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Tiamat retorna ao Brasil após 16 anos para show único em dezembro

Imagem com os quatro integrante da banda Tiamat

A versatilidade sonora e evolução artística ao longo das décadas do Tiamat é inquestionável. A banda sueca, na ativa desde 1987, experimentou diversas facetas do metal e do rock e já na década de 1990 se tornou referência mundial da música soturna, sempre com os vocais graves e únicos de Johan Edlund. Após 16 anos, eles estão de volta ao Brasil com show único em São Paulo/SP, que acontece dia 15 de dezembro no Carioca Club. Ingressos à venda na Eventrid Brasil (@eventridbr): https://eventr.id/0034PmFS A realização da turnê é da empresa mexicana Cacique Entertainment (@caciquemx). O show na capital paulista é o último de uma extensa turnê de 10 datas do Tiamat na América Latina, que começa no México e desce para Honduras, Chile e Argentina. Para este giro, o Tiamat promete repassar sua vitoriosa história na música, que carrega momentos marcantes dentro do black/death metal até sonoridades mais experimentais, além da fase de maior destaque e reconhecimento no gothic rock/metal. O Tiamat é tão importante na indústria musical que os renomados sites Loudwire e Metal Injection já colocaram os suecos como uma das bandas essenciais para entender a fusão entre o metal e o rock gótico dos anos 90 e 2000, classificando o álbum A Deeper Kind of Slumber (1997) como “influente e atemporal”. Da fase mais pesada, Wildhoney é um clássico. O álbum de 1994 mostra a habilidade do Tiamat em criar paisagens sonoras densas e etéreas. O uso de sintetizadores e passagens progressivas traz uma aura cinemática e emocionalmente poderosa. Já entre os materiais mais recentes, Amanethes, de 2008, lançado via Nuclear Blast, mostra a união de muito bom gosto entre o metal e o rock atmosférico com influência de Pink Floyd e Sisters of Mercy. Uma menção à parte para o vocalista Johan Edlund, um dos compositores mais visionários do metal europeu, autor de poéticas letras melancólicas e existenciais, que alinham o rock gótico com temas esotéricos e espirituais, usando até mesmo da ironia em muitas delas. SERVIÇO Tiamat em São Paulo Data: 15 de dezembro de 2025Horário: 20hLocal: Carioca Club (rua Cardeal Arcoverde, 2099 – Pinheiros, São Paulo/SP) Venda online: https://eventr.id/0034PmFS Valores:R$ 200,00 (Meia Entrada e Meia Solidária – 1º lote);R$ 400,00 (Inteira – 1º lote) Mais informações: https://www.instagram.com/tiamatbandhttps://www.instagram.com/caciquemxhttps://www.instagram.com/tedesco.com.midia

Zambrotta, trio pernambucano estreia com disco cheio de climas noventistas, emo e lo-fi

O jovem trio pernambucano Zambrotta, por meio do selo Downstage, disponibiliza o primeiro álbum da carreira Ensaio Sobre a Noite e o Dia com canções cheias de guitarras virtuosas sob roupagem experimental do rock noventista. São nove faixas em que a banda explora terrenos do post-rock, shoegaze, dreampop, emo, lo-fi e noise com sutileza e bom gosto. Zambrotta é Adner Andrade (voz), Lucas Emanuel (Guitarra/Voz) e Renan (bateria/Voz). Neste primeiro álbum cheio, eles revisitam seu passado e enfrentam os fantasmas de seu longo hiato. Ensaio Sobre a Noite e o Dia é o retrato violento e sincero do afeto entre três grandes amigos de infância, que demorou seis anos para nascer e compartilhar, com o mundo, canções-manifesto de suas próprias ambições criativas. A obra, auto-contida em seu fazer artístico, retrata todas as fases do sonho médio de um artista que se coloca à margem de sua obsessão: a ingenuidade do sonho, o medo-impostor, os pesadelos materiais e a esperança da redenção. As músicas comunicam sobre as lutas da produção do próprio álbum, regadas a choro, crises de ansiedade e pânico, gritos e abraços, brigas e reconciliações. “E isso fez total diferença, porque não estávamos mais representando sentimentos do começo da vida adulta, mas da nossa fase atual. Estávamos retratando a nossa própria dificuldade em continuar existindo, de fazer e sonhar com arte. Desde a ansiedade do começo, passando pela dificuldade de conciliar a produção com uma vida de trabalho precarizado, à insegurança de investir em algo sem retorno financeiro”, enfatiza a Zambrotta. A sonoridade a estética do álbum Apesar de algumas tracks terem referências muito características de subgêneros mencionados, a obra como um todo, em termos sonoros e estéticos, experimenta em cima da narrativa que cada canção exige, com nuances distintas de arranjos e timbres, isto é, do introspectivo ao efusivo (com moderação), da sutileza ao ruído. Em músicas mais solares, por exemplo, a banda traz uma roupagem mais vibrante, ingênua e enérgica, enquanto nas mais noturnas exploram um repertório e momentos mais densos, crus e soturnos. É a latente dicotomia que já é escancarada no título do álbum, como se este registro fosse um ‘ensaio’ contínuo em busca de experimentos, de respostas, de um sorriso ou de um timbre novo. “Em cada canção estaríamos ‘ensaiando’ experimentalmente sobre como lidamos com os sentimentos que cada música nos trazia no decorrer do tempo. Isso nos deu liberdade também de profanar as nossas próprias referências musicais, subvertendo muitos padrões de cada gênero e fazendo algo que acreditamos ser puramente nosso”, comenta o vocalista Adner. Agora é a hora de cair na estrada para divulgar e compartilhar Ensaio Sobre a Noite e o Dia com novos públicos. “Acredito que antes de tudo queremos devolver à arte e à música tudo que ela nos proporcionou – como ato de gratidão, mesmo. Com ela aprendemos que o mundo é vasto e que é possível sentir-se parte, ao mesmo tempo. Queremos retornar isso as pessoas; que elas se sintam compreendidas. Queremos ser relevante na vida de quem nos escuta, ajudar pessoas a encarar os próprios sentimentos, a realidade que o cerca, a própria solidão”, finaliza Adner. Acompanhe o Zambrotta nas redes sociais: Instagram | Facebook | Tiktok | Youtube Confira o disco Ensaio Sobre a Noite e o Dia:

Refused vem ao Brasil com sua turnê de despedida

O Refused revolucionou a música alternativa com criações agressivas, transgressoras e viscerais. Rompeu barreiras, experimentou, influenciou movimentos e manteve uma integridade artística raramente vista, o que lhe rende a chancela de ‘banda essencial na história do rock’. O Refused vai acabar e a turnê de despedida – Refused Are Fking Dead – And This Time They Really Mean It – passa pela América do Sul em outubro deste ano: é a estreia do quarteto sueco por aqui, com show único no Brasil dia 31/10, em São Paulo, no Terra SP. Ingressos à venda na Fastix: https://fastix.com.br/events/refused-em-sao-paulo A realização do show único no Brasil é da Powerline Music & Books em parceria com a Balaclava Records, repetindo a dobradinha de sucesso de 2022 na vinda do quinteto californiano Deafheaven e, em 2018, quando trouxeram o grupo indie norte-americano Built to Spill. O impacto sonoro e ideológico do Refused moldou o caminho para o post hardcore moderno e o renascimento do punk anticonformismo – sempre se posicionou contra o capitalismo, o fascismo e o conformismo da indústria musical. Os suecos deixam claro, por meio da música e discursos, de que o rock é uma ferramenta de ruptura e consciência. A aura visionária do trabalho de décadas do Refused, criado em 1991 na cidade de Umeå, paira sob o clássico álbum The Shape of Punk to Come, um urgente e atemporal manifesto revolucionário. O álbum de 1998 é frequentemente citado como um dos discos mais inovadores da história do punk e do rock alternativo, com sua mistura de hardcore punk com jazz, eletrônica, spoken word e estruturas não convencionais. Faixas como ‘New Noise’, Refused are f*ucking dead’ e ‘The Deadly Rhythm’, mais do que músicas, são um marco cultural do rock contemporâneo. Após uma pausa na carreira, retornaram em 2012 e, em 2015 trouxeram ao mundo o álbum Freedom, que concorreu ao Grammy na categoria Melhor Performance de Hard Rock/Metal. War Music, de 2019, é último 0 disco de inéditas, que foi listado pela Loudwire como um dos 50 melhores álbuns daquele ano. Ao vivo, o Refused entrega o show mais verdadeiro que o rock pode oferecer com a energia do instrumental impecável, momentos catárticos e conexão passional com o público. A performance do carismático Dennis Lyxzén é um elemento à parte nos shows do Refused, um frontman que combina teatralidade, dança, discurso e entrega insana. A inédita turnê sul-americana do Refused também passa por Buenos Aires (Argentina, dia 1 de novembro, no Groove) e Santiago (Chile, dia 3 de novembro, no Teatro Coliseo). SERVIÇORefused em São Paulo Data: 31 de outubro de 2025 (sexta-feira)Horário: 19h (abertura da casa)Local: Terra SPEndereço: Av. Salim Antonio Curiati 160, São Paulo, SP Venda online: https://fastix.com.br/events/refused-em-sao-paulo Venda física: Loja 255, na Galeria do Rock (São Paulo/SP) – somente Pix Ingresso:R$ 240,00 (1º lote – meia entrada);R$ 250,00 (1º lote – meia solidária);R$ 480,00 (1º lote – inteira) Mais informações Balaclava Records | Francine Ramos | franfranframos@gmail.com Powerline | Erick Tedesco | press@tedescomidia.com

Bike, sexto disco Noise Meditations terá lançamento em vinil antes do streaming

Imagem dos quatro integrantes da banda em frente a um prédio e um avião sobrevoando o céu atrás

No ano em que completa 10 anos do lançamento do primeiro álbum, o quarteto de rock psicodélico, BIKE, anuncia o sexto disco com produção assinada pela banda. Com o título de Noise Meditations, a obra que conta com 10 faixas, convida o ouvinte a entrar numa espécie de mantra com pouco mais de 30min. Com previsão de lançamento para Setembro e tour já confirmada pelo Reino Unido, Noise Meditations inicia hoje a pré-venda do vinil – acesse o link aqui. Para aqueles que garantirem o LP na pré-venda, o vinil chegará antes da data de lançamento nas plataformas de streaming. Uma iniciativa que busca conversar diretamente com o público cativo da banda que os acompanha em turnês pelo Brasil, Europa e Estados Unidos: “o propósito é fugir da dependência dos algoritmos, não depender exclusivamente das plataformas digitais e dar a possibilidade da galera que nos acompanha e coleciona nossos vinis a ouvir o disco todo primeiro. Infelizmente o mercado da música no Brasil ainda se apega muito aos números e seguidores”, comenta o guitarrista e vocalista, Júlio Cavalcante. Com single previsto para Julho, a BIKE prepara um disco cujo conceito das músicas foi baseado no título do álbum: “Desde a sonoridade mântrica e ruidosa até as letras, que são pequenas frases que se repetem”, adianta o guitarrista. Além de Júlio, a banda é formada por Diego Xavier (voz, guitarra),  Daniel Fumega (bateria) e Gil Mosolino – novo integrante que passa a assumir o baixo.  “Usamos muitos drones para trabalhar com frequências e ruídos, além de ir para um lado mais percussivo e tribal, desde as guitarras do Diego usando um pedal Slicer que parecem percussões até o uso de chocalhos, cowbell, congas e outros instrumentos percussivos”, continua. Noise Meditations é um lançamento do selo da banda, BIKE Records – que já lançou também artistas do calibre de Ava Rocha, Glue Trip, Skylab, Hoovaranas e Manger Cadavre?. Os shows de lançamento que já estão confirmados são: 20/09 – Other Side Psych Weekender – Londres25/09 – Cardiff – País de Gales  PRÉ-VENDA DO VINIL AQUI LINKSInstagramYoutube SOBRE BIKE BIKE é um quarteto de rock psicodélico formado em 2015 na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo. O álbum de estreia, 1943 (2015), chamou a atenção do renomado produtor Danger Mouse, que incluiu a banda na compilação 30th Century Records Compilation, Vol. 1. Esse reconhecimento internacional impulsionou a carreira da BIKE, que passou a se apresentar em diversos festivais ao redor do mundo, incluindo o Primavera Sound (Espanha), The Great Escape (Inglaterra) e Nox Orae (Suíça). Além das apresentações em festivais internacionais, a BIKE também se apresentou na rádio KEXP, em Seattle, e participou de turnês nos Estados Unidos, incluindo festivais como o SXSW, em Austin, e o Treefort Music Fest, em Boise.  Os demais discos lançados são Em Busca da Viagem Eterna (2017), Their Shamanic Majesties Third Request (2018), Quarto Templo (2019) e Arte Bruta (2023).

Massari Fest 2025 traz A Place to Bury Strangers, Oruã, Retrato e Bufo Borealis

Imagem em preto e branco com os três integrantes da banda A Place to Bury Strangers

Com curadoria de Fábio Massari, um dos nomes mais célebres do jornalismo musical brasileiro eternizado pelos anos de VJ da MTV, o Massari Fest está de volta em setembro de 2025 para comemorar os 61 anos do ‘Reverendo’, como o também crítico musical é respeitosamente conhecido. O evento, agendado para o dia 14/09 no Fabrique Club (São Paulo/SP), terá como atração principal a banda norte-americana A Place to Bury Strangers, além das nacionais Bufo Borealis e Retrato & Oruã. A realização é da Maraty. Ingressos: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Massari comenta sobre a sua curadoria: “Critério básico para escolha das bandas: enquadrar-se no esquema “prediletas da casa” – simples e totalmente subjetivo! São bandas que acompanho com muita admiração; pelo som, pelas pessoas envolvidas e, claro, pelas graças alcançadas nas apresentações ao vivo”. Já apelidada de ‘a banda mais barulhenta de Nova Iorque’, A Place To Bury Strangers, desde 2002 na ativa e cultuada por todo o globo, é uma mistura intensa de noise rock, shoegaze, post‑punk e space rock. “É uma das minhas bandas prediletas do século XXI, simples assim. Cheguei a tocar bastante os primeiros trabalhos no meu programa de rádio ETC., da OiFM. É incrível ver que com 20 anos de estrada, parecem estar no melhor das formas – Synthesizer, o disco do ano passado, é um dos melhores da discografia; e as apresentações ao vivo estão cada vez mais espetaculares”, destaca Massari sobre a atração principal do festival deste ano. Segundo o Reverendo, A Place To Bury Strangers conseguiu transcender as principais referências, imprimindo uma assinatura marcante em seu noise rock. “É garagem, é psicodélico, é pós-punk e é shoegaze. Em sintonia com os headliners do Massarifest do ano passado (Acid Mothers Temple), costumam trabalhar no modo destruição total dos sentidos. E pra mim será de fato um presente, já que sempre bati na trave e nunca consegui vê-los ao vivo”, ele acrescenta sobre a banda nova-iorquina há anos aguardada no Brasil. O Bufo Borealis, criado pelo baixista Juninho Sangiorgio (Ratos de Porão) e o baterista Rodrigo Saldanha (Amigos Invisíveis), é outra das bandas do Massari Fest, que o jornalista revela acompanhar “com entusiasmo desde o começo das atividades”. É uma banda paulistana que transita entre o jazz, o funk experimental e a música negra de raíz, com um toque de atitude punk. “Passados 3 álbuns (mais um ao vivo), as coisas só estão melhorando! Pela própria natureza do som deles (jazz do tipo fusion, híbrido e transcendente), não dá pra prever o que vai acontecer. Exploração caprichada e intensa das dinâmicas, grooves e riffs a dar com pau de dar em doido! PS: o Bufo Borealis tá lá na capa do One Size Fits All do Zappa – e tenho dito”. Retrato é uma banda brasileira de rock psicodélico, mas que também explora outras vertentes musicais dos anos 60 e 70 principalmente na cena nacional, sem perder sua contemporaneidade. Sobre Retrato, Massari classifica a banda como charmosa, envolvente e viajante. “Sou muito fã da baterista (e vocalista, tecladista, guitarrista etc) Ana Zumpano, ao vivo sua presença (e energia) é contagiante! No momento, a AZ também é baterista da banda Oruã – estão em família (sônico-existencial!)”. Feira de editoras independentes Assim como no primeiro Massari Fest, a edição deste ano terá uma feira de editoras independentes, com presença confirmada da Terreno Estranho vendendo, ente outros, os livros do Fábio Massari. Saiba mais: terrenoestranho.com.br. Quem também já tem espaço confirmado é o pessoal da SHN, coletivo de arte com atuação no Brasil e no mundo e que no mês de setembro lança o livro SHN25, comemorativo aos 25 anos de intensas atividades (adquira em pré-venda aqui). SERVIÇOMassari Fest 2025 com A Place to Bury Strangers Data: 14 de setembro de 2025Horário: 18h (abertura da casa)Local: Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP). Ingresso online: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Valores:R$ 110,00 (Meia Entrada, 1º lote);R$ 130,00 (Meia Solidária, 1º lote);R$ 220,00 (Inteira, 1º lote) Para outras novidades, acesse a seção NOTÍCIAS

Echo Upstairs transforma ruídos em poesia em seu disco de estreia

echo upstairs

Texturas, ruídos, paisagens sonoras e um pé na psicodelia, a Echo Upstairs nos convida para conhecer seu universo sonoro. No dia 11 de junho lançaram seu disco de estreia, Estranhos Lugares Para os Olhos através dos selos Midsummer Madness/Gezellig Records. Formada no ano de 2018, na cidade de São Paulo. A banda traz pessoas talentosas de diferentes grupos que já figuraram na cena rock alternativa da cidade, como Lava Divers, Early Morning Sky e Oruã. A formação conta com Ana Zumpano (guitarra, voz, sintetizadores), Gilbert Spaceh (guitarra), Bigu Medina (baixo, vocais, eletrônicos) e Mauro Terra (bateria). Na verdade, essa não é bem a estreia da banda. Desde 2018 lançaram três singles: Green Quartz (2020), Clouds (2020), in/out (2023) e o EP II Mondo (2023). Estranhos Lugares Para os Olhos estreia de forma poética, barulhenta e imersiva Coloque os seus fones de ouvido. E logo na primeira faixa, a literalmente barulhenta “Beautiful Noise”, começamos entrando em camadas e camadas de ruídos e vozes. Mas o que esperar nas próximas faixas? Guitarras barulhentas e riffs psicodélicos se juntam e vão se derretendo ao fundo. Criando aquele casamento perfeito com os vocais. Durante o refrão eles penetram os ouvidos e mantem aquela melodia no subconsciente por algum tempo, essa é “Correspondência“. Em “Cavalgo Marinho” uma linha vibrante de baixo inicia. Mais uma vez temos novas camadas de sons que vão surgindo. São sintetizadores, vozes e ruídos, eles vão criando um looping no final, numa pegada experiência psicodélica. “Green Quartz” surge como um respiro depois de uma turbulência. Sua sonoridade delicada, singela, mas também barulhenta traz uma beleza que logo enchem os olhos. Essa é daquelas faixas pra se ouvir na janela do ônibus enquanto acompanha o ritmo da cidade, contemplando o mar ou até mesmo uma bela paisagem. O álbum passeia por elementos do shoegaze, noise, psicodelia e dream pop, com fio condutor emocional forte. Se você precisa entender melhor do que se trata tudo, acho que podemos traduzir bem como uma fusão entre um Slowdive, MBV e Mazzy Star. “Ficou pra trás” começa e dessa vez eu gostaria de enaltecer o nosso idioma. É muito bonito e poético poder escutá-lo se destacando em meio a uma sonoridade que foge do comum. Em “Sonho Leve” ainda estamos passando por momentos psicodélicos e de calmaria do disco. “Forbidden” e “Voo em Falso” são duas músicas que eu indicaria fácil para quem for ouvir o trabalho pela primeira vez. Elas têm esse tom hipnotizante, e surge de repente um sentimento de querer se desligar da rotina, num momento de conforto. A faixa título vem em seguida, ela ganhou um belo vídeo clipe gravado em locais famosos como a Praça Roosevelt e Espaço Parlapatões de teatro. Aqui a voz de Ana surge como um instrumento importante na sonoridade, acompanhada de um instrumental repleto de reverberações e delays. Estamos chegando ao final, e com ele surge “Facilitar“. Essa é mais um daquelas pra você mergulhar de cabeça, até chegar em “Despedida“. Cheia de guitarras cintilantes, suas letras parecem algo como a leitura de uma poesia, ela fecha a jornada de forma bonita e reflexiva. Estranhos Lugares Para os Olhos é um daqueles discos que pedem fones de ouvido, um tempo para desacelerar e coração aberto. O disco foi gravado entre os meses de abril e dezembro de 2024. Nos Estúdio Memória e Museu do sintetizador em São Paulo Ft Lawton estúdio em Seattle. A mixagem ficou por conta de Beeau Gomez, a master por João Casaes e a produção por Ana Zumpano e Beeau Gomez. Acompanhe a Echo Upstairs nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Estranhos Lugares para os Olhos:

Nicolás y los fumadores, elevando a qualidade do rock alternativo latino

Nicolás y los fumadores

Uma banda que traduz o caos, a beleza e o cotidiano urbano em músicas que combinam momentos mais melancólicos e densos do rock alternativo. Conheça os colombianos do Nicolás y los fumadores, um dos nomes que mais têm chamado atenção na música indie latina. Formada em 2016 na cidade de Bogotá, na Colômbia, Nicolás y los fumadores constrói sua sonoridade a partir de influências do rock alternativo, pós-punk e indie rock. Ela é composta por: Nicolás Correa (guitarra), Santiago García “El Profe” (voz, guitarra), Juan, Carlos Sánchez (bateria) e Luis Felipe “Satán” Torres (baixo). A sonoridade do grupo nos lembra uma mistura de Sonic Youth e Spinetta, com guitarras que podem ir facilmente de atmosferas mais delicadas até algo mais “sujo”. Já suas letras sinceras transitam entre um humor irônico e uma introspecção profunda. Em sua bagagem, o grupo traz três discos de estúdio, são eles: Como Pez en el Hielo (2018), Dios y la Mata de Lulo (2022) e Nochenegra (2025). Nochenegra é destaque na carreira do grupo Nochenegra é o terceiro e novo disco de Nicolás y los fumadores, lançado em 22 de maio e produzido pela banda e o produtor Sebastian Abril. O trabalho traz dez faixas que passeiam entre o noise rock, pós-punk e indie rock, com momentos mais suaves, melancólicos e outros mais intensos. O álbum começa com “Todas las cosas en mis manos”, que tem um clima misterioso, com recortes de sons de sirene e cidade ao fundo. Aos poucos, guitarras com uma pegada mais noise vão surgindo, mas sem pesar demais. Em “El adversario”, a sonoridade vai para o lado pós punk, com um baixo marcante, vocais intensos e guitarras presentes. Já “Piedra sobre piedra” inicia com linhas de baixo mais envolventes, num clima pós punk, seguida por guitarras que vão ecoando. É daquelas músicas que fazem a gente entrar em um transe e viajar nos próprios pensamentos enquanto escuta. Em seguida, outro destaque é a bela “Nocturno“, uma faixa mais calma e romântica, conta com a participação da cantora chilena Rosario Alfonso. Aqui, a banda consegue equilibrar os momentos do disco, com um clima ameno, mas que não passa despercebido. Com certeza uma das melhores. Por fim, vale mencionar “Fluyan mis lágrimas“, que talvez seja o ponto mais alto do álbum. Ela tem uma atmosfera leve, emotiva, mas vigorosa. Daquelas que dá vontade de ouvir com fones de ouvido no fim de um dia cansativo, enquanto você olha pela janela do ônibus. “La luz del mundo” encerra o disco em alta, apostando no clima mais melódico, com instrumental bem cadenciado e que vai evoluindo e tomando proporções mais profundas. Quando trazemos o assunto bandas sul-americanas, é inevitável falar o quanto a nossa conexão com esses artistas e bandas ainda é falha. Simplesmente é difícil manter um intercâmbio entre artistas brasileiros e de outros países do continente. Será que é devido a limitação da língua ou será que realmente não nos importamos em explorar esse mercado? Fica para reflexão, mesmo assim não deixe de conhecer ótimas bandas assim como Nicolás y los fumadores, que representam o que há de melhor no rock latino. Acompanhe Nicolás e los fumadores nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Nochenegra: Confira outras matérias.

Na rota dos lançamentos de 2025

Se você gosta de descobrir novos sons, essa lista de lançamentos de 2025 é pra você! Selecionamos seis lançamentos de bandas nacionais e internacionais que estão chamando atenção em diferentes estilos musicais. Tem espaço pra tudo: do rock experimental à música eletrônica, passando pelo indie, post-punk e muito mais. Uma mistura boa pra atualizar a playlist e conhecer artistas que estão fazendo barulho dentro e fora do Brasil. guandu – NO-FI (2025) guandu é um trio paulistano de slowcore formado por Caique, Cleo e João. O primeiro disco, NO-FI, traz uma coleção de músicas introspectivas e sinceras, com aquela vibe de quem compõe no quarto, no silêncio, sem pressa. Com uma sonoridade lenta e acolhedora, o álbum convida a mergulhar em sentimentos e pensamentos, num clima suave que bate forte, mesmo com delicadeza. NO-FI de guandu Antropoceno – Natureza Morta (2025) Natureza Morta é o primeiro disco da Antropoceno, projeto liderado por Lua Viana, conhecida pelo trabalho na Sonhos Tomam Conta. Neste novo projeto, ela mergulha em temas que falam com os tempos atuais, como a crise climática, a destruição da natureza e os reflexos disso no nosso dia a dia. O som é uma mistura ousada e única: shoegaze, bossa nova e até black metal se encontram para criar algo realmente diferente. Natureza Morta de Antropoceno Fluxo-Floema – ratofonográfico (2025) O duo sergipano formado por Valtenis Rosa e Rafael Pacheco acaba de lançar ratofonográfico, um trabalho cheio de personalidade. O disco mergulha num clima de experimentação eletrônica, abrindo espaço para brincar com recortes de sons, falas e ritmos do Nordeste. Essa mistura tem influências mais atuais, como o funk da faixa hipertensão, criando uma sonoridade que foge do comum e mostra disposição para explorar. MONCHMONCH – MARTEMORTE (2025) Liderado por Lucas Monch, o projeto MONCHMONCH leva a música para além do comum, explorando sem medo e sem limites. No novo trabalho, MARTEMORTE, ele mistura punk, noise, eletrônico e várias ideias que surgem de forma intensa, criando um universo sonoro caótico, criativo e com cara de trilha sonora de um mundo pós-apocalíptico. E pra deixar tudo ainda mais especial, cada faixa ganhou uma HQ ilustrada. Carcarás – Libertação (2025) Em meio às noites tropicais de Salvador, nasce o Carcarás. O trio acaba de lançar seu primeiro EP, ”Libertação”, com três faixas que mergulham nas influências da darkwave, pós-punk e doom. As músicas exploram temas como melancolia e ocultismo de forma poética, criando um clima sombrio e envolvente. Na sonoridade, a banda bebe de fontes como Depeche Mode, Sisters of Mercy, Twin Tribes e Selofan. Libertação de Carcarás Dog Race – Return the Day (2025) Banda inglesa que mistura pós-punk, indie e coldwave, o Dog Race vem chamando atenção com uma sequência de singles bem recebidos pelo público. Agora, eles lançam o EP Return the Day, com cinco faixas que fogem do comum e mostram que a banda tem personalidade de sobra. Com uma sonoridade marcante e vocais únicos, o novo trabalho promete colocá-los no radar de artistas alternativos. Return The Day de Dog Race Confira outros conteúdos: matérias | entrevistas

Xandria, banda alemã de metal sinfônico retorna ao Brasil

Xandria

A espera acabou para os fãs brasileiros de metal sinfônico: o Xandria está oficialmente de volta à América Latina em 2024! A banda alemã anunciou seu retorno à América Latina após 9 anos. Xandria Latin America Tour 2025 passará por 6 países, totalizando 12 datas confirmadas: México, El Salvador, Peru, Chile, Argentina e Brasil. Os shows no Brasil acontecem em Brasília no dia 11 de outubro (Toinha Brasil) e em São Paulo no dia 12 de outubro (Jai Club), marcando o aguardado reencontro com o público brasileiro após um longo hiato. A turnê traz a banda com sua formação atual em plena forma, apresentando faixas do seu novo EP “Universal Tales”, lançado em 2024 via Napalm Records. Este é o primeiro trabalho de estúdio do grupo desde o álbum The Wonders Still Awaiting, de 2023, que apresentou a nova vocalista Ambre Vourvahis e alcançou o Top 10 das paradas alemãs. Fundado em 1994, o Xandria conta com 8 álbuns de estúdio lançados. O mais recente, “The Wonders Still Awaiting”, saiu em 2023, marcando a estreia de uma nova formação. Juntaram-se ao guitarrista, tecladista e principal compositor Marco Heubaum a vocalista Ambre Vourvahis, o guitarrista Robert Klawoon, o baixista Tim Schwarz e o baterista Dimitrios Gatsios. A empolgação do grupo é evidente: “Sentimos saudades dos nossos fãs incríveis aí, e estamos muito empolgados para ver vocês novamente!”, declarou o Xandria em suas redes sociais. Datas: 24.09 – Monterrey – México – Café Iguana25.09 – San Luis Potosi – México – Bunker 5726.09 – Guadalajara – México – Foro independente27.09 – Tijuana – México – Black28.09 – Cidade do México – México – Foro 2801.10 – San Salvador – El Salvador – Gimnasio Adolfo Pineda03.10 – Lima – Peru – Yield Rock04.10 – Santiago – Chile – RBX05.10 – Buenos Aires – Argentina – Uniclub07.10 – Comodoro Rivadávia – Argentina- Patagônia Metal Fest11.10 – Brasília – Brazil – Toinha Brasil12.10 – São Paulo – Brazil – Jai Club Mais informações:  https://www.facebook.com/share/15HR6upGnb https://www.instagram.com/xandria_official?igsh=dDM0NDZiMTlucGZq https://youtube.com/@xandriaofficial?si=KrTAHQCelq0dhW4m https://www.instagram.com/lbnagency?igsh=MnN4a2V2M2F4cHJp https://www.facebook.com/share/1Dw55UKYFf Contatos: www.lbnagency.com.br contatolbnagency.com.br Confira mais notícias

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