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Inês É Morta e a trilha sonora do caos urbano

Banda Inês É Morta

Surgida em meio ao concreto e caos da cidade de São Paulo, a banda Inês É Morta começou sua trajetória em 2018. Formada por Camila Kohn, Daniel Lima, Lucas Krokodil e Danilo Grilo, o grupo se ancora no pós-punk para traduzir a ansiedade e o desencanto da vida nas grandes metrópoles.

O nome da banda tem origem na história trágica de Inês de Castro, assassinada no século XIV a mando do pai de Dom Pedro I, em um episódio emblemático da história portuguesa. A expressão “Inês é morta” passou a significar algo como “agora é tarde”, uma ideia que parece trazer o espírito sonoro do grupo.

Logo no ano de estreia, lançaram um EP autointitulado com seis faixas que já mostravam personalidade. Nos anos seguintes, seguiram lançando singles e se apresentando em diferentes palcos, ganhando atenção dentro do cenário alternativo.

Inês É Morta mergulha no pós-punk sombrio em Ilha

Foi em 2023 que a banda firmou seu nome de vez com o lançamento de “Ilha”, o aguardado primeiro disco de estúdio. O álbum aprofunda a sonoridade pós-punk com arranjos que alternam entre a tensão e o vazio, carregados de guitarras secas, linhas de baixo marcantes e atmosferas quase claustrofóbicas.

Um dos destaques do disco é a participação especial de Edgard Scandurra, lendário guitarrista do Ira!. Ele contribuiu com guitarras para a faixa “Vida em Paranoia”. Pra quem não sabe, Edgard já fez parte das bandas As Mercenárias e Smack durante a década de 80.

As letras de “Ilha” falam sobre solidão, desesperança e o peso de viver em uma cidade que nunca desacelera. E é impossível não destacar o vocal de Camila Kohn, cuja voz carrega um timbre sombrio, introspectivo e intenso, capaz de traduzir com precisão as sensações que a banda propõe. Sua presença vocal é um dos pontos centrais do disco, ora fantasmagórica, ora feroz, sempre muito expressiva.

Com “Ilha”, a Inês É Morta se consolida como uma das bandas mais interessantes do atual pós-punk brasileiro. É inevitável escutar o álbum e não imaginar uma caminhada pelas ruas do centro de uma São Paulo cinzenta e chuvosa.

Acompanhe Inês É Morta nas redes sociais:

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Confira o disco Ilha:

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