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Shoreline Tales: novo projeto mistura post-rock, jazz e psicodelia

Zeh Antunes é um músico brasileiro mais conhecido por suas participações nas bandas Billy Goat (1997-2007) e Electric Goat Combo (2009-2016) onde foi  fundador e baixista. Recentemente ele deixou o Brasil para viver em Braga, Portugal. O lugar trouxe novas perspectivas e inspirações ao músico que teve a ideia de criar o projeto Shoreline Tales em 2017. A primeira demo com alguns singles foi lançada em outubro do ano passado, mas há poucos dias, mais precisamente em 27 de agosto finalmente saiu seu primeiro registro, o disco Semoto que contém cinco músicas e está sendo lançado pelo selo Abraxas Records. Em suas composições Zeh faz uma experimentação que passeia pelo post-rock, jazz e rock psicodélico. Segundo ele, esse é um projeto de alguém que chegou em um novo lugar e não consegue parar de fazer música, uma mistura de tudo o que aconteceu durantes os anos e que simula cognição. Acompanhe pelas redes sociais: Facebook | Bandcamp

Dolorem: quarteto de post-black metal exala melancolia e peso em primeiro single

O post-black metal tem sido um gênero bem controverso dentro do metal, pois sua fusão de gêneros como shoegaze, post-rock e black metal ainda soa muito discrepante para alguns ouvidos. O fato, é que existem artistas desse estilo criando novos conceitos e músicas incríveis, que conseguem fundir peso e melodia na medida certa, sem soar clichê, como a Dolorem. Aqui no Brasil esse som ainda não é muito explorado, são poucas as bandas que se auto intitulam post-black metal. Na verdade, o público do gênero é bem forte por aqui. Talvez, por conta de alguns nomes da cena francesa como o Alcest, Amesoeurs e Deafheaven. Essas são queridas do nosso público e difundem algo de novo para um nicho (se é que posso chamar assim), que está de mente aberta para novas possibilidades dentro da música pesada. Dessa vez, vamos conhecer uma banda que tem tudo para ser um dos grandes representantes do estilo em nosso país. O Dolorem foi formado no fim de 2017, em João Pessoa, Paraíba. Conta com Marcos Sena (guitarra, vocal), Jackson Luciano (guitarra), Paulo Roberto (baixo) e Nichollas Jaques (bateria). Todos os integrantes já vem de outras bandas do underground, as influencias já são bem conhecidas pelo público como, Katatonia, Alcest, Slowdive, Deafheaven entre outros. Em 2018, eles entraram em estúdio para compor cinco músicas, a primeira a ser lançada foi Abandoned. A sonoridade traz uma atmosfera melancólica, mas que também se entrosa com a agressividade e momentos bem ambientados por guitarras, assim como no post-rock, uma música dinâmica e profunda. As letras assim como um geral dentro desse estilo, falam sobre existencialismo e sentimentos inerentes a qualquer pessoa, como dor, amor, frustrações e desesperanças. Conversamos com eles sobre como surgiu a ideia de formar a banda, a gravação do primeiro single, e sobre  os planos para o lançamento do primeiro disco. Confira! O Dolorem foi formado em 2017, mas muitos de vocês já haviam participado de outras bandas do underground. Como foi o processo de se reunirem pra montar a banda, todos já se conheciam? João Pessoa, apesar de ser uma capital, tem um aspecto de cidade pequena. Logo, todos nós participamos de círculos sociais em comum. Alguns de nós já havíamos tentado montar alguns projetos em outrora. No entanto, apenas a Dolorem acabou vingando, devido ao interesse mútuo de montar uma banda com sonoridade diferenciada. A banda começou com Marcos, Paulo e Nichollas e então começamos uma incessante busca por vocalista, pois nenhum de nós havíamos cantado em outros projetos no passado. Depois de muita procura sem nenhum sucesso, nós achamos apropriado Marcos assumir os vocais, que mostrou-se uma ótima escolha. Por fim, para dar uma maior incorporada no som, principalmente no quesito ambiência, convidamos Jackson, que já era velho conhecido e já tinha tocado com o Paulo e Marcos em outros projetos no passado, para fazer parte da segunda guitarra. O post-black metal ainda é um estilo pouco explorado aqui, vocês acham que muitas bandas tem medo de se arriscar nesse tipo de som? Nós acreditamos que o Post-Black é um gênero já bem difundido no mundo. Sabemos da existência de bandas de post black metal no cenário nacional. Porém achamos que ainda não é muito explorado por não ser muito popular. Sendo mais comum nascerem bandas de gêneros mais populares como Thrash, Death e Black. Esperamos que com a inserção da Dolorem na cena, assim como o trabalho de outras bandas do estilo nós podemos difundir melhor este tipo de musicalidade para o grande público e estimule tanto as pessoas a conhecerem o post-black, quanto a se interessar em criar novas bandas do gênero. Abandoned é uma música bem dinâmica, com letras profundas e passagens mais pesadas e melancólicas, uma ótima escolha para um primeiro single, como foi o processo de composição? Marcos Sena já tinha algumas ideias para Abandoned antes mesmo da banda ser formada. Quando Nichollas e Paulo entraram para o projeto, cada um pôs um pouco de suas influências musicais, que são um pouco distintas, e a música ficou do jeito que conhecemos hoje. Vale ressaltar que Abandoned foi a primeira música composta por nós. Escolhemos esta música para o single não por ela ser a primeira música, mas justamente por esta pluralidade de melodias e passagens. Logo, ela consegue refletir grande parte do contexto e musicalidade que exploramos na banda como um todo. O Nordeste tem uma cena metal muito forte, vocês se vêem como uma novidade dentro dessa rota da música pesada? A Dolorem por explorar este gênero do post-black já é uma novidade tanto no Nordeste quanto no Brasil, pois como já havíamos dito anteriormente é um gênero pouco explorado. Porém algo que nos destaca é este flerte entre melodias com bastante atmosfera, característico do post e shoegaze, alternando pra blasts e partes mais pesadas e frenéticos, que tem como fundamento o black metal. De uma maneira sutil acaba deixando nosso público surpreendido e curioso a cada transição de riffs. Na hora de escrever uma letra, vocês procuram ler um livro, ouvir musica ou situações do cotidiano pra se inspirar? Digamos que a nossa maior fonte de inspiração seja a própria vida, vemos a vida como um processo cheio de desafios, frustrações, conquistas, fracassos, perdas, tristeza e dor. Refletir e enxergar esses aspectos da vida, é uma fonte rica que nos desperta o lado criativo, traduzindo os pensamentos em composições. O que vocês tem em mente para o futuro, além dos shows já agendados, pretendem lançar um disco cheio ainda esse ano ou algum vídeo clipe? Para o futuro, a banda está trabalhando para fechar o repertório e iniciar a gravação do primeiro álbum ainda no fim deste ano. No momento, estamos divulgando o single “Abandoned” nas redes sociais e plataformas de streaming. Também iremos divulgar um vídeo clipe no dia 24/09, com imagens captadas da gravação da música em parceria com a Tártaros Produções. Neste mesmo mês, dia 30, tocaremos no Kraken Festival, em João Pessoa. Agradecimentos à banda pela disponibilidade em responder a

ionnalee surpreende e encanta fãs em primeiro show no Brasil

Jonna Emily Lee Nilson (ionnalee), cantora sueca de 36 anos de idade, é a mente por trás do projeto iamamiwhoami, que teve início em 2009 ao lado de seu marido, o produtor Claes Björklund. Ganhadora de um prêmio em inovação pelo Grammy sueco em 2011, ela lançou três discos de estúdio, são eles: Kin (2012), Bounty (2013) e o maravilhoso Blue (2014). Além de sua bela voz e performance, Jonna se destaca pelos discos conceituais e seus clipes sempre muito bem produzidos. Uma apresentação por aqui parecia apenas um sonho, já que ela não tinha costume de fazer muitos shows. Agora, assumindo apenas o nome de ionnalee, a cantora conseguiu através de um crowdfunding fechar uma turnê mundial para apresentar o seu disco Everyone Afraid to Be Forgotten, renovando assim também a esperança dos fãs brasileiros, que colaboraram para que São Paulo fosse uma das rotas da turnê. A apresentação inédita aconteceu na quinta-feira dia 23 de agosto no Cine Jóia em São Paulo. As portas abriram por volta das 19h00, a fila em frente a casa já era imensa e chegava quase até a entrada do metrô. A princípio, conforme anunciado haveria uma exibição de um curta sobre o disco e a abertura ainda ficaria a cargo de Tangurna, artista também sueco que faz parte da gravadora de ionnalee. Porém, devido ao extravio das malas a apresentação foi cancelada, sendo assim, o filme e o show tiveram seus horários alterados, mas sem prejuízos. O fato também comprometeu o vestiário usado por Jonna, que mais tarde comentou sobre isso em sua conta do instagram. Com a casa cheia, foi exibido o filme sobre o disco, e todos fãs empolgados acompanharam e cantaram a cada trecho das músicas apresentadas, mas foram mesmo a loucura assim que a apresentação teve início com Work, faixa do disco Everyone Afraid to Be Forgotten. Todos pularam e cantaram tão alto que as vezes mal se ouvia a voz de Jonna. O setlist foi bem equilibrado e parece ter agradado a todos. Tiveram músicas do projeto iamamiwhoami, passando por seus três discos, como as faixas o do disco Bounty, e outras muito esperadas, como Fountain, Play e Chasing Kites. Jonna estava aparentemente muito feliz, saltitante, dançando com toda energia possível. Sempre agradecendo a todos e sempre em contato com os fãs que estavam mais próximos da grade. Talvez por conta dos problemas ocorridos tenha faltado além dos vestuários, uma iluminação e projeções melhores durante algumas músicas. Ainda assim, tudo foi maravilhoso, a energia e cada refrão cantado a plenos pulmões foram a compensação dos imprevistos. Outro fato comum entre os fãs eram as coreografias, muitos ali acompanhavam a performance perfeitamente, o que deixa claro o quanto são fiéis. Os brasileiros foram privilegiados, pois o set contou com algumas músicas que não estavam em muitos dos shows que vinham acontecendo pelos EUA. Músicas como SIMMER DOWN, NOT HUMAN e Shadowshow que foi cantada a capella depois de todos pedirem em um coro. Além disso, outro momento marcante foi em HARVEST, música que conta com a participação de TR/ST. Foi muito lindo ver o Cine Jóia estremecer com todos acompanhando o refrão. ”come closer, my love, let’s drown in misery, there is an ocean of possibilities”. Mais tarde, soltaram um ”Jonna eu te amo”, com certeza ela sentiu todo o amor que seus fãs tem por sua pessoa e sua música. Logo depois, Gone e Blue Blue finalizaram parte da apresentação. Um destaque para um fã que subiu ao palco para dançar com Jonna durante a última música. A faixa Goods, conseguiu levantar o público que mais uma vez dançou conforme a coreografia. Contudo, ainda não era o fim, assim que as luzes se apagaram ficou um clima de retorno. Eis que ionnalee e o fã retornam ao palco para uma surpresa inusitada, um pedido de casamento, sim o garoto pediu seu namorado em casamento. Esse momento bonito emocionou a todos que aplaudiram e ovacionaram muito. Uma ótima maneira de fechar um show tão esperado e que com certeza ficará na memória. Mas, agora que sabemos que foi sucesso, é torcer para que ela volte o mais breve possível, com um disco novo, seja como iamamiwhoami ou ionnalee. Setlist: IntroWORKo (iamamiwhoami cover)BLAZINGfountain (iamamiwhoami cover)SIMMER DOWNt (iamamiwhoami cover)play (iamamiwhoami cover)TEMPLEchasing kites (iamamiwhoami cover)ISLANDNOT HUMANSAMARITANHARVESTy (iamamiwhoami cover) Bis:shadowshow (iamamiwhoami cover) (acapella)GONEblue blue (iamamiwhoami cover)goods (iamamiwhoami cover) Acompanhe ionnalee nas redes sociais: Facebook | Instagram

6 discos de shoegaze em destaque para 2018

Essa lista de 6 discos de shoegaze lançados em 2018 é dedicada a todos os adoradores do nosso querido rock sonhador e barulhento, é estranho como certas coisas tem o tempo certo para acontecer, digo isso porque é hilário que um gênero musical que teve início no fim dos anos 80 e começo dos 90 tenha sido enterrado até ressurgir das cinzas durante os anos 2000. O mesmo tipo de música que faziam alguns torcerem o nariz, uma vez que o grunge e o britpop dominavam as paradas. Vemos muitas bandas surgindo no mundo e inclusive aqui no Brasil, estamos em 2018 e ainda tem muita coisa pra rolar, muito disco pra sair, enquanto não ouvimos nada novo do nosso querido My Bloody Valentine e Slowdive, listamos aqui alguns lançamentos de ótimas bandas que tem me impressionado, e é isso, vamos manter o shoegaze vivo! Kraus – Path (2018) Banda liderada por Will Kraus, um jovem de 22 anos do Texas que costumava criar músicas em seu quarto. Path é seu segundo disco, e mesmo que traga músicas na veia lo-fi do shoegaze dos anos 90 ele também soa moderno e criativo, barulhento, melódico, com distorções e vocais que as vezes fazem parte do instrumental. 93MillionMilesFromTheSun – New Fuzz EP (2018) Novo EP dessa banda inglesa já bem conhecida no meio underground do shoegaze, seu som é mais frenético, com várias camadas de guitarras, mas é uma boa pedida para quem justamente curte um som mais barulhento. Teenage Wrist – Chrome Neon Jesus (2018) Trio californiano formado por Kamtin Mohager , Marshall Gallagher e Anthony Salazar, Chrome Neon Jesus é o primeiro disco da carreira, ele combina guitarras distorcidas com vocais etereais, e explora o lado emocional em suas letras, Marshal descreve isso como: ”perceber que o mundo é maior, mais brilhante e aterrorizante do que você imagina”. Mint Field – Pasar de las luces (2018) Uma grata surpresa vinda desse duo mexicano de Tijuana, formado por Estrella Sanchez (vocal, guitarra) e Amor Amezcua (bateria, sintetizador) lançam seu primeiro disco Pasar de las luces. Durante as treze faixas escutamos um som melancólico e itinerante, com belas melodias alinhadas a vocais angelicais, todas as músicas são cantadas em espanhol o que traz uma identidade ímpar para a banda. Lowtide – Southern Mind (2018) Banda australiana formada em 2018 na cidade de Melbourne, esse é seu segundo disco de estúdio, as músicas são uma mistura de dream pop e um shoegaze bem melancólico, com melodias hipnotizantes. Drowse – Cold Air (2018) O Drowse vem da cidade de Portland, Kyle Bates é o único membro e traz mais um disco na bagagem, Cold Air foi gravado em sua própria casa durante uma temporada difícil de depressão, medicamentos e álcool que resultou em 12 composições com letras influenciadas por escritos religiosos de Anne Carson e Karl Ove. Siga as bandas nas redes sociais: Kraus93millionmilesfromthesunTeenage WristMint FieldLowtideDrowse Quer conhecer mais bandas, confira essa também matéria: Rebobinados indica #5 Shoegaze

Paradise Lost: os mestres do Gothic Metal retornam ao Brasil

Os ingleses do Paradise Lost ainda vivem o auge de sua carreira, mesmo beirando os 30 anos, Nick Holmes (vocal), Gregor Mackintosh (guitarra), Aaron Aedy (guitarra) e Steven Edmondson (baixo) parecem ter uma fórmula certa de como manter um line-up consistente e até mesmo de como gravar discos de qualidade. É inevitável mencionar o quão importante os discos Gothic (1991) e Draconian Times (1995) são para o metal, se no início a banda era rotulada como um Metallica do death metal, hoje são vistos como os mestres de um estilo que as vezes causa um pouco de confusão nos headbangers, afinal esse tal Gothic Metal que se fala é muitas vezes comparado apenas a bandas como Tristania e Nightwish. Na verdade, ele começou com uma fusão entre o doom metal, o rock dos anos 80 e a música clássica, gêneros que vieram na música do Paradise Lost desde o início de sua carreira, a própria Gothic já tinha vocais femininos e algumas passagens clássicas. A banda foi cada vez mais se afastando da música extrema nos próximo discos, se em Shades of God (1992) Nick ainda continuava com seus vocais agressivos, por outro lado, as músicas começavam a trazer mais riffs melancólicos, sonoridade essa que se consolidou no disco Icon (1993), que começa a deixar os guturais de lado e traz um vocal mais arrastado e rasgado, sendo comparado ao de James Hetfield. Assim como um bom vinho, o Paradise Lost foi envelhecendo e ficando melhor, em 1995 lançam Draconian Times, provavelmente o melhor de sua carreira e o favorito de muitos fãs,  aqui eles são fortemente rotulados como Gothic Metal, pelo uso de pianos, teclados e riffs mais sombrios e melancólicos. Os próximos anos foram de experimentação, One Second e Host são os discos mais diferentes de toda a discografia, alguns fãs torcem o nariz, outros amam e até consideram como um dos melhores da carreira. One Second passa a deixar o peso de lado e caminha em um som com sintetizadores, pianos e cordas, um disco mais rock comparado com os anteriores, mas que mesmo assim trouxe músicas que são tocadas pela banda até hoje, como a própria faixa título e Say Just Words. Em 1999, o velho Paradise Lost está definitivamente morto e dá luz a um som totalmente influenciado por Depeche Mode, com abuso de batidas eletrônicas, guitarras e sintetizadores, e Nick se aventurando em um vocal mais pop, até as roupas pretas e os cabelos compridos e bagunçados deram lugar a um visual mais moderno, quem diria, roupa colorida e cabelo arrepiado? Believe in Nothing, é um disco ponte e tenta retomar aos poucos a sonoridade antiga, porém sem tanto sucesso, o álbum é rejeitado pela própria banda, mesmo tendo ótimas músicas como os hits Mouth, I Am Nothing e Fader. Em Symbol of Life as coisas vão se encaminhando entre um som um pouco mais pesado e moderno, um ótimo disco, que de quebra trouxe dois covers maravilhosos de Xavier (Dead Can Dance) e Smalltown Boy (Bronski Beat). Em 2005 sai o auto intitulado Paradise Lost, que seria mais um ”Symbol of Life 2.0”, foi a partir do disco In Requiem (2007) que definitivamente a música extrema tomou conta das composições que ficaram até mais sombrias, com certeza um dos melhores da era atual. Com a bela recepção do disco e uma grande turnê que passou até por São Paulo em 2008, a banda continuou firme, lançando o aguardado Faith Divides Us – Death Unite Us (2009) que continua o legado do antecessor e trouxe mais esperanças de que sua música voltasse a forma dos anos 90, essa fase Gothic Metal perdura até o próximo álbum Tragic Idol (2012), que acaba sendo mais uma continuação. Eis que em 2015 o décimo quarto disco The Plague Within volta às origens e traz um som mais cadenciado, pesado e também com guturais, para a alegria dos saudosistas dos primeiros discos. No Hope in Sight é uma das mais adoradas pelos fãs, pois traz justamente aquela mescla de riffs melancólicos, peso e vocais alterando entre agressividade e algo mais soturno. Na turnê do disco, músicas do início da carreira são tocadas ao vivo, como Gothic, Embers Fire, True Belief e até Eternal. Pra continuar essa saudosa era, a banda lança o seu décimo quinto disco intitulado Medusa, ele pode ser considerado uma mistura entre o passado e presente, as músicas From the Gallows e Blood and Chaos são destaque e vem sendo apresentadas nos shows, com um som pesado e cheio de belos riffs e Nick mostrando boa forma ao entonar seus vocais maléficos. Em 2018 os discos Host e Believe in Nothing foram remasterizados, e a banda voltou a tocar músicas como Mouth, Forever Failure e Hallowed Land. A última passagem em nosso país foi em 2015 no Epic Metal Fest, festival idealizado por membros da banda holandesa Epica que aconteceu em São Paulo na Audio Club, produzido também pela Overload e contou com Finntroll, The Ocean, Tuatha de Dannan, Xandria e o próprio Epica. Agora eles voltam para dois shows em nosso país, dia 31/08 no Teatro Rival BR no Rio de Janeiro, dia 01/09 no Carioca Club de São Paulo e finalizando dia 02/09 no Bar da Montanha em Limeira.

Them Are Us Too finaliza um ciclo com disco póstumo emocionante

Amends é um disco póstumo na carreira desse jovem duo de São Francisco, Califórnia, formado em 2012 por Kennedy Ashlyn e Cash Askew. Cash faleceu tragicamente em 2016 em um incêndio a uma casa de performances chamada Ghost Ship em Oakland. A dupla já vinha trabalhando em algumas demos depois de seu primeiro disco, Remain lançado em 2014, em homenagem a memória do ex membro, Kennedy Ashlyn resolveu entrar em estúdio com o tio, a namorada e amigos dele junto do produtor Joshua Eustis para finalizá-las e criar novas composições. A faixa que abre o disco é Angelene, o vocal hipnótico de Kennedy nos faz lembrar facilmente Kate Bush, uma aura totalmente voltada aos anos 80, com synths bem ambientes e baterias eletrônicas. Em Grey Water temos batidas também marcantes, e fica difícil não comparar com o som feito pelo Cocteau Twins, com guitarras mais viajantes e vocais etéreos. A terceira faixa é Floor, ela se diferencia pelo ritmo mais frenético acompanhado das guitarras mais barulhentas e Kennedy em vocais mais entonados, uma faixa que tocaria facilmente em uma pista de dança de um clube gótico. Em seguida, No One, continua com o feeling nostálgico, mas com uma intensidade ímpar nos vocais, casando os belos sintetizadores com as guitarras mais duras durante o refrão, os vocais com certeza são um dos maiores destaques desse disco, pois ficam marcados a cada audição. Could Deppen é a faixa mais longa do disco, mas com uma vibe tão boa que seus 9:48 minutos passam voando. Em um ritmo lento e emocional, riffs de guitarra ao estilo dream pop, Kennedy soltando a voz em uma atmosfera celestial, destaque para os últimos momentos que atingem uma carga de emoção forte: ”I wanted to be something that I’m just not, A thousand lies, a thousand lies…”, a forma como a música evolui de um clima mais dramático para algo mais leve é incrível. Pra concluir o disco temos a faixa título Amends, ela encaminha o ouvinte ao fim desse sonho, pois todo o disco soa como uma viagem cheia de emoções entre perda, despedida e sentimentos profundos, em seguida nos resta apenas o silêncio e algum tipo de reflexão sobre nossa breve existência. Acompanhe a banda nas redes sociais: FacebookInstagram

7Peles: conhecendo a misteriosa banda carioca de black metal

7peles

O 7Peles é uma banda de Black Metal do Rio de Janeiro, formada em 2016 por músicos de identidade ainda desconhecida, eles se nomeiam com o mesmo nome da banda. Até o momento lançaram três singles, ‘Qayin’, ‘Heylel’ e ‘Yehudhah Ish Qeryoth’, o primeiro disco de estúdio está previsto para ser lançado ainda no fim desse ano. Eles fazem parte de um subgênero dentro do black metal, categorizado como black metal ortodoxo, onde reconhecem Satã como uma entidade legitima e o Deus cristão como uma entidade tirânica, ou seja, uma adoração a nível religioso e metafísico. Nesse conjunto de ideias, são discutidos assuntos em cima de crenças do Luciferianismo, satanismo teísta e gnosticismo. Os shows parecem cultos, com castiçais e velas, altar, os integrantes geralmente escondem seus rostos completamente e usam vestimentas semelhantes a túnicas. A música traz forte influência do black metal no início dos anos 90, com a adição de uma atmosfera mais sombria ainda, com riffs de guitarra dissonantes e até mesmo cantos gregorianos. O 7Peles ainda que uma banda nova, tem conquistado uma boa legião de fãs pelo país, foram responsáveis por tocar ao lado do Mayhem, lenda do black metal, onde de quebra tiveram a ilustre participação do vocalista Attila Csihar (Tormentor, Mayhem, SunnO))) no palco ao apresentar um cover de Beyond, música de sua antiga banda Tormentor que está voltando a ativa. Em setembro eles participarão do No Class Festival II, ao lado dos suecos do Marduk. A banda conversou com a gente sobre sua origem, estética, a experiência de tocar ao lado do Mayhem e planos para o futuro. O 7 Peles é uma banda relativamente nova, o que podem nos contar sobre a origem e ideias que os levaram a formar a banda? Boa noite irmãos, boa noite irmãs… o 7PELES surgiu da reunião de músicos, amigos em comum, de outros projetos, outros estilos musicais, porém com a mesma paixão em comum: o Black metal. Sobre as identidades escondidas dos músicos, vocês acham que há um interesse maior na música quando não se sabe quem está por trás dela, ou trata-se apenas de uma questão ”teatral” estética? É simplesmente uma questão de RELEVÂNCIA… nada interessa, que não o 7PELES como um todo… e isso não se trata apenas dos músicos pois todos vós sois o 7PELES! Algumas bandas do gênero black metal ortodoxo tem ficado populares, como Batushka e Cult of Fire que recentemente se apresentaram em nosso país. O 7Peles se enquadra nesse gênero e o que vocês pensam sobre isso? Dentro do contexto ocidental SIM! Uma vez que utilizamos a escritura usada pelos exploradores da fé alheia. Como é fazer música com essa temática em um país considerado laico, mas que tem a maior população católica do mundo? Laico????? HAHAHAHAHAHAHAHA… aqui mesmo em nosso município vivemos o DESGOVERNO de um maldito Bispo! A bancada evangélica cresce a passos largos… Não sei dizer nem se os católicos ainda prevalecem… Não me importa também! A grande MERDA é que esses evangélicos são entusiastas… CHATOS e suas lideranças extremamente mal intencionadas, mas por enquanto ainda temos liberdade para nos expressarmos… e assim faremos! Vocês tem apenas três singles lançados, mas tem uma boa legião de fãs para uma banda nova, pretendem lançar disco completo ainda este ano? O primeiro evangelho do 7PELES, será finalizado até o fim do ano!!!! As letras das músicas são em inglês e português, vocês pretendem manter esse padrão ou terão composições futuras somente em português? Procuramos fazer refrões ou momentos marcantes em português para que fique bem clara a mensagem a todos os nossos… e temos sim uma palavra, já pronta, toda em português. Atualmente vocês se apresentaram ao lado do Mayhem, banda lendária do Black Metal, como foi essa experiência? O MAYHEM é um ícone do gênero… escreveram a grande obra prima do Black Metal. Só o fato de ter participado do evento já seria uma grande honra… mas como para o 7PELES e todos os seus as vitórias e conquistas são imensuráveis, ainda tivemos o prazer de receber no palco o próprio ATTILA CSIHAR, para cantar uma canção conosco… foi ÉPICO! Não só para o 7PELES mas para toda história do metal nacional. Quais os planos futuros da banda, pretendem lançar algum vídeo clipe ou turnê pelo país? O 7PELES tem um grande plano para todos vocês… ampliar nosso ministério mais e mais, conduzindo todos num caminho de conhecimento, sabedoria… e por que não muita diversão e bons momentos! AMÉM??? Agradecemos a banda pelo tempo em responder as nossas perguntas. Siga a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube Escute o 7Peles:

Killing Joke pela primeira vez no Brasil, motivos para não perder esse show

O Killing Joke é um dos principais nomes do post-punk inglês, e tudo começou em 1978 quando Jaz Coleman (vocal), Kevin “Geordie” Walker (guitarra), Martin “Youth” Glover (baixo) e Paul Fergusson (bateria) se juntaram para o lançamento do primeiro EP Almost Red, que inclusive só foi gravado pois a namorada de Coleman na época emprestou o dinheiro para a banda, o disco chamou a atenção da BBC Radio, que os convidou para uma performance ao vivo. Exatamente em 1980 a banda fecha com a gravadora EG e lançam o primeiro disco de estúdio, auto intitulado Killing Joke, a partir daí começam a fazer sucesso, os  shows, no entanto, fizeram algumas pessoas torcerem o nariz, pois traziam imagens controversas relacionadas ao nazismo (como na capa da coletânea Laugh? I Nearly Bought One, que mostra um papa abençoando uma legião de nazistas), mesmo assim se mantiveram bem com seu som pesado e dançante. No ano seguinte, sai o segundo disco, What’s this For …! e mantém sua boa reputação, mas a partir do terceiro disco Revelations de 1982, o vocalista Jaz Coleman deixa a banda para se aprofundar em sua ligação com o ocultismo, acreditando que o Apocalipse estava próximo ele viaja para a Islândia com o guitarrista Kevin ”Geordie”. Em 1983, os membros retornam à Inglaterra e se juntam novamente para gravar o quarto disco, Fire Dances, com uma postura mais pacífica comparado aos lançamentos anteriores. O sucessor Night Time trouxe o hit Love Like Blood que obteve boas posições nas paradas, mas ainda assim não teve todo o alcance que os seus primeiro discos, durante a década de 80 a banda ainda lançou mais quatro álbuns, entre trocas de line-up resolveram dar uma pausa de cerca de quatro anos, e retornaram como trio em 1994 para o lançamento de Pandemonium, e logo após afirmaram que fariam a gravação de seu último disco, Democracy lançado em 1996. Em 2003 a banda retorna a ativa e lança novo material, mais uma vez intitulado Killing Joke, que até hoje causa um pouco de confusão com o primeiro lançamento de 1980. Aproveitando a nova turnê, gravam um álbum ao vivo, XXV Gathering: Let Us Prey de 2005 e posteriormente mais um EP Hosannas from the Basements of Hell, nesse mesmo ano o ex-baixista Paul Raven que participou do disco Fire Dances substituindo Martin Youth falece de um ataque cardíaco, toda a banda esteve presente no funeral e em sua homenagem se reúnem com a formação original. Após uma turnê mundial, entram em estúdio para a gravação de Absolute Dissent (2010), seu décimo quarto disco. Os próximos anos são de turnê, a atual formação ainda lançou MMXII em 2012 e Pylon de 2015, inclusive muito elogiado pela media da música. Agora em 2018 a banda comemora 40 anos de carreira com sua turnê Laught at Your Peril: 40th Anniversary Tour e felizmente já tem presença confirmada em setembro na América do Sul, com shows no Brasil, Argentina, Chile e Peru. Sabe por que você não pode perder? Simplesmente porque esses shows serão únicos, com apenas uma data em São Paulo, no Carioca Clube, onde se apresentarão pela primeira vez tocando músicas de toda a carreira, uma banda importante no cenário do post-punk e rock industrial, com shows explosivos e pesados. Se você conhece a história da banda, com seus altos e baixos, trocas de line-up e diversas pausas sabe bem que não pode perder essa chance né? Serviço:Killing Joke – “Laugh At Your Peril – Fortieth Anniversary World Tour – Brasil 2018” Data: 23/09/2018Local: Carioca ClubEndereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – São Paulo/SPAbertura da casa: 17 horasApresentação: 19 horas Ingressos:1º lote – PistaR$100,00R$200,00 1º Lote – CamaroteR$160,00R$320,00 Evento no Facebook: www.facebook.com/events/232988214105286/Realização: EV7 Live

Rebobinados | Falando sobre música alternativa desde 2017.