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Top 10 mulheres na cena nacional

Foi-se o tempo em que o universo musical era constituído apenas por homens, a verdade é que o rock foi mesmo criado por uma mulher, ali por volta dos anos 30, Sister Rosetta Tharpe, uma cantora e compositora de música gospel já empunhava sua guitarra, numa junção entre belos acordes e música sacra, o que na época chocou muita gente, mas mesmo assim trouxe adoradores fiéis de sua música, ela, responsável por influenciar ninguém menos que Elvis Presley e Aretha Franklin. Que existem muitas mulheres envolvidas na música desde as épocas passadas nós sabemos, sejam elas líderes de bandas ou não, o que importa é que recentemente esse número de musicistas aumentou e quebrou muitos paradigmas, seja no rock, pop, heavy metal, música clássica entre outros. Você já parou para pensar que na música clássica, a maioria de compositores é constituída por homens, poucas mulheres estiveram envolvidas, podemos citar alguns nomes da idade média como Hildegarda de Bingen (1098-1179), uma monja e compositora alemã, sua obra mais conhecida foi intitulada de Ordo Vitutum ou traduzindo Virtude da Ordem, narra o drama de uma alma em busca de redenção. Além dela temos outros nomes como Francesca Caccini (1587-1640) e Barbara Strozzi (1619-1677). Clara Schumann e Fanny Mendelssohn, ambas nascidas na Alemanha, também contribuíram para a música, mas pouco se ouve falar delas. Naquela época onde a mulher não tinha o direito de se expressar na arte, ficamos imaginando quantos talentos foram perdidos por serem elas excluídas de atividades musicais. Aqui no Brasil, podemos citar Chiquinha Gongaza (1847-1935) como a primeira mulher a reger uma orquestra e também a trabalhar em uma loja de musicas tocando piano. Ela foi responsável por compôr a marchinha Abre Alas, além disso lutava pelo fim da escravidão e pela proclamação da república, porém também foi vítima de preconceito por homens. A partir desses pequenos fatos, mas que demonstram o quanto vivíamos e infelizmente ainda continuamos vivendo em uma sociedade machista e preconceituosa, que muitas vezes enxerga a mulher como inferior, mas… a real é que mais do que nunca mulheres estiverem envolvidas com música, e para confirmar isso já havíamos falado de algumas delas na cena nacional, você pode conferir clicando nesse link, agora separamos mais nomes da cena nacional, depois dessas dicas você não vai mais poder falar que não conhece ou que não existe música boa feita por mulheres aqui. Cora Cora surgiu na cidade de Curitiba em 2013, inicialmente contava com Katherine e Kaila, hoje é um quinteto e acabou de lançar disco novo, El Rapto traz uma sonoridade influenciada por dream pop e rock psicodélico, as letras cantadas às vezes em português, inglês e espanhol trazem mitologias e reflexões. Betina Hotel Vulcânica é o segundo disco de Betina, artista de São Paulo, suas músicas viajantes exploram arranjos e belas melodias a um vocal doce e também intenso. O disco contém ainda com participações do Boogarins, Tatá Aeroplano, Bonifrate e Heloiza Abdalla. Gab Ferreira Músicas intimistas mas que cairiam bem para um dia de verão, assim é como podemos classificar mais ou menos o dream pop de Gab Ferreira, uma jovem cantora catarinense, ela já participou do programa The Voice Brasil, atualmente lançou o vídeo para a música Not Yours. Vivian Kuczynski Vivian é uma jovem cantora de 15 anos de idade, residente na cidade de Curitiba, podemos dizer que ela é uma menina com voz de mulher, e diga-se de passagem que sua voz é muito marcante, suas músicas flertam com o indie pop alternativo, lembrando artistas como Lana del Rey e Florence & the Machine. Cinnamon Tapes Cinnamon Tapes é o projeto de Susan Souza, uma musicista de São Paulo, o primeiro registro chamado de Nubia contém nove faixas e foi produzido por Steve Shelley, baterista do Sonic Youth. Suas músicas são autenticas, sensíveis e de beleza ímpar, e trazem influências de indie e folk. Não-Não Eu Vídeo clipes bem feitos e músicas numa vibe mais indie eletrônica, esse é o carro chefe desse trio mineiro formado por Pâmilla (vocal, guitarra, synths), Claudio (baixo, synths) e Thiago (bateria). O primeiro disco autointitulado foi lançado pela PWR Records e contém 9 faixas, produzido pela própria banda. Maria Beraldo Inicialmente integrante da banda Quartabe, Maria Beraldo faz um som que flerta mais com o lado eletrônico, ao vivo ela quem conduz seu sintetizador e guitarra, seu disco Cavala traz composições fortes que dão voz a mulher lésbica, que ela mesma chama de ”música de sapatão”. La leuca A banda La Leuca das irmãs Helena e Mariana lança Dente de Leite, seu primeiro disco de estúdio lançado pela Deckdisc, as composições passeiam pelo dream pop, psicodelia, rock e mpb. Eles já foram responsáveis por tocar ao lado de bandas como Boogarins, Carne Doce e Winter. Harmônicos do Universo O projeto da musicista Desirée Marantes surgiu em 2015, as composições criadas com apenas guitarra e violino trazem belos climas, emocionantes e únicos, assim como uma trilha sonora. Consuelo Cantora brasilense que flerta com o misticismo e o oculto, sua nova música ”Luz da noite” nos dá um breve gosto de como será seu novo lançamento. As guitarras distorcidas e dinâmicas, as vibes psicodélicas e ambientações algumas vezes mais sombrias nos lembra muitas vezes o rock feito pelos Mutantes.

YAGA: um novo festival dedicado a comunidade LGBTQ+

Yaga

Há pouco mais de um mês antes de acontecer, o YAGA havia sido anunciado nas redes sociais. Sem muitas informações, o festival deixou o público ansioso por seu line-up. É a primeira vez que um festival desse porte ganha palco em São Paulo. Criado de forma totalmente independente, trouxe um intercâmbio cultural afim de fortalecer e empoderar artistas do underground através da arte. Mesmo com os tempos obscuros em que estamos vivendo, o YAGA aconteceu. Foram dois dias de música (3 e 4 de novembro), o local escolhido foi o Love Story, uma famosa balada no centro da cidade. O line-up contou com artistas nacionais e internacionais e marcou a vinda inédita de Arca. Uma produtora venezuelana conhecida por trabalhar com diversos artistas. Nomes como Björk, Kanye West, FKA Twigs, e SOPHIE, produtora trans que já vinha trabalhando com artistas e lançando singles desde 2013. Em 2018 ela lançou seu primeiro disco de estúdio , que inclusive vem sendo muito elogiado pela mídia especializada. O primeiro dia de festival No sábado (03/11) o line-up contava com Arca, Alada, Cemfreio, Aretha Sadick, FKOFF1963, Juliana Huxtable, Mia Badgyal, Ønírica e LV1SLV1S. A casa abriu por volta das 23h como informado anteriormente e o fim da festa estava previsto para terminar às 9h00 de domingo. Cheguei por volta de 01h00 da manhã, o horário de verão acabou deixando eu e alguns um pouco confusos. Logo na entrada, vi uma grande movimentação. O mais legal foi ver pessoas de diferentes lugares e subculturas todas unidas e também vestidas como queriam. Era um mix de felicidade e liberdade para quem estava ali. Um ponto alto que devo destacar, fica por conta do staff do festival. Composto por pessoas trans, desde a entrada, passando pela segurança e bar. Foram super simpáticas e profissionais, inevitável mencionar que elas também eram responsáveis pela aura da festa. As apresentações Já dentro da casa, um público animado, dançando ao som de MATMA, que já estava a terminar sua apresentação. Imprevistos sempre acontecem, houveram alguns atrasos, mas o público estava tão animado e não parava de dançar ao som de ALADA. Sua apresentação começou por volta das 2h10 da manhã. O set teve muito techno e funk carioca com mashup de outras músicas do pop, rock e metal. Passava das 03h00 quando Arca surgiu nas escadas. Calçando botas vermelhas, com as pernas de fora e um tipo de smoking, maquiagem, óculos escuros. Saudou o público com rosas, a partir dali ganhou a noite com sua performance. Logo no início caminhou entre todos da pista cantando e em seguida começou seu DJ set. Ela partiu do techno e industrial, reggaeton e músicas típicas venezuelanas. A participação do performer brasileiro Saullo Berck também foi destaque durante o set e animou a apresentação. A artista caminhou por toda a casa, deu selinho e abraços em fãs. Subiu no queijo (pole dance) e interpretou falas já conhecidas em suas apresentações. Além disso, interagiu com o público e disse estar feliz por participar de um festival como esse, falou também sobre valorizar os artistas. A expressividade de Alejandra é com certeza o destaque, às vezes elegante ou ‘obscena’. O show acabou por volta das 4h15 da manhã, mesmo assim, a animação continuava. Muitos dançavam, circulavam pela casa ou iam até a área de fumantes (que estava lotada). Precisei ir embora, mas sei que a festa continuou até mais tarde, inclusive vi vários vídeos onde Arca interagia com a galera na pista. Por fim, ficou claro que precisamos de eventos e festivais como esse. É necessário dar voz a pessoas e fortalecer a arte. Parabéns aos organizadores que apostaram no evento, espero que o saldo tenha sido positivo e que a jornada continue. Que da próxima vez mais pessoas e também empresas se sensibilizem para apoiar com patrocínios. Siga e acompanhe o festival nas redes sociais: Site | Facebook | instagram Confira mais resenhas de shows.

Rebobinados indica #8

Em nossa oitava postagem de indicações temos bandas nacionais e internacionais, de vários estilos e em sua maioria com materiais lançados nesse ano, confira abaixo e não se esqueça de enviar seu material para rebobinadosblog@gmail.com Herzegovina Banda carioca de pós-punk lança seu segundo EP Last Turn, com cinco músicas inéditas, durante o mês de novembro a banda faz uma pequena turnê por alguns estados divulgando o material, São Paulo está na rota. Fronte Violeta O projeto experimental de Carla Boregas (Rakta) e Anelena Toku existe desde 2015 quando lançaram seu primeiro registro, o EP Travessias, agora elas lançam FLAMA e continuam sua jornada de sons abstratos. Nicole Dollanganger A cantora e compositora canadense lança seu sexto disco de estúdio, Heart Shaped Bed traz músicas em uma vibe bem melancólica, às vezes dark e fantasiosa, a artista já vinha trabalhando no disco desde o ano passado. Help Projeto de DSBM (Depressive Suicidal Black Metal) da cidade de Marília em São Paulo, com letras em português, acabam de lançar a inédita “Wind”. Soulsad O projeto surgiu na cidade de São Paulo em 2003, agora em 2018 retomam suas atividades como duo e com o lançamento do primeiro EP intitulado Two Funerals, as três faixas trazem composições profundas e um som que oscila entre peso e melancolia. The Wonderful Now Pra quem gosta de um som mais na vibe post-rock, os cariocas do The Wonderful Now acabam de lançar seu primeiro EP, a sonoridade flerta com vários estilos como dream pop e math rock. SOPHIE SOPHIE é uma artista e produtora trans da cidade de Los Angeles, ela vinha trabalhando com artistas da cena pop eletrônica e lançando singles desde 2013, apenas em 2018 saiu seu primeiro disco de estúdio Oil of Every Pearl’s Un-Insides, recentemente ela se apresentou em São Paulo no festival YAGA. SRSQ Novo projeto de Kennedy Ashlyn ex-membro da extinta Them Are Us Too, em seu primeiro registro Unreality ela traz uma sonoridade que flerta com o darkwave, dream pop e new wave de artistas como Cocteau Twins e Kate Bush. Altamente recomendado! The Completers Banda curitibana formada em 2015, a sonoridade caminha entre o punk e o experimentalismo do post-punk, em 2017 lançaram seu primeiro registro com duas faixas e agora em 2018 acabam de lançar o EP Unspoken Signals com três músicas inéditas.  

Earthless e Mars Red Sky, dois grandes nomes do stoner metal tocam em São Paulo

Que a galera brasileira gosta de stoner nós já sabemos, vale lembrar os diversos shows que a produtora Abraxas trouxe no ano passado e também em 2018 que foram sucesso, entre eles, Kadavar, Stoned Jesus, Samsara Blues Experiment e por aí vai… Com exclusividade quem vem dessa vez é o trio norte-americano Earthless formado por Iasiah Mitchell (vocal, guitarra), Mike Eginton (baixo) e Mario Rubalcaba (bateria), aproveitando a turnê de seu mais recente disco Black Heaven lançado via Nuclear Blast. Quem acompanhará a banda em seus shows pelo país são os franceses do Mars Red Sky que já estiveram no Brasil com a turnê de seu último disco Apex III lançado em 2016. O último lançamento da banda até então é o EP Myramyd de 2017. E como não poderia faltar, o representante nacional que abrirá os shows das duas bandas será a banda carioca Psilocibina, que inclusive lançou disco recentemente via Abraxas e Electric Magic Records. Confira abaixo as informações do show e não dê bobeira! 3 de novembro – SÁBADOLocal: Fabrique ClubAbertura da casa 18h00 18h30 – Psilocibina19h30 – Mars Red Sky20h30 – Earthless Compre já o seu antecipado: https://www.sympla.com.br/earthless-mars-red-sky-e-psilocibina-em-sao-paulo__316077 Ingressos antecipados online por apenas R$ 100 (meia entrada promocional para estudantes, menores de 21 anos, idosos, professores da rede pública, portadores de deficiência física e também para aqueles que levarem 1kg de alimento não perecível na entrada). Na hora: R$ 120 meia / R$ 240 inteira. Pontos de Venda:– Yoga Punx – Rua Doutor Cândido Espinheira, 156 – Perdizes(11) 94314-7955– Volcom – Rua Augusta, 2490 (apenas em dinheiro)(11) 3082-0213– Loja 255 na Galeria do Rock(11) 3361-6951– Ratus Skate Shop – Rua Doná Elisa Fláquer, 286 – Centro, Santo André(11) 4990-5163 – Em breve Compre já o seu antecipado: https://www.sympla.com.br/earthless-mars-red-sky-e-psilocibina-em-sao-paulo__316077 Arte: Douglas Jacinto ————————Classificação 18 anos.

Palamar: “se mantenham plenos e tenham cuidado com a polícia…”

Há mais de 1000 quilômetros de distância e quase no coração do Brasil, está localizada Brasília. Que dizem alguns que já foi a capital do rock, grandes e importantes nomes da música nacional foram exportados de lá para todo o Brasil e mundo. Numa época boa em que o rock era influente, forte, crítico, poderoso… A grata surpresa foi conhecer o Palamar, uma banda nova, que surgiu no fim de 2017 na capital brasileira ainda como trio. Hoje um quarteto formado por Galvão, Pedro, Heitor e Guilherme. Donos de um som lisérgico, viajante, de espírito jovem. Em seu primeiro ano de estreia lançaram o primeiro EP, Horizontes Submersos, com cinco faixas produzidas por eles mesmos. No ano seguinte, já começaram a trabalhar no sucessor, o resultado é o primeiro single lançado recentemente sob o nome de “Rebordose”. Uma sonoridade de qualidade, que renova nossa sede por bandas novas e que representem bem o rock nacional, sucesso e vida longa ao Palamar! Como aconteceu a ideia de formar a banda e a escolha do nome, vocês já se conheciam ou tiveram algum projeto anterior? Nos conhecíamos de outros rolês, eventos e festas… Eu (Galvão) e Santos tínhamos acabado de sair de um banda, sem nada pra fazer e muito pilhados em fazer algo novo… Chamamos o Heitor pra assumir a guitarra e a partir daí é só história; Palamar não tem significado, é o que é, por essência. O primeiro EP Horizontes Submersos foi lançado em 2017, como foi o processo de composição e gravação, as ideias fluíram ou existiu algum empecilho durante esse período? Uma fase de reconciliação de vontades, foi o início de um passo enorme para todos, uma gravação com identidade própria, ardor e o tempo de cada um envolvido ali. Após uma averiguação e reconhecimentos de ambientes por várias sessões de jam registradas (tá no nosso Soundcloud/// Demos), incorporamos o que a Palamar tinha pra soar e destrinchamos junto do tempo que tínhamos. Existem bandas que costumam compor suas letras com base em livros, situações do cotidiano ou até ficções, pra vocês, de onde vem as inspirações na hora de escrever uma letra? Temos um querer maior com o instrumental, deixamos um pouco de lado toda essa preocupação em relação à construção de letras e recados. Soamos como forma de complemento para o todo, nada é muito esclarecido, as letras tem seu aspecto de desnorteio de forma proposital. Mesmo assim, são trabalhadas envolta de outra referências: A vida e seus barulhos que teimamos em negar escutar, conselhos ruins, falta de determinação em certos pensamentos, desafios… É algo bem natural, bem humano, nada especifico. Falando ainda de inspirações, sobre a sonoridade, quais artistas nacionais e internacionais influenciaram vocês? Frank Ocean, Gal Costa, Lê Almeida, Hurtmold e Walter TV. Como anda a cena musical de Brasília, vocês acham que perderam o título de capital do rock? Nunca conseguimos enxergar esse posto de capital do rock de uma forma espontânea, foram tempos de desamparo e essa tradição quase que forçada, traz suas maldições e bênçãos a esse solo desde então, onde ouro é ofuscado e o contrário ganha cena, esse é exatamente o ponto, onde bandas maravilhosas se descarregam antes mesmo de serem notadas, espero que isso mude, que o público consuma mais arte, que os artistas dêem mais valor e que seja cooperativo o tal mito da cena. Quando não estão no palco ou compondo, o que mais gostam de fazer pra passar o tempo, algum hobbie específico? Fazendo parte da cidade, trampando ou estudando, mas sempre criando ou tentando criar algo em volta de intenções próprias… Recentemente vocês lançaram um novo single, para a música Rebordose, quais são os planos futuros, o disco deve sair ainda esse ano? Não, o álbum não sai esse ano… Os planos remetem à mais shows e processos de composição, focar em conceitos que consigam rumar a um plano de álbum que nos justifique, que a arte que a gente faz alcance mais pessoas, mais festivais, mais ocasiões. O plano ainda é se encontrar mais uma vez como no inicio das primeiras gravações, uma ideia e coragem!! Agora com uma certa expectativa e maturidade, tudo fica mais incorporado ao peito aberto e à crítica, foram esses aspectos que formaram muito do que o nosso trabalho anda consistindo, sabemos lidar e esperamos o melhor de cada um. Muito obrigado pelo tempo em falar com a gente, deixem uma mensagem para quem ainda não conhece o som de vocês. O recado que a gente deixa é: Se mantenham plenos e tenham cuidado com a polícia. Escute o single Rebordose: Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | instagram Confira mais entrevistas.

Cinco discos internacionais de 2018 em destaque

O ano de 2018 tem sido maravilhoso, talvez um dos que mais escutei discos, acompanhei vários lançamentos e até me propus a fazer uma lista de todos os escutados durante o ano (provavelmente isso deve gerar um vídeo ou até mesmo uma lista aqui no blog), o nosso famoso melhores do ano. Por hora, venho trazer os cinco discos internacionais de 2018 que tiveram destaque. Enquanto isso não acontece, eu gostaria de indicar aqui cinco discos que tenho escutado bastante, provavelmente você deve ter ouvido falar, ou até mesmo escutou algum deles, se não, aproveite pra conhecer música nova, quem sabe esses não podem ser um dos seus lançamentos favoritos de 2018 também? Mint Field – Pasar de las luces (2018) Esse com certeza constará na minha lista de favoritos desse ano, é o disco de estréia de um trio mexicano de shoegaze. As músicas são todas cantadas em espanhol, e a vibe que permeia de início ao fim é totalmente viajante, os vocais tem um clima tão etereal que as estruturas das músicas sendo simples fazem com que o conjunto vire algo quase espiritual, as faixas El Parque Parecía No Tener Fin, Quiero Otoño De Nuevo e Nada Es Estático Y Evolucione te fazem flutuar e entrar num mundo paralelo. Gazelle Twin – Pastoral (2018) O projeto da cantora e compositora inglesa Elizabeth Bernholz já tem quatro discos lançados, se no primeiro álbum The Entire City ela nos entregou uma música eletrônica mais sombria, em Pastoral temos isso e muito mais, aqui a artista flerta bastante com o experimentalismo, usando sons, layers, flauta e batidas frenéticas, sem contar com seu visual meio sarcástico e maluco. Marissa Nadler – For My Crimes (2018) A música folk nunca foi o meu forte, sempre achei que era meio impossível  um artista lançar vários discos apenas no violão sem soar meio chato, mas eis que me provaram o contrário. Marissa Nadler começou sua carreira musical em 2000, um bom tempo, ela já tem oito discos lançados e For My Crimes é com certeza um dos melhores, cativante, com belas melodias e um vocal que dispensa comentários, ouça e você também vai se apaixonar. Ic3peak – СКАЗКА Se você acha que já ouviu de tudo, então ainda não deve ter escutado essa dupla russa de witch house, as músicas são cantadas em russo e as batidas pesadas criam um clima singular, eles já vieram ao Brasil há dois anos atrás, tiveram a oportunidade de conhecer São Paulo e filmaram até um vídeo no viaduto do Minhocão junto com um time de drag queens e performancers de festas famosas em SP. King Dude – Music to Make War to (2018) King Dude é o projeto do cantor e compositor Thomas Jefferson, até então suas composições se baseavam na música folk e no martirial folk de bandas como Death in June, esse é o seu sétimo disco e traz uma sonoridade mais ampla que teve início desde seu antecessor, com boas doses de guitarras, bateria, baixo e piano, passeando pelo post-punk, jazz e gothic rock.

Jupiterian fortalece o lineup do Abraxas Fest no próximo fim de semana

Prestes a comemorar seus 5 anos de existência, a produtora Abraxas traz ao Brasil pela primeira vez uma das bandas mais importantes do sludge, os americanos do Eyehategod. Eles serão atração principal de seu festival Abraxas Fest que acontecerá no próximo fim de semana, dia 13 de outubro em São Paulo, no Fabrique Club. O line-up ainda contará com os alemães do Samsara Blues Experiment, retornando pela segunda vez ao nosso país e apresentando seu mais recente disco One With the Universe. As nacionais Noala de São Paulo que também acabou de lançar disco novo e os brasilienses do ITD se juntam ao time. Já no domingo dia 14, o festival acontece no Rio de Janeiro, no Cais da Imperatriz, porém as aberturas ficarão por conta das bandas Pantanum e Jupiterian (SP). O Jupiterian surgiu em meados de 2013 na cidade de São Paulo, desde então o quarteto têm espalhado sua música pesada, melancólica e ríspida pelos cantos do mundo. Já tocaram em festivais na Europa ao lado de grandes nomes do doom/sludge e são um dos principais nomes da cena atual brasileira. Em sua discografia trazem o EP Archaic (2014) e dois discos de estúdio, Aphotic (2015) e o Terraforming (2017), as apresentações da banda são conhecidas por serem pesadas e intensas. Em entrevista, a banda falou sobre sua participação pela primeira vez no festival. O Jupiterian é uma das bandas brasileiras que repercutem no exterior, o que comprova o profissionalismo e a qualidade do trampo. Hoje, quais são as prioridades e as demandas do Jupiterian para manter a boa produtividade? Nossa prioridade é sempre compor. Fazemos poucos shows no ano porque estamos sempre em estúdio criando e compondo e queremos gravar o máximo que podemos no tempo que temos. Acho que essa produtividade que você mencionou vem disso. Creio que abrir para o Eyehategod seja uma experiencia bastante aguardada por vocês. É diferente participar de um festival ao lado de lendas da música pesada? Acredito que já tocaram ao lado de outras bandas importantes para vocês lá no exterior, não? Sempre é legal tocar com bandas que foram importantes pra sua formação musical. O Eyehategod com certeza é uma delas, mas eu prefiro sempre mentalizar que, seja com quem for, estamos lá pra dar o nosso melhor. Seja com uma banda pequena ou grande, a experiencia de tocar ao vivo é sempre incrível pra nós e procuramos focar no trabalho que temos a fazer pra que tudo saia dentro da nossa expectativa. Em poucas palavras, dá pra explicar o stoner/doom da banda? Nosso som é lento, mas acho que estamos cada vez mais distante do que se espera de uma banda de doom metal. e definitivamente não vejo stoner na nossa música. Nosso leque de referencias é bem grande e esperamos cada vez mais estar longe de rótulos e seus sub-gêneros. Esta é a primeira participação do Jupiterian num evento da Abraxas, certo? Como vê o trabalho da produtora no fomento da música independente? Na verdade já tocamos em outro evento há alguns anos, aqui em São Paulo, quando produtora estava bem no começo, assim como nós. Acho extremamente importante, o trabalho que a Abraxas tem realizado já é lendário, considerada a realidade do país, e espero que isso reverbere por anos. texto por: Fábio Bragaentrevista: Erick Tedesco Abraxas Fest 2018 em São PauloEvento: www.facebook.com/events/428628674243793Data: 13 de outubro de 2018Horário: a partir das 17 horasBandas: Eyehategod, Samsara Blues Experiment, Noala, ITDLocal: Fabrique ClubEndereço: Rua Barra Funda 1071 – Barra Funda/SPIngresso: R$ 120 (primeiro lote antecipado) até a véspera do show, online (com taxa de serviço)Vendas online: https://www.sympla.com.br/abraxasfestspVenda física (sem taxa de conveniência):Yoga Para Todos (Rua Doutor Cândido Espinheira, 156 – Perdizes) – (11) 94314-7955Volcom (Rua Augusta, 2490 – apenas em dinheiro) – (11) 3082-0213Loja 255 na Galeria do Rock – (11) 3361-6951Ratus Skate Shop (Rua Doná Elisa Fláquer, 286 – Centro, Santo André) – (11) 4990-5163Na Hora: R$ 140Censura: 16 anos Abraxas Fest 2018 no Rio de JaneiroEvento: www.facebook.com/events/1925147550842727Data: 14 de outubro de 2018Horário: a partir das 18 horasBandas: Eyehategod, Samsara Blues Experiment, Pantanum, JupiterianLocal: Cais da ImperatrizEndereço: Rua Sacadura Cabral, 145 – Centro/RJIngresso: R$ 100 (primeiro lote antecipado)Venda online: https://www.sympla.com.br/abraxasfestrjVenda física (sem taxa de conveniência):Rocksession (Rua Conde de Bonfim, 80, loja 3 – subsolo – Tijuca) – 3168-4934Tropicália Discos (Praça Olavo Bilac, 28 – Sala 207 – Centro) – 2224-9215Hocus Pocus DNA (Rua 19 de fevereiro, 186 – Botafogo) – 3452-3377Inside Rock (Avenida Amaro Cavalcanti, 157 – Méier) – 3985-8040Sempre Música Catete (Rua Corrêa Dutra, 99; sobreloja 216 – Catete) – 2265-6910Na hora: R$ 120Censura: 16 anos Confira mais entrevistas.

Rebobinados indica #7

A nossa sétima postagem de indicações só tem som brazuca, a maioria são lançamentos desse ano e selecionamos muita coisa boa, que orgulho da cena nacional! Gostaria de agradecer a todos que enviaram e continuam enviando material pra gente, e pra quem ainda não teve seu som postado ou está interessado em enviar, fica aqui o nosso e-mail oficial: rebobinadosblog@gmail.com lllucas – Creme Azedo Creme Azedo é o primeiro EP de lllucas, músico de São Paulo, as quatro faixas são a trilha perfeita para te acompanhar em uma caminhada solitária sem rumo ou em seu quarto, as batidas leves acompanhadas de riffs delicados de guitarra e ora com influências do dream pop e ótimas letras envolvem o ouvinte em uma vibe nostálgica e confortante.   Moon Pics – Motion Projeto iniciado em 2016 por Adriano Caiado, com influências que vão de Cocteau Twins e The Radio Dept., as cinco músicas do EP misturam vocal, synths e drum machines afim de criar uma sonoridade bem atmosférica.   Lonely Me – Twisted Sad Machines O som do Lonely Me é a trilha sonora perfeita para aqueles dias deitado na cama sem ter o que fazer e pensar na vida. As músicas de pegada lo-fi encaixam muito bem elementos de shoegaze e dream pop, um lançamento promissor no cenário indie nacional.   Jonathan Tadeu – Sapucaí Já muito conhecido na cena independente, o mineiro Jonathan Tadeu retorna com mais um lançamento, o quarto da carreira. O nome vem de uma famosa rua em BH onde jovens se encontram para fumar e ver o pôr do sol, é daí que também vem as inspirações para as dez faixas que compõem o disco, que dessa vez flerta mais com o experimental/eletrônico.   Li(F)e – All my friends are blue All my friends are blue é o primeiro lançamento dessa banda curitibana que flerta com o post-rock, shoegaze e experimental. Anteriormente já participaram com covers para duas coletâneas, uma dedicada ao Slowdive e outra ao My Bloody Valentine. Altamente recomendado!   Pedro Vulpe Pedro Vulpe é um músico catarinense, em 2016 lançou seu primeiro EP Zam, agora ele lança “Olhos do Tempo”, faixa que fará parte de seu novo trabalho que será lançado em 2019 sob o nome de Cardinale. A faixa traz um folk rock acompanhado por belos vocais e letras otimistas.   V.Diasz – Low Gain/High Patience Mixtape Lançado pelo selo independente Lovely Noize Records, V.Diasz é mais um dos vários projetos deste músico residente na cidade de Taubaté (SP). Em sua nova mixtape ele mescla sons e conta com várias participações de artistas de todo o país, afim de criar algo fora do convencional.   Latidos Nocturnos – DEMO Projeto de Brasília, com fortes influências do post-punk, rock alternativo e shoegaze, a primeiro demo apresenta quatro faixas, as composições são em grande parte cantadas em português.   Lanches – casona em cassette Quarteto do Rio Grande do Sul, em suas composições bebem da fonte da música psicodélica, a estréia vem com as faixas “Oceano” e “Eterno Verão”, gravadas em cassete, um prato cheio para aqueles que amam um som mais retrô e lo-fi.

Shelter, um disco divisor de águas na carreira do Alcest

Shelter é o quarto disco de estúdio do Alcest, e pode ser considerado o ”divisor de águas” de sua carreira. Depois do aclamado Les Voyages de l’âme, que é para alguns sua obra-prima, a dupla Neige (vocal, guitarra) e Winterhalter (bateria) decidiram largar suas raízes metálicas de lado. Aqui eles se aventuram em outros caminhos que podem trazer novas possibilidades para a banda. Simplesmente batizado de Shelter ou no bom português Abrigo, o disco traz músicas inspiradas no mar. Segundo Neige esse é seu principal abrigo, já que ele passava horas e horas observando sua beleza e seu poder de limpar a alma. Além disso, outra grande influência presente foi o shoegaze, gênero que ficou notável no início da década de 90, por bandas como My Bloody Valentine, Cocteau Twins, Slowdive e Ride. Embora não tenha nenhuma influência vinda do metal, as músicas continuam cativantes e com a beleza típica do Alcest. E mesmo que alguns acreditem que a banda perdeu sua originalidade, o disco veio para provar que as novas direções podem render ótimas inspirações. Pela primeira vez foi usado um conjunto de cordas (o mesmo da banda Sigur Rós) e participações de Monike da banda sueca Promise And The Monster, além de Neil Halstead líder do Slowdive. Além disso, o disco foi gravado na Islândia, nos estúdios Sundlaugin com os produtores Birgir Jón Birgisson e Martin Koller, o que com certeza colaborou com toda essa atmosfera incrível do início ao fim. Durante as oito faixas ouvimos um som mais orgânico, sem riffs pesados, blast beats e guturais que eram a marca da banda. A bela e serena Wings abre o disco com coro e instrumental bem etereal até ser embalada por Opale que traz um clima mais feliz e um refrão pegajoso que gruda na cabeça. La Nuit Marche Avec Moi é a faixa mais indie, com toda sua leveza nas guitarras e nos vocais. A terceira faixa Voix Sereines tem uma forte carga emocional e mistura momentos serenos com um final mais ”pesado”, se é que posso dizer isso, acontece que as guitarras aqui lembram algo do disco Les voyages de l’âme. A próxima é L’ éveil des Muses, hipnotizante e mais dark, com suas paredes de guitarras que criam uma atmosfera de outro mundo, a faixa título Shelter lembra muito Cocteau Twins por suas distorções e tem uma linha de teclado bem marcante em seu refrão. Quase chegando ao fim temos Away, onde ouvimos um belo dueto entre Neige e Neil Halstead, uma surpresa por se tratar de uma música mais acústica, mas que vai se desenvolvendo em uma sonoridade rica, com cordas e riffs de guitarras no melhor estilo shoegaze. Délivrance foi uma ótima escolha para fechar o disco, ela tem mesmo um clima de final, talvez um pouco triste e com certeza uma das melhores composições já feitas até então. Um fato interessante é que ela não possui letra, durante os 8 minutos de música Neige usa o chamado Idioglossia (palavras escolhidas totalmente em aleatório sem alguma coesão ou contexto lógico). Mesmo assim, o resultado final foi incrível e fecha o disco majestosamente, com um ritmo cadenciado que aos poucos vai crescendo em um momento épico no final. Na versão estendida do disco, temos uma faixa bônus intitulada Into the Waves, onde quem assume os vocais é Monike (Promise And the Monster). O som é bem indie e influenciado por post-rock, o que traz uma sensação bem renovadora. Shelter é um disco conceitual, todas as músicas estão ligadas em si, cheias de atmosferas alternando entre esperanças ou tristezas. Talvez ele seja um experimento na carreira do Alcest, ou mesmo um novo começo, não sabemos. Ainda assim, mas somos gratos por mais uma vez ouvir músicas tão cativantes de uma banda que parece não ser desse mundo. Confira o disco Shelter: Acompanhe a banda nas redes sociais: FacebookInstagramSite

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