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Wagner Almeida – Domingos à Noite, a verdadeira beleza está nas coisas mais singelas

Eu queria ter tido tempo pra escrever sobre esse disco antes. Quando eu ouço discos como esse do Wagner eu me lembro do motivo de eu escrever nesse blog pra algumas pessoas lerem. Me dá vontade de continuar, renova minhas esperanças em continuar a escrever e renova a fé na música brasileira independente. Na esperança que alguém vá de fato ler e se interessar pra escutar o que eu estou indicando. Eu desejaria que fosse como aquele bom amigo que sempre tem bons conselhos sobre música, e eu ficaria muito brava se esse meu bom amigo não me indicasse um álbum bom desses pra ouvir. Solta o play: Antes de mais nada, espero que você já tenha ouvido falar no Wagner Almeida. O álbum crescimento/desistência foi um dos melhores discos de 2018, e eu me arrependo amargamente por não ter ouvido ele antes e não ter indicado antes pra vocês. De fato, eu me apaixonei verdadeiramente pelo álbum depois do show do Wagner na Breve e eu me arrependo disso por não ter curtido o álbum com a emoção que ele merece. Eu sempre tô atrasada com todas as coisas, mas dessa vez eu tentei não demorar muito. O ano ainda está na metade, mas pode ter certeza que esse já é um dos meus álbuns preferidos do ano e possivelmente da vida. Sabe quando um artista lança exatamente aquilo que você PRECISAVA ouvir. É literalmente isso. Provavelmente vocês já perceberam que eu sou uma grande admiradora das coisas que o Fábio de Carvalho e o Fernando Motta lançam, os discos deles significam muito pra mim e me marcaram bastante, com o Wagner tá sendo a mesma coisa. É inegável que Minas Gerais tem muita coisa boa, mas sinto que a gente não valoriza o suficiente. O Sentidor, mais conhecido como João de Carvalho, colaborou em grande parte com esse disco tanto na composição quanto na mixagem/masterização, e ele é outro grande artista que a gente deve se lembrar e se orgulhar de poder conhecer. Foi um encontro bastante feliz essa mistura magnífica das ideias do Wagner com as ideias do João. A atmosfera que existe nesse álbum é excelente, traz uma paz, uma calmaria, uma sensação de pertencimento gigante. Estar em casa ou estar em algum lugar tão confortável quanto (mesmo que seja no mundo de outra pessoa). Te faz esquecer da atual conjuntura política, de todos os seus problemas e te transporta pra um lugar melhor. Paz e quietude nunca estiveram tão em alta, o mundo moderno nos faz ficar tão ansiosos que é sempre bom encontrar um momento pra respirar e apreciar um bom disco. Eu sei que eu sempre dou uma boa viajada quando eu falo dos discos, porque eu só escrevo sobre aquilo que me marca e que eu não sei resenhar como muitos sabem, então eu só digo que descrevo todas as sensações e sentimentos que me marcaram nos álbuns. Então não me leve a mal. Agora voltando ao que importa… Não tem sequer uma música ruim nesse álbum e eu ainda estou tentando descobrir quais são minhas favoritas. Mas Cocada é certamente um ponto alto pra mim. As melodias se unificaram em algo tão bonito que eu tenho vontade de chorar toda vez que eu escuto, não é necessariamente uma música triste, mas ela consegue chegar àquelas notas que acertam certeiramente o meu peito e atingem aquele lugar sensível. Também perfeita para um estado de contemplação. As letras tanto desse disco tanto do álbum lançado no ano passado me fazem refletir sobre minha própria vida e sobre os caminhos que eu ando tomando, tenho me conectado bastante tanto com as melodias quanto com as letras. Tem me conectado com meu interior de uma maneira que eu nunca pensei, tem me feito refletir bastante e é muito curioso quando alguém que mal te conhece escreve um tantão de coisas que fazem você se sentir validado. Escutar esses álbuns tem sido uma viagem de autoconhecimento sem fim, pelo menos pra mim. Fora as vezes que eu me encontro extremamente sensível e desabo em lágrimas. Toda vez que eu ouço Cabo Frio, do último disco, eu SEMPRE choro. Vai diretamente na parte sensível que eu guardo a sete chaves dentro de mim. E domingos à noite é a mesma coisa. É um disco singelo, como se não precisasse de muitas coisas e firulas pra mostrar sua verdadeira beleza. A gente encontra a perfeição nas coisas mais simples, sinceras e diretas. Por exemplo, a música Toda Azul. Ela é simples e ao mesmo tempo tão fofa e tão bonita. Não precisa de mais nada, sabe? É isso, essa é declaração de amor que importa. Não precisa escrever milhares de coisas pra demonstrar que gosta (mas se quiser pode), essa música resume tudo isso, não precisa de mais nada. E é só isso, eu só tenho a agradecer por esse disco sensacional. Obrigada de verdade. Para saber mais sobre o artista, acompanhe as redes: https://www.facebook.com/wagneralmeidabh/ http://wagneralmeida.bandcamp.com https://www.youtube.com/channel/UCaylrmrftMlC8rIn5PY1hyA https://www.instagram.com/wagneralmeida_bh https://www.twitter.com/wagneralmeidabh E mais sobre o Sentidor: https://open.spotify.com/artist/1gXygxpZCVCaFMja7oHbq7 https://www.facebook.com/projetosentidor/ https://www.youtube.com/channel/UC7okdFyJxLSkCqFycLtUH2Q https://soundcloud.com/disritmiaesonho

Entrevista: De Carne e Flor

Primeiramente eu quero pedir desculpas. Admito que demorei demais para ouvir essa banda tão boa. Eu sempre demoro demais para ouvir coisas novas, apesar de ter todos os incentivos do mundo para fazê-lo, mas acho que são falhas comuns do ser humano. Ainda há tempo para corrigir essas falhas e se você ainda não ouviu, talvez eu possa te convencer a ouvir também. De Carne e Flor é formada por Bruno Araújo (voz), Guilherme Xavier (guitarra), Vitor Ferrari (baixo), André Jordão (guitarra), Eliton Si (bateria/voz). No final de 2018 eles lançaram o álbum Teto Não Familiar, uma mistura visceral de emo, post rock, screamo e post hardcore. Confesso que apenas a citação dessa mistura de gêneros já me deixaria curiosa para conhecer a banda, porém para o deleite de todos nós, tem muito mais do que só isso. Acho que poucas bandas conseguiram me conquistar e me emocionar de imediato. Talvez eu esteja sensível demais, propensa ao choro ou a banda é realmente boa demais. Apenas 4 músicas foram necessárias para atingir aquele pontinho certeiro do meu peito, atingindo aquela zona sensível onde moram os sentimentos. Foi como revisitar algo doloroso que eu já havia vivido, sabe aquela expressão “bateu a bad”? Bem clichêzona, porém é a real. Talvez porque família seja um tema complicado, que está na realidade de todos nós, talvez sejam as belíssimas letras das músicas, talvez sejam os pedais, talvez seja o grito do Bruno, mas algo me conectou com esse álbum. É como se cantassem os sentimentos mais profundos e dolorosos que temos dentro de nós, alguns sentimentos que estão tão profundamente escondidos que nem sabíamos mais que existiam. O grito é a libertação dessa dor, ou ao menos uma maneira de se expressar e tentar se livrar do fardo carregado ao longo de tantos anos. Batemos um papo para conhecê-los melhor… Como vocês descreveriam a banda para quem nunca ouviu? R: Emo da sessão de descarrego. A sonoridade é caótica, urgente, melódica, dissonante e voraz. Gostaríamos de criar uma atmosfera capaz de transportar o ouvinte a este ambiente adequado para receber o drama que as vozes carregam. Para isso usamos estruturas de screamo, (pós-)hardcore e pós-rock, sem medo de acrescentar o que a gente sentir vontade. Como está a recepção das pessoas depois do lançamento e durante os shows? R: Sobre o EP, quando alguém diz pra gente que curtiu o som normalmente é por suas próprias razões, encontrando referências que nem eram a nossa intenção! Isso é interessante pois mostra como mesmo algo trazido de lugares muito específicos por nós, pode ser interpretado ou recebido de forma diferente pra quem ouve, dependendo da bagagem de cada um, tornando o sentido geral da coisa ainda maior. Sobre os shows, já ouvimos que nós criamos uma apresentação com o andamento interessante com começo, meio e fim, repleto de passagens marcantes. Nos esforçamos pra valer a pena conferir! Da onde vem a inspiração para o álbum e como foi a composição das letras? R: Desde a época da Black Clovd (banda de hardcore melódico pique More than Life onde dividi guitarras com o Guix entre 2014 e 2016), chegou um momento onde eu tava sendo mais produtivo escrevendo letras do que melodias, por me sentir cheio de coisas pra contar, não ser muito bom em expressar de forma direta as coisas mais sérias da vida e não me sentir muito afim de desabafar ou incomodar alguém. Quando a tal banda acabou coincidiu do Vitor (baixo) querer montar este projeto. Parte das letras foram escritas num momento de vazio por conta de desemprego e falta de rumo (tinha acabado de terminar um curso técnico o qual não me via exercendo profissionalmente). Me encontrei relembrando amizades antigas e pensando em como cada um seguiu seu rumo e eu fiquei no mesmo lugar (nas poças se transforma, provavelmente a letra que tinha guardada por mais tempo). Também escrevi sobre percalços pelos quais passaram meus familiares (de um teto não familiar), a descoberta e receio de sentir um novo afeto (em medo e em desejo). A primeira faixa (A âncora que jogamos) foi escrita por último, após o Victor (ex-guitarrista) ter trazido o nome da banda (que tem como referência a música De Carne Y Flor da banda espanhola Viva Belgrado), além de ser um lamento inicial também apresenta o clima do EP, batizado com o nome do segundo episódio de Evangelion porque o lado otaku falou mais alto. Quais são as bandas que vocês se inspiram? R: Alexisonfire e U2 (risos). A banda canadense de post-hardcore Alexisonfire, uma das inspirações da De Carne e Flor Vocês tem outros projetos musicais? R: Também tô de vocal num projeto chamado Ravir com o Guimo e o João (ambos membros da Jovem Werther, banda que me influenciou muito e que cheguei a tocar durante o ano passado e hoje se encontra em hiato). A ideia é fazer um pós-hardcore mais mewithoutYou e Fugazi. O Guix (guitarra) também toca no Institution e o André (guitarra) é o cara mais multifacetado da banda, toca na O Bicho de 3 Cabeças (instrumental fudidásso), Lapso (grind/black metal) e Obscvre Ser (blackened hardcore) e também foi parte da Jovem. Vale citar que o Elitinho (bateria) tocava na We are Piano (pós-hardcore/experimental) e não pensei duas vezes em chamar ele quando fui montar a banda. Bandas brasileiras que vocês admiram e gostariam de tocar junto? R: Acho Colligere incrível e boa parte do pessoal que nos viu tocar diz que a gente tem uma veia em comum. Mesmo que a banda se apresente muito raramente, torcemos para que um dia ocorra essa oportunidade! Das que pararam mas já fizeram minha cabeça, Envydust e 3 Segundos Antes da Queda. Atualmente, tá rolando muita coisa boa tanto em rolês mais pesados (Sendo Fogo, Rastilho, Surra, Desventura, Uhrutau), experimentais (Hiroshima Bunker, Rakta, Ema Stoned, Labirinto) até os mais de boa (Superbrava, eliminadorzinho, Raça) e além de ser tudo banda foda (algumas citadas já tocamos junto) seria legal ver como a

Lançamentos de 2019: Internacionais

Imagem de um fone de ouvido ao lado de um celular com player de música aberto.

Lançamentos de 2019: fizemos uma lista com alguns discos que não saem dos nossos players de música, se você está a fim de conhecer música nova, confira quais são esses álbuns que já podemos considerar como nossos favoritos do ano. American Football – LP3 O terceiro álbum do American Football lançado na sexta feira veio para agraciar todos aqueles que sofrem de dor de amor (sejam estes reais ou imaginários) e de saudades do midwest emo. Eu sou sempre lerda para acompanhar os lançamentos, quase sempre sou a última a saber, mas esse eu já ouvi umas 6 vezes no mínimo e cada vez que eu ouço eu quero ouvir mil vezes mais. Simplesmente perfeito. Com toda a certeza do mundo vai constar na minha lista de melhores do ano. E o que dizer das colaborações? Elizabeth Powell (Land of Talk), Hayley Williams (Paramore) e a perfeita-e-dona-do-meu-mundo Rachel Goswell (Slowdive), sinceramente eu não conseguiria pensar em uma combinação melhor. Incrível, vale a pena demais ouvir. Duster  – Capsule Losing Contact Uma das minhas maiores alegrias dos últimos dias foi ver a notificação do Spotify avisando que Capsule Losing Contact estava disponível. 51 músicas deliciosas dos nososs amados Stratosphere e Contemporary Movement além dos EP’s e algumas músicas inéditas. É o maior presente que qualquer fã de Duster e de música boa poderia receber. Qualquer coisa que eu possa falar de Duster será suspeita, porque eu simplesmente adoro essa banda. Duster é vida, Duster é o ar que eu respiro, Duster é tudo. Só acredite no meu bom gosto, ouça e concorde comigo depois. Tamaryn – Dreaming The Dark Na última terça feira fomos presentados com a presença da grande rainha toda poderosa Tamaryn em terras brasileiras e na sexta feira foi lançado o tão esperado Dreaming the Dark. O show de terça já contou algumas músicas novas (basicamente os singles lançados até então), e elas são excelentes ao vivo. Aliás, Tamaryn é uma artista completa, interpretação perfeita, luzes, ambiente, o som estava perfeito e a performance: impecável. Desde que entrei na casa de shows já tive vontade de sair dançando e cantando. A presença de palco dela é simplesmente magnética, não consegui desgrudar os olhos do palco. De longe um dos melhores shows que eu já vi, vou guardar pra sempre no meu coração. Perfeito em tantos níveis que eu só posso ficar triste por quem não pode comparecer. Vale a pena curtir o álbum lançado e torcer para essa deusa pisar em terras brasileiras em breve.   La Dispute – Panorama Quem é emo e/ou corno (apelido carinhoso) se deu bem essa semana, especialmente os fãs de La Dispute, que puderam comemorar ariando os chifres no chão com o novo álbum Panorama. Para ser bem sincera, não me conquistou na primeira vez que ouvi. Talvez eu deva dar mais chances e quem sabe eu vá me apaixonar até lá. Porém recomendo pelo carinho que tenho com os outros álbuns e pela história de dor e lágrimas que tenho com algumas músicas da banda. Nilüfer Yanya – Miss Universe Confesso que essa artista eu conheci buscando mais lançamentos para poder escrever aqui e me surpreendi positivamente. Mais uma das boas surpresas vindas dos lançamentos dessa semana. Cantora e compositora britânica de indie pop/ indie rock, se inspira em artistas excelentes como Jeff Buckley, Nina Simone, Pixies e The Cure. É uma das promessas de novos artistas e provavelmente esse álbum vai constar na lista dos melhores do ano de muitos blogs aclamados por aí. Os toques de soul, a graciosidade da guitarra e o sotaque britânico fazem esse álbum ser diferente das últimas coisas que tenho escutado e bastante especial também. Gostoso o suficiente para ser escutado por pelo menos mais umas dez vezes. Uma ótima oportunidade para conhecer artistas novas e talentosas. Já disseram que 50% dos novos guitarristas que estão surgindo são mulheres, e a Nilüfer é um excelente exemplo para as garotas se espelharem. Mulheres na música é tudo de bom. Crocodiles – Love is Here Já fazia um tempinho que essa dupla estava sumida, porém esse ano saiu Love is Here, o sétimo disco de estúdio do Crocodiles. A banda faz um indie rock com influências de noise, shoegaze e pós punk, aqui eles mantém a qualidade do que já vinham fazendo, portanto se você espera algo inovador, não é o caso, no entanto, é um álbum muito bom. Acredito que por ser o sétimo da carreira, valeria dar uma arriscada ali ou aqui pra sair um pouco da mesmice, mas mesmo assim não tem como, eles são ótimos e continuo adorando esses caras, se você gosta de Jesus and Mary Chain é uma boa pedida! Sneaks – Highway Hypnosis Se você não conhece Sneaks então para tudo e corre agora pra escutar todos os discos, principalmente se você gosta de novidades e de um som mais minimalista. Comandado por Eva Moolchan, esse é um projeto de um artista só, nos dois primeiros álbuns as composições são bem influenciadas por pós punk, as músicas não tem guitarras, então foi amor a primeira ouvida, as linhas de baixo vão do dançante ao lado mais ”punk”. Em Highway Hypnosis as coisas são diferentes, se prepare pois aqui temos altos flertes com hip hop e RnB, mesmo indo por um caminho diferente as composições são ótimas e gostosas de escutar. Le Groupe Obscur – Selesca Esse é o primeiro disco dessa banda francesa, ainda muito nova no cenário, mas que de cara impressionam, não só pela aparência que é algo que chama muita atenção, com suas vestimentas teatrais e soturnas, mas pelo som. É inevitável não fazer comparações com o que os Cocteau Twins fizeram durante o fim dos anos 80, aqui temos influencias muito notórias disso, mas mesmo assim eles tem seu próprio tempero que os fazem diferentes das outras bandas que encaram algo parecido em seu som. Acredito que eles tem tudo para serem mais reconhecido e tocarem em festivais ao lado de grandes nomes. Gostou? Confira também

Especial Mulheres Independentes

Dia 8 de março tivemos o dia Internacional das mulheres, uma data historicamente representativa, uma data que marca a luta das mulheres na sua busca por mais direitos e liberdade, sendo apropriada para fins comerciais e superficiais. Um dia para que o patriarcado possa se sentir menos culpado ao dar flores, ser gentil, dar mimos e dar os parabéns. Dar parabéns pelo quê? Nós mulheres estamos em uma luta diária, ininterrupta para sermos ouvidas, reconhecidas, legitimadas e aceitas. Os parabéns e os tapinhas nas costas os fazem se sentir menos culpados, mas não nos fazem sentir que devemos lutar menos ou que já estamos em pé de “igualdade” com os homens. É preciso mais, muito mais. É preciso que mais mulheres ocupem todos os espaços possíveis. Eu poderia fazer um texto enorme sobre isso, porém eu vou focar apenas no que eu posso fazer como singela colaboradora deste blog: dar mais exposição para os trabalhos que eu admiro feitos por mulheres. Principalmente mulheres independentes. Festival Hard Grrrls 19 Esse foi um dos festivais mais legais que eu já tive o prazer de comparecer, em 2018 escrevi sobre ele nesse post. É um festival incrível feito pelas minas, com exposições das artistas Breeze Spacegirl, Camila Visentainer. As bandas que vão participar do fest esse ano são Malka, dd dagger (ᴛx-ᴇᴜᴀ), Bioma, Não Não-Eu e Luana Hansen. Vale MUITO a pena, recomendo de verdade. Link do evento: https://www.facebook.com/events/2248396038716734/Página do facebook: https://www.facebook.com/hardgrrrls/ In Venus no Quinta Independente do CCJ Banda de post punk com letras feministas e anticapitalistas, formada por Cint Ferreira (voz e teclado), Jiulian Regine (bateria), Rodrigo Lima (guitarra) e Patricia Saltara (baixo). O primeiro single, Mother Nature, saiu em 2016. Em 2017 lançaram o disco Ruína e em 2018 o EP Refluxo. No dia 21/03 tem o show no Centro Cultural da Juventude, que fica na Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641, Vila Nova Cachoeirinha – a 20 minutos do Terminal Barra Funda e ao lado do Terminal Cachoeirinha. O show é gratuito, e a banda é uma das mais cativantes da cena feminista independente, vale a pena conferir! Página da banda: https://www.facebook.com/invenusband/Link do evento: https://www.facebook.com/events/255193782023974/Bandcamp: https://invenus.bandcamp.com/ Hayz Das coisas boas que aconteceram no dia 8 de março podemos citar o lançamento do EP da banda Hayz de queercore. A banda foi formada em 2018 por Josie Lucas (guitarra e voz), Bruna Provazi (baixo e voz) e Roberta Bergami (bateria). Bandcamp: https://hayz.bandcamp.com/releasesInstagram: https://www.instagram.com/hayzband/Facebook: https://www.facebook.com/hayzband/ Tarda Tarda é um projeto formado por Julia Baumfeld, Paola Rodrigues, Randolpho Lamonier, Sara Não Tem Nome e Victor Galvão. Artistas que misturam música, fotografia e vídeo, multifacetados e plurais. É difícil descrever um projeto como a Tarda, então vou usar as palavras deles: “Tempo de fluidez de água e uma demora grave, sons que ficam e demarcam um lugar de acolhimento familiar e inóspito onde não podemos ser nós mesmas, mas aquilo que nos assombra.” Soundcloud: https://soundcloud.com/tardatardeFacebook: https://www.facebook.com/tardatarde/Instagram: https://www.instagram.com/tarda_/ Girls Rock Camp Brasil O Girls Rock Camp é uma ONG que procura empoderar meninas através da música.  Funciona como um acampamento musical de férias, que meninas com idades de 7 a 17 anos tem uma experiência completa e empoderadora na qual aprendem a tocar um instrumento, formam uma banda, fazem uma composição e uma apresentação ao vivo para a comunidade. Desde 2013 o projeto já atendeu cerca de 450 meninas através do voluntariado feminino. Nos links abaixo você pode conferir mais sobre esse projeto super bacana que busca a inclusão verdadeira das meninas e mulheres na música. Site: https://www.girlsrockcampbrasil.org/Facebook: https://www.facebook.com/ladiesrockcampbrasil/Facebook: https://www.facebook.com/girlsrockcampbrasil/ Efusiva Um selo independente feminista do Rio de Janeiro criado em 2015, inspirado no riot grrrl e no feminismo interseccional. Divulga projetos artísticos e produções fonográficas, valoriza práticas de empoderamento feminino, LGBTQI, racial e social, realiza rodas de conversa de temáticas de gênero, raça e classe, promovem oficinas de audiovisual, montagem de palco, instrumentos musicais, pedais de efeito, defesa pessoal, grafite, e etc. Artistas do selo: Belicosa, Bochechas Margarinas, Catillinárias, Charlotte Matou um Cara, Clara Ray, Chico de Barro, Drugged Doll, Errática, Floppy Flipper, In Venus, Kinderwhores, The Lautreamonts, Melinna, Pata, Trash No Star e Tuíra. Site: https://www.efusiva.com.br/Facebook: https://www.facebook.com/efusivadiy/ União das Mulheres do Underground É um blog colaborativo e interessantíssimo que divulga qualquer tipo de arte (visual, sonora, eventos e etc) produzidos por mulheres, especialmente os DIY. Já conheci muitas bandas/artistas incríveis por conta desse blog, nele também encontramos materiais de apoio para quem tá interessado em entrar nesse mundo underground, sobre como divulgar seu trabalho, entrevistas, artigos/textos extremamente relevantes quanto à questão de gênero, representatividade dentro do movimento feminista e muito mais. Se você quiser ficar por dentro do que tá acontecendo no underground, fica de olho tanto na página do Facebook quando no próprio site, vale a pena! Facebook: https://www.facebook.com/uniaodasmulheresdounderground/Site: https://uniaodasmulheresdounderground.wordpress.com/ Se você tem alguma sugestão de banda/evento/página/selo ou qualquer tipo de arte feita pelas minas, manda pra gente!

Especial: Mulheres baixistas II

baixistas - esperanza spalding

Ainda assim, você pode conferir os outros especiais de mulheres na música nos links a seguir: mulheres bateristas I, mulheres baixistas I, mulheres guitarristas I e guitarristas II. Como prometido, aqui está a segunda parte do especial mulheres baixistas. Se você perdeu a primeira edição, pode conferir nesse link a primeira parte desse especial. Queria agradecer a todo mundo que curtiu a primeira parte, tive uma boa recepção de vocês, principalmente de várias garotas que estão iniciando ou querem começar a tocar baixo. É muito importante esse tipo de apoio para quem está começando em algum instrumento, é ótimo ter boas pessoas para se inspirar. E quando a gente vê lista de melhores baixistas (ou outros músicos em geral), a maior parte das listas só lembra dos homens. Vamos tentar dar mais visibilidade e crédito as minas também né. Mas como a gente sabe, o meio alternativo não é tão inclusivo quanto poderia e deveria ser, falta mais representatividade para que todos nós possamos nos ver refletidos em artistas que a gente gosta e admira. Se vocês quiserem (confesso que está nos meus planos) podemos fazer mais especiais destacando mulheres do underground/alternativo em geral que tocam outros instrumentos, produtoras, selos e etc, manda suas sugestões e comentários pra gente. Ayse Hassan – Savages Tal Wilkenfeld  – vários Esperanza Spalding Kendra Smith – Dream Syndicate/Opal Debbie Googe – My Bloody Valentine/Primal Scream Carol Kaye – vários Para quem quiser mais de Carol Kaye: Sharin Foo – The Raveonettes Suzi Quatro Gail Ann Dorsey – David Bowie/Tears for Fears/etc Patricia Morrison – The Sisters of Mercy Josephine Wiggs – The Breeders Hiromi “Hirohiro” Sagane – tricot Laura Lee – Khruangbin Kathi Wilcox – Bikini Kill Ringo Deathstarr – alex gehring Kim Field (The Stargazer Lilies) Simone Butler (Primal Scream) Baixistas brasileiras Rafaela Araújo – Bertha Lutz Simone do Vale – Autoramas Selma Viera – Autoramas Fernanda Horvath – Dominatrix Cíntia – Menstruação Anarquika Flavia Couri – Autoramas Katharina – Charlotte Matou um Cara Karolina Escarlatina  – Escarlatina Obsessiva Mayra Biggs – The Biggs Tamy Leopoldo – Eskröta Dan Marighetti – Sapataria Elke Lamers – Ema Stoned

Especial: Mulheres baixistas

mulheres baixistas

Ainda assim, você pode conferir os outros especiais de mulheres na música nos links a seguir: mulheres bateristas I, mulheres bateristas II, mulheres baixistas II e mulheres guitarristas I e guitarristas II. Eu queria escrever um pequeno textinho aqui antes da matéria, prometo tentar fazer com que não fique muito chato, ok? Essa matéria surgiu pra incentivar minha amiga Mayara que quer tocar baixo. Queria ajudá-la encontrar pessoas nas quais se inspirar musicalmente. Aliás eu queria que todas as minhas amigas se aventurassem a tocar instrumentos (sério, todas vocês. Eu sei que vocês conseguem, confio em vocês). E isso me fez pensar em quando eu comecei no mundo da música, no violino, lá em 2011 para 2012. E o que me fez querer tocar foi ver a Mairead Nesbitt do Celtic Woman. Foi amor à primeira vista e ainda é até hoje. O amor não se deu por conta da beleza estonteante dela, mas sim do sorriso que ela carregava ao tocar e da sutileza, ela fazia aquilo parecer tão fácil… E, surpresa, não é nada fácil. Música não é fácil, pelo menos pra mim. São anos e anos tentando, desistindo de um instrumento e pulando para outro, mas eventualmente eu vou ficar boa ou pelo menos razoável. Não é questão de dom, é  paciência, persistência e dedicação. E para que esses sentimentos se renovem para mim, é preciso ver mulheres no palco. Seja tocando o que for, toda vez que eu vejo uma mulher no palco eu me encorajo e tento de novo e de novo. Não sei se é pelo fato de eu ser mulher ou se é pelo vigor que nós trazemos a este mundo muitas vezes decadente, machista e maçante que é a música. Não vou adentrar o óbvio, que é o fato de sempre o mesmo grupo de garotos sem talento, fazendo mais do mesmo, cantando o que todo mundo já cantou, tocando bem mal e sem carisma algum sendo empurrado pra gente ouvir o tempo todo. Afinal, há gosto e público para tudo. Mas o que me incomoda de verdade é sempre a fetichização ou o eterno menosprezo das mulheres, vou contar que foi bem estressante a pesquisa de procurar mulheres baixistas (que eu talvez não conhecesse) para escrever hoje. O que eu achei foi homens falando “ah veja bem, a Kim Gordon nem toca tão bem assim”, disse o melhor baixista do mundo, entende tudo de teoria musical, não é mesmo? Eu não estou nem aí se você acha que ela não toca tão bem, eu acho ela incrível, a Kim é referência pra quase todas as mulheres baixistas do rock alternativo, por causa dela muitas garotas hoje tocam baixo e o fazem muitíssimo bem. Eu não vejo esse tipo de cobrança em cima de outros baixistas que não são nem ao menos razoáveis. Tem gente que escreve músicas com dois acordes e bomba, tem gente que não sabe NADA de teoria musical e bomba. A diferença é que todas essas pessoas vão lá e fazem, mesmo não sendo tão boas assim (que obviamente não é o caso da Kim). Elas tentam, mesmo que possam errar. E é isso que eu espero que as mulheres façam. Nicole Estill – True Widow Não esperem ser incríveis em um instrumento para começar a mostrar a sua arte, vai lá e faz garota. Você é incrível apenas por tentar. Não desiste. Precisamos de vocês. Eu tenho aproximadamente 43 mulheres baixistas pré selecionadas, ia ficar muita coisa para uma matéria só, então vai rolar um parte dois dessa matéria. Possivelmente a sua baixista preferida vai estar na próxima matéria, porém, aceito de bom grado indicações de novos nomes. Comenta aqui embaixo se você sentiu falta de alguma. E queria mandar um muito obrigada para todas essas mulheres incríveis que apareceram nessa lista e todas as outras mulheres que dia após dia brilham muito no palco, atrás do palco, produzindo sons e  que servem de inspiração para mim e para outras tantas garotas por aí que estão se aventurando no mundo da música. Vocês são minhas guerreirinhas, todo sucesso e reconhecimento do mundo para vocês. Vamos em frente! Toda força e incentivo a todas as mulheres na música (e fora dela também)! Kim Gordon – Sonic Youth  Kim Deal – Pixies/The Breeders Paz Lenchantin – A Perfect Circle/Pixies Nicole Fiorentino – The Smashing Pumpinks D’arcy Wretzky – The Smashing Pumpkins Jennifer Finch – L7 Tina Weymouth – Talking Heads/Tom Tom Club Melissa Auf Der Maur – Tinker/ Hole/ The Smashing Pumpkins Sara Lee – Gang of Four Nicole Estill – True Widow Jenny Lee Lindberg – Warpaint Kira Roessler – Black Flag KT Chang –  大象體操ElephantGym Mariko Doi – Yuck Alex Gehring – Ringo Deathstarr    Mulheres baixistas brasileiras Brunella Martina – Winteryard Rainha Branca  – This Lonely Crowd Stephani Heuczuk – terraplana Nathanne Rodrigues – Chico de Barro/DEF/Noras de Newton Fernanda Schabarum – Loomer Carolina Mathias – Troá Marcela Lopes – Mieta Carla Boregas – Rakta Ana Karina Sebastiao –  Quartabe Pequeno bônus pois esse vídeo não poderia ficar de fora: Patricia Saltara – In Venus Amanda Buttler – Sky Down Liege Milk – Loomer/Medialunas (na bateria)

Rebobinados Indica #10: shoegaze asiático

Aposto que vocês ainda não se cansaram de shoegaze assim como eu, certo? Creio que sim. Então vamos lá para mais uma rodada de shoegaze asiático! Eu gostei muito de ter feito o post sobre shoegaze japonês, ajuda muita gente a descobrir que há muito mais sobre shoegaze/dream pop para ser explorado do que as bandas famosas que já estamos acostumados. É sempre bom ouvir coisa nova, especialmente de outros países, nos ajuda a expandir os horizontes e aprender mais sobre outras culturas. No outro post eu foquei em bandas japonesas em específico, nesse vamos poder ver bandas chinesas, taiwanesas, sul coreanas e até japonesas também. Forsaken Autumn 卢佳灵 U.TA屋塔 Manic Sheep DSPS Hello Nico We Save Strawberries 草莓救星 I Mean Us Thud 缺省 Cosmic Child Tem algum tipo de música ou matéria que acharia legal a gente escrever? Comenta aqui embaixo! E pra quem tem interesse em mais shoegaze asiático, recomendo o canal Asian Shoegaze

O indiepop nostálgico e romântico do Ablebody

Demorou mais tempo do que eu gostaria, mas eu finalmente vou falar sobre dois artistas ultra-talentosos que transformam em ouro tudo que tocam. Sim, eu estou falando dos irmãos Hoccheim, Christoph e Anton. Eu sou extremamente suspeita para falar a verdade, porque eu amo praticamente tudo que eles já lançaram e contribuíram. Para quem não os conhece ou nunca ouviu falar, os dois já foram membros do aclamado The Pains of Being Pure at Heart (Christoph continua na banda) e do incrível The Depreciation Guild (que encerrou suas atividades em 2010). Anton também é membro do Hit Bargain de queencore/artpunk, que lançou um álbum muito bom esse ano chamado Potential Maximizer, e está com o muito amado por nós Beach Fossils desde o álbum Somersault (2017) (particularmente o meu álbum preferido da banda). Mas vocês sabem que nós nunca indicamos algo aqui que não acreditamos e adoramos. Então vocês podem confiar plenamente no meu selo de aprovação e aproveitar pra conhecer mais sobre um trabalho em específico deles. Ablebody Eu poderia escrever um post ou uma série de posts inteiros falando sobre todos os projetos, mas eu decidi falar sobre o meu xodó. Ablebody nasceu em 2013, quando Christoph lançou o EP Remexès, seguido pelo EP Covers também em 2013 e depois o EP All My Everybody. All My Everybody transita bem entre o indie pop e o shoegaze, com a presença muito mais forte do Anton no projeto e com muito mais personalidade, nos dando indícios de como o Ablebody seria. É bem melancólico, reverb na voz como a gente gosta, boas doses de música eletrônica. Conseguimos perceber toda a bagagem trazida dos projetos de shoegaze e de dream pop nos quais eles participaram. Incrivelmente bom e melódico.  A trilha sonora perfeita para um coração partido. Mas o verdadeiro espetáculo fica por conta do Adult Contemporaries lançado em outubro de 2016. É difícil comparar com outro álbum, algum que tenha me impactado tanto quanto esse nos últimos anos. Simplesmente fui fisgada por suas levadas pop e dançantes. Não que o álbum seja completamente alegre ou feliz, tem muita coisa melodramática, nostálgica e saudosa. Tem referências dos anos 60, 70, 80 e um tanto dos 90 também, como se pegasse o melhor de cada década e unisse em um único CD. Completamente viciante e fácil de se apegar, cada refrão te conquista e te envolve facilmente. Quando você se dá conta, está cantarolando o álbum inteiro enquanto toma banho ou está a caminho do trabalho. Talvez seja porque eu já desenvolvi um carinho enorme por esse álbum ou porque eu o ouvi demais, mas é como se soasse familiar. E por familiar eu digo como se eu o ouvisse e me sentisse acolhida e abraçada. Divagando sobre as sensações que ele me transmite, talvez seja o clima de cidade grande, a noite de New York, o calor de Los Angeles, a atmosfera suave e romântica que permeia o álbum, muitas vezes me sinto dentro do meu filme favorito: Nick and Norah’s Infinite Playlist, que por si só já tem uma trilha sonora incrível e perfeita, mas que é completado por esse álbum. 11 músicas que me fazem sentir como se eu estivesse flanando por entre as doces e agradáveis nuvens melódicas. Te faz ter vontade de sair por aí e viver um grande amor (assim como no filme). É complicado e bizarro tentar colocar isso em palavras, mas é como se eu conhecesse essas músicas de vidas passadas ou algo assim, por conta da conexão instantânea que elas me provocaram. É como se tivessem colocado uma pequena parte da minha alma e de quem eu sou nas músicas sem nem ao menos me conhecerem. Ou como se uma parte de todo mundo estivesse presente nelas. Tudo isso é para que eu consiga dizer que me sinto representada e tocada por elas. Divagações à parte, esse é o resultado da mistura e influências do melhor das últimas décadas musicais nas mãos dos músicos mais talentosos dessa década. O vocal doce e suave, as guitarras etéreas, os solos contagiantes e animados. A bateria, que eu não faço a menor ideia de como poderia descrever isso, é a alma da banda, é tão Anton, tão característica que eu sinto como se pudesse reconhecer de qualquer lugar. As batidas são tão significantes, perfeitamente conduzidas, é bem estranho eu dizer isso, mas é como se ele também estivesse dando sua voz à música (da sua própria maneira). Certamente é um dos bateristas que eu mais admiro e eu almejo um dia ser 1% da baterista que o Anton é, porém eu admito que não tenho talento e nem a força de vontade que isso me obrigaria a ter. Porém, eu me sento e observo quem realmente sabe dar um show. Tudo funciona em completa sintonia e harmonia, não faço ideia se isso se deve a conexão que os gêmeos tem, muitas vezes comentada pela ciência, ou pelo fato de um completar magicamente as ideias do outro devido aos anos e anos de convivência. Mas tudo é extremamente bem feito, incluindo os videoclipes que são um show à parte tanto pela estória que contam quanto pela complementação que fazem as próprias músicas. Boas estórias contadas enquanto a música toca, realmente te envolve durante a música e chega até ser mágico. Vale muito a pena conferir. Aqui temos uma amostra de como seria vê-los ao vivo: A banda consegue unir o rock e o pop de uma maneira singular, dando seus próprios toques e reinventando estilos que maioria acha que já não podem mais mudar. Eu particularmente gosto muito de todas as músicas do álbum, pois cada uma é especial em sua própria maneira. Mas se eu tivesse que destacar as que eu mais gosto quando começam a tocar seria After Hours, Marianne e Powder Blue. São músicas extremamente singulares e nostálgicas pra mim, me conecto com elas como se as conhecesse há séculos, é bem peculiar o sentimento. Marianne e Powder Blue tem uma levada um

Rebobinados indica #9: bandas brasileiras

Pelocurto Esse mês a banda paulista Pelocurto lançou o EP homônimo. Não tem uma palavra melhor pra descrever o som desses rapazes como rock brabo. Seu som alternativo, muitas nuances de dream pop, indie pop e o mais puro rock é sempre performado com muita presença de palco, energia e espírito da juventude. O single Vendas tinha sido lançado anteriormente para a mixtape da saudosa PQV, no Diário de Bordo n 1, e lá a gente já podia imaginar que Celso Sorc, Heitor Martins e Nickolas Marchioretto iam longe. Agora a gente tem certeza. Moxine Esse duo paulista de indie pop está desde 2009 na ativa, já lançou o EP Electric Kiss, o álbum Hot December, e em 2017 o  EP Passion Pie. Agora em setembro de 2018 lançaram o single Leeches mostrando que seu som está mais vivo e vibrante do que nunca. Juna Juna é uma banda de São Leopoldo que fica na região metropolitana de Porto Alegre formada por David,  Iv, Marcelo e Thomas. É um dos nomes mais promissores dessa leva de bandas de shoegaze/dream pop formadas recentemente. Seu primeiro EP Marina Goes To Moon foi lançado em 2017, no mesmo ano também lançaram o EP Marina Goes To Moon (Upside Down Version). Agora em 2018 lançaram o single Help me Cry e os singles Don’t Be Like Them // Artificial Paradises. Vale muito a pena conferir: Mafius Mafius é Matheus Daniel mandando um dream pop psicodélico muito bom. O Mafius é mais uma prova viva de que dificilmente sai alguma coisa de Minas Gerais que não seja boa. E seu single trânsitos astrológicos apenas reitera isso. Dizem as boas línguas que ainda em 2018 seu EP Teto Preto será lançado. Eu compareci ao evento Fernando Motta, Wagner Almeida e Mafius na Breve no dia 1 de setembro e eu só tenho boas lembranças desse evento, então escuta nossa dica e confere o que mais nova geração alternativa promete trazer: Arte Novel Arte Novel é uma banda carioca de post punk e noise rock formada por Daniel Exposto (guitarra e voz), Hugo Limarque (bateria), Julia Santos (baixo e voz), Rodrigo Sampaio (guitarra e voz). Seu single Tempos de Ódio foi lançado em Junho e em Julho saiu o álbum Primavera em Pedaços lançado pela Valente Records e Cosmoplano Records. Atalhos Atalhos é uma banda de rock independente paulista. Formada por Gabriel Soares, Conrado Passarelli, Marcelo Sanches, a banda já lançou três álbuns Em Busca do Tempo Perdido (2012), Onde A Gente Morre (2014) e Animais Feridos (2017). A banda é famosa por fazer referências literárias em suas letras. Winter Winter é o projeto de dream pop da Samira Winter que atualmente mora em Los Angeles. Desde 2012 a Samira tem lançado coisas incríveis como o EP Daydreaming, o álbum Supreme Blue Dream (2015) – pessoalmente um dos meus favoritos e o que me fez conhecer essa artista – e agora em 2018 o álbum Ethereality. Feliz demais por saber que poderemos ver a Winter ao vivo no dia 8 de dezembro como um dos shows da SIM São Paulo. Tuer Lapin Tuer Lapin é uma banda de música instrumental formada em 2013 em Porto Velho, Rondônia.Formada por Lucas Bieni, Ramon Alves, Raony Ferreira, Rinaldo Santos e Rodolfo Bártolo.  Seu primeiro álbum é Esporádico (2013), seguido por Chac (2015) e mais recentemente o álbum Banho de Cavalo (2017) com bem mais influências da música eletrônica e experimental. Sta Rosa Sta Rosa é uma banda de rock alternativo de Duque de Caxias formada por Arthur Rosa, Matheus Oliveira, Pedro Gustavo Maia e Vinícius Cardoso. Influenciada por bandas como El Toro Fuerte, Lupe de Lupe e Radiohead, eles acabaram de lançar seu single Chuva / Paraíso. Confira:

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