Metal em 2025, conheça 6 discos em destaque lançados neste ano

Continuando a nossa tradição de criar listas de discos com boa curadoria, que envolvem tanto críticas internacionais quanto usuários do mundo inteiro, separamos 6 álbuns de diversos gêneros do metal que estão entre os lançamentos de destaque nos sites especializados. Podemos notar um bom equilíbrio de artistas novos e antigos, que vem criando composições que conversam com os tempos atuais. Já falando de sonoridade, notamos desde o som mais tradicional até outros que exploram e experimentam mais, saindo fora da caixinha e firmando sua importância na cena mundial. Confira a seguir as bandas e seus lançamentos que separamos para vocês conhecerem, aproveite pra comentar em nosso post qual você mais gostou ou qual você destacaria como um dos melhores lançamentos até agora. Sigh – I Saw The World’s End – Hangman’s Hymn MMXXV Esse disco é uma nova versão regravada do clássico Hangman’s Hymn da banda japonesa Sigh, pioneira do black metal experimental. Lançado em 2025 pela Peaceville Records como parte da comemoração de 35 anos de carreira, o álbum traz uma produção muito mais poderosa e refinada. As orquestrações agora são executadas com instrumentos reais, as guitarras soam mais afiadas e os vocais de Mirai estão mais intensos do que nunca. I Saw The World End (Hangman's Hymn MMXXV) de Sigh Deafheaven – Lonely People With Power Lonely People With Power é o sexto álbum do Deafheaven, banda americana que mistura o peso do black metal com a beleza do shoegaze e do post-rock, estilo conhecido como blackgaze. Neste disco, o grupo retorna às raízes com força total, trazendo de volta os vocais agressivos, blast-beats intensos e guitarras afiadas, sem abrir mão das melodias e climas emocionais. O álbum conta com participações especiais de Paul Banks (Interpol) e Jae Matthews (Boy Harsher). Messa – The Spin A banda italiana MESSA chama atenção com seu quarto álbum, The Spin. O disco mistura o peso do doom metal com atmosferas envolventes e sombrias, explorando novas influências do rock gótico dos anos 80. As músicas têm climas intensos e emocionais, com passagens pesadas, vocais marcantes e arranjos cheios de profundidade. As composições trazem temas como dor, pressão social, crise existencial, transformação. The Spin de Messa Imperial Triumphant – Goldstar Goldstar é o sexto álbum do Imperial Triumphant e mostra a banda mais afiada do que nunca. É um disco brutal e técnico, com riffs marcantes, ritmos complexos e uma produção que impressiona, tudo isso sem soar cansativo. As músicas são mais diretas, mas mantêm o clima sombrio e caótico que já virou marca registrada da banda. Ele conta com participações, como Tomas Haake (Meshuggah), Dave Lombardo (Slayer) e Yoshiko Ohara, que ampliam ainda mais o alcance e a ousadia do trabalho. Goldstar (24-bit HD audio) de Imperial Triumphant Vauruvã – Mar de Deriva A banda brasileira Vauruvã, formada por Bruno Augusto (vocais, letras) e Caio Lemos (instrumentos, produção), lança seu quarto álbum, Mar da Deriva, com três faixas intensas e envolventes. O disco propõe uma verdadeira jornada sonora, misturando black metal atmosférico, elementos da música brasileira, camadas progressivas e uma forte carga ritualística. As composições exploram temas como ancestralidade, natureza e memória, criando paisagens sonoras que emocionam e impressionam pela originalidade. Mar da Deriva de Vauruvã Dormant Ordeal – Tooth and Nail A dupla polonesa Dormant Ordeal apresenta seu quarto álbum, Tooth and Nail, um trabalho afiado que une riffs pesados, melodias sombrias e atmosferas densas. O disco transita com equilíbrio entre a fúria do death metal técnico e momentos de sutileza emocional, mostrando maturidade e profundidade nas composições. Faixas como “Halo of Bones” e “Dust Crown” mostram o quanto a banda domina o caos com elegância. Com produção clara e dinâmica, o álbum entrega uma experiência intensa. Tooth and Nail de Dormant Ordeal Confira outras matérias aqui.
The Brian Jonestown Massacre retorna a São Paulo em novembro

Após um show sold out na estreia no Brasil em 2023, The Brian Jonestown Massacre, um dos nomes mais importantes do neo psicodelismo liderada pelo criativo multi-instrumentista e vocalista Anton Newcombe, retorna a São Paulo no dia 28 de novembro, no Espaço Usine (antigo Clash Club). Ingressos: https://fastix.com.br/events/the-brian-jonestown-massacre-em-sao-paulo A realização é da Maraty, produtora do jornalista André Barcinski junto ao produtor Leandro Carbonato, responsável há dois anos pela primeira vez do The Brian Jonestown Massacre na capital paulista, com todos os ingressos vendidos em uma lisérgica e memorável apresentação de 2h30 de duração. As bandas de abertura serão anunciadas já nos próximos dias. Formado em 1990, o The Brian Jonestown Massacre é uma fusão intensa e prolífica de folk, eletrônica, psicodelia, blues e garage rock. E já se passaram mais de 30 anos desde a estreia da banda com o single ‘She Made Me/Evergreen’. Desde então, Newcombe (vocalista, compositor, compositor, proprietário de estúdio, multi-instrumentista, produtor, engenheiro, pai, força da natureza do TBJM) coleciona sucessos e histórias. Lançado em 1992, enquanto a imprensa musical se dirigia aos EUA para ungir a próxima banda de guitarra americana como a moda do mês e as grandes gravadoras estavam à caça de esperançoso obedientes para serem sua última solução rápida, Anton Newcombe teve uma ideia: dizer não. Newcombe já havia se estabelecido como um compositor visionário, um homem para quem fazer música não era uma escolha de estilo de vida ou um corte de cabelo hipster, mas a própria essência da existência, e ele observou em horror silencioso enquanto seus colegas se conformavam timidamente com tudo – sim para contratos, sim para gestão, sim para sugestões, sim para isso, sim para aquilo, sim, sim, sim. Mas ele era diferente. Anton Newcombe estava prestes a dizer não para tudo. “Eu simplesmente sabia que teria mais sucesso de uma certa maneira ao dizer não, apenas sendo contrário porque eu percebi que se as pessoas gostassem de mim, elas iriam gostar de mim de qualquer forma”, ele diz. “Ou não gostarem de mim. Não importa.” Muito disso foi documentado no polêmico documentário ‘Dig!’, que ainda é celebrado como um dos melhores documentários de rock já feitos, e comemora seu 20º aniversário este ano. A versão remasterizada e expandida estreou no Sundance em janeiro. O álbum de estreia do Brian Jonestown Massacre, Methodrone, tingido de shoegazing, foi lançado em 1995 e desde então vários membros da banda se juntaram a Newcombe em suas escapadas sonoras, mas ele permaneceu o único constante, o gênio criativo no centro de uma das bandas mais fascinantes da música. Desde então, houve mais 20 álbuns sob o nome de Brian Jonestown Massacre, cada um embarcando em sua própria aventura de expansão da mente e explorando os reinos exteriores do rock’n’roll; rock psicodélico, country-blues, rock’n’roll raivoso, noise-pop relaxante e mais. Ao longo do caminho, Newcombe se estabeleceu como um talento único na vida, que viu a direção em que o indie-rock mainstream estava indo e optou por dar a volta longa. Ele emergiu como uma força revolucionária na música moderna, um herói underground. Não havia outro caminho, era assim que tinha que ser. “Minha única opção com tudo na vida sempre foi que você apenas pula no fogo”, ele declara. “Não importa o que seja.” É com esse espírito que ele pulou ao redor do mundo, da Costa Oeste a Nova York, de Manhattan à Islândia, e então a Berlim, onde viveu por 15 anos e tem dois apartamentos, um para morar e outro que foi convertido em seu estúdio. Depois de uma década de 2010 extremamente prolífica, que viu o lançamento de oito álbuns completos e um mini-álbum, Newcombe estava passando por um período de bloqueio criativo quando um dia ele pegou sua guitarra de 12 cordas e The Real (a faixa de abertura do álbum anterior Fire Doesn’t Grow on Trees) surgiu dele. Assim como o kraken, era como se ele tivesse convocado isso. “De repente, eu simplesmente ouvi algo”, ele diz. “E então não parou mais. Gravamos uma música inteira todos os dias, durante 70 dias seguidos.” No final, eles tinham 2 álbuns prontos para serem lançados. Juntando-se a Newcombe no estúdio para The Future Is Your Past estavam Hakon Adalsteinsson (guitarra) e Uri Rennert (bateria). Ao longo da carreira, o The Brian Jonestown Massacre figurou em diversas trilhas sonoras: Straight Up And Down é música tema da série televisiva da HBO, Boardwalk Empire; The Way It Was foi usada na trilha sonora do video game de corrida Need For Speed: The Run; Going To Hell fez parte da trilha sonora do clássico da comédia americana American Pie (1999); Not if You Were the Last Dandy on Earth aparece na trilha sonora de seu filme Broken Flowers. Além de Brasil, o TBJM tem mais três shows agendados na América do Sul entre novembro e dezembro deste ano: 30/11 em Montevidéu (Uruguai), 2/12 em Buenos Aires (Argentina) e 4/12 em Santiago (Chile). SERVIÇO The Brian Jonestown Massacre em São Paulo + bandas de abertura Data: 28 de novembro de 2025 (sexta-feira)Horário: 20hLocal: Espaço Usine (R. Barra Funda, 973 – Barra Funda, São Paulo – SP)Ingressos: https://fastix.com.br/events/the-brian-jonestown-massacre-em-sao-paulo Valores em1º lote:R$220,00 (Meia Estudante)R$ 230,00 (Meia Solidária – mediante doação de um 1 kg de alimento não perecível),R$ 440,00 (Inteira)
Tiamat retorna ao Brasil após 16 anos para show único em dezembro

A versatilidade sonora e evolução artística ao longo das décadas do Tiamat é inquestionável. A banda sueca, na ativa desde 1987, experimentou diversas facetas do metal e do rock e já na década de 1990 se tornou referência mundial da música soturna, sempre com os vocais graves e únicos de Johan Edlund. Após 16 anos, eles estão de volta ao Brasil com show único em São Paulo/SP, que acontece dia 15 de dezembro no Carioca Club. Ingressos à venda na Eventrid Brasil (@eventridbr): https://eventr.id/0034PmFS A realização da turnê é da empresa mexicana Cacique Entertainment (@caciquemx). O show na capital paulista é o último de uma extensa turnê de 10 datas do Tiamat na América Latina, que começa no México e desce para Honduras, Chile e Argentina. Para este giro, o Tiamat promete repassar sua vitoriosa história na música, que carrega momentos marcantes dentro do black/death metal até sonoridades mais experimentais, além da fase de maior destaque e reconhecimento no gothic rock/metal. O Tiamat é tão importante na indústria musical que os renomados sites Loudwire e Metal Injection já colocaram os suecos como uma das bandas essenciais para entender a fusão entre o metal e o rock gótico dos anos 90 e 2000, classificando o álbum A Deeper Kind of Slumber (1997) como “influente e atemporal”. Da fase mais pesada, Wildhoney é um clássico. O álbum de 1994 mostra a habilidade do Tiamat em criar paisagens sonoras densas e etéreas. O uso de sintetizadores e passagens progressivas traz uma aura cinemática e emocionalmente poderosa. Já entre os materiais mais recentes, Amanethes, de 2008, lançado via Nuclear Blast, mostra a união de muito bom gosto entre o metal e o rock atmosférico com influência de Pink Floyd e Sisters of Mercy. Uma menção à parte para o vocalista Johan Edlund, um dos compositores mais visionários do metal europeu, autor de poéticas letras melancólicas e existenciais, que alinham o rock gótico com temas esotéricos e espirituais, usando até mesmo da ironia em muitas delas. SERVIÇO Tiamat em São Paulo Data: 15 de dezembro de 2025Horário: 20hLocal: Carioca Club (rua Cardeal Arcoverde, 2099 – Pinheiros, São Paulo/SP) Venda online: https://eventr.id/0034PmFS Valores:R$ 200,00 (Meia Entrada e Meia Solidária – 1º lote);R$ 400,00 (Inteira – 1º lote) Mais informações: https://www.instagram.com/tiamatbandhttps://www.instagram.com/caciquemxhttps://www.instagram.com/tedesco.com.midia
Zambrotta, trio pernambucano estreia com disco cheio de climas noventistas, emo e lo-fi

O jovem trio pernambucano Zambrotta, por meio do selo Downstage, disponibiliza o primeiro álbum da carreira Ensaio Sobre a Noite e o Dia com canções cheias de guitarras virtuosas sob roupagem experimental do rock noventista. São nove faixas em que a banda explora terrenos do post-rock, shoegaze, dreampop, emo, lo-fi e noise com sutileza e bom gosto. Zambrotta é Adner Andrade (voz), Lucas Emanuel (Guitarra/Voz) e Renan (bateria/Voz). Neste primeiro álbum cheio, eles revisitam seu passado e enfrentam os fantasmas de seu longo hiato. Ensaio Sobre a Noite e o Dia é o retrato violento e sincero do afeto entre três grandes amigos de infância, que demorou seis anos para nascer e compartilhar, com o mundo, canções-manifesto de suas próprias ambições criativas. A obra, auto-contida em seu fazer artístico, retrata todas as fases do sonho médio de um artista que se coloca à margem de sua obsessão: a ingenuidade do sonho, o medo-impostor, os pesadelos materiais e a esperança da redenção. As músicas comunicam sobre as lutas da produção do próprio álbum, regadas a choro, crises de ansiedade e pânico, gritos e abraços, brigas e reconciliações. “E isso fez total diferença, porque não estávamos mais representando sentimentos do começo da vida adulta, mas da nossa fase atual. Estávamos retratando a nossa própria dificuldade em continuar existindo, de fazer e sonhar com arte. Desde a ansiedade do começo, passando pela dificuldade de conciliar a produção com uma vida de trabalho precarizado, à insegurança de investir em algo sem retorno financeiro”, enfatiza a Zambrotta. A sonoridade a estética do álbum Apesar de algumas tracks terem referências muito características de subgêneros mencionados, a obra como um todo, em termos sonoros e estéticos, experimenta em cima da narrativa que cada canção exige, com nuances distintas de arranjos e timbres, isto é, do introspectivo ao efusivo (com moderação), da sutileza ao ruído. Em músicas mais solares, por exemplo, a banda traz uma roupagem mais vibrante, ingênua e enérgica, enquanto nas mais noturnas exploram um repertório e momentos mais densos, crus e soturnos. É a latente dicotomia que já é escancarada no título do álbum, como se este registro fosse um ‘ensaio’ contínuo em busca de experimentos, de respostas, de um sorriso ou de um timbre novo. “Em cada canção estaríamos ‘ensaiando’ experimentalmente sobre como lidamos com os sentimentos que cada música nos trazia no decorrer do tempo. Isso nos deu liberdade também de profanar as nossas próprias referências musicais, subvertendo muitos padrões de cada gênero e fazendo algo que acreditamos ser puramente nosso”, comenta o vocalista Adner. Agora é a hora de cair na estrada para divulgar e compartilhar Ensaio Sobre a Noite e o Dia com novos públicos. “Acredito que antes de tudo queremos devolver à arte e à música tudo que ela nos proporcionou – como ato de gratidão, mesmo. Com ela aprendemos que o mundo é vasto e que é possível sentir-se parte, ao mesmo tempo. Queremos retornar isso as pessoas; que elas se sintam compreendidas. Queremos ser relevante na vida de quem nos escuta, ajudar pessoas a encarar os próprios sentimentos, a realidade que o cerca, a própria solidão”, finaliza Adner. Acompanhe o Zambrotta nas redes sociais: Instagram | Facebook | Tiktok | Youtube Confira o disco Ensaio Sobre a Noite e o Dia:
Refused vem ao Brasil com sua turnê de despedida

O Refused revolucionou a música alternativa com criações agressivas, transgressoras e viscerais. Rompeu barreiras, experimentou, influenciou movimentos e manteve uma integridade artística raramente vista, o que lhe rende a chancela de ‘banda essencial na história do rock’. O Refused vai acabar e a turnê de despedida – Refused Are Fking Dead – And This Time They Really Mean It – passa pela América do Sul em outubro deste ano: é a estreia do quarteto sueco por aqui, com show único no Brasil dia 31/10, em São Paulo, no Terra SP. Ingressos à venda na Fastix: https://fastix.com.br/events/refused-em-sao-paulo A realização do show único no Brasil é da Powerline Music & Books em parceria com a Balaclava Records, repetindo a dobradinha de sucesso de 2022 na vinda do quinteto californiano Deafheaven e, em 2018, quando trouxeram o grupo indie norte-americano Built to Spill. O impacto sonoro e ideológico do Refused moldou o caminho para o post hardcore moderno e o renascimento do punk anticonformismo – sempre se posicionou contra o capitalismo, o fascismo e o conformismo da indústria musical. Os suecos deixam claro, por meio da música e discursos, de que o rock é uma ferramenta de ruptura e consciência. A aura visionária do trabalho de décadas do Refused, criado em 1991 na cidade de Umeå, paira sob o clássico álbum The Shape of Punk to Come, um urgente e atemporal manifesto revolucionário. O álbum de 1998 é frequentemente citado como um dos discos mais inovadores da história do punk e do rock alternativo, com sua mistura de hardcore punk com jazz, eletrônica, spoken word e estruturas não convencionais. Faixas como ‘New Noise’, Refused are f*ucking dead’ e ‘The Deadly Rhythm’, mais do que músicas, são um marco cultural do rock contemporâneo. Após uma pausa na carreira, retornaram em 2012 e, em 2015 trouxeram ao mundo o álbum Freedom, que concorreu ao Grammy na categoria Melhor Performance de Hard Rock/Metal. War Music, de 2019, é último 0 disco de inéditas, que foi listado pela Loudwire como um dos 50 melhores álbuns daquele ano. Ao vivo, o Refused entrega o show mais verdadeiro que o rock pode oferecer com a energia do instrumental impecável, momentos catárticos e conexão passional com o público. A performance do carismático Dennis Lyxzén é um elemento à parte nos shows do Refused, um frontman que combina teatralidade, dança, discurso e entrega insana. A inédita turnê sul-americana do Refused também passa por Buenos Aires (Argentina, dia 1 de novembro, no Groove) e Santiago (Chile, dia 3 de novembro, no Teatro Coliseo). SERVIÇORefused em São Paulo Data: 31 de outubro de 2025 (sexta-feira)Horário: 19h (abertura da casa)Local: Terra SPEndereço: Av. Salim Antonio Curiati 160, São Paulo, SP Venda online: https://fastix.com.br/events/refused-em-sao-paulo Venda física: Loja 255, na Galeria do Rock (São Paulo/SP) – somente Pix Ingresso:R$ 240,00 (1º lote – meia entrada);R$ 250,00 (1º lote – meia solidária);R$ 480,00 (1º lote – inteira) Mais informações Balaclava Records | Francine Ramos | franfranframos@gmail.com Powerline | Erick Tedesco | press@tedescomidia.com
Bike, sexto disco Noise Meditations terá lançamento em vinil antes do streaming

No ano em que completa 10 anos do lançamento do primeiro álbum, o quarteto de rock psicodélico, BIKE, anuncia o sexto disco com produção assinada pela banda. Com o título de Noise Meditations, a obra que conta com 10 faixas, convida o ouvinte a entrar numa espécie de mantra com pouco mais de 30min. Com previsão de lançamento para Setembro e tour já confirmada pelo Reino Unido, Noise Meditations inicia hoje a pré-venda do vinil – acesse o link aqui. Para aqueles que garantirem o LP na pré-venda, o vinil chegará antes da data de lançamento nas plataformas de streaming. Uma iniciativa que busca conversar diretamente com o público cativo da banda que os acompanha em turnês pelo Brasil, Europa e Estados Unidos: “o propósito é fugir da dependência dos algoritmos, não depender exclusivamente das plataformas digitais e dar a possibilidade da galera que nos acompanha e coleciona nossos vinis a ouvir o disco todo primeiro. Infelizmente o mercado da música no Brasil ainda se apega muito aos números e seguidores”, comenta o guitarrista e vocalista, Júlio Cavalcante. Com single previsto para Julho, a BIKE prepara um disco cujo conceito das músicas foi baseado no título do álbum: “Desde a sonoridade mântrica e ruidosa até as letras, que são pequenas frases que se repetem”, adianta o guitarrista. Além de Júlio, a banda é formada por Diego Xavier (voz, guitarra), Daniel Fumega (bateria) e Gil Mosolino – novo integrante que passa a assumir o baixo. “Usamos muitos drones para trabalhar com frequências e ruídos, além de ir para um lado mais percussivo e tribal, desde as guitarras do Diego usando um pedal Slicer que parecem percussões até o uso de chocalhos, cowbell, congas e outros instrumentos percussivos”, continua. Noise Meditations é um lançamento do selo da banda, BIKE Records – que já lançou também artistas do calibre de Ava Rocha, Glue Trip, Skylab, Hoovaranas e Manger Cadavre?. Os shows de lançamento que já estão confirmados são: 20/09 – Other Side Psych Weekender – Londres25/09 – Cardiff – País de Gales PRÉ-VENDA DO VINIL AQUI LINKSInstagramYoutube SOBRE BIKE BIKE é um quarteto de rock psicodélico formado em 2015 na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo. O álbum de estreia, 1943 (2015), chamou a atenção do renomado produtor Danger Mouse, que incluiu a banda na compilação 30th Century Records Compilation, Vol. 1. Esse reconhecimento internacional impulsionou a carreira da BIKE, que passou a se apresentar em diversos festivais ao redor do mundo, incluindo o Primavera Sound (Espanha), The Great Escape (Inglaterra) e Nox Orae (Suíça). Além das apresentações em festivais internacionais, a BIKE também se apresentou na rádio KEXP, em Seattle, e participou de turnês nos Estados Unidos, incluindo festivais como o SXSW, em Austin, e o Treefort Music Fest, em Boise. Os demais discos lançados são Em Busca da Viagem Eterna (2017), Their Shamanic Majesties Third Request (2018), Quarto Templo (2019) e Arte Bruta (2023).
Massari Fest 2025 traz A Place to Bury Strangers, Oruã, Retrato e Bufo Borealis

Com curadoria de Fábio Massari, um dos nomes mais célebres do jornalismo musical brasileiro eternizado pelos anos de VJ da MTV, o Massari Fest está de volta em setembro de 2025 para comemorar os 61 anos do ‘Reverendo’, como o também crítico musical é respeitosamente conhecido. O evento, agendado para o dia 14/09 no Fabrique Club (São Paulo/SP), terá como atração principal a banda norte-americana A Place to Bury Strangers, além das nacionais Bufo Borealis e Retrato & Oruã. A realização é da Maraty. Ingressos: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Massari comenta sobre a sua curadoria: “Critério básico para escolha das bandas: enquadrar-se no esquema “prediletas da casa” – simples e totalmente subjetivo! São bandas que acompanho com muita admiração; pelo som, pelas pessoas envolvidas e, claro, pelas graças alcançadas nas apresentações ao vivo”. Já apelidada de ‘a banda mais barulhenta de Nova Iorque’, A Place To Bury Strangers, desde 2002 na ativa e cultuada por todo o globo, é uma mistura intensa de noise rock, shoegaze, post‑punk e space rock. “É uma das minhas bandas prediletas do século XXI, simples assim. Cheguei a tocar bastante os primeiros trabalhos no meu programa de rádio ETC., da OiFM. É incrível ver que com 20 anos de estrada, parecem estar no melhor das formas – Synthesizer, o disco do ano passado, é um dos melhores da discografia; e as apresentações ao vivo estão cada vez mais espetaculares”, destaca Massari sobre a atração principal do festival deste ano. Segundo o Reverendo, A Place To Bury Strangers conseguiu transcender as principais referências, imprimindo uma assinatura marcante em seu noise rock. “É garagem, é psicodélico, é pós-punk e é shoegaze. Em sintonia com os headliners do Massarifest do ano passado (Acid Mothers Temple), costumam trabalhar no modo destruição total dos sentidos. E pra mim será de fato um presente, já que sempre bati na trave e nunca consegui vê-los ao vivo”, ele acrescenta sobre a banda nova-iorquina há anos aguardada no Brasil. O Bufo Borealis, criado pelo baixista Juninho Sangiorgio (Ratos de Porão) e o baterista Rodrigo Saldanha (Amigos Invisíveis), é outra das bandas do Massari Fest, que o jornalista revela acompanhar “com entusiasmo desde o começo das atividades”. É uma banda paulistana que transita entre o jazz, o funk experimental e a música negra de raíz, com um toque de atitude punk. “Passados 3 álbuns (mais um ao vivo), as coisas só estão melhorando! Pela própria natureza do som deles (jazz do tipo fusion, híbrido e transcendente), não dá pra prever o que vai acontecer. Exploração caprichada e intensa das dinâmicas, grooves e riffs a dar com pau de dar em doido! PS: o Bufo Borealis tá lá na capa do One Size Fits All do Zappa – e tenho dito”. Retrato é uma banda brasileira de rock psicodélico, mas que também explora outras vertentes musicais dos anos 60 e 70 principalmente na cena nacional, sem perder sua contemporaneidade. Sobre Retrato, Massari classifica a banda como charmosa, envolvente e viajante. “Sou muito fã da baterista (e vocalista, tecladista, guitarrista etc) Ana Zumpano, ao vivo sua presença (e energia) é contagiante! No momento, a AZ também é baterista da banda Oruã – estão em família (sônico-existencial!)”. Feira de editoras independentes Assim como no primeiro Massari Fest, a edição deste ano terá uma feira de editoras independentes, com presença confirmada da Terreno Estranho vendendo, ente outros, os livros do Fábio Massari. Saiba mais: terrenoestranho.com.br. Quem também já tem espaço confirmado é o pessoal da SHN, coletivo de arte com atuação no Brasil e no mundo e que no mês de setembro lança o livro SHN25, comemorativo aos 25 anos de intensas atividades (adquira em pré-venda aqui). SERVIÇOMassari Fest 2025 com A Place to Bury Strangers Data: 14 de setembro de 2025Horário: 18h (abertura da casa)Local: Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP). Ingresso online: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Valores:R$ 110,00 (Meia Entrada, 1º lote);R$ 130,00 (Meia Solidária, 1º lote);R$ 220,00 (Inteira, 1º lote) Para outras novidades, acesse a seção NOTÍCIAS
Echo Upstairs transforma ruídos em poesia em seu disco de estreia

Texturas, ruídos, paisagens sonoras e um pé na psicodelia, a Echo Upstairs nos convida para conhecer seu universo sonoro. No dia 11 de junho lançaram seu disco de estreia, Estranhos Lugares Para os Olhos através dos selos Midsummer Madness/Gezellig Records. Formada no ano de 2018, na cidade de São Paulo. A banda traz pessoas talentosas de diferentes grupos que já figuraram na cena rock alternativa da cidade, como Lava Divers, Early Morning Sky e Oruã. A formação conta com Ana Zumpano (guitarra, voz, sintetizadores), Gilbert Spaceh (guitarra), Bigu Medina (baixo, vocais, eletrônicos) e Mauro Terra (bateria). Na verdade, essa não é bem a estreia da banda. Desde 2018 lançaram três singles: Green Quartz (2020), Clouds (2020), in/out (2023) e o EP II Mondo (2023). Estranhos Lugares Para os Olhos estreia de forma poética, barulhenta e imersiva Coloque os seus fones de ouvido. E logo na primeira faixa, a literalmente barulhenta “Beautiful Noise”, começamos entrando em camadas e camadas de ruídos e vozes. Mas o que esperar nas próximas faixas? Guitarras barulhentas e riffs psicodélicos se juntam e vão se derretendo ao fundo. Criando aquele casamento perfeito com os vocais. Durante o refrão eles penetram os ouvidos e mantem aquela melodia no subconsciente por algum tempo, essa é “Correspondência“. Em “Cavalgo Marinho” uma linha vibrante de baixo inicia. Mais uma vez temos novas camadas de sons que vão surgindo. São sintetizadores, vozes e ruídos, eles vão criando um looping no final, numa pegada experiência psicodélica. “Green Quartz” surge como um respiro depois de uma turbulência. Sua sonoridade delicada, singela, mas também barulhenta traz uma beleza que logo enchem os olhos. Essa é daquelas faixas pra se ouvir na janela do ônibus enquanto acompanha o ritmo da cidade, contemplando o mar ou até mesmo uma bela paisagem. O álbum passeia por elementos do shoegaze, noise, psicodelia e dream pop, com fio condutor emocional forte. Se você precisa entender melhor do que se trata tudo, acho que podemos traduzir bem como uma fusão entre um Slowdive, MBV e Mazzy Star. “Ficou pra trás” começa e dessa vez eu gostaria de enaltecer o nosso idioma. É muito bonito e poético poder escutá-lo se destacando em meio a uma sonoridade que foge do comum. Em “Sonho Leve” ainda estamos passando por momentos psicodélicos e de calmaria do disco. “Forbidden” e “Voo em Falso” são duas músicas que eu indicaria fácil para quem for ouvir o trabalho pela primeira vez. Elas têm esse tom hipnotizante, e surge de repente um sentimento de querer se desligar da rotina, num momento de conforto. A faixa título vem em seguida, ela ganhou um belo vídeo clipe gravado em locais famosos como a Praça Roosevelt e Espaço Parlapatões de teatro. Aqui a voz de Ana surge como um instrumento importante na sonoridade, acompanhada de um instrumental repleto de reverberações e delays. Estamos chegando ao final, e com ele surge “Facilitar“. Essa é mais um daquelas pra você mergulhar de cabeça, até chegar em “Despedida“. Cheia de guitarras cintilantes, suas letras parecem algo como a leitura de uma poesia, ela fecha a jornada de forma bonita e reflexiva. Estranhos Lugares Para os Olhos é um daqueles discos que pedem fones de ouvido, um tempo para desacelerar e coração aberto. O disco foi gravado entre os meses de abril e dezembro de 2024. Nos Estúdio Memória e Museu do sintetizador em São Paulo Ft Lawton estúdio em Seattle. A mixagem ficou por conta de Beeau Gomez, a master por João Casaes e a produção por Ana Zumpano e Beeau Gomez. Acompanhe a Echo Upstairs nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Estranhos Lugares para os Olhos:
Nicolás y los fumadores, elevando a qualidade do rock alternativo latino

Uma banda que traduz o caos, a beleza e o cotidiano urbano em músicas que combinam momentos mais melancólicos e densos do rock alternativo. Conheça os colombianos do Nicolás y los fumadores, um dos nomes que mais têm chamado atenção na música indie latina. Formada em 2016 na cidade de Bogotá, na Colômbia, Nicolás y los fumadores constrói sua sonoridade a partir de influências do rock alternativo, pós-punk e indie rock. Ela é composta por: Nicolás Correa (guitarra), Santiago García “El Profe” (voz, guitarra), Juan, Carlos Sánchez (bateria) e Luis Felipe “Satán” Torres (baixo). A sonoridade do grupo nos lembra uma mistura de Sonic Youth e Spinetta, com guitarras que podem ir facilmente de atmosferas mais delicadas até algo mais “sujo”. Já suas letras sinceras transitam entre um humor irônico e uma introspecção profunda. Em sua bagagem, o grupo traz três discos de estúdio, são eles: Como Pez en el Hielo (2018), Dios y la Mata de Lulo (2022) e Nochenegra (2025). Nochenegra é destaque na carreira do grupo Nochenegra é o terceiro e novo disco de Nicolás y los fumadores, lançado em 22 de maio e produzido pela banda e o produtor Sebastian Abril. O trabalho traz dez faixas que passeiam entre o noise rock, pós-punk e indie rock, com momentos mais suaves, melancólicos e outros mais intensos. O álbum começa com “Todas las cosas en mis manos”, que tem um clima misterioso, com recortes de sons de sirene e cidade ao fundo. Aos poucos, guitarras com uma pegada mais noise vão surgindo, mas sem pesar demais. Em “El adversario”, a sonoridade vai para o lado pós punk, com um baixo marcante, vocais intensos e guitarras presentes. Já “Piedra sobre piedra” inicia com linhas de baixo mais envolventes, num clima pós punk, seguida por guitarras que vão ecoando. É daquelas músicas que fazem a gente entrar em um transe e viajar nos próprios pensamentos enquanto escuta. Em seguida, outro destaque é a bela “Nocturno“, uma faixa mais calma e romântica, conta com a participação da cantora chilena Rosario Alfonso. Aqui, a banda consegue equilibrar os momentos do disco, com um clima ameno, mas que não passa despercebido. Com certeza uma das melhores. Por fim, vale mencionar “Fluyan mis lágrimas“, que talvez seja o ponto mais alto do álbum. Ela tem uma atmosfera leve, emotiva, mas vigorosa. Daquelas que dá vontade de ouvir com fones de ouvido no fim de um dia cansativo, enquanto você olha pela janela do ônibus. “La luz del mundo” encerra o disco em alta, apostando no clima mais melódico, com instrumental bem cadenciado e que vai evoluindo e tomando proporções mais profundas. Quando trazemos o assunto bandas sul-americanas, é inevitável falar o quanto a nossa conexão com esses artistas e bandas ainda é falha. Simplesmente é difícil manter um intercâmbio entre artistas brasileiros e de outros países do continente. Será que é devido a limitação da língua ou será que realmente não nos importamos em explorar esse mercado? Fica para reflexão, mesmo assim não deixe de conhecer ótimas bandas assim como Nicolás y los fumadores, que representam o que há de melhor no rock latino. Acompanhe Nicolás e los fumadores nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Nochenegra: Confira outras matérias.