A Perfect Circle – Eat the Elephant (2018)

Foram exatos quatorze anos desde o último lançamento, o disco eMOTIVE de 2004, mas eis que o A Perfect Circle finalmente retorna com material novo para acabar com a impaciência de seus fãs, que aflitos apostavam fichas também em um possível disco novo do Tool (também liderada pelo vocalista Maynard James Keenan). A banda vinha trabalhando em Eat the Elephant desde 2008, fizeram alguns shows por aí, entre festivais e apresentações mais intimistas, deu tempo até de darem uma passadinha por aqui no festival Lollapalooza de 2013, onde tocaram em horário nobre para um público de respeito. Mesmo com todo esse tempo entre um disco e outro, a preocupação não era entregar algo que soasse como o passado da banda, podemos notar claramente um registro maduro e criativo, abusando mais de pianos e sons eletrônicos. A faixa título que abre o disco, Eat the Elephant, tem os vocais de Maynard acompanhadas de lindas linhas de piano, um som mais cadenciado com um quê meio melancólico, de cara uma bela abertura. Liricamente falando, o disco mantém temas políticos atuais, assim também como problemas da nossa geração e a morte, podemos notar isso na genial Disillusioned, “We’ve become disillusioned, so we dive like crows towards anything glittering”, mais uma faixa que traz as ótimas linhas de piano. The Contrarian mantém quase que o mesmo feeling das duas faixas anteriores, adicionando mais sons eletrônicos e piano, parecem quase uma trilogia. The Doomed que também foi um dos singles lançados antes do lançamento do disco oficial mantém uma pegada tradicional do APF, uma bela faixa, mas que não mostra inovação, o que talvez seja uma boa para os fãs mais antigos. So Long, And Thanks For All the Fish, um nome estranho para uma música, mas aqui Maynard claramente faz uma crítica a nossa geração e uma homenagem a David Bowie em “We wasted every second dime, on diets, lawyers, shrinks and apps and flags and plastic surgery, now Willy Wonka, Major Tom, Ali, and Leia have moved on… “, musicalmente falando a sonoridade é algo muito diferente do que a banda já fez, possivelmente teremos alguns fãs de nariz torcido. Em seguida, TalkTalk, uma das favoritas do disco, mantendo a velha sonoridade da banda em tempos de Thirteenth Step (segundo disco lançado em 2003), com guitarras bem ambientadas e vocais entonados. A bela By And Down the River também pode ser colocada aí como uma das melhores do disco, uma mistura entre algo mais antigo e recente juntos, Delicious tem riffs mais pesados acompanhados de violão, cordas e guitarras bem ambientadas, mostrando o amadurecimento nas composições. Mais uma vez o piano fortemente presente nas músicas, a soturna DLB funciona como um interlude para Hourglass, onde mais uma vez a sonoridade segue um rumo mais atual, com muito uso de efeitos eletrônicos na voz, piano, guitarras pesadas e letras politizadas. Feathers prepara o ouvinte para concluir o disco, Maynard fez um ótimo trabalho em seus vocais aqui, talvez eu não tenha citado anteriormente, mas é com certeza um dos pontos altos desse disco. Get the Lead Out fecha a tracklist, se você gostou do rumo novo que as músicas tiveram então com certeza colocará ela na lista de favoritas, aqui o destaque fica por conta das batidas eletrônicas acompanhadas de cordas, samplers de fundo e os vocais de Maynard saindo um pouco dos holofotes. Eat the Elephant é um grande retorno, mostra a banda em ótima forma, criativa, se arriscando em novos elementos e ainda com letras que com certeza soarão atemporais. Não espere uma sonoridade ”pesada” como nos dois primeiros discos. Esse lançamento é uma ótima prévia do que poderá ser o futuro do A Perfect Circle, só esperamos que não demore mais 14 anos. Escute Eat the Elephant no spotify:https://open.spotify.com/album/3Jr1RhAyndBxtyi8rJs3Op?si=sdx-QtY3Sb2UIokTkfknPw
Novidades e lançamentos na música nacional em 2018

O ano ainda está no começo, e por isso listamos aqui lançamentos na música nacional em 2018 que você precisa ficar ligado! Aproveite para enriquecer sua playlist e conhecer música nova, a cena nacional têm surpreendido dentro de vários gêneros diferentes. Amphères A banda que conta com Paula Martins (voz, baixo), Thiago Santos (voz, guitarra) e Jota Amaral (voz, bateria) foi formada em 2016 na cidade de Santos. Acabaram de lançar seu novo EP intitulado Dança, a sonoridade traz influências do rock alternativo e psicodélico, o videoclipe para a faixa que leva o nome do disco acabou de ser lançado e tem direção de Rodney Assunção e produção artística de Amanda Marx. Odradek Direto de Piracicaba (SP) o trio formado por Fabiano Benetton (guitarra, voz), Tomas Gil (baixo) e Caio Gaeta (voz, bateria) faz um math rock abusando um pouco também do eletrônico e com letras em português, o primeiro disco completo intitulado Pentimento saiu pelo selo online Sinewave e foi gravado no estúdio Aurora com produção de Luccas Villela. Between Summers O indie/rock alternativo mais uma vez bem representado com o pessoal do Between Summers, a banda surgiu em 2016 em Blumenau (SC) e tem como influência Pixies, Garbage e Tigers Jaw. Formada por Robson Corrêa, Antônio Kuchta, Nathália Albino e Roberto de Lucena lançaram Leaves, seu primeiro registro de estúdio pela Aquagreen Records. Jaloo O cantor paraense que surgiu em meados de 2014 com seu single Downtown e posteriormente lançou seu primeiro disco #1, conquistou o público do indie e recebeu comparações com Grimes e até Björk pela estética e música excêntricas, já participou de grandes festivais, como por exemplo, o Lollapalooza. A música Say Goodbye com participação da DJ BADSISTA fará parte do novo disco que está previsto para sair no segundo semestre desse ano. Quarto Ácido O trio gaúcho de rock psicodélico Quarto Ácido lançou recentemente seu primeiro disco de estúdio intitulado Paisagens e Delírios através de um financiamento coletivo de sucesso. A banda conta com Pedro Paulo Rodrigues (guitarra), Alex Przyczynski (bateria) e Vinícius Brum (baixo), em março os caras dividiram o palco com os californianos do Radio Moscow. Dolphinkids Larissa e João são os responsáveis pelo Dolphinkids, projeto de dream pop de Suzano, formado em 2006. Bandas como essas ainda são novidades no cenário nacional, mas aos poucos o som veem ganhando destaque na cena indie. Recentemente a dupla lançou uma música em parceria com o PEARTREE.
Post-metal: cinco bandas nacionais do estilo

O que é post-metal? O gênero surgiu no fim dos anos 80 e começo dos anos 90, algumas bandas foram responsáveis por dar forma e difundir essa sonoridade. Os Melvins, por exemplo, misturavam punk rock com doom metal e avant-garde, outros grandes nomes como Tool, Godflesh e Neurosis também combinavam estilos como progressivo, industrial, metal, hardcore e experimental. A sonoridade está enraizada no metal, com a diferença de que são criadas camadas sonoras com fortes influências em estilos como o post-rock que também estava surgindo naquela época e o sludge (vertente do doom metal que tem influências de hardcore e punk) que também ajudou a moldar o que viria a ser o post-metal. Essa mistura de estilos alinhada ao experimentalismo foi o que gerou o termo. Uma das bandas mais conhecidas e que levou mais adiante esse som foi o Neurosis, que hoje é conhecido como um dos precursores do estilo, embora a própria banda não goste de ser rotulada dessa forma. Nas palavras de Steve Von Till, guitarrista e vocalista da banda: ” Sempre soubemos que a música do Neurosis tinha algo profundo, mas… Acho que foi no disco Souls at Zero que a música se tornou alguma coisa. Levando aquele material pela turnê e nos perdendo em estados de transe induzidos por tocar uma música hipnótica, alta e mega pesada que realmente descobrimos como nos entregar àquilo. Então dissemos, OK – isso vai nos levar para onde queremos ir: algum lugar profundo, mais emocional e elementar “ Durante o fim dos anos 90 e início dos anos 2000 foram surgindo mais bandas que hoje são importantes no cenário, como o Isis, os franceses do Year of no Light e The Ocean.No Brasil também temos nossos representantes do estilo e separamos cinco deles para você conhecer. Goatmantra Facebook | Bandcamp Noala Facebook | Bandcamp God Demise Facebook | Bandcamp Black Sea Facebook | Bandcamp Huey Facebook | Bandcamp Outras matérias que você pode gostar: Mondo Noise – Post MetalMondo Noise – Jóias da Década
Kadavar e seu retorno tão esperado a São Paulo

No sábado dia 03/03/2018 a produtora Abraxas e a Headbanger Produções trouxeram ao Brasil uma das bandas mais aguardadas pelo público stoner, os alemães do Kadavar. O trio atualmente está promovendo seu mais recente disco Rough Times, lançado no ano passado, com uma turnê que passou ainda por RS, RJ, BH e SC. Para aquecer a noite foram convidadas as bandas Disaster Cities e Grindhouse Hotel de São Paulo, pontualmente às 18h15 o Disaster Cities entrou no palco, a banda formada por Matheus Andrighi (guitarra/voz), Rafael Panegalli (baixo/voz) e Ian Bueno (bateria) acabaram de lançar seu primeiro debut intitulado Lowa pelo selo Abraxas e irão começar uma turnê de divulgação pelo país. Em seguida foi a vez do Grindhouse Hotel, formado por Leandro Carbonato (guitarra, vocal), Luiz Natel (guitarra), Roger Marx (baixo) e Gustavo Cardoso (bateria), prestes a lançar seu primeiro disco de estúdio, apresentaram músicas dos dois ep’s lançados e algumas músicas novas, a apresentação foi poderosa e pesada como deveria ser, o público mesmo ansioso pela atração principal agitou bastante e com certeza aprovou de primeira o som dos caras. Por volta das 20h30 o trio alemão Kadavar subiu ao palco e levou o público a loucura, a espera já era grande desde sua última passagem pelo nosso país em 2015, logo de cara abriram o set com a pesada Skeleton Blues uma das melhores do disco novo Rough Times, em seguida rolaram ainda Doomsday Machine do disco Abra Kadavar e Pale Blue Eyes do terceiro disco Berlin. A banda tem uma performance de tirar o fôlego, as músicas são mais pesadas ao vivo e o guitarrista e vocalista Christoph Lindemann comanda bem o palco, a ponto de sua energia contagiar todos os presentes. Um fato engraçado é as diversas caretas do baterista Christoph Bartelt “Tiger” durante as músicas. Ainda rolaram mais coisas do disco novo como Into the Wormhole, com o refrão cantado em alto e bom som pelo público, o set estava bem equilibrado e contou com músicas de todos os discos, as pausas entre cada música eram bem poucas, os três rapazes estavam aparentemente a todo vapor e muito contentes com o público que lotou completamente o Fabrique Club, a galera foi a loucura com Die Baby Die, outra do disco novo e bem querida pelos fãs. Existem algumas músicas que não podem de forma alguma faltar no set, estou falando de Black Sun do primeiro disco Kadavar, seguida de Forgotten Past e Purple Sage, uma trinca perfeita. Depois de tanta sonzeira a banda deu uma pequena pausa e saiu do palco, porém o público queria mais e então muito ovacionados o trio retornou ao palco para mais uma trinca, dessa vez para fechar a noite, rolaram Thousand Miles Away From Home do disco Berlin, All Our Thoughts do disco Abra Kadavar e Come Back Life do debut “sabatiano” Kadavar. A banda foi muito aplaudida por todos, agradecerem o imenso carinho do público e se despediram, depois daquela noite eles tocariam no Hoccus Poccus Fest no RJ. Setlist:Skeleton BluesDoomsday MachinePale Blue EyesInto the WormholeDie Baby DieLiving in Your HeadThe Old ManBlack SunForgotten PastPurple Sage Encore:Thousand Miles Away From HomeAll Our ThoughtsCome Back Life Agradecimentos a Abraxas e Headbanger Produções pela organização do evento que seguiu a risca os horário e ao Erick Tedesco pelo credenciamento. Confira o disco Rough Times: Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp
Cloakroom e seu stoner emo

Passeando pelas playlists sem fim do Spotify me deparei com o Cloakroom, despretensiosamente fui ouvir, pois o que me chamou atenção foi o termo citado na biografia, o tal stoner emo. Falando um pouco sobre a banda, eles surgiram em 2012 no estado de Northwest Indiana, nos EUA. O vocalista Doyle Martin fazia parte do Grown Ups, uma banda emo de Chicago, e o baixista Bobby Markos fazia parte do Native, eles se juntaram ao baterista Brian Busch e em 2013 assinaram com a gravadora Run For Cover Records para lançar seu primeiro EP intitulado Infinity. Apenas em 2015 lançaram seu debut Further Out e no ano passado saiu o seu sucessor Time Well. A faixa que abre o disco Time Well e também uma das mais conhecidas é Gone but not Entirely, mas calma, se você leu até aqui e já torceu o nariz eu peço que dê o play! Mesmo o termo sendo até então desconhecido surpreende ao mostrar uma banda versátil que flerta com diferentes estilos, o som dos caras é uma mistura das guitarras distorcidas e pesadas do stoner e post-hardcore, com um toque viajante do shoegaze dos anos 90 e os vocais singelos do indie. Links para as redes sociais da banda:BandcampFacebook
Rakta, um show intenso em comemoração ao compacto novo

A Rakta surgiu em São Paulo como um quarteto, hoje é formada por Paula Rebellato (teclado, vocal), Carla Boregas (baixo, vocal) e Nathalia Viccari (bateria), porém atualmente Nathalia se apresenta com a banda apenas nas turnês internacionais, já que ela não mora mais no Brasil. O primeiro disco saiu em 2013, auto intitulado Rakta, e já se mostrava fora da caixinha, com algumas influências que passeiam entre o punk/post-punk e muitos elementos experimentais. Se Take Your Time mostrava uma agressividade punk, Caverna caía de cabeça em um pós punk mais soturno e psicodélico. Desde então, a Rakta vem experimentando e transformando suas músicas cada vez mais em rituais cheios de sons a explorar, hoje em dia não cabe ao certo um rótulo para a banda, seria limitá-las demais. Na quinta-feira dia 08 de fevereiro de 2018, elas se apresentaram no Centro Cultural São Paulo para o lançamento do novo compacto Oculto pelos Seres, com 5 faixas e lançado no Brasil pela Nada Nada Discos/Dama da Noite Discos, na Europa pela La Vida Es Un Mus e nos EUA pela Iron Lung Records. De casa cheia em plena quinta-feira às 21h00, isso é um fato interessante, pois em todos os shows do Rakta que fui até hoje (esse é o quinto) elas trazem sua legião de adoradores. Como é de praxe, as luzes vermelhas tomaram conta do palco enquanto a banda se apresentava diante dos olhos confusos, estáticos e sedentos pela sonoridade catártica. Nesse momento, o palco é da Rakta, ali elas emergem em linhas precisas de baixo, camadas de pedais, teclados e bateria que criam uma atmosfera única e transcendental. O público assiste e recebe o som como quer, atento, dançando ou de olhos fechados, mesmo que pareça que a banda esteja em um mundo paralelo, pelo contrário, o objetivo é trazer todos os expectadores para essa viagem sonora e intensa que acontece no palco, no setlist foram apresentadas algumas faixas do novo compacto Oculto pelos seres e do disco anterior III. Destaque para uma jam unindo elementos das faixas Outro e Conjuração do espelho, e que eu me lembre esse foi até agora um dos momentos mais experimentais e intensos em um show do Rakta, o que de início eram camadas e foram criando paisagens sonoras à uma percussão desgastante que durou cerca de 20 minutos. Uma pequena pausa para agradecer as pessoas presentes e a banda fecha o show com a já conhecida Filhas do Fogo do disco III. Para firmar essa conexão com quem as assiste, elas pedem que subam no palco para sentirem suas energias, e então eis que se forma uma roda ao redor das integrantes e assim depois de alguns minutos de música estamos renovados, é mais um show do Rakta, mais um momento em que viajamos sonoramente com elas em seu universo musical. Setlist:01. Rodeados pela beleza02. Memória do Futuro03. Outro/Conjuração do espelho04. Filhas do Fogo Escute Oculto pelos seres no Spotify: Links para acompanhar a banda:Facebook | Bandcamp | Instagram
Kadavar e a ascensão do rock retrô

O trio alemão Kadavar, hoje formado por Christoph Lindemann “Lupus” (guitarra, vocal), Simon Boutelop “Dragon” (baixo) e Christoph Bartelt “Tiger” (bateria) surgiu em 2010 na cidade de Berlim, eles fazem parte do chamado rock retrô, que nada mais é do que um saudosismo às bandas dos anos 70, como Led Zeppelin e Black Sabbath, por exemplo. Além da sonoridade que incorpora riffs pesados, psicodélicos e sombrios, o trio adota um visual peculiar, com calças apertadas ou ”boca de sino” e botinas que provavelmente nem o seu avó de 80 anos usa mais, as barbas e cabelos longos também completam essa estética. O primeiro disco de estúdio intitulado Kadavar foi lançado em 2012 pela This Charming Man Records e tem 7 faixas, de primeira conquistou o público do rock/metal e recebeu críticas muito positivas por serem tão novos, mas com uma sonoridade digna de bandas da época, algumas comparações com Pentagram, Saint Vitus e Black Sabbath foram inevitáveis. Em 2013 assinaram com a grande Nuclear Blast e lançaram seu segundo disco de estúdio, o Abra Kadavar, álbum que mantém as características do estilo, mas com produção e composições superiores. O álbum rendeu uma turnê com os australianos do Wolfmother e também um registro ao vivo lançado no ano seguinte intitulado Live in Antwerp. Se para alguns a volta desse tipo de som é apenas um revival, o trio está aí para mostrar que mesmo as músicas empoeiradas da década passada podem ser contemporâneas, e assim que mantiveram sua carreira ainda no auge com o lançamento de Berlin, o terceiro disco, esse foi o primeiro a ter a participação do novo baixista Simon Boutelop, foi produzido pelo baterista Christoph “Tiger”, segundo ele é a fusão de pessoas diferentes que tiveram o propósito de criar algo juntos assim que se mudaram para Berlim, por isso o nome se encaixa perfeitamente para o álbum já que toda a rotina da cidade tem influenciado muito a banda. Agora… quer mais coisa boa?No ano passado o lançamento do quarto disco Rough Times, considerado por alguns como o melhor da banda, rendeu uma turnê sul-americana para 2018 novamente produzida pela Abraxas com a Headbanger Produções com nove shows, sendo cinco deles no Brasil. Se você ainda não conhece a banda ou se conhece, mas ainda não teve a oportunidade de ver um show, fique experto e compre seu ingresso, pois as apresentações são famosas por serem enérgicas e pesadas ao vivo. SERVIÇO 27 de fevereiro – Kadavar em Santa MariaEvento no facebook: https://www.facebook.com/events/553175921681105Data: 27 de fevereiro de 2017Horário: a partir das 20 horasLocal: Sonho de FestaEndereço: rua Francisco ManuelBandas de abertura: Quarto Ácido, Moonmath e Peixes VoadoresIngresso: R$ 60 (segundo lote promocional) – https://polvotickets.com.br/e/kadavar-em-santa-maria-rs 1º de março – Kadavar em Belo HorizonteEvento no facebook: https://www.facebook.com/events/102928003815976/Data: 1º de março de 2018Horário: 21 horasLocal: Studio BarEndereço: Rua Guajajaras, 842, CentroBandas de abertura: Duna, Brisa e Chama e GrindhouseIngresso: R$ 40, primeiro lote promocional (ESGOTADO); R$ 50, segundo lote promocional – https://www.sympla.com.br/kadavar-em-belo-horizonte—1-de-marco-no-studio-bar__214098 2 de março – Kadavar em Florianópolis (SC)Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/494236587614186/Data: 2 de março de 2018Horário: 23 horasLocal: Célula ShowcaseEndereço: Rodovia João Paulo, 75Banda de abertura: Monte ResinaIngresso: R$ 50, primeiro lote – https://www.sympla.com.br/kadavar–florianopolis-sc–02032018__213341 3 de março – Kadavar em São Paulo (SP)Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/188512061711938/Data: 3 de março de 2018Horário: 18 horas (abertura da casa)Local: Fabrique ClubEndereço: Rua Barra Funda, 1071Bandas de abertura: Disaster Cities e GrindhouseIngresso: R$ 70, primeiro lote promocional (ESGOTADO); R$ 90, segundo lote promocional – https://www.sympla.com.br/kadavar-em-sao-paulo—3-de-marco-no-fabrique-club__214097. Na hora, R$ 110 (meia) e R$ 220 (inteira).Venda física nos seguintes locais:Yoga Para Todos (Rua Doutor Cândido Espinheira, 156 – Perdizes). Tel: (11) 94314-7955Volcom (Rua Augusta, 2490, apenas em dinheiro). Tel: (11) 3082-0213Loja 255 na Galeria do Rock. Tel: (11) 3361-6951Ratus Skate Shop (Rua Doná Elisa Fláquer, 286 – Centro, Santo André). Tel: (11) 4990-5163 4 de março – Kadavar no Rio de Janeiro (RJ)Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/381490485595532/Data: 4 de março de 2018Horário: 17 horas (abertura da casa)Local: Cais da ImperatrizEndereço: Rua Sacadura Cabral , 145, SaúdeBandas de abertura: Galactic Gulag e Anjo GabrielIngresso: R$ 60, primeiro lote promocional – https://www.sympla.com.br/hocus-pocus-festival-2018—kadavar-anjo-gabriel-e-galactic-gulag-4-de-marco-no-cais-da-imperatiz__237714. Na hora, R$ 80 (meia entrada solidária) e R$ 160 (inteira). Venda física nos seguintes locais:PlayGrowler (R. Teixeira de Melo, 47 – Ipanema, ao lado da estação General Osório).Tel: 3449-8015Rocksession (Rua Conde de Bonfim, 80, loja 3 – subsolo – Tijuca). Tel: 3168-4934Tropicália Discos (Praça Olavo Bilac, 28 – Sala 207 – Centro). Tel: 2224-9215Hocus Pocus DNA (Rua 19 de fevereiro, 186 – Botafogo). Tel 3452-3377 Confira o disco Rough Times:
Jupiterian e Herod ao vivo no CCSP

No último domingo, dia 04/02/2018 o CCSP (Central Cultural São Paulo) recebeu dois artistas nacionais de peso. Os paulistanos do Jupiterian e Herod dividiram o palco para apresentar seus últimos lançamentos pelo selo Sinewave. Exatamente no horário subiu ao palco a primeira banda da noite, o Jupiterian. Com um clima mais soturno e um visual ritualístico, o quarteto que surgiu em meados de 2013 ainda sob o nome de Codex Ivpter, apresentou músicas de seu mais recente disco Terraforming. A sonoridade traz influências de old school death metal, doom e sludge, seus integrantes já passaram por bandas importantes do underground como The Black Coffins e Kroni, então eu não esperava nada menos do que coisa fina. O som que o Jupiterian faz ainda é pouco explorado no Brasil, ainda mais se falando nessa estética, e por mais que isso ainda choque muita gente, tudo faz parte de um conjunto, a caracterização dos integrantes, as caveiras sobre os amplificadores, a simbologia e primeiramente as letras e a música que soa impecável ao vivo. Talvez eu tenha me enganado ao achar que assistira a uma apresentação comum de doom metal, e fiquei ”feliz” ao saber que foi muito mais que isso, as músicas ao vivo são mais pesadas e tão intensas que fazem com que você fique praticamente estático. Não há nada tão teatral por trás da performance da banda, mesmo os quatro integrantes estando ali no palco com suas túnicas e em certos momentos com seus olhares fixos para a plateia. Algo que chama atenção, pelo menos para mim, foram a construção das músicas, os riffs tem um feeling com passagens mais melancólicas e ora mais fúnebres. Essa atmosfera lembra os trabalhos de bandas de doom em seus primórdios, podemos citar aqui um Anathema ou My Dying Bride, e aproveitando, eles fizeram uma versão impecável de Mine is yours to drown in do Anathema. Se você tem algum preconceito com bandas que usam esse tipo de estética, sério, eu te convido pra ir a um próximo show deles e tirar suas próprias conclusões, nada de Disneyland, just pure fucking metal. Vida longa ao Jupiterian! Setlist:Terraforming (intro)MatriarchUnearthly GlowForefathersUs and ThemSol Em seguida, foi a vez do Herod, antigo Herod Layne, que surgiu por volta de 2006 na cidade de São Paulo, formado hoje por Elson Barbosa (baixo), Sacha Ferreira (guitarra), Daniel Ribeiro (guitarra) e Bruno Duarte (bateria). O Herod é uma das bandas mais conhecidas do selo Sinewave, a primeira vez que assisti a um show deles quando ainda se chamavam Herod Layne foi na abertura do The Cure, convidados pelo próprio Robert Smith, isso em 2013 na Arena Anhembi para 30 mil pessoas, que baita presente pra banda e também uma baita pressão. Lembro que foi tudo ótimo, mas isso não vem ao caso agora. A banda já tem uma bagagem bacana, com dois EP’s sendo eles Sealand Fire (2009) e Disruption (2015), e três discos de estúdio, In Between Dust Conditions (2008), Absentia (2010) e Umbra (2013), lançaram ainda duas compilações em 2016 The Rest of 2006-2016 e The Best of 2006-2016. Em 2017 lançaram um tributo à banda alemã Kraftwerk, onde gravaram versões para músicas famosas como Das Modell, Autobahn e Radioactivity. O foco da apresentação foi o recente tributo, a banda conseguiu transformar as músicas originais em ótimas versões post-rock, preenchidas com guitarras pesadas, solos e outras adaptações que soam muito bem ao vivo. Os vocais ficaram por conta do guitarrista Daniel Ribeiro e em alguns momentos me lembraram até os vocais feitos pelo Sólstafir, banda islandesa de post-black metal. A apresentação também foi impecável e durou cerca de 50 minutos, eu estava muito curioso pra ver como funcionavam as músicas ao vivo, já que no CD estava tudo tão lindo e fiel, e não é novidade que me surpreenderam, espero que possam apresentar esse material em outros estados também, pois isso só mostra o quanto a banda é versátil e competente, acredito que não seja nada fácil transformar músicas rotuladas como synthpop/eletronic em algo voltado ao post-rock, mas eles conseguiram! Galeria de fotos: Acompanhe as bandas: Herod – Facebook | Instagram | Bandcamp Jupiterian – Facebook | Instagram | Bandcamp
Rebobinados entrevista: Son of a Witch

Uma banda com um nome maneiro desse (Son of a Witch é um trocadilho com o palavrão Son of a bitch), só poderia ser do nosso Brasil, o quinteto de stoner metal composto por King Lizzard (vocal), Psychedelic Monk (guitarra), Gila Monster (guitarra), Old Goat (baixo) e Asteroid Mammoth (bateria) surgiu na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte em 2008. Quer saber por que eles são um dos principais nomes do metal arrastado nacional? Simples, em 2011 lançaram seu EP de estréia intitulado Son of a Witch com três faixas repletas de peso e psicodelia pra fritar os ouvidos de qualquer um, mostrando de cara uma baita qualidade sonora. Como se não bastasse, em 2016 lançaram seu primeiro debut, o maravilhoso Thrones in the Sky pra firmar de vez o nome da banda como uma das melhores do estilo, e diga-se de passagem que esse ainda será lembrado como um dos melhores discos do gênero. Agora em 2018 acabaram de lançar o single recém-chegado Melting Ocean que mantém a qualidade que acompanha a banda desde seu início, uma verdadeira viagem sonora, com um stoner poderoso, arrastado e pesado. Tivemos a oportunidade de trocar umas palavras com a banda que contou um pouco sobre a composição do novo single e planos para o futuro. O Son of A Witch é um dos principais representantes do stoner nacional, vocês acabaram de lançar um single novo, o Melting Ocean, poderiam falar um pouco de como foi o processo de composição? Primeiro agradecemos a oportunidade e é sempre um prazer. Então, o processo de composição de Melting Ocean nasceu em uma das muitas tardes de ressaca do Gila Monster, com viola e cigarros rsrs. Depois essa ideia foi passado para todos da banda em estúdio. Todos foram contribuindo com total liberdade, nada pré direcionado. As ideias são apresentadas e discutidas, o que for consenso fica na música. Temos sorte desse processo ser relativamente fácil e divertido, é mais ou menos isso. Qual a opinião de vocês sobre a cena atual do doom/stoner no Brasil, acham que as bandas estão ganhando mais visibilidade? A cena do estilo citado não podia estar em um momento melhor, e não só aqui no Brasil. Basta ver o cast das principais gravadoras gringas incorporando algumas bandas do estilo, assim como a participação crescente das bandas em festivais pelo mundo. Aqui no Brasil, temos um grande culpado pelo crescimento da cena. A Abraxas do Felipe Toscano, que ha pouco tempo também virou selo. Observamos também cada vez mais a participação de bandas brasileiras em festivais na Europa e EUA, além de gravadoras “gringas” lançando trabalhos daqui. Existe algum ritual ou algo que vocês gostem de fazer para se sentirem inspirados? Nosso ritual, se é que se trata de um, está no fato de além de músicos que tocam juntos, somos amigos que nos encontramos para beber, conversar, tocar, organizar eventos, fazer jam, escutar música, viajar etc. Isso sem dúvidas nos aproxima musicalmente falando, então fica fácil ter inspiração para compor juntos, somos um bando de loucos imersos juntos na música. Falando de influências musicais, quais estilos fora do metal que vocês costumam escutar? Todos na banda possuem uma miscelânea de gostos, com exceção, claro, de Old Goat que só escuta metal desde 1967 kkk, mas os estilos ouvido pelo restante é bem variado, desde blues, rock n roll, jazz, drone, noise, doom jazz, ambient, krautrock, post rock, música experimental, hauntology, música eletrônica, prog, entre outros estilos. Como definiriam a música de vocês para quem ainda não conhece? As musicas do Soaw podem ser definidas como: um stoner heavy groove doom, com passagens psicodélicas. Quem gosta dessas vertentes tem boas chances de curtir nossa fuleragem sonora. Se pudessem escolher um lugar no mundo pra tocar, qual seria e por que? Onde tiverem dispostos a fazer uma boa festa. Curtimos tocar, o palco faz a união com o público e essa “unidade” torna qualquer lugar fuderoso. Quais os planos para esse ano? Planos, temos alguns, dentre eles, estamos preparando o sucessor de Thrones in the Sky, temos quase todas as musicas prontas e com novo repertório pra rodar por aí. Mas, antes do próximo álbum, temos em vista um EP com versões de bandas que curtimos, clipe, e possivelmente outro single. Ps: Agradecimentos ao Son of a Witch pela disponibilidade em responder as perguntas e ao Erick Tedesco pelo intermédio. Escute o novo single Melting Ocean: Acesse os links e acompanhe a banda: Facebook | Bandcamp | Contato