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Bike, sexto disco Noise Meditations terá lançamento em vinil antes do streaming

Imagem dos quatro integrantes da banda em frente a um prédio e um avião sobrevoando o céu atrás

No ano em que completa 10 anos do lançamento do primeiro álbum, o quarteto de rock psicodélico, BIKE, anuncia o sexto disco com produção assinada pela banda. Com o título de Noise Meditations, a obra que conta com 10 faixas, convida o ouvinte a entrar numa espécie de mantra com pouco mais de 30min. Com previsão de lançamento para Setembro e tour já confirmada pelo Reino Unido, Noise Meditations inicia hoje a pré-venda do vinil – acesse o link aqui. Para aqueles que garantirem o LP na pré-venda, o vinil chegará antes da data de lançamento nas plataformas de streaming. Uma iniciativa que busca conversar diretamente com o público cativo da banda que os acompanha em turnês pelo Brasil, Europa e Estados Unidos: “o propósito é fugir da dependência dos algoritmos, não depender exclusivamente das plataformas digitais e dar a possibilidade da galera que nos acompanha e coleciona nossos vinis a ouvir o disco todo primeiro. Infelizmente o mercado da música no Brasil ainda se apega muito aos números e seguidores”, comenta o guitarrista e vocalista, Júlio Cavalcante. Com single previsto para Julho, a BIKE prepara um disco cujo conceito das músicas foi baseado no título do álbum: “Desde a sonoridade mântrica e ruidosa até as letras, que são pequenas frases que se repetem”, adianta o guitarrista. Além de Júlio, a banda é formada por Diego Xavier (voz, guitarra),  Daniel Fumega (bateria) e Gil Mosolino – novo integrante que passa a assumir o baixo.  “Usamos muitos drones para trabalhar com frequências e ruídos, além de ir para um lado mais percussivo e tribal, desde as guitarras do Diego usando um pedal Slicer que parecem percussões até o uso de chocalhos, cowbell, congas e outros instrumentos percussivos”, continua. Noise Meditations é um lançamento do selo da banda, BIKE Records – que já lançou também artistas do calibre de Ava Rocha, Glue Trip, Skylab, Hoovaranas e Manger Cadavre?. Os shows de lançamento que já estão confirmados são: 20/09 – Other Side Psych Weekender – Londres25/09 – Cardiff – País de Gales  PRÉ-VENDA DO VINIL AQUI LINKSInstagramYoutube SOBRE BIKE BIKE é um quarteto de rock psicodélico formado em 2015 na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo. O álbum de estreia, 1943 (2015), chamou a atenção do renomado produtor Danger Mouse, que incluiu a banda na compilação 30th Century Records Compilation, Vol. 1. Esse reconhecimento internacional impulsionou a carreira da BIKE, que passou a se apresentar em diversos festivais ao redor do mundo, incluindo o Primavera Sound (Espanha), The Great Escape (Inglaterra) e Nox Orae (Suíça). Além das apresentações em festivais internacionais, a BIKE também se apresentou na rádio KEXP, em Seattle, e participou de turnês nos Estados Unidos, incluindo festivais como o SXSW, em Austin, e o Treefort Music Fest, em Boise.  Os demais discos lançados são Em Busca da Viagem Eterna (2017), Their Shamanic Majesties Third Request (2018), Quarto Templo (2019) e Arte Bruta (2023).

Massari Fest 2025 traz A Place to Bury Strangers, Oruã, Retrato e Bufo Borealis

Imagem em preto e branco com os três integrantes da banda A Place to Bury Strangers

Com curadoria de Fábio Massari, um dos nomes mais célebres do jornalismo musical brasileiro eternizado pelos anos de VJ da MTV, o Massari Fest está de volta em setembro de 2025 para comemorar os 61 anos do ‘Reverendo’, como o também crítico musical é respeitosamente conhecido. O evento, agendado para o dia 14/09 no Fabrique Club (São Paulo/SP), terá como atração principal a banda norte-americana A Place to Bury Strangers, além das nacionais Bufo Borealis e Retrato & Oruã. A realização é da Maraty. Ingressos: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Massari comenta sobre a sua curadoria: “Critério básico para escolha das bandas: enquadrar-se no esquema “prediletas da casa” – simples e totalmente subjetivo! São bandas que acompanho com muita admiração; pelo som, pelas pessoas envolvidas e, claro, pelas graças alcançadas nas apresentações ao vivo”. Já apelidada de ‘a banda mais barulhenta de Nova Iorque’, A Place To Bury Strangers, desde 2002 na ativa e cultuada por todo o globo, é uma mistura intensa de noise rock, shoegaze, post‑punk e space rock. “É uma das minhas bandas prediletas do século XXI, simples assim. Cheguei a tocar bastante os primeiros trabalhos no meu programa de rádio ETC., da OiFM. É incrível ver que com 20 anos de estrada, parecem estar no melhor das formas – Synthesizer, o disco do ano passado, é um dos melhores da discografia; e as apresentações ao vivo estão cada vez mais espetaculares”, destaca Massari sobre a atração principal do festival deste ano. Segundo o Reverendo, A Place To Bury Strangers conseguiu transcender as principais referências, imprimindo uma assinatura marcante em seu noise rock. “É garagem, é psicodélico, é pós-punk e é shoegaze. Em sintonia com os headliners do Massarifest do ano passado (Acid Mothers Temple), costumam trabalhar no modo destruição total dos sentidos. E pra mim será de fato um presente, já que sempre bati na trave e nunca consegui vê-los ao vivo”, ele acrescenta sobre a banda nova-iorquina há anos aguardada no Brasil. O Bufo Borealis, criado pelo baixista Juninho Sangiorgio (Ratos de Porão) e o baterista Rodrigo Saldanha (Amigos Invisíveis), é outra das bandas do Massari Fest, que o jornalista revela acompanhar “com entusiasmo desde o começo das atividades”. É uma banda paulistana que transita entre o jazz, o funk experimental e a música negra de raíz, com um toque de atitude punk. “Passados 3 álbuns (mais um ao vivo), as coisas só estão melhorando! Pela própria natureza do som deles (jazz do tipo fusion, híbrido e transcendente), não dá pra prever o que vai acontecer. Exploração caprichada e intensa das dinâmicas, grooves e riffs a dar com pau de dar em doido! PS: o Bufo Borealis tá lá na capa do One Size Fits All do Zappa – e tenho dito”. Retrato é uma banda brasileira de rock psicodélico, mas que também explora outras vertentes musicais dos anos 60 e 70 principalmente na cena nacional, sem perder sua contemporaneidade. Sobre Retrato, Massari classifica a banda como charmosa, envolvente e viajante. “Sou muito fã da baterista (e vocalista, tecladista, guitarrista etc) Ana Zumpano, ao vivo sua presença (e energia) é contagiante! No momento, a AZ também é baterista da banda Oruã – estão em família (sônico-existencial!)”. Feira de editoras independentes Assim como no primeiro Massari Fest, a edição deste ano terá uma feira de editoras independentes, com presença confirmada da Terreno Estranho vendendo, ente outros, os livros do Fábio Massari. Saiba mais: terrenoestranho.com.br. Quem também já tem espaço confirmado é o pessoal da SHN, coletivo de arte com atuação no Brasil e no mundo e que no mês de setembro lança o livro SHN25, comemorativo aos 25 anos de intensas atividades (adquira em pré-venda aqui). SERVIÇOMassari Fest 2025 com A Place to Bury Strangers Data: 14 de setembro de 2025Horário: 18h (abertura da casa)Local: Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP). Ingresso online: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Valores:R$ 110,00 (Meia Entrada, 1º lote);R$ 130,00 (Meia Solidária, 1º lote);R$ 220,00 (Inteira, 1º lote) Para outras novidades, acesse a seção NOTÍCIAS

Echo Upstairs transforma ruídos em poesia em seu disco de estreia

echo upstairs

Texturas, ruídos, paisagens sonoras e um pé na psicodelia, a Echo Upstairs nos convida para conhecer seu universo sonoro. No dia 11 de junho lançaram seu disco de estreia, Estranhos Lugares Para os Olhos através dos selos Midsummer Madness/Gezellig Records. Formada no ano de 2018, na cidade de São Paulo. A banda traz pessoas talentosas de diferentes grupos que já figuraram na cena rock alternativa da cidade, como Lava Divers, Early Morning Sky e Oruã. A formação conta com Ana Zumpano (guitarra, voz, sintetizadores), Gilbert Spaceh (guitarra), Bigu Medina (baixo, vocais, eletrônicos) e Mauro Terra (bateria). Na verdade, essa não é bem a estreia da banda. Desde 2018 lançaram três singles: Green Quartz (2020), Clouds (2020), in/out (2023) e o EP II Mondo (2023). Estranhos Lugares Para os Olhos estreia de forma poética, barulhenta e imersiva Coloque os seus fones de ouvido. E logo na primeira faixa, a literalmente barulhenta “Beautiful Noise”, começamos entrando em camadas e camadas de ruídos e vozes. Mas o que esperar nas próximas faixas? Guitarras barulhentas e riffs psicodélicos se juntam e vão se derretendo ao fundo. Criando aquele casamento perfeito com os vocais. Durante o refrão eles penetram os ouvidos e mantem aquela melodia no subconsciente por algum tempo, essa é “Correspondência“. Em “Cavalgo Marinho” uma linha vibrante de baixo inicia. Mais uma vez temos novas camadas de sons que vão surgindo. São sintetizadores, vozes e ruídos, eles vão criando um looping no final, numa pegada experiência psicodélica. “Green Quartz” surge como um respiro depois de uma turbulência. Sua sonoridade delicada, singela, mas também barulhenta traz uma beleza que logo enchem os olhos. Essa é daquelas faixas pra se ouvir na janela do ônibus enquanto acompanha o ritmo da cidade, contemplando o mar ou até mesmo uma bela paisagem. O álbum passeia por elementos do shoegaze, noise, psicodelia e dream pop, com fio condutor emocional forte. Se você precisa entender melhor do que se trata tudo, acho que podemos traduzir bem como uma fusão entre um Slowdive, MBV e Mazzy Star. “Ficou pra trás” começa e dessa vez eu gostaria de enaltecer o nosso idioma. É muito bonito e poético poder escutá-lo se destacando em meio a uma sonoridade que foge do comum. Em “Sonho Leve” ainda estamos passando por momentos psicodélicos e de calmaria do disco. “Forbidden” e “Voo em Falso” são duas músicas que eu indicaria fácil para quem for ouvir o trabalho pela primeira vez. Elas têm esse tom hipnotizante, e surge de repente um sentimento de querer se desligar da rotina, num momento de conforto. A faixa título vem em seguida, ela ganhou um belo vídeo clipe gravado em locais famosos como a Praça Roosevelt e Espaço Parlapatões de teatro. Aqui a voz de Ana surge como um instrumento importante na sonoridade, acompanhada de um instrumental repleto de reverberações e delays. Estamos chegando ao final, e com ele surge “Facilitar“. Essa é mais um daquelas pra você mergulhar de cabeça, até chegar em “Despedida“. Cheia de guitarras cintilantes, suas letras parecem algo como a leitura de uma poesia, ela fecha a jornada de forma bonita e reflexiva. Estranhos Lugares Para os Olhos é um daqueles discos que pedem fones de ouvido, um tempo para desacelerar e coração aberto. O disco foi gravado entre os meses de abril e dezembro de 2024. Nos Estúdio Memória e Museu do sintetizador em São Paulo Ft Lawton estúdio em Seattle. A mixagem ficou por conta de Beeau Gomez, a master por João Casaes e a produção por Ana Zumpano e Beeau Gomez. Acompanhe a Echo Upstairs nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Estranhos Lugares para os Olhos:

Nicolás y los fumadores, elevando a qualidade do rock alternativo latino

Nicolás y los fumadores

Uma banda que traduz o caos, a beleza e o cotidiano urbano em músicas que combinam momentos mais melancólicos e densos do rock alternativo. Conheça os colombianos do Nicolás y los fumadores, um dos nomes que mais têm chamado atenção na música indie latina. Formada em 2016 na cidade de Bogotá, na Colômbia, Nicolás y los fumadores constrói sua sonoridade a partir de influências do rock alternativo, pós-punk e indie rock. Ela é composta por: Nicolás Correa (guitarra), Santiago García “El Profe” (voz, guitarra), Juan, Carlos Sánchez (bateria) e Luis Felipe “Satán” Torres (baixo). A sonoridade do grupo nos lembra uma mistura de Sonic Youth e Spinetta, com guitarras que podem ir facilmente de atmosferas mais delicadas até algo mais “sujo”. Já suas letras sinceras transitam entre um humor irônico e uma introspecção profunda. Em sua bagagem, o grupo traz três discos de estúdio, são eles: Como Pez en el Hielo (2018), Dios y la Mata de Lulo (2022) e Nochenegra (2025). Nochenegra é destaque na carreira do grupo Nochenegra é o terceiro e novo disco de Nicolás y los fumadores, lançado em 22 de maio e produzido pela banda e o produtor Sebastian Abril. O trabalho traz dez faixas que passeiam entre o noise rock, pós-punk e indie rock, com momentos mais suaves, melancólicos e outros mais intensos. O álbum começa com “Todas las cosas en mis manos”, que tem um clima misterioso, com recortes de sons de sirene e cidade ao fundo. Aos poucos, guitarras com uma pegada mais noise vão surgindo, mas sem pesar demais. Em “El adversario”, a sonoridade vai para o lado pós punk, com um baixo marcante, vocais intensos e guitarras presentes. Já “Piedra sobre piedra” inicia com linhas de baixo mais envolventes, num clima pós punk, seguida por guitarras que vão ecoando. É daquelas músicas que fazem a gente entrar em um transe e viajar nos próprios pensamentos enquanto escuta. Em seguida, outro destaque é a bela “Nocturno“, uma faixa mais calma e romântica, conta com a participação da cantora chilena Rosario Alfonso. Aqui, a banda consegue equilibrar os momentos do disco, com um clima ameno, mas que não passa despercebido. Com certeza uma das melhores. Por fim, vale mencionar “Fluyan mis lágrimas“, que talvez seja o ponto mais alto do álbum. Ela tem uma atmosfera leve, emotiva, mas vigorosa. Daquelas que dá vontade de ouvir com fones de ouvido no fim de um dia cansativo, enquanto você olha pela janela do ônibus. “La luz del mundo” encerra o disco em alta, apostando no clima mais melódico, com instrumental bem cadenciado e que vai evoluindo e tomando proporções mais profundas. Quando trazemos o assunto bandas sul-americanas, é inevitável falar o quanto a nossa conexão com esses artistas e bandas ainda é falha. Simplesmente é difícil manter um intercâmbio entre artistas brasileiros e de outros países do continente. Será que é devido a limitação da língua ou será que realmente não nos importamos em explorar esse mercado? Fica para reflexão, mesmo assim não deixe de conhecer ótimas bandas assim como Nicolás y los fumadores, que representam o que há de melhor no rock latino. Acompanhe Nicolás e los fumadores nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Nochenegra: Confira outras matérias.

Na rota dos lançamentos de 2025

Se você gosta de descobrir novos sons, essa lista de lançamentos de 2025 é pra você! Selecionamos seis lançamentos de bandas nacionais e internacionais que estão chamando atenção em diferentes estilos musicais. Tem espaço pra tudo: do rock experimental à música eletrônica, passando pelo indie, post-punk e muito mais. Uma mistura boa pra atualizar a playlist e conhecer artistas que estão fazendo barulho dentro e fora do Brasil. guandu – NO-FI (2025) guandu é um trio paulistano de slowcore formado por Caique, Cleo e João. O primeiro disco, NO-FI, traz uma coleção de músicas introspectivas e sinceras, com aquela vibe de quem compõe no quarto, no silêncio, sem pressa. Com uma sonoridade lenta e acolhedora, o álbum convida a mergulhar em sentimentos e pensamentos, num clima suave que bate forte, mesmo com delicadeza. NO-FI de guandu Antropoceno – Natureza Morta (2025) Natureza Morta é o primeiro disco da Antropoceno, projeto liderado por Lua Viana, conhecida pelo trabalho na Sonhos Tomam Conta. Neste novo projeto, ela mergulha em temas que falam com os tempos atuais, como a crise climática, a destruição da natureza e os reflexos disso no nosso dia a dia. O som é uma mistura ousada e única: shoegaze, bossa nova e até black metal se encontram para criar algo realmente diferente. Natureza Morta de Antropoceno Fluxo-Floema – ratofonográfico (2025) O duo sergipano formado por Valtenis Rosa e Rafael Pacheco acaba de lançar ratofonográfico, um trabalho cheio de personalidade. O disco mergulha num clima de experimentação eletrônica, abrindo espaço para brincar com recortes de sons, falas e ritmos do Nordeste. Essa mistura tem influências mais atuais, como o funk da faixa hipertensão, criando uma sonoridade que foge do comum e mostra disposição para explorar. MONCHMONCH – MARTEMORTE (2025) Liderado por Lucas Monch, o projeto MONCHMONCH leva a música para além do comum, explorando sem medo e sem limites. No novo trabalho, MARTEMORTE, ele mistura punk, noise, eletrônico e várias ideias que surgem de forma intensa, criando um universo sonoro caótico, criativo e com cara de trilha sonora de um mundo pós-apocalíptico. E pra deixar tudo ainda mais especial, cada faixa ganhou uma HQ ilustrada. Carcarás – Libertação (2025) Em meio às noites tropicais de Salvador, nasce o Carcarás. O trio acaba de lançar seu primeiro EP, ”Libertação”, com três faixas que mergulham nas influências da darkwave, pós-punk e doom. As músicas exploram temas como melancolia e ocultismo de forma poética, criando um clima sombrio e envolvente. Na sonoridade, a banda bebe de fontes como Depeche Mode, Sisters of Mercy, Twin Tribes e Selofan. Libertação de Carcarás Dog Race – Return the Day (2025) Banda inglesa que mistura pós-punk, indie e coldwave, o Dog Race vem chamando atenção com uma sequência de singles bem recebidos pelo público. Agora, eles lançam o EP Return the Day, com cinco faixas que fogem do comum e mostram que a banda tem personalidade de sobra. Com uma sonoridade marcante e vocais únicos, o novo trabalho promete colocá-los no radar de artistas alternativos. Return The Day de Dog Race Confira outros conteúdos: matérias | entrevistas

Xandria, banda alemã de metal sinfônico retorna ao Brasil

Xandria

A espera acabou para os fãs brasileiros de metal sinfônico: o Xandria está oficialmente de volta à América Latina em 2024! A banda alemã anunciou seu retorno à América Latina após 9 anos. Xandria Latin America Tour 2025 passará por 6 países, totalizando 12 datas confirmadas: México, El Salvador, Peru, Chile, Argentina e Brasil. Os shows no Brasil acontecem em Brasília no dia 11 de outubro (Toinha Brasil) e em São Paulo no dia 12 de outubro (Jai Club), marcando o aguardado reencontro com o público brasileiro após um longo hiato. A turnê traz a banda com sua formação atual em plena forma, apresentando faixas do seu novo EP “Universal Tales”, lançado em 2024 via Napalm Records. Este é o primeiro trabalho de estúdio do grupo desde o álbum The Wonders Still Awaiting, de 2023, que apresentou a nova vocalista Ambre Vourvahis e alcançou o Top 10 das paradas alemãs. Fundado em 1994, o Xandria conta com 8 álbuns de estúdio lançados. O mais recente, “The Wonders Still Awaiting”, saiu em 2023, marcando a estreia de uma nova formação. Juntaram-se ao guitarrista, tecladista e principal compositor Marco Heubaum a vocalista Ambre Vourvahis, o guitarrista Robert Klawoon, o baixista Tim Schwarz e o baterista Dimitrios Gatsios. A empolgação do grupo é evidente: “Sentimos saudades dos nossos fãs incríveis aí, e estamos muito empolgados para ver vocês novamente!”, declarou o Xandria em suas redes sociais. Datas: 24.09 – Monterrey – México – Café Iguana25.09 – San Luis Potosi – México – Bunker 5726.09 – Guadalajara – México – Foro independente27.09 – Tijuana – México – Black28.09 – Cidade do México – México – Foro 2801.10 – San Salvador – El Salvador – Gimnasio Adolfo Pineda03.10 – Lima – Peru – Yield Rock04.10 – Santiago – Chile – RBX05.10 – Buenos Aires – Argentina – Uniclub07.10 – Comodoro Rivadávia – Argentina- Patagônia Metal Fest11.10 – Brasília – Brazil – Toinha Brasil12.10 – São Paulo – Brazil – Jai Club Mais informações:  https://www.facebook.com/share/15HR6upGnb https://www.instagram.com/xandria_official?igsh=dDM0NDZiMTlucGZq https://youtube.com/@xandriaofficial?si=KrTAHQCelq0dhW4m https://www.instagram.com/lbnagency?igsh=MnN4a2V2M2F4cHJp https://www.facebook.com/share/1Dw55UKYFf Contatos: www.lbnagency.com.br contatolbnagency.com.br Confira mais notícias

O stoner metal brasileiro em 10 discos

Stoner metal

O stoner metal é um subgênero do heavy metal que mistura riffs pesados, grooves arrastados e influências do rock psicodélico e do doom metal. Pra ser mais direto, tudo começou com bandas como Coven e Black Sabbath, que no fim da década de 60 faziam esse som com riffs bem cadenciados e sombrios. Essas atmosferas densas trazem letras que podem exploram temas como escapismo, ocultismo, canabis, natureza e experiências sensoriais. Aqui no Brasil temos nossos representantes, bandas que fazem aquele som que emana as profundezas da escuridão e não ficam devendo em nada para outras bandas famosas que existem por aí. Separamos 10 discos de bandas brasileiras do gênero que você precisa conhecer. Son Of A Witch – Commanded by Cosmic Forces (2019) Instrumentais pesados e vocais poderosos é o que te esperam em Commande By Cosmic Forces. Esse é o segundo disco dessa banda que vem de Natal, no Rio Grande do Norte. Com esse trabalho eles mantem a qualidade de primeira, por isso, são um dos principais nomes do gênero no Brasil. Com ótimas composições e produção que não devem nada para bandas gringas. Riffcoven – O Caminho do Aço (2023) Com uma sonoridade bem encorpada e muito bem executada, essa banda de São Paulo consegue se diferenciar por suas letras cantadas em português e a temática de horror e mitologia influenciadas pelo universo de Conan e Era Hiboriana. O Caminho do Aço é o terceiro trabalho do trio e já está entre os melhores discos do gênero que vale a pena conferir. Weedevil – Profane Smoke Ritual (2024) Uma banda nova, mas que vem chamando atenção. O Weedevil vem de São Paulo e têm dois discos na bagagem. Em Profane Smoke Ritual o grupo amadureceu seu som. Com uma produção de primeira, as composições são rodeadas por temas sobre espiritualidade, transcendência e ocultismo, muito bem representados pelos vocais de Poison. Pesta – Faith Bathed in Blood (2018) Recheado de riffs e climas sabatianos, o Pesta é daquelas bandas de dar orgulho. Formada em Belo Horizonte, Minas Gerais, eles já haviam impressionado com o primeiro disco. No entanto, foi no segundo e ótimo, Faith Bathed in Blood que firmaram de vez sua importância no gênero. Estão sempre figurando bem pelas listas de melhores músicas ou discos do ano até mesmo fora do país. Dirty Grave – Unconscious Days (2022) Esse trio de São Paulo faz um som maravilhoso, cheio de riffs pesados, cadenciados e que bebem da psicodelia do doom clássico, além disso, juntam à potência dos vocais de Melissa, que também comanda o baixo. Se você gosta daquele stoner doom do mal feito por bandas como Saint Vitus e Pentagram, com certeza o Unconscious Days vai dar uma bagunçada na sua cabeça. Saturndust – RLC (2017) Em seu segundo disco de estúdio, o Saturndust conseguiu criar a trilha sonora perfeita de um planeta obscuro. As seis músicas são cheias de atmosferas sombrias, pesadas e espaciais, com letras que focam em temas como a existência humana e o vazio que a humanidade busca não acreditar. Se você gosta de um som mais experimental, esse é pra você. Void Tripper – Dopefiend (2021) O Void Tripper mergulha de cabeça no caos e na densidade sonora do em Dopefiend, o trabalho é composto por cinco faixas carregadas de riffs sujos, fuzz em excesso e atmosferas psicodélicas, que traduzem uma jornada pesada entre o vício, o vazio existencial e a crítica social. As letras falam de autodestruição, desilusão e revolta. Erasy – Some Nice Flowers (2020) Explorando camadas mais sombrias da existência com peso e sensibilidade, o Erasy entrega em Some Nice Flowers um disco maduro, arrastado e profundamente introspectivo. Vindos de Feira de Santana, na Bahia, o trio transforma angústia em riffs densos, letras filosóficas e atmosferas que misturam sludge, doom e stoner com identidade própria. Ruínas de Sade – Ruínas de Sade (2016) No seu primeiro disco, o Ruínas de Sade mergulha fundo em uma jornada sonora densa e soturna. Com três faixas longas e atmosféricas, o grupo de Santa Catarina constrói paisagens sonoras arrastadas e pesadas, como se cada riff abrisse uma cratera no tempo. As letras, cantadas em português, transitam por temas existencialistas, históricos e filosóficos. Chant of the Goddess – Chant of the Goddess (2017) A Chant of the Goddess traz no seu primeiro disco uma jornada sonora intensa, cheia de peso e melancolia. Com composições longas e elaboradas, o trio constrói paisagens densas e envolventes, riffs graves e lentos que vão se entrelaçando aos vocais que vão do melódico ao gutural. As letras exploram o vazio, a discórdia e a condição humana, formando um retrato sombrio e ritualístico da existência. Confira outras matérias.

Inês É Morta e a trilha sonora do caos urbano

Banda Inês É Morta

Surgida em meio ao concreto e caos da cidade de São Paulo, a banda Inês É Morta começou sua trajetória em 2018. Formada por Camila Kohn, Daniel Lima, Lucas Krokodil e Danilo Grilo, o grupo se ancora no pós-punk para traduzir a ansiedade e o desencanto da vida nas grandes metrópoles. O nome da banda tem origem na história trágica de Inês de Castro, assassinada no século XIV a mando do pai de Dom Pedro I, em um episódio emblemático da história portuguesa. A expressão “Inês é morta” passou a significar algo como “agora é tarde”, uma ideia que parece trazer o espírito sonoro do grupo. Logo no ano de estreia, lançaram um EP autointitulado com seis faixas que já mostravam personalidade. Nos anos seguintes, seguiram lançando singles e se apresentando em diferentes palcos, ganhando atenção dentro do cenário alternativo. Inês É Morta mergulha no pós-punk sombrio em Ilha Foi em 2023 que a banda firmou seu nome de vez com o lançamento de “Ilha”, o aguardado primeiro disco de estúdio. O álbum aprofunda a sonoridade pós-punk com arranjos que alternam entre a tensão e o vazio, carregados de guitarras secas, linhas de baixo marcantes e atmosferas quase claustrofóbicas. Um dos destaques do disco é a participação especial de Edgard Scandurra, lendário guitarrista do Ira!. Ele contribuiu com guitarras para a faixa “Vida em Paranoia”. Pra quem não sabe, Edgard já fez parte das bandas As Mercenárias e Smack durante a década de 80. As letras de “Ilha” falam sobre solidão, desesperança e o peso de viver em uma cidade que nunca desacelera. E é impossível não destacar o vocal de Camila Kohn, cuja voz carrega um timbre sombrio, introspectivo e intenso, capaz de traduzir com precisão as sensações que a banda propõe. Sua presença vocal é um dos pontos centrais do disco, ora fantasmagórica, ora feroz, sempre muito expressiva. Com “Ilha”, a Inês É Morta se consolida como uma das bandas mais interessantes do atual pós-punk brasileiro. É inevitável escutar o álbum e não imaginar uma caminhada pelas ruas do centro de uma São Paulo cinzenta e chuvosa. Acompanhe Inês É Morta nas redes sociais: Instagram | Facebook | Bandcamp Confira o disco Ilha: Confira outras matérias.

jonabug estreia com três tigres tristes, o primeiro disco da carreira

jonabug

A jonabug surgiu na cidade de Marília, interior de São Paulo. É formada por Marília Jonas (guitarra, vocal), Dennis Felipe (baixo) e Samuel Berardo (bateria). O grupo vem lançando músicas desde 2023, mostrando um baita potencial. Faixas como blood of my blood e three dead flowers buscaram inspiração no rock alternativo e shoegaze dos anos 90. Além disso, eles já se apresentaram em alguns festivais e casas da rota de música alternativa. A sonoridade e os temas que rodeiam três tigres tristes No dia 15 de junho lançaram o tão esperado primeiro disco de estúdio da jonabug, três tigres tristes (2025). Ele marca um passo importante na trajetória da banda. O álbum aprofunda ainda mais a estética construída pelo grupo, reforçando suas raízes no rock alternativo dos anos 1990, mas, sem abrir mão de amadurecimento sonoro e emocional. Ao longo do disco, eles demonstram segurança ao experimentar dinâmicas, camadas de guitarras bem dosadas e uma sensibilidade melódica que se destaca com naturalidade. A primeira faixa escolhida como single foi loot at me, que inclusive ganhou um vídeo clipe. A voz de Marília Jonas é um dos grandes trunfos do trabalho. Sua interpretação é firme e ao mesmo tempo delicada, criando uma ponte direta entre as letras e o ouvinte. O álbum traz temas como relacionamentos, situações angustiantes do dia a dia e a fragilidade dos laços afetivos. Canções como “sua voz é o motivo da minha insônia” trazem essas angústias em versos diretos, embalados por guitarras que alternam entre a leveza e o peso. O disco também mostra que a Jonabug sabe como equilibrar momentos introspectivos com passagens mais enérgicas, sempre mantendo coesão. Em “you cut my wings” temos riffs iniciais mais melancólicos numa pegada grunge, em seguida, guitarras mais pesadas e densas, com certeza uma das melhores do disco. Apesar das referências claras a nomes do rock alternativo dos anos 1990 e 2000, a Jonabug não soa como cópia. Eles se apropriam dessas influências para criar algo que é muito próprio, uma sonoridade que traduz bem suas ideias e onde querem chegar. Outro ponto importante a ressaltar são as composições cantadas em inglês e português, ambas funcionam muito bem no trabalho, e acredito que tenham seu papel ao expandir a sonoridade para outros públicos. Em “n365” Marília inicia com um spoken word acompanhado de ótimas linhas de baixo, em seguida, guitarras amenas dividem espaço com um clima mais pesado. “brown colored eyes” fecha o disco muito bem, e pode ser considerada uma das mais bonitas, com boas doses de melodias nos vocais e nas guitarras cintilantes, mais uma vez um ótimo trabalho no instrumental. Três Tigres Tristes é um disco que vai se conectar com muitas pessoas, suas guitarras, melodias bonitas e palavras sinceras são retrato de um trabalho maduro e que tem tudo para colocar a jonabug em mais evidência com outros nomes da cena do rock alternativo brasileiro. Confira o disco três tigres tristes: Acompanhe a jonabug nas redes sociais: Instagram | Bandcamp | Youtube

Rebobinados | Falando sobre música alternativa desde 2017.