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11 artistas franceses para conhecer antes de 2020 acabar

Meus amigos, o ano está chegando ao fim e em breve faremos nossa lista de discos favoritos de 2020, mas antes disso, resolvemos selecionar mais 11 artistas que conhecemos através da plataforma Groover, inclusive já comentamos algumas vezes antes, como nessa matéria aqui. Por ser um site francês, dessa vez decidimos divulgar apenas artistas franceses, mas em breve vai rolar mais música de tudo quanto é lugar do mundo também. Vocês vão encontrar uma diversidade de sonoridades, do rap ao post-rock, eletrônica e pop. Profiter et découvrir de la nouvelle musique! Sopycal Sopycal é uma parceria entre Calypso Buijtenhuijs, uma atriz, dançarina e rapper/slammer e o produtor estadunidense Alex Siegel. A música ‘Tabou‘ faz parte do EP Dans l’eau, o vídeo tem direção de Alba Camarero e foi selecionado no Festival Indie de Cinema de Madri. Em suas letras, ela discute temas do universo feminino, a música inclusive, fala sobre o aborto e como o tema é visto por outros olhares. Facebook | Instagram | Spotify Myoon Música eletrônica é definitivamente algo que os franceses sabem fazer bem, a dupla Myoon é composta por dois irmãos. Recentemente eles vem lançando algumas músicas que estarão em seu primeiro disco, ‘Jump‘ é uma delas, com boas melodias e um clima de verão, eles buscam trazer mensagens de amor, positividade e esperança. Facebook | Instagram | Spotify Le Crapaud et La Morue Que Faire? é o segundo disco da banda Le Crepaud et La Morue. Suas músicas trazem uma certa versatilidade sonora, transitando entre momentos enérgicos e explosivos a outros mais melódicos. Isso explica suas influências vindas de vários gêneros como post-rock, indie e progressivo, algo que definitivamente quebra qualquer tipo de limitação em suas composições. Facebook | Bandcamp Clio A cantora e compositora Clio retorna após um ano desde o lançamento de seu último disco Déjà Venise, com a nova ‘Ai-je perdu le nord?’. A música fará parte de seu terceiro e novo disco que está previsto para sair em 2021, o vídeo teve direção de Isabelle Maure. Já conhecida mundialmente, ela traz músicas com influências vindas do dream pop e new wave, seus belos vocais dão um clima suave e gostoso de se ouvir. Facebook | Instagram | Spotify Marie LEONDHARDT Buscando se desafiar e encontrar seu lugar na música, Marie LEONDHARDT encontrou a felicidade ao usar o tempo de confinamento em casa para estudar e compor músicas. Entre suas influências estão artistas como: Pink Floyd, Caribou e Hot Chip. ‘Feel‘ é sua primeira música lançada, e mostra o início de um longo e bom caminho que vem pela frente. Facebook | Soundcloud Kwoon O Kwoon é liderado pelo músico e compositor Sandy, ele busca com sua música explorar imaginários e paisagens sonoras que facilmente te levarão para uma imersão musical. No vídeo abaixo ele apresenta a faixa ‘King Of Sea‘, para isso se isolou no topo de uma torre na Ilha de Lanzarote, com a ajuda de drones filmou sua apresentação solitária em meio a uma paisagem de tirar o fôlego e que foi o cenário perfeito para sua música. INDIGO Indigo é uma banda formada por Alexis (bateria), Andreas (baixo) e Tristan (guitarra/vocal), a música ‘Darwin‘ ganhou um vídeo clipe que representa a teoria de Darwin, além disso ela faz parte do projeto ‘The Distance‘ que consiste em três EP’s que no fim darão em um disco completo. O grupo busca inspiração em bandas da década de 90, como Sonic Youth, Pavement, Oasis e Nirvana. Facebook | Instagram | Spotify Chiara Foschiani A jovem cantora e compositora Chiara Foschiana mostra grande potencial ao apostar em um pop moderno com alguns climas mais dark. A trilha divide momentos com suas composições sensíveis e também perturbadoras. Seus vocais intensos e a boa produção em todo o trabalho abrem caminho para uma carreira que pode trazer bons ganhos, no momento ela trabalha em seu primeiro EP ‘Trouble Maker‘. Facebook | Instagram | Bandcamp Show Me Your Universe Em ‘Kid Forever‘ os franceses do Show Me Your Universe mandam um post-harcore intenso e vigoroso. A banda foi formada em 2015, no ano passado lançaram seu primeiro disco, o álbum ‘Origins‘. Com boas doses de melancolia, raiva e peso, eles tem tudo para ser facilmente destaque não só na cena francesa do metal, mas do mundo. Facebook | Instagram | Bandcamp Magon Magon é com certeza um dos artistas mais interessantes que escutamos nos últimos tempos, em sua música podemos encontrar influências que vão de The Velvet Underground a Pixies. A faixa ‘Aerodynamic‘ é prova disso, nos lembrando bastante o rock feito durante a década de 90. Esse é o segundo single lançado nesse ano, fica ligado que vem disco novo por aí. Facebook | Instagram | Bandcamp Rose Rose Essa dupla de produtores formam o Rose Rose, uma banda que traz os sintetizadores do dream pop, guitarras rítmicas e criam uma atmosfera dançante que flerta também com a música disco dos anos 70, mas que ainda assim também permanece moderna. A partir dessa fusão de sons digitais e orgânicos, como na faixa ‘Sugar Hill‘, eles seguem trabalhando em seu quarto disco de estúdio. Facebook | Instagram | Bandcamp

Anis Estrelado: novo EP mistura shoegaze, dream pop e psicodelia

Thalita Arruda é uma jovem multiinstrumentista e também a mente por trás da Anis Estrelado, projeto que surgiu na cidade de Araucária no Paraná. Para quem não sabe, Anis Estrelado é uma planta medicional originária da China ou Vietnã, conhecida por ser utilizada como calmante, óleo essencial ou aromatizante. O significado está conectado com o que ela desejava transmitir com suas músicas, um sentimento de amenidade e conforto. A estreia do projeto veio com o primeiro EP sonhandoacordado, lançado em junho de 2019 com três músicas gravadas e produzidas de forma totalmente independente, em casa, com microfone de celular, violão e um notebook. Pouco tempo depois Thalita começa a trabalhar em novas composições, e a partir daí surge seu novo disco, o EP Como Vão As Plantas Lá Fora?, resultado do período em que esteve reclusa em casa. As quatro músicas são envoltas por uma sonoridade que vai de momentos delicados, espaciais e até barulhentos, vindos de suas referências em estilos como shoegaze, dream pop e psicodelia. Você pode escutar o EP na íntegra: Abaixo conversamos com a Thalita sobre seu projeto, as composições e inspirações para o novo EP: Desde quando existe o projeto e como surgiu a escolha do nome Anis Estrelado? Toda a ideia do projeto surgiu em 2019, passei alguns meses quebrando a cabeça pra encontrar um nome, mas até então não tinha encontrado nada que combinasse com a proposta. Num certo um dia, passeado na internet, surgiu uma matéria sobre Anis Estrelado, e descobri que se usado medicinalmente, é um anti-inflamatório poderoso, e que o banho proporciona leveza e bem-estar. Achei que esse conceito casava bastante com o que eu queria passar e decidi que esse seria o nome. Como foi o processo de composição e gravação do novo EP? Você acha que a situação atual teve um peso maior nas suas composições? Todas as letras surgiram no meio da pandemia. Como tive bastante tempo, resolvi investir numa interface e gravar tudo em casa. Trabalhei sem pressa, explorei bem as letras e sonoridades até chegar nos arranjos que eu queria. O processo todo levou em torno de 7 meses, tive a ajuda do Diego Wandal (Blue Rattle Funk), que me auxiliou com opiniões e na mixagem, e do Alexandre Honório (Estúdio Bunker Cultural), que fez a masterização “The Winter Came”. Com certeza! No meio da ansiedade e angústia do momento, surgiram as letras de “The Winter Came” e “I Cannot Wait to See”, que falam justamente sobre a nossa  relação com o mundo externo, e a importância de ter esperança de que as coisas vão passar. Geralmente você busca inspirações em quais coisas para compor suas músicas? Nas letras, eu gosto muito de refletir sobre ansiedade, futuro, nossa relação com o tempo e espaço, a inspiração vem das experiências que tenho no cotidiano. Sonoramente, gosto da ideia de criar paisagens sonoras. Ouço várias coisas, mas me inspiro muito em estilos como dreampop e neo psicodélico, bandas como Melody’s Echo Chamber, Winter, Beach House, Slowdive, Courtney Barnett. Hoje existem diversas ferramentas e possibilidades de se criar música em casa, você acredita que isso foi um fator importante para o surgimento de projetos liderados por mulheres? Sim! Hoje em dia é cada vez mais simples criar conteúdo, mesmo que não se tenha tantos recursos. Se aprende muita coisa na internet, é mais fácil de encontrar e contatar pessoas que tem ideias parecidas, é lindo de ver as parcerias que tem surgido nessa era.É fundamental que as mulheres tomem a frente do meio artístico e consigam mais visibilidade! Fico muito feliz em ver cada vez mais artistas e produtoras no ramo. Ainda é cedo pra falar, mas o que você espera realizar no futuro, shows ao vivo com banda ou um novo vídeo? Tenho planos para montar uma banda! Gostaria muito de participar de alguns eventos e tocar com outras bandas do meio alternativo. Quanto aos vídeos, já tenho o de “I Cannot Wait To See” pronto! Sai em dezembro. Pra finalizar, se você pudesse escolher uma das suas músicas para compor a trilha sonora de um filme, qual música e filme você escolheria e por quê? A música “O Que Eu Não Sou”. Para o filme “As Vantagens de ser Invisível” A letra fala sobre não se encaixar no que nos é imposto e assumir o que você é, criar seu próprio lugar de conforto, mesmo que ele não seja o que esperam. No filme, os personagens estão em fase de descobertas, e lidam com diversos conflitos, onde eles precisam se desfazer e refazer o tempo todo. Na cena icônica, em que Charlie, Mary Elizabeth e Patrick percorrem o túnel de carro, os três se sentem livres e confortáveis em serem exatamente quem eles são, e no desfecho, eles estão seguros com suas escolhas, um estado de espírito que casa bem com a música. Siga a Anis Estrelado nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | Instagram | Youtube Para conhecer mais artistas de shoegaze, acesse também: 15 bandas nacionais de shoegaze que você precisa conhecer

The Self-Escape: projeto de pop indie fala sobre relações modernas em novo EP

The Self-Escape é o projeto comandado pelo cantor, compositor e produtor pernambucano Felipe Buarque. Além de criar sua própria identidade, ele busca referências num apanhado de ótimos artistas do meio pop e eletrônico como Alt-J, Lana del Rey e The Weeknd. Em 2017, ele lançou seu primeiro EP Uma Carta de Mudança, que trazia cinco músicas e uma sonoridade mais voltada ao folk e mpb. No ano seguinte, começou a divulgar algumas músicas novas, dessa vez assinando como The Self-Escape, o resultado foi o EP Polarize (Pt. 1). Um ano depois ele retorna com o lançamento de Polarize (Pt. 2), o disco tem seis músicas, todas compostas no período que antecedeu a pandemia. A sonoridade segue um clima moderno, ameno e minimalista, tanto nas guitarras quanto nas batidas e sintetizadores. Nas letras Felipe retrata as relações humanas, seja aquela amizade falsa, tóxica e gananciosa como no single ‘Go‘, ou até mesmo as paixões e os diferentes momentos que vivenciamos, desde seu início ‘nas nuvens’ até o seu fim mais amargo como em ‘From Lovers to Dust’. ‘From zero to friendsFrom friends to loversFrom lovers to dustI gotta start all over… Refrão da faixa 1 ‘From Lovers to Dust’. Sobre a composição do novo EP ele diz: “Me doei 100% aqui. Este EP é fruto de uma imersão de seis meses no meu home studio. Ele fica no meu quarto. E bem, não saio de casa há mais de seis meses devido ao COVID-19. Isso mostra a profundidade que essas músicas têm para mim. Me inspiro em The Weeknd, The xx, Lana Del Rey e Khalid enquanto crio o meu próprio estilo. Não me preocupei com o que está ou em alta ou rende dinheiro. Apenas coloquei tudo o que penso e sinto”. Aproveitando o lançamento de Polarize (Pt. 2), batemos um papo rápido com o músico sobre o disco e suas letras: Conta pra gente como foi compor o novo EP em casa, em meio a toda essa situação nova e desafiadora de lidar com um bocado de notícias e acontecimentos ruins? Cara, com relação às letras em si, boa parte delas foram de situações pré-pandemia. E, assim como o próprio processo de produção, até me ajudaram a desconectar um pouco da vibe apocalíptica que está rolando. Além disso, já tenho um processo bem solitário de criação, então, nesse quesito, foi até um pouco mais “fácil” de me adaptar. Logo no começo da pandemia decidi fazer o máximo que podia para ajudar (basicamente ficando em casa enquanto fosse possível) e sem criar muitas expectativas de quando iria acabar. Então isso acabou me desprendendo um pouco dos acontecimentos diários. No disco você fala sobre relacionamentos e relações tóxicas, você acredita que a internet é a grande vilã do novo amor, uma vez que se tem tudo de forma rápida e prática, e pessoas são descartadas em apenas um deslize? Eu acredito que a internet de certa maneira realmente contribua negativamente em muitas relações pessoais. A superexposição de tudo, a necessidade de aprovação de pessoas que muitas vezes a gente nem conhece direito, etc. Mas também tenho convicção que as relações, quando verdadeiras, transcendem o digital. Mesmo que tenham nascido nela. Acho que cabe a nós, como indivíduos, sabermos diferenciar o que realmente é real, e, continuar entendendo os impactos das redes sociais nas nossas vidas. Sou otimista quanto a essa conscientização haha Você citou alguns nomes internacionais que são suas influências, falando agora sobre a cena nacional, quais artistas você gosta ou costuma ouvir? Pode até soar como surpresa, mas dois dos artistas brasileiros que mais ouço são Luiz Gonzaga e Djavan. Não só por simplesmente gostar demais das músicas (em todos os sentidos), me inspiro neles ainda mais pelo fato de serem excelentes cantores, compositores e instrumentistas. Características que busco demais evoluir em mim como músico. (A impressão que tenho, é que a identidade artística fica bem mais coerente/evidente). Além dos que citei acima, outros nomes como Nação Zumbi, Geraldo Azevedo, Cazuza e Tim Maia também são influências. Quanto a artistas mais atuais, Mateus Asato é realmente um ídolo pra mim, tenho acompanhado um tanto da cena do rap/trap (Baco Exú do Blues, Djonga, Matuê) e pra um lado mais alternativo, eu diria que a Tuyo, hoje, é minha banda nacional predileta. Mesmo com as limitações de uma pandemia, o que você tem de planos pela frente, pretende gravar algum vídeo para as músicas? Essa é a pergunta de ouro haha Voltei para Recife recentemente e pretendo ficar por aqui até que essa situação toda se normalize. Esses dias tenho organizado um lugar para que eu possa voltar a produzir normalmente, e, resolvendo isso, já tenho algumas ideias engatilhadas. Quero demais fazer trabalhos audiovisuais para músicas como “Go”, “From Lovers to Dust” e/ou “Again”; tenho ensaiado para gravar um EP com versões acústicas para algumas das músicas; e quero, claro, dar continuidade a algumas músicas novas! Siga o The Self-Escape nas redes sociais: FacebookInstagramSpotify Escute o novo EP Polarize (Pt. 2): Quer conhecer mais música? Confira também essa matéria: Rebobinados indica #17

Quem indica: Rafael Sade (Soulsad)

Rafael Sade é um cantor, compositor e tecladista da banda de melodic death doom Soulsad, que inclusive já indicamos nessa lista aqui. Ele também já fez parte de outro nome conhecido na cena nacional, o Helllight, banda de funeral doom metal que surgiu em meados de 1996. Foi responsável por difundir o gênero criando vários eventos que contavam com bandas de outros estados, em 2013 criou o Doomsday Fest com um cast de cinco bandas, trazendo nomes como Lugubres, Les Mémoires Fall, Apocalyptichaos, Mythological Cold Towers e Helllight. Comanda a Last Time Produções onde organiza sessions, notícias e releases de bandas do gênero, que inclusive conta com um canal no Youtube, você pode conhecer clicando aqui. Dez anos mais tarde, Rafael retorna com o Soulsad na versão duo e lança o EP Two Funerals, contendo três músicas. As faixas ganharam vídeos produzidos por ele mesmo. Em 2019, mais um lançamento marca o retorno da banda, dessa vez como trio, o single ‘Doomed to Failure‘ é lançado e ganha um lyric video, atingindo boas visualizações em poucas semanas. Recentemente o Soulsad integrou a coletânea brasileira homenageando a banda britânica de death doom metal My Dying Bride com a música ‘The Dreadful Hours’. As indicações: Draconian – Under a Godless Veil (2020) Alcançaram a perfeição com esse novo disco, é o álbum do ano. Paradise Lost – Obsidian (2020) PL é como vinho: quanto mais velho, melhor My Dying Bride – The Ghost of Orion (2020) O MDB faz aquilo que todo fã aprecia e continua usando a velha fórmula de sempre, sem novidades Desire – Locus Horrendus (2002) Esse é um disco de 2002, mas eu gosto tanto que sempre retorno pra escutar. É poesia e tragédia Lacrimas Profundere – Memorandum (1999) Álbum de 99 que escuto desde o lançamento. Definiu a sonoridade que eu iria usar em meus futuros trabalhos. Sou totalmente inspirado por esse disco! Siga os trabalhos de Rafael Sade nas redes sociais:Facebook | Instagram | Youtube | Bandcamp Last Time Produções:Facebook | Instagram | Youtube

Kermit Machin mergulha em sintetizadores sombrios no single ‘Sätan Träp’

O cantor, compositor e multiinstrumentista Gil Mosolino, também conhecido por ser membro e fundador da banda de rock psicodélico Applegate (já falamos sobre eles nessa matéria aqui), surge com novo projeto musical batizado por ele de Kermit Machin. Nele, o músico se aventura por outros caminhos, se apossando de sintetizadores, drum machines e visuais sintéticos dos anos 80 e 90. Com três músicas lançadas, sendo ‘Sätan Träp’ a mais recente, ele aposta em um som mais experimental. Segundo ele, a música é densa, obscura e conta a história de uma pessoa que marca encontros com outras pessoas para assim satisfazer seus desejos de carne e possessões demoníacas. A temática que nos lembra facilmente o enredo daqueles filmes trash dos anos 80, é envolta por uma sonoridade bem sinistra e que capta perfeitamente essa ideia. Conversamos com Gil para conhecer um pouco melhor as ideias que rondam seu novo projeto, bem como as influências estéticas e musicais, você pode conferir logo abaixo: Gostaria de começar perguntando o que é o Kermit Machin, qual o significado do nome e de onde surgiu? Kermit é um apelido de infância que nunca pegou, criado pelo Rafael Penna, quando nós tínhamos 11 anos hahaha. Na época ele me chamava de caco na real, mas o apelido nunca pegou, porém sempre gostei e acabava usando como “nickname” de redes sociais. Machin, vem do gênero “musica machin” , é como gosto de pensar o tão pedido “gênero musical do trabalho”, é um conceito de criar sem censura e o que eu bem quiser. Então a ideia dos trabalhos que eu assinar como Kermit Machin, tem haver com isso.  Diferente da sua outra banda Applegate, aqui você experimenta mais com a música eletrônica, quais são suas influências do gênero? Cara, amo Teto Preto, Teto Preto é tudo de bom, uma das gigs que tenho muita saudades nessa quarentena, é do Teto hahahahaEu adoro House, Dark Wave, IDM, coisas sombrias como os primeiros trabalhos da Grimes. Porém nesse gênero musical, eu gosto muito mais do conceito, da estética do gênero do que de grupos em específico. De onde veio a ideia das letras de Sätan Träp, tem a ver com algum filme ou história? Satan Trap (Armadilha do Satan) tem tudo haver com filmes, eu amo a estética dos filmes do Zé do Caixão, Filmes de terror como O diabo de cada dia. Quando eu fiz essa música, a minha ideia era muito essa, de fazer uma música com estética 80’s (porém moderna), e filme de terror, misturado com Pop. Uma mistura ala “Ghost” (a banda). Eu até tinha uma ideia de fazer um clipe para esse som, mas preferi guardar a ficha para um momento melhor.  Quais os seus planos com esse projeto, lançar apenas singles ou um disco cheio? Atualmente, eu estou com 4 musicas aqui na “máquina”, trabalhar 100% sozinho em um processo de gravação é totalmente difícil e demorado. Porém para o próximo ano eu já penso em um EP “sintético”, com músicas mais eletrônicas, e um EP mais “orgânico”. Com certeza próximo ano vou fazer algumas gigs como Kermit Machin. Mas acredito que esse ano não vou soltar mais nenhuma música nova, no máximo gravo uma sesh tocando algum som.  Siga o Kermit Machin nas redes sociais: Instagram | Bandcamp | Spotify Foto da matéria por: Fernando Yokota

12 novos artistas internacionais que você deveria conhecer

Novos artistas internacionais são indicações para você que está sempre em busca de novidades fresquinhas. Como já falamos anteriormente, o blog Rebobinados agora faz parte do Groover, plataforma francesa que conecta artistas e influenciadores. Nesse meio tempo, já conhecemos mais de 50 artistas do mundo todo, são vários gêneros musicais e tem sido muito legal saber o que está rolando também na cena internacional. Nessa segunda parte, separamos mais 12 novos artistas que queremos compartilhar com vocês, aproveitando, temos uma playlist no Spotify chamada Groover Discoveries e todas as bandas/artistas que gostamos iremos adicionar lá, o link está no fim da matéria. Sévigné Sevigné é um projeto musical de Paris, França. Com influências vindas do coldwave, pós-punk e synthpop dos anos 80 e também de artistas mais atuais como James Blake e Ariel Pink, eles acabam de lançar o primeiro single ‘The Otter’, que fará parte de um novo EP a ser lançado em 2021. Facebook | Bandcamp | Spotify | Instagram Awfultune A sonoridade pop lo-fi da música ‘I Met Sarah in the Bathroom’, single lançado no ano passado por Layla Eden, uma vocalista e produtora conhecida também como awfultune, fala de seu alter ego, batizado por ela de Sarah. A música já tem mais de 20 milhões de streams nas plataformas musicais. Você pode conferir também seu single mais recente, ‘redesign‘ lançado no mês passado. Instagram | Spotify Ninety’s Story Formada pela dupla de amigos Florian e Guillaume, o Ninety’s Story aposta na música eletrônica, bebendo da fonte de gêneros como o dream pop, synthpop e a dance music dos anos 90. Eles se apresentaram ao lado de bandas já conhecidas como Morcheeba e Pale Waves. Em 2017 lançaram seu primeiro EP KIKUYU, que inclusive rendeu parceria com o selo francês-japonês Kitsuné Musique. ‘Home’ é o novo single lançado no meio deste ano. Facebook | Instagram | Youtube | Spotify Secret Treehouse O Secret Treehouse vem da cidade de Bergen, na Noruega. ‘Overrated’ é o terceiro e novo single da banda. Com camadas nostálgicas e psicodélicas, a música fala sobre se sentir só em um relacionamento, quando o outro não lhe dá o devido valor. A faixa foi inspirada no filme ‘Encontros e Desencontros’, num cenário imaginário de luzes de néon em uma cidade nevoada, e uma mistura de sentimentos de dor e esperança. Facebook | Instagram | Youtube | Spotify Was A Wolf Was a Wolf é um projeto musical do Canadá, a faixa ‘English Cream’ traz um som instrumental, apanhado de belos riffs de guitarra e piano que ecoam criando momentos bem atmosféricos e viajantes. Entre suas principais influências estão artistas bem conhecidos na cena post-rock/shoegaze, como o Explosions in the Sky e Cocteau Twins. Bandcamp | Instagram | Youtube | Spotify Loving Backwards Com uma vibe mais retrô, o Loving Backwards banda de Israel lança seu primeiro e novo single ‘Gorgeous Pulse’ mostrando de cara uma baita qualidade. A faixa mistura rock’n’roll, folk e psicodelia no melhor estilo anos 60, o tipo de música pra escutar bem alto numa estrada. Eles lançaram também um vídeo criativo e interessante para a faixa que você pode conferir acima. Facebook | Instagram | Spotify The Smallest Creature Você já ouviu falar da República do Chipre? Esse país ainda desconhecido por alguns fico no leste do mediterrâneo, e é de lá que vem o The Smallest Creature. A faixa ‘Break Me’ faz parte de seu novo disco Magic Beans, lançado em setembro desse ano, a música é uma balada romântica influenciada pelo grunge e o rock alternativo dos anos 90. Facebook | Bandcamp | Instagram | Spotify Sourface Os ingleses do Sourface acabam de lançar seu segundo e novo single ’21 st Century Man‘, a música traz uma mistura do indie rock, folk e dream pop. A banda vinha compondo desde o lockdown, o período produtivo resultou em algumas músicas que agora farão parte do primeiro EP Daytime’s Past que será lançado entre novembro/dezembro deste ano. Facebook | Instagram | Youtube | Spotify Židrūns Mais uma boa banda que surge de um país pouco conhecido, o Židrūns vem da Letônia, e acabaram de lançar um disco novo. No álbum Kovārņu mazbērniem a banda mostra toda a energia e riffs métricos do pós punk e o math rock. Facebook | Instagram | Bandcamp | Youtube | Spotify Ossayol Essa banda francesa nos surpreendeu com sua sensibilidade, a nova música ‘Haunted Head’ é uma jornada bonita, emocional e melancólica, nos lembrando facilmente dos islandeses do Sigur rós. O vídeo cria uma conexão incrível com a música, trazendo belas imagens de drone por diferentes lugares do planeta. A letra fala sobre memórias que às vezes nos assombram, e escolhas que vão além de nós no mundo rápido em que vivemos. Facebook | Instagram | Bandcamp | Youtube Boy With Apple De atmosfera bonita e nostálgica, a faixa ‘Iceage’ é o novo single do Boy With Apple, uma banda nova da cidade de Gotemburgo, na Suécia. A sonoridade leve vem com influências do dream pop e shoegaze, além de algo mais moderno, com boas distorções e uma pegada pop. De cara um bom potencial, vale a pena conhecer. Facebook | Instagram | Spotify | Soundcloud Metò Metò é um multi-instrumentista canadense que busca trazer belas passagens sonoras em suas músicas, bebendo das fontes do folk e indie pop. A faixa ‘Arvida‘ é uma homenagem ao seu pai que faleceu no ano de 2019, o resultado é uma música emocional, bonita, leve e diria até cinematográfica. Facebook | Instagram | Spotify | Bandcamp Você pode conferir todas as músicas em nossa playlist Groover Discoveries no Spotify que reúne todos os artistas que gostamos e conhecemos na plataforma:

Poppy: de youtuber a rockstar

Início da carreira e parcerias A história de Poppy começa em Boston, Massachussets, lugar onde nasceu sob o nome de Moriah Rose Pereira em 01 de Janeiro de 1995, mais tarde com 15 anos decidiu seguir para Los Angeles atrás de sua carreira musical. Lá ela conhece o diretor Corey Michael Mixter, mais conhecido como Titanic Sinclair. A parceria dos dois resulta em um canal de vídeos no Youtube. O apelido Poppy mais tarde virou seu nome artístico, e foi dado por uma amiga que costumava chamá-la assim. Seu canal ficou conhecido como That.Poppy TV, lá ela trazia vídeos inicialmente ”nonsense”. Mas que se analisados a fundo traziam uma certa crítica social, associada ao consumo e a forma como nos comportamos no mundo digital. Entre as influências de Titanic Sinclair, estavam Tim Burton, David Lynch e Andy Warhol, embora sejam ótimas referências, as performances causaram muito estranhamento ao público. Em um deles That Poppy apenas come um algodão doce, ou repete durante dez minutos a frase ”I’m Poppy” (Eu sou a Poppy!), em outro nos ensina a carregar uma arma ou conversa com uma planta falante. A imagem da garotinha loira, meiga e de voz infantil, trazia tom sarcásticos, sombrios e bizarros, mas foi isso o que justamente fez o canal receber milhões de visualizações. O reconhecimento veio e Poppy começou a crescer. Suas influências giram em torno da cultura J-pop e também artistas como Elvis Presley, No Doubt e Jimmy Eat World. O primeiro disco de estúdio A parceria dos dois começa a seguir rumos musicais, em 2015 ela assina com a Island Records e lança seu primeiro single ”Lowlife”, no ano seguinte sai seu primeiro EP intitulado Bubblebath com quatro músicas e produção de Titanic Sinclair. O disco tem uma boa recepção da crítica, que chega a compará-la ao No Doubt, devido a sua influência de pop, punk e ska. A fase musical continua e talvez com uma das ideias mais excêntricas, batizado de 3:36 (Music to Sleep To), ela lança um disco de música ambiente com o apoio de polissonógraficos da Universidade de Medicina de Washington. O intuito do álbum é ajudar as pessoas a terem uma noite de sono completa e saudável. Sua carreira começa a tomar mais forma com o lançamento do primeiro disco oficial Poppy.Computer lançado em 2017. A sonoridade pop comercial trouxe certa atenção para o que Poppy vinha produzindo, o que também deixou muitos fãs animados com a ideia da carreira musical. Segundo disco e a aposta no nu-metal Já no segundo disco, o ótimo Am I A Girl? lançado em 2018, ela traz um direcionamento um pouco diferente, aqui as músicas parecem mais bem trabalhadas, algumas faixas flertam com o lado mais pesado do rock, como em “X” e “Play Destroy” que conta com a participação da Grimes e também rendeu um burburinho devido a um desentendimento entre as duas. Foi a partir daqui que Poppy começou a ter mais reconhecimento por sua carreira musical do que pelos vídeos gravados no Youtube, no mesmo ano ela fez uma turnê do álbum e no ano seguinte já começou a trabalhar em seu sucessor. Antes disso, lançou um EP com algumas músicas como ”Scary Mask” em parceria com o Fever 333 e “Meat” que mostram influências do rock industrial, um som considerado mais agressivo em comparação ao primeiro disco. Terceiro disco mais pesado, influências de rock e fim da parceria Para promover seu terceiro e novo disco ”I Disagree”, foram lançados alguns singles como “Concrete”, que trazia a fusão do rock com algumas pitadas animadas de j-rock, que já era influencia desde o começo da carreira. Já em “Bloodmoney”, notamos claras influências do rock industrial feito por bandas como Nine Inch Nails e Rob Zombie, notamos em suas batidas e guitarras pesadas. As bandas citadas realmente foram influencias que a artista trouxe durante o processo de composição. Em uma entrevista ela havia dito que o novo disco seria mais pesado, mas que mesmo assim não o classificaria como rock e sim pós gênero. Além disso trouxe um visual mais obscuro, letras mais íntimas, falando de seus sentimentos e descontentamentos, claramente sobre as situações em que esteve exposta nos últimos anos devido a relações abusivas. Mais um fato marcou seus novos caminhos, em uma carta aberta ela declarou o rompimento com o diretor Titanic Sinclair, que a acompanhava desde o início. Foram alegadas acusações de abuso, controle sobre sua arte e também por ser um romantizador do suicídio e da depressão, algo que a deixava muito desconfortável. Em 2020, com o lançamento do disco ela excursionou pelos EUA e também algumas datas na Europa com sua nova turnê “I Disagree Tour”. Ao vivo Poppy assumiu uma performance diferente, menos artificial, diferente de seu primeiro disco, onde fazia alguns playbacks e não era acompanhada de uma banda de apoio como tem sido em seus shows atuais. O último single lançado do álbum foi o da faixa ‘Anything Like Me’, que também ganhou um vídeo produzido por Jessy Draxler e ela. O som nos lembra algo feito por Marilyn Manson em seu famoso ‘Antichrist Superstar’, porém com algumas pitadas de algo mais pop. No meio do ano ela surpreendeu os fãs com o lançamento oficial de um cover da dupla russa T.AT.U, o hit ‘All the Things She Said’, música que já vinha sendo tocada em suas apresentações e também ganhou vídeo clipe. Os últimos shows aconteceram em fevereiro e renderam um ótimo público, nesse momento as turnês foram adiadas devido aos últimos acontecimentos no mundo com o surgimento da COVID-19. Siga a artista nas redes sociais: FacebookInstagramSite Ouça o disco I Disagree:

Rebobinados | Falando sobre música alternativa desde 2017.