Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Acta Obscura, novo disco do This Lonely Crowd imerge em um mundo de poemas, criaturas, peso e melodias

Acta Obscura é o novo disco da This Lonely Crowd, mas antes, vamos falar um pouco sobre a história da banda. Tudo começou em 2009, quando o quinteto de Curitiba se juntou para compor músicas com temáticas que exploram obras literárias, sejam elas poesias, cantigas ou contos de fadas. Em 2010 lançaram nada menos do que três EP’s via Sinewave records, são eles: An Endless Moment Everyday All the Time, EPhemeris e Entangled Chaos, com uma sonoridade influenciada por gêneros como o post-rock, heavy metal, pop e shoegaze, trazendo dissonâncias, peso e melodias que nos remetem a uma fusão de bandas como Slowdive, The Smashing Pumpkins e até Napalm Death. Desde aí o This Lonely Crowd  já sabia a receita certa parar criar suas músicas, com adaptações para obras maravilhosas como Tinkerbell (Sininho, em português), Irmãos Grimm, A Fantástica Fábrica de Chocolates ou poemas de escritores como Lewis Carroll, William Blake e Emily Dickinson. A banda dá vida (musicalmente falando) à obras que estiveram adormecidas ou não descobertas, em 2011 lançaram o seu primeiro disco cheio, o belo e barulhento Some Kind of Pareidolia, repleto de ótimas músicas na qual uma delas ganhou vídeo, Spotty Powder. Até agora são seis discos, uma coletânea que inclusive traz ótimas sobras de estúdio, músicas ao vivo e dois covers adoráveis de Everything Counts do Depeche Mode e Lucid Fairytale do Napalm Death e três EP’s mencionados acima. O TLC é sem dúvida uma banda muito produtiva, e claro, muito criativa. Todos os seus discos são uma imersão em um mundo paralelo de histórias e criaturas, que se desdobram em climas mais nostálgicos e melódicos ou agressivos, seus integrantes usam codinomes a cada disco, dessa vez temos Ludo (guitarra), Bonifuzz (guitarra), Trushbeard I (bateria), Rainha Branca (baixo, vocal) e Fizzgig (guitarra, vocal). Assim caminha Acta Obscura, seu novo trabalho, onde continuam uma jornada afim de personificar poemas de Lewis Carroll e também muitos outros de autoria desconhecida. Produzido pelo baterista Trushbeard I, gravado nos estúdios O.R.T.A em Curitiba, conta ainda com a participação de Régis Garcia e Mônica da banda The Sorry Shop na faixa Amálgama. Aproveitando o lançamento batemos um papo com a banda, que nos contou um pouco sobre as composições, carreira e também o conceito do disco. As portas estão abertas, bem vindos ao universo de Acta Obscura! Vamos começar falando sobre o processo de composição, desde os primeiros lançamentos vocês compõem músicas influenciadas por obras literárias e gêneros diversos. Como funciona o processo de criação na hora de conectar esses dois campos? Fizzgig: isso acaba variando um pouquinho em cada disco. Em geral, a gente primeiro pensa no tema, que pode vir de uma obra, ou de um autor, ou de um estilo inusitado. Com o tema, a gente seleciona dentro das coisas que gostamos de ler: literatura fantástica, poesia. Daí depois a gente cruza essa seleção com o que quisermos passar no disco. No Acta a gente queria um som entre o Fleetwood Mac de 1975-1976 com Cannibal Corpse!! Daí pra sair isso é uma outra história…mas fica servindo como guia e a gente vai se inspirando e desenrolando a coisa. Rainha Branca: O tema vai sendo modelado desse jeito. Vamos selecionando as passagens, compondo, colando as partes, encaixando etc…tem meio que uma fórmula nossa, que a gente sempre muda pra não repetir tanto! Acta Obscura é o sexto disco de estúdio da banda, o que podem nos contar sobre a escolha do título e o conceito? Fizzgig: queríamos um disco voltando mais uma vez ao Lewis Carroll. Ou seja: poesia absurda, non-sense. Boa parte das letras são poemas anônimos de livros com mais de duzentos, trezentos anos e são simplesmente fantásticos. Com uma temática tão volátil, é fácil ir da barulheira para o leve, é mais simples se inspirar. ‘Acta’ remete à revistas de publicação científica; ‘Obscura’ combina com a gente, das profundezas do subterrâneo do rock. Ludo: até rolou dois títulos diferentes. O outro vamos usar pro PRÓXIMO disco. Dessa vez a arte da capa foi criada por outra artista, como chegaram até ela? Fizzgig: a Vassilissa é uma jovem e talentosa desenhista francesa especializada em fantasia. Caímos nos desenhos dela pela internet afora, com ilustrações para role playing games e, em preto e branco, as imagens soaram exatamente como nossas músicas e temas. Um dos primeiros desenhos dela foi aquele dos servos em posição fetal rodeados por uma coroa de galhos e, poxa, aquilo é lindo demais. Imagino que pra ela desenvolver a arte tenha sido moleza, por já ser muito familiarizada com esse mundo de fábulas. Bonifuzz: Foi legal que variamos também a arte! O Julian Fisch sempre trabalhou com fotos ou imagens abstratas. Agora tivemos um disco com uma capa desenhada em preto e branco! Nos últimos trabalhos vocês tem trazido influências nacionais, seja em títulos em português ou cantando como nas faixas Daguerreotypes e também Voynich Decoded, que é uma adaptação para a música “Elefante” de Robertinho do Recife. Como foi feita a escolha, foi difícil adaptar a sonoridade da banda às letras? De onde vem as letras de Daguerreotypes? Fizzgig: minha primeira guitarra foi uma flying V, que ainda tenho, por causa de 1. rock pesado/heavy metal e 2. por causa do clipe da música “O Elefante”, acho que de 1982, que eu via passar quando criança. Eu achava aquilo maravilhoso, o riff inicial, a letra amalucada, a Emilinha cantando e tocando em uma Flying V, revesando com as crianças, enquanto o Robertinho do Recife fazia pose. É um marco para a minha paixão pela música. Como a gente não quis tocar uma cover, reinterpretamos para uma instrumental totalmente nova. Fica como nossa homenagem modesta para eles. Adaptar a letra foi moleza porque é exatamente como nos sentimos. Rainha Branca: Daguerreotypes tem uma letra que é uma poesia que o meu pai aprendeu quando criança. Daí ele cantava de brincadeira para mim quando eu era pequena. E não tem sentido nenhum, são versos divertidíssimos. Falando sobre contos de fada, na sua opinião qual a importância dessas histórias? Vocês acham que as novas gerações estão

O My Bloody Valentine está voltando e… com música nova!

O Meltdown Festival 2018 foi provavelmente um dos festivais com o melhor line-up que você já viu, ninguém menos que Robert Smith (The Cure) ficou a cargo da curadoria. Ele escolheu todos os artistas que formaram a escalação durante os dias 15 a 26 de junho em Londres no Southbank Centre. Entre os nomes estão Nine Inch Nails, Deftones, The Church, Alcest, The Twilight Sad e muito mais… Um dos destaques com certeza ficou por conta dos irlandeses do My Bloody Valentine. A banda ícone do shoegaze que estava longe dos palcos há alguns anos desde o lançamento do último disco MBV de 2013, fez um set maravilhoso onde apresentaram músicas de todos os discos, inclusive What You Want do famoso Loveless que não vinham tocando há muito tempo. E a melhor parte foi que ainda mostraram com exclusividade uma música nova, que provavelmente fará parte do próximo disco que ainda não tem data de lançamento confirmada. Confira abaixo os vídeos dessa apresentação: Only Shallow Nothing Much to Loose Cigarette In Your Bed Música nova Setlist: I Only SaidWhen You SleepNew You(New Song)You Never ShouldHoney PowerCigarette in Your BedOnly TomorrowCome in AloneOnly ShallowWhat You WantNothing Much to LoseWho Sees YouTo Here Knows WhenSlowSoonWonder 2Feed Me With Your KissYou Made Me Realise

Silva mais brasileiro que nunca em seu novo disco

Depois de quase três anos desde seu terceiro disco Júpiter, lançado em 2015, e de uma turnê extensa cantando Marisa Monte, que inclusive rendeu dois discos, um com versões de estúdio e ao vivo, o capixaba Silva lança ‘Brasileiro‘, seu tão aguardado novo trabalho. A estética visual traz cenários suburbanos, natureza e simplicidade, que se encaixam perfeitamente ao título. Sobre a sonoridade, aqui Silva deixa de lado seus sintetizadores, batidas eletrônicas e guitarras e incorpora nas composições elementos mais orgânicos. A primeira faixa ‘Nada Será Mais Como Era Antes’ já abre o disco com sons de percussão, bem ao estilo carnaval, mas aqui ainda ouvimos um pouco de sintetizadores e piano, como se essa fosse uma conexão saindo da antiga sonoridade para a nova proposta do disco. ‘A Cor é Rosa’ é o primeiro single, é pegajosa, leve, com um groove de baixo bem gostoso e vocais suaves como só o Silva consegue fazer, aqui também temos instrumentos mais bem explorados como sax, percussão e palmas que dão um clima bem brasileiro a música. ‘Duas da Tarde’ segue um estilo bem bossa nova, violão dedilhado bem suave e um baixo discreto. Até aqui já da pra notar o quanto as coisas mudaram se comparado aos discos anteriores. Na quarta faixa ‘Cajú’, podemos destacar os backing vocals, o sax e novamente as batidas eletrônicas que deram lugar às percussões, tornando as composições mais orgânicas. Uma das parcerias mais aguardadas está na próxima música, ‘Fica Tudo Bem’, com a participação de Anitta, a faixa começa com tamanha sutileza, o violão acompanha as vozes que entram em perfeita sintonia e criam aquele clima de calmaria, pena ser tão curta, pois ficou um gosto de quero mais. ‘Let Me Say’ traz de volta algo do Silva antigo, mas com uma pitada nova, aqui a levada da bateria nos remete ao baião, ela é embalada pelo samba da instrumental ‘Sapucaia’. Em seguida ‘Prova dos Nove’ tem uma linha calcada no samba mas bem cadenciada, trazendo de volta uma calmaria. ‘Palmeira’ é mais uma faixa instrumental, dessa vez só no piano, porém bem curtinha e singelamente abre caminho para ‘Milhões de Vozes’, e é claro que preciso demonstrar aqui todo o amor que tenho por ela, que música! Primeiro que a letra é tão atual, ela fala muito por nós: ” Tanta implicância, que só quer se amplificar, tanta ignorância, ansiando se mostrar… ” e diga-se de passagem que Silva só na voz e violão é uma das coisas mais maravilhosas, ainda mais com um backing vocal tão lindo e delicado desses. Não menos querida, temos ‘Ela Voa’, outra música que destaco como uma das melhores do disco, ela nos lembra facilmente algumas canções do debut Claridão (2012), com a volta dos sintetizadores, piano e uma batida eletrônica de leve. Como tudo o que é bom dura pouco, temos as duas últimas músicas que fecham o disco, ‘Guerra de Amor’, também segue a linha bossa nova e não traz muita novidade, já ‘Brasil, Brasil’ entra com clima de encerramento, a letra enaltece o país de forma bonita em um musicalidade minimalista com apenas vocal, palmas, percussão e um synth de fundo. Se no início de sua carreira Silva trazia uma musicalidade mais moderna, aqui ele tenta se reinventar e dar destaque as suas raízes mais brasileiras, com uma mistura de estilos, da MPB, passando pelo samba e baião, sem deixar de lado sua essência. Talvez daqui há alguns anos esse seja um cult ou não, isso só o tempo dirá. Escute Brasileiro no Spotify:

Drab Majesty apresenta seu som gótico nostálgico em São Paulo

O Drab Majesty foi formado em 2011 em Los Angeles, Califórnia, por Andrew Clinco, que anteriormente foi baterista do Marriages, banda de post-rock que conta também com Emma Ruth Rundle. Nesse projeto Andrew encarna seu alter ego Deb DeMure, um personagem andrógino com um visual meio gótico futurista, e assim também caminha a proposta da sonoridade que traz batidas dançantes e típicas do New Wave dos anos 80, acompanhadas das guitarras nostálgicas do Shoegaze e Post-punk. O primeiro disco do Drab Majesty, Careless foi lançado em 2015, assim que assinaram com a gravadora Dias Records, logo receberam grande atenção por parte das mídias e fãs desse tipo de música, antes disso apenas uma fita cassete intitulada Unarian Dances havia sido lançada com apenas 100 cópias distribuídas, quando ainda faziam parte da gravadora Lolipop Records. Ainda em 2016, saíram em turnê com as bandas Charnier e True Widow pelos EUA, além de tocarem também com o grande Clan Of Xymox. Já em 2017, a turnê continuou a todo vapor dessa vez ao lado do Cold Cave e King Dude, para o lançamento do segundo disco The Demonstration, esse que alavancou mais a carreira da banda internacionalmente. Em 2018 continuaram com uma série de shows pelo mundo divulgando o recente disco e felizmente e para a surpresa dos fãs, foi fechada uma turnê na América do Sul, que passou por Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil. Os responsáveis pela vinda do Drab Majesty ao nosso país foram a produtora Casa del Puente Discos e o conhecido Madame Club, onde foi realizado o show no domingo dia 10 de junho ao lado também das bandas Fronte Violeta, Anvil FX, Altocamet e Acavernus. Inicialmente a entrada estava programada para 20h00, em um domingo tranquilo onde a temperatura estava amena e não foi desculpa para ficar em casa, ainda mais com um ingresso a R$30 reais, um preço desses nos dias de hoje é valioso. Pois bem, a fila já estava grande em frente a casa, o que de certa forma já deixou muitos ansiosos por conta do atraso, mais ou menos às 20h40 a entrada foi liberada (lembrando que 21h00 era o início do show da segunda banda da noite). Ao entrar, o lounge estava bloqueado para a organização dos shows principais, então caí direto no porão, onde ocorreria o primeiro show da noite com o Fronte Violeta, projeto de Carla Boregas (Rakta) e Anelena. Pouco depois das 21h a apresentação começou enquanto muitos ainda entravam na casa, a sonoridade da dupla é um noise industrial bem caótico e às vezes dançante, a apresentação durou cera de 30 minutos. Em seguida, uma pausa de pouco mais de 30 minutos, a pista de dança foi liberada e algumas pessoas (inclusive eu) dançaram ao som de The Sisters Of Mercy, The Mission entre outros. Anvil FX (Biba, Juliana R e Paulo Beto) A próxima banda da noite era o Anvil FX, nesse momento havia ainda uma banda argentina chamada Altocamet que se apresentaria no palco principal, no lounge da casa, pois bem, a minha vontade em assistir o Anvil FX era maior então fiquei por ali mesmo. O público tímido foi chegando aos poucos, mas encheu bem o local, enquanto isso se não me engano, a banda argentina já estava se apresentando simultaneamente. Para a minha surpresa o público ali embaixo era de respeito, e diga-se de passagem que o trio formado por Biba (vocal), Paulo Beto (sintetizadores) e Juliana R (sintetizador) fez uma ótima apresentação. A galera dançou e enlouqueceu em seu som influenciado por post-punk e minimal synth, além de músicas do último disco Prova de Biologia (2015), rolou um tributo maravilhoso de Discipline do Throbbing Gristle. Pouco antes do show acabar eu resolvi subir para ver o que estava rolando, afinal faltavam poucos minutos para as 23h00 e o Drab Majesty ainda não tinha entrado no palco (aliás nem teve palco, o que prejudicou totalmente a visão de todos que tentavam achar um lugar melhor para ver a banda). Drab Majesty entrou por volta de 23h10, e eu sinceramente não conseguia ver nada, apenas cabeças e celulares mirados, muita fumaça e um ambiente quente. Eis que abriram o set com a conhecida Dot in the Sky, a empolgação do público não foi muito calorosa, talvez porque muitos não conheciam ou porque não estavam afim devido as condições em que o show estava sendo realizado. (Drab Majesty ao vivo no Madame em São Paulo) Em seguida rolaram ainda 39 by Design e Kissing the Ground do disco The Demonstration, a visão ainda era horrível, o som também, muita fumaça, muito calor, pessoas subindo nos sofás e em todas as partes para tentar ter uma visão melhor. Em seguida, deram início a minha música favorita, Unknown to the I, do primeiro disco Careless. Foi triste assistir a apresentação naquelas condições, consegui ficar apenas um pouco mais perto pois algumas pessoas estavam desistindo e indo para o fundo da pista. Naquele momento eu estava torcendo para que desse tempo de assistir o show completo, rolaram ainda Y.K.E.D.A e Cold Souls, além de um interlude que a banda costuma fazer entre algumas músicas. Felizmente a próxima era Too Soon To Tell, eu estava um pouco mais perto e assim que a música acabou já eram 23h50, tive que sair às presas, mesmo faltando ainda cerca de três músicas para fechar o set. Vale lembrar que ainda faltava a apresentação do Acavernus projeto solo da Paula Rebellato (Rakta) e sabe-se lá que horas começou. Infelizmente tive que correr para a estação de metrô como um bom paulistano que mora na pqp. Concluindo, a produção pecou e muito na organização, nenhum horário foi seguido e bloquear o lounge principal só atrapalhou a circulação pela casa. Ouvi alguns relatos de pessoas que tiveram prejuízo ao depender de Táxi e Uber para voltar pra casa devido ao horário. Setlist Drab Majesty: 01. Dot in the Sky02. 39 by Design03. Kissing the Ground04. Unknown to the I05. Y.K.E.D.A06. Cold Souls07. Too Soon To Tell08. Hallow09. The Foyer10. Not Just

Camille Claudel: Shoegaze, black metal, letras em português e ballet?

A Camille Claudel surgiu na metade dos anos 90 em Volta Redonda (RJ), um ano mais tarde (1995) a banda se desfez, e apenas 18 anos depois ressurgiram com nova formação, novas músicas e ideias.Pra começar, lançaram em Abril de 2016 o seu primeiro registro, o single Balada Borderline, em seguida lançaram ainda Novo Qualquer (2016) e Céu Laranja (2016). A sonoridade é uma mistura de vários estilos como o indie rock, shoegaze, post-punk, bossa nova e até black metal, as músicas são cantadas em português, o que traz também uma identidade forte à banda. A formação conta com Frederico (guitarra, vocal), Luiza (baixo), Rafael (guitarra) e Daniela (bateria), e foi com esse time que eles lançaram seu primeiro álbum de estúdio, o auto-intitulado Camille Claudel, com 8 músicas. Um fato curioso foi um projeto criado pela banda chamado A Nuvem de Calças, baseado no livro de Vladimir Vaiakovski, onde unem ballet e shoegaze. A seguir, temos um vídeo com o resultado dessa experiência no mínimo incrível. Por trás da ideia está Daniela, a baterista, no ano passado ela deu uma entrevista ao blog Noise Artists explicando como aconteceu: ” Primeiramente, estou muito feliz por você se interessar por este projeto, ele é muito importante para mim, e eu amo falar sobre o processo dele, então é legal saber que tem alguém interessado… hehe Tudo começou com um projeto de pesquisa para a conclusão da minha especialização em um sistema de análise de tipos de movimento, chamado Laban/Bartenief. Naquele tempo eu estava trabalhando como professora e coreógrafa de dança contemporânea em uma escola de dança, na Escola de Dança Fundação Porto Real. Então decidi fazer essa pesquisa com um grupo de estudantes. Foi uma experiência incrível. A pesquisa foi para explorar a linguagem poética na dança, e escolhi um poema de Manoel de Barros, chamado O Fotógrafo. Então, eu e esses estudantes (todos jovens, de 13 a 18 anos) trabalhamos juntos nesse laboratório para transformar essa poesia em dança. Em algum momento, decidimos fazer uma peça de dança completa com isso, e foi aí que o Fred se envolveu. No poema, Manoel começa com uma tentativa de fotografar o silêncio, entre outras coisas, e ele percebe que o silêncio é um transmissor. Eu chamei Fred para criar a música que seria o transmissor da dança. A música do silêncio (poderia ser mais shoegaze? hehe)! Ele pegou a guitarra e alguns pedais e desenvolveu um pattern enquanto acompanhava os ensaios. Ele iria improvisar, reagindo aos dançarinos e à coreografia. O vídeo que você viu foi parte dessa peça, rearranjado especialmente para apresentarmos em um local aberto, com apenas três dançarinos (a peça original tinha 10 dançarinos) e a respeito da parte do poema que fala sobre a nuvem de calças. E o resultado foi o que você viu. Esse é um resumo disso.” Deixamos aqui alguns links para conhecer mais o Camille Claudel, inclusive, o primeiro disco e os singles estão todos para download gratuito. Bandcamp | Facebook Outras matérias que você pode gostar:

Conhecendo o rock indie argentino em 10 bandas

Mais um daqueles dias comuns, você abre as playlists e álbuns do spotify mas… Nada de novo, mesmo com tantas possibilidades pela internet? Existem dias que você não sabe o que escutar. Pois é, estive pensando comigo: “tirando Arca, não costumo escutar músicas cantadas em espanhol, então, por que não procurar por bandas aqui do nosso continente…”, e assim surgiu a ideia de escrever sobre o rock indie argentino. Nunca é demais expandir seus ouvidos para músicas de outros lugares, e foi pensando nisso que resolvi pesquisar artistas argentinos, você deve estar se perguntando, mas por que necessariamente bandas da Argentina? Eu explico… Já faz um tempo que o Brasil não é mais a rota principal de shows internacionais, por outro lado, países como Chile e Argentina tem nos desbancado no quesito público, são arenas, estádios e casas de shows completamente lotados, muitas bandas decidiram gravar seus DVD’s ao vivo lá, alguns exemplos são: Metallica, Megadeth… Realmente acho que perdemos o posto. O que interessa, é que nessa busca encontrei bandas muito interessantes, tão interessantes que resolvi compartilhar com vocês as dez que mais gostei, então se você assim como eu estava sem saber o que escutar ou estava de saco cheio da mesmice de sempre, dá o play! Él mató a un policía motorizado mi amigo invencible Cuarteles de Invierno ZERO KILL Delta Venus Prietto viaja al cosmos con Mariano Jaime sin Tierra Paris Paris Musique Barco Detonantes

World Goth Day: 10 bandas de post-punk e darkwave brasileiras

Pra quem não sabe, hoje 22 de maio de 2018, se comemora oficialmente o World Goth Day, que nada mais é do que uma data criada para homenagear a subcultura gótica ao redor do mundo. A origem dessa data vem do Reino Unido, o dia celebra os aspectos dessa subcultura, como a música, arte e moda em eventos espalhados pelo mundo todo. Tudo começou em 2009 durante uma semana de Maio, quando a famosa Rádio BBC6 estava a procura de números de subculturas na musica, incluindo a cena gótica, foi então que os DJ’s Cruel Britannie e Martin Oldgoth criaram o evento e decidiram que todo dia 22 ele seria realizado regularmente. Muitos países ao redor do mundo adotaram a ideia, alguns como Espanha, México, Africa do Sul e Brasil. Estima-se que mais de 40 eventos são realizados por ano, inclusive foi criado um site onde esses eventos são divulgados, você pode visitá-lo clicando aqui. O logo da data nada mais é do que um emoticon com as pinturas da famosa cantora Siouxsie Sioux líder da distinta banda Siouxsie and the Banshees. Aproveitando, nós separamos 10 artistas brasileiros da cena gótica/alternativa para você conhecer, então separe suas roupas pretas, um bom vinho e aumenta o som! Scarlet Leaves (Darkwave) Vzyadoq Moe (Experimental/pós-punk) The Knutz (Deathrock) Arte no Escuro (Pós-punk) Plastique Noir (Gothic rock) Gangue Morcego (Deathrock) Rakta (Experimental/pós-punk) Azul 29 (Synthpop) Cabine C (Pós-punk) Escarlatina Obsessiva (Pós-punk/darkwave) Confira outras matérias.

FIENDGRIEF, duo de música eletrônica lança dois singles novos

FIENDGRIEF é um duo de música eletrônica de São Paulo, formado em 2016 por Maur e Erika, no ano passado lançaram seu primeiro registro, o disco Hatred. Eles são conhecidos como um dos principais nomes do Witch House nacional, movimento que começou nos EUA mas que se fortaleceu mesmo na Rússia, já falamos um pouco sobre o estilo aqui no blog, para ler a matéria é só clicar aqui. Na semana passada, divulgaram em sua página oficial o lançamento do EP 悪 魔 の 悲 嘆, que na tradução para o português significa algo como A tristeza do Diabo, nele os singles Reverie e Orchid mostram composições com uma pegada mais dreamwave. Escute os novos singles no spotify: Siga o FIENDGRIEF nas redes sociais: Facebook | Soundcloud | Instagram

Beach Fossils anima fãs em show caloroso após cinco anos sem tocar no Brasil

Beach Fossils

Há exatamente um mês atrás a produtora e selo Balaclava Records anunciou o tão aguardado line-up de mais um de seus festivais, o Balaclava Fest. O evento já recebeu bandas como Swervedriver, Slowdive, Yuck, Quarto Negro, Supercombo entre outros. O que não sabíamos é que em alguns dias seria anunciado também um aquecimento pré festival, marcado para o dia 12/05/2018 no Fabrique Club. Esse contou com as nacionais Ombu, Rakta e a tão adorada pelos indies e post-punkers Beach Fossils. Ombu, a primeira banda da noite A primeira banda da noite foi o Ombu, formado em 2012 na cidade de São Paulo, conta com João Viegas, Santiago Mazzoli e Thiago Barros. A discografia ainda é pequena, possuem um single, um EP e um disco full intitulado Mulher lançado em 2016. Já fazia mais ou menos um ano que estavam longe dos palcos, porém nessa noite trouxeram aos fãs um set curto e um clima de calmaria que percorreu do início ao fim. As músicas carregadas de sentimento e distorções eram tão serenas ao ponto da conversa do público sem noção se sobressair em alguns momentos. mesmo assim a apresentação foi impecável e já abriu bem a noite. Rakta e sua apresentação hipnótica Em seguida foi a vez do Rakta, sob as luzes vermelhas, subiram ao palco Paula Rebellato, Carla Borega e Maurício Takara. Os shows do Rakta geralmente são descritos como um ritual, e sinceramente não ficam muito longe disso. Quem conhece a banda sabe que as performances são sempre intensas, dessa vez, devido ao horário curto a aposta foi em um set mais direto. No entanto, trouxe músicas de quase todos os discos lançados. Parte do público parecia familiarizado com as músicas, atualmente elas estão promovendo seu compacto 7′ Oculto Pelos Seres, lançado pela Nada Nada Discos e Dama da Noite Discos aqui no Brasil, no set rolaram as novas Rodeados pela Beleza, Memória do Futuro, assim também como as já conhecidas Filhas do Fogo, Serpente e Intenção. O tão aguardado Beach Fossils e seu novo disco A última apresentação do Beach Fossils aqui aconteceu em 2013, na turnê do famoso Clash the Truth onde se apresentaram no Sesc Belenzinho por um valor super acessível. Com a casa já cheia (os ingressos de meia entrada de todos os lotes esgotaram), os quatro rapazes subiram ao palco e surpreenderam abrindo o set com a nova Sugar, particularmente uma das melhores do disco Somersault, e aquele refrão maravilhoso: “On the outside, on the outside, on the outside, change your mind… “. O público correspondeu cantando do início ao fim, em seguida, a clássica Clash the Truth, uma das mais conhecidas da carreira, praticamente o hino da banda e presente em diversas playlists de indie por aí. O setlist foi bem escolhido, tiveram músicas mais antigas como Youth, e não faltaram novidades com This Year, Down the Line e Saint Ivy, ambas muito esperadas pelo público que muito animado também dançou ao som da deliciosa Adversity, What a Pleasure e Vacation. Em seguida, mais uma faixa do disco Clash the Truth, essa pegou os fãs de surpresa, pois até então não estava sendo tocada nos últimos shows, Crashed Out. A banda fez algumas pequenas pausas para conversar com os fãs, e é tão bom sentir o espírito jovem, melancólico mas também feliz que as músicas causam. Be Nothing, também do disco novo é um bom exemplo, eu poderia ficar ali a noite toda escutando aquelas linhas maravilhosas de guitarra e baixo, sussurrando na minha cabeça com tamanha nostalgia. Calyer, faixa do segundo disco What a Pleasure, fez o público dançar novamente, mas a vibe logo mudou assim que iniciaram a triste Sleep Apnea, uma das mais adoradas pelos fãs. Careless e Daydream fecharam a primeira parte do set. A banda saiu do palco e depois de alguns minutos voltaram com as duas mais aguardadas da noite, Generational Synthetic e Shallow, cantada em coro por todos. Mais uma pequena pausa para afinação dos instrumentos e o vocalista Dustin Payseur anunciou que tocariam uma faixa pela primeira vez ao vivo, então prosseguiram com That’s All For Now, do novo disco Somersault. Para fechar a noite, como já era esperado, ele pediu para que apenas três pessoas subissem no palco na última música da noite. É claro que a galera aproveitou e foi em peso, cerca de dez fãs, e assim eles iniciaram Wonderwall, cover do Oasis, uma das bandas mais amadas e odiadas do planeta. Como o próprio Dustin já disse em alguns shows, ele não gosta de despedidas, então a banda saiu do palco timidamente enquanto o público ainda esperava por algum bis. Setlist:SugarClash the TruthYouthThis YearDown the LineSaint IvyAdversityWhat a PleasureVacationCrashed OutBe NothingCalyerSleep ApneaCarelessDaydream Encore:Generational SyntheticShallowThat’s All for NowWonderwall (Oasis cover) Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Site oficial Confira mais shows na seção de resenhas.

Rebobinados | Falando sobre música alternativa desde 2017.