Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

O stoner metal brasileiro em 10 discos

Stoner metal

O stoner metal é um subgênero do heavy metal que mistura riffs pesados, grooves arrastados e influências do rock psicodélico e do doom metal. Pra ser mais direto, tudo começou com bandas como Coven e Black Sabbath, que no fim da década de 60 faziam esse som com riffs bem cadenciados e sombrios. Essas atmosferas densas trazem letras que podem exploram temas como escapismo, ocultismo, canabis, natureza e experiências sensoriais. Aqui no Brasil temos nossos representantes, bandas que fazem aquele som que emana as profundezas da escuridão e não ficam devendo em nada para outras bandas famosas que existem por aí. Separamos 10 discos de bandas brasileiras do gênero que você precisa conhecer. Son Of A Witch – Commanded by Cosmic Forces (2019) Instrumentais pesados e vocais poderosos é o que te esperam em Commande By Cosmic Forces. Esse é o segundo disco dessa banda que vem de Natal, no Rio Grande do Norte. Com esse trabalho eles mantem a qualidade de primeira, por isso, são um dos principais nomes do gênero no Brasil. Com ótimas composições e produção que não devem nada para bandas gringas. Riffcoven – O Caminho do Aço (2023) Com uma sonoridade bem encorpada e muito bem executada, essa banda de São Paulo consegue se diferenciar por suas letras cantadas em português e a temática de horror e mitologia influenciadas pelo universo de Conan e Era Hiboriana. O Caminho do Aço é o terceiro trabalho do trio e já está entre os melhores discos do gênero que vale a pena conferir. Weedevil – Profane Smoke Ritual (2024) Uma banda nova, mas que vem chamando atenção. O Weedevil vem de São Paulo e têm dois discos na bagagem. Em Profane Smoke Ritual o grupo amadureceu seu som. Com uma produção de primeira, as composições são rodeadas por temas sobre espiritualidade, transcendência e ocultismo, muito bem representados pelos vocais de Poison. Pesta – Faith Bathed in Blood (2018) Recheado de riffs e climas sabatianos, o Pesta é daquelas bandas de dar orgulho. Formada em Belo Horizonte, Minas Gerais, eles já haviam impressionado com o primeiro disco. No entanto, foi no segundo e ótimo, Faith Bathed in Blood que firmaram de vez sua importância no gênero. Estão sempre figurando bem pelas listas de melhores músicas ou discos do ano até mesmo fora do país. Dirty Grave – Unconscious Days (2022) Esse trio de São Paulo faz um som maravilhoso, cheio de riffs pesados, cadenciados e que bebem da psicodelia do doom clássico, além disso, juntam à potência dos vocais de Melissa, que também comanda o baixo. Se você gosta daquele stoner doom do mal feito por bandas como Saint Vitus e Pentagram, com certeza o Unconscious Days vai dar uma bagunçada na sua cabeça. Saturndust – RLC (2017) Em seu segundo disco de estúdio, o Saturndust conseguiu criar a trilha sonora perfeita de um planeta obscuro. As seis músicas são cheias de atmosferas sombrias, pesadas e espaciais, com letras que focam em temas como a existência humana e o vazio que a humanidade busca não acreditar. Se você gosta de um som mais experimental, esse é pra você. Void Tripper – Dopefiend (2021) O Void Tripper mergulha de cabeça no caos e na densidade sonora do em Dopefiend, o trabalho é composto por cinco faixas carregadas de riffs sujos, fuzz em excesso e atmosferas psicodélicas, que traduzem uma jornada pesada entre o vício, o vazio existencial e a crítica social. As letras falam de autodestruição, desilusão e revolta. Erasy – Some Nice Flowers (2020) Explorando camadas mais sombrias da existência com peso e sensibilidade, o Erasy entrega em Some Nice Flowers um disco maduro, arrastado e profundamente introspectivo. Vindos de Feira de Santana, na Bahia, o trio transforma angústia em riffs densos, letras filosóficas e atmosferas que misturam sludge, doom e stoner com identidade própria. Ruínas de Sade – Ruínas de Sade (2016) No seu primeiro disco, o Ruínas de Sade mergulha fundo em uma jornada sonora densa e soturna. Com três faixas longas e atmosféricas, o grupo de Santa Catarina constrói paisagens sonoras arrastadas e pesadas, como se cada riff abrisse uma cratera no tempo. As letras, cantadas em português, transitam por temas existencialistas, históricos e filosóficos. Chant of the Goddess – Chant of the Goddess (2017) A Chant of the Goddess traz no seu primeiro disco uma jornada sonora intensa, cheia de peso e melancolia. Com composições longas e elaboradas, o trio constrói paisagens densas e envolventes, riffs graves e lentos que vão se entrelaçando aos vocais que vão do melódico ao gutural. As letras exploram o vazio, a discórdia e a condição humana, formando um retrato sombrio e ritualístico da existência. Confira outras matérias.

Inês É Morta e a trilha sonora do caos urbano

Banda Inês É Morta

Surgida em meio ao concreto e caos da cidade de São Paulo, a banda Inês É Morta começou sua trajetória em 2018. Formada por Camila Kohn, Daniel Lima, Lucas Krokodil e Danilo Grilo, o grupo se ancora no pós-punk para traduzir a ansiedade e o desencanto da vida nas grandes metrópoles. O nome da banda tem origem na história trágica de Inês de Castro, assassinada no século XIV a mando do pai de Dom Pedro I, em um episódio emblemático da história portuguesa. A expressão “Inês é morta” passou a significar algo como “agora é tarde”, uma ideia que parece trazer o espírito sonoro do grupo. Logo no ano de estreia, lançaram um EP autointitulado com seis faixas que já mostravam personalidade. Nos anos seguintes, seguiram lançando singles e se apresentando em diferentes palcos, ganhando atenção dentro do cenário alternativo. Inês É Morta mergulha no pós-punk sombrio em Ilha Foi em 2023 que a banda firmou seu nome de vez com o lançamento de “Ilha”, o aguardado primeiro disco de estúdio. O álbum aprofunda a sonoridade pós-punk com arranjos que alternam entre a tensão e o vazio, carregados de guitarras secas, linhas de baixo marcantes e atmosferas quase claustrofóbicas. Um dos destaques do disco é a participação especial de Edgard Scandurra, lendário guitarrista do Ira!. Ele contribuiu com guitarras para a faixa “Vida em Paranoia”. Pra quem não sabe, Edgard já fez parte das bandas As Mercenárias e Smack durante a década de 80. As letras de “Ilha” falam sobre solidão, desesperança e o peso de viver em uma cidade que nunca desacelera. E é impossível não destacar o vocal de Camila Kohn, cuja voz carrega um timbre sombrio, introspectivo e intenso, capaz de traduzir com precisão as sensações que a banda propõe. Sua presença vocal é um dos pontos centrais do disco, ora fantasmagórica, ora feroz, sempre muito expressiva. Com “Ilha”, a Inês É Morta se consolida como uma das bandas mais interessantes do atual pós-punk brasileiro. É inevitável escutar o álbum e não imaginar uma caminhada pelas ruas do centro de uma São Paulo cinzenta e chuvosa. Acompanhe Inês É Morta nas redes sociais: Instagram | Facebook | Bandcamp Confira o disco Ilha: Confira outras matérias.

jonabug estreia com três tigres tristes, o primeiro disco da carreira

jonabug

A jonabug surgiu na cidade de Marília, interior de São Paulo. É formada por Marília Jonas (guitarra, vocal), Dennis Felipe (baixo) e Samuel Berardo (bateria). O grupo vem lançando músicas desde 2023, mostrando um baita potencial. Faixas como blood of my blood e three dead flowers buscaram inspiração no rock alternativo e shoegaze dos anos 90. Além disso, eles já se apresentaram em alguns festivais e casas da rota de música alternativa. A sonoridade e os temas que rodeiam três tigres tristes No dia 15 de junho lançaram o tão esperado primeiro disco de estúdio da jonabug, três tigres tristes (2025). Ele marca um passo importante na trajetória da banda. O álbum aprofunda ainda mais a estética construída pelo grupo, reforçando suas raízes no rock alternativo dos anos 1990, mas, sem abrir mão de amadurecimento sonoro e emocional. Ao longo do disco, eles demonstram segurança ao experimentar dinâmicas, camadas de guitarras bem dosadas e uma sensibilidade melódica que se destaca com naturalidade. A primeira faixa escolhida como single foi loot at me, que inclusive ganhou um vídeo clipe. A voz de Marília Jonas é um dos grandes trunfos do trabalho. Sua interpretação é firme e ao mesmo tempo delicada, criando uma ponte direta entre as letras e o ouvinte. O álbum traz temas como relacionamentos, situações angustiantes do dia a dia e a fragilidade dos laços afetivos. Canções como “sua voz é o motivo da minha insônia” trazem essas angústias em versos diretos, embalados por guitarras que alternam entre a leveza e o peso. O disco também mostra que a Jonabug sabe como equilibrar momentos introspectivos com passagens mais enérgicas, sempre mantendo coesão. Em “you cut my wings” temos riffs iniciais mais melancólicos numa pegada grunge, em seguida, guitarras mais pesadas e densas, com certeza uma das melhores do disco. Apesar das referências claras a nomes do rock alternativo dos anos 1990 e 2000, a Jonabug não soa como cópia. Eles se apropriam dessas influências para criar algo que é muito próprio, uma sonoridade que traduz bem suas ideias e onde querem chegar. Outro ponto importante a ressaltar são as composições cantadas em inglês e português, ambas funcionam muito bem no trabalho, e acredito que tenham seu papel ao expandir a sonoridade para outros públicos. Em “n365” Marília inicia com um spoken word acompanhado de ótimas linhas de baixo, em seguida, guitarras amenas dividem espaço com um clima mais pesado. “brown colored eyes” fecha o disco muito bem, e pode ser considerada uma das mais bonitas, com boas doses de melodias nos vocais e nas guitarras cintilantes, mais uma vez um ótimo trabalho no instrumental. Três Tigres Tristes é um disco que vai se conectar com muitas pessoas, suas guitarras, melodias bonitas e palavras sinceras são retrato de um trabalho maduro e que tem tudo para colocar a jonabug em mais evidência com outros nomes da cena do rock alternativo brasileiro. Confira o disco três tigres tristes: Acompanhe a jonabug nas redes sociais: Instagram | Bandcamp | Youtube

Celacanto lança um dos discos mais interessantes do indie nacional

Celacanto

Eis que um novo nome desponta na cena independente nacional, prometendo fazer barulho e conquistar fãs por aí. A Celacanto é uma banda paulistana formada por Eduardo Barco (guitarra e sanfona), Giovanni Lenti (bateria), Matheus Costa (baixo) e Miguel Lian (voz e guitarra). Não tem nada pra ver aqui, o disco de estreia Lançado pelo selo Matraca Records, com nove faixas autorais, o álbum mergulha em algumas referências da música brasileira, do rock e do indie. Resultando em uma sonoridade autêntica e cheia de personalidade. Com uma produção caprichada e coesa, o quarteto dá vida a um trabalho maduro, criativo e bem construído. Ao longo das faixas, podemos notar influências do rock nacional e até algumas pitadas de Radiohead. Seja nos elementos eletrônicos ou nas guitarras mais cintilantes que foram incorporadas nas composições. Logo na faixa título já conseguimos ter uma prévia do que esperar do restante do disco. Com um som bem trabalhado e elementos diferentes rolando ao mesmo tempo, o grupo consegue fugir dos clichês que ouvimos por aí. No entanto, vale destacar alguns momentos grandiosos que ficam por conta de “Dançando sozinho“, escolhida como um dos singles para promover o novo trabalho. A faixa tem elementos eletrônicos, bom trabalho de guitarras, bateria e violão. “É de pano” é uma das mais agitadas do álbum. Ela lembra até algo do math rock nos riffs rápidos e inconstantes de guitarra, com algumas influências de pós-punk. Em “Desamarrado”, temos um instrumental que inicia singelo. Mas vai evoluindo, com guitarras ecoando de fundo e criando um clima confortante junto de suas belas letras. Ela finaliza com sons de sanfona e uma guitarra mais incorpada, com certeza uma das favoritas do disco. Como comentei anteriormente, é possivel ouvir claras influências de Radiohead, principalmente em alguns riffs de guitarra e instrumentais. A faixa “Vendo Demais” faz bonito e consegue trazer esses elementos numa construção bonita e densa. O trabalho coloca a Celacanto na rota de nomes que merecem destaque na cena nacional. Uma banda jovem, mas que já mostra um trabalho coeso, de qualidade, criativo e bonito. Confira o disco de estreia: Acompanhe a Celacanto nas redes sociais: Instagram | Youtube |

Cradle of Filth, banda clássica do black metal sinfônico vem ao Brasil

Imagem em preto e branco dos integrantes da banda Cradle of Filth

A clássica banda inglesa Cradle of Filth, do primeiro escalão do metal pesado já com indicação ao Grammy, retorna ao Brasil após sete anos para três shows em divulgação do 14º álbum de estúdio, The Screaming of the Valkyries: 21/08 em Limeira/SP (Mirage, produção local da C.O.I. Produções), 22/08 em Curitiba/PR (Tork ‘n Roll) e dia 23/08 em São Paulo/SP (Carioca Club). Em todos os shows desta turnê, o Cradle of Filth terá como banda convidada a norte-americana Uada, com seu black metal repleto de elementos melódicos e densos. O Cradle of Filth, formado em 1991, originalmente uma banda de black metal, é ainda hoje uma das formações mais reverenciadas e influentes da música pesada. Com o passar dos anos, elementos sinfônicos e melódicos cresceram nas composições e a sonoridade única chegou até ao mainstream. A banda, sempre com o carismático vocalista Dani Filth e seus gritos dilacerantes e guturais potentes, é também, há décadas, responsável por abrir caminho para muitos dos principais artistas do metal da atualidade com sua mistura característica de peso enegrecido, teatralidade macabra e estilo gótico cintilante. O reinado do Cradle of Filth começou de fato com Dusk… and Her Embrace, de 1996, considerado o álbum que consolidou a identidade da banda, misturando black metal, gótico e elementos sinfônicos com uma produção mais refinada. Os vocais extremos de Dani Filth, as letras poéticas e obscuras e a ambientação vampiresca criaram um marco no black metal sinfônico. Cruelty and the Beast, de 1998, colocou a banda inglesa em definitivo no primeiro escalão da música pesada mundial. É um álbum conceitual, baseado na história de Elizabeth Báthory, a condessa húngara acusada de assassinar centenas de jovens. Musicalmente, é sombrio, barroco e teatral. Os arranjos sinfônicos e a narrativa histórica deram uma atmosfera de ópera gótica sangrenta. Destaque também para Midian (2000), um dos álbuns mais acessíveis e bem produzidos da banda, e Nymphetamine (2004), que indicou uma leve mudança para o metal gótico e extremo mais acessível. Em 2005, o Cradle of Filth foi indicado ao Grammy Awards na categoria “Best Metal Performance”, com a música ‘Nymphetamine (Fix)’. Já na atual década, o lançamento de Existence Is Futile, de 2021 colocou o Cradle of Filth no 20º lugar na Billboard 200 com Hard Rock Genre (além de muitas outras estreias nas paradas). Com o álbum cuja turnê traz a banda de volta ao Brasil, The Screaming of the Valkyries, lançado em março de 2025 pela Napalm Records, O Cradle of Filth une fantasmas do passado e um ousado passo em direção ao futuro. A sonoridade é moderna, sem abandonar passagens extremas, mas também flertando abertamente com momentos de heavy metal tradicional e thrash metal. Não à toa os shows da atual turnê recebem elogios interessantes da mídia mundial. Em Brisbane, Austrália, a banda entregou uma performance descrita pelo site Hear 2 Zen Magazine como uma “sinfonia do caos”, com vocais de Dani Filth considerados “perfeição demoníaca” e uma presença de palco que combinava energia desenfreada com teatralidade sombria. Tellus Terror – Em São Paulo, a banda nacional convidada para o evento no Carioca Club é a Tellus Terror, de Niterói (RJ), que toca death/black metal sinfônico, nos moldes de Cradle Of Filth e Dimmu Borgir. O álbum mais recente, Deathinitive Love Atmosfear, traz uma aura sombria e vampírica, ao mesmo tempo que aborda um tema não usual ao metal extremo, de forma carregada negativa e positiva, que é o amor, e como ele influencia as vidas das mais diversas formas de vida. SERVIÇO Cradle of Filth em São Paulo/SP Data: 23 agosto de 2025 (Sábado)Horário: 17h (abertura da casa)Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo) Ingresso: https://fastix.com.br/events/cradle-of-filth-em-sao-paulo Cradle of Filth em Curitiba/PR Data: 22 agosto de 2025 (Sexta-feira)Horário: 18h (abertura da casa)Local: Tork ‘n Roll (Av. Mal. Floriano Peixoto, 1695 – Rebouças, Curitiba) Ingresso: https://fastix.com.br/events/cradle-of-filth-em-curitiba Cradle of Filth em Limeira/SP Data: 21 agosto de 2025 (Quinta-feira)Horário: 19h (abertura da casa)Local: Mirage (Av. Prof. Joaquim de Michieli 755, Limeira)

Model/Actriz e sua catarse no segundo disco Pirouette

Imagem em preto e branco com integrantes da banda Model/Actriz

A primeira vez que ouvi falar de Model/Actriz foi em uma lista de melhores discos de 2023, com o primeiro disco, o Dogsbody, e quando ouvi fiquei impressionado! A história da banda tem um ponto interessante. Ruben Radlauer (baterista) e Jack Wetmore (guitarrista) se conheciam desde a infância. Seus pais são músicos e já haviam tocado juntos durante a década de 80. Anos mais tarde, os dois se conectaram numa escola de música, a Berklee College of Music e isso selou uma decisão: formar uma banda. Em 2015 os dois conheceram o vocalista Cole Haden, enquanto ele fazia uma performance. Segundo eles, Colen se contorcia no chão de espartilho e com o rosto coberto de sangue falso escorrendo. A partir daquele momento eles tinham a escolha certa para assumir os vocais da banda. O grupo lançou alguns singles e um EP durante os anos de 2016 e 2017. Depois deram uma pausa e dois anos mais tarde convidaram o baixista Aaron Shapiro para completar o time. Em 2020 foram convidados para se apresentar no SXSW, que devido a pandemia do COVID foi cancelado. Sem muitas perspectivas, a banda se trancou no estúdio e começou a trabalhar em seu primeiro disco, Dogsbody, que foi lançado em 2023. Ele teve um feedback muito positivo dos meios de comunicação especializados e do público. Na Pitchfork, receberam uma média 8.2, sabemos que uma nota dessas vindo da Pitchfork é pra glorificar de pé. Pirouette traz um clima mais íntimo e emotivo nas composições Após o sucesso do primeiro disco a banda retorna com Pirouette. O segundo trabalho mostra composições mais maduras e íntimas. Ao mesmo tempo vai explorando um pouco mais dessa sonoridade que passeia em partes entre o noise rock, pós-punk e dance. Em entrevista ao Primavera Sound Radio em 2024, a banda falou que gosta de usar a guitarra de formas diferentes, descobrindo texturas e sonoridades. Isso é visível nas composições que conseguem criar uma atmosfera dançante e outrora caótica. Colocando o ouvinte em completo ecstase, como é o caso de Vespers, música que abre o trabalho. Já nas letras, podemos notar vivências pessoais de Cole, declaradamente gay, ele parece encontrar uma forma de exorcizar suas dores e algumas experiências. Elas vão desde a ida a um bar a noite onde conhece um cara, mas não pode levá-lo pra casa (o famoso: tem local?) ou uma festa de aniversário de 5 anos em que ele queria o tema de Cinderela, mas devidos as pressões normativas da sociedade, acaba se recolhendo dentro de sua concha, como podemos ouvir nas faixas Cinderella e Diva, uma das melhores do disco. Com uma direção um pouco diferente de Dosbody, em Pirouette a banda parece focar mais nas melodias de guitarra e um pouco menos no som caótico. Cole se mostrou um ótimo performer, seus vocais estão mais intensos e confiantes, um bom exemplo é a faixa Poppy, onde podemos apreciar linhas vocais em tons mais emocionais. Outra faixa interessante é Acid Rain. Ela traz o ouvinte para esse lado mais emotivo e melancólico, que ficou um pouco de lado no primeiro disco. Ela se diferencia muito das outras composições da banda, por ser mais emotiva, lenta e sem tantos ruídos como de costume. Na mesma tracklist eles conseguem colocar duas faixas que tem aquela fórmula noise dançante, caso de Departures e Audience. Em seguida, voltam a se rebelar com a barulhenta Ring Road e seu noise contagiante. Quase chegando ao fim, Doves é uma música que traz um apanhado das referências. Ela traz o peso do noise, o dance e aqueles vocais mais emotivos que comentei anteriormente. Baton é mais uma que foge do caos. Ela busca vida em um instrumental mais eletrônico limpo e psicodélico, que vai muito bem acompanhado da bela voz de Haden. É fato que o Model/Actriz já é uma banda muito querida pelos fãs e festivais. Não apenas isso, o quarteto tem vários shows ao lado do Panchiko, com noites caóticas e dançantes. As performances ao vivo são um dos pontos altos, com os quatro músicos se entregando como um todo e trazendo o público para, de fato, vivenciar um show. Longe dos celulares e com foco nas experiência e na catarse que eles conseguem criar a cada noite. Confira o disco Pirouette: Acompanhe a banda nas redes sociais: Instagram | Youtube | Bandcamp

Shoegaze em 2025: conheça 6 discos em destaque

Imagem em preto e branco de uma pé pisando em pedais de guitarra.

Nessa lista separamos 6 lançamentos do shoegaze em 2025. Já fazia algum tempo que não falávamos sobre tão amado gênero barulhento e sonhador por aqui. O ano ainda está começando, mas já temos alguns discos bem interessantes do gênero para compartilhar com vocês. Desde bandas mais jovens até alguns nomes conhecidos. Ao que parece o shoegaze se manteve vivo durante essa última década. Ainda que o ‘boom’ de lançamentos e retornos inesperados tenha acontecido há alguns anos. Seja com o revival do my bloody valentine, slowdive e ride que ajudou a expandir o conhecimento sobre o gênero pelo mundo. Glare – Sunset Funeral O Glare é uma banda de Austin, Texas, que surgiu por volta de 2017. Sunset Funeral é o disco de estreia do grupo. Ainda que ele não traga algo inovador para o gênero, é muito bem produzido, estamos falando de um disco que vai de encontro ao shoegaze contemporâneo, com boas composições que passam por momentos celestes e ora mais pesados, temos melodias bonitas e bons duetos de vocal que com certeza vão te fazer dar uma viajada. Segundo o próprio guitarrista Toni Ordaz “é música para quem não sabe falar sobre o que sente”. Se você gosta de Nothing então esse disco é pra você. 공원 [gongwon] – 01 Saindo um pouco do shoegaze tradicional, temos esse projeto que foi uma grata surpresa, gongwon é uma jovem artista sulcoreana com uma belíssima voz e que logo em seu primeiro EP traz uma mistura muito boa de shoegaze, indie rock e pop. Talvez escutando a primeira faixa você pense que se trata de uma trilha de dorama, mas nas faixas seguintes temos uma evolução com a beleza de composições que contém um contraste emocional confortante. Se você ficou curioso, existem duas sessões ao vivo no canal oficial do Youtube que mostram a performance da artista. Swervedriver – The World’s Fair Swervedriver é uma banda suspeita pra se falar, pois é um dos nomes mais clássicos do shoegaze. Desde a década de 90 eles já faziam uma sonoridade diferenciada, com mais elementos do rock alternativo e até do grunge. Voltaram em 2013 com um disco muito bem aceito pelos fãs e chegaram até a tocar aqui no Brasil para um bom público. The World’s Fair é um EP e foi lançado neste ano, por mais que tenha apenas 4 faixas, vale mencionar que a produção é decente e mantém o grupo com composições consistentes dentro do gênero, ficou um gosto de quero mais, talvez seja a prévia para um próximo disco. Blurred City Lights – Dystopia De alguns anos pra cá, estamos notando um número crescente de bandas orientais fazendo shoegaze, como é o caso do Blurred City Lights, que vem da cidade de Nagoya, no Japão. Logo no início do ano eles lançaram dois discos, Dystopia e Utopia, completando seis álbuns de estúdio até o momento. Em Dystopia eles buscam inspiração no shoegaze clássico, com bastante paredes de guitarras, melodias viajantes, alguns teclados, vocais bonitos e uma atmosfera bem indie, resgatando essa nostalgia dos anos 90 com maestria, acho que vale falar que o idioma japonês é um tempero a mais e traz uma singularidade para o som. Eversame – LOVE ENDS FAST, AND NEVER Fugindo um pouco da rota comum, esse quarteto vem da Bratislava, na Eslováquia. LOVE ENDS FAST, AND NEVER é o segundo disco. Com suas guitarras distorcidas, tremolos e melodias bonitas, eles conseguem uma boa fusão do shoegaze mais clássico com uma pitada de sonoridades mais pesadas que bebem da fonte do grunge e rock alternativo dos anos 90. O resultado é um trabalho bem interessante e que parece ser feito para tocar ao vivo, já que a as composições são bem enérgicas. 揺らぎ [Yuragi] – In Your Languages Mais um belo representante do shoegaze japonês, o Yuragi surgiu em 2015 e chamou atenção com o EP de estreia Still Dreaming, Still Deafening (2018). In Your Languages é o terceiro trabalho de estúdio da banda e aprofunda ainda mais sua identidade sonora, misturando shoegaze e dream pop de forma etérea e envolvente. Os vocais suaves vão se dissolvendo lentamente entre camadas de guitarras cintilantes, criando paisagens sonoras que evocam o tempo, os sonhos, as memórias e as incertezas — temas que se fundem perfeitamente à atmosfera contemplativa do álbum.

Sirenia, lendária banda norueguesa de metal sinfônico volta ao Brasil

Os noruegueses do Sirenia, banda de metal sinfônico criada no início dos anos 2000 pelo guitarrista Morten Veland após sua saída do Tristania, hoje com a francesa Emmanuelle Zoldan nos vocais, promove nos próximos dias uma turnê brasileira com 5 datas, de 22 a 30 de março. A realização é da Vênus Concerts. As apresentações no Brasil são: dia 22/03 em Limeira/SP (Mirage), dia 23/03 em São Paulo/SP (Jai Club), 26/03 em Santo André (Santo Rock Bar), 29/03 em Fortaleza/CE (Ophera Music Bar) e dia 30/03 no Rio de Janeiro/RJ (Agyto). O Sirenia foi criado em 2001 pelo guitarrista Morten Veland após sua saída do Tristania (banda que Veland fundou na década de 1990). O primeiro lançamento é o potente e ousado At Sixes and Sevens (2002), álbum que levou o nome Sirenia ao patamar mais alto do metal sinfônico já nos primeiros anos de existência. At Sixes and Sevens é considerado pela crítica uma grande obra com belos arranjos e uma atmosfera frequentemente alternada entre o peso das guitarras e urros e a melancolia dos vocais clássicos e violinos. A atual vocalista da banda, desde 2016, é Emmanuelle Zoldan, uma cantora de ópera francesa, mais conhecida por seu trabalho como música de sessão em bandas de heavy metal como Trail of Tears, Turisas, entre outras. O álbum mais recente é 1977, lançado mundialmente em 2023 pela Napalm Records, e traz uma vibe retrô do gótico anos 80 em suas canções, sem abrir mão de sintetizadores e grandiosas passagens sinfônicas. 1977 é o quarto registro do Sirenia com Emmanuelle nos vocais. Ela também gravou Dim Days Of Dolor (2016), Arcane Astral Aeons (2018) e Riddles, Ruins & Revelations (2021), este último eleito pela Metal Hammer como o 24º melhor álbum de metal sinfônico de todos os tempos. SERVIÇO 22.03.2025 – Limeira @ Miragehttps://101tickets.com.br/events/details/Sirenia-em-Limeira 23.03.2025 – São Paulo @ Jai Clubhttps://101tickets.com.br/events/details/Sirenia-em-Sao-Paulo 26.03.2025 – Santo André @ Santo Rock Barhttps://101tickets.com.br/events/details/Sirenia-em-Santo-Andre 29.03.2025 – Fortaleza @ Ophera Music Barhttps://www.bilheto.com.br/evento/2986/sirenia-fortaleza 30.03.2025 – Rio de Janeiro @ Agytohttps://www.bilheto.com.br/comprar/2888/sireinia-rio-de-janeiro

ionnalee/iamamiwhoami retorna ao Brasil com show exclusivo do disco Blue

ionnalee/iamamiwhoami

Para comemorar o 10º aniversário de lançamento do seu álbum ‘BLUE’, a cantora ionnalee/iamamiwhoami retorna ao Brasil para shows de sua turnê exclusiva ‘BLUE IN CONCERT’, onde o álbum será apresentado na íntegra, numa imersão audiovisual que dará vida à sua narrativa cinematográfica e ao seu mundo sonoro em palco. ionnalee é uma cantora, compositora e artista visual sueca que cativou o público em todo o mundo com sua mistura única de música pop eletrônica e sua impressionante estética visual. Ela ganhou reconhecimento mundial com o lançamento do projeto ‘iamamiwhoami’, que ultrapassou os limites da música e da arte. iamamiwhoami é um projeto audiovisual de música experimental e multimídia formado pela cantora e compositora ionnalee, pelo produtor musical Claes Björklund e pelo diretor de fotografia John Strandh. O projeto surgiu em 2009, quando vídeos misteriosos começaram a aparecer no Youtube, gerando muitas especulações sobre quem poderia ser a artista por trás dos vídeos enigmáticos, ganhando seguidores em todo mundo por sua música única e sua impressionante voz. Com vocais poderosos, letras introspectivas e produção inovadora, a cantora faz com que sua música se relacione com o público em um profundo nível emocional. As apresentações ao vivo de ionnalee são uma prova de sua visão artística, onde a artista combina visuais hipnotizantes com coreografias e elementos teatrais para criar uma experiência verdadeiramente imersiva. Seus shows foram elogiados por seu uso inovador da tecnologia e sua capacidade de transportar o público para um mundo de música e arte. SERVIÇO: BLUE IN CONCERT EM SÃO PAULO Data: 23 de SetembroHorário: 19hLocal: Cine JoiaEndereço: Praça Carlos Gomes, 82 – LiberdadeClassificação: 18 anos (menores somente acompanhados)Ingressos aqui SERVIÇO: BLUE IN CONCERT NO RIO DE JANEIRO Data: 20 de SetembroHorário: 19hLocal: Sacadura 154Endereço: Rua Sacadura Cabral, 154 – SaúdeClassificação: 18 anos (menores somente acompanhados)Ingressos aqui Fique por dentro de mais notícias de shows na seção Notícias

Rebobinados | Música alternativa desde 2017
Todos os direitos reservados