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Silva mais brasileiro que nunca em seu novo disco

Depois de quase três anos desde seu terceiro disco Júpiter, lançado em 2015, e de uma turnê extensa cantando Marisa Monte, que inclusive rendeu dois discos, um com versões de estúdio e ao vivo, o capixaba Silva lança ‘Brasileiro‘, seu tão aguardado novo trabalho. A estética visual traz cenários suburbanos, natureza e simplicidade, que se encaixam perfeitamente ao título. Sobre a sonoridade, aqui Silva deixa de lado seus sintetizadores, batidas eletrônicas e guitarras e incorpora nas composições elementos mais orgânicos. A primeira faixa ‘Nada Será Mais Como Era Antes’ já abre o disco com sons de percussão, bem ao estilo carnaval, mas aqui ainda ouvimos um pouco de sintetizadores e piano, como se essa fosse uma conexão saindo da antiga sonoridade para a nova proposta do disco. ‘A Cor é Rosa’ é o primeiro single, é pegajosa, leve, com um groove de baixo bem gostoso e vocais suaves como só o Silva consegue fazer, aqui também temos instrumentos mais bem explorados como sax, percussão e palmas que dão um clima bem brasileiro a música. ‘Duas da Tarde’ segue um estilo bem bossa nova, violão dedilhado bem suave e um baixo discreto. Até aqui já da pra notar o quanto as coisas mudaram se comparado aos discos anteriores. Na quarta faixa ‘Cajú’, podemos destacar os backing vocals, o sax e novamente as batidas eletrônicas que deram lugar às percussões, tornando as composições mais orgânicas. Uma das parcerias mais aguardadas está na próxima música, ‘Fica Tudo Bem’, com a participação de Anitta, a faixa começa com tamanha sutileza, o violão acompanha as vozes que entram em perfeita sintonia e criam aquele clima de calmaria, pena ser tão curta, pois ficou um gosto de quero mais. ‘Let Me Say’ traz de volta algo do Silva antigo, mas com uma pitada nova, aqui a levada da bateria nos remete ao baião, ela é embalada pelo samba da instrumental ‘Sapucaia’. Em seguida ‘Prova dos Nove’ tem uma linha calcada no samba mas bem cadenciada, trazendo de volta uma calmaria. ‘Palmeira’ é mais uma faixa instrumental, dessa vez só no piano, porém bem curtinha e singelamente abre caminho para ‘Milhões de Vozes’, e é claro que preciso demonstrar aqui todo o amor que tenho por ela, que música! Primeiro que a letra é tão atual, ela fala muito por nós: ” Tanta implicância, que só quer se amplificar, tanta ignorância, ansiando se mostrar… ” e diga-se de passagem que Silva só na voz e violão é uma das coisas mais maravilhosas, ainda mais com um backing vocal tão lindo e delicado desses. Não menos querida, temos ‘Ela Voa’, outra música que destaco como uma das melhores do disco, ela nos lembra facilmente algumas canções do debut Claridão (2012), com a volta dos sintetizadores, piano e uma batida eletrônica de leve. Como tudo o que é bom dura pouco, temos as duas últimas músicas que fecham o disco, ‘Guerra de Amor’, também segue a linha bossa nova e não traz muita novidade, já ‘Brasil, Brasil’ entra com clima de encerramento, a letra enaltece o país de forma bonita em um musicalidade minimalista com apenas vocal, palmas, percussão e um synth de fundo. Se no início de sua carreira Silva trazia uma musicalidade mais moderna, aqui ele tenta se reinventar e dar destaque as suas raízes mais brasileiras, com uma mistura de estilos, da MPB, passando pelo samba e baião, sem deixar de lado sua essência. Talvez daqui há alguns anos esse seja um cult ou não, isso só o tempo dirá. Escute Brasileiro no Spotify:

Drab Majesty apresenta seu som gótico nostálgico em São Paulo

O Drab Majesty foi formado em 2011 em Los Angeles, Califórnia, por Andrew Clinco, que anteriormente foi baterista do Marriages, banda de post-rock que conta também com Emma Ruth Rundle. Nesse projeto Andrew encarna seu alter ego Deb DeMure, um personagem andrógino com um visual meio gótico futurista, e assim também caminha a proposta da sonoridade que traz batidas dançantes e típicas do New Wave dos anos 80, acompanhadas das guitarras nostálgicas do Shoegaze e Post-punk. O primeiro disco do Drab Majesty, Careless foi lançado em 2015, assim que assinaram com a gravadora Dias Records, logo receberam grande atenção por parte das mídias e fãs desse tipo de música, antes disso apenas uma fita cassete intitulada Unarian Dances havia sido lançada com apenas 100 cópias distribuídas, quando ainda faziam parte da gravadora Lolipop Records. Ainda em 2016, saíram em turnê com as bandas Charnier e True Widow pelos EUA, além de tocarem também com o grande Clan Of Xymox. Já em 2017, a turnê continuou a todo vapor dessa vez ao lado do Cold Cave e King Dude, para o lançamento do segundo disco The Demonstration, esse que alavancou mais a carreira da banda internacionalmente. Em 2018 continuaram com uma série de shows pelo mundo divulgando o recente disco e felizmente e para a surpresa dos fãs, foi fechada uma turnê na América do Sul, que passou por Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil. Os responsáveis pela vinda do Drab Majesty ao nosso país foram a produtora Casa del Puente Discos e o conhecido Madame Club, onde foi realizado o show no domingo dia 10 de junho ao lado também das bandas Fronte Violeta, Anvil FX, Altocamet e Acavernus. Inicialmente a entrada estava programada para 20h00, em um domingo tranquilo onde a temperatura estava amena e não foi desculpa para ficar em casa, ainda mais com um ingresso a R$30 reais, um preço desses nos dias de hoje é valioso. Pois bem, a fila já estava grande em frente a casa, o que de certa forma já deixou muitos ansiosos por conta do atraso, mais ou menos às 20h40 a entrada foi liberada (lembrando que 21h00 era o início do show da segunda banda da noite). Ao entrar, o lounge estava bloqueado para a organização dos shows principais, então caí direto no porão, onde ocorreria o primeiro show da noite com o Fronte Violeta, projeto de Carla Boregas (Rakta) e Anelena. Pouco depois das 21h a apresentação começou enquanto muitos ainda entravam na casa, a sonoridade da dupla é um noise industrial bem caótico e às vezes dançante, a apresentação durou cera de 30 minutos. Em seguida, uma pausa de pouco mais de 30 minutos, a pista de dança foi liberada e algumas pessoas (inclusive eu) dançaram ao som de The Sisters Of Mercy, The Mission entre outros. Anvil FX (Biba, Juliana R e Paulo Beto) A próxima banda da noite era o Anvil FX, nesse momento havia ainda uma banda argentina chamada Altocamet que se apresentaria no palco principal, no lounge da casa, pois bem, a minha vontade em assistir o Anvil FX era maior então fiquei por ali mesmo. O público tímido foi chegando aos poucos, mas encheu bem o local, enquanto isso se não me engano, a banda argentina já estava se apresentando simultaneamente. Para a minha surpresa o público ali embaixo era de respeito, e diga-se de passagem que o trio formado por Biba (vocal), Paulo Beto (sintetizadores) e Juliana R (sintetizador) fez uma ótima apresentação. A galera dançou e enlouqueceu em seu som influenciado por post-punk e minimal synth, além de músicas do último disco Prova de Biologia (2015), rolou um tributo maravilhoso de Discipline do Throbbing Gristle. Pouco antes do show acabar eu resolvi subir para ver o que estava rolando, afinal faltavam poucos minutos para as 23h00 e o Drab Majesty ainda não tinha entrado no palco (aliás nem teve palco, o que prejudicou totalmente a visão de todos que tentavam achar um lugar melhor para ver a banda). Drab Majesty entrou por volta de 23h10, e eu sinceramente não conseguia ver nada, apenas cabeças e celulares mirados, muita fumaça e um ambiente quente. Eis que abriram o set com a conhecida Dot in the Sky, a empolgação do público não foi muito calorosa, talvez porque muitos não conheciam ou porque não estavam afim devido as condições em que o show estava sendo realizado. (Drab Majesty ao vivo no Madame em São Paulo) Em seguida rolaram ainda 39 by Design e Kissing the Ground do disco The Demonstration, a visão ainda era horrível, o som também, muita fumaça, muito calor, pessoas subindo nos sofás e em todas as partes para tentar ter uma visão melhor. Em seguida, deram início a minha música favorita, Unknown to the I, do primeiro disco Careless. Foi triste assistir a apresentação naquelas condições, consegui ficar apenas um pouco mais perto pois algumas pessoas estavam desistindo e indo para o fundo da pista. Naquele momento eu estava torcendo para que desse tempo de assistir o show completo, rolaram ainda Y.K.E.D.A e Cold Souls, além de um interlude que a banda costuma fazer entre algumas músicas. Felizmente a próxima era Too Soon To Tell, eu estava um pouco mais perto e assim que a música acabou já eram 23h50, tive que sair às presas, mesmo faltando ainda cerca de três músicas para fechar o set. Vale lembrar que ainda faltava a apresentação do Acavernus projeto solo da Paula Rebellato (Rakta) e sabe-se lá que horas começou. Infelizmente tive que correr para a estação de metrô como um bom paulistano que mora na pqp. Concluindo, a produção pecou e muito na organização, nenhum horário foi seguido e bloquear o lounge principal só atrapalhou a circulação pela casa. Ouvi alguns relatos de pessoas que tiveram prejuízo ao depender de Táxi e Uber para voltar pra casa devido ao horário. Setlist Drab Majesty: 01. Dot in the Sky02. 39 by Design03. Kissing the Ground04. Unknown to the I05. Y.K.E.D.A06. Cold Souls07. Too Soon To Tell08. Hallow09. The Foyer10. Not Just

Camille Claudel: Shoegaze, black metal, letras em português e ballet?

A Camille Claudel surgiu na metade dos anos 90 em Volta Redonda (RJ), um ano mais tarde (1995) a banda se desfez, e apenas 18 anos depois ressurgiram com nova formação, novas músicas e ideias.Pra começar, lançaram em Abril de 2016 o seu primeiro registro, o single Balada Borderline, em seguida lançaram ainda Novo Qualquer (2016) e Céu Laranja (2016). A sonoridade é uma mistura de vários estilos como o indie rock, shoegaze, post-punk, bossa nova e até black metal, as músicas são cantadas em português, o que traz também uma identidade forte à banda. A formação conta com Frederico (guitarra, vocal), Luiza (baixo), Rafael (guitarra) e Daniela (bateria), e foi com esse time que eles lançaram seu primeiro álbum de estúdio, o auto-intitulado Camille Claudel, com 8 músicas. Um fato curioso foi um projeto criado pela banda chamado A Nuvem de Calças, baseado no livro de Vladimir Vaiakovski, onde unem ballet e shoegaze. A seguir, temos um vídeo com o resultado dessa experiência no mínimo incrível. Por trás da ideia está Daniela, a baterista, no ano passado ela deu uma entrevista ao blog Noise Artists explicando como aconteceu: ” Primeiramente, estou muito feliz por você se interessar por este projeto, ele é muito importante para mim, e eu amo falar sobre o processo dele, então é legal saber que tem alguém interessado… hehe Tudo começou com um projeto de pesquisa para a conclusão da minha especialização em um sistema de análise de tipos de movimento, chamado Laban/Bartenief. Naquele tempo eu estava trabalhando como professora e coreógrafa de dança contemporânea em uma escola de dança, na Escola de Dança Fundação Porto Real. Então decidi fazer essa pesquisa com um grupo de estudantes. Foi uma experiência incrível. A pesquisa foi para explorar a linguagem poética na dança, e escolhi um poema de Manoel de Barros, chamado O Fotógrafo. Então, eu e esses estudantes (todos jovens, de 13 a 18 anos) trabalhamos juntos nesse laboratório para transformar essa poesia em dança. Em algum momento, decidimos fazer uma peça de dança completa com isso, e foi aí que o Fred se envolveu. No poema, Manoel começa com uma tentativa de fotografar o silêncio, entre outras coisas, e ele percebe que o silêncio é um transmissor. Eu chamei Fred para criar a música que seria o transmissor da dança. A música do silêncio (poderia ser mais shoegaze? hehe)! Ele pegou a guitarra e alguns pedais e desenvolveu um pattern enquanto acompanhava os ensaios. Ele iria improvisar, reagindo aos dançarinos e à coreografia. O vídeo que você viu foi parte dessa peça, rearranjado especialmente para apresentarmos em um local aberto, com apenas três dançarinos (a peça original tinha 10 dançarinos) e a respeito da parte do poema que fala sobre a nuvem de calças. E o resultado foi o que você viu. Esse é um resumo disso.” Deixamos aqui alguns links para conhecer mais o Camille Claudel, inclusive, o primeiro disco e os singles estão todos para download gratuito. Bandcamp | Facebook Outras matérias que você pode gostar:

Conhecendo o rock indie argentino em 10 bandas

Mais um daqueles dias comuns, você abre as playlists e álbuns do spotify mas… Nada de novo, mesmo com tantas possibilidades pela internet? Existem dias que você não sabe o que escutar. Pois é, estive pensando comigo: “tirando Arca, não costumo escutar músicas cantadas em espanhol, então, por que não procurar por bandas aqui do nosso continente…” Nunca é demais expandir seus ouvidos para músicas de outros lugares, e foi pensando nisso que resolvi pesquisar artistas argentinos, você deve estar se perguntando, mas por que necessariamente bandas da Argentina? Eu explico… Já faz um tempo que o Brasil não é mais a rota principal de shows internacionais, por outro lado, países como Chile e Argentina tem nos desbancado no quesito público, são arenas, estádios e casas de shows completamente lotados, muitas bandas decidiram gravar seus DVD’s ao vivo lá, alguns exemplos são: Metallica, Megadeth… Realmente acho que perdemos o posto. O que interessa, é que nessa busca encontrei bandas muito interessantes, tão interessantes que resolvi compartilhar com vocês as dez que mais gostei, então se você assim como eu estava sem saber o que escutar ou estava de saco cheio da mesmice de sempre, dá o play! Él mató a un policía motorizado mi amigo invencible Cuarteles de Invierno ZERO KILL Delta Venus Prietto viaja al cosmos con Mariano Jaime sin Tierra Paris Paris Musique Barco Detonantes

World Goth Day: 10 bandas de post-punk e darkwave brasileiras

Pra quem não sabe, hoje 22 de maio de 2018, se comemora oficialmente o World Goth Day, que nada mais é do que uma data criada para homenagear a subcultura gótica ao redor do mundo. A origem dessa data vem do Reino Unido, o dia celebra os aspectos dessa subcultura, como a música, arte e moda em eventos espalhados pelo mundo todo. Tudo começou em 2009 durante uma semana de Maio, quando a famosa Rádio BBC6 estava a procura de números de subculturas na musica, incluindo a cena gótica, foi então que os DJ’s Cruel Britannie e Martin Oldgoth criaram o evento e decidiram que todo dia 22 ele seria realizado regularmente. Muitos países ao redor do mundo adotaram a ideia, alguns como Espanha, México, Africa do Sul e Brasil. Estima-se que mais de 40 eventos são realizados por ano, inclusive foi criado um site onde esses eventos são divulgados, você pode visitá-lo clicando aqui. O logo da data nada mais é do que um emoticon com as pinturas da famosa cantora Siouxsie Sioux líder da distinta banda Siouxsie and the Banshees. Aproveitando, nós separamos 10 artistas brasileiros da cena gótica/alternativa para você conhecer, então separe suas roupas pretas, um bom vinho e aumenta o som! Scarlet Leaves (Darkwave) Vzyadoq Moe (Experimental/pós-punk) The Knutz (Deathrock) Arte no Escuro (Pós-punk) Plastique Noir (Gothic rock) Gangue Morcego (Deathrock) Rakta (Experimental/pós-punk) Azul 29 (Synthpop) Cabine C (Pós-punk) Escarlatina Obsessiva (Pós-punk/darkwave) Confira outras matérias.

FIENDGRIEF, duo de música eletrônica lança dois singles novos

FIENDGRIEF é um duo de música eletrônica de São Paulo, formado em 2016 por Maur e Erika, no ano passado lançaram seu primeiro registro, o disco Hatred. Eles são conhecidos como um dos principais nomes do Witch House nacional, movimento que começou nos EUA mas que se fortaleceu mesmo na Rússia, já falamos um pouco sobre o estilo aqui no blog, para ler a matéria é só clicar aqui. Na semana passada, divulgaram em sua página oficial o lançamento do EP 悪 魔 の 悲 嘆, que na tradução para o português significa algo como A tristeza do Diabo, nele os singles Reverie e Orchid mostram composições com uma pegada mais dreamwave. Escute os novos singles no spotify: Siga o FIENDGRIEF nas redes sociais: Facebook | Soundcloud | Instagram

Beach Fossils anima fãs em show caloroso após cinco anos sem tocar no Brasil

Beach Fossils

Há exatamente um mês atrás a produtora e selo Balaclava Records anunciou o tão aguardado line-up de mais um de seus festivais, o Balaclava Fest. O evento já recebeu bandas como Swervedriver, Slowdive, Yuck, Quarto Negro, Supercombo entre outros. O que não sabíamos é que em alguns dias seria anunciado também um aquecimento pré festival, marcado para o dia 12/05/2018 no Fabrique Club. Esse contou com as nacionais Ombu, Rakta e a tão adorada pelos indies e post-punkers Beach Fossils. Ombu, a primeira banda da noite A primeira banda da noite foi o Ombu, formado em 2012 na cidade de São Paulo, conta com João Viegas, Santiago Mazzoli e Thiago Barros. A discografia ainda é pequena, possuem um single, um EP e um disco full intitulado Mulher lançado em 2016. Já fazia mais ou menos um ano que estavam longe dos palcos, porém nessa noite trouxeram aos fãs um set curto e um clima de calmaria que percorreu do início ao fim. As músicas carregadas de sentimento e distorções eram tão serenas ao ponto da conversa do público sem noção se sobressair em alguns momentos. mesmo assim a apresentação foi impecável e já abriu bem a noite. Rakta e sua apresentação hipnótica Em seguida foi a vez do Rakta, sob as luzes vermelhas, subiram ao palco Paula Rebellato, Carla Borega e Maurício Takara. Os shows do Rakta geralmente são descritos como um ritual, e sinceramente não ficam muito longe disso. Quem conhece a banda sabe que as performances são sempre intensas, dessa vez, devido ao horário curto a aposta foi em um set mais direto. No entanto, trouxe músicas de quase todos os discos lançados. Parte do público parecia familiarizado com as músicas, atualmente elas estão promovendo seu compacto 7′ Oculto Pelos Seres, lançado pela Nada Nada Discos e Dama da Noite Discos aqui no Brasil, no set rolaram as novas Rodeados pela Beleza, Memória do Futuro, assim também como as já conhecidas Filhas do Fogo, Serpente e Intenção. O tão aguardado Beach Fossils e seu novo disco A última apresentação do Beach Fossils aqui aconteceu em 2013, na turnê do famoso Clash the Truth onde se apresentaram no Sesc Belenzinho por um valor super acessível. Com a casa já cheia (os ingressos de meia entrada de todos os lotes esgotaram), os quatro rapazes subiram ao palco e surpreenderam abrindo o set com a nova Sugar, particularmente uma das melhores do disco Somersault, e aquele refrão maravilhoso: “On the outside, on the outside, on the outside, change your mind… “. O público correspondeu cantando do início ao fim, em seguida, a clássica Clash the Truth, uma das mais conhecidas da carreira, praticamente o hino da banda e presente em diversas playlists de indie por aí. O setlist foi bem escolhido, tiveram músicas mais antigas como Youth, e não faltaram novidades com This Year, Down the Line e Saint Ivy, ambas muito esperadas pelo público que muito animado também dançou ao som da deliciosa Adversity, What a Pleasure e Vacation. Em seguida, mais uma faixa do disco Clash the Truth, essa pegou os fãs de surpresa, pois até então não estava sendo tocada nos últimos shows, Crashed Out. A banda fez algumas pequenas pausas para conversar com os fãs, e é tão bom sentir o espírito jovem, melancólico mas também feliz que as músicas causam. Be Nothing, também do disco novo é um bom exemplo, eu poderia ficar ali a noite toda escutando aquelas linhas maravilhosas de guitarra e baixo, sussurrando na minha cabeça com tamanha nostalgia. Calyer, faixa do segundo disco What a Pleasure, fez o público dançar novamente, mas a vibe logo mudou assim que iniciaram a triste Sleep Apnea, uma das mais adoradas pelos fãs. Careless e Daydream fecharam a primeira parte do set. A banda saiu do palco e depois de alguns minutos voltaram com as duas mais aguardadas da noite, Generational Synthetic e Shallow, cantada em coro por todos. Mais uma pequena pausa para afinação dos instrumentos e o vocalista Dustin Payseur anunciou que tocariam uma faixa pela primeira vez ao vivo, então prosseguiram com That’s All For Now, do novo disco Somersault. Para fechar a noite, como já era esperado, ele pediu para que apenas três pessoas subissem no palco na última música da noite. É claro que a galera aproveitou e foi em peso, cerca de dez fãs, e assim eles iniciaram Wonderwall, cover do Oasis, uma das bandas mais amadas e odiadas do planeta. Como o próprio Dustin já disse em alguns shows, ele não gosta de despedidas, então a banda saiu do palco timidamente enquanto o público ainda esperava por algum bis. Setlist:SugarClash the TruthYouthThis YearDown the LineSaint IvyAdversityWhat a PleasureVacationCrashed OutBe NothingCalyerSleep ApneaCarelessDaydream Encore:Generational SyntheticShallowThat’s All for NowWonderwall (Oasis cover) Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Site oficial Confira mais shows na seção de resenhas.

A Perfect Circle – Eat the Elephant (2018)

Foram exatos quatorze anos desde o último lançamento, o disco eMOTIVE de 2004, mas eis que o A Perfect Circle finalmente retorna com material novo para acabar com a impaciência de seus fãs, que aflitos apostavam fichas também em um possível disco novo do Tool (também liderada pelo vocalista Maynard James Keenan). A banda vinha trabalhando em Eat the Elephant desde 2008, fizeram alguns shows por aí, entre festivais e apresentações mais intimistas, deu tempo até de darem uma passadinha por aqui no festival Lollapalooza de 2013, onde tocaram em horário nobre para um público de respeito. Mesmo com todo esse tempo entre um disco e outro, a preocupação não era entregar algo que soasse como o passado da banda, podemos notar claramente um registro maduro e criativo, abusando mais de pianos e sons eletrônicos. A faixa título que abre o disco, Eat the Elephant, tem os vocais de Maynard acompanhadas de lindas linhas de piano, um som mais cadenciado com um quê meio melancólico, de cara uma bela abertura. Liricamente falando, o disco mantém temas políticos atuais, assim também como problemas da nossa geração e a morte, podemos notar isso na genial Disillusioned, “We’ve become disillusioned, so we dive like crows towards anything glittering”, mais uma faixa que traz as ótimas linhas de piano. The Contrarian mantém quase que o mesmo feeling das duas faixas anteriores, adicionando mais sons eletrônicos e piano, parecem quase uma trilogia. The Doomed que também foi um dos singles lançados antes do lançamento do disco oficial mantém uma pegada tradicional do APF, uma bela faixa, mas que não mostra inovação, o que talvez seja uma boa para os fãs mais antigos. So Long, And Thanks For All the Fish, um nome estranho para uma música, mas aqui Maynard claramente faz uma crítica a nossa geração e uma homenagem a David Bowie em “We wasted every second dime, on diets, lawyers, shrinks and apps and flags and plastic surgery, now Willy Wonka, Major Tom, Ali, and Leia have moved on… “, musicalmente falando a sonoridade é algo muito diferente do que a banda já fez, possivelmente teremos alguns fãs de nariz torcido. Em seguida, TalkTalk, uma das favoritas do disco, mantendo a velha sonoridade da banda em tempos de Thirteenth Step (segundo disco lançado em 2003), com guitarras bem ambientadas e vocais entonados. A bela By And Down the River também pode ser colocada aí como uma das melhores do disco, uma mistura entre algo mais antigo e recente juntos, Delicious tem riffs mais pesados acompanhados de violão, cordas e guitarras bem ambientadas, mostrando o amadurecimento nas composições. Mais uma vez o piano fortemente presente nas músicas, a soturna DLB funciona como um interlude para Hourglass, onde mais uma vez a sonoridade segue um rumo mais atual, com muito uso de efeitos eletrônicos na voz, piano, guitarras pesadas e letras politizadas. Feathers prepara o ouvinte para concluir o disco, Maynard fez um ótimo trabalho em seus vocais aqui, talvez eu não tenha citado anteriormente, mas é com certeza um dos pontos altos desse disco. Get the Lead Out fecha a tracklist, se você gostou do rumo novo que as músicas tiveram então com certeza colocará ela na lista de favoritas, aqui o destaque fica por conta das batidas eletrônicas acompanhadas de cordas, samplers de fundo e os vocais de Maynard saindo um pouco dos holofotes. Eat the Elephant é um grande retorno, mostra a banda em ótima forma, criativa, se arriscando em novos elementos e ainda com letras que com certeza soarão atemporais. Não espere uma sonoridade ”pesada” como nos dois primeiros discos. Esse lançamento é uma ótima prévia do que poderá ser o futuro do A Perfect Circle, só esperamos que não demore mais 14 anos. Escute Eat the Elephant no spotify:https://open.spotify.com/album/3Jr1RhAyndBxtyi8rJs3Op?si=sdx-QtY3Sb2UIokTkfknPw

Novidades e lançamentos na música nacional em 2018

O ano ainda está no começo, e por isso listamos aqui lançamentos na música nacional em 2018 que você precisa ficar ligado! Aproveite para enriquecer sua playlist e conhecer música nova, a cena nacional têm surpreendido dentro de vários gêneros diferentes. Amphères A banda que conta com Paula Martins (voz, baixo), Thiago Santos (voz, guitarra) e Jota Amaral (voz, bateria) foi formada em 2016 na cidade de Santos. Acabaram de lançar seu novo EP intitulado Dança, a sonoridade traz influências do rock alternativo e psicodélico, o videoclipe para a faixa que leva o nome do disco acabou de ser lançado e tem direção de Rodney Assunção e produção artística de Amanda Marx. Odradek Direto de Piracicaba (SP) o trio formado por Fabiano Benetton (guitarra, voz), Tomas Gil (baixo) e Caio Gaeta (voz, bateria) faz um math rock abusando um pouco também do eletrônico e com letras em português, o primeiro disco completo intitulado Pentimento saiu pelo selo online Sinewave e foi gravado no estúdio Aurora com produção de Luccas Villela. Between Summers O indie/rock alternativo mais uma vez bem representado com o pessoal do Between Summers, a banda surgiu em 2016 em Blumenau (SC) e tem como influência Pixies, Garbage e Tigers Jaw. Formada por Robson Corrêa, Antônio Kuchta, Nathália Albino e Roberto de Lucena lançaram Leaves, seu primeiro registro de estúdio pela Aquagreen Records. Jaloo O cantor paraense que surgiu em meados de 2014 com seu single Downtown e posteriormente lançou seu primeiro disco #1, conquistou o público do indie e recebeu comparações com Grimes e até Björk pela estética e música excêntricas, já participou de grandes festivais, como por exemplo, o Lollapalooza. A música Say Goodbye com participação da DJ BADSISTA fará parte do novo disco que está previsto para sair no segundo semestre desse ano. Quarto Ácido O trio gaúcho de rock psicodélico Quarto Ácido lançou recentemente seu primeiro disco de estúdio intitulado Paisagens e Delírios através de um financiamento coletivo de sucesso. A banda conta com Pedro Paulo Rodrigues (guitarra), Alex Przyczynski (bateria) e Vinícius Brum (baixo), em março os caras dividiram o palco com os californianos do Radio Moscow. Dolphinkids Larissa e João são os responsáveis pelo Dolphinkids, projeto de dream pop de Suzano, formado em 2006. Bandas como essas ainda são novidades no cenário nacional, mas aos poucos o som veem ganhando destaque na cena indie. Recentemente a dupla lançou uma música em parceria com o PEARTREE.

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