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Chapterhouse retorna aos palcos para comemorar 35 anos de Whirpool, clássico do shoegaze

O Chapterhouse figura em um dos gêneros mais injustiçados na cena musical, principalmente durante a década de 90, que de longe foi um dos períodos mais criativos para a música alternativa. O shoegaze se mostrou ao mundo ainda tímido, combinando composições nostálgicas, emocionais e barulhentas, alimentadas por um legado importante de bandas como Cocteau Twins, The Jesus and Marcy Chain e The Cure. Ainda que não fosse compreendido naquela época, que saía dos holofotes do grunge e caía no britpop, seu fruto de experimentações musicais influenciam artistas importantes até hoje. A breve e importante jornada do Chapterhouse no shoegaze A banda surgiu na cidade de Reading, Reino Unido, no ano de 1987 e contava com Andrew Sherriff (vocais & guitarra), Simon Rowe (guitarra), Stephen Patman (vocais & guitarra), Jon Curtis (baixo) e Ashley Bates (bateria e vocais). O desejo de formar o Chapterhouse veio da amizade entre os integrantes e seus gostos em comum, já que costumavam frequentar shows do Cocteau Twins, The Fall e The Jesus And the Mary Chain. Esse fato foi decisivo para que tivessem interesse em aprender a tocar guitarra. Por volta de 1989 a banda se mudou para a cidade de Londres, buscando maiores oportunidades. Inicialmente fizeram alguns shows locais que duraram cerca de um ano, somente após isso gravaram a primeira fita demo. No ano seguinte, o baixista Jon Curtis deixa a banda e é substituído por Russel Barrett. A famosa faixa “Pearl”, que conta com a participação de Rachell Goswell do Slowdive surge após assinarem com a gravadora Dedicated. A música alcançou a 67 posição na parada de singles do Reino Unido. Seu primeiro disco, o icônico Whirpool chegou em 1991, embora tenha alcançado o 23 lugar nas paradas do Reino Unido, passou despercebido, mas rendeu uma apresentação no famoso Reading Festival, que naquele ano contava com o Nirvana e a explosão do grunge. A sonoridade trazia muito a atmosfera que rondava na cena alternativa daqueles anos, o uso de muitas guitarras, reverb, delay e vocais em camadas que algumas vezes se tornavam inaudíveis ao público. O interessante é que algumas músicas fugiam um pouco do gênero, como em “Falling Down”, contendo algumas pitadas de britrock, mostrando que a banda tentava expandir um pouco seu som. A primeira versão de Whirpool contava com 9 músicas, mais tarde, em 2006, uma reedição foi lançada com mais músicas, completando 23 faixas em um disco duplo. Em 1993 a banda lança seu segundo trabalho, Blood Music. Dessa vez, se arriscaram em uma proposta totalmente diferente do primeiro, buscando influências em uma música mais pop que também figurava naquela época, como podemos notar nas faixas “Everytime” e “Deli“, essa segunda que flerta com o trip hop. Os singles “She’s a Vision” e “We Are the Beautiful” ganharam video clipe e receberam alguma atenção, mas nada comparado aos singles anteriores. Em 1994, encerraram suas atividades, com os integrantes assumindo outros projetos pessoais, Rowe foi tocar guitarra com o Mojave 3, Bates formou o Cuba e tocou na banda britânica de folktrônica Tunng, já Sherriff formou o Bio.com. Após isso, o único lançamento foi uma compilação lançada em 1996 sob o título Rownderbowt, com singles, lados b e raridades. Depois de longos 14 anos, o grupo se reuniu para alguns shows em 2008, menos Russell Barett que foi substituído por Greg Moore, que excursionou com a banda até 2010. Depois disso, o que reascendeu um possível novo retorno da banda foi Rowe anunciar que lançaria um disco solo, intitulado Everybody’s Thinking. O trabalho lançado em março de 2023 pela Big Potato Records, contou com a ajuda de todos os membros do Chapterhouse e teve participações de Ian McCutcheon, Hamish Brown e Neil Halstead do Slowdive. O retorno, a celebração do clássico Whirpool e o show inédito no Brasil No fim de 2025, o Slide Away Fest anunciou que a banda retornaria para uma turnê em Maio de 2026, ao lado das bandas Hum e Nothing. Aproveitando essa onda nostálgica de retomada das apresentações do grupo, uma turnê inédita na América do Sul foi anunciada com shows na Costa Rica, Brasil, Peru, Argentina, Uruguai e Chile. Nesses shows a banda irá celebrar 35 anos de seu primeiro disco Whirpool, o tocando na íntegra além de outras músicas importantes da carreira. Aqui no Brasil, a apresentação acontece no dia 21 de setembro, no Cine Joia, localizado no bairro da Liberdade. A abertura ficará por conta da banda curitibana terraplana, já bem famosa entre os fãs do gênero. O show é uma iniciativa da produtora Balaclava Records, que vêm trazendo nomes incríveis da cena alternativa, dream pop e shoegaze. Chapterhouse no Brasil Data: 29 de setembro de 2026, terça-feiraLocal: Cine JoiaPraça Carlos Gomes, 82 – LiberdadeHorários: 19h Portas / 20h terraplana / 21h ChapterhouseIngressos em: https://ingresse.com/chapterhouse-sp/ Confira o disco Whirpool:

A Flock of Seagulls vem ao Brasil pela primeira vez apresentar seu new wave

Imagem do vocalista da banda A Flock of Seagulls em preto e branco segurando um óculos amarelo

A Flock of Seagulls, uma das bandas mais reconhecidas da new wave britânica dos anos 1980, fará show único no Brasil em 7 de outubro, no Cine Joia, em São Paulo. A apresentação, realizada pela Maraty, traz ao país a banda formada em Liverpool e liderada por Mike Score, nome diretamente associado à expansão internacional do synthpop, à força dos videoclipes na cultura pop e a um repertório que atravessou gerações. A Flock of Seagulls dialogou com o pós-punk, com o synth-pop e com a new wave. Ingressos: fastix.com.br/events/a-flock-of-seagulls-em-sao-paulo Formada na virada dos anos 1970 para os anos 1980, A Flock of Seagulls surgiu em um período em que sintetizadores, guitarras com atmosfera espacial, estética futurista e linguagem audiovisual começavam a redesenhar o pop britânico. A formação clássica, com Mike Score, Ali Score, Frank Maudsley e Paul Reynolds, consolidou uma sonoridade imediatamente identificável, construída entre linhas de sintetizador, baixo pulsante, bateria direta e guitarras marcadas por eco, contenção e tensão melódica. O impacto veio logo no álbum de estreia, A Flock of Seagulls, lançado em 1982. O disco apresentou ao mundo faixas como “I Ran (So Far Away)”, “Space Age Love Song” e “D.N.A.”, que ajudaram a fixar a banda como um dos símbolos da chamada segunda invasão britânica nos Estados Unidos. Com forte circulação na MTV, “I Ran (So Far Away)” se tornou uma das músicas mais lembradas do período, não apenas pelo videoclipe e pela imagem marcante de Mike Score, mas também pela forma como aproximou guitarras, sintetizadores e apelo pop em uma mesma linguagem. A relevância da banda, porém, vai além da imagem que se tornou marca cultural dos anos 1980. “D.N.A.” rendeu ao A Flock of Seagulls o Grammy de Best Rock Instrumental Performance em 1983, reconhecimento que ajuda a dimensionar a força musical da formação original. A canção, instrumental e baseada no diálogo entre sintetizadores, baixo e guitarras, mostra uma faceta menos óbvia da banda e reforça seu lugar dentro de uma geração que ampliou o vocabulário do rock e do pop com recursos eletrônicos. Depois do sucesso do primeiro álbum, A Flock of Seagulls lançou Listen, em 1983, disco que trouxe “Wishing (If I Had a Photograph of You)”, uma de suas músicas mais importantes no Reino Unido e presença constante nas leituras retrospectivas sobre a obra da banda. Em 1984, The Story of a Young Heart ampliou esse percurso com “The More You Live, the More You Love”, faixa que também marcou a fase clássica do quarteto. A trajetória posterior teve mudanças de formação, afastamentos e retomadas, mas Mike Score manteve A Flock of Seagulls em atividade. Nos últimos anos, a banda voltou a movimentar seu catálogo com projetos orquestrais e regravações, incluindo Ascension, de 2018, registrado com a Prague Philharmonic Orchestra e com participação dos integrantes originais. Em 2021, veio String Theory, nova leitura sinfônica de faixas do repertório. O ciclo mais recente ganhou outro capítulo com Some Dreams, lançado em 2024. O disco, sexto álbum de estúdio, é o primeiro trabalho de material inédito desde 1995. A obra mantém a identidade de sintetizadores e guitarras que consagrou a banda, mas recoloca Mike Score em um contexto autoral atual, sem depender apenas da memória afetiva dos anos 1980. Pando no baixo, integrante desde 2004, Kevin Rankin na bateria, presente desde 2016, e Gord Deppe na guitarra, que entrou na formação em 2017, completam a formação que enfim estreia no Brasil. SERVIÇO A Flock of Seagulls em São Paulo Data: 7 de outubro de 2026 Local: Cine Joia Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo/SP Realização: Maraty |Turnê: Resistencia Booking Ingressos: fastix.com.br/events/a-flock-of-seagulls-em-sao-paulo

White Canyon and the 5th Dimension traz jornada ritualística em seu novo disco IV

Quando sentei pra escrever a resenha desse disco, busquei na memória a primeira vez que conheci e ouvi o White Canyon and the 5th Dimension. Isso aconteceu em 2020, naquela época estranha e desesperadora da pandemia. Em quarentena, eu buscava ao máximo ocupar minha mente no tempo livre conhecendo artistas novos e que eu nunca tinha escutado. Em algum momento, navegando pelo Last.fm (minha rede social favorita), encontrei a banda entre artistas similares. A imagem de Léo e Gabriela sentados no porta malas traseiro de um carro antigo, com uma paisagem cheia de árvores no fundo me chamou atenção. Em seguida, dei o play no disco autointitulado, e nossa, de primeira já me surpreendeu. Fazia muito tempo que eu não escutava uma banda com tamanha qualidade e fazendo esse tipo de som no Brasil. E assim, fui escutando toda a discografia, acompanhei o lançamento do incrível Gardeners of the Earth, lançado em 2023 e que até então era o melhor trabalho da dupla, mas… será que o novo disco superou? IV traduz mistérios e experiências surreais em forma de música O quarto e novo disco, intitulado IV, chegou em uma data bem simbólica pra quem acredita. Em plena sexta-feira santa, dia 03 de Abril de 2026. Com oito músicas, o trabalho foi gravado, produzido e mixado de forma totalmente independente no home estúdio da banda. Mantendo aquela pegada DIY (do it yourself, faça você mesmo), que a cena independente bem conhece. A White Canyon tem como proposta falar de assuntos como natureza, crenças e espiritualidade. São temas que rondavam seus trabalhos anteriores, e eu diria que dão muito pano pra manga. Com esse novo registro não foi diferente. IV cria um fio condutor entre um conceito criado na Grécia antiga, que fala sobre a representação da vida através dos quatro elementos terra (estrutural), água (emocional), fogo (energético) e ar(mental) e as experiências, mistérios e energias ocultas oriundas da cidade de São Tomé das Letras, em Minas Gerais. Esse é um papo profundo, e que talvez você tenha ouvido falar de forma rasa, eu me incluo nisso. A faixa que abre o disco é “Silver Womb”, sua sonoridade cadenciada é repleta de mistério, que pode ser notado nos vocais conduzidos por Léo e Gabriela em conjunto com os riffs hipnóticos de guitarra que preenchem a sonoridade, abrindo o trabalho lindamente. Em seguida, “Gravestone Lips” busca uma dinâmica mais “agressiva”, onde as guitarras tomam mais forma, a bateria segue um ritmo mais veloz e tribal, trazendo o ouvinte para uma jornada ao oculto de forma mais intensa. “Where the Dreamers Go” é uma das favoritas, a experiência aqui é surreal. Eu diria que essa é pra botar os fones de ouvido e fazer aquela caminhada sem rumo, só sentindo a música. O desenvolver da faixa vai de riffs desérticos e bateria quase que em loop, mas aos poucos um clima vai sendo construído e logo, você é surpreendido com paisagens sonoras que fazem os pelinhos do braço levantarem, são paredes de guitarra que vão ecoando, assim como um mantra. O primeiro single que deu um gosto do que viria nesse trabalho foi a incrível “Flesh and Bones”, ela passeia pela onda do pós-punk. Os sintetizadores abusam do clima soturno, assim como a bateria, baixo e guitarra evocam a fase mais dark do The Cure em Pornography. Ainda assim, conseguem conectar esse lado sombrio com uma boa dose de melodias, tornando a atmosfera emocional e bonita. “Alumia Part I” funciona como um interlúdio, nela ouvimos um homem narrando sua experiência com duas criaturas desconhecidas, retomando as lendas em torno de OVNI’s, fato que torna a montanhosa São Tomé das Letras como cidade misteriosa e envolta por energias que nunca puderam ser explicadas. A faixa anterior desemboca em “Alumia Part II”, e posso elegê-la como uma das melhores, um feito interessante é que ela é cantada em português, algo não muito comum em composições da banda. Gabriela tira de letra, com muita personalidade ela consegue encaixar sua voz em um instrumental que busca um tom de brasilidade, nos conectando ainda mais com a proposta do disco como um todo. Vale uma menção honrosa a um amigo da banda (Martin Ludl) que gravou algumas linhas de saxofone para a música, enriquecendo ainda mais sua aura. “River Song” surge como um respiro para uma jornada que vai chegando ao fim, sua sonoridade mais experimental mantém um clima ameno, delicado e contemplativo, sem passar despercebida. De repente, um clima noire se instala com “Wicked Eyes”, faixa que fecha o trabalho. Aqui ainda temos tempo para viajar um pouco mais nas linhas psicodélicas que são criadas entre a dualidade de guitarras que dividem o mesmo espaço. Uma ótima maneira de fechar um disco que já figura entre os melhores do ano. Acompanhe o White Canyon and the 5th Dimension nas redes sociais: Instagram | Bandcamp | Youtube | Spotify Confira o disco IV: * Confira outras resenhas aqui.

Midnight Soup Opera busca inspirações no emo e shoegaze para falar de emoções em novo EP

Uma grata surpresa disponta em ascensão na cena independente brasileira. O Midnight Soup Opera surgiu em 2023 e é liderado pelo musico baiano Joshua Cotrim, hoje residente em Aracaju, Sergipe. O projeto vem com a proposta de usar a música pra falar sobre temas confessionais e profundos como a solidão, melancolia, identidade de gênero e resistência. Assuntos como esses demandam uma atmosfera que se conecte com os ouvintes, que mostre intensidade, beleza e uma boa dose de melodias. E, já posso garantir que isso o novo EP da banda tem de sobra. A jornada do projeto teve início em 2024, com o lançamento da faixa “Heaven is a Place”. A estreia foi um ponto importante para inserção na cena independente como um todo, e hoje acumula cerca de 40 mil plays nas plataformas digitais. No mesmo ano, outras músicas foram lançadas. “Goodbye Mom, I Love You/6th Grade” mantiveram a estética proposta de tratar temas pessoais envoltos por uma música densa e que encontra beleza na melancolia. O Midnight Soup Opera dividiu palco com artistas importantes para o nicho da música independente, nomes como: Bella e o Olmo da Bruxa, Chococorn and the Sugarcanes e Quarto Vazio. O EP de estreia explora nuances da sonoridade noventista O EP batizado de Midnight Soup Opera, bebe da sonoridade dos anos 90, explorando atmosferas de gêneros como shoegaze, emo e indie, de artistas que vão de Pixies, Slowdive ao The Smashing Pumpkins. É notória a boa mistura de melodias, guitarras mais barulhentas e aquela melancolia de se trancar no quarto, colocar os fones de ouvido e sentir emoções intensas. A produção do disco mantém uma atmosfera lo-fi e introspectiva, feita de forma sincera que dá uma encorpada na sonoridade, sem abrir mão da qualidade. A faixa que abre o trabalho é “William”, com riffs bem melódicos de início e um refrão pegajoso, emocional, evocando nostalgia e trazendo aquela vibe indie dos anos 90, num dueto bem bonito de vozes. Em seguida, “Pretty” busca uma atmosfera mais shoegaze, cadenciada, com camadas de guitarra derretendo ao fundo e um violão mais singelo de acompanhamento. Os vocais vão ecoando, mesmo que quase inaudíveis, eles completam a experiência e são a marca do gênero Em “Shrek 2” notamos uma direção diferente, uma vibe mais próxima de um Sonic Youth. Riffs mais elétricos e dentro da esfera do rock alternativo, ela mostra uma expansão do som. Mantendo a qualidade, a ótima “I Don’t Dream” lembra algo do Pixies. Com guitarras mais presentes, sem se preocupar tanto com riffs mais complexos, claramente uma influência noventista. Mais uma vez, pisamos em outros territórios. Em “Special“, temos algo do emo e shoegaze misturados. Acontece que as guitarras assumem outra dinâmica. Entre riffs mais rápidos e boas melodias, ela não deixa de lado o reverb e distorções que a gente já conhece e ama. Chegamos ao fim com “If I Could End”. Aqui ouvimos guitarras mais estridentes e um dueto de vozes que lembra um pouco MBV (My Bloody Valentine). Acho essencial destacar o quanto os vocais carregam uma melodia importante para encorpar a sonoridade. Por fim, fica uma boa sensação de que nomes muito bons estão surgindo na cena nacional. Com qualidade e explorando sonoridades diversas, saindo do eixo São Paulo/Rio. E se você é uma daquelas pessoas que reclamam que não existe música boa no Brasil, procure explorar mais. Com certeza você vai encontrar bandas incríveis, nomes cheios de potencial, assim como o Midnight Soup Opera. Vale lembrar que isso ajuda artistas novos a expandirem seu som para mais pessoas! Acompanhe o Midnight Soup Opera nas redes: Bandcamp | Spotify | Youtube | Instagram Confira o EP Midnight Soup Opera:

White Canyon and the 5th Dimension lança “Flesh and Bones” e revela sonoridade do próximo disco

Imagem de dois integrantes da banda White Canyon and the 5th Dimension em frente a uma sepultura

Um dos nomes mais brilhantes do rock psicodélico brasileiro acaba de lançar música nova. A faixa “Flesh and Bones” saiu no dia 2 de março, é o primeiro mergulho no próximo disco da banda, intitulado IV, com lançamento previsto para o mês que vem. Direto da mística São Thomé das Letras (MG), o duo formado por Gabriela Zaith (voz e teclados) e Leo Zaith (voz e guitarras), acompanhados ao vivo por Rafael Collovati (baixo) e Ana Zumpano (bateria), mostra por que já são referência no gênero. Desde 2018, a dupla constrói uma sonoridade que mistura o rock psicodélico, pós punk e camadas de shoegaze, guiados por um universo esotérico e espiritual que vem das montanhas mineiras. Flesh and Bones mergulha em um universo misterioso, sombrio e bonito “Flesh and Bones” abre os caminhos para o novo disco que chega em abril. Logo nos primeiros segundos, a faixa mergulha em uma atmosfera sombria, cheia de sintetizadores que evocam aquela fase dark do The Cure em Pornography. A bateria cadenciada e as guitarras mergulham no shoegaze e mantém aquela atmosfera psicodélica que já é marca do grupo. Os vocais entre Gabriela e Léo trazem um equilíbrio perfeito, um clima ameno que guia o ouvinte para uma jornada sonora misteriosa. O tipo de música pra contemplar, daquelas que a gente nem vê o tempo passando. Destaque para os solos de guitarra, que ecoam de forma hipnotizante e te carregam pra dentro da música. Confira o visualizer criado para o novo single “Flesh and Bones”: O próximo disco intitulado IV chega em 3 de abril, com oito músicas que prometem mergulhar em camadas densas e hipnóticas. O conceito vem com os quatro elementos (terra, água, fogo e ar), o trabalho foi gravado em 2025 no home estúdio da banda e produzido de forma totalmente independente. Se você quer experienciar a música do White Canyon and the 5th Dimension, no dia 10 de abril acontece em São Paulo, no Cineclube Cortina o evento São Paulo Psych Fest, que traz nessa edição as bandas: Bike, Firefriend e o White Canyon and the Fifth Dimension. Essa é a sua chance de conferir o novo disco, visto que a banda se apresenta poucas vezes ao vivo, com certeza você não sairá a mesma pessoa desse evento. Acompanhe a banda nas redes sociais: Instagram | Bandcamp | Facebook

6 artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2026

Fala, pessoal! Podemos dizer que agora o ano, de fato, começou? Fizemos uma listinha responsa (de muitas que virão) com 6 artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2026. Tem pra todos os gostos, indie rock, hardcore, pop e trap, queremos tentar ao máximo apresentar e falar de artistas de todo o país por aqui, e que achamos que você deveria conhecer e acompanhar. Depois conta pra gente o que achou, hein! Budang Budang é um quarteto catarinense e mostrou a que veio no seu debut Magia, lançado em 2025. Com um harcore punk explosivo pesado, a banda prova que o som nacional está em outro nível, com produção impecável e visuais absurdos, deixando muito gringo no chinelo. Prepare os ouvidos que é pedrada! Escute as faixas ”Budongól”, ”Magia” e ”Deixa Quieto”. Instagram | Youtube | Spotify Tela Azzu Tela Azzu é uma banda de João Pessoa que faz parte de um gênero batizado de Rock Troncho, que nada mais é do que uma mistura de elementos da estética musical e visual paraibana. O lançamento mais recente deles é o EP Pedra, que traz cinco faixas mesclando elementos da psicodelia, jazz e música paraibana. As letras falam sobre existencialismo, memória e a vida cotidiana atual. Escute as faixas: “Por Questões de Medo e Ansiedade” e ”Chefão”. Instagram | Youtube | Bandcamp Briê Como sempre, Pernambuco nos mostrando artistas incríveis, dessa vez vamos conhecer a Briê. Cantora e compositora que traz para a música a potência de suas vivências com ancestralidade negra e maternidade. Em 2025 ela lançou seu primeiro EP Insana, com uma produção belíssima e visuais lindos, as cinco músicas do trabalho exploram sonoridades urbanas como brega, pop, reggae e funk. Escute “Mel” e “Insana”. Instagram | Youtube | Spotify Bitucas Diretamente de Vitória, esse quarteto capixaba chega com um EP ao vivo e dois singles em sua bagagem. A sonoridade é um indie rock abrasileirado, que parte de melodias leves e bonitas, sem deixar de lado a intensidade e a entrega. É aquele tipo de som que te abraça, mas também sacode. Fiquem de olhos nelas! Escute as faixas: “Maremoto” e “A Carta que eu Mandei”. Instagram | Youtube | Spotify Shitiago Desde 2021, Shitiago une música e artes visuais em um projeto multifacetado. Como cantor e produtor, ele desafia rótulos ao transitar entre o trap, o rock e o eletrônico, transformando observações sociais e experiências do dia a dia em singles potentes. Se você curte um som fora da caixinha, então vale acompanhar seus lançamentos. Instagram | Youtube | Spotify Marina Mole Poeta, jornalista, artista visual, cantora e compositora, Marina Milhomem lidera a persona Marina Mole. Sua estreia veio com o primeiro disco “Perdi as Track Só Tem Demo”, lançado em 2022 pelo selo Seloki Records. O disco traz um climinha lo-fi bem gostoso, com bastante presença de guitarras, sintetizadores, beats e letras sobre ansiedade, amores e o cotidiano. Escute: “Dream Brega” e “Fim do Túnel”. Instagram | Youtube | Spotify

Lançamentos de shoegaze em 2026

Gosta de shoegaze? Então essa dica é pra você! Separamos cinco lançamentos de shoegaze em 2026, esses discos acabaram de sair no comecinho do ano e merecem uma escutada. Synx – Desaguar No EP Desaguar, a banda goiana Synx faz um shoegaze com mais corpo e personalidade. A sonoridade vai além do tradicional que conhecemos, misturando guitarras ruidosas e texturas que criam uma atmosfera densa e profunda, o destaque está também nos vocais revezados entre Renata, Matheus e Pedro. Escute as faixas: ”Janeiro” e “Desaguar”. Instagram | X (Twitter) Loveseeker – SUMMERGAZE Os canadenses do Loveseeker criam paisagens sonoras feitas de pura nostalgia em SUMMERGAZE. O som do grupo têm guitarras psicodélicas e muito reverb, unindo aquele movimento clássico do shoegaze com pitadas de leveza do dream pop, revelando músicas que ficam ecoando na cabeça. Escute as faixas: ”sunburn” e ”eyedrops”. Instagram | Bandcamp Rocket Rules – Dearden’s Garden O belo Dearden’s Number é o disco de estreia dos australianos do Rocket Rules, aqui eles exploram um lado mais leve e sonhador. O contraste fica entre os vocais doces que flutuam com boas doses de guitarras barulhentas e aquelas paredes sonoras típicas do gênero, um equilíbrio perfeito entre algo mais suave e intenso. Escute as faixas: ”Triptoe” e ”Chapel St”. Instagram | Bandcamp Melting Palms – Head in the Clouds Em Head in the Clouds, a banda alemã Melting Palms apresenta uma mistura certeira de shoegaze, pós-rock e indie rock. Com uma produção de primeira, o EP é recheado de guitarras bem trabalhadas que alternam momentos emotivas e explosões ruidosas. Um disco bonito, equilibrado e na dosagem certa. Escute as faixas: ”Stargazing” e ”Maze”. Instagram | Bandcamp Waterproof Goldstar – CANYON FLOURISH TOWN Não se deixe enganar pela arte da capa com estética anos 2000, o Waterproof Goldstar entrega exatamente o que os fãs de shoegaze raíz gostam. Com uma gravação que reforça aquela vibe lo-fi, as 9 músicas resgatam atmosferas bem barulhentas, com riffs dissonantes e espaço para melodias bonitas. Escute as faixas: ”uranium flavored paint” e ”walking on a parachute”. Instagram | Bandcamp

Cat Lover traz energia juvenil e alma noventista em Active Life

Sabe aquela nostalgia crua dos anos 90? Guitarras saturadas, vocais rasgados e uma honestidade que vibra na caixa de som? Ahh que saudade! Hoje vamos falar de uma banda nova e que acabou de lançar disco, a Cat Lover. Com origem na cidade de Itajubá (Minas Gerais), Cat Lover é o projeto liderado pelo jovem multi-instrumentista Mateus Rennó (Matt). Nessa nova fase, a banda ganha corpo com a chegada de outros integrantes: Adinan, Juliana e Helena. As influências do grupo passeiam pela safra de bandas do anos 90, nomes como Radiohead, Pixies, Nirvana até nomes nacionais de destaque, como o Chococorn and the Sugarcanes. Active Life busca o contraste entre os ruídos e a emoção Lançado em 24 de janeiro, o disco de estreia, Active Life, mergulha em 11 faixas que trazem equilíbrio no barulho e sensibilidade. As composições trazem temáticas profundas, atuais e que passeiam por diversas gerações como ansiedade, amor, depressão e bullying. O trunfo desse trabalho fica por conta de sua construção. Gravado de forma totalmente independente, naquela pegada caseira de gravação em casa, num espírito DIY, sem abrir mão da qualidade. Na verdade, parece que isso traz um sabor a mais para as músicas, um espírito livre, jovem e que busca dialogar com seu público. Falando em sonoridade, as músicas conectam as guitarras barulhentas aos riffs melódicos, como na faixa “In the Lights Sets“, que é preenchida por uma boa dose de guitarras que vão dando espaço para aquelas linhas de baixo bem na pegada Pixies, acompanhadas dos vocais desajeitados e roucos de Matt, que são marca desse tipo de som. Outro destaque fica por conta de “Carinosa”, que entra de cabeça na atmosfera noventista. Ela traz um pouco mais de melodias sem deixar as guitarras sujas de lado. Os refrões vão evocando “Carinosa, carinosa, carinosa, carinosa…” até explodir em seu instrumental. Outro momento de pura nostalgia é a faixa “No One Else Besides You”. A música aposta em uma atmosfera de balada melancólica. Começando com riffs acústicos que se fundem a linhas de guitarras bem construídas, entregando também passagens bem melódicas. Em “Silver & Nickel” o grupo evoca a energia do grunge. Enquanto o baixo ganha mais destaque e divide espaço com linhas de guitarra mais simples, o refrão é tomado por ruídos bem encaixados. Vale destacar os vocais, que tem uma energia ríspida que combina com essa proposta. Se você gosta desse tipo de som, urgente, intenso, daqueles que seu melhor amigo te presentearia com uma fita cassete (olha que nostálgico), mas que traz dilemas das últimas décadas, então você precisa escutar a Cat Lover. Mas olha, não espere faixas rápidas de 2min feitas pra redes sociais e tik tok, aqui o foco é a música de verdade, pegue seus fones e escute na boa, com calma. 🙂 Confira o disco Active Life: Acompanhe a Cat Lover nas redes sociais: Tiktok | Youtube | Instagram | Soundcloud

Lucifer, grande nome do occult rock retorna ao Brasil para 8 shows

Lucifer

A banda de occult rock Lucifer retorna ao Brasil em abril para oito apresentações como parte de um novo giro pela América do Sul, que também inclui Argentina e no Chile. A turnê volta a divulgar o quinto álbum de estúdio, Lucifer V. A realização é da Xaninho Discos. A passagem pelo país tem como ponto alto a participação do Lucifer no Festival Bangers Open Air, em São Paulo, no dia 25 de abril, um dos principais eventos dedicados ao rock e ao heavy metal no Brasil. Além disso, o grupo confirmou um show extra e solo na capital paulista, no dia 29 de abril, no Hangar 110. A turnê também inclui shows em Brasília (16/04, Infinu), Curitiba (18/04, Basement Cultural), Florianópolis (19/04, Célula Showcase), Porto Alegre (20/04, Espaço Marin), Rio de Janeiro (26/04, Experience Music) e Belo Horizonte (28/04, Mister Rock). Formado em 2014, o Lucifer se estabeleceu como um dos principais nomes do hard rock e do occult rock contemporâneo ao retomar referências diretas do rock pesado dos anos 1970, com influência clara de bandas como Black Sabbath, Pentagram e Coven. A identidade do grupo é conduzida pela vocalista e compositora Johanna Sadonis, responsável pela direção estética, lírica e conceitual do projeto desde o início. A banda que a acompanhará nesta turnê pela América do Sul será revelada em breve. Ao longo da última década, a banda construiu uma discografia coesa e reconhecível, baseada em riffs clássicos, estruturas diretas e uma abordagem ritualística tanto em estúdio quanto no palco. Lançado em janeiro de 2024 pela Nuclear Blast Records, Lucifer V marca um ponto de síntese na trajetória do grupo. O disco aprofunda a linguagem desenvolvida nos trabalhos anteriores e apresenta canções mais concisas, com foco em dinâmica, melodia e peso equilibrado. As letras abordam temas recorrentes no universo da banda, como mortalidade, perda, desejo e espiritualidade, sempre ancoradas em narrativas pessoais e simbólicas. Faixas como “Fallen Angel”, “At the Mortuary” e “Maculate Heart” passaram a ocupar posição central nos shows recentes. A turnê de divulgação de Lucifer V incluiu apresentações em festivais de grande porte e casas tradicionais na Europa e na América do Norte. Shows no Hellfest, no Wacken Open Air e no Psycho Las Vegas se destacaram pela resposta do público e pela solidez da performance ao vivo. Ao longo da última década, o Lucifer acumulou reconhecimento institucional e editorial dentro do circuito do rock pesado. A banda recebeu duas indicações ao Swedish Grammy na categoria Melhor Álbum de Hardrock/Metal, além de uma indicação ao Swedish Radio Award P3, premiação ligada à principal emissora pública de rádio da Suécia. Também foi indicado ao GAFFA Awards, prêmio organizado pela revista homônima com foco em rock e música alternativa no norte da Europa. Ainda no início da carreira, o Lucifer estampou a capa da revista norte-americana Decibel antes do lançamento de seu primeiro álbum, um indicativo da atenção da imprensa especializada internacional desde os primeiros anos de atividade. Com uma década de atividade, cinco discos lançados e presença constante em turnês internacionais, o Lucifer volta à América do Sul no ápice da maturidade artística, com identidade bem definida e conquistando públicos de diversos subgêneros do rock e do heavy metal. SERVIÇO Lucifer | South America 2026 16.04 • Brasilia, Infinu Ingresso: shotgun.live +++ 18.04 • Curitiba, Basement Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Curitiba-18 +++ 19.04 • Florianópolis, Célula showcase Ingresso: https://101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Florianopolis-19 +++ 20.04 • Porto Alegre, Espaço Marin Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Porto-Alegre-20 +++ 22.04 |Buenos Aires, Argentina, Uniclub Ingresso: alpogo.com +++ 23.04 | Santiago, Chile, Rbx Club Ingresso: em breve +++ 25.04 | São Paulo, Festival Bangers open Air Ingresso: clubedoingresso.com/evento/bangersopenairbrasil2026 +++ 26.04 | Rio de Janeiro, Experience Music Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-no-Rio-de-Janeiro-26 +++ 28.04 | Belo Horizonte, Mister Rock Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Belo-Horizonte-28 +++ 29.04 | São Paulo, Hangar 110 Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/LUCIFER-em-SAO-PAULO-SIDE-SHOW-BANGERS-OPEN-AIR-29

Rebobinados | Falando sobre música alternativa desde 2017.