O stoner metal é um subgênero do heavy metal que mistura riffs pesados, grooves arrastados e influências do rock psicodélico e do doom metal.
Pra ser mais direto, tudo começou com bandas como Coven e Black Sabbath, que no fim da década de 60 faziam esse som com riffs bem cadenciados e sombrios. Essas atmosferas densas trazem letras que podem exploram temas como escapismo, ocultismo, canabis, natureza e experiências sensoriais.
Aqui no Brasil temos nossos representantes, bandas que fazem aquele som que emana as profundezas da escuridão e não ficam devendo em nada para outras bandas famosas que existem por aí.
Separamos 10 discos de bandas brasileiras do gênero que você precisa conhecer.
Son Of A Witch – Commanded by Cosmic Forces (2019)

Instrumentais pesados e vocais poderosos é o que te esperam em Commande By Cosmic Forces. Esse é o segundo disco dessa banda que vem de Natal, no Rio Grande do Norte. Com esse trabalho eles mantem a qualidade de primeira, por isso, são um dos principais nomes do gênero no Brasil. Com ótimas composições e produção que não devem nada para bandas gringas.
Riffcoven – O Caminho do Aço (2023)

Com uma sonoridade bem encorpada e muito bem executada, essa banda de São Paulo consegue se diferenciar por suas letras cantadas em português e a temática de horror e mitologia influenciadas pelo universo de Conan e Era Hiboriana. O Caminho do Aço é o terceiro trabalho do trio e já está entre os melhores discos do gênero que vale a pena conferir.
Weedevil – Profane Smoke Ritual (2024)

Uma banda nova, mas que vem chamando atenção. O Weedevil vem de São Paulo e têm dois discos na bagagem. Em Profane Smoke Ritual o grupo amadureceu seu som. Com uma produção de primeira, as composições são rodeadas por temas sobre espiritualidade, transcendência e ocultismo, muito bem representados pelos vocais de Poison.
Pesta – Faith Bathed in Blood (2018)

Recheado de riffs e climas sabatianos, o Pesta é daquelas bandas de dar orgulho. Formada em Belo Horizonte, Minas Gerais, eles já haviam impressionado com o primeiro disco. No entanto, foi no segundo e ótimo, Faith Bathed in Blood que firmaram de vez sua importância no gênero. Estão sempre figurando bem pelas listas de melhores músicas ou discos do ano até mesmo fora do país.
Dirty Grave – Unconscious Days (2022)

Esse trio de São Paulo faz um som maravilhoso, cheio de riffs pesados, cadenciados e que bebem da psicodelia do doom clássico, além disso, juntam à potência dos vocais de Melissa, que também comanda o baixo. Se você gosta daquele stoner doom do mal feito por bandas como Saint Vitus e Pentagram, com certeza o Unconscious Days vai dar uma bagunçada na sua cabeça.
Saturndust – RLC (2017)

Em seu segundo disco de estúdio, o Saturndust conseguiu criar a trilha sonora perfeita de um planeta obscuro. As seis músicas são cheias de atmosferas sombrias, pesadas e espaciais, com letras que focam em temas como a existência humana e o vazio que a humanidade busca não acreditar. Se você gosta de um som mais experimental, esse é pra você.
Void Tripper – Dopefiend (2021)

O Void Tripper mergulha de cabeça no caos e na densidade sonora do em Dopefiend, o trabalho é composto por cinco faixas carregadas de riffs sujos, fuzz em excesso e atmosferas psicodélicas, que traduzem uma jornada pesada entre o vício, o vazio existencial e a crítica social. As letras falam de autodestruição, desilusão e revolta.
Erasy – Some Nice Flowers (2020)

Explorando camadas mais sombrias da existência com peso e sensibilidade, o Erasy entrega em Some Nice Flowers um disco maduro, arrastado e profundamente introspectivo. Vindos de Feira de Santana, na Bahia, o trio transforma angústia em riffs densos, letras filosóficas e atmosferas que misturam sludge, doom e stoner com identidade própria.
Ruínas de Sade – Ruínas de Sade (2016)

No seu primeiro disco, o Ruínas de Sade mergulha fundo em uma jornada sonora densa e soturna. Com três faixas longas e atmosféricas, o grupo de Santa Catarina constrói paisagens sonoras arrastadas e pesadas, como se cada riff abrisse uma cratera no tempo. As letras, cantadas em português, transitam por temas existencialistas, históricos e filosóficos.
Chant of the Goddess – Chant of the Goddess (2017)

A Chant of the Goddess traz no seu primeiro disco uma jornada sonora intensa, cheia de peso e melancolia. Com composições longas e elaboradas, o trio constrói paisagens densas e envolventes, riffs graves e lentos que vão se entrelaçando aos vocais que vão do melódico ao gutural. As letras exploram o vazio, a discórdia e a condição humana, formando um retrato sombrio e ritualístico da existência.
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