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Conflitos, política e música: conheça o Pussy Riot, grupo russo feminista que se apresentará pela primeira vez no Brasil

O grupo começou em 2011 na capital de Moscou, mas foi em 2012 que o início de carreira foi marcado por conflitos e prisões. Acontece que as meninas se juntaram pra fazer uma apresentação não autorizada na Catedral de Cristo Salvador, a apresentação durou poucos segundos e as integrantes foram imediatamente retiradas e presas acusadas de vandalismo. O ato foi feito em manifestação contra a igreja ortodoxa e o presidente Vladimir Putin. Putin, que é um dos principais alvos do grupo disse que elas ” haviam infringido os fundamentos morais da nação e estavam recebendo o que pediram… ”, além disso o grupo foi responsável por outras manifestações, como a do jogo no final da Copa do Mundo 2018 entre França e Croácia, onde uma integrante entrou no campo durante a partida para protestar contra Putín. Em suas apresentações ao vivo ou em entrevistas, as integrantes cobrem os rostos e usam roupas incomuns, geralmente blusões e calças largas, para sair fora dos padrões impostos sobre as mulheres. No total, o grupo tem cerca de 25 pessoas, entre artistas e assistentes que filmam e editam seus vídeos. Aqui no Brasil elas se apresentarão no dia 20 de abril no festival Garotas à Frente realizado pela agência Powerline que contará com outras bandas nacionais, no Fabrique Club, o evento contará também com workshops, debates e muito mais. Aproveitando a passagem pelo país elas participarão do projeto Girls Rock Camp e também se apresentarão no festival Abril Pro Rock em Recife no dia 19 de abril. O que será que vem por aí? Alguma manifestação contra Bolsonaro e seu governo? Quem sabe… só indo pra ver, abaixo segue as informações sobre a apresentação delas por aqui! Confira todas as informações para não perder esse show: SERVIÇOPussy Riot no festival Garotas à FrenteEvento: https://www.facebook.com/events/285488125446518/Data: 20 de abril de 2019Horário: a partir das 16 horasLocal: Fabrique ClubEndereço, Rua Barra Funda, 1071 (Barra Funda – SP)Ingressos online: R$ 80,00 (1º lote – promocional e estudante)-ESGOTADO, R$ 100,00 (2º lote – promocional e estudante)https://pixelticket.com.br/eventos/3119/festival-garotas-a-frente-pussy-riotCensura: 12 anos

O sludge nacional em 10 bandas

O Sludge Metal é um dos subgêneros do heavy metal, surgiu no início da década de 90 lá no sul dos Estados Unidos. Em suas características, os riffs arrastados vindos do doom metal, e ora brutais e rápidos como no hardcore, que fazem com que o estilo seja um dos mais dinâmicos do metal, capaz de criar diferentes momentos intensos em uma só música. A partir dos anos 2000 o sludge passou a ganhar mais força, se bandas que deram vida ao movimento ainda estão em ativa e lançando discos, caso do Neurosis e Melvins, muitas outras surgiram pra carregar essa bandeira pela frente, como Isis, The Ocean entre outros. Aqui no Brasil, ainda que esse não seja tão explorado, temos grandes nomes na cena, que inclusive tem reconhecimento na gringa também, caso do Jupiterian, que ultimamente tem realizados shows pela Europa ao lado de grandes nomes. Abaixo listamos dez bandas do estilo que você precisa conhecer! Reiketsu Basalt Noala God Demise Jupiterian Goatmantra Carahter Ourang Medan Marte Câimbra

Rebobinados indica #11

Teenage Wrist Esse trio californiano lançou seu primeiro disco Chrome Neon Jesus pelo selo Epitah, as 11 músicas trazem influências de shoegaze, emo e grunge, lembrando bastante o rock da década de 90 de bandas como Puddle of Mudd e Bush. Destaque para as faixas “Chrome Neon Jesus”, “Stoned, Alone” e “Dweeb”. Projeto 412 Esse duo de Osasco apresenta em sua composição um som forte, marcante e de atitude, traduzido apenas por guitarra e bateria, assim como The Black Keys, Death From Above 1979 e White Stripes, que inclusive são suas influências. O primeiro single se chama ”Jovens Reis” é dá um gosto do que está por vir. Mind Cinema Com uma sonoridade calcada no dream pop e psicodélico, e dois discos de estúdio lançados, essa banda mexicana atualmente está preparando seu terceiro álbum e recentemente gravaram um cover para “All the Flowers in Time Bend Towards Sun” interpretada por Jeff Bucley e Elizabeth Fraser (vocalista do Cocteau Twins). Alles Club Fazendo um intercâmbio entre Brasil e Suíça, o Alles Club começou a compor seu primeiro EP intitulado “Décollage” no ano passado, a sonoridade é influenciada pelo shoegaze dos anos 90. Tumbas Os colombianos do Tumbas trazem um som agressivo e de atitude, com influências desde o pós punk ao deathrock. Até o momento lançaram apenas um disco em 2016, uma ótima pedida para quem gosta de Christian Death e Siouxsie and the Banshees. Nosso Querido Figueiredo O projeto Nosso Querido Figueiredo surgiu em 2008 na cidade de Porto Alegre e traz composições minimalistas, com influências entre o noise, experimental e eletrônico. O novo disco intitulado “Os Melhores Anos de Nossas Vidas” será lançado no dia 14 de março, a faixa “Respira” é um dos singles e foi composta a partir do clima de comemoração das eleições presidenciais de 2018. Poptone Esse é o novo projeto de Daniel Ash (Bauhaus, Love and Rockets, Tones on Tail) juntamente com Kevin Haskins (Tones on Tail, Love and Rockets) e Diva Dompé. O disco traz versões repaginadas de algumas músicas das bandas dos integrantes, partindo do pós-punk, new wave ao industrial.

ionnalee lança “Open Sea”, o primeiro single de seu novo disco

A cantora sueca ionnalee, responsável também pelo projeto audiovisual iamamiwhoami, lançou nesta quinta-feira (7) seu novo single “Open Sea”, que fará parte de seu segundo disco solo intitulado Remember the Future que tem lançamento previsto para maio desse ano. Sua nova turnê terá como suporte a cantora Allie X e TR/ST, os primeiros shows acontecerão em abril. Assista o clipe abaixo:

Lançamentos nacionais para começar bem 2019

Estamos de volta! O recesso e a ressaca ficaram pra trás (pelo menos o recesso sim), e nada melhor do que começar falando do que a gente mais ama, MÚSICA! Trouxemos alguns lançamentos nacionais pois o ano de 2019 está só começando. Já temos aí uns bons discos pra indicar, e esse ano prometemos ficar ainda mais ligados nos lançamentos nacionais. Bora dar o play e conhecer música nova! YMA Par de Olhos é como foi batizado o primeiro disco de YMA, jovem cantora da cena indie nacional, as oito faixas passeiam por diversos estilos como dream pop, rock e experimental, as composições são em grande maioria em português. Olympia Tennis Club Trio mineiro de mulheres,  direto de de Juiz de Fora, lançaram esse mês seu primeiro EP com as faixas “Thick Lipped Grrrl” e “Greg Oblivian”. O som é uma mistura de grunge com garage rock, se você visitar o bandcamp ainda pode ouvir um cover do The Shangri-Las. Terno Rei Ontem os paulistanos do Terno Rei lançaram seu tão esperado terceiro disco, “Violeta” contém 11 faixas e traz o familiar dream pop melancólico que destacou a banda como uma das melhores da cena indie nacional. Separable Para começar bem o ano, vamos de lançamento, Solúvel Solidão é como Thiago Bittencourt batizou o primeiro disco do Separable, seu projeto musical. As músicas são todas cantadas em português e trazem influencias de rock alternativo e shoegaze. Viratempo Preste a completar três meses desde seu lançamento, Cura é o primeiro disco dessa banda paulistana de indie/dream pop, as composições abusam dos sintetizadores, trazendo uma vibe bem anos 80, o álbum ainda conta com as participações de Otto e Gab Ferreira. Babycarpets Nova no cenário shoegaze, o Babycarpets acaba de lançar seu primeiro single, a faixa “Spectre” traz guitarras barulhentas e nostálgicas, bebendo da fonte das bandas da década de 90 como My Bloody Valentine e Slowdive. Quer ficar antenado com os lançamentos? Então confira nossa seção Rebobinados indica.

Pioneira no cena gótica, Escarlatina Obsessiva lança Back to the Land, sétimo disco da carreira

A dupla mineira Karolina Escarlatina (baixo, vocais) e Zaf (guitarra, teclados e drum machine) são os responsáveis pela Escarlatina Obsessiva, banda que desde 2007 vem firmando sua história e importância no cenário gótico underground. Poucos artistas sobrevivem com uma discografia de quase dez discos, ainda mais se falando em DIY (faça você mesmo). Em um cenário onde a indústria musical praticamente não existe mais, ou só contempla bandas e artistas milionários, essa dupla de São Thomé das Letras (cidade maravilhosa) merece destaque por todo sua força de vontade e amor à música. Além de serem os compositores de todas as suas músicas, eles são responsáveis por toda a arte dos discos, mídia envolvida na produção de seus clipes e merchan. Outro projeto incrível da banda foi a criação do primeiro festival totalmente underground na cena gótica alternativa, o famoso Woodgothic Festival que já teve cerca de cinco edições na cidade de São Thomé das Letras e contou com diversas bandas do cenário pós punk, darkwave e gothic rock. Pra citar algumas, já se apresentaram por lá As Mercenárias, Anvil Fx, Varsóvia, Gattopardo, Wry, Gangue Morcego e Tempos de Morte. A próxima edição está prevista para 2020, com mudança de local, que dessa vez acontecerá no Solar/Pousada das Magas que fica há 3 km do centro da cidade, o que tornará o evento mais liberto de toda a burocracia pública. O sétimo disco batizado de Back to the Land foi lançado no dia 22 de dezembro via Deepland Records, contém 10 faixas e mais uma vez mostra a banda se reinventando, algo que vem acontecendo em seus últimos lançamentos. Aqui podemos notar uma certa distância da sonoridade usual de seus primeiros discos, que estava mais focada no darkwave e gothic rock. Podemos notar influências de jazz, pós punk e o uso de ritmos mais dinâmicos, explorando coisas novas. Talvez esse seja um dos pilares, que fazem com que a dupla siga em frente pra cravar de vez o nome do Escarlatina como um dos principais expoentes do alternativo nacional. A primeira música escolhida para ganhar vídeo clipe foi a maravilhosa Vindictive Witch, assista baixo: Acompanhe a Escarlatina Obsessiva nas redes sociais: Facebook | Site | Facebook Woodgothic

Os melhores discos de 2018 pelo Rebobinados

Queridos leitores, amigos e bandas, mais um ano de blog, muita música boa, descobertas, shows e… a nossa lista finalmente saiu! Trouxemos os melhores discos de 2018 segundo nossa opinião. Quem tem o costume de escutar muitos lançamentos e descobrir coisas novas sabe o quanto é difícil essa decisão, uma lista de 10 discos é pouco, mas pra não ficar tão extenso tivemos que sintetizar uma porrada de coisas que ouvimos durante o ano, que foi mais uma vez muito bom para a música nacional e internacional. Que venha 2019! ::: Top 10 Fábio ::: Mint Field – Pasar de las luces Gazelle Twin – Pastoral Dead Can Dance – Dionysus Them Are Us Too – Amends Deafheaven – Ordinary Corrupt Human Love Adorável Clichê – O que existe dentro de mim Tuyo – Pra Curar Oxy – Fita Cora – El rapto Garbo – Jovens Inseguros Vivendo no Futuro Shows Favoritos Depeche Mode @ Allianz ParqueBeach Fossils @ Fabrique ClubPeter Murphy: 40 Years of Bauhaus @ Carioca ClubeIonnalee – Everyone Afraid to Be Forgotten @ Cine JóiaWarpaint + Deerhunter @ Balaclava Fest, Audio Club Top 10 Tatyane Deafheaven – Ordinary Corrupt Human Love Oxy – Fita Mitski – Be the Cowboy Wagner Almeida – Crescimento/Desistência Grouper – Grid of Points Nothing – Dance On The Blacktop Spiritualized – And Nothing Hurt Tuyo – Pra Curar Tom Gangue – Transiente El Efecto – Memórias do Fogo Shows Favoritos Beach Fossils @ Fabrique ClubLô Borges @ SescMilton Nascimento @ SescFlávio Venturini @ SescGorduratrans e DEF @ CCSPAdriana Calcanhotto @ SescFernando Motta, Mafius e Wagner Almeida @ Breve Quer conhecer mais artistas que já indicamos? Acesse a seção Rebobinados Indica.

The Hearing apresenta seu dream pop finlandês no Festival Dias Nórdicos

The Hearing é o projeto solo de Ringa Manner, uma multi-instrumentista finlandesa da capital Helsinki. Influenciada por Björk, Kate Bush e Freedie Mercury, ela lançou até o momento dois discos, Dorian (2013) e Adrian (2016), além disso ela tem mais outros seis projetos musicais de estilos diferentes, como por exemplo, sua primeira banda Pintandwefall formada em 2006 com uma sonoridade que passeia pelo garage rock e punk. Essa é a primeira vez que ela vem ao Brasil com o The Hearing, comandando sozinha seu sintetizador no palco, ela apresentará músicas de seu disco mais recente, Adrian lançado em 2016, assim também como músicas novas que estarão no terceiro e novo disco que será lançado em 2019 sob o título de Demian. Esse ano dois singles novos foram lançados, são eles When in Doubt Repeat These Words e Jello. Dias Nórdicos é um encontro com a criação artística que aproxima a cena musical nórdica à América Latina e Espanha, gerando intercâmbios multilaterais entre regiões, por meio de diferentes conceitos: design, modernidade, sustentabilidade, vanguarda e elegância em diferentes manifestações artísticas e culturais: música, cinema, literatura, moda, arte, tecnologia, etc. Além do The Hearing se apresentarão na mesma noite os grupos Wangel (Dinamarca) e Hulda (Ilhas Faroé), compre o seu ingresso diretamente pelo site do Sesc Avenida Paulista no link abaixo: Festival Dias NórdicosLocal: SESC Avenida PaulistaData: 12/12/2018Horário: A partir das 20h00Ingressos: R$6,00 (comerciário) | R$10,00 (meia entrada) | R$20,00 (inteira)Venda de ingressos clique aqui Aproveitando sua primeira passagem pelo país, Ringa gentilmente cedeu uma entrevista ao nosso blog, o resultado você confere abaixo. Qual foi o seu primeiro contato com a música e como aconteceu essa conexão com a música eletrônica? Eu sempre estive envolvida com música de alguma forma. A minha mãe canta em um coral há mais ou menos 30 anos, e quando eu era pequena ela costumava me levar para os ensaios. A música eletrônica veio mais tarde, talvez em 2011. Eu só queria explorar o som do sintetizador e tocar com pedais de guitarra então foi o que fiz! Você já esteve em algum projeto ou banda antes de formar o The Hearing? Eu sempre tenho 3-6 bandas ou projetos acontecendo ao mesmo tempo! Todos de diferentes estilos, alguns em inglês, outros em finlandês. Até mesmo a minha primeira banda Pintandwefall continua forte após 12 anos. Existe algum tipo de ritual em seus processos de composição, você procura estar só ou deixa que as ideias fluem naturalmente? Na verdade não, apenas tento arrumar um tempo para sentar com meus instrumentos e tentar pensar em alguma coisa para dizer. Isso leva algum tempo, mas aceitei que as melhores coisas ganham forma lentamente. Que tipo de referências visuais ou literárias influenciam sua música? Meus três primeiros discos foram todos batizados com nomes de livros que li em um momento muito emocional em 2011. O Retrato de Dorian Grey de Oscar Wilde, O Mentiroso de Stephen Fry e Demian de Herman Hesse. Você tem dois discos lançados, Dorian (2013) e Adrian (2016) e agora está compondo um terceiro trabalho. As pessoas costumam dizer que o segundo disco é sempre o mais difícil pois ele precisa meio que superar o primeiro, existem alguma pressão sobre si mesma ao lançar música nova? Sim, porque quero dar o meu melhor a qualquer momento. Então cada disco ou música que lanço são sempre de longe os melhores. É por isso que acho que levou tanto tempo para finalizar Demian, o terceiro disco. Como é a sua conexão com o palco e shows ao vivo? Você se sente confortável ou é um desafio? Ambos. O palco é a minha casa e o lugar onde me sinto segura. Mas há sempre mil coisas passando pela sua cabeça então acaba sendo um pouco difícil se acalmar. Você fez cerca de 300 shows pelo mundo, o que espera de sua primeira apresentação no Brasil? Nunca sei muito o que esperar, mas espero de verdade que as pessoas cheguem a tempo! Eu serei a primeira a se apresentar e tenho que pegar um voo direto depois do show para voltar para a Finlândia. Você conhece alguma coisa da cultura brasileira? Música, comida, lugares… Antes eu não sabia muito. Eu só sei que vocês tem recursos naturais incríveis, pessoas bonitas e um idioma bonito, os resultados das eleições atuais são preocupantes e tradições musicais incríveis. Estivemos pela cidade hoje e pudemos ver um pouco e só posso dizer que eu definitivamente tenho que voltar um dia. O que você pode nos dizer sobre seu terceiro disco? Se chama Demian e será a melhor coisa que já fiz! Muito obrigado pelo tempo em responder as perguntas, deixe uma mensagem para seus fãs. Eu só queria poder ficar depois do show e conhecer muitas pessoas! Mas como eu disse, isso significa que não tem outro jeito a não ser voltar pra cá um dia. Enquanto isso, sejam gentis uns com os outros e verdadeiro consigo mesmo.

IORIGUN: banda de pós punk/indie lança ‘Skin’ seu segundo EP

O pós-punk foi um dos principais gêneros que comandavam o rock nacional, principalmente na década de 80, enquanto The Cure, Siouxsie and the Banshees, Bauhaus e Joy Division agitavam a cena inglesa, tínhamos os nossos representantes aqui, inclusive, bandas que já foram muito famosas naquela época, como Arte no Escuro, Varsóvia, Vzyadoq Moe, As Mercenárias entre outras, com aparições em horário nobre, ou tocando em rádios de todo o país. Nos últimos anos houve um certo revival para algumas dessas bandas, e também muitas outras sugiram, carregando boas referências do estilo que predominou nos anos 80 junto de influências mais contemporâneas do chamado indie rock e até mesmo da psicodelia ou do pop, alguns bons exemplos são Interpol, Editors e White Lies. Nessa mesma vibe, surge em 2015 o IORIGUN, uma banda impressionante da cidade de Feira de Santana, na Bahia, formada por Iuri Moldes (guitarra, vocal), Moyses Martins (baixo), Fredson Henrique (guitarra) e Leonel Oliveira (bateria). O primeiro EP Empty.Houses/Filled.Cities saiu em 2017, as quatro músicas do disco traziam ares mais dançantes, ora sombrios e psicodélicos, embalados por esses gêneros. Logo de cara podemos notar intensidade e energia, algo que eles puderam mostrar também durante suas apresentações ao vivo em alguns primeiros shows onde foram muito recebidos pelo público. Agora em 2018 eles lançam seu novo EP intitulado Skin, segundo os próprios integrantes: “Skin é uma viagem por dentro da pele. Por dentro de si. Por dentro do outro. O EP está dividido em duas partes: ‘Birth of Venus’ e ‘Death of Spirit’. É o nascer e o quebrar. A superfície e o profundo. Musicalmente o EP se transforma de riffs melódicos à estranheza e obscuridade. As músicas ficam mais tensas, remetendo uma escavação profunda do ser…” O disco foi produzido por Iuri e Moyses e lançado pelo selo Midsummer Madness, as seis faixas dão continuidade ao trabalho anterior, de forma majestosa. Hold On abre o disco com riffs de guitarra mais enérgicos e baterias dançantes, e um refrão que depois de duas ou três vezes ouvindo já não sai da cabeça, inclusive os vocais de Iuri se diferenciam da maioria, não espere nada na linha mais grave e sim melódica. Intimacy segue com uma pegada mais cadenciada, interessante o quanto todos os instrumentos estão em sintonia A interlude Under My Skin tem um ar sombrio e misterioso e faz ponte para In the Edge of Something Big, a partir daqui a sonoridade tende a puxar mais para o lado ”obscuro da coisa”, mas antes que eu diga isso, o refrão foge um pouco dessa ideia e temos até momentos psicodélicos, Fight to Forget foi a primeira música lançada, os riffs iniciais lembram bastante o Interpol durante a fase Turn On the Bright Lights, essa é uma das melhores músicas do disco. The Trickster No. 2 fecha o tracklist, mesmo sendo a faixa mais longa, ela une boas doses de psicodelia e pós punk. Skin é um daqueles EP’s pra ficar no repeat e merece todo o reconhecimento possível, tenho certeza que vocês ainda ouvirão falar muito no IORIGUN. Siga o Iorigun nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Acesse outras matérias clicando aqui

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