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El Mato a un Policia Motorizado volta a São Paulo em outubro

El Mato a un Policia Motorizado

Uma das bandas mais importantes do rock alternativo latino-americano no século 21, a argentina El Mato a un Policia Motorizado volta a São Paulo no dia 11 de outubro para show no Cine Joia. A realização é da Áldeia Produções Artísticas com Cine Joia, Sol y Sombra, Outrahora Rec, RB Sucesos e Paracima. Ingresso: fastix.com.br/events/el-mato-a-un-policia-motorizado-em-sao-paulo A volta do El Mato a São Paulo acontece em um dos momentos mais fortes da trajetória da formação de La Plata, que vem de uma sequência de shows lotados em casas e palcos emblemáticos em meio à turnê de Súper Terror, álbum mais recente e vencedor do Premio Gardel de Melhor Álbum de Rock. É também o retorno da banda ao Cine Joia, casa onde o El Mato já construiu uma relação direta com o público brasileiro, e após a passagem pelo Primavera Sound São Paulo 2023, em uma apresentação destacada entre os bons momentos daquela edição pela imprensa independente brasileira. Formado em 2003, em La Plata, El Mato un Policia Motorizado atravessou duas décadas como uma das bandas centrais da música independente sul-americana. A trajetória começou no circuito alternativo argentino, ligada ao selo e à cena da Laptra, e se expandiu para a América Latina, Estados Unidos e Europa, com presença em festivais como Primavera Sound Barcelona, Vive Latino, Lollapalooza Argentina, Ruido Fest, Tomavistas e LAMC. A fase recente ampliou esse alcance. A banda lotou o Movistar Arena, em Buenos Aires, com 15 mil pessoas, depois de dois Luna Park esgotados em 2023. Também celebrou seus 20 anos com três shows esgotados no C. Art Media, em apresentações que revisitaram o álbum de estreia, de 2004, e atravessaram diferentes momentos do repertório. Em 2024, a turnê passou por mais de 25 países, incluindo apresentações na Europa, Estados Unidos e América Latina, além de uma apresentação no monumental Zócalo, da Cidade do México. Súper Terror, lançado em 2023, é mais uma joia na discografia da banda. Gravado no Sonic Ranch, no Texas, o disco colocou a banda em um ponto de expansão sonora sem romper com sua identidade: guitarras repetitivas, melodias diretas, refrões de canto coletivo e a escrita de Santiago Motorizado sobre afetos, medo, futuro incerto, perdas e recomeços. A recepção crítica acompanhou esse movimento. A Rolling Stone en Español apontou o disco como uma obra apoiada em referências dos anos 1980 e na melancolia amorosa, dentro de uma busca por nova narrativa. No Brasil, a Música Instantânea tratou Súper Terror como um registro de uma banda que conhece profundamente a própria obra e consegue retomar sua essência enquanto testa novas possibilidades. Já o Tenho Mais Discos Que Amigos destacou o álbum como uma transformação da incerteza do futuro em novo começo. Antes de Súper Terror, El Mato já havia atravessado um capítulo decisivo com Unas vacaciones raras, álbum ligado à nova trilha da série argentina Okupas. Lançado em 2021, o disco levou a banda a um novo patamar de reconhecimento fora do circuito indie e venceu o Latin Grammy de Melhor Álbum de Rock na 23ª edição da premiação. Importante também mencionar La Síntesis O’Konor, lançado em 2017, o disco que levou o El Mato a un Policia Motorizado a um novo patamar fora do circuito independente argentino. O álbum consolidou a escrita de Santiago Motorizado em canções como “El Tesoro”, “La noche eterna”, “Ahora imagino cosas” e “El mundo extraño”, com uma sonoridade mais ampla, sem perder a repetição, a melodia direta e a carga emocional que marcaram a banda desde La Plata. A conexão internacional da banda também ganhou, em 2025, um capítulo simbólico com a participação em Everyone’s Getting Involved: A Tribute to Talking Heads’ Stop Making Sense, tributo ao clássico filme-show do Talking Heads. El Mato foi a única formação latino-americana no projeto, ao lado de nomes como Miley Cyrus, Paramore, Lorde e The National. El Mato a un Policia Motorizado é formada por Santiago Barrionuevo, o Santiago Motorizado, na voz e baixo; Guillermo Ruiz Díaz, Doctora Muerte, na bateria; Manuel Sánchez Viamonte, Pantro Putö, na guitarra; Gustavo Monsalvo, Niño Elefante, na guitarra; e Agustín Spassoff, Afloyd, nos teclados. SERVIÇO El Mato a un Policia Motorizado em São Paulo Data: 11 de outubro de 2026 Local: Cine Joia Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade – São Paulo/SP Ingresso: fastix.com.br/events/el-mato-a-un-policia-motorizado-em-sao-paulo Realização: Áldeia Produções Artísticas, Cine Joia, Sol y Sombra, Outrahora Rec, RB Sucesos e Paracima Mais informações instagram.com/elmatoaunpoliciamotorizado instagram.com/tedesco.com.midia instagram.com/aldeiaproducoesartisticas_ instagram.com/cine_joia instagram.com/solysombrabar

Fishbone, nome influente entre os gêneros punk, ska e funk se apresenta em São Paulo

A banda norte-americana Fishbone se apresenta no dia 31 de outubro, um sábado, a partir das 17h, no Fabrique Club, em São Paulo. O show, realizado pela Maraty, traz ao Brasil uma das formações mais inventivas surgidas na cena punk de Los Angeles, conhecida por unir punk, ska, funk e soul em uma música explosiva, socialmente consciente e marcada por forte presença de palco. A banda convidada do evento é a paulistana de ska feminina Maga Rude. Ingressos: fastix.com.br/events/fishbone-em-sao-paulo Com mais de quatro décadas de trajetória, o Fishbone construiu sua história como uma banda que atravessou fronteiras musicais sem suavizar o discurso. Desde o fim dos anos 1970, a formação se tornou referência pela combinação de metais, baixo funk, guitarras de punk e rock pesado, vocais intensos e letras ligadas a temas políticos, raciais e sociais. O show em São Paulo acontece em um momento importante da trajetória da banda. Em 27 de junho de 2025, o Fishbone lançou Stockholm Syndrome, nono álbum de estúdio da carreira e primeiro registro completo em mais de 20 anos. O disco retoma a energia caótica, as melodias diretas e o comentário político que acompanham a banda desde seus primeiros anos, agora com canções que tratam de vida contemporânea, tensões sociais, relações pessoais, sobrevivência e redenção. O primeiro single do álbum, “Racist Piece of Shit”, também apresentado como “RxPxOxS”, saiu em novembro de 2024 e trouxe uma crítica direta ao racismo global, com a intensidade característica do Fishbone. Já “Last Call in America”, faixa com participação de George Clinton, foi composta por Christopher Dowd e Walter “Dirty Walt” Kibby, integrantes originais da banda, e comenta as dificuldades econômicas e sociais dos Estados Unidos. Sobre “Racist Piece of Shit” , Christopher Dowd afirma que “a música é um alerta para que a humanidade reconheça o ponto de ruptura que está dilacerando a alma deste país e do mundo”. A presença de George Clinton em Stockholm Syndrome reforça a ligação do Fishbone com a tradição do funk norte-americano. Nome central do Parliament-Funkadelic, Clinton aparece em uma faixa que aproxima o groove, o comentário social e a urgência política, três elementos que sempre fizeram parte da identidade da banda. A formação atual do Fishbone tem Angelo Moore nos vocais e saxofones, Christopher Dowd nos teclados, trombone e vocais, James Jones no baixo, Hassan Hurd na bateria, John “JS” Williams II no trompete e vocais, além do retorno do guitarrista Tracey “Spacey T” Singleton. A banda atravessou mudanças importantes em 2024, quando os fundadores Norwood Fisher e Walter Kibby deixaram a formação, mas manteve sua atividade com Moore, Dowd e uma nova configuração de palco. Essa nova fase carrega uma longa história de reinvenção. O Fishbone atravessou mudanças na indústria, conflitos internos, trocas de integrantes e diferentes ciclos do rock alternativo sem abandonar sua marca principal: empurrar limites musicais, enfrentar injustiças e transformar punk, ska, funk, soul e rock pesado em uma assinatura própria. A trajetória da banda também foi registrada no documentário Everyday Sunshine: The Story of Fishbone, lançado em 2010, que recupera os altos e baixos de uma carreira marcada por pioneirismo, energia criativa, dificuldades de mercado e uma influência reconhecida por músicos de diferentes gerações. Nos últimos anos, o Fishbone voltou a circular com força. A banda dividiu palcos com nomes como Madness, Tool e Primus, fez turnês de inverno pelos Estados Unidos e pela Europa, realizou shows próprios no verão norte-americano e integrou datas da Summer Circus Tour, do Less Than Jake, além de participar das edições de Long Beach e Washington, D.C. da Vans Warped Tour 2025. O repertório deste show em São Paulo deve reunir músicas de diferentes fases da banda, incluindo clássicos como “Party at Ground Zero”, “Everyday Sunshine”, “Sunless Saturday”, “Freddie’s Dead”, “Ma and Pa”, “Fight the Youth”, “Swim” e “Servitude”, além de faixas recentes de Stockholm Syndrome, como “Racist Piece of Shit” e “Last Call in America”. Serviço Fishbone em São Paulo Data: 31 de outubro de 2026, sábado Horário: 17h (abertura da casa) | 18h (Maga Rude) | 19h (Fishbone) Local: Fabrique Club Endereço: Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda, São Paulo, SP Ingressos: fastix.com.br/events/fishbone-em-sao-paulo Realização: Maraty

Whitemary vem ao Brasil mostrar sonoridade que cruza eletrônica, pop e jazz

Whitemary, nome artístico de Biancamaria, cantora e compositora que mistura jazz, pop alternativo e música eletrônica, faz duas apresentações no Brasil dentro da programação da 3ª Semana da Música Italiana. Os shows acontecem dia 29 de maio, no Sesc Campinas (interior paulista), e em 30/05, no Sesc Pompeia, em São Paulo. Whitemary leva a nova eletrônica italiana ao encontro da canção pop, com letras em italiano, sintetizadores analógicos e energia de pista. Natural de Abruzzo, mas radicada em Roma, Whitemary é formada em canto jazz e atua como professora de Tecnologia Musical. Partindo do jazz e passando pela canção italiana, chegou a trabalhar com samplers e sintetizadores analógicos. Whitemary faz parte de “Poche”, o coletivo feminino fundado por Elasi e Plastica, um espaço aberto e livre que promove o encontro e a visibilidade de diversas artistas e produtoras que compõem o panorama eletrônico italiano. Com três álbuns e alguns singles na discografia, ela se destaca por uma identidade sonora única que combina música eletrônica, performances ao vivo e uma composição íntima e incisiva. Sua música é uma mistura explosiva de techno, house e pop, com letras em italiano que exploram temas pessoais e universais. As apresentações integram a programação da Semana da Música Italiana, iniciativa do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo com correalização do Sesc SP e produção da Associação SÙ de Cultura e Educação. O projeto chega à terceira edição, com eventos em Santos, São Paulo, Campinas e Taubaté, promovendo no Brasil artistas e bandas de destaque da cena musical italiana contemporânea e fortalecendo o intercâmbio cultural entre os dois países. SERVIÇO – SEMANA DA MÚSICA ITALIANA | 3º Edição Whitemary no Sesc Campinas Data e horário: 29/05 às 20h Gratuito Atividade aberta, sem retirada de ingresso, mediante capacidade do local Evento no Portal Sesc Whitemary no Sesc Pompeia Data e horário: 30/05 às 21h R$60 (inteira) – R$30 (meia) – R$18 (credencial plena) Ingressos à venda online a partir do dia 19/5, às 17h e nas bilheterias a partir do dia 20/5, às 17h Evento no Portal Sesc Sobre o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo O Instituto Italiano de Cultura de São Paulo é um órgão oficial do Governo Italiano. Foi fundado em 1950 e se dedica a promover a cultura e a língua italiana, além de enriquecer o panorama cultural em sua área de ação com iniciativas voltadas à cooperação ítalo-brasileira neste setor. Localizado em um histórico casarão no bairro de Higienópolis, o Instituto promove concertos, exposições, sessões de cinema, palestras e encontros, e possui uma biblioteca com mais de 23 mil títulos, a maioria em língua italiana, disponíveis para o público. O Instituto é também fonte de informações sobre o país, cursos de língua italiana ministrados na Itália e bolsas de estudo outorgadas pelo Governo italiano. Facebook | Instagram | X | YouTube

Chapterhouse retorna aos palcos para comemorar 35 anos de Whirpool, clássico do shoegaze

O Chapterhouse figura em um dos gêneros mais injustiçados na cena musical, principalmente durante a década de 90, que de longe foi um dos períodos mais criativos para a música alternativa. O shoegaze se mostrou ao mundo ainda tímido, combinando composições nostálgicas, emocionais e barulhentas, alimentadas por um legado importante de bandas como Cocteau Twins, The Jesus and Marcy Chain e The Cure. Ainda que não fosse compreendido naquela época, que saía dos holofotes do grunge e caía no britpop, seu fruto de experimentações musicais influenciam artistas importantes até hoje. A breve e importante jornada do Chapterhouse no shoegaze A banda surgiu na cidade de Reading, Reino Unido, no ano de 1987 e contava com Andrew Sherriff (vocais & guitarra), Simon Rowe (guitarra), Stephen Patman (vocais & guitarra), Jon Curtis (baixo) e Ashley Bates (bateria e vocais). O desejo de formar o Chapterhouse veio da amizade entre os integrantes e seus gostos em comum, já que costumavam frequentar shows do Cocteau Twins, The Fall e The Jesus And the Mary Chain. Esse fato foi decisivo para que tivessem interesse em aprender a tocar guitarra. Por volta de 1989 a banda se mudou para a cidade de Londres, buscando maiores oportunidades. Inicialmente fizeram alguns shows locais que duraram cerca de um ano, somente após isso gravaram a primeira fita demo. No ano seguinte, o baixista Jon Curtis deixa a banda e é substituído por Russel Barrett. A famosa faixa “Pearl”, que conta com a participação de Rachell Goswell do Slowdive surge após assinarem com a gravadora Dedicated. A música alcançou a 67 posição na parada de singles do Reino Unido. Seu primeiro disco, o icônico Whirpool chegou em 1991, embora tenha alcançado o 23 lugar nas paradas do Reino Unido, passou despercebido, mas rendeu uma apresentação no famoso Reading Festival, que naquele ano contava com o Nirvana e a explosão do grunge. A sonoridade trazia muito a atmosfera que rondava na cena alternativa daqueles anos, o uso de muitas guitarras, reverb, delay e vocais em camadas que algumas vezes se tornavam inaudíveis ao público. O interessante é que algumas músicas fugiam um pouco do gênero, como em “Falling Down”, contendo algumas pitadas de britrock, mostrando que a banda tentava expandir um pouco seu som. A primeira versão de Whirpool contava com 9 músicas, mais tarde, em 2006, uma reedição foi lançada com mais músicas, completando 23 faixas em um disco duplo. Em 1993 a banda lança seu segundo trabalho, Blood Music. Dessa vez, se arriscaram em uma proposta totalmente diferente do primeiro, buscando influências em uma música mais pop que também figurava naquela época, como podemos notar nas faixas “Everytime” e “Deli“, essa segunda que flerta com o trip hop. Os singles “She’s a Vision” e “We Are the Beautiful” ganharam video clipe e receberam alguma atenção, mas nada comparado aos singles anteriores. Em 1994, encerraram suas atividades, com os integrantes assumindo outros projetos pessoais, Rowe foi tocar guitarra com o Mojave 3, Bates formou o Cuba e tocou na banda britânica de folktrônica Tunng, já Sherriff formou o Bio.com. Após isso, o único lançamento foi uma compilação lançada em 1996 sob o título Rownderbowt, com singles, lados b e raridades. Depois de longos 14 anos, o grupo se reuniu para alguns shows em 2008, menos Russell Barett que foi substituído por Greg Moore, que excursionou com a banda até 2010. Depois disso, o que reascendeu um possível novo retorno da banda foi Rowe anunciar que lançaria um disco solo, intitulado Everybody’s Thinking. O trabalho lançado em março de 2023 pela Big Potato Records, contou com a ajuda de todos os membros do Chapterhouse e teve participações de Ian McCutcheon, Hamish Brown e Neil Halstead do Slowdive. O retorno, a celebração do clássico Whirpool e o show inédito no Brasil No fim de 2025, o Slide Away Fest anunciou que a banda retornaria para uma turnê em Maio de 2026, ao lado das bandas Hum e Nothing. Aproveitando essa onda nostálgica de retomada das apresentações do grupo, uma turnê inédita na América do Sul foi anunciada com shows na Costa Rica, Brasil, Peru, Argentina, Uruguai e Chile. Nesses shows a banda irá celebrar 35 anos de seu primeiro disco Whirpool, o tocando na íntegra além de outras músicas importantes da carreira. Aqui no Brasil, a apresentação acontece no dia 21 de setembro, no Cine Joia, localizado no bairro da Liberdade. A abertura ficará por conta da banda curitibana terraplana, já bem famosa entre os fãs do gênero. O show é uma iniciativa da produtora Balaclava Records, que vêm trazendo nomes incríveis da cena alternativa, dream pop e shoegaze. Chapterhouse no Brasil Data: 29 de setembro de 2026, terça-feiraLocal: Cine JoiaPraça Carlos Gomes, 82 – LiberdadeHorários: 19h Portas / 20h terraplana / 21h ChapterhouseIngressos em: https://ingresse.com/chapterhouse-sp/ Confira o disco Whirpool:

A Flock of Seagulls vem ao Brasil pela primeira vez apresentar seu new wave

Imagem do vocalista da banda A Flock of Seagulls em preto e branco segurando um óculos amarelo

A Flock of Seagulls, uma das bandas mais reconhecidas da new wave britânica dos anos 1980, fará show único no Brasil em 7 de outubro, no Cine Joia, em São Paulo. A apresentação, realizada pela Maraty, traz ao país a banda formada em Liverpool e liderada por Mike Score, nome diretamente associado à expansão internacional do synthpop, à força dos videoclipes na cultura pop e a um repertório que atravessou gerações. A Flock of Seagulls dialogou com o pós-punk, com o synth-pop e com a new wave. Ingressos: fastix.com.br/events/a-flock-of-seagulls-em-sao-paulo Formada na virada dos anos 1970 para os anos 1980, A Flock of Seagulls surgiu em um período em que sintetizadores, guitarras com atmosfera espacial, estética futurista e linguagem audiovisual começavam a redesenhar o pop britânico. A formação clássica, com Mike Score, Ali Score, Frank Maudsley e Paul Reynolds, consolidou uma sonoridade imediatamente identificável, construída entre linhas de sintetizador, baixo pulsante, bateria direta e guitarras marcadas por eco, contenção e tensão melódica. O impacto veio logo no álbum de estreia, A Flock of Seagulls, lançado em 1982. O disco apresentou ao mundo faixas como “I Ran (So Far Away)”, “Space Age Love Song” e “D.N.A.”, que ajudaram a fixar a banda como um dos símbolos da chamada segunda invasão britânica nos Estados Unidos. Com forte circulação na MTV, “I Ran (So Far Away)” se tornou uma das músicas mais lembradas do período, não apenas pelo videoclipe e pela imagem marcante de Mike Score, mas também pela forma como aproximou guitarras, sintetizadores e apelo pop em uma mesma linguagem. A relevância da banda, porém, vai além da imagem que se tornou marca cultural dos anos 1980. “D.N.A.” rendeu ao A Flock of Seagulls o Grammy de Best Rock Instrumental Performance em 1983, reconhecimento que ajuda a dimensionar a força musical da formação original. A canção, instrumental e baseada no diálogo entre sintetizadores, baixo e guitarras, mostra uma faceta menos óbvia da banda e reforça seu lugar dentro de uma geração que ampliou o vocabulário do rock e do pop com recursos eletrônicos. Depois do sucesso do primeiro álbum, A Flock of Seagulls lançou Listen, em 1983, disco que trouxe “Wishing (If I Had a Photograph of You)”, uma de suas músicas mais importantes no Reino Unido e presença constante nas leituras retrospectivas sobre a obra da banda. Em 1984, The Story of a Young Heart ampliou esse percurso com “The More You Live, the More You Love”, faixa que também marcou a fase clássica do quarteto. A trajetória posterior teve mudanças de formação, afastamentos e retomadas, mas Mike Score manteve A Flock of Seagulls em atividade. Nos últimos anos, a banda voltou a movimentar seu catálogo com projetos orquestrais e regravações, incluindo Ascension, de 2018, registrado com a Prague Philharmonic Orchestra e com participação dos integrantes originais. Em 2021, veio String Theory, nova leitura sinfônica de faixas do repertório. O ciclo mais recente ganhou outro capítulo com Some Dreams, lançado em 2024. O disco, sexto álbum de estúdio, é o primeiro trabalho de material inédito desde 1995. A obra mantém a identidade de sintetizadores e guitarras que consagrou a banda, mas recoloca Mike Score em um contexto autoral atual, sem depender apenas da memória afetiva dos anos 1980. Pando no baixo, integrante desde 2004, Kevin Rankin na bateria, presente desde 2016, e Gord Deppe na guitarra, que entrou na formação em 2017, completam a formação que enfim estreia no Brasil. SERVIÇO A Flock of Seagulls em São Paulo Data: 7 de outubro de 2026 Local: Cine Joia Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo/SP Realização: Maraty |Turnê: Resistencia Booking Ingressos: fastix.com.br/events/a-flock-of-seagulls-em-sao-paulo

White Canyon and the 5th Dimension traz jornada ritualística em seu novo disco IV

Quando sentei pra escrever a resenha desse disco, busquei na memória a primeira vez que conheci e ouvi o White Canyon and the 5th Dimension. Isso aconteceu em 2020, naquela época estranha e desesperadora da pandemia. Em quarentena, eu buscava ao máximo ocupar minha mente no tempo livre conhecendo artistas novos e que eu nunca tinha escutado. Em algum momento, navegando pelo Last.fm (minha rede social favorita), encontrei a banda entre artistas similares. A imagem de Léo e Gabriela sentados no porta malas traseiro de um carro antigo, com uma paisagem cheia de árvores no fundo me chamou atenção. Em seguida, dei o play no disco autointitulado, e nossa, de primeira já me surpreendeu. Fazia muito tempo que eu não escutava uma banda com tamanha qualidade e fazendo esse tipo de som no Brasil. E assim, fui escutando toda a discografia, acompanhei o lançamento do incrível Gardeners of the Earth, lançado em 2023 e que até então era o melhor trabalho da dupla, mas… será que o novo disco superou? IV traduz mistérios e experiências surreais em forma de música O quarto e novo disco, intitulado IV, chegou em uma data bem simbólica pra quem acredita. Em plena sexta-feira santa, dia 03 de Abril de 2026. Com oito músicas, o trabalho foi gravado, produzido e mixado de forma totalmente independente no home estúdio da banda. Mantendo aquela pegada DIY (do it yourself, faça você mesmo), que a cena independente bem conhece. A White Canyon tem como proposta falar de assuntos como natureza, crenças e espiritualidade. São temas que rondavam seus trabalhos anteriores, e eu diria que dão muito pano pra manga. Com esse novo registro não foi diferente. IV cria um fio condutor entre um conceito criado na Grécia antiga, que fala sobre a representação da vida através dos quatro elementos terra (estrutural), água (emocional), fogo (energético) e ar(mental) e as experiências, mistérios e energias ocultas oriundas da cidade de São Tomé das Letras, em Minas Gerais. Esse é um papo profundo, e que talvez você tenha ouvido falar de forma rasa, eu me incluo nisso. A faixa que abre o disco é “Silver Womb”, sua sonoridade cadenciada é repleta de mistério, que pode ser notado nos vocais conduzidos por Léo e Gabriela em conjunto com os riffs hipnóticos de guitarra que preenchem a sonoridade, abrindo o trabalho lindamente. Em seguida, “Gravestone Lips” busca uma dinâmica mais “agressiva”, onde as guitarras tomam mais forma, a bateria segue um ritmo mais veloz e tribal, trazendo o ouvinte para uma jornada ao oculto de forma mais intensa. “Where the Dreamers Go” é uma das favoritas, a experiência aqui é surreal. Eu diria que essa é pra botar os fones de ouvido e fazer aquela caminhada sem rumo, só sentindo a música. O desenvolver da faixa vai de riffs desérticos e bateria quase que em loop, mas aos poucos um clima vai sendo construído e logo, você é surpreendido com paisagens sonoras que fazem os pelinhos do braço levantarem, são paredes de guitarra que vão ecoando, assim como um mantra. O primeiro single que deu um gosto do que viria nesse trabalho foi a incrível “Flesh and Bones”, ela passeia pela onda do pós-punk. Os sintetizadores abusam do clima soturno, assim como a bateria, baixo e guitarra evocam a fase mais dark do The Cure em Pornography. Ainda assim, conseguem conectar esse lado sombrio com uma boa dose de melodias, tornando a atmosfera emocional e bonita. “Alumia Part I” funciona como um interlúdio, nela ouvimos um homem narrando sua experiência com duas criaturas desconhecidas, retomando as lendas em torno de OVNI’s, fato que torna a montanhosa São Tomé das Letras como cidade misteriosa e envolta por energias que nunca puderam ser explicadas. A faixa anterior desemboca em “Alumia Part II”, e posso elegê-la como uma das melhores, um feito interessante é que ela é cantada em português, algo não muito comum em composições da banda. Gabriela tira de letra, com muita personalidade ela consegue encaixar sua voz em um instrumental que busca um tom de brasilidade, nos conectando ainda mais com a proposta do disco como um todo. Vale uma menção honrosa a um amigo da banda (Martin Ludl) que gravou algumas linhas de saxofone para a música, enriquecendo ainda mais sua aura. “River Song” surge como um respiro para uma jornada que vai chegando ao fim, sua sonoridade mais experimental mantém um clima ameno, delicado e contemplativo, sem passar despercebida. De repente, um clima noire se instala com “Wicked Eyes”, faixa que fecha o trabalho. Aqui ainda temos tempo para viajar um pouco mais nas linhas psicodélicas que são criadas entre a dualidade de guitarras que dividem o mesmo espaço. Uma ótima maneira de fechar um disco que já figura entre os melhores do ano. Acompanhe o White Canyon and the 5th Dimension nas redes sociais: Instagram | Bandcamp | Youtube | Spotify Confira o disco IV: * Confira outras resenhas aqui.

Midnight Soup Opera busca inspirações no emo e shoegaze para falar de emoções em novo EP

Imagem em preto e branco do guitarrista e líder da banda Midnight Soup Opera

Uma grata surpresa disponta em ascensão na cena independente brasileira. O Midnight Soup Opera surgiu em 2023 e é liderado pelo musico baiano Joshua Cotrim, hoje residente em Aracaju, Sergipe. O projeto vem com a proposta de usar a música pra falar sobre temas confessionais e profundos como a solidão, melancolia, identidade de gênero e resistência. Assuntos como esses demandam uma atmosfera que se conecte com os ouvintes, que mostre intensidade, beleza e uma boa dose de melodias. E, já posso garantir que isso o novo EP da banda tem de sobra. A jornada do projeto teve início em 2024, com o lançamento da faixa “Heaven is a Place”. A estreia foi um ponto importante para inserção na cena independente como um todo, e hoje acumula cerca de 40 mil plays nas plataformas digitais. No mesmo ano, outras músicas foram lançadas. “Goodbye Mom, I Love You/6th Grade” mantiveram a estética proposta de tratar temas pessoais envoltos por uma música densa e que encontra beleza na melancolia. O Midnight Soup Opera dividiu palco com artistas importantes para o nicho da música independente, nomes como: Bella e o Olmo da Bruxa, Chococorn and the Sugarcanes e Quarto Vazio. O EP de estreia explora nuances da sonoridade noventista O EP batizado de Midnight Soup Opera, bebe da sonoridade dos anos 90, explorando atmosferas de gêneros como shoegaze, emo e indie, de artistas que vão de Pixies, Slowdive ao The Smashing Pumpkins. É notória a boa mistura de melodias, guitarras mais barulhentas e aquela melancolia de se trancar no quarto, colocar os fones de ouvido e sentir emoções intensas. A produção do disco mantém uma atmosfera lo-fi e introspectiva, feita de forma sincera que dá uma encorpada na sonoridade, sem abrir mão da qualidade. A faixa que abre o trabalho é “William”, com riffs bem melódicos de início e um refrão pegajoso, emocional, evocando nostalgia e trazendo aquela vibe indie dos anos 90, num dueto bem bonito de vozes. Em seguida, “Pretty” busca uma atmosfera mais shoegaze, cadenciada, com camadas de guitarra derretendo ao fundo e um violão mais singelo de acompanhamento. Os vocais vão ecoando, mesmo que quase inaudíveis, eles completam a experiência e são a marca do gênero Em “Shrek 2” notamos uma direção diferente, uma vibe mais próxima de um Sonic Youth. Riffs mais elétricos e dentro da esfera do rock alternativo, ela mostra uma expansão do som. Mantendo a qualidade, a ótima “I Don’t Dream” lembra algo do Pixies. Com guitarras mais presentes, sem se preocupar tanto com riffs mais complexos, claramente uma influência noventista. Mais uma vez, pisamos em outros territórios. Em “Special“, temos algo do emo e shoegaze misturados. Acontece que as guitarras assumem outra dinâmica. Entre riffs mais rápidos e boas melodias, ela não deixa de lado o reverb e distorções que a gente já conhece e ama. Chegamos ao fim com “If I Could End”. Aqui ouvimos guitarras mais estridentes e um dueto de vozes que lembra um pouco MBV (My Bloody Valentine). Acho essencial destacar o quanto os vocais carregam uma melodia importante para encorpar a sonoridade. Por fim, fica uma boa sensação de que nomes muito bons estão surgindo na cena nacional. Com qualidade e explorando sonoridades diversas, saindo do eixo São Paulo/Rio. E se você é uma daquelas pessoas que reclamam que não existe música boa no Brasil, procure explorar mais. Com certeza você vai encontrar bandas incríveis, nomes cheios de potencial, assim como o Midnight Soup Opera. Vale lembrar que isso ajuda artistas novos a expandirem seu som para mais pessoas! Acompanhe o Midnight Soup Opera nas redes: Bandcamp | Spotify | Youtube | Instagram Confira o EP Midnight Soup Opera:

White Canyon and the 5th Dimension lança “Flesh and Bones” e revela sonoridade do próximo disco

Imagem de dois integrantes da banda White Canyon and the 5th Dimension em frente a uma sepultura

Um dos nomes mais brilhantes do rock psicodélico brasileiro acaba de lançar música nova. A faixa “Flesh and Bones” saiu no dia 2 de março, é o primeiro mergulho no próximo disco da banda, intitulado IV, com lançamento previsto para o mês que vem. Direto da mística São Thomé das Letras (MG), o duo formado por Gabriela Zaith (voz e teclados) e Leo Zaith (voz e guitarras), acompanhados ao vivo por Rafael Collovati (baixo) e Ana Zumpano (bateria), mostra por que já são referência no gênero. Desde 2018, a dupla constrói uma sonoridade que mistura o rock psicodélico, pós punk e camadas de shoegaze, guiados por um universo esotérico e espiritual que vem das montanhas mineiras. Flesh and Bones mergulha em um universo misterioso, sombrio e bonito “Flesh and Bones” abre os caminhos para o novo disco que chega em abril. Logo nos primeiros segundos, a faixa mergulha em uma atmosfera sombria, cheia de sintetizadores que evocam aquela fase dark do The Cure em Pornography. A bateria cadenciada e as guitarras mergulham no shoegaze e mantém aquela atmosfera psicodélica que já é marca do grupo. Os vocais entre Gabriela e Léo trazem um equilíbrio perfeito, um clima ameno que guia o ouvinte para uma jornada sonora misteriosa. O tipo de música pra contemplar, daquelas que a gente nem vê o tempo passando. Destaque para os solos de guitarra, que ecoam de forma hipnotizante e te carregam pra dentro da música. Confira o visualizer criado para o novo single “Flesh and Bones”: O próximo disco intitulado IV chega em 3 de abril, com oito músicas que prometem mergulhar em camadas densas e hipnóticas. O conceito vem com os quatro elementos (terra, água, fogo e ar), o trabalho foi gravado em 2025 no home estúdio da banda e produzido de forma totalmente independente. Se você quer experienciar a música do White Canyon and the 5th Dimension, no dia 10 de abril acontece em São Paulo, no Cineclube Cortina o evento São Paulo Psych Fest, que traz nessa edição as bandas: Bike, Firefriend e o White Canyon and the Fifth Dimension. Essa é a sua chance de conferir o novo disco, visto que a banda se apresenta poucas vezes ao vivo, com certeza você não sairá a mesma pessoa desse evento. Acompanhe a banda nas redes sociais: Instagram | Bandcamp | Facebook

6 artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2026

Fala, pessoal! Podemos dizer que agora o ano, de fato, começou? Fizemos uma listinha responsa (de muitas que virão) com 6 artistas e bandas brasileiras para conhecer em 2026. Tem pra todos os gostos, indie rock, hardcore, pop e trap, queremos tentar ao máximo apresentar e falar de artistas de todo o país por aqui, e que achamos que você deveria conhecer e acompanhar. Depois conta pra gente o que achou, hein! Budang Budang é um quarteto catarinense e mostrou a que veio no seu debut Magia, lançado em 2025. Com um harcore punk explosivo pesado, a banda prova que o som nacional está em outro nível, com produção impecável e visuais absurdos, deixando muito gringo no chinelo. Prepare os ouvidos que é pedrada! Escute as faixas ”Budongól”, ”Magia” e ”Deixa Quieto”. Instagram | Youtube | Spotify Tela Azzu Tela Azzu é uma banda de João Pessoa que faz parte de um gênero batizado de Rock Troncho, que nada mais é do que uma mistura de elementos da estética musical e visual paraibana. O lançamento mais recente deles é o EP Pedra, que traz cinco faixas mesclando elementos da psicodelia, jazz e música paraibana. As letras falam sobre existencialismo, memória e a vida cotidiana atual. Escute as faixas: “Por Questões de Medo e Ansiedade” e ”Chefão”. Instagram | Youtube | Bandcamp Briê Como sempre, Pernambuco nos mostrando artistas incríveis, dessa vez vamos conhecer a Briê. Cantora e compositora que traz para a música a potência de suas vivências com ancestralidade negra e maternidade. Em 2025 ela lançou seu primeiro EP Insana, com uma produção belíssima e visuais lindos, as cinco músicas do trabalho exploram sonoridades urbanas como brega, pop, reggae e funk. Escute “Mel” e “Insana”. Instagram | Youtube | Spotify Bitucas Diretamente de Vitória, esse quarteto capixaba chega com um EP ao vivo e dois singles em sua bagagem. A sonoridade é um indie rock abrasileirado, que parte de melodias leves e bonitas, sem deixar de lado a intensidade e a entrega. É aquele tipo de som que te abraça, mas também sacode. Fiquem de olhos nelas! Escute as faixas: “Maremoto” e “A Carta que eu Mandei”. Instagram | Youtube | Spotify Shitiago Desde 2021, Shitiago une música e artes visuais em um projeto multifacetado. Como cantor e produtor, ele desafia rótulos ao transitar entre o trap, o rock e o eletrônico, transformando observações sociais e experiências do dia a dia em singles potentes. Se você curte um som fora da caixinha, então vale acompanhar seus lançamentos. Instagram | Youtube | Spotify Marina Mole Poeta, jornalista, artista visual, cantora e compositora, Marina Milhomem lidera a persona Marina Mole. Sua estreia veio com o primeiro disco “Perdi as Track Só Tem Demo”, lançado em 2022 pelo selo Seloki Records. O disco traz um climinha lo-fi bem gostoso, com bastante presença de guitarras, sintetizadores, beats e letras sobre ansiedade, amores e o cotidiano. Escute: “Dream Brega” e “Fim do Túnel”. Instagram | Youtube | Spotify

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