Uma banda que traduz o caos, a beleza e o cotidiano urbano em músicas que combinam momentos mais melancólicos e densos do rock alternativo. Conheça os colombianos do Nicolás y los fumadores, um dos nomes que mais têm chamado atenção na música indie latina.
Formada em 2016 na cidade de Bogotá, na Colômbia, Nicolás y los fumadores constrói sua sonoridade a partir de influências do rock alternativo, pós-punk e indie rock. Ela é composta por: Nicolás Correa (guitarra), Santiago García “El Profe” (voz, guitarra), Juan, Carlos Sánchez (bateria) e Luis Felipe “Satán” Torres (baixo).
A sonoridade do grupo nos lembra uma mistura de Sonic Youth e Spinetta, com guitarras que podem ir facilmente de atmosferas mais delicadas até algo mais “sujo”. Já suas letras sinceras transitam entre um humor irônico e uma introspecção profunda.
Em sua bagagem, o grupo traz três discos de estúdio, são eles: Como Pez en el Hielo (2018), Dios y la Mata de Lulo (2022) e Nochenegra (2025).
Nochenegra é destaque na carreira do grupo
Nochenegra é o terceiro e novo disco de Nicolás y los fumadores, lançado em 22 de maio e produzido pela banda e o produtor Sebastian Abril. O trabalho traz dez faixas que passeiam entre o noise rock, pós-punk e indie rock, com momentos mais suaves, melancólicos e outros mais intensos.
O álbum começa com “Todas las cosas en mis manos”, que tem um clima misterioso, com recortes de sons de sirene e cidade ao fundo. Aos poucos, guitarras com uma pegada mais noise vão surgindo, mas sem pesar demais.
Em “El adversario”, a sonoridade vai para o lado pós punk, com um baixo marcante, vocais intensos e guitarras presentes. Já “Piedra sobre piedra” inicia com linhas de baixo mais envolventes, num clima pós punk, seguida por guitarras que vão ecoando. É daquelas músicas que fazem a gente entrar em um transe e viajar nos próprios pensamentos enquanto escuta.
Em seguida, outro destaque é a bela “Nocturno“, uma faixa mais calma e romântica, conta com a participação da cantora chilena Rosario Alfonso. Aqui, a banda consegue equilibrar os momentos do disco, com um clima ameno, mas que não passa despercebido. Com certeza uma das melhores.
Por fim, vale mencionar “Fluyan mis lágrimas“, que talvez seja o ponto mais alto do álbum. Ela tem uma atmosfera leve, emotiva, mas vigorosa. Daquelas que dá vontade de ouvir com fones de ouvido no fim de um dia cansativo, enquanto você olha pela janela do ônibus.
“La luz del mundo” encerra o disco em alta, apostando no clima mais melódico, com instrumental bem cadenciado e que vai evoluindo e tomando proporções mais profundas.
Quando trazemos o assunto bandas sul-americanas, é inevitável falar o quanto a nossa conexão com esses artistas e bandas ainda é falha. Simplesmente é difícil manter um intercâmbio entre artistas brasileiros e de outros países do continente. Será que é devido a limitação da língua ou será que realmente não nos importamos em explorar esse mercado? Fica para reflexão, mesmo assim não deixe de conhecer ótimas bandas assim como Nicolás y los fumadores, que representam o que há de melhor no rock latino.
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Confira o disco Nochenegra:
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