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Rebobinados indica #21: lançamentos 2021

Rebobinados indica #21: chegamos nessa edição trazendo alguns dos ótimos lançamentos que tivemos em 2021 na cena musical internacional. Todos os artistas fazem parte do Groover, se você ainda não conhece, é uma plataforma francesa que conecta artistas e mídias especializadas em música pelo mundo todo. Por um pequeno valor, você poderá enviar suas músicas para sites, jornalistas, playlists e blogs de diversos países para divulgar o seu trabalho e criar pontes com outros públicos. A novidade é que a plataforma chegou ao Brasil, para saber mais você pode acessar o instagram oficial @Grooverbrsp. Blue Coffe – In and Out (2021) Após a perda de um amigo em comum com quem tocavam em outras bandas, os músicos Gautier Rodriguez (vocal, guitarra), Nicolas de Bank (bateria), Sebastien Tourel (baixo) e posteriormente François Debiol (guitarra) se reuniram para discutir algumas ideias e ver onde elas os levariam. Em 2018, eles trabalharam juntos em algumas composições antigas e novas que resultaram no primeiro EP ‘Silent‘. O próximo trabalho, o segundo EP ‘In and Out‘ começou a ser gravado no mesmo período, mas devido a pandemia teve seu lançamento adiado. As nove faixas do disco passeiam pelo clima do rock alternativo dos anos 90 pós grunge de bandas como Pavement e Pearl Jam, até mesmo a produção das músicas nos trás essa nostalgia, é um disco sólido e que mostra um bom potencial. Facebook | Instagram | Youtube Barry Paquin Roberge – Exordium to Extasy (2021) Músicas dançantes e muitas cores fazem parte de ‘Exordium to Extasy‘, o novo disco do sexteto canadense Barry Paquin Roberge. Neste trabalho a banda busca inspiração na disco music, anos 80 e psicodelia, as faixas trazem um instrumental rico e muito bem trabalhado, com grooves de baixo, muitas guitarras, sintetizadores e backing vocals, eu diria que é como se o ABBA tivesse tomado um LSD. Se você é um daqueles ouvintes saudosos então esse disco é para você, faixas como ‘Eyes on You‘, ‘Hot Stuff – Wanna Play Rough‘ e ‘Mystic Love: Exordium‘ vão te levar para uma viagem no tempo. Esse é o segundo disco lançado pela banda após o também muito bom ‘Voyage Massage‘, o grupo já se apresentou em São Paulo no incrível festival SIM São Paulo. Facebook | Instagram | Youtube Bullyheart – The Other Side (2021) Bullyheart é o projeto de Holly Long ao lado de seus amigos David Boucher e Kevin Harper, as influências giram em torno do rock dos anos 80 e 90. Ainda que sejam uma banda relativamente nova, eles possuem dois discos de estúdio, são eles: ‘Antigravity’ (2014) e ‘Queen Mab’ (2018). O trio lançou recentemente a faixa ‘The Other Side‘ que segundo eles ‘é um hino pandêmico para se sentir bem’. A ideia para a música surgiu em meio aos sentimentos de isolamento e desesperança em 2020, um ano que pegou todos de surpresa e têm mudado a forma como enxergamos nossa vida, o resultado é um som influenciado pelo rock alternativo, com boas bases de guitarras melódicas e os vocais intensos e memoráveis de Holly Long que de alguma forma nos passam um sentimento bom e de que tudo vai ficar bem. Facebook | Site| Twitter Marcelo Deiss – HURL (2021) Nascido no Brasil, mas atualmente vivendo em Londres, o cantor e compositor Marcelo Deiss acaba de lançar seu novo EP HURL. O disco conta com 6 músicas onde o músico explora diversos gêneros musicais como o rock, folk e o indie. Já o tema das letras caminha com os últimos acontecimentos no mundo: notícias falsas, o distanciamento social, políticas, guerra e como todas essas ações impactam negativamente no planeta. No entanto, suas composições tem um tom positivo, sobre como sair bem de todos esses climas que mexem com as nossas vidas, é sobre enfrentar os acontecimentos e ficar bem. Um ponto interessante é que durante as letras Marcelo alterna entre o inglês e o português, colocando em prática a dualidade de culturas que soma em sua vida. Facebook | Instagram | Youtube Les fils de Joie – Véronique, Albert et Harry (2021) Uma das bandas pioneiras da New Wave francesa, o Les fils de Joie surgiu no fim dos anos 70 influenciado pela onda do pós-punk e da new wave. A banda possui apenas duas coletâneas de músicas lançadas durante os anos em que estavam ativos, são elas: Arretê-ça c’est trop bon (1982) e Anthologie des idées noires (19860). No dia 12 de março reuniram algumas primeiras faixas gravadas para lançar no EP intitulado ‘Véronique, Albert et Harry‘, entre as 6 primeiras músicas da carreira estão ‘We’re not dancing anymore‘, única cantada em inglês e a primeira versão de um cover que fizeram para ‘Havana Affair‘ dos Ramones. Após a pandemia a banda planeja se reunir para fazer alguns shows. Facebook | Spotify | Youtube Magon – Les Capsules Live Groover Obsessions à La Marbrerie (2021) Os franceses do Magon lançaram recentemente seu primeiro disco de estúdio, o ótimo Hour After Hour é um álbum sólido e que pisa nos territórios rockeiros da década de 60, 80 e 90, onde podemos notar claras influencias de The Velvet Underground e Pixies. Algumas canções são marcadas por momentos agitados, melódicos e com riffs de guitarra simples e bonitos, spoken words e ótima produção, esses climas os colocam entre uma das bandas mais interessantes da cena atual francesa. Eu diria que são o tipo de banda que gostaríamos de ver em um fim de tarde em algum festival de rock. No último mês eles gravaram uma sessão ao vivo para o canal Les Capsules, chamada Groover Obsessions à La Marbrerie, onde apresentaram duas músicas do seu novo disco. Facebook | Instagram | Youtube Panaviscope – Love Sounds Like a Pretext (2021) Se você gosta de uma música mais dançante, outro nome interessante é a banda suíça Panaviscope. Eles fazem um som com bastante sintetizadores e psicodelia. Em 2020 lançaram seu primeiro disco de estúdio ‘Like the Sun‘ com 12 faixas. Nos últimos meses mostraram-se bem produtivos soltando mais

Cosmo Room: duo experimenta com o stoner, post-rock e disco em novas músicas

Cosmo Room é um duo formado por Enrico Herrera (Riders of Death Valley) e Gale Fernandez (Tropical Riders), integrantes de outras bandas da cena stoner nacional, gênero que inclusive é muito forte aqui, com ótimos artistas em todos os cantos do país. No entanto, o Cosmo Room se diferencia dos demais por experimentar com outros estilos musicais, fato que traz um tempero a mais em suas músicas. A dupla começou o ano com dois ótimos lançamentos, ‘Sexy Swing‘ e ‘Esquire‘, ambas lançadas pelo selo nacional Abraxas Records, forte apoiador da cena stoner no Brasil e responsáveis por trazer shows internacionais de grandes nomes do estilo, alguns como: Samsara Blues Experiment, Belzebong, Stoned Jesus e The Shrine. A primeira música divulgada foi ‘Esquire‘, passeando por climas mais aéreos, numa pegada experimental e diria até meditativa. Já a mais recente ‘Sexy Swing‘, traz guitarras e instrumental mais rítmicos, lembrando algo do pós punk e da disco. As faixas foram produzidas pela dupla e mixada e masterizada por Raul Zanardo, já a arte dos singles ficou por conta de Patrick Oldboy. Aproveitamos os lançamentos recentes para conhecer um pouco mais a banda e discutir outras ideias pertinentes ao som que eles fazem. Você pode conferir abaixo: Sobre a formação do Cosmo Room, surgiu de uma ideia espontânea ou foi uma saída para que vocês pudessem experimentar mais com outras atmosferas fora de suas bandas de origem? Gale: Um pouco das duas coisas, era uma vontade nossa criar um projeto experimental, onde pudéssemos ‘fugir’ um pouco do que já fazíamos em nossas bandas, e ao mesmo tempo surgiu de forma expontânea por conta da nossa afinidade pessoal, já tínhamos pensado em montar algo juntos e as coisas acabaram se encaminhando naturalmente. Enrico: A gente ja tinha conversado sobre começar um projeto, mas no começo não tínhamos definido nada sobre como seriam as musicas, e ai com o inicio da pandemia em 2020 a gente começou a estruturar melhor as ideias cada um na sua casa., e depois fomos se encontrando esporadicamente e começamos a gravar. Existe alguma história por trás da escolha do nome ou foi algo fácil? Gale: Nós tivemos algumas ideias preliminares que acabaram não funcionando por N motivos, mas o nome Cosmo Room nasceu a partir da ideia de ‘homenagearmos’ o estúdio onde a banda foi fundada (o home studio do Enrico), já que ele fica em um quarto e as nossas ideias não tinham uma forma pré-definida, o céu era o limite. Enrico: Desde o inicio optamos por colocar a palavra Cosmo pois é uma palavra que abraça uma ideia de expansão, mas depois achamos legal colocar o Room pra simbolizar o home estúdio aqui aonde tudo aconteceu mesmo. Me parece que a música instrumental ainda causa algumas ideias controversas em algumas pessoas, aquele papo de que existem bandas que não conseguem prender os ouvintes. Vejo que o som de vocês é bem trabalhado e supera as expectativas, o que vocês pensam sobre isso? Gale: A ideia de ter um projeto experimental era justamente quebrar esses preconceitos dentro de nós mesmos. Mesmo ambos ouvindo bandas e projetos instrumentais, nunca havíamos criado algo nessa linha, e dessa forma buscamos nos desafiar para sair da zona de conforto. Enrico: Foi minha primeira experiência com música instrumental e é um estilo que eu acompanho e gosto demais, então sempre vi com bons olhos e gosto de todo tipo de instrumental. Por não ter letras a gente consegue focar mais nas sonoridades e em outros instrumentos. Existem outros gêneros fora do eixo rock/metal que influenciam vocês? Quais artistas poderiam mencionar? Gale: Nossas referências são cíclicas, costumamos ter fases onde ouvimos algumas coisas novas com mais afinco, em outras voltamos mais para nossas raízes. Nesses nossos primeiros lançamentos ouvimos muito Allah-Las, Altin Gun, Khruangbin, Mdou Moctar, uma sonoridade nos levasse para um lado mais oriental mas ainda voltado ao rock. Nos nosso próximos lançamentos as pessoas poderão perceber que ouvimos coisas completamente diferentes. É um processo orgânico e eternamente mutável. Enrico: Eu gosto muito de samba e de música brasileira no geral, música caipira instrumental também (solos de viola). Ultimamente tenho ouvido muito lambada e guitarrada, Mestre Vieira e Mestre Cupijó. Ainda que vocês sejam uma banda instrumental, talvez não sejam influenciados apenas pela música, quais outras coisas vocês poderiam citar que os influenciam fora do meio musical? Gale: Gostamos muito de cinema, uma arte que conversa de forma íntima com a música o tempo todo. Creio que é algo que nos influencia tanto pessoalmente e individualmente como dentro da banda. Enrico: Como o Gale disse, acho que o cinema influencia bastante, a gente conversa muito sobre filmes, e talvez a literatura, a música instrumental é um ótimo pano de fundo para viagens e reflexões filosóficas. Quais são os próximos planos para o Cosmo Room? Gale: Temos mais algumas músicas prontas, já em processo de finalização, e é possível que lancemos algo ainda neste ano, mas num volume um pouco maior do que soltamos anteriormente, no formato de um EP ou disco. Enrico: Seguimos tentando produzir sem muita cobrança, ja que estamos num momento muito complicado no país, e a idéia é um formato de EP ou disco talvez. Fotos por: Melina Kato (@mkatophoto) Escute Cosmo Room: Acompanhe o Cosmo Room nas redes sociais: Spotify | Instagram | Bandcamp Confira também essas matérias: Mondo Noise – Post MetalPost-metal: cinco bandas nacionais do estilo

Helleno exalta a brasilidade e a liberdade em sua nova música ‘Pássaros’

Em um ano caótico e perturbador como o de 2020, somos colocados à prova diante de muitas questões, com os outros e com nós mesmos. No entanto, podemos recuar ou abrir os braços para os novos caminhos. Foi isso o que fez o cantor e compositor paulistano Helleno. O artista resolveu sair da zona de conforto e se desafiar em um novo universo musical em busca de sua verdadeira identidade. Sua história na música começa aos 11 anos cantando na igreja, mais tarde nos avanços da adolescência ele conhece o rock e o metal de artistas como Iron Maiden e Deep Purple. O êxtase da música pesada o leva a montar sua primeira banda, o Electric Age. Com o grupo, ele gravou o primeiro disco Good Times Are Coming (2013). O álbum foi distribuído em outros países e atingiu o número de 1000 cópias vendidas. O resultado foram diversos convites para se apresentarem em festivais grandes e renomados. Alguns como Sweden Rock Fest e o Monsters of Rock de 2013 no Brasil. O artista teve a oportunidade de tocar ao lado de nomes como Whitesnake, Aerosmith e Slipknot. Em 2015 ele entra em estúdio para gravar o primeiro EP ‘Open Secret‘ de sua outra banda o Desert Dance. No mesmo período se dedica aos estudos no Teatro Escola Macunaíma e integra a banda Viva Noite do programa Pânico na Band da TV Bandeirantes. Durante o período de isolamento social e em parceria com o produtor Rafa Freitas, ele dá vida ao projeto Helleno. Aqui ele flerta com a música brasileira, o pop, música eletrônica, teatro e poesia. Pisando em territórios desconhecidos, o artista busca se aprofundar nas sonoridades brasileiras juntamente com outros estilos que tragam novas possibilidades ao explorar sons e poesias. A música ‘Pássaros‘ é tida por ele como um poema dançante, e consegue trazer essa fusão de algo mais pop com atmosferas tropicais da MPB. As letras prezam a liberdade e a força de extrair coisas boas de si mesmo na procura do autoconhecimento. Batemos um papo com Helleno sobre sua carreira, ideias e a nova música, você pode conferir abaixo: Sua carreira teve início dentro do rock/metal, algo que pode ser muito excitante, mas ao mesmo tempo um pouco limitante se falando em sonoridade. Como você avalia isso e quais aspectos acredita que permanecerão com você no novo projeto? Primeiramente gostaria de agradecer o espaço e atenção de vcs!Todo esse fator limitante é o que, quase como um manifesto eu proclamo em Pássaros e com essa nova trajetória que estou iniciando, na música e na vida. Eu vivi uma vida no rock/heavy metal, lá as pessoas se sentem parte, como uma “tribo”. E se sentir parte de algo assim quando se é adolescente/jovem e periférico, te faz seguir em frente, acreditar, buscar possibilidades tudo por conta desse pertencimento que pra sobreviver na sociedade é imprescindível. Quando eu uso a palavra “tribo” é no lugar de costumes, hábitos, que você acaba aderindo. A gente sempre julgava a qualidade dos músicos das bandas, dos shows das estruturas, e muita das vezes pelo fator “ser diferente” isso sempre era rebaixado para ruim, péssimo no pejorativo. É algo que você vai fazendo sem se dar conta e se torna um hábito e é tóxico, porque você começa agir dessa forma com tudo em outros âmbitos da vida. Eu comecei me perguntando, “Pq eu não gosto desse álbum mais moderno do Metallica? E percebi que não tinha ouvido o álbum mas todo mundo do grupo dizia que era ruim, depois de anos quando me dei conta disso, eu resolvi ouvir e assistir e ler tudo que um dia eu disse que era ruim sem ao menos ter dado uma chance. Eu levo comigo toda a potência na voz e desprendimento com o público, a vontade de conhecer de aprender. Com o heavy metal, eu comecei a ler edgar Alan poe por conta de músicas do Iron Maiden, e mais uma grande lista de histórias de todo o mundo, a dramaticidade do estilo, a vontade de conta histórias, temas épicos, o interesse pela política e o sistema, idéias de álbuns conceituais contando histórias mágicas, por tudo isso e muitas coisas mais, sou grato a essa grande experiência que é viver o rock/heavy metal de forma visceral e levo tudo comigo. Helleno é uma nova faceta que você assume a partir de agora, como foi para você esse processo de transição pessoal e musical? Foi tudo natural, e digo que o Helleno sempre existiu, porém era como se ele precisasse amadurecer para assumir um espaço maior na minha própria vida. Veio o teatro e eu mergulhei fundo nas minhas fragilidades, medos, paranoias e percebi o quanto tudo isso me define, me expõe me deixa nu e essa nudez me faz encarar, enxergar, tudo isso que sou eu, e está tudo bem haha eu parei de lutar contra e comecei aceitando essas verdades, claro que o Teatro não é terapia mas ele te quer por inteiro, e assim como um exercício físico reflete no seu corpo todos aqueles questionamentos, circunstâncias, imagens refletem na sua alma, na sua mente, e alguma coisa acontece! No meu caso o Helleno também aconteceu e eu só posso agradecer, tudo é um processo totalmente aberto, eu entendi que essas mudanças/transições vão acontecer o tempo todo e de certa forma isso me conforta, me conforta estar aberto a essas possibilidades. Como foi lidar com a pandemia desde o ano passado, ao mesmo tempo em que você buscava tirar do papel suas ideias para essa nova fase? Foi e está sendo muito difícil, manter a positividade nesses tempos não é fácil, a arte com certeza tem sido além de tudo que já é, um refúgio, o dinheiro é escasso, e só sobra gastos, a saúde mental é o sinônimo de instabilidade, a dor da perda por tantas vidas é inestimável, não pôde ver as pessoas, não pôde subir num palco, essa crise política letal como o próprio vírus. Pro início desse

Rebobinados indica #20: novidades pt. 2

Voltamos com as novidades pt. 2, nessa segunda edição separamos mais artistas nacionais e internacionais que estão de música nova. Abaixo você confere alguns nomes novos da cena nacional que estão estreiando por aqui, esse é o momento de mandar música nova pras listinhas do seu player de músicas favorito. Sample Hate – Love Paradox (2021) Os produtores Artur Porpino e Dante Augusto lideram o Sample Hate, um duo potiguar que mistura ritmos da bossa nova, jazz, lofi e música eletrônica. Essa ótima fusão resultou em um primeiro EP chamado Beautiful, que reúne cinco músicas gravadas pela banda em 2020. A faixa “Love Paradox” é o single mais recente, lançada em janeiro ela traz a ilustre participação da cantora Potyguara Bardo, uma das artistas em destaque nos últimos anos. Bandcamp | Instagram | Youtube The Chucks – Walking Around (2021) A jovem e empolgante “Walking Around” é a terceira música lançada pelo trio paulistano The Chucks, a banda surgiu em meados de 2019 e faz um som entre o hardcore melódico e o pop punk. Atualmente estão trabalhando em seu primeiro EP com previsão para sair ainda neste ano. As letras da música falam sobre o término de um relacionamento e as desilusões que ele traz, já o vídeo que você confere abaixo, foi dirigido por Lincoln Fonseca (guitarra). Facebook | Instagram | Youtube Rematte – A Cerca (2020) “A Cerca‘ é o mais novo lançamento da banda Rematte, recheada de críticas sociais, ela traz um recorte da desigualdade e de outros problemas enfrentados na cidade de Fortaleza. O quarteto iniciou suas atividades em 2017 e já traz na bagagem um EP com seis músicas. Na sonoridade, são inspirados pelo rock alternativo e o metal de bandas como Deftones e Incubus. Para a gravação dessa nova música, os integrantes seguiram os moldes atuais do cenário pandêmico, sendo assim, cada um gravou seu instrumento separadamente, mesmo com esse desafio o resultado foi uma canção poderosa e de alta qualidade. Facebook | Instagram | Youtube The Zasters – Loose Lips (2020) Retirada do EP ‘What Just Happened?’, lançado em 2020 e criado no contexto atual da pandemia, a faixa ‘Loose Lips‘ fala sobre egoísmo e relacionamentos. A ideia resultou em um clipe, nele a banda recria o jogo Among Us, aproveitando as referências náuticas nas letras, criaram um mapa em um navio e os membros viraram os personagens do game. O grupo se inspira em artistas do indie e pop como Metronomy, Royal Blood e Grimes, atualmente estão trabalhando em seu próximo disco que pode ser lançado ainda neste ano. Facebook | Instagram | Youtube Ousel – Whispers (2021) A Ousel retorna com música nova, a faixa ‘Whispers‘ marca a estreia da nova vocalista Thaís Michelone, e fala sobre um lugar que existe em todos nós, onde estão guardadas todas as nossas vulnerabilidades e questionamentos sobre nossa capacidade e habilidades diante da vida. Ao mesmo tempo, ela fala também sobre aceitarmos nossas imperfeições, o que de fato é o melhor caminho para lidarmos com nossos medos. A produção ficou por conta de Luis Calil da banda Cambriana, essa é a primeira vez que a banda trabalha com o produtor, o resultado é uma música com direcionamentos diferentes e voltados ao indie rock, sem perder sua essencia etereal. Facebook | Instagram | Youtube Persie – Antenas (2021) Em sua nova música ‘Antenas‘, a cantora e compositora baiana Persie usa um dos meios de comunicação mais antigos como metáfora para falar sobre nostalgia e também a escassez dos relacionamentos contemporâneos. As letras surgiram em uma manhã silenciosa no centro de São Paulo, observando as centenas de antenas como paisagem. A sonoridade tem nuances leves e dançantes do synthpop junto dos vocais marcantes de Persie, as gravações aconteceram no Studio Vip em São Paulo onde ela reside atualmente, mesmo estúdio já frequentado por artistas como Jorge Ben e Fábio Júnior. Facebook | Instagram | Youtube Matheus Noronha – Viajante Noturno (2021) Diretamente de Porto Alegre, o cantor e compositor Matheus Noronha lança sua mais nova música ‘Viajante Noturno‘. Escrita entre os anos de 2016 e 2017, a faixa é fruto de uma experiência do artista em conectar diferentes culturas, após um mochilão pela América do Sul através de um trabalho voluntário visitando alguns países como Argentina e Colômbia. O músico retornou com uma bagagem repleta de experiências e possibilidades a serem incorporadas em suas músicas. Ele se prepara para lançar seu primeiro EP em maio, chamado ‘Camino Abierto‘. Facebook | Instagram | Youtube Belau – Risk it All (2020) Ganhadores do Grammy Húngaro na categoria melhor disco eletrônico, o duo Belau busca transmitir através de suas músicas atmosferas modernas e também orgânicas. A faixa ‘Risk it All’ conta com a participação da cantora Amahla e integra seu disco ‘Colourwave‘ lançado no ano de 2020. A banda já participou de festivais europeus famosos como Primavera Sound e Eurosonic, além disso, fizeram cerca de 200 shows pelo continente. Em abril a dupla pretende lançar uma versão deluxe de seu disco com versões remixadas e repaginadas. Facebook | Instagram | Youtube marcoz fernandes – Saída (2020) Em sua nova música ‘Saída‘, o cantor e compositor marcoz fernandes bebe das fontes do pop e fala dos desafios e adaptações das pessoas em relação ao ano de 2020, quando começou a pandemia. Os medos, a crise política e financeira e as questões relacionadas ao isolamento social foram a inspiração para as letras da música, assim como no vídeo que traz alguns climas tecnológicos e sua performance extravasando emoções. A música, produção e performance mostram potencial e o que há de novo na cena nacional do pop. Twitter| Instagram | Youtube Kirbjam – Espelhos (2020) ‘Espelhos‘ é o primeiro single do projeto Kirbjam, a letra fala sobre auto conhecimento, quando você entra em conflito com sua própria imagem e passa a ter uma percepção negativa de si. Liderado pelo guitarrista e compositor Arthur de Andrade, o projeto teve início em 2018 e busca influências no rock e pop dos anos

13 novos artistas da Groover para conhecer

Hoje trouxemos mais uma lista com 13 novos artistas super legais que conhecemos através da plataforma Groover. Se você ainda não conhece, a Groover é uma plataforma francesa que conecta artistas e mídias do mundo todo especializadas em música. Dessa forma, o artista paga um valor específico e consegue enviar seu material para blogs e sites darem feedback sobre seu trabalho, com a possibilidade de terem suas músicas adicionadas em playlists, entrevistas, notas e matérias, ou seja, um ótimo meio de divulgação do seu trabalho. A novidade é que a Groover agora chegou ao Brasil! Isso mesmo, agora é possível que artistas daqui se cadastrem no site e comecem a enviar seus materiais para blogs do mundo todo! Beach Scvm – Turquoise Apostando numa música que caminha entre o punk e a surf music, os garotos do BEACH SCVM acabam de lançar a nova ‘Turquoise‘. O clipe com cara de verão mostra a vida praiana e tem como trilha uma vibe positiva, cheia de riffs rápidos, ensolarados e viajantes e letras que falam sobre amores, sessões de skate, férias e memórias de jovens despreocupados. Entre as principais influências do grupo estão bandas como Wavves, Beach Fossils e Skegss. Uma boa pedida pra ouvir antes do nosso verão acabar! Facebook | Instagram | Youtube Gideon Foster – Dark Streets Quase como uma trilha cinematográfica, o som do Gideon Foster se desdobra em atmosferas noire, emocionais e melancólicas que passeiam pelo rock’n’roll e o folk, os vocais graves certamente vão te lembrar algo de Nick Cave durante seus discos dos anos 90. A faixa ‘Dark Streets‘ é seu single mais recente, lançada neste ano a música mostra um lado mais minimalista e melancólico, imagine-se andando sozinhos por ruas cinzentas e chuvosas. Facebook | Instagram | Youtube Emmrose – Ballad for the Boy Next Door Emmrose surgiu na cidade de Nova Iorque e começou a compor suas músicas aos 14 anos. Agora com 17, ela dá o start em sua carreira com o lançamento de ‘Hopeless Romantics’, seu primeiro disco de estúdio. As letras trazem poesias e vivências pessoais da artista, que fala sobre relacionamentos, ansiedade, corações quebrados e situações diversas da vida. O single ‘Ballad for the Boy Next Door‘ foi muito bem aceito pelos fãs de música pop alternativa, as letras falam sobre rejeição e o sentimento de contar como você se sente a alguém que se gosta e todos os sentimentos envolvidos nisso. Facebook | Instagram | Youtube Snap Border – Evil-tions (feat. Maxime Keller) Mesclando elementos do rock alternativo ao metal, os franceses do Snap Border chegaram a dividir palco com bandas conhecidas da cena metal como Lacuna Coil, Alestorm e Mass Hysteria. Recentemente a banda lançou seu novo EP ‘Icons‘ com cinco músicas e produção de Anthony Chognard, o disco traz a tona alguns assuntos que definem nossa vida e o sentimento de que estamos sozinhos e guiados por nosso coração, mente e alma. A faixa ‘Evil-tions‘ foi o primeiro single que antecedeu o lançamento e conta com a participação de Maxime Keller da banda Smash Hit Combo. Facebook | Instagram | Youtube La Chica – La loba O novo single ‘La Loba‘ da artista franco/venezuelana La Chica é o resultado de uma perda familiar recente, no entanto, a situação trouxe uma transformação pessoal em sua vida, assim ela decidiu se conectar mais com seu lado espiritual. A música conta a história de uma mulher-lobo que é ressucitada por um ritual, a lenda foi retirada de um conto da escritora Clarissa Pinkola Estés chamado ‘Mulheres que correm com os lobos‘. A sonoridade é uma forte combinação descompassada de ritmos latinos, batidas pulsantes e melodias de piano obscuras. Facebook | Instagram | Youtube Jindoss – Rendez-vous Jindoss é um projeto musical que teve início em um período solitário porém criativo durante o tempo de confinamento em casa. Inspirados, eles decidiram tirar do papel diversas ideias que rondavam suas cabeças e finalmente começaram a produzir novas músicas. Com cinco faixas, o EP levou o título de Rendez vous, as composições de momentos psicodélicos e aéreos tem influência de nomes como Air, Foals e Unloved. Facebook | Instagram | Youtube La Sanyea Dengue – Automobile O quarteto sueco La Sanyea Dengue surgiu a pouco tempo na cena musical, mas já tem duas músicas lançadas que mostram grande potencial. A última lançada ‘Automobile‘ foi inspirada por uma experiência de quase morte de Simon Lindberg que por pouco foi atropelado por um carro ao atravessar em uma faixa de pedestre, ao invés de perseguir o carro ele contou que ficou frustado e resolveu escrever uma música sobre o ocorrido. O resultado é uma música influenciada pelo ritmo enérgico do punk. Facebook | Instagram | Youtube Meresha – Red Headed Lover Meresha é uma cantora e compositora estadunidense, recentemente ela vem chamando atenção com suas composições, indo parar até no Top 40 Pop da Billboard. Seu lançamento mais atual é a faixa ‘Red Headed Lover‘, a música entrega uma ótima performance unindo a potência de sua voz com influências vindas do pop e da dance music. Até o momento ela lançou o EP ‘Enter the Dreamland‘ e alguns singles que abrem caminhos para seu futuro trabalho que deve ser lançado em breve. Facebook | Instagram | Youtube Creeptones – Vacant Winds A Creeptones vem de Nova Jersei e atualmente estão promovendo ‘Hell + Ice‘ seu segundo disco de estúdio lançado no comecinho do mês. O álbum abrange alguns estilos diferentes, desde o rock até as nuances mais eletrônicas, sem deixar de lado um pézinho no som psicodélico dos anos 60 que pode ser facilmente notado pelos sintetizadores espaciais em algumas músicas. Embora tenha muitas guitarras e elementos que compõem o rock, o disco pode agradar também aos fãs da música mais moderna. Facebook | Instagram | Youtube DeLaurentis – Pegasus ‘Pegasus‘ é a nova música de DeLaurentis, um projeto de música eletrônica francês liderado pela produtora, compositora e cantora Issey Miyake. A música fará parte do primeiro disco de inéditas que deverá ser

Dani Bessa e as novas ondas do indie brasileiro

A cena indie brasileira é um campo fértil de ótimos artistas, e os nomes que vemos hoje representam muito bem os rumos que a nossa música vem tomando, alguns buscando inspirações no passado, outros se arriscando em algo inédito e criativo. Hoje vamos falar de Dani Bessa, ele é um desses nomes e vem mostrando potencial com suas músicas. Cantor e compositor nascido e criado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, Dani tem suas influências musicais calcadas no indie brasileiro e no rock alternativo. Em 2019, ele surgiu com sua primeira música, a sentimental ‘Kiss Me Every Time You See Me‘. No ano seguinte e apostando em composições também em português, ele lançou seu segundo hit ‘Se Você Tivesse Dito Sim‘, a música de clima gostoso e refrão grudento, teve ótima visibilidade nas plataformas digitais, chegando a mais de 22 mil reproduções, ale´m disso, fez parte da playlist oficial Indie Brasil no Spotify. O músico procura criar conexões de proximidade com o ouvinte, trazendo letras que retratam seus sentimentos e experiências pessoais íntimas cantados de forma habitual. Foi dessa forma que ele trabalhou em seu próximo single, a música ‘Passional‘, lançada no final de 2020. Desenhando uma mistura de ritmos entre o rock britânico, ska e música latina, ‘Passional‘ fala de alguém movido por uma paixão intensa, de pensamentos conflitantes e individuais, no entanto, essa pessoa mais tarde se aceita do jeito que é. A música traz duas atmosferas distintas, seu começo leve e praiano, claras influências do ska, termina em um instrumental mais intenso do rock. Dani Bessa nos contou um pouco sobre o processo de composição dessas músicas, como foi trabalhar durante a pandemia e quais são os próximos passos para o futuro, veja abaixo: Vamos começar falando sobre sua carreira na música, você já fez parte de alguma outra banda ou projeto, ou essa é sua estréia já em carreira solo? Entrei numa banda de rock de 2012 até 2016, era vocalista e guitarrista. Costumávamos tocar bastante covers e tinha pouco espaço pra músicas autorais, esse foi um dos motivos da minha saída. Fiquei oscilando bastante sobre querer voltar à ativa na música e decidi seguir carreira solo em 2019. Desde então, estou mais empolgado que nunca. Quais coisas te motivaram a começar a compor música e quais foram os desafios que você encontrou ao ser um músico independente? Tocar guitarra sempre me fez sentir melhor em momentos de bad. Normalmente quando estou passando por alguma situação complicada (ansiedade, insegurança, etc), gosto de compor como uma forma de extravasar e tudo. Pra mim, a maior dificuldade como músico independente é desempenhar praticamente todas as funções nesse início. A gente não pode ficar preocupado só com compor e tocar a música, precisa fazer com que ela chegue pras pessoas, precisa ver a estratégia de marketing que vai usar, produzir conteúdo freneticamente pra sustentar o algoritmo, essas coisas. Isso é bem difícil de fazer, ainda mais quando se é um artista solo em início de carreira.  Nos seus três singles lançados até agora, ouvimos diferentes estilos musicais, ska, música latina, rock. Quais são as suas inspirações musicais? Pois é! Bom, minhas referências principais são Tim Maia, O Terno, Boogarins, Terno Rei, Mac DeMarco, Arctic Monkeys, Strokes, Oasis, e por aí vai (acho que falei um monte, né?). Ultimamente ando ouvindo bastante Lô Borges também, ele foi uma das inspirações pro último álbum do Arctic Monkeys, achei isso incrível quando descobri. Quais outras inspirações fora da música você busca trazer para suas composições? Costumo compor sobre aquilo que acredito, tentando passar a minha verdade, nua e crua, usando expressões do dia a dia mesmo. Em algumas letras falo bastante sobre relacionamentos também, mas estou querendo sair um pouco desse clichê e explorar outros assuntos em composições futuras. Resumindo: componho mais quando estou passando por momentos de ansiedade ou insegurança, é minha forma de botar pra fora no momento. Estamos em um cenário caótico de pandêmia, mas minimamente artistas estão conseguindo encaminhar seus projetos, quais são seus planos para 2021, novas músicas, vídeos? A pandemia mexeu com todo mundo e ainda está muito difícil processar tudo que vem acontecendo. Em 2021 vou dar continuidade ao projeto que comecei ano passado (eu e meu produtor ainda não decidimos se será no formato EP ou álbum), pretendo lançar mais singles e atualizar as redes sociais com mais frequência. Espero atrai mais gente pra ouvir meu som!  Acompanhe Dani Bessa nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube Conheça outros artistas nessa matéria: Rebobinados indica #20: novidades nacionais pt. 1

Rebobinados indica #19: novidades nacionais pt. 1

Novidades nacionais pt. 1 é o tema e o retorno da nossa seção Rebobinados indica que está em sua décima nona edição. É aqui que reunimos nossas listas temáticas ou não de diversos artistas e seus trabalhos que recomendamos para ouvir. Dessa vez, fizemos uma lista com várias novidades musicais nacionais. Aproveite para conhecer e descobrir música nova! 🙂 Stall the Örange – It’s a Chromatic Circle, But O projeto liderado por Luiz Libardo busca influências nas bandas dos anos 80 e do indie, onde mescla sonoridades do dream pop, pós punk e rock alternativo, as composições se amparam nos acontecimentos ao redor de sua vida social, nas crises de pânico e percepções sobre a vida. Seu primeiro EP intitulado ‘It’s a Chromatic Circle, But’ tem 13 faixas e foi lançado pelo selo independente Nuzzy Records. Facebook | Instagram | Youtube Infante – Retalhos e Pensamentos Mal Costurados A banda Infante, natural de Jundiaí em São Paulo lançou seu novo EP ‘Retalhos e Pensamentos Mal Costurados’, resultado de um trabalho que durou cerca de dois anos, aqui eles exploram novas sonoridades, que conseguem unir a mpb ao rock alternativo, isso é parte de um processo de amadurecimento em diversos campos da vida, desde relações, introspecção e visões políticas. Facebook | Instagram | Youtube Mayí – Gritam-me Com letras inspiradas no poema ‘Gritaram-me Negra‘ da autora peruana Victoria Santa Cruz, Mayí lança sua primeira música ‘Gritam-me’. Representante da cena hip hop mineira, ela já fez parte do grupo Fenda composto por cinco mulheres, agora em carreira solo busca através da música externar suas vivências e a potência negra. Facebook | Instagram | Youtube Jessica Cohen – Fire A música ‘Fire‘ é o segundo single lançado pela artista Jessica Cohen, a musicista baiana também já foi vocalista da banda The Red Rivers. Aqui ela compartilha seu projeto mais pessoal, dividindo momentos sensuais e confiantes. A sonoridade tem elementos do r’n’b, jazz e música eletrônica, influencia vinda de grandes artistas como Nina Simone e Amy Winehouse. Facebook | Instagram | Youtube Yellow Boulevard – Living Like a Rockstar A Yellow Boulevard vem de Porto Alegre e faz um som influenciado pelo rock retrô, country e folk dos anos 60, mesmo assim conseguem agradar também o público moderno do indie. A faixa ‘Living Like a Rock Star‘ é o segundo single lançado em 2020 e antecede o primeiro EP que deve sair em breve, as letras falam sobre criar um estilo de vida prazeroso mesmo com as limitações atuais, fazendo analogia a vida de um rockstar. Facebook | Instagram | Youtube Riegulate – Júpiter Júpiter é o novo disco do Riegulate, projeto do compositor e produtor estadunidense Rieg Wasa lançado pelo selo Hominis CanidaeREC. Explorando sonoridades eletrônicas dos anos 80, ele traz em sua música muitas referências espaciais do sci-fi e cyberpunk. O músico, que vive em João Pessoa a mais de 20 anos produz artistas e tem um estúdio próprio na cidade, o BSB Estúdio. Bandcamp| Instagram | Youtube Depois da Tempestade – Conceitodissønante ‘Conceitodissønante ‘é a nova faixa da banda Depois da Tempestade em parceria com o produtor Murilo Nogueira (the.lazyb.). Saindo um pouco das raízes do rock, eles trazem uma fusão interessante e criativa entre o emo e o indie eletrônico, já nas letras buscam refletir sobre ansiedade, um mal que vem acompanhando a sociedade diante do caos mundial. Facebook | Instagram | Youtube Bordoá – Divagar Divagar é o novo disco da banda mineira Bordoá, as sete músicas que compõem o material passeiam por diferentes influencias vindas da bossa nova, indie, rock e jazz. Segundo eles, o disco dialoga sobre sentimentos individuais e interpessoais e o exploramento das suas relações e sua existência no momento da passagem para a vida adulta. Facebook | Instagram | Youtube Cayena – Medo Também representantes da cena independente mineira, a Cayena lança a nova ‘Medo‘. A música que fará parte do novo disco a ser lançado neste ano, surgiu de uma sessão de improvisos entre os músicos e mistura vários momentos que passam pela psicodelia, o brega, a mpb e a música latina, o resultado é uma sonoridade criativa, que inclusive ganhou um clipe conceitual incrível todo filmado em VHS. Facebook | Instagram | Youtube Os Fugitivos – Only You Liberdade é o sentimento que paira em ‘Only You‘, nova música dos alagoanos do Os Fugitivos. A atmosfera tropical com nuances da surf music e do indie são o ponto forte da canção que procura através de um clima leve, pegajoso e retrô se conectar ao ouvinte. A gravação e produção foram feitas pela própria banda nos estúdios Maná Records. Facebook | Instagram | Youtube Quer conhecer mais artistas e bandas, veja também essa matéria: Rebobinados indica #14 bandas brasileiras

TÔRTA: single ‘Você não faz ideia’ ganha belo vídeo e fala dos laços nas relações humanas

TÔRTA é liderada por May Manão (Crime Caqui), nesse projeto a artista busca sonoridades dentro das esferas experimentais eletrônicas, lembrando artistas como iamamiwhoami, Grimes e Björk. Seu primeiro single, a faixa “Iron Closet” falava sobre se assumir, auto aceitação e viver livre de julgamentos. Agora, ela retorna com ‘Você não faz ideia’, a música fala sobre uma paixão interna e os laços que unem essas pessoas. O vídeo, dirigido pela própria May, se inspira na Unmei No Akai Ito, uma lenda tradicional japonesa bem antiga que fala sobre um fio vermelho invisível indestrutível, capaz de unir duas almas gêmeas independente das situações. Sobre o vídeo ela diz: ”Esses fios se entrelaçam, se embaraçam mas continuam unidos, se transformando. Numa cama de gato, duas personagens se vêem presas nessa teia que elas próprias teceram com suas expectativas.” A música fará parte de seu novo EP que deve sair ainda este ano, no momento ela prepara uma live que será transmitida em março. A apresentação online contará com músicas já lançadas, além de outras que farão parte do disco de inéditas. Assista o vídeo oficial abaixo: Batemos um papo com May sobre as ideias que envolvem seu projeto entre outras coisas, confira logo abaixo: TÔRTA soa como um projeto mais pessoal e cheio de histórias a serem compartilhadas, como você definiria o seu trabalho e o que ele significa para você? Desde a concepção do projeto eu sempre tive uma ideia muito clara de que me serviria como um espaço de experimentação e reinvenção. E que com as músicas e tudo que se desdobra a partir daí, como videoclipes e apresentações, pudessem transmitir mensagens de transformação. Eu encaro como uma responsabilidade pessoal conseguir expressar tudo o que sinto ser importante discutir nos tempos atuais. E reconheço ser muito especial ter essa oportunidade no Tôrta. De onde veio a ideia do nome TÔRTA? Inicialmente era uma brincadeira com a gíria em espanhol em que “torta” significa lésbica. Depois refletindo sobre a palavra e o quanto ela remete a tudo que não se encaixa, e o quanto sempre me percebi assim, encaro como uma forma da gente tentar acolher nossas falhas também. O vídeo da sua nova música ‘Você não tem ideia’ é inspirado em uma lenda japonesa muito interessante, como você chegou até ela? Na verdade, o fio veio num brainstorm enquanto eu e Jess, produtora e co-roteirista, refletíamos sobre a música e os laços que construímos ao longo da vida e como nos relacionamos com esses vínculos. Depois quando o clipe já estava em execução, estava conversando com uma amiga em casa e ela viu o fio laranja, que havia usado para gravar algumas cenas, preso a parede. Assim que ela bateu o olho lembrou de uma exposição que havia visto no Japan House, em São Paulo, da artista Chiharu Shiota chamada “Linha Interna”. Conversando a respeito percebemos o quanto tudo se conectava. As relações modernas em grande parte são feitas de laços frágeis, a tecnologia tem um papel controverso nisso, ao mesmo tempo que ela nos aproxima também cria a distancia, qual a sua opinião sobre? Desde a pandemia nossa socialização mudou muito. Eu particularmente comecei a conversar com pessoas que nunca imaginei, de diversos lugares, relações muito bacanas. Algo bem fora da curva para eu que nunca fui muito de ter amizades de internet. Acho especialmente interessante o papel das redes num momento como esse em que nos restam poucas alternativas de nos conectar.  Você pretende lançar um EP inédito nesse ano, o que pode nos contar sobre ele? Posso adiantar que vai estar um pouco diferente das músicas que já lancei, hahaha. Se você pudesse escolher um filme para ter sua música como trilha sonora, qual você escolheria e por que? Eu sou muito fã do diretor polonês Krzysztof Kieślowski, me identifico muito com a melancolia presente em sua obra. Seria um sonho, ter podido criar a trilha para um de seus filmes. Para finalizar, um desejo para o futuro? Meu desejo é que as pessoas se permitam mais, se transformarem para que o futuro se transforme. Acompanhe Tôrta nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube

Amazonica quer que você conheça o doce som do Rock’n’roll

Na cena musical há cerca de dez anos, a cantora e DJ britânica Victoria Harrison lidera o Amazonica, seu novo projeto musical. O nome vem de uma lenda da planta Vitória Régia, conhecida em inglês por Victoria Amazonica. Sua carreira trilhou caminhos diferentes, das agitações da música eletrônica enquanto DJ e do rock através de parcerias incríveis com músicos importantes do rock e metal internacional, como Tommy Lee do Motley Crue e a banda de black metal sinfônico Cradle of Filth. No fim, os dois mundos se colidiram e resultaram em dois discos: The Trouble With… Harry (2003) e Songs from the Edge (2007) lançados sob o nome Harry. O primeiro single como Amazonica veio em 2018 com a música ‘Don’t Fear the Reaper‘ (2018) em um clima mais eletrônico moderno, dois anos mais tarde ela retorna com três faixas novas, High On You (2020), Memories (2020) e Stepping Stones (2020) single que acompanha mais duas faixas inéditas, sendo uma delas uma versão acústica. ‘Sweet Sound of Rock’n’Roll‘ é sua nova música e foi produzida por Luke Ebbin, que já trabalhou com Bon Jovi, Richie Sambora e Rival Schools. A faixa fará parte de seu novo disco previsto para ser lançado no segundo semestre de 2021. Você pode conferir o vídeo oficial abaixo: Conversamos com Amazonica sobre sua carreira e a trilogia de discos que ela pretende lançar além de outras curiosidades: Amazonica é um nome legal para banda, porém acho que você terá alguns problemas nas buscas na internet, então como você chegou a esse nome? Sinceramente, foram as buscas na Internet! Eu estava procurando por um novo nome que tivesse a ver com Budismo e a flor de lótus, e a internet e sua mágica me apresentaram Amazonica e pensei que soava como ‘Metallica’, então pensei SIM! Além disso, há uma lenda brasileira muito sombria e legal ligada a isso, que foi super comovente para mim. Não sabia que era você que cantava em ‘Temptation’ do Cradle of Filth, você fez uma ótima performance nessa música, como isso aconteceu, você já conhecia a banda? Acho que conheci Dani Filth bêbado em um Rock Club em Londres, mas a gravação real aconteceu anos depois, quando o produtor do álbum Rob Caggiano do ANTHRAX entrou em contato comigo depois que gravei ‘Making Me Crazy’ com Tommy Lee e disse acho que essa música ficaria ótima com você também. Então voei para Londres para fazer o vídeo e agora sou amiga de todos eles. Você vem lançando singles como Amazonica desde 2018, no começo podíamos ouvir um som mais eletrônico, porém você tem uma voz forte e poderosa para o rock’n’roll. Como foi essa transição para o rock em seu novo single ‘Stepping Stones’? Bem, é meio que ao contrário. Meu primeiro álbum ‘The Trouble with … Harry’ que eu gravei com o Youth do Killing Joke quando eu era adolescente era um disco de metal industrial pop misturado com rock alternativo, mas nenhuma das minhas músicas estavam disponíveis online antes devido a pesadelos contratuais com a gravadora. Mas no ano passado eu consegui os direitos de volta para todas as minhas próprias músicas, então estou relançando tudo esse ano. No primeiro álbum que fiz, misturei música eletrônica e rock. Sempre fiz músicas que misturam gêneros, mas agora é ótimo porque eu estava um pouco à frente do meu tempo e as pessoas realmente não me entendiam, mas agora as pessoas têm a mente mais aberta. Em alguns dias você vai lançar seu primeiro disco através de sua própria gravadora, o que podemos esperar dele? VAI SER DEMAIS! Acho que será uma ótima introdução e mal posso esperar para fazer uma turnê ao vivo e entrar no buraco! Ouvi dizer que será uma trilogia de álbuns, eles serão diferentes um do outro? Sim, ‘Songs From the Edge’ é puro rock alternativo e escrevi apenas na guitarra, meu primeiro álbum “The Trouble with .. Harry” é uma mistura de gêneros, já o novo álbum que estou terminando durante o lockdown é novamente uma mistura de gêneros mas foi produzido por mim mesma e usei muitas batidas do Trap com guitarras e sintetizadores e também há um grande momento cinematográfico com cordas que soam épicas, realmente mostram meu arco artístico. O que te inspira a escrever música? É algo que tenho que fazer, assim como respirar ou não me sinto bem. É estranho, fico mais feliz quando sou criativa, e os tempos mais sombrios da minha vida aconteceram enquanto eu não estava fazendo música. Isso salvou minha vida. Quais são seus planos após o lançamento do primeiro álbum, talvez um videoclipe? Espero fazer mais videoclipes, quero fazer muitos videoclipes, mas no momento é um desafio filmar devido às restrições da Covid. Se você pudesse escolher uma de suas músicas para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual seria e por quê? Todas elas, são ótimas músicas para filmes! Obrigado pelo seu tempo e fique à vontade para deixar uma mensagem aos nossos leitores. Só quero dizer que, assim que for seguro viajar eu quero ir ao diretamente ao Brasil fazer shows malucos, vi que seu público e a energia parecem ELÉTRICOS! Mal posso esperar para conhecer o Brasil! Os discos em formato vinil já estão disponíveis e me sigam no Instagram: @DJamazonica Acompanhe Amazonica nas redes sociais: FacebookInstagramYoutube Quer descobrir mais artistas novos? Então confira também essa matéria: 11 artistas franceses para conhecer antes de 2020 acabar

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