15 bandas de post-rock brasileiro para você se apaixonar II

Uma das matérias mais acessadas do nosso querido blog, a de post rock brasileiro finalmente ganhando uma parte 2. Essa é pra quem estava com saudade de ouvir um post rock brasileiro, instrumental e experimental daora. Dessa vez pedi ajuda a um ilustre colaborador, o Israel. Famosíssimo por seu conhecimento extenso em post-rock e por ser o maior fã de Immanu El, também é uma enciclopédia humana quando se trata de boa música. Muito obrigada pela ajuda nesse post! Aproveito também para quem sabe incentivar bandas de post rock brasileiro para nos mandarem material. Sentimos falta de vocês no cenário brasileiro, por favor, apareçam! Bandas antigas que estão em hiato, voltem!!! Há tanto potencial para bandas de post rock aqui no Brasil não sendo explorado. E você, caro leitor, quais outros estilos/gêneros de música quer ver aqui? Conta pra gente aqui nos comentários! Ema Stoned O trio paulista de rock instrumental/experimental é formada por Alessandra Duarte (guitarra), Elke Lamers (baixo) e Theodora Charbel (bateria). Até hoje lançaram os álbuns Gema (2013), Live from Aurora (2016) e Phenomena (2018). Banda incrível formada por mulheres super talentosas, vale a pena conferir. Instagram | Soundcloud | Bandcamp | Facebook Herod Banda paulista de post-rock, instrumental, experimental formada em 2006 por Daniel Ribeiro (guitarra), Azeite de Leos (guitarra), Elson Barbosa (baixo) e Bruno Duarte (bateria). Contam com 4 álbuns na bagagem: In Between Dust Conditions (2008), Absentia (2010), Umbra (2013), as coletâneas The Rest 2006-2016 (2016) e The Best 2006-2016 (2016) e Herod Plays Kraftwerk (2017). Facebook | Spotify | Bandcamp | Youtube Hurtmold Uma das bandas mais antigas e famosas de post rock brasileiro, math-rock, instrumental e experimental do país, muito influenciada por jazz, punk e eletrônica. Formada em São Paulo em 1998 e atualmente conta com Fernando Cappi (guitarra), Guilherme Granado (teclado, vibrafone e eletrônicos), Marcos Gerez (baixo), Mário Cappi (guitarra), Mauricio Takara (bateria e trompete) e Rogério Martins (percussão e clarone). Os trabalhos lançados até hoje foram: Et Cetera (2000), Cozido (2002), o split Hurtmold/The Eternals (2003), Mestro (2004), Hurtmold (2008), Mils Crianças (2012). Facebook | Spotify | Instagram Dunas A banda curitibana Dunas se destaca por seu post rock ambiente meio experimental. Um som bem etéreo, sonhador, leve e um pouco psicodélico. Atualmente formada por Gabriel França, Guilherme Nunes e Lorenzo Molossi, a banda já lançou os trabalhos Incenso/Ascenso (2014), Boas Vindas (2014), Ad Astra (2015), Quarenta e Cinco Minutos (2015) e Descortinar dos Seres (2016) e o single Antecipei (2018). Bandcamp| Youtube| Facebook| Soundcloud| Spotify Veenstra A também curitibana Veenstra tem um som bem lo-fi, com nuances de dream pop, post rock, experimental e música ambiente. Formada por Guilherme Nunes, Leonardo Gumiero, Lorenzo Molossi, Lucas Leite e Marcela Mancino. Os álbuns lançados são Journey to the Sea (2012), Six Months of Death (2013), People & The Woods (2013), Map of the Limbo (2016). Atualmente se encontra em hiato. Spotify | Facebook | Bandcamp Let the Clouds Projeto solo do carioca Alef de Deus, diretamente de Duque de Caxias, de post rock/ambient/post metal. Seus trabalhos são Let’s the clouds EP (2017), My Soul (2018) e Sky and Rain (2019). Bandcamp| Facebook | Youtube Halfdream É uma banda paulista de post rock instrumental com metal progressivo. Fundada por um grande amigo meu (e se o destino permitir colaborador desse humilde blog em breve) chamado Marcelo Murata. Formada por Marcelo Murata (guitarra), Bruno Cabral (guitarra) e Vitor Nishikiori (baixo). O primeiro álbum, The Dark Melody, foi lançado em 2013. Seguido por Kaleidoscope em 2014. Em 2015 lançaram os singles Stellar Enigma e Electrosphere juntamente com o álbum Imaginarium. Em 2016 o single Trapped in Time. A banda está em hiato atualmente. Bandcamp | Facebook | Youtube| Site Some Sleepless Nights Mais um projeto do Marcelo Murata, dessa vez com influências de música eletrônica, música instrumental, música progressiva e trilha sonora de vídeo game. O único lançamento até agora é o álbum Do the Ghosts Inside My Head Also Cry? (2019). Spotify | Youtube Leaving The Planet Banda de João Pessoa (Paraíba), formada pelos guitarristas Diego Nóbrega e Lineker Diego, depois vieram Victor Hugo T no baixo e Daniel Alves na bateria. Influências de ambient, rock progressivo, música instrumental e post rock brasileiro. Lançaram até hoje Leaving The Planet (2014), o single Searching for the Sun (2017) e Space (2019). Bandcamp | Facebook Mais Valia Banda de Jaú (SP) formada por Alexandre Palacio, Ricardo Cezario e Vitor Martins. Post rock influenciado por experimental, stoner e space rock. Os singles e EP’s lançados até hoje foram: Flamingo (2016), Mesopotamia (2016), Desterro (2018) e Malária (2018). O álbum Mais Valia (2015) é um lançamento da Sinewave (um dos maiores selos do país – que só tem bandas pra lá de boas no casting). Bandcamp | Facebook | Youtube | Instagram Dibigode Banda de instrumental de Belo Horizonte (MG), influenciada por funk, jazz, samba, ritmos afro e folclóricos. Formada por Antônio Vinícius (baixo), Gabriel Perpétuo (guitarra), Guilherme Peluci (sax alto, flauta e piano), Tiago Eiras (bateria) e Vicente França (guitarra). Discos lançados são Naturais e Idênticos ao Natural de Pimentas da Jamaica e Preta (2014) e Garnizé (2015). A banda aparenta estar em hiato. Bandcamp | Facebook Laverna Projeto solo do curitibano Francisco Bley de música instrumental bem soft, delicada e gostosa de ouvir. Aquece o coração e alinha o chakra. Bandcamp| Playlist com todos os singles Polvo Nanquim/Namomo Costumava se chamar Polvo Nanquim, agora é Namomo. Banda curitibana de ambient, post-rock, lo-fi e experimental. Formada por Lucas Bieni, Lorenzo Molossi, Seithy Handa e Yuri Grigoletti. A banda aparenta estar em hiato. Soundcloud| Spotify |Youtube Ankou Ankou é uma boa mistura de música eletrônica, experimental, instrumental, dream pop, house, hip-hop, vaporwave e por aí vai. Projeto do Leonardo Gumiero, lá lançou 3 discos: Toro (2019), Anête‘ytaba (2016) e Ascending Dive (2015). Bandcamp | Facebook The Large Quasar Group Projeto solo do Guilherme Nunes de post-rock/ambient/experimental de Curitiba. Lançamentos até hoje: o single tudo vai, tudo fica (2017), o single we found peace right at the bottom of the hill, so we never felt the need to climb it (2017), o single rain, 1993 (2015), o EP life is fragile (2015). Bandcamp | Facebook Quer saber mais sobre post rock brasileiro? Se você quer um pouco mais de experimentalismo/música ambiente/post rock brasileiro, confere o bandcamp do coletivo atlas com
Sob clima leve e psicodélico, os alagoanos do Milkshakes lançam ‘Wanderlust’ seu novo disco

O Milkshakes vem da linda cidade de Maceió, no Alagoas. A banda foi formada em 2015 por Duda Bertho (vocal, guitarra, synths). Ele já vinha compondo algumas músicas, e então decidiu chamar alguns amigos para grava-lás. O resultado foi o primeiro EP intitulado ‘Technicolor’, lançado em 2015 com cinco faixas e produzido pela própria banda. A sonoridade psicodélica e nostálgica do grupo ganhou destaque em diversos meios de comunicação pelo país. Sendo o EP considerado um dos melhores discos do ano. Em 2019 eles retornam com seu novo álbum ‘Wanderlust’. Durante as oito faixas podemos escutar uma sonoridade leve, praiana e com influências que vão do indie, passando pelo pós punk e psicodélico, com características que conseguem unir o retrô e o moderno. Encontramos boas doses de psicodelia e viagem na faixa ‘Wanderlust’ que abre o disco, ou uma pegada mais eufórica em Summer. De repente, caímos na melancólica e romântica ‘Take Me to the Stars’ e dançamos ao som de ‘Highway’ com sua vibe mais pós-punk. Wanderlust mostra um som cada vez mais maduro, mais bem trabalhado, onde a banda procura experimentar mais e definir de vez sua faceta. Ouso dizer que já é facilmente um dos melhores discos nacionais desse ano. Aproveitamos esse lançamento para bater um papo com os integrantes e saber um pouco mais sobre a banda e o que tem rolado nesses últimos anos. O primeiro EP ‘Technicolor’ foi lançado em 2015 e de cara mostrou uma baita qualidade e maturidade. Como vocês o avaliam agora quatro anos após seu lançamento? Gostamos bastante. Eram músicas que tinham sido feitas desde 2012, e tinham um lado mais jovem, mais Wavves rockinho de praia, e a partir daí elas foram moldadas com as referências que eu e Chase (Fellipe Pereira) curtíamos na época. Bem dizer muito Innerspeaker, Lonerism e Currents (que foi lançado enquanto a gente gravava). Tem músicas ali que eu não conseguiria repetir. Acho que a inspiração vem do momento e simplesmente acontece, então olho pro ‘Technicolor’ com muito carinho e orgulho. Vocês acham que a cidade onde vivem tem grande influencia sobre o som e estética, ou isso tem mais a ver com suas influências musicais? A cidade influencia sim, mas acredito que as influências estéticas e musicais são muito mais fortes nesse aspecto. Acho que tem um lado de praia, da brisa do mar do fim da tarde que a gente pega de Maceió, mas consumimos tanto de tanto lugar que fica difícil dizer que é só sobre aqui. Em ‘Wanderlust’ vocês experimentam mais e trazem um trabalho que facilmente pode torná-los uma das melhores bandas do indie nacional, como foi trabalhar no disco? Muito obrigado pelo elogio. Foi um trabalho bem interessante e desgastante no bom sentido. Muitas noites viradas, muitas ideias puxadas do HD, músicas sem meio nem final sendo criadas sem fórmula. Algumas vieram de gravações que fiz em casa como ‘Breakfast With You’ e ‘Wanderlust’ e que mostrei pro Chase, já outras como ‘Outerspace’ foram moldadas com a banda. No fim, acabamos levando essas demos e ideias não acabadas pro Montana Records do Filipe Mariz que mixou o disco e nos ajuda sempre no rolê, fomos lapidando as músicas e criando um disco que conta uma história e faz sentido no fim. A produção é do Chase e minha, independente e com muito aprendizado no meio do caminho. Não toco bem, mas brinco com todos os instrumentos, e o Chase toca muito bem bateria e guitarra. O processo era basicamente: levar música estranha inacabada, passar pelo filtro Chase, melhorar melhorar melhorar, gravar, regravar e sair com algo legal. No fim, deu certo. Gravamos tudo em 2017 e nesse ano eu fui morar fora. Passamos um tempo num hiato por que não queria lançar sem poder tocar e investir o tempo nisso. O disco passou a fazer mais sentindo ainda quando voltei, tendo viajado o mundo e sentido um pouco o significado da palavra ‘Wanderlust’, que é a vontade de conhecer novos lugares, novas experiências. Se vocês pudessem escolher um filme para ter o disco ‘Wanderlust’ como trilha sonora, qual seria e por quê? Acho que seria um blend entre 2001: Uma odisseia no espaço, algum filme com pessoas dirigindo carros no deserto e um filme romântico com Owen Wilson na sessão da tarde. A verdade é que cada música desperta uma imagem diferente nas nossas cabeças. Quais são os próximos planos agora que o disco foi lançado? Consideram gravar algum clipe? Queremos gravar ao menos 2 clipes, possivelmente lyric videos e com certeza umas lives mais pocket, na linha desse de Oh Baby do Technicolor – e algumas Lives completas. Existe algum lugar ou artista/banda que vocês gostariam de tocar? Gostaríamos de tocar em novos lugares aqui no Brasil, em um primeiro momento ir a São Paulo. Seria legal tocar com bandas como Boogarins, Glue Trip, Terno Rei e etc. Se fossem artistas de fora, amaríamos tocar com Homeshake, DIIV, Beach Fossils, Mac Demarco. Iríamos abraçar todos. Quais artistas independentes vocês indicariam para o público conhecer? A gente tem ouvido bastante a Taco de Golfe, uma banda instrumental muito boa de Aracaju. Gostamos muito da Mahmed, de Natal, também Obrigado pela disponibilidade em responder as perguntas, deixem um recado para conhecerem a banda. Valeu, gente, ouçam a Milkshakes! Nos aguarde na sua cidade. Confira o disco Wanderlust: Siga o Milkshakes nas redes sociais: Facebook | Bandcamp
Palamar: “se mantenham plenos e tenham cuidado com a polícia…”

Há mais de 1000 quilômetros de distância e quase no coração do Brasil, está localizada Brasília. Que dizem alguns que já foi a capital do rock, grandes e importantes nomes da música nacional foram exportados de lá para todo o Brasil e mundo. Numa época boa em que o rock era influente, forte, crítico, poderoso… A grata surpresa foi conhecer o Palamar, uma banda nova, que surgiu no fim de 2017 na capital brasileira ainda como trio. Hoje um quarteto formado por Galvão, Pedro, Heitor e Guilherme. Donos de um som lisérgico, viajante, de espírito jovem. Em seu primeiro ano de estreia lançaram o primeiro EP, Horizontes Submersos, com cinco faixas produzidas por eles mesmos. No ano seguinte, já começaram a trabalhar no sucessor, o resultado é o primeiro single lançado recentemente sob o nome de “Rebordose”. Uma sonoridade de qualidade, que renova nossa sede por bandas novas e que representem bem o rock nacional, sucesso e vida longa ao Palamar! Como aconteceu a ideia de formar a banda e a escolha do nome, vocês já se conheciam ou tiveram algum projeto anterior? Nos conhecíamos de outros rolês, eventos e festas… Eu (Galvão) e Santos tínhamos acabado de sair de um banda, sem nada pra fazer e muito pilhados em fazer algo novo… Chamamos o Heitor pra assumir a guitarra e a partir daí é só história; Palamar não tem significado, é o que é, por essência. O primeiro EP Horizontes Submersos foi lançado em 2017, como foi o processo de composição e gravação, as ideias fluíram ou existiu algum empecilho durante esse período? Uma fase de reconciliação de vontades, foi o início de um passo enorme para todos, uma gravação com identidade própria, ardor e o tempo de cada um envolvido ali. Após uma averiguação e reconhecimentos de ambientes por várias sessões de jam registradas (tá no nosso Soundcloud/// Demos), incorporamos o que a Palamar tinha pra soar e destrinchamos junto do tempo que tínhamos. Existem bandas que costumam compor suas letras com base em livros, situações do cotidiano ou até ficções, pra vocês, de onde vem as inspirações na hora de escrever uma letra? Temos um querer maior com o instrumental, deixamos um pouco de lado toda essa preocupação em relação à construção de letras e recados. Soamos como forma de complemento para o todo, nada é muito esclarecido, as letras tem seu aspecto de desnorteio de forma proposital. Mesmo assim, são trabalhadas envolta de outra referências: A vida e seus barulhos que teimamos em negar escutar, conselhos ruins, falta de determinação em certos pensamentos, desafios… É algo bem natural, bem humano, nada especifico. Falando ainda de inspirações, sobre a sonoridade, quais artistas nacionais e internacionais influenciaram vocês? Frank Ocean, Gal Costa, Lê Almeida, Hurtmold e Walter TV. Como anda a cena musical de Brasília, vocês acham que perderam o título de capital do rock? Nunca conseguimos enxergar esse posto de capital do rock de uma forma espontânea, foram tempos de desamparo e essa tradição quase que forçada, traz suas maldições e bênçãos a esse solo desde então, onde ouro é ofuscado e o contrário ganha cena, esse é exatamente o ponto, onde bandas maravilhosas se descarregam antes mesmo de serem notadas, espero que isso mude, que o público consuma mais arte, que os artistas dêem mais valor e que seja cooperativo o tal mito da cena. Quando não estão no palco ou compondo, o que mais gostam de fazer pra passar o tempo, algum hobbie específico? Fazendo parte da cidade, trampando ou estudando, mas sempre criando ou tentando criar algo em volta de intenções próprias… Recentemente vocês lançaram um novo single, para a música Rebordose, quais são os planos futuros, o disco deve sair ainda esse ano? Não, o álbum não sai esse ano… Os planos remetem à mais shows e processos de composição, focar em conceitos que consigam rumar a um plano de álbum que nos justifique, que a arte que a gente faz alcance mais pessoas, mais festivais, mais ocasiões. O plano ainda é se encontrar mais uma vez como no inicio das primeiras gravações, uma ideia e coragem!! Agora com uma certa expectativa e maturidade, tudo fica mais incorporado ao peito aberto e à crítica, foram esses aspectos que formaram muito do que o nosso trabalho anda consistindo, sabemos lidar e esperamos o melhor de cada um. Muito obrigado pelo tempo em falar com a gente, deixem uma mensagem para quem ainda não conhece o som de vocês. O recado que a gente deixa é: Se mantenham plenos e tenham cuidado com a polícia. Escute o single Rebordose: Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Bandcamp | instagram Confira mais entrevistas.
Shoreline Tales: novo projeto mistura post-rock, jazz e psicodelia

Zeh Antunes é um músico brasileiro mais conhecido por suas participações nas bandas Billy Goat (1997-2007) e Electric Goat Combo (2009-2016) onde foi fundador e baixista. Recentemente ele deixou o Brasil para viver em Braga, Portugal. O lugar trouxe novas perspectivas e inspirações ao músico que teve a ideia de criar o projeto Shoreline Tales em 2017. A primeira demo com alguns singles foi lançada em outubro do ano passado, mas há poucos dias, mais precisamente em 27 de agosto finalmente saiu seu primeiro registro, o disco Semoto que contém cinco músicas e está sendo lançado pelo selo Abraxas Records. Em suas composições Zeh faz uma experimentação que passeia pelo post-rock, jazz e rock psicodélico. Segundo ele, esse é um projeto de alguém que chegou em um novo lugar e não consegue parar de fazer música, uma mistura de tudo o que aconteceu durantes os anos e que simula cognição. Acompanhe pelas redes sociais: Facebook | Bandcamp