Conhecendo o rock indie argentino em 10 bandas

Mais um daqueles dias comuns, você abre as playlists e álbuns do spotify mas… Nada de novo, mesmo com tantas possibilidades pela internet? Existem dias que você não sabe o que escutar. Pois é, estive pensando comigo: “tirando Arca, não costumo escutar músicas cantadas em espanhol, então, por que não procurar por bandas aqui do nosso continente…”, e assim surgiu a ideia de escrever sobre o rock indie argentino. Nunca é demais expandir seus ouvidos para músicas de outros lugares, e foi pensando nisso que resolvi pesquisar artistas argentinos, você deve estar se perguntando, mas por que necessariamente bandas da Argentina? Eu explico… Já faz um tempo que o Brasil não é mais a rota principal de shows internacionais, por outro lado, países como Chile e Argentina tem nos desbancado no quesito público, são arenas, estádios e casas de shows completamente lotados, muitas bandas decidiram gravar seus DVD’s ao vivo lá, alguns exemplos são: Metallica, Megadeth… Realmente acho que perdemos o posto. O que interessa, é que nessa busca encontrei bandas muito interessantes, tão interessantes que resolvi compartilhar com vocês as dez que mais gostei, então se você assim como eu estava sem saber o que escutar ou estava de saco cheio da mesmice de sempre, dá o play! Él mató a un policía motorizado mi amigo invencible Cuarteles de Invierno ZERO KILL Delta Venus Prietto viaja al cosmos con Mariano Jaime sin Tierra Paris Paris Musique Barco Detonantes
World Goth Day: 10 bandas de post-punk e darkwave brasileiras

Pra quem não sabe, hoje 22 de maio de 2018, se comemora oficialmente o World Goth Day, que nada mais é do que uma data criada para homenagear a subcultura gótica ao redor do mundo. A origem dessa data vem do Reino Unido, o dia celebra os aspectos dessa subcultura, como a música, arte e moda em eventos espalhados pelo mundo todo. Tudo começou em 2009 durante uma semana de Maio, quando a famosa Rádio BBC6 estava a procura de números de subculturas na musica, incluindo a cena gótica, foi então que os DJ’s Cruel Britannie e Martin Oldgoth criaram o evento e decidiram que todo dia 22 ele seria realizado regularmente. Muitos países ao redor do mundo adotaram a ideia, alguns como Espanha, México, Africa do Sul e Brasil. Estima-se que mais de 40 eventos são realizados por ano, inclusive foi criado um site onde esses eventos são divulgados, você pode visitá-lo clicando aqui. O logo da data nada mais é do que um emoticon com as pinturas da famosa cantora Siouxsie Sioux líder da distinta banda Siouxsie and the Banshees. Aproveitando, nós separamos 10 artistas brasileiros da cena gótica/alternativa para você conhecer, então separe suas roupas pretas, um bom vinho e aumenta o som! Scarlet Leaves (Darkwave) Vzyadoq Moe (Experimental/pós-punk) The Knutz (Deathrock) Arte no Escuro (Pós-punk) Plastique Noir (Gothic rock) Gangue Morcego (Deathrock) Rakta (Experimental/pós-punk) Azul 29 (Synthpop) Cabine C (Pós-punk) Escarlatina Obsessiva (Pós-punk/darkwave) Confira outras matérias.
FIENDGRIEF, duo de música eletrônica lança dois singles novos

FIENDGRIEF é um duo de música eletrônica de São Paulo, formado em 2016 por Maur e Erika, no ano passado lançaram seu primeiro registro, o disco Hatred. Eles são conhecidos como um dos principais nomes do Witch House nacional, movimento que começou nos EUA mas que se fortaleceu mesmo na Rússia, já falamos um pouco sobre o estilo aqui no blog, para ler a matéria é só clicar aqui. Na semana passada, divulgaram em sua página oficial o lançamento do EP 悪 魔 の 悲 嘆, que na tradução para o português significa algo como A tristeza do Diabo, nele os singles Reverie e Orchid mostram composições com uma pegada mais dreamwave. Escute os novos singles no spotify: Siga o FIENDGRIEF nas redes sociais: Facebook | Soundcloud | Instagram
Beach Fossils anima fãs em show caloroso após cinco anos sem tocar no Brasil

Há exatamente um mês atrás a produtora e selo Balaclava Records anunciou o tão aguardado line-up de mais um de seus festivais, o Balaclava Fest. O evento já recebeu bandas como Swervedriver, Slowdive, Yuck, Quarto Negro, Supercombo entre outros. O que não sabíamos é que em alguns dias seria anunciado também um aquecimento pré festival, marcado para o dia 12/05/2018 no Fabrique Club. Esse contou com as nacionais Ombu, Rakta e a tão adorada pelos indies e post-punkers Beach Fossils. Ombu, a primeira banda da noite A primeira banda da noite foi o Ombu, formado em 2012 na cidade de São Paulo, conta com João Viegas, Santiago Mazzoli e Thiago Barros. A discografia ainda é pequena, possuem um single, um EP e um disco full intitulado Mulher lançado em 2016. Já fazia mais ou menos um ano que estavam longe dos palcos, porém nessa noite trouxeram aos fãs um set curto e um clima de calmaria que percorreu do início ao fim. As músicas carregadas de sentimento e distorções eram tão serenas ao ponto da conversa do público sem noção se sobressair em alguns momentos. mesmo assim a apresentação foi impecável e já abriu bem a noite. Rakta e sua apresentação hipnótica Em seguida foi a vez do Rakta, sob as luzes vermelhas, subiram ao palco Paula Rebellato, Carla Borega e Maurício Takara. Os shows do Rakta geralmente são descritos como um ritual, e sinceramente não ficam muito longe disso. Quem conhece a banda sabe que as performances são sempre intensas, dessa vez, devido ao horário curto a aposta foi em um set mais direto. No entanto, trouxe músicas de quase todos os discos lançados. Parte do público parecia familiarizado com as músicas, atualmente elas estão promovendo seu compacto 7′ Oculto Pelos Seres, lançado pela Nada Nada Discos e Dama da Noite Discos aqui no Brasil, no set rolaram as novas Rodeados pela Beleza, Memória do Futuro, assim também como as já conhecidas Filhas do Fogo, Serpente e Intenção. O tão aguardado Beach Fossils e seu novo disco A última apresentação do Beach Fossils aqui aconteceu em 2013, na turnê do famoso Clash the Truth onde se apresentaram no Sesc Belenzinho por um valor super acessível. Com a casa já cheia (os ingressos de meia entrada de todos os lotes esgotaram), os quatro rapazes subiram ao palco e surpreenderam abrindo o set com a nova Sugar, particularmente uma das melhores do disco Somersault, e aquele refrão maravilhoso: “On the outside, on the outside, on the outside, change your mind… “. O público correspondeu cantando do início ao fim, em seguida, a clássica Clash the Truth, uma das mais conhecidas da carreira, praticamente o hino da banda e presente em diversas playlists de indie por aí. O setlist foi bem escolhido, tiveram músicas mais antigas como Youth, e não faltaram novidades com This Year, Down the Line e Saint Ivy, ambas muito esperadas pelo público que muito animado também dançou ao som da deliciosa Adversity, What a Pleasure e Vacation. Em seguida, mais uma faixa do disco Clash the Truth, essa pegou os fãs de surpresa, pois até então não estava sendo tocada nos últimos shows, Crashed Out. A banda fez algumas pequenas pausas para conversar com os fãs, e é tão bom sentir o espírito jovem, melancólico mas também feliz que as músicas causam. Be Nothing, também do disco novo é um bom exemplo, eu poderia ficar ali a noite toda escutando aquelas linhas maravilhosas de guitarra e baixo, sussurrando na minha cabeça com tamanha nostalgia. Calyer, faixa do segundo disco What a Pleasure, fez o público dançar novamente, mas a vibe logo mudou assim que iniciaram a triste Sleep Apnea, uma das mais adoradas pelos fãs. Careless e Daydream fecharam a primeira parte do set. A banda saiu do palco e depois de alguns minutos voltaram com as duas mais aguardadas da noite, Generational Synthetic e Shallow, cantada em coro por todos. Mais uma pequena pausa para afinação dos instrumentos e o vocalista Dustin Payseur anunciou que tocariam uma faixa pela primeira vez ao vivo, então prosseguiram com That’s All For Now, do novo disco Somersault. Para fechar a noite, como já era esperado, ele pediu para que apenas três pessoas subissem no palco na última música da noite. É claro que a galera aproveitou e foi em peso, cerca de dez fãs, e assim eles iniciaram Wonderwall, cover do Oasis, uma das bandas mais amadas e odiadas do planeta. Como o próprio Dustin já disse em alguns shows, ele não gosta de despedidas, então a banda saiu do palco timidamente enquanto o público ainda esperava por algum bis. Setlist:SugarClash the TruthYouthThis YearDown the LineSaint IvyAdversityWhat a PleasureVacationCrashed OutBe NothingCalyerSleep ApneaCarelessDaydream Encore:Generational SyntheticShallowThat’s All for NowWonderwall (Oasis cover) Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Site oficial Confira mais shows na seção de resenhas.
A Perfect Circle – Eat the Elephant (2018)

Foram exatos quatorze anos desde o último lançamento, o disco eMOTIVE de 2004, mas eis que o A Perfect Circle finalmente retorna com material novo para acabar com a impaciência de seus fãs, que aflitos apostavam fichas também em um possível disco novo do Tool (também liderada pelo vocalista Maynard James Keenan). A banda vinha trabalhando em Eat the Elephant desde 2008, fizeram alguns shows por aí, entre festivais e apresentações mais intimistas, deu tempo até de darem uma passadinha por aqui no festival Lollapalooza de 2013, onde tocaram em horário nobre para um público de respeito. Mesmo com todo esse tempo entre um disco e outro, a preocupação não era entregar algo que soasse como o passado da banda, podemos notar claramente um registro maduro e criativo, abusando mais de pianos e sons eletrônicos. A faixa título que abre o disco, Eat the Elephant, tem os vocais de Maynard acompanhadas de lindas linhas de piano, um som mais cadenciado com um quê meio melancólico, de cara uma bela abertura. Liricamente falando, o disco mantém temas políticos atuais, assim também como problemas da nossa geração e a morte, podemos notar isso na genial Disillusioned, “We’ve become disillusioned, so we dive like crows towards anything glittering”, mais uma faixa que traz as ótimas linhas de piano. The Contrarian mantém quase que o mesmo feeling das duas faixas anteriores, adicionando mais sons eletrônicos e piano, parecem quase uma trilogia. The Doomed que também foi um dos singles lançados antes do lançamento do disco oficial mantém uma pegada tradicional do APF, uma bela faixa, mas que não mostra inovação, o que talvez seja uma boa para os fãs mais antigos. So Long, And Thanks For All the Fish, um nome estranho para uma música, mas aqui Maynard claramente faz uma crítica a nossa geração e uma homenagem a David Bowie em “We wasted every second dime, on diets, lawyers, shrinks and apps and flags and plastic surgery, now Willy Wonka, Major Tom, Ali, and Leia have moved on… “, musicalmente falando a sonoridade é algo muito diferente do que a banda já fez, possivelmente teremos alguns fãs de nariz torcido. Em seguida, TalkTalk, uma das favoritas do disco, mantendo a velha sonoridade da banda em tempos de Thirteenth Step (segundo disco lançado em 2003), com guitarras bem ambientadas e vocais entonados. A bela By And Down the River também pode ser colocada aí como uma das melhores do disco, uma mistura entre algo mais antigo e recente juntos, Delicious tem riffs mais pesados acompanhados de violão, cordas e guitarras bem ambientadas, mostrando o amadurecimento nas composições. Mais uma vez o piano fortemente presente nas músicas, a soturna DLB funciona como um interlude para Hourglass, onde mais uma vez a sonoridade segue um rumo mais atual, com muito uso de efeitos eletrônicos na voz, piano, guitarras pesadas e letras politizadas. Feathers prepara o ouvinte para concluir o disco, Maynard fez um ótimo trabalho em seus vocais aqui, talvez eu não tenha citado anteriormente, mas é com certeza um dos pontos altos desse disco. Get the Lead Out fecha a tracklist, se você gostou do rumo novo que as músicas tiveram então com certeza colocará ela na lista de favoritas, aqui o destaque fica por conta das batidas eletrônicas acompanhadas de cordas, samplers de fundo e os vocais de Maynard saindo um pouco dos holofotes. Eat the Elephant é um grande retorno, mostra a banda em ótima forma, criativa, se arriscando em novos elementos e ainda com letras que com certeza soarão atemporais. Não espere uma sonoridade ”pesada” como nos dois primeiros discos. Esse lançamento é uma ótima prévia do que poderá ser o futuro do A Perfect Circle, só esperamos que não demore mais 14 anos. Escute Eat the Elephant no spotify:https://open.spotify.com/album/3Jr1RhAyndBxtyi8rJs3Op?si=sdx-QtY3Sb2UIokTkfknPw
Novidades e lançamentos na música nacional em 2018

O ano ainda está no começo, e por isso listamos aqui lançamentos na música nacional em 2018 que você precisa ficar ligado! Aproveite para enriquecer sua playlist e conhecer música nova, a cena nacional têm surpreendido dentro de vários gêneros diferentes. Amphères A banda que conta com Paula Martins (voz, baixo), Thiago Santos (voz, guitarra) e Jota Amaral (voz, bateria) foi formada em 2016 na cidade de Santos. Acabaram de lançar seu novo EP intitulado Dança, a sonoridade traz influências do rock alternativo e psicodélico, o videoclipe para a faixa que leva o nome do disco acabou de ser lançado e tem direção de Rodney Assunção e produção artística de Amanda Marx. Odradek Direto de Piracicaba (SP) o trio formado por Fabiano Benetton (guitarra, voz), Tomas Gil (baixo) e Caio Gaeta (voz, bateria) faz um math rock abusando um pouco também do eletrônico e com letras em português, o primeiro disco completo intitulado Pentimento saiu pelo selo online Sinewave e foi gravado no estúdio Aurora com produção de Luccas Villela. Between Summers O indie/rock alternativo mais uma vez bem representado com o pessoal do Between Summers, a banda surgiu em 2016 em Blumenau (SC) e tem como influência Pixies, Garbage e Tigers Jaw. Formada por Robson Corrêa, Antônio Kuchta, Nathália Albino e Roberto de Lucena lançaram Leaves, seu primeiro registro de estúdio pela Aquagreen Records. Jaloo O cantor paraense que surgiu em meados de 2014 com seu single Downtown e posteriormente lançou seu primeiro disco #1, conquistou o público do indie e recebeu comparações com Grimes e até Björk pela estética e música excêntricas, já participou de grandes festivais, como por exemplo, o Lollapalooza. A música Say Goodbye com participação da DJ BADSISTA fará parte do novo disco que está previsto para sair no segundo semestre desse ano. Quarto Ácido O trio gaúcho de rock psicodélico Quarto Ácido lançou recentemente seu primeiro disco de estúdio intitulado Paisagens e Delírios através de um financiamento coletivo de sucesso. A banda conta com Pedro Paulo Rodrigues (guitarra), Alex Przyczynski (bateria) e Vinícius Brum (baixo), em março os caras dividiram o palco com os californianos do Radio Moscow. Dolphinkids Larissa e João são os responsáveis pelo Dolphinkids, projeto de dream pop de Suzano, formado em 2006. Bandas como essas ainda são novidades no cenário nacional, mas aos poucos o som veem ganhando destaque na cena indie. Recentemente a dupla lançou uma música em parceria com o PEARTREE.
Post-metal: cinco bandas nacionais do estilo

O que é post-metal? O gênero surgiu no fim dos anos 80 e começo dos anos 90, algumas bandas foram responsáveis por dar forma e difundir essa sonoridade. Os Melvins, por exemplo, misturavam punk rock com doom metal e avant-garde, outros grandes nomes como Tool, Godflesh e Neurosis também combinavam estilos como progressivo, industrial, metal, hardcore e experimental. A sonoridade está enraizada no metal, com a diferença de que são criadas camadas sonoras com fortes influências em estilos como o post-rock que também estava surgindo naquela época e o sludge (vertente do doom metal que tem influências de hardcore e punk) que também ajudou a moldar o que viria a ser o post-metal. Essa mistura de estilos alinhada ao experimentalismo foi o que gerou o termo. Uma das bandas mais conhecidas e que levou mais adiante esse som foi o Neurosis, que hoje é conhecido como um dos precursores do estilo, embora a própria banda não goste de ser rotulada dessa forma. Nas palavras de Steve Von Till, guitarrista e vocalista da banda: ” Sempre soubemos que a música do Neurosis tinha algo profundo, mas… Acho que foi no disco Souls at Zero que a música se tornou alguma coisa. Levando aquele material pela turnê e nos perdendo em estados de transe induzidos por tocar uma música hipnótica, alta e mega pesada que realmente descobrimos como nos entregar àquilo. Então dissemos, OK – isso vai nos levar para onde queremos ir: algum lugar profundo, mais emocional e elementar “ Durante o fim dos anos 90 e início dos anos 2000 foram surgindo mais bandas que hoje são importantes no cenário, como o Isis, os franceses do Year of no Light e The Ocean.No Brasil também temos nossos representantes do estilo e separamos cinco deles para você conhecer. Goatmantra Facebook | Bandcamp Noala Facebook | Bandcamp God Demise Facebook | Bandcamp Black Sea Facebook | Bandcamp Huey Facebook | Bandcamp Outras matérias que você pode gostar: Mondo Noise – Post MetalMondo Noise – Jóias da Década
Kadavar e seu retorno tão esperado a São Paulo

No sábado dia 03/03/2018 a produtora Abraxas e a Headbanger Produções trouxeram ao Brasil uma das bandas mais aguardadas pelo público stoner, os alemães do Kadavar. O trio atualmente está promovendo seu mais recente disco Rough Times, lançado no ano passado, com uma turnê que passou ainda por RS, RJ, BH e SC. Para aquecer a noite foram convidadas as bandas Disaster Cities e Grindhouse Hotel de São Paulo, pontualmente às 18h15 o Disaster Cities entrou no palco, a banda formada por Matheus Andrighi (guitarra/voz), Rafael Panegalli (baixo/voz) e Ian Bueno (bateria) acabaram de lançar seu primeiro debut intitulado Lowa pelo selo Abraxas e irão começar uma turnê de divulgação pelo país. Em seguida foi a vez do Grindhouse Hotel, formado por Leandro Carbonato (guitarra, vocal), Luiz Natel (guitarra), Roger Marx (baixo) e Gustavo Cardoso (bateria), prestes a lançar seu primeiro disco de estúdio, apresentaram músicas dos dois ep’s lançados e algumas músicas novas, a apresentação foi poderosa e pesada como deveria ser, o público mesmo ansioso pela atração principal agitou bastante e com certeza aprovou de primeira o som dos caras. Por volta das 20h30 o trio alemão Kadavar subiu ao palco e levou o público a loucura, a espera já era grande desde sua última passagem pelo nosso país em 2015, logo de cara abriram o set com a pesada Skeleton Blues uma das melhores do disco novo Rough Times, em seguida rolaram ainda Doomsday Machine do disco Abra Kadavar e Pale Blue Eyes do terceiro disco Berlin. A banda tem uma performance de tirar o fôlego, as músicas são mais pesadas ao vivo e o guitarrista e vocalista Christoph Lindemann comanda bem o palco, a ponto de sua energia contagiar todos os presentes. Um fato engraçado é as diversas caretas do baterista Christoph Bartelt “Tiger” durante as músicas. Ainda rolaram mais coisas do disco novo como Into the Wormhole, com o refrão cantado em alto e bom som pelo público, o set estava bem equilibrado e contou com músicas de todos os discos, as pausas entre cada música eram bem poucas, os três rapazes estavam aparentemente a todo vapor e muito contentes com o público que lotou completamente o Fabrique Club, a galera foi a loucura com Die Baby Die, outra do disco novo e bem querida pelos fãs. Existem algumas músicas que não podem de forma alguma faltar no set, estou falando de Black Sun do primeiro disco Kadavar, seguida de Forgotten Past e Purple Sage, uma trinca perfeita. Depois de tanta sonzeira a banda deu uma pequena pausa e saiu do palco, porém o público queria mais e então muito ovacionados o trio retornou ao palco para mais uma trinca, dessa vez para fechar a noite, rolaram Thousand Miles Away From Home do disco Berlin, All Our Thoughts do disco Abra Kadavar e Come Back Life do debut “sabatiano” Kadavar. A banda foi muito aplaudida por todos, agradecerem o imenso carinho do público e se despediram, depois daquela noite eles tocariam no Hoccus Poccus Fest no RJ. Setlist:Skeleton BluesDoomsday MachinePale Blue EyesInto the WormholeDie Baby DieLiving in Your HeadThe Old ManBlack SunForgotten PastPurple Sage Encore:Thousand Miles Away From HomeAll Our ThoughtsCome Back Life Agradecimentos a Abraxas e Headbanger Produções pela organização do evento que seguiu a risca os horário e ao Erick Tedesco pelo credenciamento. Confira o disco Rough Times: Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp
Cloakroom e seu stoner emo

Passeando pelas playlists sem fim do Spotify me deparei com o Cloakroom, despretensiosamente fui ouvir, pois o que me chamou atenção foi o termo citado na biografia, o tal stoner emo. Falando um pouco sobre a banda, eles surgiram em 2012 no estado de Northwest Indiana, nos EUA. O vocalista Doyle Martin fazia parte do Grown Ups, uma banda emo de Chicago, e o baixista Bobby Markos fazia parte do Native, eles se juntaram ao baterista Brian Busch e em 2013 assinaram com a gravadora Run For Cover Records para lançar seu primeiro EP intitulado Infinity. Apenas em 2015 lançaram seu debut Further Out e no ano passado saiu o seu sucessor Time Well. A faixa que abre o disco Time Well e também uma das mais conhecidas é Gone but not Entirely, mas calma, se você leu até aqui e já torceu o nariz eu peço que dê o play! Mesmo o termo sendo até então desconhecido surpreende ao mostrar uma banda versátil que flerta com diferentes estilos, o som dos caras é uma mistura das guitarras distorcidas e pesadas do stoner e post-hardcore, com um toque viajante do shoegaze dos anos 90 e os vocais singelos do indie. Links para as redes sociais da banda:BandcampFacebook