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Quem indica: Lia Kapp

Bem vinda segunda-feira! Hoje temos mais uma edição do Quem indica, trazendo uma galera da música independente underground pra indicarem seus discos favoritos, mais escutados ou idolatrados. Como falamos antes, essa seção busca criar um vínculo entre artista e fã, pra matar aquela curiosidade. Hoje temos indicações da querida Lia Kapp, no final da matéria você encontra todos os links pra segui-lá nas redes sociais e escutar seus discos. Lia Kapp Lia Kapp é uma cantora e compositora de Curitiba, Paraná. Ela tem um disco de estúdio, o Metamorphösis (2018) e dois EP’s, Conflito (2015) e Jupiter (2019). Podemos classificar o som dela como um dark rock com influências vindas de música clássica, post-rock e doom metal. Ideal pra quem curte: Chelsea Wolfe, Emma Ruth Rundle e Lethian Dreams. Indicações da Lia Quem conhece o meu som, conhece só uma parte de quem eu sou. Pensando nisso, tentei escolher os meus álbuns preferidos pra mostrar o quanto eu sou eclética e escuto muita coisa diferente. Foi um pouco difícil de escolher, porque eu geralmente não sou uma ávida ouvinte de álbuns, eu sou de ficar ouvindo umas três músicas e é isso… hahaha. Britney Spears – In The Zone (2003) Decidi começar com esse por ser o mais distante do que faço na minha arte, mas também porque é o álbum que eu mais escuto desde que eu o conheci. Esse álbum seria o álbum mais perfeito do mundo se não tivesse a música ‘Brave New Girl’, que mais parece uma música do primeiro álbum da Britney, quando ela ainda era adolescente, mas fora isso é muito bom. O ‘In The Zone’ é muito interessante pra mim pelas influências de hip hop e também pelos sintetizadores, como em ‘Breathe On Me’, por exemplo. O que eu acho muito legal desse álbum também é que a Britney participou ativamente da produção e entregou composições próprias, mostrando ao público mais sobre a artista que ela é. Infelizmente, depois disso a gravadora começou a podar ela e nunca mais fomos capazes de ver um trabalho tão autêntico assim… Radiohead – OK Computer (1997) Esse álbum é especial pra mim porque foi o primeiro álbum do Radiohead que eu escutei. Na época que eu conheci, eu tinha um celular que não dava pra baixar música, mas tinha um app que baixava vídeos do youtube, então baixei o full album e ouvia todos os dias no ônibus a caminho da faculdade de psicologia em 2015. São boas memórias. ‘Exit Music (For A Film)’ é minha preferida e acho que me influenciou muito inconscientemente no modo em que escolho os elementos pras minhas músicas. ‘No Surprises’ também é perfeita. Quase morri de chorar quando eles tocaram essas duas músicas no show de 2018 em São Paulo. Tool – Lateralus (2001) Eu conheci o Lateralus e o Tool no ano passado, 2019, através do meu namorado e desde a primeira audição eu fiquei bem encantada, tão encantada que até fiz um trabalho sobre ele pra uma disciplina da faculdade. O que eu mais gosto nesse álbum é que tem músicas que a fórmula de compasso muda um milhão de vezes, e eles utilizam tempos bem inusitados comparados ao famoso 4/4. Outra característica bem marcante pra mim é a voz do vocalista, Maynard Keenan, que entrega um trabalho incrível tanto na voz limpa quanto na voz distorcida. Minha música preferida é ‘Schism’. Labirinto & thisquietarmy Split (2013) Esse álbum é tudo pra mim. Em 2014 eu fui por acaso num show da Labirinto no Teatro Paiol, aqui em Curitiba, e desde então me tornei muito fã deles. Esse álbum me ajudou a passar no vestibular de psicologia, sério! Eu estudava e ouvia ele num rádio dos anos 2000 que tenho até hoje, e me ajudava muito a manter a concentração. Meu sonho, quando eu tinha a banda, era dividir o palco com o pessoal da Labirinto, e uma das melhores coisas de 2020 foi poder conhecer alguns deles pessoalmente! Eu estava bem fã girl morrendo de vergonha hahaha. Quem sabe um dia a banda volta e a gente não toca junto, né? Chelsea Wolfe – Hiss Spun (2017) Eu não podia deixar a Célia de fora, né? Escolhi esse porque nesse disco ela assumiu uma imagem mais ousada, que, por eu ser fã de divas pop, me conquistou bastante. Mas o que mais me agrada nesse álbum é a agressividade das guitarras, acho que combina muito com a maneira que minha mente funciona agora. Antigamente, o meu álbum preferido dela era o ‘Pain is Beauty’ por ser mais eletrônico e melancólico, mas no momento em que estou da minha vida não sou muito mais fã de melancolia, por isso a agressividade do ‘Hiss Spun’ me representa mais. ‘The Culling’ e ‘Scrape’ são as minhas faixas preferidas. Siga Lia Kapp nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp | Youtube Confira outros artistas que indicaram seus discos favoritos.

Salvage conecta brasilidades e post-rock em novo EP ‘Desvio’

O post-rock é um dos gêneros mais interessantes justamente porque que vai contra o tradicional, dando espaço para a liberdade, a experimentação. Os timbres e texturas criam paredes sonoras que levam o ouvinte a uma viagem. E não é a toa que pra expressar esses momentos usam o termo soundcapes, algo como paisagens sonoras. Já que mencionamos as misturas e experimentações, vamos falar de uma das bandas que tem mostrado uma das sonoridades mais interessantes do post-rock nacional, inclusive, já entraram em nossa lista de 15 bandas de post-rock nacional pra conhecer. O SALVAGE surgiu no Rio de Janeiro em 2014, em sua proposta sonora trazem influências do math-rock, post-rock e ritmos afro-brasileiros. Essa fórmula ainda não havia sido tão explorada no primeiro disco ‘MΔE’, lançado em 2016 com quatro músicas. O álbum colocou a banda na rota da cena independente, onde dividiram palco com nomes como: Bike, El Toro Fuerte, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e Odradek. Após uma temporada de shows, os músicos deram uma pausa na banda, que depois de um tempinho voltou a se reunir em Búzios, no Rio de Janeiro para colocar as ideias em prática e se reestruturar, visualizando um futuro novo disco. Foi deste processo que surgiram as composições que integram ‘Desvio’, o novo EP. A faixa ”AL” antecedeu seu lançamento oficial, apresentada em março desse ano. O álbum veio em julho, conta com 4 músicas inéditas, suas gravações ocorreram entre agosto e setembro de 2019. As influências de música regional adicionaram uma identidade forte ao som da banda, além disso, se conectam perfeitamente as estruturas dos outros gêneros. Temos aqueles lances mais métricos de guitarra herdados do math-rock, que vão de encontro ao ritmo de baião ou ora com percussões que vão preenchendo a música em um ritmo bem leve e agradável, como por exemplo na faixa ”Lasso”. Em ”Sorte Ferida” somos introduzidos com calmaria pelos riffs de guitarra, e ao decorrer dos 4 minutos da faixa acompanhamos seus momentos de evolução, que vão de passagens mais ”grosseiras” até as mais rítmicas em seu final. Pra fechar temos ”Maré Baixa”, e ela parece reunir tudo muito bem redondinho, como comentei anteriormente, as músicas tem toques tão suaves que trazem uma calmaria boa, difícil não se manter relaxado ouvindo, mesmo vivendo na selva de pedra. Siga o SALVAGE nas redes sociais: FacebookBandcampInstagram

10 lançamentos nacionais pra você ficar ligado

O ano é 2020, e nunca pensamos que passaríamos por um momento tão conturbado, não é mesmo? Mas, paralelo a isso procuramos as nossas válvulas de escape, nem preciso dizer que a nossa favorita é a música né? Pois bem, temos aqui 10 lançamentos nacionais que queremos dividir com vocês, tentamos separar de forma mais democrática possível, mas calma que ainda vai ter mais. Por enquanto, respirem fundo, se cuidem e apreciem os ótimos artistas e bandas que listamos nessa matéria. Riders of Death Valley – Going Down (2020) Se você gosta de stoner então vai pirar com o som do Riders of Death Valley. O quarteto paulista surgiu em 2015 e já lançou um EP auto intitulado que saiu no ano passado via Abraxas Records. Este ano acabaram de lançar o single ‘Going Down’ contendo duas faixas inéditas. Aqui eles apostam numa mistura pesada e enérgica do grunge com o stoner rock, lembrando bastante a cena dos anos 90. Facebook | Bandcamp RSR Beats – High Hopes (2020) Rafael Sena é um artista e estudante de psicologia, o disco High Hopes é fruto de seu projeto composto inteiramente pelo celular. As 7 faixas de sonoridade lo-fi hip-hop, contam com algumas técnicas e sons que trazem o ouvinte para alguma lembrança de infância ou até mesmo se sentir acolhido em momentos de concentração. Essa foi a forma que Rafael encontrou para aliar as coisas que gosta, a música e seus estudos em psicologia, esse é o terceiro disco lançado. Instagram | Bandcamp Cronistas – Queda/Ascensão (2020) A banda Cronistas vem da cidade de Santos e foi formada no ano de 2016. Em seu novo EP Queda/Ascensão, eles trazem um rock alternativo que dialoga bem com os tempos atuais. As cinco músicas abordam temas de superação em meio a situações tempestuosas, como é o caso da faixa recém lançada e que ganhou vídeo clipe ”O Revoar”, que fala justamente sobre esse sentimento de dar adeus às coisas do passado e seguir em frente após um processo de recuperação. Facebook | Instagram giules – Sleepyhead (2020) Músicas sensíveis, mas ao mesmo tempo cheias de personalidade, conexões amorosas e sentimentos, é assim que podemos classificar as quatro faixas que fazem parte de Sleepyhead, o EP de estréia de Giules. A cantora e compositora vem da cidade de Sorocaba em São Paulo, mas já morou durante algum tempo na Hungria, país que definitivamente teve influencia sobre suas composições. Entre suas principais influências estão City and Colour, Neck Deep e Ed Sheeran. Youtube | Instagram lllucas – Kit/processo (2020) lllucas é um projeto de São Paulo, que faz um som que transita entre o experimental e o synthwave num clima bem intimista e lo-fi. O EP “Kit/processo” vem após dois anos desde ”Creme Azedo”, o primeiro trabalho, que inclusive já falamos aqui. As composições mantém o foco no jovem suburbano, que lida com um amontoado de situações cotidianas, como relacionamentos superficiais, a solidão da cidade e a tristeza, como podemos destacar em ”Azul”, uma das músicas que compõem o disco. Facebook | Bandcamp Crime Caqui – Your Forehead (2020) A Crime Caqui é o que estávamos precisando no indie nacional, o quarteto paulistano de garotas apresenta seu terceiro e novo single ”Your Forehead”, nele ouvimos um clima bem leve, nostálgico e até dançante, que facilmente nos lembra algo do Warpaint. Aqui as letras são cantadas em inglês, e falam sobre as coisas inusitadas que gostamos na pessoa pela qual nos apaixonamos, diferente das outras faixas já lançadas que são cantadas em português. Já estamos ansiosos para um futuro lançamento. Facebook | Bandcamp Applegate – Miragem (2020) Em seu novo single ‘Miragem’ , o Applegate faz jus a suas influências vindas do rock psicodélico. Com passagens aéreas e um belo duelo entre vocais e riffs de guitarra siderais, conseguem criar um clima bem suave e experimental, fazendo com que o ouvinte se sinta imerso. A banda surgiu em São Paulo no ano de 2016, trazem na bagagem o primeiro disco Movimentos Regulares, além de 4 singles e uma demo. Facebook | Instagram Maoa – Curupira (2020) Incorporando em seu som influências do rock indie, soul e funk, a banda Maoa vem de Cuiabá, no Mato Grosso do Sul. A faixa ”Curupira” é o segundo single lançado e fala sobre a marginalização social, tendo como exemplo o triste caso do menino João Pedro que foi baleado enquanto brincava dentro de sua casa. A proposta é falar sobre auto conhecimento, expansão da consciência e espiritualidade, a faixa é o segundo single lançado pela banda. Facebook | Instagram Danny D. Weirdo – Maníaco (2020) Danny D. Weirdo é um projeto musical que utiliza performances surrealistas, sendo a estética um de seus pontos fortes. O grupo utiliza máscaras e personas, tudo para fazer de sua apresentação uma experiência hipnótica. A sonoridade experimenta com diferentes estilos musicais como o noise, stoner e indie rock. Este ano lançaram ”Maníaco”, seu novo single produzido por Gil Mosolino. Facebook | Instagram Bravaguarda – Chega (2020) ”Esta é uma música sobre despertar para as coisas que realmente nos interessam”, diz o vocalista e guitarrista Dan Barreto sobre o novo single ”Chega” do Bravaguarda, que fala justamente sobre enfrentar empecilhos do dia-a-dia que nos desvirtuam de nossos objetivos. A banda paulistana faz um som contemporâneo passeando pelo folk e pop rock, e já tem um disco de estúdio lançado em 2018. Facebook | Site

Ousel, disco de estréia tem doses de post-rock, dream pop e composições intensas

ousel

A banda, o disco de estréia e a recepção A Ousel foi formada no ano de 2016 em Goiânia, e atualmente conta com João Paulo Guimarães (guitarra), Renato Fernandes (guitarra/teclados), Thais (voz) e Túlio Queiroz (baixo). Em janeiro desse ano lançaram seu primeiro disco de estúdio, o auto intitulado Ousel. As oito músicas tem como tema emoções variadas, que surgem diante da vulnerabilidade e da insegurança das pessoas e suas relações. Pra expressar esses sentimentos, as composições vão de momentos bonitos, etéreos a climas mais intensos. Dentre suas principais influências estão bandas já conhecidas na rota do post-rock e dream pop, nomes como Mogwai e Slowdive. A viabilidade do disco seu deu por conta da Lei de Incentivo a Cultura da cidade de Goiânia, o material foi gravado, mixado e masterizado no Estúdio Resistência, com produção de Lucas Rezende (Aurora Rules) e Francisco Arnozan, profissionais renomados na cena local. Assim, como resultado ganharam recepção tanto dentro do país em blogs já conhecidos da cena musical alternativa e independente, como também em outros lugares no mundo. A banda já teve suas músicas executadas em rádios como DKFM (EUA), Tribe FM (Austrália), Kaos Caribou (França), WFMU (Nova Iorque), só pra citar algumas. A música ”Silent Mess” foi escolhida como single e ganhou um vídeo clipe que você pode conferir logo abaixo: — Entrevista — Contem pra gente como a banda surgiu, vocês já se conheciam de algum projeto anterior? A banda surgiu no início de 2016.  Nas férias de Janeiro, eu chamei o João (guitarra) pra começar a criar algumas canções instrumentais de forma despretensiosa, em casa mesmo. Fizemos alguns ensaios e compusemos “Maya”, em estrutura e melodia. Quando a gente percebeu que havia um potencial na música, decidimos deixar de ser um duo e passamos a mirar na idéia de ter a Ousel com uma formação mais completa, com baixo, bateria e voz. Falando baseado na formação atual da banda, somente eu e o Túlio (baixo) já havíamos tocado juntos anteriormente. Foi um projeto musical que não durou muito tempo. Fizemos alguns ensaios, mas não chegamos a lançar nenhuma música. Em uma pesquisa descobri que Ousel é o nome de um pássaro, como vocês chegaram até esse nome e por que o escolheram? A escolha do nome foi feita logo no início do projeto quando eu e o João éramos um duo, como já havia dito. Sempre buscamos algo que fosse simples, minimalista e o ousel (melro, em português), por ser um pássaro selvagem típico de regiões frias, nos parecia uma escolha certeira. Era um nome diferente, curto, e a imagem do pássaro dialogava bem com o som que a gente fazia, muito baseado na construção de ambiências e paisagens sonoras etéreas. O disco de estréia fala muito de emoções, que inclusive são muito bem transmitidas nas suas músicas que mesclam elementos de post-rock e dream pop. Como vocês chegaram até essa sonoridade? Essa sonoridade é proveniente de coisas que ouvi ou longo de praticamente toda minha vida adulta (risos). Quando entrei na universidade, em 2009, eu já ouvia artistas como Brian Eno, Daniel Lanois e bandas como Slowdive, Low, Cocteau Twins entre outras do gênero. Na nossa primeira reunião como duo, já havíamos decidido que era esse o rumo sonoro que a banda tomaria. Falando ainda sobre sonoridade, existem outros gêneros musicais fora do rock que vocês escutam ou que de alguma forma influenciam a banda? Bem, fora do rock eu acredito que possa citar a música ambiente como o gênero que mais influenciou de forma direta o som da banda. É difícil citar influências fora do rock porque se trata de um estilo de música com diversas ramificações, mas vou citar duas cantoras jovens que admiro e ouço, ambas da música pop. Maggie Rogers, e Heloise Letissier, conhecida pelo nome artístico, Christine and the Queens. Elas são demais! Em tempos de pandemia tem sido difícil manter uma rotina, como vocês tem passado os dias em casa? Eu, o João, e a Thais (vocal), como não temos vínculo com nenhuma empresa privada, temos seguido à risca a quarentena. Recentemente, comecei a ler o livro “Projeto Nacional: O Dever da Esperança”, do Ciro Gomes. Tenho ouvido bastante coisa lançada esse ano de 2020. Gostei do novo da Phoebe Bridgers, ela canta demais!  O João gosta de passar o tempo com jogos online, ele é o fera dos games da banda (risos). A Thaís estuda canto e acredito que deve estar no final semestre, assistindo aulas remotamente. O Túlio, por fazer parte de uma empresa privada que não aderiu ao home office, ainda trabalha de segunda a sexta, mas tem seguido com responsabilidade as recomendações e todos os cuidados pra evitar a contaminação. Como vocês definiriam o som da banda para uma pessoa que nunca escutou algo parecido? Indie Rock ou Rock Alternativo. Sem complicação (risos)! O que vocês tem escutado nos últimos meses, existe algum artista ou banda que não sai da playlist? Cada um tem ouvido alguma referência em específico. A Thaís gosta muito de The Gathering, o João curte Tool, o Túlio tem influências mais pesadas como a banda Silent Planet, eu tenho ouvido muito Big Thief, por exemplo. Mas se for pra citar apenas uma artista que todos temos gostado em comum, é a Sharon Van Etten. A unanimidade! (risos). Se vocês pudessem escolher apenas uma música do disco para fazer parte da trilha sonora de um filme, qual seria a música e o filme escolhidos e por quê? A música escolhida seria “Mistaken”, para o filme “The Warriors”, no Brasil, “Os Selvagens da Noite”, clássico cult do Walter Hill de1979. A escolha se deve, entre outras coisas, pelo fato de uma das trilhas ter me influenciado bastante na gravação das camadas de teclados em “Mistaken”. A composição a qual me refiro é, “Baseball Furies Chase”, de Barry de Vorzon, que no filme é trilha pra uma das perseguições mais legais entre gangues da história do cinema (risos). “Mistaken”é a nossa composição que sugere mais fortemente o

10 artistas e bandas LGBTQIA+ brasileiras para conhecer em 2020

Esse é conhecido como o mês da diversidade, é nele que é comemorado o dia do orgulho LGBTQIA+, e onde também acontece anualmente a famosa Parada do Orgulho LGBTQIA+, que teve em sua primeira edição cerca de 2 mil pessoas, mas que hoje atrai milhões ocupando a famosa Avenida Paulista para celebrar o amor e a luta por direitos. Infelizmente, ainda vivemos em um dos países que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo, mas ainda temos esperança que essa triste realidade mude, mesmo que a passos lentos como vem sendo. Portanto, pensando nisso separamos dez nomes da cena LGBTQIA+ que você precisa conhecer, nada mais justo exaltar artistas que vem surgindo e dando voz e representatividade às pessoas que compõem a sigla. JUP DO BAIRRO Jup do Bairro já era conhecida por suas falas e apresentações intensas ao lado de Linn da Quebrada, com quem divide os palcos. Em seu primeiro EP Corpo sem Juízo (2020), produzido por Badsista, ela marca uma nova fase de sua carreira musical. Nele, suas composições externam dores, injustiças, mas também trazem representatividade, força e empoderamento. Um dos singles, a música ”All You Need Is Love”, conta com participações de Linn da Quebrada e Rico Dalasam e traz um som influenciado por funk e música experimental eletrônica. GETÚLIO ABELHA Quem disse que não pode rolar um forrozinho queer? O artista visual Getúlio Abelha vem do Piauí, mas foi em Fortaleza que começou a construir sua carreira. As gírias LGBTQIA+, a cidade, pessoas, costumes e mais outras tantas inspirações são o ponto forte em suas letras e vídeo clipes. O que nos chama a atenção são as ótimas performances e a criatividade de Getúlio em lidar com as estéticas de seu projeto. Recentemente ele lançou um vídeo clipe para seu novo single “Sinal Fechado”, que traz um clima bem anos 80 de filmes trash. SAPATARIA Com influências vindas dos movimentos riot grrrl, punk e hardcore, a banda Sapataria foi formada em 2016 na cidade de São Paulo. É liderada por quatro garotas lésbicas que tinham justamente o desejo de poder se expressar e dar voz a outras mulheres através da música. De forma totalmente independente lançaram seu primeiro EP Sapataria (2019). No vídeo da música ”M.S.B (Movimento das Sem Banheiro)” elas criticam as hostilizações que mulheres lésbicas sofrem devido a preconceitos de uma sociedade machista, homofóbica e conservadora. ENME Enme vem do Maranhão e já chegou quebrando tudo com seu primeiro EP, o ótimo Pandú (2019). Pra comprovar o que estou falando, o disco ganhou destaque até fora do país, na Vogue Itália. A estética traz influências regionais da cantora, assim como o som que tem um punhado de referências musicais que vão do reggae, hip hop ao r&b e promete não deixar ninguém parado, a faixa ”Killa” já nos mostra isso. Se preparem para ouvir falar muito de Enme por aí. TEU PAI JÁ SABE? Como uma de suas músicas diz, punk também é pra veado! A banda curitibana Teu Pai Já sabe? (ótimo nome) formada em 2008, vem justamente para desmistificar a ideia de que homens gays não podem fazer esse tipo de som. Suas músicas convocam toda a galera LGBTQIA+ para shows cheio de ”carão e caos”, com letras cheias de críticas e ironias contra pessoas que tentam privar pessoas LGBTQIA+ de suas liberdades. Na discografia trazem os álbuns: Blasfêmia pouca é bobagem (2009) e Agora Sabe (2013). VINAA O cantor e compositor VINAA também vem do Maranhão, e é com certeza uma das gratas surpresas dessa nova geração de músicos. Em seus dois discos de estúdio, Bordel de Amianto e a Glória dos Loucos por Sex Appeal (2017) e Elementos e Hortelã na Terra dos Eucaliptos (2019), ele traz belas performances durante suas canções românticas, além disso, também nos mostra uma rica mistura de ritmos. Vale destacar a participação de Zeca Baleiro na faixa “Cicatriz (No Regresa)” que compõe o último álbum. JUCCAS O jovem cantor e compositor Juccas é uma das promessas da música nacional, nascido na cidade de São Paulo e com apenas 19 anos ele já mostra um grande potencial. Entre suas suas influências musicais estão o samba, mpb e pop. Ele lançou um EP intitulado Juccas (2019), com três faixas e produzido por Rick Bonadio. Mais recentemente lançou a nova “Quero Que O Amor (Exploda)”, com uma mistura inusitada de tango e funk. HAYZ O trio queercore HAYZ formado em 2018 em São Paulo, também levanta a bandeira das mulheres lésbicas e feministas, fortalecendo a cena musical de pessoas LGBTQIA+. No ano passado a banda começou a promover seu primeiro disco de estúdio Não Estamos Mais em Casa (2019). As músicas são influenciadas pelo rock feito durante os anos 90 e 2000 e falam sobre as angustias e lutas, baseadas em experiências pessoais das integrantes. MONNA BRUTAL Monna Brutal é uma rapper trans nascida na cidade de São Paulo, o ano de 2018 foi marcado pelo lançamento de seu aguardado primeiro disco batizado de 9/11. Mesmo estando em um ambiente machista como o do rap e hip hop, as músicas carregam mensagens diretas e empoderadas, que através de rimas bem afiadas fazem bonito na representatividade. O disco ainda traz participações de Brisa Flow e a slammer Katrina. TUÍRA O quarteto carioca Tuíra surgiu em meados de 2017 com a proposta de fazer um som influenciado pelo pop punk, hardcore e indie e que trouxesse em suas letras temas políticos e afetivos. Em 2019 lançaram o EP ‘Calma e Força’, com cinco faixas. O nome da banda é uma homenagem a uma indígena Kayapó, que com seu facão barrou a construção de uma barragem em Belo Monte durante a década de 80. Apoie seguindo as redes sociais: Jup do BairroGetúlio AbelhaSapatariaENMETeu Pai Já Sabe?VINAAJuccasHAIZMonna BrutalTuíra

Julia Melo abre seu mundo e luta por direitos LGBTQIA+ em Celestial, seu EP de estréia

A música sempre tem aquele poder incrível de ser a válvula de escape, mesmo quando as coisas parecem não ter mais sentido. E foi nela, que a jovem cantora e compositora Julia Melo encontrou um meio de se expressar. Envolvida com música desde os 8 anos de idade, Julia não costumava compartilhar suas composições com amigos ou familiares, tudo por conta de sua timidez. Com o passar dos anos e convivendo com duros processos que qualquer pessoa LGBTQIA+ encara, sentiu que era o momento para finalmente por pra fora seus sentimentos, suas verdades e também poder falar sobre a causa. Cheia de ótimas referências, estão entre suas principais inspirações cantoras como FKA Twigs, Kate Bush, Britney Spears e Lorde. Contudo, o ano de 2018 foi marcado pelo início de sua carreira com o lançamento de um primeiro single. ‘’In the City’’ já trilhava um belo caminho, trazendo uma vibe mais tranquila, com uma pegada bem dream pop, que abordava os desamores da vida. Dois anos mais tarde, foram divulgadas duas novas músicas, “Touch” e ”Heaven”, com um som que transita entre o R&B, synthpop e trap. “Heaven” fala sobre criar seu próprio paraíso diante de condenações conservadoras que recriminam o amor entre pessoas do mesmo sexo: Em seu EP de estreia intitulado ‘’Celestial’’, produzido por Marlon Lopes (Adorável Clichê) e lançado pelo selo independente Nuzzy Records, ela fala sobre temas como depressão, sexualidade e homofobia, que são assuntos recorrentes em meio ao cenário caótico e conservador que estamos vivendo. Durante as cinco faixas, Julia pretende criar uma conexão com o ouvinte, uma espécie de afago para que não temam por suas vidas e que continuem se fortalecendo juntos. Aproveitando o lançamento do EP, mandamos algumas perguntas para Julia e o resultado você confere em seguida. Julia, você começou a tocar violão com 8 anos de idade, porém por ser tímida trazia uma certa dificuldade em se expressar artisticamente. Conta pra gente, quando e como foi o momento em que você se sentiu pronta pra compor e mostrar suas músicas? Então eu componho desde muito cedo, pelo o que me lembro a primeira canção que escrevi eu tinha 12. Mas eu nunca mostrava para ninguém, só em 2018 quando eu tinha 20 anos, mostrei para a Gabi da banda Adorável Clichê e ela gostou muito do som e me incentivou a gravar, acho que sem esse empurrão de alguém acreditar em mim talvez eu não teria lançado um EP hoje. Mesmo sempre ter sido um sonho, acho que é bom sentir que pessoas acreditam na gente. No seu som podemos notar um bom apanhado de influências de trap, pop e r&b, você já vinha com essa sonoridade em mente ou já pensou em apostar em algum outro estilo antes de produzir as músicas? Eu gosto de trabalhar dentro de sonoridades que eu escuto e gosto. Mesmo sendo mais comum no Brasil as pessoas começarem com MPB ou indie rock, eu queria trabalhar com algo que realmente transmite o que eu sinto e o que eu gosto. O EP Celestial traz letras que falam muito sobre sentimentos e experiências pessoais, muitas repressões por ser mulher e LGBTQIA+ também. Como você avalia a cena para artistas LGBTQIA+, afinal a música tem sido também um instrumento político para muitos, que estão finalmente conseguindo se expressar sem medo e ganhando o devido apoio de  um público bem fiel? Acredito que cada vez mais nós artistas LGBTQIA+ estamos conseguindo mais espaço no cenário brasileiro. As pessoas precisavam se sentirem representadas, se sentirem parte de algo. Acredito que a música é sempre uma voz que fala por você, algo que está sentindo ou algo que viveu. Mesmo com o crescimento do conservadorismo no Brasil, acredito que cada vez mais podemos dar mais espaço para falar sobre essas vivências comumente esquecidas pela sociedade. Não é novidade que estamos passando por um período bem complicado devido ao COVID-19, muitos artistas e produtores tiveram prejuízos e não há sequer uma previsão de quando teremos shows e festivais neste ano. Você acha que a pós pandemia mudará a forma como as pessoas consomem música? É realmente muito triste o que está acontecendo no mundo, mas esse afastamento social é necessário para que isso passe logo. Acredito que vai mudar e já está mudando a forma das pessoas se conectarem com os artistas, tanto em lives como em outras plataformas. Comecei a trabalhar com o Tik tok e eu vi um crescimento muito rápido e grande das minhas músicas desde as minhas primeiras postagens, antes eu alcançava as pessoas da minha cidade ou estado, mas agora estou alcançando diversos países e acredito que sempre há uma nova forma de trabalhar e fazer com que seu som seja notado. Seja de forma criativa ou engraçada, podemos sempre pensar fora da caixa. Essa pergunta eu costumo fazer para alguns artistas, se você pudesse escolher apenas uma música sua pra entrar em um filme, qual seria a música e o filme escolhidos? Essa é uma pergunta maravilhosa hahah. Acredito que vou muito por um gosto pessoal do meu filme favorito que é ‘As vantagens de ser invisível’, e a música seria “Moonlight” que mais expressa o sentimento do adolescente que se sente completamente sozinho imerso na sociedade. E se fosse o filme da minha vida seria “Heaven” hahah. Você acabou de lançar o EP em todas as plataformas digitais, quais são os próximos passos? Você pretende lançar algum clipe ou até mesmo fazer uma live? Sim!! Os clipes já estão programados, mas por motivos de locação e equipe estamos esperando passar a situação do COVID-19. Estamos trabalhando em coisas novas e em breve terá uma live sim! Faço algumas lives por semana no Tiktok também cantando pra engajar mais o público, mas penso em algo mais profissional mais para frente também. Deixe um recado para que as pessoas conheçam sua música. Para quem está conhecendo minhas músicas, espero que você se sinta abraçado e parte desse mundo caótico e poderoso que é Celestial e continue me acompanhando porque tem muito mais por vir! 🙂 _______ E aí! Se

Rebobinados indica #17

Rebobinados indica #17, mais uma edição agora diante dos tempos obscuros que estamos vivendo, o que resta é cuidar de nós e dos nossos. O ócio virou rotina para alguns de nós, e uma das melhores formas de aproveitar esse tempo é continuar consumindo arte e cultura. Logo, separamos novamente muita música boa pra indicar. Tem muita coisa fina surgindo, queremos agradecer mais uma vez a todos os artistas e bandas que estão entrando em contato para enviar seus materiais. Estamos em um processo lento de mudança, mas em breve traremos novidades. Cuidem-se e fiquem bem! Julia Melo Julia Melo é uma cantora e compositora da cidade de Blumenau. Em seu primeiro single “Touch”, ela expressa seus sentimentos mais intensos através de um som moderno, que conecta gêneros como synthpop, trap e RnB. Entre suas inspirações estão cantoras como Kate Bush, Lorde, Britney Spears e FKA Twigs. Seu primeiro EP sai em abril pelo selo Nuzzy Records e foi produzido por ela em parceria com Marlon Lopes (Adorável Clichê, Bomfim). Weird Fingers “Indecisão” é o quinto EP do Weird Fingers, projeto do jovem músico Raad Ferreira que estava em hiato há cerca de um ano. O disco foi gravado em seu celular e produzido e mixado em casa, com isso consegue criar um clima bem intimista, a sonoridade lo-fi se entrelaça a letras sobre conflitos internos, nostalgia, conforto e desconforto. Como ele mesmo intitula, ”música para ouvir sozinho com fones de ouvido.” Mulheres que correm com os loucos O clima praiano, leve e ensolarado toma conta do novo single ”Hello Hawai” do Mulheres que correm com os loucos. A banda, de Niterói, no Rio de Janeiro, é originalmente formada pelas cantoras e compositoras Luma e Miramar, elas possuem três singles que estão disponíveis nas principais plataformas digitais. Personas O trio formado por trio Rodrigo Cerqueira (baixo, vocal), João Capecce (baixo) e Fernando Cerqueira (bateria) lançaram o vídeo para a faixa “Mergulho”, que está presente em seu primeiro disco “Nunca Foi para Dar Certo”, lançado em 2019. O som apresenta influências do emo, shoegaze e rock alternativo e aborda temas como angústias, relacionamentos e conflitos do cotidiano. Telefonema O duo formado em 2016 em Buenos Aires por Alelí Cheval e Gustavo Plaza apostam na sonoridade do pós punk e synthpop. Com dois discos lançados, sendo eles, “Pasajes Para Dos” (2017) e “Sin Fecha de Retorno” (2018), acabam de lançar o vídeo para a música ”Numa Fábrica de Carros” de seu segundo álbum. A banda fez uma turnê pelo Brasil, onde passou por cidades como São Paulo, Piracicaba, Rio de Janeiro e Bauru. She is Dead O som enérgico e intenso do She is Dead, banda curitibana formada em 2015 por Mau Carlakoski (vocais, guitarra), Kim Tonieto (baixo, vocais) e Ricky Volpato (bateria) traz fortes influências do punk, indie e hardcore. Em 2020, lançaram seu segundo e novo EP “Forget Our Dreams” contendo quatro faixas. In the Rosemary Dreams Os curitibanos do In the Rosemary Dreams surgiram em 2014 e lançaram seu debut ITRD em janeiro do ano passado, as quatro músicas que compõem o disco saem da mesmice, experimentando com um apanhado de boas influências vindas do indie, jazz, stoner e até hip hop, sem deixar também a autenticidade de lado, destaque para “Eyes” e “Queer Daddy”. Luquimia “Degradação” é o EP de estréia desse quarteto carioca, as quatro músicas sintetizam bem as influências que vão do grunge ao rock alternativo dos anos 90, as letras, todas cantadas em português, dialogam com os tempos atuais e os turbilhões de sentimentos que acompanham o ser humano. Volar Essa banda gaúcha traz em suas músicas a sonoridade do fim dos anos 80 e começo dos 90. Após um hiato sem compor, retornam com o novo EP “Três Tempos” produzido e mixado por eles mesmos, apresentando composições que até então não haviam sido gravadas, o espírito jovem e direto pode ser escutado durante suas quatro faixas. Confira outras indicações da seção Rebobinados indica.

Shoegaze em 2020: cinco lançamentos

shoegaze em 2020 - pia fraus

Tá afim de descobrir novos lançamentos de shoegaze em 2020? Então continue lendo esse post. As guitarras barulhentas, cheias de camadas, vocais inaudíveis, múltiplos pedais e uma estética muitas vezes confusa, são as principais características do shoegaze, estilo criado no fim da década de 80, influenciado por gêneros como noise rock, pós punk e música ambiente. Em seu auge, no início dos anos 90, o estilo parecia ganhar força, com bandas como My Bloody Valentine, Moose, Slowdive e Lush, porém teve que lutar por espaço em meio a outros movimentos musicais que aconteciam na mesma época, como o grunge e o britpop, que juntos o desbancaram. Algumas bandas tentaram recorrer a outras influencias em sua sonoridade, mesmo assim por volta de 1996 o shoegaze decretou seu fim, nessa época o grunge já tomava conta das rádios em todo o mundo. Os tempos modernos chegaram e com ele um ato nostálgico que fez com que o retrô fosse considerado ”cool”. Posteriormente, muitos artistas decidiram ressuscitar seus projetos e bandas, caso do My Bloody Valentine. Nesse meio tempo, retornaram com um disco de inéditas após vinte anos desde seu último lançamento, o clássico ”Loveless” lançado em 1991 pela Creation Records. Inclusive, mesma gravadora dos ingleses do Slowdive, que lutaram para se manter durante o curto período em que o gênero esteve na ativa, apesar disso, são agora uma das mais adoradas pelos fãs de música alternativa. Muitos artistas ainda resgatam essa sonoridade, e outras muitas bandas estão surgindo ou lançando material novo. De antemão, e aproveitando que o ano está só começando, separamos cinco discos fresquinhos de shoegaze em 2020 que você precisa conhecer, confere aí! Pia Fraus – Empty Parks Em seu sexto disco Empty Parks, o Pia Fraus, banda da cidade de Taillin na Estônia mantém sua sonoridade mais sóbria. Com momentos mais delicados e melódicos, caminham com o indie rock, contudo, algumas passagens ”grosseiras” nas guitarras descrevem os flertes com o shoegaze. Se você gosta de The Pains of Being Pure at Heart, é uma boa pedida! Deserta – Black Aura My Sun Essa banda de Los Angeles, Califórnia dá o pontapé em sua carreira com um belo disco. O debut Black Aura My Sun traz uma sonoridade nostálgica, cheia de camadas, sintetizadores e mostra um apanhado de influências dos anos 90. Os toques mais modernos se apropriam de alguns momentos eletrônicos, ou seja, definitivamente influências de bandas como Slowdive e Cocteau Twins. Greet Death – New Hell Com uma vibe um pouco mais melancólica, o Greet Death traz um disco bacana, um som bonito, com boas doses de melodias e guitarras mais pesadas, às vezes com algumas quebras, temos até um folk como na faixa ”Leit it die”, tudo soa muito bem, sem ser tão genérico, o som aqui nos lembra bastante bandas como Nothing e DIIV. Floral Tattoo – You Can Never Have a Long Enough Head Start Em contrapartida, o Floral Tattoo se distancia do tradicional, em seu segundo disco, fazem um som barulhento e que vai se condensando junto de melodias, sintetizadores e ora spoken words, talvez os vocais fiquem devendo, mas as guitarras são o maior destaque destoando e também criando uma atmosfera bem ambiente sem cair em uma fórmula tediosa. Machine + – Samsara Por último, temos o debut Samsara do Machine+ (Machineplus). Aqui eles passeiam por estilos diferentes, experimentando mais com o eletrônico, ao mesmo tempo que, a junção de sons nos remetem a um lado mais etereal e barulhento, que como falamos é uma das características do shoegaze, se você gosta de música experimental, esse é pra você! Para ouvir os discos de shoegaze em 2020 na íntegra acesse: Pia Fraus BandcampDesertaGreet DeathFloral TattooMachine +

Mondo Noise – Jóias da Década

Mondo Noise, o universo expandido da música; Post-Metal, Post-Rock, Blackgaze, Doomgaze, Post-Black Metal, Math-Rock, Slowcore, Folk, Noise…

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