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Adorável Clichê traz letras profundas e boas doses de shoegaze e rock alternativo em seu primeiro disco

Formada em Blumenau, Santa Catarina em meados de 2013, o quarteto Adorável Clichê é composto por Marlon Lopes (guitarra), Gabrielle Phillipi (vocal), Lucas Toledo (baixo) e Diogo Leal (bateria), a primeira música da banda, a faixa Eu Invisível, foi lançada em 2015, seguida pelo primeiro EP São Tantos Anos Sem Dizer, contendo cinco músicas gravadas de forma totalmente independente. Durante os anos seguintes a banda foi amadurecendo e também se preparando para um próximo disco, que veio a calhar em 2018 com o lançamento de O que existe dentro de mim, lançado pela Nuzzy Records e com nove músicas cheias de letras pessoais, que soam como um diário aberto, sobre ansiedade, frustrações e situações da vida cotidiana. O álbum já pode ser considerado um dos melhores lançamentos dentro do rock independente nacional, com uma sonoridade feita na medida certa. De guitarras barulhentas a momentos nostálgicos e melódicos, e letras todas cantadas em português que criam um afeto com o ouvinte, um sentimento de compreensão e de compartilhar de vários sentimentos turbulentos. As gravações foram realizadas no quarto do guitarrista Marlon Lopes, e todas as composições feitas da forma mais sincera e orgânica possível. Nós tivemos o prazer de conversar com Lucas e Marlon que nos responderam algumas perguntas sobre o processo de composição, as gravações e os planos futuros da banda. A banda Adorável Clichê foi formada em 2013, vocês estão prestes a completar cinco anos, como avaliam esse período? Marlon: Foi um período de aprendizado e transformação. A banda que se formou em 2013 não existe mais, ao menos pra mim. Tudo tá muito diferente daquela época. A gente era bem novo e meio descompromissado. Se a gente tivesse fundado outra banda em 2015 e contado as coisas a partir daí teria sido mais justo com o som que fazemos hoje. Enfim, somos uma banda que ficou muito tempo sem lançar nada. Como você pode bem ver, fora gravações ao vivo em estúdio, nosso primeiro EP de verdade só saiu em 2016. O primeiro single pensado só no final de 2015, que é pra mim o marco inicial de uma consciência acerca do nosso role e o que nós queríamos com isso. Vocês trabalharam mais de um ano nas músicas do primeiro disco, como foi o processo como um todo? Marlon: Foi um processo sem muita pressão. Queríamos fazer algo bom e pronto. Apenas no final rolou um correzinho pro disco finalmente sair, mas acredito que fizemos tudo bem pensado. Compomos várias músicas nos ensaios, mas todas elas passaram por um processo de pós-produção no qual adicionamos sintetizadores, backing vocals, outras linhas de guitarra, etc. Lucas: Complexo e simples ao mesmo tempo, as composições das músicas surgiam namaioria das vezes nos ensaios com a Gabrielle (vocalista) fazendo as letras na hora seguindo o instrumental ou vice-versa. De forma natural e sincera. Já as gravações feitas tudo no quarto do Marlon (guitarrista) foi o processo mais demorado e complicado para chegarmos num resultado que nos agradasse! Se pudessem resumir o disco da Adorável Clichê em uma só palavra, qual seria? Marlon: Sinceridade. Cantar em português geralmente traz uma sensação maior de exposição, mas ao mesmo tempo traz uma identidade mais forte e também uma conexão com o ouvinte, qual a opinião de vocês sobre isso? Marlon: Concordo com a exposição, ainda mais por serem letras muito íntimas. A conexão é inevitável, ao meu ver, quando você realiza um trabalho honesto como o nosso. Lucas: Ao meu ver, cantar e, principalmente, compor em português é mais complicado do que em inglês. As letras da Gabrielle conseguem passar de maneira mais verdadeira os sentimentos ainda mais por ser em português. É ela cantando ali como fala no dia a dia. O Que Existe Dentro de Mim revela muito sobre sentimentos, isso é bem transmitido nas letras e sonoridade, como foi a escolha do título? Marlon: Além de ser uma continuação do título do EP “São Tantos Anos Sem Dizer”, o título do álbum resume o que se encontra no seu conteúdo. São canções íntimas, emocionais, de coisas que muitas vezes não deixamos transparecer pela rotina ser rodeada de relações superficiais em que se não se sente à vontade de se expor. Vocês pensam em gravar um vídeo clipe para alguma música? Lucas: Já gravamos, porém não curtimos os resultados, agora queremos fazer pelo menos algum que podemos dizer: “Agora sim! Isso tá digno de ser nosso clipe.” Se vocês pudessem escolher uma música do disco para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual seria ambos e por quê? Marlon: Acho que “Traços” é a música com mais cara de trilha sonora de filme. A letra e o arranjam casam tão bem que muito combinaria Lucas: Acredito que todas têm potencial para fazer parte de um filme, depende do tema do filme, qual momento do filme e da música. Eu gosto muito de “Poluição”, o instrumental e a letra são boas para se encaixar em vários momentos diferentes. Qual a opinião da banda sobre o cenário atual da música brasileira? Marlon: Acho que o cenário nacional vive um grande momento em praticamente todos os estilos. Tem muita banda boa rolando aí. As que eu citaria seriam terraplana, Terno Rei, Raça, Between Summers, Wolken, Fevereiro da Silva, Carmen e Céu de Vênus. Agora com o disco lançado, o que planejam pela frente? Marlon: Particularmente adoraria tocar o máximo possível em festivais. Acho que esse seria um grande passo pra banda profissionalmente. Esperamos agora lançar clipes e live sessions. Enfim, quem sabe até um EP novo ano que vem, veremos! Muito obrigado pelas respostas, deixem uma mensagem final. Lucas: O que me resta pra dizer é agradecer todas essas pessoas maravilhosas que estão dando tantas respostas positivas e acreditando no potencial do álbum e da banda. Pra quem ainda não ouviu o álbum, escute e chore, compartilhe e faça os outros chorarem também. Abraços! Siga a banda Adorável Clichê nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Youtube Escute o disco O que existe dentro

Duo de pós punk The Lautreamonts lança seu primeiro EP Who Are You Wearing

O duo carioca The Lautreamonts é formado por Martha F. e Hudson, o nome é inspirado pelo escritor francês Conde de Lautreamont (Isidore Lucien Ducasse) considerado um dos percussores do surrealismo. Who Are You Wearing é o primeiro EP da banda, com cinco faixas produzidas em um home estúdio e lançadas pelo selo Efusiva. O título do disco é uma menção a uma pergunta feita frequentemente no tapete vermelho aos famosos para saber de qual estilista é a roupa que estão usando. Pensando nisso, a banda questiona o modo como vivemos e quem realmente somos, essas questões reflexivas são o tema principal das músicas do disco. A sonoridade, mesmo que classificada como pós-punk, passeia e mergulha por vários estilos e experimentações possíveis, trazendo algo exótico e fora da caixinha, com influências que vão desde a música árabe, passando pelo dreampop, eletrônico e psicodelia. É uma ótima pedida para quem gosta de ouvir algo fora do tradicional, ficou curioso? Então aproveita pra escutar o EP na íntegra no link abaixo e não se esqueça de acompanhar a banda pelas redes sociais. Siga o The Lautreamonts nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Youtube

The Daysleepers: Jeff Kandefer sobre o hiato de dez anos, suas inspirações e o novo disco

O The Daysleepers foi formado em 2004, na cidade de Bufalo em Nova Iorque. No ano de 2006 foram lançados dois EP’s, Hide Your Eyes e The Soft Attack. Apenas em 2008 saiu o primeiro disco de estúdio Drowned in the Sea of Sounds. O trabalho trouxe influências de bandas como The Cure, Slowdive e Cocteau Twins. Eles já foram comparados com grandes nomes do gênero, mas eis que ainda cedo entraram em um hiato de dez anos sem lançar nada. Foi aí, que em 2014 presentearam os fãs com a nova Dream Within A Dreamworld, música que mostrou uma sonoridade mais ampla, explorando um lado mais pop e eletrônico. Em seguida, também fizeram um cover maravilhoso para There Is A Light That Never Goes Out dos Smiths, que ganhou o coração até de quem não era fã da banda. Porém, apenas em 2017 que as preces de seus adoradores foram atendidas e algumas músicas novas surgiram nas plataformas digitais. Sundiver e Foreverpeople vieram com a promessa de um novo disco de inéditas para 2018. Eis que agora temos capa, tracklist e título. O segundo disco de estúdio tem 9 faixas e se chama Creation, tem data de lançamento prevista para o dia 07 de setembro, e foi totalmente produzido por Jeff Kandefer em seu estúdio. É com muita felicidade que tivemos a honra de mandar algumas perguntas para o fundador da banda Jeff Kandefer sobre o início do The Daysleepers, a fase do hiato e as considerações sobre o novo disco que está por vir. Escute o novo disco Creation enquanto lê a entrevista: A banda foi formada em 2004, em Buffalo, Nova Iorque. Como vocês se conheceram? Nos conhecemos através de amigos em comum em nossa área. Eu sabia que Mario e Scott eram músicos super talentosos que tocavam em outras bandas, e quando descobri que gostávamos de músicas semelhantes eu pedi para que eles viessem até minha casa para fazermos uma jam session. Eu também sabia que Elizabeth, a irmã de Mario, era uma boa cantora e soaria bem em uma banda de shoegaze, então eu a convidei para participar e ela concordou.  Todos nós nos conectamos imediatamente desde a primeira vez então decidimos continuar. Seu primeiro disco foi lançado há dez anos atrás, quais memórias vocês tem daquele tempo, das composições até as gravações? Foi um ótimo tempo! Todas aquelas músicas vieram juntas de forma tão orgânica. Eu também estava casado com Elizabeth em 2008, então aquele ano foi muito emocionante para mim. Todos aqueles sentimentos de amor e expressão artística estão todos envolvidos naquele álbum, então ele sempre será especial para mim.Nós gravamos ele no Watchmen Studios em uma semana. Foi uma tonelada de trabalho naquela quantidade de tempo, mas estávamos preparados e tudo funcionou muito bem no final. Estamos muito orgulhosos desse disco. A banda teve um hiato de dez anos, o que vocês tem feito durante esses anos? Realmente vivendo a vida. Muitas coisas mudaram para todos nós depois do disco Drowned in a Sea of Sound. Tentamos começar a produzir novo material várias vezes, mas as circunstâncias não eram justas para criarmos algo que estivesse á altura do nosso padrão. Não queríamos apenas repetir o último disco, mas não tínhamos certeza de onde queríamos ir ou de como fazer isso. Se nós apenas gravássemos um novo disco da mesma forma que fizemos com o primeiro e os Ep’s antes dele, senti que começaria a ficar repetitivo. Eu queria algo diferente para o próximo disco e eu queria que nós mesmos produzimos o novo material, mas eu ainda não tinha certeza de como fazer isso. No fim, eu consegui o equipamento que eu precisava para construir meu estúdio simples, mas poderoso. Isso abriu uma certa liberdade criativa que levou ao nosso novo disco Creation. Em 2014 vocês lançaram uma música nova chamada Dream Within A Dreamworld que soava mais cativante e pop do que suas músicas anteriores. Como foi a aceitação dos fãs e por quê ela não está no novo disco? Aquela música era para ser mesmo apenas um single. Estávamos experimentando gravar músicas da nossa forma e queríamos tentar algo diferente.  Ela tem uma sonoridade bem new wave e anos 80 que amamos mas era muito diferente para nós. No que diz respeito aos fãs, eles ficaram muito felizes em ouvir novo material vindo de nós e muitas pessoas absolutamente amaram aquela música! Tivemos muitos comentários legais sobre ela e estações de rádio de shoegaze ainda continuam a tocando. Houve um pequeno grupo de fãs que não gostaram da mudança mas já esperávamos isso, mas não era pra ser uma mudança permanente em nossa sonoridade, apenas um experimento. Mais tarde decidimos que o The Daysleepers é, no fundo, uma banda de shoegaze/dreampop e se vamos nos distanciar muito daquele som seria melhor como um projeto diferente. Foi por isso que depois fizemos um grande mergulho de volta ao shoegaze com nossa faixa título Creation. Queríamos que os fãs soubessem que o novo disco seria um verdadeiro disco de shoegaze. O último ano foi muito produtivo para vocês, há quanto tempo estiveram trabalhando em Creation? Eu comecei a planejar e escrever o álbum seriamente no fim de 2016. Vocês tem planos de promover o disco novo com uma turnê? Isso seria ótimo, mas não é algo que possamos fazer com nossas circunstâncias. E também, somos artistas 100% independentes. Recebemos várias ofertas de gravadoras, algumas de selos que amamos, mas todos querem mais controle da música e royalties do que estaríamos dispostos a dar. Nós trabalhos muito duro nessa música. Quero a satisfação de saber que tudo o que lançamos retorne a nós como criadores dessa arte. É o que parece certo para mim. Mas por causa dessa decisão isso também limita nossa exposição e não temos o financiamento de um selo para nos ajudar a pagar uma turnê. Estamos muito bem com essas trocas. Nosso foco sempre foi criar músicas bonitas para vocês que vem do lugar mais puro e imaginável, sem

Shoreline Tales: novo projeto mistura post-rock, jazz e psicodelia

Zeh Antunes é um músico brasileiro mais conhecido por suas participações nas bandas Billy Goat (1997-2007) e Electric Goat Combo (2009-2016) onde foi  fundador e baixista. Recentemente ele deixou o Brasil para viver em Braga, Portugal. O lugar trouxe novas perspectivas e inspirações ao músico que teve a ideia de criar o projeto Shoreline Tales em 2017. A primeira demo com alguns singles foi lançada em outubro do ano passado, mas há poucos dias, mais precisamente em 27 de agosto finalmente saiu seu primeiro registro, o disco Semoto que contém cinco músicas e está sendo lançado pelo selo Abraxas Records. Em suas composições Zeh faz uma experimentação que passeia pelo post-rock, jazz e rock psicodélico. Segundo ele, esse é um projeto de alguém que chegou em um novo lugar e não consegue parar de fazer música, uma mistura de tudo o que aconteceu durantes os anos e que simula cognição. Acompanhe pelas redes sociais: Facebook | Bandcamp

Dolorem: quarteto de post-black metal exala melancolia e peso em primeiro single

O post-black metal tem sido um gênero bem controverso dentro do metal, pois sua fusão de gêneros como shoegaze, post-rock e black metal ainda soa muito discrepante para alguns ouvidos. O fato, é que existem artistas desse estilo criando novos conceitos e músicas incríveis, que conseguem fundir peso e melodia na medida certa, sem soar clichê, como a Dolorem. Aqui no Brasil esse som ainda não é muito explorado, são poucas as bandas que se auto intitulam post-black metal. Na verdade, o público do gênero é bem forte por aqui. Talvez, por conta de alguns nomes da cena francesa como o Alcest, Amesoeurs e Deafheaven. Essas são queridas do nosso público e difundem algo de novo para um nicho (se é que posso chamar assim), que está de mente aberta para novas possibilidades dentro da música pesada. Dessa vez, vamos conhecer uma banda que tem tudo para ser um dos grandes representantes do estilo em nosso país. O Dolorem foi formado no fim de 2017, em João Pessoa, Paraíba. Conta com Marcos Sena (guitarra, vocal), Jackson Luciano (guitarra), Paulo Roberto (baixo) e Nichollas Jaques (bateria). Todos os integrantes já vem de outras bandas do underground, as influencias já são bem conhecidas pelo público como, Katatonia, Alcest, Slowdive, Deafheaven entre outros. Em 2018, eles entraram em estúdio para compor cinco músicas, a primeira a ser lançada foi Abandoned. A sonoridade traz uma atmosfera melancólica, mas que também se entrosa com a agressividade e momentos bem ambientados por guitarras, assim como no post-rock, uma música dinâmica e profunda. As letras assim como um geral dentro desse estilo, falam sobre existencialismo e sentimentos inerentes a qualquer pessoa, como dor, amor, frustrações e desesperanças. Conversamos com eles sobre como surgiu a ideia de formar a banda, a gravação do primeiro single, e sobre  os planos para o lançamento do primeiro disco. Confira! O Dolorem foi formado em 2017, mas muitos de vocês já haviam participado de outras bandas do underground. Como foi o processo de se reunirem pra montar a banda, todos já se conheciam? João Pessoa, apesar de ser uma capital, tem um aspecto de cidade pequena. Logo, todos nós participamos de círculos sociais em comum. Alguns de nós já havíamos tentado montar alguns projetos em outrora. No entanto, apenas a Dolorem acabou vingando, devido ao interesse mútuo de montar uma banda com sonoridade diferenciada. A banda começou com Marcos, Paulo e Nichollas e então começamos uma incessante busca por vocalista, pois nenhum de nós havíamos cantado em outros projetos no passado. Depois de muita procura sem nenhum sucesso, nós achamos apropriado Marcos assumir os vocais, que mostrou-se uma ótima escolha. Por fim, para dar uma maior incorporada no som, principalmente no quesito ambiência, convidamos Jackson, que já era velho conhecido e já tinha tocado com o Paulo e Marcos em outros projetos no passado, para fazer parte da segunda guitarra. O post-black metal ainda é um estilo pouco explorado aqui, vocês acham que muitas bandas tem medo de se arriscar nesse tipo de som? Nós acreditamos que o Post-Black é um gênero já bem difundido no mundo. Sabemos da existência de bandas de post black metal no cenário nacional. Porém achamos que ainda não é muito explorado por não ser muito popular. Sendo mais comum nascerem bandas de gêneros mais populares como Thrash, Death e Black. Esperamos que com a inserção da Dolorem na cena, assim como o trabalho de outras bandas do estilo nós podemos difundir melhor este tipo de musicalidade para o grande público e estimule tanto as pessoas a conhecerem o post-black, quanto a se interessar em criar novas bandas do gênero. Abandoned é uma música bem dinâmica, com letras profundas e passagens mais pesadas e melancólicas, uma ótima escolha para um primeiro single, como foi o processo de composição? Marcos Sena já tinha algumas ideias para Abandoned antes mesmo da banda ser formada. Quando Nichollas e Paulo entraram para o projeto, cada um pôs um pouco de suas influências musicais, que são um pouco distintas, e a música ficou do jeito que conhecemos hoje. Vale ressaltar que Abandoned foi a primeira música composta por nós. Escolhemos esta música para o single não por ela ser a primeira música, mas justamente por esta pluralidade de melodias e passagens. Logo, ela consegue refletir grande parte do contexto e musicalidade que exploramos na banda como um todo. O Nordeste tem uma cena metal muito forte, vocês se vêem como uma novidade dentro dessa rota da música pesada? A Dolorem por explorar este gênero do post-black já é uma novidade tanto no Nordeste quanto no Brasil, pois como já havíamos dito anteriormente é um gênero pouco explorado. Porém algo que nos destaca é este flerte entre melodias com bastante atmosfera, característico do post e shoegaze, alternando pra blasts e partes mais pesadas e frenéticos, que tem como fundamento o black metal. De uma maneira sutil acaba deixando nosso público surpreendido e curioso a cada transição de riffs. Na hora de escrever uma letra, vocês procuram ler um livro, ouvir musica ou situações do cotidiano pra se inspirar? Digamos que a nossa maior fonte de inspiração seja a própria vida, vemos a vida como um processo cheio de desafios, frustrações, conquistas, fracassos, perdas, tristeza e dor. Refletir e enxergar esses aspectos da vida, é uma fonte rica que nos desperta o lado criativo, traduzindo os pensamentos em composições. O que vocês tem em mente para o futuro, além dos shows já agendados, pretendem lançar um disco cheio ainda esse ano ou algum vídeo clipe? Para o futuro, a banda está trabalhando para fechar o repertório e iniciar a gravação do primeiro álbum ainda no fim deste ano. No momento, estamos divulgando o single “Abandoned” nas redes sociais e plataformas de streaming. Também iremos divulgar um vídeo clipe no dia 24/09, com imagens captadas da gravação da música em parceria com a Tártaros Produções. Neste mesmo mês, dia 30, tocaremos no Kraken Festival, em João Pessoa. Agradecimentos à banda pela disponibilidade em responder a

ionnalee surpreende e encanta fãs em primeiro show no Brasil

Jonna Emily Lee Nilson (ionnalee), cantora sueca de 36 anos de idade, é a mente por trás do projeto iamamiwhoami, que teve início em 2009 ao lado de seu marido, o produtor Claes Björklund. Ganhadora de um prêmio em inovação pelo Grammy sueco em 2011, ela lançou três discos de estúdio, são eles: Kin (2012), Bounty (2013) e o maravilhoso Blue (2014). Além de sua bela voz e performance, Jonna se destaca pelos discos conceituais e seus clipes sempre muito bem produzidos. Uma apresentação por aqui parecia apenas um sonho, já que ela não tinha costume de fazer muitos shows. Agora, assumindo apenas o nome de ionnalee, a cantora conseguiu através de um crowdfunding fechar uma turnê mundial para apresentar o seu disco Everyone Afraid to Be Forgotten, renovando assim também a esperança dos fãs brasileiros, que colaboraram para que São Paulo fosse uma das rotas da turnê. A apresentação inédita aconteceu na quinta-feira dia 23 de agosto no Cine Jóia em São Paulo. As portas abriram por volta das 19h00, a fila em frente a casa já era imensa e chegava quase até a entrada do metrô. A princípio, conforme anunciado haveria uma exibição de um curta sobre o disco e a abertura ainda ficaria a cargo de Tangurna, artista também sueco que faz parte da gravadora de ionnalee. Porém, devido ao extravio das malas a apresentação foi cancelada, sendo assim, o filme e o show tiveram seus horários alterados, mas sem prejuízos. O fato também comprometeu o vestiário usado por Jonna, que mais tarde comentou sobre isso em sua conta do instagram. Com a casa cheia, foi exibido o filme sobre o disco, e todos fãs empolgados acompanharam e cantaram a cada trecho das músicas apresentadas, mas foram mesmo a loucura assim que a apresentação teve início com Work, faixa do disco Everyone Afraid to Be Forgotten. Todos pularam e cantaram tão alto que as vezes mal se ouvia a voz de Jonna. O setlist foi bem equilibrado e parece ter agradado a todos. Tiveram músicas do projeto iamamiwhoami, passando por seus três discos, como as faixas o do disco Bounty, e outras muito esperadas, como Fountain, Play e Chasing Kites. Jonna estava aparentemente muito feliz, saltitante, dançando com toda energia possível. Sempre agradecendo a todos e sempre em contato com os fãs que estavam mais próximos da grade. Talvez por conta dos problemas ocorridos tenha faltado além dos vestuários, uma iluminação e projeções melhores durante algumas músicas. Ainda assim, tudo foi maravilhoso, a energia e cada refrão cantado a plenos pulmões foram a compensação dos imprevistos. Outro fato comum entre os fãs eram as coreografias, muitos ali acompanhavam a performance perfeitamente, o que deixa claro o quanto são fiéis. Os brasileiros foram privilegiados, pois o set contou com algumas músicas que não estavam em muitos dos shows que vinham acontecendo pelos EUA. Músicas como SIMMER DOWN, NOT HUMAN e Shadowshow que foi cantada a capella depois de todos pedirem em um coro. Além disso, outro momento marcante foi em HARVEST, música que conta com a participação de TR/ST. Foi muito lindo ver o Cine Jóia estremecer com todos acompanhando o refrão. ”come closer, my love, let’s drown in misery, there is an ocean of possibilities”. Mais tarde, soltaram um ”Jonna eu te amo”, com certeza ela sentiu todo o amor que seus fãs tem por sua pessoa e sua música. Logo depois, Gone e Blue Blue finalizaram parte da apresentação. Um destaque para um fã que subiu ao palco para dançar com Jonna durante a última música. A faixa Goods, conseguiu levantar o público que mais uma vez dançou conforme a coreografia. Contudo, ainda não era o fim, assim que as luzes se apagaram ficou um clima de retorno. Eis que ionnalee e o fã retornam ao palco para uma surpresa inusitada, um pedido de casamento, sim o garoto pediu seu namorado em casamento. Esse momento bonito emocionou a todos que aplaudiram e ovacionaram muito. Uma ótima maneira de fechar um show tão esperado e que com certeza ficará na memória. Mas, agora que sabemos que foi sucesso, é torcer para que ela volte o mais breve possível, com um disco novo, seja como iamamiwhoami ou ionnalee. Setlist: IntroWORKo (iamamiwhoami cover)BLAZINGfountain (iamamiwhoami cover)SIMMER DOWNt (iamamiwhoami cover)play (iamamiwhoami cover)TEMPLEchasing kites (iamamiwhoami cover)ISLANDNOT HUMANSAMARITANHARVESTy (iamamiwhoami cover) Bis:shadowshow (iamamiwhoami cover) (acapella)GONEblue blue (iamamiwhoami cover)goods (iamamiwhoami cover) Acompanhe ionnalee nas redes sociais: Facebook | Instagram

6 discos de shoegaze em destaque para 2018

Essa lista de 6 discos de shoegaze lançados em 2018 é dedicada a todos os adoradores do nosso querido rock sonhador e barulhento, é estranho como certas coisas tem o tempo certo para acontecer, digo isso porque é hilário que um gênero musical que teve início no fim dos anos 80 e começo dos 90 tenha sido enterrado até ressurgir das cinzas durante os anos 2000. O mesmo tipo de música que faziam alguns torcerem o nariz, uma vez que o grunge e o britpop dominavam as paradas. Vemos muitas bandas surgindo no mundo e inclusive aqui no Brasil, estamos em 2018 e ainda tem muita coisa pra rolar, muito disco pra sair, enquanto não ouvimos nada novo do nosso querido My Bloody Valentine e Slowdive, listamos aqui alguns lançamentos de ótimas bandas que tem me impressionado, e é isso, vamos manter o shoegaze vivo! Kraus – Path (2018) Banda liderada por Will Kraus, um jovem de 22 anos do Texas que costumava criar músicas em seu quarto. Path é seu segundo disco, e mesmo que traga músicas na veia lo-fi do shoegaze dos anos 90 ele também soa moderno e criativo, barulhento, melódico, com distorções e vocais que as vezes fazem parte do instrumental. 93MillionMilesFromTheSun – New Fuzz EP (2018) Novo EP dessa banda inglesa já bem conhecida no meio underground do shoegaze, seu som é mais frenético, com várias camadas de guitarras, mas é uma boa pedida para quem justamente curte um som mais barulhento. Teenage Wrist – Chrome Neon Jesus (2018) Trio californiano formado por Kamtin Mohager , Marshall Gallagher e Anthony Salazar, Chrome Neon Jesus é o primeiro disco da carreira, ele combina guitarras distorcidas com vocais etereais, e explora o lado emocional em suas letras, Marshal descreve isso como: ”perceber que o mundo é maior, mais brilhante e aterrorizante do que você imagina”. Mint Field – Pasar de las luces (2018) Uma grata surpresa vinda desse duo mexicano de Tijuana, formado por Estrella Sanchez (vocal, guitarra) e Amor Amezcua (bateria, sintetizador) lançam seu primeiro disco Pasar de las luces. Durante as treze faixas escutamos um som melancólico e itinerante, com belas melodias alinhadas a vocais angelicais, todas as músicas são cantadas em espanhol o que traz uma identidade ímpar para a banda. Lowtide – Southern Mind (2018) Banda australiana formada em 2018 na cidade de Melbourne, esse é seu segundo disco de estúdio, as músicas são uma mistura de dream pop e um shoegaze bem melancólico, com melodias hipnotizantes. Drowse – Cold Air (2018) O Drowse vem da cidade de Portland, Kyle Bates é o único membro e traz mais um disco na bagagem, Cold Air foi gravado em sua própria casa durante uma temporada difícil de depressão, medicamentos e álcool que resultou em 12 composições com letras influenciadas por escritos religiosos de Anne Carson e Karl Ove. Siga as bandas nas redes sociais: Kraus93millionmilesfromthesunTeenage WristMint FieldLowtideDrowse Quer conhecer mais bandas, confira essa também matéria: Rebobinados indica #5 Shoegaze

Paradise Lost: os mestres do Gothic Metal retornam ao Brasil com seu décimo quinto disco

Os ingleses do Paradise Lost ainda vivem o auge de sua carreira, mesmo beirando os 30 anos, Nick Holmes (vocal), Gregor Mackintosh (guitarra), Aaron Aedy (guitarra) e Steven Edmondson (baixo) parecem ter uma fórmula certa de como manter um line-up consistente e até mesmo de como gravar discos de qualidade. É inevitável mencionar o quão importante os discos Gothic (1991) e Draconian Times (1995) são para o metal, se no início a banda era rotulada como um Metallica do death metal, hoje são vistos como os mestres de um estilo que as vezes causa um pouco de confusão nos headbangers, afinal esse tal Gothic Metal que se fala é muitas vezes comparado apenas a bandas como Tristania e Nightwish. Na verdade, ele começou com uma fusão entre o doom metal, o rock dos anos 80 e a música clássica, gêneros que vieram na música do Paradise Lost desde o início de sua carreira, a própria Gothic já tinha vocais femininos e algumas passagens clássicas. A banda foi cada vez mais se afastando da música extrema nos próximo discos, se em Shades of God (1992) Nick ainda continuava com seus vocais agressivos, por outro lado, as músicas começavam a trazer mais riffs melancólicos, sonoridade essa que se consolidou no disco Icon (1993), que começa a deixar os guturais de lado e traz um vocal mais arrastado e rasgado, sendo comparado ao de James Hetfield. Assim como um bom vinho, o Paradise Lost foi envelhecendo e ficando melhor, em 1995 lançam Draconian Times, provavelmente o melhor de sua carreira e o favorito de muitos fãs,  aqui eles são fortemente rotulados como Gothic Metal, pelo uso de pianos, teclados e riffs mais sombrios e melancólicos. Os próximos anos foram de experimentação, One Second e Host são os discos mais diferentes de toda a discografia, alguns fãs torcem o nariz, outros amam e até consideram como um dos melhores da carreira. One Second passa a deixar o peso de lado e caminha em um som com sintetizadores, pianos e cordas, um disco mais rock comparado com os anteriores, mas que mesmo assim trouxe músicas que são tocadas pela banda até hoje, como a própria faixa título e Say Just Words. Em 1999, o velho Paradise Lost está definitivamente morto e dá luz a um som totalmente influenciado por Depeche Mode, com abuso de batidas eletrônicas, guitarras e sintetizadores, e Nick se aventurando em um vocal mais pop, até as roupas pretas e os cabelos compridos e bagunçados deram lugar a um visual mais moderno, quem diria, roupa colorida e cabelo arrepiado? Believe in Nothing, é um disco ponte e tenta retomar aos poucos a sonoridade antiga, porém sem tanto sucesso, o álbum é rejeitado pela própria banda, mesmo tendo ótimas músicas como os hits Mouth, I Am Nothing e Fader. Em Symbol of Life as coisas vão se encaminhando entre um som um pouco mais pesado e moderno, um ótimo disco, que de quebra trouxe dois covers maravilhosos de Xavier (Dead Can Dance) e Smalltown Boy (Bronski Beat). Em 2005 sai o auto intitulado Paradise Lost, que seria mais um ”Symbol of Life 2.0”, foi a partir do disco In Requiem (2007) que definitivamente a música extrema tomou conta das composições que ficaram até mais sombrias, com certeza um dos melhores da era atual. Com a bela recepção do disco e uma grande turnê que passou até por São Paulo em 2008, a banda continuou firme, lançando o aguardado Faith Divides Us – Death Unite Us (2009) que continua o legado do antecessor e trouxe mais esperanças de que sua música voltasse a forma dos anos 90, essa fase Gothic Metal perdura até o próximo álbum Tragic Idol (2012), que acaba sendo mais uma continuação. Eis que em 2015 o décimo quarto disco The Plague Within volta às origens e traz um som mais cadenciado, pesado e também com guturais, para a alegria dos saudosistas dos primeiros discos. No Hope in Sight é uma das mais adoradas pelos fãs, pois traz justamente aquela mescla de riffs melancólicos, peso e vocais alterando entre agressividade e algo mais soturno. Na turnê do disco, músicas do início da carreira são tocadas ao vivo, como Gothic, Embers Fire, True Belief e até Eternal. Pra continuar essa saudosa era, a banda lança o seu décimo quinto disco intitulado Medusa, ele pode ser considerado uma mistura entre o passado e presente, as músicas From the Gallows e Blood and Chaos são destaque e vem sendo apresentadas nos shows, com um som pesado e cheio de belos riffs e Nick mostrando boa forma ao entonar seus vocais maléficos. Em 2018 os discos Host e Believe in Nothing foram remasterizados, e a banda voltou a tocar músicas como Mouth, Forever Failure e Hallowed Land. A última passagem em nosso país foi em 2015 no Epic Metal Fest, festival idealizado por membros da banda holandesa Epica que aconteceu em São Paulo na Audio Club, produzido também pela Overload e contou com Finntroll, The Ocean, Tuatha de Dannan, Xandria e o próprio Epica. Agora eles voltam para dois shows em nosso país, dia 31/08 no Teatro Rival BR no Rio de Janeiro, dia 01/09 no Carioca Club de São Paulo e finalizando dia 02/09 no Bar da Montanha em Limeira. Overload orgulhosamente apresenta: Paradise Lost em São Paulo   Data: 01/09/2018 (Sábado)Local: Carioca ClubEndereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 -Pinheiros (próximo ao metrô Faria Lima)Abertura da casa: 17h30Início do show: 19h00Classificação etária: 16 anos14 e 15 anos: entrada permitida com responsável legal, mediante apresentação de documento INGRESSOS:Pista meia ou promocional – : R$ 120,00*Camarote meia ou promocional – R$ 180,00* *O ingresso promocional antecipado é válido mediante a entrega de 1 kg de alimento não-perecível na entrada do evento. Pontos de venda:Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros– Segunda/sábado: 12h00 às 20h00– Sem taxa de conveniência– Pagamento apenas em dinheiro VENDA ONLINEClube do Ingresso – www.clubedoingresso.com– Com taxa de conveniência– Pagamento em cartão de crédito ou boleto Mais pontos de venda com taxa de conveniência: http://www.clubedoingresso.com/ondecomprar

Them Are Us Too finaliza um ciclo com disco póstumo emocionante

Amends é um disco póstumo na carreira desse jovem duo de São Francisco, Califórnia, formado em 2012 por Kennedy Ashlyn e Cash Askew. Cash faleceu tragicamente em 2016 em um incêndio a uma casa de performances chamada Ghost Ship em Oakland. A dupla já vinha trabalhando em algumas demos depois de seu primeiro disco, Remain lançado em 2014, em homenagem a memória do ex membro, Kennedy Ashlyn resolveu entrar em estúdio com o tio, a namorada e amigos dele junto do produtor Joshua Eustis para finalizá-las e criar novas composições. A faixa que abre o disco é Angelene, o vocal hipnótico de Kennedy nos faz lembrar facilmente Kate Bush, uma aura totalmente voltada aos anos 80, com synths bem ambientes e baterias eletrônicas. Em Grey Water temos batidas também marcantes, e fica difícil não comparar com o som feito pelo Cocteau Twins, com guitarras mais viajantes e vocais etéreos. A terceira faixa é Floor, ela se diferencia pelo ritmo mais frenético acompanhado das guitarras mais barulhentas e Kennedy em vocais mais entonados, uma faixa que tocaria facilmente em uma pista de dança de um clube gótico. Em seguida, No One, continua com o feeling nostálgico, mas com uma intensidade ímpar nos vocais, casando os belos sintetizadores com as guitarras mais duras durante o refrão, os vocais com certeza são um dos maiores destaques desse disco, pois ficam marcados a cada audição. Could Deppen é a faixa mais longa do disco, mas com uma vibe tão boa que seus 9:48 minutos passam voando. Em um ritmo lento e emocional, riffs de guitarra ao estilo dream pop, Kennedy soltando a voz em uma atmosfera celestial, destaque para os últimos momentos que atingem uma carga de emoção forte: ”I wanted to be something that I’m just not, A thousand lies, a thousand lies…”, a forma como a música evolui de um clima mais dramático para algo mais leve é incrível. Pra concluir o disco temos a faixa título Amends, ela encaminha o ouvinte ao fim desse sonho, pois todo o disco soa como uma viagem cheia de emoções entre perda, despedida e sentimentos profundos, em seguida nos resta apenas o silêncio e algum tipo de reflexão sobre nossa breve existência. Acompanhe a banda nas redes sociais: FacebookInstagram

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