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Julico mergulha em emoções e explora sonoridades em Onirikum

Julico é multi-instrumentista, compositor e artista gráfico, nascido na cidade de São Cristóvão em Sergipe. Ele é conhecido por ser o fundador da banda The Baggios, um dos grandes nomes da música brasileira. Com turnês internacionais e indicações ao Grammy Latino por seus discos Brutown (2017) e Vulcão (2019). O artista embarcou em carreira solo no ano de 2020, com a estreia do debut Ikê Maré. O disco conta com 13 músicas e foi lançado pelo selo Toca Discos. A sonoridade caminha por gêneros já conhecidos do músico, como a música brasileira, rock e o blues. O resultado foram as prensagens em vinil totalmente esgotadas. Inevitável dizer que assim como os trabalhos do The Baggios, as composições são feitas com maestria. Fica nítido o amor de Julico pela música. É ele quem grava todos os instrumentos, produz e não menos importante, faz as artes de camisetas e alguns pôsteres de shows. No último dia 20 de outubro foi lançado seu segundo disco de estúdio sob o título Onirikum. A palavra vem de “onírico”, que é algo relacionado a um sonho ou situações fantasiosas. Sobre o nome que batiza seu trabalho, ele diz: “Representa para mim um estado de espírito onde acesso aos devaneios e sentimentos mais profundos. Os sonhos são como janelas que nosso subconsciente acessa e revela mensagens, imagens, ideias, sons e os mais variados desejos e sensações. Nesse universo me inspirei para compor esse álbum, mergulhando nas minhas memórias límpidas e turvas traduzindo através do som e da escrita meus sentimentos sobre temas que me angustiam, me deixa feliz, me alivia ou simplesmente me move.“ Arte do disco Onirikum A começar pela arte da capa, temos uma imagem influenciada pelo surrealismo, o interessante é que ela foi criada por inteligência artificial. Quando falamos em sonoridade, o álbum é um espetáculo à parte, aqui Julico se supera e faz uma jornada por diversos gêneros musicais. Incorporando elementos que vão desde as brasilidades, com ritmos da música nordestina, mpb, samba, passando pelo rock psicodélico setentista, blues, jazz e o funk. Alguns destaques do álbum são as faixas, “Then Pain May Become Tracks”, ela abre o trabalho com uma atmosfera misteriosa. Aqui o artista pisa em territórios diferentes, com uma pegada que talvez poderíamos classificar como um “trip-rock“. Em seguida, “Mon Amour” é uma nítida declaração de amor. A sensibilidade não está somente nas letras, mas também na sonoridade que é muito bem construída, com momentos psicodélicos e outros mais melódicos. A faixa título “Onirikum” é uma das mais lindas, daquelas que logo nos primeiros segundos vocês sabe que vai se apaixonar, com melodias e letras tocantes, ela fala sobre amor, sonhos e a arte. Mais uma faixa que merece o devido destaque é “Música”, aqui Julico expressa todo seu amor pela arte, podemos considerar uma de suas melhores composições, é uma daquelas músicas para prestar atenção em cada detalhe. “Motivo de Saudade” conta com a participação da cantora Fernanda Broggi, é um samba de tamanha beleza, com melodias de flauta maravilhosas e que fala sobre tempos nostálgicos: “De quando eu tinha meus irmãos de verdade, onde existia mais amor e amizade, pouco falava-se de medo, se eu caía era pra recomeçar…” Julico, Motivo de Saudade É até difícil falar sobre um disco que não tem uma música ruim. “Fazemblues” é um show, o blues sempre esteve presente nas composições de Julico, isso não é novidade. Mas, ele consegue fazer ouro durante os riffs de guitarra que vão derretendo ao decorrer da música. “Banho de Sal Grosso” também é uma das favoritas. As belezas nordestinas aqui estão impressas no ritmo do baião, riffs deliciosos de baixo, o sotaque e aquelas guitarras psicodélicas que dão o toque final. O trabalho se encerra com “Trem Veio”, uma composição nas raízes do blues. Destaque para os sons de gaita que nos levam pra um cenário quente e deserto. Mais uma vez somos surpreendidos! Não é a toa que Julico já foi indicado para premiações do Grammy. Quando falamos sobre artistas da atualidade, ele é com certeza um dos mais criativos. Sempre entrega trabalhos acima do nível. Como já falamos em outra matéria sobre Ikê Maré, ele está deixando seu legado na música brasileira e ainda seremos muito gratos por isso. Pra completar essa matéria, enviamos algumas perguntas sobre o disco novo e algumas curiosidades, confira a seguir: Primeiro, gostaria de saber um pouco sobre seu contato com a música. Quais memórias você tem dos artistas que te fascinaram e quando foi que você decidiu que gostaria de fazer música? Tem um marco pra mim que eu acho muito importante na minha vida musical, que é quando eu recebo uma fita k7 do acústico do Nirvana. Eu tinha 13 anos, e ainda estava perdido em relação ao que eu queria fazer, no que eu sonhava em ser, era um momento bem embrionário da minha vida. Acho que ali rolou uma provocação de querer entender mais sobre esse movimento do rock. Entender de onde vinha aquele som, a origem, as influências dele, como tocavam aquelas músicas. Aí acho que despertou mais o meu lado instrumentista de querer tocar aquelas músicas, de formar banda. Pensando em pessoas que me influenciaram e me fascinaram ao vivo principalmente, foram as bandas aqui de Aracaju mesmo. Sou do interior do Sergipe, São Cristóvão, mas vivia muito em Aracaju pra ver shows e tudo mais. Bandas lendárias como Snooze, Karne Krua, Lacertae, Plástico Lunar, foram fundamentais pra eu me interessar em formar banda, em estar ali fazendo aquele mesmo papel de composição, de show, de fazer discos e tudo mais. Mas, em relação a outros artistas que nessa época tinha muito do rock, do grunge, do punk e aos poucos da música brasileira que era algo comum na minha casa. O que mais te inspira a escrever as letras das músicas? Existe algum processo que você costuma seguir ou apenas deixa as ideias fluírem? A escrita das minhas músicas está ligada muito a minha vivência, as coisas que me despertam

Psicodelia e viagens astrais com White Canyon and the 5th Dimension

White Canyon and the 5th Dimension é uma banda formada pela dupla Leo Gurdan e Gabriela Zaith. O casal vive em São Thomé das Letras, uma cidade em Minas Gerais, rodeada por montanhas, mistérios e misticismo. Foi nesse cenário que deram vida ao projeto, por trás das composições estão temas espiritualizados, autoconhecimento, novos planos, viagens astrais, a natureza e seus mistérios. O primeiro disco de estúdio autointitulado “White Canyon and the 5th Dimension” foi lançado em 2019. E traz ótima produção, um rock psicodélico de qualidade envolto por riff enérgicos e belas linhas de teclado. A sonoridade nos lembra bandas como The Jesus and Mary Chain, Spiritualized e The Black Angels, da qual eles são fãs. Nos próximos anos seguiram lançando alguns singles, até chegar ao segundo disco. “Spectral Illusion” saiu em 2021 e conta com 7 músicas. Aqui a banda manteve sua ótima composição. Impossível não dar o play e viajar com as várias camadas, vozes e guitarras que vão ecoando durante as faixas. Outro destaque são as artes dos discos, são bem feitas e acompanham as ideias por trás das composições. Soundtrack for Astral Travel chega no finalzinho de 2022, o terceiro álbum tem músicas batizadas com nomes de planetas. Não preciso nem dizer que ele realmente é uma jornada em seus diversos estados. Acredito que esse seja o trabalho mais experimental do duo. Com três discos na bagagem, a dupla agendou sua primeira turnê no Chile, onde fizeram treze shows entre outubro e novembro de 2022. O resultado foi um gás a mais para lançar o ao vivo Live in El Quisco. O material traz 6 faixas de uma apresentação gravada no Centro Cultural Camilo Mori. Por incrível que pareça, o primeiro show no Brasil aconteceu apenas neste ano no famoso festival Woodgothic. Ele é organizado em São Thomé por Carolina e Zaff, membros da banda de pós-punk/darkwave Escarlatina Obssessiva. Dois meses depois, é lançado Gardeners of the Earth, o quarto trabalho da discografia é o mais “ambicioso” e com certeza um marco na carreira. Com uma produção de primeira, o álbum traz composições que soam como um rock n roll mântrico psicodélico. É como se aqui eles reunissem um punhado de sua história misturado com pitadas de coisas novas. Dá gosto em ouvi-lo e saber que temos aqui uma banda brasileira que executa com maestria um dos melhores lançamentos desse ano. Batemos um papo para conhecer melhor a banda e falar um pouco sobre a carreira, o novo disco e outras curiosidades. Você pode conferir em seguida: Como vocês se conheceram e como surgiu a banda? Nós estamos juntos há 13 anos, 7 anos de namoro e 6 anos casados, nosso gosto musical sempre foi um dos pilares do nosso relacionamento e fazer música juntos sempre foi algo que almejávamos, quando nos mudamos para São Thomé tivemos a oportunidade de trazer os planos mentais para o material.  Vocês vivem em São Thomé das Letras, uma cidade rodeada de misticismo, como é viver aí e o quanto isso influencia na música de vocês? Nós devemos muito do que somos a essa cidade, seus mistérios nos trouxeram aqui e foi um tremendo passo que demos em direção a nossas jornadas de auto conhecimento. A interação com a natureza e suas lendas tiveram um papel crucial no desenvolvimento de nossas ideias e uma ponte para conectar com inspirações de planos superiores. Como funciona o processo criativo de vocês, o que mais te inspiram ao compor e quais mensagens vocês querem passar aos ouvintes com suas músicas? Nosso processo criativo acontece de forma mais individual e quando temos algo sólido combinamos nossas criações, é um processo muito leve e natural que acontece em meio do nosso cotidiano entre serviços domésticos e criação do nosso filho. Tudo que nos rodeia nos inspira de uma forma ou de outra, nossas vivências, a natureza e as lendas que nos cercam,  creio tudo que ouvimos deixa uma marca em nossa música que quem conhece pesca muitas referências. Gardeners of the Earth é seu quarto disco de estúdio, como têm sido o feedback de seus fãs e pessoas que apreciam o tipo de música que vocês fazem? O feedback tem sido incrível, nos surpreendeu na realidade. Nossos ouvintes desde o primeiro álbum dizem que esse é nosso melhor trabalho até agora, que traz uma certa maturidade em questão de produção e composição. É nosso disco que vendeu mais rápido os vinis e também com maior audiência no stream até o momento. Esse álbum também trouxe novos ouvintes, diferente dos anteriores, acho que isso é um reflexo da diversidade musical que tentamos colocar no álbum. Atrai vários tipos de pessoas e gostos dentro do psych. Como é a relação da banda com os palcos? Vocês pretendem agendar shows para promover o novo disco ou está fora dos planos? No momento temos uma relação saudosa com os palcos. Nossa estreia foi em uma turnê pelo chile de 13 shows, que está prestes a completar um ano. Até hoje só apresentamos aqui no Brasil, em um festival underground que existe a cada dois anos aqui em São Thomé e honestamente nossa presença só foi possível por ser aqui na nossa cidade.  Nós vivemos exclusivamente da nossa arte e ser artistas independentes no Brasil é algo que ainda falta muito apoio. Mas temos planos de fazer shows por aqui em breve, nos acompanhem em nosso Instagram que publicaremos nossos próximos passos sempre por lá. Quais artistas vocês gostariam de colaborar? The Black Angels!  Com certeza é uma das bandas da atualidade que mais nos inspira e compartilhamos das mesmas inspirações, inclusive já interagimos pelo Instagram algumas vezes então, quem sabe um dia não é? Se vocês pudessem escolher apenas uma música do disco novo para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual música e filme escolheriam e por quê? Se eu pudesse escolher uma trilha sonora para qualquer filme, esse filme com certeza seria Montanha Sagrada do Alexandro Jodorowsky, que é uma base de inspiração ilimitada

O pós-punk melancólico e dançante do Jovens Ateus

Imagem da banda Jovens Ateus em um cemitério

Jovens Ateus é uma banda de pós-punk formada em Maringá, no Paraná. O quinteto hoje é composto por Guto Becchi (vocal), Fernando Vallim (guitarra), João Manoel (guitarra), Bruno Deffune (baixo) e Antônio Bresolin (sintetizador, bateria). A história do grupo começa durante os primeiros meses da pandemia de 2020, através da amizade entre Bruno Deffune (baixo) e Marco Antônio, juntos eles começaram a definir qual seria a estética sonora da banda. Mais tarde, outros amigos foram se integrando ao projeto, e eis que lançaram seu primeiro single “Noite Eterna”. A faixa hoje conta com mais de 40mil plays no Spotify e marca o pontapé dos caras na cena alternativa da música. Meses depois, mais um single lançado, dessa vez a faixa é “Exício”, e aqui já notamos qual a proposta do grupo, um pós-punk que é a cara dos anos 80, com uma atmosfera melancólica, obscura, mas dançante. No ano seguinte, surge “Devaneios” e “quien eres”, essa segunda cantada em espanhol. Aproveitando as músicas já lançadas a banda começou a agendar shows. Só em 2023 se apresentaram em Curitiba, Maringá, Florianópolis, São Paulo, Santo André e Piracicaba. Durante essa turnê, tocaram algumas músicas inéditas e dois covers que chamam bastante atenção, “Santa Igreja” da banda punk As Mercenárias e uma versão para “Igreja” dos Titãs. Em julho deste ano, lançaram seu primeiro EP, auto intitulado Jovens Ateus, contendo 6 faixas. O disco é um prato cheio para os amantes do pós-punk e das pistinhas escuras, durante as 6 músicas escutamos uma sonoridade sombria, mas que tem forte identidade, um som que consegue ser minimalista, mas muito bem trabalhado. Destaque para as faixas “A Mais Triste”, “quien eres” e “Iglesia”. Aproveitando o lançamento do EP e futuro show que a banda fará no dia 04 de outubro ao lado do Deb and the Mentals no @Bar Alto, batemos um papo com Bruno Deffune (baixo) fundador da banda que nos respondeu algumas curiosidades. Você confere a conversa a seguir: Antes o Jovens Ateus era um duo? Como aconteceu a entrada dos outros integrantes e onde vocês se conheceram? Sim! Durante os primeiros meses da pandemia eu mantinha contato com o marco (Marco Antônio Gutierrez), um grande amigo de anos. Juntos nós tivemos a ideia de começar o projeto e aos poucos fomos criando o que no futuro seria a banda. Hoje em dia o marco seria um membro óvulo do jovens ateus, letrista de grande parte das músicas e responsável pelas fotos usadas na maioria dos singles. Com a vontade de começar a produzir as ideias iniciais do projeto eu fui até o Joho (João Manoel, Guitarra), ele havia acabado de iniciar as produções na casa ElNino em Maringá. Acho que nossa amizade foi instantânea, um dos amigos mais rápidos que eu fiz e a entrada dele nas guitarras foi meio que automática. Nós aprendemos juntos a fórmula do jovens ateus e depois de varias tentativas conseguimos entender como funcionaria a banda. O morga (Fernando Vallim – Guitarra) morava na casa ElNino e quando vimos ele já estava junto no projeto e foi bem orgânico. Quando nós marcávamos pra produzir ele aparecia, colocava umas guitarras e ideias e funcionou muito bem. A entrada do Guto (Dário Gustavo – Vocais) foi após o Joho nos apresentar, ele entrou em contato comigo após o lançamento de “Noite Eterna” e nós já tínhamos o interesse em formalizar uma amizade. Até que ele foi para um ensaio e ele entrou como vocalista, eu não tinha o interesse e nem o carisma para enfrentar o cargo, estava a procura de uma pessoa que cumprisse com os requisitos, acho que consegui kkkk. O tony foi mais uma cobrança por minha parte, eu conheci ele em Curitiba através do marco, ele é o único que não é de Maringá. Desde o começo eu mandava as ideias e os sons pra ele e sempre chamava ele pra fazer parte do projeto. Nos processos criativos do single “Devaneios” ele pra fez sua primeira aparição na banda e fez a bateria, que até então era feita pelo lucaskid. Quando marcamos nossa primeira gig nós precisávamos de uma formação funcional para os palcos então eu convidei ele pra entrar de vez na banda. Hoje seria o ele o rosto da banda!? Fica no ar kkkk. Vale lembrar que eu conhecia todos eles de antes mas não éramos próximos. A banda fez que que nós nossa aproximação e aumentar a amizade. O nome da banda tem relação com a música do Muzak ou existe alguma outra história? Com certeza! Quando eu comecei a pensar com o marco em formar a banda, nós fizemos aquela típica pergunta “ta, mas qual vai ser o nome?” Na época nós dois estamos escutando muito pós punk paulistano, eu tava no carro um dia pela tarde ouvindo a coletânea “Não São Paulo V. 1” quando tocou a música do Muzak. Foi bem aquela estralo na mente “vai ser esse o nome da banda, Jovens Ateus”. Geralmente a pergunta é “o que vocês escutam”, mas eu gostaria de fazer ao contrário, o que vocês NÃO ESCUTAM? Falando por todos, com certeza seriam as bandas que mostram nos últimos tempos apoio ou omissão em caráter político. Artistas que apoiaram governos fascistas ou não tomaram lado nessa luta estão fora dos nossos ouvidos. A cultura e a opressão não adam lado a lado. Vocês acabaram de lançar o primeiro EP e já vem ganhando um destaque legal por parte da galera que gosta de pós-punk, quais são os próximos planos? Com o lançamento do ep ficamos mais empolgados em manter um ritmo de lançamento de material. Como hoje nós pensamos mais como banda temos mais vontades de compartilhar influências e acrescentar mais as características de cada membro. Foram 3 anos trabalhando na fórmula desenvolvida e agora queremos mais, são novas influências, novas bandas que estamos escutando no momento e vontade de experimentar. Pensamos também em trabalhar com bandas amigas que fizemos por esses anos e tentar fortalecer uma cena que seguiu de

DEAFHEAVEN retorna ao Brasil para apresentar sua evolução sonora em “Infinite Granite”, o novo disco da carreira

O Deafheaven é uma banda californiana que surgiu em 2010, fundada pelos membros George Clarke (vocal) e Kerry McCoy (guitarra). Desde o primeiro disco “Roads to Judah” (2011), eles vem quebrando barreiras dentro do metal mundial. Com uma mistura de black metal e post-rock, a banda está longe de criar composições satanistas ou blasfêmias. Além disso, os integrantes não parecem pandas no palco com spikes e coisas do tipo. Sobre isso o próprio vocalista disse em uma entrevista a The Guardian: “As pessoas que se preocupam com a nossa aparência têm muito o que crescer”. George Clarke para a The Guardian Essa mistura, categorizada por alguns como post-black metal ou blackgaze, ainda rende muitas discussões entre o público, mas o fato é que o Deafheaven não quer e não faz parte desses movimentos, eles citam sua sonoridade como um apanhado de influências dos integrantes, que resultou em uma sonoridade pesada, mas também com quebras cheias de melodias bonitas. Já em meados de 2013, o segundo disco Sunbather (2013) rendeu bons frutos para a carreira, com os olhares de grandes festivais e público para esse material, a banda teve que encarar os extremistas do metal, pois Sunbather (2013) apesar de ser um disco bem pesado, continuava nadando contra gêneros mais conservadores. Olhando para a capa, a primeira impressão é que temos em mãos um disco de post-rock ou shoegaze. O terceiro disco New Bermuda (2015) ainda caminhava com essa mistura de peso, melodias, vocais rasgados e momentos bombásticos, o que fez a banda manter sua popularidade, mas aí que as coisas começaram a tomar outros rumos a partir do próximo lançamento. Em Ordinary Corrupt Human Love (2018) notamos uma evolução nas composições do Deafheaven, ainda que ele apresente uma proposta mais soturna, a faixa que abre o disco “You Without End” tem uma sonoridade bem diferente, mais cadenciada, com spoken words, piano e bons solos de guitarras. O destaque também fica com a faixa “Night People” um dueto com a cantora, compositora e instrumentista Chelsea Wolfe. Aqui George usa seus vocais limpos, algo inédito desde os primeiros trabalhos, o que impressionou parte dos fãs da banda. O ponto alto desse lançamento é uma indicação inédita de uma banda assinada com uma gravadora independente para o Grammy, a faixa “Honeycomb” foi indicada como “Melhor performance de metal”, em uma entrevista a Billboard os integrantes comentaram esse feito: “Eu estava em um voo para Nova York e fiz uma escala na Carolina do Norte que durou apenas cerca de uma hora. Ao pousar, liguei o telefone novamente e recebi uma mensagem de um amigo: era uma captura de tela dos indicados, parabenizando. Eu mal pude acreditar. Liguei para Kerry imediatamente. “ George Clarke A evolução dos caras não para por aí, o quinto álbum “Infinite Granite” (2021) deixa para traz grande parte da sonoridade pesada que os fez famosos na cena do metal. Dessa vez, eles caminham mais para um post-rock misturado com shoegaze, mas calma, ainda temos um pouco de peso, mas de uma forma diferente. Ainda que, ele soe totalmente diferente dos trabalhos anteriores e alguns fãs torçam o nariz, vale a pena apreciá-lo com calma, basta um pouco de tempo e logo você estará convicto de que a qualidade sonora foi mantida, a banda continua entregando composições de alta qualidade e melodias bonitas que caminham por outros estilos e atmosferas. O ponto alto com certeza fica com as performances ao vivo, elas são intensas e passam por diversos momentos diferentes, do peso ensurdecedor à melodias sonhadoras e algumas roupagens mais progressivas que deixam o público hipnotizado. Ficou curioso pra saber como é isso? Então, não perca a oportunidade de assistir a banda em seu segundo show em terras brasileiras apresentando pela primeira vez o material desse novo disco. DEAFHEAVEN NO BRASIL Serviço: Deafheaven em São Paulo Data: 12 de março de 2023 (domingo)Local: Fabrique ClubEndereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo – SPHorário: 16h (abertura da casa)Ingresso: 2º lote – R$ 170 (meia entrada/promocionalVenda on-line: https://pixelticket.com.br/eventos/11670/deafheaven-em-sao-paulo

Mineiros da Lua reflete sobre tempos pandêmicos e autodescoberta em novo disco

Não é novidade que a pandemia nos trouxe um caldeirão de sentimentos e conflitos, e foi a partir desse amontoado de situações que o quarteto belo-horizontino Mineiros da Lua, formada por Diego Dutra (baixo), Elias Sadala (guitarra), Haroldo Bontempo (guitarra) e Jovi Depiné (bateria) deu vida a Memórias do Mundo Real. Esse é o segundo trabalho da banda, que surgiu com o EP ‘Turbulência’ (2017) e em seguida lançou o disco de estreia ‘A Queda’ (2019). Sempre experimentando, seja com o rock, a psicodelia, música eletrônica ou o pós punk, eles decidiram para esse novo álbum se aprofundar mais nos sintetizadores e batidas eletrônicas, trazendo uma nova estética sonora. Memórias do Mundo Real é um disco que caminha com o cenário pandêmico no qual ainda estamos presos. Ele fala sobre os sentimentos que nos rodeiam, perda e autodescoberta. Foi lançado pelo selo Seloki Records, tem capa assinada pelo baterista Jovi Depiné e a produção do primeiro vídeo para o single ‘Nas Suas Mãos’ por Diego Dutra, baixista do grupo. As oito faixas mergulham no clima psicodélico e experimental, como em ‘Armadilha‘. Além disso, o disco conta com algumas participações especiais de artistas nacionais e internacionais. No primeiro single ‘Nas Suas Mãos’ somos envolvidos pelos belos vocais de Helena Cagliari (La Leuca). Assim como a sonoridade psicodélica e excitante em ‘De Peito Aberto’. A faixa conta com as rimas e vocais incríveis de nabru, Pessa e Aniya Teno, cantora colombiana. O peito abre tipo cirurgia, tô com saudade de algum outro dia, mó vontade de viver a vida, você sabe os médicos fizeram o que eles podiam, mas já era tarde, por favor, alguém avise a família. De Peito Aberto, faixa 3. Já em ‘A Torre’ a banda convida o artista chinês Jason Qiu, a sonoridade experimental nos lembra algo de Björk, tentando ser mais psicodélica possível. ‘Avenida de Expressão Criativa’ assim como todas do disco, possui um instrumental bem trabalhado. Eu diria que a banda trouxe um material criativo como há tempos eu não escutava. A forma como as músicas se conectam, o uso dos elementos eletrônicos e climas psicodélicos sem soar como os clichês atuais. Estamos falando aqui de um dos nomes mais interessantes da cena independente de BH, os Mineiros da Lua. Para entender um pouco mais sobre esse trabalho, batemos um papo com a banda sobre a construção, sonoridade e as participações especiais, confira abaixo: Como é trabalhar em um novo disco em meio a esse caos pandêmico e político em que estamos presos? Como vocês conseguiram extrair coisas boas e focar em um disco que no final não traz um peso negativo para o ouvinte? Haroldo Bontempo: Demorou alguns meses pra gente começar a produzir… em março de 2020 estamos desenhando um EP novo mas logo deixamos pro futuro… foi lá pra agosto, setembro que Diego (baixista) descobriu o soundtrap e sugeriu a gente tentar fazer umas músicas na plataforma. Foi bem confortável, dava pra adequar a rotina de todo mundo, e foi legal compor de um jeito novo! Eu e outro integrante mudamos pro interior com a quarentena né… realmente não dava e nem queríamos encontrar. O cenário político a gente tenta é abstrair né… A gente focou em se divertir, foram momentos que a gente pode relevar a solidão, e tudo mais, acredito que isso espelhou no resultado um pouco mais alto astral.” Inevitável comentar sobre os elementos eletrônicos nas músicas, aqui vocês utilizaram muitos beats eletrônicos, sintetizadores e efeitos vocais. Como surgiu a ideia de focar mais nessa sonoridade e quais foram as influências para esse trabalho? Elias Sadala: Acho que essa questão da música eletrônica sempre esteve ali. Eu sempre gostei muito de música dos anos 80, synth pop e dream pop, gêneros que eu sempre achei bastante massa o uso de sintetizadores. Além disso, a banda sempre teve esse gosto em comum, a gente é muito fã de Kanye West, rsrs, e isso é bem perceptível ao longo de todo o álbum, essa coisa de vozes e etc sempre tiveram na obra dele e a gente acabou sendo influenciado demais. Outro ponto que a gente queria testar nesse álbum é a questão do MIDI, nós sempre fomos muito simplistas, queríamos sempre fazer música com o que tínhamos (baixo, bateria e guitarras), nesse álbum o Diego chegou pra gente e basicamente falou “coloquem o que vocês quiserem, desde que fique bom, não tem problema” e como a gente não tem grana pra comprar um 808 ou um Juno a gente usou e abusou do MIDI. Foi bastante libertador. O disco conta com cinco participações de outros músicos, como elas aconteceram? Era algo que vocês já tinham em mente ou foi um processo orgânico? Haroldo Bontempo: Já tínhamos em mente sim, desde que lançamos o primeiro álbum (QUEDA, 2019) a gente queria incluir amigos e outros artistas que admiramos, inclusive no fim de 2020 lançamos uma musica com a Amarelo Manga do RJ (Fonte da Saudade, 2020). Quando o disco novo foi tomando forma, fomos pensando em quem iria somar, qual música tinha a cara de quem, e convidamos. Nabru, Pessa e o Vitor são amigos lá de BH, já conhecíamos e tudo, Aniya e Jason foi o Jovi (baterista) que nos apresentou, conheceu eles em servidores do Discord, rsrs. Vocês escolheram ‘Nas Suas Mãos’ para ganhar um vídeo clipe, inclusive muito bem produzido e com uma estética interessante que traz o uso de máscaras, uma ótima referência sobre o momento em que estamos vivendo. O que podem nos contar sobre essa ideia do vídeo? Diego Dutra: O clipe foi pensado a partir do conceito do próprio álbum. Criamos essas máscaras que representam as personas que criamos durante a pandemia, todos nós. A partir disso rolou uma tentativa de sumarizar o álbum e relacionar com a faixa “Nas Suas Mãos”.  Pegamos esse homem-pássaro para representar o isolamento e a dificuldade de entender quem realmente somos, sentimentos aflorados desde o início da pandemia. Ele tenta reencontrar alguém que ele acredita um dia ter

Pink Mario, um alien tentando entender as emoções humanas através da música

Pink Mario é o alter ego de Lazlo Barclay, o escritor e músico nasceu em Berlim mas vive em Londres, onde divide seu tempo entre escrever livros infantis que buscam ajudar as crianças a entenderem a diferença entre o mundo real e o digital afim de mudarem seus hábitos (você pode encontrar os livros nesse link) e seu projeto musical. O personagem é um alien que chegou à terra após um pouso de emergência há oito anos atrás, agora ele tenta se comunicar com P1, seu planeta de origem. Sem as tecnologias necessárias para isso ele escolheu a música para comunicar suas emoções e angústias, e acredita que quanto mais pessoas ouvirem suas músicas, a carga de emoções será suficiente para que ele consiga transmitir suas mensagens codificadas para o seu planeta. Em seu primeiro EP que leva o nome de P1, ele se aventura por um dream pop moderno e espacial, que por mais que não esteja nas principais playlists das plataformas digitais, tem um grande potencial para figurar entre nomes já conhecidos da cena. Em 2021 ele lançou dois singles novos, são eles ‘Park Ji-sung’ num clima meio Beach House e a ótima ‘Eachday‘ que está ganhando destaque e já passou das 19 mil reproduções no Spotify. A música segue um clima melancólico do dream pop, com muitos sintetizadores e vocais que percorrem um clima afetuoso, angustiante, mas também com pingos de esperança. As letras contam sua história, um alien que cai na terra e não encontra o caminho de volta para seu planeta de origem. Durante a música ele também explora alguns temas como a futilidade e a monotonia da existência humana. O single nos convida a conhecer o mundo de Pink Mario e esperar por mais, afinal essa jornada está apenas começando. Agora Pink Mario surge com mais um capítulo de sua história. Segundo ele, a música ‘Chad‘ é uma canção de amor para um país que ele nunca visitou, procurando capturar o romance e a empolgação pela procura do distante e do desconhecido. Conversamos com ele sobre o surgimento do projeto, suas inspirações pessoais, o mundos dos livros e digital na vida das pessoas, você pode conferir abaixo: Como surgiu a ideia do projeto musical Pink Mario? Eu queria me conectar com algo maior do que eu. Pink Mario me permite ver a humanidade em perspectiva – 8 bilhões de formigas vivendo em uma pequena rocha espacial. Eu queria expressar meu fascínio sem fim e amor pelo cósmico, e o desconforto de desejar algo que você nunca poderá alcançar. Se sentir um alien em meio a existência humana pode ser um sentimento mais comum do que parece em meio ao mundo digital maluco em que vivemos, o que você pensa sobre isso? Eu concordo absolutamente. O mundo digital nos vende a ilusão de conectividade enquanto, na verdade, nos torna uma espécie mais solitária do que nunca. O desafio de nossa geração e dos que estão abaixo de nós é se reconectar com o mundo real – a existência concreta com a qual o homo sapiens está mais familiarizado e confortável. Do contrário, corremos seriamente o risco de perder nosso senso de identidade. Além de músico você também escreve livros infantis com essa temática, como é trabalhar essas ideias com o público infantil? As crianças são – por natureza – curiosas sobre o mundo real e os objetos que encontram nele. Eu queria deixar claro que alguns objetos – embora pareçam mundos de sonho brilhantes e maravilhosos – são na verdade ilusórios e não levam à felicidade. Quero que as crianças cresçam entendendo a distinção entre experiências ilusórias e experiências reais. Você já tem um EP lançado e recentemente lançou mais dois singles, sendo que ‘Eachday‘ tem ganhado destaque nas plataformas de música. Você acha que esse sucesso se deve ao que? Eu realmente não tenho certeza! Estou muito feliz que minha música está tocando mais e mais pessoas a cada dia. Eu gostaria de ajudar os humanos a se conectarem a algo maior, assim como eu queria para mim mesmo. Estamos todos vivenciando uma situação muito difícil no mundo, como você tem lidado com isso nos últimos meses e como faz para se manter inspirado e criando música? A pandemia foi realmente difícil. Ela forçou as pessoas a serem introspectivas como nunca antes. De certa forma, eu já estava preparado para isso – adoro passar longos períodos comigo mesmo em um mundo sem pandemia, então me sinto sortudo por ter escapado com a consciência bastante limpa. A música sempre será minha maneira de canalizar sentimentos e emoções – não importa a condição do mundo ou de mim mesmo naquele determinado momento. Recentemente você lançou uma nova música ‘Chad’, o que você pode nos contar sobr ela? Chad é uma canção de amor para um país que nunca visitei. É mais uma das mensagens de saudade de Pink Mario por seu planeta natal – enigmática e emocional como sempre. O videoclipe mostra aos humanos partes do mundo de Pink Mario – o planeta P1 – pela primeira vez. Espero que tenhas gostado! Atualmente muitos artistas estão produzindo música em casa, no quarto, sem a necessidade de ir a um estúdio. Como funciona o seu processo de composição e gravação? Eu escrevo todas as minhas músicas em casa, depois gravo os vocais com meu produtor em um estúdio. Adoro o papel dos erros no processo criativo. Gosto de deixar que as músicas se orientem do início ao fim. Eu sou simplesmente o engenheiro que incentiva as mutações e as molda em algo coeso. Uma música bem feita é aquela em que tudo parece estar onde deveria estar – meu papel é preservar o equilíbrio 🙂 Quais são os planos futuros de Pink Mario, será que ele conseguirá voltar para seu planeta natal ou está fadado a aprender a conviver com nós seres humanos? Quem sabe! Pink Mario quer apenas o máximo de pessoas possível ouvindo suas músicas. Dessa forma, a sobrecarga emocional pode ser suficiente para

Rebobinados indica #22: Lançamentos

Voltamos com o Rebobinados indica #22 junto com alguns lançamentos nacionais e internacionais que conhecemos através da plataforma francesa Groover. Confira abaixo alguns que selecionamos para vocês. Diego Tavares O cantor e compositor Diego Tavares esteve envolvido na música desde os 13 anos de idade, nascido no Rio de Janeiro, ele participou de várias bandas de colégio e faculdade até pisar nos palcos da cena independente. Durante a pandemia sentiu a necessidade de cair de cabeça em suas composições e tirar suas ideias do papel, o resultado é o primeiro single ‘Dança‘, com climas que transitam entre a mpb e o indie de artistas como Cícero e Phoebe Bridges, uma de suas muitas influências. Ele prepara também um disco que deve ser lançado neste ano. Facebook | Instagram | Youtube pam risourié Os franceses do pam risourié se preparam para lançar seu novo EP no dia 04 de junho, a faixa ‘So Be It, Eternity‘ é uma prévia do que podemos esperar das novas composições. As inspirações do shoegaze e noise rock criam aqueles cenários etéreos, sonhadores e nostálgicos que já conhecemos. O vídeo abaixo conta com colagens e experimenta texturas criando um clima romântico e surrealista, ele foi produzido e filmado em Helsinque durante uma viagem da banda. Instagram | Facebook | Bandcamp Staircase Paradox ‘Desktop Exodus’ é o novo single do Staircase Paradox, mais uma banda da cena francesa que faz um som interessante e promissor. Misturando climas barulhentos do shoegaze aos beats eletrônicos, a faixa é envolta por uma atmosfera bem frenética, dançante e com um bom refrão, se distanciando um pouco das bandas mais clichês da atualidade. O disco ‘Landmines Have Feelings Too‘ lançado em 2019 também é uma boa pedida, saindo um pouco do revival shoegaze e pisando nos territórios do indie. Facebook | Instagram | Bandcamp Chiara Foschiani Chiara já apareceu por aqui antes, mas agora vamos indicar seu primeiro disco que estreou neste ano. Depois de ganhar notoriedade com seu primeiro single ‘Queen of Disaster‘ onde demonstra grande potencial, a artista francesa dá vida a ‘Trouble Maker‘, o EP com cinco faixas promete agradar aos fãs do pop contemporâneo. Chiara tem uma voz marcante, intensa e quer convidá-lo para entrar em seu mundo. Facebook | Instagram | Bandcamp Techno Westerns A estética dos anos 80 se faz muito presente na música e no vídeo do Techno Westerns, a banda que vem da Nova Zelândia, aposta nas baterias e guitarras nostálgicas que ecoam no ar juntamente com a bela performance vocal de Wyatt, e nos lembra facilmente de bandas como Gene Loves Jezebel e The Cult. O clipe com uma aura romântica e pop é uma imersão às décadas passadas com algumas animações e um cenário único. A música faz parte do disco ‘Lover Boy’ lançado neste ano. Youtube| Instagram | Spotify Poty A italiana Poty estreia em 2021 com seu primeiro single ‘Different’, o nome vem de um apelido dado pelos amigos que não conseguiam pronunciar seu sobrenome de origem francesa. Poty é a mente por trás do projeto, ele é compositor, produtor, multi-instrumentista e estudante de engenharia de som. Com influências vinda do rock e pop de bandas como Red Hot Chilli Peppers e Daft Punk ele se prepara para divulgar suas músicas e o lançamento de um vídeo que deve ser lançado em junho. Instagram | Youtube | Spotify Cathedral in Flames O quarteto tcheco Cathedral in Flames viaja algumas décadas atrás e explora em suas músicas as atmosferas do rock gótico. De momentos mais obscuros aos românticos, eles nos lembram de bandas como Sisters of Mercy e Fields of the Nephilim, nomes em destaque no gênero. Depois de um trabalho árduo que durou cerca de 18 meses, a banda finalmente lança seu novo disco ‘Hang Me High & Bury Me Deep‘, uma boa pedida para os adoradores da música dark. Facebook | Instagram | Bandcamp New Bleach Esse duo canadense é formado por Dominic Pelletier e Raphäel Potvin, o New Bleach surgiu em 2020 de forma despretensiosa durante o período pandêmico. Recentemente lançaram seu primeiro disco sob o título ‘Impressions‘, nele imergem nos sintetizadores e colagens influenciadas pelos climas vintage e moderno. O single abaixo é um dream pop leve, bonito e conta com a participação da artista também canadense Ariane Roy. Facebook | Instagram | Bandcamp Acesse também outras edições do Rebobinados indica clicando AQUI

7 novos artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2021

Listamos aqui 7 novos artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2021, mesmo com todo esse caos mundial existem várias pessoas se engajando em tirar suas ideias do papel e se expressar através da arte. Apoiem a galera da cena independente, compartilhem e se possível comprem merchs. Falaremos de outras bandas e artistas por aqui na medida do possível, porém com uma maior pausa entre os posts devido a outros projetos pessoais que estão tomando nosso tempo. Obrigado à todas as pessoas que sempre nos apoiam e leem as matérias, um beijo e se cuidem! Gabo Liderado por Gabriel Islaz, Gabo é um projeto de dream pop da cidade de Porto Alegre, o músico que começou a se interessar cedo pelas guitarras, sempre esteve envolvido na cena cultural de sua cidade, um fator importante e que agregou muito a sua carreira musical. Neste ano, ele lançou seu primeiro EP intitulado Bicicleta Sem Rodinha, o disco é fruto de seu trabalho em meio às produções caseiras no estilo DIY (faça você mesmo). Ele foi o responsável por compor, gravar e produzir todas as músicas, no entanto, preferiu dar os toques finais à sonoridade no Estúdio Soma de Felipe Magrinelli. Num momento ainda muito complicado devido a pandemia, esse novo molde de produção musical em casa tem sido comum entre os artistas independentes. As cinco faixas que passeiam pelo lo-fi, indie e dream pop, num clima introspectivo e confortante, estão rodeadas pelas situações da vida adulta e dos sentimentos que a acompanham. Em seu primeiro lançamento, Gabo pretende trazer o ouvinte para seu mundo, em uma jornada pelas ruas de Porto Alegre e de suas emoções cotidianas. Destaque para as faixas: ‘Qualquer Coisa‘ e ‘Mergulho‘. FACEBOOK | INSTAGRAM | BANDCAMP Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo A banda surgiu em São Paulo em meados de 2019 e é formada por: Sophia Chablau (vocal), Téo Serson (baixo), Theo Ceccato (bateria) e Vicente Tassara (guitarra/teclados). Nesse mesmo ano lançaram seu primeiro single ‘Idas e Vindas do Amor’, logo em seguida também começaram as gravações de seu primeiro disco. O álbum auto intitulado Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo foi lançado pelo SELO RISCO e produzido por Ana Frango Elétrico, um dos nomes em destaque na cena independente nacional. Com um visual retrô paulistano, a banda estreia com um ótimo disco, regado a momentos que vão desde o rock cativante de ‘Pop Cabecinha‘ a um clima mais jazzístico de ‘Fora do Meu Quarto‘, sem deixar de fora influências vindas do rock barulhento lo-fi como em ‘Deus Lindo’. Outro destaque é a faixa ‘Delícia/Luxúria‘, que tem elementos da new wave e do indie, mas que poderia ser facilmente o hit de alguma banda da década de 80. O debut tem identidade e é um disco gostoso de ouvir, que une momentos intensos, festeiros e melancólicos. FACEBOOK | INSTAGRAM | BANDCAMP demonia Composta por cinco mulheres da cena musical e cultural da cidade de Natal no Rio Grande do Norte, a demonia é uma banda de punk rock que carrega em suas músicas mensagens de justiça e luta pelos direitos das mulheres e da sociedade que vive oprimida pelas políticas podres que circulam em nosso país. Elas surgiram em 2018 com o primeiro single ‘Reptilianos Malditos‘, um alerta sobre humanoides que supostamente habitam a terra para manipular a sociedade e suas políticas. Nos próximos anos começaram a trabalhar em mais músicas, foi então em 2019 que lançaram o EP achei que era homem mas é só o satanás, com três músicas produzidas por Gabriel Zander. A explosiva ‘satanás‘ é um verdadeiro tapa na capa e aborda o abuso e a violência que mulheres sofrem por conta de suas vestimentas ou simplesmente pelo horário em que estão na rua voltando pra casa, um medo real e que muitas vezes é minimizado. A demonia é Quel (JxLxD), Nanda (Concílio de Trento), Isa Graça (Ardu), Karina (Brasinha Produtora) e Karla (ex-Barbiekill). FACEBOOK | INSTAGRAM | BANDCAMP Clandestinas O trio de mulheres Clandestinas surgiu no ano de 2017 com a proposta de fazer um som nas raízes do punk, ressaltando questionamentos sobre gênero e sexualidade e as opressões causadas pela homofobia, racismo, o patriarcado e o machismo. Engajadas em externar suas dores e lutas diárias, elas se reuniram para compor músicas que dessem voz às suas inquietações e liberdade de expressão. O primeiro disco auto intitulado ‘Clandestinas‘ vem com 13 músicas cheias de mensagens, lutas, resistências e vivências que dialogam tanto com as mulheres quanto com à comunidade LGBTQIA+. A banda é formada por Alline Lola (guitarra & voz), Camila Godoi (contrabaixo & voz) e Natalia Benite (bateria & voz). No canal oficial do Youtube você pode encontrar uma apresentação recente da banda que aconteceu no SESC, além do filme ‘Pluma Forte‘ do qual elas fizeram parte. FACEBOOK | INSTAGRAM | YOUTUBE Tucho O cantor, compositor e multi-instrumentista Tucho bebeu da fonte de vários estilos desde muito cedo, apreciador do R&B da década de 2000 sob influência de sua irmã mais velha, aos poucos ele foi descobrindo as tantas possibilidades que existem dentro da música assim que começou a tocar violão e guitarra, como o blues, soul, funk e bossa nova. Foi através de um ensaio sobre arte, do escritor, filósofo e poeta Ralph Waldo Emerson que ele procurou se inteirar da cena atual da música. A partir daí, conheceu artistas como Frank Ocean, Tyler, The Creator e Harry Styles, adeptos de um gênero classificado como Bedroom Pop, num clima mais intimista e lo-fi. Com a situação pandêmica e longe dos palcos, ele decidiu trabalhar em algumas composições que permaneciam na gaveta, foi então que em 2020 assumiu o nome artístico Tucho (apelido de infância) e lançou a faixa de estreia ‘Hide n’ Seek’, totalmente gravada e produzida por ele em casa. Após isso decidiu produzir mais algumas músicas prontas em parceria com outros colaboradores com quem já trabalhou, misturando todas as suas referências desde algo mais tradicional ao moderno. Neste ano ele lançou a nova ‘Lembrança‘,

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