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Quarto Negro e Apeles @ Breve

Quarto Negro foi uma dupla formada pelo Eduardo Praça e Thiago Klein de rock independente/alternativo de São Paulo. Há algum tempo os músicos já anunciavam que a banda havia acabado, e toda e qualquer esperança de ver Quarto Negro ao vivo era ínfima. Mas a felicidade de ver esse show, o meu primeiro do ano, foi imensa. E eu sinto por todo mundo que perdeu, foi uma noite memorável e extremamente agradável. O primeiro show foi de Apeles, banda/projeto solo do Eduardo Praça. Eu já havia escutado seus disco Rio do Tempo, lançado em 2017, algumas vezes, mas confesso que a performance superou qualquer expectativa que eu poderia ter criado. Com uma sensibilidade e doçura extrema, fomos encantados pela voz que ecoava na Breve. Apenas voz e piano fizeram com que a plateia ficasse hipnotizada e fosse levada de uma maneira muito gentil ao longo de suas músicas. O artista também cantou algumas músicas novas, que certamente irão compor seus próximos trabalhos. O que mais me impressiona além das melodias melancólicas e suaves que permeavam todas suas músicas, foi a interpretação belíssima de cada uma. Foi como flutuar em águas calmas, ser levada e guiada por todo esse caminho repleto de sentimentos bons. O último show do Quarto Negro. Trágicas palavras que anunciavam o fim de shows, porém jamais o fim das músicas. Todo o trabalho da banda será lembrado por todos. Formada em 2008 e tendo lançado alguns EP’s e dois discos: Desconocidos (2011) e Amor Violento (2015), a banda não poderia ter selado essa jornada com uma apresentação mais bonita. Performance intimista, porém um pouco mais psicodélica, encantou o público naquela noite nublada de sexta feira. A banda sempre foi sinônimo de sensibilidade à flor da pele para mim. Sempre foi sobre sentir demais e ser levada por todos os sentimentos, e às vezes, quando eles se tornam insuportáveis por tamanha intensidade, de explodir junto com eles. Foram incontáveis as vezes que passei ouvindo Versânia II (Delírio Mútuo) sofrendo por nada e por tudo. Mas sofrimento no sentido de se entregar de corpo e alma a tudo que a canção nos traz. E ouvi-la ao vivo, fez com que eu quisesse estender esse momento por pelo menos mais algumas horas, aquela sensação de “por favor, não acabe!” ainda não me deixou até o momento que escrevo isso. Os pontos altos da noite além da Versânia II, a que eu mais aguardava, foram Há um Oceano Entre Nós Dois e Filhos do Frio, que nos fazem lembrar o quanto os dois álbuns lançados são importantes e de como as músicas dos dois se complementam e combinam. Também foi bonita a interação do público, pedindo músicas e cantando junto Mala Mujer. Agradecimentos vieram quando Eduardo se manifestou dizendo que geralmente cantava de olhos fechados, mas devido ao enorme carinho de todos ali presentes, que ele cantava de olhos abertos para ver todos cantando juntos e receber todo o amor dos fãs. Com tudo isso dito, lembramos que é triste dar adeus, mas é incrível saber que a jornada não poderia ter sido melhor. Obrigada, Quarto Negro. Ouça Apeles e Quarto Negro nos principais serviços de streaming: https://open.spotify.com/embed/artist/1eQ0Wu72VixfAawXVDdxpN https://open.spotify.com/embed/artist/079cfq4aZBhX6sXItaYUyr https://www.youtube.com/user/quartonegro https://www.youtube.com/channel/UCpZJLn6q5t8bxh3fETlhkng

Os melhores discos de 2017 pelo Rebobinados

Melhores discos de 2017, chegou a nossa listinha e acho que agora podemos dizer que o ano acabou, não é? Ao menos que surja algum lançamento inusitado. O ano de 2017 foi ótimo para a música, tivemos lançamentos muito esperados, outros ficarão para 2018, o nosso país continua sendo rota de grandes shows e por aí vai. É sempre muito difícil listar os discos favoritos, sempre fica alguma coisa de fora, mas até que não foi tão difícil, confere aí a lista que eu e Tatyane fizemos dos nossos favoritos: Fábio Top 10: 1. Arca – Arca2. Chelsea Wolfe – Hiss Spun3. Björk – Utopia4. Slowdive – Slowdive5. This Lonely Crowd – This Lonely Crowd6. Sevdaliza – Ison7. Fever Ray – Plunge8. King Krule – The OOZ9. Ic3peak – Сладкая Жизнь10. The xx – I See You Tatyane Top 10: 1. Gorduratrans – Paroxismos2. Fernando Motta – Desde que o mundo é cego3. Slowdive – Slowdive4. Heretoir – The Circle5. Sza – Ctrl6. Les discrets – Prédateurs7. Quasar – Coruja8. Giovani Cidreira – Japanese Food9. Kalouv – Elã10. Violet Cold – Anomie Confira aqui mais matérias do mundo da música.

5 projetos solo que você precisa conhecer

Quando o Fábio me convidou pra ajudar a escrever no Rebobinados, eu me animei demais com a ideia de poder falar de música e de poder ajudar a divulgar artistas que eu sempre admirei, e que sentia que mereciam mais reconhecimento. Na verdade, ainda tem muita coisa boa nesse país que a gente não conhece, mas que iremos achar, admirar e prestigiar. Muita gente que, na maioria das vezes, compõe, grava, mixa, masteriza sozinho tudo que faz. É um trabalho enorme, que merece ser reconhecido. Esse é o caso dos artistas dessa matéria. Gente muito boa, talentosa demais e querida. E eu sugiro fortemente que você dê uma atenção especial para essa galera aqui, porque vale a pena demais! Menir É o projeto solo do João Affonso Dias de rock alternativo/experimental/lo-fi. Em setembro de 2016, ele lançou um disco muito bacana, o Monolito, no qual ele experimenta, se conhece e se expressa, fugindo do óbvio e nos cativando. É curioso perceber que o significado de menir é, em resumo, “um grande bloco de pedra de altura elevada que é cravado verticalmente no solo” e monolito “monumento ou obra constituída por um só bloco de pedra”. E como ao longo do disco, a aparente ideia de solidez e impenetrabilidade da rocha se desfaz, por exemplo, em Retroação transparece a fragilidade, especialmente no trecho “Aquele ninho que se escondia, era só pra o proteger de tudo, exceto de si”. E eu sempre acho o máximo quando o artista nos permite conhecê-lo, pelo menos um pouquinho, conforme aquilo que faz. O João consegue transmitir com muita verdade aquilo que sente e isso realmente toca quem ouve. E eu tive o prazer de ouvir algumas demos do próximo lançamento, então espera que em 2018 vem barulho excelente bom por aí. Logos-Ludus de Menir https://www.facebook.com/menirsound Ana Paia É o projeto de emo/rock triste/alternativo da sorocabana Ana Paula. Seu primeiro disco, Atelofobia, lançado em julho desse foi uma das melhores surpresas que descobri por meio de amigos. A atelofobia “é um tipo de fobia caracterizada pelo medo de não ser bom o bastante ou não se sentir suficiente”. E a Ana consegue expressar tudo muito bem todos esses sentimentos de imperfeição, incompletude e incapacidade, numa voz extremamente doce e suave. Suas referências como Julien Baker e American Football transparecem bastante em suas músicas. Ao meu ver, a Ana promete trazer um ar novo e revigorado que a música independente desse estilo estava precisando. vc n sabe como eu sou de ana paia https://www.facebook.com/anapaulaemo And the night never came É o projeto do Gustavo Mazuroski de música alternativa/eletrônica/industrial/post-punk/post-rock e noise de Curitiba. Ele tem dois trabalhos lançados até agora, o Veneno EP lançado em 2015 e o disco wolves of ill omen lançado em 2016. O último disco traz muitas referências a Chelsea Wolfe, Russian Circles, Have a Nice Life, Nine Inch Nails e Portishead, que distanciam de qualquer coisa que eu tenha visto na cena independente nacional e se aproxima bastante da estética de bandas independentes do metal internacional. O disco é extremamente bem feito, me faz lembrar muito de Les Discrets, não exatamente da música em si, mas da maneira com que o Gustavo consegue transmitir sua música em imagens, como se realmente um filme estivesse passando pela minha cabeça. Acho isso magnífico porque torna a experiência completa e mostra a preocupação com a arte. https://www.facebook.com/andthenightnevercame wolves of ill omen de And the Night Never Came Lucas Brasil O Lucas Brasil é um artista do Rio Grande do Sul. Seu estilo alternativo e lo-fi produziu o EP demos e erros, um compilado de músicas que ele compôs entre 2014 e 2016. Gosto muito desse compilado, porque ele consegue se expressar sua melancolia de uma maneira simples e direta, vai direto ao ponto e consegue me tocar com suas melodias muito bem feitas. Em setembro desse ano, ele lançou o single Manutenção pela Boiola Records, um novo selo independente muito legal com ótimos artistas no casting, o selo nasceu da “vontade de unir e viabilizar o rolê pra músicos e artistas visuais que a princípio não teriam espaço dentro de um cenário que é elitista, misógino, homofóbico, transfóbico e racista.” Manutenção de Lucas Brasil EP demos e erros de Lucas Brasil https://www.facebook.com/sadsoundsx LVCASU O LVCASU é o projeto Lucas Silva de música emo/lo-fi/alternativa de São Paulo Eu já o mencionei aqui no blog algumas vezes, mas até hoje eu não pude recomendá-lo da maneira correta. Seu disco Capacho, lançado em 2016 foi um dos cds que eu mais ouvi esse ano, e que pude ver alguns shows também. Todo clima “sadcore” que envolve o álbum, o sentimento que me traz é como se a gente estivesse colocando pra fora tudo aquilo que nos faz mal, que nos aprisiona e nos maltrata. É como finalmente gritar aos quatro ventos tudo que estava te sufocando, ou como cantar bem alto e pular bastante ao som da sua banda preferida. E se libertar de tudo isso traz um alívio enorme. O split Cisma lançado no final de 2016 juntamente com o Vinicius Mendes também muito bacana, um tanto mais alegre e dançante, com referências ao synthpop. Mas acredito que o melhor esteja guardado para o ano que vem. Pudemos ter uma prévia do que vem por aí com Velvia, single lançado na mixtape da Pessoa que Voa, o Diário de Bordo Vol. I, e a perspectiva é incrivelmente boa. Capacho (EP) de LVCASU https://www.facebook.com/lvcasu

Intensidade e peso em show inédito do Neurosis no Brasil

O Neurosis surgiu em 1985 em Oakland, Califórnia e traz 11 discos na bagagem, em sua sonoridade incorporam diversos estilos como o metal, doom, sludge, crust e punk. Na sexta-feira dia 08 de dezembro, desembarcaram em São Paulo para um show inédito produzido pela produtora Abraxas no Carioca Club Pinheiros. Como parte da turnê de seu último disco lançado em 2016, Fires Within Fires, o line-up ainda contou com as bandas Saturndust e Deaf kids. Exatamente às 18h00 já havia uma grande movimentação em frente à casa. A primeira banda da noite foi o Saturndust, stoner metal de São Paulo, formada por Felipe Dalam (vocal, guitarra), Guilherme Cabral (baixo) e Douglas Oliveira (bateria). A apresentação girou em torno do recente e elogiado RLC (2017), segundo disco da carreira. Enquanto o show começava,  muitos ainda entravam na casa, mesmo assim a banda fez uma apresentação atmosférica e pesada como já é de costume. Em seguida, foi a vez do Deaf Kids, banda de crust punk formada em 2011 em Volta Redonda, conta com Dovglas Leal (vocal, guitarra), Angu (baixo) e Mariano (bateria). O que de início era apenas uma one-man band se tornou um dos destaques do underground nacional, em sua carreira de 6 anos já fizeram turnê internacional, lançaram quatro EP’s e dois discos de estúdio, sendo eles The Upper Hand (2013) e Configuração do Lamento (2017). Com um tempo também reduzido a cerca de 35 minutos, o trio realizou um show caótico e hipnotizante, que foi assistido do canto do palco pelo vocalista e guitarrista do Neurosis e com certeza conquistou parte do público que ainda não os conhecia. Com a casa já lotada e para acabar com a espera de 32 anos de seus fãs brasileiros, o Neurosis que conta com Scott Kelly (vocal, guitarra), Steve von Til (guitarra, vocal), Dave Edwardson (baixo), Jason Roeder (bateria) e Noah Landis (sintetizador), subiu ao palco para um show devastador. No setlist tiveram músicas de quase todos os discos, sendo o foco principal o mais recente Fires Within Fires de 2016. O público estava extasiado a cada música, em diversos momentos pude ver um mix de emoção e insanidade. Neurosis é o tipo de banda que mesmo sem tanta interação com o público, consegue cativá-lo com uma intensidade absurda, isso é visível até mesmo nas músicas menos agressivas, a forma como se apresentam, um show não é apenas mais um show, eles estão ali pela paixão a música, toda a carga de energia é transmitida para o público. Um salvo engano para quem pensou que a apresentação seria comum como qualquer outra, a própria banda disse em algumas entrevistas que esperam continuar fazendo música, mas não por fazer e sim para que isso faça a diferença tanto para eles como para quem os escuta. Alguns destaques da noite que posso citar foram Locust Star, Stones From the Sky e The Doorway, músicas bem queridas pelos fãs. Um ponto interessante, o que esperar do público? Agora posso firmar aqui com toda a certeza de que foi um sucesso, talvez até um alô para que futuramente as produtoras tragam mais bandas do gênero para se apresentarem aqui, pois é certo que esse público ainda é carente de turnês inéditas. PS: Gostaríamos de parabenizar a Abraxas pela realização do evento e agradecer ao Erick Tedesco pelo credenciamento.

Existe vida após um show do Sigur rós?

Na quarta-feira dia 29 de novembro fomos agraciados com o show de uma das bandas mais incríveis desse planeta, da Islândia para São Paulo, pela segunda vez, desde sua última passagem há dezesseis anos atrás, Sigur rós e sua Krunk Tour. Por volta das 17h30 da tarde já havia uma fila grandinha em frente o Espaço das Américas, o que se via eram pessoas muito ansiosas e felizes, a maioria iria assisti-los pela primeira vez, de diversos estados do Brasil, bandeiras da Islândia, bandanas, chapéus de viking, camisetas e papéis com a palavra Takk (obrigado em Islandês) eram vistos por ali. Exatamente às 19h30 as portas se abriram para diminuir a ansiedade de todos, lá dentro um espaço organizado e amplo, merchandising oficial a venda por um preço salgado, mas já esperado em shows desse porte. No fundo da pista foi montado um camarote premium, com uma visão ‘’privilegiada’’ há uns três níveis acima da pista normal, havia também um bar e os banheiros estavam localizados próximos. O show estava marcado para começar apenas às 21h30, enquanto isso o público que chegava aos poucos lotou completamente o local e deu sold-out! Exatamente às 21h45 as luzes se apagaram e a banda subiu ao palco, o público prontamente foi à loucura, a música escolhida para abrir a apresentação foi À, detalhe para o palco e suas estruturas de ferro cheias de luzes de led que inicialmente pareciam vagalumes, no fundo algumas projeções e no telão imagens da banda ao vivo, alguns efeitos que eu até então nunca havia visto antes. A próxima do set foi Ekki Múkk do disco Valtari de 2012, e diga-se de passagem que o vídeo dessa música é um dos mais bonitos já feitos, ao vivo é inexplicável. A voz de Jónsi tem um poder e ao mesmo tempo uma calmaria que faz você se transportar para uma outra dimensão. Em seguida, uma das mais conhecidas da carreira, Glósoli do disco Takk, foi recebida calorosamente por todos que estavam aparentemente emocionados. E-bow e Dauðalagið do disco ( ) de 2002 foram um dos melhores momentos da apresentação, o público estava completamente extasiado, sem desgrudar os olhos do palco, logo em seguida tivemos a honra de escutar uma música inédita, intitulada Varða. A linda Sæglópur teve uma performance majestosa e também hipnotizante, aliás, qualquer música do Sigur rós soa assim ao vivo, e se você acha exagero, Ný baterrí também pode provar o que estou dizendo. Uma pequena pausa, todos os integrantes saíram do palco e apenas Jónsi voltou para dar início a Vaka faixa do disco ( ), a sombria Kveikur do último disco lançado com o mesmo nome veio em seguida para quebrar o clima de calmaria. Mais uma pequena pausa e eis que Jónsi prepara seu arco e dá início a Festival do disco Með suð í eyrum við spilum endalaust, uma das mais emocionantes de toda a apresentação. A banda saiu do palco e enquanto isso o público pediu bis durante alguns minutos, eles voltam para fechar aquela noite mágica com Popplagið e que espetáculo! Inclusive aqui vai os meus parabéns para Georg Hólm, eu poderia ficar ouvindo aquelas linhas de baixo a noite inteira, o público ficou em êxtase enquanto a banda tocava intensamente durante seus quase 11 minutos de música. E então era o fim, o sonho de ver os islandeses do Sigur rós estava realizado aquela noite. Concluindo nas palavras da Tatyane: O show foi mágico! E se você acha os discos incríveis, imagine que eles não fazem jus a apresentação ao vivo. Foi como ser criança e presenciar o mundo todo de uma vez só. Foi como se esse fosse meu primeiro show mesmo e eu nunca tivesse experienciado nada parecido. Aliás, eu nunca realmente presenciei nada nesse porte. Já perdi as contas de quantos shows vi, mas nada como Sigur Rós. Só as luzes, com a câmera filmando cada movimento dos músicos e projetando no telão, ora com luzes vermelhas, ora com pontinhos, ou apenas um borrão, já valiam o ingresso. Jónsi é incrível ao vivo. Provavelmente um dos músicos mais afinados que vou ter a honra de conhecer, uma presença de palco tão imensa e majestosa, que torna impossível desgrudar os olhos de sua apresentação. Tudo é tão intenso, tão bonito, esteticamente pensado em cada detalhe. Foi tudo tão bonito, que me pegava praticamente chorando em diversos momentos. O “crescendo” das músicas é tão bem trabalhado, especialmente pelo baterista, Orri Páll Dýrason, a explosão arrebatadora, chega a aquecer a alma e acalentar todos os corações da plateia. As músicas tem melodias extremamente bem trabalhadas, trazem paz e sensibilidade, depois de um momento se tornam agitadas, trazem uma mistura de sensações tão fortes que fica difícil descrever. É de tirar o fôlego, e quando você pensa que não vai mais conseguir respirar, ela acaba. Uma grande tempestade seguida de imensa calma. Acho praticamente impossível alguém não ter gostado da performance de ontem. É inegável o talento dos artistas, seu comprometimento em entregar um momento inesquecível e mágico a todos nós. Espero que essa não seja a última vez que teremos a honra de presenciar tal espetáculo! Setlist:01. Á02. Ekki Múkk03. Glósoli04. E-bow05. Dauðalagið06. Varða07. Sæglópur08. Ný batteri09. Vaka10. Kveikur11. Festival12. Popplagið Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube

Witch house: o lado mais sombrio da música eletrônica

O termo Witch House foi criado no fim dos anos 2000 por Travis Egedy, DJ e mente por trás do Pictureplane, projeto de música eletrônica do Brooklyn, Nova Iorque. Travis já revelou em algumas entrevistas que o termo soa bobo e não passava de uma brincadeira para descrever a música dark eletrônica, ou o que segundo ele seria a trilha sonora para casas mal-assombradas. Talvez ele não imaginasse que a partir dali um novo gênero estava sendo criado. A estética A estética do witch house está ligada com o ocultismo e o glitch, as capas de discos ou as imagens relacionadas ao estilo exibem pentagramas, cruzes invertidas, florestas e também simbologias. Toda essa estética é influenciada por filmes de terror, obras de arte. Parece também ser uma forma de manter o estilo o mais underground possível. A moda também está presente, basicamente os adoradores do estilo usam roupas esportivas, abusam do preto, coturnos, meias arrastão, crucifixos e maquiagens pesadas. Sonoridade A sonoridade tem influências de estilos como o gothic rock, ebm, shoegaze, bass, synthpop e hip-hop, mas além disso muitas outras características podem ser incorporadas ao estilo, como zumbidos, ruídos, gritos ou falas de filmes, atmosferas obscuras e vocais etéreos. Witch house na Rússia O país que definitivamente abraçou a cena o mais forte foi a Rússia onde existem centenas de projetos musicais do estilo e também raves dedicadas a ele, confira o vídeo abaixo do festival mais famoso batizado de VV17CHØUZE: Artistas no mundo: IC3PEAK CRIM3S SALEM oOoOO WHITE RING CRYSTAL CASTLES Witch house no Brasil Embora aqui no Brasil o estilo não seja muito explorado, também temos nossos representantes nacionais. Até mesmo algumas festas esporádicas como a SAD RAVE que acontece em São Paulo. Alguns nomes já são bem reconhecidos lá fora também, caso do BRUXA. FIENDGRIEF DIE DIE BRUXA SINISTR0

Conheça o blackgaze, a união do shoegaze e black metal

Você já deve ter percebido que nós aqui do Rebobinados amamos um shoegaze, não? Bom, se não percebeu, agora está avisado. E mais do que isso, a gente também gosta de shoegaze misturado com outros estilos de música. Principalmente o blackgaze. Grande parte das bandas que eu amo fazem parte desse estilo. Mas o que é o blackgaze? Blackgaze talvez nem exista como gênero ou subgênero propriamente dito, mas eu gosto bastante de associar bandas a ele, apesar de muita gente discordar. Também acho um tremendo de um elogio ter um som que soa como blackgaze. Tem coisa mais bonita do que a junção do melhor do shoegaze com melhor do black metal? Acho que não. Outra coisa muito bonita é post rock e post black metal, que são estilos que combinam bem com blackgaze. Então pode ser que você até ache que essas bandas se adequam mais ao post black metal, e eu não iria discordar, porque gênero é uma coisa bem abrangente e limitar não é legal. Usamos gênero para tentar categorizar as bandas que tem uma sonoridade semelhante, mas temos muitas aqui que são de DSBM (depressive suicide black metal), atmospheric black metal e por aí vai. O importante é a oportunidade de conhecer bandas novas e sons bacanas. E se você nunca ouviu nada parecido, fica se perguntando como se misturam duas coisas tão diferentes? O black metal uma vertente do metal tão controversa e polêmica. Vocais guturais, andamentos super rápidos e blast beats, satanismo, paganismo, corpse paint e queimar muitas igrejas (haha). E já falamos de bandas de shoegaze que você precisava conhecer nesse post. Mas como combinar isso e ainda ficar bonito? A resposta está nessas bandas ultra incríveis que separei. Espero que você se apaixone pelo blackgaze tanto quanto eu! Alcest É uma banda francesa formada por Neige (vocais e guitarra) e Winterhalter (bateria). O Neige começou a banda como um projeto solo mesmo e hoje em dia conta com Zero (guitarra) e Indria (baixo) para shows. As memórias de infância do Neige são as inspirações para as composições. A banda já veio para o Brasil duas vezes no Overload Music Fest e esperamos que venham mais uma vez agora em 2018 para um tão aguardado show solo. Os álbuns já lançados são Souvenirs d’un autre monde (2007), Écailles de Lune (2010), Les Voyages De L’Âme (2012), Shelter (2014), Kodama (2016), Spiritual Instinct (2019) além do EP Le Secret (2005). É provavelmente a banda que mais deu destaque ao blackgaze, e é a banda de maior referência para o blackgaze assim como My Bloody Valentine é para o shoegaze. Lantlôs É uma banda alemã formada pelo multi-instrumentista Herbst, nome artístico antigo de Markus Siegenhort, em 2005. Uma das primeiras bandas de post-black metal. O Neige do Alcest foi um membro regular da banda até 2013. Depois da saída do artista, a banda deu uma pequena reformulada em suas músicas, se conectando mais com outros estilos de música, com referências ao Jazz, Screamo, Doom Metal, Noise and Ambient. Mesclando cada vez mais sua nova estética em cada álbum. Suas letras ainda são pessoais e exploram temas como frenesi, solidão/isolamento e negatividade. Hoje em dia a banda é formada por Markus Siegenhort (vocais e vários instrumentos), Felix Wylezik (bateria), Cedric Holler (guitarra, vocais), além de Julian Wulfheide (guitarra) e Chris Schattka (baixo) para performances ao vivo. Seus trabalhos são: Lantlôs (2008), .neon (2010), Agape (2011) e Melting Sun (2014). Heretoir É uma banda alemã formada em 2006 por Eklatanz. É uma bela combinação de elementos do black metal com shoegaze e post-rock. Suas letras lidam com temas como nostalgia, melancolia, solidão e autorreflexão. Hoje em dia temos Eklatanz (composição, vocais, todos os instrumentos), Nathanael (baixo), Nils (bateria) e Max (guitarras). A primeira demo lançada foi Existenz (2008), relançada como .Existenz. (2009), além de dois splits The World Comes to na End in the End of a Journey (2009) e Wiedersehen-Unsere Hoffnung (2010), sendo esse último com a banda Thränenkind. Depois disso, lançaram o álbum Heretoir (2011), Substanz (2012) e The Circle (2017). Esse último álbum tem sido sucesso de críticas, atualmente abrem shows da turnê europeia da banda Enslaved em cidades alemãs, e também já fizeram tour com outras bandas como: Alcest, Graveworm, Negură Bunget e Sólstafir. ColdWorld É um projeto solo do alemão Georg Börner. Uma excelente mistura de elementos de depressive suicide black metal, atmospheric black metal e ambient, além de música clássica e eletrônica. Seus álbuns são Melancholie² (2008) e Autumn (2016). Amesoeurs A banda acabou em 2009, mas não deve ser esquecida. Formada em 2004, na França, por Neige, Audrey Sylvain, Fursy Terrier e Winterhalter. Retrata o mundo em uma época de decadência social, influenciada por Joy Division, The Cure e Depeche Mode. Seu único álbum Amesoeurs (2009), que significa almas gêmeas ou irmãos de alma, é um dos mais memoráveis lançamentos do blackgaze. Les Discrets É uma banda francesa formada em 2003 por Fursy Teyssier. Fursy é um multi-instrumentista e ilustrador. Também temos Audrey Hadorn nas composições e vocais. As canções têm temas como natureza, amor e medo da morte que giram em torno do trabalho artístico de Fursy como um todo, explorando arte e música que resultam em seus álbuns. Ele também é responsável pelas capas do Alcest e Amesoeurs além de outras bandas do gênero. Seus discos são: Septembre et ses Denièrs Pensées (2010), Ariettes oubliées (2012) e Prédateurs (2017), além do dos EP’s:  Split EP (2009) com participações do Alcest, Split EP (2011) com Arctic Plateau, Virée Nocturne (2016) e Rue Octavio Mey / Fleur des Murailles (2017). Também é uma das bandas de referência do blackgaze. Deafheaven É uma banda americana formada em 2010 por George Clarke (vocal) e Kerry McCoy (guitarra). Posteriormente Daniel Tracy (bateria), Stephen Clark (baixo) e Shiv Mehra (guitarra) se juntaram a banda em 2012 e 2013. Seus trabalhos são Roads to Judah (2011), o aclamado Sunbather (2013) e New Bermuda (2015), Ordinary Corrupt Human Love (2018) além dos singles From the

Fernando Motta – Desde que o mundo é cego (2017)

Semana passada, dia 8 de novembro, o Fernando Motta lançou o álbum desde que o mundo é cego. Lembrando que você pode baixá-lo aqui e no final da matéria tem links pra outras plataformas de streaming! E eu precisei de um pouco de tempo para poder assimilar esse disco. Aliás, eu duvido muito que tenha conseguido agora. Ele é como um livro, que a cada lida, revela pequenos detalhes que passaram despercebidos. Ouvi várias vezes nessa semana enquanto fazia meu trajeto para o trabalho e percebi várias nuances novas a cada play. O Fernando Motta é mineiro, de Belo Horizonte para o mundo. Ele já tocou guitarra na banda Young Lights, fez uma turnê bem grande pelo Brasil chamada “Sem Sair na Rolling Stone” ao lado de Vitor Brauer e Jonathan Tadeu. Extremamente talentoso, faz jus ao ditado “quem canta seus males, espanta” e também encanta. Ano passado, o andando sem olhar para frente e era um dos meus discos mais tocados. Até já falei dele no blog em um post dos meus discos favoritos. Mas é fato que o Nando se superou nesse novo disco. É como se a gente pudesse ver a alma dele por meio das músicas. Uma belíssima viagem na qual sua voz magnificamente doce te acompanha. Quando ele canta, é tudo tão bonito e é como a gente pudesse comprar qualquer coisa que ele estivesse tentando vender. No disco lançado em 2016, eu já conseguia associá-lo a grandes vozes, que também são suas referências, como Elliot Smith e um tanto de Jeff Buckley também, mas nesse disco isso fica mais claro ainda. O disco inteiro me passa uma paz (se você pensou em Fábio de Carvalho – Paz Imensa, também está muito certo), e uma tristeza enorme. Mas não é uma tristeza ruim, pesada, ele é necessária, é daquelas que te faz mais forte. Aquela tristeza da madrugada, quanto tudo está quieto, você finalmente está sozinho com seus pensamentos enquanto todos dormem. E todas as coisas te atingem com uma força enorme. É como se dar conta de quem você realmente é. E não estar ok com isso. Aquela questão que assombra os filósofos desde os primórdios, “quem sou eu?” “onde estou e para onde vou?”, entre outros diversos conflitos. Como antes de dormir, pensando na vida, tentando organizá-la, a ansiedade nos virando de um lado para o outro na cama e terminar não decidindo nada, assim como ele diz em um trecho de A Noite “de novo eu tenho que decidir, tudo que foi ou vale o mundo antes de conseguir dormir”. Álbum também é um tanto visual, as cores do clipe de Impulso pra Voar, dirigido por Jonathan Tadeu, permeiam todas as músicas. Roxo/lilás, cores frias que combinam muito bem com o clima emo/lo-fi/sadcore. A música futebol (colônia de férias) traz momentos reais da infância, tão presentes no último disco, de volta à luz. E o perdão que não é pelo simples fato de perdoar a outra pessoa, e sim pelo que o perdão faz com a gente como em “uma forma de lutar por nossa própria existência, mas como? se no nosso caso a gente não consegue reconhecer nem o próprio conflito”. Meus planos são como nuvens é o desfecho perfeito pro álbum, o piano me lembra muito finais de filme com trilhas sonoras magníficas, o clima de despedida e possivelmente a tornam a música mais triste e bonita de todas especialmente por conta do trecho “e ao mesmo tempo que penso nisso, me desespero com o fato que em 70 anos, da próxima vez que o solstício de verão coincidir com a lua de morango, nenhum de nós estará mais aqui.” O Nando possui uma alma sensível e é sempre muito bom com as letras, nunca é óbvio e elas permite uma interpretação bem única para cada um. É o responsável por todas as vozes, letras, guitarras, violões e piano do álbum. Foi produzido e mixado pelo João Carvalho, que também tocou baixo, e com bateria de Fábio de Carvalho. Grandes artistas da música mineira independente atual que colaboraram pra fazer esse, que ao meu ver, é um dos melhores lançamentos do ano. Se eu fosse você, não perderia! Links pra outras plataformas: Spotify: https://open.spotify.com/album/00ORSVuZ9seUqnw4nr0hXRBandcamp: https://fernandomotta.bandcamp.com/Deezer: https://www.deezer.com/br/album/51281042Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=TKewZlnTLmU E segue o Fernando Motta nas redes: Facebook: https://www.facebook.com/fernandomottabh/Instagram: fnandomotta

Lançamento: Boas Pessoas São Feitas de Promessas Incompletas – Marchioretto

Hoje saiu o disco novo do Marchioretto, pela Pessoa que Voa, o Boas Pessoas São Feitas de Promessas Incompletas. O Marchioretto vem representando a nova geração do rock jovem. Lembro da primeira vez que ouvi falar dele, um colega meu disse “você precisa conhecer esse garoto, ele tem 16 anos e faz um som incrível”. Na época, ele fazia covers de algumas bandas da cena que ele gostava. E podíamos ver um diamante bruto naquilo, especialmente quando o conheci, ele estava tocando bateria e quebrando tudo, cheio do espírito da juventude e de inquietação. E é essa inquietação que parece movê-lo, todo esse espírito de fazer o agora acontecer. Ele nos transmite em suas músicas aquela época difícil da adolescência, cheia de descobertas, inseguranças, decepções, raiva e todo aquele turbilhão de emoções que todos nós estamos passando ou já passamos faz muito tempo. Sentimentos que refletem bem suas referências que vão desde o emo, citando bandas como Mineral, no lo-fi do LVCASU. Se fosse tentar definir por gênero seria emocore/pop-punk. Ele gravou e tocou tudo sozinho (até o EP novo, que foi todo gravado e produzido pelo Theuzitz) e lançou pro mundo ouvir. E de lá pra cá ele não parou mais de fazer música. Em outubro de 2016, ele lançou o bandeja. Em março de 2017 o No One to Leave You, um compilado de músicas antigas. O single Yasunaga e o EP lançado no começo do ano, Um dia a gente esquece tudo isso. O disco novo, você pode ouvir e baixar nesse link: Boas Pessoas São Feitas de Promessas Incompletas de Marchioretto O álbum mostra uma tremenda evolução do artista, muito bem gravado e mixado. Um grande salto de maturidade desde o EP lançado em janeiro. Muito bonito, traz umas linhas melódicas bem bacanas, que contrastam com a bateria acelerada, explosões de raiva e aquele senso de urgência latente. Momentos de calma e tranquilidade que logo são substituídos por uma guitarra que nos expressa confusão, medo do futuro, preocupações e ansiedades. O Theuzitz nos contou sobre o que o disco passa pra ele: “Eu sinto esse disco do Nickolas como uma orquestração de urgências. São universos muito ricos e distintos que dialogam e não tem o comprometimento em se mostrar tão sóbrios, ao mesmo tempo que possuem uma preocupação muito grande com a forma. As canções têm estruturas flutuantes e ao mesmo tempo tem durações muito curtas. Eu amo as resoluções que ele toma. ” E o Vinicius Mendes também: “Esse disco do Marchioretto é tudo que um disco dele tinha que ser, e a demora (ficamos um ano mais ou menos nesse disco) pra ele sair do papel valeu a pena demais. Ele é um músico incrível, toca qualquer instrumento que você der na mão dele, e um puta compositor, enche as músicas de detalhezinhos e minúcias que talvez só ele vá perceber. O Theuzitz fez um trabalho muito bonito na produção desse disco, poliu algumas músicas (o Nickolas tem uma mania de parar a música demais, Bailarina tinha mais de cinco minutos), e a gravação ficou perfeita. Fiquei orgulhoso demais desse disco.” O álbum também contou com a colaboração do Heitor Martins nas faixas “Trava” e “Nuvem”, além dos vocais do Elliot Garcia (Eliminadorzinho) em “Recomeçar”. Conversamos com o Nickolas para sabermos as inspirações do disco novo e muito mais! Quando você começou a fazer música e por quê? Bem…. Desde pequeno, sempre tive contato com música, afinal, minha família é cheia de músicos talentosos, além dos amigos da minha mãe, que em alguns dias específicos, se juntavam na frente da minha casa pra tocar violão pra galera toda. Mas acho que só comecei a levar música a sério mesmo quando aprendi a tocar violão, em 2012, tanto que 2 anos depois, mesmo sem saber o que era uma oitavada, montei minha primeira banda e gravei demos ridículas naquela época (risos) Para você ter uma noção, eu fiz uma música sobre uma lanchonete que eu costumo frequentar até hoje na vila onde moro, e de alguma forma, eles souberam dessa música e começaram a divulgar todo o material da antiga página da banda! Naquela época, aquilo explodiu minha cabeça (risos) Quem são suas referências/inspirações de modo geral e na cena? Minhas maiores referências são o Blink-182, Kyuss, os irmãos Kinsella (em qualquer um dos projetos que eles já tiveram), Mineral, Neutral Milk Hotel e, atualmente, o Pinback e o Mac Demarco. Dentro da cena é até mais fácil de listar. Admiro demais o Calvin Voichicoski, Theuzitz, o LVCASU, Fábio de Carvalho e os meninos da Eliminadorzinho. Enfim, é muita gente bonita pra listar aqui, mas posso dizer que essas são as influências cruciais da cena pra mim. O que você mais gosta ouvir? Ultimamente eu estou ouvindo muito o novo disco do Knuckle Puck, Shapeshifter e o Seiva do Rancore (que pelo menos pra mim é a banda mais injustiçada que o Brasil já teve). Tenho ouvido também o Self-Titled do Pinback, o 2 do Mac Demarco (que inclusive me demorou MUITO pra bater e agora eu estou ouvindo que nem louco) e o Moscas Volantes do Calvin Voichicoski. Qual a inspiração pro disco novo? Bem, o disco novo é cheio de fronteiras quebradas pra mim, principalmente pelo fato de que apesar dele ser um disco relativamente curto, ele é literalmente uma seleção das 7 melhores músicas de 40 em quase um ano inteiro de composições, e de muita evolução desde o primeiro registro, o “bandeja”. Inclusive, é uma evolução que me pegou muito de surpresa quando eu parei pra pensar. É um disco sutil, porém misterioso, tudo nele é meio cinza e te faz pensar o porquê daquilo estar em tal lugar, e é uma coisa que eu tirei muito pela mistura de influências nas músicas e pelo fato da minha cabeça também estar sempre embolada de pensamentos embaralhados. (risos) Onde você procura inspiração na hora de compor? Em livros, filmes e outras formas de arte também? Honestamente, eu costumo mais trazer coisas

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