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Lançamento EP “Naufrágio” + Entrevista Elucubro

Primeiramente solta o play no novo disco da Elucubro: Há algum tempinho que eu acompanho a banda Elucubro, uma banda do ABC Paulista de rock alternativo que conta com grandes amigos e colegas meus muito talentosos e especiais. Formada por Gabriel Servilha (guitarra), Gustavo Henrique (guitarra/voz), Pablo Armentano (baixo) e Daniel Dantas (bateria) há um pouco mais de um ano. Compareci a um show deles em abril desse ano e confesso que algumas músicas me tocaram bastante, já mostrando as coisas boas que o EP guardava. O show foi muito bom e de quebra eles ainda tocaram alguns covers que animaram o público. Fiquei extremamente feliz quando eles aceitaram lançar o EP com exclusividade para o nosso blog e nos conceder essa entrevista. É muito importante pra gente conhecer e divulgar o trabalho dos artistas do cenário underground que a gente acredita. Por vezes o instrumental me remete muito ao post rock, é bem melódico, easy listening e acaba soando carinhosamente familiar.  É um disco para ser apreciado à noite, com tranquilidade e serenidade. Mas não se deixe enganar achando que você não será surpreendido por trechos ora suaves ora agitados presentes nas músicas. Elucubro é tudo exceto monótono. As guitarras são as grandes estrelas que refletem a alma do EP, é por meio delas que é possível decifrar sobre o que realmente se fala. O baixo juntamente com a bateria não se intimida e também vai ganhando espaço ao desenrolar do caminho. E no conjunto todos trabalham em completa harmonia. Elucubro tem identidade própria, portanto, ao meu ver, fica difícil enquadrar em algum gênero mais específico dentro do rock alternativo ou comparar com alguma banda que eu já conheço. Consigo ver as referências a Ventre, Los Hermanos, God Is An Astronaut, Radiohead e outros. O single “O Vento” foi o primeiro a ser lançado (21/Out) e já dava uma “palhinha” do que viria a seguir: Confira a entrevista: O que significa o nome Elucubro? Elucubro é o ato de refletir constantemente sobre algo no período noturno. Acho que o nome combina muito com a banda, pois geralmente compomos de madrugada e fazemos reflexões sobre várias questões. Como vocês definiriam o seu som? Talvez essa seja a pergunta mais difícil de se responder. Acho que é uma mistura não convencional de um rock alternativo com instrumental. Não ligamos muito para as convenções tradicionais de estrutura nas músicas, tentamos juntar o máximo de referências que temos pra nos expressarmos da melhor forma possível e fazermos um trabalho que transmita algo que toque o íntimo de quem escuta. Como vocês se conheceram e como surgiu a ideia de montar a banda? Bom, eu (Gustavo) conheci o Gabriel no SENAI, em 2014. A amizade nasceu ali e o interesse por música nos uniu, criando alguns projetos musicais por diversão mesmo. Um pouco mais maduros, chamamos alguns amigos próximos para tocar, foi aí que entrou o Pablo e o nosso antigo baterista, o Pedro. Por motivos pessoais ele teve que deixar a banda e, no nosso primeiro show, conhecemos o Daniel. Daí estamos agora lançando nosso primeiro trabalho, Naufrágio, e caminhando para 1 ano com essa formação. Quais são as bandas que mais influenciam vocês nas composições? Bandas nacionais e internacionais Várias bandas nos influenciam. Acho que Radiohead é a principal. Outras bandas como Slowdive, Ventre e EATNMPTD também nos influenciam bastante. Tem alguma banda brasileira que vocês gostariam de tocar junto? Claro! gorduratrans, Ventre, EATNMPTD, Eliminadorzinho… Na real somos bem abertos quanto a isso. Se houver algum convite, independente da banda, veremos se as datas batem e fazemos acontecer. Quais são os planos daqui pra frente em termos de shows, próximos trabalhos e carreira? Acho que como somos do ABC Paulista, seria bacana consolidarmos e fazermos nosso nome por aqui. Claro, as plataformas de streaming ajudam bastante a propagar nosso trabalho e, aos poucos, vamos expandindo nossos horizontes. Em relação à projetos, já estamos iniciando a composição de algumas músicas para nosso primeiro álbum, algo um pouco mais conceitual. Por enquanto o objetivo é divulgar bastante o EP nas redes sociais e fazer mais pessoas se interessarem pelo nosso som. Vocês querem deixar algum recado pra galera? Galera, nosso EP Naufrágio sai em todas as plataformas de streaming dia 9/11. Deem uma olhada lá que tá bonito, ajudem minha mãe a ficar orgulhosa por favor. Acompanhe o trabalho da banda nas redes sociais! Instagram: @elucubro Facebook: https://www.facebook.com/elucubro/ Spotify: https://open.spotify.com/embed/artist/2nzQFJn9KVVVvbAhtWco1p

Mitski – Be the Cowboy tem sido meu alimento noite e dia

Horrível esse título que eu fiz, porém nada pode traduzir mais o sentimento que tenho a ouvir esse disco do que essa frase. Um amigo esloveno me indicou essa artista ótima que é a Mitski, apesar de eu já ter visto vários amigos meus falando sobre ela e sobre o quão maravilhosa ela é, precisou alguém de fora me indicar para que eu levasse a sério. Então se você ainda não conhece, espero que eu possa te convencer também. Mitski Miyawaki é uma artista americana, de Nova York, dona de uma voz doce e por vezes poderosíssima, sinceramente uma das melhores vozes que eu já ouvi. Consigo ouvir por horas sem enjoar. Ela canta e compõe um indie rock que por vezes flerta com dream pop e indie pop. Seus primeiros álbuns lançados foram Lush (2012), Retired from Sad, New Career in Business (2013), seguido de Bury Me at Makeout Creek (2014) e depois Puberty 2 (2016). O álbum que me conquistou é o recentemente lançado Be the Cowboy. 14 faixas de puro drama e intensidade em suas letras. É literalmente música para você sentir bem o drama, porém é bem easy-listening. Você pode deixar a música tocando ao fundo e quando se der conta, está cantando junto. As letras grudam na cabeça de uma maneira boa, as melodias são doces e encantadoras. Ela vai te conquistando aos poucos e quando você vê, já caiu em suas graças. Algumas músicas me fazem querer libertar aquela atriz interior que eu guardo, liberar todo o drama, interpretação e literalmente me jogar no chão de tanto sentir. A mais famosa é Nobody e por coincidência é uma das que eu mais gosto também. Me lembra alguma música que eu não lembro qual é, aquela familiaridade reconfortante e cativante, um refrão incrível, uma doçura na voz contrastando com uma letra um tanto melancólica. O refrão me dá vontade de dançar, pegar a escova e fazer de microfone igual ela faz no clipe: Um dos outros singles lançados é Geyser, bem mais melancólica que Nobody, mais dark, literalmente de cantar se arrastando no chão, bem curtinha, mas nos faz pensar em algo tipo “meu deus por que você não está ligando e amando esta mulher maravilhosa?”: E por fim, o outro single Two Slow Dancers, triste até não poder mais, é a música que te convence a gostar de Mitski e sua voz angelical: Recomendo fortemente que você ouça o disco na íntegra e os outros trabalhos dessa artista fantástica:

A arte como nosso instrumento político

Em Setembro e Outubro tive o prazer de comparecer a três shows dos artistas brasileiros que eu mais admiro dentro da MPB. Flávio Venturini e Adriana Calcanhotto pela primeira vez e Lô Borges pela segunda vez (já o vi em alguma Virada Cultural da vida). Só que o post hoje é um pouco diferente, eu não pretendo apenas resenhar sobre esses shows, eu gostaria também de falar sobre o papel político dentro da música devido aos acontecimentos recentes envolvendo Roger Waters e sobre o momento nefasto que nos assombra durante essas eleições. Primeiramente eu vou tentar começar leve, falando apenas das coisas boas que eu presenciei, depois vou expressar minha opinião. Sabemos que a maioria dos leitores cativos do blog são interessados em shoegaze e/ou outros estilos de música alternativa. Mas eu acho que cabe falarmos de todo tipo de música que gostamos, no meu caso, vou falar de um grande amor meu, que me acompanha desde que nasci, a MPB. Flávio Venturini Desculpe pelas fotos horríveis. Eu não poderia tirar fotos, mas quis levar algumas na memória.  O primeiro show foi o do Flávio Venturini. Minha admiração pelo Flávio é bem antiga. O meu amor começou na primeira vez que ouvi Céu de Santo Amaro uma canção belíssima em parceria com Caetano Veloso lançada em uma novela de 2004. Me apaixonei imediatamente e esse amor só se fortificou com o passar dos anos. É realmente irônico eu ir em tantos shows ultimamente e nunca ter surgido a oportunidade de ir em um show de um artista brasileiro que eu admiro tanto. Mas digo “antes tarde do que nunca”. E ainda bem que não foi tão tarde assim. Eu não poderia ter escolhido um show melhor pra ver. Eu vi um grande time de músicos que talvez nunca mais possa ter o prazer de ver, celebrando o incrível Clube da Esquina n 2. Foi um show extremamente belo e emocionante. Só de poder ver um artista que eu admiro há tantos anos na minha frente já valeu a pena. E depois poder vivenciar o verdadeiro espetáculo que foi a noite, me deixa sem palavras para explicar o quão extasiada e contente eu fiquei. Flávio é afinadíssimo, conduziu seus falsetes com extrema perfeição, emocionou a todos. Wagner Tiso com seus arranjos maravilhosos e maestria fez um show excelente. Toninho Horta também fez uma excelente participação e ajudou a trazer mais energia e descontração para o show. Confesso que a versão instrumental da música Clube da Esquina II me levou as lágrimas instantaneamente, foi ouvir as primeiras notas e cair no choro. Aliás, é muito difícil não se emocionar com as músicas do Flávio, elas conseguem tocar o coração e os sentimentos de todos magnificamente. Um verdadeiro afago para o coração. Adriana Calcanhotto Continua difícil escrever sobre artistas que você gosta e admira há tanto tempo como eu admiro a Adriana. Eu me lembro de ter 11 anos e ouvir sofrida suas músicas enquanto chorava por alguma tristeza qualquer, me lembro de ter 16 anos e chorar pela milésima desilusão amorosa ouvindo Devolva-me, me lembro de ter 22 anos e continuar chorando ouvindo suas músicas. Eu sou uma eterna chorona quando se trata de Adriana Calcanhotto. E eu chorei no show também, como não?  Ela consegue tocar meu coração o mais solenemente possível. Estar no mesmo ambiente que essa fada maravilhosa já é por si só uma grande conquista, vê-la tocar seu violão e cantar suavemente enquanto nos olha nos olhos já é uma conquista maior ainda. A turnê “A Mulher do Pau Brasil” é uma experiência deliciosa do começo ao fim. Podemos presenciá-la entoando poemas, tocando instrumentos de percussão, saudando seus clássicos e cantando músicas novas enquanto se diverte e nos diverte ao lado Bem Gil e Bruno Di Lullo. Espero poder presenciar mais belíssimos espetáculos dessa mulher incrível, versátil e maravilhosa nos próximos anos. Valeu muito a pena vê-la nessa turnê e espero poder vê-la muitas vezes mais. Roteiros dos shows da Adriana e Lô distribuídos no Sesc Pinheiros Lô Borges O show do Lô Borges entra facilmente na minha lista de melhores shows do ano. Tanto pela performance, quanto pela qualidade do show, pelo entusiasmo da plateia e pelo clima excelente da noite. Da primeira vez que vi o Lô, confesso que não foi uma das melhores situações. Mas com certeza a lembrança desse show supera qualquer lembrança ruim que eu tivesse. O Lô estava no ponto alto de sua energia e carisma, me lembro de rir muito e me divertir mais ainda durante esse show. No início, quando o repertório estava focado no disco do Tênis,  algumas pessoas da plateia reclamaram do som, confesso que não notei nada de ruim no som, mas sempre temos alguns chatos de plantão que nunca estão satisfeitos com som algum. Porém, ao longo do show, todos foram se contagiando tanto pela performance tanto pela celebração do álbum do Clube da Esquina. Esse é certamente um dos álbuns da MPB que eu mais gosto, um álbum que eu cresci escutando no carro com a minha mãe. Um álbum repleto de artistas ultra talentosos e especiais, que nos faz admirar todas as riquezas e maravilhas que o país tem, especialmente quando se trata de Minas Gerais, berço de artistas incríveis. É um álbum difícil de não se apaixonar, carregando fãs dentro da cena alternativa, da MPB e de todos que tem bom gosto. Os arranjos excelentes de guitarra presentes no álbum foram reinterpretados fielmente durante o show várias vezes por 4 dos músicos, sem criar uma atmosfera enfadonha ou confusa, cada linha de guitarra se completava e nos maravilhava. Foi muito legal ver a plateia interagindo e cantando bem alto as músicas que carregamos no coração e na alma. Certamente um show para se guardar no peito com muito carinho e alegria. E foi em meio aos diversos gritos de #elenão durante o show do Lô, durante seus discursos e seu posicionamento político claramente contra a esse sujeito, que me questionei sobre o que eu

Rebobinados Indica #6: Músicas tristes para que você fique ainda mais triste

Hoje é segunda feira, dia triste com certeza. E nada melhor do que música triste para nos deixar ainda mais tristes, não é mesmo? Quando eu estou muito triste, eu gosto é de muita tragédia, ouvir música triste pra ficar ainda pior e quem sabe, eventualmente, melhor. Agora é a hora de você pensar em todas as coisas tristes e se deixar levar pelas lágrimas. Vamos curtir essa fossa aí com algumas bandas de shoegaze, slowcore, sadcore, lo-fi e ambient. Crywank Crywank é uma banda britânica de anti-folk, sadcore, lofi. Triste pra caramba. Essa aqui é a primeira música do disco Tomorrow Is Nearly Yesterday And Everyday Is Stupid, o álbum mais famoso e provavelmente também o melhor da banda. Vale a pena conferir na íntegra depois, mas primeiramente fica à vontade para soltar algumas lágrimas ouvindo essa: Mount Eerie Mount Eerie é Phil Elverum. O Phil era da banda The Microphones que também era lo-fi, indie e folk. No álbum A Crow Looked At Me, o Phil fala da morte da sua esposa, que faleceu em decorrência de um câncer no pâncreas e de como foi cuidar da sua filhinha pequena sozinho. Só com essa descrição já dá pra ficar triste, mas o resultado é um álbum triste pra cacete. Um dos mais tristes e sinceros que eu já ouvi. soulwhirlingsomewhere É o projeto solo do americano Michael Plaster. Ambient, dream pop, sadcore, slowcore podem ser alguns gêneros pra definir a música etérea, romântica e suave feita por ele. É um pouco difícil de achar os discos dele, mas para nossa sorte tem bastante coisa na página do spotify. Músicas lindas e extremamente tristes, especialmente a que vou recomendar. O piano dessa música me destrói. Grouper É o projeto de uma mulher só da Liz Harris. Música ambiente, drone, experimental e shoegaze fazem parte desse projeto maravilhoso. Provavelmente uma das artistas que eu mais gosto e admiro, confesso que me inspiro bastante nela quando penso em minhas composições (mas quem me dera ser 0,1% do que ela é). Uma voz doce, um piano e o estrago está feito. salvia palth É o projeto do Daniel Johann, ele só lançou um álbum até hoje, o Melanchole, cheio de lo-fi, shoegaze e dream pop. dandelion hands É o projeto do Nick Heck de indie, folk e lo-fi. Gosto muito de ouvir bandas como dandelion hands quando estou querendo ariar o chifre no chão, quando bate aquela tristeza que apenas o lo-fi pode curar. Yoñlu Vinicius Gageiro Marques foi Yoñlu. Um músico talentosíssimo que produziu mais de 60 músicas e nos deixou o álbum homônimo de lo-fi, indie, folk e experimental lançado postumamente. No final de agosto desse ano foi lançado um filme contando sua história, ainda não tive a oportunidade de ver, mas espero que faça jus ao seu talento e genialidade. Vinicius Mendes Vinícius Mendes é um cantor-compositor emo, lo-fi e indie folk. Um grande amigo meu, já falei dele diversas vezes aqui no blog e acredito que vale a pena falar mais uma vez. Seu álbum Mercúrio lançado em 2017 é triste pra caramba e suas apresentações ao vivo sempre me emocionam bastante. Sun Kill Moon É o projeto de folk, indie, slowcore do Mark Kozelek. Mark é conhecido pela sua banda Red House Painters de slowcore. Quando eu penso em Sun Kill Moon, eu lembro muito de Mount Eerie recomendado acima. Carissa’s Wierd Carissa’s foi uma banda de slowcore, shoegaze, sadcore e indie. Se você não conhece essa banda, se prepare, pois aqui a tristeza é infinita. Seu álbum Song About Leaving  me deixa tão triste mais tão triste que eu só ouço quando quero chorar de verdade. Nada me destrói como esse álbum, ele me arrebenta por dentro e me faz querer chorar no chão geladinho do banheiro, por isso eu evito ouvi-lo em vão. Mas na minha época mais pesada de coração partido, eu o ouvia sem parar. Então meu conselho é: ouça com precaução, mas quando ouvir, ouça com carinho e muitas lágrimas nos olhos. S É o projeto solo da Jenn Ghetto do Carissa’s Wierd, igualmente triste e igualmente slowcore, sadcore e indie. Slowcore dói o coração e reconhecer essa voz dói também. Essa música também é de chorar deitado no chão geladinho do banheiro. Duster Duster é uma banda americana formada por Clay Parton, Canaan Dove Amber e Jason Albertini. É slowcore, space rock, shoegaze, indie, lo-fi e drone. Stratosphere lançado em 1998 é uma obra prima. Eu consigo reconhecer a influência desse álbum em muitos artistas que eu ouço e admiro hoje em dia. E também consigo reconhecer essa guitarrinha safada e característica onde quer que eu esteja. Duster – Gold Dust é um dos maiores presentes que a humanidade poderia nos deixar. Só digo isso. Tamaryn Essa é a indição do Fábio. Tamaryn é um duo americano de shoegaze, dream pop, experimental e new wave. Have a Nice Life Eu provavelmente já falei de Have a Nice Life aqui, mas quando eu lembro de música triste, eu logo lembro do Deathconsciousness. Esse duo americano mistura vários gêneros como shoegaze, post-rock, drone, experimental e ambient. É uma das bandas que eu mais gosto de ouvir para curtir a fossa. Empire! Empire! (I Was a Lonely Estate) É uma banda americana de emo/midwest emo, indie, post rock. Não podia faltar um emo bem emão mesmo nessa playlist né. Eu sei que eu poderia fazer uma lista inteira de música triste e colocar apenas música emo nela, mas eu não quero deixar todo mundo ainda mais triste do que já deixei. Já tem muito corno ariando o chifre ao chegar aqui, deixa essa pra algum dia aí. Low Para fechar nossa lista, nada melhor do que uma das melhores bandas de slowcore que já tive o prazer de ouvir. Low é um trio americano de indie, post rock, alternativo que acabou ficando mais conhecido como slowcore. A banda ainda está na ativa, lançando um álbum na metade desse mês chamado Double Negative. Mas o álbum que todo mundo ama e

Rebobinados Indica #5: Shoegaze

Kindling [bandcamp width=100% height=120 album=2947542717 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small track=1157539994] Infinity Girl [bandcamp width=100% height=120 album=2743575453 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small] Stargazer Lillies [bandcamp width=100% height=120 album=175833195 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small track=4229726277] Rev Rev Rev [bandcamp width=100% height=120 album=600882918 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small track=778470028] Ozean [bandcamp width=100% height=120 album=3157610528 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small track=2486995685] LSD and the Search for God [bandcamp width=100% height=120 album=3992786859 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small] Soda Lillies [bandcamp width=100% height=120 album=2274147635 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small track=2670435673] Kestrels [bandcamp width=100% height=120 album=2827269103 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small track=2220228417] Gleemer [bandcamp width=100% height=120 album=2159588014 size=large bgcol=ffffff linkcol=0687f5 tracklist=false artwork=small]

Nothing se reinventa com Dance on the Blacktop

Por: Tatyane Oliveira Formada na Filadélfia em 2011, é uma das bandas mais conhecidas e admiradas da nova onda do shoegaze assim como Whirr, Airiel, Ringo Deathstarr e LSD and the Search for God. A banda nunca para de nos surpreender, desde o excelente Guilty of Everything (2014), o aclamado Tired of Tomorrow (2016) e agora com o Dance On The Blacktop, oficialmente lançado em Agosto. Você pode ouvir o álbum aqui ou se preferir no bandcamp Nothing é uma das bandas de shoegaze que nós aqui do Rebobinados mais gostamos. Se algum dia a gente lançar algum material, vai ser definitivamente influenciado pela banda. Se vai ser tão bom quanto, não sabemos, mas pode aguardar. O Dance On the Blacktop já havia caído nas graças da galera desde o começo de Agosto, quando uma versão pirata circulava por aí. Porém, decidi apenas ouvir os singles previamente lançados no Spotify e conferir o álbum na íntegra. Mas desde então os comentários já eram excelentes, não lembro de ter visto ninguém criticando o álbum. E realmente não sei se há realmente espaço algum para críticas. Consigo escolher minhas músicas favoritas no álbum, que logo nos primeiros segundos de música já me cativam sem fazer esforço algum. Aliás, Nothing tem um certo poder de me cativar facilmente. Com as músicas dos álbuns passados, eu reconhecia os primeiros acordes logo de cara. Não há música alguma que eu necessariamente desgoste, apenas algumas que definitivamente chamam mais atenção do que outras. Em termos gerais, o álbum está bem diverso, algumas músicas vão mais para o lado do dream pop, post punk e um pouco de grunge também. Tem música para todos os gostos. O destaque vai certamente para Blue Line Baby. Se eu fosse pensar em alguma música lançada esse ano que descrevesse perfeitamente o que é o shoegaze, da pontinha dos pés até o último fio de cabelo, de alma e por inteiro, seria essa. Os primeiros segundos da música já de transportam pelo espaço, notas sonhadoras e atmosféricas ao máximo, a parede de som reconfortante, ao meu ver é como estar em casa. A banda domina com maestrina a arte de fazer um som totalmente novo, totalmente fresco e ainda sim jamais perder sua identidade, as características do gênero. É tão familiar, o solo toca o coração e ao mesmo tempo soa como novidade, consegue me conectar instantaneamente. O clipe também é lindíssimo, sensível, muito etéreo e sonhador. Uma das outras músicas que gostei bastante foi Plastic Migraine. Ela consegue ter o mesmo efeito em mim, ainda que sutil, provocado por Blue Line Baby. I Hate the Flowers foi um dos singles que ganhou clipe também: Bem mais pesado que o restante do álbum, sem deixar de ser Nothing. Blue Line Baby é um sonho e I Hate the Flowers é o pesadelo que você tenha escapar, embora tudo indique que não há como escapar. O vídeo inteiro tem um homem tentando escapar, rolando pelas escadas, rolando pelas ruas, vendo um outro vídeo de uma moça bastante fragilizada, um corvo o assombra, o fogo o persegue e o caixão nunca o deixa escapar. Um pouco angustiante eu diria, porém o clipe é muito interessante e  infelizmente a vida tem esses altos e baixos mesmo. Mas o que realmente marca e o que gruda na cabeça é o refrão: ”Stop all the clocks in my brain  Clog all the veins and the drains  Build a coffin around this house  Dismantle the sun from the couch” Vale a pena ainda mencionar The Carpenter’s Son que vem logo em seguida, quebrando o clima pesadão trazido pela música anterior, com suas influências de post rock com voz doce e melódica. Imensamente triste e bela essa música. A letra é excelente e melancólica ao extremo. Certamente uma das músicas que estarei curtindo quando me encontrar borocoxô. São quase 8 minutos de bad. Esperamos que a banda continue prosperando e lançando material novo! Não deixe de acompanhar a banda nas redes: bandofNOTHING.com Facebook Instagram

Rebobinados indica #3: Dream pop / Indie pop

“Lá vem o Rebobinados de novo falar de shoegaze. Vocês não cansam não?” A resposta é não. Mas dessa vez viemos falar do primo acessível do shoegaze, o dream pop. O dream pop é uma das melhores coisas que já existiu, pois consegue misturar rock alternativo, neo-psicodelia e música pop. E tem coisa melhor do que música pop? A resposta também é não. O dream pop é um estilo tão acessível que muita gente que ouve nem sabe o que é, tem uma influência enorme e é parte de várias músicas indies atuais que fazem um sucesso tremendo.  Junto a ele está o indie pop, com uma pegada parecida, um tanto mais pop e DIY, se tornando bem mais easy-listening. Até a minha mãe gosta. Não estamos aqui para falar de bandas clássicas do dream pop/ indie pop e sim de algumas coisas que ultimamente andamos ouvindo que flertam facilmente com psicodelia, punk, post-punk, lo-fi, chillwave e muito mais. Wild Pink B-Film Etc. Seasurfer Deafcult Castlebeat Dead Horse One Crescendo Tears Run Rings FM-84 The Daysleepers Arbes Sunbather Hatchie My Autumn Empire Pastel Coast Strange Ranger Computer Science

Conheça a Eslovênia

Foto: Shadow Universe Por: Tatyane Oliveira A Eslovênia fica no Leste Europeu, faz fronteira com Áustria, Hungria, Croácia e Itália. Tem cerca de 2 milhões de habitantes e paisagens deslumbrantes. Acredito que a maioria de nós já ouviu falar da Eslovênia, mas nunca pensou em se aprofundar e querer saber mais. Especialmente quando se trata de música. Faz alguns dias que conheci um colega da Eslovênia em um site de música e percebi que não sabia quase nada sobre esse pequeno país. Perguntei a ele várias coisas sobre a arte, cultura e música. Algumas sugestões dele aparecerão nesta lista e outras fui escavando e descobrindo. É muito bacana abrir os horizontes e ouvir músicas e artistas totalmente desconhecidos que são fora da nossa realidade ou fora do que estamos habituados a ouvir. Não coloquei música tradicional eslovena, porque foge bastante da proposta do blog e todo mundo iria estranhar, mas conseguimos ter uma boa noção do tipo de música e dos excelentes artistas que temos por lá. Porque quando falamos de Eslovênia, qual é a primeira banda que vem a sua mente? Provavelmente Laibach que é um dos grandes nomes da música industrial. Se você ainda é um grande conhecedor, deve ter ouvido falar de Big Foot Mama e Siddharta que são bandas mais mainstream. O Festival MetalDays é uma das grande atrações que também nos vem a cabeça por conta de suas inúmeras bandas de black metal, thrash e death. Poderíamos ficar horas citando bandas desses estilos, já que países europeus são berços dessas bandas, porém vamos tentar variar um pouco essa lista e trazer coisas boas para vocês. Veldes Facebook | Youtube In The Attic Facebook | Youtube Neurotech Facebook | Youtube FUTURSKI Facebook Borghesia Facebook 7AM Site Shadow Universe Facebook | Youtube Vlado Kreslin Facebook Melodrom Facebook Videosex Facebook Silence Facebook | Site Inexistenz Facebook Salonski Facebook Dekadent Facebook   Tomaž Pengov Facebook Tem mais sugestões de gêneros musicais, países ou bandas para nos indicar? Escreve nos comentários que vamos ouvir com muito carinho!

Rebobinados indica #2

Balún Banda formada em 2003 na cidade de San Juan, Porto Rico, lançaram seu segundo disco Prisma Tropical, que vem de um intervalo de dez anos desde o debut lançado em 2016. Durante as 16 faixas escutamos melodias simples e cativantes, que passeiam por estilos como folk, dream pop, experimentalismo e até reggaeton. Uma boa pedida para fãs de dream pop. Anna von Hausswolff Anna é uma sueca de Gotemburgo, traz na bagagem seu terceiro disco de estúdio Dead Magic gravado durante os nove dias que passou na Dinamarca. Um pop avant-garde com fortes influências de Dead Can Dance, algo que nota-se de primeira em seus vocais que são com certeza um dos pontos fortes, uma boa pedida para fãs de DCD, Lycia e This Mortal Coil. Sad Fuzz 52 Direto de Sorocaba, cidade conhecida por seu cenário incrível de bandas de rock e também uma boa rota de shows, o duo Sad Fuzz 52 formado por Áira Machado (bateria) e Paulo Avance (guitarra, vocal) fazem aquele som com espírito jovem, bem intenso, bem rockeiro, influenciado por estilos como shoegaze, pós-punk e rock alternativo. Infinitas Insônias é seu primeiro EP, lançado pela Solana Records. Pram O Pram surgiu por volta de 1990 na Inglaterra, sua música experimental flerta com o pop e psicodelia. O oitavo disco da carreira é Across the Meridian, lançado nesse ano, um prato cheio para quem pensa fora da caixinha. Warmest Winter Inicialmente formado como projeto solo de Tiago Duarte, o Warmest Winter se transformou em um quarteto, o disco the world is a terrible place yet i’m terrified of dying tem influências do pós-punk inglês e shoegaze, alternando momentos de calmaria e agressividade junto de letras fortes sobre sentimentos da vida cotidiana e a morte. Mais um lançamento da Lo-Slow Records junto da Salitre Records. Deaf Wish Temos aqui órfãos dos queridos Sonic Youth, um som que mistura punk, noise e indie, assim como se fazia no início dos anos 90. Uma banda relativamente nova, formada na cidade de Melbourne, na Austrália em 2007, Lithium Zion é seu quinto disco. Boa pra quem gosta de um barulho. Auramental Se a sua praia é um rock psicodélico, então você precisa ouvir o som desses caras. O Auramental foi formado em 2014 no Rio de Janeiro e são grande promessa pro stoner nacional, há dois meses lançaram seu mais novo single para a música “Aura”, uma viagem cósmica rockeira bem maneira que vai fazer você pirar. White Ring Gosta de música eletrônica? Trevosa? Então esse disco é pra você! Brian e Kendra são um duo de Witch house, e o seu White Ring é um dos nomes principais do gênero, uma mistura de música dark, glitch, trap… responsável por agitar raves lotadas em países como EUA e Rússia. Gate of Grief é seu primeiro disco cheio, lançado depois de um período de quase oito anos desde o primeiro EP. Fogo Caminha Comigo Lançado há um ano atrás, A melancolia vai nos separar, outra vez é o primeiro disco do Fogo Caminha Comigo, que abriu as portas de seu quarto e deu vida a um conjunto de composições com belas letras e um som influenciado por lo-fi, emo e shoegaze, gravado em um período de apenas 28 horas. Os selos Banana Records e Lo-Slow Records foram responsáveis pelo lançamento.

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