Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

DEAFHEAVEN retorna ao Brasil para apresentar sua evolução sonora em “Infinite Granite”, o novo disco da carreira

O Deafheaven é uma banda californiana que surgiu em 2010, fundada pelos membros George Clarke (vocal) e Kerry McCoy (guitarra). Desde o primeiro disco “Roads to Judah” (2011), eles vem quebrando barreiras dentro do metal mundial. Com uma mistura de black metal e post-rock, a banda está longe de criar composições satanistas ou blasfêmias. Além disso, os integrantes não parecem pandas no palco com spikes e coisas do tipo. Sobre isso o próprio vocalista disse em uma entrevista a The Guardian: “As pessoas que se preocupam com a nossa aparência têm muito o que crescer”. George Clarke para a The Guardian Essa mistura, categorizada por alguns como post-black metal ou blackgaze, ainda rende muitas discussões entre o público, mas o fato é que o Deafheaven não quer e não faz parte desses movimentos, eles citam sua sonoridade como um apanhado de influências dos integrantes, que resultou em uma sonoridade pesada, mas também com quebras cheias de melodias bonitas. Já em meados de 2013, o segundo disco Sunbather (2013) rendeu bons frutos para a carreira, com os olhares de grandes festivais e público para esse material, a banda teve que encarar os extremistas do metal, pois Sunbather (2013) apesar de ser um disco bem pesado, continuava nadando contra gêneros mais conservadores. Olhando para a capa, a primeira impressão é que temos em mãos um disco de post-rock ou shoegaze. O terceiro disco New Bermuda (2015) ainda caminhava com essa mistura de peso, melodias, vocais rasgados e momentos bombásticos, o que fez a banda manter sua popularidade, mas aí que as coisas começaram a tomar outros rumos a partir do próximo lançamento. Em Ordinary Corrupt Human Love (2018) notamos uma evolução nas composições do Deafheaven, ainda que ele apresente uma proposta mais soturna, a faixa que abre o disco “You Without End” tem uma sonoridade bem diferente, mais cadenciada, com spoken words, piano e bons solos de guitarras. O destaque também fica com a faixa “Night People” um dueto com a cantora, compositora e instrumentista Chelsea Wolfe. Aqui George usa seus vocais limpos, algo inédito desde os primeiros trabalhos, o que impressionou parte dos fãs da banda. O ponto alto desse lançamento é uma indicação inédita de uma banda assinada com uma gravadora independente para o Grammy, a faixa “Honeycomb” foi indicada como “Melhor performance de metal”, em uma entrevista a Billboard os integrantes comentaram esse feito: “Eu estava em um voo para Nova York e fiz uma escala na Carolina do Norte que durou apenas cerca de uma hora. Ao pousar, liguei o telefone novamente e recebi uma mensagem de um amigo: era uma captura de tela dos indicados, parabenizando. Eu mal pude acreditar. Liguei para Kerry imediatamente. “ George Clarke A evolução dos caras não para por aí, o quinto álbum “Infinite Granite” (2021) deixa para traz grande parte da sonoridade pesada que os fez famosos na cena do metal. Dessa vez, eles caminham mais para um post-rock misturado com shoegaze, mas calma, ainda temos um pouco de peso, mas de uma forma diferente. Ainda que, ele soe totalmente diferente dos trabalhos anteriores e alguns fãs torçam o nariz, vale a pena apreciá-lo com calma, basta um pouco de tempo e logo você estará convicto de que a qualidade sonora foi mantida, a banda continua entregando composições de alta qualidade e melodias bonitas que caminham por outros estilos e atmosferas. O ponto alto com certeza fica com as performances ao vivo, elas são intensas e passam por diversos momentos diferentes, do peso ensurdecedor à melodias sonhadoras e algumas roupagens mais progressivas que deixam o público hipnotizado. Ficou curioso pra saber como é isso? Então, não perca a oportunidade de assistir a banda em seu segundo show em terras brasileiras apresentando pela primeira vez o material desse novo disco. DEAFHEAVEN NO BRASIL Serviço: Deafheaven em São Paulo Data: 12 de março de 2023 (domingo)Local: Fabrique ClubEndereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo – SPHorário: 16h (abertura da casa)Ingresso: 2º lote – R$ 170 (meia entrada/promocionalVenda on-line: https://pixelticket.com.br/eventos/11670/deafheaven-em-sao-paulo

Mineiros da Lua reflete sobre tempos pandêmicos e autodescoberta em novo disco

Não é novidade que a pandemia nos trouxe um caldeirão de sentimentos e conflitos, e foi a partir desse amontoado de situações que o quarteto belo-horizontino Mineiros da Lua, formada por Diego Dutra (baixo), Elias Sadala (guitarra), Haroldo Bontempo (guitarra) e Jovi Depiné (bateria) deu vida a Memórias do Mundo Real. Esse é o segundo trabalho da banda, que surgiu com o EP ‘Turbulência’ (2017) e em seguida lançou o disco de estreia ‘A Queda’ (2019). Sempre experimentando, seja com o rock, a psicodelia, música eletrônica ou o pós punk, eles decidiram para esse novo álbum se aprofundar mais nos sintetizadores e batidas eletrônicas, trazendo uma nova estética sonora. Memórias do Mundo Real é um disco que caminha com o cenário pandêmico no qual ainda estamos presos. Ele fala sobre os sentimentos que nos rodeiam, perda e autodescoberta. Foi lançado pelo selo Seloki Records, tem capa assinada pelo baterista Jovi Depiné e a produção do primeiro vídeo para o single ‘Nas Suas Mãos’ por Diego Dutra, baixista do grupo. As oito faixas mergulham no clima psicodélico e experimental, como em ‘Armadilha‘. Além disso, o disco conta com algumas participações especiais de artistas nacionais e internacionais. No primeiro single ‘Nas Suas Mãos’ somos envolvidos pelos belos vocais de Helena Cagliari (La Leuca). Assim como a sonoridade psicodélica e excitante em ‘De Peito Aberto’. A faixa conta com as rimas e vocais incríveis de nabru, Pessa e Aniya Teno, cantora colombiana. O peito abre tipo cirurgia, tô com saudade de algum outro dia, mó vontade de viver a vida, você sabe os médicos fizeram o que eles podiam, mas já era tarde, por favor, alguém avise a família. De Peito Aberto, faixa 3. Já em ‘A Torre’ a banda convida o artista chinês Jason Qiu, a sonoridade experimental nos lembra algo de Björk, tentando ser mais psicodélica possível. ‘Avenida de Expressão Criativa’ assim como todas do disco, possui um instrumental bem trabalhado. Eu diria que a banda trouxe um material criativo como há tempos eu não escutava. A forma como as músicas se conectam, o uso dos elementos eletrônicos e climas psicodélicos sem soar como os clichês atuais. Estamos falando aqui de um dos nomes mais interessantes da cena independente de BH, os Mineiros da Lua. Para entender um pouco mais sobre esse trabalho, batemos um papo com a banda sobre a construção, sonoridade e as participações especiais, confira abaixo: Como é trabalhar em um novo disco em meio a esse caos pandêmico e político em que estamos presos? Como vocês conseguiram extrair coisas boas e focar em um disco que no final não traz um peso negativo para o ouvinte? Haroldo Bontempo: Demorou alguns meses pra gente começar a produzir… em março de 2020 estamos desenhando um EP novo mas logo deixamos pro futuro… foi lá pra agosto, setembro que Diego (baixista) descobriu o soundtrap e sugeriu a gente tentar fazer umas músicas na plataforma. Foi bem confortável, dava pra adequar a rotina de todo mundo, e foi legal compor de um jeito novo! Eu e outro integrante mudamos pro interior com a quarentena né… realmente não dava e nem queríamos encontrar. O cenário político a gente tenta é abstrair né… A gente focou em se divertir, foram momentos que a gente pode relevar a solidão, e tudo mais, acredito que isso espelhou no resultado um pouco mais alto astral.” Inevitável comentar sobre os elementos eletrônicos nas músicas, aqui vocês utilizaram muitos beats eletrônicos, sintetizadores e efeitos vocais. Como surgiu a ideia de focar mais nessa sonoridade e quais foram as influências para esse trabalho? Elias Sadala: Acho que essa questão da música eletrônica sempre esteve ali. Eu sempre gostei muito de música dos anos 80, synth pop e dream pop, gêneros que eu sempre achei bastante massa o uso de sintetizadores. Além disso, a banda sempre teve esse gosto em comum, a gente é muito fã de Kanye West, rsrs, e isso é bem perceptível ao longo de todo o álbum, essa coisa de vozes e etc sempre tiveram na obra dele e a gente acabou sendo influenciado demais. Outro ponto que a gente queria testar nesse álbum é a questão do MIDI, nós sempre fomos muito simplistas, queríamos sempre fazer música com o que tínhamos (baixo, bateria e guitarras), nesse álbum o Diego chegou pra gente e basicamente falou “coloquem o que vocês quiserem, desde que fique bom, não tem problema” e como a gente não tem grana pra comprar um 808 ou um Juno a gente usou e abusou do MIDI. Foi bastante libertador. O disco conta com cinco participações de outros músicos, como elas aconteceram? Era algo que vocês já tinham em mente ou foi um processo orgânico? Haroldo Bontempo: Já tínhamos em mente sim, desde que lançamos o primeiro álbum (QUEDA, 2019) a gente queria incluir amigos e outros artistas que admiramos, inclusive no fim de 2020 lançamos uma musica com a Amarelo Manga do RJ (Fonte da Saudade, 2020). Quando o disco novo foi tomando forma, fomos pensando em quem iria somar, qual música tinha a cara de quem, e convidamos. Nabru, Pessa e o Vitor são amigos lá de BH, já conhecíamos e tudo, Aniya e Jason foi o Jovi (baterista) que nos apresentou, conheceu eles em servidores do Discord, rsrs. Vocês escolheram ‘Nas Suas Mãos’ para ganhar um vídeo clipe, inclusive muito bem produzido e com uma estética interessante que traz o uso de máscaras, uma ótima referência sobre o momento em que estamos vivendo. O que podem nos contar sobre essa ideia do vídeo? Diego Dutra: O clipe foi pensado a partir do conceito do próprio álbum. Criamos essas máscaras que representam as personas que criamos durante a pandemia, todos nós. A partir disso rolou uma tentativa de sumarizar o álbum e relacionar com a faixa “Nas Suas Mãos”.  Pegamos esse homem-pássaro para representar o isolamento e a dificuldade de entender quem realmente somos, sentimentos aflorados desde o início da pandemia. Ele tenta reencontrar alguém que ele acredita um dia ter

Pink Mario, um alien tentando entender as emoções humanas através da música

Pink Mario é o alter ego de Lazlo Barclay, o escritor e músico nasceu em Berlim mas vive em Londres, onde divide seu tempo entre escrever livros infantis que buscam ajudar as crianças a entenderem a diferença entre o mundo real e o digital afim de mudarem seus hábitos (você pode encontrar os livros nesse link) e seu projeto musical. O personagem é um alien que chegou à terra após um pouso de emergência há oito anos atrás, agora ele tenta se comunicar com P1, seu planeta de origem. Sem as tecnologias necessárias para isso ele escolheu a música para comunicar suas emoções e angústias, e acredita que quanto mais pessoas ouvirem suas músicas, a carga de emoções será suficiente para que ele consiga transmitir suas mensagens codificadas para o seu planeta. Em seu primeiro EP que leva o nome de P1, ele se aventura por um dream pop moderno e espacial, que por mais que não esteja nas principais playlists das plataformas digitais, tem um grande potencial para figurar entre nomes já conhecidos da cena. Em 2021 ele lançou dois singles novos, são eles ‘Park Ji-sung’ num clima meio Beach House e a ótima ‘Eachday‘ que está ganhando destaque e já passou das 19 mil reproduções no Spotify. A música segue um clima melancólico do dream pop, com muitos sintetizadores e vocais que percorrem um clima afetuoso, angustiante, mas também com pingos de esperança. As letras contam sua história, um alien que cai na terra e não encontra o caminho de volta para seu planeta de origem. Durante a música ele também explora alguns temas como a futilidade e a monotonia da existência humana. O single nos convida a conhecer o mundo de Pink Mario e esperar por mais, afinal essa jornada está apenas começando. Agora Pink Mario surge com mais um capítulo de sua história. Segundo ele, a música ‘Chad‘ é uma canção de amor para um país que ele nunca visitou, procurando capturar o romance e a empolgação pela procura do distante e do desconhecido. Conversamos com ele sobre o surgimento do projeto, suas inspirações pessoais, o mundos dos livros e digital na vida das pessoas, você pode conferir abaixo: Como surgiu a ideia do projeto musical Pink Mario? Eu queria me conectar com algo maior do que eu. Pink Mario me permite ver a humanidade em perspectiva – 8 bilhões de formigas vivendo em uma pequena rocha espacial. Eu queria expressar meu fascínio sem fim e amor pelo cósmico, e o desconforto de desejar algo que você nunca poderá alcançar. Se sentir um alien em meio a existência humana pode ser um sentimento mais comum do que parece em meio ao mundo digital maluco em que vivemos, o que você pensa sobre isso? Eu concordo absolutamente. O mundo digital nos vende a ilusão de conectividade enquanto, na verdade, nos torna uma espécie mais solitária do que nunca. O desafio de nossa geração e dos que estão abaixo de nós é se reconectar com o mundo real – a existência concreta com a qual o homo sapiens está mais familiarizado e confortável. Do contrário, corremos seriamente o risco de perder nosso senso de identidade. Além de músico você também escreve livros infantis com essa temática, como é trabalhar essas ideias com o público infantil? As crianças são – por natureza – curiosas sobre o mundo real e os objetos que encontram nele. Eu queria deixar claro que alguns objetos – embora pareçam mundos de sonho brilhantes e maravilhosos – são na verdade ilusórios e não levam à felicidade. Quero que as crianças cresçam entendendo a distinção entre experiências ilusórias e experiências reais. Você já tem um EP lançado e recentemente lançou mais dois singles, sendo que ‘Eachday‘ tem ganhado destaque nas plataformas de música. Você acha que esse sucesso se deve ao que? Eu realmente não tenho certeza! Estou muito feliz que minha música está tocando mais e mais pessoas a cada dia. Eu gostaria de ajudar os humanos a se conectarem a algo maior, assim como eu queria para mim mesmo. Estamos todos vivenciando uma situação muito difícil no mundo, como você tem lidado com isso nos últimos meses e como faz para se manter inspirado e criando música? A pandemia foi realmente difícil. Ela forçou as pessoas a serem introspectivas como nunca antes. De certa forma, eu já estava preparado para isso – adoro passar longos períodos comigo mesmo em um mundo sem pandemia, então me sinto sortudo por ter escapado com a consciência bastante limpa. A música sempre será minha maneira de canalizar sentimentos e emoções – não importa a condição do mundo ou de mim mesmo naquele determinado momento. Recentemente você lançou uma nova música ‘Chad’, o que você pode nos contar sobr ela? Chad é uma canção de amor para um país que nunca visitei. É mais uma das mensagens de saudade de Pink Mario por seu planeta natal – enigmática e emocional como sempre. O videoclipe mostra aos humanos partes do mundo de Pink Mario – o planeta P1 – pela primeira vez. Espero que tenhas gostado! Atualmente muitos artistas estão produzindo música em casa, no quarto, sem a necessidade de ir a um estúdio. Como funciona o seu processo de composição e gravação? Eu escrevo todas as minhas músicas em casa, depois gravo os vocais com meu produtor em um estúdio. Adoro o papel dos erros no processo criativo. Gosto de deixar que as músicas se orientem do início ao fim. Eu sou simplesmente o engenheiro que incentiva as mutações e as molda em algo coeso. Uma música bem feita é aquela em que tudo parece estar onde deveria estar – meu papel é preservar o equilíbrio 🙂 Quais são os planos futuros de Pink Mario, será que ele conseguirá voltar para seu planeta natal ou está fadado a aprender a conviver com nós seres humanos? Quem sabe! Pink Mario quer apenas o máximo de pessoas possível ouvindo suas músicas. Dessa forma, a sobrecarga emocional pode ser suficiente para

Rebobinados indica #22: Lançamentos

Voltamos com o Rebobinados indica #22 junto com alguns lançamentos nacionais e internacionais que conhecemos através da plataforma francesa Groover. Confira abaixo alguns que selecionamos para vocês. Diego Tavares O cantor e compositor Diego Tavares esteve envolvido na música desde os 13 anos de idade, nascido no Rio de Janeiro, ele participou de várias bandas de colégio e faculdade até pisar nos palcos da cena independente. Durante a pandemia sentiu a necessidade de cair de cabeça em suas composições e tirar suas ideias do papel, o resultado é o primeiro single ‘Dança‘, com climas que transitam entre a mpb e o indie de artistas como Cícero e Phoebe Bridges, uma de suas muitas influências. Ele prepara também um disco que deve ser lançado neste ano. Facebook | Instagram | Youtube pam risourié Os franceses do pam risourié se preparam para lançar seu novo EP no dia 04 de junho, a faixa ‘So Be It, Eternity‘ é uma prévia do que podemos esperar das novas composições. As inspirações do shoegaze e noise rock criam aqueles cenários etéreos, sonhadores e nostálgicos que já conhecemos. O vídeo abaixo conta com colagens e experimenta texturas criando um clima romântico e surrealista, ele foi produzido e filmado em Helsinque durante uma viagem da banda. Instagram | Facebook | Bandcamp Staircase Paradox ‘Desktop Exodus’ é o novo single do Staircase Paradox, mais uma banda da cena francesa que faz um som interessante e promissor. Misturando climas barulhentos do shoegaze aos beats eletrônicos, a faixa é envolta por uma atmosfera bem frenética, dançante e com um bom refrão, se distanciando um pouco das bandas mais clichês da atualidade. O disco ‘Landmines Have Feelings Too‘ lançado em 2019 também é uma boa pedida, saindo um pouco do revival shoegaze e pisando nos territórios do indie. Facebook | Instagram | Bandcamp Chiara Foschiani Chiara já apareceu por aqui antes, mas agora vamos indicar seu primeiro disco que estreou neste ano. Depois de ganhar notoriedade com seu primeiro single ‘Queen of Disaster‘ onde demonstra grande potencial, a artista francesa dá vida a ‘Trouble Maker‘, o EP com cinco faixas promete agradar aos fãs do pop contemporâneo. Chiara tem uma voz marcante, intensa e quer convidá-lo para entrar em seu mundo. Facebook | Instagram | Bandcamp Techno Westerns A estética dos anos 80 se faz muito presente na música e no vídeo do Techno Westerns, a banda que vem da Nova Zelândia, aposta nas baterias e guitarras nostálgicas que ecoam no ar juntamente com a bela performance vocal de Wyatt, e nos lembra facilmente de bandas como Gene Loves Jezebel e The Cult. O clipe com uma aura romântica e pop é uma imersão às décadas passadas com algumas animações e um cenário único. A música faz parte do disco ‘Lover Boy’ lançado neste ano. Youtube| Instagram | Spotify Poty A italiana Poty estreia em 2021 com seu primeiro single ‘Different’, o nome vem de um apelido dado pelos amigos que não conseguiam pronunciar seu sobrenome de origem francesa. Poty é a mente por trás do projeto, ele é compositor, produtor, multi-instrumentista e estudante de engenharia de som. Com influências vinda do rock e pop de bandas como Red Hot Chilli Peppers e Daft Punk ele se prepara para divulgar suas músicas e o lançamento de um vídeo que deve ser lançado em junho. Instagram | Youtube | Spotify Cathedral in Flames O quarteto tcheco Cathedral in Flames viaja algumas décadas atrás e explora em suas músicas as atmosferas do rock gótico. De momentos mais obscuros aos românticos, eles nos lembram de bandas como Sisters of Mercy e Fields of the Nephilim, nomes em destaque no gênero. Depois de um trabalho árduo que durou cerca de 18 meses, a banda finalmente lança seu novo disco ‘Hang Me High & Bury Me Deep‘, uma boa pedida para os adoradores da música dark. Facebook | Instagram | Bandcamp New Bleach Esse duo canadense é formado por Dominic Pelletier e Raphäel Potvin, o New Bleach surgiu em 2020 de forma despretensiosa durante o período pandêmico. Recentemente lançaram seu primeiro disco sob o título ‘Impressions‘, nele imergem nos sintetizadores e colagens influenciadas pelos climas vintage e moderno. O single abaixo é um dream pop leve, bonito e conta com a participação da artista também canadense Ariane Roy. Facebook | Instagram | Bandcamp Acesse também outras edições do Rebobinados indica clicando AQUI

7 novos artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2021

Listamos aqui 7 novos artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2021, mesmo com todo esse caos mundial existem várias pessoas se engajando em tirar suas ideias do papel e se expressar através da arte. Apoiem a galera da cena independente, compartilhem e se possível comprem merchs. Falaremos de outras bandas e artistas por aqui na medida do possível, porém com uma maior pausa entre os posts devido a outros projetos pessoais que estão tomando nosso tempo. Obrigado à todas as pessoas que sempre nos apoiam e leem as matérias, um beijo e se cuidem! Gabo Liderado por Gabriel Islaz, Gabo é um projeto de dream pop da cidade de Porto Alegre, o músico que começou a se interessar cedo pelas guitarras, sempre esteve envolvido na cena cultural de sua cidade, um fator importante e que agregou muito a sua carreira musical. Neste ano, ele lançou seu primeiro EP intitulado Bicicleta Sem Rodinha, o disco é fruto de seu trabalho em meio às produções caseiras no estilo DIY (faça você mesmo). Ele foi o responsável por compor, gravar e produzir todas as músicas, no entanto, preferiu dar os toques finais à sonoridade no Estúdio Soma de Felipe Magrinelli. Num momento ainda muito complicado devido a pandemia, esse novo molde de produção musical em casa tem sido comum entre os artistas independentes. As cinco faixas que passeiam pelo lo-fi, indie e dream pop, num clima introspectivo e confortante, estão rodeadas pelas situações da vida adulta e dos sentimentos que a acompanham. Em seu primeiro lançamento, Gabo pretende trazer o ouvinte para seu mundo, em uma jornada pelas ruas de Porto Alegre e de suas emoções cotidianas. Destaque para as faixas: ‘Qualquer Coisa‘ e ‘Mergulho‘. FACEBOOK | INSTAGRAM | BANDCAMP Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo A banda surgiu em São Paulo em meados de 2019 e é formada por: Sophia Chablau (vocal), Téo Serson (baixo), Theo Ceccato (bateria) e Vicente Tassara (guitarra/teclados). Nesse mesmo ano lançaram seu primeiro single ‘Idas e Vindas do Amor’, logo em seguida também começaram as gravações de seu primeiro disco. O álbum auto intitulado Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo foi lançado pelo SELO RISCO e produzido por Ana Frango Elétrico, um dos nomes em destaque na cena independente nacional. Com um visual retrô paulistano, a banda estreia com um ótimo disco, regado a momentos que vão desde o rock cativante de ‘Pop Cabecinha‘ a um clima mais jazzístico de ‘Fora do Meu Quarto‘, sem deixar de fora influências vindas do rock barulhento lo-fi como em ‘Deus Lindo’. Outro destaque é a faixa ‘Delícia/Luxúria‘, que tem elementos da new wave e do indie, mas que poderia ser facilmente o hit de alguma banda da década de 80. O debut tem identidade e é um disco gostoso de ouvir, que une momentos intensos, festeiros e melancólicos. FACEBOOK | INSTAGRAM | BANDCAMP demonia Composta por cinco mulheres da cena musical e cultural da cidade de Natal no Rio Grande do Norte, a demonia é uma banda de punk rock que carrega em suas músicas mensagens de justiça e luta pelos direitos das mulheres e da sociedade que vive oprimida pelas políticas podres que circulam em nosso país. Elas surgiram em 2018 com o primeiro single ‘Reptilianos Malditos‘, um alerta sobre humanoides que supostamente habitam a terra para manipular a sociedade e suas políticas. Nos próximos anos começaram a trabalhar em mais músicas, foi então em 2019 que lançaram o EP achei que era homem mas é só o satanás, com três músicas produzidas por Gabriel Zander. A explosiva ‘satanás‘ é um verdadeiro tapa na capa e aborda o abuso e a violência que mulheres sofrem por conta de suas vestimentas ou simplesmente pelo horário em que estão na rua voltando pra casa, um medo real e que muitas vezes é minimizado. A demonia é Quel (JxLxD), Nanda (Concílio de Trento), Isa Graça (Ardu), Karina (Brasinha Produtora) e Karla (ex-Barbiekill). FACEBOOK | INSTAGRAM | BANDCAMP Clandestinas O trio de mulheres Clandestinas surgiu no ano de 2017 com a proposta de fazer um som nas raízes do punk, ressaltando questionamentos sobre gênero e sexualidade e as opressões causadas pela homofobia, racismo, o patriarcado e o machismo. Engajadas em externar suas dores e lutas diárias, elas se reuniram para compor músicas que dessem voz às suas inquietações e liberdade de expressão. O primeiro disco auto intitulado ‘Clandestinas‘ vem com 13 músicas cheias de mensagens, lutas, resistências e vivências que dialogam tanto com as mulheres quanto com à comunidade LGBTQIA+. A banda é formada por Alline Lola (guitarra & voz), Camila Godoi (contrabaixo & voz) e Natalia Benite (bateria & voz). No canal oficial do Youtube você pode encontrar uma apresentação recente da banda que aconteceu no SESC, além do filme ‘Pluma Forte‘ do qual elas fizeram parte. FACEBOOK | INSTAGRAM | YOUTUBE Tucho O cantor, compositor e multi-instrumentista Tucho bebeu da fonte de vários estilos desde muito cedo, apreciador do R&B da década de 2000 sob influência de sua irmã mais velha, aos poucos ele foi descobrindo as tantas possibilidades que existem dentro da música assim que começou a tocar violão e guitarra, como o blues, soul, funk e bossa nova. Foi através de um ensaio sobre arte, do escritor, filósofo e poeta Ralph Waldo Emerson que ele procurou se inteirar da cena atual da música. A partir daí, conheceu artistas como Frank Ocean, Tyler, The Creator e Harry Styles, adeptos de um gênero classificado como Bedroom Pop, num clima mais intimista e lo-fi. Com a situação pandêmica e longe dos palcos, ele decidiu trabalhar em algumas composições que permaneciam na gaveta, foi então que em 2020 assumiu o nome artístico Tucho (apelido de infância) e lançou a faixa de estreia ‘Hide n’ Seek’, totalmente gravada e produzida por ele em casa. Após isso decidiu produzir mais algumas músicas prontas em parceria com outros colaboradores com quem já trabalhou, misturando todas as suas referências desde algo mais tradicional ao moderno. Neste ano ele lançou a nova ‘Lembrança‘,

Há 35 anos atrás Cocteau Twins lançava ‘Victorialand’, seu quarto disco

Em algum momento do ano de 1979, diretamente da pequena Grangemouth, uma cidade escocesa com menos de 20 mil habitantes, surge o trio de pós-punk/etereal Cocteau Twins, formado por Elizabeth Fraser (vocal), Robin Guthrie (guitarra) e Will Heggie (baixo). No fim dos anos 70 e começo dos 80, artistas europeus, principalmente do Reino Unido e Alemanha entravam na onda da música obscura. O chamado pós punk ou darkwave, feito por bandas como Joy Division, Siouxsie and the Banshees, The Cure e Bauhaus, deixavam para trás as letras rebeldes do punk para se aprofundar em uma música poética, sombria e romântica, influenciada por literatura e cinema. Com o lançamento do primeiro disco, o ótimo Garlands (1982), os Cocteau Twins embarcaram nessa onda. Trazendo um baixo bem marcante, guitarras sinistras cheias de efeitos, samples de bateria e os belos vocais de Elizabeth, como na faixa ‘Blind Dumb Deaf‘. Por causa dessa sonoridade, eles chegaram a ser comparados com Siouxsie and the Banshees, fato que não os agradou muito, já que não queriam ser apenas mais uma cópia de outras bandas que já faziam um certo sucesso naquela época. Os próximos anos também não foram como imaginavam, mesmo com o lançamento do segundo disco Head Over Heels e caminhando para uma sonoridade mais etereal, o trio sentia que ainda não estava recebendo o merecido reconhecimento. Tentando se encontrar em meio a uma época onde as bandas tinham muito em comum, os Cocteau Twins tentavam nadar contra a corrente. Com novas ideias para seu terceiro disco e a procura de alguém com quem pudessem trabalhar suas experimentações, chegaram inclusive a articular com o famoso produtor Brian Eno, conhecido por suas trilhas ambientes e também por ter trabalhado com David Bowie, que infelizmente recusou a ideia. Em ‘Treasure‘, chegaram ao ápice de sua criatividade, considerado por muitos fãs o melhor da carreira, o álbum ainda hoje é ignorado pela própria banda. Nas palavras do guitarrista Robin Guthrie ”aquele disco é um aborto”. Com o passar dos anos eles foram remanejando suas músicas, a experiência adquirida nos primeiros discos foi crucial para os próximos lançamentos. Em 14 de abril de 1986 deram a luz à “Victorialand”, o quarto disco de estúdio marcava uma nova fase para o Cocteau Twins, diferente de tudo o que eles já haviam produzido. O título é uma referência a Victoria Land, uma região na Antártica descoberta pelo capitão James Clark Ross, um explorador que fazia expedições na região, o nome é uma homenagem à rainha Victoria do Reino Unido. Assim como no disco Treasure (1984), para escrever algumas letras Elizabeth selecionou palavras aleatórias, se preocupando mais com os seus fonemas do que com os significados. Um exemplo é a faixa “Whales Tails“ (Caudas de Baleias), inspirada em uma passagem de um livro escrito em outro idioma. Além disso, outros títulos de músicas foram retirados de um livro sobre o Ártico chamado The Living Planet, lançado em 1984 por David Attenborough. Falando sobre sonoridade, aqui a banda deixa de lado o som pós punk e viaja em uma atmosfera cada vez mais etereal e minimalista. Sem uso de baterias eletrônicas, linhas de baixo e distorções barulhentas, as músicas são levadas por uma aura totalmente celestial. A faixa “Lazy Calm“ abre o disco com riffs de guitarra sensíveis e espaciais, que logo são embalados por algumas linhas de saxofone, fazendo você se sentir flutuando por um vasto universo. Além das guitarras mágicas de Robin Guthrie, os vocais de Elizabeth preenchem todas as músicas assim como um instrumento, podemos ouvir sua bela performance em “Fluffy Tufts“. Outro fato interessante é o violão que comanda “Throughout the Dark Months of April and May“, o instrumento acompanha a bela voz de Fraser em um tom mais acústico e cria um clima comovente, algo até então não muito explorado. Já em “Oomingmak” os vocais dela alcançam linhas líricas, assim como um canto sedutor que provoca um verdadeiro êxtase sonoro. “Little Spacey” lembra algumas faixas do disco Treasure pelas linhas vocais, a forma com que Fraser canta algumas palavras sequenciais criam sons e aquela vibe emocional e transcendental. Outro grande momento e que já nos encaminha para o fim do disco, é a faixa “Feet-like Fins” (Barbatanas semelhantes a pés), onde Guthrie consegue extrair de sua guitarra um som parecido com o de uma harpa. De fundo, algumas percussões leves dão um tom tribal, nesse mesmo momento Fraser entona seus vocais para acompanhar a intensidade da música. ‘How to Bring A Blush to the Snow‘ e seus incríveis riffs iniciais que ao longo vão ecoando pelo espaço e conseguem trazer um sentimento de nostalgia, aquele momento em que você se pega aos devaneios da vida. O destaque aqui vai mais uma vez para os vocais, entre camadas principais e backing vocals eles completam a aura da música. Chegando ao fim, “The Thinner The Air“, inicia num clima mais sombrio, com toques de piano, guitarras e sons ambientes que aos poucos vão surgindo e criando uma ponte até cairmos nos cantos ecoantes de Elizabeth que mais uma vez atinge linhas líricas muito belas e melancólicas. Victorialand é um marco na carreira do Cocteau Twins, ainda que não receba o devido destaque. O disco traz belas paisagens sonoras, doces e profundas. Esse é o resultado da dedicação e a entrega de Guthrie e Fraser nesse processo que pode ter pego alguns fãs de surpresa ao se distanciar das sonoridades mais obscuras e dançantes. Inevitável não citar seu marco de beleza e genialidade, que com certeza continua reverberando até os dias de hoje, uma certa influência para artistas da música ambiente e do dream pop. Confira o disco Victorialand: Acompanhe o Cocteau Twins nas redes sociais: Site oficial | Facebook | Instagram Curtiu? Talvez você goste de algumas resenhas que fizemos clicando AQUI

Dramón explora climas e texturas em “Àspero”, seu disco de estréia

Dramón é um projeto de música experimental criado em 2018 e liderado por Renan Vasconcelos. O músico, designer gráfico e produtor nascido no Rio de Janeiro, também já foi membro da banda de post-rock Avec Silenzi com quem gravou cinco discos de estúdio. Fugindo totalmente dos conceitos padrão, o artista explora climas e texturas, criando ambientações que divagam entre o rock e a música eletrônica. Com esse projeto ele já lançou quatro EP’s, são eles: Ansiedade Morte (2018), Equilíbrio Utopia (2019), Afã (2020) e Bétula // Membrana (2021). A música experimental é um gênero pouco difundido no Brasil, e ainda que tenhamos vários artistas produzindo ótimos materiais, continua sendo um tipo de som não muito compreendido pelo público. Fato que acaba criando muros, impossibilitando a expansão de novas sonoridades que fogem do padrão convencional de estilos que já conhecemos. Àspero e suas paisagens sonoras Batizado de Àspero, o álbum é composto por oito músicas que te levam para algumas dimensões e criam sensações profundas, mas não pense que esse é um disco difícil de digerir, pelo contrário, o fato das músicas não serem longas demais colabora para que a sua audição seja muito prazerosa, contribuindo para que possamos perceber todos os detalhes e elementos construídos. As canções estão todas conectadas em si, sendo assim, a sensação é de embarcar em uma viagem que te conecta com momentos de angústia, medo e outros mais aéreos. A faixa título ‘Àspero‘ abre o disco embalada por um instrumental tenso que logo evolui para um som que nos faz lembrar bastante o trip-hop, envolta por um clima noire, ela imediatamente faz com que surjam imagens de uma caminhada solitária por cenários urbanos, cinzentos e chuvosos. Em seguida, ‘Vencer o Sol‘ vem surgindo como um eco distante até nos penetrar com riffs de guitarra angustiantes e de tom obscuro, onde as cores parecem não existir. ‘Descompasso‘ aos poucos range na sua mente e abre as portas do desconhecido, misterioso, com camadas de sons que vão surgindo a cada momento até partir para alguns instantes de luz, como se você encontrasse uma saída em meio a um corredor sem fim. As coisas mudam em ‘Inflexível’, os toques aéreos de guitarra vão se fazendo presentes e reverberando juntamente com linhas de teclado, criando um certo sentimento de contemplação, que pode trazer uma sensação de flutuar sob o próprio corpo. Batidas cadenciadas e um baixo sombrio surgem enquanto guitarras rangem de fundo, em ‘Ecos do Vazio‘ somos agraciados também por vocais hipnóticos vindos de algum lugar desconhecido e que duelam com um instrumental bonito e sombrio. Já em ‘Insônia‘ entramos em um estado de transe enquanto os riffs de guitarra vão caminhando lenta e suavemente ao decorrer da música. ‘Atenção, Atenção!‘ traz batidas pulsantes e uma sonoridade mais minimalista, num tom bem enigmático que aos poucos cria uma ponte para ‘Pelas Paredes da Memória‘, que vai marchando e passando por climas de tensão e te colocando novamente em um estado de inquietação com si mesmo. Àspero é um disco intenso e que experimenta com vários climas, desde beats eletrônicos, sintetizadores e guitarras que vão alternando em momentos mais sinistros ou sonhadores. Ele vai construindo paisagens sonoras que dialogam muito com os tempos obscuros que vivemos, funcionando como trilha sonora diante dos vários pensamentos e emoções que nos rodeiam e que muitas vezes não sabemos lidar. Ele te leva para caminhar por espaços que muitas vezes você procura se afastar, mas que estão aí e precisam ser descobertos, pois é acolhendo o desconhecido e o desconfortável que conseguimos equilibrar o nosso estado emocional. Foto da matéria por: Rodrigo Gianesi (@rodrigogianesi) Acompanhe Dramón nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Outras resenhas que você pode gostar: Alcest: transcendental e emocional em Spiritual InstinctNycolle Fernandes, uma viagem ao limbo

Rebobinados | Falando sobre música alternativa desde 2017.