealista, destaco o disco ‘Quase Azul‘ como favorito, nele as composições se derretem em nossos ouvidos, criando até mesmo uma dimensão paralela como na faixa ‘Belém‘, uma das mais gostosas que ouvi esse ano. Faixas favoritas: ‘Nada no Ar’ e ‘Belém’. Wagner Almeida – Campeão da Avenida Campeão da Avenida é o terceiro álbum do Wagner Almeida, esse álbum nos leva a uma jornada cheia de emoções, ora com canções mais animadas que seriam uma boa pedida para as performances ao vivo, ora com canções introspectivas, repletas de melancolia e reflexão. Um pouco de shoegaze, ambientalismo, muita honestidade e verdade nas letras, riffs melódicos e vários dilemas que essa geração se encontra. Uma excelente pedida pra quem gosta de slowcore, folk, emo folk e lo-fi. Faixas favoritas: ‘Piloto Automático’, ‘Acordar’ e ‘Afogar’. Institution – Ruptura do Visível Ruptura do Visível é o segundo disco do Institution, e o que podemos destacar são as composições em português que acabam criando uma conexão melhor com o ouvinte. Aqui eles escancaram de forma poética as injustiças, questões sociais e a política podre que assombra o nosso país. O som intenso e pesado é um verdadeiro tapa na cara e definitivamente crava a importância de se discutir esses temas na música. Faixas favoritas: ‘Memória Falha’ e ‘Metástase’. Vivian Kuczynski – N ENTENDI ND O novo EP da Vivian Kuczynski foi uma grata surpresa, aqui ela pisa em territórios desconhecidos, sai de sua zona de conforto, se é que podemos falar isso, e aposta em um som eletrônico mais desconstruído, com algumas quebras abruptas durante as batidas frenéticas e os vocais cheios de efeitos e camadas. Esse tipo de música ainda não é muito explorado por aqui, e acaba sendo um plus a mais, muito bom saber que tem artistas criando algo fora da caixinha. Faixas favoritas: ‘PELE’ e ‘N ENTENDI ND’. Letrux – Letrux Aos Prantos Já tem muita gente falando isso por aí, mas é incrível como nesse disco a Letícia parece prever os tempos sombrios que viriam. Ela é uma das artistas mais interessantes da música nacional, muito expressiva, interpreta suas músicas de forma intensa, traz ótimas referências de música e literatura, e além disso consegue escrever letras que vão de momentos cômicos aos mais trágicos. Esse disco é ótimo, e com certeza é um dos shows que mal posso esperar pra ver em 2021, vem vacina! Faixas favoritas: ‘Contanto Até Que’ e ‘Eu Estou Aos Prantos’. Julico – Ikê Maré Esse disco pode ser considerado uma pérola desse ano, já conseguimos imaginar ele daqui uns 20 anos sendo citado como uma obra prima da música nacional, digo isso porque infelizmente as pessoas demoram pra dar atenção a certos artistas. Ikê Maré tem uma identidade incrível e avassaladora, ele traz uma conexão imagética forte com a natureza, rios, lagos e mangues, é sentimental e faz tão bonito diante de seu instrumental com ritmos brasileiros, guitarras cheias de fuzz e as ótimas letras de Júlio. Faixas favoritas: ‘Nuvens Negras’ e ‘Pelejamor‘. ÀIYÉ – Gratitrevas Em Gratitrevas, Larissa Conforto traz um trabalho bonito e sofisticado, no bom sentido. Fica visível seu renascer, explorando sons e temáticas, ela consegue uma sonoridade bem produzida, que funciona e conecta vários sons, indo desde as percussões africanas, samba, funk ao trip hop. Além disso, interpreta lindamente as composições com sua bela voz, mais um show que estamos ansiosos pra ver ao vivo. Faixas favoritas: ‘Pulmão’ e ‘Terreiro’. Luedji Luna – Bom Mesmo é Estar Debaixo D’água Luedji Luna nos presenteou com um disco potente. Esse é seu segundo trabalho e busca força e inspiração nas raízes africanas, algo que fica explícito em sua identidade visual e musical. Para isso, as gravações aconteceram em países diferentes como Quênia, Madagascar e Burundi, e contou com participações de músicos locais, além de nomes conhecidos como a autora Conceição Evaristo e a
11 artistas franceses para conhecer antes de 2020 acabar

Meus amigos, o ano está chegando ao fim e em breve faremos nossa lista de discos favoritos de 2020, mas antes disso, resolvemos selecionar mais 11 artistas que conhecemos através da plataforma Groover, inclusive já comentamos algumas vezes antes, como nessa matéria aqui. Por ser um site francês, dessa vez decidimos divulgar apenas artistas franceses, mas em breve vai rolar mais música de tudo quanto é lugar do mundo também. Vocês vão encontrar uma diversidade de sonoridades, do rap ao post-rock, eletrônica e pop. Profiter et découvrir de la nouvelle musique! Sopycal Sopycal é uma parceria entre Calypso Buijtenhuijs, uma atriz, dançarina e rapper/slammer e o produtor estadunidense Alex Siegel. A música ‘Tabou‘ faz parte do EP Dans l’eau, o vídeo tem direção de Alba Camarero e foi selecionado no Festival Indie de Cinema de Madri. Em suas letras, ela discute temas do universo feminino, a música inclusive, fala sobre o aborto e como o tema é visto por outros olhares. Facebook | Instagram | Spotify Myoon Música eletrônica é definitivamente algo que os franceses sabem fazer bem, a dupla Myoon é composta por dois irmãos. Recentemente eles vem lançando algumas músicas que estarão em seu primeiro disco, ‘Jump‘ é uma delas, com boas melodias e um clima de verão, eles buscam trazer mensagens de amor, positividade e esperança. Facebook | Instagram | Spotify Le Crapaud et La Morue Que Faire? é o segundo disco da banda Le Crepaud et La Morue. Suas músicas trazem uma certa versatilidade sonora, transitando entre momentos enérgicos e explosivos a outros mais melódicos. Isso explica suas influências vindas de vários gêneros como post-rock, indie e progressivo, algo que definitivamente quebra qualquer tipo de limitação em suas composições. Facebook | Bandcamp Clio A cantora e compositora Clio retorna após um ano desde o lançamento de seu último disco Déjà Venise, com a nova ‘Ai-je perdu le nord?’. A música fará parte de seu terceiro e novo disco que está previsto para sair em 2021, o vídeo teve direção de Isabelle Maure. Já conhecida mundialmente, ela traz músicas com influências vindas do dream pop e new wave, seus belos vocais dão um clima suave e gostoso de se ouvir. Facebook | Instagram | Spotify Marie LEONDHARDT Buscando se desafiar e encontrar seu lugar na música, Marie LEONDHARDT encontrou a felicidade ao usar o tempo de confinamento em casa para estudar e compor músicas. Entre suas influências estão artistas como: Pink Floyd, Caribou e Hot Chip. ‘Feel‘ é sua primeira música lançada, e mostra o início de um longo e bom caminho que vem pela frente. Facebook | Soundcloud Kwoon O Kwoon é liderado pelo músico e compositor Sandy, ele busca com sua música explorar imaginários e paisagens sonoras que facilmente te levarão para uma imersão musical. No vídeo abaixo ele apresenta a faixa ‘King Of Sea‘, para isso se isolou no topo de uma torre na Ilha de Lanzarote, com a ajuda de drones filmou sua apresentação solitária em meio a uma paisagem de tirar o fôlego e que foi o cenário perfeito para sua música. INDIGO Indigo é uma banda formada por Alexis (bateria), Andreas (baixo) e Tristan (guitarra/vocal), a música ‘Darwin‘ ganhou um vídeo clipe que representa a teoria de Darwin, além disso ela faz parte do projeto ‘The Distance‘ que consiste em três EP’s que no fim darão em um disco completo. O grupo busca inspiração em bandas da década de 90, como Sonic Youth, Pavement, Oasis e Nirvana. Facebook | Instagram | Spotify Chiara Foschiani A jovem cantora e compositora Chiara Foschiana mostra grande potencial ao apostar em um pop moderno com alguns climas mais dark. A trilha divide momentos com suas composições sensíveis e também perturbadoras. Seus vocais intensos e a boa produção em todo o trabalho abrem caminho para uma carreira que pode trazer bons ganhos, no momento ela trabalha em seu primeiro EP ‘Trouble Maker‘. Facebook | Instagram | Bandcamp Show Me Your Universe Em ‘Kid Forever‘ os franceses do Show Me Your Universe mandam um post-harcore intenso e vigoroso. A banda foi formada em 2015, no ano passado lançaram seu primeiro disco, o álbum ‘Origins‘. Com boas doses de melancolia, raiva e peso, eles tem tudo para ser facilmente destaque não só na cena francesa do metal, mas do mundo. Facebook | Instagram | Bandcamp Magon Magon é com certeza um dos artistas mais interessantes que escutamos nos últimos tempos, em sua música podemos encontrar influências que vão de The Velvet Underground a Pixies. A faixa ‘Aerodynamic‘ é prova disso, nos lembrando bastante o rock feito durante a década de 90. Esse é o segundo single lançado nesse ano, fica ligado que vem disco novo por aí. Facebook | Instagram | Bandcamp Rose Rose Essa dupla de produtores formam o Rose Rose, uma banda que traz os sintetizadores do dream pop, guitarras rítmicas e criam uma atmosfera dançante que flerta também com a música disco dos anos 70, mas que ainda assim também permanece moderna. A partir dessa fusão de sons digitais e orgânicos, como na faixa ‘Sugar Hill‘, eles seguem trabalhando em seu quarto disco de estúdio. Facebook | Instagram | Bandcamp
Os Bandoleiros e a Cigana: banda paraense desabafa sobre a cidade e o cotidiano

Banda paraense Os Bandoleiros e a Cigana lançam novo single ‘Anticidade’.
Anis Estrelado: novo EP mistura shoegaze, dream pop e psicodelia

Thalita Arruda é uma jovem multiinstrumentista e também a mente por trás da Anis Estrelado, projeto que surgiu na cidade de Araucária no Paraná. Para quem não sabe, Anis Estrelado é uma planta medicional originária da China ou Vietnã, conhecida por ser utilizada como calmante, óleo essencial ou aromatizante. O significado está conectado com o que ela desejava transmitir com suas músicas, um sentimento de amenidade e conforto. A estreia do projeto veio com o primeiro EP sonhandoacordado, lançado em junho de 2019 com três músicas gravadas e produzidas de forma totalmente independente, em casa, com microfone de celular, violão e um notebook. Pouco tempo depois Thalita começa a trabalhar em novas composições, e a partir daí surge seu novo disco, o EP Como Vão As Plantas Lá Fora?, resultado do período em que esteve reclusa em casa. As quatro músicas são envoltas por uma sonoridade que vai de momentos delicados, espaciais e até barulhentos, vindos de suas referências em estilos como shoegaze, dream pop e psicodelia. Você pode escutar o EP na íntegra: Abaixo conversamos com a Thalita sobre seu projeto, as composições e inspirações para o novo EP: Desde quando existe o projeto e como surgiu a escolha do nome Anis Estrelado? Toda a ideia do projeto surgiu em 2019, passei alguns meses quebrando a cabeça pra encontrar um nome, mas até então não tinha encontrado nada que combinasse com a proposta. Num certo um dia, passeado na internet, surgiu uma matéria sobre Anis Estrelado, e descobri que se usado medicinalmente, é um anti-inflamatório poderoso, e que o banho proporciona leveza e bem-estar. Achei que esse conceito casava bastante com o que eu queria passar e decidi que esse seria o nome. Como foi o processo de composição e gravação do novo EP? Você acha que a situação atual teve um peso maior nas suas composições? Todas as letras surgiram no meio da pandemia. Como tive bastante tempo, resolvi investir numa interface e gravar tudo em casa. Trabalhei sem pressa, explorei bem as letras e sonoridades até chegar nos arranjos que eu queria. O processo todo levou em torno de 7 meses, tive a ajuda do Diego Wandal (Blue Rattle Funk), que me auxiliou com opiniões e na mixagem, e do Alexandre Honório (Estúdio Bunker Cultural), que fez a masterização “The Winter Came”. Com certeza! No meio da ansiedade e angústia do momento, surgiram as letras de “The Winter Came” e “I Cannot Wait to See”, que falam justamente sobre a nossa relação com o mundo externo, e a importância de ter esperança de que as coisas vão passar. Geralmente você busca inspirações em quais coisas para compor suas músicas? Nas letras, eu gosto muito de refletir sobre ansiedade, futuro, nossa relação com o tempo e espaço, a inspiração vem das experiências que tenho no cotidiano. Sonoramente, gosto da ideia de criar paisagens sonoras. Ouço várias coisas, mas me inspiro muito em estilos como dreampop e neo psicodélico, bandas como Melody’s Echo Chamber, Winter, Beach House, Slowdive, Courtney Barnett. Hoje existem diversas ferramentas e possibilidades de se criar música em casa, você acredita que isso foi um fator importante para o surgimento de projetos liderados por mulheres? Sim! Hoje em dia é cada vez mais simples criar conteúdo, mesmo que não se tenha tantos recursos. Se aprende muita coisa na internet, é mais fácil de encontrar e contatar pessoas que tem ideias parecidas, é lindo de ver as parcerias que tem surgido nessa era.É fundamental que as mulheres tomem a frente do meio artístico e consigam mais visibilidade! Fico muito feliz em ver cada vez mais artistas e produtoras no ramo. Ainda é cedo pra falar, mas o que você espera realizar no futuro, shows ao vivo com banda ou um novo vídeo? Tenho planos para montar uma banda! Gostaria muito de participar de alguns eventos e tocar com outras bandas do meio alternativo. Quanto aos vídeos, já tenho o de “I Cannot Wait To See” pronto! Sai em dezembro. Pra finalizar, se você pudesse escolher uma das suas músicas para compor a trilha sonora de um filme, qual música e filme você escolheria e por quê? A música “O Que Eu Não Sou”. Para o filme “As Vantagens de ser Invisível” A letra fala sobre não se encaixar no que nos é imposto e assumir o que você é, criar seu próprio lugar de conforto, mesmo que ele não seja o que esperam. No filme, os personagens estão em fase de descobertas, e lidam com diversos conflitos, onde eles precisam se desfazer e refazer o tempo todo. Na cena icônica, em que Charlie, Mary Elizabeth e Patrick percorrem o túnel de carro, os três se sentem livres e confortáveis em serem exatamente quem eles são, e no desfecho, eles estão seguros com suas escolhas, um estado de espírito que casa bem com a música. Siga a Anis Estrelado nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Instagram | Youtube Para conhecer mais artistas de shoegaze, acesse também: 15 bandas nacionais de shoegaze que você precisa conhecer
The Self-Escape: projeto de pop indie fala sobre relações modernas em novo EP

The Self-Escape é o projeto comandado pelo cantor, compositor e produtor pernambucano Felipe Buarque. Além de criar sua própria identidade, ele busca referências num apanhado de ótimos artistas do meio pop e eletrônico como Alt-J, Lana del Rey e The Weeknd. Em 2017, ele lançou seu primeiro EP Uma Carta de Mudança, que trazia cinco músicas e uma sonoridade mais voltada ao folk e mpb. No ano seguinte, começou a divulgar algumas músicas novas, dessa vez assinando como The Self-Escape, o resultado foi o EP Polarize (Pt. 1). Um ano depois ele retorna com o lançamento de Polarize (Pt. 2), o disco tem seis músicas, todas compostas no período que antecedeu a pandemia. A sonoridade segue um clima moderno, ameno e minimalista, tanto nas guitarras quanto nas batidas e sintetizadores. Nas letras Felipe retrata as relações humanas, seja aquela amizade falsa, tóxica e gananciosa como no single ‘Go‘, ou até mesmo as paixões e os diferentes momentos que vivenciamos, desde seu início ‘nas nuvens’ até o seu fim mais amargo como em ‘From Lovers to Dust’. ‘From zero to friendsFrom friends to loversFrom lovers to dustI gotta start all over… Refrão da faixa 1 ‘From Lovers to Dust’. Sobre a composição do novo EP ele diz: “Me doei 100% aqui. Este EP é fruto de uma imersão de seis meses no meu home studio. Ele fica no meu quarto. E bem, não saio de casa há mais de seis meses devido ao COVID-19. Isso mostra a profundidade que essas músicas têm para mim. Me inspiro em The Weeknd, The xx, Lana Del Rey e Khalid enquanto crio o meu próprio estilo. Não me preocupei com o que está ou em alta ou rende dinheiro. Apenas coloquei tudo o que penso e sinto”. Aproveitando o lançamento de Polarize (Pt. 2), batemos um papo rápido com o músico sobre o disco e suas letras: Conta pra gente como foi compor o novo EP em casa, em meio a toda essa situação nova e desafiadora de lidar com um bocado de notícias e acontecimentos ruins? Cara, com relação às letras em si, boa parte delas foram de situações pré-pandemia. E, assim como o próprio processo de produção, até me ajudaram a desconectar um pouco da vibe apocalíptica que está rolando. Além disso, já tenho um processo bem solitário de criação, então, nesse quesito, foi até um pouco mais “fácil” de me adaptar. Logo no começo da pandemia decidi fazer o máximo que podia para ajudar (basicamente ficando em casa enquanto fosse possível) e sem criar muitas expectativas de quando iria acabar. Então isso acabou me desprendendo um pouco dos acontecimentos diários. No disco você fala sobre relacionamentos e relações tóxicas, você acredita que a internet é a grande vilã do novo amor, uma vez que se tem tudo de forma rápida e prática, e pessoas são descartadas em apenas um deslize? Eu acredito que a internet de certa maneira realmente contribua negativamente em muitas relações pessoais. A superexposição de tudo, a necessidade de aprovação de pessoas que muitas vezes a gente nem conhece direito, etc. Mas também tenho convicção que as relações, quando verdadeiras, transcendem o digital. Mesmo que tenham nascido nela. Acho que cabe a nós, como indivíduos, sabermos diferenciar o que realmente é real, e, continuar entendendo os impactos das redes sociais nas nossas vidas. Sou otimista quanto a essa conscientização haha Você citou alguns nomes internacionais que são suas influências, falando agora sobre a cena nacional, quais artistas você gosta ou costuma ouvir? Pode até soar como surpresa, mas dois dos artistas brasileiros que mais ouço são Luiz Gonzaga e Djavan. Não só por simplesmente gostar demais das músicas (em todos os sentidos), me inspiro neles ainda mais pelo fato de serem excelentes cantores, compositores e instrumentistas. Características que busco demais evoluir em mim como músico. (A impressão que tenho, é que a identidade artística fica bem mais coerente/evidente). Além dos que citei acima, outros nomes como Nação Zumbi, Geraldo Azevedo, Cazuza e Tim Maia também são influências. Quanto a artistas mais atuais, Mateus Asato é realmente um ídolo pra mim, tenho acompanhado um tanto da cena do rap/trap (Baco Exú do Blues, Djonga, Matuê) e pra um lado mais alternativo, eu diria que a Tuyo, hoje, é minha banda nacional predileta. Mesmo com as limitações de uma pandemia, o que você tem de planos pela frente, pretende gravar algum vídeo para as músicas? Essa é a pergunta de ouro haha Voltei para Recife recentemente e pretendo ficar por aqui até que essa situação toda se normalize. Esses dias tenho organizado um lugar para que eu possa voltar a produzir normalmente, e, resolvendo isso, já tenho algumas ideias engatilhadas. Quero demais fazer trabalhos audiovisuais para músicas como “Go”, “From Lovers to Dust” e/ou “Again”; tenho ensaiado para gravar um EP com versões acústicas para algumas das músicas; e quero, claro, dar continuidade a algumas músicas novas! Siga o The Self-Escape nas redes sociais: FacebookInstagramSpotify Escute o novo EP Polarize (Pt. 2): Quer conhecer mais música? Confira também essa matéria: Rebobinados indica #17
Quem indica: Rafael Sade (Soulsad)

Rafael Sade é um cantor, compositor e tecladista da banda de melodic death doom Soulsad, que inclusive já indicamos nessa lista aqui. Ele também já fez parte de outro nome conhecido na cena nacional, o Helllight, banda de funeral doom metal que surgiu em meados de 1996. Foi responsável por difundir o gênero criando vários eventos que contavam com bandas de outros estados, em 2013 criou o Doomsday Fest com um cast de cinco bandas, trazendo nomes como Lugubres, Les Mémoires Fall, Apocalyptichaos, Mythological Cold Towers e Helllight. Comanda a Last Time Produções onde organiza sessions, notícias e releases de bandas do gênero, que inclusive conta com um canal no Youtube, você pode conhecer clicando aqui. Dez anos mais tarde, Rafael retorna com o Soulsad na versão duo e lança o EP Two Funerals, contendo três músicas. As faixas ganharam vídeos produzidos por ele mesmo. Em 2019, mais um lançamento marca o retorno da banda, dessa vez como trio, o single ‘Doomed to Failure‘ é lançado e ganha um lyric video, atingindo boas visualizações em poucas semanas. Recentemente o Soulsad integrou a coletânea brasileira homenageando a banda britânica de death doom metal My Dying Bride com a música ‘The Dreadful Hours’. As indicações: Draconian – Under a Godless Veil (2020) Alcançaram a perfeição com esse novo disco, é o álbum do ano. Paradise Lost – Obsidian (2020) PL é como vinho: quanto mais velho, melhor My Dying Bride – The Ghost of Orion (2020) O MDB faz aquilo que todo fã aprecia e continua usando a velha fórmula de sempre, sem novidades Desire – Locus Horrendus (2002) Esse é um disco de 2002, mas eu gosto tanto que sempre retorno pra escutar. É poesia e tragédia Lacrimas Profundere – Memorandum (1999) Álbum de 99 que escuto desde o lançamento. Definiu a sonoridade que eu iria usar em meus futuros trabalhos. Sou totalmente inspirado por esse disco! Siga os trabalhos de Rafael Sade nas redes sociais:Facebook | Instagram | Youtube | Bandcamp Last Time Produções:Facebook | Instagram | Youtube
Kermit Machin mergulha em sintetizadores sombrios no single ‘Sätan Träp’

O cantor, compositor e multiinstrumentista Gil Mosolino, também conhecido por ser membro e fundador da banda de rock psicodélico Applegate (já falamos sobre eles nessa matéria aqui), surge com novo projeto musical batizado por ele de Kermit Machin. Nele, o músico se aventura por outros caminhos, se apossando de sintetizadores, drum machines e visuais sintéticos dos anos 80 e 90. Com três músicas lançadas, sendo ‘Sätan Träp’ a mais recente, ele aposta em um som mais experimental. Segundo ele, a música é densa, obscura e conta a história de uma pessoa que marca encontros com outras pessoas para assim satisfazer seus desejos de carne e possessões demoníacas. A temática que nos lembra facilmente o enredo daqueles filmes trash dos anos 80, é envolta por uma sonoridade bem sinistra e que capta perfeitamente essa ideia. Conversamos com Gil para conhecer um pouco melhor as ideias que rondam seu novo projeto, bem como as influências estéticas e musicais, você pode conferir logo abaixo: Gostaria de começar perguntando o que é o Kermit Machin, qual o significado do nome e de onde surgiu? Kermit é um apelido de infância que nunca pegou, criado pelo Rafael Penna, quando nós tínhamos 11 anos hahaha. Na época ele me chamava de caco na real, mas o apelido nunca pegou, porém sempre gostei e acabava usando como “nickname” de redes sociais. Machin, vem do gênero “musica machin” , é como gosto de pensar o tão pedido “gênero musical do trabalho”, é um conceito de criar sem censura e o que eu bem quiser. Então a ideia dos trabalhos que eu assinar como Kermit Machin, tem haver com isso. Diferente da sua outra banda Applegate, aqui você experimenta mais com a música eletrônica, quais são suas influências do gênero? Cara, amo Teto Preto, Teto Preto é tudo de bom, uma das gigs que tenho muita saudades nessa quarentena, é do Teto hahahahaEu adoro House, Dark Wave, IDM, coisas sombrias como os primeiros trabalhos da Grimes. Porém nesse gênero musical, eu gosto muito mais do conceito, da estética do gênero do que de grupos em específico. De onde veio a ideia das letras de Sätan Träp, tem a ver com algum filme ou história? Satan Trap (Armadilha do Satan) tem tudo haver com filmes, eu amo a estética dos filmes do Zé do Caixão, Filmes de terror como O diabo de cada dia. Quando eu fiz essa música, a minha ideia era muito essa, de fazer uma música com estética 80’s (porém moderna), e filme de terror, misturado com Pop. Uma mistura ala “Ghost” (a banda). Eu até tinha uma ideia de fazer um clipe para esse som, mas preferi guardar a ficha para um momento melhor. Quais os seus planos com esse projeto, lançar apenas singles ou um disco cheio? Atualmente, eu estou com 4 musicas aqui na “máquina”, trabalhar 100% sozinho em um processo de gravação é totalmente difícil e demorado. Porém para o próximo ano eu já penso em um EP “sintético”, com músicas mais eletrônicas, e um EP mais “orgânico”. Com certeza próximo ano vou fazer algumas gigs como Kermit Machin. Mas acredito que esse ano não vou soltar mais nenhuma música nova, no máximo gravo uma sesh tocando algum som. Siga o Kermit Machin nas redes sociais: Instagram | Bandcamp | Spotify Foto da matéria por: Fernando Yokota
12 novos artistas internacionais que você deveria conhecer

Novos artistas internacionais são indicações para você que está sempre em busca de novidades fresquinhas. Como já falamos anteriormente, o blog Rebobinados agora faz parte do Groover, plataforma francesa que conecta artistas e influenciadores. Nesse meio tempo, já conhecemos mais de 50 artistas do mundo todo, são vários gêneros musicais e tem sido muito legal saber o que está rolando também na cena internacional. Nessa segunda parte, separamos mais 12 novos artistas que queremos compartilhar com vocês, aproveitando, temos uma playlist no Spotify chamada Groover Discoveries e todas as bandas/artistas que gostamos iremos adicionar lá, o link está no fim da matéria. Sévigné Sevigné é um projeto musical de Paris, França. Com influências vindas do coldwave, pós-punk e synthpop dos anos 80 e também de artistas mais atuais como James Blake e Ariel Pink, eles acabam de lançar o primeiro single ‘The Otter’, que fará parte de um novo EP a ser lançado em 2021. Facebook | Bandcamp | Spotify | Instagram Awfultune A sonoridade pop lo-fi da música ‘I Met Sarah in the Bathroom’, single lançado no ano passado por Layla Eden, uma vocalista e produtora conhecida também como awfultune, fala de seu alter ego, batizado por ela de Sarah. A música já tem mais de 20 milhões de streams nas plataformas musicais. Você pode conferir também seu single mais recente, ‘redesign‘ lançado no mês passado. Instagram | Spotify Ninety’s Story Formada pela dupla de amigos Florian e Guillaume, o Ninety’s Story aposta na música eletrônica, bebendo da fonte de gêneros como o dream pop, synthpop e a dance music dos anos 90. Eles se apresentaram ao lado de bandas já conhecidas como Morcheeba e Pale Waves. Em 2017 lançaram seu primeiro EP KIKUYU, que inclusive rendeu parceria com o selo francês-japonês Kitsuné Musique. ‘Home’ é o novo single lançado no meio deste ano. Facebook | Instagram | Youtube | Spotify Secret Treehouse O Secret Treehouse vem da cidade de Bergen, na Noruega. ‘Overrated’ é o terceiro e novo single da banda. Com camadas nostálgicas e psicodélicas, a música fala sobre se sentir só em um relacionamento, quando o outro não lhe dá o devido valor. A faixa foi inspirada no filme ‘Encontros e Desencontros’, num cenário imaginário de luzes de néon em uma cidade nevoada, e uma mistura de sentimentos de dor e esperança. Facebook | Instagram | Youtube | Spotify Was A Wolf Was a Wolf é um projeto musical do Canadá, a faixa ‘English Cream’ traz um som instrumental, apanhado de belos riffs de guitarra e piano que ecoam criando momentos bem atmosféricos e viajantes. Entre suas principais influências estão artistas bem conhecidos na cena post-rock/shoegaze, como o Explosions in the Sky e Cocteau Twins. Bandcamp | Instagram | Youtube | Spotify Loving Backwards Com uma vibe mais retrô, o Loving Backwards banda de Israel lança seu primeiro e novo single ‘Gorgeous Pulse’ mostrando de cara uma baita qualidade. A faixa mistura rock’n’roll, folk e psicodelia no melhor estilo anos 60, o tipo de música pra escutar bem alto numa estrada. Eles lançaram também um vídeo criativo e interessante para a faixa que você pode conferir acima. Facebook | Instagram | Spotify The Smallest Creature Você já ouviu falar da República do Chipre? Esse país ainda desconhecido por alguns fico no leste do mediterrâneo, e é de lá que vem o The Smallest Creature. A faixa ‘Break Me’ faz parte de seu novo disco Magic Beans, lançado em setembro desse ano, a música é uma balada romântica influenciada pelo grunge e o rock alternativo dos anos 90. Facebook | Bandcamp | Instagram | Spotify Sourface Os ingleses do Sourface acabam de lançar seu segundo e novo single ’21 st Century Man‘, a música traz uma mistura do indie rock, folk e dream pop. A banda vinha compondo desde o lockdown, o período produtivo resultou em algumas músicas que agora farão parte do primeiro EP Daytime’s Past que será lançado entre novembro/dezembro deste ano. Facebook | Instagram | Youtube | Spotify Židrūns Mais uma boa banda que surge de um país pouco conhecido, o Židrūns vem da Letônia, e acabaram de lançar um disco novo. No álbum Kovārņu mazbērniem a banda mostra toda a energia e riffs métricos do pós punk e o math rock. Facebook | Instagram | Bandcamp | Youtube | Spotify Ossayol Essa banda francesa nos surpreendeu com sua sensibilidade, a nova música ‘Haunted Head’ é uma jornada bonita, emocional e melancólica, nos lembrando facilmente dos islandeses do Sigur rós. O vídeo cria uma conexão incrível com a música, trazendo belas imagens de drone por diferentes lugares do planeta. A letra fala sobre memórias que às vezes nos assombram, e escolhas que vão além de nós no mundo rápido em que vivemos. Facebook | Instagram | Bandcamp | Youtube Boy With Apple De atmosfera bonita e nostálgica, a faixa ‘Iceage’ é o novo single do Boy With Apple, uma banda nova da cidade de Gotemburgo, na Suécia. A sonoridade leve vem com influências do dream pop e shoegaze, além de algo mais moderno, com boas distorções e uma pegada pop. De cara um bom potencial, vale a pena conhecer. Facebook | Instagram | Spotify | Soundcloud Metò Metò é um multi-instrumentista canadense que busca trazer belas passagens sonoras em suas músicas, bebendo das fontes do folk e indie pop. A faixa ‘Arvida‘ é uma homenagem ao seu pai que faleceu no ano de 2019, o resultado é uma música emocional, bonita, leve e diria até cinematográfica. Facebook | Instagram | Spotify | Bandcamp Você pode conferir todas as músicas em nossa playlist Groover Discoveries no Spotify que reúne todos os artistas que gostamos e conhecemos na plataforma:
Poppy: de youtuber a rockstar

Início da carreira e parcerias A história de Poppy começa em Boston, Massachussets, lugar onde nasceu sob o nome de Moriah Rose Pereira em 01 de Janeiro de 1995, mais tarde com 15 anos decidiu seguir para Los Angeles atrás de sua carreira musical. Lá ela conhece o diretor Corey Michael Mixter, mais conhecido como Titanic Sinclair. A parceria dos dois resulta em um canal de vídeos no Youtube. O apelido Poppy mais tarde virou seu nome artístico, e foi dado por uma amiga que costumava chamá-la assim. Seu canal ficou conhecido como That.Poppy TV, lá ela trazia vídeos inicialmente ”nonsense”. Mas que se analisados a fundo traziam uma certa crítica social, associada ao consumo e a forma como nos comportamos no mundo digital. Entre as influências de Titanic Sinclair, estavam Tim Burton, David Lynch e Andy Warhol, embora sejam ótimas referências, as performances causaram muito estranhamento ao público. Em um deles That Poppy apenas come um algodão doce, ou repete durante dez minutos a frase ”I’m Poppy” (Eu sou a Poppy!), em outro nos ensina a carregar uma arma ou conversa com uma planta falante. A imagem da garotinha loira, meiga e de voz infantil, trazia tom sarcásticos, sombrios e bizarros, mas foi isso o que justamente fez o canal receber milhões de visualizações. O reconhecimento veio e Poppy começou a crescer. Suas influências giram em torno da cultura J-pop e também artistas como Elvis Presley, No Doubt e Jimmy Eat World. O primeiro disco de estúdio A parceria dos dois começa a seguir rumos musicais, em 2015 ela assina com a Island Records e lança seu primeiro single ”Lowlife”, no ano seguinte sai seu primeiro EP intitulado Bubblebath com quatro músicas e produção de Titanic Sinclair. O disco tem uma boa recepção da crítica, que chega a compará-la ao No Doubt, devido a sua influência de pop, punk e ska. A fase musical continua e talvez com uma das ideias mais excêntricas, batizado de 3:36 (Music to Sleep To), ela lança um disco de música ambiente com o apoio de polissonógraficos da Universidade de Medicina de Washington. O intuito do álbum é ajudar as pessoas a terem uma noite de sono completa e saudável. Sua carreira começa a tomar mais forma com o lançamento do primeiro disco oficial Poppy.Computer lançado em 2017. A sonoridade pop comercial trouxe certa atenção para o que Poppy vinha produzindo, o que também deixou muitos fãs animados com a ideia da carreira musical. Segundo disco e a aposta no nu-metal Já no segundo disco, o ótimo Am I A Girl? lançado em 2018, ela traz um direcionamento um pouco diferente, aqui as músicas parecem mais bem trabalhadas, algumas faixas flertam com o lado mais pesado do rock, como em “X” e “Play Destroy” que conta com a participação da Grimes e também rendeu um burburinho devido a um desentendimento entre as duas. Foi a partir daqui que Poppy começou a ter mais reconhecimento por sua carreira musical do que pelos vídeos gravados no Youtube, no mesmo ano ela fez uma turnê do álbum e no ano seguinte já começou a trabalhar em seu sucessor. Antes disso, lançou um EP com algumas músicas como ”Scary Mask” em parceria com o Fever 333 e “Meat” que mostram influências do rock industrial, um som considerado mais agressivo em comparação ao primeiro disco. Terceiro disco mais pesado, influências de rock e fim da parceria Para promover seu terceiro e novo disco ”I Disagree”, foram lançados alguns singles como “Concrete”, que trazia a fusão do rock com algumas pitadas animadas de j-rock, que já era influencia desde o começo da carreira. Já em “Bloodmoney”, notamos claras influências do rock industrial feito por bandas como Nine Inch Nails e Rob Zombie, notamos em suas batidas e guitarras pesadas. As bandas citadas realmente foram influencias que a artista trouxe durante o processo de composição. Em uma entrevista ela havia dito que o novo disco seria mais pesado, mas que mesmo assim não o classificaria como rock e sim pós gênero. Além disso trouxe um visual mais obscuro, letras mais íntimas, falando de seus sentimentos e descontentamentos, claramente sobre as situações em que esteve exposta nos últimos anos devido a relações abusivas. Mais um fato marcou seus novos caminhos, em uma carta aberta ela declarou o rompimento com o diretor Titanic Sinclair, que a acompanhava desde o início. Foram alegadas acusações de abuso, controle sobre sua arte e também por ser um romantizador do suicídio e da depressão, algo que a deixava muito desconfortável. Em 2020, com o lançamento do disco ela excursionou pelos EUA e também algumas datas na Europa com sua nova turnê “I Disagree Tour”. Ao vivo Poppy assumiu uma performance diferente, menos artificial, diferente de seu primeiro disco, onde fazia alguns playbacks e não era acompanhada de uma banda de apoio como tem sido em seus shows atuais. O último single lançado do álbum foi o da faixa ‘Anything Like Me’, que também ganhou um vídeo produzido por Jessy Draxler e ela. O som nos lembra algo feito por Marilyn Manson em seu famoso ‘Antichrist Superstar’, porém com algumas pitadas de algo mais pop. No meio do ano ela surpreendeu os fãs com o lançamento oficial de um cover da dupla russa T.AT.U, o hit ‘All the Things She Said’, música que já vinha sendo tocada em suas apresentações e também ganhou vídeo clipe. Os últimos shows aconteceram em fevereiro e renderam um ótimo público, nesse momento as turnês foram adiadas devido aos últimos acontecimentos no mundo com o surgimento da COVID-19. Siga a artista nas redes sociais: FacebookInstagramSite Ouça o disco I Disagree:
Discos de shoegaze em destaque para 2020

Separamos alguns discos que estão no destaque dos lançamentos para 2020
A psicodelia brasileira em 10 discos

Caracterizada pelas experimentações, climas frenéticos e alucinógenos, a psicodelia brasileira é um gênero que reverbera até os dias de hoje. O movimento, que teve início durante os anos 60 na Califórnia e Reino Unido, flertava com as novas drogas da época. Foi nesse tempo, em meio a tantos diagnósticos de estados transcendentais e visões deturpadas sobre o mundo e a forma como vivemos, que muitos artistas sob efeito de substâncias ilícitas, gravaram discos e músicas que traziam composições extranaturais. Essas características andavam de mãos dadas com as filosofias do movimento hippie, que surgia na mesma época. Pregando a paz, amor, a não violência e a liberdade do ser humano diante da vida supérflua. A união desses movimentos deu luz a uma leva de artistas, que gravaram discos com temáticas psicodélicas, tais como: Pink Floyd, Beatles, Grateful Dead, Janis Joplin e The Doors. Psicodelia no Brasil No Brasil, o movimento começou na metade dos anos 60, e é inevitável mencionar Os Mutantes, talvez um dos maiores nomes nacionais da música psicodélica a conquistar grande sucesso internacional. Contudo, o gênero não se resume apenas a eles, temos outros grandes artistas e bandas que entraram na ”onda” da música viajada e gravaram discos que nos impressionam até hoje. Lembrando que naquela época a ditadura militar repreendia a liberdade de expressão. A originalidade foi com certeza um dos pontos altos e interessantes da nossa psicodelia brasileira. Devemos isso também ao movimento da Tropicália. Nesse período, as raízes da nossa música afloravam e foram muito bem incorporadas. O resultado foi único e majoritariamente brasileiro, algo que não entrava na rota de artistas estrangeiros. Os Mutantes em seu ”Panis et Circenses” de 1968 e Caetano Veloso em seu auto intitulado de 1968 ou Novos Baianos em seu primeiro disco são um bom exemplo disso. Novas temáticas eram novidade e foram sendo exploradas por alguns artistas. Jorge Ben em seu décimo primeiro disco ”A Tábua de Esmeralda” abordava com maestria o misticismo. Nordeste na rota da psicodelia brasileira Em meados de 70, especificamente no Recife, surgia também um movimento underground que viria pra acrescentar uma forte identidade a música popular chamado Udigrudi. Nele, jovens artistas e músicos utilizavam da contra cultura e do regionalismo para criar algo como uma ”sociedade paralela” ao sistema. Dessa forma, se expressavam através da música, teatro, cinema ou artes plásticas. Devemos merecidamente citar a banda pernambucana Ave Sangria. Eles fazem parte desse movimento e gravaram um dos melhores discos da época, o auto intitulado Ave Sangria de 1974. Além disso, muitos outros artistas como Alceu Valença, Marconi Notaro, Zé Ramalho, Lula Cortês e Robertinho do Recife conseguiram unir altas doses de psicodelia e música nordestina, misturando ritmos como xote, baião, forró e frevo. Essa sonoridade rica mostra a autenticidade dos artistas brasileiros ao participarem desse movimento mundial, trazendo suas próprias características para criar algo novo e fora dos padrões. A neo-psicodelia Anos mais tarde, a música psicodélica ainda mantinha sua força. O chamado neo psicodélico apresentava artistas e bandas da geração 2000, influenciados pelos veteranos que deram início ao movimento no Brasil e no mundo. Alguns seguiram caminhos sonoros diferentes, trazendo novos elementos a essa música. As últimas tecnologias, a possibilidade de usar instrumentos virtuais e produzir música dentro do próprio quarto, fizeram com que esses músicos resgatassem e também trouxessem novos moldes ao som. Enquanto ”lá fora” o Tame Impala surgia ainda tímido em meados de 2008 na capital de Perth, na Austrália, outros nomes hoje já bem conhecidos seguiam os mesmos passos, caso do The KVB, Melody’s Echo Chamber e Temples. Enquanto isso, aqui no Brasil ótimos nomes foram surgindo entre os anos 80, 90 e início dos anos 2000. Precisamos citar nomes como Júpiter Maçã, Violeta de Outono, que mostrou uma baita qualidade em seu disco de estreia. E também a Mopho, que teve seu primeiro disco gravado apenas em 2000. A nova geração segue muito bem representada por Supercordas, Boogarins, Tagore, My Magical Glowing Lens, Glue Trip entre muitos outros. A discografia nacional do gênero é vasta, mas conseguimos separar pelo menos dez discos importantes do início dessa época e outros mais atuais que representam muito bem o Brasil. Fique com essas dez pérolas da nossa música. Por fim, se você quiser conhecer melhor os discos psicodélicos brasileiros, existem três livros lançados pelo jornalista Bento Araújo. Os materiais foram batizados de Lindo Sonho Delirante, e possuem três volumes, onde ela comenta sobre os 100 discos dessas épocas, conhecida como uma das mais criativas da música brasileira. Os Brazões – Os Brazões (1968) Mesmo sem grandes histórias ou curiosidades, sabemos que Os Brazões surgiram no ano de 1968. Nessa época a tropicália estava em seu auge, eles foram suporte de artistas como Gal Costa e Tom Zé. Em seu primeiro e único registro, trouxeram uma bela fusão da música psicodélica a momentos mais regionais também juntamente com a pegada do rock ‘n’ roll. Caetano Veloso – Caetano Veloso (1968) Em seu primeiro disco lançado em 1968, Caetano Veloso emplaca músicas que até hoje fazem sucesso em sua carreira, como as faixas ”Tropicália” e ”Alegria, Alegria”, que inclusive já virou trilha de novela. Embora esse seja um destaque da Tropicália, Caetano traz influências da psicodelia seja nas guitarras ou teclados, a faixa ‘Eles’ é a mais psicodélica do disco e inclusive tem uma menção aos Mutantes. O visual da capa se destaca, com cores contrastantes e uma imagem surrealista de uma mulher segurando um dragão. Gal Costa – Gal (1969) Gal Costa entra com pé direito na psicodélica ao lançar seu terceiro disco. Começando pela arte da capa, a mistura de cores extravagantes, criaturas entrelaças em si, um clima meio subliminar, que é uma forte estética do gênero. A sonoridade parte do rock ‘n’ roll da faixa “Cinema Olympia”, a momentos muito mais experimentais. Quem não conhece a fase antiga da Gal pode até se surpreender com suas potências vocais, gritos, sussurros, e outros sons irreconhecíveis. Ela foi praticamente a nossa ”Janis Joplin brasileira”. A faixa ”Objeto sim, Objeto
Quem indica: Crime Caqui

A Crime Caqui é um quarteto de mulheres formado por Fernanda (bateria, vocal), Larissa (guitarra), Mayara (guitarra, vocal) e Yolanda (baixo, vocal). Elas vem da cidade de Sorocaba, que convenhamos, tem uma das melhores cenas do indie nacional. Até o momento lançaram três músicas, ‘Somos Demais‘, ‘Somos Demais II’ e a mais recente ‘Your Forehead’. Falando sobre sonoridade, a Crime Caqui busca transitar entre as brasilidades, dream pop, post-rock e indie, com composições intensas e também sensíveis. Logo abaixo você vai conferir o apanhado de ótimas referências que elas possuem, inclusive, uma das melhores listas que já passaram por aqui. Os links para seguir a banda nas redes sociais estão no fim da matéria, prestigiem as mulheres do cenário independente! Confira também o vídeo para o novo single ‘Your Forehead’: Escolhas da Crime Caqui: Warpaint – Heads Up (2016) “Warpaint foi a banda que de certa forma nos uniu pra tocar. Nos espelhamos muito nelas e nesse álbum delicioso.“ fernanda:Beach House – Devotion (2008) Lembro de escutar pela primeira vez e me sentir muito identificada e curiosa com as sonoridades dream pop do grupo, me influencia até hoje. A constância no som do Beach House às vezes me faz pensar “queria ser assim com minha vida” haha. Referência sonora e pra vida. larissa:Interpol – Turn on the Bright Lights (2002) Me marcou quando foi lançado, eu era adolescente e estava aprendendo a tocar e esse disco me influenciou bastante nesse sentido, me despertando para os efeitos de guitarra. Adoro as transições suaves e as camadas de instrumentos, escuto com muito carinho até hoje, sempre me inspira. mayara:Avril Lavigne – Under My Skin (2001) Me lembro deste disco ter sido um divisor d’água na minha vida. Aquelas guitarras distorcidas e a potência na voz daquela garota super Rock ‘n Roll andando de bermuda larga e tocando guitarra foi tudo pra mim. Eu estava passando daquele estágio de criança pra pré-adolescente, então, foi peça chave na formação da minha identidade e em ter o rock como um estilo de vida. Foi também quando comecei a me vislumbrar como artista, guitarrista e cantora e a ter o sonho da banda própria haha. Super referência ♡ yolanda:Gal Costa – Gal Costa (1968) Nunca tinha ouvido esse clássico com atenção até bem pouco tempo atrás e se tornou um dos preferido da vida. Eu amo muito esse vocal suave e estridente da Gal e a liberdade com que, junto aos arranjos das músicas, transita entre o tropicalismo, a bossa nova, a música de festival, a psicodelia, o rock and roll. Pra mim, uma referência e inspiração imensa da música pop produzida no Brasil. Siga a Crime Caqui nas redes sociais: Facebook Instagram Bandcamp
Desbravando a cena musical da Islândia, 14 artistas para conhecer

A música islandesa tem sido uma das principais buscas nos últimos anos
Trio alemão Lucie and the Robot traz nostalgia dos anos 90 no single ‘Birdseyeview’

O início da banda e as influências Berlin é a capital com uma das cenas musicais mais agitadas e férteis do mundo, principalmente na música eletrônica, é de lá que vem o Lucie and the Robot, um trio de synthpop. A banda surgiu em 2019, quando a produtora e compositora Lucie convidou outros dois integrantes, o baterista Paul Richter e o tecladista Hannes Marget para apresentarem suas músicas ao vivo. Os músicos já traziam experiências de suas cenas musicais. Lucie vinha do jazz e música clássica, gêneros que estudou durante sua infância e adolescência. Suas preparações como vocalista e violinista fizeram com que ela tivesse também um forte apreço por melodias. Por volta de seus 20 anos ela foi desenvolvendo mais habilidades, e assim deu vida ao projeto Lucia Fields. Além disso, participou também de performances teatrais com o grupo experimental Die Ratgeber. Assim como Lucie, o tecladista Hannes também vinha do jazz e música eletrônica. Já Paul Richter, o baterista, vem do Pink Turns Blue, banda com 10 discos lançados, e que ficou famosa durante os anos 80, na cena pós-punk e new wave. Hoje continuam na ativa, o último disco foi lançado em 2016. Mesmo vindo de cenas diferentes, os membros tinham objetivos em comum. Então, resolveram se juntar para compor novas músicas, produzidas por Lucie e Hannes em parceria com outros produtores. Entre as influências musicais estão artistas como Björk, Sia, Sevdaliza e bandas do synthpop oitentista como Depeche Mode. Outros produtores musicais contemporâneos como a venezuelana Arca e o Flying Lotus também entram em seus artistas favoritos. O EP Perspectives e o novo single ‘Birdseyeview‘ O primeiro lançamento do Lucie & the Robot foi o EP Perspectives, lançado nesse ano, o disco traz duas músicas: ‘Like the Weather’ e ‘Changed’, caminhando mais para o synthpop. No entanto, o mais recente é o single ‘Birdseyeview‘. A música tem aquele clima nostálgico do trip hop feito durante a década de 90, época de seu auge. O instrumental e a voz doce de Lucie são cativantes, o refrão é daqueles que grudam na sua cabeça por dias. Não vou mentir que nos lembra facilmente algo entre Björk e Morcheeba. Interessante mencionar o quanto esse tipo de música nunca sai da moda, mesmo nos dias de hoje ele continua interessante e moderno. Não é toa que muitas bandas ainda estão na ativa e lançando músicas novas. O single vai ganhar um vídeo oficial que sairá em breve, além disso, estamos no aguardo de mais música. A banda está preparando um novo single, previsto para outubro desse ano. Siga Lucie & the Robot nas redes sociais: Facebook | Instagram | Site Conheça mais artistas também nessa matéria: Especial: Groover Artistas
Temas atuais e experimentação fazem parte de ‘Quarantine Songs’ novo disco de Dominick

Ao mesmo tempo em que vivemos momentos complicados de uma quarentena, com novas práticas sociais ou tendo que lidar com uma enxurrada de notícias desanimadoras, existe uma vontade intensa em externar nossos sentimentos ao produzir arte. Hoje viemos falar do segundo e novo disco de Dominick, o ‘Quarantine Songs’. Dominick é o projeto do músico brasileiro Matheus Dominick. Um jovem carioca do município de São Gonçalo no Rio de Janeiro, mas que hoje reside em Londres, na Inglaterra. Matheus é filho de pais religiosos, começou sua jornada musical aos 12 anos tocando pandeiro em uma igreja. Mais tarde ele integrou a banda Bugio a Bordo, e posteriormente formou um duo com Guilherme Gak chamada Meet Me at the Trip. O novo disco e o impacto de temas atuais ‘Quarantine Songs’, esse é o título do segundo disco com nove músicas e que marca a transição do músico, de um dos municípios mais violentos do Rio de Janeiro para Londres, uma capital agitada e que pode trazer inúmeras possibilidades. Além disso, o cenário bizarro que vivemos em nosso país é um dos pontos que se destacam em suas letras. Aqui ele aborda temas bem como: capitalismo, o medo diante da pandemia, os crimes ambientais e a brutalidade da polícia, que cada vez mais se tornou rotineira e tem sido destaque nas notícias. Todos esses assuntos foram um prato cheio para suas composições. A sonoridade segue entre os experimentos, trazendo algumas influências do indie lo-fi como em ‘Am I Moving My Head?’, e até um clima mais tropicália como na faixa ‘III’ que inclusive é cantada em português. Já as músicas ‘The Hanged Man’ e ‘City is Calling My Name’ abusam mais dos synths e batidas eletrônicas com uma pegada anos 80, mantendo uma certa introspecção vinda do lo-fi. Outro destaque é ‘Pooh the Bear’, com uma produção mais barulhenta dividindo espaços com guitarras bem distorcidas. O processo de gravação foi feito em casa, já a masterização e mixagem ficou a cargo da gravadora O//QUARTO. Escute o disco Quarantine Songs: Siga Dominick nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp | Soundcloud Conhece nossa seção Quem indica? Confira nesse LINK
Quem indica: This Lonely Crowd

A nossa sexta banda convidada para indicar seus 5 discos favoritos são os curitibanos da This Lonely Crowd. A banda vem de Curitiba, Paraná e classificam suas músicas como faerie rock, afinal seus discos exploram contos de fadas, poemas e também transitam entre vários gêneros. Já falamos sobre o último disco deles aqui. A discografia deles é de respeito e traz seis discos, uma coletânea de b-sides e covers e três EP’s. Atualmente eles estão em estúdio terminando a produção do novo disco que deverá sair ainda esse ano sob o título de ‘Bellelouder’. Indicações da banda: Lucifer – Lucifer II (2018) “60% Black Sabbath dos primeiros discos, 30% Heart e 10% Fleetwood Mac (ambos entre 75-78). Não tem como poderia ser melhor. Com certeza, um dos discos mais escutados por aqui nos últimos meses, junto com o novo álbum deles (Lucifer III, também excelente). Uma maneira majestosa de emular a sonoridade do rock pesado dos anos 70! “ Napalm Death – Throes of Joy in the Jaws of Defeatism (2020) ” Sempre. Obrigatório e mais relevante do que nunca. Napalm Death sempre vai ser furioso e eloquente. “ Caspian – Dust and Disquiet (2016) “Coisa finíssima. Uma faixa melhor do que a outra, riffs e arranjos excelentes, inspiradores e densos.” Denali – Denali (2003) “Pérola do começo dos anos 2000 de sonoridade obscura e encantadora. Só digo uma coisa: GUNNER!” JJ72 – JJ72 (2002) “Mais uma maravilha escondida e, infelizmente, pouco conhecida. O disco debut, de 2000, é uma amálgama de bons sons da época.“ Siga o This Lonely Crowd nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp
weird fingers, o afago em dias cinzentos pelo novo EP

weird fingers é o projeto de Raad Ferreira, já falamos sobre ele aqui, um jovem músico que faz parte dessa nova geração que quebra os empecilhos ao se compor e produzir música. Ele é o responsável por todos os processos. Desde as composições, letras e produção que são feitas pelo celular em seu quarto. ‘Paisagens fugitivas’ é como foi batizado seu novo EP, esse já é seu sexto lançamento e marca um trabalho intenso, introspectivo e sentimental. Durante as quatro faixas, o músico externa explicitamente seus sentimentos, abordando temas como saúde mental, problemas familiares, financeiros e as relações modernas. Esses sentimentos conflitantes são envoltos por uma sonoridade amena, ruidosa e introspectiva, trazendo facilmente aquele clima de estar sozinho em um quarto escuro, deitado e olhando pela janela enquanto os minutos correm com os pensamentos ou até mesmo em uma caminhada solitária e sem destino. ”É música para quem sente que precisa de um abraço, pra quem chega de noite cansado e foge do mundo através dos fones de ouvido, pra quem pedala pra longe e tentado pela liberdade reluta em voltar.” Raad Ferreira (weird fingers) Entre suas principais influências musicais estão Keaton Henson, herbal tea, Oupa (projeto do Daniel Blumberg, ex-Yuck), José González, Grouper e fntsma. Todas as canções foram compostas e gravadas num celular em casa por Raad Ferreira durante a quarentena, antes de nascer o sol ou vendo ele se por. Compor e produzir música sem estúdios e selos de divulgação é algo desafiador e pode trazer aquele sentimento de limitação. Conta pra gente como funciona seu processo de composição, gravação e produção das músicas, quais equipamentos você costuma usar? Normalmente eu toco e canto algo espontâneo seguindo alguma ideia ou linhas que ando pensando no momento enquanto gravo no celular. Depois eu começo a gravar faixas de violão/outros instrumentos iniciais mas na verdade sem ter uma ideia muito clara de como a música vai se desenvolver até chegar na DAW. Aí na verdade acaba sendo uma coisa meio aleatória, ir ouvindo o som até pensar no que encaixar em harmonia (ou desarmonia), ir testando sintetizadores, vozes ecoando e tudo que dê pra criar o clima da música. Algumas músicas também são de gravação bem crua, só aperta o rec e segue a ideia junto com o sentimento, depois eu vejo o que fica legal ali de arrumar na sonoridade… aumentar as camadas, reverberar etc… Real que eu gosto de brincar com os efeitos até chegar onde quero. Já é uma premissa dos seus trabalhos terem uma identidade que parte do lo-fi, folk, e drone. Você pensa em manter essa sonoridade em suas composições futuras ou gostaria de experimentar novas sonoridades? Quero e tento criar uma identidade diferente em cada trabalho, mas a sonoridade segue na mesma intenção de criar que soe distante, submerso, meio sombrio. Eu vivo cheio de ideia de coisas pra inventar e é sempre no último minuto que eu sigo algum caminho, mas as ideias que venho criando são de expandir a instrumentação, gravar mais canções com bateria/guitarra e um ritmo lento. Se você pudesse escolher apenas uma das suas músicas para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual seria a música e o filme escolhidos? Essa pergunta é perfeita!!! Muita coisa que eu faço é pensando em alguma cena sabe? Não sei se faz muito sentido pra todo mundo que ouve mas eu componho/escuto visualizando cenas de um filme que não existe realmente, meio que feito por memórias sei lá… Enfim, acho que “desculpa tudo bem oi” nas cenas iniciais do filme “Árabia”, dirigido por João Dumans e Affonso Uchoa. O que você diria para quem está pensando em compor músicas, mas ainda se sente inseguro ou limitado quanto a equipamentos? É importante saber o quanto aquela composição tá significando pra você. Independente de como for gravada, aquela importância persiste. E se é importante mesmo a gente corre atrás de fazer independente do material que tiver a disposição. As pessoas vão se ligar que tu fez seu melhor e carregou com sentimento. Insegurança precisa de amizade, alguém que tu confia e que sabe o valor do que cê tá fazendo. Tá lá pra ouvir teu som e dizer o que precisa porque sabe o quanto aquilo vale pra você. Siga o weird fingers nas redes sociais: Facebook | Youtube| Bandcamp
Lançamentos nacionais

Fizemos uma listinha com os últimos lançamentos nacionais de algumas bandas e artistas que já apareceram por aqui. Portanto, esse é o momento pra conhecer música nova e aproveitar também para adicionar música nova às suas playlists e ficar ligado no que tem surgido. É quinta-feira, mas não é desculpa pra não ligar o som alto e aproveitar. Adorável Clichê – Derrota (2020) O novo single “Derrota” marca o retorno da banda Adorável Clichê após dois anos desde o último disco lançado “O que existe dentro de mim’‘. Segundo eles, a letra da música busca explorar as faces e vozes internas e se desenvolve num fluxo de consciência que encara as insatisfações, busca refúgio no passar do tempo e depois decide se levantar e tentar novamente. A sonoridade aqui abusa mais dos synths e traz aquele ar nostálgico e de calmaria. Garbo – Eu gosto de não ter que me preocupar (2020) O cantor e compositor Garbo lançou mais um single inédito, esse já é o sexto após o lançamento de seu primeiro disco ”Jovens Inseguros Vivendo no Futuro” lançado em 2018. Segundo ele, a faixa ”Eu gosto de não ter que me preocupar” fala sobre a liberdade após o fim de um relacionamento abusivo. A sonoridade segue com influências da música pop, a letra foi escrita por Garbo e produzida por Diego Silveira (Cine) e Riff. Jardim Soma – The End (2020) Jardim Soma é o novo projeto de Luca Bori, baixista da banda Vivendo do Ócio. A música surge em um período após o primeiro disco ‘Antena’ lançado em 2019. Em ‘The End’ o músico mescla elementos do lo-fi, indie e tropicalismo, trazendo também novas estéticas. Todos os instrumentos foram gravados por ele, já a composição é de seu amigo pessoal Fábio Trummer. Tôrta – Iron Closet (2020) Aceitação e orgulho lésbico, essa é a mensagem de ‘Iron Closet’ nova música de Tôrta, projeto liderado por May Manão, integrante da banda Crime Caqui. A faixa ganhou um vídeo com um clima bem retrô de filmes em VHS, com bom humor mostra cenas de suas amigas dançando com fundos em chroma key por diversos lugares do mundo. O título faz referência a sair do armário e se aceitar. Diego Neves – Mexicana (2020) Em ‘Mexicana’, o cantor e compositor Diego Neves expressa sua homenagem aos amores vividos e sua relação com a cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais. Durante a letra ele cita lugares conhecidos, inclusive, o nome da música vem de uma pastelaria famosa na cidade, o clipe oficial deverá ser lançado em breve devido a pandemia. Diego também é integrante da banda Legrand. Blanches – Weakness (2020) O Blanches vem de Sorocaba e é formado por José Cesar (vocal/guitarra), Ricardo Camargo (bateria), Gabriel Pasini (baixo) e Caio Lobo (guitarra), a banda surgiu neste ano durante a quarentena e lançaram ‘Weakness’, sua primeira música de trabalho. Ela fala sobre a relação afetiva de pessoas e as fraquezas e vulnerabilidades resultantes desse distanciamento forçado. Rocca – O Tigre e o Dragão (2020) ”O Tigre e o Dragão” é o novo single da banda cearense Rocca Vegas e mostra potencia e energia ao falar sobre equilíbrio e espiritualidade. A faixa foi produzida por Leo Ramos (Supercombo). O vocalista e guitarrista Maurílio Ramos explica o significado da música “o filme conta a história de duas lutadoras, mas em suma, frisa que toda escolha tem uma determinada consequência. A partir disso, fizemos um paralelo, ressaltando a importância das transformações em prol da nossa própria evolução espiritual”. Siga os artistas nas redes sociais: Adorável ClichêGarboJardim SomaTôrtaDiego NevesBlanchesRocca Acesse também a nossa seção Rebobinados indica
Nietts resgata pós punk enérgico e dançante em ‘Disco Inferno’

O pós punk é um dos meus gêneros favoritos, acho simplesmente incrível a aura que rodeia o gênero. Aquela estética preto e branco, dark, com influências de cinema, literatura, fotografia e obras de arte ou temas mais melancólicos. A junção do punk aos momentos mais melódicos, dançantes e sombrios. A cada banda nova surgindo fico felizão, e com a Nietts não foi diferente. Os encontrei nas buscas incessantes pela internet e também pelo Last.fm, inclusive, minha rede social favorita, lá estava o EP Disco Inferno e logo soltei o play. A Nietts surgiu em 2019 na cidade de São Paulo e conta com André Guimarães (guitarra/vocal), Allan Carvalho (bateria) e Luiz Fernando (baixo, vocal). A escolha do nome era algo que seria relativamente difícil, afinal, parece que todos os nomes possíveis e impossíveis já estão em uso, segundo o vocalista e guitarrista Andre: Depois de dias procurando nome pra banda, sem sucesso, porque todos os nomes que você imaginar já tem alguma banda no mundo usando, o Allan disse “então não põe nada”. Boa! Só que “Nada” já existe (pra variar). Aí procuramos em outras línguas. Niets é “Nada” em Holandês. Também já existe. Pra não desistir de ter um nome pra banda, estilizamos com mais um T, então ficou NIETTS. André (Nietts) Disco Inferno é o EP de estréia deles, foi composto durante o ano de 2019, gravado no Caffeine Sound Studio e produzido por Kleber Mariano e Andre Leal. As quatro faixas trazem uma sonoridade que faz jus ao pós punk da década de 80, junto de influências do rock alternativo que trazem um ar mais moderno, com uma pegada enérgica, dançante e sombria, que são premissas do gênero e agitam a pistinha. A música que abre o disco é ‘Bad Times’, que inclusive, mesmo com as limitações da pandemia ganhou vídeo oficial mostrando imagens de shows e captações caseiras. A ideia do clipe é passar para as pessoas algo que quase todo mundo viveu na pandemia, assistindo seus próprios demônios e mergulhando em seus pensamentos mais obscuros. André (Nietts) A produção e edição ficou a cargo de Allan Carvalho e as imagens por Nietts e Clóvis Stage Struck. As letras falam sobre a onda fascista que se instaurou no Brasil nos últimos dois anos. Você pode conferir o resultado abaixo: A banda se apresentou apenas duas vezes ao vivo, em dezembro de 2019 em Santo André no 74 Club como abertura para o Sky Down e Fuck Youth, e em fevereiro desse ano que marcou a despedida do baixista Zezito (Luiz Fernando) que se mudou para o Rio Grande do Sul. A substituição do ex baixista e planos futuros serão resolvidos apenas a pós-pandemia, ou seja, no momento sem previsões. — Como foi o processo de juntar a banda, compor e gravar o primeiro EP? Vocês tiveram alguma dificuldade durante esse processo ou tudo ocorreu tranquilamente? André – Eu conheci o Allan no começo do ano passado, no FFFront. Se eu não me engano era um show da Sky Down. Quem me apresentou ao Allan foi o Daniel Cardoso (Toro Roco e The Fingerprints), que na ocasião disse que a gente tinha que unir as influências de Melvins e afins e montar uma banda. Eu e o Allan vínhamos de uma carência musical, ambos sem bandas e de passado “Stoner Rock”. Por isso chegamos muito espontaneamente ao Post-Punk, combinando com nossa salada musical de Alternative, Indie, Disco, Grunge, etc. Para o baixo chamamos o Luiz (Lata do Lixo da História), que é meu amigo de longa data. Fevereiro à Dezembro de 2019 foi dedicado à composição de 6 músicas, de onde saíram as 4 músicas do EP Disco Inferno. 90% dos ensaios ocorreram em nossa segunda casa, o 74 Club, em Santo André/SP. Gravamos o EP em Janeiro deste ano, no Caffeine Sound Studio (estúdio que fechou as portas durante a pandemia), com produção de Kleber Mariano e Andre Leal, do Estúdio Jukebox (Volta Redonda/RJ). Durante o processo de Mix e Master veio a pandemia, que nos deixou que nem barata tonta e nos fez pausar o processo de produção do EP. Depois de levantar da paulada, decidimos finalizar a Masterização e lançar o trampo. O EP Disco Inferno é modesto e foi produzido com muito pé no chão, considerando nossas possibilidades, principalmente financeira. Não dá pra dizer que o processo necessariamente foi tranquilo, mas não tivemos problemas em prorrogar, já que não havia pressa. A letra de ‘Bad Times’ tem um tom político e se encaixa perfeitamente nos dias de hoje. Quais temas tiveram impacto na banda ao compor as músicas do EP? André – Tudo veio de uma naturalidade muito grande. A única ligação entre todas as letras é que a gente fala do que vive. Todas as letras são em 1ª pessoa. O fato de termos muito forte a questão ideológica, faz com que a gente fale dos problemas estruturais de nossa sociedade, de um ponto de vista individual. Bad Times fala da onda fascista, Antihero fala de iconoclastia, Fire In Your Eyes de questões afetivas e Soy Lo Que Soy foi inspirada no processo de transição de um homem trans. Como tem sido enfrentar os desafios de promover uma banda em meio a pandemia e o que vocês esperam fazer quando a situação voltar ao normal? André – Tá tudo muito doido, né? Eu não vejo o Allan desde 14 de Março, na semana anterior à quarentena. O Luiz eu vi antes disso ainda, já que ele havia se mudado para Rio do Sul/SC. Por enquanto não temos perspectivas nem de nos reunirmos para ensaio, já que estamos respeitando o isolamento, na medida do possível, considerando que somos obrigados a trabalhar e fazer outras coisas básicas. Também tem o fato de estarmos sem baixista. O primeiro passo, quando voltar a normalidade, é definir o baixo. Estávamos conversando com a Debb, da Gran Tormenta, então há fortes possibilidades dela ser a substituta. Depois disso queremos fazer shows e em paralelo compor um próximo
Quem indica: Lia Kapp

Bem vinda segunda-feira! Hoje temos mais uma edição do Quem indica, trazendo uma galera da música independente underground pra indicarem seus discos favoritos, mais escutados ou idolatrados. Como falamos antes, essa seção busca criar um vínculo entre artista e fã, pra matar aquela curiosidade. Hoje temos indicações da querida Lia Kapp, no final da matéria você encontra todos os links pra segui-lá nas redes sociais e escutar seus discos. Lia Kapp Lia Kapp é uma cantora e compositora de Curitiba, Paraná. Ela tem um disco de estúdio, o Metamorphösis (2018) e dois EP’s, Conflito (2015) e Jupiter (2019). Podemos classificar o som dela como um dark rock com influências vindas de música clássica, post-rock e doom metal. Ideal pra quem curte: Chelsea Wolfe, Emma Ruth Rundle e Lethian Dreams. Indicações da Lia Quem conhece o meu som, conhece só uma parte de quem eu sou. Pensando nisso, tentei escolher os meus álbuns preferidos pra mostrar o quanto eu sou eclética e escuto muita coisa diferente. Foi um pouco difícil de escolher, porque eu geralmente não sou uma ávida ouvinte de álbuns, eu sou de ficar ouvindo umas três músicas e é isso… hahaha. Britney Spears – In The Zone (2003) Decidi começar com esse por ser o mais distante do que faço na minha arte, mas também porque é o álbum que eu mais escuto desde que eu o conheci. Esse álbum seria o álbum mais perfeito do mundo se não tivesse a música ‘Brave New Girl’, que mais parece uma música do primeiro álbum da Britney, quando ela ainda era adolescente, mas fora isso é muito bom. O ‘In The Zone’ é muito interessante pra mim pelas influências de hip hop e também pelos sintetizadores, como em ‘Breathe On Me’, por exemplo. O que eu acho muito legal desse álbum também é que a Britney participou ativamente da produção e entregou composições próprias, mostrando ao público mais sobre a artista que ela é. Infelizmente, depois disso a gravadora começou a podar ela e nunca mais fomos capazes de ver um trabalho tão autêntico assim… Radiohead – OK Computer (1997) Esse álbum é especial pra mim porque foi o primeiro álbum do Radiohead que eu escutei. Na época que eu conheci, eu tinha um celular que não dava pra baixar música, mas tinha um app que baixava vídeos do youtube, então baixei o full album e ouvia todos os dias no ônibus a caminho da faculdade de psicologia em 2015. São boas memórias. ‘Exit Music (For A Film)’ é minha preferida e acho que me influenciou muito inconscientemente no modo em que escolho os elementos pras minhas músicas. ‘No Surprises’ também é perfeita. Quase morri de chorar quando eles tocaram essas duas músicas no show de 2018 em São Paulo. Tool – Lateralus (2001) Eu conheci o Lateralus e o Tool no ano passado, 2019, através do meu namorado e desde a primeira audição eu fiquei bem encantada, tão encantada que até fiz um trabalho sobre ele pra uma disciplina da faculdade. O que eu mais gosto nesse álbum é que tem músicas que a fórmula de compasso muda um milhão de vezes, e eles utilizam tempos bem inusitados comparados ao famoso 4/4. Outra característica bem marcante pra mim é a voz do vocalista, Maynard Keenan, que entrega um trabalho incrível tanto na voz limpa quanto na voz distorcida. Minha música preferida é ‘Schism’. Labirinto & thisquietarmy Split (2013) Esse álbum é tudo pra mim. Em 2014 eu fui por acaso num show da Labirinto no Teatro Paiol, aqui em Curitiba, e desde então me tornei muito fã deles. Esse álbum me ajudou a passar no vestibular de psicologia, sério! Eu estudava e ouvia ele num rádio dos anos 2000 que tenho até hoje, e me ajudava muito a manter a concentração. Meu sonho, quando eu tinha a banda, era dividir o palco com o pessoal da Labirinto, e uma das melhores coisas de 2020 foi poder conhecer alguns deles pessoalmente! Eu estava bem fã girl morrendo de vergonha hahaha. Quem sabe um dia a banda volta e a gente não toca junto, né? Chelsea Wolfe – Hiss Spun (2017) Eu não podia deixar a Célia de fora, né? Escolhi esse porque nesse disco ela assumiu uma imagem mais ousada, que, por eu ser fã de divas pop, me conquistou bastante. Mas o que mais me agrada nesse álbum é a agressividade das guitarras, acho que combina muito com a maneira que minha mente funciona agora. Antigamente, o meu álbum preferido dela era o ‘Pain is Beauty’ por ser mais eletrônico e melancólico, mas no momento em que estou da minha vida não sou muito mais fã de melancolia, por isso a agressividade do ‘Hiss Spun’ me representa mais. ‘The Culling’ e ‘Scrape’ são as minhas faixas preferidas. Siga Lia Kapp nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp | Youtube Confira outros artistas que indicaram seus discos favoritos.
Salvage conecta brasilidades e post-rock em novo EP ‘Desvio’

O post-rock é um dos gêneros mais interessantes justamente porque que vai contra o tradicional, dando espaço para a liberdade, a experimentação. Os timbres e texturas criam paredes sonoras que levam o ouvinte a uma viagem. E não é a toa que pra expressar esses momentos usam o termo soundcapes, algo como paisagens sonoras. Já que mencionamos as misturas e experimentações, vamos falar de uma das bandas que tem mostrado uma das sonoridades mais interessantes do post-rock nacional, inclusive, já entraram em nossa lista de 15 bandas de post-rock nacional pra conhecer. O SALVAGE surgiu no Rio de Janeiro em 2014, em sua proposta sonora trazem influências do math-rock, post-rock e ritmos afro-brasileiros. Essa fórmula ainda não havia sido tão explorada no primeiro disco ‘MΔE’, lançado em 2016 com quatro músicas. O álbum colocou a banda na rota da cena independente, onde dividiram palco com nomes como: Bike, El Toro Fuerte, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e Odradek. Após uma temporada de shows, os músicos deram uma pausa na banda, que depois de um tempinho voltou a se reunir em Búzios, no Rio de Janeiro para colocar as ideias em prática e se reestruturar, visualizando um futuro novo disco. Foi deste processo que surgiram as composições que integram ‘Desvio’, o novo EP. A faixa ”AL” antecedeu seu lançamento oficial, apresentada em março desse ano. O álbum veio em julho, conta com 4 músicas inéditas, suas gravações ocorreram entre agosto e setembro de 2019. As influências de música regional adicionaram uma identidade forte ao som da banda, além disso, se conectam perfeitamente as estruturas dos outros gêneros. Temos aqueles lances mais métricos de guitarra herdados do math-rock, que vão de encontro ao ritmo de baião ou ora com percussões que vão preenchendo a música em um ritmo bem leve e agradável, como por exemplo na faixa ”Lasso”. Em ”Sorte Ferida” somos introduzidos com calmaria pelos riffs de guitarra, e ao decorrer dos 4 minutos da faixa acompanhamos seus momentos de evolução, que vão de passagens mais ”grosseiras” até as mais rítmicas em seu final. Pra fechar temos ”Maré Baixa”, e ela parece reunir tudo muito bem redondinho, como comentei anteriormente, as músicas tem toques tão suaves que trazem uma calmaria boa, difícil não se manter relaxado ouvindo, mesmo vivendo na selva de pedra. Siga o SALVAGE nas redes sociais: FacebookBandcampInstagram
10 lançamentos nacionais pra você ficar ligado

O ano é 2020, e nunca pensamos que passaríamos por um momento tão conturbado, não é mesmo? Mas, paralelo a isso procuramos as nossas válvulas de escape, nem preciso dizer que a nossa favorita é a música né? Pois bem, temos aqui 10 lançamentos nacionais que queremos dividir com vocês, tentamos separar de forma mais democrática possível, mas calma que ainda vai ter mais. Por enquanto, respirem fundo, se cuidem e apreciem os ótimos artistas e bandas que listamos nessa matéria. Riders of Death Valley – Going Down (2020) Se você gosta de stoner então vai pirar com o som do Riders of Death Valley. O quarteto paulista surgiu em 2015 e já lançou um EP auto intitulado que saiu no ano passado via Abraxas Records. Este ano acabaram de lançar o single ‘Going Down’ contendo duas faixas inéditas. Aqui eles apostam numa mistura pesada e enérgica do grunge com o stoner rock, lembrando bastante a cena dos anos 90. Facebook | Bandcamp RSR Beats – High Hopes (2020) Rafael Sena é um artista e estudante de psicologia, o disco High Hopes é fruto de seu projeto composto inteiramente pelo celular. As 7 faixas de sonoridade lo-fi hip-hop, contam com algumas técnicas e sons que trazem o ouvinte para alguma lembrança de infância ou até mesmo se sentir acolhido em momentos de concentração. Essa foi a forma que Rafael encontrou para aliar as coisas que gosta, a música e seus estudos em psicologia, esse é o terceiro disco lançado. Instagram | Bandcamp Cronistas – Queda/Ascensão (2020) A banda Cronistas vem da cidade de Santos e foi formada no ano de 2016. Em seu novo EP Queda/Ascensão, eles trazem um rock alternativo que dialoga bem com os tempos atuais. As cinco músicas abordam temas de superação em meio a situações tempestuosas, como é o caso da faixa recém lançada e que ganhou vídeo clipe ”O Revoar”, que fala justamente sobre esse sentimento de dar adeus às coisas do passado e seguir em frente após um processo de recuperação. Facebook | Instagram giules – Sleepyhead (2020) Músicas sensíveis, mas ao mesmo tempo cheias de personalidade, conexões amorosas e sentimentos, é assim que podemos classificar as quatro faixas que fazem parte de Sleepyhead, o EP de estréia de Giules. A cantora e compositora vem da cidade de Sorocaba em São Paulo, mas já morou durante algum tempo na Hungria, país que definitivamente teve influencia sobre suas composições. Entre suas principais influências estão City and Colour, Neck Deep e Ed Sheeran. Youtube | Instagram lllucas – Kit/processo (2020) lllucas é um projeto de São Paulo, que faz um som que transita entre o experimental e o synthwave num clima bem intimista e lo-fi. O EP “Kit/processo” vem após dois anos desde ”Creme Azedo”, o primeiro trabalho, que inclusive já falamos aqui. As composições mantém o foco no jovem suburbano, que lida com um amontoado de situações cotidianas, como relacionamentos superficiais, a solidão da cidade e a tristeza, como podemos destacar em ”Azul”, uma das músicas que compõem o disco. Facebook | Bandcamp Crime Caqui – Your Forehead (2020) A Crime Caqui é o que estávamos precisando no indie nacional, o quarteto paulistano de garotas apresenta seu terceiro e novo single ”Your Forehead”, nele ouvimos um clima bem leve, nostálgico e até dançante, que facilmente nos lembra algo do Warpaint. Aqui as letras são cantadas em inglês, e falam sobre as coisas inusitadas que gostamos na pessoa pela qual nos apaixonamos, diferente das outras faixas já lançadas que são cantadas em português. Já estamos ansiosos para um futuro lançamento. Facebook | Bandcamp Applegate – Miragem (2020) Em seu novo single ‘Miragem’ , o Applegate faz jus a suas influências vindas do rock psicodélico. Com passagens aéreas e um belo duelo entre vocais e riffs de guitarra siderais, conseguem criar um clima bem suave e experimental, fazendo com que o ouvinte se sinta imerso. A banda surgiu em São Paulo no ano de 2016, trazem na bagagem o primeiro disco Movimentos Regulares, além de 4 singles e uma demo. Facebook | Instagram Maoa – Curupira (2020) Incorporando em seu som influências do rock indie, soul e funk, a banda Maoa vem de Cuiabá, no Mato Grosso do Sul. A faixa ”Curupira” é o segundo single lançado e fala sobre a marginalização social, tendo como exemplo o triste caso do menino João Pedro que foi baleado enquanto brincava dentro de sua casa. A proposta é falar sobre auto conhecimento, expansão da consciência e espiritualidade, a faixa é o segundo single lançado pela banda. Facebook | Instagram Danny D. Weirdo – Maníaco (2020) Danny D. Weirdo é um projeto musical que utiliza performances surrealistas, sendo a estética um de seus pontos fortes. O grupo utiliza máscaras e personas, tudo para fazer de sua apresentação uma experiência hipnótica. A sonoridade experimenta com diferentes estilos musicais como o noise, stoner e indie rock. Este ano lançaram ”Maníaco”, seu novo single produzido por Gil Mosolino. Facebook | Instagram Bravaguarda – Chega (2020) ”Esta é uma música sobre despertar para as coisas que realmente nos interessam”, diz o vocalista e guitarrista Dan Barreto sobre o novo single ”Chega” do Bravaguarda, que fala justamente sobre enfrentar empecilhos do dia-a-dia que nos desvirtuam de nossos objetivos. A banda paulistana faz um som contemporâneo passeando pelo folk e pop rock, e já tem um disco de estúdio lançado em 2018. Facebook | Site
Ousel, disco de estréia tem doses de post-rock, dream pop e composições intensas

A banda, o disco de estréia e a recepção A Ousel foi formada no ano de 2016 em Goiânia, e atualmente conta com João Paulo Guimarães (guitarra), Renato Fernandes (guitarra/teclados), Thais (voz) e Túlio Queiroz (baixo). Em janeiro desse ano lançaram seu primeiro disco de estúdio, o auto intitulado Ousel. As oito músicas tem como tema emoções variadas, que surgem diante da vulnerabilidade e da insegurança das pessoas e suas relações. Pra expressar esses sentimentos, as composições vão de momentos bonitos, etéreos a climas mais intensos. Dentre suas principais influências estão bandas já conhecidas na rota do post-rock e dream pop, nomes como Mogwai e Slowdive. A viabilidade do disco seu deu por conta da Lei de Incentivo a Cultura da cidade de Goiânia, o material foi gravado, mixado e masterizado no Estúdio Resistência, com produção de Lucas Rezende (Aurora Rules) e Francisco Arnozan, profissionais renomados na cena local. Assim, como resultado ganharam recepção tanto dentro do país em blogs já conhecidos da cena musical alternativa e independente, como também em outros lugares no mundo. A banda já teve suas músicas executadas em rádios como DKFM (EUA), Tribe FM (Austrália), Kaos Caribou (França), WFMU (Nova Iorque), só pra citar algumas. A música ”Silent Mess” foi escolhida como single e ganhou um vídeo clipe que você pode conferir logo abaixo: — Entrevista — Contem pra gente como a banda surgiu, vocês já se conheciam de algum projeto anterior? A banda surgiu no início de 2016. Nas férias de Janeiro, eu chamei o João (guitarra) pra começar a criar algumas canções instrumentais de forma despretensiosa, em casa mesmo. Fizemos alguns ensaios e compusemos “Maya”, em estrutura e melodia. Quando a gente percebeu que havia um potencial na música, decidimos deixar de ser um duo e passamos a mirar na idéia de ter a Ousel com uma formação mais completa, com baixo, bateria e voz. Falando baseado na formação atual da banda, somente eu e o Túlio (baixo) já havíamos tocado juntos anteriormente. Foi um projeto musical que não durou muito tempo. Fizemos alguns ensaios, mas não chegamos a lançar nenhuma música. Em uma pesquisa descobri que Ousel é o nome de um pássaro, como vocês chegaram até esse nome e por que o escolheram? A escolha do nome foi feita logo no início do projeto quando eu e o João éramos um duo, como já havia dito. Sempre buscamos algo que fosse simples, minimalista e o ousel (melro, em português), por ser um pássaro selvagem típico de regiões frias, nos parecia uma escolha certeira. Era um nome diferente, curto, e a imagem do pássaro dialogava bem com o som que a gente fazia, muito baseado na construção de ambiências e paisagens sonoras etéreas. O disco de estréia fala muito de emoções, que inclusive são muito bem transmitidas nas suas músicas que mesclam elementos de post-rock e dream pop. Como vocês chegaram até essa sonoridade? Essa sonoridade é proveniente de coisas que ouvi ou longo de praticamente toda minha vida adulta (risos). Quando entrei na universidade, em 2009, eu já ouvia artistas como Brian Eno, Daniel Lanois e bandas como Slowdive, Low, Cocteau Twins entre outras do gênero. Na nossa primeira reunião como duo, já havíamos decidido que era esse o rumo sonoro que a banda tomaria. Falando ainda sobre sonoridade, existem outros gêneros musicais fora do rock que vocês escutam ou que de alguma forma influenciam a banda? Bem, fora do rock eu acredito que possa citar a música ambiente como o gênero que mais influenciou de forma direta o som da banda. É difícil citar influências fora do rock porque se trata de um estilo de música com diversas ramificações, mas vou citar duas cantoras jovens que admiro e ouço, ambas da música pop. Maggie Rogers, e Heloise Letissier, conhecida pelo nome artístico, Christine and the Queens. Elas são demais! Em tempos de pandemia tem sido difícil manter uma rotina, como vocês tem passado os dias em casa? Eu, o João, e a Thais (vocal), como não temos vínculo com nenhuma empresa privada, temos seguido à risca a quarentena. Recentemente, comecei a ler o livro “Projeto Nacional: O Dever da Esperança”, do Ciro Gomes. Tenho ouvido bastante coisa lançada esse ano de 2020. Gostei do novo da Phoebe Bridgers, ela canta demais! O João gosta de passar o tempo com jogos online, ele é o fera dos games da banda (risos). A Thaís estuda canto e acredito que deve estar no final semestre, assistindo aulas remotamente. O Túlio, por fazer parte de uma empresa privada que não aderiu ao home office, ainda trabalha de segunda a sexta, mas tem seguido com responsabilidade as recomendações e todos os cuidados pra evitar a contaminação. Como vocês definiriam o som da banda para uma pessoa que nunca escutou algo parecido? Indie Rock ou Rock Alternativo. Sem complicação (risos)! O que vocês tem escutado nos últimos meses, existe algum artista ou banda que não sai da playlist? Cada um tem ouvido alguma referência em específico. A Thaís gosta muito de The Gathering, o João curte Tool, o Túlio tem influências mais pesadas como a banda Silent Planet, eu tenho ouvido muito Big Thief, por exemplo. Mas se for pra citar apenas uma artista que todos temos gostado em comum, é a Sharon Van Etten. A unanimidade! (risos). Se vocês pudessem escolher apenas uma música do disco para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual seria a música e o filme escolhidos e por quê? A música escolhida seria “Mistaken”, para o filme “The Warriors”, no Brasil, “Os Selvagens da Noite”, clássico cult do Walter Hill de1979. A escolha se deve, entre outras coisas, pelo fato de uma das trilhas ter me influenciado bastante na gravação das camadas de teclados em “Mistaken”. A composição a qual me refiro é, “Baseball Furies Chase”, de Barry de Vorzon, que no filme é trilha pra uma das perseguições mais legais entre gangues da história do cinema (risos). “Mistaken”é a nossa composição que sugere mais fortemente o
10 artistas e bandas LGBTQIA+ brasileiras para conhecer em 2020

Esse é conhecido como o mês da diversidade, é nele que é comemorado o dia do orgulho LGBTQIA+, e onde também acontece anualmente a famosa Parada do Orgulho LGBTQIA+, que teve em sua primeira edição cerca de 2 mil pessoas, mas que hoje atrai milhões ocupando a famosa Avenida Paulista para celebrar o amor e a luta por direitos. Infelizmente, ainda vivemos em um dos países que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo, mas ainda temos esperança que essa triste realidade mude, mesmo que a passos lentos como vem sendo. Portanto, pensando nisso separamos dez nomes da cena LGBTQIA+ que você precisa conhecer, nada mais justo exaltar artistas que vem surgindo e dando voz e representatividade às pessoas que compõem a sigla. JUP DO BAIRRO Jup do Bairro já era conhecida por suas falas e apresentações intensas ao lado de Linn da Quebrada, com quem divide os palcos. Em seu primeiro EP Corpo sem Juízo (2020), produzido por Badsista, ela marca uma nova fase de sua carreira musical. Nele, suas composições externam dores, injustiças, mas também trazem representatividade, força e empoderamento. Um dos singles, a música ”All You Need Is Love”, conta com participações de Linn da Quebrada e Rico Dalasam e traz um som influenciado por funk e música experimental eletrônica. GETÚLIO ABELHA Quem disse que não pode rolar um forrozinho queer? O artista visual Getúlio Abelha vem do Piauí, mas foi em Fortaleza que começou a construir sua carreira. As gírias LGBTQIA+, a cidade, pessoas, costumes e mais outras tantas inspirações são o ponto forte em suas letras e vídeo clipes. O que nos chama a atenção são as ótimas performances e a criatividade de Getúlio em lidar com as estéticas de seu projeto. Recentemente ele lançou um vídeo clipe para seu novo single “Sinal Fechado”, que traz um clima bem anos 80 de filmes trash. SAPATARIA Com influências vindas dos movimentos riot grrrl, punk e hardcore, a banda Sapataria foi formada em 2016 na cidade de São Paulo. É liderada por quatro garotas lésbicas que tinham justamente o desejo de poder se expressar e dar voz a outras mulheres através da música. De forma totalmente independente lançaram seu primeiro EP Sapataria (2019). No vídeo da música ”M.S.B (Movimento das Sem Banheiro)” elas criticam as hostilizações que mulheres lésbicas sofrem devido a preconceitos de uma sociedade machista, homofóbica e conservadora. ENME Enme vem do Maranhão e já chegou quebrando tudo com seu primeiro EP, o ótimo Pandú (2019). Pra comprovar o que estou falando, o disco ganhou destaque até fora do país, na Vogue Itália. A estética traz influências regionais da cantora, assim como o som que tem um punhado de referências musicais que vão do reggae, hip hop ao r&b e promete não deixar ninguém parado, a faixa ”Killa” já nos mostra isso. Se preparem para ouvir falar muito de Enme por aí. TEU PAI JÁ SABE? Como uma de suas músicas diz, punk também é pra veado! A banda curitibana Teu Pai Já sabe? (ótimo nome) formada em 2008, vem justamente para desmistificar a ideia de que homens gays não podem fazer esse tipo de som. Suas músicas convocam toda a galera LGBTQIA+ para shows cheio de ”carão e caos”, com letras cheias de críticas e ironias contra pessoas que tentam privar pessoas LGBTQIA+ de suas liberdades. Na discografia trazem os álbuns: Blasfêmia pouca é bobagem (2009) e Agora Sabe (2013). VINAA O cantor e compositor VINAA também vem do Maranhão, e é com certeza uma das gratas surpresas dessa nova geração de músicos. Em seus dois discos de estúdio, Bordel de Amianto e a Glória dos Loucos por Sex Appeal (2017) e Elementos e Hortelã na Terra dos Eucaliptos (2019), ele traz belas performances durante suas canções românticas, além disso, também nos mostra uma rica mistura de ritmos. Vale destacar a participação de Zeca Baleiro na faixa “Cicatriz (No Regresa)” que compõe o último álbum. JUCCAS O jovem cantor e compositor Juccas é uma das promessas da música nacional, nascido na cidade de São Paulo e com apenas 19 anos ele já mostra um grande potencial. Entre suas suas influências musicais estão o samba, mpb e pop. Ele lançou um EP intitulado Juccas (2019), com três faixas e produzido por Rick Bonadio. Mais recentemente lançou a nova “Quero Que O Amor (Exploda)”, com uma mistura inusitada de tango e funk. HAYZ O trio queercore HAYZ formado em 2018 em São Paulo, também levanta a bandeira das mulheres lésbicas e feministas, fortalecendo a cena musical de pessoas LGBTQIA+. No ano passado a banda começou a promover seu primeiro disco de estúdio Não Estamos Mais em Casa (2019). As músicas são influenciadas pelo rock feito durante os anos 90 e 2000 e falam sobre as angustias e lutas, baseadas em experiências pessoais das integrantes. MONNA BRUTAL Monna Brutal é uma rapper trans nascida na cidade de São Paulo, o ano de 2018 foi marcado pelo lançamento de seu aguardado primeiro disco batizado de 9/11. Mesmo estando em um ambiente machista como o do rap e hip hop, as músicas carregam mensagens diretas e empoderadas, que através de rimas bem afiadas fazem bonito na representatividade. O disco ainda traz participações de Brisa Flow e a slammer Katrina. TUÍRA O quarteto carioca Tuíra surgiu em meados de 2017 com a proposta de fazer um som influenciado pelo pop punk, hardcore e indie e que trouxesse em suas letras temas políticos e afetivos. Em 2019 lançaram o EP ‘Calma e Força’, com cinco faixas. O nome da banda é uma homenagem a uma indígena Kayapó, que com seu facão barrou a construção de uma barragem em Belo Monte durante a década de 80. Apoie seguindo as redes sociais: Jup do BairroGetúlio AbelhaSapatariaENMETeu Pai Já Sabe?VINAAJuccasHAIZMonna BrutalTuíra
Julia Melo abre seu mundo e luta por direitos LGBTQIA+ em Celestial, seu EP de estréia

A música sempre tem aquele poder incrível de ser a válvula de escape, mesmo quando as coisas parecem não ter mais sentido. E foi nela, que a jovem cantora e compositora Julia Melo encontrou um meio de se expressar. Envolvida com música desde os 8 anos de idade, Julia não costumava compartilhar suas composições com amigos ou familiares, tudo por conta de sua timidez. Com o passar dos anos e convivendo com duros processos que qualquer pessoa LGBTQIA+ encara, sentiu que era o momento para finalmente por pra fora seus sentimentos, suas verdades e também poder falar sobre a causa. Cheia de ótimas referências, estão entre suas principais inspirações cantoras como FKA Twigs, Kate Bush, Britney Spears e Lorde. Contudo, o ano de 2018 foi marcado pelo início de sua carreira com o lançamento de um primeiro single. ‘’In the City’’ já trilhava um belo caminho, trazendo uma vibe mais tranquila, com uma pegada bem dream pop, que abordava os desamores da vida. Dois anos mais tarde, foram divulgadas duas novas músicas, “Touch” e ”Heaven”, com um som que transita entre o R&B, synthpop e trap. “Heaven” fala sobre criar seu próprio paraíso diante de condenações conservadoras que recriminam o amor entre pessoas do mesmo sexo: Em seu EP de estreia intitulado ‘’Celestial’’, produzido por Marlon Lopes (Adorável Clichê) e lançado pelo selo independente Nuzzy Records, ela fala sobre temas como depressão, sexualidade e homofobia, que são assuntos recorrentes em meio ao cenário caótico e conservador que estamos vivendo. Durante as cinco faixas, Julia pretende criar uma conexão com o ouvinte, uma espécie de afago para que não temam por suas vidas e que continuem se fortalecendo juntos. Aproveitando o lançamento do EP, mandamos algumas perguntas para Julia e o resultado você confere em seguida. Julia, você começou a tocar violão com 8 anos de idade, porém por ser tímida trazia uma certa dificuldade em se expressar artisticamente. Conta pra gente, quando e como foi o momento em que você se sentiu pronta pra compor e mostrar suas músicas? Então eu componho desde muito cedo, pelo o que me lembro a primeira canção que escrevi eu tinha 12. Mas eu nunca mostrava para ninguém, só em 2018 quando eu tinha 20 anos, mostrei para a Gabi da banda Adorável Clichê e ela gostou muito do som e me incentivou a gravar, acho que sem esse empurrão de alguém acreditar em mim talvez eu não teria lançado um EP hoje. Mesmo sempre ter sido um sonho, acho que é bom sentir que pessoas acreditam na gente. No seu som podemos notar um bom apanhado de influências de trap, pop e r&b, você já vinha com essa sonoridade em mente ou já pensou em apostar em algum outro estilo antes de produzir as músicas? Eu gosto de trabalhar dentro de sonoridades que eu escuto e gosto. Mesmo sendo mais comum no Brasil as pessoas começarem com MPB ou indie rock, eu queria trabalhar com algo que realmente transmite o que eu sinto e o que eu gosto. O EP Celestial traz letras que falam muito sobre sentimentos e experiências pessoais, muitas repressões por ser mulher e LGBTQIA+ também. Como você avalia a cena para artistas LGBTQIA+, afinal a música tem sido também um instrumento político para muitos, que estão finalmente conseguindo se expressar sem medo e ganhando o devido apoio de um público bem fiel? Acredito que cada vez mais nós artistas LGBTQIA+ estamos conseguindo mais espaço no cenário brasileiro. As pessoas precisavam se sentirem representadas, se sentirem parte de algo. Acredito que a música é sempre uma voz que fala por você, algo que está sentindo ou algo que viveu. Mesmo com o crescimento do conservadorismo no Brasil, acredito que cada vez mais podemos dar mais espaço para falar sobre essas vivências comumente esquecidas pela sociedade. Não é novidade que estamos passando por um período bem complicado devido ao COVID-19, muitos artistas e produtores tiveram prejuízos e não há sequer uma previsão de quando teremos shows e festivais neste ano. Você acha que a pós pandemia mudará a forma como as pessoas consomem música? É realmente muito triste o que está acontecendo no mundo, mas esse afastamento social é necessário para que isso passe logo. Acredito que vai mudar e já está mudando a forma das pessoas se conectarem com os artistas, tanto em lives como em outras plataformas. Comecei a trabalhar com o Tik tok e eu vi um crescimento muito rápido e grande das minhas músicas desde as minhas primeiras postagens, antes eu alcançava as pessoas da minha cidade ou estado, mas agora estou alcançando diversos países e acredito que sempre há uma nova forma de trabalhar e fazer com que seu som seja notado. Seja de forma criativa ou engraçada, podemos sempre pensar fora da caixa. Essa pergunta eu costumo fazer para alguns artistas, se você pudesse escolher apenas uma música sua pra entrar em um filme, qual seria a música e o filme escolhidos? Essa é uma pergunta maravilhosa hahah. Acredito que vou muito por um gosto pessoal do meu filme favorito que é ‘As vantagens de ser invisível’, e a música seria “Moonlight” que mais expressa o sentimento do adolescente que se sente completamente sozinho imerso na sociedade. E se fosse o filme da minha vida seria “Heaven” hahah. Você acabou de lançar o EP em todas as plataformas digitais, quais são os próximos passos? Você pretende lançar algum clipe ou até mesmo fazer uma live? Sim!! Os clipes já estão programados, mas por motivos de locação e equipe estamos esperando passar a situação do COVID-19. Estamos trabalhando em coisas novas e em breve terá uma live sim! Faço algumas lives por semana no Tiktok também cantando pra engajar mais o público, mas penso em algo mais profissional mais para frente também. Deixe um recado para que as pessoas conheçam sua música. Para quem está conhecendo minhas músicas, espero que você se sinta abraçado e parte desse mundo caótico e poderoso que é Celestial e continue me acompanhando porque tem muito mais por vir! 🙂 _______ E aí! Se
Rebobinados indica #17

Rebobinados indica #17, mais uma edição agora diante dos tempos obscuros que estamos vivendo, o que resta é cuidar de nós e dos nossos. O ócio virou rotina para alguns de nós, e uma das melhores formas de aproveitar esse tempo é continuar consumindo arte e cultura. Logo, separamos novamente muita música boa pra indicar. Tem muita coisa fina surgindo, queremos agradecer mais uma vez a todos os artistas e bandas que estão entrando em contato para enviar seus materiais. Estamos em um processo lento de mudança, mas em breve traremos novidades. Cuidem-se e fiquem bem! Julia Melo Julia Melo é uma cantora e compositora da cidade de Blumenau. Em seu primeiro single “Touch”, ela expressa seus sentimentos mais intensos através de um som moderno, que conecta gêneros como synthpop, trap e RnB. Entre suas inspirações estão cantoras como Kate Bush, Lorde, Britney Spears e FKA Twigs. Seu primeiro EP sai em abril pelo selo Nuzzy Records e foi produzido por ela em parceria com Marlon Lopes (Adorável Clichê, Bomfim). Weird Fingers “Indecisão” é o quinto EP do Weird Fingers, projeto do jovem músico Raad Ferreira que estava em hiato há cerca de um ano. O disco foi gravado em seu celular e produzido e mixado em casa, com isso consegue criar um clima bem intimista, a sonoridade lo-fi se entrelaça a letras sobre conflitos internos, nostalgia, conforto e desconforto. Como ele mesmo intitula, ”música para ouvir sozinho com fones de ouvido.” Mulheres que correm com os loucos O clima praiano, leve e ensolarado toma conta do novo single ”Hello Hawai” do Mulheres que correm com os loucos. A banda, de Niterói, no Rio de Janeiro, é originalmente formada pelas cantoras e compositoras Luma e Miramar, elas possuem três singles que estão disponíveis nas principais plataformas digitais. Personas O trio formado por trio Rodrigo Cerqueira (baixo, vocal), João Capecce (baixo) e Fernando Cerqueira (bateria) lançaram o vídeo para a faixa “Mergulho”, que está presente em seu primeiro disco “Nunca Foi para Dar Certo”, lançado em 2019. O som apresenta influências do emo, shoegaze e rock alternativo e aborda temas como angústias, relacionamentos e conflitos do cotidiano. Telefonema O duo formado em 2016 em Buenos Aires por Alelí Cheval e Gustavo Plaza apostam na sonoridade do pós punk e synthpop. Com dois discos lançados, sendo eles, “Pasajes Para Dos” (2017) e “Sin Fecha de Retorno” (2018), acabam de lançar o vídeo para a música ”Numa Fábrica de Carros” de seu segundo álbum. A banda fez uma turnê pelo Brasil, onde passou por cidades como São Paulo, Piracicaba, Rio de Janeiro e Bauru. She is Dead O som enérgico e intenso do She is Dead, banda curitibana formada em 2015 por Mau Carlakoski (vocais, guitarra), Kim Tonieto (baixo, vocais) e Ricky Volpato (bateria) traz fortes influências do punk, indie e hardcore. Em 2020, lançaram seu segundo e novo EP “Forget Our Dreams” contendo quatro faixas. In the Rosemary Dreams Os curitibanos do In the Rosemary Dreams surgiram em 2014 e lançaram seu debut ITRD em janeiro do ano passado, as quatro músicas que compõem o disco saem da mesmice, experimentando com um apanhado de boas influências vindas do indie, jazz, stoner e até hip hop, sem deixar também a autenticidade de lado, destaque para “Eyes” e “Queer Daddy”. Luquimia “Degradação” é o EP de estréia desse quarteto carioca, as quatro músicas sintetizam bem as influências que vão do grunge ao rock alternativo dos anos 90, as letras, todas cantadas em português, dialogam com os tempos atuais e os turbilhões de sentimentos que acompanham o ser humano. Volar Essa banda gaúcha traz em suas músicas a sonoridade do fim dos anos 80 e começo dos 90. Após um hiato sem compor, retornam com o novo EP “Três Tempos” produzido e mixado por eles mesmos, apresentando composições que até então não haviam sido gravadas, o espírito jovem e direto pode ser escutado durante suas quatro faixas. Confira outras indicações da seção Rebobinados indica.
Shoegaze em 2020: cinco lançamentos

Tá afim de descobrir novos lançamentos de shoegaze em 2020? Então continue lendo esse post. As guitarras barulhentas, cheias de camadas, vocais inaudíveis, múltiplos pedais e uma estética muitas vezes confusa, são as principais características do shoegaze, estilo criado no fim da década de 80, influenciado por gêneros como noise rock, pós punk e música ambiente. Em seu auge, no início dos anos 90, o estilo parecia ganhar força, com bandas como My Bloody Valentine, Moose, Slowdive e Lush, porém teve que lutar por espaço em meio a outros movimentos musicais que aconteciam na mesma época, como o grunge e o britpop, que juntos o desbancaram. Algumas bandas tentaram recorrer a outras influencias em sua sonoridade, mesmo assim por volta de 1996 o shoegaze decretou seu fim, nessa época o grunge já tomava conta das rádios em todo o mundo. Os tempos modernos chegaram e com ele um ato nostálgico que fez com que o retrô fosse considerado ”cool”. Posteriormente, muitos artistas decidiram ressuscitar seus projetos e bandas, caso do My Bloody Valentine. Nesse meio tempo, retornaram com um disco de inéditas após vinte anos desde seu último lançamento, o clássico ”Loveless” lançado em 1991 pela Creation Records. Inclusive, mesma gravadora dos ingleses do Slowdive, que lutaram para se manter durante o curto período em que o gênero esteve na ativa, apesar disso, são agora uma das mais adoradas pelos fãs de música alternativa. Muitos artistas ainda resgatam essa sonoridade, e outras muitas bandas estão surgindo ou lançando material novo. De antemão, e aproveitando que o ano está só começando, separamos cinco discos fresquinhos de shoegaze em 2020 que você precisa conhecer, confere aí! Pia Fraus – Empty Parks Em seu sexto disco Empty Parks, o Pia Fraus, banda da cidade de Taillin na Estônia mantém sua sonoridade mais sóbria. Com momentos mais delicados e melódicos, caminham com o indie rock, contudo, algumas passagens ”grosseiras” nas guitarras descrevem os flertes com o shoegaze. Se você gosta de The Pains of Being Pure at Heart, é uma boa pedida! Deserta – Black Aura My Sun Essa banda de Los Angeles, Califórnia dá o pontapé em sua carreira com um belo disco. O debut Black Aura My Sun traz uma sonoridade nostálgica, cheia de camadas, sintetizadores e mostra um apanhado de influências dos anos 90. Os toques mais modernos se apropriam de alguns momentos eletrônicos, ou seja, definitivamente influências de bandas como Slowdive e Cocteau Twins. Greet Death – New Hell Com uma vibe um pouco mais melancólica, o Greet Death traz um disco bacana, um som bonito, com boas doses de melodias e guitarras mais pesadas, às vezes com algumas quebras, temos até um folk como na faixa ”Leit it die”, tudo soa muito bem, sem ser tão genérico, o som aqui nos lembra bastante bandas como Nothing e DIIV. Floral Tattoo – You Can Never Have a Long Enough Head Start Em contrapartida, o Floral Tattoo se distancia do tradicional, em seu segundo disco, fazem um som barulhento e que vai se condensando junto de melodias, sintetizadores e ora spoken words, talvez os vocais fiquem devendo, mas as guitarras são o maior destaque destoando e também criando uma atmosfera bem ambiente sem cair em uma fórmula tediosa. Machine + – Samsara Por último, temos o debut Samsara do Machine+ (Machineplus). Aqui eles passeiam por estilos diferentes, experimentando mais com o eletrônico, ao mesmo tempo que, a junção de sons nos remetem a um lado mais etereal e barulhento, que como falamos é uma das características do shoegaze, se você gosta de música experimental, esse é pra você! Para ouvir os discos de shoegaze em 2020 na íntegra acesse: Pia Fraus BandcampDesertaGreet DeathFloral TattooMachine +
Mondo Noise – Jóias da Década

Mondo Noise, o universo expandido da música; Post-Metal, Post-Rock, Blackgaze, Doomgaze, Post-Black Metal, Math-Rock, Slowcore, Folk, Noise…
Melhores lançamentos nacionais de 2019

E aqui estamos nós com os melhores lançamentos nacionais de 2019. E você se pergunta, por que lançamentos e não álbuns? Porque queríamos ressaltar alguns bons EPs que foram lançados esse ano e que não poderiam ficar de fora da nossa lista de favoritos. Enfim, já que temos trocentas listas de álbuns do ano, vamos direto ao ponto. Tatyane Wagner Almeida – Domingos à Noite Jair Naves – Rente Apeles – Crux Labirinto – Divino Afflant Spiritu A sua alegria foi cancelada – Fresno Mafius – tela azul (EP) Fernando Motta & eliminadorzinho – Lapso (EP) maquinas – o cão de toda noite Sanguessuga – Ultraluna (EP) Raça – Saúde Fábio Thiago Pethit – Mal dos Trópicos (Queda e Ascensão de Orfeu da Consolação) Terno Rei – Violeta Boogarins – Sombrou Dúvida MC Tha – Rito de Passá Papisa – Fenda Ave Sangria – Vendavais Céu – Apká! Apeles – Crux Labirinto – Divino Afflante Spiritu maquinas – O Cão de Toda Noite
Melhores discos internacionais de 2019

Então é Natal e o que você fez? Quando essa música tocar, poderemos dizer que conhecemos artistas incríveis e ouvimos álbuns excelentes nesse ano. Algumas coisas que vamos mencionar aqui possivelmente não vão ser surpresa para vocês já que foram mencionadas anteriormente como destaques. A surpresa foi realmente notar que tivemos muitas coisas boas esse ano. Valeu a pena, né? American Football – American Football (LP3) É difícil ser emo, né? Esse álbum foi meu alimento dia e noite nesse ano, amo com todas as minhas forças, virou um dos álbuns preferidos da vida. Muito gostoso sofrer ouvindo essa belezinha, até fingi que tive algumas paixões inesquecíveis para poder sofrer com mais intensidade. Poucas coisas nesse ano me deram tanta paz e prazer quanto curtir esse álbum durante minhas intermináveis viagens de ônibus. É como se eu mesma estivesse me machucando, porém me curando ao mesmo tempo. Uma loucura, eu sei, é muito amor envolvido. American Football você quer o mundo? Eu te dou! Esse disco pra mim é como flutuar em uma galáxia repleta de doces melodias. Emo, midwest emo, post-rock, shoegaze e um math rock suave, e você ainda quer mais? Mike Kinsella te dá. E ainda te dá Elizabeth Powell, Hayley Williams, Rachel Goswell. Acho que não poderia ter sido mais perfeito. DIIV – Deceiver Provavelmente o meu álbum preferido do DIIV até agora. Não que DIIV tenha feito algo até agora que não fosse extremamente bom, mas esse álbum realmente me conquistou. Shoegaze totalmente original, com umas pitadas de alternativo raiz dos anos 90. Tudo que eu poderia esperar de uma banda de shoegaze DIIV me deu. 2019 valeu a pena por ter tido a benção de ouvir essa beleza. Mal posso esperar pela volta deles ao Brasil, vocês vão me ver pulando e cantando muito nesse show. Alcest – Spiritual Instinct Minha banda preferida da vida lançou um álbum, é claro que ele não ficaria de fora da minha lista de melhores do ano. Especialmente porque você nunca espera coisas previsíveis do Neige, são sempre surpresas, sempre tem um conceito gigantesco por trás de cada álbum, é uma junção de todas as artes juntas. Um dia eu gostaria de ter esse senso artístico refinado, por enquanto me resta recomendar álbuns aos meus queridos leitores por meio das minhas listas de indicações. Spiritual Instinct é um disco denso, carregado de emoções, transcendental, catártico, melancólico e turbulento. Duster – Capsule Losing Contact Capsule Losing Contact foi o maior presente que um fã de Duster poderia receber. 51 músicas dos discos Stratosphere e Contemporary Movement além dos EP’s e algumas músicas inéditas. Space rock, indie, shoegaze e slowcore de primeiríssima qualidade. Caroline Polachek – Pang Caroline Polachek é uma das grandes surpresas pra mim nesse ano. Eu fui lerda e só descobri esse álbum incrível quando estava pensando nessa lista. A Caroline era do duo de indie pop chamado Chairlift. O álbum Pang é uma mistura excelente de art pop e música eletrônica. E pensa numa voz espetacular, poderosíssima, potente e angelical. Eu olho pra esse disco e a persona dele é tudo que eu gostaria de ser, um disco dançante, pra cima, dramático e intenso. Eu basicamente respiro rock alternativo, mas quando eu ouço músicas pop em uma qualidade tão boa quanto essas, eu sinto que tenho que compartilhar com o mundo também. Então acho que mesmo que pop não seja muito sua praia, acho bem impossível não curtir esse disco, vale a pena conferir. girl in red – BEGINNINGS Esse disco, que na verdade é uma compilação dos dois primeiros EPs da norueguesa Marie Ulven, foi escolhido por nós como um dos melhores álbuns do ano. Esse compilado marca o começo da carreira dela e o fechamento de um ciclo. Ela é um belíssimo exemplo de jovens tristes que fazem músicas em seu quarto, já que ela aprendeu sozinha a tocar guitarra e piano em pouco tempo. Começou a gravar suas próprias músicas e divulgar através da internet. Ela aborda diversos temas como saúde mental, sexualidade e autoconhecimento com muita verdade, o que faz a gente se identificar imediatamente. Uma voz doce e melódica, música alternativa, indie pop/dream pop da melhor qualidade. 2020 nos promete mais lançamentos desse ícone aí. Tamaryn – Dreaming the Dark Eu já tinha dado a dica no post de lançamentos de 2019 feito em março sobre esse disco excelente. Mas viemos reforçar a grandiosidade desse discão e dessa artista incrível. Um disco forte, cheio de personalidade, uma mistura de luz e escuridão. Basicamente música triste pra dançar enquanto você pensa na sua vida, dançando as mágoas e as dores, usando a tristeza como uma forma de se levantar e lutar, renascendo das cinzas com muito mais força, nesse momento você já está inabalável, pois o pior já aconteceu e você aprendeu a lidar com isso da melhor maneira que pode. Aquele disco pra você ouvir depois de tomar um pé na bunda pra se levantar e se lembrar da rainha empoderada que você é, né meninas? Poderosíssima como a espada de um samurai, fênix ressurgida, um ícone mesmo. Uma mistura de shoegaze com dream pop gótico e como ela mesma descreve, um lugarzinho entre o pop e o post-punk. As bandas de referência são Cocteau Twins, Tears for Fears, Depeche Mode e The Cure. Um rock alternativo cheio de referências pop com a melhor inspiração dos anos 80 possível. For Tracy Hyde – New Young City Para quem é fã de shoegaze, dream pop ou indie pop japonês, vale a pena conferir o lançamento da For Tracy Hyde. Eu sou suspeitíssima pra falar porque eu já fiz trocentos posts pra enaltecer o gênero, mas essa é uma das bandas que sempre chama minha atenção. Linhas de baixo lindíssimas, uma voz extremamente doce e relaxante, melodias felizes e dançantes, como um belo dia ensolarado. Eu gostaria muito de viver nesse mundo colorido e cheio de amor criado por Eureka, 夏bot, U-1 e Mav. Bat For Lashes – Lost Girls “Lost Girls”
Rebobinados indica #16

Moon Pics Se você pira no shoegaze e todo seu pacote de pedais e efeitos, essa banda é pra você, o Moon Pics acaba de lançar Fall / Like Rain, seus dois novos singles trazem o saudoso estilo dos anos 90 e aquela pegada bem espacial, literalmente pra viajar ouvindo. Versus 3 O trio paulistano formado por Murilo Lourenço (guitarra/voz), João Luis Paes (bateria) e Luiz Fernandes (baixo/voz), comemora o retorno após dois anos de hiato com o novo EP As Pequenas Coisas Que Morrem, a produção tá fina, são seis músicas cheias de ótimas letras e grandes momentos, peso e melodia na medida certa. Tuíra Nós definitivamente amamos bandas com mulheres, e eis que apresentamos aqui a Tuíra, banda queer carioca, que tem em suas influências o pop punk, hardcore e o indie que se misturam numa bela fórmula durante as canções de seu EP de estréia Calma e Força. Weedevil Seguindo a fórmula de um Black Sabbath dos anos 70 juntamente com sua própria identidade, essa banda paulistana apresenta seu stoner rock através de belos riffs de guitarra e vocais femininos, o que traz um certo ar inovador, esse ano lançaram seu primeiro single Morning Star. Deeper Relacionamentos, emoções e a saída para o melhor caminho, essas são os sentimentos que esse trio de Chicago traz em seu novo single Run , as composições trazem um som moderno, lo-fi com a fusão do indie e pós-punk. Gods & Punks And the Celestial Season é o terceiro disco de estúdio dessa banda carioca lançado via Abraxas, o primeiro single lançado é Escape to the Stars, o som é uma mistura de stoner, psicodelia e progressivo. Esquimós A banda enxerga Bonança, seu segundo disco, como uma calmaria após a tempestade trazida pelo primeiro lançamento, suas letras reflexivas e poéticas são bem traduzidas em um instrumental com toques de post-rock e rock alternativo, dentre as influências estão Frank Ocean e Radiohead. DIOKANE Se a sua praia é a música extrema, então dá o play agora, o DIOKANE, banda de Porto Alegre, extravasa seus sentimentos de descontentamento com o mundo através de um som intenso, sujo e pesado do jeito que tem que ser.
Spool, quarteto japonês traz a nostalgia do clássico shoegaze em seu primeiro disco

Há exatamente quatro anos atrás, quatro garotas oriundas da agitada capital de Tóquio, no Japão, se juntam para formar uma banda, a SPOOL (” スプール) é integrada por Ayumi Kobayashi (vocal, guitarra) , Sumika Syoji (guitarra), Minako Abe (baixo) e Aran Inagak (bateria). Grandes fãs da música indie e shoegaze, lançaram seu primeiro EP ‘watashiwaoyogu melonsoda’ em 2015 com três faixas, inicialmente flertando mais com o indie rock. Foi apenas em 2019, que seu primeiro disco cheio saiu, lançado via Testcard Records e com 12 faixas, o auto intitulado ‘SPOOL’ ganhou vida e trouxe em sua estréia o som nostálgico dos anos 90, feito por bandas como My Bloody Valentine e Lush. De faixas mais melódicas e espaciais como ‘Winter’, a outros momentos mais pesados, texturizados e barulhentos como o primeiro single ‘Be My Valentine’, a SPOOL já entrega de cara um disco que facilmente as coloca nos holofotes da cena shoegazer japonesa. Batemos um papo rápido para conhecer um pouco sobre a banda e sobre o primeiro disco lançado nesse ano. Como a banda começou, vocês já se conheciam antes ou tinham algum projeto musical? A vocalista e guitarrista Ayumi, a baixista Minako e a baterista Aran estudavam na mesma escola. Nós começamos uma banda cover quando ainda estávamos estudando, nunca tivemos outra banda. Ayumi criou uma música e subiu no SoundCloud, no ano passado a guitarrista Sumika entrou para a banda e nos tornamos um quarteto. Suas primeiras músicas surgiram em 2016, mas depois vocês não lançaram nada, a banda se separou ou foi apenas um tempo para compor e voltar com novas ideias? Depois de lançarmos ”I Swim, Melon Soda”, Ayumi perdeu a vontade de compor músicas e ter uma banda, como se estivesse esgotada. Mais tarde, sua motivação voltou e lançamos o disco. Recentemente estamos ouvindo muitas bandas interessantes surgindo do seu país, como é a cena shoegaze no Japão? Existem diferentes bandas de shoegaze no Japão, e há muitas que estão abrindo caminhos para novas surgirem. Acho que a melhor coisa é fazer o que você quer, independentemente do gênero. Como o seu primeiro disco tem sido recebido pela media e pelos seus fãs? Foi uma responsabilidade maior do que esperávamos. Ficamos surpresas e muito felizes que muitas pessoas compraram o nosso disco. Vocês tem dois vídeo clipes oficiais no Youtube, eles são simples mas ao mesmo tempo são autênticos, de quem são as ideias? Sobre ”Be My Valentine”, as imagens já estavam na cabeça de Ayumi e fizemos o vídeo baseado nelas enquanto conversávamos com o diretor. Todas nós pensamos no conteúdo durante essa conversa, gostamos muito de ambos os vídeos. Quais são os planos para o futuro da banda? Primeiro, um festival ao ar livre. O objetivo é fazer com que o máximo de pessoas ouçam nossa música. Confira o disco Spool: Siga a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp
Nothing: banda de shoegaze traz ao Brasil a turnê de seu recente disco Dance on the Blacktop

Um estilo que floresceu no final dos anos 80 e ficou mundialmente famoso com My Bloody Valentine, Slowdive e Ride, o shoegaze atravessou décadas com muita distorção. Atualmente é ainda bastante praticado por bandas que tanto escolhem a sutileza, ou aquelas que exploram o peso e a incursão de ruídos. No meio do caminho está a norte-americana Nothing, um colosso sonoro que oferece um turbilhão de sensações com seu shoegaze denso e melódico. No melhor momento da carreira e tida como referência desta nova geração do estilo, a Nothing estreia no Brasil dia 14 de dezembro, em São Paulo, no Fabrique Club. A realização é da Powerline. Nothing Nestes dois últimos anos, a Nothing ganhou enorme reconhecimento. Principalmente devido a uma extensa e concorridíssima turnê ao lado do Basement, a apresentação calorosa na edição deste ano do famoso festival Psycho Las Vegas (com Godspeedyou! Black Emperor e Defheaven como umas das atrações principais) e shows por toda Europa e até Ásia. Mas toda essa exposição é resultado do trabalho da Nothing em Dance on the Blacktop, o terceiro disco pela grande gravadora Relapse Records, em 2018. Absolutamente tudo foi composto por Dominic Palermo, o vocalista e fundador da banda, que é hoje, uma das mais brilhantes mentes criativas do indie rock mundial. O álbum teve a produção do experiente John Agnello (Dinosaur Jr, Sonic Youth, The Hold Steady, entre outras). Dance on the Blacktop colocou a Nothing em um patamar avançado da cena indie mundial, apesar de, musicalmente, ser um prologamento natural dos dois anteriores – Guilty of Everything (2014) e Tired of Tomorrow (2016). Mídias do mainstream, como NME, Pithfork, Pop Matters e Rolling Stone destacaram o álbum, sempre com elogios e reforçando a capacidade da banda em tratar de temas sensíveis e sociais com tamanha sensibilidade, usando diferentes texturas sonoras, ruídos, riffs e o que mais for preciso para expressar uma mensagem pertinente à contemporaneidade. Radical Karma O quarteto, formado por Fausto Oi (baixo, ex-Dance of Day e atual Direction, Good Intentions e Eu Serei a Hiena), Fernando Martins (batera, Horace Green), Gabriel Zander (vocal, do Zander) e Mateus Brandão (guitarra, do Chuva Negra), começou a tocar ao vivo desde o fim de julho e é sempre um show que atrai fãs do hardcore ao indie. Com o EP Entre o Fim e o Começo lançado no primeiro semestre do ano e um novo por vir, o Radical Karma é a banda de abertura deste evento especial dia 14/12 no Fabrique com a Nothing. Esta será mais uma oportunidade para ouvir a força das canções “Ainda Bem que Decidiu Ficar”, “Âmbar Báltico”, “Referente Ausente”, “Sinto Muito que Não Sinta Nada”, além de novidades. SERVIÇO Nothing (EUA) dia 14 de dezembro em São Paulo Evento: https://www.facebook.com/events/605196893350195/Data: 14 de dezembro de 2019Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1075 – Barra Funda/SP)Ingresso: R$ 110,00 (meia/promocional, 1º lote); R$ 220,00 (inteira); R$ 130 (meia/promocional, 2º lote)Venda online: https://pixelticket.com.br/eventos/4448/nothing-em-sao-pauloVenda física: Locomotiva Discos – sem taxa, somente em dinheiro (rua Barão de Itapetininga, 37 – SP/SP)Classificação etária: 16 anos(Promocional para não estudantes doando 1 livro ou 1kg de alimento não perecível) Ouça o mais recente álbum do Nothing, Dance on the Blacktop, no Spotify: https://open.spotify.com/album/4LSHNiX2fM8eKv4TyosARZ
Garbo lança vídeo para novo single ‘A Nossa Música’

Na cena indie pop há cerca de dois anos, o paulista Garbo acaba de lançar mais um single inédito, a faixa ”A Nossa Música” ganhou vídeo clipe oficial e fará parte do sucessor de ”Jovens Inseguros Vivendo no Futuro”, disco lançado em 2018. Assista o vídeo abaixo: Siga o Garbo nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube
Rebobinados indica #15

Dizzy Wave – Feel the Wind ‘Fell the Wind’ é o primeiro single que antecede o primeiro EP da banda que deve sair até outubro desse ano, a sonoridade é uma viagem sonora que serve de calmante ao ouvinte, com fortes influências da psicodelia e do dream pop. Thiago Pethit – Mal dos Trópicos (Queda e Ascensão de Orfeu da Consolação) O quarto disco de estúdio do músico e compositor Thiago Pethit traz nove composições influenciadas por Orfeu, o personagem da tragédia grega vem reformulado e vive os desamores pelos pontos urbanos de São Paulo. A sonoridade que traz uma mistura de MPB, música clássica e trip-hop cria uma aura às vezes obscura, melancólica e contemporânea. Vivian Kuczynski – Ictus A jovem cantora Vivian Kuczynski já vinha ganhando destaque com seu primeiro EP ‘Sonder’ lançado em 2017, que trazia um som maduro e um vocal singular, agora retorna com seu primeiro disco de estúdio, ‘Ictus’ traz nove faixas com influências de indie pop e momentos mais introspectivos. lllucas – Azul (single) lllucas é um projeto de dreampop de São Paulo, ”Azul” é seu novo single após um ano do lançamento de seu primeiro EP Creme Azedo. O nome azul foi escolhido pela associação da cor com a tristeza e solidão, nas letras lllucas fala sobre a solidão do jovem suburbano e é acompanhado por um instrumental leve e psicodélico. Applegate – Enfim (single) Applegate banda que surgiu em São Paulo no ano de 2016, lança ”Enfim”, o terceiro single apresentado antes do lançamento oficial de Movimentos Regulares, seu primeiro disco de estúdio que deve sair em outubro, a letra fala sobre auto-confiança e aceitação nos tempos turbulentos que vivemos. Sussurruído – Palavras Nos Muros (single) Esse é o primeiro single do novo EP da banda que será lançado em 05 de setembro, entre as principais influências está o rock alternativo dos anos 90 de bandas como Dinossaur Jr., Smashing Pumpkins, Pixies e Pavement. Flechas e Luzes – Dias de luta! Noites de luto! Dias de Luta! Noites de luto! é o primeiro EP da banda paulistana Flechas e Luzes com cinco faixas, de letras fortes acompanhadas de um rock moderno e de atitude. A música escolhida para primeiro single foi ‘O Mundo que Mudou de Cor’. Confira outras indicações da seção Rebobinados indica.
Fogo Caminha Comigo lança disco de estréia influenciado por livro de Franz Kafka

Formada em Curitiba no ano de 2018, a Fogo Caminha Comigo conta com Rawph Rodrigues (Guitarra/Vocal), Richardyson Marafon (Guitarra/Vocal), Rômulo Dea (bateria) e Julio Donato (baixo). Suas músicas trazem influencias vindas do emo, dream pop e shoegaze. Pra antecipar os preparativos para o novo álbum que sai dia 29 de agosto, foram liberados dois singles, são eles ‘Capablanca’ e ‘2015’, faixas que estarão no disco que recebeu o belo título de ‘O Lamentoso cair de pétalas dança dentro da primavera de minha cabeça’. A ideia vem de uma passagem do livro ‘Cartas a Milena’ de Franz Kafka publicado em 1952. O disco lançado pelo selo NapNap Records foi gravado ao vivo no Estúdio Sabine em junho de 2019, e foi produzido, mixado e masterizado por Michael Wilseque, a capa foi feito por Nicole Gonçalves. Vocês poderiam nos contar como a banda começou e sobre a escolha do nome ‘Fogo Caminha Comigo’? Começamos tocando juntos com projeto do Rawph. Com o passar do tempo, compondo novas músicas juntos, resolvemos assumir a banda como nosso role.A escolha do nome veio do filme da Laura Palmer, parte da série Twin Peaks. A gente queria alguma coisa forte e que fizesse sentido pra nós, nisso vimos que não havia banda com esse nome e tratei de salvar no bandcamp. Como surgiu a influência do livro do Franz Kafka no conceito do disco? O nome do disco foi tirado de um trecho de Cartas a Milena. É uma leitura rápida/densa que te apresenta de Franz Kafka toda sua sensibilidade, apreensão, angústia e amor. Sinto que isso seja sincero o bastante! Enxergo o mundo de Kafka de um modo em que as coisas precisam mudar drasticamente pra se tornarem memoráveis. O que vocês podem nos contar sobre o disco, como o definiriam? Nos baseamos em algumas bandas dos anos 70 que gravavam ao vivo, foi assim que gravamos esse disco. Buscávamos trazer a maior naturalidade possível, afim de que nossos shows não soassem de uma forma tão diferente do disco em si. E entendemos que seria a melhor forma de conseguir representar nossas emoções para o/a ouvinte. Se vocês pudessem escolher apenas uma música dele para estar em um filme, qual seria e por quê? Sempre encaro algumas músicas de viagem, de estrar na estrada. Essa música em questão me descreve um carro andando solitariamente numa rodovia, fim de tarde quase noite. Há alguns momentos de clareza e escuridão nessa faixa, que eu a associo assim. Estamos vivendo tempos obscuros na política, isso impacta a banda de alguma forma ou é algo que vocês preferem não incorporar nas músicas? Impacta sim, é inevitável infelizmente ficar apar do contexto político que estamos. A faixa 2015 mesmo, foi feita sobre um ano muito conturbado pra todo mundo, teve o impeachment e toda aquela agitação vestida de verde e amarelo nas ruas. Outra vez, tocamos juntos com o Early Morning Sky no dia das eleições do primeiro turno. Fomos tocar com os resultados saindo e o desespero quase tomou conta. Mas, estávamos entre amigos e isso ajudou muito. Ter banda nesses momentos é uma válvula de escape pra cada notícia ruim que vem até nós diariamente. Quais são os planos após o lançamento, algum clipe em vista, em quais cidades vocês gostariam de tocar? Nossos planos de pegar a estrada existem sim. Devemos ir pra São Paulo, Maringá, Londrina, Ponta Grossa, e passar por algumas cidades de Santa Catarina. Gostaríamos de passar por mais cidades, porém, todos trabalhamos bastante e no final de semana, precisamos nos organizar melhor. Acredito que deve sair mais algum clipe… piramos em fazer lives tocando o disco cheio, é algo que deve ser feito também. Deixem alguma mensagem para os fãs. Façam bandas com seus amigos e amigas, antes de se verem como banda lembrem-se sempre de sua amizade em primeiro lugar. Confira o disco na íntegra: Siga a Fogo Caminha Comigo nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Instagram | Youtube Confira mais artistas e bandas na seção entrevistas.
Sob clima leve e psicodélico, os alagoanos do Milkshakes lançam ‘Wanderlust’ seu novo disco

O Milkshakes vem da linda cidade de Maceió, no Alagoas. A banda foi formada em 2015 por Duda Bertho (vocal, guitarra, synths). Ele já vinha compondo algumas músicas, e então decidiu chamar alguns amigos para grava-lás. O resultado foi o primeiro EP intitulado ‘Technicolor’, lançado em 2015 com cinco faixas e produzido pela própria banda. A sonoridade psicodélica e nostálgica do grupo ganhou destaque em diversos meios de comunicação pelo país. Sendo o EP considerado um dos melhores discos do ano. Em 2019 eles retornam com seu novo álbum ‘Wanderlust’. Durante as oito faixas podemos escutar uma sonoridade leve, praiana e com influências que vão do indie, passando pelo pós punk e psicodélico, com características que conseguem unir o retrô e o moderno. Encontramos boas doses de psicodelia e viagem na faixa ‘Wanderlust’ que abre o disco, ou uma pegada mais eufórica em Summer. De repente, caímos na melancólica e romântica ‘Take Me to the Stars’ e dançamos ao som de ‘Highway’ com sua vibe mais pós-punk. Wanderlust mostra um som cada vez mais maduro, mais bem trabalhado, onde a banda procura experimentar mais e definir de vez sua faceta. Ouso dizer que já é facilmente um dos melhores discos nacionais desse ano. Aproveitamos esse lançamento para bater um papo com os integrantes e saber um pouco mais sobre a banda e o que tem rolado nesses últimos anos. O primeiro EP ‘Technicolor’ foi lançado em 2015 e de cara mostrou uma baita qualidade e maturidade. Como vocês o avaliam agora quatro anos após seu lançamento? Gostamos bastante. Eram músicas que tinham sido feitas desde 2012, e tinham um lado mais jovem, mais Wavves rockinho de praia, e a partir daí elas foram moldadas com as referências que eu e Chase (Fellipe Pereira) curtíamos na época. Bem dizer muito Innerspeaker, Lonerism e Currents (que foi lançado enquanto a gente gravava). Tem músicas ali que eu não conseguiria repetir. Acho que a inspiração vem do momento e simplesmente acontece, então olho pro ‘Technicolor’ com muito carinho e orgulho. Vocês acham que a cidade onde vivem tem grande influencia sobre o som e estética, ou isso tem mais a ver com suas influências musicais? A cidade influencia sim, mas acredito que as influências estéticas e musicais são muito mais fortes nesse aspecto. Acho que tem um lado de praia, da brisa do mar do fim da tarde que a gente pega de Maceió, mas consumimos tanto de tanto lugar que fica difícil dizer que é só sobre aqui. Em ‘Wanderlust’ vocês experimentam mais e trazem um trabalho que facilmente pode torná-los uma das melhores bandas do indie nacional, como foi trabalhar no disco? Muito obrigado pelo elogio. Foi um trabalho bem interessante e desgastante no bom sentido. Muitas noites viradas, muitas ideias puxadas do HD, músicas sem meio nem final sendo criadas sem fórmula. Algumas vieram de gravações que fiz em casa como ‘Breakfast With You’ e ‘Wanderlust’ e que mostrei pro Chase, já outras como ‘Outerspace’ foram moldadas com a banda. No fim, acabamos levando essas demos e ideias não acabadas pro Montana Records do Filipe Mariz que mixou o disco e nos ajuda sempre no rolê, fomos lapidando as músicas e criando um disco que conta uma história e faz sentido no fim. A produção é do Chase e minha, independente e com muito aprendizado no meio do caminho. Não toco bem, mas brinco com todos os instrumentos, e o Chase toca muito bem bateria e guitarra. O processo era basicamente: levar música estranha inacabada, passar pelo filtro Chase, melhorar melhorar melhorar, gravar, regravar e sair com algo legal. No fim, deu certo. Gravamos tudo em 2017 e nesse ano eu fui morar fora. Passamos um tempo num hiato por que não queria lançar sem poder tocar e investir o tempo nisso. O disco passou a fazer mais sentindo ainda quando voltei, tendo viajado o mundo e sentido um pouco o significado da palavra ‘Wanderlust’, que é a vontade de conhecer novos lugares, novas experiências. Se vocês pudessem escolher um filme para ter o disco ‘Wanderlust’ como trilha sonora, qual seria e por quê? Acho que seria um blend entre 2001: Uma odisseia no espaço, algum filme com pessoas dirigindo carros no deserto e um filme romântico com Owen Wilson na sessão da tarde. A verdade é que cada música desperta uma imagem diferente nas nossas cabeças. Quais são os próximos planos agora que o disco foi lançado? Consideram gravar algum clipe? Queremos gravar ao menos 2 clipes, possivelmente lyric videos e com certeza umas lives mais pocket, na linha desse de Oh Baby do Technicolor – e algumas Lives completas. Existe algum lugar ou artista/banda que vocês gostariam de tocar? Gostaríamos de tocar em novos lugares aqui no Brasil, em um primeiro momento ir a São Paulo. Seria legal tocar com bandas como Boogarins, Glue Trip, Terno Rei e etc. Se fossem artistas de fora, amaríamos tocar com Homeshake, DIIV, Beach Fossils, Mac Demarco. Iríamos abraçar todos. Quais artistas independentes vocês indicariam para o público conhecer? A gente tem ouvido bastante a Taco de Golfe, uma banda instrumental muito boa de Aracaju. Gostamos muito da Mahmed, de Natal, também Obrigado pela disponibilidade em responder as perguntas, deixem um recado para conhecerem a banda. Valeu, gente, ouçam a Milkshakes! Nos aguarde na sua cidade. Confira o disco Wanderlust: Siga o Milkshakes nas redes sociais: Facebook | Bandcamp
ionnalee traz ótimas composições e visuais em REMEMBER THE FUTURE, seu segundo disco

A cantora, produtora e diretora sueca Jonna Lee conhecida por seu projeto audiovisual iamamiwhoami, surgido em 2009 durante uma série de vídeos com mensagens subliminares e três discos de estúdio lançados, resolveu ressurgir sob uma nova e simples identidade assinando apenas como ionnalee. Mesmo passando por alguns problemas de saúde e temendo perder sua voz durante a composição de seu primeiro disco, ela entrou em estúdio e trabalhou duro para que ele saísse como ela tanto queria. Eis que EVERYONE AFRAID TO BE FORGOTTEN foi lançado em maio de 2018, e mostrou uma artista mais aberta, se arriscando mais e com músicas consideradas até mais ”comerciais”. Como é o caso de ‘SAMARITAN’, o primeiro single, isso tudo rendeu uma bem sucedida primeira turnê mundial financiada pelos próprios fãs através do site kickstarter que teve passagem pelo Brasil em agosto de 2018. O êxtase de estar tão próxima de seus fãs, algo que não acontecia após anos de carreira como iamamiwhoami era claramente visto em todas as suas apresentações, tudo isso pareceu um novo recomeço. Em algumas entrevistas ela disse que o apoio dos fãs e a turnê lhe deu forças para continuar compondo um segundo disco, e isso rendeu bons frutos, depois de exatamente um ano ela retorna com novo single e o título do novo trabalho REMEMBER THE FUTURE. ‘OPEN SEA’ abre o disco, é o primeiro single e tem um dos melhores refrões que ionna já fez, enérgica, a música é um synthpop dançante que nos remete um pouco às músicas do disco BLUE, ganhou um vídeo clipe com um clima espacial muito bem trabalhado. Em seguida, temos ‘WIPE IT OFF’, mais ‘dreamy’ e cheia de sintetizadores (do jeito que a gente gosta) que envolvem a música até seu final mais dançante. ‘SOME BODY’ é a terceira faixa e o segundo single, também ganhou vídeo clipe, sua sonoridade é dançante e mistura alguns elementos antigos e novos, com um refrão também bem pegajoso. Em seguida, temos ‘MATTERS‘ que conta com a participação de Zola Jesus, uma música mais sombria e introspectiva, o clima logo muda com ‘ISLANDER’, uma faixa instrumental com uma pegada mais atmosférica e que vai evoluindo com batidas mais pulsantes. A faixa título ‘REMEMBER THE FUTURE’ é o terceiro single, tem boas influências de um pop mais anos 80, nostálgico e com vocais marcantes, é um dos pontos altos do disco, já em ‘CRYSTAL’ temos mais uma colaboração, dessa vez com a cantora também sueca Jennie Abarahamson, a canção também é um pouco mais introspectiva, tem alguns efeitos vocais bacanas e passa um pouco despercebida se você gosta de algo mais agitado. ‘RACE AGAINST’ é uma faixa instrumental e serve de interlude para a próxima, ‘SILENCE MY DRUM’, uma das melhores do disco, é incrível como a voz de ionna consegue criar climas tão belos, temos aqui uma música encantadora e envolvente. A versão de ‘MYSTERIES OF LOVE‘ é definitivamente apaixonante, originalmente composta por Angelo Badalamenti, famoso pelas trilhas sonoras de Blue Velvet e Twin Peaks, aqui temos mais um feat, dessa vez com o Röyksopp, o resultado foi algo profundo e emocional, uma vibe leve que paira até o fim, assim como dançar em slow-motion. O disco termina com ‘I KEEP‘, mesmo sendo a última do disco, ela entrega um clima mágico, dançante e tira qualquer ideia de música aleatória para finalizar um disco. REMEMBER THE FUTURE superou as expectativas, ele traz uma mistura de climas mais nostálgicos e etéreos que são marcas de ionnalee desde seus antigos trabalhos, mas tem também elementos mais novos, os singles foram bem escolhidos e toda a parte visual continua inspiradora e ótima como sempre.
Música, brilho e escuridão com a drag king islandesa Mighty Bear

Máscaras brilhantes, visuais obscuros, misteriosos, homem, mulher ou apenas um ser?Mighty Bear (Urso Poderoso) é como se denomina essa drag queen islandesa, quem está por trás dessa persona artística é Magnús Bjarni Gröndal, conhecido também por assumir os vocais de sua antiga banda de pós-rock We Made God. Seguindo por caminhos totalmente diferentes, Mighty Bear parece algo mais pessoal, um encontro ao ”eu” de um musico que parece procurar novas possibilidades dentro da música. Batidas pulsantes, diferentes climas, experimentos e atmosferas que vão de momentos mais frenéticos a outros mais obscuros e vazios, parece estranho, mas essas palavras descrevem a música eletrônica islandesa, é como se esse som fosse o par perfeito para as paisagens desoladoras, bonitas e deslumbrantes que viram cenário de uma persona totalmente enigmática. Mighty Bear traz uma estética nova para o mundo drag, deixando de lado o visual espalhafatoso e colorido, aqui temos espaço para o brilho e a escuridão. Seu primeiro single ‘Leyndarmál’ foi lançado em 2016, seguido de ‘Hvarf’, mas foi apenas em 2018 que o EP ‘Einn’ ganhou vida, com quatro faixas produzidas por ele mesmo. Junho é o mês da diversidade, por isso decidimos bater um papo com Mighty Bear sobre sua estética, música e o mundo drag, além de questões políticas que estão inevitavelmente ligadas ao tema. Como começou a sua carreira musical, antes do Mighty Bear você participou de uma banda de pós-rock, mas antes de todos esses projetos o que você já havia feito? A música sempre fez parte da minha vida. Desde quando eu era pequeno sempre estive cantando e criando alguma coisa. Eu comecei a minha primeira banda quando eu tinha 16 anos, uma banda punk. Depois de um curto tempo nasceu o We Made God. Nós lançamos três discos e fizemos uma turnê no Reino Unido, Itália e China. Nós fomos uma banda por mais de 15 anos. O que você pode nos falar sobre essa persona Mighty Bear? Mighty Bear é uma extensão de mim mesmo. É uma combinação de ambos os meus lados masculino e feminino. Com o Mighty Bear eu me permito ser verdadeiro sem pensar muito no que os outros vão achar. Sobre a sua estética, geralmente drag queens tem um visual colorido e exuberante, o que você pensa sobre isso e como foi criar algo totalmente diferente, mais sombrio e misterioso? Foi importante para me expressar, e sempre gostei dos visuais mais obscuros. Quando eu era adolescente e encontrei o rock minha vida mudou completamente. Eu finalmente tinha encontrado algo que falava comigo. Quando eu estava criando o Mighty Bear eu queria muito expressar isso. Nesse projeto o seu foco é a música eletrônica, experimental, como foi essa escolha, você acredita que esse gênero é mais amplo? Sempre fui fã da música experimental e de fazer algo novo. Mas nunca foi uma decisão consciente criar esse tipo de música. Já que eu queria me expressar e sabia que eu teria que fazer tudo, então a música eletrônica foi uma escolha óbvia já que eu poderia criar tudo sozinho. Eu amo trabalhar com outras pessoas, mas o Mighty Bear foi sempre suposto a ser apenas a minha criação. Definitivamente penso que esse gênero é amplo e pode se expandir mais. Como é a cena drag na Islândia? A cena drag na Islândia ainda é nova mas está crescendo rapidamente. Nós temos um monte de drag kings o que é muito interessante. É algo muito diverso para um país tão pequeno. Atualmente o Brasil está ganhando destaque por sua cena musical queer, Pabllo Vittar é uma das drag queens com milhões de visualizações no Youtube. Você conhece nossas drags? Não conheço, mas definitivamente irei procurar sobre. Junho é o mês da diversidade e recentemente nossa justiça criminalizou a homofobia, isso é muito importante tendo em vista os momentos difíceis que estamos vivendo na política. Como são as políticas para as pessoas LGBT na Islândia? A Islândia é muito liberal quando se fala em políticas LGBT e sou muito grato por isso. Diálogos de ódio são ilegais já faz um bom tempo. Nós tivemos a primeira presidenta mulher do mundo e tivemos um primeiro ministro assumidamente gay. Ainda temos um longo caminho a percorrer, principalmente no que diz aos direitos trans. Quais são os seus planos futuros, está gravando música nova ou tem planos para um disco cheio? Atualmente estou trabalhando em um novo EP, que está quase pronto. Ele deverá ser lançado em breve. Se você pudesse escolher um artista favorito para se apresentar ao lado qual seria e por que? Tenho uma música que será lançada em breve onde trabalhei junto com Hans, uma drag king da Islândia e estou super animado com isso. Muito obrigado pela disponibilidade em falar com a gente, deixe um recado se quiser. Muito obrigado por mostrar interesse no meu trabalho. Visite: www.mightybearmusic.com para mais informações. Siga Mighty Bear nas redes sociais: BandcampFacebookSiteYoutubeInstagram
Uma jornada pelo rock instrumental do Hiroshima Bunker

Hiroshima Bunker é um quarteto que surgiu na capital de São Paulo, formado por Enzo Marco (guitarra), Eduardo Zeineddine (baixo), Gabriel Rego (guitarra) e Fernando Belchior (bateria). O pontapé na carreira veio com a gravação do primeiro single ‘Frankenstein’ , lançado em 2017 e influenciado pelo clássico livro da famosa autora Mary Shelley publicado há mais de 200 anos atrás, precisamente em 1818. A partir daí, surgiram shows por diversas cidades de São Paulo, esse era o start perfeito para começarem as gravações do tão aguardado primeiro EP. Batizado de Galáxia de Infinitos, o disco foi lançado em 2018, e apresenta cinco faixas que fazem uma jornada que transita por estilos como rock psicodélico, jazz, grunge e post-rock. Essas influências trazem momentos onde experimentam com várias texturas. Nas palavras do guitarrista Enzo Marco: ”À frente desse indivíduo — que poderia ser eu, você ou qualquer outro –, há territórios desconhecidos a serem explorados. São inúmeras as dúvidas que nos assombram, ao mesmo tempo, as mesmas dúvidas nos preenchem e se tornam possibilidades. O universo é colossal demais para não nos movimentarmos livremente. Não somos sólidos, mas sim pequenas partículas fragmentadas fluindo e, a qualquer momento, vamos deixar de ser essa massa densa para nos transformarmos em algo novo. É um ciclo sem fim. Somos mutáveis, como ondas sonoras que passeiam pelo universo através de um pedal de delay. Somos frequências que reverberam pelos planetas e invadem todas as dimensões inimagináveis. Estamos imersos em uma galáxia de infinitos.” Você pode escutar o disco na íntegra no link abaixo: Em 2019 a banda está se preparando para gravar um novo single, que deverá sair em breve, mas enquanto isso você pode escutar o EP nas plataformas digitais e ficar por dentro das novidades nas redes sociais, os links estão logo abaixo. Acompanhe o Hiroshima Bunker nas redes sociais: Facebook Youtube Instagram
Rammstein: após 10 anos retornam com sétimo disco em ótima forma

Desde o começo dos anos 90 que o Rammstein é considerado uma das melhores e mais bizarras bandas do heavy metal. Sempre muito críticos e irônicos, já foram censurados e proibidos de tocarem em alguns lugares, suas performances ao vivo são sempre cheias de grandes momentos que vão de pênis de borracha, caldeirão de fogo à mega explosões. Algumas letras difíceis de entender ou clipes muito bem produzidos, tudo isso faz deles uma das melhores bandas do planeta. Agora em 2019, eles retornam com seu disco homônimo, o sétimo da carreira. O primeiro single ‘Deutschland’, traz claramente uma visão do que a banda e até alguns de nós temos sobre a Alemanha. Um olhar de raiva sobre seu passado triste e sofrido, mas também o renascimento e a construção de uma nova nação. A sonoridade é uma mistura do antigo Rammstein, mais eletrônico e cheio de sintetizadores com o peso de seus discos mais atuais Reise, Reise e Rosenrot. Em seguida, Radio, pesada, dançante e com um sintetizador marcante como na época do disco Sehnsucht. A música fala sobre a criação do rádio, com um refrão pegajoso que é praxe em grande parte das músicas da banda, e também com pitadas de críticas. Zeigh Dich, traduzindo para o português “Mostre-se”, a letra é forte e faz uma crítica dura às igrejas e religiões que promovem o sagrado, mas na verdade cometem o profano. O coro em latim no início, traz um ar de novidade para a faixa, mas no geral ela se encaixaria bem em um de seus trabalhos mais recentes. Mais uma vez os sintetizadores bem marcantes, em Aüslander temos batidas apelando para o pop, mesmo assim é uma das melhores do disco. Nas letras, Till usa o sarcasmo contra estrangeiros e cita algumas frases em diferentes línguas, como francês, italiano e inglês. Sexo sempre fez parte dos temas das letras do Rammstein, e agora temos isso de forma bem direta. A faixa Sex, é pesada, moderna, mas não traz muita novidade, mesmo assim não deixa de ser uma boa pedida para um set ao vivo. Puppe é com certeza um dos pontos altos, aqui conseguimos sentir toda a fúria dos vocais de Till, quase alcançando um gutural. Gosto do fato da sonoridade manter peso mesmo sem usar riffs rápidos ou pedais duplos na bateria, isso é algo que eles fazem muito bem. Em Was Ich Liebe a banda usa mais batidas eletrônicas, o que traz uma certa inovação para o som, mas no decorrer não temos tanta novidade. Temos em Diamant uma voz/violão no estilo Rammstein, sem muitos detalhes, com cordas de fundo, servindo como ponte para a próxima faixa. Weit Weg, aqui também não temos novidade, uma música que pode passar bem despercebida durante sua audição. Chegando ao fim do disco, Tattoo é mais um dos destaques, uma faixa pesada e enérgica, lembrando facilmente a sonoridade do disco Mutter (2000). E quem mais faria uma letra até poética sobre a tatuagem? Quem fecha o setlist é Hallomann, e como Rammstein também é cultura, aqui aprendemos até algumas expressões de conversação como ”Hallo kleines Mädchen, wie geht es dir? / Mir geht es gut, sprich nicht zu mir”. Em Sonne, do disco Mutter, aprendemos a contar do 1 ao 10, se lembram? Brincadeiras à parte, a sonoridade de Hallomann tem um clima de final mesmo, foi uma boa escolha. Em seu sétimo disco, a banda continua em ótima forma, misturando momentos de novidade com suas características que os fizeram uma das melhores bandas do metal, as letras são fortes e não deixam dúvidas ou enigmas, tudo é muito direto, mesmo com ótimo discos lançados após os anos 2000, o homônimo Rammstein mostra decentemente o poder do sexteto alemão. Siga a banda nas redes sociais: FacebookInstagramYoutube
Rebobinados indica #12: Lançamentos 2019

Pesta – Faith Bathed in Blood Faith Bathed in Blood é o segundo disco de estúdio dessa brilhante banda mineira de stoner/doom lançado em 28 de fevereiro pelo selo Abraxas Records, durante as oito faixas ouvimos um som pesado, riffs dinâmicos e um vocal poderoso, o foco aqui foi produzir algo mais orgânico, com uma sonoridade fiel aos seus shows ao vivo. A produção ficou por conta de André Cabelo da banda Chacal, com quem já haviam trabalhado anteriormente em seu também elogiado primeiro debut Bring Out Your Dead. As letras giram em torno de ações em nome das religiões, fanatismo, rituais ou pessoas que se julgam executores da justiça na Terra. TR/ST – The Destroyer, Part. 1 Já fazia um bom tempo que Robert Alfons, líder do TR/ST, não lançava nada novo, o seu último disco Joyland saiu em 2014, desde então apenas duas músicas novas foram apresentadas durante alguns shows que a banda fez. O surgimento da nova “Bicep” deixou os fãs animados, mas foi só em 2019 que o primeiro single “Gone” foi lançado e deu indícios certos de um disco novo, ainda foram apresentadas as faixas “Unbleached” e “Colossal”, mostrando que a sonoridade ainda trazia aqueles nuances dark eletrônicos bem agitados e os vocais frios e graves ou até desajeitados.The Destroyer, Part. 1 mantém o TR/ST em um bom patamar da música eletrônica alternativa, mesmo com um pé na cena dark, ele consegue atrair também os ouvidos do público mais indie, fãs de artistas como Grimes e ionnalee. Bomfim – Vazio Bomfim surgiu na cidade de Joinville no ano de 2017, trazendo uma mistura de rock alternativo com influências de shoegaze e dream pop, as composições ora trazem um som mais frio, melancólico ou uma guitarra delicada e mais aérea, cheias de letras afetuosas que criam uma ponte com o ouvinte, Arrepio, Astronauta e Medo provavelmente ficarão no seu repeat por algum tempo. O EP batizado de Vazio traz quatro faixas e foi lançado pela gravadora Nuzzy Records, a banda já se apresentou ao lado de nomes como Gorduratrans, Terno Rei e Adorável Clichê. Desert Crows – Age of Despair Goiânia tem sido a nova capital do rock, ultimamente grandes nomes vem surgindo de lá, e pode apostar que o Desert Crows é um deles. O power trio formado por Vitor Mercez (guitarra e vocal), Raul Martins (baixo) e Pedro Nascimento (bateria) nos apresentam seu primeiro disco Age of Despair. Com uma baita produção e um som moderno que transita entre o stoner rock e o grunge, esse é um daqueles discos pra ouvir no último volume, com músicas poderosas, pesadas e cheias de melodias que vão grudar na sua cabeça. O lançamento ficou por conta do selo Monstro Discos. Westkust – Westkust O novo quinteto sueco de Gotemburgo, Westkust, traz seu segundo disco auto intitulado. A capa fofinha com rosas em um campo (mas com uma péssima tipografia) nos dá alguma ideia do que está por vir. Um shoegaze/dream pop mais puxado para o indie rock, com guitarras barulhentas, mas também com melodias bonitas, assim como faziam os The Pains At Being Pure At Heart, os vocais se encaixam bem, o disco mesmo sendo curto não passa despercebido, é um bom lançamento, acredito até que a banda tem tudo pra ser mais conhecida, pois eles fazem o tipo de som que é agradável de se escutar em um festival, não deixe de conferir! FONTAINES D.C. – Dogrel Seria um erro não falar algo sobre esse disco por aqui, afinal o FONTAINES D.C. surgiu em 2018 direto de Dublin e em 2019 chegaram chutando tudo com Dogrel, seu primeiro disco de estúdio. Aqui eles trazem de volta aquele revival do pós-punk do fim dos anos 70, com um sotaque bem puxado, guitarras bem cruas e um som bem agitado, mas com espaço para algo mais ”comercial” como na ótima “Television Screen”. Não é toa que o disco tem atingido ótimos rankings pela Europa, e é também um dos mais comentados em sites de música especializada, a banda tem cerca de cinquenta shows marcados pela Europa e América do Norte. Uns dizem que o rock está morto, nada tão relevante tem sido lançado, talvez essa seja a hora de mudar isso! Ave Sangria – Vendavais Quarenta e cinco anos, esse foi o tempo entre o primeiro disco Ave Sangria (1974) e Vendavais que acabou de ser lançado. Essa importante banda do rock nacional surgiu em Pernambuco, naquela época, impressionaram pelo som com influências de psicodelia, progressivo e da já conhecida tropicália. Não sabemos ainda o por quê, mas depois de todo esse tempo a banda começou a ganhar mais reconhecimento, e tão rápido o disco homônimo de 74 estava nas graças do povo, considerado agora como cult. A parte boa é que a banda vendo o retorno decidiu se reunir para apresentar alguns shows e também gravar um disco novo, por que não? Há poucos dias Vendavais chegou aos streamings do mundo, um disco impressionante, potente, bem composto e bonito. Vida longa ao Ave Sangria! Confira outras indicações da seção Rebobinados indica.
Wolfheart e Fleshgod Apocalypse fazem apresentações devastadoras em São Paulo

Na quarta-feira de feriado (1 de Maio) São Paulo recebeu dois ótimos nomes do metal extremo. As bandas Wolfheart (Finlândia) e Fleshgod Apocalypse (Itália), se apresentaram na The House (antigo Hangar 110) com produção da EV7 Live. Cheguei na casa por volta das 18h50 e as portas ainda não estavam abertas. Uma fila com um número considerável de fãs aguardava, no entanto, em de dez minutos a entrada foi liberada. A estreia do Wolfheart no Brasil O primeiro show da noite começou por volta das 19h45 com o Wolfheart. A banda finlandesa é formada por Tuomas Saukkonen (guitarra, vocal), Mika Lammassaari (guitarra), Lauri Silvonen (baixo, vocal) e Joonas Kauppinen (bateria). Subiram ao palco fazendo sua estréia em terras brasileiras, essa é a primeira vez que a banda vem à América do Sul. O disco mais recente Constellation of the Black Light foi lançado em 2018 pela Napalm Records. A apresentação foi intensa e pesada, uma banda muito boa no palco, com riffs rápidos e destruidores. Ora tivemos atmosferas mais arrastadas e melódicas com influências do doom e folk que não são tão perceptíveis no som, mas sim nas letras que falam sobre natureza, guerreiros e apocalipses. O público ainda pequeno estava tímido, mas aos poucos foi ganhando intimidade, com moshpits, gritos e aplausos durante os 45 minutos de apresentação. O setlist mesmo que curto passou por toda a discografia, a faixa Boneyard já conhecida pelos fãs finalizou o show. A banda estava feliz por tocar pela primeira vez para o público brasileiro, agradeceu a presença de todos e saiu do palco muito ovacionada. Fleshgod Apocalypse e seu furacão musical Em menos de trinta minutos após o primeiro show, o palco já estava montado e todos os instrumentos prontos para receber a atração principal da noite. Essa é a segunda vez dos italianos do Fleshgod Apocalypse aqui. A primeira aconteceu em 2017 ao lado dos gregos do Septic Flesh. Exatamente às 20h53 os integrantes subiram ao palco para o delírio do pequeno público que os aguardava ansiosamente. Logo de cara deram início com a destruidora ‘The Violation’ do disco Agony. Em seguida, ‘Healing Through War’ do disco King de 2017, uma dobradinha matadora capaz de quebrar o pescoço de qualquer um. Uma pequena pausa e continuaram com ‘Cold As Perfection’ que se destaca pelos vocais de opera, feitos pela incrível Veronica Bordacchini que excursiona com a banda ao vivo. Mais uma pequena pausa para conversar com a audiência, e o vocalista Francesco Paoli disse que eles iriam lançar um disco novo chamado Veleno. Em seguida, tocaram uma música desse disco, a resposta foi imediata, então seguiram com ‘Sugar’, primeiro single. O setlist contou com músicas de todos os discos e parece ter agradado os presentes. Destaque também para mais uma música nova que estará no novo disco, intitulada ‘Fury’. Não podiam faltar também ‘The Fool’, ‘Epilogue’ e ‘The Egoism’. Já fui em alguns shows de metal extremo, mas nenhum comparado a esse, é difícil ficar parado em qualquer música. Essa mistura de death metal com orquestras, duetos entre guturais e vocais de ópera femininos e masculinos fazem com que tudo fique mais ”freak”. Mais uma pequena pausa e a banda volta ao palco para finalizar sua apresentação com ‘The Forsaking’. Os fãs abriram uma grande roda de mosh pit no meio da pista para fechar também com chave de ouro. As duas bandas fizeram apresentações impecáveis, poderosas e devastadoras. Era visível que cada integrante estava se doando, e imagino que esses caras devem ficar bem cansados com toda essa intensidade. O ponto fraco ficou por conta do público que desapontou, acredito que não haviam nem trezentas pessoas presentes ali. Isso é algo que a própria bandou notou ao se despedir dizendo que ”com certeza irão voltar e que esperam que tenham um público maior e maior e maior… ”. Uma pena, visto a qualidade de ambos e sabendo que é tão difícil ter um show dessas bandas por aqui. Mas já notamos que os brasileiros acabam se acostumando com ”mais do mesmo”, shows do Iron Maiden e Metallica, continuam com sold out, mesmo não trazendo nada de novo aos fãs. Parabéns a produtora EV7 Live pela iniciativa em trazer bandas com esse tipo de som e obrigado pelo credenciamento. Acompanhe o Fleshgod Apocalypse nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Veleno: Confira outras resenhas de shows acessando aqui.
O Cientista Perdido: projeto traz rock atmosférico com influências que vão de Radiohead a Björk

O Cientista Perdido é como o brasiliense Rodrigo Saminêz batizou seu projeto musical, que ganhou vida em 2018. O primeiro single “Cientista” traz um sonoridade leve, etereal, capaz de te transportar para um mundo paralelo. Nas palavras de Rodrigo: “Cientista” é a minha resposta pro mundo à uma pergunta que eu nem sei qual é. É algo que quero dizer e que sinto que precisa ser dito já faz tempo. Foi escolhida a dedo como primeira canção, a única música cujo eu-lírico sou eu mesmo, e não o personagem que criei pra me relacionar com a música. Na verdade, essa é uma música dedicada à este personagem, para que ele siga qualquer caminho sempre lembrando de sua própria essência.” Alguns meses depois, o novo single “Before” foi lançado, este traz um sentimento saudosista: ”Quem nunca sentiu aquele sentimento confuso de sentar para assistir fitas VHS com compilados de memórias da sua infância? Ver a si mesmo no passado pode ressuscitar as alegrias e os questionamentos mais antigos e “auto-inerentes”. E é justamente a extrema individualidade da situação descrita que inspirou o segundo single d’O Cientista Perdido. “Before” traz, junto ao seu videoclipe uma paz que é, ironicamente, saudosista e inquietante, e repete constantemente a pergunta: “o que você quer ser quando crescer? “. O single acompanha uma faixa instrumental bônus, intitulada “In the Shadows”. Para compreender melhor as ideias, batemos um papo com Rodrigo sobre o início de seu projeto, suas composições, o futuro EP e o próximo single que sairá no dia 26 de abril. Quando e como foi o seu primeiro contato com música? Acho que o primeiro contato que de fato começou a mudar algumas coisas dentro de mim foi com Clocks, do Coldplay, que tocou num filme que eu tava assistindo – eu devia ter uns 10, 11 anos. Eles sempre foram minha banda favorita, muito por causa disso. Foi a partir deles que comecei a não só ouvir, mas a me conectar com a música. O primeiro álbum completo que ouvi foi o A Rush of Blood to the Head, aí depois fui seguindo os outros discos deles. Cada álbum era único, e eu fui me encantando cada vez mais pela ideia de discos de estúdio, conceitos sonoros, identidade musical… por aí vai. Sobre o seu processo de composição, o que vem primeiro as letras ou o instrumental? Isso depende. Gosto de enxergar cada música como um universo particular, logo as regras do jogo sempre vão mudando. Cientista começou há uns quatro anos atrás, quando quis escrever uma música explicando o nome do projeto de uma maneira bem indireta. Aí a letra veio antes de tudo, tanto que só fui de fato finalizar a música no fim de 2018. Já a Before surgiu depois que eu toquei exaustivamente os dois acordes da base da música e tentei cantar algo por cima deles. Mas não gosto, e nem pretendo ter um ponto de partida fixo p’ras minhas músicas. Isso tudo depende do que tá rolando na minha cabeça no momento. Foi difícil definir qual seria o estilo das suas músicas? Não só foi, mas é tão difícil que até hoje eu não sei dizer direito! Um dos pilares d’O Cientista Perdido é flutuar dentre os gêneros de uma forma fluida e orgânica, e é isso que venho tentado fazer, tanto nesses singles avulsos, quanto em projetos futuros. Tem sido muito difícil encaixar minhas músicas em alguma fôrma justamente pelo fato do processo criativo delas ser muito imersivo pra mim. Fico tão dentro de cada universo que fica difícil sair pra olhar aquilo tudo por fora. Mas é justamente que eu tenho um grupo seleto de amigos, que sempre acompanha todas as etapas das músicas e vai me guiando sobre o que eles acham, sentem e se recordam enquanto ouvem. Mas no fundo, no fundo, as músicas são, sonoramente, um reflexo de tudo que eu ouço. Tudo acaba sendo uma porcentagenzinha de cada artista que estou ouvindo no momento, que no fim compõem uma identidade própria. Qual a sua opinião sobre a cena independente nacional e a facilidade que artistas tem ao poder criar suas músicas sem ajuda de alguma gravadora? Eu sou muito otimista em relação à cena independente. O público de artistas independentes é específico, mas é sempre um público muito caloroso e apoiador. Falando especificamente sobre Brasília, minha cidade, o que eu vejo é uma rede enorme de artistas e amigos que estão extremamente dispostos a se ajudar e se conhecer, valorizar mutuamente os trabalhos. No entanto, a facilidade do acesso à softwares de gravação caseira e coisas do gênero as vezes parece ser desculpa para alguns artistas se manterem na mediocridade e na mesmice. Fico feliz disso não ser recorrente na minha cena, ou ao menos não com os artistas que conheço, mas é comum ver alguns artistas de Bandcamp que tem uma falsa ambição e uma vontade de crescer que é maior do que o carinho e da alma que são colocados na música. Isso é triste, mas ao mesmo tempo, é facilmente ignorável, devido à enorme gama de artistas incríveis que tenho o prazer de acompanhar, sempre ambiciosos e extremamente zelosos. Pretende lançar um disco completo ou EP? Meu primeiro EP tá a caminho! Pretendo lançar entre junho e julho desse ano, mas não prometo nada! Quem quiser alguns spoilers fica ligado nas redes sociais pra ver quando vai ter show, a gente já tá tocando algumas músicas dele. Quais são suas influências não musicais? Estudo letras inglês na UnB, então a literatura (canônica ou não) é um elemento que geralmente se encontra presente nas minhas composições, em termos de letra. Sempre tento parafrasear alguma coisa que li para alguma matéria e chamou minha atenção. Mesma coisa pra alguns filmes. Além disso, as músicas geralmente surgem de situações, hipóteses, histórias imaginárias. Posso dizer que existe pelo menos uma música pra cada uma desses elementos listados na frase anterior dentro do meu EP. Deixe um recado para quem ainda não conhece sua
Polly Terror: composições sombrias e melancólicas em “Special Fiend”, seu EP de estréia

Poliana Marques é a mente por trás de Polly Terror, seu novo projeto musical. Ela é conhecida por sua participação nas bandas Duna, Brisa e Chama, e também por ser uma das fundadoras do evento Chá das Mina, um coletivo que tem o intuito de enaltecer e divulgar mulheres artistas da cidade de Betim em Minas Gerais e entorno, através de exposições, shows e rodas de conversa. Em sua nova banda, Poliana experimenta através de diferentes estilos, como rock, metal e industrial. Entre suas influências estão artistas como Chelsea Wolfe, Emma Ruth Rundle e The Cure. Special Fiend é o nome do seu EP de estréia, um disco com cinco músicas produzido pela própria Polly em parceria com Fábio Mazzeu (Mayen e ex-Lively Water) e Porquinho (Grupo Porco e Fodastic Brenfers). As composições trazem momentos mais sombrios, melancólicos e experimentais, abordando suas experiências pessoais. O lançamento ficou por conta do selo Abraxas de São Paulo e Geração Perdida em Belo Horizonte, ambos responsáveis por trabalhar com bandas importantes do cenário musical nacional e internacional, como Lupe de Lupe, Necro, Neurosis e Kadavar. Acompanhe Polly Terror nas redes sociais: FacebookInstagram
Fleshgod Apocalypse: banda italiana de death metal sinfônico retorna ao Brasil com nova turnê

A história do Fleshgod Apocalypse começa na pequena capital de Perúgia, na Itália onde se juntaram no ano de 2007 para gravar a primeira demo. No ano seguinte, lançaram o split Da Vinci Death Code, e em seguida tocaram como banda de apoio em uma turnê europeia ao lado de grandes nomes como Behemoth, Napalm Death, Dying Fetus entre outras. O primeiro disco Oracles foi lançado em 2009, e trazia uma mistura do peso do death metal com música clássica, o que chamou atenção do público amante da música pesada. Dois anos mais tarde, eles assinaram com a Nuclear Blast e lançaram mais três discos, sendo eles: Agony (2011), Labirynth (2013) e King (2016). O quinto e novo disco intitulado Veleno será lançado no dia 24 de maio, também pela Nuclear Blast e para divulgá-lo a banda retorna após dois anos desde sua última passagem pelo Brasil. As duas apresentações acontecem em 01 de Maio em São Paulo e em 02 de Maio em Curitiba com produção da EV7. A banda finlandesa Wolfheart, conhecida por seu som que mistura death e folk metal, será a convidada especial para abrir as apresentações da turnê latino americana, essa é a primeira vez que eles tocam na América do Sul, então se eu fosse você não perderia essa apresentação histórica que promete quebrar tudo no Hangar 110. Enquanto o disco não sai, você pode conferir o clipe do primeiro e novo single, “Sugar”: Abaixo você encontra todas as informações das duas apresentações da banda no Brasil: Fleshgod Apocalypse + Wolfheart em São PauloData: 01/05/2019Local: The HouseEndereço: R. Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro, São Paulo/SPClassificação: 18 anosIngressos: https://ticketbrasil.com.br/show/6864-fleshgodapocalypseewolfheart-saopaulo-spInformações: www.facebook.com/events/391711238293896/ Fleshgod Apocalypse + Wolfheart em CuritibaData: 02/05/2019Local: JokersEndereço: R. São Francisco, 164 – Centro, Curitiba/PRClassificação: 18 anosIngressos: https://ticketbrasil.com.br/show/6865-fleshgodapocalypseewolfheart-curitiba-prInformações: www.facebook.com/events/334361783875394/
Conflitos, política e música: conheça o Pussy Riot, grupo russo feminista que se apresentará pela primeira vez no Brasil

O grupo começou em 2011 na capital de Moscou, mas foi em 2012 que o início de carreira foi marcado por conflitos e prisões. Acontece que as meninas se juntaram pra fazer uma apresentação não autorizada na Catedral de Cristo Salvador, a apresentação durou poucos segundos e as integrantes foram imediatamente retiradas e presas acusadas de vandalismo. O ato foi feito em manifestação contra a igreja ortodoxa e o presidente Vladimir Putin. Putin, que é um dos principais alvos do grupo disse que elas ” haviam infringido os fundamentos morais da nação e estavam recebendo o que pediram… ”, além disso o grupo foi responsável por outras manifestações, como a do jogo no final da Copa do Mundo 2018 entre França e Croácia, onde uma integrante entrou no campo durante a partida para protestar contra Putín. Em suas apresentações ao vivo ou em entrevistas, as integrantes cobrem os rostos e usam roupas incomuns, geralmente blusões e calças largas, para sair fora dos padrões impostos sobre as mulheres. No total, o grupo tem cerca de 25 pessoas, entre artistas e assistentes que filmam e editam seus vídeos. Aqui no Brasil elas se apresentarão no dia 20 de abril no festival Garotas à Frente realizado pela agência Powerline que contará com outras bandas nacionais, no Fabrique Club, o evento contará também com workshops, debates e muito mais. Aproveitando a passagem pelo país elas participarão do projeto Girls Rock Camp e também se apresentarão no festival Abril Pro Rock em Recife no dia 19 de abril. O que será que vem por aí? Alguma manifestação contra Bolsonaro e seu governo? Quem sabe… só indo pra ver, abaixo segue as informações sobre a apresentação delas por aqui! Confira todas as informações para não perder esse show: SERVIÇOPussy Riot no festival Garotas à FrenteEvento: https://www.facebook.com/events/285488125446518/Data: 20 de abril de 2019Horário: a partir das 16 horasLocal: Fabrique ClubEndereço, Rua Barra Funda, 1071 (Barra Funda – SP)Ingressos online: R$ 80,00 (1º lote – promocional e estudante)-ESGOTADO, R$ 100,00 (2º lote – promocional e estudante)https://pixelticket.com.br/eventos/3119/festival-garotas-a-frente-pussy-riotCensura: 12 anos
O sludge nacional em 10 bandas

O Sludge Metal é um dos subgêneros do heavy metal, surgiu no início da década de 90 lá no sul dos Estados Unidos. Em suas características, os riffs arrastados vindos do doom metal, e ora brutais e rápidos como no hardcore, que fazem com que o estilo seja um dos mais dinâmicos do metal, capaz de criar diferentes momentos intensos em uma só música. A partir dos anos 2000 o sludge passou a ganhar mais força, se bandas que deram vida ao movimento ainda estão em ativa e lançando discos, caso do Neurosis e Melvins, muitas outras surgiram pra carregar essa bandeira pela frente, como Isis, The Ocean entre outros. Aqui no Brasil, ainda que esse não seja tão explorado, temos grandes nomes na cena, que inclusive tem reconhecimento na gringa também, caso do Jupiterian, que ultimamente tem realizados shows pela Europa ao lado de grandes nomes. Abaixo listamos dez bandas do estilo que você precisa conhecer! Reiketsu Basalt Noala God Demise Jupiterian Goatmantra Carahter Ourang Medan Marte Câimbra
Rebobinados indica #11

Teenage Wrist Esse trio californiano lançou seu primeiro disco Chrome Neon Jesus pelo selo Epitah, as 11 músicas trazem influências de shoegaze, emo e grunge, lembrando bastante o rock da década de 90 de bandas como Puddle of Mudd e Bush. Destaque para as faixas “Chrome Neon Jesus”, “Stoned, Alone” e “Dweeb”. Projeto 412 Esse duo de Osasco apresenta em sua composição um som forte, marcante e de atitude, traduzido apenas por guitarra e bateria, assim como The Black Keys, Death From Above 1979 e White Stripes, que inclusive são suas influências. O primeiro single se chama ”Jovens Reis” é dá um gosto do que está por vir. Mind Cinema Com uma sonoridade calcada no dream pop e psicodélico, e dois discos de estúdio lançados, essa banda mexicana atualmente está preparando seu terceiro álbum e recentemente gravaram um cover para “All the Flowers in Time Bend Towards Sun” interpretada por Jeff Bucley e Elizabeth Fraser (vocalista do Cocteau Twins). Alles Club Fazendo um intercâmbio entre Brasil e Suíça, o Alles Club começou a compor seu primeiro EP intitulado “Décollage” no ano passado, a sonoridade é influenciada pelo shoegaze dos anos 90. Tumbas Os colombianos do Tumbas trazem um som agressivo e de atitude, com influências desde o pós punk ao deathrock. Até o momento lançaram apenas um disco em 2016, uma ótima pedida para quem gosta de Christian Death e Siouxsie and the Banshees. Nosso Querido Figueiredo O projeto Nosso Querido Figueiredo surgiu em 2008 na cidade de Porto Alegre e traz composições minimalistas, com influências entre o noise, experimental e eletrônico. O novo disco intitulado “Os Melhores Anos de Nossas Vidas” será lançado no dia 14 de março, a faixa “Respira” é um dos singles e foi composta a partir do clima de comemoração das eleições presidenciais de 2018. Poptone Esse é o novo projeto de Daniel Ash (Bauhaus, Love and Rockets, Tones on Tail) juntamente com Kevin Haskins (Tones on Tail, Love and Rockets) e Diva Dompé. O disco traz versões repaginadas de algumas músicas das bandas dos integrantes, partindo do pós-punk, new wave ao industrial.
ionnalee lança “Open Sea”, o primeiro single de seu novo disco

A cantora sueca ionnalee, responsável também pelo projeto audiovisual iamamiwhoami, lançou nesta quinta-feira (7) seu novo single “Open Sea”, que fará parte de seu segundo disco solo intitulado Remember the Future que tem lançamento previsto para maio desse ano. Sua nova turnê terá como suporte a cantora Allie X e TR/ST, os primeiros shows acontecerão em abril. Assista o clipe abaixo:
Lançamentos nacionais para começar bem 2019

Estamos de volta! O recesso e a ressaca ficaram pra trás (pelo menos o recesso sim), e nada melhor do que começar falando do que a gente mais ama, MÚSICA! Trouxemos alguns lançamentos nacionais pois o ano de 2019 está só começando. Já temos aí uns bons discos pra indicar, e esse ano prometemos ficar ainda mais ligados nos lançamentos nacionais. Bora dar o play e conhecer música nova! YMA Par de Olhos é como foi batizado o primeiro disco de YMA, jovem cantora da cena indie nacional, as oito faixas passeiam por diversos estilos como dream pop, rock e experimental, as composições são em grande maioria em português. Olympia Tennis Club Trio mineiro de mulheres, direto de de Juiz de Fora, lançaram esse mês seu primeiro EP com as faixas “Thick Lipped Grrrl” e “Greg Oblivian”. O som é uma mistura de grunge com garage rock, se você visitar o bandcamp ainda pode ouvir um cover do The Shangri-Las. Terno Rei Ontem os paulistanos do Terno Rei lançaram seu tão esperado terceiro disco, “Violeta” contém 11 faixas e traz o familiar dream pop melancólico que destacou a banda como uma das melhores da cena indie nacional. Separable Para começar bem o ano, vamos de lançamento, Solúvel Solidão é como Thiago Bittencourt batizou o primeiro disco do Separable, seu projeto musical. As músicas são todas cantadas em português e trazem influencias de rock alternativo e shoegaze. Viratempo Preste a completar três meses desde seu lançamento, Cura é o primeiro disco dessa banda paulistana de indie/dream pop, as composições abusam dos sintetizadores, trazendo uma vibe bem anos 80, o álbum ainda conta com as participações de Otto e Gab Ferreira. Babycarpets Nova no cenário shoegaze, o Babycarpets acaba de lançar seu primeiro single, a faixa “Spectre” traz guitarras barulhentas e nostálgicas, bebendo da fonte das bandas da década de 90 como My Bloody Valentine e Slowdive. Quer ficar antenado com os lançamentos? Então confira nossa seção Rebobinados indica.
Pioneira no cena gótica, Escarlatina Obsessiva lança Back to the Land, sétimo disco da carreira

A dupla mineira Karolina Escarlatina (baixo, vocais) e Zaf (guitarra, teclados e drum machine) são os responsáveis pela Escarlatina Obsessiva, banda que desde 2007 vem firmando sua história e importância no cenário gótico underground. Poucos artistas sobrevivem com uma discografia de quase dez discos, ainda mais se falando em DIY (faça você mesmo). Em um cenário onde a indústria musical praticamente não existe mais, ou só contempla bandas e artistas milionários, essa dupla de São Thomé das Letras (cidade maravilhosa) merece destaque por todo sua força de vontade e amor à música. Além de serem os compositores de todas as suas músicas, eles são responsáveis por toda a arte dos discos, mídia envolvida na produção de seus clipes e merchan. Outro projeto incrível da banda foi a criação do primeiro festival totalmente underground na cena gótica alternativa, o famoso Woodgothic Festival que já teve cerca de cinco edições na cidade de São Thomé das Letras e contou com diversas bandas do cenário pós punk, darkwave e gothic rock. Pra citar algumas, já se apresentaram por lá As Mercenárias, Anvil Fx, Varsóvia, Gattopardo, Wry, Gangue Morcego e Tempos de Morte. A próxima edição está prevista para 2020, com mudança de local, que dessa vez acontecerá no Solar/Pousada das Magas que fica há 3 km do centro da cidade, o que tornará o evento mais liberto de toda a burocracia pública. O sétimo disco batizado de Back to the Land foi lançado no dia 22 de dezembro via Deepland Records, contém 10 faixas e mais uma vez mostra a banda se reinventando, algo que vem acontecendo em seus últimos lançamentos. Aqui podemos notar uma certa distância da sonoridade usual de seus primeiros discos, que estava mais focada no darkwave e gothic rock. Podemos notar influências de jazz, pós punk e o uso de ritmos mais dinâmicos, explorando coisas novas. Talvez esse seja um dos pilares, que fazem com que a dupla siga em frente pra cravar de vez o nome do Escarlatina como um dos principais expoentes do alternativo nacional. A primeira música escolhida para ganhar vídeo clipe foi a maravilhosa Vindictive Witch, assista baixo: Acompanhe a Escarlatina Obsessiva nas redes sociais: Facebook | Site | Facebook Woodgothic
Os melhores discos de 2018 pelo Rebobinados

Queridos leitores, amigos e bandas, mais um ano de blog, muita música boa, descobertas, shows e… a nossa lista finalmente saiu! Trouxemos os melhores discos de 2018 segundo nossa opinião. Quem tem o costume de escutar muitos lançamentos e descobrir coisas novas sabe o quanto é difícil essa decisão, uma lista de 10 discos é pouco, mas pra não ficar tão extenso tivemos que sintetizar uma porrada de coisas que ouvimos durante o ano, que foi mais uma vez muito bom para a música nacional e internacional. Que venha 2019! ::: Top 10 Fábio ::: Mint Field – Pasar de las luces Gazelle Twin – Pastoral Dead Can Dance – Dionysus Them Are Us Too – Amends Deafheaven – Ordinary Corrupt Human Love Adorável Clichê – O que existe dentro de mim Tuyo – Pra Curar Oxy – Fita Cora – El rapto Garbo – Jovens Inseguros Vivendo no Futuro Shows Favoritos Depeche Mode @ Allianz ParqueBeach Fossils @ Fabrique ClubPeter Murphy: 40 Years of Bauhaus @ Carioca ClubeIonnalee – Everyone Afraid to Be Forgotten @ Cine JóiaWarpaint + Deerhunter @ Balaclava Fest, Audio Club Top 10 Tatyane Deafheaven – Ordinary Corrupt Human Love Oxy – Fita Mitski – Be the Cowboy Wagner Almeida – Crescimento/Desistência Grouper – Grid of Points Nothing – Dance On The Blacktop Spiritualized – And Nothing Hurt Tuyo – Pra Curar Tom Gangue – Transiente El Efecto – Memórias do Fogo Shows Favoritos Beach Fossils @ Fabrique ClubLô Borges @ SescMilton Nascimento @ SescFlávio Venturini @ SescGorduratrans e DEF @ CCSPAdriana Calcanhotto @ SescFernando Motta, Mafius e Wagner Almeida @ Breve Quer conhecer mais artistas que já indicamos? Acesse a seção Rebobinados Indica.
The Hearing apresenta seu dream pop finlandês no Festival Dias Nórdicos

The Hearing é o projeto solo de Ringa Manner, uma multi-instrumentista finlandesa da capital Helsinki. Influenciada por Björk, Kate Bush e Freedie Mercury, ela lançou até o momento dois discos, Dorian (2013) e Adrian (2016), além disso ela tem mais outros seis projetos musicais de estilos diferentes, como por exemplo, sua primeira banda Pintandwefall formada em 2006 com uma sonoridade que passeia pelo garage rock e punk. Essa é a primeira vez que ela vem ao Brasil com o The Hearing, comandando sozinha seu sintetizador no palco, ela apresentará músicas de seu disco mais recente, Adrian lançado em 2016, assim também como músicas novas que estarão no terceiro e novo disco que será lançado em 2019 sob o título de Demian. Esse ano dois singles novos foram lançados, são eles When in Doubt Repeat These Words e Jello. Dias Nórdicos é um encontro com a criação artística que aproxima a cena musical nórdica à América Latina e Espanha, gerando intercâmbios multilaterais entre regiões, por meio de diferentes conceitos: design, modernidade, sustentabilidade, vanguarda e elegância em diferentes manifestações artísticas e culturais: música, cinema, literatura, moda, arte, tecnologia, etc. Além do The Hearing se apresentarão na mesma noite os grupos Wangel (Dinamarca) e Hulda (Ilhas Faroé), compre o seu ingresso diretamente pelo site do Sesc Avenida Paulista no link abaixo: Festival Dias NórdicosLocal: SESC Avenida PaulistaData: 12/12/2018Horário: A partir das 20h00Ingressos: R$6,00 (comerciário) | R$10,00 (meia entrada) | R$20,00 (inteira)Venda de ingressos clique aqui Aproveitando sua primeira passagem pelo país, Ringa gentilmente cedeu uma entrevista ao nosso blog, o resultado você confere abaixo. Qual foi o seu primeiro contato com a música e como aconteceu essa conexão com a música eletrônica? Eu sempre estive envolvida com música de alguma forma. A minha mãe canta em um coral há mais ou menos 30 anos, e quando eu era pequena ela costumava me levar para os ensaios. A música eletrônica veio mais tarde, talvez em 2011. Eu só queria explorar o som do sintetizador e tocar com pedais de guitarra então foi o que fiz! Você já esteve em algum projeto ou banda antes de formar o The Hearing? Eu sempre tenho 3-6 bandas ou projetos acontecendo ao mesmo tempo! Todos de diferentes estilos, alguns em inglês, outros em finlandês. Até mesmo a minha primeira banda Pintandwefall continua forte após 12 anos. Existe algum tipo de ritual em seus processos de composição, você procura estar só ou deixa que as ideias fluem naturalmente? Na verdade não, apenas tento arrumar um tempo para sentar com meus instrumentos e tentar pensar em alguma coisa para dizer. Isso leva algum tempo, mas aceitei que as melhores coisas ganham forma lentamente. Que tipo de referências visuais ou literárias influenciam sua música? Meus três primeiros discos foram todos batizados com nomes de livros que li em um momento muito emocional em 2011. O Retrato de Dorian Grey de Oscar Wilde, O Mentiroso de Stephen Fry e Demian de Herman Hesse. Você tem dois discos lançados, Dorian (2013) e Adrian (2016) e agora está compondo um terceiro trabalho. As pessoas costumam dizer que o segundo disco é sempre o mais difícil pois ele precisa meio que superar o primeiro, existem alguma pressão sobre si mesma ao lançar música nova? Sim, porque quero dar o meu melhor a qualquer momento. Então cada disco ou música que lanço são sempre de longe os melhores. É por isso que acho que levou tanto tempo para finalizar Demian, o terceiro disco. Como é a sua conexão com o palco e shows ao vivo? Você se sente confortável ou é um desafio? Ambos. O palco é a minha casa e o lugar onde me sinto segura. Mas há sempre mil coisas passando pela sua cabeça então acaba sendo um pouco difícil se acalmar. Você fez cerca de 300 shows pelo mundo, o que espera de sua primeira apresentação no Brasil? Nunca sei muito o que esperar, mas espero de verdade que as pessoas cheguem a tempo! Eu serei a primeira a se apresentar e tenho que pegar um voo direto depois do show para voltar para a Finlândia. Você conhece alguma coisa da cultura brasileira? Música, comida, lugares… Antes eu não sabia muito. Eu só sei que vocês tem recursos naturais incríveis, pessoas bonitas e um idioma bonito, os resultados das eleições atuais são preocupantes e tradições musicais incríveis. Estivemos pela cidade hoje e pudemos ver um pouco e só posso dizer que eu definitivamente tenho que voltar um dia. O que você pode nos dizer sobre seu terceiro disco? Se chama Demian e será a melhor coisa que já fiz! Muito obrigado pelo tempo em responder as perguntas, deixe uma mensagem para seus fãs. Eu só queria poder ficar depois do show e conhecer muitas pessoas! Mas como eu disse, isso significa que não tem outro jeito a não ser voltar pra cá um dia. Enquanto isso, sejam gentis uns com os outros e verdadeiro consigo mesmo.
IORIGUN: banda de pós punk/indie lança ‘Skin’ seu segundo EP

O pós-punk foi um dos principais gêneros que comandavam o rock nacional, principalmente na década de 80, enquanto The Cure, Siouxsie and the Banshees, Bauhaus e Joy Division agitavam a cena inglesa, tínhamos os nossos representantes aqui, inclusive, bandas que já foram muito famosas naquela época, como Arte no Escuro, Varsóvia, Vzyadoq Moe, As Mercenárias entre outras, com aparições em horário nobre, ou tocando em rádios de todo o país. Nos últimos anos houve um certo revival para algumas dessas bandas, e também muitas outras sugiram, carregando boas referências do estilo que predominou nos anos 80 junto de influências mais contemporâneas do chamado indie rock e até mesmo da psicodelia ou do pop, alguns bons exemplos são Interpol, Editors e White Lies. Nessa mesma vibe, surge em 2015 o IORIGUN, uma banda impressionante da cidade de Feira de Santana, na Bahia, formada por Iuri Moldes (guitarra, vocal), Moyses Martins (baixo), Fredson Henrique (guitarra) e Leonel Oliveira (bateria). O primeiro EP Empty.Houses/Filled.Cities saiu em 2017, as quatro músicas do disco traziam ares mais dançantes, ora sombrios e psicodélicos, embalados por esses gêneros. Logo de cara podemos notar intensidade e energia, algo que eles puderam mostrar também durante suas apresentações ao vivo em alguns primeiros shows onde foram muito recebidos pelo público. Agora em 2018 eles lançam seu novo EP intitulado Skin, segundo os próprios integrantes: “Skin é uma viagem por dentro da pele. Por dentro de si. Por dentro do outro. O EP está dividido em duas partes: ‘Birth of Venus’ e ‘Death of Spirit’. É o nascer e o quebrar. A superfície e o profundo. Musicalmente o EP se transforma de riffs melódicos à estranheza e obscuridade. As músicas ficam mais tensas, remetendo uma escavação profunda do ser…” O disco foi produzido por Iuri e Moyses e lançado pelo selo Midsummer Madness, as seis faixas dão continuidade ao trabalho anterior, de forma majestosa. Hold On abre o disco com riffs de guitarra mais enérgicos e baterias dançantes, e um refrão que depois de duas ou três vezes ouvindo já não sai da cabeça, inclusive os vocais de Iuri se diferenciam da maioria, não espere nada na linha mais grave e sim melódica. Intimacy segue com uma pegada mais cadenciada, interessante o quanto todos os instrumentos estão em sintonia A interlude Under My Skin tem um ar sombrio e misterioso e faz ponte para In the Edge of Something Big, a partir daqui a sonoridade tende a puxar mais para o lado ”obscuro da coisa”, mas antes que eu diga isso, o refrão foge um pouco dessa ideia e temos até momentos psicodélicos, Fight to Forget foi a primeira música lançada, os riffs iniciais lembram bastante o Interpol durante a fase Turn On the Bright Lights, essa é uma das melhores músicas do disco. The Trickster No. 2 fecha o tracklist, mesmo sendo a faixa mais longa, ela une boas doses de psicodelia e pós punk. Skin é um daqueles EP’s pra ficar no repeat e merece todo o reconhecimento possível, tenho certeza que vocês ainda ouvirão falar muito no IORIGUN. Siga o Iorigun nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Acesse outras matérias clicando aqui
Top 10 mulheres na cena nacional
Foi-se o tempo em que o universo musical era constituído apenas por homens, a verdade é que o rock foi mesmo criado por uma mulher, ali por volta dos anos 30, Sister Rosetta Tharpe, uma cantora e compositora de música gospel já empunhava sua guitarra, numa junção entre belos acordes e música sacra, o que na época chocou muita gente, mas mesmo assim trouxe adoradores fiéis de sua música, ela, responsável por influenciar ninguém menos que Elvis Presley e Aretha Franklin. Que existem muitas mulheres envolvidas na música desde as épocas passadas nós sabemos, sejam elas líderes de bandas ou não, o que importa é que recentemente esse número de musicistas aumentou e quebrou muitos paradigmas, seja no rock, pop, heavy metal, música clássica entre outros. Você já parou para pensar que na música clássica, a maioria de compositores é constituída por homens, poucas mulheres estiveram envolvidas, podemos citar alguns nomes da idade média como Hildegarda de Bingen (1098-1179), uma monja e compositora alemã, sua obra mais conhecida foi intitulada de Ordo Vitutum ou traduzindo Virtude da Ordem, narra o drama de uma alma em busca de redenção. Além dela temos outros nomes como Francesca Caccini (1587-1640) e Barbara Strozzi (1619-1677). Clara Schumann e Fanny Mendelssohn, ambas nascidas na Alemanha, também contribuíram para a música, mas pouco se ouve falar delas. Naquela época onde a mulher não tinha o direito de se expressar na arte, ficamos imaginando quantos talentos foram perdidos por serem elas excluídas de atividades musicais. Aqui no Brasil, podemos citar Chiquinha Gongaza (1847-1935) como a primeira mulher a reger uma orquestra e também a trabalhar em uma loja de musicas tocando piano. Ela foi responsável por compôr a marchinha Abre Alas, além disso lutava pelo fim da escravidão e pela proclamação da república, porém também foi vítima de preconceito por homens. A partir desses pequenos fatos, mas que demonstram o quanto vivíamos e infelizmente ainda continuamos vivendo em uma sociedade machista e preconceituosa, que muitas vezes enxerga a mulher como inferior, mas… a real é que mais do que nunca mulheres estiverem envolvidas com música, e para confirmar isso já havíamos falado de algumas delas na cena nacional, você pode conferir clicando nesse link, agora separamos mais nomes da cena nacional, depois dessas dicas você não vai mais poder falar que não conhece ou que não existe música boa feita por mulheres aqui. Cora Cora surgiu na cidade de Curitiba em 2013, inicialmente contava com Katherine e Kaila, hoje é um quinteto e acabou de lançar disco novo, El Rapto traz uma sonoridade influenciada por dream pop e rock psicodélico, as letras cantadas às vezes em português, inglês e espanhol trazem mitologias e reflexões. Betina Hotel Vulcânica é o segundo disco de Betina, artista de São Paulo, suas músicas viajantes exploram arranjos e belas melodias a um vocal doce e também intenso. O disco contém ainda com participações do Boogarins, Tatá Aeroplano, Bonifrate e Heloiza Abdalla. Gab Ferreira Músicas intimistas mas que cairiam bem para um dia de verão, assim é como podemos classificar mais ou menos o dream pop de Gab Ferreira, uma jovem cantora catarinense, ela já participou do programa The Voice Brasil, atualmente lançou o vídeo para a música Not Yours. Vivian Kuczynski Vivian é uma jovem cantora de 15 anos de idade, residente na cidade de Curitiba, podemos dizer que ela é uma menina com voz de mulher, e diga-se de passagem que sua voz é muito marcante, suas músicas flertam com o indie pop alternativo, lembrando artistas como Lana del Rey e Florence & the Machine. Cinnamon Tapes Cinnamon Tapes é o projeto de Susan Souza, uma musicista de São Paulo, o primeiro registro chamado de Nubia contém nove faixas e foi produzido por Steve Shelley, baterista do Sonic Youth. Suas músicas são autenticas, sensíveis e de beleza ímpar, e trazem influências de indie e folk. Não-Não Eu Vídeo clipes bem feitos e músicas numa vibe mais indie eletrônica, esse é o carro chefe desse trio mineiro formado por Pâmilla (vocal, guitarra, synths), Claudio (baixo, synths) e Thiago (bateria). O primeiro disco autointitulado foi lançado pela PWR Records e contém 9 faixas, produzido pela própria banda. Maria Beraldo Inicialmente integrante da banda Quartabe, Maria Beraldo faz um som que flerta mais com o lado eletrônico, ao vivo ela quem conduz seu sintetizador e guitarra, seu disco Cavala traz composições fortes que dão voz a mulher lésbica, que ela mesma chama de ”música de sapatão”. La leuca A banda La Leuca das irmãs Helena e Mariana lança Dente de Leite, seu primeiro disco de estúdio lançado pela Deckdisc, as composições passeiam pelo dream pop, psicodelia, rock e mpb. Eles já foram responsáveis por tocar ao lado de bandas como Boogarins, Carne Doce e Winter. Harmônicos do Universo O projeto da musicista Desirée Marantes surgiu em 2015, as composições criadas com apenas guitarra e violino trazem belos climas, emocionantes e únicos, assim como uma trilha sonora. Consuelo Cantora brasilense que flerta com o misticismo e o oculto, sua nova música ”Luz da noite” nos dá um breve gosto de como será seu novo lançamento. As guitarras distorcidas e dinâmicas, as vibes psicodélicas e ambientações algumas vezes mais sombrias nos lembra muitas vezes o rock feito pelos Mutantes.
YAGA: um novo festival dedicado a comunidade LGBTQ+

Há pouco mais de um mês antes de acontecer, o YAGA havia sido anunciado nas redes sociais. Sem muitas informações, o festival deixou o público ansioso por seu line-up. É a primeira vez que um festival desse porte ganha palco em São Paulo. Criado de forma totalmente independente, trouxe um intercâmbio cultural afim de fortalecer e empoderar artistas do underground através da arte. Mesmo com os tempos obscuros em que estamos vivendo, o YAGA aconteceu. Foram dois dias de música (3 e 4 de novembro), o local escolhido foi o Love Story, uma famosa balada no centro da cidade. O line-up contou com artistas nacionais e internacionais e marcou a vinda inédita de Arca. Uma produtora venezuelana conhecida por trabalhar com diversos artistas. Nomes como Björk, Kanye West, FKA Twigs, e SOPHIE, produtora trans que já vinha trabalhando com artistas e lançando singles desde 2013. Em 2018 ela lançou seu primeiro disco de estúdio , que inclusive vem sendo muito elogiado pela mídia especializada. O primeiro dia de festival No sábado (03/11) o line-up contava com Arca, Alada, Cemfreio, Aretha Sadick, FKOFF1963, Juliana Huxtable, Mia Badgyal, Ønírica e LV1SLV1S. A casa abriu por volta das 23h como informado anteriormente e o fim da festa estava previsto para terminar às 9h00 de domingo. Cheguei por volta de 01h00 da manhã, o horário de verão acabou deixando eu e alguns um pouco confusos. Logo na entrada, vi uma grande movimentação. O mais legal foi ver pessoas de diferentes lugares e subculturas todas unidas e também vestidas como queriam. Era um mix de felicidade e liberdade para quem estava ali. Um ponto alto que devo destacar, fica por conta do staff do festival. Composto por pessoas trans, desde a entrada, passando pela segurança e bar. Foram super simpáticas e profissionais, inevitável mencionar que elas também eram responsáveis pela aura da festa. As apresentações Já dentro da casa, um público animado, dançando ao som de MATMA, que já estava a terminar sua apresentação. Imprevistos sempre acontecem, houveram alguns atrasos, mas o público estava tão animado e não parava de dançar ao som de ALADA. Sua apresentação começou por volta das 2h10 da manhã. O set teve muito techno e funk carioca com mashup de outras músicas do pop, rock e metal. Passava das 03h00 quando Arca surgiu nas escadas. Calçando botas vermelhas, com as pernas de fora e um tipo de smoking, maquiagem, óculos escuros. Saudou o público com rosas, a partir dali ganhou a noite com sua performance. Logo no início caminhou entre todos da pista cantando e em seguida começou seu DJ set. Ela partiu do techno e industrial, reggaeton e músicas típicas venezuelanas. A participação do performer brasileiro Saullo Berck também foi destaque durante o set e animou a apresentação. A artista caminhou por toda a casa, deu selinho e abraços em fãs. Subiu no queijo (pole dance) e interpretou falas já conhecidas em suas apresentações. Além disso, interagiu com o público e disse estar feliz por participar de um festival como esse, falou também sobre valorizar os artistas. A expressividade de Alejandra é com certeza o destaque, às vezes elegante ou ‘obscena’. O show acabou por volta das 4h15 da manhã, mesmo assim, a animação continuava. Muitos dançavam, circulavam pela casa ou iam até a área de fumantes (que estava lotada). Precisei ir embora, mas sei que a festa continuou até mais tarde, inclusive vi vários vídeos onde Arca interagia com a galera na pista. Por fim, ficou claro que precisamos de eventos e festivais como esse. É necessário dar voz a pessoas e fortalecer a arte. Parabéns aos organizadores que apostaram no evento, espero que o saldo tenha sido positivo e que a jornada continue. Que da próxima vez mais pessoas e também empresas se sensibilizem para apoiar com patrocínios. Siga e acompanhe o festival nas redes sociais: Site | Facebook | instagram Confira mais resenhas de shows.
Rebobinados indica #8

Em nossa oitava postagem de indicações temos bandas nacionais e internacionais, de vários estilos e em sua maioria com materiais lançados nesse ano, confira abaixo e não se esqueça de enviar seu material para rebobinadosblog@gmail.com Herzegovina Banda carioca de pós-punk lança seu segundo EP Last Turn, com cinco músicas inéditas, durante o mês de novembro a banda faz uma pequena turnê por alguns estados divulgando o material, São Paulo está na rota. Fronte Violeta O projeto experimental de Carla Boregas (Rakta) e Anelena Toku existe desde 2015 quando lançaram seu primeiro registro, o EP Travessias, agora elas lançam FLAMA e continuam sua jornada de sons abstratos. Nicole Dollanganger A cantora e compositora canadense lança seu sexto disco de estúdio, Heart Shaped Bed traz músicas em uma vibe bem melancólica, às vezes dark e fantasiosa, a artista já vinha trabalhando no disco desde o ano passado. Help Projeto de DSBM (Depressive Suicidal Black Metal) da cidade de Marília em São Paulo, com letras em português, acabam de lançar a inédita “Wind”. Soulsad O projeto surgiu na cidade de São Paulo em 2003, agora em 2018 retomam suas atividades como duo e com o lançamento do primeiro EP intitulado Two Funerals, as três faixas trazem composições profundas e um som que oscila entre peso e melancolia. The Wonderful Now Pra quem gosta de um som mais na vibe post-rock, os cariocas do The Wonderful Now acabam de lançar seu primeiro EP, a sonoridade flerta com vários estilos como dream pop e math rock. SOPHIE SOPHIE é uma artista e produtora trans da cidade de Los Angeles, ela vinha trabalhando com artistas da cena pop eletrônica e lançando singles desde 2013, apenas em 2018 saiu seu primeiro disco de estúdio Oil of Every Pearl’s Un-Insides, recentemente ela se apresentou em São Paulo no festival YAGA. SRSQ Novo projeto de Kennedy Ashlyn ex-membro da extinta Them Are Us Too, em seu primeiro registro Unreality ela traz uma sonoridade que flerta com o darkwave, dream pop e new wave de artistas como Cocteau Twins e Kate Bush. Altamente recomendado! The Completers Banda curitibana formada em 2015, a sonoridade caminha entre o punk e o experimentalismo do post-punk, em 2017 lançaram seu primeiro registro com duas faixas e agora em 2018 acabam de lançar o EP Unspoken Signals com três músicas inéditas.
Earthless e Mars Red Sky, dois grandes nomes do stoner metal tocam em São Paulo

Que a galera brasileira gosta de stoner nós já sabemos, vale lembrar os diversos shows que a produtora Abraxas trouxe no ano passado e também em 2018 que foram sucesso, entre eles, Kadavar, Stoned Jesus, Samsara Blues Experiment e por aí vai… Com exclusividade quem vem dessa vez é o trio norte-americano Earthless formado por Iasiah Mitchell (vocal, guitarra), Mike Eginton (baixo) e Mario Rubalcaba (bateria), aproveitando a turnê de seu mais recente disco Black Heaven lançado via Nuclear Blast. Quem acompanhará a banda em seus shows pelo país são os franceses do Mars Red Sky que já estiveram no Brasil com a turnê de seu último disco Apex III lançado em 2016. O último lançamento da banda até então é o EP Myramyd de 2017. E como não poderia faltar, o representante nacional que abrirá os shows das duas bandas será a banda carioca Psilocibina, que inclusive lançou disco recentemente via Abraxas e Electric Magic Records. Confira abaixo as informações do show e não dê bobeira! 3 de novembro – SÁBADOLocal: Fabrique ClubAbertura da casa 18h00 18h30 – Psilocibina19h30 – Mars Red Sky20h30 – Earthless Compre já o seu antecipado: https://www.sympla.com.br/earthless-mars-red-sky-e-psilocibina-em-sao-paulo__316077 Ingressos antecipados online por apenas R$ 100 (meia entrada promocional para estudantes, menores de 21 anos, idosos, professores da rede pública, portadores de deficiência física e também para aqueles que levarem 1kg de alimento não perecível na entrada). Na hora: R$ 120 meia / R$ 240 inteira. Pontos de Venda:– Yoga Punx – Rua Doutor Cândido Espinheira, 156 – Perdizes(11) 94314-7955– Volcom – Rua Augusta, 2490 (apenas em dinheiro)(11) 3082-0213– Loja 255 na Galeria do Rock(11) 3361-6951– Ratus Skate Shop – Rua Doná Elisa Fláquer, 286 – Centro, Santo André(11) 4990-5163 – Em breve Compre já o seu antecipado: https://www.sympla.com.br/earthless-mars-red-sky-e-psilocibina-em-sao-paulo__316077 Arte: Douglas Jacinto ————————Classificação 18 anos.
Palamar: “se mantenham plenos e tenham cuidado com a polícia…”

Há mais de 1000 quilômetros de distância e quase no coração do Brasil, está localizada Brasília. Que dizem alguns que já foi a capital do rock, grandes e importantes nomes da música nacional foram exportados de lá para todo o Brasil e mundo. Numa época boa em que o rock era influente, forte, crítico, poderoso… A grata surpresa foi conhecer o Palamar, uma banda nova, que surgiu no fim de 2017 na capital brasileira ainda como trio. Hoje um quarteto formado por Galvão, Pedro, Heitor e Guilherme. Donos de um som lisérgico, viajante, de espírito jovem. Em seu primeiro ano de estreia lançaram o primeiro EP, Horizontes Submersos, com cinco faixas produzidas por eles mesmos. No ano seguinte, já começaram a trabalhar no sucessor, o resultado é o primeiro single lançado recentemente sob o nome de “Rebordose”. Uma sonoridade de qualidade, que renova nossa sede por bandas novas e que representem bem o rock nacional, sucesso e vida longa ao Palamar! Como aconteceu a ideia de formar a banda e a escolha do nome, vocês já se conheciam ou tiveram algum projeto anterior? Nos conhecíamos de outros rolês, eventos e festas… Eu (Galvão) e Santos tínhamos acabado de sair de um banda, sem nada pra fazer e muito pilhados em fazer algo novo… Chamamos o Heitor pra assumir a guitarra e a partir daí é só história; Palamar não tem significado, é o que é, por essência. O primeiro EP Horizontes Submersos foi lançado em 2017, como foi o processo de composição e gravação, as ideias fluíram ou existiu algum empecilho durante esse período? Uma fase de reconciliação de vontades, foi o início de um passo enorme para todos, uma gravação com identidade própria, ardor e o tempo de cada um envolvido ali. Após uma averiguação e reconhecimentos de ambientes por várias sessões de jam registradas (tá no nosso Soundcloud/// Demos), incorporamos o que a Palamar tinha pra soar e destrinchamos junto do tempo que tínhamos. Existem bandas que costumam compor suas letras com base em livros, situações do cotidiano ou até ficções, pra vocês, de onde vem as inspirações na hora de escrever uma letra? Temos um querer maior com o instrumental, deixamos um pouco de lado toda essa preocupação em relação à construção de letras e recados. Soamos como forma de complemento para o todo, nada é muito esclarecido, as letras tem seu aspecto de desnorteio de forma proposital. Mesmo assim, são trabalhadas envolta de outra referências: A vida e seus barulhos que teimamos em negar escutar, conselhos ruins, falta de determinação em certos pensamentos, desafios… É algo bem natural, bem humano, nada especifico. Falando ainda de inspirações, sobre a sonoridade, quais artistas nacionais e internacionais influenciaram vocês? Frank Ocean, Gal Costa, Lê Almeida, Hurtmold e Walter TV. Como anda a cena musical de Brasília, vocês acham que perderam o título de capital do rock? Nunca conseguimos enxergar esse posto de capital do rock de uma forma espontânea, foram tempos de desamparo e essa tradição quase que forçada, traz suas maldições e bênçãos a esse solo desde então, onde ouro é ofuscado e o contrário ganha cena, esse é exatamente o ponto, onde bandas maravilhosas se descarregam antes mesmo de serem notadas, espero que isso mude, que o público consuma mais arte, que os artistas dêem mais valor e que seja cooperativo o tal mito da cena. Quando não estão no palco ou compondo, o que mais gostam de fazer pra passar o tempo, algum hobbie específico? Fazendo parte da cidade, trampando ou estudando, mas sempre criando ou tentando criar algo em volta de intenções próprias… Recentemente vocês lançaram um novo single, para a música Rebordose, quais são os planos futuros, o disco deve sair ainda esse ano? Não, o álbum não sai esse ano… Os planos remetem à mais shows e processos de composição, focar em conceitos que consigam rumar a um plano de álbum que nos justifique, que a arte que a gente faz alcance mais pessoas, mais festivais, mais ocasiões. O plano ainda é se encontrar mais uma vez como no inicio das primeiras gravações, uma ideia e coragem!! Agora com uma certa expectativa e maturidade, tudo fica mais incorporado ao peito aberto e à crítica, foram esses aspectos que formaram muito do que o nosso trabalho anda consistindo, sabemos lidar e esperamos o melhor de cada um. Muito obrigado pelo tempo em falar com a gente, deixem uma mensagem para quem ainda não conhece o som de vocês. O recado que a gente deixa é: Se mantenham plenos e tenham cuidado com a polícia. Escute o single Rebordose: Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | instagram Confira mais entrevistas.
Cinco discos internacionais de 2018 em destaque
O ano de 2018 tem sido maravilhoso, talvez um dos que mais escutei discos, acompanhei vários lançamentos e até me propus a fazer uma lista de todos os escutados durante o ano (provavelmente isso deve gerar um vídeo ou até mesmo uma lista aqui no blog), o nosso famoso melhores do ano. Por hora, venho trazer os cinco discos internacionais de 2018 que tiveram destaque. Enquanto isso não acontece, eu gostaria de indicar aqui cinco discos que tenho escutado bastante, provavelmente você deve ter ouvido falar, ou até mesmo escutou algum deles, se não, aproveite pra conhecer música nova, quem sabe esses não podem ser um dos seus lançamentos favoritos de 2018 também? Mint Field – Pasar de las luces (2018) Esse com certeza constará na minha lista de favoritos desse ano, é o disco de estréia de um trio mexicano de shoegaze. As músicas são todas cantadas em espanhol, e a vibe que permeia de início ao fim é totalmente viajante, os vocais tem um clima tão etereal que as estruturas das músicas sendo simples fazem com que o conjunto vire algo quase espiritual, as faixas El Parque Parecía No Tener Fin, Quiero Otoño De Nuevo e Nada Es Estático Y Evolucione te fazem flutuar e entrar num mundo paralelo. Gazelle Twin – Pastoral (2018) O projeto da cantora e compositora inglesa Elizabeth Bernholz já tem quatro discos lançados, se no primeiro álbum The Entire City ela nos entregou uma música eletrônica mais sombria, em Pastoral temos isso e muito mais, aqui a artista flerta bastante com o experimentalismo, usando sons, layers, flauta e batidas frenéticas, sem contar com seu visual meio sarcástico e maluco. Marissa Nadler – For My Crimes (2018) A música folk nunca foi o meu forte, sempre achei que era meio impossível um artista lançar vários discos apenas no violão sem soar meio chato, mas eis que me provaram o contrário. Marissa Nadler começou sua carreira musical em 2000, um bom tempo, ela já tem oito discos lançados e For My Crimes é com certeza um dos melhores, cativante, com belas melodias e um vocal que dispensa comentários, ouça e você também vai se apaixonar. Ic3peak – СКАЗКА Se você acha que já ouviu de tudo, então ainda não deve ter escutado essa dupla russa de witch house, as músicas são cantadas em russo e as batidas pesadas criam um clima singular, eles já vieram ao Brasil há dois anos atrás, tiveram a oportunidade de conhecer São Paulo e filmaram até um vídeo no viaduto do Minhocão junto com um time de drag queens e performancers de festas famosas em SP. King Dude – Music to Make War to (2018) King Dude é o projeto do cantor e compositor Thomas Jefferson, até então suas composições se baseavam na música folk e no martirial folk de bandas como Death in June, esse é o seu sétimo disco e traz uma sonoridade mais ampla que teve início desde seu antecessor, com boas doses de guitarras, bateria, baixo e piano, passeando pelo post-punk, jazz e gothic rock.
Jupiterian fortalece o lineup do Abraxas Fest no próximo fim de semana

Prestes a comemorar seus 5 anos de existência, a produtora Abraxas traz ao Brasil pela primeira vez uma das bandas mais importantes do sludge, os americanos do Eyehategod. Eles serão atração principal de seu festival Abraxas Fest que acontecerá no próximo fim de semana, dia 13 de outubro em São Paulo, no Fabrique Club. O line-up ainda contará com os alemães do Samsara Blues Experiment, retornando pela segunda vez ao nosso país e apresentando seu mais recente disco One With the Universe. As nacionais Noala de São Paulo que também acabou de lançar disco novo e os brasilienses do ITD se juntam ao time. Já no domingo dia 14, o festival acontece no Rio de Janeiro, no Cais da Imperatriz, porém as aberturas ficarão por conta das bandas Pantanum e Jupiterian (SP). O Jupiterian surgiu em meados de 2013 na cidade de São Paulo, desde então o quarteto têm espalhado sua música pesada, melancólica e ríspida pelos cantos do mundo. Já tocaram em festivais na Europa ao lado de grandes nomes do doom/sludge e são um dos principais nomes da cena atual brasileira. Em sua discografia trazem o EP Archaic (2014) e dois discos de estúdio, Aphotic (2015) e o Terraforming (2017), as apresentações da banda são conhecidas por serem pesadas e intensas. Em entrevista, a banda falou sobre sua participação pela primeira vez no festival. O Jupiterian é uma das bandas brasileiras que repercutem no exterior, o que comprova o profissionalismo e a qualidade do trampo. Hoje, quais são as prioridades e as demandas do Jupiterian para manter a boa produtividade? Nossa prioridade é sempre compor. Fazemos poucos shows no ano porque estamos sempre em estúdio criando e compondo e queremos gravar o máximo que podemos no tempo que temos. Acho que essa produtividade que você mencionou vem disso. Creio que abrir para o Eyehategod seja uma experiencia bastante aguardada por vocês. É diferente participar de um festival ao lado de lendas da música pesada? Acredito que já tocaram ao lado de outras bandas importantes para vocês lá no exterior, não? Sempre é legal tocar com bandas que foram importantes pra sua formação musical. O Eyehategod com certeza é uma delas, mas eu prefiro sempre mentalizar que, seja com quem for, estamos lá pra dar o nosso melhor. Seja com uma banda pequena ou grande, a experiencia de tocar ao vivo é sempre incrível pra nós e procuramos focar no trabalho que temos a fazer pra que tudo saia dentro da nossa expectativa. Em poucas palavras, dá pra explicar o stoner/doom da banda? Nosso som é lento, mas acho que estamos cada vez mais distante do que se espera de uma banda de doom metal. e definitivamente não vejo stoner na nossa música. Nosso leque de referencias é bem grande e esperamos cada vez mais estar longe de rótulos e seus sub-gêneros. Esta é a primeira participação do Jupiterian num evento da Abraxas, certo? Como vê o trabalho da produtora no fomento da música independente? Na verdade já tocamos em outro evento há alguns anos, aqui em São Paulo, quando produtora estava bem no começo, assim como nós. Acho extremamente importante, o trabalho que a Abraxas tem realizado já é lendário, considerada a realidade do país, e espero que isso reverbere por anos. texto por: Fábio Bragaentrevista: Erick Tedesco Abraxas Fest 2018 em São PauloEvento: www.facebook.com/events/428628674243793Data: 13 de outubro de 2018Horário: a partir das 17 horasBandas: Eyehategod, Samsara Blues Experiment, Noala, ITDLocal: Fabrique ClubEndereço: Rua Barra Funda 1071 – Barra Funda/SPIngresso: R$ 120 (primeiro lote antecipado) até a véspera do show, online (com taxa de serviço)Vendas online: https://www.sympla.com.br/abraxasfestspVenda física (sem taxa de conveniência):Yoga Para Todos (Rua Doutor Cândido Espinheira, 156 – Perdizes) – (11) 94314-7955Volcom (Rua Augusta, 2490 – apenas em dinheiro) – (11) 3082-0213Loja 255 na Galeria do Rock – (11) 3361-6951Ratus Skate Shop (Rua Doná Elisa Fláquer, 286 – Centro, Santo André) – (11) 4990-5163Na Hora: R$ 140Censura: 16 anos Abraxas Fest 2018 no Rio de JaneiroEvento: www.facebook.com/events/1925147550842727Data: 14 de outubro de 2018Horário: a partir das 18 horasBandas: Eyehategod, Samsara Blues Experiment, Pantanum, JupiterianLocal: Cais da ImperatrizEndereço: Rua Sacadura Cabral, 145 – Centro/RJIngresso: R$ 100 (primeiro lote antecipado)Venda online: https://www.sympla.com.br/abraxasfestrjVenda física (sem taxa de conveniência):Rocksession (Rua Conde de Bonfim, 80, loja 3 – subsolo – Tijuca) – 3168-4934Tropicália Discos (Praça Olavo Bilac, 28 – Sala 207 – Centro) – 2224-9215Hocus Pocus DNA (Rua 19 de fevereiro, 186 – Botafogo) – 3452-3377Inside Rock (Avenida Amaro Cavalcanti, 157 – Méier) – 3985-8040Sempre Música Catete (Rua Corrêa Dutra, 99; sobreloja 216 – Catete) – 2265-6910Na hora: R$ 120Censura: 16 anos Confira mais entrevistas.
Rebobinados indica #7

A nossa sétima postagem de indicações só tem som brazuca, a maioria são lançamentos desse ano e selecionamos muita coisa boa, que orgulho da cena nacional! Gostaria de agradecer a todos que enviaram e continuam enviando material pra gente, e pra quem ainda não teve seu som postado ou está interessado em enviar, fica aqui o nosso e-mail oficial: rebobinadosblog@gmail.com lllucas – Creme Azedo Creme Azedo é o primeiro EP de lllucas, músico de São Paulo, as quatro faixas são a trilha perfeita para te acompanhar em uma caminhada solitária sem rumo ou em seu quarto, as batidas leves acompanhadas de riffs delicados de guitarra e ora com influências do dream pop e ótimas letras envolvem o ouvinte em uma vibe nostálgica e confortante. Moon Pics – Motion Projeto iniciado em 2016 por Adriano Caiado, com influências que vão de Cocteau Twins e The Radio Dept., as cinco músicas do EP misturam vocal, synths e drum machines afim de criar uma sonoridade bem atmosférica. Lonely Me – Twisted Sad Machines O som do Lonely Me é a trilha sonora perfeita para aqueles dias deitado na cama sem ter o que fazer e pensar na vida. As músicas de pegada lo-fi encaixam muito bem elementos de shoegaze e dream pop, um lançamento promissor no cenário indie nacional. Jonathan Tadeu – Sapucaí Já muito conhecido na cena independente, o mineiro Jonathan Tadeu retorna com mais um lançamento, o quarto da carreira. O nome vem de uma famosa rua em BH onde jovens se encontram para fumar e ver o pôr do sol, é daí que também vem as inspirações para as dez faixas que compõem o disco, que dessa vez flerta mais com o experimental/eletrônico. Li(F)e – All my friends are blue All my friends are blue é o primeiro lançamento dessa banda curitibana que flerta com o post-rock, shoegaze e experimental. Anteriormente já participaram com covers para duas coletâneas, uma dedicada ao Slowdive e outra ao My Bloody Valentine. Altamente recomendado! Pedro Vulpe Pedro Vulpe é um músico catarinense, em 2016 lançou seu primeiro EP Zam, agora ele lança “Olhos do Tempo”, faixa que fará parte de seu novo trabalho que será lançado em 2019 sob o nome de Cardinale. A faixa traz um folk rock acompanhado por belos vocais e letras otimistas. V.Diasz – Low Gain/High Patience Mixtape Lançado pelo selo independente Lovely Noize Records, V.Diasz é mais um dos vários projetos deste músico residente na cidade de Taubaté (SP). Em sua nova mixtape ele mescla sons e conta com várias participações de artistas de todo o país, afim de criar algo fora do convencional. Latidos Nocturnos – DEMO Projeto de Brasília, com fortes influências do post-punk, rock alternativo e shoegaze, a primeiro demo apresenta quatro faixas, as composições são em grande parte cantadas em português. Lanches – casona em cassette Quarteto do Rio Grande do Sul, em suas composições bebem da fonte da música psicodélica, a estréia vem com as faixas “Oceano” e “Eterno Verão”, gravadas em cassete, um prato cheio para aqueles que amam um som mais retrô e lo-fi.
Shelter, um disco divisor de águas na carreira do Alcest

Shelter é o quarto disco de estúdio do Alcest, e pode ser considerado o ”divisor de águas” de sua carreira. Depois do aclamado Les Voyages de l’âme, que é para alguns sua obra-prima, a dupla Neige (vocal, guitarra) e Winterhalter (bateria) decidiram largar suas raízes metálicas de lado. Aqui eles se aventuram em outros caminhos que podem trazer novas possibilidades para a banda. Simplesmente batizado de Shelter ou no bom português Abrigo, o disco traz músicas inspiradas no mar. Segundo Neige esse é seu principal abrigo, já que ele passava horas e horas observando sua beleza e seu poder de limpar a alma. Além disso, outra grande influência presente foi o shoegaze, gênero que ficou notável no início da década de 90, por bandas como My Bloody Valentine, Cocteau Twins, Slowdive e Ride. Embora não tenha nenhuma influência vinda do metal, as músicas continuam cativantes e com a beleza típica do Alcest. E mesmo que alguns acreditem que a banda perdeu sua originalidade, o disco veio para provar que as novas direções podem render ótimas inspirações. Pela primeira vez foi usado um conjunto de cordas (o mesmo da banda Sigur Rós) e participações de Monike da banda sueca Promise And The Monster, além de Neil Halstead líder do Slowdive. Além disso, o disco foi gravado na Islândia, nos estúdios Sundlaugin com os produtores Birgir Jón Birgisson e Martin Koller, o que com certeza colaborou com toda essa atmosfera incrível do início ao fim. Durante as oito faixas ouvimos um som mais orgânico, sem riffs pesados, blast beats e guturais que eram a marca da banda. A bela e serena Wings abre o disco com coro e instrumental bem etereal até ser embalada por Opale que traz um clima mais feliz e um refrão pegajoso que gruda na cabeça. La Nuit Marche Avec Moi é a faixa mais indie, com toda sua leveza nas guitarras e nos vocais. A terceira faixa Voix Sereines tem uma forte carga emocional e mistura momentos serenos com um final mais ”pesado”, se é que posso dizer isso, acontece que as guitarras aqui lembram algo do disco Les voyages de l’âme. A próxima é L’ éveil des Muses, hipnotizante e mais dark, com suas paredes de guitarras que criam uma atmosfera de outro mundo, a faixa título Shelter lembra muito Cocteau Twins por suas distorções e tem uma linha de teclado bem marcante em seu refrão. Quase chegando ao fim temos Away, onde ouvimos um belo dueto entre Neige e Neil Halstead, uma surpresa por se tratar de uma música mais acústica, mas que vai se desenvolvendo em uma sonoridade rica, com cordas e riffs de guitarras no melhor estilo shoegaze. Délivrance foi uma ótima escolha para fechar o disco, ela tem mesmo um clima de final, talvez um pouco triste e com certeza uma das melhores composições já feitas até então. Um fato interessante é que ela não possui letra, durante os 8 minutos de música Neige usa o chamado Idioglossia (palavras escolhidas totalmente em aleatório sem alguma coesão ou contexto lógico). Mesmo assim, o resultado final foi incrível e fecha o disco majestosamente, com um ritmo cadenciado que aos poucos vai crescendo em um momento épico no final. Na versão estendida do disco, temos uma faixa bônus intitulada Into the Waves, onde quem assume os vocais é Monike (Promise And the Monster). O som é bem indie e influenciado por post-rock, o que traz uma sensação bem renovadora. Shelter é um disco conceitual, todas as músicas estão ligadas em si, cheias de atmosferas alternando entre esperanças ou tristezas. Talvez ele seja um experimento na carreira do Alcest, ou mesmo um novo começo, não sabemos. Ainda assim, mas somos gratos por mais uma vez ouvir músicas tão cativantes de uma banda que parece não ser desse mundo. Confira o disco Shelter: Acompanhe a banda nas redes sociais: FacebookInstagramSite
Killing Joke comemora 40 anos de carreira em São Paulo com show cheio e pesado

O Killing Joke surgiu em 1978, na cidade de Londres, Reino Unido. Emergindo da cena pós-punk inglesa ao lado de nomes como Joy Division, The Fall e Bauhaus. Mesmo com uma história turbulenta envolvendo altos e baixos, um hiato e troca de line-up, são responsáveis por grandes hits como Love Like Blood, Eighties e Wardance. No total são quinze discos lançados, uma sonoridade que partiu de um pós-punk dançante em seu debut Killing Joke (1980) ao metal industrial no disco do mesmo título, mas lançado em 2003. As letras, em grande maioria de cunho político e as performances pesadas e explosivas mantiveram a banda muito ativa nos últimos anos. Em 2018 completaram 40 anos de carreira e nada melhor do que uma turnê mundial para comemorar, dessa vez, o Brasil foi rota e o show aconteceu no último domingo (23/09) no Carioca Clube Pinheiros realizado pela EV7 Live. Com poucos minutos de atraso, a banda entrou no palco com a casa cheia e sem delongas iniciaram com o maior hit da carreira, o clássico das pistas de dança dos clubes góticos do mundo todo Love Like Blood. O público correspondeu calorosamente cantando o refrão em alto e bom som. Em seguida, músicas dos discos mais recentes, a dançante e pesada European Super State e Autonomous Zone. Para esses shows eles montaram um setlist especial com músicas de toda a carreira, a também clássica Eighties do disco Night Time agitou bem o público, tiveram também New Cold War, onde Jaz Coleman fez um breve comentário sobre a situação política no Brasil. Ainda tiveram as ótimas Requiem, Follow the Leaders, Bloodsport, Butcher e a pesada Loose Cannon. Nesse momento, o público que estava mais concentrado na performance da banda, e diga-se de passagem que é ótima ao vivo, foi se agitando mais, Jaz Coleman é uma figura e faz caras e bocas a todo momento, sua performance teatral é um dos pontos fortes do Killing Joke. A apresentação prosseguiu com Labyrinth, emendando com Corporate Elect, faixa do disco MMXII e Asteroid que esquentaram ainda mais o set, sinal de que os fãs gostam também dessa fase atual e pesada que eles vem fazendo em seus últimos discos. A antiga The Wait trouxe um feeling nostálgico das eras passadas e junto com Psyche fecharam a primeira parte do set, os integrantes deixaram o palco para um pequeno descanso, enquanto isso o público pediu biss e ovacionou com palmas. Aos poucos todos voltaram ao palco, empunharam seus instrumentos e continuaram com Primitive e Wardance, faixas do primeiro disco. E pra fechar com grandeza, apresentaram Pandemonium, do disco de mesmo título, que naquela época foi considerado pela banda o último de sua carreira. Coleman e sua trupe se despediram do público agradecendo a presença de cada um e aparentemente bem felizes e animados com o calor dos fãs. Esse show foi um sonho realizado para muitos que estavam ali, pois o Killing Joke é com certeza uma das bandas mais importantes do gênero. Setlist:Love Like BloodEuropean Super StateAutonomous ZoneEightiesNew Cold WarRequiemFollow the LeadersBloodsportButcherLoose CannonLabyrinthCorporate ElectAsteroidThe WaitPssyche Encore:PrimitiveWardancePandemonium Siga o Killing Joke nas redes sociais: Facebook |Site | Instagram Agradecimentos a produtora EV7 Live pelo credenciamento e ótima produção do show.
Peter Murphy apresentará In the Flat Field em São Paulo na íntegra para comemorar os 40 anos do Bauhaus

I get bored, I do get bored, In the flat field…” vociferava Peter Murphy no refrão da música In the Flat Field, faixa título do primeiro disco lançado em 3 de novembro de 1980 pela 4AD e produzido pela própria banda. As gravações aconteceram em um estúdio em Londres, no período de dezembro de 1979 a julho de 1980, depois de uma turnê considerada até longa, com 30 shows para promover o single Bela Lugosi’s Dead. Duas grandes influências para a música do Bauhaus foram sem dúvida David Bowie e Iggy Pop, citadas pelo próprio Peter Murphy, aliás a versão bônus conta com um cover maravilhoso de Ziggy Stardust. A banda tinha a criatividade e o controle que precisavam, por esse motivo decidiram eles mesmos produzirem o álbum, de músicas com atmosfera dark e experimentações que flertavam com pianos, sax e alguns efeitos de sintetizadores. Assim que saiu, o disco foi muito bem aceito pelos fanzines e público, mas por outro lado foi bem criticado pela mídia inglesa, algumas descreviam o disco como ”sombrio, de sentimentos incertos…”, talvez ele fosse atemporal demais para a época, quatro rapazes vestidos de preto, com guitarras barulhentas e baterias frenéticas, performances teatrais ao vivo, referências a clássicos do cinema e da literatura, como O Gabinete do Dr. Caligari, Nosferatu e Drácula. A famosa capa que mostra uma pintura em preto e branco de um homem nu em um quarto vazio, foi escolhida pelo próprio Peter ao folhar uma revista de filmes de Hollywood, a contra capa é a imagem do personagem O Sonâmbulo, do filme O Gabinete do Dr. Caligari. A versão oficial em vinil conta com nove faixas, mais tarde foram lançadas versões em CD e com faixas bônus. A última vez que Peter Murphy esteve no Brasil foi em 2014 apresentando a turnê de seu disco solo mais recente Lion, agora ele volta para comemorar os 40 anos de sua ex-banda, e melhor do que a última vez, com o clássico In the Flat Field na íntegra além de outros hits e quer notícia melhor? Com a participação de ninguém menos que David J, baixista original da banda, ou seja, teremos 2/4 do Bauhaus em terras brasileiras, vai perder? SERVIÇO – Peter Murphy no Brasil Data: 7 de outubro de 2018 (domingo)Local: Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo (SP)Abertura da casa: 18h00Horário do show: 20h00 Ingressos:– Pista 1º Lote: R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia-entrada)– Pista 2º Lote: R$ 220 (inteira) / R$ 110 (meia-entrada)– Pista 3º Lote: R$ 240 (inteira) / R$ 120 (meia-entrada)– Mezanino: R$ 340 (inteira) / R$ 170 (meia-entrada) Vendas: Clube do IngressoClassificação etária: 18 anosRealização: Free Pass Entretenimento
Adorável Clichê traz letras profundas e boas doses de shoegaze e rock alternativo em seu primeiro disco

Formada em Blumenau, Santa Catarina em meados de 2013, o quarteto Adorável Clichê é composto por Marlon Lopes (guitarra), Gabrielle Phillipi (vocal), Lucas Toledo (baixo) e Diogo Leal (bateria), a primeira música da banda, a faixa Eu Invisível, foi lançada em 2015, seguida pelo primeiro EP São Tantos Anos Sem Dizer, contendo cinco músicas gravadas de forma totalmente independente. Durante os anos seguintes a banda foi amadurecendo e também se preparando para um próximo disco, que veio a calhar em 2018 com o lançamento de O que existe dentro de mim, lançado pela Nuzzy Records e com nove músicas cheias de letras pessoais, que soam como um diário aberto, sobre ansiedade, frustrações e situações da vida cotidiana. O álbum já pode ser considerado um dos melhores lançamentos dentro do rock independente nacional, com uma sonoridade feita na medida certa. De guitarras barulhentas a momentos nostálgicos e melódicos, e letras todas cantadas em português que criam um afeto com o ouvinte, um sentimento de compreensão e de compartilhar de vários sentimentos turbulentos. As gravações foram realizadas no quarto do guitarrista Marlon Lopes, e todas as composições feitas da forma mais sincera e orgânica possível. Nós tivemos o prazer de conversar com Lucas e Marlon que nos responderam algumas perguntas sobre o processo de composição, as gravações e os planos futuros da banda. A banda Adorável Clichê foi formada em 2013, vocês estão prestes a completar cinco anos, como avaliam esse período? Marlon: Foi um período de aprendizado e transformação. A banda que se formou em 2013 não existe mais, ao menos pra mim. Tudo tá muito diferente daquela época. A gente era bem novo e meio descompromissado. Se a gente tivesse fundado outra banda em 2015 e contado as coisas a partir daí teria sido mais justo com o som que fazemos hoje. Enfim, somos uma banda que ficou muito tempo sem lançar nada. Como você pode bem ver, fora gravações ao vivo em estúdio, nosso primeiro EP de verdade só saiu em 2016. O primeiro single pensado só no final de 2015, que é pra mim o marco inicial de uma consciência acerca do nosso role e o que nós queríamos com isso. Vocês trabalharam mais de um ano nas músicas do primeiro disco, como foi o processo como um todo? Marlon: Foi um processo sem muita pressão. Queríamos fazer algo bom e pronto. Apenas no final rolou um correzinho pro disco finalmente sair, mas acredito que fizemos tudo bem pensado. Compomos várias músicas nos ensaios, mas todas elas passaram por um processo de pós-produção no qual adicionamos sintetizadores, backing vocals, outras linhas de guitarra, etc. Lucas: Complexo e simples ao mesmo tempo, as composições das músicas surgiam namaioria das vezes nos ensaios com a Gabrielle (vocalista) fazendo as letras na hora seguindo o instrumental ou vice-versa. De forma natural e sincera. Já as gravações feitas tudo no quarto do Marlon (guitarrista) foi o processo mais demorado e complicado para chegarmos num resultado que nos agradasse! Se pudessem resumir o disco da Adorável Clichê em uma só palavra, qual seria? Marlon: Sinceridade. Cantar em português geralmente traz uma sensação maior de exposição, mas ao mesmo tempo traz uma identidade mais forte e também uma conexão com o ouvinte, qual a opinião de vocês sobre isso? Marlon: Concordo com a exposição, ainda mais por serem letras muito íntimas. A conexão é inevitável, ao meu ver, quando você realiza um trabalho honesto como o nosso. Lucas: Ao meu ver, cantar e, principalmente, compor em português é mais complicado do que em inglês. As letras da Gabrielle conseguem passar de maneira mais verdadeira os sentimentos ainda mais por ser em português. É ela cantando ali como fala no dia a dia. O Que Existe Dentro de Mim revela muito sobre sentimentos, isso é bem transmitido nas letras e sonoridade, como foi a escolha do título? Marlon: Além de ser uma continuação do título do EP “São Tantos Anos Sem Dizer”, o título do álbum resume o que se encontra no seu conteúdo. São canções íntimas, emocionais, de coisas que muitas vezes não deixamos transparecer pela rotina ser rodeada de relações superficiais em que se não se sente à vontade de se expor. Vocês pensam em gravar um vídeo clipe para alguma música? Lucas: Já gravamos, porém não curtimos os resultados, agora queremos fazer pelo menos algum que podemos dizer: “Agora sim! Isso tá digno de ser nosso clipe.” Se vocês pudessem escolher uma música do disco para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual seria ambos e por quê? Marlon: Acho que “Traços” é a música com mais cara de trilha sonora de filme. A letra e o arranjam casam tão bem que muito combinaria Lucas: Acredito que todas têm potencial para fazer parte de um filme, depende do tema do filme, qual momento do filme e da música. Eu gosto muito de “Poluição”, o instrumental e a letra são boas para se encaixar em vários momentos diferentes. Qual a opinião da banda sobre o cenário atual da música brasileira? Marlon: Acho que o cenário nacional vive um grande momento em praticamente todos os estilos. Tem muita banda boa rolando aí. As que eu citaria seriam terraplana, Terno Rei, Raça, Between Summers, Wolken, Fevereiro da Silva, Carmen e Céu de Vênus. Agora com o disco lançado, o que planejam pela frente? Marlon: Particularmente adoraria tocar o máximo possível em festivais. Acho que esse seria um grande passo pra banda profissionalmente. Esperamos agora lançar clipes e live sessions. Enfim, quem sabe até um EP novo ano que vem, veremos! Muito obrigado pelas respostas, deixem uma mensagem final. Lucas: O que me resta pra dizer é agradecer todas essas pessoas maravilhosas que estão dando tantas respostas positivas e acreditando no potencial do álbum e da banda. Pra quem ainda não ouviu o álbum, escute e chore, compartilhe e faça os outros chorarem também. Abraços! Siga a banda Adorável Clichê nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Youtube Escute o disco O que existe dentro
Duo de pós punk The Lautreamonts lança seu primeiro EP Who Are You Wearing

O duo carioca The Lautreamonts é formado por Martha F. e Hudson, o nome é inspirado pelo escritor francês Conde de Lautreamont (Isidore Lucien Ducasse) considerado um dos percussores do surrealismo. Who Are You Wearing é o primeiro EP da banda, com cinco faixas produzidas em um home estúdio e lançadas pelo selo Efusiva. O título do disco é uma menção a uma pergunta feita frequentemente no tapete vermelho aos famosos para saber de qual estilista é a roupa que estão usando. Pensando nisso, a banda questiona o modo como vivemos e quem realmente somos, essas questões reflexivas são o tema principal das músicas do disco. A sonoridade, mesmo que classificada como pós-punk, passeia e mergulha por vários estilos e experimentações possíveis, trazendo algo exótico e fora da caixinha, com influências que vão desde a música árabe, passando pelo dreampop, eletrônico e psicodelia. É uma ótima pedida para quem gosta de ouvir algo fora do tradicional, ficou curioso? Então aproveita pra escutar o EP na íntegra no link abaixo e não se esqueça de acompanhar a banda pelas redes sociais. Siga o The Lautreamonts nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Youtube
The Daysleepers: Jeff Kandefer sobre o hiato de dez anos, suas inspirações e o novo disco

O The Daysleepers foi formado em 2004, na cidade de Bufalo em Nova Iorque. No ano de 2006 foram lançados dois EP’s, Hide Your Eyes e The Soft Attack. Apenas em 2008 saiu o primeiro disco de estúdio Drowned in the Sea of Sounds. O trabalho trouxe influências de bandas como The Cure, Slowdive e Cocteau Twins. Eles já foram comparados com grandes nomes do gênero, mas eis que ainda cedo entraram em um hiato de dez anos sem lançar nada. Foi aí, que em 2014 presentearam os fãs com a nova Dream Within A Dreamworld, música que mostrou uma sonoridade mais ampla, explorando um lado mais pop e eletrônico. Em seguida, também fizeram um cover maravilhoso para There Is A Light That Never Goes Out dos Smiths, que ganhou o coração até de quem não era fã da banda. Porém, apenas em 2017 que as preces de seus adoradores foram atendidas e algumas músicas novas surgiram nas plataformas digitais. Sundiver e Foreverpeople vieram com a promessa de um novo disco de inéditas para 2018. Eis que agora temos capa, tracklist e título. O segundo disco de estúdio tem 9 faixas e se chama Creation, tem data de lançamento prevista para o dia 07 de setembro, e foi totalmente produzido por Jeff Kandefer em seu estúdio. É com muita felicidade que tivemos a honra de mandar algumas perguntas para o fundador da banda Jeff Kandefer sobre o início do The Daysleepers, a fase do hiato e as considerações sobre o novo disco que está por vir. Escute o novo disco Creation enquanto lê a entrevista: A banda foi formada em 2004, em Buffalo, Nova Iorque. Como vocês se conheceram? Nos conhecemos através de amigos em comum em nossa área. Eu sabia que Mario e Scott eram músicos super talentosos que tocavam em outras bandas, e quando descobri que gostávamos de músicas semelhantes eu pedi para que eles viessem até minha casa para fazermos uma jam session. Eu também sabia que Elizabeth, a irmã de Mario, era uma boa cantora e soaria bem em uma banda de shoegaze, então eu a convidei para participar e ela concordou. Todos nós nos conectamos imediatamente desde a primeira vez então decidimos continuar. Seu primeiro disco foi lançado há dez anos atrás, quais memórias vocês tem daquele tempo, das composições até as gravações? Foi um ótimo tempo! Todas aquelas músicas vieram juntas de forma tão orgânica. Eu também estava casado com Elizabeth em 2008, então aquele ano foi muito emocionante para mim. Todos aqueles sentimentos de amor e expressão artística estão todos envolvidos naquele álbum, então ele sempre será especial para mim.Nós gravamos ele no Watchmen Studios em uma semana. Foi uma tonelada de trabalho naquela quantidade de tempo, mas estávamos preparados e tudo funcionou muito bem no final. Estamos muito orgulhosos desse disco. A banda teve um hiato de dez anos, o que vocês tem feito durante esses anos? Realmente vivendo a vida. Muitas coisas mudaram para todos nós depois do disco Drowned in a Sea of Sound. Tentamos começar a produzir novo material várias vezes, mas as circunstâncias não eram justas para criarmos algo que estivesse á altura do nosso padrão. Não queríamos apenas repetir o último disco, mas não tínhamos certeza de onde queríamos ir ou de como fazer isso. Se nós apenas gravássemos um novo disco da mesma forma que fizemos com o primeiro e os Ep’s antes dele, senti que começaria a ficar repetitivo. Eu queria algo diferente para o próximo disco e eu queria que nós mesmos produzimos o novo material, mas eu ainda não tinha certeza de como fazer isso. No fim, eu consegui o equipamento que eu precisava para construir meu estúdio simples, mas poderoso. Isso abriu uma certa liberdade criativa que levou ao nosso novo disco Creation. Em 2014 vocês lançaram uma música nova chamada Dream Within A Dreamworld que soava mais cativante e pop do que suas músicas anteriores. Como foi a aceitação dos fãs e por quê ela não está no novo disco? Aquela música era para ser mesmo apenas um single. Estávamos experimentando gravar músicas da nossa forma e queríamos tentar algo diferente. Ela tem uma sonoridade bem new wave e anos 80 que amamos mas era muito diferente para nós. No que diz respeito aos fãs, eles ficaram muito felizes em ouvir novo material vindo de nós e muitas pessoas absolutamente amaram aquela música! Tivemos muitos comentários legais sobre ela e estações de rádio de shoegaze ainda continuam a tocando. Houve um pequeno grupo de fãs que não gostaram da mudança mas já esperávamos isso, mas não era pra ser uma mudança permanente em nossa sonoridade, apenas um experimento. Mais tarde decidimos que o The Daysleepers é, no fundo, uma banda de shoegaze/dreampop e se vamos nos distanciar muito daquele som seria melhor como um projeto diferente. Foi por isso que depois fizemos um grande mergulho de volta ao shoegaze com nossa faixa título Creation. Queríamos que os fãs soubessem que o novo disco seria um verdadeiro disco de shoegaze. O último ano foi muito produtivo para vocês, há quanto tempo estiveram trabalhando em Creation? Eu comecei a planejar e escrever o álbum seriamente no fim de 2016. Vocês tem planos de promover o disco novo com uma turnê? Isso seria ótimo, mas não é algo que possamos fazer com nossas circunstâncias. E também, somos artistas 100% independentes. Recebemos várias ofertas de gravadoras, algumas de selos que amamos, mas todos querem mais controle da música e royalties do que estaríamos dispostos a dar. Nós trabalhos muito duro nessa música. Quero a satisfação de saber que tudo o que lançamos retorne a nós como criadores dessa arte. É o que parece certo para mim. Mas por causa dessa decisão isso também limita nossa exposição e não temos o financiamento de um selo para nos ajudar a pagar uma turnê. Estamos muito bem com essas trocas. Nosso foco sempre foi criar músicas bonitas para vocês que vem do lugar mais puro e imaginável, sem
Shoreline Tales: novo projeto mistura post-rock, jazz e psicodelia

Zeh Antunes é um músico brasileiro mais conhecido por suas participações nas bandas Billy Goat (1997-2007) e Electric Goat Combo (2009-2016) onde foi fundador e baixista. Recentemente ele deixou o Brasil para viver em Braga, Portugal. O lugar trouxe novas perspectivas e inspirações ao músico que teve a ideia de criar o projeto Shoreline Tales em 2017. A primeira demo com alguns singles foi lançada em outubro do ano passado, mas há poucos dias, mais precisamente em 27 de agosto finalmente saiu seu primeiro registro, o disco Semoto que contém cinco músicas e está sendo lançado pelo selo Abraxas Records. Em suas composições Zeh faz uma experimentação que passeia pelo post-rock, jazz e rock psicodélico. Segundo ele, esse é um projeto de alguém que chegou em um novo lugar e não consegue parar de fazer música, uma mistura de tudo o que aconteceu durantes os anos e que simula cognição. Acompanhe pelas redes sociais: Facebook | Bandcamp
Dolorem: quarteto de post-black metal exala melancolia e peso em primeiro single

O post-black metal tem sido um gênero bem controverso dentro do metal, pois sua fusão de gêneros como shoegaze, post-rock e black metal ainda soa muito discrepante para alguns ouvidos. O fato, é que existem artistas desse estilo criando novos conceitos e músicas incríveis, que conseguem fundir peso e melodia na medida certa, sem soar clichê, como a Dolorem. Aqui no Brasil esse som ainda não é muito explorado, são poucas as bandas que se auto intitulam post-black metal. Na verdade, o público do gênero é bem forte por aqui. Talvez, por conta de alguns nomes da cena francesa como o Alcest, Amesoeurs e Deafheaven. Essas são queridas do nosso público e difundem algo de novo para um nicho (se é que posso chamar assim), que está de mente aberta para novas possibilidades dentro da música pesada. Dessa vez, vamos conhecer uma banda que tem tudo para ser um dos grandes representantes do estilo em nosso país. O Dolorem foi formado no fim de 2017, em João Pessoa, Paraíba. Conta com Marcos Sena (guitarra, vocal), Jackson Luciano (guitarra), Paulo Roberto (baixo) e Nichollas Jaques (bateria). Todos os integrantes já vem de outras bandas do underground, as influencias já são bem conhecidas pelo público como, Katatonia, Alcest, Slowdive, Deafheaven entre outros. Em 2018, eles entraram em estúdio para compor cinco músicas, a primeira a ser lançada foi Abandoned. A sonoridade traz uma atmosfera melancólica, mas que também se entrosa com a agressividade e momentos bem ambientados por guitarras, assim como no post-rock, uma música dinâmica e profunda. As letras assim como um geral dentro desse estilo, falam sobre existencialismo e sentimentos inerentes a qualquer pessoa, como dor, amor, frustrações e desesperanças. Conversamos com eles sobre como surgiu a ideia de formar a banda, a gravação do primeiro single, e sobre os planos para o lançamento do primeiro disco. Confira! O Dolorem foi formado em 2017, mas muitos de vocês já haviam participado de outras bandas do underground. Como foi o processo de se reunirem pra montar a banda, todos já se conheciam? João Pessoa, apesar de ser uma capital, tem um aspecto de cidade pequena. Logo, todos nós participamos de círculos sociais em comum. Alguns de nós já havíamos tentado montar alguns projetos em outrora. No entanto, apenas a Dolorem acabou vingando, devido ao interesse mútuo de montar uma banda com sonoridade diferenciada. A banda começou com Marcos, Paulo e Nichollas e então começamos uma incessante busca por vocalista, pois nenhum de nós havíamos cantado em outros projetos no passado. Depois de muita procura sem nenhum sucesso, nós achamos apropriado Marcos assumir os vocais, que mostrou-se uma ótima escolha. Por fim, para dar uma maior incorporada no som, principalmente no quesito ambiência, convidamos Jackson, que já era velho conhecido e já tinha tocado com o Paulo e Marcos em outros projetos no passado, para fazer parte da segunda guitarra. O post-black metal ainda é um estilo pouco explorado aqui, vocês acham que muitas bandas tem medo de se arriscar nesse tipo de som? Nós acreditamos que o Post-Black é um gênero já bem difundido no mundo. Sabemos da existência de bandas de post black metal no cenário nacional. Porém achamos que ainda não é muito explorado por não ser muito popular. Sendo mais comum nascerem bandas de gêneros mais populares como Thrash, Death e Black. Esperamos que com a inserção da Dolorem na cena, assim como o trabalho de outras bandas do estilo nós podemos difundir melhor este tipo de musicalidade para o grande público e estimule tanto as pessoas a conhecerem o post-black, quanto a se interessar em criar novas bandas do gênero. Abandoned é uma música bem dinâmica, com letras profundas e passagens mais pesadas e melancólicas, uma ótima escolha para um primeiro single, como foi o processo de composição? Marcos Sena já tinha algumas ideias para Abandoned antes mesmo da banda ser formada. Quando Nichollas e Paulo entraram para o projeto, cada um pôs um pouco de suas influências musicais, que são um pouco distintas, e a música ficou do jeito que conhecemos hoje. Vale ressaltar que Abandoned foi a primeira música composta por nós. Escolhemos esta música para o single não por ela ser a primeira música, mas justamente por esta pluralidade de melodias e passagens. Logo, ela consegue refletir grande parte do contexto e musicalidade que exploramos na banda como um todo. O Nordeste tem uma cena metal muito forte, vocês se vêem como uma novidade dentro dessa rota da música pesada? A Dolorem por explorar este gênero do post-black já é uma novidade tanto no Nordeste quanto no Brasil, pois como já havíamos dito anteriormente é um gênero pouco explorado. Porém algo que nos destaca é este flerte entre melodias com bastante atmosfera, característico do post e shoegaze, alternando pra blasts e partes mais pesadas e frenéticos, que tem como fundamento o black metal. De uma maneira sutil acaba deixando nosso público surpreendido e curioso a cada transição de riffs. Na hora de escrever uma letra, vocês procuram ler um livro, ouvir musica ou situações do cotidiano pra se inspirar? Digamos que a nossa maior fonte de inspiração seja a própria vida, vemos a vida como um processo cheio de desafios, frustrações, conquistas, fracassos, perdas, tristeza e dor. Refletir e enxergar esses aspectos da vida, é uma fonte rica que nos desperta o lado criativo, traduzindo os pensamentos em composições. O que vocês tem em mente para o futuro, além dos shows já agendados, pretendem lançar um disco cheio ainda esse ano ou algum vídeo clipe? Para o futuro, a banda está trabalhando para fechar o repertório e iniciar a gravação do primeiro álbum ainda no fim deste ano. No momento, estamos divulgando o single “Abandoned” nas redes sociais e plataformas de streaming. Também iremos divulgar um vídeo clipe no dia 24/09, com imagens captadas da gravação da música em parceria com a Tártaros Produções. Neste mesmo mês, dia 30, tocaremos no Kraken Festival, em João Pessoa. Agradecimentos à banda pela disponibilidade em responder a
ionnalee surpreende e encanta fãs em primeiro show no Brasil

Jonna Emily Lee Nilson (ionnalee), cantora sueca de 36 anos de idade, é a mente por trás do projeto iamamiwhoami, que teve início em 2009 ao lado de seu marido, o produtor Claes Björklund. Ganhadora de um prêmio em inovação pelo Grammy sueco em 2011, ela lançou três discos de estúdio, são eles: Kin (2012), Bounty (2013) e o maravilhoso Blue (2014). Além de sua bela voz e performance, Jonna se destaca pelos discos conceituais e seus clipes sempre muito bem produzidos. Uma apresentação por aqui parecia apenas um sonho, já que ela não tinha costume de fazer muitos shows. Agora, assumindo apenas o nome de ionnalee, a cantora conseguiu através de um crowdfunding fechar uma turnê mundial para apresentar o seu disco Everyone Afraid to Be Forgotten, renovando assim também a esperança dos fãs brasileiros, que colaboraram para que São Paulo fosse uma das rotas da turnê. A apresentação inédita aconteceu na quinta-feira dia 23 de agosto no Cine Jóia em São Paulo. As portas abriram por volta das 19h00, a fila em frente a casa já era imensa e chegava quase até a entrada do metrô. A princípio, conforme anunciado haveria uma exibição de um curta sobre o disco e a abertura ainda ficaria a cargo de Tangurna, artista também sueco que faz parte da gravadora de ionnalee. Porém, devido ao extravio das malas a apresentação foi cancelada, sendo assim, o filme e o show tiveram seus horários alterados, mas sem prejuízos. O fato também comprometeu o vestiário usado por Jonna, que mais tarde comentou sobre isso em sua conta do instagram. Com a casa cheia, foi exibido o filme sobre o disco, e todos fãs empolgados acompanharam e cantaram a cada trecho das músicas apresentadas, mas foram mesmo a loucura assim que a apresentação teve início com Work, faixa do disco Everyone Afraid to Be Forgotten. Todos pularam e cantaram tão alto que as vezes mal se ouvia a voz de Jonna. O setlist foi bem equilibrado e parece ter agradado a todos. Tiveram músicas do projeto iamamiwhoami, passando por seus três discos, como as faixas o do disco Bounty, e outras muito esperadas, como Fountain, Play e Chasing Kites. Jonna estava aparentemente muito feliz, saltitante, dançando com toda energia possível. Sempre agradecendo a todos e sempre em contato com os fãs que estavam mais próximos da grade. Talvez por conta dos problemas ocorridos tenha faltado além dos vestuários, uma iluminação e projeções melhores durante algumas músicas. Ainda assim, tudo foi maravilhoso, a energia e cada refrão cantado a plenos pulmões foram a compensação dos imprevistos. Outro fato comum entre os fãs eram as coreografias, muitos ali acompanhavam a performance perfeitamente, o que deixa claro o quanto são fiéis. Os brasileiros foram privilegiados, pois o set contou com algumas músicas que não estavam em muitos dos shows que vinham acontecendo pelos EUA. Músicas como SIMMER DOWN, NOT HUMAN e Shadowshow que foi cantada a capella depois de todos pedirem em um coro. Além disso, outro momento marcante foi em HARVEST, música que conta com a participação de TR/ST. Foi muito lindo ver o Cine Jóia estremecer com todos acompanhando o refrão. ”come closer, my love, let’s drown in misery, there is an ocean of possibilities”. Mais tarde, soltaram um ”Jonna eu te amo”, com certeza ela sentiu todo o amor que seus fãs tem por sua pessoa e sua música. Logo depois, Gone e Blue Blue finalizaram parte da apresentação. Um destaque para um fã que subiu ao palco para dançar com Jonna durante a última música. A faixa Goods, conseguiu levantar o público que mais uma vez dançou conforme a coreografia. Contudo, ainda não era o fim, assim que as luzes se apagaram ficou um clima de retorno. Eis que ionnalee e o fã retornam ao palco para uma surpresa inusitada, um pedido de casamento, sim o garoto pediu seu namorado em casamento. Esse momento bonito emocionou a todos que aplaudiram e ovacionaram muito. Uma ótima maneira de fechar um show tão esperado e que com certeza ficará na memória. Mas, agora que sabemos que foi sucesso, é torcer para que ela volte o mais breve possível, com um disco novo, seja como iamamiwhoami ou ionnalee. Setlist: IntroWORKo (iamamiwhoami cover)BLAZINGfountain (iamamiwhoami cover)SIMMER DOWNt (iamamiwhoami cover)play (iamamiwhoami cover)TEMPLEchasing kites (iamamiwhoami cover)ISLANDNOT HUMANSAMARITANHARVESTy (iamamiwhoami cover) Bis:shadowshow (iamamiwhoami cover) (acapella)GONEblue blue (iamamiwhoami cover)goods (iamamiwhoami cover) Acompanhe ionnalee nas redes sociais: Facebook | Instagram
6 discos de shoegaze em destaque para 2018
Essa lista de 6 discos de shoegaze lançados em 2018 é dedicada a todos os adoradores do nosso querido rock sonhador e barulhento, é estranho como certas coisas tem o tempo certo para acontecer, digo isso porque é hilário que um gênero musical que teve início no fim dos anos 80 e começo dos 90 tenha sido enterrado até ressurgir das cinzas durante os anos 2000. O mesmo tipo de música que faziam alguns torcerem o nariz, uma vez que o grunge e o britpop dominavam as paradas. Vemos muitas bandas surgindo no mundo e inclusive aqui no Brasil, estamos em 2018 e ainda tem muita coisa pra rolar, muito disco pra sair, enquanto não ouvimos nada novo do nosso querido My Bloody Valentine e Slowdive, listamos aqui alguns lançamentos de ótimas bandas que tem me impressionado, e é isso, vamos manter o shoegaze vivo! Kraus – Path (2018) Banda liderada por Will Kraus, um jovem de 22 anos do Texas que costumava criar músicas em seu quarto. Path é seu segundo disco, e mesmo que traga músicas na veia lo-fi do shoegaze dos anos 90 ele também soa moderno e criativo, barulhento, melódico, com distorções e vocais que as vezes fazem parte do instrumental. 93MillionMilesFromTheSun – New Fuzz EP (2018) Novo EP dessa banda inglesa já bem conhecida no meio underground do shoegaze, seu som é mais frenético, com várias camadas de guitarras, mas é uma boa pedida para quem justamente curte um som mais barulhento. Teenage Wrist – Chrome Neon Jesus (2018) Trio californiano formado por Kamtin Mohager , Marshall Gallagher e Anthony Salazar, Chrome Neon Jesus é o primeiro disco da carreira, ele combina guitarras distorcidas com vocais etereais, e explora o lado emocional em suas letras, Marshal descreve isso como: ”perceber que o mundo é maior, mais brilhante e aterrorizante do que você imagina”. Mint Field – Pasar de las luces (2018) Uma grata surpresa vinda desse duo mexicano de Tijuana, formado por Estrella Sanchez (vocal, guitarra) e Amor Amezcua (bateria, sintetizador) lançam seu primeiro disco Pasar de las luces. Durante as treze faixas escutamos um som melancólico e itinerante, com belas melodias alinhadas a vocais angelicais, todas as músicas são cantadas em espanhol o que traz uma identidade ímpar para a banda. Lowtide – Southern Mind (2018) Banda australiana formada em 2018 na cidade de Melbourne, esse é seu segundo disco de estúdio, as músicas são uma mistura de dream pop e um shoegaze bem melancólico, com melodias hipnotizantes. Drowse – Cold Air (2018) O Drowse vem da cidade de Portland, Kyle Bates é o único membro e traz mais um disco na bagagem, Cold Air foi gravado em sua própria casa durante uma temporada difícil de depressão, medicamentos e álcool que resultou em 12 composições com letras influenciadas por escritos religiosos de Anne Carson e Karl Ove. Siga as bandas nas redes sociais: Kraus93millionmilesfromthesunTeenage WristMint FieldLowtideDrowse Quer conhecer mais bandas, confira essa também matéria: Rebobinados indica #5 Shoegaze
Paradise Lost: os mestres do Gothic Metal retornam ao Brasil com seu décimo quinto disco

Os ingleses do Paradise Lost ainda vivem o auge de sua carreira, mesmo beirando os 30 anos, Nick Holmes (vocal), Gregor Mackintosh (guitarra), Aaron Aedy (guitarra) e Steven Edmondson (baixo) parecem ter uma fórmula certa de como manter um line-up consistente e até mesmo de como gravar discos de qualidade. É inevitável mencionar o quão importante os discos Gothic (1991) e Draconian Times (1995) são para o metal, se no início a banda era rotulada como um Metallica do death metal, hoje são vistos como os mestres de um estilo que as vezes causa um pouco de confusão nos headbangers, afinal esse tal Gothic Metal que se fala é muitas vezes comparado apenas a bandas como Tristania e Nightwish. Na verdade, ele começou com uma fusão entre o doom metal, o rock dos anos 80 e a música clássica, gêneros que vieram na música do Paradise Lost desde o início de sua carreira, a própria Gothic já tinha vocais femininos e algumas passagens clássicas. A banda foi cada vez mais se afastando da música extrema nos próximo discos, se em Shades of God (1992) Nick ainda continuava com seus vocais agressivos, por outro lado, as músicas começavam a trazer mais riffs melancólicos, sonoridade essa que se consolidou no disco Icon (1993), que começa a deixar os guturais de lado e traz um vocal mais arrastado e rasgado, sendo comparado ao de James Hetfield. Assim como um bom vinho, o Paradise Lost foi envelhecendo e ficando melhor, em 1995 lançam Draconian Times, provavelmente o melhor de sua carreira e o favorito de muitos fãs, aqui eles são fortemente rotulados como Gothic Metal, pelo uso de pianos, teclados e riffs mais sombrios e melancólicos. Os próximos anos foram de experimentação, One Second e Host são os discos mais diferentes de toda a discografia, alguns fãs torcem o nariz, outros amam e até consideram como um dos melhores da carreira. One Second passa a deixar o peso de lado e caminha em um som com sintetizadores, pianos e cordas, um disco mais rock comparado com os anteriores, mas que mesmo assim trouxe músicas que são tocadas pela banda até hoje, como a própria faixa título e Say Just Words. Em 1999, o velho Paradise Lost está definitivamente morto e dá luz a um som totalmente influenciado por Depeche Mode, com abuso de batidas eletrônicas, guitarras e sintetizadores, e Nick se aventurando em um vocal mais pop, até as roupas pretas e os cabelos compridos e bagunçados deram lugar a um visual mais moderno, quem diria, roupa colorida e cabelo arrepiado? Believe in Nothing, é um disco ponte e tenta retomar aos poucos a sonoridade antiga, porém sem tanto sucesso, o álbum é rejeitado pela própria banda, mesmo tendo ótimas músicas como os hits Mouth, I Am Nothing e Fader. Em Symbol of Life as coisas vão se encaminhando entre um som um pouco mais pesado e moderno, um ótimo disco, que de quebra trouxe dois covers maravilhosos de Xavier (Dead Can Dance) e Smalltown Boy (Bronski Beat). Em 2005 sai o auto intitulado Paradise Lost, que seria mais um ”Symbol of Life 2.0”, foi a partir do disco In Requiem (2007) que definitivamente a música extrema tomou conta das composições que ficaram até mais sombrias, com certeza um dos melhores da era atual. Com a bela recepção do disco e uma grande turnê que passou até por São Paulo em 2008, a banda continuou firme, lançando o aguardado Faith Divides Us – Death Unite Us (2009) que continua o legado do antecessor e trouxe mais esperanças de que sua música voltasse a forma dos anos 90, essa fase Gothic Metal perdura até o próximo álbum Tragic Idol (2012), que acaba sendo mais uma continuação. Eis que em 2015 o décimo quarto disco The Plague Within volta às origens e traz um som mais cadenciado, pesado e também com guturais, para a alegria dos saudosistas dos primeiros discos. No Hope in Sight é uma das mais adoradas pelos fãs, pois traz justamente aquela mescla de riffs melancólicos, peso e vocais alterando entre agressividade e algo mais soturno. Na turnê do disco, músicas do início da carreira são tocadas ao vivo, como Gothic, Embers Fire, True Belief e até Eternal. Pra continuar essa saudosa era, a banda lança o seu décimo quinto disco intitulado Medusa, ele pode ser considerado uma mistura entre o passado e presente, as músicas From the Gallows e Blood and Chaos são destaque e vem sendo apresentadas nos shows, com um som pesado e cheio de belos riffs e Nick mostrando boa forma ao entonar seus vocais maléficos. Em 2018 os discos Host e Believe in Nothing foram remasterizados, e a banda voltou a tocar músicas como Mouth, Forever Failure e Hallowed Land. A última passagem em nosso país foi em 2015 no Epic Metal Fest, festival idealizado por membros da banda holandesa Epica que aconteceu em São Paulo na Audio Club, produzido também pela Overload e contou com Finntroll, The Ocean, Tuatha de Dannan, Xandria e o próprio Epica. Agora eles voltam para dois shows em nosso país, dia 31/08 no Teatro Rival BR no Rio de Janeiro, dia 01/09 no Carioca Club de São Paulo e finalizando dia 02/09 no Bar da Montanha em Limeira. Overload orgulhosamente apresenta: Paradise Lost em São Paulo Data: 01/09/2018 (Sábado)Local: Carioca ClubEndereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 -Pinheiros (próximo ao metrô Faria Lima)Abertura da casa: 17h30Início do show: 19h00Classificação etária: 16 anos14 e 15 anos: entrada permitida com responsável legal, mediante apresentação de documento INGRESSOS:Pista meia ou promocional – : R$ 120,00*Camarote meia ou promocional – R$ 180,00* *O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento. Pontos de venda:Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros– Segunda/sábado: 12h00 às 20h00– Sem taxa de conveniência– Pagamento apenas em dinheiro VENDA ONLINEClube do Ingresso – www.clubedoingresso.com– Com taxa de conveniência– Pagamento em cartão de crédito ou boleto Mais pontos de venda com taxa de conveniência: http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar
Them Are Us Too finaliza um ciclo com disco póstumo emocionante

Amends é um disco póstumo na carreira desse jovem duo de São Francisco, Califórnia, formado em 2012 por Kennedy Ashlyn e Cash Askew. Cash faleceu tragicamente em 2016 em um incêndio a uma casa de performances chamada Ghost Ship em Oakland. A dupla já vinha trabalhando em algumas demos depois de seu primeiro disco, Remain lançado em 2014, em homenagem a memória do ex membro, Kennedy Ashlyn resolveu entrar em estúdio com o tio, a namorada e amigos dele junto do produtor Joshua Eustis para finalizá-las e criar novas composições. A faixa que abre o disco é Angelene, o vocal hipnótico de Kennedy nos faz lembrar facilmente Kate Bush, uma aura totalmente voltada aos anos 80, com synths bem ambientes e baterias eletrônicas. Em Grey Water temos batidas também marcantes, e fica difícil não comparar com o som feito pelo Cocteau Twins, com guitarras mais viajantes e vocais etéreos. A terceira faixa é Floor, ela se diferencia pelo ritmo mais frenético acompanhado das guitarras mais barulhentas e Kennedy em vocais mais entonados, uma faixa que tocaria facilmente em uma pista de dança de um clube gótico. Em seguida, No One, continua com o feeling nostálgico, mas com uma intensidade ímpar nos vocais, casando os belos sintetizadores com as guitarras mais duras durante o refrão, os vocais com certeza são um dos maiores destaques desse disco, pois ficam marcados a cada audição. Could Deppen é a faixa mais longa do disco, mas com uma vibe tão boa que seus 9:48 minutos passam voando. Em um ritmo lento e emocional, riffs de guitarra ao estilo dream pop, Kennedy soltando a voz em uma atmosfera celestial, destaque para os últimos momentos que atingem uma carga de emoção forte: ”I wanted to be something that I’m just not, A thousand lies, a thousand lies…”, a forma como a música evolui de um clima mais dramático para algo mais leve é incrível. Pra concluir o disco temos a faixa título Amends, ela encaminha o ouvinte ao fim desse sonho, pois todo o disco soa como uma viagem cheia de emoções entre perda, despedida e sentimentos profundos, em seguida nos resta apenas o silêncio e algum tipo de reflexão sobre nossa breve existência. Acompanhe a banda nas redes sociais: FacebookInstagram
7Peles: conhecendo a misteriosa banda carioca de black metal

O 7Peles é uma banda de Black Metal do Rio de Janeiro, formada em 2016 por músicos de identidade ainda desconhecida, eles se nomeiam com o mesmo nome da banda. Até o momento lançaram três singles, ‘Qayin’, ‘Heylel’ e ‘Yehudhah Ish Qeryoth’, o primeiro disco de estúdio está previsto para ser lançado ainda no fim desse ano. Eles fazem parte de um subgênero dentro do black metal, categorizado como black metal ortodoxo, onde reconhecem Satã como uma entidade legitima e o Deus cristão como uma entidade tirânica, ou seja, uma adoração a nível religioso e metafísico. Nesse conjunto de ideias, são discutidos assuntos em cima de crenças do Luciferianismo, satanismo teísta e gnosticismo. Os shows parecem cultos, com castiçais e velas, altar, os integrantes geralmente escondem seus rostos completamente e usam vestimentas semelhantes a túnicas. A música traz forte influência do black metal no início dos anos 90, com a adição de uma atmosfera mais sombria ainda, com riffs de guitarra dissonantes e até mesmo cantos gregorianos. O 7Peles ainda que uma banda nova, tem conquistado uma boa legião de fãs pelo país, foram responsáveis por tocar ao lado do Mayhem, lenda do black metal, onde de quebra tiveram a ilustre participação do vocalista Attila Csihar (Tormentor, Mayhem, SunnO))) no palco ao apresentar um cover de Beyond, música de sua antiga banda Tormentor que está voltando a ativa. Em setembro eles participarão do No Class Festival II, ao lado dos suecos do Marduk. A banda conversou com a gente sobre sua origem, estética, a experiência de tocar ao lado do Mayhem e planos para o futuro. O 7 Peles é uma banda relativamente nova, o que podem nos contar sobre a origem e ideias que os levaram a formar a banda? Boa noite irmãos, boa noite irmãs… o 7PELES surgiu da reunião de músicos, amigos em comum, de outros projetos, outros estilos musicais, porém com a mesma paixão em comum: o Black metal. Sobre as identidades escondidas dos músicos, vocês acham que há um interesse maior na música quando não se sabe quem está por trás dela, ou trata-se apenas de uma questão ”teatral” estética? É simplesmente uma questão de RELEVÂNCIA… nada interessa, que não o 7PELES como um todo… e isso não se trata apenas dos músicos pois todos vós sois o 7PELES! Algumas bandas do gênero black metal ortodoxo tem ficado populares, como Batushka e Cult of Fire que recentemente se apresentaram em nosso país. O 7Peles se enquadra nesse gênero e o que vocês pensam sobre isso? Dentro do contexto ocidental SIM! Uma vez que utilizamos a escritura usada pelos exploradores da fé alheia. Como é fazer música com essa temática em um país considerado laico, mas que tem a maior população católica do mundo? Laico????? HAHAHAHAHAHAHAHA… aqui mesmo em nosso município vivemos o DESGOVERNO de um maldito Bispo! A bancada evangélica cresce a passos largos… Não sei dizer nem se os católicos ainda prevalecem… Não me importa também! A grande MERDA é que esses evangélicos são entusiastas… CHATOS e suas lideranças extremamente mal intencionadas, mas por enquanto ainda temos liberdade para nos expressarmos… e assim faremos! Vocês tem apenas três singles lançados, mas tem uma boa legião de fãs para uma banda nova, pretendem lançar disco completo ainda este ano? O primeiro evangelho do 7PELES, será finalizado até o fim do ano!!!! As letras das músicas são em inglês e português, vocês pretendem manter esse padrão ou terão composições futuras somente em português? Procuramos fazer refrões ou momentos marcantes em português para que fique bem clara a mensagem a todos os nossos… e temos sim uma palavra, já pronta, toda em português. Atualmente vocês se apresentaram ao lado do Mayhem, banda lendária do Black Metal, como foi essa experiência? O MAYHEM é um ícone do gênero… escreveram a grande obra prima do Black Metal. Só o fato de ter participado do evento já seria uma grande honra… mas como para o 7PELES e todos os seus as vitórias e conquistas são imensuráveis, ainda tivemos o prazer de receber no palco o próprio ATTILA CSIHAR, para cantar uma canção conosco… foi ÉPICO! Não só para o 7PELES mas para toda história do metal nacional. Quais os planos futuros da banda, pretendem lançar algum vídeo clipe ou turnê pelo país? O 7PELES tem um grande plano para todos vocês… ampliar nosso ministério mais e mais, conduzindo todos num caminho de conhecimento, sabedoria… e por que não muita diversão e bons momentos! AMÉM??? Agradecemos a banda pelo tempo em responder as nossas perguntas. Siga a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube Escute o 7Peles:
Killing Joke pela primeira vez no Brasil, motivos para não perder esse show

O Killing Joke é um dos principais nomes do post-punk inglês, e tudo começou em 1978 quando Jaz Coleman (vocal), Kevin “Geordie” Walker (guitarra), Martin “Youth” Glover (baixo) e Paul Fergusson (bateria) se juntaram para o lançamento do primeiro EP Almost Red, que inclusive só foi gravado pois a namorada de Coleman na época emprestou o dinheiro para a banda, o disco chamou a atenção da BBC Radio, que os convidou para uma performance ao vivo. Exatamente em 1980 a banda fecha com a gravadora EG e lançam o primeiro disco de estúdio, auto intitulado Killing Joke, a partir daí começam a fazer sucesso, os shows, no entanto, fizeram algumas pessoas torcerem o nariz, pois traziam imagens controversas relacionadas ao nazismo (como na capa da coletânea Laugh? I Nearly Bought One, que mostra um papa abençoando uma legião de nazistas), mesmo assim se mantiveram bem com seu som pesado e dançante. No ano seguinte, sai o segundo disco, What’s this For …! e mantém sua boa reputação, mas a partir do terceiro disco Revelations de 1982, o vocalista Jaz Coleman deixa a banda para se aprofundar em sua ligação com o ocultismo, acreditando que o Apocalipse estava próximo ele viaja para a Islândia com o guitarrista Kevin ”Geordie”. Em 1983, os membros retornam à Inglaterra e se juntam novamente para gravar o quarto disco, Fire Dances, com uma postura mais pacífica comparado aos lançamentos anteriores. O sucessor Night Time trouxe o hit Love Like Blood que obteve boas posições nas paradas, mas ainda assim não teve todo o alcance que os seus primeiro discos, durante a década de 80 a banda ainda lançou mais quatro álbuns, entre trocas de line-up resolveram dar uma pausa de cerca de quatro anos, e retornaram como trio em 1994 para o lançamento de Pandemonium, e logo após afirmaram que fariam a gravação de seu último disco, Democracy lançado em 1996. Em 2003 a banda retorna a ativa e lança novo material, mais uma vez intitulado Killing Joke, que até hoje causa um pouco de confusão com o primeiro lançamento de 1980. Aproveitando a nova turnê, gravam um álbum ao vivo, XXV Gathering: Let Us Prey de 2005 e posteriormente mais um EP Hosannas from the Basements of Hell, nesse mesmo ano o ex-baixista Paul Raven que participou do disco Fire Dances substituindo Martin Youth falece de um ataque cardíaco, toda a banda esteve presente no funeral e em sua homenagem se reúnem com a formação original. Após uma turnê mundial, entram em estúdio para a gravação de Absolute Dissent (2010), seu décimo quarto disco. Os próximos anos são de turnê, a atual formação ainda lançou MMXII em 2012 e Pylon de 2015, inclusive muito elogiado pela media da música. Agora em 2018 a banda comemora 40 anos de carreira com sua turnê Laught at Your Peril: 40th Anniversary Tour e felizmente já tem presença confirmada em setembro na América do Sul, com shows no Brasil, Argentina, Chile e Peru. Sabe por que você não pode perder? Simplesmente porque esses shows serão únicos, com apenas uma data em São Paulo, no Carioca Clube, onde se apresentarão pela primeira vez tocando músicas de toda a carreira, uma banda importante no cenário do post-punk e rock industrial, com shows explosivos e pesados. Se você conhece a história da banda, com seus altos e baixos, trocas de line-up e diversas pausas sabe bem que não pode perder essa chance né? Serviço:Killing Joke – “Laugh At Your Peril – Fortieth Anniversary World Tour – Brasil 2018” Data: 23/09/2018Local: Carioca ClubEndereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – São Paulo/SPAbertura da casa: 17 horasApresentação: 19 horas Ingressos:1º lote – PistaR$100,00R$200,00 1º Lote – CamaroteR$160,00R$320,00 Evento no Facebook: www.facebook.com/events/232988214105286/Realização: EV7 Live
William Maybelline das bandas Lebanon Hanover e Qual sobre música e a era sombria

Entrevista com William Maybelline das bandas Lebanon Hanover e Qual
Cinco discos de black metal em destaque para 2018
Abstracter – Cinereous Incarnate Em seu terceiro disco de estúdio lançado pela Vendetta Records, essa banda americana de Oakland, CA, apresenta durante as seis faixas um som extremo e soturno, com momentos que vão de blast-beats furiosos a passagens mais cadenciadas e cheias de riffs obscuros criando uma atmosfera das profundezas do mau. As influências vão de black e death metal ao doom. Uada – Cult Of A Dying Sun Mais uma banda americana, dessa vez de Portland. Esse é o segundo disco lançado pela Eisenwald Tonschmiede, os riffs precisos e as melodias os encabeçam mais dentro do Melodic Black Metal, mas momentos mais crus lembrando o saudoso som feito no fim da década de 80, também se fazem presentes nas sete faixas que compõem o disco. Destaque para a faixa Snakes & Vultures. GAEREA – Unsettling Whispers De identidade ainda misteriosa, a banda foi formada em 2016 em Lisboa, Portugal. Esse é seu segundo disco de estúdio, e traz um black metal com influência de outros estilos como sludge e death metal, vem sendo muito bem recebido pela crítica européia, assim como os vídeos que também são bem produzidos. Destaque para as faixas Absent e Whispers. Imperial Triumphant – Vile Luxury O Black metal americano ganhando força em 2018, Vile Luxury é o quarto disco desse trio que surgiu em meados de 2005. A banda faz um som técnico e progressivo, mas totalmente fora do clichê, aqui as músicas tem quebras de tempo bem interessantes, com direito a pianos, coros e saxofones. Destaque para as faixas Lower World e Chernobyl Blues. Drudkh – Їм часто сниться капіж (They Often See Dreams About the Spring) Os ucranianos do Drudkh são bem conhecidos na cena do black metal atmosférico, esse ano lançaram seu décimo segundo disco. A combinação de riffs ríspidos e melódicos flerta também com a música folk, que mesmo acompanhados de um vocal agressivo conseguem criar atmosferas densas. Destaque para as faixas У дахів іржавім колоссю… e Накрите небо бурим дахом.
A doce e sombria Nicole Dollanganger
Nicole Dollanganger é o nome artístico de Nicole Bell, uma cantora e compositora canadense de 28 anos de idade, conhecida por seu visual infantil, voz aguda e letras de temas como sexo, estupro, depressão e gore.Infelizmente ainda muito jovem ela foi diagnosticada com anorexia nervosa, o que resultou em um longo tempo de repouso em seu quarto. Durante esse período, Nicole começou a compor algumas músicas e postá-las em seu tumblr e twitter, se sentindo insegura, ela chegou a deletar algumas composições, mas logo foi encorajada por muitos que já acompanhavam seu trabalho. O Dollanganger de seu nome é uma referência a escritora Cleo Virginia Andrews, responsável por uma série de novelas (Dollanganger Series), que aborda o incesto entre tio e sobrinha em uma série de cinco capítulos. Seus primeiros lançamentos são Curdled Milk (2012), Flowers of Flesh And Blood (2012), Ode to Dawn Wiener: Embarrasing Love Songs (2013) e Observatory Mansion (2014), todos foram gravados por ela em seu quarto e banheiro, a sonoridade é bem minimalista, apenas com vocal, violão e posteriormente teclado, além disso a venda foi feita de forma totalmente independente, com CD-R’s e fitas cassete produzidos artesanalmente. Em 2015 as coisas deram uma reviravolta, Nicole já bem conhecida, foi convidada para abrir os shows de Lana Del Rey e Grimes em Toronto, nessa mesma época ela já tinha um novo disco pronto, mas sem gravadora para lançar, o fato chamou a atenção da artista também canadense Grimes, que mais tarde criou a Eerie Organization, um selo para ajudar com o lançamento de Natural Born Losers (2015), ainda no final de 2015 Nicole deu suporte a Grimes em sua turnê Rhinestone Cowgirls Tour. Agora com seu disco lançado e mais visível ela teve uma de suas músicas, a faixa Chapel, como destaque na trilha sonora da 14º temporada da série The Walking Dead. Já em 2016 foi lançado o EP CUTE AGGRESSION, contendo três faixas com um direcionamento bem diferente, na faixa título as guitarras e batidas eletrônicas lembram a sonoridade da cantora Grimes em seu Art Angels, já as outras duas faixas, Beautiful and Bad e Have You Seen Me? tem um som totalmente sombrio, com guitarras pesadas e bateria. Nesse ano ela também embarcou em uma nova turnê com as bandas Elvis Depressedly e Teen Suicide. Para os shows ao vivo, Nicole tem o suporte de dois integrantes, Matt Tomasi (guitarra) e Kevin Jenkins (baixo). Em 2017 foi lançada uma prévia com cinco faixas do próximo disco de estúdio que recebeu o título de Heart Shaped Bed, a sonoridade no entanto é mais emocional, sem uso de guitarras e bateria como no disco anterior, aqui temos mais pianos e batidas eletrônicas bem sutis acompanhados pelo vocal doce de Nicole. No Bandcamp a data de lançamento está para 30 de Março, mas ainda não se tem notícias de quando o disco completo será finalmente lançado. Siga Nicole Dollanganger nas redes sociais: FacebookBandcampTwitterInstagram
Twin Peaks, shoegaze e psicodelia marcam a sonoridade do That Gum U Like

O casal Fábio Popinigis e Andressa vem de Brasília, a capital conhecida como berço do rock, mas pra falar a verdade o That Gum U Like está bem fora dessa ”bolha”, a começar pelo nome influenciado pela série Twin Peaks do incrível David Lynch. O duo traz uma sonoridade que gira em torno da década de 80, flertando com estilos como eletrônico, trip-hop, psicodelia, dream pop e shoegaze. Em 2014 lançaram o primeiro single Charlotte Sometimes, um cover do maravilhoso The Cure seguindo uma linha mais dream pop, que se encaixou perfeitamente nos vocais de Andressa, o que os fez continuar com a fórmula bem sucedida em 2017 ao lançar o próximo single, Falling Apart. The Black Lodge é o título do primeiro EP lançado em 2017 pelo selo Quadrado Mágico, que também é totalmente inspirado na série Twin Peaks. A faixa título e Killer que abrem o disco apresentam um clima mais cinematográfico, com uma vibe mais atmosférica/eletrônica, já Raika e Donna abusam mais das guitarras e ficam numa fusão entre o shoegaze/dream pop de bandas como Cocteau Twins e Curve, além disso todas as faixas do EP ganharam um remix. O lançamento mais recente é o single Biography que também já está disponível nas plataformas digitais. Se você não conhecia o som do That Gum U Like, pode dar o play agora mesmo, todos os singles e EP estão no Spotify. Siga a banda nas redes sociais: FacebookBandcamp
Sigrún, a nova face da música eletrônica islandesa

A Islândia, um país pequeno e exuberante, com paisagens de tirar o fôlego, deixou de ser apenas a rota favorita de viajantes do mundo todo, e tem se destacado por sua música que vem ganhando grandes proporções com artistas mega talentosos. Hoje iremos conhecer Sigrún, o projeto de Sigrún Jónsdóttir. É inevitável comentarmos sobre alguns nomes que trouxeram o país aos holofotes, a talentosa Björk que desde os anos 80 vinha fazendo música na cena punk com suas bandas KUKL e The Sugarcubes, e os queridos do Sigur rós que no início dos anos 90 trouxeram seu maravilhoso post-rock de outro mundo. Que a Islândia abriga artistas criativos e ousados nós temos certeza, inclusive o termo Icelandic music já se tornou um novo gênero para a música, pra comprovar isso, falaremos um pouco hoje sobre uma artista relativamente nova, mas que já teve experiências ao lado de grandes artistas e agora mostra um grande potencial com sua música autoral. Sigrún Jónsdóttir é uma jovem e talentosa artista, nascida na capital de Reikavýk na Islândia, com três EP’s lançados, sendo Smarti o mais recente de 2017, ela me conta que sempre esteve envolvida com música desde pequena, ”meu pai era professor de bateria na escola local de música em nossa cidade, então eu sempre estive por lá…”. Foi então que começou a estudar clarinete e trombone, o que lhe abriu portas para trabalhar como músico de sessão de ninguém menos que Björk, Sigur rós e atualmente Florence and the Machine, ” Foram experiências muito importantes para mim e aprendi tantas coisas disso, tanto como artista quanto como ser humano ”. Somando suas experiências em turnês mundiais ao apoio que artistas como ela tem em seu país, foi a hora certa para dar o próximo passo, e assim sua música começou a tomar forma. Talvez poderíamos classificá-la apenas como Icelandic music ou eletronic/experimental, isso não importa muito, na verdade, os sons conseguem transmitir sentimentos que vão da calmaria a agressividade passando por partes etéreas, e é justamente assim que ela classifica sua música, como temperamental. Ainda sem muitas informações pela internet, entramos em contato com ela que se prontificou a responder algumas perguntas sobre sua carreira, música e planos para o futuro. Primeiro, eu gostaria de saber se Sigrún é o seu nome verdadeiro ou apenas como decidiu chamar o seu projeto. Sigrún: Sim, Sigrún é o meu nome verdadeiro e decidi usá-lo como meu nome artístico também. Há quanto tempo você está envolvida com música? Você já teve outra banda ou projeto? Sigrún: Estive fazendo música desde que conheço a mim mesma. Meu pai era professor de bateria na escola local de música em nossa cidade, então eu sempre estive por lá. Eu estudei clarinete por anos e então comecei com trombone. Eu já estive em algumas bandas com amigos tocando clarinete e também trabalhei bastante como músico de sessão tocando trombone, fazendo turnê com artistas como Björk, Sigur rós e recentemente com a Florence and the Machine. Quais coisas te inspiram pra fazer música? Você sente necessidade de estar em conexão com algo ou apenas se isolar por algum tempo? Sigrún: Um pouco de cada, eu trabalho solitária e isso funciona para mim, mas ao mesmo tempo eu tenho certeza que preciso socializar também, então não fico muito só. Múltiplas coisas me inspiram a fazer música, meu amor por música em si é uma grande parte disso, e o poder real que a música e os sons tem sobre nós. E também as pessoas que estão ao meu redor e com quem trabalhei ao longo dos anos me inspiram grandemente, e a proximidade geral que isso traz às pessoas. Apenas ir a um clube e dançar juntos e sentir aquele baixo bater em seu corpo é tudo. Em 2016 você lançou dois EP’s Hringsjá e Tog, eles soam muito atmosféricos e experimentais, como é para você expressar seus sentimentos através de um tipo de música considerado complexo para alguns ouvidos? Sigrún: É um grande privilégio poder expressar meus pensamentos e sentimentos através da minha música e sou grata também pelas ferramentas que tenho para isso, levou um tempo para eu aprender e me encontrar no ambiente de trabalho que é o meu computador junto com meus instrumentos para poder trazer o que eu tenho agora. Muita paciência e repetição, mas principalmente, foi preciso esforço para silenciar as críticas internas para poder trabalhar em paz comigo mesma. Como a sua música tem sido recebida em seu país, tem muitas pessoas que te apoiam? Sigrún: Eu sinto que foi recebida muito bem e me sinto sortuda. O ambiente criativo na Islândia e as pessoas que o compõem são muito fortes e de apoio, eles sempre fazem questão de apoiar uns aos outros. As casas de show estão abertas para qualquer um e estão felizes em ver pessoas fazendo experimentos, junto com várias organizações musicais que se certificam em acompanhar coisas novas e apoiá-las. Recentemente a música islandesa tem sido muito procurada e muitos artistas são destaque fora do seu país. Para você, quais são as razões disso? Sigrún: Sim, e é muito interessante, na verdade. Recentemente a música islandesa cresceu muito para ser algo único, quase um gênero. Mas eu acho que isso é baseado na herança de obras de artistas como Björk e Sigur rós que abriram espaço para um playground muito fértil que teve a chance de florescer e se espalhar pelo mundo. Fiquei sabendo que você já trabalhou com artistas como Björk, Sigur rós e Florence and the Machine. Como foram essas experiências? Sigrún: Foram experiências muito importantes para mim e aprendi tantas coisas disso, tanto como artista quanto ser humano. Fiz turnês mundiais com esses artistas e como toda jornada, tem seus altos e baixos. Mas a coisa mais preciosa que tirei disso foi ver o quanto algo que você construiu pouco a pouco com paixão e alegria pela música pode crescer em um projeto enorme trazendo centenas de pessoas juntas para apreciá-lo. Se você pudesse escolher uma palavra para descrever a sua
Acta Obscura, novo disco do This Lonely Crowd imerge em um mundo de poemas, criaturas, peso e melodias

Acta Obscura é o novo disco da This Lonely Crowd, mas antes, vamos falar um pouco sobre a história da banda. Tudo começou em 2009, quando o quinteto de Curitiba se juntou para compor músicas com temáticas que exploram obras literárias, sejam elas poesias, cantigas ou contos de fadas. Em 2010 lançaram nada menos do que três EP’s via Sinewave records, são eles: An Endless Moment Everyday All the Time, EPhemeris e Entangled Chaos, com uma sonoridade influenciada por gêneros como o post-rock, heavy metal, pop e shoegaze, trazendo dissonâncias, peso e melodias que nos remetem a uma fusão de bandas como Slowdive, The Smashing Pumpkins e até Napalm Death. Desde aí o This Lonely Crowd já sabia a receita certa parar criar suas músicas, com adaptações para obras maravilhosas como Tinkerbell (Sininho, em português), A Fantástica Fábrica de Chocolates ou poemas de escritores como Lewis Carroll, Irmãos Grimm, William Blake e Emily Dickinson. A banda dá vida (musicalmente falando) à obras que estiveram adormecidas ou não descobertas, em 2011 lançaram o seu primeiro disco cheio, o belo e barulhento Some Kind of Pareidolia, repleto de ótimas músicas na qual uma delas virou vídeo, Spotty Powder. Até agora são seis discos, uma coletânea que inclusive traz ótimas sobras de estúdio, músicas ao vivo e dois covers adoráveis de Everything Counts do Depeche Mode e Lucid Fairytale do Napalm Death e três EP’s mencionados acima. O TLC é sem dúvida uma banda muito produtiva, e claro, muito criativa. Todos os seus discos são uma imersão em um mundo paralelo de histórias e criaturas, que se desdobram em climas mais nostálgicos e melódicos ou agressivos, seus integrantes usam codinomes a cada disco, dessa vez temos Ludo (guitarra), Bonifuzz (guitarra), Trushbeard I (bateria), Rainha Branca (baixo, vocal) e Fizzgig (guitarra, vocal). Assim caminha Acta Obscura, seu novo trabalho, onde continuam uma jornada afim de personificar poemas de Lewis Carroll e também muitos outros de autoria desconhecida. Produzido pelo baterista Trushbeard I, gravado nos estúdios O.R.T.A em Curitiba, conta ainda com a participação de Régis Garcia e Mônica da banda The Sorry Shop na faixa Amálgama. Aproveitando o lançamento batemos um papo com a banda, que nos contou um pouco sobre as composições, carreira e também o conceito do disco. As portas estão abertas, bem vindos ao universo de Acta Obscura! Vamos começar falando sobre o processo de composição, desde os primeiros lançamentos vocês compõem músicas influenciadas por obras literárias e gêneros diversos. Como funciona o processo de criação na hora de conectar esses dois campos? Fizzgig: isso acaba variando um pouquinho em cada disco. Em geral, a gente primeiro pensa no tema, que pode vir de uma obra, ou de um autor, ou de um estilo inusitado. Com o tema, a gente seleciona dentro das coisas que gostamos de ler: literatura fantástica, poesia. Daí depois a gente cruza essa seleção com o que quisermos passar no disco. No Acta a gente queria um som entre o Fleetwood Mac de 1975-1976 com Cannibal Corpse!! Daí pra sair isso é uma outra história…mas fica servindo como guia e a gente vai se inspirando e desenrolando a coisa. Rainha Branca: O tema vai sendo modelado desse jeito. Vamos selecionando as passagens, compondo, colando as partes, encaixando etc…tem meio que uma fórmula nossa, que a gente sempre muda pra não repetir tanto! Acta Obscura é o sexto disco de estúdio da banda, o que podem nos contar sobre a escolha do título e o conceito? Fizzgig: queríamos um disco voltando mais uma vez ao Lewis Carroll. Ou seja: poesia absurda, non-sense. Boa parte das letras são poemas anônimos de livros com mais de duzentos, trezentos anos e são simplesmente fantásticos. Com uma temática tão volátil, é fácil ir da barulheira para o leve, é mais simples se inspirar. ‘Acta’ remete à revistas de publicação científica; ‘Obscura’ combina com a gente, das profundezas do subterrâneo do rock. Ludo: até rolou dois títulos diferentes. O outro vamos usar pro PRÓXIMO disco. Dessa vez a arte da capa foi criada por outra artista, como chegaram até ela? Fizzgig: a Vassilissa é uma jovem e talentosa desenhista francesa especializada em fantasia. Caímos nos desenhos dela pela internet afora, com ilustrações para role playing games e, em preto e branco, as imagens soaram exatamente como nossas músicas e temas. Um dos primeiros desenhos dela foi aquele dos servos em posição fetal rodeados por uma coroa de galhos e, poxa, aquilo é lindo demais. Imagino que pra ela desenvolver a arte tenha sido moleza, por já ser muito familiarizada com esse mundo de fábulas. Bonifuzz: Foi legal que variamos também a arte! O Julian Fisch sempre trabalhou com fotos ou imagens abstratas. Agora tivemos um disco com uma capa desenhada em preto e branco! Nos últimos trabalhos vocês tem trazido influências nacionais, seja em títulos em português ou cantando como nas faixas Daguerreotypes e também Voynich Decoded, que é uma adaptação para a música “Elefante” de Robertinho do Recife. Como foi feita a escolha, foi difícil adaptar a sonoridade da banda às letras? De onde vem as letras de Daguerreotypes? Fizzgig: minha primeira guitarra foi uma flying V, que ainda tenho, por causa de 1. rock pesado/heavy metal e 2. por causa do clipe da música “O Elefante”, acho que de 1982, que eu via passar quando criança. Eu achava aquilo maravilhoso, o riff inicial, a letra amalucada, a Emilinha cantando e tocando em uma Flying V, revesando com as crianças, enquanto o Robertinho do Recife fazia pose. É um marco para a minha paixão pela música. Como a gente não quis tocar uma cover, reinterpretamos para uma instrumental totalmente nova. Fica como nossa homenagem modesta para eles. Adaptar a letra foi moleza porque é exatamente como nos sentimos. Rainha Branca: Daguerreotypes tem uma letra que é uma poesia que o meu pai aprendeu quando criança. Daí ele cantava de brincadeira para mim quando eu era pequena. E não tem sentido nenhum, são versos divertidíssimos. Falando sobre contos de fada, na sua opinião qual a importância dessas histórias? Vocês acham que as novas gerações estão
O My Bloody Valentine está voltando e… com música nova!

O Meltdown Festival 2018 foi provavelmente um dos festivais com o melhor line-up que você já viu, ninguém menos que Robert Smith (The Cure) ficou a cargo da curadoria. Ele escolheu todos os artistas que formaram a escalação durante os dias 15 a 26 de junho em Londres no Southbank Centre. Entre os nomes estão Nine Inch Nails, Deftones, The Church, Alcest, The Twilight Sad e muito mais… Um dos destaques com certeza ficou por conta dos irlandeses do My Bloody Valentine. A banda ícone do shoegaze que estava longe dos palcos há alguns anos desde o lançamento do último disco MBV de 2013, fez um set maravilhoso onde apresentaram músicas de todos os discos, inclusive What You Want do famoso Loveless que não vinham tocando há muito tempo. E a melhor parte foi que ainda mostraram com exclusividade uma música nova, que provavelmente fará parte do próximo disco que ainda não tem data de lançamento confirmada. Confira abaixo os vídeos dessa apresentação: Only Shallow Nothing Much to Loose Cigarette In Your Bed Música nova Setlist: I Only SaidWhen You SleepNew You(New Song)You Never ShouldHoney PowerCigarette in Your BedOnly TomorrowCome in AloneOnly ShallowWhat You WantNothing Much to LoseWho Sees YouTo Here Knows WhenSlowSoonWonder 2Feed Me With Your KissYou Made Me Realise
Silva mais brasileiro que nunca em seu novo disco

Depois de quase três anos desde seu terceiro disco Júpiter, lançado em 2015, e de uma turnê extensa cantando Marisa Monte, que inclusive rendeu dois discos, um com versões de estúdio e ao vivo, o capixaba Silva lança ‘Brasileiro‘, seu tão aguardado novo trabalho. A estética visual traz cenários suburbanos, natureza e simplicidade, que se encaixam perfeitamente ao título. Sobre a sonoridade, aqui Silva deixa de lado seus sintetizadores, batidas eletrônicas e guitarras e incorpora nas composições elementos mais orgânicos. A primeira faixa ‘Nada Será Mais Como Era Antes’ já abre o disco com sons de percussão, bem ao estilo carnaval, mas aqui ainda ouvimos um pouco de sintetizadores e piano, como se essa fosse uma conexão saindo da antiga sonoridade para a nova proposta do disco. ‘A Cor é Rosa’ é o primeiro single, é pegajosa, leve, com um groove de baixo bem gostoso e vocais suaves como só o Silva consegue fazer, aqui também temos instrumentos mais bem explorados como sax, percussão e palmas que dão um clima bem brasileiro a música. ‘Duas da Tarde’ segue um estilo bem bossa nova, violão dedilhado bem suave e um baixo discreto. Até aqui já da pra notar o quanto as coisas mudaram se comparado aos discos anteriores. Na quarta faixa ‘Cajú’, podemos destacar os backing vocals, o sax e novamente as batidas eletrônicas que deram lugar às percussões, tornando as composições mais orgânicas. Uma das parcerias mais aguardadas está na próxima música, ‘Fica Tudo Bem’, com a participação de Anitta, a faixa começa com tamanha sutileza, o violão acompanha as vozes que entram em perfeita sintonia e criam aquele clima de calmaria, pena ser tão curta, pois ficou um gosto de quero mais. ‘Let Me Say’ traz de volta algo do Silva antigo, mas com uma pitada nova, aqui a levada da bateria nos remete ao baião, ela é embalada pelo samba da instrumental ‘Sapucaia’. Em seguida ‘Prova dos Nove’ tem uma linha calcada no samba mas bem cadenciada, trazendo de volta uma calmaria. ‘Palmeira’ é mais uma faixa instrumental, dessa vez só no piano, porém bem curtinha e singelamente abre caminho para ‘Milhões de Vozes’, e é claro que preciso demonstrar aqui todo o amor que tenho por ela, que música! Primeiro que a letra é tão atual, ela fala muito por nós: ” Tanta implicância, que só quer se amplificar, tanta ignorância, ansiando se mostrar… ” e diga-se de passagem que Silva só na voz e violão é uma das coisas mais maravilhosas, ainda mais com um backing vocal tão lindo e delicado desses. Não menos querida, temos ‘Ela Voa’, outra música que destaco como uma das melhores do disco, ela nos lembra facilmente algumas canções do debut Claridão (2012), com a volta dos sintetizadores, piano e uma batida eletrônica de leve. Como tudo o que é bom dura pouco, temos as duas últimas músicas que fecham o disco, ‘Guerra de Amor’, também segue a linha bossa nova e não traz muita novidade, já ‘Brasil, Brasil’ entra com clima de encerramento, a letra enaltece o país de forma bonita em um musicalidade minimalista com apenas vocal, palmas, percussão e um synth de fundo. Se no início de sua carreira Silva trazia uma musicalidade mais moderna, aqui ele tenta se reinventar e dar destaque as suas raízes mais brasileiras, com uma mistura de estilos, da MPB, passando pelo samba e baião, sem deixar de lado sua essência. Talvez daqui há alguns anos esse seja um cult ou não, isso só o tempo dirá. Escute Brasileiro no Spotify:
Drab Majesty apresenta seu som gótico nostálgico em São Paulo

O Drab Majesty foi formado em 2011 em Los Angeles, Califórnia, por Andrew Clinco, que anteriormente foi baterista do Marriages, banda de post-rock que conta também com Emma Ruth Rundle. Nesse projeto Andrew encarna seu alter ego Deb DeMure, um personagem andrógino com um visual meio gótico futurista, e assim também caminha a proposta da sonoridade que traz batidas dançantes e típicas do New Wave dos anos 80, acompanhadas das guitarras nostálgicas do Shoegaze e Post-punk. O primeiro disco do Drab Majesty, Careless foi lançado em 2015, assim que assinaram com a gravadora Dias Records, logo receberam grande atenção por parte das mídias e fãs desse tipo de música, antes disso apenas uma fita cassete intitulada Unarian Dances havia sido lançada com apenas 100 cópias distribuídas, quando ainda faziam parte da gravadora Lolipop Records. Ainda em 2016, saíram em turnê com as bandas Charnier e True Widow pelos EUA, além de tocarem também com o grande Clan Of Xymox. Já em 2017, a turnê continuou a todo vapor dessa vez ao lado do Cold Cave e King Dude, para o lançamento do segundo disco The Demonstration, esse que alavancou mais a carreira da banda internacionalmente. Em 2018 continuaram com uma série de shows pelo mundo divulgando o recente disco e felizmente e para a surpresa dos fãs, foi fechada uma turnê na América do Sul, que passou por Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil. Os responsáveis pela vinda do Drab Majesty ao nosso país foram a produtora Casa del Puente Discos e o conhecido Madame Club, onde foi realizado o show no domingo dia 10 de junho ao lado também das bandas Fronte Violeta, Anvil FX, Altocamet e Acavernus. Inicialmente a entrada estava programada para 20h00, em um domingo tranquilo onde a temperatura estava amena e não foi desculpa para ficar em casa, ainda mais com um ingresso a R$30 reais, um preço desses nos dias de hoje é valioso. Pois bem, a fila já estava grande em frente a casa, o que de certa forma já deixou muitos ansiosos por conta do atraso, mais ou menos às 20h40 a entrada foi liberada (lembrando que 21h00 era o início do show da segunda banda da noite). Ao entrar, o lounge estava bloqueado para a organização dos shows principais, então caí direto no porão, onde ocorreria o primeiro show da noite com o Fronte Violeta, projeto de Carla Boregas (Rakta) e Anelena. Pouco depois das 21h a apresentação começou enquanto muitos ainda entravam na casa, a sonoridade da dupla é um noise industrial bem caótico e às vezes dançante, a apresentação durou cera de 30 minutos. Em seguida, uma pausa de pouco mais de 30 minutos, a pista de dança foi liberada e algumas pessoas (inclusive eu) dançaram ao som de The Sisters Of Mercy, The Mission entre outros. Anvil FX (Biba, Juliana R e Paulo Beto) A próxima banda da noite era o Anvil FX, nesse momento havia ainda uma banda argentina chamada Altocamet que se apresentaria no palco principal, no lounge da casa, pois bem, a minha vontade em assistir o Anvil FX era maior então fiquei por ali mesmo. O público tímido foi chegando aos poucos, mas encheu bem o local, enquanto isso se não me engano, a banda argentina já estava se apresentando simultaneamente. Para a minha surpresa o público ali embaixo era de respeito, e diga-se de passagem que o trio formado por Biba (vocal), Paulo Beto (sintetizadores) e Juliana R (sintetizador) fez uma ótima apresentação. A galera dançou e enlouqueceu em seu som influenciado por post-punk e minimal synth, além de músicas do último disco Prova de Biologia (2015), rolou um tributo maravilhoso de Discipline do Throbbing Gristle. Pouco antes do show acabar eu resolvi subir para ver o que estava rolando, afinal faltavam poucos minutos para as 23h00 e o Drab Majesty ainda não tinha entrado no palco (aliás nem teve palco, o que prejudicou totalmente a visão de todos que tentavam achar um lugar melhor para ver a banda). Drab Majesty entrou por volta de 23h10, e eu sinceramente não conseguia ver nada, apenas cabeças e celulares mirados, muita fumaça e um ambiente quente. Eis que abriram o set com a conhecida Dot in the Sky, a empolgação do público não foi muito calorosa, talvez porque muitos não conheciam ou porque não estavam afim devido as condições em que o show estava sendo realizado. (Drab Majesty ao vivo no Madame em São Paulo) Em seguida rolaram ainda 39 by Design e Kissing the Ground do disco The Demonstration, a visão ainda era horrível, o som também, muita fumaça, muito calor, pessoas subindo nos sofás e em todas as partes para tentar ter uma visão melhor. Em seguida, deram início a minha música favorita, Unknown to the I, do primeiro disco Careless. Foi triste assistir a apresentação naquelas condições, consegui ficar apenas um pouco mais perto pois algumas pessoas estavam desistindo e indo para o fundo da pista. Naquele momento eu estava torcendo para que desse tempo de assistir o show completo, rolaram ainda Y.K.E.D.A e Cold Souls, além de um interlude que a banda costuma fazer entre algumas músicas. Felizmente a próxima era Too Soon To Tell, eu estava um pouco mais perto e assim que a música acabou já eram 23h50, tive que sair às presas, mesmo faltando ainda cerca de três músicas para fechar o set. Vale lembrar que ainda faltava a apresentação do Acavernus projeto solo da Paula Rebellato (Rakta) e sabe-se lá que horas começou. Infelizmente tive que correr para a estação de metrô como um bom paulistano que mora na pqp. Concluindo, a produção pecou e muito na organização, nenhum horário foi seguido e bloquear o lounge principal só atrapalhou a circulação pela casa. Ouvi alguns relatos de pessoas que tiveram prejuízo ao depender de Táxi e Uber para voltar pra casa devido ao horário. Setlist Drab Majesty: 01. Dot in the Sky02. 39 by Design03. Kissing the Ground04. Unknown to the I05. Y.K.E.D.A06. Cold Souls07. Too Soon To Tell08. Hallow09. The Foyer10. Not Just
Camille Claudel: Shoegaze, black metal, letras em português e ballet?

A Camille Claudel surgiu na metade dos anos 90 em Volta Redonda (RJ), um ano mais tarde (1995) a banda se desfez, e apenas 18 anos depois ressurgiram com nova formação, novas músicas e ideias.Pra começar, lançaram em Abril de 2016 o seu primeiro registro, o single Balada Borderline, em seguida lançaram ainda Novo Qualquer (2016) e Céu Laranja (2016). A sonoridade é uma mistura de vários estilos como o indie rock, shoegaze, post-punk, bossa nova e até black metal, as músicas são cantadas em português, o que traz também uma identidade forte à banda. A formação conta com Frederico (guitarra, vocal), Luiza (baixo), Rafael (guitarra) e Daniela (bateria), e foi com esse time que eles lançaram seu primeiro álbum de estúdio, o auto-intitulado Camille Claudel, com 8 músicas. Um fato curioso foi um projeto criado pela banda chamado A Nuvem de Calças, baseado no livro de Vladimir Vaiakovski, onde unem ballet e shoegaze. A seguir, temos um vídeo com o resultado dessa experiência no mínimo incrível. Por trás da ideia está Daniela, a baterista, no ano passado ela deu uma entrevista ao blog Noise Artists explicando como aconteceu: ” Primeiramente, estou muito feliz por você se interessar por este projeto, ele é muito importante para mim, e eu amo falar sobre o processo dele, então é legal saber que tem alguém interessado… hehe Tudo começou com um projeto de pesquisa para a conclusão da minha especialização em um sistema de análise de tipos de movimento, chamado Laban/Bartenief. Naquele tempo eu estava trabalhando como professora e coreógrafa de dança contemporânea em uma escola de dança, na Escola de Dança Fundação Porto Real. Então decidi fazer essa pesquisa com um grupo de estudantes. Foi uma experiência incrível. A pesquisa foi para explorar a linguagem poética na dança, e escolhi um poema de Manoel de Barros, chamado O Fotógrafo. Então, eu e esses estudantes (todos jovens, de 13 a 18 anos) trabalhamos juntos nesse laboratório para transformar essa poesia em dança. Em algum momento, decidimos fazer uma peça de dança completa com isso, e foi aí que o Fred se envolveu. No poema, Manoel começa com uma tentativa de fotografar o silêncio, entre outras coisas, e ele percebe que o silêncio é um transmissor. Eu chamei Fred para criar a música que seria o transmissor da dança. A música do silêncio (poderia ser mais shoegaze? hehe)! Ele pegou a guitarra e alguns pedais e desenvolveu um pattern enquanto acompanhava os ensaios. Ele iria improvisar, reagindo aos dançarinos e à coreografia. O vídeo que você viu foi parte dessa peça, rearranjado especialmente para apresentarmos em um local aberto, com apenas três dançarinos (a peça original tinha 10 dançarinos) e a respeito da parte do poema que fala sobre a nuvem de calças. E o resultado foi o que você viu. Esse é um resumo disso.” Deixamos aqui alguns links para conhecer mais o Camille Claudel, inclusive, o primeiro disco e os singles estão todos para download gratuito. Bandcamp | Facebook Outras matérias que você pode gostar:
Conhecendo o rock indie argentino em 10 bandas

Mais um daqueles dias comuns, você abre as playlists e álbuns do spotify mas… Nada de novo, mesmo com tantas possibilidades pela internet? Existem dias que você não sabe o que escutar. Pois é, estive pensando comigo: “tirando Arca, não costumo escutar músicas cantadas em espanhol, então, por que não procurar por bandas aqui do nosso continente…” Nunca é demais expandir seus ouvidos para músicas de outros lugares, e foi pensando nisso que resolvi pesquisar artistas argentinos, você deve estar se perguntando, mas por que necessariamente bandas da Argentina? Eu explico… Já faz um tempo que o Brasil não é mais a rota principal de shows internacionais, por outro lado, países como Chile e Argentina tem nos desbancado no quesito público, são arenas, estádios e casas de shows completamente lotados, muitas bandas decidiram gravar seus DVD’s ao vivo lá, alguns exemplos são: Metallica, Megadeth… Realmente acho que perdemos o posto. O que interessa, é que nessa busca encontrei bandas muito interessantes, tão interessantes que resolvi compartilhar com vocês as dez que mais gostei, então se você assim como eu estava sem saber o que escutar ou estava de saco cheio da mesmice de sempre, dá o play! Él mató a un policía motorizado mi amigo invencible Cuarteles de Invierno ZERO KILL Delta Venus Prietto viaja al cosmos con Mariano Jaime sin Tierra Paris Paris Musique Barco Detonantes
World Goth Day: 10 bandas de post-punk e darkwave brasileiras

Pra quem não sabe, hoje 22 de maio de 2018, se comemora oficialmente o World Goth Day, que nada mais é do que uma data criada para homenagear a subcultura gótica ao redor do mundo. A origem dessa data vem do Reino Unido, o dia celebra os aspectos dessa subcultura, como a música, arte e moda em eventos espalhados pelo mundo todo. Tudo começou em 2009 durante uma semana de Maio, quando a famosa Rádio BBC6 estava a procura de números de subculturas na musica, incluindo a cena gótica, foi então que os DJ’s Cruel Britannie e Martin Oldgoth criaram o evento e decidiram que todo dia 22 ele seria realizado regularmente. Muitos países ao redor do mundo adotaram a ideia, alguns como Espanha, México, Africa do Sul e Brasil. Estima-se que mais de 40 eventos são realizados por ano, inclusive foi criado um site onde esses eventos são divulgados, você pode visitá-lo clicando aqui. O logo da data nada mais é do que um emoticon com as pinturas da famosa cantora Siouxsie Sioux líder da distinta banda Siouxsie and the Banshees. Aproveitando, nós separamos 10 artistas brasileiros da cena gótica/alternativa para você conhecer, então separe suas roupas pretas, um bom vinho e aumenta o som! Scarlet Leaves (Darkwave) Vzyadoq Moe (Experimental/pós-punk) The Knutz (Deathrock) Arte no Escuro (Pós-punk) Plastique Noir (Gothic rock) Gangue Morcego (Deathrock) Rakta (Experimental/pós-punk) Azul 29 (Synthpop) Cabine C (Pós-punk) Escarlatina Obsessiva (Pós-punk/darkwave) Confira outras matérias.
FIENDGRIEF, duo de música eletrônica lança dois singles novos

FIENDGRIEF é um duo de música eletrônica de São Paulo, formado em 2016 por Maur e Erika, no ano passado lançaram seu primeiro registro, o disco Hatred. Eles são conhecidos como um dos principais nomes do Witch House nacional, movimento que começou nos EUA mas que se fortaleceu mesmo na Rússia, já falamos um pouco sobre o estilo aqui no blog, para ler a matéria é só clicar aqui. Na semana passada, divulgaram em sua página oficial o lançamento do EP 悪 魔 の 悲 嘆, que na tradução para o português significa algo como A tristeza do Diabo, nele os singles Reverie e Orchid mostram composições com uma pegada mais dreamwave. Escute os novos singles no spotify: Siga o FIENDGRIEF nas redes sociais: Facebook | Soundcloud | Instagram
Beach Fossils anima fãs em show caloroso após cinco anos sem tocar no Brasil

Há exatamente um mês atrás a produtora e selo Balaclava Records anunciou o tão aguardado line-up de mais um de seus festivais, o Balaclava Fest. O evento já recebeu bandas como Swervedriver, Slowdive, Yuck, Quarto Negro, Supercombo entre outros. O que não sabíamos é que em alguns dias seria anunciado também um aquecimento pré festival, marcado para o dia 12/05/2018 no Fabrique Club. Esse contou com as nacionais Ombu, Rakta e a tão adorada pelos indies e post-punkers Beach Fossils. Ombu, a primeira banda da noite A primeira banda da noite foi o Ombu, formado em 2012 na cidade de São Paulo, conta com João Viegas, Santiago Mazzoli e Thiago Barros. A discografia ainda é pequena, possuem um single, um EP e um disco full intitulado Mulher lançado em 2016. Já fazia mais ou menos um ano que estavam longe dos palcos, porém nessa noite trouxeram aos fãs um set curto e um clima de calmaria que percorreu do início ao fim. As músicas carregadas de sentimento e distorções eram tão serenas ao ponto da conversa do público sem noção se sobressair em alguns momentos. mesmo assim a apresentação foi impecável e já abriu bem a noite. Rakta e sua apresentação hipnótica Em seguida foi a vez do Rakta, sob as luzes vermelhas, subiram ao palco Paula Rebellato, Carla Borega e Maurício Takara. Os shows do Rakta geralmente são descritos como um ritual, e sinceramente não ficam muito longe disso. Quem conhece a banda sabe que as performances são sempre intensas, dessa vez, devido ao horário curto a aposta foi em um set mais direto. No entanto, trouxe músicas de quase todos os discos lançados. Parte do público parecia familiarizado com as músicas, atualmente elas estão promovendo seu compacto 7′ Oculto Pelos Seres, lançado pela Nada Nada Discos e Dama da Noite Discos aqui no Brasil, no set rolaram as novas Rodeados pela Beleza, Memória do Futuro, assim também como as já conhecidas Filhas do Fogo, Serpente e Intenção. O tão aguardado Beach Fossils e seu novo disco A última apresentação do Beach Fossils aqui aconteceu em 2013, na turnê do famoso Clash the Truth onde se apresentaram no Sesc Belenzinho por um valor super acessível. Com a casa já cheia (os ingressos de meia entrada de todos os lotes esgotaram), os quatro rapazes subiram ao palco e surpreenderam abrindo o set com a nova Sugar, particularmente uma das melhores do disco Somersault, e aquele refrão maravilhoso: “On the outside, on the outside, on the outside, change your mind… “. O público correspondeu cantando do início ao fim, em seguida, a clássica Clash the Truth, uma das mais conhecidas da carreira, praticamente o hino da banda e presente em diversas playlists de indie por aí. O setlist foi bem escolhido, tiveram músicas mais antigas como Youth, e não faltaram novidades com This Year, Down the Line e Saint Ivy, ambas muito esperadas pelo público que muito animado também dançou ao som da deliciosa Adversity, What a Pleasure e Vacation. Em seguida, mais uma faixa do disco Clash the Truth, essa pegou os fãs de surpresa, pois até então não estava sendo tocada nos últimos shows, Crashed Out. A banda fez algumas pequenas pausas para conversar com os fãs, e é tão bom sentir o espírito jovem, melancólico mas também feliz que as músicas causam. Be Nothing, também do disco novo é um bom exemplo, eu poderia ficar ali a noite toda escutando aquelas linhas maravilhosas de guitarra e baixo, sussurrando na minha cabeça com tamanha nostalgia. Calyer, faixa do segundo disco What a Pleasure, fez o público dançar novamente, mas a vibe logo mudou assim que iniciaram a triste Sleep Apnea, uma das mais adoradas pelos fãs. Careless e Daydream fecharam a primeira parte do set. A banda saiu do palco e depois de alguns minutos voltaram com as duas mais aguardadas da noite, Generational Synthetic e Shallow, cantada em coro por todos. Mais uma pequena pausa para afinação dos instrumentos e o vocalista Dustin Payseur anunciou que tocariam uma faixa pela primeira vez ao vivo, então prosseguiram com That’s All For Now, do novo disco Somersault. Para fechar a noite, como já era esperado, ele pediu para que apenas três pessoas subissem no palco na última música da noite. É claro que a galera aproveitou e foi em peso, cerca de dez fãs, e assim eles iniciaram Wonderwall, cover do Oasis, uma das bandas mais amadas e odiadas do planeta. Como o próprio Dustin já disse em alguns shows, ele não gosta de despedidas, então a banda saiu do palco timidamente enquanto o público ainda esperava por algum bis. Setlist:SugarClash the TruthYouthThis YearDown the LineSaint IvyAdversityWhat a PleasureVacationCrashed OutBe NothingCalyerSleep ApneaCarelessDaydream Encore:Generational SyntheticShallowThat’s All for NowWonderwall (Oasis cover) Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Site oficial Confira mais shows na seção de resenhas.
A Perfect Circle – Eat the Elephant (2018)

Foram exatos quatorze anos desde o último lançamento, o disco eMOTIVE de 2004, mas eis que o A Perfect Circle finalmente retorna com material novo para acabar com a impaciência de seus fãs, que aflitos apostavam fichas também em um possível disco novo do Tool (também liderada pelo vocalista Maynard James Keenan). A banda vinha trabalhando em Eat the Elephant desde 2008, fizeram alguns shows por aí, entre festivais e apresentações mais intimistas, deu tempo até de darem uma passadinha por aqui no festival Lollapalooza de 2013, onde tocaram em horário nobre para um público de respeito. Mesmo com todo esse tempo entre um disco e outro, a preocupação não era entregar algo que soasse como o passado da banda, podemos notar claramente um registro maduro e criativo, abusando mais de pianos e sons eletrônicos. A faixa título que abre o disco, Eat the Elephant, tem os vocais de Maynard acompanhadas de lindas linhas de piano, um som mais cadenciado com um quê meio melancólico, de cara uma bela abertura. Liricamente falando, o disco mantém temas políticos atuais, assim também como problemas da nossa geração e a morte, podemos notar isso na genial Disillusioned, “We’ve become disillusioned, so we dive like crows towards anything glittering”, mais uma faixa que traz as ótimas linhas de piano. The Contrarian mantém quase que o mesmo feeling das duas faixas anteriores, adicionando mais sons eletrônicos e piano, parecem quase uma trilogia. The Doomed que também foi um dos singles lançados antes do lançamento do disco oficial mantém uma pegada tradicional do APF, uma bela faixa, mas que não mostra inovação, o que talvez seja uma boa para os fãs mais antigos. So Long, And Thanks For All the Fish, um nome estranho para uma música, mas aqui Maynard claramente faz uma crítica a nossa geração e uma homenagem a David Bowie em “We wasted every second dime, on diets, lawyers, shrinks and apps and flags and plastic surgery, now Willy Wonka, Major Tom, Ali, and Leia have moved on… “, musicalmente falando a sonoridade é algo muito diferente do que a banda já fez, possivelmente teremos alguns fãs de nariz torcido. Em seguida, TalkTalk, uma das favoritas do disco, mantendo a velha sonoridade da banda em tempos de Thirteenth Step (segundo disco lançado em 2003), com guitarras bem ambientadas e vocais entonados. A bela By And Down the River também pode ser colocada aí como uma das melhores do disco, uma mistura entre algo mais antigo e recente juntos, Delicious tem riffs mais pesados acompanhados de violão, cordas e guitarras bem ambientadas, mostrando o amadurecimento nas composições. Mais uma vez o piano fortemente presente nas músicas, a soturna DLB funciona como um interlude para Hourglass, onde mais uma vez a sonoridade segue um rumo mais atual, com muito uso de efeitos eletrônicos na voz, piano, guitarras pesadas e letras politizadas. Feathers prepara o ouvinte para concluir o disco, Maynard fez um ótimo trabalho em seus vocais aqui, talvez eu não tenha citado anteriormente, mas é com certeza um dos pontos altos desse disco. Get the Lead Out fecha a tracklist, se você gostou do rumo novo que as músicas tiveram então com certeza colocará ela na lista de favoritas, aqui o destaque fica por conta das batidas eletrônicas acompanhadas de cordas, samplers de fundo e os vocais de Maynard saindo um pouco dos holofotes. Eat the Elephant é um grande retorno, mostra a banda em ótima forma, criativa, se arriscando em novos elementos e ainda com letras que com certeza soarão atemporais. Não espere uma sonoridade ”pesada” como nos dois primeiros discos. Esse lançamento é uma ótima prévia do que poderá ser o futuro do A Perfect Circle, só esperamos que não demore mais 14 anos. Escute Eat the Elephant no spotify:https://open.spotify.com/album/3Jr1RhAyndBxtyi8rJs3Op?si=sdx-QtY3Sb2UIokTkfknPw
Novidades e lançamentos na música nacional em 2018

O ano ainda está no começo, e por isso listamos aqui lançamentos na música nacional em 2018 que você precisa ficar ligado! Aproveite para enriquecer sua playlist e conhecer música nova, a cena nacional têm surpreendido dentro de vários gêneros diferentes. Amphères A banda que conta com Paula Martins (voz, baixo), Thiago Santos (voz, guitarra) e Jota Amaral (voz, bateria) foi formada em 2016 na cidade de Santos. Acabaram de lançar seu novo EP intitulado Dança, a sonoridade traz influências do rock alternativo e psicodélico, o videoclipe para a faixa que leva o nome do disco acabou de ser lançado e tem direção de Rodney Assunção e produção artística de Amanda Marx. Odradek Direto de Piracicaba (SP) o trio formado por Fabiano Benetton (guitarra, voz), Tomas Gil (baixo) e Caio Gaeta (voz, bateria) faz um math rock abusando um pouco também do eletrônico e com letras em português, o primeiro disco completo intitulado Pentimento saiu pelo selo online Sinewave e foi gravado no estúdio Aurora com produção de Luccas Villela. Between Summers O indie/rock alternativo mais uma vez bem representado com o pessoal do Between Summers, a banda surgiu em 2016 em Blumenau (SC) e tem como influência Pixies, Garbage e Tigers Jaw. Formada por Robson Corrêa, Antônio Kuchta, Nathália Albino e Roberto de Lucena lançaram Leaves, seu primeiro registro de estúdio pela Aquagreen Records. Jaloo O cantor paraense que surgiu em meados de 2014 com seu single Downtown e posteriormente lançou seu primeiro disco #1, conquistou o público do indie e recebeu comparações com Grimes e até Björk pela estética e música excêntricas, já participou de grandes festivais, como por exemplo, o Lollapalooza. A música Say Goodbye com participação da DJ BADSISTA fará parte do novo disco que está previsto para sair no segundo semestre desse ano. Quarto Ácido O trio gaúcho de rock psicodélico Quarto Ácido lançou recentemente seu primeiro disco de estúdio intitulado Paisagens e Delírios através de um financiamento coletivo de sucesso. A banda conta com Pedro Paulo Rodrigues (guitarra), Alex Przyczynski (bateria) e Vinícius Brum (baixo), em março os caras dividiram o palco com os californianos do Radio Moscow. Dolphinkids Larissa e João são os responsáveis pelo Dolphinkids, projeto de dream pop de Suzano, formado em 2006. Bandas como essas ainda são novidades no cenário nacional, mas aos poucos o som veem ganhando destaque na cena indie. Recentemente a dupla lançou uma música em parceria com o PEARTREE.
Post-metal: cinco bandas nacionais do estilo

O que é post-metal? O gênero surgiu no fim dos anos 80 e começo dos anos 90, algumas bandas foram responsáveis por dar forma e difundir essa sonoridade. Os Melvins, por exemplo, misturavam punk rock com doom metal e avant-garde, outros grandes nomes como Tool, Godflesh e Neurosis também combinavam estilos como progressivo, industrial, metal, hardcore e experimental. A sonoridade está enraizada no metal, com a diferença de que são criadas camadas sonoras com fortes influências em estilos como o post-rock que também estava surgindo naquela época e o sludge (vertente do doom metal que tem influências de hardcore e punk) que também ajudou a moldar o que viria a ser o post-metal. Essa mistura de estilos alinhada ao experimentalismo foi o que gerou o termo. Uma das bandas mais conhecidas e que levou mais adiante esse som foi o Neurosis, que hoje é conhecido como um dos precursores do estilo, embora a própria banda não goste de ser rotulada dessa forma. Nas palavras de Steve Von Till, guitarrista e vocalista da banda: ” Sempre soubemos que a música do Neurosis tinha algo profundo, mas… Acho que foi no disco Souls at Zero que a música se tornou alguma coisa. Levando aquele material pela turnê e nos perdendo em estados de transe induzidos por tocar uma música hipnótica, alta e mega pesada que realmente descobrimos como nos entregar àquilo. Então dissemos, OK – isso vai nos levar para onde queremos ir: algum lugar profundo, mais emocional e elementar “ Durante o fim dos anos 90 e início dos anos 2000 foram surgindo mais bandas que hoje são importantes no cenário, como o Isis, os franceses do Year of no Light e The Ocean.No Brasil também temos nossos representantes do estilo e separamos cinco deles para você conhecer. Goatmantra Facebook | Bandcamp Noala Facebook | Bandcamp God Demise Facebook | Bandcamp Black Sea Facebook | Bandcamp Huey Facebook | Bandcamp Outras matérias que você pode gostar: Mondo Noise – Post MetalMondo Noise – Jóias da Década
Kadavar e seu retorno tão esperado a São Paulo

No sábado dia 03/03/2018 a produtora Abraxas e a Headbanger Produções trouxeram ao Brasil uma das bandas mais aguardadas pelo público stoner, os alemães do Kadavar. O trio atualmente está promovendo seu mais recente disco Rough Times, lançado no ano passado, com uma turnê que passou ainda por RS, RJ, BH e SC. Para aquecer a noite foram convidadas as bandas Disaster Cities e Grindhouse Hotel de São Paulo, pontualmente às 18h15 o Disaster Cities entrou no palco, a banda formada por Matheus Andrighi (guitarra/voz), Rafael Panegalli (baixo/voz) e Ian Bueno (bateria) acabaram de lançar seu primeiro debut intitulado Lowa pelo selo Abraxas e irão começar uma turnê de divulgação pelo país. Em seguida foi a vez do Grindhouse Hotel, formado por Leandro Carbonato (guitarra, vocal), Luiz Natel (guitarra), Roger Marx (baixo) e Gustavo Cardoso (bateria), prestes a lançar seu primeiro disco de estúdio, apresentaram músicas dos dois ep’s lançados e algumas músicas novas, a apresentação foi poderosa e pesada como deveria ser, o público mesmo ansioso pela atração principal agitou bastante e com certeza aprovou de primeira o som dos caras. Por volta das 20h30 o trio alemão Kadavar subiu ao palco e levou o público a loucura, a espera já era grande desde sua última passagem pelo nosso país em 2015, logo de cara abriram o set com a pesada Skeleton Blues uma das melhores do disco novo Rough Times, em seguida rolaram ainda Doomsday Machine do disco Abra Kadavar e Pale Blue Eyes do terceiro disco Berlin. A banda tem uma performance de tirar o fôlego, as músicas são mais pesadas ao vivo e o guitarrista e vocalista Christoph Lindemann comanda bem o palco, a ponto de sua energia contagiar todos os presentes. Um fato engraçado é as diversas caretas do baterista Christoph Bartelt “Tiger” durante as músicas. Ainda rolaram mais coisas do disco novo como Into the Wormhole, com o refrão cantado em alto e bom som pelo público, o set estava bem equilibrado e contou com músicas de todos os discos, as pausas entre cada música eram bem poucas, os três rapazes estavam aparentemente a todo vapor e muito contentes com o público que lotou completamente o Fabrique Club, a galera foi a loucura com Die Baby Die, outra do disco novo e bem querida pelos fãs. Existem algumas músicas que não podem de forma alguma faltar no set, estou falando de Black Sun do primeiro disco Kadavar, seguida de Forgotten Past e Purple Sage, uma trinca perfeita. Depois de tanta sonzeira a banda deu uma pequena pausa e saiu do palco, porém o público queria mais e então muito ovacionados o trio retornou ao palco para mais uma trinca, dessa vez para fechar a noite, rolaram Thousand Miles Away From Home do disco Berlin, All Our Thoughts do disco Abra Kadavar e Come Back Life do debut “sabatiano” Kadavar. A banda foi muito aplaudida por todos, agradecerem o imenso carinho do público e se despediram, depois daquela noite eles tocariam no Hoccus Poccus Fest no RJ. Setlist:Skeleton BluesDoomsday MachinePale Blue EyesInto the WormholeDie Baby DieLiving in Your HeadThe Old ManBlack SunForgotten PastPurple Sage Encore:Thousand Miles Away From HomeAll Our ThoughtsCome Back Life Agradecimentos a Abraxas e Headbanger Produções pela organização do evento que seguiu a risca os horário e ao Erick Tedesco pelo credenciamento. Confira o disco Rough Times: Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp
Cloakroom e seu stoner emo

Passeando pelas playlists sem fim do Spotify me deparei com o Cloakroom, despretensiosamente fui ouvir, pois o que me chamou atenção foi o termo citado na biografia, o tal stoner emo. Falando um pouco sobre a banda, eles surgiram em 2012 no estado de Northwest Indiana, nos EUA. O vocalista Doyle Martin fazia parte do Grown Ups, uma banda emo de Chicago, e o baixista Bobby Markos fazia parte do Native, eles se juntaram ao baterista Brian Busch e em 2013 assinaram com a gravadora Run For Cover Records para lançar seu primeiro EP intitulado Infinity. Apenas em 2015 lançaram seu debut Further Out e no ano passado saiu o seu sucessor Time Well. A faixa que abre o disco Time Well e também uma das mais conhecidas é Gone but not Entirely, mas calma, se você leu até aqui e já torceu o nariz eu peço que dê o play! Mesmo o termo sendo até então desconhecido surpreende ao mostrar uma banda versátil que flerta com diferentes estilos, o som dos caras é uma mistura das guitarras distorcidas e pesadas do stoner e post-hardcore, com um toque viajante do shoegaze dos anos 90 e os vocais singelos do indie. Links para as redes sociais da banda:BandcampFacebook
Rakta, um show intenso em comemoração ao compacto novo

A Rakta surgiu em São Paulo como um quarteto, hoje é formada por Paula Rebellato (teclado, vocal), Carla Boregas (baixo, vocal) e Nathalia Viccari (bateria), porém atualmente Nathalia se apresenta com a banda apenas nas turnês internacionais, já que ela não mora mais no Brasil. O primeiro disco saiu em 2013, auto intitulado Rakta, e já se mostrava fora da caixinha, com algumas influências que passeiam entre o punk/post-punk e muitos elementos experimentais. Se Take Your Time mostrava uma agressividade punk, Caverna caía de cabeça em um pós punk mais soturno e psicodélico. Desde então, a Rakta vem experimentando e transformando suas músicas cada vez mais em rituais cheios de sons a explorar, hoje em dia não cabe ao certo um rótulo para a banda, seria limitá-las demais. Na quinta-feira dia 08 de fevereiro de 2018, elas se apresentaram no Centro Cultural São Paulo para o lançamento do novo compacto Oculto pelos Seres, com 5 faixas e lançado no Brasil pela Nada Nada Discos/Dama da Noite Discos, na Europa pela La Vida Es Un Mus e nos EUA pela Iron Lung Records. De casa cheia em plena quinta-feira às 21h00, isso é um fato interessante, pois em todos os shows do Rakta que fui até hoje (esse é o quinto) elas trazem sua legião de adoradores. Como é de praxe, as luzes vermelhas tomaram conta do palco enquanto a banda se apresentava diante dos olhos confusos, estáticos e sedentos pela sonoridade catártica. Nesse momento, o palco é da Rakta, ali elas emergem em linhas precisas de baixo, camadas de pedais, teclados e bateria que criam uma atmosfera única e transcendental. O público assiste e recebe o som como quer, atento, dançando ou de olhos fechados, mesmo que pareça que a banda esteja em um mundo paralelo, pelo contrário, o objetivo é trazer todos os expectadores para essa viagem sonora e intensa que acontece no palco, no setlist foram apresentadas algumas faixas do novo compacto Oculto pelos seres e do disco anterior III. Destaque para uma jam unindo elementos das faixas Outro e Conjuração do espelho, e que eu me lembre esse foi até agora um dos momentos mais experimentais e intensos em um show do Rakta, o que de início eram camadas e foram criando paisagens sonoras à uma percussão desgastante que durou cerca de 20 minutos. Uma pequena pausa para agradecer as pessoas presentes e a banda fecha o show com a já conhecida Filhas do Fogo do disco III. Para firmar essa conexão com quem as assiste, elas pedem que subam no palco para sentirem suas energias, e então eis que se forma uma roda ao redor das integrantes e assim depois de alguns minutos de música estamos renovados, é mais um show do Rakta, mais um momento em que viajamos sonoramente com elas em seu universo musical. Setlist:01. Rodeados pela beleza02. Memória do Futuro03. Outro/Conjuração do espelho04. Filhas do Fogo Escute Oculto pelos seres no Spotify: Links para acompanhar a banda:Facebook | Bandcamp | Instagram
Kadavar e a ascensão do rock retrô

O trio alemão Kadavar, hoje formado por Christoph Lindemann “Lupus” (guitarra, vocal), Simon Boutelop “Dragon” (baixo) e Christoph Bartelt “Tiger” (bateria) surgiu em 2010 na cidade de Berlim, eles fazem parte do chamado rock retrô, que nada mais é do que um saudosismo às bandas dos anos 70, como Led Zeppelin e Black Sabbath, por exemplo. Além da sonoridade que incorpora riffs pesados, psicodélicos e sombrios, o trio adota um visual peculiar, com calças apertadas ou ”boca de sino” e botinas que provavelmente nem o seu avó de 80 anos usa mais, as barbas e cabelos longos também completam essa estética. O primeiro disco de estúdio intitulado Kadavar foi lançado em 2012 pela This Charming Man Records e tem 7 faixas, de primeira conquistou o público do rock/metal e recebeu críticas muito positivas por serem tão novos, mas com uma sonoridade digna de bandas da época, algumas comparações com Pentagram, Saint Vitus e Black Sabbath foram inevitáveis. Em 2013 assinaram com a grande Nuclear Blast e lançaram seu segundo disco de estúdio, o Abra Kadavar, álbum que mantém as características do estilo, mas com produção e composições superiores. O álbum rendeu uma turnê com os australianos do Wolfmother e também um registro ao vivo lançado no ano seguinte intitulado Live in Antwerp. Se para alguns a volta desse tipo de som é apenas um revival, o trio está aí para mostrar que mesmo as músicas empoeiradas da década passada podem ser contemporâneas, e assim que mantiveram sua carreira ainda no auge com o lançamento de Berlin, o terceiro disco, esse foi o primeiro a ter a participação do novo baixista Simon Boutelop, foi produzido pelo baterista Christoph “Tiger”, segundo ele é a fusão de pessoas diferentes que tiveram o propósito de criar algo juntos assim que se mudaram para Berlim, por isso o nome se encaixa perfeitamente para o álbum já que toda a rotina da cidade tem influenciado muito a banda. Agora… quer mais coisa boa?No ano passado o lançamento do quarto disco Rough Times, considerado por alguns como o melhor da banda, rendeu uma turnê sul-americana para 2018 novamente produzida pela Abraxas com a Headbanger Produções com nove shows, sendo cinco deles no Brasil. Se você ainda não conhece a banda ou se conhece, mas ainda não teve a oportunidade de ver um show, fique experto e compre seu ingresso, pois as apresentações são famosas por serem enérgicas e pesadas ao vivo. SERVIÇO 27 de fevereiro – Kadavar em Santa MariaEvento no facebook: https://www.facebook.com/events/553175921681105Data: 27 de fevereiro de 2017Horário: a partir das 20 horasLocal: Sonho de FestaEndereço: rua Francisco ManuelBandas de abertura: Quarto Ácido, Moonmath e Peixes VoadoresIngresso: R$ 60 (segundo lote promocional) – https://polvotickets.com.br/e/kadavar-em-santa-maria-rs 1º de março – Kadavar em Belo HorizonteEvento no facebook: https://www.facebook.com/events/102928003815976/Data: 1º de março de 2018Horário: 21 horasLocal: Studio BarEndereço: Rua Guajajaras, 842, CentroBandas de abertura: Duna, Brisa e Chama e GrindhouseIngresso: R$ 40, primeiro lote promocional (ESGOTADO); R$ 50, segundo lote promocional – https://www.sympla.com.br/kadavar-em-belo-horizonte—1-de-marco-no-studio-bar__214098 2 de março – Kadavar em Florianópolis (SC)Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/494236587614186/Data: 2 de março de 2018Horário: 23 horasLocal: Célula ShowcaseEndereço: Rodovia João Paulo, 75Banda de abertura: Monte ResinaIngresso: R$ 50, primeiro lote – https://www.sympla.com.br/kadavar–florianopolis-sc–02032018__213341 3 de março – Kadavar em São Paulo (SP)Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/188512061711938/Data: 3 de março de 2018Horário: 18 horas (abertura da casa)Local: Fabrique ClubEndereço: Rua Barra Funda, 1071Bandas de abertura: Disaster Cities e GrindhouseIngresso: R$ 70, primeiro lote promocional (ESGOTADO); R$ 90, segundo lote promocional – https://www.sympla.com.br/kadavar-em-sao-paulo—3-de-marco-no-fabrique-club__214097. Na hora, R$ 110 (meia) e R$ 220 (inteira).Venda física nos seguintes locais:Yoga Para Todos (Rua Doutor Cândido Espinheira, 156 – Perdizes). Tel: (11) 94314-7955Volcom (Rua Augusta, 2490, apenas em dinheiro). Tel: (11) 3082-0213Loja 255 na Galeria do Rock. Tel: (11) 3361-6951Ratus Skate Shop (Rua Doná Elisa Fláquer, 286 – Centro, Santo André). Tel: (11) 4990-5163 4 de março – Kadavar no Rio de Janeiro (RJ)Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/381490485595532/Data: 4 de março de 2018Horário: 17 horas (abertura da casa)Local: Cais da ImperatrizEndereço: Rua Sacadura Cabral , 145, SaúdeBandas de abertura: Galactic Gulag e Anjo GabrielIngresso: R$ 60, primeiro lote promocional – https://www.sympla.com.br/hocus-pocus-festival-2018—kadavar-anjo-gabriel-e-galactic-gulag-4-de-marco-no-cais-da-imperatiz__237714. Na hora, R$ 80 (meia entrada solidária) e R$ 160 (inteira). Venda física nos seguintes locais:PlayGrowler (R. Teixeira de Melo, 47 – Ipanema, ao lado da estação General Osório).Tel: 3449-8015Rocksession (Rua Conde de Bonfim, 80, loja 3 – subsolo – Tijuca). Tel: 3168-4934Tropicália Discos (Praça Olavo Bilac, 28 – Sala 207 – Centro). Tel: 2224-9215Hocus Pocus DNA (Rua 19 de fevereiro, 186 – Botafogo). Tel 3452-3377 Confira o disco Rough Times:
Jupiterian e Herod ao vivo no CCSP

No último domingo, dia 04/02/2018 o CCSP (Central Cultural São Paulo) recebeu dois artistas nacionais de peso. Os paulistanos do Jupiterian e Herod dividiram o palco para apresentar seus últimos lançamentos pelo selo Sinewave. Exatamente no horário subiu ao palco a primeira banda da noite, o Jupiterian. Com um clima mais soturno e um visual ritualístico, o quarteto que surgiu em meados de 2013 ainda sob o nome de Codex Ivpter, apresentou músicas de seu mais recente disco Terraforming. A sonoridade traz influências de old school death metal, doom e sludge, seus integrantes já passaram por bandas importantes do underground como The Black Coffins e Kroni, então eu não esperava nada menos do que coisa fina. O som que o Jupiterian faz ainda é pouco explorado no Brasil, ainda mais se falando nessa estética, e por mais que isso ainda choque muita gente, tudo faz parte de um conjunto, a caracterização dos integrantes, as caveiras sobre os amplificadores, a simbologia e primeiramente as letras e a música que soa impecável ao vivo. Talvez eu tenha me enganado ao achar que assistira a uma apresentação comum de doom metal, e fiquei ”feliz” ao saber que foi muito mais que isso, as músicas ao vivo são mais pesadas e tão intensas que fazem com que você fique praticamente estático. Não há nada tão teatral por trás da performance da banda, mesmo os quatro integrantes estando ali no palco com suas túnicas e em certos momentos com seus olhares fixos para a plateia. Algo que chama atenção, pelo menos para mim, foram a construção das músicas, os riffs tem um feeling com passagens mais melancólicas e ora mais fúnebres. Essa atmosfera lembra os trabalhos de bandas de doom em seus primórdios, podemos citar aqui um Anathema ou My Dying Bride, e aproveitando, eles fizeram uma versão impecável de Mine is yours to drown in do Anathema. Se você tem algum preconceito com bandas que usam esse tipo de estética, sério, eu te convido pra ir a um próximo show deles e tirar suas próprias conclusões, nada de Disneyland, just pure fucking metal. Vida longa ao Jupiterian! Setlist:Terraforming (intro)MatriarchUnearthly GlowForefathersUs and ThemSol Em seguida, foi a vez do Herod, antigo Herod Layne, que surgiu por volta de 2006 na cidade de São Paulo, formado hoje por Elson Barbosa (baixo), Sacha Ferreira (guitarra), Daniel Ribeiro (guitarra) e Bruno Duarte (bateria). O Herod é uma das bandas mais conhecidas do selo Sinewave, a primeira vez que assisti a um show deles quando ainda se chamavam Herod Layne foi na abertura do The Cure, convidados pelo próprio Robert Smith, isso em 2013 na Arena Anhembi para 30 mil pessoas, que baita presente pra banda e também uma baita pressão. Lembro que foi tudo ótimo, mas isso não vem ao caso agora. A banda já tem uma bagagem bacana, com dois EP’s sendo eles Sealand Fire (2009) e Disruption (2015), e três discos de estúdio, In Between Dust Conditions (2008), Absentia (2010) e Umbra (2013), lançaram ainda duas compilações em 2016 The Rest of 2006-2016 e The Best of 2006-2016. Em 2017 lançaram um tributo à banda alemã Kraftwerk, onde gravaram versões para músicas famosas como Das Modell, Autobahn e Radioactivity. O foco da apresentação foi o recente tributo, a banda conseguiu transformar as músicas originais em ótimas versões post-rock, preenchidas com guitarras pesadas, solos e outras adaptações que soam muito bem ao vivo. Os vocais ficaram por conta do guitarrista Daniel Ribeiro e em alguns momentos me lembraram até os vocais feitos pelo Sólstafir, banda islandesa de post-black metal. A apresentação também foi impecável e durou cerca de 50 minutos, eu estava muito curioso pra ver como funcionavam as músicas ao vivo, já que no CD estava tudo tão lindo e fiel, e não é novidade que me surpreenderam, espero que possam apresentar esse material em outros estados também, pois isso só mostra o quanto a banda é versátil e competente, acredito que não seja nada fácil transformar músicas rotuladas como synthpop/eletronic em algo voltado ao post-rock, mas eles conseguiram! Galeria de fotos: Acompanhe as bandas: Herod – Facebook | Instagram | Bandcamp Jupiterian – Facebook | Instagram | Bandcamp
Rebobinados entrevista: Son of a Witch

Uma banda com um nome maneiro desse (Son of a Witch é um trocadilho com o palavrão Son of a bitch), só poderia ser do nosso Brasil, o quinteto de stoner metal composto por King Lizzard (vocal), Psychedelic Monk (guitarra), Gila Monster (guitarra), Old Goat (baixo) e Asteroid Mammoth (bateria) surgiu na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte em 2008. Quer saber por que eles são um dos principais nomes do metal arrastado nacional? Simples, em 2011 lançaram seu EP de estréia intitulado Son of a Witch com três faixas repletas de peso e psicodelia pra fritar os ouvidos de qualquer um, mostrando de cara uma baita qualidade sonora. Como se não bastasse, em 2016 lançaram seu primeiro debut, o maravilhoso Thrones in the Sky pra firmar de vez o nome da banda como uma das melhores do estilo, e diga-se de passagem que esse ainda será lembrado como um dos melhores discos do gênero. Agora em 2018 acabaram de lançar o single recém-chegado Melting Ocean que mantém a qualidade que acompanha a banda desde seu início, uma verdadeira viagem sonora, com um stoner poderoso, arrastado e pesado. Tivemos a oportunidade de trocar umas palavras com a banda que contou um pouco sobre a composição do novo single e planos para o futuro. O Son of A Witch é um dos principais representantes do stoner nacional, vocês acabaram de lançar um single novo, o Melting Ocean, poderiam falar um pouco de como foi o processo de composição? Primeiro agradecemos a oportunidade e é sempre um prazer. Então, o processo de composição de Melting Ocean nasceu em uma das muitas tardes de ressaca do Gila Monster, com viola e cigarros rsrs. Depois essa ideia foi passado para todos da banda em estúdio. Todos foram contribuindo com total liberdade, nada pré direcionado. As ideias são apresentadas e discutidas, o que for consenso fica na música. Temos sorte desse processo ser relativamente fácil e divertido, é mais ou menos isso. Qual a opinião de vocês sobre a cena atual do doom/stoner no Brasil, acham que as bandas estão ganhando mais visibilidade? A cena do estilo citado não podia estar em um momento melhor, e não só aqui no Brasil. Basta ver o cast das principais gravadoras gringas incorporando algumas bandas do estilo, assim como a participação crescente das bandas em festivais pelo mundo. Aqui no Brasil, temos um grande culpado pelo crescimento da cena. A Abraxas do Felipe Toscano, que ha pouco tempo também virou selo. Observamos também cada vez mais a participação de bandas brasileiras em festivais na Europa e EUA, além de gravadoras “gringas” lançando trabalhos daqui. Existe algum ritual ou algo que vocês gostem de fazer para se sentirem inspirados? Nosso ritual, se é que se trata de um, está no fato de além de músicos que tocam juntos, somos amigos que nos encontramos para beber, conversar, tocar, organizar eventos, fazer jam, escutar música, viajar etc. Isso sem dúvidas nos aproxima musicalmente falando, então fica fácil ter inspiração para compor juntos, somos um bando de loucos imersos juntos na música. Falando de influências musicais, quais estilos fora do metal que vocês costumam escutar? Todos na banda possuem uma miscelânea de gostos, com exceção, claro, de Old Goat que só escuta metal desde 1967 kkk, mas os estilos ouvido pelo restante é bem variado, desde blues, rock n roll, jazz, drone, noise, doom jazz, ambient, krautrock, post rock, música experimental, hauntology, música eletrônica, prog, entre outros estilos. Como definiriam a música de vocês para quem ainda não conhece? As musicas do Soaw podem ser definidas como: um stoner heavy groove doom, com passagens psicodélicas. Quem gosta dessas vertentes tem boas chances de curtir nossa fuleragem sonora. Se pudessem escolher um lugar no mundo pra tocar, qual seria e por que? Onde tiverem dispostos a fazer uma boa festa. Curtimos tocar, o palco faz a união com o público e essa “unidade” torna qualquer lugar fuderoso. Quais os planos para esse ano? Planos, temos alguns, dentre eles, estamos preparando o sucessor de Thrones in the Sky, temos quase todas as musicas prontas e com novo repertório pra rodar por aí. Mas, antes do próximo álbum, temos em vista um EP com versões de bandas que curtimos, clipe, e possivelmente outro single. Ps: Agradecimentos ao Son of a Witch pela disponibilidade em responder as perguntas e ao Erick Tedesco pelo intermédio. Escute o novo single Melting Ocean: Acesse os links e acompanhe a banda: Facebook | Bandcamp | Contato
Festival Pessoa Que Voa @ Funarte 28/01/2018
Ontem, dia 28/01, aconteceu o Festival da Pessoa Que Voa na Funarte. As bandas que tocaram foram: Banda PQV (Vinicius Mendes, Theuzitz e LVCASU), Quasar + Calvin Voichicoski, Chico de Barro e eliminadorzinho + Marchioretto. Foi um dia tão memorável que me fez ficar muito triste quando acabou. Não só por estar rodeada pelos meus amigos, pela música e pelo espírito da juventude, que sempre marca presença em qualquer show do selo, mas pela animação e agitação contagiante. Uma atmosfera feliz e saltitante, que ganhou força com o público que ignorou as cadeiras e preferiu ficar pertinho do palco, pulando e vibrando a cada música. Acredito que tenha sido extremamente gratificante pros artistas ver a casa cheia de gente curtindo a música, vivendo o momento e celebrando a vida. É bonito ver algo que eu, pessoalmente, acompanho de perto há mais de um ano, tomando forma, crescendo e gerando flores fantásticas. Dá um orgulho enorme ver jovens que fazem música no quarto, saindo daquele mundo e indo compartilhar todos esses momentos bons e ruins que originaram suas músicas com um monte de gente nova. Afinal, o que é a música além de se expressar? E melhor ainda é ver o outro compartilhando o mesmo sentimento ou até criando um novo significado para tudo aquilo. Dá um trabalho enorme compor, gravar, mixar, masterizar, montar uma banda, marcar shows e principalmente convencer a galera a seguir você nos palcos. E se tratando de música independente, você praticamente tem que fazer tudo isso sozinho. Mas a ideia da Pessoa Que Voa, é unir todo mundo que faz esse trabalho sozinho, porque unidos somos mais fortes e vamos mais longe. Juntos voamos alto e voamos longe. Conheça os artistas nessa playlist:
Os artistas que provam o quanto o Japão tem música boa

Quem algum dia disse que a terra do sol nascente só tem música pra vídeo game e anime está totalmente enganado, existem bandas maravilhosas e de diferentes estilos que atualmente fazem muito sucesso no mundo e também no Brasil. Infelizmente vai faltar muita coisa, mas conseguimos separar algumas delas… vale a pena conferir! Melt-Banana (noise rock) Talvez uma das bandas mais diferentes dentro do estilo que você vai escutar, com riffs que mais parecem panes em sistema, baterias e vocais eufóricos, o Melt-Banana representa bem o Japão em diversos festivais de música no mundo todo. Kanon Wakeshima (J-pop/alternativo) Kanon Wakeshima iniciou sua carreira aos três anos de idade tocando celo, nasceu na cidade de Tóquio em 1988. Seus primeiros trabalhos foram produzidos por ninguém menos que Mana (fundador das bandas Malice Mizer e Moi Dix Mois). Boris (Drone/stoner/hard rock) Boris é uma banda de Tóquio, fundada em 1992, trazem na discografia treze discos de estúdio, sendo que a sonoridade passeia por diferentes estilos em todos eles, do drone, stoner ao hardcore e punk. Dir En Grey (metal alternativo) O Dir En Grey foi formado em 1997 em Osaka, e é uma das poucas bandas do metal que ainda conseguem trazer algo novo para o estilo, o visual dos clipes são totalmente obscuros e seus shows são explosivos. Perfume (J-pop/eletropop) Perfume é um trio de garotas que fazem eletropop, o grupo foi formado em Hiroshima nos anos 2000 quando se conheceram em uma escola de artes e tinham entre 11 e 12 anos de idade, hoje são conhecidas mundialmente como um dos principais grupos de música pop do país. Malice Mizer (J-rock) Uma das bandas japonesas mais famosas no cenário visual kei formada em 1992, lançaram quatro discos de estúdio, em 2001 entraram em hiatos. Suas apresentações ao vivo sempre são ricas em visuais cinematográficos. Mono (post-rock) Banda de Tokyo, fundada em 1999, possuem seis discos de estúdio e são considerados uma das melhores bandas do estilo, suas músicas são verdadeiras viagens que oscilam entre calmaria e peso. G-Schmitt (Post-punk) Uma das bandas principais do movimento post-punk japonês, ficou na ativa de 1983 a 1989 onde encerraram as atividades, lançaram três discos de estúdio, a vocalista Syoko lançou dois discos em carreira solo, sendo o último Turbulence lançado em 1992. Oeil (shoegaze) Banda de shoegaze formada em 2006 em Tóquio, usam distorções a lá My Bloody Valentine e vocais com influência de indie e dream pop, na discografia trazem seu primeiro EP lançado em 2006 Urban Twilight e o primeiro disco de estúdio Myrtle lançado em 2011. Khola Cosmica (Psychedelic doom) O Khola Cosmica surgiu por volta de 2010 e faz parte de um gênero que é pouco explorado em seu país, a cena stoner/doom, de lá pra cá lançaram apenas um EP em 2011 intitulado Khola Cosmica e um split com a banda Boomg, lançado em 2015. Moi Dix Mois (Gothic metal) Visual carregado, letras obscuras e drama, o Moi Dix Mois é o projeto solo do guitarrista Mana após o hiato do Malice Mizer, formado em 2002 em Tóquio. Miyavi (J-rock/experimental) Miyavi é o projeto musical de Takamasa Ishihara, nascido em 1981 na cidade de Osaka, além de músico ele é ator e produtor musical. É conhecido pelo seu jeito de palhetar a guitarra e também por flertar com diferentes estilos musicais em seus discos.
Quarto Negro e Apeles @ Breve

Quarto Negro foi uma dupla formada pelo Eduardo Praça e Thiago Klein de rock independente/alternativo de São Paulo. Há algum tempo os músicos já anunciavam que a banda havia acabado, e toda e qualquer esperança de ver Quarto Negro ao vivo era ínfima. Mas a felicidade de ver esse show, o meu primeiro do ano, foi imensa. E eu sinto por todo mundo que perdeu, foi uma noite memorável e extremamente agradável. O primeiro show foi de Apeles, banda/projeto solo do Eduardo Praça. Eu já havia escutado seus disco Rio do Tempo, lançado em 2017, algumas vezes, mas confesso que a performance superou qualquer expectativa que eu poderia ter criado. Com uma sensibilidade e doçura extrema, fomos encantados pela voz que ecoava na Breve. Apenas voz e piano fizeram com que a plateia ficasse hipnotizada e fosse levada de uma maneira muito gentil ao longo de suas músicas. O artista também cantou algumas músicas novas, que certamente irão compor seus próximos trabalhos. O que mais me impressiona além das melodias melancólicas e suaves que permeavam todas suas músicas, foi a interpretação belíssima de cada uma. Foi como flutuar em águas calmas, ser levada e guiada por todo esse caminho repleto de sentimentos bons. O último show do Quarto Negro. Trágicas palavras que anunciavam o fim de shows, porém jamais o fim das músicas. Todo o trabalho da banda será lembrado por todos. Formada em 2008 e tendo lançado alguns EP’s e dois discos: Desconocidos (2011) e Amor Violento (2015), a banda não poderia ter selado essa jornada com uma apresentação mais bonita. Performance intimista, porém um pouco mais psicodélica, encantou o público naquela noite nublada de sexta feira. A banda sempre foi sinônimo de sensibilidade à flor da pele para mim. Sempre foi sobre sentir demais e ser levada por todos os sentimentos, e às vezes, quando eles se tornam insuportáveis por tamanha intensidade, de explodir junto com eles. Foram incontáveis as vezes que passei ouvindo Versânia II (Delírio Mútuo) sofrendo por nada e por tudo. Mas sofrimento no sentido de se entregar de corpo e alma a tudo que a canção nos traz. E ouvi-la ao vivo, fez com que eu quisesse estender esse momento por pelo menos mais algumas horas, aquela sensação de “por favor, não acabe!” ainda não me deixou até o momento que escrevo isso. Os pontos altos da noite além da Versânia II, a que eu mais aguardava, foram Há um Oceano Entre Nós Dois e Filhos do Frio, que nos fazem lembrar o quanto os dois álbuns lançados são importantes e de como as músicas dos dois se complementam e combinam. Também foi bonita a interação do público, pedindo músicas e cantando junto Mala Mujer. Agradecimentos vieram quando Eduardo se manifestou dizendo que geralmente cantava de olhos fechados, mas devido ao enorme carinho de todos ali presentes, que ele cantava de olhos abertos para ver todos cantando juntos e receber todo o amor dos fãs. Com tudo isso dito, lembramos que é triste dar adeus, mas é incrível saber que a jornada não poderia ter sido melhor. Obrigada, Quarto Negro. Ouça Apeles e Quarto Negro nos principais serviços de streaming: https://open.spotify.com/embed/artist/1eQ0Wu72VixfAawXVDdxpN https://open.spotify.com/embed/artist/079cfq4aZBhX6sXItaYUyr https://www.youtube.com/user/quartonegro https://www.youtube.com/channel/UCpZJLn6q5t8bxh3fETlhkng
Os melhores discos de 2017 pelo Rebobinados
Melhores discos de 2017, chegou a nossa listinha e acho que agora podemos dizer que o ano acabou, não é? Ao menos que surja algum lançamento inusitado. O ano de 2017 foi ótimo para a música, tivemos lançamentos muito esperados, outros ficarão para 2018, o nosso país continua sendo rota de grandes shows e por aí vai. É sempre muito difícil listar os discos favoritos, sempre fica alguma coisa de fora, mas até que não foi tão difícil, confere aí a lista que eu e Tatyane fizemos dos nossos favoritos: Fábio Top 10: 1. Arca – Arca2. Chelsea Wolfe – Hiss Spun3. Björk – Utopia4. Slowdive – Slowdive5. This Lonely Crowd – This Lonely Crowd6. Sevdaliza – Ison7. Fever Ray – Plunge8. King Krule – The OOZ9. Ic3peak – Сладкая Жизнь10. The xx – I See You Tatyane Top 10: 1. Gorduratrans – Paroxismos2. Fernando Motta – Desde que o mundo é cego3. Slowdive – Slowdive4. Heretoir – The Circle5. Sza – Ctrl6. Les discrets – Prédateurs7. Quasar – Coruja8. Giovani Cidreira – Japanese Food9. Kalouv – Elã10. Violet Cold – Anomie Confira aqui mais matérias do mundo da música.
5 projetos solo que você precisa conhecer

Quando o Fábio me convidou pra ajudar a escrever no Rebobinados, eu me animei demais com a ideia de poder falar de música e de poder ajudar a divulgar artistas que eu sempre admirei, e que sentia que mereciam mais reconhecimento. Na verdade, ainda tem muita coisa boa nesse país que a gente não conhece, mas que iremos achar, admirar e prestigiar. Muita gente que, na maioria das vezes, compõe, grava, mixa, masteriza sozinho tudo que faz. É um trabalho enorme, que merece ser reconhecido. Esse é o caso dos artistas dessa matéria. Gente muito boa, talentosa demais e querida. E eu sugiro fortemente que você dê uma atenção especial para essa galera aqui, porque vale a pena demais! Menir É o projeto solo do João Affonso Dias de rock alternativo/experimental/lo-fi. Em setembro de 2016, ele lançou um disco muito bacana, o Monolito, no qual ele experimenta, se conhece e se expressa, fugindo do óbvio e nos cativando. É curioso perceber que o significado de menir é, em resumo, “um grande bloco de pedra de altura elevada que é cravado verticalmente no solo” e monolito “monumento ou obra constituída por um só bloco de pedra”. E como ao longo do disco, a aparente ideia de solidez e impenetrabilidade da rocha se desfaz, por exemplo, em Retroação transparece a fragilidade, especialmente no trecho “Aquele ninho que se escondia, era só pra o proteger de tudo, exceto de si”. E eu sempre acho o máximo quando o artista nos permite conhecê-lo, pelo menos um pouquinho, conforme aquilo que faz. O João consegue transmitir com muita verdade aquilo que sente e isso realmente toca quem ouve. E eu tive o prazer de ouvir algumas demos do próximo lançamento, então espera que em 2018 vem barulho excelente bom por aí. Logos-Ludus de Menir https://www.facebook.com/menirsound Ana Paia É o projeto de emo/rock triste/alternativo da sorocabana Ana Paula. Seu primeiro disco, Atelofobia, lançado em julho desse foi uma das melhores surpresas que descobri por meio de amigos. A atelofobia “é um tipo de fobia caracterizada pelo medo de não ser bom o bastante ou não se sentir suficiente”. E a Ana consegue expressar tudo muito bem todos esses sentimentos de imperfeição, incompletude e incapacidade, numa voz extremamente doce e suave. Suas referências como Julien Baker e American Football transparecem bastante em suas músicas. Ao meu ver, a Ana promete trazer um ar novo e revigorado que a música independente desse estilo estava precisando. vc n sabe como eu sou de ana paia https://www.facebook.com/anapaulaemo And the night never came É o projeto do Gustavo Mazuroski de música alternativa/eletrônica/industrial/post-punk/post-rock e noise de Curitiba. Ele tem dois trabalhos lançados até agora, o Veneno EP lançado em 2015 e o disco wolves of ill omen lançado em 2016. O último disco traz muitas referências a Chelsea Wolfe, Russian Circles, Have a Nice Life, Nine Inch Nails e Portishead, que distanciam de qualquer coisa que eu tenha visto na cena independente nacional e se aproxima bastante da estética de bandas independentes do metal internacional. O disco é extremamente bem feito, me faz lembrar muito de Les Discrets, não exatamente da música em si, mas da maneira com que o Gustavo consegue transmitir sua música em imagens, como se realmente um filme estivesse passando pela minha cabeça. Acho isso magnífico porque torna a experiência completa e mostra a preocupação com a arte. https://www.facebook.com/andthenightnevercame wolves of ill omen de And the Night Never Came Lucas Brasil O Lucas Brasil é um artista do Rio Grande do Sul. Seu estilo alternativo e lo-fi produziu o EP demos e erros, um compilado de músicas que ele compôs entre 2014 e 2016. Gosto muito desse compilado, porque ele consegue se expressar sua melancolia de uma maneira simples e direta, vai direto ao ponto e consegue me tocar com suas melodias muito bem feitas. Em setembro desse ano, ele lançou o single Manutenção pela Boiola Records, um novo selo independente muito legal com ótimos artistas no casting, o selo nasceu da “vontade de unir e viabilizar o rolê pra músicos e artistas visuais que a princípio não teriam espaço dentro de um cenário que é elitista, misógino, homofóbico, transfóbico e racista.” Manutenção de Lucas Brasil EP demos e erros de Lucas Brasil https://www.facebook.com/sadsoundsx LVCASU O LVCASU é o projeto Lucas Silva de música emo/lo-fi/alternativa de São Paulo Eu já o mencionei aqui no blog algumas vezes, mas até hoje eu não pude recomendá-lo da maneira correta. Seu disco Capacho, lançado em 2016 foi um dos cds que eu mais ouvi esse ano, e que pude ver alguns shows também. Todo clima “sadcore” que envolve o álbum, o sentimento que me traz é como se a gente estivesse colocando pra fora tudo aquilo que nos faz mal, que nos aprisiona e nos maltrata. É como finalmente gritar aos quatro ventos tudo que estava te sufocando, ou como cantar bem alto e pular bastante ao som da sua banda preferida. E se libertar de tudo isso traz um alívio enorme. O split Cisma lançado no final de 2016 juntamente com o Vinicius Mendes também muito bacana, um tanto mais alegre e dançante, com referências ao synthpop. Mas acredito que o melhor esteja guardado para o ano que vem. Pudemos ter uma prévia do que vem por aí com Velvia, single lançado na mixtape da Pessoa que Voa, o Diário de Bordo Vol. I, e a perspectiva é incrivelmente boa. Capacho (EP) de LVCASU https://www.facebook.com/lvcasu
Intensidade e peso em show inédito do Neurosis no Brasil

O Neurosis surgiu em 1985 em Oakland, Califórnia e traz 11 discos na bagagem, em sua sonoridade incorporam diversos estilos como o metal, doom, sludge, crust e punk. Na sexta-feira dia 08 de dezembro, desembarcaram em São Paulo para um show inédito produzido pela produtora Abraxas no Carioca Club Pinheiros. Como parte da turnê de seu último disco lançado em 2016, Fires Within Fires, o line-up ainda contou com as bandas Saturndust e Deaf kids. Exatamente às 18h00 já havia uma grande movimentação em frente à casa. A primeira banda da noite foi o Saturndust, stoner metal de São Paulo, formada por Felipe Dalam (vocal, guitarra), Guilherme Cabral (baixo) e Douglas Oliveira (bateria). A apresentação girou em torno do recente e elogiado RLC (2017), segundo disco da carreira. Enquanto o show começava, muitos ainda entravam na casa, mesmo assim a banda fez uma apresentação atmosférica e pesada como já é de costume. Em seguida, foi a vez do Deaf Kids, banda de crust punk formada em 2011 em Volta Redonda, conta com Dovglas Leal (vocal, guitarra), Angu (baixo) e Mariano (bateria). O que de início era apenas uma one-man band se tornou um dos destaques do underground nacional, em sua carreira de 6 anos já fizeram turnê internacional, lançaram quatro EP’s e dois discos de estúdio, sendo eles The Upper Hand (2013) e Configuração do Lamento (2017). Com um tempo também reduzido a cerca de 35 minutos, o trio realizou um show caótico e hipnotizante, que foi assistido do canto do palco pelo vocalista e guitarrista do Neurosis e com certeza conquistou parte do público que ainda não os conhecia. Com a casa já lotada e para acabar com a espera de 32 anos de seus fãs brasileiros, o Neurosis que conta com Scott Kelly (vocal, guitarra), Steve von Til (guitarra, vocal), Dave Edwardson (baixo), Jason Roeder (bateria) e Noah Landis (sintetizador), subiu ao palco para um show devastador. No setlist tiveram músicas de quase todos os discos, sendo o foco principal o mais recente Fires Within Fires de 2016. O público estava extasiado a cada música, em diversos momentos pude ver um mix de emoção e insanidade. Neurosis é o tipo de banda que mesmo sem tanta interação com o público, consegue cativá-lo com uma intensidade absurda, isso é visível até mesmo nas músicas menos agressivas, a forma como se apresentam, um show não é apenas mais um show, eles estão ali pela paixão a música, toda a carga de energia é transmitida para o público. Um salvo engano para quem pensou que a apresentação seria comum como qualquer outra, a própria banda disse em algumas entrevistas que esperam continuar fazendo música, mas não por fazer e sim para que isso faça a diferença tanto para eles como para quem os escuta. Alguns destaques da noite que posso citar foram Locust Star, Stones From the Sky e The Doorway, músicas bem queridas pelos fãs. Um ponto interessante, o que esperar do público? Agora posso firmar aqui com toda a certeza de que foi um sucesso, talvez até um alô para que futuramente as produtoras tragam mais bandas do gênero para se apresentarem aqui, pois é certo que esse público ainda é carente de turnês inéditas. PS: Gostaríamos de parabenizar a Abraxas pela realização do evento e agradecer ao Erick Tedesco pelo credenciamento.
Existe vida após um show do Sigur rós?

Na quarta-feira dia 29 de novembro fomos agraciados com o show de uma das bandas mais incríveis desse planeta, da Islândia para São Paulo, pela segunda vez, desde sua última passagem há dezesseis anos atrás, Sigur rós e sua Krunk Tour. Por volta das 17h30 da tarde já havia uma fila grandinha em frente o Espaço das Américas, o que se via eram pessoas muito ansiosas e felizes, a maioria iria assisti-los pela primeira vez, de diversos estados do Brasil, bandeiras da Islândia, bandanas, chapéus de viking, camisetas e papéis com a palavra Takk (obrigado em Islandês) eram vistos por ali. Exatamente às 19h30 as portas se abriram para diminuir a ansiedade de todos, lá dentro um espaço organizado e amplo, merchandising oficial a venda por um preço salgado, mas já esperado em shows desse porte. No fundo da pista foi montado um camarote premium, com uma visão ‘’privilegiada’’ há uns três níveis acima da pista normal, havia também um bar e os banheiros estavam localizados próximos. O show estava marcado para começar apenas às 21h30, enquanto isso o público que chegava aos poucos lotou completamente o local e deu sold-out! Exatamente às 21h45 as luzes se apagaram e a banda subiu ao palco, o público prontamente foi à loucura, a música escolhida para abrir a apresentação foi À, detalhe para o palco e suas estruturas de ferro cheias de luzes de led que inicialmente pareciam vagalumes, no fundo algumas projeções e no telão imagens da banda ao vivo, alguns efeitos que eu até então nunca havia visto antes. A próxima do set foi Ekki Múkk do disco Valtari de 2012, e diga-se de passagem que o vídeo dessa música é um dos mais bonitos já feitos, ao vivo é inexplicável. A voz de Jónsi tem um poder e ao mesmo tempo uma calmaria que faz você se transportar para uma outra dimensão. Em seguida, uma das mais conhecidas da carreira, Glósoli do disco Takk, foi recebida calorosamente por todos que estavam aparentemente emocionados. E-bow e Dauðalagið do disco ( ) de 2002 foram um dos melhores momentos da apresentação, o público estava completamente extasiado, sem desgrudar os olhos do palco, logo em seguida tivemos a honra de escutar uma música inédita, intitulada Varða. A linda Sæglópur teve uma performance majestosa e também hipnotizante, aliás, qualquer música do Sigur rós soa assim ao vivo, e se você acha exagero, Ný baterrí também pode provar o que estou dizendo. Uma pequena pausa, todos os integrantes saíram do palco e apenas Jónsi voltou para dar início a Vaka faixa do disco ( ), a sombria Kveikur do último disco lançado com o mesmo nome veio em seguida para quebrar o clima de calmaria. Mais uma pequena pausa e eis que Jónsi prepara seu arco e dá início a Festival do disco Með suð í eyrum við spilum endalaust, uma das mais emocionantes de toda a apresentação. A banda saiu do palco e enquanto isso o público pediu bis durante alguns minutos, eles voltam para fechar aquela noite mágica com Popplagið e que espetáculo! Inclusive aqui vai os meus parabéns para Georg Hólm, eu poderia ficar ouvindo aquelas linhas de baixo a noite inteira, o público ficou em êxtase enquanto a banda tocava intensamente durante seus quase 11 minutos de música. E então era o fim, o sonho de ver os islandeses do Sigur rós estava realizado aquela noite. Concluindo nas palavras da Tatyane: O show foi mágico! E se você acha os discos incríveis, imagine que eles não fazem jus a apresentação ao vivo. Foi como ser criança e presenciar o mundo todo de uma vez só. Foi como se esse fosse meu primeiro show mesmo e eu nunca tivesse experienciado nada parecido. Aliás, eu nunca realmente presenciei nada nesse porte. Já perdi as contas de quantos shows vi, mas nada como Sigur Rós. Só as luzes, com a câmera filmando cada movimento dos músicos e projetando no telão, ora com luzes vermelhas, ora com pontinhos, ou apenas um borrão, já valiam o ingresso. Jónsi é incrível ao vivo. Provavelmente um dos músicos mais afinados que vou ter a honra de conhecer, uma presença de palco tão imensa e majestosa, que torna impossível desgrudar os olhos de sua apresentação. Tudo é tão intenso, tão bonito, esteticamente pensado em cada detalhe. Foi tudo tão bonito, que me pegava praticamente chorando em diversos momentos. O “crescendo” das músicas é tão bem trabalhado, especialmente pelo baterista, Orri Páll Dýrason, a explosão arrebatadora, chega a aquecer a alma e acalentar todos os corações da plateia. As músicas tem melodias extremamente bem trabalhadas, trazem paz e sensibilidade, depois de um momento se tornam agitadas, trazem uma mistura de sensações tão fortes que fica difícil descrever. É de tirar o fôlego, e quando você pensa que não vai mais conseguir respirar, ela acaba. Uma grande tempestade seguida de imensa calma. Acho praticamente impossível alguém não ter gostado da performance de ontem. É inegável o talento dos artistas, seu comprometimento em entregar um momento inesquecível e mágico a todos nós. Espero que essa não seja a última vez que teremos a honra de presenciar tal espetáculo! Setlist:01. Á02. Ekki Múkk03. Glósoli04. E-bow05. Dauðalagið06. Varða07. Sæglópur08. Ný batteri09. Vaka10. Kveikur11. Festival12. Popplagið Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube
Witch house: o lado mais sombrio da música eletrônica

O termo Witch House foi criado no fim dos anos 2000 por Travis Egedy, DJ e mente por trás do Pictureplane, projeto de música eletrônica do Brooklyn, Nova Iorque. Travis já revelou em algumas entrevistas que o termo soa bobo e não passava de uma brincadeira para descrever a música dark eletrônica, ou o que segundo ele seria a trilha sonora para casas mal-assombradas. Talvez ele não imaginasse que a partir dali um novo gênero estava sendo criado. A estética A estética do witch house está ligada com o ocultismo e o glitch, as capas de discos ou as imagens relacionadas ao estilo exibem pentagramas, cruzes invertidas, florestas e também simbologias. Toda essa estética é influenciada por filmes de terror, obras de arte. Parece também ser uma forma de manter o estilo o mais underground possível. A moda também está presente, basicamente os adoradores do estilo usam roupas esportivas, abusam do preto, coturnos, meias arrastão, crucifixos e maquiagens pesadas. Sonoridade A sonoridade tem influências de estilos como o gothic rock, ebm, shoegaze, bass, synthpop e hip-hop, mas além disso muitas outras características podem ser incorporadas ao estilo, como zumbidos, ruídos, gritos ou falas de filmes, atmosferas obscuras e vocais etéreos. Witch house na Rússia O país que definitivamente abraçou a cena o mais forte foi a Rússia onde existem centenas de projetos musicais do estilo e também raves dedicadas a ele, confira o vídeo abaixo do festival mais famoso batizado de VV17CHØUZE: Artistas no mundo: IC3PEAK CRIM3S SALEM oOoOO WHITE RING CRYSTAL CASTLES Witch house no Brasil Embora aqui no Brasil o estilo não seja muito explorado, também temos nossos representantes nacionais. Até mesmo algumas festas esporádicas como a SAD RAVE que acontece em São Paulo. Alguns nomes já são bem reconhecidos lá fora também, caso do BRUXA. FIENDGRIEF DIE DIE BRUXA SINISTR0
Conheça o blackgaze, a união do shoegaze e black metal

Você já deve ter percebido que nós aqui do Rebobinados amamos um shoegaze, não? Bom, se não percebeu, agora está avisado. E mais do que isso, a gente também gosta de shoegaze misturado com outros estilos de música. Principalmente o blackgaze. Grande parte das bandas que eu amo fazem parte desse estilo. Mas o que é o blackgaze? Blackgaze talvez nem exista como gênero ou subgênero propriamente dito, mas eu gosto bastante de associar bandas a ele, apesar de muita gente discordar. Também acho um tremendo de um elogio ter um som que soa como blackgaze. Tem coisa mais bonita do que a junção do melhor do shoegaze com melhor do black metal? Acho que não. Outra coisa muito bonita é post rock e post black metal, que são estilos que combinam bem com blackgaze. Então pode ser que você até ache que essas bandas se adequam mais ao post black metal, e eu não iria discordar, porque gênero é uma coisa bem abrangente e limitar não é legal. Usamos gênero para tentar categorizar as bandas que tem uma sonoridade semelhante, mas temos muitas aqui que são de DSBM (depressive suicide black metal), atmospheric black metal e por aí vai. O importante é a oportunidade de conhecer bandas novas e sons bacanas. E se você nunca ouviu nada parecido, fica se perguntando como se misturam duas coisas tão diferentes? O black metal uma vertente do metal tão controversa e polêmica. Vocais guturais, andamentos super rápidos e blast beats, satanismo, paganismo, corpse paint e queimar muitas igrejas (haha). E já falamos de bandas de shoegaze que você precisava conhecer nesse post. Mas como combinar isso e ainda ficar bonito? A resposta está nessas bandas ultra incríveis que separei. Espero que você se apaixone pelo blackgaze tanto quanto eu! Alcest É uma banda francesa formada por Neige (vocais e guitarra) e Winterhalter (bateria). O Neige começou a banda como um projeto solo mesmo e hoje em dia conta com Zero (guitarra) e Indria (baixo) para shows. As memórias de infância do Neige são as inspirações para as composições. A banda já veio para o Brasil duas vezes no Overload Music Fest e esperamos que venham mais uma vez agora em 2018 para um tão aguardado show solo. Os álbuns já lançados são Souvenirs d’un autre monde (2007), Écailles de Lune (2010), Les Voyages De L’Âme (2012), Shelter (2014), Kodama (2016), Spiritual Instinct (2019) além do EP Le Secret (2005). É provavelmente a banda que mais deu destaque ao blackgaze, e é a banda de maior referência para o blackgaze assim como My Bloody Valentine é para o shoegaze. Lantlôs É uma banda alemã formada pelo multi-instrumentista Herbst, nome artístico antigo de Markus Siegenhort, em 2005. Uma das primeiras bandas de post-black metal. O Neige do Alcest foi um membro regular da banda até 2013. Depois da saída do artista, a banda deu uma pequena reformulada em suas músicas, se conectando mais com outros estilos de música, com referências ao Jazz, Screamo, Doom Metal, Noise and Ambient. Mesclando cada vez mais sua nova estética em cada álbum. Suas letras ainda são pessoais e exploram temas como frenesi, solidão/isolamento e negatividade. Hoje em dia a banda é formada por Markus Siegenhort (vocais e vários instrumentos), Felix Wylezik (bateria), Cedric Holler (guitarra, vocais), além de Julian Wulfheide (guitarra) e Chris Schattka (baixo) para performances ao vivo. Seus trabalhos são: Lantlôs (2008), .neon (2010), Agape (2011) e Melting Sun (2014). Heretoir É uma banda alemã formada em 2006 por Eklatanz. É uma bela combinação de elementos do black metal com shoegaze e post-rock. Suas letras lidam com temas como nostalgia, melancolia, solidão e autorreflexão. Hoje em dia temos Eklatanz (composição, vocais, todos os instrumentos), Nathanael (baixo), Nils (bateria) e Max (guitarras). A primeira demo lançada foi Existenz (2008), relançada como .Existenz. (2009), além de dois splits The World Comes to na End in the End of a Journey (2009) e Wiedersehen-Unsere Hoffnung (2010), sendo esse último com a banda Thränenkind. Depois disso, lançaram o álbum Heretoir (2011), Substanz (2012) e The Circle (2017). Esse último álbum tem sido sucesso de críticas, atualmente abrem shows da turnê europeia da banda Enslaved em cidades alemãs, e também já fizeram tour com outras bandas como: Alcest, Graveworm, Negură Bunget e Sólstafir. ColdWorld É um projeto solo do alemão Georg Börner. Uma excelente mistura de elementos de depressive suicide black metal, atmospheric black metal e ambient, além de música clássica e eletrônica. Seus álbuns são Melancholie² (2008) e Autumn (2016). Amesoeurs A banda acabou em 2009, mas não deve ser esquecida. Formada em 2004, na França, por Neige, Audrey Sylvain, Fursy Terrier e Winterhalter. Retrata o mundo em uma época de decadência social, influenciada por Joy Division, The Cure e Depeche Mode. Seu único álbum Amesoeurs (2009), que significa almas gêmeas ou irmãos de alma, é um dos mais memoráveis lançamentos do blackgaze. Les Discrets É uma banda francesa formada em 2003 por Fursy Teyssier. Fursy é um multi-instrumentista e ilustrador. Também temos Audrey Hadorn nas composições e vocais. As canções têm temas como natureza, amor e medo da morte que giram em torno do trabalho artístico de Fursy como um todo, explorando arte e música que resultam em seus álbuns. Ele também é responsável pelas capas do Alcest e Amesoeurs além de outras bandas do gênero. Seus discos são: Septembre et ses Denièrs Pensées (2010), Ariettes oubliées (2012) e Prédateurs (2017), além do dos EP’s: Split EP (2009) com participações do Alcest, Split EP (2011) com Arctic Plateau, Virée Nocturne (2016) e Rue Octavio Mey / Fleur des Murailles (2017). Também é uma das bandas de referência do blackgaze. Deafheaven É uma banda americana formada em 2010 por George Clarke (vocal) e Kerry McCoy (guitarra). Posteriormente Daniel Tracy (bateria), Stephen Clark (baixo) e Shiv Mehra (guitarra) se juntaram a banda em 2012 e 2013. Seus trabalhos são Roads to Judah (2011), o aclamado Sunbather (2013) e New Bermuda (2015), Ordinary Corrupt Human Love (2018) além dos singles From the
Fernando Motta – Desde que o mundo é cego (2017)

Semana passada, dia 8 de novembro, o Fernando Motta lançou o álbum desde que o mundo é cego. Lembrando que você pode baixá-lo aqui e no final da matéria tem links pra outras plataformas de streaming! E eu precisei de um pouco de tempo para poder assimilar esse disco. Aliás, eu duvido muito que tenha conseguido agora. Ele é como um livro, que a cada lida, revela pequenos detalhes que passaram despercebidos. Ouvi várias vezes nessa semana enquanto fazia meu trajeto para o trabalho e percebi várias nuances novas a cada play. O Fernando Motta é mineiro, de Belo Horizonte para o mundo. Ele já tocou guitarra na banda Young Lights, fez uma turnê bem grande pelo Brasil chamada “Sem Sair na Rolling Stone” ao lado de Vitor Brauer e Jonathan Tadeu. Extremamente talentoso, faz jus ao ditado “quem canta seus males, espanta” e também encanta. Ano passado, o andando sem olhar para frente e era um dos meus discos mais tocados. Até já falei dele no blog em um post dos meus discos favoritos. Mas é fato que o Nando se superou nesse novo disco. É como se a gente pudesse ver a alma dele por meio das músicas. Uma belíssima viagem na qual sua voz magnificamente doce te acompanha. Quando ele canta, é tudo tão bonito e é como a gente pudesse comprar qualquer coisa que ele estivesse tentando vender. No disco lançado em 2016, eu já conseguia associá-lo a grandes vozes, que também são suas referências, como Elliot Smith e um tanto de Jeff Buckley também, mas nesse disco isso fica mais claro ainda. O disco inteiro me passa uma paz (se você pensou em Fábio de Carvalho – Paz Imensa, também está muito certo), e uma tristeza enorme. Mas não é uma tristeza ruim, pesada, ele é necessária, é daquelas que te faz mais forte. Aquela tristeza da madrugada, quanto tudo está quieto, você finalmente está sozinho com seus pensamentos enquanto todos dormem. E todas as coisas te atingem com uma força enorme. É como se dar conta de quem você realmente é. E não estar ok com isso. Aquela questão que assombra os filósofos desde os primórdios, “quem sou eu?” “onde estou e para onde vou?”, entre outros diversos conflitos. Como antes de dormir, pensando na vida, tentando organizá-la, a ansiedade nos virando de um lado para o outro na cama e terminar não decidindo nada, assim como ele diz em um trecho de A Noite “de novo eu tenho que decidir, tudo que foi ou vale o mundo antes de conseguir dormir”. Álbum também é um tanto visual, as cores do clipe de Impulso pra Voar, dirigido por Jonathan Tadeu, permeiam todas as músicas. Roxo/lilás, cores frias que combinam muito bem com o clima emo/lo-fi/sadcore. A música futebol (colônia de férias) traz momentos reais da infância, tão presentes no último disco, de volta à luz. E o perdão que não é pelo simples fato de perdoar a outra pessoa, e sim pelo que o perdão faz com a gente como em “uma forma de lutar por nossa própria existência, mas como? se no nosso caso a gente não consegue reconhecer nem o próprio conflito”. Meus planos são como nuvens é o desfecho perfeito pro álbum, o piano me lembra muito finais de filme com trilhas sonoras magníficas, o clima de despedida e possivelmente a tornam a música mais triste e bonita de todas especialmente por conta do trecho “e ao mesmo tempo que penso nisso, me desespero com o fato que em 70 anos, da próxima vez que o solstício de verão coincidir com a lua de morango, nenhum de nós estará mais aqui.” O Nando possui uma alma sensível e é sempre muito bom com as letras, nunca é óbvio e elas permite uma interpretação bem única para cada um. É o responsável por todas as vozes, letras, guitarras, violões e piano do álbum. Foi produzido e mixado pelo João Carvalho, que também tocou baixo, e com bateria de Fábio de Carvalho. Grandes artistas da música mineira independente atual que colaboraram pra fazer esse, que ao meu ver, é um dos melhores lançamentos do ano. Se eu fosse você, não perderia! Links pra outras plataformas: Spotify: https://open.spotify.com/album/00ORSVuZ9seUqnw4nr0hXRBandcamp: https://fernandomotta.bandcamp.com/Deezer: https://www.deezer.com/br/album/51281042Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=TKewZlnTLmU E segue o Fernando Motta nas redes: Facebook: https://www.facebook.com/fernandomottabh/Instagram: fnandomotta
Lançamento: Boas Pessoas São Feitas de Promessas Incompletas – Marchioretto

Hoje saiu o disco novo do Marchioretto, pela Pessoa que Voa, o Boas Pessoas São Feitas de Promessas Incompletas. O Marchioretto vem representando a nova geração do rock jovem. Lembro da primeira vez que ouvi falar dele, um colega meu disse “você precisa conhecer esse garoto, ele tem 16 anos e faz um som incrível”. Na época, ele fazia covers de algumas bandas da cena que ele gostava. E podíamos ver um diamante bruto naquilo, especialmente quando o conheci, ele estava tocando bateria e quebrando tudo, cheio do espírito da juventude e de inquietação. E é essa inquietação que parece movê-lo, todo esse espírito de fazer o agora acontecer. Ele nos transmite em suas músicas aquela época difícil da adolescência, cheia de descobertas, inseguranças, decepções, raiva e todo aquele turbilhão de emoções que todos nós estamos passando ou já passamos faz muito tempo. Sentimentos que refletem bem suas referências que vão desde o emo, citando bandas como Mineral, no lo-fi do LVCASU. Se fosse tentar definir por gênero seria emocore/pop-punk. Ele gravou e tocou tudo sozinho (até o EP novo, que foi todo gravado e produzido pelo Theuzitz) e lançou pro mundo ouvir. E de lá pra cá ele não parou mais de fazer música. Em outubro de 2016, ele lançou o bandeja. Em março de 2017 o No One to Leave You, um compilado de músicas antigas. O single Yasunaga e o EP lançado no começo do ano, Um dia a gente esquece tudo isso. O disco novo, você pode ouvir e baixar nesse link: Boas Pessoas São Feitas de Promessas Incompletas de Marchioretto O álbum mostra uma tremenda evolução do artista, muito bem gravado e mixado. Um grande salto de maturidade desde o EP lançado em janeiro. Muito bonito, traz umas linhas melódicas bem bacanas, que contrastam com a bateria acelerada, explosões de raiva e aquele senso de urgência latente. Momentos de calma e tranquilidade que logo são substituídos por uma guitarra que nos expressa confusão, medo do futuro, preocupações e ansiedades. O Theuzitz nos contou sobre o que o disco passa pra ele: “Eu sinto esse disco do Nickolas como uma orquestração de urgências. São universos muito ricos e distintos que dialogam e não tem o comprometimento em se mostrar tão sóbrios, ao mesmo tempo que possuem uma preocupação muito grande com a forma. As canções têm estruturas flutuantes e ao mesmo tempo tem durações muito curtas. Eu amo as resoluções que ele toma. ” E o Vinicius Mendes também: “Esse disco do Marchioretto é tudo que um disco dele tinha que ser, e a demora (ficamos um ano mais ou menos nesse disco) pra ele sair do papel valeu a pena demais. Ele é um músico incrível, toca qualquer instrumento que você der na mão dele, e um puta compositor, enche as músicas de detalhezinhos e minúcias que talvez só ele vá perceber. O Theuzitz fez um trabalho muito bonito na produção desse disco, poliu algumas músicas (o Nickolas tem uma mania de parar a música demais, Bailarina tinha mais de cinco minutos), e a gravação ficou perfeita. Fiquei orgulhoso demais desse disco.” O álbum também contou com a colaboração do Heitor Martins nas faixas “Trava” e “Nuvem”, além dos vocais do Elliot Garcia (Eliminadorzinho) em “Recomeçar”. Conversamos com o Nickolas para sabermos as inspirações do disco novo e muito mais! Quando você começou a fazer música e por quê? Bem…. Desde pequeno, sempre tive contato com música, afinal, minha família é cheia de músicos talentosos, além dos amigos da minha mãe, que em alguns dias específicos, se juntavam na frente da minha casa pra tocar violão pra galera toda. Mas acho que só comecei a levar música a sério mesmo quando aprendi a tocar violão, em 2012, tanto que 2 anos depois, mesmo sem saber o que era uma oitavada, montei minha primeira banda e gravei demos ridículas naquela época (risos) Para você ter uma noção, eu fiz uma música sobre uma lanchonete que eu costumo frequentar até hoje na vila onde moro, e de alguma forma, eles souberam dessa música e começaram a divulgar todo o material da antiga página da banda! Naquela época, aquilo explodiu minha cabeça (risos) Quem são suas referências/inspirações de modo geral e na cena? Minhas maiores referências são o Blink-182, Kyuss, os irmãos Kinsella (em qualquer um dos projetos que eles já tiveram), Mineral, Neutral Milk Hotel e, atualmente, o Pinback e o Mac Demarco. Dentro da cena é até mais fácil de listar. Admiro demais o Calvin Voichicoski, Theuzitz, o LVCASU, Fábio de Carvalho e os meninos da Eliminadorzinho. Enfim, é muita gente bonita pra listar aqui, mas posso dizer que essas são as influências cruciais da cena pra mim. O que você mais gosta ouvir? Ultimamente eu estou ouvindo muito o novo disco do Knuckle Puck, Shapeshifter e o Seiva do Rancore (que pelo menos pra mim é a banda mais injustiçada que o Brasil já teve). Tenho ouvido também o Self-Titled do Pinback, o 2 do Mac Demarco (que inclusive me demorou MUITO pra bater e agora eu estou ouvindo que nem louco) e o Moscas Volantes do Calvin Voichicoski. Qual a inspiração pro disco novo? Bem, o disco novo é cheio de fronteiras quebradas pra mim, principalmente pelo fato de que apesar dele ser um disco relativamente curto, ele é literalmente uma seleção das 7 melhores músicas de 40 em quase um ano inteiro de composições, e de muita evolução desde o primeiro registro, o “bandeja”. Inclusive, é uma evolução que me pegou muito de surpresa quando eu parei pra pensar. É um disco sutil, porém misterioso, tudo nele é meio cinza e te faz pensar o porquê daquilo estar em tal lugar, e é uma coisa que eu tirei muito pela mistura de influências nas músicas e pelo fato da minha cabeça também estar sempre embolada de pensamentos embaralhados. (risos) Onde você procura inspiração na hora de compor? Em livros, filmes e outras formas de arte também? Honestamente, eu costumo mais trazer coisas
O synthpop nacional em boas mãos com Dolphinkids

Que o synthpop é um estilo pouco explorado em nosso país nós já sabemos, e é por isso que me surpreendi tanto quando em um dia qualquer eu escutava alguma playlist aleatória no spotify e me apaixonei por uma música chamada ‘Meet Me in Mars‘ da banda Dolphinkids. A voz doce, o instrumental meio dream pop, ora meio obscuro me lembraram bastante bandas como Chvrches e Crystal Castles. Depois de escutar muito é que fui descobrir quem eram e de onde vinham. O duo surgiu na cidade de Suzano em meados de 2016, formada por Larissa Braga e João F P Irente. Lançaram no mesmo ano Bluebird, o primeiro EP com seis músicas e logo ganharam destaque em alguns sites nacionais de música indie. Mesmo sendo um estilo pouco explorado, tem surgido alguns artistas interessantes que trazem influências de synthpop ou até mesmo do dream pop, o Dolphinkids é um deles. A dupla faz música de qualidade, e não fica devendo nada pra bandas gringas, aos poucos estão ganhando um público bacana por aqui e a tendência é que conquistem mais ainda. Infelizmente ainda não pude assistir ao vivo, mas vou ficar de olho na agenda da banda, e se eu fosse você ficaria também. Os links para segui-los nas redes sociais estão no fim da matéria. Escute também o novo single ”Get Down” em parceria com Peartree: Aqui vão alguns links para conhecer a banda, o disco Bluebird e os singles estão disponíveis para download gratuito: FacebookSoundcloudSiteYoutube
Os cinco melhores discos de shoegaze de 2017 segundo a AOTY

O ano ainda nem acabou e existem centenas de discos sendo lançados. Alguns bons, outros ruins, mas o que interessa é que “meu shoegaze tá mais vivo do que nunca!”. Selecionamos para vocês os cinco melhores discos de shoegaze de 2017. O site AOTY (album of the year) é o responsável por listar tops de diversos estilos, resenhas e charts, é claro que logo fui verificar como andava a lista do nosso querido gênero sonhador e barulhento. Algumas opções não me surpreenderam, outras eu nem ao menos conhecia, por isso vou listar aqui os cinco melhores discos desse ano segundo o site. Aí, já fica a deixa para que você conheça algum deles caso nunca tenha ouvido falar. Ride – Weather Diaries Assim como o Slowdive, o Ride retornou às atividades e também prometeu disco de inéditas, em Weather Diaries a banda traz a sonoridade que os consagrou mas com um ar mais refrescante, com influências mais eletrônicas, o destaque vai para a faixa ”All I Want”, com certeza uma das melhores da carreira. Spectres – Condition Spectres é uma banda de de Bristol. Condition é o segundo disco de estúdio e tem um potencial a ser descoberto, eu diria que eles são um tipo de Sonic Youth mais obscuro, guitarras barulhentas, climas soturnos e melódicos, além disso os vídeo clipes são ótimos, bizarros, sem noção. Não os confunda com o Spectres de Vancouver, banda de post-punk. Wilsen – I Go Missing in My Sleep I Go Missing in My Sleep é o segundo trabalho de estúdio dessa banda nova-iorquina, e traz influências do folk e dream pop. Pra ser sincero, eu não o colocaria em um top cinco de melhores discos shoegaze, pois as influências de folk são muito mais fortes aqui, de qualquer forma, é um bom trabalho. Jefre Cantu-Ledesma – On the Echoing Green O multi-instrumentista Jefre Cantu-Ledemas que iniciou sua carreira por volta de 1995 e é co-fundador do selo Root Strata em São Francisco, Califórnia. A sonoridade é bem minimalista, passeando por outros gêneros como drone e a psicodelia. Slowdive – Slowdive O quarto e tão esperado disco de um dos ícones do estilo foi muito bem recebido desde que saiu. A banda retornou às atividades em 2014, saiu em turnê e finalmente passou pelo Brasil. É inevitável dizer que esse é um dos melhores lançamentos de 2017, na verdade, é tudo o que um fã esperava ouvir, uma mistura do clássico Souvlaki com um pouco do experimentalismo de Pygmalion. Siga as bandas nas redes sociais: RideSpectresWilsenJefre Cantu-LedesmaSlowdive
Myrkur e o machismo no black metal

Amalie Brunn nasceu em 6 de Janeiro de 1985, em Copenhague na Dinamarca. Sua carreira como artista começou por volta de 2006 quando se mudou para Nova Iorque. Lá ela compôs seu primeiro disco solo, com a ajuda do pai Michael Bruun. Foram lançados três ep’s sendo eles: Housecat (2008), Branches (2010) e Crush (2012). Além de musicista, Bruun foi modelo e até já participou de uma campanha para um perfume da marca Chanel em 2010, você pode assistir no vídeo abaixo. Nessa mesma época, ela formou uma banda de indie rock chamada Ex-cops, com quem lançou dois discos, The Hallucinations (2013) e Daggers (2014). A sonoridade do grupo passeava pelo pop eletrônico e indie rock. Em uma entrevista feita em 2012 para um blog ela falou um pouco sobre seu gosto musical. Quando perguntada sobre quais artistas estava escutando no momento: ”Não consigo escolher um artista em particular, mas gosto de ouvir eurodance/rave de vez em quando…” ”Eu sou uma garota black metal de coração, recentemente descobri uma banda de black metal sinfônico dos anos 90 chamada Kvist. Estive escutando muito a música ”Vettenetter”. O início do Myrkur Em 2014, ela deu vida ao projeto Myrkur (escuridão em islandês), no mesmo ano adotou roupas pretas, tatuagem e cabelos desajeitados. Assinou com a gravadora Relapse Records para o lançamento de seu primeiro EP também intitulado Myrkur, com sete músicas que mostravam um som ríspido, com influências vindas do black metal e música folk. Algo que também chamou atenção, foi o fato de ser uma one-woman band, pois dentro do estilo existem as chamadas one-man-band (banda de um homem só), que são projetos de um só artista que costumam compor, gravar e tocar todos os instrumentos. O primeiro disco de estúdio oficial veio em 2015, sob o título de M, com a produção de ninguém menos que Kristoffer Rygg, mais conhecido como Garm vocalista da banda norueguesa Ulver. Além disso, a gravação contou com participações de Teloch, guitarrista da lendária banda noruguesa de black metal Mayhem e Christopher Amott ex-guitarrista do Arch Enemy. Então, é aí que tudo começa. Assim que o disco foi lançado, recebeu muitas críticas positivas, mas também um enxurrada de insultos vindos de fãs tr00 do black metal e dos fiscais do metal de internet. Acontece, que o que até então pareciam apenas críticas ao som, viraram insultos contra a artista, que recebeu xingamentos, comentários sobre seu corpo e até ameaças de morte. A onda de ódio gratuito e seus possíveis motivos O que ficou evidente para ela e seus fãs, foi o fato de ser uma mulher assumindo a posição de líder em uma banda que acabou entrando para a cena do black metal. Inclusive, cena essa que é esmagadoramente constituída por homens. Outro motivo seria a forma com que ela classificou seu som, algo como uma transição entre a luz e a escuridão, mesmo não existindo evidências de um rótulo claro de black metal. Talvez, houve uma frustrada expectativa de tê-la em cima dos palcos blasfemando com seu corpse paint (pintura facial usada por bandas do gênero), suja de sangue e cuspindo na platéia? Hum… se bem que ela já usou corpse paint em uma de suas primeiras apresentações… Outros comentários mais vistos contra o Myrkur, são coisas do tipo: ”soa falso”, ”não é black metal de verdade”, ”é uma vagabunda a procura de dinheiro”. Além de, implicâncias com seu sotaque ou sua real naturalidade (alguns dizem que Brunn nasceu nos EUA) e por aí vai… Só não sabíamos que quem procura fama e dinheiro deveria lançar um disco de black metal, não acham? Muitos também comentaram sobre algumas músicas serem cópias do famoso disco Bergtatt da banda Ulver, ou que seus riffs são bobos e comuns, enfim… Sabemos que na verdade o Myrkur não é mesmo uma banda de black metal, o estilo apenas faz parte das influências, a música folk veem predominando as composições que utilizam coros, nickelharpa (instrumento tradicional sueco), violinos e também sons ambientes da natureza. De qualquer forma, sempre existiu essa necessidade de se categorizar uma banda ou seu som, mas também tem o fato de termos uma mulher, que já foi modelo, morou em Nova Iorque e participou de outros projetos que não tenham a ver com o mundo metal, ainda assim sua banda é comumente inserida em uma das cenas mais obscuras e extremas do metal, a do black metal. Mesmo com essa chuva de insultos e críticas negativas por parte de alguns, Amalie segue firme com sua banda, mas em algumas entrevistas já disse estar cansada de receber mensagens de ódio, e por isso até optou por bloquear o envio de mensagens em suas redes sociais. Atualmente, o Myrkur lançou seu segundo disco de estúdio intitulado Maredit, que conta também com a participação de Chelsea Wolfe. Siga Myrkur nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Maredit no spotify:
Mulheres e a cena nacional

Mulheres e a cena nacional é um post feito para tentar trazer relevância para as mulheres que tem feito diferença dentro do cenário do rock alternativo. Temos uma infinidade de mulheres musicistas extremamente talentosas no país, a cena ainda é em sua maior parte constituída por homens, mas temos muitas mulheres incríveis batalhando para conseguir seu espaço. Eu poderia escrever um texto enorme ressaltando todas as qualidades de todas elas, mas é melhor você ouvir para crer e que eu possa dizer “tá vendo como eu avisei?”. Aqui vão alguns exemplos de artistas incríveis que estão abrindo caminho para todas nós: Lia Kapp A Lia é uma cantora/compositora de Curitiba. Suas referências são Chelsea Wolfe e Amy Lee que refletem bastante esse estilo “dark” em suas músicas. Larissa Conforto A Larissa é uma baterista que já tocou na Tipo Uísque, no momento toca na Ventre e Xóõ. Além de acompanhar a cantora Tiê em alguns shows junto com a Nathanne Rodrigues e a Rita Oliva. Papisa Rita Oliva comanda com maestria seus multi instrumentos, traz um som psicodélico/indie, ela também faz parte das bandas Cabana Café e Parati. Rakta O trio formado por Paula Rebellato, Carla Boregas e Nathalia Viccari engloba uma mistura bem pauleira que resulta em um post-punk experimental. Miêta Célia Regina, Marcela Lopes e Bruna Vilela são as mulheres da Miêta, que faz um som alternativo com várias influências de gêneros como shoegaze e dream pop. Gabriela Deptulski A Gabriela é vocalista/guitarrista responsável pelo projeto My Magical Glowing Lens que faz um som bem indie pop/psicodélico. Nathanne Rodrigues A Nathanne Rodrigues é a baixista/vocalista/compositora da Chico de Barro, ela também já tocou baixo na Def e na Noras de Newton. Nicole Patrício A Nicole comanda a Alambradas. Alambradas é o projeto de uma mulher só, como ela gosta de chamar. Winteryard É a banda da guitarrista/vocalista Priscila Castro e da baixista/guitarrista Brunelia Martina que faz um som shoegaze/post-rock. Mahmundi É o projeto da cantora/compositora Marcela Vale, com influências de música eletrônica/indie e lo-fi. In Venus A In Venus que conta com Camila Ribeiro na bateria e Patrícia Saltara no baixo que tem um som bem puxado para o post-punk/noise. Sabine Holler A Sabine é a mente por trás de Jennifer Lo-Fi de rock progressivo/post-hardcore, da Ema Stoned de música experimental/instrumental, do Mawn música eletrônica, além do projeto solo com o seu nome. Quer mais conteúdo sobre mulheres na cena nacional? Conheça nossos especiais sobre mulheres na música: Top 10 mulheres na cena nacionalEspecial mulheres baixistasEspecial mulheres bateristasEspecial mulheres guitarristas Foto: Papisa | Fotógrafa: Filipa Aurélio
Overload Music Fest 2017: quarta edição do festival trás somente bandas inéditas ao Carioca Club

No sábado dia 16 de setembro, sob um calor infernal de 32º graus fomos em direção ao conhecido Carioca Clube Pinheiros, que recebeu a edição do Overload Music Fest 2017, o festival mais foda e com as melhores bandas do planeta (sem exageros). Como é de praxe fizemos um esquenta no bar ao lado e exatamente às 16h30 começou a entrada do público, a fila ainda estava pequena, mas algumas pessoas estavam ali desde às 7 da manhã, outras chegaram no momento em que as portas foram abertas. Ao entrar, fomos direto para a área externa ao lado da casa onde havia um espaço para meet & greet com as bandas e também um para a venda de hambúrgueres gourmet, na parte interna havia uma pequena exposição com ilustrações feitas por Fursy Teyssier, fundador da banda francesa Les discrets. Dentre as obras haviam as artes das capas de discos do Alcest, do próprio Les discrets e outras inéditas, todas estavam à venda por um preço bacana em impressão do tipo pôster. Havia também uma banca com camisetas das bandas e do festival, inclusive formou-se uma fila bem grande, e a banca de discos também estava bem movimentada. John Haughm do lendário Agalloch O público ainda entrava quando por volta das 17h40 subiu ao palco a primeira atração da noite, o vocalista John Haughm da extinta banda Agalloch, que encerrou suas atividades em 2016, e inclusive, já foi uma das mais pedidas pelo público. Com um visual que lembrava o vocalista da banda inglesa Fields of the Nephilim, sozinho com sua guitarra e pedais, ele deu início a uma apresentação fria e introspectiva, acompanhada por algumas imagens no telão. Não que John não seja um bom músico, pelo contrário, é talentoso e poderia ter feito uma apresentação em formato acústico que seria mais interessante, acontece que a sonoridade de sua carreira solo é algo mais direcionado ao drone, com riffs repetitivos e passagens mais atmosféricas que talvez façam mais sentido se assistidos sentado em um teatro. A apresentação durou cerca de 35 minutos, o músico simplesmente se retirou do palco sem agradecer o público, antes mesmo disso muitos já deixavam a pista para participar do primeiro meet & greet da noite com a banda islandesa Sólstafir. Les discrets e a mágica de suas composições Com a casa mais cheia e também no horário previsto subiu ao palco a segunda atração da noite, muito esperada por todos, os franceses do Les discrets foram muito ovacionados pelo público, o set já começou com L’échappée e deixou os fãs enlouquecidos, em seguida a pesada Les feuilles de ”l’olivier. Durante a apresentação Fursy esboçou sorrisos de felicidade por estar ali tocando pela primeira vez para o público brasileiro, que há tempos aguardava um show aqui e que até então parecia tão impossível de acontecer. O set teve músicas de todos os discos, inclusive interessante citar que as músicas do recente Prédateurs funcionam muito bem ao vivo, como podemos ouvir em Le Reproche e Virée Nocturne, além do mais foi incrível escutar Le Mouvement Perpétuel, Après l’ombre, La nuit muette e La traverséee do segundo disco lançado Ariette Oubliées, a clássica Song For Mountains fechou majestosamente a apresentação. Sem sombra de dúvida esse foi um dos melhores shows que o festival já teve, nada menos esperado de uma banda extremamente simpática e profissional, o som estava perfeito, a iluminação, todas as pessoas que estavam ao redor ficaram apaixonadas e emocionados com a performance, parece que tudo colaborou para que aquele momento fosse eterno, daqueles que serão lembrados para o resto da vida. Durante o meet & greet eu tive a oportunidade de dizer ao Fursy que Alcest e Les discrets são uma das melhores bandas desse mundo, ele sorriu e disse ‘’Ohh muito obrigado’’. Exagero meu? Não! Setlist:01. L’Échappée02. Les feuilles de l’olivier03. Le Reproche04. Virée Nocturne05. Le Mouvement perpétuel06. Chanson d’automne07. Après l’ombre08. La nuit muette09. La traversée10. Song for Mountains No meio tempo entre o fim do show do Les discrets e a espera pela próxima banda, algumas pessoas foram ao meet & greet com John Haughm e outras esperavam ansiosamente pelo Sólstafir, banda que tem ganhado destaque e sucesso por onde passa. Sólstafir e a beleza do metal islandês Com um pequeno atraso, eis que as cortinas se abrem e ali estão, os quatro rapazes de um dos países mais adoráveis do mundo, de início um pouco tímidos, mas os islandeses mostraram que não tem nada de frios, o vocalista Aðalbjörn Tryggvason extremamente carismático conquistou o público, o baixista e guitarrista mantiveram a pose, mas certamente também foram contagiados pelo belíssimo show e pelo carinho dos fãs brasileiros. Mesmo com letras impronunciáveis, conseguiram arrancar alguns versos da comovida platéia que tentava acompanhar as músicas, como em Ótta e Fjara, que os tornou conhecidos no mundo inteiro. O set foi curto levando em consideração a duração das músicas, mas tiveram canções de quase todos os discos e parece ter deixado os fãs satisfeitos. Aðalbjörn fazia sempre questão de estar em contato com o público, antes de anunciar uma das músicas agradeceu e disse que seu português não era bom, então perguntou a um fã como se falava Black Sands em português, ”Areias negras?” – perguntou ele. Em seguida, mais uma mensagem de agradecimento por estar pela primeira vez tocando no Brasil, emocionado ele anunciou a última música da noite, bem esperada por todos, finalizaram com Goddess of the Ages, do disco Köld, durante a performance o vocalista se equilibrou na grade, cumprimentou todas as pessoas possíveis, tirou selfies e filmou com os vários celulares que lhe eram entregues. Setlist:01. Silfur-Refur02. Ótta03. Náttmál04. Ísafold05. Djákninn06. Fjara07. Svartir Sandar08. Goddess of the Ages Enslaved e a fúria do black metal experimental O último show da noite ficou a cargo da banda norueguesa Enslaved. De primeira já podemos dizer que eles não decepcionaram como headliners, um pequeno atraso de 15 minutos e algumas falhas no início da apresentação somado a uma parte do público que não sabia muito o que esperar mas… valeu a pena! Mesmo quem estava cansado
Conheça o Overload Music Fest
Dia 16/09/17 acontece o Overload Music Fest, carinhosamente apelidado por OMF, em Pinheiros – SP no Carioca Club. O festival está em sua 4ª edição e esse ano contamos com nomes como: John Haughm (ex Agalloch e atual Pillorian), Les Discrets, Enslaved e Sólstafir. O OMF é um festival que busca trazer bandas do cenário “underground” do metal e suas vertentes, bandas que grandes produtoras geralmente não apostariam e que tem um nicho de fãs relativamente menor. A produtora Overload constamentemente traz alguns grandes nomes como Anathema, Opeth, Blind Guardian, Pain of Salvation, Symphony X e Epica. A proposta do festival é extremamente bacana, diferente dos outros megafestivais que estamos acostumados, com um clima mais intimista, mais tranquilo, um ambiente bem agradável que nos permite curtir nossas bandas queridas e também conhecer artistas novos. Inclusive foi por meio do festival (e de grupos do facebook e amigos em comum) que eu, Tatyane, conheci o Fábio. E que conheci outros tantos amigos e bandas incríveis. 2014 – A estréia Assim que a produtora Overload anunciou seu primeiro festival, prontamente as pessoas foram fazer seus pedidos de bandas. E eis que a internet foi a loucura com o cast da primeira edição do Overload Music Fest, que trazia nada menos que Labirinto, Fates Warning, Swallow the Sun, Alcest e God Is An Astronaut. Quando imaginaríamos um festival com essas bandas juntas em nosso país? Pois bem, foram cerca de 9 horas de música, um formato um tanto exaustivo já que os shows aconteciam durante a noite/madrugada. Havia merchandising das bandas, e uma grata surpresa para todos os fãs com certeza foi o fato de todos os integrantes do Alcest irem assistir ao show do God Is An Astronaut ali na pista com os fãs. Simpáticos e atenciosos deram autógrafos, tiraram fotos e conversaram com grande parte dos que estavam ali. Tive oportunidade de conhecê-los no backstage e o Stéphane (Neige) me disse ”estou muito feliz por estar aqui e mal posso esperar para voltar”. Nesse mesmo dia tive a oportunidade de conhecer pessoas de vários estados, pessoas que se tornaram amigos e que mantenho contato até hoje, essa foi a grata experiência de participar de um evento desse, assistir o show de uma das minhas bandas favoritas (Alcest) e fazer amizades com pessoas de todos os lugares. 2015 – Continuando com o sucesso A primeira edição que eu (Tatyane) participei foi a 2015, eu fui especialmente por Anathema. Mas Anathema era a última banda da noite do primeiro dia e eu não conhecia ninguém no festival, não conhecia as outras bandas e artistas que iriam tocar. Pensei que iria ficar extremamente entediada nesse dia, e eu não poderia estar mais enganada. Foi sem dúvida um dos melhores dias da minha vida. No primeiro dia, conheci Novembers Doom (set acústico), Andy McKee, Riverside e The Reign of Kindo. O show do Anathema foi incrível, me emocionei bastante, mas de longe o do Riverside foi o melhor de todos. O lançamento de um dos álbuns que hoje em dia é um dos meus preferidos: Love, Fear and The Time Machine. Especialmente porque seria o último show da banda com o excelentíssimo guitarrista Piotr Grudziński, que veio a falecer em fevereiro de 2016, que eu poderia ver. O OMF foi paixão a primeira ida, fiquei tão maravilhada que decidi ir no dia seguinte, mesmo sem ainda conhecer muito Antimatter, Mono, Novembers Doom (elétrico) e Paradise Lost. Também foi tão incrível quanto o dia anterior. A maior surpresa foi Mono, com um show ensurdecedor que te faz ficar feliz pelo ouvido zumbir no dia seguinte. Tudo isso me fez procurar mais sobre o festival na internet. Foi lá que encontrei um monte de gente bacana no grupo oficial do evento, onde ficamos o tempo todo fazendo especulações sobre quais serão as bandas dos próximos festivais. 2016 – O line-up perfeito? A terceira edição do festival contou com Vincent Cavanagh, Labirinto, Alcest e Katatonia, para muitos era o cast dos sonhos, o retorno do Alcest ao nosso país e também do Katatonia, depois de cinco anos desde o último show em 2011 no Hangar 110 com a turnê do disco Night Is the New Day. Dessa vez houveram alterações no formato, os shows aconteceram no Carioca Club entre a tarde/noite, além disso havia um local com merchandising de todas as bandas, um espaço gastronômico com hamburgueria e ainda uma bela exposição de fotografias de Alessandra Tolc (fotógrafa oficial da produtora). A casa estava cheia, os shows fora todos pontuais e memoráveis, ouvir Vincent Cavanagh tocando um set acústico de músicas do Anathema, a nacional Labirinto apresentando seu recente e apocalíptico disco Gehenna, a volta do tão amado Alcest tocando na íntegra o segundo disco Écailles de Lune além de outros clássicos e por fim o Katatonia com a turnê do recente The Fall Of Hearts, que já era esperada há muito tempo pelos fãs brasileiros. Abaixo segue o aftermovie da terceira edição do festival: [youtube https://www.youtube.com/watch?v=r7AjmKL3Gvc&w=560&h=315] 2017 – O que esperar? A quarta edição tem tudo para ser memorável, contará com John Haughm (Agalloch), Les discrets, Sólstafir e Enslaved, as bandas estão com discos novos e irão apresentar com exclusividade em nosso país um repertório de sucessos e músicas novas. Além de seguir o formato anterior, com espaço gastronômico e merchandising, haverá uma exposição exclusiva com as obras e desenhos do líder da banda francesa Les discrets, Fursy Teyssier. Dessa vez todas as atrações são inéditas em nosso país, sendo que três bandas irão se apresentar somente em São Paulo, ou seja, nossos irmãos sul-americanos de países como Chile, Argentina, Peru, Colombia… também irão comparecer assim como tem acontecido em outras edições. Fotos: Alessandra Tolc Vai perder? Para mais informações sobre o festival e venda de ingressos acesse os links abaixo: Site Overload Music Fest | Venda de ingressos
Rebobinados entrevista: Vinícius Mendes do selo Pessoa que Voa

Por Tatyane Oliveira Essa semana rolou um bate papo com um dos idealizadores e representantes do selo paulista independente Pessoa Que Voa, o Vinícius Mendes. Cantor e compositor paulista, seus trabalhos são o EP Pyro (2015), os álbuns Home Is_____(2016) e Mercúrio (2017), e também o EP Cisma (2016) com LVCASU. O selo, formado no início deste ano, já produziu shows com Jair Naves, Vitor Brauer e Jonanathan Tadeu além das bandas do casting que são: Calvin Voichicoski, eliminadorzinho, LVCASU, Marchioretto, Quasar, Theuzitz e Vinicius Mendes. Os próximos lançamentos do selo são, respectivamente, no dia 12 e 26 desse mês os discos da Quasar – Coruja e Eliminadorzinho – Aniquiladorzinho. Fiquem ligados! 1) Por que vocês criaram o selo? E vocês planejaram que ele estaria como está hoje ou a vida tomou outro rumo? Acho que a Pessoa que Voa veio de uma vontade nossa de cuidar das nossas coisas de uma maneira mais eficaz e prática, de ajudar nossas amigas e amigos a gravar e divulgar, e de organizar nossos eventos nos lugares que queríamos, tudo sem tanto telefone sem fio. Hoje funcionamos de uma maneira bem horizontal, todos se ajudam e dão opinião nas primeiras mix das músicas, na arte dos discos, e em questões do selo em si. Antes era só eu, o Lucas, o Theuzitz e o Nickolas, agora temos a ajuda do Guilherme França e de todos os artistas do nosso casting. Acho que isso é uma parte muito importante do que somos. 2) Qual o maior perrengue que vocês já passaram e o que deixa vocês mais felizes nessa vida de artista? Em relação ao selo, acho que organizar um evento é um perrengue em si, porque sempre alguma coisa dá errada e só se resolve nos momentos finais, mas acho que estamos aprendendo a contornar esses problemas pouco a pouco. Não somos produtores culturais, então não temos toda a bagagem que um tem, mas a cada evento aprendemos um pouco. O que me deixa mais feliz como artista é receber uma mensagem de alguém dizendo o quanto certo álbum foi importante, que teve um impacto em sua vida, ou simplesmente conversar sobre de onde veio tal música. Isso me deixa muito realizado, e já me fez continuar diversas vezes. 3) O que vocês fazem para se sentirem inspirados? Não sei os outros meninos, mas eu gosto bastante de pesquisar sobre certo tema e criar um conceito em cima daquilo. “Mercúrio” todo foi escrito assim, em especial “Corpo Incorrupto”. Hoje tento escrever menos sobre a minha vida e mais sobre eu, como personagem, inserido num mundo. 4) Top 3 discos favoritos: “Sam’s Town”, The Killers “Ys”, Joanna Newsom “Blonde”, Frank Ocean 5) Quais são seus filmes preferidos? Então, não gosto muito de assistir filme nem série, mas entre meus favoritos estão “Cães de Aluguel”, “Filhos da Esperança” e qualquer um do Leslie Nielsen. 6) Quais os planos de lançamentos e shows desse ano que vocês podem revelar pra gente? Agora em setembro, vamos lançar o “Coruja” da Quasar (dia 12) e o “aniquiladorzinho” da eliminadorzinho (dia 26). Daqui pra frente tem o disco do Marchioretto, um EP de um artista novo, e uma novidade que estamos preparando todos juntos. Show vai ter de monte, sábado agora toco na Sensorial Discos e dia 16 tem eliminadorzinho com a In Venus, Enema Noise, Leianes e Victrre. Temos coisa agendada no nosso calendário até o ano que vem. 7) E o que vocês esperam pro selo daqui uns 5 anos? Esperamos estar ajudando ainda as pessoas que admiramos, mais do que conseguimos ajudar hoje. 8) Tem algum artista nacional que vocês admiram? Admiro muito o Santos. Gosto muito das composições dele, do jeito que ele fala muito com pouco, com uma coesão que eu sempre quis ter. Ele tem diversos projetos e caminha muito bem por todos eles. Quando fomos pro Rio, ele que nos convidou pra tocar na 57 Casa Aberta e foi muito bonito, conhecemos gente nova e nos sentimos em casa. 9) Qual o melhor show que vocês produziram até agora? Gostei muito do que fizemos com o Jair Naves, junto com o Theuzitz. Foram dois shows lindos, acho que todos precisam ver o Theuzitz ao vivo. O Jair tem uma presença, uma postura ao tocar que me deixou bobo por dias. 10) O que vocês acham que falta ou o que pode melhorar no rolê de músicas independentes do país? Acho que todos nós podemos ser mais profissionais e coordenados. Os selos, produtores, casas e bandas não se conversam o bastante, e coisas que deviam ser simples acabam se complicando. Tem dia que tem show de três bandas importantes do independente nacional num raio de 20 quilômetros. Um engole o outro sem nem perceber. NOS LINKS ABAIXO VOCÊ PODE ENCONTRAR MAIS SOBRE O SELO: Bandcamp | Facebook | Youtube E pra quem gosta de playlist, aqui vai uma que fiz com algumas músicas disponíveis no spotify:
Do black metal ao pop gótico eletrônico, conheça a cena musical da Islândia

A Islândia é um país localizado no Oceano Atlântico Norte e possui cerca de 320 mil habitantes. É conhecida por suas paisagens espetaculares, mas também por sua música e culinária um tanto excêntrica. Alguns fatos curiosos sobre o país é a inexistência de florestas. A Islândia abriga campos vastos, montanhas, vulcões e glaciares que farão você se sentir em outro planeta. Estão também entre os dez países com maior porcentagem de ateus no mundo. Quando pensamos em música + Islândia o que vem à cabeça? Björk? Sigur rós? Of Monsters and Men? Sim, mas existem muitos outros artistas/bandas que estão ganhando espaço fora do país. Conheça alguns deles, do Black metal passando pelo rock gótico e pop eletrônico. Samaris (Triphop/eletrônica) Samaris é um trio composto por Áslaug Rún Magnúsdóttir (clarinete), Jófríður Ákadóttir (vocal) e Þórður Kári Steinþórsson (sintetizador), começaram suas atividades em 2011, as músicas são bem atmosféricas e passeiam pelo trip hop e música eletrônica. Até o momento a banda lançou três Ep’s e três discos de estúdio, sendo o mais atual intitulado Black Lights, lançado em 2016. Misþyrming (Black metal) Relativamente novos na cena do metal islandês, a banda foi formada em 2013, o primeiro disco Söngvar elds og óreiðu (em português: Canções do fogo e caos) foi lançado em 2015, neste ano lançaram um split chamada Hof com o Sinmara. Como é possível assistir no vídeo acima, não foi nada tão chocante para a população assistir uma banda de black metal tocando em plena cidade. Singapore Sling (Rock Psicodélico) Banda surgiu em 2000 em Reykjavík, tocaram no famoso festival Iceland Airwaves e conseguiram contrato com a gravadora Hitt Records, já lançaram nove discos de estúdio, a sonoridade cheia de guitarras barulhentas e psicodelia nos faz lembrar bastante os ingleses do The Jesus And Mary Chain, eu diria que eles são o JAMC da Islândia. Rökkurró (Indie/experimental) Uma das bandas mais conhecidas e que já fez carreira internacional, surgiram em 2006, são três discos de estúdio lançados, Það kólnar í kvöld… (2007), Í Annan Heim (2010) e Innra (2014), as músicas tem influencia de post-rock, música eletrônica e folk, a banda está sumida tem um tempinho, não fazem shows desde 2015, contudo seus membros tem alguns projetos paralelos. Sólstafir (Black metal/atmosférico) Formado por três amigos na cidade de Reykjavík em 1995, o Sólstafir é uma das bandas que vem ganhando cada vez mais reconhecimento na cena metal. A sonoridade é uma mistura de black metal, metal progressivo e post-rock, já lançaram seis discos de estúdio, sendo que estão promovendo o sexto e novo intitulado Berdreyminn, a banda toca pela primeira vez no Brasil no dia 16/09 em São Paulo no Overload Music Fest. Pascal Pinon (Folk/eletrônica) Duo folk das irmãs Jófríður e Ásthildur Ákadóttir formado na cidade de Reykjavík em 2009, na bagagem trazem os três discos Pascal Pinon (2009), Twosomeness (2013) e Sundur (2016). A sonoridade leve e delicada das músicas é a trilha perfeita para um dia ensolarado no parque ou de frente pro mar. GusGus (Eletropop) GusGus é um projeto de música eletrônica que surgiu em meados de 1995, depois de diversas trocas de line-up, o formação atual conta com Daníel Ágúst Haraldsson, Högni Egilsson e Birgir Þórarinsson. A banda está se preparando para lançar seu décimo disco de estúdio Lies Are More Flexible. Kælan Mikla (Darkwave/synthpop) Kælan Mikla é um trio de mulheres formado em 2013 na cidade de Reykjavík, interessante citar que elas trazem algo novo para a cena, afinal esse é um tipo de música não muito explorado no país, a sonoridade é totalmente influenciada pelo darkwave e synthpop dos anos 80 e aos poucos vem ganhando um bom reconhecimento. Neste ano irão lançar seu primeiro disco. Oyama (Shoegaze/dream pop) Uma grata surpresa, o Oyama é uma banda formada em 2013 e faz um som com riffs melódicos e sonhadores, junto de passagens mais barulhentas e psicodélicas. Em sua discografia dois lançamentos, I Wanna (2013) e o mais recente Coolboy (2014). Uma banda nova e com poucos lançamentos mas que tem tudo para ganhar mais reconhecimento na cena indie/shoegaze. ONI (Stoner/sludge metal) Para finalizar, outra bela surpresa, pois esse também é um estilo pouco explorado na cena musical da Islândia. A banda foi formada em 2010 por Róbert Þór Guðmundsson (vocal), Daníel Magnús (guitarra), Þorsteinn Árnason (baixo, vocal) e Brynjar Örn Rúnarsson (bateria) e possuem apenas um disco lançado em 2014 chamado Misadventures, a sonoridade remete a nomes como Stoned Jesus e Radio Moscow. Siga os artistas da Islândia nas redes sociais: SamarisMisþyrmingSingapore SlingRökkurróSólstafirPascal PinonGusGusKælan MiklaOyamaONI
15 bandas nacionais de shoegaze que você precisa conhecer

O shoegaze está de volta! E por isso, achamos que você deveria conhecer as bandas brasileiras do estilo, então separamos 15 nomes nacionais do gênero que você precisa ouvir. O shoegaze teve sua origem no fim dos anos 80, com bandas como The Jesus And Mary Chain, Cocteau Twins e My Bloody Valentine. Sua sonoridade, com guitarras cheias de reverb, delay e distorções criavam uma estética nostálgica, sonhadora e barulhenta, algo não muito explorado ainda no rock. No começo dos anos 90 o gênero ainda estava em seu auge, trouxe nomes como Slowdive, Chapterhouse, Ride e Lush. Porém, como nem tudo são flores, seu fim foi precoce, e ainda na metade dos anos 90, devido a ascensão do grunge e do britpop. Aqui no Brasil muitas bandas surgiram também, desde os anos 90, como Low Dream, Old Magic Pallas e Brincando de Deus. Hoje temos vários nomes mais atuais que incorporam elementos desse som em suas músicas. O shoegaze parece estar voltando ao seu auge, mesmo depois de quase 20 anos meio esquecido. Abaixo separamos 15 nomes do shoegaze nacional, entre bandas mais antigas e também da atualidade, cada uma com sua particularidade. Vale a pena conferir! JUSTINE NEVER KNEW THE RULES Banda de Sorocaba/SP formada em 2013, tem um EP e um disco de estúdio lançado em 2016 intitulado Overseas. Em 2017 lançaram um novo single chamado Polar Bear (Hibernation Song). Já participaram de diversos festivais importantes como por exemplo o Circadélica, Bananada e Dia da música. Facebook oficial | Bandcamp | Youtube MEDIALUNAS Medialunas é um duo do Rio Grande do Sul formado em 2011 por Andrio Maquenzi (Superguidis, Urso e Worldengine) e Liege Milk (Hangovers e Loomer). Lançaram seu primeiro disco chamado Intropologia em 2012, já tocaram em todo o Brasil e foram responsáveis por abrir o show do Swervedriver em São Paulo, famosa banda britânica de shoegaze. Facebook oficial | Bandcamp | Youtube WRY Wry é uma banda de Sorocaba/SP formada em 1994, são os expoentes do shoegaze nacional. Depois de algum tempo no Brasil, eles embarcaram para a Inglaterra e ficaram por lá durante 7 anos. Na bagagem trazem quatro discos de estúdio, sendo o mais recente intitulado She Science lançado em 2009. Atualmente o grupo está trabalhando em um novo single chamado She’s Falling que vai entrar no novo disco que será lançado em breve. Facebook oficial | Bandcamp | Youtube LOOMER Banda de Porto Alegre formada em 2008 por Richard (guitarra), Guilherme (bateria), Stefano (guitarra, vocal) e Fernanda (baixo, vocal). Possuem dois EP’s e um disco de estúdio You Wouldn’t Anyway lançado em 2009, atualmente estão preparando disco novo ainda sem data de lançamento prevista. Facebook oficial | Bandcamp | Youtube LOW DREAM Uma das bandas mais antigas do shoegaze nacional, formada em 1991 em Brasília. Lançaram dois discos de estúdio, Between My Dreams and Real Things (1993) e Reaching For Balloons (1996), foram considerados a banda favorita de Renato Russo, líder do Legião Urbana. Recentemente se reuniram para alguns shows, também re-lançaram seus discos nas plataformas digitais. Facebook oficial | Soundcloud | Youtube THIS LONELY CROWD Banda de Curitiba formada em 2009, os membros se apresentam com nomes de personagens de contos de fada, Hurleburlebutz (guitarra), Bonijov (guitarra), King Trushbeard (bateria), Rainha Branca (baixo) e Hamelen (guitarra). A sonoridade traz fortes influências do shoegaze e atualmente até do heavy metal. É a banda do gênero com mais material lançado, dentre seus trabalhos estão alguns discos como Acta Obscura (2018), This Lonely Crowd (2017), Meraki (2015), Möbius and the Healing Process (2014). As letras são totalmente influenciadas por contos dos irmãos Grimm e também já trabalharam com o produtor da banda Deafheaven. Facebook oficial | Bandcamp | Youtube BRINCANDO DE DEUS Banda baiana formada no início dos anos 90 e composta por Messias Bandeira (vocal), Dalmo Serravalle (baixo), Marcus Serravalle (bateria) e Cézar Vieira (guitarra). Lançaram três discos de estúdio entre eles também um bootleg e um single: Better When You Love (Me) (1994), Berlinda (1999), Running Live on Your Mind (1997), Brincando de Deus (2000) e No Hay Banda (2004). Facebook oficial | Soundcloud | Youtube OLD MAGIC PALLAS Banda de São Paulo formada em 1994 por Osmar Buono (guitarra), Chris Munin (vocal), Marco Vianna (baixo), Marcelo Shida (bateria) e Fernando Britto (guitarra). Foram lançadas a demo Pull My Daisy e a coletânea Old Moon Whale, porém quando a banda estava trabalhando no primeiro disco, encerraram suas atividades, em 2008 retornaram aos palcos e fizeram alguns shows. Facebook oficial | Bandcamp | Youtube TERRAPLANA Banda de Curitiba-PR formada em 2017 por Vinícius Lourenço (guitarra e voz), Stephani Heuczuk (baixo e voz), Cassiano Kruchelski (guitarra e voz) e Wendeu Silverio (bateria). A banda tem influências da música alternativa, dream pop, indie, noise e post rock . Um dos grandes nomes do shoegaze nacional atual, seu único EP Exilio (2017) é celebrado pelos fãs, e o lançamento de seu álbum completo ainda em 2021 é aguardado ansiosamente. Facebook oficial | Bandcamp | Site WINTERYARD Winteryard é uma dupla formada em meados de 2012 em São Paulo por Priscila Castro (guitarra, vocal) e Brunella Martina (guitarra, baixo), nesse meio tempo já lançaram dois EP’s, The Place Where I’ve Been Before e o atual Endless Winter, a sonoridade mistura indie rock e shoegaze, com claras influencias de artistas como PJ Harvey, 2:54 e Warpaint. Facebook oficial | Soundcloud | Youtube GORDURATRANS A dupla carioca Gorduratrans surgiu em 2015 formada por Felipe Aguiar (guitarra, vocal) e Luiz Felipe Marinho (bateria). O primeiro disco Repertório Infindável de Dolorosas Piadas (2015) totalmente gravado no quarto obtive sucesso suficiente para ganhar uma grana para as gravações do sucessor Paroxismos (2017) que vem sendo promovido atualmente. A sonoridade tem influencias de noise rock, shoegaze e letras profundas sobre os sentimentos humanos e o vazio. O próximo álbum de estúdio é aguardado ansiosamente pelos fãs da banda. Facebook oficial | Bandcamp | Youtube OXY Direto de Brasília, o berço do rock, o Oxy é formado por Sara Cândido e Blandu Correa em 2015, a sonoridade tem influências de shoegaze, dreampop e psicodelia, o
Labirinto @ Sesc Consolação

Labirinto é uma banda que pode ter seu gênero definido como post-rock/post-metal/experimental/ambient, som torto ou até mesmo o famoso pagode de islandês. A verdade é que o som não pode ser definido como uma coisa só, mas talvez possa sim ser definido com apenas uma palavra: Incrível! É meu quarto show deles. Já os vi no Overload Music Fest de 2016, no Sesc Belenzinho, no CSSP e agora no Sesc Consolação. Já sei qual a sequência de músicas, mas mesmo que o setlist fosse o mesmo por mais algumas dezenas de vezes, eu não me cansaria. É uma banda extremamente profissional, faz sua performance espetacular, com um poder de deixar qualquer um catatônico. Um som forte e poderoso que certamente surpreende os marinheiros de primeira viagem e encanta aqueles que já seguem a banda há algum tempo. Não é à toa que a banda voltou em junho de uma turnê na Europa que ajudou a consolidar seu nome na terra do metal. Além já ter dividido o palco com nomes como God is an Astronaut, MONO, Alcest, Year of no Light, Stephen O’Malley, Mouse on the Keys e The Ocean. E ontem não foi diferente, em um palco muito bonito, sem as habituais projeções de acordo com cada música, Labirinto esquentou nossos corações em uma noite geladíssima. No último show, no CSSP, a banda conseguiu maravilhar até mesmo aqueles que passavam e olhavam pelos vidros ao redor da sala Adoniran Barbosa. E no Sesc Consolação a plateia queria assobiar e bater palmas em todos os momentos possíveis. Uma noite em que o recém-chegado percussionista Lucas Melo brilhou juntamente com a sempre incrível Muriel Curi. O inegável peso da bateria que faz qualquer teatro tremer e deixa a todos boquiabertos. O próprio Erick nos contou na entrevista depois do show que já ouviu comentários como “ela toca bem né”. Não. A Muriel não toca bem, ela toca extremamente e incrivelmente bem. Ela pertence ao hall dos musicistas mais talentosos que eu já tive o prazer de ver. Conduz a banda com maestria e reafirma que lugar de mulher é na música e onde mais ela quiser. Além do incrível trio, e às vezes quarteto de cordas com o guitarrista Erick Cruxen, o guitarrista Kiko Bueno e o baixista Hristos Eleutério, temos Luis Naressi no sintetizador, guitarra e misterioso sino tibetano. A banda vem para afirmar seu lugar de direito entre as bandas mais célebres da cena instrumental. A banda sempre nos lembra que seu intuito não é apenas tocar. Altamente influenciada pelo movimento do hardcore presente na adolescência de todos os membros, ela quer passar uma mensagem, nos faz pensar em todo o cenário político e social atual, nos lembra da história do Brasil, de tudo que passamos e de que iremos passar. E isso somente prevê que iremos ouvir muitas e muitas coisas boas sobre essa banda excelente. Muito sucesso e vida longa, camaradas! Clique aqui para assistir o vídeo da música Enoch, que está no recente disco Gehenna lançado pela banda. Setlist:
A ressureição de Alice Glass em seu primeiro disco solo

E foi de repente, na sexta-feira dia 18/08 que Alice Glass (ex-Crystal Castles) veio às redes sociais apresentar seu novo trabalho. O EP auto intitulado contendo seis faixas, foi produzido por Jupiter Keyes (ex-Health) e lançado pelo selo Loma. O disco inicia com a faixa ‘Without Love‘, primeira música de trabalho que já tem vídeo clipe. A sonoridade traz batidas com uma pegada trap enquanto os vocais de Alice seguem uma linha mais melódica. Em seguida, ‘Forgiveness‘, uma música agitada e com uma pegada mais eletrônica, lembrando algo do EBM dos anos 90. Os vocais sem tantos efeitos, mostram uma performance mais sóbria, algo que era quase impossível nas músicas do Crystal Castles. Já a terceira faixa ‘Natural Selection’ é mais experimental, com sons mais dark apocalípticos e letras provocativas, como no refrão ”get the fuck out of me…” entoado em um vocal meio robótico e cheio de efeitos, o que chega a ser um pouco bizarro. ‘White Lies’ é a quarta faixa e com certeza uma das melhores do EP. Inevitável não comparar as batidas da música com as da banda Purity Ring ou os vocais mais freaks com as de Grime. O refrão segue uma bela performance de Alice. Afinal, é muito bom ver o que ela tem para mostrar por trás de tantas camadas barulhentas, assim como era em sua antiga banda. O disco segue com ‘Blood Oath‘ que lembra bastante a sua fase antiga, mostra um som mais poptron 8-bite bem agitado. ‘The Altar’ é a sexta faixa e fecha o disco, a voz doce de Alice canta sobre um som ambiente quase imperceptível que dura cerca de 2:38. Concluindo, quando a primeira música de trabalho saiu, a barulhenta ‘Stillborn‘, não havia como prever o que poderia vir pela frente. Acontece que a sonoridade de algumas músicas no EP ainda remetem muito ao Health, ex banda de seu namorado, o produtor Jupiter Keyes. Embora Alice faça um bom trabalho em alguma faixas, parece ainda não ser o bastante. Acredito que ainda há muito ainda a ser explorado tanto em sua voz quanto nas composições. Escute o disco aqui:
Wry e Lava Divers @ CCSP – Centro Cultural São Paulo

Nos últimos anos o CCSP – Centro Cultural de São Paulo tem trazido vários artistas da cena independente brasileira para tocar na Sala Adoniran Barbosa. Todos os artistas que tocaram lá elogiaram bastante a sala, a acústica, o som, o planejamento da casa. E ultimamente tem ocorrido vários shows gratuitos, é uma iniciativa muito bacana, que proporciona conhecer várias bandas de estilos diferentes de vários lugares do país. E não foi diferente no último sábado, 05/08/17, onde tivemos o show da Lava Divers e Wry. Lava Divers É uma banda mineira de shoegaze que eu já ansiava por ver há um tempinho, e esse show para a divulgação do novo álbum, Plush, lançado no finalzinho de julho, foi a oportunidade perfeita. À primeira vista a banda já encanta com a decoração do palco que remete a capa do disco, com vários bichinhos de pelúcia espalhados. E depois pelo carisma de seus integrantes, especialmente a baterista/vocalista Ana Zumpano, que com todo seu talento e maestria conduz o espetáculo sempre sorrindo. A presença de musicistas mulheres dá um novo ar refrescante a este nicho com predominância masculina, além de ser um incentivo a dezenas de garotas por aí que anseiam estar em cima do palco também. Lava Divers promete um show animado, que se contrapõe a postura um tanto melancólica comum em shows do gênero. Uma surpresa excelente e cativante devido aos elementos grunges que o Plush incorpora e que faz um som extremamente agradável. Creio que vários ali estavam ouvindo o disco pela primeira vez e se impressionaram com a qualidade do som. Espero que Lava Divers ganhe cada dia mais espaço na cena independente, um belíssimo show que eu com certeza veria mais vezes. Setlist: 1. I Feel You2. Tearsfall3. Love Is4. Inside His Eyes5. Eddie Shumway Is Dead6. Hash & Weed7. Natural Born Liar8. Great Mistake9. Forbidden Steps On Hearts10. On A Flag Hill Wry Depois da bela apresentação do Lava Divers, foi a vez do Wry, banda de Sorocaba, grande expoente do shoegaze nacional, formada em 1993 que conta com: Mário Bross (vocal e guitarra), Lu Marcelo (guitarra), William Leonotti (baixo) e Renato Bizar (bateria). Logo cedo sempre foram bem reconhecidos no Brasil, mas assim que surgiu a oportunidade de vazar para a gringa eles aproveitaram e viveram alguns anos na conexão Brasil/Inglaterra, o que rendeu mais visibilidade e maturidade em suas composições, até agora foram lançados quatro discos de estúdio. Sendo o primeiro lançado em 1998 intitulado ‘’Direct’’ e o mais atual lançado em 2009 ‘’She Science’’, após sete anos vivendo na Inglaterra a banda volta ao Brasil e excursiona em algumas cidades, em 2010 chegaram a encerrar as atividades, mas felizmente retornaram e com material novo. Foi com uma das mais conhecidas da carreira, ‘’Deeper Within a Dream’’ que iniciam o show, o som e a iluminação estavam perfeitos para o clima, o público que se acomodava nas cadeiras estava hipnotizado pela vibe de cada música, o set foi curto mas contou com músicas de quase todos os discos. Inclusive duas músicas novas ”She’s Falling” e ”Life is Like a Dream” que devem entrar no próximo disco de estúdio, a apresentação durou cerca de quarenta minutos e só firmou que o Wry deixa muita banda, mas muita mesmo no chinelo, desde o profissionalismo ao cuidado em apresentar músicas sinceras e tão bem feitas, cheias de passagens sonoras, nostálgicas ou em alguns momentos ‘’mais agressivas’’, assim que posso resumir essa bela apresentação, espero vê-los o mais rápido possível. Setlist: Quer saber mais sobre as bandas? Acesse as redes sociais: https://www.facebook.com/lavadivers/ https://www.facebook.com/WRYMUSIC/