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Cinco discos internacionais de 2018 em destaque

O ano de 2018 tem sido maravilhoso, talvez um dos que mais escutei discos, acompanhei vários lançamentos e até me propus a fazer uma lista de todos os escutados durante o ano (provavelmente isso deve gerar um vídeo ou até mesmo uma lista aqui no blog), o nosso famoso melhores do ano. Por hora, venho trazer os cinco discos internacionais de 2018 que tiveram destaque. Enquanto isso não acontece, eu gostaria de indicar aqui cinco discos que tenho escutado bastante, provavelmente você deve ter ouvido falar, ou até mesmo escutou algum deles, se não, aproveite pra conhecer música nova, quem sabe esses não podem ser um dos seus lançamentos favoritos de 2018 também? Mint Field – Pasar de las luces (2018) Esse com certeza constará na minha lista de favoritos desse ano, é o disco de estréia de um trio mexicano de shoegaze. As músicas são todas cantadas em espanhol, e a vibe que permeia de início ao fim é totalmente viajante, os vocais tem um clima tão etereal que as estruturas das músicas sendo simples fazem com que o conjunto vire algo quase espiritual, as faixas El Parque Parecía No Tener Fin, Quiero Otoño De Nuevo e Nada Es Estático Y Evolucione te fazem flutuar e entrar num mundo paralelo. Gazelle Twin – Pastoral (2018) O projeto da cantora e compositora inglesa Elizabeth Bernholz já tem quatro discos lançados, se no primeiro álbum The Entire City ela nos entregou uma música eletrônica mais sombria, em Pastoral temos isso e muito mais, aqui a artista flerta bastante com o experimentalismo, usando sons, layers, flauta e batidas frenéticas, sem contar com seu visual meio sarcástico e maluco. Marissa Nadler – For My Crimes (2018) A música folk nunca foi o meu forte, sempre achei que era meio impossível  um artista lançar vários discos apenas no violão sem soar meio chato, mas eis que me provaram o contrário. Marissa Nadler começou sua carreira musical em 2000, um bom tempo, ela já tem oito discos lançados e For My Crimes é com certeza um dos melhores, cativante, com belas melodias e um vocal que dispensa comentários, ouça e você também vai se apaixonar. Ic3peak – СКАЗКА Se você acha que já ouviu de tudo, então ainda não deve ter escutado essa dupla russa de witch house, as músicas são cantadas em russo e as batidas pesadas criam um clima singular, eles já vieram ao Brasil há dois anos atrás, tiveram a oportunidade de conhecer São Paulo e filmaram até um vídeo no viaduto do Minhocão junto com um time de drag queens e performancers de festas famosas em SP. King Dude – Music to Make War to (2018) King Dude é o projeto do cantor e compositor Thomas Jefferson, até então suas composições se baseavam na música folk e no martirial folk de bandas como Death in June, esse é o seu sétimo disco e traz uma sonoridade mais ampla que teve início desde seu antecessor, com boas doses de guitarras, bateria, baixo e piano, passeando pelo post-punk, jazz e gothic rock.

Jupiterian fortalece o lineup do Abraxas Fest no próximo fim de semana

Prestes a comemorar seus 5 anos de existência, a produtora Abraxas traz ao Brasil pela primeira vez uma das bandas mais importantes do sludge, os americanos do Eyehategod. Eles serão atração principal de seu festival Abraxas Fest que acontecerá no próximo fim de semana, dia 13 de outubro em São Paulo, no Fabrique Club. O line-up ainda contará com os alemães do Samsara Blues Experiment, retornando pela segunda vez ao nosso país e apresentando seu mais recente disco One With the Universe. As nacionais Noala de São Paulo que também acabou de lançar disco novo e os brasilienses do ITD se juntam ao time. Já no domingo dia 14, o festival acontece no Rio de Janeiro, no Cais da Imperatriz, porém as aberturas ficarão por conta das bandas Pantanum e Jupiterian (SP). O Jupiterian surgiu em meados de 2013 na cidade de São Paulo, desde então o quarteto têm espalhado sua música pesada, melancólica e ríspida pelos cantos do mundo. Já tocaram em festivais na Europa ao lado de grandes nomes do doom/sludge e são um dos principais nomes da cena atual brasileira. Em sua discografia trazem o EP Archaic (2014) e dois discos de estúdio, Aphotic (2015) e o Terraforming (2017), as apresentações da banda são conhecidas por serem pesadas e intensas. Em entrevista, a banda falou sobre sua participação pela primeira vez no festival. O Jupiterian é uma das bandas brasileiras que repercutem no exterior, o que comprova o profissionalismo e a qualidade do trampo. Hoje, quais são as prioridades e as demandas do Jupiterian para manter a boa produtividade? Nossa prioridade é sempre compor. Fazemos poucos shows no ano porque estamos sempre em estúdio criando e compondo e queremos gravar o máximo que podemos no tempo que temos. Acho que essa produtividade que você mencionou vem disso. Creio que abrir para o Eyehategod seja uma experiencia bastante aguardada por vocês. É diferente participar de um festival ao lado de lendas da música pesada? Acredito que já tocaram ao lado de outras bandas importantes para vocês lá no exterior, não? Sempre é legal tocar com bandas que foram importantes pra sua formação musical. O Eyehategod com certeza é uma delas, mas eu prefiro sempre mentalizar que, seja com quem for, estamos lá pra dar o nosso melhor. Seja com uma banda pequena ou grande, a experiencia de tocar ao vivo é sempre incrível pra nós e procuramos focar no trabalho que temos a fazer pra que tudo saia dentro da nossa expectativa. Em poucas palavras, dá pra explicar o stoner/doom da banda? Nosso som é lento, mas acho que estamos cada vez mais distante do que se espera de uma banda de doom metal. e definitivamente não vejo stoner na nossa música. Nosso leque de referencias é bem grande e esperamos cada vez mais estar longe de rótulos e seus sub-gêneros. Esta é a primeira participação do Jupiterian num evento da Abraxas, certo? Como vê o trabalho da produtora no fomento da música independente? Na verdade já tocamos em outro evento há alguns anos, aqui em São Paulo, quando produtora estava bem no começo, assim como nós. Acho extremamente importante, o trabalho que a Abraxas tem realizado já é lendário, considerada a realidade do país, e espero que isso reverbere por anos. texto por: Fábio Bragaentrevista: Erick Tedesco Abraxas Fest 2018 em São PauloEvento: www.facebook.com/events/428628674243793Data: 13 de outubro de 2018Horário: a partir das 17 horasBandas: Eyehategod, Samsara Blues Experiment, Noala, ITDLocal: Fabrique ClubEndereço: Rua Barra Funda 1071 – Barra Funda/SPIngresso: R$ 120 (primeiro lote antecipado) até a véspera do show, online (com taxa de serviço)Vendas online: https://www.sympla.com.br/abraxasfestspVenda física (sem taxa de conveniência):Yoga Para Todos (Rua Doutor Cândido Espinheira, 156 – Perdizes) – (11) 94314-7955Volcom (Rua Augusta, 2490 – apenas em dinheiro) – (11) 3082-0213Loja 255 na Galeria do Rock – (11) 3361-6951Ratus Skate Shop (Rua Doná Elisa Fláquer, 286 – Centro, Santo André) – (11) 4990-5163Na Hora: R$ 140Censura: 16 anos Abraxas Fest 2018 no Rio de JaneiroEvento: www.facebook.com/events/1925147550842727Data: 14 de outubro de 2018Horário: a partir das 18 horasBandas: Eyehategod, Samsara Blues Experiment, Pantanum, JupiterianLocal: Cais da ImperatrizEndereço: Rua Sacadura Cabral, 145 – Centro/RJIngresso: R$ 100 (primeiro lote antecipado)Venda online: https://www.sympla.com.br/abraxasfestrjVenda física (sem taxa de conveniência):Rocksession (Rua Conde de Bonfim, 80, loja 3 – subsolo – Tijuca) – 3168-4934Tropicália Discos (Praça Olavo Bilac, 28 – Sala 207 – Centro) – 2224-9215Hocus Pocus DNA (Rua 19 de fevereiro, 186 – Botafogo) – 3452-3377Inside Rock (Avenida Amaro Cavalcanti, 157 – Méier) – 3985-8040Sempre Música Catete (Rua Corrêa Dutra, 99; sobreloja 216 – Catete) – 2265-6910Na hora: R$ 120Censura: 16 anos Confira mais entrevistas.

Rebobinados indica #7

A nossa sétima postagem de indicações só tem som brazuca, a maioria são lançamentos desse ano e selecionamos muita coisa boa, que orgulho da cena nacional! Gostaria de agradecer a todos que enviaram e continuam enviando material pra gente, e pra quem ainda não teve seu som postado ou está interessado em enviar, fica aqui o nosso e-mail oficial: rebobinadosblog@gmail.com lllucas – Creme Azedo Creme Azedo é o primeiro EP de lllucas, músico de São Paulo, as quatro faixas são a trilha perfeita para te acompanhar em uma caminhada solitária sem rumo ou em seu quarto, as batidas leves acompanhadas de riffs delicados de guitarra e ora com influências do dream pop e ótimas letras envolvem o ouvinte em uma vibe nostálgica e confortante.   Moon Pics – Motion Projeto iniciado em 2016 por Adriano Caiado, com influências que vão de Cocteau Twins e The Radio Dept., as cinco músicas do EP misturam vocal, synths e drum machines afim de criar uma sonoridade bem atmosférica.   Lonely Me – Twisted Sad Machines O som do Lonely Me é a trilha sonora perfeita para aqueles dias deitado na cama sem ter o que fazer e pensar na vida. As músicas de pegada lo-fi encaixam muito bem elementos de shoegaze e dream pop, um lançamento promissor no cenário indie nacional.   Jonathan Tadeu – Sapucaí Já muito conhecido na cena independente, o mineiro Jonathan Tadeu retorna com mais um lançamento, o quarto da carreira. O nome vem de uma famosa rua em BH onde jovens se encontram para fumar e ver o pôr do sol, é daí que também vem as inspirações para as dez faixas que compõem o disco, que dessa vez flerta mais com o experimental/eletrônico.   Li(F)e – All my friends are blue All my friends are blue é o primeiro lançamento dessa banda curitibana que flerta com o post-rock, shoegaze e experimental. Anteriormente já participaram com covers para duas coletâneas, uma dedicada ao Slowdive e outra ao My Bloody Valentine. Altamente recomendado!   Pedro Vulpe Pedro Vulpe é um músico catarinense, em 2016 lançou seu primeiro EP Zam, agora ele lança “Olhos do Tempo”, faixa que fará parte de seu novo trabalho que será lançado em 2019 sob o nome de Cardinale. A faixa traz um folk rock acompanhado por belos vocais e letras otimistas.   V.Diasz – Low Gain/High Patience Mixtape Lançado pelo selo independente Lovely Noize Records, V.Diasz é mais um dos vários projetos deste músico residente na cidade de Taubaté (SP). Em sua nova mixtape ele mescla sons e conta com várias participações de artistas de todo o país, afim de criar algo fora do convencional.   Latidos Nocturnos – DEMO Projeto de Brasília, com fortes influências do post-punk, rock alternativo e shoegaze, a primeiro demo apresenta quatro faixas, as composições são em grande parte cantadas em português.   Lanches – casona em cassette Quarteto do Rio Grande do Sul, em suas composições bebem da fonte da música psicodélica, a estréia vem com as faixas “Oceano” e “Eterno Verão”, gravadas em cassete, um prato cheio para aqueles que amam um som mais retrô e lo-fi.

Shelter, um disco divisor de águas na carreira do Alcest

Shelter é o quarto disco de estúdio do Alcest, e pode ser considerado o ”divisor de águas” de sua carreira. Depois do aclamado Les Voyages de l’âme, que é para alguns sua obra-prima, a dupla Neige (vocal, guitarra) e Winterhalter (bateria) decidiram largar suas raízes metálicas de lado. Aqui eles se aventuram em outros caminhos que podem trazer novas possibilidades para a banda. Simplesmente batizado de Shelter ou no bom português Abrigo, o disco traz músicas inspiradas no mar. Segundo Neige esse é seu principal abrigo, já que ele passava horas e horas observando sua beleza e seu poder de limpar a alma. Além disso, outra grande influência presente foi o shoegaze, gênero que ficou notável no início da década de 90, por bandas como My Bloody Valentine, Cocteau Twins, Slowdive e Ride. Embora não tenha nenhuma influência vinda do metal, as músicas continuam cativantes e com a beleza típica do Alcest. E mesmo que alguns acreditem que a banda perdeu sua originalidade, o disco veio para provar que as novas direções podem render ótimas inspirações. Pela primeira vez foi usado um conjunto de cordas (o mesmo da banda Sigur Rós) e participações de Monike da banda sueca Promise And The Monster, além de Neil Halstead líder do Slowdive. Além disso, o disco foi gravado na Islândia, nos estúdios Sundlaugin com os produtores Birgir Jón Birgisson e Martin Koller, o que com certeza colaborou com toda essa atmosfera incrível do início ao fim. Durante as oito faixas ouvimos um som mais orgânico, sem riffs pesados, blast beats e guturais que eram a marca da banda. A bela e serena Wings abre o disco com coro e instrumental bem etereal até ser embalada por Opale que traz um clima mais feliz e um refrão pegajoso que gruda na cabeça. La Nuit Marche Avec Moi é a faixa mais indie, com toda sua leveza nas guitarras e nos vocais. A terceira faixa Voix Sereines tem uma forte carga emocional e mistura momentos serenos com um final mais ”pesado”, se é que posso dizer isso, acontece que as guitarras aqui lembram algo do disco Les voyages de l’âme. A próxima é L’ éveil des Muses, hipnotizante e mais dark, com suas paredes de guitarras que criam uma atmosfera de outro mundo, a faixa título Shelter lembra muito Cocteau Twins por suas distorções e tem uma linha de teclado bem marcante em seu refrão. Quase chegando ao fim temos Away, onde ouvimos um belo dueto entre Neige e Neil Halstead, uma surpresa por se tratar de uma música mais acústica, mas que vai se desenvolvendo em uma sonoridade rica, com cordas e riffs de guitarras no melhor estilo shoegaze. Délivrance foi uma ótima escolha para fechar o disco, ela tem mesmo um clima de final, talvez um pouco triste e com certeza uma das melhores composições já feitas até então. Um fato interessante é que ela não possui letra, durante os 8 minutos de música Neige usa o chamado Idioglossia (palavras escolhidas totalmente em aleatório sem alguma coesão ou contexto lógico). Mesmo assim, o resultado final foi incrível e fecha o disco majestosamente, com um ritmo cadenciado que aos poucos vai crescendo em um momento épico no final. Na versão estendida do disco, temos uma faixa bônus intitulada Into the Waves, onde quem assume os vocais é Monike (Promise And the Monster). O som é bem indie e influenciado por post-rock, o que traz uma sensação bem renovadora. Shelter é um disco conceitual, todas as músicas estão ligadas em si, cheias de atmosferas alternando entre esperanças ou tristezas. Talvez ele seja um experimento na carreira do Alcest, ou mesmo um novo começo, não sabemos. Ainda assim, mas somos gratos por mais uma vez ouvir músicas tão cativantes de uma banda que parece não ser desse mundo. Confira o disco Shelter: Acompanhe a banda nas redes sociais: FacebookInstagramSite

Killing Joke comemora 40 anos de carreira em São Paulo com show cheio e pesado

Killing Joke

O Killing Joke surgiu em 1978, na cidade de Londres, Reino Unido. Emergindo da cena pós-punk inglesa ao lado de nomes como Joy Division, The Fall e Bauhaus. Mesmo com uma história turbulenta envolvendo altos e baixos, um hiato e troca de line-up, são responsáveis por grandes hits como Love Like Blood, Eighties e Wardance. No total são quinze discos lançados, uma sonoridade que partiu de um pós-punk dançante em seu debut Killing Joke (1980) ao metal industrial no disco do mesmo título, mas lançado em 2003. As letras, em grande maioria de cunho político e as performances pesadas e explosivas mantiveram a banda muito ativa nos últimos anos. Em 2018 completaram 40 anos de carreira e nada melhor do que uma turnê mundial para comemorar, dessa vez, o Brasil foi rota e o show aconteceu no último domingo (23/09) no Carioca Clube Pinheiros realizado pela EV7 Live. Com poucos minutos de atraso, a banda entrou no palco com a casa cheia e sem delongas iniciaram com o maior hit da carreira, o clássico das pistas de dança dos clubes góticos do mundo todo Love Like Blood. O público correspondeu calorosamente cantando o refrão em alto e bom som. Em seguida, músicas dos discos mais recentes, a dançante e pesada European Super State e Autonomous Zone. Para esses shows eles montaram um setlist especial com músicas de toda a carreira, a também clássica Eighties do disco Night Time agitou bem o público, tiveram também New Cold War, onde Jaz Coleman fez um breve comentário sobre a situação política no Brasil. Ainda tiveram as ótimas Requiem, Follow the Leaders, Bloodsport, Butcher e a pesada Loose Cannon. Nesse momento, o público que estava mais concentrado na performance da banda, e diga-se de passagem que é ótima ao vivo, foi se agitando mais, Jaz Coleman é uma figura e faz caras e bocas a todo momento, sua performance teatral é um dos pontos fortes do Killing Joke. A apresentação prosseguiu com Labyrinth, emendando com Corporate Elect, faixa do disco MMXII e Asteroid que esquentaram ainda mais o set, sinal de que os fãs gostam também dessa fase atual e pesada que eles vem fazendo em seus últimos discos. A antiga The Wait trouxe um feeling nostálgico das eras passadas e junto com Psyche fecharam a primeira parte do set, os integrantes deixaram o palco para um pequeno descanso, enquanto isso o público pediu biss e ovacionou com palmas. Aos poucos todos voltaram ao palco, empunharam seus instrumentos e continuaram com Primitive e Wardance, faixas do primeiro disco. E pra fechar com grandeza,  apresentaram Pandemonium, do disco de mesmo título, que naquela época foi considerado pela banda o último de sua carreira. Coleman e sua trupe se despediram do público agradecendo a presença de cada um e aparentemente bem felizes e animados com o calor dos fãs. Esse show foi um sonho realizado para muitos que estavam ali, pois o Killing Joke é com certeza uma das bandas mais importantes do gênero. Setlist:Love Like BloodEuropean Super StateAutonomous ZoneEightiesNew Cold WarRequiemFollow the LeadersBloodsportButcherLoose CannonLabyrinthCorporate ElectAsteroidThe WaitPssyche Encore:PrimitiveWardancePandemonium Siga o Killing Joke nas redes sociais: Facebook |Site | Instagram Agradecimentos a produtora EV7 Live pelo credenciamento e ótima produção do show.

Peter Murphy apresentará In the Flat Field em São Paulo na íntegra para comemorar os 40 anos do Bauhaus

I get bored, I do get bored, In the flat field…” vociferava Peter Murphy no refrão da música In the Flat Field, faixa título do primeiro disco lançado em 3 de novembro de 1980 pela 4AD e produzido pela própria banda. As gravações aconteceram em um estúdio em Londres, no período de dezembro de 1979 a julho de 1980, depois de uma turnê considerada até longa, com 30 shows para promover o single Bela Lugosi’s Dead. Duas grandes influências para a música do Bauhaus foram sem dúvida David Bowie e Iggy Pop, citadas pelo próprio Peter Murphy, aliás a versão bônus conta com um cover maravilhoso de Ziggy Stardust. A banda tinha a criatividade e o controle que precisavam, por esse motivo decidiram eles mesmos produzirem o álbum, de músicas com atmosfera dark e experimentações que flertavam com pianos, sax e alguns efeitos de sintetizadores. Assim que saiu, o disco foi muito bem aceito pelos fanzines e público, mas por outro lado foi bem criticado pela mídia inglesa, algumas descreviam o disco como ”sombrio, de sentimentos incertos…”, talvez ele fosse atemporal demais para a época, quatro rapazes vestidos de preto, com guitarras barulhentas e baterias frenéticas, performances teatrais ao vivo, referências a clássicos do cinema e da literatura, como O Gabinete do Dr. Caligari, Nosferatu e Drácula. A famosa capa que mostra uma pintura em preto e branco de um homem nu em um quarto vazio, foi escolhida pelo próprio Peter ao folhar uma revista de filmes de Hollywood, a contra capa é a imagem do personagem O Sonâmbulo, do filme O Gabinete do Dr. Caligari. A versão oficial em vinil conta com nove faixas, mais tarde foram lançadas versões em CD e com faixas bônus. A última vez que Peter Murphy esteve no Brasil foi em 2014 apresentando a turnê de seu disco solo mais recente Lion, agora ele volta para comemorar os 40 anos de sua ex-banda, e melhor do que a última vez, com o clássico In the Flat Field na íntegra além de outros hits e quer notícia melhor? Com a participação de ninguém menos que David J, baixista original da banda, ou seja, teremos 2/4 do Bauhaus em terras brasileiras, vai perder? SERVIÇO – Peter Murphy no Brasil Data: 7 de outubro de 2018 (domingo)Local: Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo (SP)Abertura da casa: 18h00Horário do show: 20h00 Ingressos:– Pista 1º Lote: R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia-entrada)– Pista 2º Lote: R$ 220 (inteira) / R$ 110 (meia-entrada)– Pista 3º Lote: R$ 240 (inteira) / R$ 120 (meia-entrada)– Mezanino: R$ 340 (inteira) / R$ 170 (meia-entrada) Vendas: Clube do IngressoClassificação etária: 18 anosRealização: Free Pass Entretenimento

Adorável Clichê traz letras profundas e boas doses de shoegaze e rock alternativo em seu primeiro disco

Formada em Blumenau, Santa Catarina em meados de 2013, o quarteto Adorável Clichê é composto por Marlon Lopes (guitarra), Gabrielle Phillipi (vocal), Lucas Toledo (baixo) e Diogo Leal (bateria), a primeira música da banda, a faixa Eu Invisível, foi lançada em 2015, seguida pelo primeiro EP São Tantos Anos Sem Dizer, contendo cinco músicas gravadas de forma totalmente independente. Durante os anos seguintes a banda foi amadurecendo e também se preparando para um próximo disco, que veio a calhar em 2018 com o lançamento de O que existe dentro de mim, lançado pela Nuzzy Records e com nove músicas cheias de letras pessoais, que soam como um diário aberto, sobre ansiedade, frustrações e situações da vida cotidiana. O álbum já pode ser considerado um dos melhores lançamentos dentro do rock independente nacional, com uma sonoridade feita na medida certa. De guitarras barulhentas a momentos nostálgicos e melódicos, e letras todas cantadas em português que criam um afeto com o ouvinte, um sentimento de compreensão e de compartilhar de vários sentimentos turbulentos. As gravações foram realizadas no quarto do guitarrista Marlon Lopes, e todas as composições feitas da forma mais sincera e orgânica possível. Nós tivemos o prazer de conversar com Lucas e Marlon que nos responderam algumas perguntas sobre o processo de composição, as gravações e os planos futuros da banda. A banda Adorável Clichê foi formada em 2013, vocês estão prestes a completar cinco anos, como avaliam esse período? Marlon: Foi um período de aprendizado e transformação. A banda que se formou em 2013 não existe mais, ao menos pra mim. Tudo tá muito diferente daquela época. A gente era bem novo e meio descompromissado. Se a gente tivesse fundado outra banda em 2015 e contado as coisas a partir daí teria sido mais justo com o som que fazemos hoje. Enfim, somos uma banda que ficou muito tempo sem lançar nada. Como você pode bem ver, fora gravações ao vivo em estúdio, nosso primeiro EP de verdade só saiu em 2016. O primeiro single pensado só no final de 2015, que é pra mim o marco inicial de uma consciência acerca do nosso role e o que nós queríamos com isso. Vocês trabalharam mais de um ano nas músicas do primeiro disco, como foi o processo como um todo? Marlon: Foi um processo sem muita pressão. Queríamos fazer algo bom e pronto. Apenas no final rolou um correzinho pro disco finalmente sair, mas acredito que fizemos tudo bem pensado. Compomos várias músicas nos ensaios, mas todas elas passaram por um processo de pós-produção no qual adicionamos sintetizadores, backing vocals, outras linhas de guitarra, etc. Lucas: Complexo e simples ao mesmo tempo, as composições das músicas surgiam namaioria das vezes nos ensaios com a Gabrielle (vocalista) fazendo as letras na hora seguindo o instrumental ou vice-versa. De forma natural e sincera. Já as gravações feitas tudo no quarto do Marlon (guitarrista) foi o processo mais demorado e complicado para chegarmos num resultado que nos agradasse! Se pudessem resumir o disco da Adorável Clichê em uma só palavra, qual seria? Marlon: Sinceridade. Cantar em português geralmente traz uma sensação maior de exposição, mas ao mesmo tempo traz uma identidade mais forte e também uma conexão com o ouvinte, qual a opinião de vocês sobre isso? Marlon: Concordo com a exposição, ainda mais por serem letras muito íntimas. A conexão é inevitável, ao meu ver, quando você realiza um trabalho honesto como o nosso. Lucas: Ao meu ver, cantar e, principalmente, compor em português é mais complicado do que em inglês. As letras da Gabrielle conseguem passar de maneira mais verdadeira os sentimentos ainda mais por ser em português. É ela cantando ali como fala no dia a dia. O Que Existe Dentro de Mim revela muito sobre sentimentos, isso é bem transmitido nas letras e sonoridade, como foi a escolha do título? Marlon: Além de ser uma continuação do título do EP “São Tantos Anos Sem Dizer”, o título do álbum resume o que se encontra no seu conteúdo. São canções íntimas, emocionais, de coisas que muitas vezes não deixamos transparecer pela rotina ser rodeada de relações superficiais em que se não se sente à vontade de se expor. Vocês pensam em gravar um vídeo clipe para alguma música? Lucas: Já gravamos, porém não curtimos os resultados, agora queremos fazer pelo menos algum que podemos dizer: “Agora sim! Isso tá digno de ser nosso clipe.” Se vocês pudessem escolher uma música do disco para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual seria ambos e por quê? Marlon: Acho que “Traços” é a música com mais cara de trilha sonora de filme. A letra e o arranjam casam tão bem que muito combinaria Lucas: Acredito que todas têm potencial para fazer parte de um filme, depende do tema do filme, qual momento do filme e da música. Eu gosto muito de “Poluição”, o instrumental e a letra são boas para se encaixar em vários momentos diferentes. Qual a opinião da banda sobre o cenário atual da música brasileira? Marlon: Acho que o cenário nacional vive um grande momento em praticamente todos os estilos. Tem muita banda boa rolando aí. As que eu citaria seriam terraplana, Terno Rei, Raça, Between Summers, Wolken, Fevereiro da Silva, Carmen e Céu de Vênus. Agora com o disco lançado, o que planejam pela frente? Marlon: Particularmente adoraria tocar o máximo possível em festivais. Acho que esse seria um grande passo pra banda profissionalmente. Esperamos agora lançar clipes e live sessions. Enfim, quem sabe até um EP novo ano que vem, veremos! Muito obrigado pelas respostas, deixem uma mensagem final. Lucas: O que me resta pra dizer é agradecer todas essas pessoas maravilhosas que estão dando tantas respostas positivas e acreditando no potencial do álbum e da banda. Pra quem ainda não ouviu o álbum, escute e chore, compartilhe e faça os outros chorarem também. Abraços! Siga a banda Adorável Clichê nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Youtube Escute o disco O que existe dentro

Duo de pós punk The Lautreamonts lança seu primeiro EP Who Are You Wearing

O duo carioca The Lautreamonts é formado por Martha F. e Hudson, o nome é inspirado pelo escritor francês Conde de Lautreamont (Isidore Lucien Ducasse) considerado um dos percussores do surrealismo. Who Are You Wearing é o primeiro EP da banda, com cinco faixas produzidas em um home estúdio e lançadas pelo selo Efusiva. O título do disco é uma menção a uma pergunta feita frequentemente no tapete vermelho aos famosos para saber de qual estilista é a roupa que estão usando. Pensando nisso, a banda questiona o modo como vivemos e quem realmente somos, essas questões reflexivas são o tema principal das músicas do disco. A sonoridade, mesmo que classificada como pós-punk, passeia e mergulha por vários estilos e experimentações possíveis, trazendo algo exótico e fora da caixinha, com influências que vão desde a música árabe, passando pelo dreampop, eletrônico e psicodelia. É uma ótima pedida para quem gosta de ouvir algo fora do tradicional, ficou curioso? Então aproveita pra escutar o EP na íntegra no link abaixo e não se esqueça de acompanhar a banda pelas redes sociais. Siga o The Lautreamonts nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Youtube

The Daysleepers: Jeff Kandefer sobre o hiato de dez anos, suas inspirações e o novo disco

O The Daysleepers foi formado em 2004, na cidade de Bufalo em Nova Iorque. No ano de 2006 foram lançados dois EP’s, Hide Your Eyes e The Soft Attack. Apenas em 2008 saiu o primeiro disco de estúdio Drowned in the Sea of Sounds. O trabalho trouxe influências de bandas como The Cure, Slowdive e Cocteau Twins. Eles já foram comparados com grandes nomes do gênero, mas eis que ainda cedo entraram em um hiato de dez anos sem lançar nada. Foi aí, que em 2014 presentearam os fãs com a nova Dream Within A Dreamworld, música que mostrou uma sonoridade mais ampla, explorando um lado mais pop e eletrônico. Em seguida, também fizeram um cover maravilhoso para There Is A Light That Never Goes Out dos Smiths, que ganhou o coração até de quem não era fã da banda. Porém, apenas em 2017 que as preces de seus adoradores foram atendidas e algumas músicas novas surgiram nas plataformas digitais. Sundiver e Foreverpeople vieram com a promessa de um novo disco de inéditas para 2018. Eis que agora temos capa, tracklist e título. O segundo disco de estúdio tem 9 faixas e se chama Creation, tem data de lançamento prevista para o dia 07 de setembro, e foi totalmente produzido por Jeff Kandefer em seu estúdio. É com muita felicidade que tivemos a honra de mandar algumas perguntas para o fundador da banda Jeff Kandefer sobre o início do The Daysleepers, a fase do hiato e as considerações sobre o novo disco que está por vir. Escute o novo disco Creation enquanto lê a entrevista: A banda foi formada em 2004, em Buffalo, Nova Iorque. Como vocês se conheceram? Nos conhecemos através de amigos em comum em nossa área. Eu sabia que Mario e Scott eram músicos super talentosos que tocavam em outras bandas, e quando descobri que gostávamos de músicas semelhantes eu pedi para que eles viessem até minha casa para fazermos uma jam session. Eu também sabia que Elizabeth, a irmã de Mario, era uma boa cantora e soaria bem em uma banda de shoegaze, então eu a convidei para participar e ela concordou.  Todos nós nos conectamos imediatamente desde a primeira vez então decidimos continuar. Seu primeiro disco foi lançado há dez anos atrás, quais memórias vocês tem daquele tempo, das composições até as gravações? Foi um ótimo tempo! Todas aquelas músicas vieram juntas de forma tão orgânica. Eu também estava casado com Elizabeth em 2008, então aquele ano foi muito emocionante para mim. Todos aqueles sentimentos de amor e expressão artística estão todos envolvidos naquele álbum, então ele sempre será especial para mim.Nós gravamos ele no Watchmen Studios em uma semana. Foi uma tonelada de trabalho naquela quantidade de tempo, mas estávamos preparados e tudo funcionou muito bem no final. Estamos muito orgulhosos desse disco. A banda teve um hiato de dez anos, o que vocês tem feito durante esses anos? Realmente vivendo a vida. Muitas coisas mudaram para todos nós depois do disco Drowned in a Sea of Sound. Tentamos começar a produzir novo material várias vezes, mas as circunstâncias não eram justas para criarmos algo que estivesse á altura do nosso padrão. Não queríamos apenas repetir o último disco, mas não tínhamos certeza de onde queríamos ir ou de como fazer isso. Se nós apenas gravássemos um novo disco da mesma forma que fizemos com o primeiro e os Ep’s antes dele, senti que começaria a ficar repetitivo. Eu queria algo diferente para o próximo disco e eu queria que nós mesmos produzimos o novo material, mas eu ainda não tinha certeza de como fazer isso. No fim, eu consegui o equipamento que eu precisava para construir meu estúdio simples, mas poderoso. Isso abriu uma certa liberdade criativa que levou ao nosso novo disco Creation. Em 2014 vocês lançaram uma música nova chamada Dream Within A Dreamworld que soava mais cativante e pop do que suas músicas anteriores. Como foi a aceitação dos fãs e por quê ela não está no novo disco? Aquela música era para ser mesmo apenas um single. Estávamos experimentando gravar músicas da nossa forma e queríamos tentar algo diferente.  Ela tem uma sonoridade bem new wave e anos 80 que amamos mas era muito diferente para nós. No que diz respeito aos fãs, eles ficaram muito felizes em ouvir novo material vindo de nós e muitas pessoas absolutamente amaram aquela música! Tivemos muitos comentários legais sobre ela e estações de rádio de shoegaze ainda continuam a tocando. Houve um pequeno grupo de fãs que não gostaram da mudança mas já esperávamos isso, mas não era pra ser uma mudança permanente em nossa sonoridade, apenas um experimento. Mais tarde decidimos que o The Daysleepers é, no fundo, uma banda de shoegaze/dreampop e se vamos nos distanciar muito daquele som seria melhor como um projeto diferente. Foi por isso que depois fizemos um grande mergulho de volta ao shoegaze com nossa faixa título Creation. Queríamos que os fãs soubessem que o novo disco seria um verdadeiro disco de shoegaze. O último ano foi muito produtivo para vocês, há quanto tempo estiveram trabalhando em Creation? Eu comecei a planejar e escrever o álbum seriamente no fim de 2016. Vocês tem planos de promover o disco novo com uma turnê? Isso seria ótimo, mas não é algo que possamos fazer com nossas circunstâncias. E também, somos artistas 100% independentes. Recebemos várias ofertas de gravadoras, algumas de selos que amamos, mas todos querem mais controle da música e royalties do que estaríamos dispostos a dar. Nós trabalhos muito duro nessa música. Quero a satisfação de saber que tudo o que lançamos retorne a nós como criadores dessa arte. É o que parece certo para mim. Mas por causa dessa decisão isso também limita nossa exposição e não temos o financiamento de um selo para nos ajudar a pagar uma turnê. Estamos muito bem com essas trocas. Nosso foco sempre foi criar músicas bonitas para vocês que vem do lugar mais puro e imaginável, sem

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