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Festival Pessoa Que Voa @ Funarte 28/01/2018

Ontem, dia 28/01, aconteceu o Festival da Pessoa Que Voa na Funarte. As bandas que tocaram foram: Banda PQV (Vinicius Mendes, Theuzitz e LVCASU), Quasar + Calvin Voichicoski, Chico de Barro e eliminadorzinho + Marchioretto. Foi um dia tão memorável que me fez ficar muito triste quando acabou. Não só por estar rodeada pelos meus amigos, pela música e pelo espírito da juventude, que sempre marca presença em qualquer show do selo, mas pela animação e agitação contagiante. Uma atmosfera feliz e saltitante, que ganhou força com o público que ignorou as cadeiras e preferiu ficar pertinho do palco, pulando e vibrando a cada música. Acredito que tenha sido extremamente gratificante pros artistas ver a casa cheia de gente curtindo a música, vivendo o momento e celebrando a vida. É bonito ver algo que eu, pessoalmente, acompanho de perto há mais de um ano, tomando forma, crescendo e gerando flores fantásticas. Dá um orgulho enorme ver jovens que fazem música no quarto, saindo daquele mundo e indo compartilhar todos esses momentos bons e ruins que originaram suas músicas com um monte de gente nova. Afinal, o que é a música além de se expressar? E melhor ainda é ver o outro compartilhando o mesmo sentimento ou até criando um novo significado para tudo aquilo. Dá um trabalho enorme compor, gravar, mixar, masterizar, montar uma banda, marcar shows e principalmente convencer a galera a seguir você nos palcos. E se tratando de música independente, você praticamente tem que fazer tudo isso sozinho. Mas a ideia da Pessoa Que Voa, é unir todo mundo que faz esse trabalho sozinho, porque unidos somos mais fortes e vamos mais longe. Juntos voamos alto e voamos longe. Conheça os artistas nessa playlist:

Os artistas que provam o quanto o Japão tem música boa

Quem algum dia disse que o Japão, a terra do sol nascente, só tem música pra vídeo game e anime está totalmente enganado. Existem bandas maravilhosas e de diferentes estilos que fazem muito sucesso no mundo e também no Brasil. Infelizmente vai faltar muita coisa, mas conseguimos separar algumas delas… vale a pena conferir! Melt-Banana (noise rock) Talvez uma das bandas mais diferentes dentro do estilo que você vai escutar, com riffs que mais parecem panes em sistema, baterias e vocais eufóricos, o Melt-Banana representa bem o Japão em diversos festivais de música no mundo todo. Kanon Wakeshima (J-pop/alternativo) Kanon Wakeshima iniciou sua carreira aos três anos de idade tocando celo, nasceu na cidade de Tóquio em 1988. Seus primeiros trabalhos foram produzidos por ninguém menos que Mana (fundador das bandas Malice Mizer e Moi Dix Mois). Boris (Drone/stoner/hard rock) Boris é uma banda de Tóquio, fundada em 1992, trazem na discografia treze discos de estúdio, sendo que a sonoridade passeia por diferentes estilos em todos eles, do drone, stoner ao hardcore e punk. Dir En Grey (metal alternativo) O Dir En Grey foi formado em 1997 em Osaka, e é uma das poucas bandas do metal que ainda conseguem trazer algo novo para o estilo, o visual dos clipes são totalmente obscuros e seus shows são explosivos. Perfume (J-pop/eletropop) Perfume é um trio de garotas que fazem eletropop, o grupo foi formado em Hiroshima nos anos 2000 quando se conheceram em uma escola de artes e tinham entre 11 e 12 anos de idade, hoje são conhecidas mundialmente como um dos principais grupos de música pop do país. Malice Mizer (J-rock) Uma das bandas japonesas mais famosas no cenário visual kei formada em 1992, lançaram quatro discos de estúdio, em 2001 entraram em hiatos. Suas apresentações ao vivo sempre são ricas em visuais cinematográficos. Mono (post-rock) Banda de Tokyo, fundada em 1999, possuem seis discos de estúdio e são considerados uma das melhores bandas do estilo, suas músicas são verdadeiras viagens que oscilam entre calmaria e peso. G-Schmitt (Post-punk) Uma das bandas principais do movimento post-punk japonês, ficou na ativa de 1983 a 1989 onde encerraram as atividades, lançaram três discos de estúdio, a vocalista Syoko lançou dois discos em carreira solo, sendo o último Turbulence lançado em 1992. Oeil (shoegaze) Banda de shoegaze formada em 2006 em Tóquio, usam distorções a lá My Bloody Valentine e vocais com influência de indie e dream pop, na discografia trazem seu primeiro EP lançado em 2006 Urban Twilight e o primeiro disco de estúdio Myrtle lançado em 2011. Khola Cosmica (Psychedelic doom) O Khola Cosmica surgiu por volta de 2010 e faz parte de um gênero que é pouco explorado em seu país, a cena stoner/doom, de lá pra cá lançaram apenas um EP em 2011 intitulado Khola Cosmica e um split com a banda Boomg, lançado em 2015. Moi Dix Mois (Gothic metal) Visual carregado, letras obscuras e drama, o Moi Dix Mois é o projeto solo do guitarrista Mana após o hiato do Malice Mizer, formado em 2002 em Tóquio. Miyavi (J-rock/experimental) Miyavi é o projeto musical de Takamasa Ishihara, nascido em 1981 na cidade de Osaka, além de músico ele é ator e produtor musical. É conhecido pelo seu jeito de palhetar a guitarra e também por flertar com diferentes estilos musicais em seus discos. Confira outras matérias AQUI.

Quarto Negro e Apeles @ Breve

Quarto Negro foi uma dupla formada pelo Eduardo Praça e Thiago Klein de rock independente/alternativo de São Paulo. Há algum tempo os músicos já anunciavam que a banda havia acabado, e toda e qualquer esperança de ver Quarto Negro ao vivo era ínfima. Mas a felicidade de ver esse show, o meu primeiro do ano, foi imensa. E eu sinto por todo mundo que perdeu, foi uma noite memorável e extremamente agradável. O primeiro show foi de Apeles, banda/projeto solo do Eduardo Praça. Eu já havia escutado seus disco Rio do Tempo, lançado em 2017, algumas vezes, mas confesso que a performance superou qualquer expectativa que eu poderia ter criado. Com uma sensibilidade e doçura extrema, fomos encantados pela voz que ecoava na Breve. Apenas voz e piano fizeram com que a plateia ficasse hipnotizada e fosse levada de uma maneira muito gentil ao longo de suas músicas. O artista também cantou algumas músicas novas, que certamente irão compor seus próximos trabalhos. O que mais me impressiona além das melodias melancólicas e suaves que permeavam todas suas músicas, foi a interpretação belíssima de cada uma. Foi como flutuar em águas calmas, ser levada e guiada por todo esse caminho repleto de sentimentos bons. O último show do Quarto Negro. Trágicas palavras que anunciavam o fim de shows, porém jamais o fim das músicas. Todo o trabalho da banda será lembrado por todos. Formada em 2008 e tendo lançado alguns EP’s e dois discos: Desconocidos (2011) e Amor Violento (2015), a banda não poderia ter selado essa jornada com uma apresentação mais bonita. Performance intimista, porém um pouco mais psicodélica, encantou o público naquela noite nublada de sexta feira. A banda sempre foi sinônimo de sensibilidade à flor da pele para mim. Sempre foi sobre sentir demais e ser levada por todos os sentimentos, e às vezes, quando eles se tornam insuportáveis por tamanha intensidade, de explodir junto com eles. Foram incontáveis as vezes que passei ouvindo Versânia II (Delírio Mútuo) sofrendo por nada e por tudo. Mas sofrimento no sentido de se entregar de corpo e alma a tudo que a canção nos traz. E ouvi-la ao vivo, fez com que eu quisesse estender esse momento por pelo menos mais algumas horas, aquela sensação de “por favor, não acabe!” ainda não me deixou até o momento que escrevo isso. Os pontos altos da noite além da Versânia II, a que eu mais aguardava, foram Há um Oceano Entre Nós Dois e Filhos do Frio, que nos fazem lembrar o quanto os dois álbuns lançados são importantes e de como as músicas dos dois se complementam e combinam. Também foi bonita a interação do público, pedindo músicas e cantando junto Mala Mujer. Agradecimentos vieram quando Eduardo se manifestou dizendo que geralmente cantava de olhos fechados, mas devido ao enorme carinho de todos ali presentes, que ele cantava de olhos abertos para ver todos cantando juntos e receber todo o amor dos fãs. Com tudo isso dito, lembramos que é triste dar adeus, mas é incrível saber que a jornada não poderia ter sido melhor. Obrigada, Quarto Negro. Ouça Apeles e Quarto Negro nos principais serviços de streaming: https://open.spotify.com/embed/artist/1eQ0Wu72VixfAawXVDdxpN https://open.spotify.com/embed/artist/079cfq4aZBhX6sXItaYUyr https://www.youtube.com/user/quartonegro https://www.youtube.com/channel/UCpZJLn6q5t8bxh3fETlhkng

Os melhores discos de 2017 pelo Rebobinados

Melhores discos de 2017, chegou a nossa listinha e acho que agora podemos dizer que o ano acabou, não é? Ao menos que surja algum lançamento inusitado. O ano de 2017 foi ótimo para a música, tivemos lançamentos muito esperados, outros ficarão para 2018, o nosso país continua sendo rota de grandes shows e por aí vai. É sempre muito difícil listar os discos favoritos, sempre fica alguma coisa de fora, mas até que não foi tão difícil, confere aí a lista que eu e Tatyane fizemos dos nossos favoritos: Fábio Top 10: 1. Arca – Arca2. Chelsea Wolfe – Hiss Spun3. Björk – Utopia4. Slowdive – Slowdive5. This Lonely Crowd – This Lonely Crowd6. Sevdaliza – Ison7. Fever Ray – Plunge8. King Krule – The OOZ9. Ic3peak – Сладкая Жизнь10. The xx – I See You Tatyane Top 10: 1. Gorduratrans – Paroxismos2. Fernando Motta – Desde que o mundo é cego3. Slowdive – Slowdive4. Heretoir – The Circle5. Sza – Ctrl6. Les discrets – Prédateurs7. Quasar – Coruja8. Giovani Cidreira – Japanese Food9. Kalouv – Elã10. Violet Cold – Anomie Confira aqui mais matérias do mundo da música.

Intensidade e peso em show inédito do Neurosis no Brasil

O Neurosis surgiu em 1985 em Oakland, Califórnia e traz 11 discos na bagagem, em sua sonoridade incorporam diversos estilos como o metal, doom, sludge, crust e punk. Na sexta-feira dia 08 de dezembro, desembarcaram em São Paulo para um show inédito produzido pela produtora Abraxas no Carioca Club Pinheiros. Como parte da turnê de seu último disco lançado em 2016, Fires Within Fires, o line-up ainda contou com as bandas Saturndust e Deaf kids. Exatamente às 18h00 já havia uma grande movimentação em frente à casa. A primeira banda da noite foi o Saturndust, stoner metal de São Paulo, formada por Felipe Dalam (vocal, guitarra), Guilherme Cabral (baixo) e Douglas Oliveira (bateria). A apresentação girou em torno do recente e elogiado RLC (2017), segundo disco da carreira. Enquanto o show começava,  muitos ainda entravam na casa, mesmo assim a banda fez uma apresentação atmosférica e pesada como já é de costume. Em seguida, foi a vez do Deaf Kids, banda de crust punk formada em 2011 em Volta Redonda, conta com Dovglas Leal (vocal, guitarra), Angu (baixo) e Mariano (bateria). O que de início era apenas uma one-man band se tornou um dos destaques do underground nacional, em sua carreira de 6 anos já fizeram turnê internacional, lançaram quatro EP’s e dois discos de estúdio, sendo eles The Upper Hand (2013) e Configuração do Lamento (2017). Com um tempo também reduzido a cerca de 35 minutos, o trio realizou um show caótico e hipnotizante, que foi assistido do canto do palco pelo vocalista e guitarrista do Neurosis e com certeza conquistou parte do público que ainda não os conhecia. Com a casa já lotada e para acabar com a espera de 32 anos de seus fãs brasileiros, o Neurosis que conta com Scott Kelly (vocal, guitarra), Steve von Til (guitarra, vocal), Dave Edwardson (baixo), Jason Roeder (bateria) e Noah Landis (sintetizador), subiu ao palco para um show devastador. No setlist tiveram músicas de quase todos os discos, sendo o foco principal o mais recente Fires Within Fires de 2016. O público estava extasiado a cada música, em diversos momentos pude ver um mix de emoção e insanidade. Neurosis é o tipo de banda que mesmo sem tanta interação com o público, consegue cativá-lo com uma intensidade absurda, isso é visível até mesmo nas músicas menos agressivas, a forma como se apresentam, um show não é apenas mais um show, eles estão ali pela paixão a música, toda a carga de energia é transmitida para o público. Um salvo engano para quem pensou que a apresentação seria comum como qualquer outra, a própria banda disse em algumas entrevistas que esperam continuar fazendo música, mas não por fazer e sim para que isso faça a diferença tanto para eles como para quem os escuta. Alguns destaques da noite que posso citar foram Locust Star, Stones From the Sky e The Doorway, músicas bem queridas pelos fãs. Um ponto interessante, o que esperar do público? Agora posso firmar aqui com toda a certeza de que foi um sucesso, talvez até um alô para que futuramente as produtoras tragam mais bandas do gênero para se apresentarem aqui, pois é certo que esse público ainda é carente de turnês inéditas. PS: Gostaríamos de parabenizar a Abraxas pela realização do evento e agradecer ao Erick Tedesco pelo credenciamento.

Existe vida após um show do Sigur rós?

Na quarta-feira dia 29 de novembro fomos agraciados com o show de uma das bandas mais incríveis desse planeta, da Islândia para São Paulo, pela segunda vez, desde sua última passagem há dezesseis anos atrás, Sigur rós e sua Krunk Tour. Por volta das 17h30 da tarde já havia uma fila grandinha em frente o Espaço das Américas, o que se via eram pessoas muito ansiosas e felizes, a maioria iria assisti-los pela primeira vez, de diversos estados do Brasil, bandeiras da Islândia, bandanas, chapéus de viking, camisetas e papéis com a palavra Takk (obrigado em Islandês) eram vistos por ali. Exatamente às 19h30 as portas se abriram para diminuir a ansiedade de todos, lá dentro um espaço organizado e amplo, merchandising oficial a venda por um preço salgado, mas já esperado em shows desse porte. No fundo da pista foi montado um camarote premium, com uma visão ‘’privilegiada’’ há uns três níveis acima da pista normal, havia também um bar e os banheiros estavam localizados próximos. O show estava marcado para começar apenas às 21h30, enquanto isso o público que chegava aos poucos lotou completamente o local e deu sold-out! Exatamente às 21h45 as luzes se apagaram e a banda subiu ao palco, o público prontamente foi à loucura, a música escolhida para abrir a apresentação foi À, detalhe para o palco e suas estruturas de ferro cheias de luzes de led que inicialmente pareciam vagalumes, no fundo algumas projeções e no telão imagens da banda ao vivo, alguns efeitos que eu até então nunca havia visto antes. A próxima do set foi Ekki Múkk do disco Valtari de 2012, e diga-se de passagem que o vídeo dessa música é um dos mais bonitos já feitos, ao vivo é inexplicável. A voz de Jónsi tem um poder e ao mesmo tempo uma calmaria que faz você se transportar para uma outra dimensão. Em seguida, uma das mais conhecidas da carreira, Glósoli do disco Takk, foi recebida calorosamente por todos que estavam aparentemente emocionados. E-bow e Dauðalagið do disco ( ) de 2002 foram um dos melhores momentos da apresentação, o público estava completamente extasiado, sem desgrudar os olhos do palco, logo em seguida tivemos a honra de escutar uma música inédita, intitulada Varða. A linda Sæglópur teve uma performance majestosa e também hipnotizante, aliás, qualquer música do Sigur rós soa assim ao vivo, e se você acha exagero, Ný baterrí também pode provar o que estou dizendo. Uma pequena pausa, todos os integrantes saíram do palco e apenas Jónsi voltou para dar início a Vaka faixa do disco ( ), a sombria Kveikur do último disco lançado com o mesmo nome veio em seguida para quebrar o clima de calmaria. Mais uma pequena pausa e eis que Jónsi prepara seu arco e dá início a Festival do disco Með suð í eyrum við spilum endalaust, uma das mais emocionantes de toda a apresentação. A banda saiu do palco e enquanto isso o público pediu bis durante alguns minutos, eles voltam para fechar aquela noite mágica com Popplagið e que espetáculo! Inclusive aqui vai os meus parabéns para Georg Hólm, eu poderia ficar ouvindo aquelas linhas de baixo a noite inteira, o público ficou em êxtase enquanto a banda tocava intensamente durante seus quase 11 minutos de música. E então era o fim, o sonho de ver os islandeses do Sigur rós estava realizado aquela noite. Concluindo nas palavras da Tatyane: O show foi mágico! E se você acha os discos incríveis, imagine que eles não fazem jus a apresentação ao vivo. Foi como ser criança e presenciar o mundo todo de uma vez só. Foi como se esse fosse meu primeiro show mesmo e eu nunca tivesse experienciado nada parecido. Aliás, eu nunca realmente presenciei nada nesse porte. Já perdi as contas de quantos shows vi, mas nada como Sigur Rós. Só as luzes, com a câmera filmando cada movimento dos músicos e projetando no telão, ora com luzes vermelhas, ora com pontinhos, ou apenas um borrão, já valiam o ingresso. Jónsi é incrível ao vivo. Provavelmente um dos músicos mais afinados que vou ter a honra de conhecer, uma presença de palco tão imensa e majestosa, que torna impossível desgrudar os olhos de sua apresentação. Tudo é tão intenso, tão bonito, esteticamente pensado em cada detalhe. Foi tudo tão bonito, que me pegava praticamente chorando em diversos momentos. O “crescendo” das músicas é tão bem trabalhado, especialmente pelo baterista, Orri Páll Dýrason, a explosão arrebatadora, chega a aquecer a alma e acalentar todos os corações da plateia. As músicas tem melodias extremamente bem trabalhadas, trazem paz e sensibilidade, depois de um momento se tornam agitadas, trazem uma mistura de sensações tão fortes que fica difícil descrever. É de tirar o fôlego, e quando você pensa que não vai mais conseguir respirar, ela acaba. Uma grande tempestade seguida de imensa calma. Acho praticamente impossível alguém não ter gostado da performance de ontem. É inegável o talento dos artistas, seu comprometimento em entregar um momento inesquecível e mágico a todos nós. Espero que essa não seja a última vez que teremos a honra de presenciar tal espetáculo! Setlist:01. Á02. Ekki Múkk03. Glósoli04. E-bow05. Dauðalagið06. Varða07. Sæglópur08. Ný batteri09. Vaka10. Kveikur11. Festival12. Popplagið Acompanhe a banda nas redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube

Witch house: o lado mais sombrio da música eletrônica

O termo Witch House foi criado no fim dos anos 2000 por Travis Egedy, DJ e mente por trás do Pictureplane, projeto de música eletrônica do Brooklyn, Nova Iorque. Travis já revelou em algumas entrevistas que o termo soa bobo e não passava de uma brincadeira para descrever a música dark eletrônica, ou o que segundo ele seria a trilha sonora para casas mal-assombradas. Talvez ele não imaginasse que a partir dali um novo gênero estava sendo criado. A estética A estética do witch house está ligada com o ocultismo e o glitch, as capas de discos ou as imagens relacionadas ao estilo exibem pentagramas, cruzes invertidas, florestas e também simbologias. Toda essa estética é influenciada por filmes de terror, obras de arte. Parece também ser uma forma de manter o estilo o mais underground possível. A moda também está presente, basicamente os adoradores do estilo usam roupas esportivas, abusam do preto, coturnos, meias arrastão, crucifixos e maquiagens pesadas. Sonoridade A sonoridade tem influências de estilos como o gothic rock, ebm, shoegaze, bass, synthpop e hip-hop, mas além disso muitas outras características podem ser incorporadas ao estilo, como zumbidos, ruídos, gritos ou falas de filmes, atmosferas obscuras e vocais etéreos. Witch house na Rússia O país que definitivamente abraçou a cena o mais forte foi a Rússia onde existem centenas de projetos musicais do estilo e também raves dedicadas a ele, confira o vídeo abaixo do festival mais famoso batizado de VV17CHØUZE: Artistas no mundo: IC3PEAK CRIM3S SALEM oOoOO WHITE RING CRYSTAL CASTLES Witch house no Brasil Embora aqui no Brasil o estilo não seja muito explorado, também temos nossos representantes nacionais. Até mesmo algumas festas esporádicas como a SAD RAVE que acontece em São Paulo. Alguns nomes já são bem reconhecidos lá fora também, caso do BRUXA. FIENDGRIEF DIE DIE BRUXA SINISTR0

Fernando Motta – Desde que o mundo é cego (2017)

Semana passada, dia 8 de novembro, o Fernando Motta lançou o álbum desde que o mundo é cego. Lembrando que você pode baixá-lo aqui e no final da matéria tem links pra outras plataformas de streaming! E eu precisei de um pouco de tempo para poder assimilar esse disco. Aliás, eu duvido muito que tenha conseguido agora. Ele é como um livro, que a cada lida, revela pequenos detalhes que passaram despercebidos. Ouvi várias vezes nessa semana enquanto fazia meu trajeto para o trabalho e percebi várias nuances novas a cada play. O Fernando Motta é mineiro, de Belo Horizonte para o mundo. Ele já tocou guitarra na banda Young Lights, fez uma turnê bem grande pelo Brasil chamada “Sem Sair na Rolling Stone” ao lado de Vitor Brauer e Jonathan Tadeu. Extremamente talentoso, faz jus ao ditado “quem canta seus males, espanta” e também encanta. Ano passado, o andando sem olhar para frente e era um dos meus discos mais tocados. Até já falei dele no blog em um post dos meus discos favoritos. Mas é fato que o Nando se superou nesse novo disco. É como se a gente pudesse ver a alma dele por meio das músicas. Uma belíssima viagem na qual sua voz magnificamente doce te acompanha. Quando ele canta, é tudo tão bonito e é como a gente pudesse comprar qualquer coisa que ele estivesse tentando vender. No disco lançado em 2016, eu já conseguia associá-lo a grandes vozes, que também são suas referências, como Elliot Smith e um tanto de Jeff Buckley também, mas nesse disco isso fica mais claro ainda. O disco inteiro me passa uma paz (se você pensou em Fábio de Carvalho – Paz Imensa, também está muito certo), e uma tristeza enorme. Mas não é uma tristeza ruim, pesada, ele é necessária, é daquelas que te faz mais forte. Aquela tristeza da madrugada, quanto tudo está quieto, você finalmente está sozinho com seus pensamentos enquanto todos dormem. E todas as coisas te atingem com uma força enorme. É como se dar conta de quem você realmente é. E não estar ok com isso. Aquela questão que assombra os filósofos desde os primórdios, “quem sou eu?” “onde estou e para onde vou?”, entre outros diversos conflitos. Como antes de dormir, pensando na vida, tentando organizá-la, a ansiedade nos virando de um lado para o outro na cama e terminar não decidindo nada, assim como ele diz em um trecho de A Noite “de novo eu tenho que decidir, tudo que foi ou vale o mundo antes de conseguir dormir”. Álbum também é um tanto visual, as cores do clipe de Impulso pra Voar, dirigido por Jonathan Tadeu, permeiam todas as músicas. Roxo/lilás, cores frias que combinam muito bem com o clima emo/lo-fi/sadcore. A música futebol (colônia de férias) traz momentos reais da infância, tão presentes no último disco, de volta à luz. E o perdão que não é pelo simples fato de perdoar a outra pessoa, e sim pelo que o perdão faz com a gente como em “uma forma de lutar por nossa própria existência, mas como? se no nosso caso a gente não consegue reconhecer nem o próprio conflito”. Meus planos são como nuvens é o desfecho perfeito pro álbum, o piano me lembra muito finais de filme com trilhas sonoras magníficas, o clima de despedida e possivelmente a tornam a música mais triste e bonita de todas especialmente por conta do trecho “e ao mesmo tempo que penso nisso, me desespero com o fato que em 70 anos, da próxima vez que o solstício de verão coincidir com a lua de morango, nenhum de nós estará mais aqui.” O Nando possui uma alma sensível e é sempre muito bom com as letras, nunca é óbvio e elas permite uma interpretação bem única para cada um. É o responsável por todas as vozes, letras, guitarras, violões e piano do álbum. Foi produzido e mixado pelo João Carvalho, que também tocou baixo, e com bateria de Fábio de Carvalho. Grandes artistas da música mineira independente atual que colaboraram pra fazer esse, que ao meu ver, é um dos melhores lançamentos do ano. Se eu fosse você, não perderia! Links pra outras plataformas: Spotify: https://open.spotify.com/album/00ORSVuZ9seUqnw4nr0hXRBandcamp: https://fernandomotta.bandcamp.com/Deezer: https://www.deezer.com/br/album/51281042Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=TKewZlnTLmU E segue o Fernando Motta nas redes: Facebook: https://www.facebook.com/fernandomottabh/Instagram: fnandomotta

O synthpop nacional em boas mãos com Dolphinkids

Que o synthpop é um estilo pouco explorado em nosso país nós já sabemos, e é por isso que me surpreendi tanto quando em um dia qualquer eu escutava alguma playlist aleatória no spotify e me apaixonei por uma música chamada ‘Meet Me in Mars‘ da banda Dolphinkids. A voz doce, o instrumental meio dream pop, ora meio obscuro me lembraram bastante bandas como Chvrches e Crystal Castles. Depois de escutar muito é que fui descobrir quem eram e de onde vinham. O duo surgiu na cidade de Suzano em meados de 2016, formada por Larissa Braga e João F P Irente. Lançaram no mesmo ano Bluebird, o primeiro EP com seis músicas e logo ganharam destaque em alguns sites nacionais de música indie. Mesmo sendo um estilo pouco explorado, tem surgido alguns artistas interessantes que trazem influências de synthpop ou até mesmo do dream pop, o Dolphinkids é um deles. A dupla faz música de qualidade, e não fica devendo nada pra bandas gringas, aos poucos estão ganhando um público bacana por aqui e a tendência é que conquistem mais ainda. Infelizmente ainda não pude assistir ao vivo, mas vou ficar de olho na agenda da banda, e se eu fosse você ficaria também. Os links para segui-los nas redes sociais estão no fim da matéria. Escute também o novo single ”Get Down” em parceria com Peartree: Aqui vão alguns links para conhecer a banda, o disco Bluebird e os singles estão disponíveis para download gratuito: FacebookSoundcloudSiteYoutube

Rebobinados | Falando sobre música alternativa desde 2017.