My Dying Bride se apresentará em São Paulo pela primeira vez

Treze anos depois do show realizado no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, o My Dying Bride retorna ao Brasil para sua apresentação da história em São Paulo, no dia 29 de novembro, no Fabrique Club, com Mikko Kotamäki (Swallow The Sun) nos vocais. A realização é da Firebird Industries, Matrix Entertainment e Kool Metal Fest. Ingressos à venda: ticket.com.vc/evento/my-dying-bride-em-sao-paulo Formado em Bradford, no norte da Inglaterra, em 1990, o My Dying Bride está entre as bandas que estabeleceram os fundamentos do death-doom britânico. Ao lado de Paradise Lost e Anathema (da primeira fase), integrou o núcleo conhecido como a Trindade do Doom Metal, responsável por aproximar a brutalidade do death metal de andamentos fúnebres, melodias góticas, violinos e uma carga dramática que influenciou gerações posteriores. Álbuns como Turn Loose the Swans e The Angel and the Dark River permanecem entre as obras referenciais do gênero, de todos os tempos. O repertório da apresentação no Brasil em novembro preserva uma discografia construída ao longo de mais de três décadas, impulsionado por A Mortal Binding, o trabalho de estúdio mais recente. A Mortal Binding O show de novembro acontece após o lançamento de A Mortal Binding, disco de abril de 2024 que permanece como o trabalho de estúdio mais recente do My Dying Bride. Produzido por Mark Mynett e lançado pela Nuclear Blast, o álbum recupera a vertente mais áspera do death-doom britânico, com guitarras densas, andamento arrastado, alternância entre vocais limpos e guturais e o violino novamente em posição central. Faixas como “Her Dominion”, “Thornwyck Hymn”, “The 2nd of Three Bells”, “The Apocalyptist” e “Crushed Embers” aproximam a banda da sonoridade de seus primeiros anos. A recepção foi positiva, especialmente entre publicações históricas do metal. A edição alemã da Metal Hammer destacou o retorno às raízes, a construção dos arranjos e a carga emocional das composições. Já a edição britânica da Metal Hammer ressaltou a força com que o My Dying Bride preserva sua melancolia característica. A Mortal Binding também ganhou um significado particular dentro da discografia por ter sido o último álbum gravado com Aaron Stainthorpe, vocalista e cofundador que deixou oficialmente a banda em outubro de 2025. SERVIÇO My Dying Bride em São Paulo Data: 29 de novembro de 2026 Horário: 17h (abertura da casa) Local: Fabrique Club Endereço: rua Barra Funda, 1071, bairro Barra Funda, São Paulo/SP Ingresso: ticket.com.vc/evento/my-dying-bride-em-sao-paulo
This Lonely Crowd une post-rock, peso e universo cinematográfico em seu novo disco Eldritch Magnificence

Como o tempo voa, e voa num raio de luz que a gente mal percebe, parece que foi ontem, mais precisamente em 2011, que conheci a This Lonely Crowd. Certa vez, um conhecido compartilhou no Facebook um vídeo com a música Laura’s Coming. Quando dei o play, fiquei surpreso com aquela sonoridade, uma atmosfera sonhadora, bonita, barulhenta. Os vocais logo me lembraram algo dos anos 90, mais precisamente o Smashing Pumpkins, era um Pumpkins fazendo shoegaze?! A partir daí eu entrei em um vício, escutei todos os EP’s disponíveis, pesquisei mais sobre a banda que ainda era tão desconhecida, desemboquei no site do selo Sinewave, aquilo era um acervo de maravilhas pra descobrir, daqueles achados que pertenciam somente aos saudosos blogs da época. Desde lá, sempre escuto esse pessoal, ainda fico bobo com a criatividade e a qualidade dos discos, cada um com sua identidade, seu pedacinho de história pra contar. É muito bom gostar de This Lonely Crowd! Eldritch Magnificence traz mais um capítulo de contos, sonhos e barulho O décimo disco da carreira chega em 17 de julho, um período de três anos desde o último lançamento que também nos trouxe ótimas composições. Eldritch Magnificence foi gravado nos estúdios O.r.t.a. em Curitiba, cidade natal do quineto, durante o período de agosto de 2024 e março de 2026. A produção (sempre incrível, diga-se de passagem) ficou novamente por conta do baterista Thra’shbeard, e essa arte lindona foi feita pela Laura G. A proposta da This Lonely Crowd sempre foi trazer o universo da literatura e cinema para a música, existe uma união mais bonita e incrível que essa? Ainda mais, poder falar de contos de fadas (nem sempre é aquele bonitinho que você conhece, tá?), poemas, criaturas e suas histórias. Com 12 músicas, Eldritch Magnificence leva o ouvinte para uma jornada musical e de fantasia, todas as letras do disco foram inspiradas por autores como Jim Henson, Ursula K. Le Guin, R. L. Stevenson, e alguns rostos misteriosos do cinema alternativo dos anos 70 (El espíritu de la colmena, Valerie a týden divu). A música que dá início é a instrumental A vast and majestic cosmic drama, podemos destacar o ótimo trabalho de guitarras, algo muito comum nas composições da banda, ela tem aquela atmosfera que já conhecemos, com um gostinho de Mogwai. Em seguida, Doubt of a Shadown chega com o pé na porta, os blast beats da bateria de início podem dar a entender que teremos uma música extrema, mas na verdade ela é uma ótima combinação de porradaria e melodia, enquanto a bateria se mantém frenética na maior parte do tempo, as guitarras e vocais seguem um tom mais melódico, um equilíbrio perfeito. Falando ainda em extremo, Mimesis já começa com riffs pesados de guitarra, aqui a banda mostra seu lado mais obscuro, aquele flerte com o metal extremo da qual são fãns. Ainda assim, conseguem dosar bem a sonoridade com partes mais shoegazísticas. Essa é pra ouvir bemmm alto! Melancholethe tem linhas de baixo em primeiro plano e traz guitarras numa vibe mais post-rock, aqui é como se a banda voltasse há alguns anos atrás em sua sonoridade, mas sem soar datado. É uma música com riffs que vão ecoando de forma bonita, abrindo espaço pra momentos de guitarras mais pesadas e presentes, mas com aquele equilíbrio que já comentei anteriormente. Em VentaBlue, a dinâmica muda um pouco, ela tem solos muito bonitos de guitarra, aliás, guitarra é o que não falta por aqui. Elas se encaixam muito bem com baixo e bateria, todos os instrumentos se mostram presentes, num trabalho perfeito, parece até uma orquestra sendo regida por alguém que entende do assunto. The Joy of Exploring Gardens foi o primeiro single lançado, ela tem um clima tão nostálgico e bonito, eu diria que ela me remete aos primeiros trabalhos do grupo. Gosto dessa atmosfera que bebe do shoegaze e rock alternativo, essa aqui é pra sentir, botar os fones e viajar literalmente num clima bem gostosinho. Misture uma guitarra com uma vibe mais crunchy (crocante) e densa com riffs sonhadores, aos poucos eles evoluem em um plano de fundo bonito, essa é Which Mask Is Your Mirror, mais uma faixa instrumental que soa bem aos ouvidos, é como se ela fosse um breve respiro para o que vem a seguir. A energia é retomada em riffs pesados e cheios de efeito, e uma bateria bem marcada, Mercurial Fables é aquela fusão de peso e melodia que cai como uma luva na sonoridade da This Lonely Crowd, ela vem pra te dar um chacoalhão, como eu disse, guitarra é o que não falta por aqui. Um momento de maior calmaria vem com Mourning tiny dears, a faixa aposta em um instrumental devaneador, escondendo um pouco guitarras pesadas e focando em um ritmo um pouco mais cadenciado. Revivemos aquele clima de rock alternativo e shoegaze anos 90 em Sibyllina, talvez essa poderia ser facilmente uma faixa desconhecida do Siamese Dream dos Pumpkins. Liminal é uma música um pouco mais introvertida, mas que tem momentos cheios de riffs ecoantes e atmosféricos que encerram com instrumental mais enérgico. O culto às guitarras pesadas continua em Eldritch Magnificence, inclusive, ela consegue criar um ar cinematográfico com diferentes momentos, da tensão criada com as guitarras pesadas e vocais sussurrados ao respiro em melodias mais abertas, é como se aquela cena do vilão dementador desse espaço para momentos de esperança. Se você gosta de gêneros dentro do metal, post-rock, shoegaze e rock alternativo, a This Lonely Crowd é pra você! Uma banda produtiva sem soar repetitiva, sempre tem uma surpresinha em cada disco pra te deixar bem maluco por eles, mais uma vez volto a dizer, estão fora da caixinha de bandas que você conhece por aí. Acompanhe a This Lonely Crowd nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp | Spotify Confira o disco Eldritch Magnificence:
Mouth Ulcers remodelando a nova geração do rock gótico inglês

Olhos que esbanjam introspecção e lápis preto, cenários que parecem tirados de algum filme vampiresco e uma sonoridade fria e dançante que ecoa do underground inglês, eles representam a nova geração do rock gótico, conheça o Mouth Ulcers. O quarteto surgiu em 2025 na cidade de Londres e é formado por: Zak Watson (vocal, guitarra), Josephine Rose (guitarra, vocal), Jamie Lee Culver (baixo) e David Zbirka (bateria). Silent Pictures é o primeiro EP do grupo, ele apresenta uma fusão de emoções, que vão da melancolia ao emocional, trazendo aquela sensação de andar a noite por ruas vazias, num clima frio e acompanhado por arquiteturas góticas. Esse visual que consegue ser emulado de filmes como Entrevista com o Vampiro ou Fome de Viver é representando nas 7 faixas que compõem o trabalho. A abertura fica com “Prevail”, que segundo a banda foi influenciada pelo filme Stalker, de Tarkovsky. Ela começa com linhas frenéticas de baixo que explodem em primeiro plano, e logo são abraçadas por guitarras e sintetizadores que singelamente vão dando pano de fundo para um clima aéreo, o vocal é frio e embala a sonoridade que te transporta para uma pista de dança escura e de luzes vermelhas. Já em “Western Horror Story”, o grupo traz dueto nos vocais, com aquela introspecção já conhecida em bandas do gênero, a guitarra é um show a parte e vai de riffs mais empoeirados e etéreos a sintetizadores sombrios que criam aquela atmosfera sombria perfeita. As guitarras ecoam de forma bonita na próxima faixa, “Space” destaca vocais fantasmagóricos e novamente aposta no clima dançante criados por baixo e bateria, como a própria banda diz é “música para vampiros dançarem”. Em Silent Pictures ouvimos guitarras mais estridentes e uma bateria que te chama pra dançar com as sombras, a faixa ganhou vídeo clipe que parece ter sido gravado na década de 80, com aquela coloração mórbida de filmes de terror. “Closer to You”, mantém o tom frenético do disco e é envolta por guitarras cintilantes, ruidosas e vocais sussurrados, ela mantém o gás na pista. Enquanto isso, “Satisfy” aposta em algo mais emocional que são transmitidos nas boas doses de guitarras melódicas que rodeiam a composição, sem deixar de lado momentos mais agitados. A Perfect End encerra o trabalho em alta, com uma atmosfera cinematográfica, as guitarras de tom misterioso e seus sintetizadores dramáticos são o destaque, transformando a experiência no que poderia ser facilmente a cena tensa de algum filme noire ou vampiresco. Acompanhe o Mouth Ulcers nas redes sociais: Instagram | Spotify | Bandcamp Confira o EP Silent Pictures:
High on Fire, lendária banda de stoner vem ao Brasil

A Solid Music Entertainment anuncia para outubro de 2026 a seminal banda de stoner/sludge High on Fire pela primeira vez no Brasil. A banda norte-americana vencedora do Grammy, formada em 1998 por Matt Pike, guitarrista e vocalista também conhecido por seu trabalho no Sleep, se apresenta no dia 4 de outubro, domingo, em show único na Burning House, em São Paulo, dentro da Latin America Tour. Ingressos na 101Tickets: 101tickets.com.br/events/details/High-on-fire-em-Sao-Paulo Formado em Oakland, na Califórnia (EUA), o High on Fire se consolidou como um dos nomes mais respeitados do metal pesado contemporâneo. A banda construiu uma identidade própria ao levar o peso do doom e do stoner para uma zona mais agressiva, acelerada e física, em diálogo com Black Sabbath, Motörhead, sludge e thrash metal. Ao longo de nove álbuns de estúdio, o High on Fire construiu uma discografia que serve de referência para o metal norte-americano das últimas duas décadas. Blessed Black Wings (2005), produzido por Steve Albini, é frequentemente citado como um dos melhores álbuns de metal dos anos 2000. Death Is This Communion (2007) consolidou a chegada de Jeff Matz no baixo e aprofundou o alcance da banda. Já Snakes for the Divine (2010) chegou com o grupo já em outro patamar na música pesada, incluindo uma tour em suporte ao Metallica. De Vermis Mysteriis (2012) também foi muito bem recebido por fãs e crítica. Em 2019, o High on Fire venceu o Grammy de Melhor Performance de Metal com “Electric Messiah”, faixa-título do álbum lançado em 2018. Atualmente a banda divulga Cometh the Storm, nono álbum de estúdio, lançado em 2024 e com produção assinada pelo genial Kurt Ballou, do Converge. Cometh the Storm mantém as coordenadas de sempre: riffs densos, bateria de ataque direto, letras que transitam por guerra, mitologia e ocultismo, mas abre espaço para algo inédito na obra da banda. Jeff Matz (baixo), que passou o período de hiato aprofundando o estudo da música turca e aprendendo o bağlama, instrumento de cordas do folclore da região, trouxe esse vocabulário para dentro do disco. Para a Latin America Tour, o baterista é Ben Koller, do Converge e All Pigs Must Die. Mike Pike, uma lenda viva do stoner Pike ficou conhecido primeiro pelo Sleep, trio de Oakland que ajudou a definir o doom e o stoner metal com discos como Holy Mountain (1992) e o lendário Dopesmoker, álbum de uma única faixa de 52 minutos que uma gravadora major recusou lançar e que se tornou um dos objetos de culto mais duradouros do gênero. Quando o Sleep entrou em hiato no fim dos anos 1990, Pike começou o High on Fire com uma proposta deliberadamente diferente: menos peso contemplativo, mais velocidade e agressividade, em algum lugar entre o Black Sabbath, o Motörhead e o thrash metal. SERVIÇO High on Fire em São Paulo Data: domingo, 4 de outubro de 2026 Horário: a partir das 18h Local: Burning House (Avenida Santa Marina, 247, Água Branca – São Paulo/SP) Venda online: 101tickets.com.br/events/details/High-on-fire-em-Sao-Paulo Valores (1º Lote): Pista meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 160,00 Mezanino meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 250,00 Pista inteira : R$ 320,00 Mezanino inteiro: R$ 500,00 Realização: Solid Music Entertainment
This Lonely Crowd lança a nova The Joy of Exploring Gardens e prepara novo disco

A banda curitibana de faerie rock This Lonely Crowd lançou no último dia 23 de junho a nova “The Joy of Exploring Gardens”, e prepara o lançamento de seu novo disco Eldritch Magnificence para o próximo mês de julho. Um dos nomes mais curiosos e eu diria até misteriosos da cena do rock alternativo brasileiro está de volta. O grupo usa de pseudônimos do mundo dos contos de fada para se apresentar, são eles: Raunip (guitarra), Boni Dio (guitarra), Encantatriz (baixo e vocal), Thra’shbeard (bateria) e Ogion (guitarra e vocal). A discografia é de respeito e conta com oito discos de estúdio, uma coletânea e três Ep’s, o quinteto constrói sua sonoridade a partir de várias influências diferentes, que vão desde o rock alternativo dos anos 90, o pop, heavy metal e pitadas de post-rock e shoegaze. Já a temática é envolta por temas fantasiosos de contos de fadas, poemas e criaturas estranhas. The Joy of Exploring Gardens cria um cenário de devaneios fantasiosos A faixa que fará parte do décimo disco da banda intitulado Elditrch Magnificence, traz uma pitada do que podemos esperar do novo trabalho. A sonoridade construída pela This Lonely Crowd sempre encanta, durante os 3:57 de música, entramos em um universo musical que percorre guitarras reverberando e melodias nostálgicas, um ótimo pano de fundo para receber letras com recortes de fantasias, sonhos e um cenário paralelo ao mundo chato e tão sem esperanças que vivemos atualmente. É como se aqui os portões fossem abertos, para que pelo menos durante esses quatro minutos você se delicie com uma música que te transporta para uma atmosfera mágica, sonhadora, assim como abrir um livro e mergulhar nas milhares palavras que o integram. Ouvir The Joy of Exploring Gardens requer um escape da realidade, da monotonia, isso é o que mais agrada nos discos da banda, pois eles são como um capítulo de uma história que ainda não sabemos o fim, estamos vivos com ela até que dure, como espectadores e bons ouvintes de uma música fora da curva do que se é esperado hoje. AUMENTEM O SOM! ESCUTEM THIS LONELY CROWD! Confira The Joy of Exploring Gardens: Acompanhe a This Lonely Crowd nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp
Ploho grande nome da nova onda do pós punk russo retorna ao Brasil para 6 shows

Apontada pela revista americana ReGen Magazine como uma das principais vozes da nova onda da música russa, a Ploho volta ao Brasil em novembro de 2026 com uma turnê de seis shows. A banda passa por São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém na etapa nacional da turnê latino-americana 2026, apresentada pela GOS Concerts e, no país, em parceria com a Xaninho Discos. Ingressos à venda na tiqueteira 101tickets. A nova passagem amplia a relação da Ploho com o público brasileiro. Em 2024, a banda fez sua primeira apresentação no país em show único em São Paulo. Formada em 2013, em Novosibirsk, na Sibéria, a Ploho se tornou um dos nomes mais reconhecidos da geração recente do pós-punk russo. A banda nasceu longe do eixo Moscou–São Petersburgo e transformou essa geografia em parte de sua identidade: guitarras frias, baixo em primeiro plano, sintetizadores econômicos e letras em russo sobre isolamento urbano, desencanto, memória e tensão social. O nome da banda também ajuda a entender seu universo. Em russo, “ploho” significa algo próximo de “mal” ou “ruim”. A escolha combina com uma música seca, direta e pouco interessada em brilho artificial. A Ploho costuma ser aproximada de nomes como Molchat Doma, Motorama e Human Tetris, referências que ajudam o público brasileiro a localizar a cena. Mas a banda de Novosibirsk tem trajetória própria. Sua base passa pelo rock russo dos anos 1980, pela herança de Kino, pela new wave soviética e pelo pós-punk europeu, sem abandonar o idioma russo nem transformar essa herança em simples exercício de nostalgia. O reconhecimento internacional ganhou força a partir da segunda metade dos anos 2010. Em 2020, a Ploho assinou um contrato de múltiplos álbuns com a Artoffact Records, selo canadense ligado à música alternativa, industrial, darkwave e pós-punk. Naquele período, a ReGen Magazine apresentou a banda como uma das vozes principais da nova onda da música russa, destacando a combinação entre rock russo, pós-punk e new wave. O Post-Punk.com, uma das publicações internacionais mais dedicadas ao gênero, também colocou a Ploho no centro de uma conversa sobre o pós-punk pós-soviético ao lado de Molchat Doma. A colaboração entre as duas bandas, “По краю острова”, ajudou a aproximar a Ploho de ouvintes que descobriram a cena do Leste Europeu pelo streaming, mas a banda seguiu por um caminho menos dependente do fenômeno digital e mais ligado a catálogo, turnês e circuito independente. A discografia mostra essa construção. Depois de uma sequência inicial de lançamentos independentes, a banda consolidou sua presença com “Куда птицы улетают умирать” (“Where the Birds Fly Away to Die”), de 2018, e “Пыль” (“Pyl”), de 2019. A fase internacional ganhou corpo com “Фантомные Чувства” (“Phantom Feelings”), de 2021, e “Когда душа спит” (“When the Soul Sleeps”), de 2022. Em 2024, a Ploho lançou “Почва” (“Soil”), um dos discos mais importantes de sua fase recente. O álbum preserva a assinatura sonora da banda, com baixo marcado, voz grave e sintetizadores contidos, mas amplia o campo temático para questões como desgaste social, destruição ambiental, anticapitalismo e sobrevivência emocional. É um disco menos preso à névoa nostálgica do pós-punk e mais ligado à sensação de viver em um tempo instável. A fase recente também passa pelo deslocamento. Após a invasão russa da Ucrânia, a Ploho deixou a Rússia e passou a operar fora do país. Em entrevista ao The Moscow Times, Viktor Uzhakov, vocalista e guitarrista da banda, afirmou que a vida em Novosibirsk carregava uma depressão própria, enquanto a fase posterior passou a abrir espaço para temas sociais e afetivos. Mesmo nesse novo contexto, a banda manteve o russo como idioma central de suas canções. Esse ponto dá à Ploho uma força particular no circuito alternativo atual. É uma banda profundamente ligada à língua, à memória e ao imaginário russo, mas que circula cada vez mais por plateias da Europa, da Ásia e da América Latina. A origem siberiana permanece no som, enquanto o deslocamento recente acrescenta outra camada à leitura das músicas. Ao vivo, a Ploho trabalha mais pela tensão do que pelo excesso. As músicas avançam com baixo repetitivo, bateria direta, voz grave e guitarras que criam uma paisagem fria sem transformar o show em peça de museu dos anos 1980. A força está na contenção: poucas cores, melodias persistentes e uma atmosfera que cresce pela repetição. A turnê brasileira chega em um momento de atividade contínua. Em 2025, a banda lançou uma edição deluxe de “Почва”, com faixas extras, demos e versões alternativas. Em 2026, colocou nas plataformas “Dobrolet Sessions”, registro que reforça a presença do repertório ao vivo, além de novos singles como “Плохо с тобой”. Antes de chegar ao Brasil, a turnê passa por Guadalajara, Querétaro e Cidade do México, no México; San José, na Costa Rica; Lima, no Peru; Buenos Aires, na Argentina; e Santiago, no Chile. SERVIÇO | Ploho no Brasil São Paulo (SP) Data: 2 de novembro de 2026, segunda-feira Horário: 19h às 23h30 Local: Madame Underground Club Endereço: Rua Conselheiro Ramalho, 873 — Bela Vista — São Paulo (SP) Ingressos: www.sympla.com.br/evento/post-punk-brasil-apresenta-ploho-russia/3455333 Curitiba (PR) Data: 4 de novembro de 2026, quarta-feira Local: Basement Cultural Endereço: Rua Desembargador Benvindo Valente, 260, São Francisco, Curitiba (PR) Ingressos: https://101tickets.com.br/events/details/Ploho-em-Curitiba Florianópolis (SC) Data: 5 de novembro de 2026, quinta-feira Local: Desgosto Endereço: Rua Padre Roma, 174, Florianópolis, Santa Catarina Endereço: a confirmar Ingressos: https://101tickets.com.br/events/details/Ploho-em-Florianopolis Porto Alegre (RS) Data: 6 de novembro de 2026, sexta-feira Local: Ocidente Endereço: Avenida Osvaldo Aranha, 960, Bom Fim, Porto Alegre (RS) Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Ploho-em-Porto-Alegre Rio de Janeiro (RJ) Data: 7 de novembro de 2026, sábado Local: Teatro Odisséia Endereço: Avenida Mem de Sá, 66, Lapa, Rio de Janeiro (RJ) Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Ploho-no-Rio-de-Janeiro Belém (PA) Data: 8 de novembro de 2026, domingo Local: Studio Pub Endereço: Travessa Presidente Pernambuco 277, Belém (PR) Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Ploho-em-Belem
El Mato a un Policia Motorizado volta a São Paulo em outubro

Uma das bandas mais importantes do rock alternativo latino-americano no século 21, a argentina El Mato a un Policia Motorizado volta a São Paulo no dia 11 de outubro para show no Cine Joia. A realização é da Áldeia Produções Artísticas com Cine Joia, Sol y Sombra, Outrahora Rec, RB Sucesos e Paracima. Ingresso: fastix.com.br/events/el-mato-a-un-policia-motorizado-em-sao-paulo A volta do El Mato a São Paulo acontece em um dos momentos mais fortes da trajetória da formação de La Plata, que vem de uma sequência de shows lotados em casas e palcos emblemáticos em meio à turnê de Súper Terror, álbum mais recente e vencedor do Premio Gardel de Melhor Álbum de Rock. É também o retorno da banda ao Cine Joia, casa onde o El Mato já construiu uma relação direta com o público brasileiro, e após a passagem pelo Primavera Sound São Paulo 2023, em uma apresentação destacada entre os bons momentos daquela edição pela imprensa independente brasileira. Formado em 2003, em La Plata, El Mato un Policia Motorizado atravessou duas décadas como uma das bandas centrais da música independente sul-americana. A trajetória começou no circuito alternativo argentino, ligada ao selo e à cena da Laptra, e se expandiu para a América Latina, Estados Unidos e Europa, com presença em festivais como Primavera Sound Barcelona, Vive Latino, Lollapalooza Argentina, Ruido Fest, Tomavistas e LAMC. A fase recente ampliou esse alcance. A banda lotou o Movistar Arena, em Buenos Aires, com 15 mil pessoas, depois de dois Luna Park esgotados em 2023. Também celebrou seus 20 anos com três shows esgotados no C. Art Media, em apresentações que revisitaram o álbum de estreia, de 2004, e atravessaram diferentes momentos do repertório. Em 2024, a turnê passou por mais de 25 países, incluindo apresentações na Europa, Estados Unidos e América Latina, além de uma apresentação no monumental Zócalo, da Cidade do México. Súper Terror, lançado em 2023, é mais uma joia na discografia da banda. Gravado no Sonic Ranch, no Texas, o disco colocou a banda em um ponto de expansão sonora sem romper com sua identidade: guitarras repetitivas, melodias diretas, refrões de canto coletivo e a escrita de Santiago Motorizado sobre afetos, medo, futuro incerto, perdas e recomeços. A recepção crítica acompanhou esse movimento. A Rolling Stone en Español apontou o disco como uma obra apoiada em referências dos anos 1980 e na melancolia amorosa, dentro de uma busca por nova narrativa. No Brasil, a Música Instantânea tratou Súper Terror como um registro de uma banda que conhece profundamente a própria obra e consegue retomar sua essência enquanto testa novas possibilidades. Já o Tenho Mais Discos Que Amigos destacou o álbum como uma transformação da incerteza do futuro em novo começo. Antes de Súper Terror, El Mato já havia atravessado um capítulo decisivo com Unas vacaciones raras, álbum ligado à nova trilha da série argentina Okupas. Lançado em 2021, o disco levou a banda a um novo patamar de reconhecimento fora do circuito indie e venceu o Latin Grammy de Melhor Álbum de Rock na 23ª edição da premiação. Importante também mencionar La Síntesis O’Konor, lançado em 2017, o disco que levou o El Mato a un Policia Motorizado a um novo patamar fora do circuito independente argentino. O álbum consolidou a escrita de Santiago Motorizado em canções como “El Tesoro”, “La noche eterna”, “Ahora imagino cosas” e “El mundo extraño”, com uma sonoridade mais ampla, sem perder a repetição, a melodia direta e a carga emocional que marcaram a banda desde La Plata. A conexão internacional da banda também ganhou, em 2025, um capítulo simbólico com a participação em Everyone’s Getting Involved: A Tribute to Talking Heads’ Stop Making Sense, tributo ao clássico filme-show do Talking Heads. El Mato foi a única formação latino-americana no projeto, ao lado de nomes como Miley Cyrus, Paramore, Lorde e The National. El Mato a un Policia Motorizado é formada por Santiago Barrionuevo, o Santiago Motorizado, na voz e baixo; Guillermo Ruiz Díaz, Doctora Muerte, na bateria; Manuel Sánchez Viamonte, Pantro Putö, na guitarra; Gustavo Monsalvo, Niño Elefante, na guitarra; e Agustín Spassoff, Afloyd, nos teclados. SERVIÇO El Mato a un Policia Motorizado em São Paulo Data: 11 de outubro de 2026 Local: Cine Joia Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade – São Paulo/SP Ingresso: fastix.com.br/events/el-mato-a-un-policia-motorizado-em-sao-paulo Realização: Áldeia Produções Artísticas, Cine Joia, Sol y Sombra, Outrahora Rec, RB Sucesos e Paracima Mais informações instagram.com/elmatoaunpoliciamotorizado instagram.com/tedesco.com.midia instagram.com/aldeiaproducoesartisticas_ instagram.com/cine_joia instagram.com/solysombrabar
Fishbone, nome influente entre os gêneros punk, ska e funk se apresenta em São Paulo

A banda norte-americana Fishbone se apresenta no dia 31 de outubro, um sábado, a partir das 17h, no Fabrique Club, em São Paulo. O show, realizado pela Maraty, traz ao Brasil uma das formações mais inventivas surgidas na cena punk de Los Angeles, conhecida por unir punk, ska, funk e soul em uma música explosiva, socialmente consciente e marcada por forte presença de palco. A banda convidada do evento é a paulistana de ska feminina Maga Rude. Ingressos: fastix.com.br/events/fishbone-em-sao-paulo Com mais de quatro décadas de trajetória, o Fishbone construiu sua história como uma banda que atravessou fronteiras musicais sem suavizar o discurso. Desde o fim dos anos 1970, a formação se tornou referência pela combinação de metais, baixo funk, guitarras de punk e rock pesado, vocais intensos e letras ligadas a temas políticos, raciais e sociais. O show em São Paulo acontece em um momento importante da trajetória da banda. Em 27 de junho de 2025, o Fishbone lançou Stockholm Syndrome, nono álbum de estúdio da carreira e primeiro registro completo em mais de 20 anos. O disco retoma a energia caótica, as melodias diretas e o comentário político que acompanham a banda desde seus primeiros anos, agora com canções que tratam de vida contemporânea, tensões sociais, relações pessoais, sobrevivência e redenção. O primeiro single do álbum, “Racist Piece of Shit”, também apresentado como “RxPxOxS”, saiu em novembro de 2024 e trouxe uma crítica direta ao racismo global, com a intensidade característica do Fishbone. Já “Last Call in America”, faixa com participação de George Clinton, foi composta por Christopher Dowd e Walter “Dirty Walt” Kibby, integrantes originais da banda, e comenta as dificuldades econômicas e sociais dos Estados Unidos. Sobre “Racist Piece of Shit” , Christopher Dowd afirma que “a música é um alerta para que a humanidade reconheça o ponto de ruptura que está dilacerando a alma deste país e do mundo”. A presença de George Clinton em Stockholm Syndrome reforça a ligação do Fishbone com a tradição do funk norte-americano. Nome central do Parliament-Funkadelic, Clinton aparece em uma faixa que aproxima o groove, o comentário social e a urgência política, três elementos que sempre fizeram parte da identidade da banda. A formação atual do Fishbone tem Angelo Moore nos vocais e saxofones, Christopher Dowd nos teclados, trombone e vocais, James Jones no baixo, Hassan Hurd na bateria, John “JS” Williams II no trompete e vocais, além do retorno do guitarrista Tracey “Spacey T” Singleton. A banda atravessou mudanças importantes em 2024, quando os fundadores Norwood Fisher e Walter Kibby deixaram a formação, mas manteve sua atividade com Moore, Dowd e uma nova configuração de palco. Essa nova fase carrega uma longa história de reinvenção. O Fishbone atravessou mudanças na indústria, conflitos internos, trocas de integrantes e diferentes ciclos do rock alternativo sem abandonar sua marca principal: empurrar limites musicais, enfrentar injustiças e transformar punk, ska, funk, soul e rock pesado em uma assinatura própria. A trajetória da banda também foi registrada no documentário Everyday Sunshine: The Story of Fishbone, lançado em 2010, que recupera os altos e baixos de uma carreira marcada por pioneirismo, energia criativa, dificuldades de mercado e uma influência reconhecida por músicos de diferentes gerações. Nos últimos anos, o Fishbone voltou a circular com força. A banda dividiu palcos com nomes como Madness, Tool e Primus, fez turnês de inverno pelos Estados Unidos e pela Europa, realizou shows próprios no verão norte-americano e integrou datas da Summer Circus Tour, do Less Than Jake, além de participar das edições de Long Beach e Washington, D.C. da Vans Warped Tour 2025. O repertório deste show em São Paulo deve reunir músicas de diferentes fases da banda, incluindo clássicos como “Party at Ground Zero”, “Everyday Sunshine”, “Sunless Saturday”, “Freddie’s Dead”, “Ma and Pa”, “Fight the Youth”, “Swim” e “Servitude”, além de faixas recentes de Stockholm Syndrome, como “Racist Piece of Shit” e “Last Call in America”. Serviço Fishbone em São Paulo Data: 31 de outubro de 2026, sábado Horário: 17h (abertura da casa) | 18h (Maga Rude) | 19h (Fishbone) Local: Fabrique Club Endereço: Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda, São Paulo, SP Ingressos: fastix.com.br/events/fishbone-em-sao-paulo Realização: Maraty
Whitemary vem ao Brasil mostrar sonoridade que cruza eletrônica, pop e jazz

Whitemary, nome artístico de Biancamaria, cantora e compositora que mistura jazz, pop alternativo e música eletrônica, faz duas apresentações no Brasil dentro da programação da 3ª Semana da Música Italiana. Os shows acontecem dia 29 de maio, no Sesc Campinas (interior paulista), e em 30/05, no Sesc Pompeia, em São Paulo. Whitemary leva a nova eletrônica italiana ao encontro da canção pop, com letras em italiano, sintetizadores analógicos e energia de pista. Natural de Abruzzo, mas radicada em Roma, Whitemary é formada em canto jazz e atua como professora de Tecnologia Musical. Partindo do jazz e passando pela canção italiana, chegou a trabalhar com samplers e sintetizadores analógicos. Whitemary faz parte de “Poche”, o coletivo feminino fundado por Elasi e Plastica, um espaço aberto e livre que promove o encontro e a visibilidade de diversas artistas e produtoras que compõem o panorama eletrônico italiano. Com três álbuns e alguns singles na discografia, ela se destaca por uma identidade sonora única que combina música eletrônica, performances ao vivo e uma composição íntima e incisiva. Sua música é uma mistura explosiva de techno, house e pop, com letras em italiano que exploram temas pessoais e universais. As apresentações integram a programação da Semana da Música Italiana, iniciativa do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo com correalização do Sesc SP e produção da Associação SÙ de Cultura e Educação. O projeto chega à terceira edição, com eventos em Santos, São Paulo, Campinas e Taubaté, promovendo no Brasil artistas e bandas de destaque da cena musical italiana contemporânea e fortalecendo o intercâmbio cultural entre os dois países. SERVIÇO – SEMANA DA MÚSICA ITALIANA | 3º Edição Whitemary no Sesc Campinas Data e horário: 29/05 às 20h Gratuito Atividade aberta, sem retirada de ingresso, mediante capacidade do local Evento no Portal Sesc Whitemary no Sesc Pompeia Data e horário: 30/05 às 21h R$60 (inteira) – R$30 (meia) – R$18 (credencial plena) Ingressos à venda online a partir do dia 19/5, às 17h e nas bilheterias a partir do dia 20/5, às 17h Evento no Portal Sesc Sobre o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo O Instituto Italiano de Cultura de São Paulo é um órgão oficial do Governo Italiano. Foi fundado em 1950 e se dedica a promover a cultura e a língua italiana, além de enriquecer o panorama cultural em sua área de ação com iniciativas voltadas à cooperação ítalo-brasileira neste setor. Localizado em um histórico casarão no bairro de Higienópolis, o Instituto promove concertos, exposições, sessões de cinema, palestras e encontros, e possui uma biblioteca com mais de 23 mil títulos, a maioria em língua italiana, disponíveis para o público. O Instituto é também fonte de informações sobre o país, cursos de língua italiana ministrados na Itália e bolsas de estudo outorgadas pelo Governo italiano. Facebook | Instagram | X | YouTube