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Cat Lover traz energia juvenil e alma noventista em Active Life

Sabe aquela nostalgia crua dos anos 90? Guitarras saturadas, vocais rasgados e uma honestidade que vibra na caixa de som? Ahh que saudade! Hoje vamos falar de uma banda nova e que acabou de lançar disco, a Cat Lover. Com origem na cidade de Itajubá (Minas Gerais), Cat Lover é o projeto liderado pelo jovem multi-instrumentista Mateus Rennó (Matt). Nessa nova fase, a banda ganha corpo com a chegada de outros integrantes: Adinan, Juliana e Helena. As influências do grupo passeiam pela safra de bandas do anos 90, nomes como Radiohead, Pixies, Nirvana até nomes nacionais de destaque, como o Chococorn and the Sugarcanes. Active Life busca o contraste entre os ruídos e a emoção Lançado em 24 de janeiro, o disco de estreia, Active Life, mergulha em 11 faixas que trazem equilíbrio no barulho e sensibilidade. As composições trazem temáticas profundas, atuais e que passeiam por diversas gerações como ansiedade, amor, depressão e bullying. O trunfo desse trabalho fica por conta de sua construção. Gravado de forma totalmente independente, naquela pegada caseira de gravação em casa, num espírito DIY, sem abrir mão da qualidade. Na verdade, parece que isso traz um sabor a mais para as músicas, um espírito livre, jovem e que busca dialogar com seu público. Falando em sonoridade, as músicas conectam as guitarras barulhentas aos riffs melódicos, como na faixa “In the Lights Sets“, que é preenchida por uma boa dose de guitarras que vão dando espaço para aquelas linhas de baixo bem na pegada Pixies, acompanhadas dos vocais desajeitados e roucos de Matt, que são marca desse tipo de som. Outro destaque fica por conta de “Carinosa”, que entra de cabeça na atmosfera noventista. Ela traz um pouco mais de melodias sem deixar as guitarras sujas de lado. Os refrões vão evocando “Carinosa, carinosa, carinosa, carinosa…” até explodir em seu instrumental. Outro momento de pura nostalgia é a faixa “No One Else Besides You”. A música aposta em uma atmosfera de balada melancólica. Começando com riffs acústicos que se fundem a linhas de guitarras bem construídas, entregando também passagens bem melódicas. Em “Silver & Nickel” o grupo evoca a energia do grunge. Enquanto o baixo ganha mais destaque e divide espaço com linhas de guitarra mais simples, o refrão é tomado por ruídos bem encaixados. Vale destacar os vocais, que tem uma energia ríspida que combina com essa proposta. Se você gosta desse tipo de som, urgente, intenso, daqueles que seu melhor amigo te presentearia com uma fita cassete (olha que nostálgico), mas que traz dilemas das últimas décadas, então você precisa escutar a Cat Lover. Mas olha, não espere faixas rápidas de 2min feitas pra redes sociais e tik tok, aqui o foco é a música de verdade, pegue seus fones e escute na boa, com calma. 🙂 Confira o disco Active Life: Acompanhe a Cat Lover nas redes sociais: Tiktok | Youtube | Instagram | Soundcloud

Lucifer, grande nome do occult rock retorna ao Brasil para 8 shows

Lucifer

A banda de occult rock Lucifer retorna ao Brasil em abril para oito apresentações como parte de um novo giro pela América do Sul, que também inclui Argentina e no Chile. A turnê volta a divulgar o quinto álbum de estúdio, Lucifer V. A realização é da Xaninho Discos. A passagem pelo país tem como ponto alto a participação do Lucifer no Festival Bangers Open Air, em São Paulo, no dia 25 de abril, um dos principais eventos dedicados ao rock e ao heavy metal no Brasil. Além disso, o grupo confirmou um show extra e solo na capital paulista, no dia 29 de abril, no Hangar 110. A turnê também inclui shows em Brasília (16/04, Infinu), Curitiba (18/04, Basement Cultural), Florianópolis (19/04, Célula Showcase), Porto Alegre (20/04, Espaço Marin), Rio de Janeiro (26/04, Experience Music) e Belo Horizonte (28/04, Mister Rock). Formado em 2014, o Lucifer se estabeleceu como um dos principais nomes do hard rock e do occult rock contemporâneo ao retomar referências diretas do rock pesado dos anos 1970, com influência clara de bandas como Black Sabbath, Pentagram e Coven. A identidade do grupo é conduzida pela vocalista e compositora Johanna Sadonis, responsável pela direção estética, lírica e conceitual do projeto desde o início. A banda que a acompanhará nesta turnê pela América do Sul será revelada em breve. Ao longo da última década, a banda construiu uma discografia coesa e reconhecível, baseada em riffs clássicos, estruturas diretas e uma abordagem ritualística tanto em estúdio quanto no palco. Lançado em janeiro de 2024 pela Nuclear Blast Records, Lucifer V marca um ponto de síntese na trajetória do grupo. O disco aprofunda a linguagem desenvolvida nos trabalhos anteriores e apresenta canções mais concisas, com foco em dinâmica, melodia e peso equilibrado. As letras abordam temas recorrentes no universo da banda, como mortalidade, perda, desejo e espiritualidade, sempre ancoradas em narrativas pessoais e simbólicas. Faixas como “Fallen Angel”, “At the Mortuary” e “Maculate Heart” passaram a ocupar posição central nos shows recentes. A turnê de divulgação de Lucifer V incluiu apresentações em festivais de grande porte e casas tradicionais na Europa e na América do Norte. Shows no Hellfest, no Wacken Open Air e no Psycho Las Vegas se destacaram pela resposta do público e pela solidez da performance ao vivo. Ao longo da última década, o Lucifer acumulou reconhecimento institucional e editorial dentro do circuito do rock pesado. A banda recebeu duas indicações ao Swedish Grammy na categoria Melhor Álbum de Hardrock/Metal, além de uma indicação ao Swedish Radio Award P3, premiação ligada à principal emissora pública de rádio da Suécia. Também foi indicado ao GAFFA Awards, prêmio organizado pela revista homônima com foco em rock e música alternativa no norte da Europa. Ainda no início da carreira, o Lucifer estampou a capa da revista norte-americana Decibel antes do lançamento de seu primeiro álbum, um indicativo da atenção da imprensa especializada internacional desde os primeiros anos de atividade. Com uma década de atividade, cinco discos lançados e presença constante em turnês internacionais, o Lucifer volta à América do Sul no ápice da maturidade artística, com identidade bem definida e conquistando públicos de diversos subgêneros do rock e do heavy metal. SERVIÇO Lucifer | South America 2026 16.04 • Brasilia, Infinu Ingresso: shotgun.live +++ 18.04 • Curitiba, Basement Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Curitiba-18 +++ 19.04 • Florianópolis, Célula showcase Ingresso: https://101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Florianopolis-19 +++ 20.04 • Porto Alegre, Espaço Marin Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Porto-Alegre-20 +++ 22.04 |Buenos Aires, Argentina, Uniclub Ingresso: alpogo.com +++ 23.04 | Santiago, Chile, Rbx Club Ingresso: em breve +++ 25.04 | São Paulo, Festival Bangers open Air Ingresso: clubedoingresso.com/evento/bangersopenairbrasil2026 +++ 26.04 | Rio de Janeiro, Experience Music Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-no-Rio-de-Janeiro-26 +++ 28.04 | Belo Horizonte, Mister Rock Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Lucifer-em-Belo-Horizonte-28 +++ 29.04 | São Paulo, Hangar 110 Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/LUCIFER-em-SAO-PAULO-SIDE-SHOW-BANGERS-OPEN-AIR-29

Os melhores discos internacionais de 2025

E com essa lista nós fechamos o ano de 2025!Dessa vez, selecionamos os 13 discos internacionais lançados este ano que mais gostamos. O legal é ver a diferença de gêneros musicais, do hip hop, pop, metal ao jazz, no geral, 2025 mostrou que foi mais um ano de ótimos discos. Nos vemos em 2026 com mais música e shows! Danny Brown – Stardust Stardust não poderia ficar de fora desta lista. Aqui, o querido Danny Brown, recém-saído da reabilitação, transforma suas dores em um disco profundo e sóbrio. O artista se diferencia desse escopo do chamado hip hop experimental, e traz uma dinâmica diferente para suas novas composições. Aqui ele flerta com as sonoridades do hyperpop, a música eletrônica e incorpora algumas texturas e ritmos que trazem novidade para o seu som, fato que se torna importante ao quebrar a bolha e conquistar uma nova geração de ouvintes acostumada com gêneros novos. Com certeza um dos melhores e mais criativos rappers da atualidade. Escute: Stardust, Copycats e The End. Model/Actriz – Pirouette Model/Actriz é uma das bandas mais legais que surgiram no cenário musical recente. É impressionante como eles conseguiram fundir a sonoridade dançante, o emocional e o caótico na mesma linguagem. Esse quarteto de Boston transformou desconstruiu o rock, usando riffs de guitarra, bateria e baixo em músicas perfeitas para aquela festinha underground de energia punk regada a bons drinks, bate cabeça e muita dança. Curioso pelo que há por vir nos futuros lançamentos deles. Escute: Cinderella, Diva e Poppy. Maruja – Pain to Power Uma banda relativamente nova, e que vem de um gênero um pouco saturado nos últimos anos. Os rapazes do Maruja nos mostraram com Pain to Power uma sonoridade experimental, caótica, melancólica, agressiva e cheia de intensidade. Esse é um daqueles discos que levam o pós-punk para outro nível e fazem o ouvinte vivenciar essa experiência catártica cheia de emoções, é como se a cada faixa você sentisse na pele a intensidade das composições. Escute: Look Down On Us, Saoirse e Break the Tension. Melody’s Echo Chamber – Unclouded Faltando pouquinho para o ano acabar, eis que esse disco surge de repente, e ainda que esteja longe das notas altas das mídias e algumas pessoas, ele tem o seu valor. A cantora e compositora francesa Melody Prochat vem com mais um lançamento dentro dos moldes da música psicodélica. Em Unclouded ela chama atenção por manter sua sonoridade de guitarras cintilantes, vocais angelicais e baixo retrô mas, buscou uma produção mais limpa e o uso de cordas, fato que trouxe uma beleza ímpar em suas novas composições. É o tipo de disco que te leva do momento presente pra uma jornada psicodélica amena e gostosa de ouvir. Escute: In the Stars, Eyes Closed e Broken Roses. Ichiko Aoba – Luminescent Creatures A cantora e compositora japonesa Ichiko Aoba, que inclusive se apresentou recentemente no Brasil, trouxe em seu novo trabalho Luminescent Creatures uma atmosfera incrível. A estética sonora e lírica se debruçou em algumas pesquisas acerca de criaturas marinhas do oceano na ilha de Hateruma, isso fez com que Ichiko nos levasse a uma jornada sonora que faz a melancolia e a amenidade brindarem juntas, com faixas que soam cinematográficas, daquelas trilhas sonoras que dá gosto em ouvir. Escute: COLORATURA, FLAG e Wakusei No Namida. Rosalía – LUX Rosalía voltou com mais um trabalho muito elogiado. LUX é um marco e anda conquistando fãs ao redor do mundo. Reconhecida como um dos principais nomes do reggaeton mundial, ela resolveu caminhar em direções opostas e desafiar sua própria criatividade e escrita. Dessa vez, seu trabalho conta com muitas orquestrações, cordas, corais e vocais altos, colocando a cantora e compositora catalã em outro nível. Nota 10 para os feats que contam com Björk e Yves Tumor. Surpreendente e inovador! Escute: Divinize, Berghain e La Rumba Del Perdón. Rochelle Jordan – Through the Wall Escutar Through the Wall da Rochelle Jordan é se transportar para a vida noturna dos clubes. É um disco sexy, dançante, sofisticado e maduro. Aqui ela buscou construir um trabalho coeso e sem se preocupar tanto com o que está na moda, buscando referências na deep house, r&b e pop, o que resultou em um álbum maduro, bem produzido e que com certeza se manterá como ponto alto de sua carreira. Acho que ainda ouviremos falar muito dela por aí! Escute: Ladida, The Boy e Doing it Too. clipping. – Dead Channel Sky Cinco anos após seu último álbum, o trio de hip hop experimental clipping. retorna com o ambicioso Dead Channel Sky. O disco mergulha em uma estética cyberpunk e industrial, explorando temas da atualidade, como a alienação social e dependência digital. Embora a construção desse cenário distópico seja desafiadora para quem não conhece o grupo, o clipping. se reafirma como um dos nomes mais inovadores do gênero. Para entender melhor o que estou falando, vale a pena conferir a apresentação deles no Tiny Desk gringo. Escute: Keep Pushing, Run It e Dominator. FKA Twigs – EUSEXUA Esse é o terceiro disco de estúdio da Twigs, e mais uma vez ela conseguiu manter o nível de suas composições. Podemos dizer que aqui ela se permitiu explorar um pouco mais a sonoridade das faixas, que vão de momentos desconstruídos a outros que foram feitos para as pistas de dança. Com influências de house, hyperpop e trip hop, as composições costuram muito bem as atmosferas mais expressivas e etéreas que são sua marca e abrem espaço para momentos de total intimidade em suas letras. Escute: Girls Feel Good, Sticky e Striptease. Igorrr – Amen “Amen”, quinto álbum de estúdio do francês Gautier Serre, sob o pseudônimo Igorrr, com uma mistura de todos os gêneros possíveis e impossíveis alinhados a uma autenticidade imparável, entrega uma das experiências sonoras mais incríveis de 2025. Usando uma língua inventada, as músicas são guiadas pela celestial voz da vocalista mezzo-soprano Marthe Alexandre, que, por entre uma faixa e outra, se une ao diversificado instrumental que vai de influências árabes ao

Moonspell vem ao Brasil celebrar 30 anos do disco Wolfheart

Em meio às gravações do novo álbum, os portugueses do Moonspell retornam à América Latina para uma turnê especial que celebra os 30 anos do lendário disco de estreia Wolfheart. Será show único no Brasil, dia 22 de Março, no Carioca Club, em São Paulo/SP. A realização é da Overload . Sinistro, banda ímpar da música pesada portuguesa, é a convidada especial deste show do Moonspell em São Paulo. Ingressos à venda: clubedoingresso.com/evento/moonspell-sp Nesta apresentação especial na capital paulista, o Moonspell tocará o Wolfheart na íntegra, além de outras histórias do longo e incrível repertório da banda, em um espetáculo exclusivo para o seu fiel público. O retorno ao Brasil acontece após os shows elogiados em festivais europeus e do lançamento do aclamado Opus Diabolicum, o álbum ao vivo com orquestra, o Moonspell. Wolfheart ajudou a colocar o metal português no mapa internacional. É considerado um álbum de estreia marcante no cenário do gothic metal e metal extremo europeu, mostrando uma mistura criativa de gótico, black metal melódico e elementos folclóricos que não eram comuns na época. Muitos críticos e fãs respeitados do metal o descrevem como um dos debut mais interessantes e originais do gênero, com atmosfera sombria e composições variadas que ainda soam frescas décadas depois. A faixa ‘Wolfshade (A Werewolf Masquerade)’, com atmosfera cinematográfica, foi o manifesto estético do Moonspell nos idos dos anos 90. Já ‘Alma Mater’, um hino, tem peso, melodia e identidade cultural portuguesa, com o uso do latim e referências pagãs. Menos agressiva, mais atmosférica, quase ritual, ‘Trebaruna’ é outro momento importante de Wolfheart, além de ‘Vampiria’, uma das faixas mais diretas e acessíveis do álbum. Dentro do heavy metal mundial, o Moonspell é expoente do gênero no próprio país e idolatrado em todos os continentes do globo terrestre muito devido à impactante e dinâmica discografia, sem nunca se repetir e constantemente criando obras em que exacerbam peso, brutalidade, mas também melodias e passagens atmosféricas. SERVIÇO Moonspell em São Paulo Data: Domingo, 22 de Março de 2026Abertura da casa: 18hLocal: Carioca Club Pinheiros (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros – São Paulo, SP)Venda online: clubedoingresso.com/evento/moonspell-spClassificação etária: +16 Mais informações:www.instagram.com/moonspellofficialhttps://linktr.ee/overloadbrasilhttps://www.instagram.com/tedesco.com.midia

Os melhores discos nacionais de 2025

Você piscou e dezembro chegou! O mês do panetone, uva passa em tudo que é comida, lojas cheias, trânsito, caos, presentes, almoços em família, piadas do tipo “quando vai casar?”, “e as namoradinhas?”, discussão, confusão e também harmonia (por quê, não?). A essa altura já tivemos vários lançamentos na música, artistas novos e outros que já conhecemos bem lançaram trabalhos muito bons e trouxeram aquele gostinho de dar o play em música nova e seguir sendo fã por muito tempo. Trouxemos aqui 16 discos nacionais de artistas que acompanhamos e gostamos muito, são trabalhos que consideramos tão bons e que merecem espaço nessa listinha querida que foi feita com carinho por Fábio, Gabriel e Tati, trio que comanda esse site, que nem sempre está tão na ativa, mas quando pode traz algumas coisinhas que gostamos e sentimos de compartilhar com vocês. Obrigado à galera que segue a gente aqui e nas redes sociais, nos vemos em 2026 com muita música boa e shows! Jonabug – Três Tigres Tristes Era óbvio esperar qualidade de um disco cheio da Jonabug, a banda já vinha lançando singles promissores e agora mergulhou nas influências do rock alternativo dos anos 90. Com 10 composições muito boas e que trazem guitarras intensas, boas doses de melodias, climas melancólicos e vocais cativantes. As composições alternam entre o português e inglês, mas falam bem sobre angústias, fragilidade dos laços afetivos e a vivência nos tempos de hoje onde somos devorados pela tecnologia . Escute: look at me, sua voz é o motivo da minha insônia e you cut my wings. Mateus Fazeno Rock – Lá Na Zárea Todos Querem Viver Bem Mateus Fazeno Rock continua com uma discografia concisa e verdadeira, que, mesmo com a evolução na qualidade de produção e a adição de novos ritmos e sons, continua fiel a si mesmo, com um som que faz total sentido com a ideia de “Rock Favela” apresentada nos discos anteriores, tanto na forma quanto no conteúdo. “Lá Na Zárea Todos Querem Viver Bem” é o terceiro trabalho do cearense, no qual mais uma vez ele consegue misturar histórias da vida real na quebrada com memórias que se tornam melodias intensas e penetrantes, entregando um som que vai ficar martelando na sua cabeça o dia inteiro depois de ouvir uma única vez. Com um mix de Rock, Reggae, Rap e Soul, o trabalho do Mateus se torna um dos sons mais “invocados” e disruptivos a surgir nos últimos tempos, sendo cru e elegante ao mesmo tempo. Só escutando para sentir. Escute: Melô do Sossego, Daquilo que Nois Merece e ARTE MATA. Desastros – Desastros Álbum de estreia, autointitulado, dos mineiros Desastros, emerge com arranjos soturnos, cósmicos, lúdicos e de longas camadas, apresenta uma sonoridade que algumas vezes remete ao Radiohead em A Moon Shaped Pool, em outras aos trabalhos alternativos de seus membros, como Sara Não Tem Nome, que já passou por aqui, além de outras ótimas surpresas. O álbum ecoa sobre o caos que vivemos na sociedade (e que o liberalismo tenta individualizar em nós), passando pelos desastres que estão acontecendo agora e os que ainda poderiam acontecer, de forma leve (mas melancólica) e irônica (mas consciente). É um trabalho totalmente cinematográfico, no sentido de te deixar náufrago à deriva entre as galáxias, te guiando por entre um evento astronômico e outro, até o fim de tudo. O excesso de estímulos, sensações e informações também é um dos desastros do nosso tempo; portanto, por “Desastros” ser tão cinematográfico, assim como um bom filme, deixo uma recomendação aqui: escute no fone de ouvido, em um momento em que consiga se desligar das preocupações do dia a dia, pois ele demanda que você o acompanhe, senão seu som também se esvai pelo vazio do espaço. Escute: Desastres, Só um bicho e Via Láctea. Vera Fischer Era Clubber – Veras I VERAS I lança os cariocas do Vera Fischer Era Clubber para o mundo, direto pra fora da bolha underground. Com uma sonoridade sexy, divertida e eletrônica, com uma pegada darkwave/EBM, fazem um resgate do uso de spoken word muito usado por Fausto Fawcett (que já passou por aqui) nos anos 80, atrelado a uma lírica operística, atmosférica e cyberpunk, remetendo também ao trabalho de Fernanda Abreu em seu SLA e aos paulistanos precursores da cena clubber, o No Porn. Não é de se estranhar se alguém como os alemães do Miss Construction lançasse algum trabalho inspirado por Vera Fischer nos próximos anos. Mesmo com tantas referências, VERAS I ainda cresce com uma identidade própria, difícil de descrever em palavras. Dance e Escute: Ina, LOLOLOVE U e Eu Sem Depressão. Julia Mestre – Maravilhosamente Bem Uma continuação mais melancólica de seu último registro, “ARREPIADA” de 2023, o álbum “MARAVILHOSAMENTE BEM” emula alguns momentos anteriores, demonstrando uma continuidade e constância, com uma forte influência de Rita Lee, mas com alguns outros elementos adicionais. Neste disco, executa alguns sons que fazem relembrar seu trabalho na banda Bala Desejo e outros que trazem um ar novo e surpreendente em algumas faixas, além da participação de Marina Lima de uma forma muito bem-humorada. Te faz dançar em uma música, refletir em outra, desmanchar noutra e resistir, por fim. Julia Mestre é uma artista diferente, que sempre entrega músicas que servem de trilha sonora para seus ouvintes; é quase impossível não viver um ou dois momentos inesquecíveis ao som de suas músicas. Escute: Maravilhosamente Bem, Sou Fera e Sentimento Blues. Marina Sena – Coisas Naturais Marina Sena traz um ar fresco para o cenário musical BR, é sem dúvida um dos nomes que vem entregando trabalhos bem acima da média. Com uma sonoridade que vibra entre o pop, a mpb, o funk e reggaeton, ela cultiva uma legião bem fiel de fãs e ainda consegue manter sua identidade artística, combinando poesia lírica e batidas dançantes contemporâneas, provando que dá pra ser pop e sofisticada. Escute: Numa Ilha, Desmistificar e CARNAVAL. Mahmundi – BEM VINDOS DE VOLTA Quase acabando o ano, Mahmundi presenteia o mundo com

Draconian & Emma Ruth Rundle juntos no Brasil em 2026

Após um show sold out em 2023 na capital paulista, o sexteto sueco de gothic/doom metal Draconian retorna a São Paulo/SP no dia 16 de maio de 2026 com seu novo show. A apresentação, no Carioca Club, ocorre no momento em que divulgam o ainda inédito oitavo álbum de estúdio, previsto para o primeiro semestre de 2026. A realização é da Mirror/AM e Sellout Tours. Ingressos: fastix.com.br/events/draconian-emma-ruth-rundle-em-sao-paulo Para este show, o único no Brasil em 2026, a atração de abertura será Emma Ruth Rundle com seu único e emotivo dark folk. Norte-americana, a cantora, compositora, guitarrista e artista visual, com passagens por diversas bandas e atualmente solo, faz música que transita por gêneros como ambient, folk, post-rock e sludge/doom, refletindo uma mistura de delicadeza, densidade atmosférica e intensidade emocional. Draconian A formação atual do Draconian reúne a vocalista original Lisa Johansson, que retornou oficialmente ao grupo em 2023, ao lado de Anders Jacobsson, Johan Ericson, Daniel Arvidsson, Niklas Nord e o novo baterista, Daniel Johansson. O retorno de Lisa marca uma reconexão com a fase clássica do Draconian, algo que muitos fãs antigos esperavam e que vai impactar positivamente na produção do novo álbum. O Draconian é uma das bandas mais atuantes e importantes do gothic/doom metal mundial. Sua discografia destaca músicas com andamento lento, climas densos e melancólicos, camadas de guitarra com peso contínuo e uso de vocais contrastantes (gutural masculino mais vocal limpo feminino), além de temas líricos centrados em perda, introspecção, espiritualidade e existência. A banda raramente se apoia em virtuosismos ou estruturas complexas. O foco é a construção de ambiente, algo que se repete desde o debut Arcane Rain Fell até os discos mais recentes, como Under a Godless Veil (2020), Sovran (2015) e A Rose for the Apocalypse (2011). Under a Godless Veil (2020) é um álbum marcado por composições mais atmosféricas e intimistas, com foco em melodias amplas e ambientações minimalistas. Já Sovran (2015), o primeiro com a ex-vocalista Heike Langhans, apresenta uma sonoridade mais expansiva, mantendo a estrutura tradicional de dualidade vocal da banda. A Rose for the Apocalypse (2011) sintetiza a fase clássica com Lisa Johansson, com ênfase no contraste entre os vocais e na abordagem tradicional do doom/gothic metal do grupo. Serviço Draconian + Emma Ruth Rundle em São Paulo Data: 16 de maio de 2026 (sábado) Horário: 17h (abertura da casa) Local: Carioca Club Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo – SP Ingresso: 1º lote pista: a partir de R$ 200,00 meia/promo com doação de 1kg de alimento; 1º lote camarote: a partir de R$ 300,00; Meet & Greet: a partir de R$ 750,00 Venda on-line: fastix.com.br/events/draconian-emma-ruth-rundle-em-sao-paulo Mais informações www.draconianofficial.com www.facebook.com/draconianofficial www.youtube.com/c/draconianhorde www.instagram.com/draconianhorde

Kokoko!, duo do Congo retorna ao Brasil em novembro

Imagem de dois integrantes da banda Kokoko! vestidos de laranja em um fundo verde

KOKOKO!, duo formado em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, que faz uma mistura explosiva de música eletrônica com ritmos ancestrais africanos, está de volta ao Brasil em novembro para uma série de cinco shows, cada um em um estado nacional. A realização da turnê mais uma vez fica à cargo da Maraty. O KOKOKO! já foi chamado de “O Devo da África” pela mistura insana de rock e bases eletrônicas. A turnê começa no Rio de Janeiro/RJ, da 14/11, no Kingston Club (ingressos aqui), e segue dia 19/11 para Recife/PE, no Pátio de S. Pedro (entrada gratuita). O show em São Paulo/SP, também com entrada gratuita, é dia 20/11, no Tendal da Lapa. O KOKOKO! também toca em Porto Alegre/RS, dia 22/11, no Kino Beat Festival (no Clube do Comércio e ingressos aqui), e dia 23/11 em Sabará/Minas Gerais, em local a ser anunciado em breve. Formada em 2017, o duo vem mostrando sua música dançante e animadíssima em palcos de todo o mundo, seja em grandes festivais, como Green Man e Pitchfork, a programas de TV como o “Tiny Desk”. Músicas do KOKOKO! já foram usadas em trilhas de jogos como “Grand Theft Auto” e “Fifa”. O KOKOKO! atualmente divulga o segundo LP, “Butu”, que em Lingala, um dos idiomas da República Democrática do Congo, significa “Noite”, ou “Algo que acontece na escuridão”. “Butu” é um disco espantoso, por vezes dançante e festivo, mas em outras, muito sombrio, com uma pegada de Prodigy dos bons tempos, tudo embalado por uma alucinante percussão africana. KOKOKO! nasceu após o produtor eletrônico francês Xavier Thomas (conhecido por seu trabalho experimental e de influência global sob o nome Débruit) conhecer o talentoso cantor e músico local Makara Bianko durante uma visita a Kinshasa. Thomas ficou fascinado com as grandes apresentações ao ar livre que Bianko realizava quase diariamente com seu enorme grupo de dança. Confira outras notícias aqui. Acompanhe a banda nas redes sociais: Instagram | Spotify | Facebook Confira o Kokoko! no Spotify:

Nevoara estreia com single que une a intensidade do math rock ao samba

Imagem com quatro integrantes da banda Nevoara e ao fundo um campo verde e céu azul

A Nevoara é uma banda formada em 2022 pelos estudantes Felipe Mollo, Laura Mendes, Vitor Gonçalves e Duda Freitas. O grupo nasceu do encontro entre o gosto pelo math rock e pelo emo, e as referências à música brasileira que os integrantes exploravam durante o curso de música. O nome Nevoara carrega uma homenagem direta a duas figuras marcantes do samba: o baterista Wilson das Neves e a cantora e compositora Dona Ivone Lara. A fusão dos nomes “Nev” e “ara” reflete o desejo da banda de unir influências diversas dentro de um mesmo universo sonoro. Nas letras, a Nevoara aborda temas que dialogam com o rock alternativo contemporâneo: a falta de tempo, a solidão e a sensação constante de incerteza que atravessa a juventude. Tudo isso é traduzido em arranjos que mesclam técnica e emoção, criando uma atmosfera que vai da delicadeza à intensidade. O primeiro single, “Indiferença”, marca o início da trajetória do quarteto. A canção surgiu ainda nos primeiros meses da banda, quando o grupo era apenas um trio instrumental. Com a chegada da vocalista, o som ganhou novas camadas e a necessidade de uma letra se fez natural. Inspirada na melancolia do cotidiano, “Indiferença” combina o lirismo do emo com a sensibilidade harmônica de artistas como Milton Nascimento. Mais do que uma estreia, o single é um retrato das inquietações e das influências que moldam a Nevoara, um ponto de partida para o som que o grupo promete explorar nos próximos lançamentos. A produção da faixa ficou a cargo de Letícia Patané, mixagem por Otávio Rosatto, master por Hugo Silva, arte por Victoria Gallagher e Júlia LIma e preparação vocal de Andressa Marinoni. Acompanhe a Nevoara nas redes sociais: Instagram | Spotify

Shoegaze brasileiro, cinco bandas para conhecer em 2025

Imagem de um pedal de guitarra no chão e luzes neon ao fundo.

O shoegaze brasileiro segue vivíssimo, mas antes de falar dele, se você gosta desse gênero deve saber que algumas bandas importantes dessa cena estão voltando à ativa. Uma das mais adoradas, os queridos do my bloody valentine, já tem algumas datas de shows confirmadas para 2026 na Europa. E enquanto isso, outras duas bandas importantes deram as caras depois de alguns anos fora de cena, são elas o Chapterhouse e Drop Nineteens, enquanto a primeira se prepara para alguns shows, inclusive um deles ao lado da nossa favorita terraplana, a outra surgiu com música nova e promete disco novo ainda este ano. Tudo isso, para falar que enquanto lá fora essas bandas seguem com o gênero na ativa, aqui no nosso Brazilzão existem bandas tão boas quanto. Foi pensando nisso, que separamos cinco nomes que fazem bonito no shoegaze e você deveria conhecer e acompanhar. Midnight Soup Opera O projeto liderado por Joshua mergulha em atmosferas lo-fi e shoegaze, evocando toda a nostalgia e emoção dos anos 90. Até agora, já são cinco singles que transportam você direto para essa vibe melancólica e envolvente. Instagram | Bandcamp Anêmona Diretamente de Salvador, a Anêmona entrega uma sonoridade refinada e envolvente, explorando nuances do emo, indie, shoegaze e dream pop. Um som que transita entre a melancolia e a leveza, criando paisagens sonoras cheias de textura e sentimento.  Instagram | Spotify Glance Glance é um duo brasileiro que mistura dreampop, shoegaze, indie e garage, criando uma sonoridade densa, etérea e cheia de textura. A banda usa o shoegaze, com suas guitarras distorcidas e vocais suaves, para construir atmosferas que flutuam entre o sonho e o ruído. Instagram | Spotify Logos Lunares A Logos Lunares, banda de Manaus, constrói um som imersivo que mistura shoegaze, dreampop e indie, com o toque singular de violinos que adicionam ainda mais profundidade, emoção e singularidade às faixas. Instagram | Spotify Associação dos Moradores Banda recifense, cria um universo onde o rock alternativo se mistura ao dream pop, ao shoegaze e às nuances do emo. O single de estreia, “Cobra do Éden”, é um mergulho em camadas de melancolia, distorção e beleza, o primeiro passo de uma jornada sonora que promete. Instagram | Spotify Acompanhe outras matérias.

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