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Melhores lançamentos nacionais de 2019

E aqui estamos nós com os melhores lançamentos nacionais de 2019. E você se pergunta, por que lançamentos e não álbuns? Porque queríamos ressaltar alguns bons EPs que foram lançados esse ano e que não poderiam ficar de fora da nossa lista de favoritos. Enfim, já que temos trocentas listas de álbuns do ano, vamos direto ao ponto. Tatyane Wagner Almeida – Domingos à Noite Jair Naves – Rente Apeles – Crux Labirinto – Divino Afflant Spiritu A sua alegria foi cancelada – Fresno Mafius – tela azul (EP) Fernando Motta & eliminadorzinho – Lapso (EP) maquinas – o cão de toda noite Sanguessuga – Ultraluna (EP) Raça – Saúde Fábio Thiago Pethit – Mal dos Trópicos (Queda e Ascensão de Orfeu da Consolação) Terno Rei – Violeta Boogarins – Sombrou Dúvida MC Tha – Rito de Passá Papisa – Fenda Ave Sangria – Vendavais Céu – Apká! Apeles – Crux Labirinto – Divino Afflante Spiritu maquinas – O Cão de Toda Noite

Melhores discos internacionais de 2019

Então é Natal e o que você fez? Quando essa música tocar, poderemos dizer que conhecemos artistas incríveis e ouvimos álbuns excelentes nesse ano. Algumas coisas que vamos mencionar aqui possivelmente não vão ser surpresa para vocês já que foram mencionadas anteriormente como destaques. A surpresa foi realmente notar que tivemos muitas coisas boas esse ano. Valeu a pena, né? American Football – American Football (LP3) É difícil ser emo, né? Esse álbum foi meu alimento dia e noite nesse ano, amo com todas as minhas forças, virou um dos álbuns preferidos da vida. Muito gostoso sofrer ouvindo essa belezinha, até fingi que tive algumas paixões inesquecíveis para poder sofrer com mais intensidade. Poucas coisas nesse ano me deram tanta paz e prazer quanto curtir esse álbum durante minhas intermináveis viagens de ônibus. É como se eu mesma estivesse me machucando, porém me curando ao mesmo tempo. Uma loucura, eu sei, é muito amor envolvido. American Football você quer o mundo? Eu te dou! Esse disco pra mim é como flutuar em uma galáxia repleta de doces melodias. Emo, midwest emo, post-rock, shoegaze e um math rock suave, e você ainda quer mais? Mike Kinsella te dá. E ainda te dá Elizabeth Powell, Hayley Williams, Rachel Goswell. Acho que não poderia ter sido mais perfeito. DIIV – Deceiver Provavelmente o meu álbum preferido do DIIV até agora. Não que DIIV tenha feito algo até agora que não fosse extremamente bom, mas esse álbum realmente me conquistou. Shoegaze totalmente original, com umas pitadas de alternativo raiz dos anos 90. Tudo que eu poderia esperar de uma banda de shoegaze DIIV me deu. 2019 valeu a pena por ter tido a benção de ouvir essa beleza. Mal posso esperar pela volta deles ao Brasil, vocês vão me ver pulando e cantando muito nesse show. Alcest – Spiritual Instinct Minha banda preferida da vida lançou um álbum, é claro que ele não ficaria de fora da minha lista de melhores do ano. Especialmente porque você nunca espera coisas previsíveis do Neige, são sempre surpresas, sempre tem um conceito gigantesco por trás de cada álbum, é uma junção de todas as artes juntas. Um dia eu gostaria de ter esse senso artístico refinado, por enquanto me resta recomendar álbuns aos meus queridos leitores por meio das minhas listas de indicações. Spiritual Instinct é um disco denso, carregado de emoções, transcendental, catártico, melancólico e turbulento. Duster – Capsule Losing Contact Capsule Losing Contact foi o maior presente que um fã de Duster poderia receber. 51 músicas dos discos Stratosphere e Contemporary Movement além dos EP’s e algumas músicas inéditas. Space rock, indie, shoegaze e slowcore de primeiríssima qualidade.  Caroline Polachek – Pang Caroline Polachek é uma das grandes surpresas pra mim nesse ano. Eu fui lerda e só descobri esse álbum incrível quando estava pensando nessa lista. A Caroline era do duo de indie pop chamado Chairlift. O álbum Pang é uma mistura excelente de art pop e música eletrônica. E pensa numa voz espetacular, poderosíssima, potente e angelical. Eu olho pra esse disco e a persona dele é tudo que eu gostaria de ser, um disco dançante, pra cima, dramático e intenso. Eu basicamente respiro rock alternativo, mas quando eu ouço músicas pop em uma qualidade tão boa quanto essas, eu sinto que tenho que compartilhar com o mundo também. Então acho que mesmo que pop não seja muito sua praia, acho bem impossível não curtir esse disco, vale a pena conferir. ​girl in red – BEGINNINGS Esse disco, que na verdade é uma compilação dos dois primeiros EPs da norueguesa Marie Ulven, foi escolhido por nós como um dos melhores álbuns do ano. Esse compilado marca o começo da carreira dela e o fechamento de um ciclo. Ela é um belíssimo exemplo de jovens tristes que fazem músicas em seu quarto, já que ela aprendeu sozinha a tocar guitarra e piano em pouco tempo. Começou a gravar suas próprias músicas e divulgar através da internet. Ela aborda diversos temas como saúde mental, sexualidade e autoconhecimento com muita verdade, o que faz a gente se identificar imediatamente. Uma voz doce e melódica, música alternativa, indie pop/dream pop da melhor qualidade. 2020 nos promete mais lançamentos desse ícone aí. Tamaryn – Dreaming the Dark Eu já tinha dado a dica no post de lançamentos de 2019 feito em março sobre esse disco excelente. Mas viemos reforçar a grandiosidade desse discão e dessa artista incrível. Um disco forte, cheio de personalidade, uma mistura de luz e escuridão. Basicamente música triste pra dançar enquanto você pensa na sua vida, dançando as mágoas e as dores, usando a tristeza como uma forma de se levantar e lutar, renascendo das cinzas com muito mais força, nesse momento você já está inabalável, pois o pior já aconteceu e você aprendeu a lidar com isso da melhor maneira que pode. Aquele disco pra você ouvir depois de tomar um pé na bunda pra se levantar e se lembrar da rainha empoderada que você é, né meninas? Poderosíssima como a espada de um samurai, fênix ressurgida, um ícone mesmo. Uma mistura de shoegaze com dream pop gótico e como ela mesma descreve, um lugarzinho entre o pop e o post-punk. As bandas de referência são Cocteau Twins, Tears for Fears, Depeche Mode e The Cure. Um rock alternativo cheio de referências pop com a melhor inspiração dos anos 80 possível. For Tracy Hyde – New Young City Para quem é fã de shoegaze, dream pop ou indie pop japonês, vale a pena conferir o lançamento da For Tracy Hyde. Eu sou suspeitíssima pra falar porque eu já fiz trocentos posts pra enaltecer o gênero, mas essa é uma das bandas que sempre chama minha atenção. Linhas de baixo lindíssimas, uma voz extremamente doce e relaxante, melodias felizes e dançantes, como um belo dia ensolarado. Eu gostaria muito de viver nesse mundo colorido e cheio de amor criado por  Eureka, 夏bot, U-1 e Mav. Bat For Lashes – Lost Girls “Lost Girls”

Rebobinados indica #16

Moon Pics Se você pira no shoegaze e todo seu pacote de pedais e efeitos, essa banda é pra você, o Moon Pics acaba de lançar Fall / Like Rain, seus dois novos singles trazem o saudoso estilo dos anos 90 e aquela pegada bem espacial, literalmente pra viajar ouvindo. Versus 3 O trio paulistano formado por Murilo Lourenço (guitarra/voz), João Luis Paes (bateria) e Luiz Fernandes (baixo/voz), comemora o retorno após dois anos de hiato com o novo EP As Pequenas Coisas Que Morrem, a produção tá fina, são seis músicas cheias de ótimas letras e grandes momentos, peso e melodia na medida certa. Tuíra Nós definitivamente amamos bandas com mulheres, e eis que apresentamos aqui a Tuíra, banda queer carioca, que tem em suas influências o pop punk, hardcore e o indie que se misturam numa bela fórmula durante as canções de seu EP de estréia Calma e Força. Weedevil Seguindo a fórmula de um Black Sabbath dos anos 70 juntamente com sua própria identidade, essa banda paulistana apresenta seu stoner rock através de belos riffs de guitarra e vocais femininos, o que traz um certo ar inovador, esse ano lançaram seu primeiro single Morning Star. Deeper Relacionamentos, emoções e a saída para o melhor caminho, essas são os sentimentos que esse trio de Chicago traz em seu novo single Run , as composições trazem um som moderno, lo-fi com a fusão do indie e pós-punk. Gods & Punks And the Celestial Season é o terceiro disco de estúdio dessa banda carioca lançado via Abraxas, o primeiro single lançado é Escape to the Stars, o som é uma mistura de stoner, psicodelia e progressivo. Esquimós A banda enxerga Bonança, seu segundo disco, como uma calmaria após a tempestade trazida pelo primeiro lançamento, suas letras reflexivas e poéticas são bem traduzidas em um instrumental com toques de post-rock e rock alternativo, dentre as influências estão Frank Ocean e Radiohead. DIOKANE Se a sua praia é a música extrema, então dá o play agora, o DIOKANE, banda de Porto Alegre, extravasa seus sentimentos de descontentamento com o mundo através de um som intenso, sujo e pesado do jeito que tem que ser.

Spool, quarteto japonês traz a nostalgia do clássico shoegaze em seu primeiro disco

Há exatamente quatro anos atrás, quatro garotas oriundas da agitada capital de Tóquio, no Japão, se juntam para formar uma banda, a SPOOL (” スプール) é integrada por Ayumi Kobayashi (vocal, guitarra) , Sumika Syoji (guitarra), Minako Abe (baixo) e Aran Inagak (bateria). Grandes fãs da música indie e shoegaze, lançaram seu primeiro EP ‘watashiwaoyogu melonsoda’ em 2015 com três faixas, inicialmente flertando mais com o indie rock. Foi apenas em 2019, que seu primeiro disco cheio saiu, lançado via Testcard Records e com 12 faixas, o auto intitulado ‘SPOOL’ ganhou vida e trouxe em sua estréia o som nostálgico dos anos 90, feito por bandas como My Bloody Valentine e Lush. De faixas mais melódicas e espaciais como ‘Winter’, a outros momentos mais pesados, texturizados e barulhentos como o primeiro single ‘Be My Valentine’, a SPOOL já entrega de cara um disco que facilmente as coloca nos holofotes da cena shoegazer japonesa. Batemos um papo rápido para conhecer um pouco sobre a banda e sobre o primeiro disco lançado nesse ano. Como a banda começou, vocês já se conheciam antes ou tinham algum projeto musical? A vocalista e guitarrista Ayumi, a baixista Minako e a baterista Aran estudavam na mesma escola. Nós começamos uma banda cover quando ainda estávamos estudando, nunca tivemos outra banda. Ayumi criou uma música e subiu no SoundCloud, no ano passado a guitarrista Sumika entrou para a banda e nos tornamos um quarteto. Suas primeiras músicas surgiram em 2016, mas depois vocês não lançaram nada, a banda se separou ou foi apenas um tempo para compor e voltar com novas ideias? Depois de lançarmos ”I Swim, Melon Soda”, Ayumi perdeu a vontade de compor músicas e ter uma banda, como se estivesse esgotada. Mais tarde, sua motivação voltou e lançamos o disco. Recentemente estamos ouvindo muitas bandas interessantes surgindo do seu país, como é a cena shoegaze no Japão? Existem diferentes bandas de shoegaze no Japão, e há muitas que estão abrindo caminhos para novas surgirem. Acho que a melhor coisa é fazer o que você quer, independentemente do gênero. Como o seu primeiro disco tem sido recebido pela media e pelos seus fãs? Foi uma responsabilidade maior do que esperávamos. Ficamos surpresas e muito felizes que muitas pessoas compraram o nosso disco. Vocês tem dois vídeo clipes oficiais no Youtube, eles são simples mas ao mesmo tempo são autênticos, de quem são as ideias? Sobre ”Be My Valentine”, as imagens já estavam na cabeça de Ayumi e fizemos o vídeo baseado nelas enquanto conversávamos com o diretor. Todas nós pensamos no conteúdo durante essa conversa, gostamos muito de ambos os vídeos. Quais são os planos para o futuro da banda? Primeiro, um festival ao ar livre. O objetivo é fazer com que o máximo de pessoas ouçam nossa música. Confira o disco Spool: Siga a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp

Nothing: banda de shoegaze traz ao Brasil a turnê de seu recente disco Dance on the Blacktop

Um estilo que floresceu no final dos anos 80 e ficou mundialmente famoso com My Bloody Valentine, Slowdive e Ride, o shoegaze atravessou décadas com muita distorção. Atualmente é ainda bastante praticado por bandas que tanto escolhem a sutileza, ou aquelas que exploram o peso e a incursão de ruídos. No meio do caminho está a norte-americana Nothing, um colosso sonoro que oferece um turbilhão de sensações com seu shoegaze denso e melódico. No melhor momento da carreira e tida como referência desta nova geração do estilo, a Nothing estreia no Brasil dia 14 de dezembro, em São Paulo, no Fabrique Club. A realização é da Powerline. Nothing Nestes dois últimos anos, a Nothing ganhou enorme reconhecimento. Principalmente devido a uma extensa e concorridíssima turnê ao lado do Basement, a apresentação calorosa na edição deste ano do famoso festival Psycho Las Vegas (com Godspeedyou! Black Emperor e Defheaven como umas das atrações principais) e shows por toda Europa e até Ásia. Mas toda essa exposição é resultado do trabalho da Nothing em Dance on the Blacktop, o terceiro disco pela grande gravadora Relapse Records, em 2018. Absolutamente tudo foi composto por Dominic Palermo, o vocalista e fundador da banda, que é hoje, uma das mais brilhantes mentes criativas do indie rock mundial. O álbum teve a produção do experiente John Agnello (Dinosaur Jr, Sonic Youth, The Hold Steady, entre outras). Dance on the Blacktop colocou a Nothing em um patamar avançado da cena indie mundial, apesar de, musicalmente, ser um prologamento natural dos dois anteriores – Guilty of Everything (2014) e Tired of Tomorrow (2016). Mídias do mainstream, como NME, Pithfork, Pop Matters e Rolling Stone destacaram o álbum, sempre com elogios e reforçando a capacidade da banda em tratar de temas sensíveis e sociais com tamanha sensibilidade, usando diferentes texturas sonoras, ruídos, riffs e o que mais for preciso para expressar uma mensagem pertinente à contemporaneidade. Radical Karma O quarteto, formado por Fausto Oi (baixo, ex-Dance of Day e atual Direction, Good Intentions e Eu Serei a Hiena), Fernando Martins (batera, Horace Green), Gabriel Zander (vocal, do Zander) e Mateus Brandão (guitarra, do Chuva Negra), começou a tocar ao vivo desde o fim de julho e é sempre um show que atrai fãs do hardcore ao indie. Com o EP Entre o Fim e o Começo lançado no primeiro semestre do ano e um novo por vir, o Radical Karma é a banda de abertura deste evento especial dia 14/12 no Fabrique com a Nothing. Esta será mais uma oportunidade para ouvir a força das canções “Ainda Bem que Decidiu Ficar”, “Âmbar Báltico”, “Referente Ausente”, “Sinto Muito que Não Sinta Nada”, além de novidades. SERVIÇO Nothing (EUA) dia 14 de dezembro em São Paulo Evento: https://www.facebook.com/events/605196893350195/Data: 14 de dezembro de 2019Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1075 – Barra Funda/SP)Ingresso: R$ 110,00 (meia/promocional, 1º lote); R$ 220,00 (inteira); R$ 130 (meia/promocional, 2º lote)Venda online: https://pixelticket.com.br/eventos/4448/nothing-em-sao-pauloVenda física: Locomotiva Discos – sem taxa, somente em dinheiro (rua Barão de Itapetininga, 37 – SP/SP)Classificação etária: 16 anos(Promocional para não estudantes doando 1 livro ou 1kg de alimento não perecível) Ouça o mais recente álbum do Nothing, Dance on the Blacktop, no Spotify: https://open.spotify.com/album/4LSHNiX2fM8eKv4TyosARZ

Garbo lança vídeo para novo single ‘A Nossa Música’

Na cena indie pop há cerca de dois anos, o paulista Garbo acaba de lançar mais um single inédito, a faixa ”A Nossa Música” ganhou vídeo clipe oficial e fará parte do sucessor de ”Jovens Inseguros Vivendo no Futuro”, disco lançado em 2018. Assista o vídeo abaixo: Siga o Garbo nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube

Rebobinados indica #15

Dizzy Wave – Feel the Wind ‘Fell the Wind’ é o primeiro single que antecede o primeiro EP da banda que deve sair até outubro desse ano, a sonoridade é uma viagem sonora que serve de calmante ao ouvinte, com fortes influências da psicodelia e do dream pop. Thiago Pethit – Mal dos Trópicos (Queda e Ascensão de Orfeu da Consolação) O quarto disco de estúdio do músico e compositor Thiago Pethit traz nove composições influenciadas por Orfeu, o personagem da tragédia grega vem reformulado e vive os desamores pelos pontos urbanos de São Paulo. A sonoridade que traz  uma mistura de MPB, música clássica e trip-hop cria uma aura às vezes obscura, melancólica e contemporânea. Vivian Kuczynski – Ictus A jovem cantora Vivian Kuczynski já vinha ganhando destaque com seu primeiro EP ‘Sonder’ lançado em 2017, que trazia um som maduro e um vocal singular, agora retorna com seu primeiro disco de estúdio, ‘Ictus’ traz nove faixas com influências de indie pop e momentos mais introspectivos. lllucas – Azul (single) lllucas é um projeto de dreampop de São Paulo, ”Azul” é seu novo single após um ano do lançamento de seu primeiro EP Creme Azedo. O nome azul foi escolhido pela associação da cor com a tristeza e solidão, nas letras lllucas fala sobre a solidão do jovem suburbano e é acompanhado por um instrumental leve e psicodélico. Applegate – Enfim (single) Applegate banda que surgiu em São Paulo no ano de 2016, lança ”Enfim”, o terceiro single apresentado antes do lançamento oficial de Movimentos Regulares, seu primeiro disco de estúdio que deve sair em outubro, a letra fala sobre auto-confiança e aceitação nos tempos turbulentos que vivemos. Sussurruído – Palavras Nos Muros (single) Esse é o primeiro single do novo EP da banda que será lançado em 05 de setembro, entre as principais influências está o rock alternativo dos anos 90 de bandas como Dinossaur Jr., Smashing Pumpkins, Pixies e Pavement. Flechas e Luzes – Dias de luta! Noites de luto! Dias de Luta! Noites de luto! é o primeiro EP da banda paulistana Flechas e Luzes com cinco faixas, de letras fortes acompanhadas de um rock moderno e de atitude. A música escolhida para primeiro single foi ‘O Mundo que Mudou de Cor’. Confira outras indicações da seção Rebobinados indica.

Fogo Caminha Comigo lança disco de estréia influenciado por livro de Franz Kafka

Formada em Curitiba no ano de 2018, a Fogo Caminha Comigo conta com Rawph Rodrigues (Guitarra/Vocal), Richardyson Marafon (Guitarra/Vocal), Rômulo Dea (bateria) e Julio Donato (baixo). Suas músicas trazem influencias vindas do emo, dream pop e shoegaze. Pra antecipar os preparativos para o novo álbum que sai dia 29 de agosto, foram liberados dois singles, são eles ‘Capablanca’ e ‘2015’, faixas que estarão no disco que recebeu o belo título de ‘O Lamentoso cair de pétalas dança dentro da primavera de minha cabeça’. A ideia vem de uma passagem do livro ‘Cartas a Milena’ de Franz Kafka publicado em 1952. O disco lançado pelo selo NapNap Records foi gravado ao vivo no Estúdio Sabine em junho de 2019, e foi produzido, mixado e masterizado por Michael Wilseque, a capa foi feito por Nicole Gonçalves. Vocês poderiam nos contar como a banda começou e sobre a escolha do nome ‘Fogo Caminha Comigo’? Começamos tocando juntos com projeto do Rawph. Com o passar do tempo, compondo novas músicas juntos, resolvemos assumir a banda como nosso role.A escolha do nome veio do filme da Laura Palmer, parte da série Twin Peaks. A gente queria alguma coisa forte e que fizesse sentido pra nós, nisso vimos que não havia banda com esse nome e tratei de salvar no bandcamp. Como surgiu a influência do livro do Franz Kafka no conceito do disco? O nome do disco foi tirado de um trecho de Cartas a Milena. É uma leitura rápida/densa que te apresenta de Franz Kafka toda sua sensibilidade, apreensão, angústia e amor. Sinto que isso seja sincero o bastante! Enxergo o mundo de Kafka de um modo em que as coisas precisam mudar drasticamente pra se tornarem memoráveis. O que vocês podem nos contar sobre o disco, como o definiriam? Nos baseamos em algumas bandas dos anos 70 que gravavam ao vivo, foi assim que gravamos esse disco. Buscávamos trazer a maior naturalidade possível, afim de que nossos shows não soassem de uma forma tão diferente do disco em si. E entendemos que seria a melhor forma de conseguir representar nossas emoções para o/a ouvinte. Se vocês pudessem escolher apenas uma música dele para estar em um filme, qual seria e por quê? Sempre encaro algumas músicas de viagem, de estrar na estrada. Essa música em questão me descreve um carro andando solitariamente numa rodovia, fim de tarde quase noite. Há alguns momentos de clareza e escuridão nessa faixa, que eu a associo assim. Estamos vivendo tempos obscuros na política, isso impacta a banda de alguma forma ou é algo que vocês preferem não incorporar nas músicas? Impacta sim, é inevitável infelizmente ficar apar do contexto político que estamos. A faixa 2015 mesmo, foi feita sobre um ano muito conturbado pra todo mundo, teve o impeachment e toda aquela agitação vestida de verde e amarelo nas ruas. Outra vez, tocamos juntos com o Early Morning Sky no dia das eleições do primeiro turno. Fomos tocar com os resultados saindo e o desespero quase tomou conta. Mas, estávamos entre amigos e isso ajudou muito. Ter banda nesses momentos é uma válvula de escape pra cada notícia ruim que vem até nós diariamente. Quais são os planos após o lançamento, algum clipe em vista, em quais cidades vocês gostariam de tocar? Nossos planos de pegar a estrada existem sim. Devemos ir pra São Paulo, Maringá, Londrina, Ponta Grossa, e passar por algumas cidades de Santa Catarina. Gostaríamos de passar por mais cidades, porém, todos trabalhamos bastante e no final de semana, precisamos nos organizar melhor. Acredito que deve sair mais algum clipe… piramos em fazer lives tocando o disco cheio, é algo que deve ser feito também. Deixem alguma mensagem para os fãs. Façam bandas com seus amigos e amigas, antes de se verem como banda lembrem-se sempre de sua amizade em primeiro lugar. Confira o disco na íntegra: Siga a Fogo Caminha Comigo nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Instagram | Youtube Confira mais artistas e bandas na seção entrevistas.

Sob clima leve e psicodélico, os alagoanos do Milkshakes lançam ‘Wanderlust’ seu novo disco

O Milkshakes vem da linda cidade de Maceió, no Alagoas. A banda foi formada em 2015 por Duda Bertho (vocal, guitarra, synths). Ele já vinha compondo algumas músicas, e então decidiu chamar alguns amigos para grava-lás. O resultado foi o primeiro EP intitulado ‘Technicolor’, lançado em 2015 com cinco faixas e produzido pela própria banda. A sonoridade psicodélica e nostálgica do grupo ganhou destaque em diversos meios de comunicação pelo país. Sendo o EP considerado um dos melhores discos do ano. Em 2019 eles retornam com seu novo álbum ‘Wanderlust’. Durante as oito faixas podemos escutar uma sonoridade leve, praiana e com influências que vão do indie, passando pelo pós punk e psicodélico, com características que conseguem unir o retrô e o moderno. Encontramos boas doses de psicodelia e viagem na faixa ‘Wanderlust’ que abre o disco, ou uma pegada mais eufórica em Summer. De repente, caímos na melancólica e romântica ‘Take Me to the Stars’ e dançamos ao som de ‘Highway’ com sua vibe mais pós-punk. Wanderlust mostra um som cada vez mais maduro, mais bem trabalhado, onde a banda procura experimentar mais e definir de vez sua faceta. Ouso dizer que já é facilmente um dos melhores discos nacionais desse ano. Aproveitamos esse lançamento para bater um papo com os integrantes e saber um pouco mais sobre a banda e o que tem rolado nesses últimos anos. O primeiro EP ‘Technicolor’ foi lançado em 2015 e de cara mostrou uma baita qualidade e maturidade. Como vocês o avaliam agora quatro anos após seu lançamento? Gostamos bastante. Eram músicas que tinham sido feitas desde 2012, e tinham um lado mais jovem, mais Wavves rockinho de praia, e a partir daí elas foram moldadas com as referências que eu e Chase (Fellipe Pereira) curtíamos na época. Bem dizer muito Innerspeaker, Lonerism e Currents (que foi lançado enquanto a gente gravava). Tem músicas ali que eu não conseguiria repetir. Acho que a inspiração vem do momento e simplesmente acontece, então olho pro ‘Technicolor’ com muito carinho e orgulho. Vocês acham que a cidade onde vivem tem grande influencia sobre o som e estética, ou isso tem mais a ver com suas influências musicais? A cidade influencia sim, mas acredito que as influências estéticas e musicais são muito mais fortes nesse aspecto. Acho que tem um lado de praia, da brisa do mar do fim da tarde que a gente pega de Maceió, mas consumimos tanto de tanto lugar que fica difícil dizer que é só sobre aqui. Em ‘Wanderlust’ vocês experimentam mais e trazem um trabalho que facilmente pode torná-los uma das melhores bandas do indie nacional, como foi trabalhar no disco? Muito obrigado pelo elogio. Foi um trabalho bem interessante e desgastante no bom sentido. Muitas noites viradas, muitas ideias puxadas do HD, músicas sem meio nem final sendo criadas sem fórmula. Algumas vieram de gravações que fiz em casa como ‘Breakfast With You’ e ‘Wanderlust’ e que mostrei pro Chase, já outras como ‘Outerspace’ foram moldadas com a banda. No fim, acabamos levando essas demos e ideias não acabadas pro Montana Records do Filipe Mariz que mixou o disco e nos ajuda sempre no rolê, fomos lapidando as músicas e criando um disco que conta uma história e faz sentido no fim. A produção é do Chase e minha, independente e com muito aprendizado no meio do caminho. Não toco bem, mas brinco com todos os instrumentos, e o Chase toca muito bem bateria e guitarra. O processo era basicamente: levar música estranha inacabada, passar pelo filtro Chase, melhorar melhorar melhorar, gravar, regravar e sair com algo legal. No fim, deu certo. Gravamos tudo em 2017 e nesse ano eu fui morar fora. Passamos um tempo num hiato por que não queria lançar sem poder tocar e investir o tempo nisso. O disco passou a fazer mais sentindo ainda quando voltei, tendo viajado o mundo e sentido um pouco o significado da palavra ‘Wanderlust’, que é a vontade de conhecer novos lugares, novas experiências. Se vocês pudessem escolher um filme para ter o disco ‘Wanderlust’ como trilha sonora, qual seria e por quê? Acho que seria um blend entre 2001: Uma odisseia no espaço, algum filme com pessoas dirigindo carros no deserto e um filme romântico com Owen Wilson na sessão da tarde. A verdade é que cada música desperta uma imagem diferente nas nossas cabeças. Quais são os próximos planos agora que o disco foi lançado? Consideram gravar algum clipe? Queremos gravar ao menos 2 clipes, possivelmente lyric videos e com certeza umas lives mais pocket, na linha desse de Oh Baby do Technicolor  – e algumas Lives completas. Existe algum lugar ou artista/banda que vocês gostariam de tocar? Gostaríamos de tocar em novos lugares aqui no Brasil, em um primeiro momento ir a São Paulo. Seria legal tocar com bandas como Boogarins, Glue Trip, Terno Rei e etc. Se fossem artistas de fora, amaríamos tocar com Homeshake, DIIV, Beach Fossils, Mac Demarco. Iríamos abraçar todos. Quais artistas independentes vocês indicariam para o público conhecer? A gente tem ouvido bastante a Taco de Golfe, uma banda instrumental muito boa de Aracaju. Gostamos muito da Mahmed, de Natal, também Obrigado pela disponibilidade em responder as perguntas, deixem um recado para conhecerem a banda. Valeu, gente, ouçam a Milkshakes! Nos aguarde na sua cidade. Confira o disco Wanderlust: Siga o Milkshakes nas redes sociais: Facebook | Bandcamp

Rebobinados | Falando sobre música alternativa desde 2017.