Shoegaze brasileiro, cinco bandas para conhecer em 2025

O shoegaze brasileiro segue vivíssimo, mas antes de falar dele, se você gosta desse gênero deve saber que algumas bandas importantes dessa cena estão voltando à ativa. Uma das mais adoradas, os queridos do my bloody valentine, já tem algumas datas de shows confirmadas para 2026 na Europa. E enquanto isso, outras duas bandas importantes deram as caras depois de alguns anos fora de cena, são elas o Chapterhouse e Drop Nineteens, enquanto a primeira se prepara para alguns shows, inclusive um deles ao lado da nossa favorita terraplana, a outra surgiu com música nova e promete disco novo ainda este ano. Tudo isso, para falar que enquanto lá fora essas bandas seguem com o gênero na ativa, aqui no nosso Brazilzão existem bandas tão boas quanto. Foi pensando nisso, que separamos cinco nomes que fazem bonito no shoegaze e você deveria conhecer e acompanhar. Midnight Soup Opera O projeto liderado por Joshua mergulha em atmosferas lo-fi e shoegaze, evocando toda a nostalgia e emoção dos anos 90. Até agora, já são cinco singles que transportam você direto para essa vibe melancólica e envolvente. Instagram | Bandcamp Anêmona Diretamente de Salvador, a Anêmona entrega uma sonoridade refinada e envolvente, explorando nuances do emo, indie, shoegaze e dream pop. Um som que transita entre a melancolia e a leveza, criando paisagens sonoras cheias de textura e sentimento. Instagram | Spotify Glance Glance é um duo brasileiro que mistura dreampop, shoegaze, indie e garage, criando uma sonoridade densa, etérea e cheia de textura. A banda usa o shoegaze, com suas guitarras distorcidas e vocais suaves, para construir atmosferas que flutuam entre o sonho e o ruído. Instagram | Spotify Logos Lunares A Logos Lunares, banda de Manaus, constrói um som imersivo que mistura shoegaze, dreampop e indie, com o toque singular de violinos que adicionam ainda mais profundidade, emoção e singularidade às faixas. Instagram | Spotify Associação dos Moradores Banda recifense, cria um universo onde o rock alternativo se mistura ao dream pop, ao shoegaze e às nuances do emo. O single de estreia, “Cobra do Éden”, é um mergulho em camadas de melancolia, distorção e beleza, o primeiro passo de uma jornada sonora que promete. Instagram | Spotify Acompanhe outras matérias.
iamamiwhoami faz apresentação emocionante em São Paulo com show especial do disco BLUE

Em uma semana que iniciou com temperaturas baixas e alertas de tempestade, aconteceu no dia 23 de setembro de 2025 no Cine Jóia em São Paulo, o tão aguardado retorno de iamamiwhoami | ionnalee ao Brasil. Dessa vez, tivemos o show exclusivo em comemoração aos dez anos de seu terceiro e aclamado projeto audiovisual Blue. A turnê teve início no dia 20 de setembro no Rio de Janeiro, onde a cantora e compositora sueca desembarcou para uma apresentação única que aconteceu na casa Sacadura 154. O show trouxe um bom público fiel que têm acompanhado suas vindas ao país desde 2018 em sua estreia por aqui. A terceira vez no Brasil e o disco Blue na íntegra Essa é a terceira vez que ionnalee vem ao Brasil. A primeira aconteceu em 2018, quando a artista se apresentou em São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, esses shows tinham como foco o material que a cantora lançou sob o nome de ionnalee, mas obviamente tiveram músicas do projeto iamamiwhoami. A casa abriu pouco antes das 20h, um atraso de quase uma hora do horário previsto que era 19h. Uma fila gigantesca esperava ansiosamente em frente ao Cine Jóia, casa localizada no bairro Liberdade em São Paulo. Quando entrei já pude notar a casa cheia. A banca de merchs tinha uma fila bem considerável e para a minha surpresa o vinil STILL BLUE já tinha esgotado há poucos minutos. Ainda assim, pude ver muitos fãs comprando camisetas, ecobags e o 7′ que estava a venda. Mais um atraso, dessa vez no início do show que era previsto para 21h, começou por volta de 21h30 com a casa já lotada. Subiram ao palco, Tungorna e Hannes Norrgard, músicos que excursionam com a artista ao vivo. Eis que ionnalee surge das escadas, num vestido prateado comprido e um lindo casaco que parecia um tipo de casulo perolado. No palco, um telão ao fundo e luzes azuis, a música que abriu a apresentação foi DIVE. A faixa faz parte de STILL BLUE, uma versão nova lançada em 2025 com faixas inéditas. A emoção veio logo na segunda música, Fountain, faixa que abre o disco BLUE. Com um instrumental mais pop ela fez todas as pessoas dançarem e cantarem a plenos pulmões. Em seguida, Hunting For Pearls manteve o clima hipnótico e bonito daquela noite. Todas as músicas foram acompanhadas pelos visuais do disco no telão ao fundo, o que trouxe uma emoção ímpar. ionnalee estava visivelmente muito feliz, dançando e fazendo corações para os fãs que gritavam seu nome a cada música apresentada. Vista, tap your glass e blue blue foram executadas exatamente na ordem do disco. Essa dinâmica manteve o calor das pessoas que mostravam seu amor cantando, pulando e completamente extasiadas com sua performance. thin, era uma música que eu particularmente estava bem ansioso para escutar ao vivo. Só de lembrar aquele momento mais cadenciado e cheios de sintetizadores ecoando trazia um sentimento de euforia por estar ali presenciando aquela apresentação tão bonita. Outra muito aguardada foi chasing kites, uma das mais adoradas pelos fãs, que acompanharam cantando o refrão em alto e bom som. over the ocean outcast with nowhere to goa brighter forecast, new winds will blowa storm is drawing nearit calms and the air is clearwaste my youth chasing kitesi know will blow out of my hands Em seguida, era a vez de ouvir ripple e seu batidão. A performance foi ótima e deu uma boa agitada na galera que transformou o Cine Jóia numa pista de dança. O show aproximava do fim, quando ionnalee iniciou the last dancer, uma música mais introspectiva, mas que ganhou a atenção de todas as pessoas ali. Por fim, uma das mais esperadas da noite, shadowshow, notoriamente uma das mais adoradas pelo público que também acompanhou as letras. Ao fim, ionnalee disse que estava muito feliz por vir novamente ao Brasil e agradeceu o amor e apoio de seus fãs. Aproveitou para agradecer os músicos no palco e seu marido e produtor Claes Björklund. Ela comentou as dificuldades de trazer uma turnê dessas de longe pra cá e agradeceu aos produtores da Descobrir Música, responsáveis pelos shows no Brasil. Para fechar com maestria, tivemos STILL BLUE, faixa que entrou no disco do mesmo nome, essa também se tornou muito querida. Pude ver muitas pessoas emocionadas durante a performance. Uma pessoa jogou uma bandeira do Brasil no palco. ionnalee prontamente a pegou e começou a dançar e balançá-la mostrando seu respeito e amor ao público. Essa turnê foi especial, pois trouxe na íntegra um dos discos mais bonitos e emocionantes do synthpop. Acredito que há anos atrás ninguém imaginaria que estariam assistindo a um show de iamamiwhoami no Brasil. Mas que incrível que isso aconteceu e que cada vez mais a artista têm mostrado interesse em se apresentar por aqui. Um grande obrigado a Descobrir Música que pela terceira vez trouxe ao Brasil essa artista incrível e carinhosa, e que venham mais vezes. Setlist iamamiwhoami:DIVEFOUNTAINHUNTING FOR PEARLSVISTATAP YOUR GLASSBLUE BLUETHINCHASING KITESRIPPLETHE LAST DANCERSHADOWSHOWSTILL BLUE Acompanhe iamamiwhoami | ionnalee nas redes sociais: Site oficial | Instagram | Bandcamp Confira o disco STILL BLUE: Confira outras resenhas de discos aqui.
Velavulto estreia com o single “Mudança”, equilibrando barulho, intensidade e delicadeza

Formada em 2023, em Joinville (SC), a Velavulto reúne Ana Croce (voz e guitarra), Bruno Sanchez (bateria), João Mesadri (baixo) e Leonardo Machado (guitarra). O som do quarteto bebe de referências que vão do rock alternativo dos anos 90, com nomes como Radiohead e Smashing Pumpkins, até a cena nacional mais recente, como a Adorável Clichê. Apesar das inspirações, a banda constrói sua própria identidade, equilibrando distorções intensas, letras marcantes e momentos de delicadeza. Com presença de palco e qualidade reconhecida, a Velavulto já dividiu espaço com grupos como Dance of Days e Cidade Dormitório, além de ter sua música destacada em veículos especializados no Brasil e no exterior. Mudança é o single de estreia da Velavulto e os coloca entre os nomes promissores no rock alternativo A faixa marca a estreia da Velavulto e tem como tema a mudança, um processo que pode ser doloroso, mas também necessário. O enredo passeia entre boas e más lembranças, explorando sentimentos como nostalgia e insegurança. As letras traduzem bem essa atmosfera, acompanhadas por uma sonoridade que começa com riffs delicados e ganha força no refrão. Já no primeiro lançamento, a banda demonstra personalidade e dá um vislumbre do que pode vir nos próximos trabalhos. A gravação aconteceu no estúdio Mario Lima, em Joinville, com mixagem assinada por Diego Nunes. Caixas pesadas no chãoTinta fresca na parede do quartoEstamos de mudança mais uma vez Ecos na sala vaziaLembranças num saco plásticoÉ a última vez que me estresso com a manchaEspero que ela não entre nesse caminhão Confira a faixa Mudanças: Acompanhe a Velavulto nas redes sociais: Instagram | Youtube Confira outras matérias clicando aqui.
Turmallina traz shoegaze com sotaque brasileiro em novo single Mil Pedaços

Turmallina é uma banda de São Paulo, formada em 2018 e composta por Gabe Jordano (vocal), Caio Silva (guitarra), Edu Campos (baixo), Marcos Marques (guitarra) e Paula Janssen (bateria). As influências do grupo vão do shoegaze, psicodelia até dream pop de artistas como Tame Impala e Melody’s Echo Chamber. Nas letras, abordam temas que são recorrentes durante a fase da juventude para a vida adulta, como amadurecimento, descobertas e pertencimento. Na discografia trazem o EP Aurora (2022) e os singles Febre e Ficou pra Trás (2023). Mil Pedaços, o novo trabalho busca amadurecimento sem perder a essência da banda Mil Pedaços é o título do novo single, com ele a banda busca amadurecer sua sonoridade, que vem acompanhada do frescor emocional, característica de suas composições. A sonoridade traz guitarras etéreas, que são a marca do shoegaze, mas abrem espaço para sintetizadores e vocais que criam uma atmosfera envolvente no ouvinte. Ainda que a faixa vá de encontro a uma atmosfera mais melancólica, ela traz uma energia que envolve a temática, que fala sobre se libertar de uma pessoa que já não lhe faz bem. É aquele momento difícil e turbulento, mas que no fim pode encontrar a felicidade e a força, e todo esse clima é muito bem representado no instrumental envolvente que lida com as dualidades da dor e a beleza. “Mil Pedaços” é também uma prévia do próximo disco que está em finalização no Estúdio Sinestesia, com um time de respeito, tendo na produção Rafael Penna (Applegate / A Porta Maldita), engenharia de som de Gabriel Assad e mixagem e masterização de Gil Mosolino (Bike / Applegate). A faixa está disponível em todas as plataformas digitais, marcando o início de uma nova jornada para a banda. Acompanhe a Turmallina nas redes sociais: Bandcamp | Spotify | Youtube Confira a faixa Mil Pedaços: Mil Pedaços de Turmallina
BIKE convida público para meditar em seu novo disco Noise Meditations

Noise Meditations, novo álbum que a banda BIKE apresenta agora, nasceu de sessões entre os integrantes no estúdio Wasabi, em São José dos Campos – cidade natal do grupo. Com um set de baixo, bateria, guitarras, sintetizadores e percussões, o quarteto que é referência da nova psicodelia brasileira se reuniu para fazer música sem roteiro. “Tocamos por horas sem nada programado e dali saiu o repertório que forma o novo álbum”, conta Julio Cavalcante, vocalista e guitarrista. Com vinil em pré-venda desde Junho, o disco que chega neste 12 de Setembro nas plataformas digitais vai ser apresentado em uma turnê de lançamento no Reino Unido neste mês. Ouça o álbum aqui. Acontece também neste dia 12 o show de lançamento do álbum em São Paulo, na Casa Rockambole, a partir das 21h, com abertura de Edgar. Ingressos aqui. O conceito do disco está contido no próprio título: “a ideia era uma sonoridade que fosse guiada por ruídos e drones acompanhada de batidas e percussões repetitivas que dessem a ideia de música para meditar no caos. Fizemos letras curtas para que fiquem na cabeça como pequenos mantras”, explica Julio. Entre as influências que passam por Noise Meditations, estão música indiana, krautrock, jazz, Sonic Youth, Pedro Santos e o álbum Paêbiru. Depois das sessões que deram os contornos e alicerces das faixas, a banda – que assina a produção musical – gravou todo o disco em um único dia, no estúdio El Rocha, em São Paulo. “Passamos metade da diária montando, microfonando, timbrando os equipamentos e depois gravamos duas vezes cada música, pegamos a melhor versão e partimos para a mixagem e para a masterização”. BIKE é formada por Júlio Cavalcante (voz e guitarra), Diego Xavier (voz e guitarra), Daniel Fumega (bateria) e Gil Mosolino (baixo). Faixa a faixa por Julio Cavalcante 1 – Todos os Olhos: é psicodelia apocalíptica. A letra é o ponto de vista da floresta pegando fogo, quando todos ficam de olho, mas a maioria não faz nada, enquanto os olhos imundos do mundo querem apenas o lucro que a floresta pode dar. 2 – V.D.C: A letra veio durante uma expedição que fizemos com amigos. A partir de um certo momento a música que tocava me fez querer dançar como num ritual. Quando o disco que tocava acabou me senti muito leve e anotei as frases que vieram num papel. Na criação do som a música surgiu em cima de um ritmo do meu pedal de guitarra, e o loop que criamos me deu a mesma sensação da expedição. Foi só juntar as coisas nesse quebra-cabeça. 3 – NEU!A: Fiz essa letra na nossa última turnê pela Europa. É como se fosse uma letra irmã da Divina Máquina Voadora presente no nosso segundo disco. São imagens do que vimos e vivemos por lá. Se Divina homenageia Ronnie Von no título, aqui quem leva a homenagem é uma das nossas bandas alemãs preferidas, que influenciou muito esse disco e foi trilha sonora de toda essa turnê. 4 – Sucuri: Tem forte influência de Pedro Santos e do disco Krishnanda, que é um dos favoritos da banda. A letra veio para celebrar a Sucuri da lenda “Yube e a Sucuri”, da cultura Kaxinawá, em que um homem se apaixona por uma mulher sucuri e, para continuar com ela. também se transforma em sucuri e passa a viver no mundo profundo das águas, onde descobre uma bebida alucinógena que dá poderes de cura e acesso ao conhecimento. 5 – Bico de Ouro: A música nasceu de uma combinação do slicer de uma guitarra com o drone da outra, e a partir daí foi criado o beat que jogou a música pra frente. A letra traz a ideia de liberdade, de não ficar preso a nada. 6 – Coral: Surgiu da ideia de ser uma transição do Lado A para o Lado B do vinil. Então depois de toda a explosão de Bico de Ouro chegamos em Coral, que começa com um riff simples de guitarra que vai se somando aos outros instrumentos. A letra traz a ideia de uma picada de cobra-coral, que se espalha rápido pelo corpo e te leva a outro plano, um renascimento em outro espaço. 7 – Noise Meditations: Essa letra também foi fruto da mesma expedição que fizemos. Ela é quase um resumo do disco e por isso acabou ganhando esse nome. Talvez a faixa mais jazzística do álbum, mas do nosso jeito. Acho que nunca tínhamos feito uma faixa assim. 8 – Bhang: Psicodelia apocalíptica guiada por tambores. 9 – Velada: O Noise Meditations saiu de uma sessão pesada de três dias de jams gravadas aqui no estúdio. Velada foi uma das músicas que nasceram no fim da sessão com o corpo já cansado, mas como o groove engrenou a gente gastou um tempo nesse loop, que era pesado e rítmico. Acho que é a faixa mais pesada do BIKE até então. Ela também me passa uma sensação muito forte de leveza ao terminar e sua letra também surgiu na expedição. É a faixa onde a afinação que uso na guitarra neste disco mostra mais a sua cara. 10 – Essência Real:Para encerrar o disco pensamos em Essência Real porque ela traz na letra o resumo do que é ter uma banda independente lançando discos e fazendo turnês. Na parte sonora tentamos trazer a sensação de estar voltando, aterrando e mostrando ao ouvinte que é o final do disco. Confira o disco Noise Meditations: Noise Meditations de BIKE Acompanhe o BIKE nas redes sociais: Tiktok | Bandcamp | Instagram
Odair José e Ema Stoned serão atrações de abertura no The Brian Jonestown Massacre em São Paulo

Duas atrações nacionais, o hitmaker Odair José e a banda sensação do underground paulistano Ema Stoned, farão a abertura do show de retorno do The Brian Jonestown Massacre a São Paulo/SP, o maior nome da psicodelia atual, que acontece dia 28 de novembro, no Espaço Usine (antigo Clash Club). A realização é da Maraty. Ingressos continuam à venda no site da Fastix: https://fastix.com.br/events/the-brian-jonestown-massacre-em-sao-paulo Um dos grandes cancioneiros do Brasil na ativa desde a década de 1970 com melodias simples e letras diretas, Odair José apresenta o show “Clássicos”, reunindo sucessos que atravessaram gerações, como Cadê Você, A Noite Mais Linda do Mundo e Eu Vou Tirar Você Desse Lugar. O show propõe um reencontro com a trajetória de mais de cinco décadas de Odair José e também um olhar sobre sua produção mais recente. Já a Ema Stoned é um power trio instrumental formado apenas por mulheres. Na ativa desde 2011, passeia pela música instrumental guiada por improvisação e experimentação com doses de psicodelismo, noise e jazz na busca de encontros onde o som e a arte possam pulsar através do vínculo entre o interno e o externo, o individual e o coletivo. Além de Brasil, o TBJM tem mais três shows agendados na América do Sul entre novembro e dezembro deste ano: 30/11 em Montevidéu (Uruguai), 2/12 em Buenos Aires (Argentina) e 4/12 em Santiago (Chile). The Brian Jonestown Massacre Formado em 1990, o The Brian Jonestown Massacre é uma fusão intensa e prolífica de folk, eletrônica, psicodelia, blues e garage rock, um dos nomes mais importantes do neo psicodelismo liderada pelo criativo multi-instrumentista e vocalista Anton Newcombe. Já se passaram mais de 30 anos desde a estreia da banda com o single ‘She Made Me/Evergreen’. Desde então, Newcombe (vocalista, compositor, compositor, proprietário de estúdio, multi-instrumentista, produtor, engenheiro, pai, força da natureza do TBJM) coleciona sucessos e histórias. Lançado em 1992, enquanto a imprensa musical se dirigia aos EUA para ungir a próxima banda de guitarra americana como a moda do mês e as grandes gravadoras estavam à caça de esperançoso obedientes para serem sua última solução rápida, Anton Newcombe teve uma ideia: dizer não. Newcombe já havia se estabelecido como um compositor visionário, um homem para quem fazer música não era uma escolha de estilo de vida ou um corte de cabelo hipster, mas a própria essência da existência, e ele observou em horror silencioso enquanto seus colegas se conformavam timidamente com tudo – sim para contratos, sim para gestão, sim para sugestões, sim para isso, sim para aquilo, sim, sim, sim. Mas ele era diferente. Anton Newcombe estava prestes a dizer não para tudo. “Eu simplesmente sabia que teria mais sucesso de uma certa maneira ao dizer não, apenas sendo contrário porque eu percebi que se as pessoas gostassem de mim, elas iriam gostar de mim de qualquer forma”, ele diz. “Ou não gostarem de mim. Não importa.” Muito disso foi documentado no polêmico documentário ‘Dig!’, que ainda é celebrado como um dos melhores documentários de rock já feitos, e comemora seu 20º aniversário este ano. A versão remasterizada e expandida estreou no Sundance em janeiro. O álbum de estreia do Brian Jonestown Massacre, Methodrone, tingido de shoegazing, foi lançado em 1995 e desde então vários membros da banda se juntaram a Newcombe em suas escapadas sonoras, mas ele permaneceu o único constante, o gênio criativo no centro de uma das bandas mais fascinantes da música. Desde então, houve mais 20 álbuns sob o nome de Brian Jonestown Massacre, cada um embarcando em sua própria aventura de expansão da mente e explorando os reinos exteriores do rock’n’roll; rock psicodélico, country-blues, rock’n’roll raivoso, noise-pop relaxante e mais. Ao longo do caminho, Newcombe se estabeleceu como um talento único na vida, que viu a direção em que o indie-rock mainstream estava indo e optou por dar a volta longa. Ele emergiu como uma força revolucionária na música moderna, um herói underground. Não havia outro caminho, era assim que tinha que ser. “Minha única opção com tudo na vida sempre foi que você apenas pula no fogo”, ele declara. “Não importa o que seja.” É com esse espírito que ele pulou ao redor do mundo, da Costa Oeste a Nova York, de Manhattan à Islândia, e então a Berlim, onde viveu por 15 anos e tem dois apartamentos, um para morar e outro que foi convertido em seu estúdio. Depois de uma década de 2010 extremamente prolífica, que viu o lançamento de oito álbuns completos e um mini-álbum, Newcombe estava passando por um período de bloqueio criativo quando um dia ele pegou sua guitarra de 12 cordas e The Real (a faixa de abertura do álbum anterior Fire Doesn’t Grow on Trees) surgiu dele. Assim como o kraken, era como se ele tivesse convocado isso. “De repente, eu simplesmente ouvi algo”, ele diz. “E então não parou mais. Gravamos uma música inteira todos os dias, durante 70 dias seguidos.” No final, eles tinham 2 álbuns prontos para serem lançados. Juntando-se a Newcombe no estúdio para The Future Is Your Past estavam Hakon Adalsteinsson (guitarra) e Uri Rennert (bateria). Ao longo da carreira, o The Brian Jonestown Massacre figurou em diversas trilhas sonoras: Straight Up And Down é música tema da série televisiva da HBO, Boardwalk Empire; The Way It Was foi usada na trilha sonora do video game de corrida Need For Speed: The Run; Going To Hell fez parte da trilha sonora do clássico da comédia americana American Pie (1999); Not if You Were the Last Dandy on Earth aparece na trilha sonora de seu filme Broken Flowers. SERVIÇO The Brian Jonestown Massacre em São Paulo Data: 28 de novembro de 2025 (sexta-feira)Horário: 20hLocal: Espaço Usine (R. Barra Funda, 973 – Barra Funda, São Paulo – SP) Ingressos: https://fastix.com.br/events/the-brian-jonestown-massacre-em-sao-paulo Valores em 1º lote:R$220,00 (Meia Estudante)R$230,00 (Meia Solidária – mediante doação de um 1 kg de alimento não perecível)R$440,00
Napalm Death e Ratos de Porão em show único no Brasil em 2025

A Xaninho Discos junto à Caveira Velha Produções trazem a icônica banda inglesa de grindcore Napalm Death a São Paulo, no dia 5 de dezembro de 2025. Será a única apresentação no Brasil em meio à nova turnê pela América Latina. A apresentação será no Hangar 110 e terá o Ratos de Porão como banda convidada em uma noite histórica. Ingressos: https://101tickets.com.br/events/details/Napalm-Death-e-Ratos-de-Porao-em-Sao-Paulo O Napalm Death surgiu em 1981, no vilarejo de Meriden, próximo a Birmingham (Inglaterra), e atravessa décadas como uma das formações mais influentes do mundo com sua sonoridade pesada e contestadora. Guitarras distorcidas, blast beats frenéticos, vocais guturais e letras com forte viés sociopolítico são a verve da banda. Até o momento, já lançou 16 álbuns de estúdio. O lançamento mais recente do Napalm Death é o álbum colaborativo com os Melvins, intitulado Savage Imperial Death March, lançado em fevereiro de 2025. Já solo, lançaram o EP Resentment Is Always Seismic – A Final Throw of Throes, em 2022. Ao vivo, o Napalm Death é historicamente avassalador. Mark ‘Barney’ Greenway (vocais) John Cooke (guitarra), Shane Embury (baixo) e Danny Herrera (bateria) tomam conta do palco com força e peso, combinando clássicos como “Prison Without Walls” e “You Suffer” com faixas mais recentes, comprovando sua evolução sem perder a essência grindcore. Com razão, as apresentações da banda inglesa são descritas por fãs e crítica especializada como “um ataque sensorial” pesado, direto e intenso. Em uma recente entrevista ao site espanhol Rafa Basa, Barney falou do repertório do Napalm Death ao vivo, que busca trazer novidades aos fãs: “Sempre tentamos fazer um repertório diferente. Eu me canso de ver bandas tocando a mesma coisa ano após ano, então nos limitamos às músicas que as pessoas querem ouvir, os clássicos, se você quiser chamá-los assim, e também tentamos introduzir coisas diferentes. Basicamente é sempre um repertório diferente.” Ratos de Porão – O Ratos de Porão é uma banda brasileira de punk crossover formada em novembro de 1981, durante a explosão do movimento punk paulista. Seu primeiro disco, Crucificados pelo Sistema, saiu em 1984 e tinha músicas que se tornaram hits instantâneos como a própria Crucificados, Agressão Repressão e Morrer. São conhecidos internacionalmente, tendo feito turnês pela América Latina, Europa e América do Norte. Atualmente estão se apresentando ao vivo com sua turnê de 40 anos, que marca também o lançamento do álbum Necropolítica, feito durante a pandemia SERVIÇO Napalm Death + Rato de Porão em São Paulo Data: 6 de dezembro de 2025Horário: 18h (abertura da casa)Local: Hangar 110 (rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro – São Paulo/SP) Ingressos: https://101tickets.com.br/events/details/Napalm-Death-e-Ratos-de-Porao-em-Sao-Paulo
Warmest Winter lança Ongoing Longing, o trabalho marca a transição musical e retorno da banda

O projeto brasileiro Warmest Winter rompe um hiato de cinco anos com o lançamento de Ongoing Longing, seu novo álbum de estúdio. Com oito faixas inéditas, o trabalho representa uma virada estética decisiva: se os registros anteriores dialogavam com o espectro do post-punk atmosférico e do shoegaze melancólico, o novo disco se volta a uma linguagem mais aberta, entrelaçando elementos acústicos, eletrônicos e ambientais. A sonoridade de Ongoing Longing reflete uma busca por maior elasticidade emocional e textural. Violões em primeira camada, sintetizadores discretos e programações minimalistas criam um espaço sonoro que se afasta da opacidade ruidosa do passado — mas sem perder o senso de introspecção que caracteriza o projeto desde seu início. “Existe um deslocamento nesse disco — uma vontade de deixar o som e as letras respirarem mais, de aceitar os espaços vazios, as perdas, as aceitações da vida, como parte da composição. Mas o desejo, o impulso, continua ali. Apenas menos encoberto”, afirma Tiago Duarte Dias. Ao longo do álbum, é possível perceber influências que vão de Nick Cave e Bob Dylan a recortes mais recentes como Weyes Blood, Lucy Dacus, além de Big Thief. Em vez de uma ruptura abrupta, o disco propõe um deslocamento suave, quase meditativo, da linguagem musical — como se a tensão entre passado e presente se dissolvesse lentamente ao longo das faixas. Produzido de forma independente, Ongoing Longing é também um ensaio afetivo sobre o tempo, o silêncio e o desejo como estado permanente. Mais do que um retorno, é uma reconfiguração — estética e sensível — de um projeto que se recusa a repetir a si mesmo. Acompanhe a Warmest Winter nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Ongoing Longing:
Stevie Victor materializa memórias, crises e afetos em seu primeiro disco autoral

Conhecida por ser idealizadora da banda brasiliense de rock psicodélico Palamar, Stevie Victor agora dá um passo à frente em sua trajetória com o lançamento de Bebê Clube, seu primeiro álbum solo. Durante sua caminhada com a Palamar, Stevie dividiu palcos com nomes como Anelis Assumpção, Tulipa Ruiz e Marrakesh, além de participar de importantes festivais. Bebê Clube é uma jornada pelas memórias, ideias e afetos Multi-instrumentista, compositora e produtora, a artista mergulha em uma criação pessoal e intensa, onde conduz todas as etapas do processo criativo, dos arranjos às gravações, com exceção da faixa Há um Tesão, presente de Lucas Lino. O amor pela música vem da época de criança, e foi se materializando com o passar dos tempos, ainda que no fundo pulsasse a vontade de lançar um disco solo em que pudesse tomar as rédeas e expressar composições pessoais e uma sonoridade mais diversa. Em 2024 encontrou o momento certo para olhar pra si e dar início a um trabalho íntimo e que externa suas vivências, dores, amores e turbulências da vida. O disco reúne 12 faixas compostas entre 2020 e 2025, como Nepo Baby, Black Lança, Amor de Primavera e Quiabo, e traz uma conexão entre passado e presente, tudo costurado por uma sonoridade diversa, livre de amarras, e por letras que tocam temas como crescimento, saudade, amor e saúde mental. Em tempos de desamor, caos e tecnologias, Bebê Clube é o resultado da coragem de transformar a intensidade da vida em música. Um convite ao íntimo, ao sensível e à beleza de materializar sentimentos em som. Acompanhe Stevie Victor nas redes sociais: Tiktok | Instagram | Youtube Confira o disco Bebê Clube: