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Echo Upstairs transforma ruídos em poesia em seu disco de estreia

echo upstairs

Texturas, ruídos, paisagens sonoras e um pé na psicodelia, a Echo Upstairs nos convida para conhecer seu universo sonoro. No dia 11 de junho lançaram seu disco de estreia, Estranhos Lugares Para os Olhos através dos selos Midsummer Madness/Gezellig Records.

Formada no ano de 2018, na cidade de São Paulo. A banda traz pessoas talentosas de diferentes grupos que já figuraram na cena rock alternativa da cidade, como Lava Divers, Early Morning Sky e Oruã. A formação conta com Ana Zumpano (guitarra, voz, sintetizadores), Gilbert Spaceh (guitarra), Bigu Medina (baixo, vocais, eletrônicos) e Mauro Terra (bateria).

Na verdade, essa não é bem a estreia da banda. Desde 2018 lançaram três singles: Green Quartz (2020), Clouds (2020), in/out (2023) e o EP II Mondo (2023).

Estranhos Lugares Para os Olhos estreia de forma poética, barulhenta e imersiva

Coloque os seus fones de ouvido. E logo na primeira faixa, a literalmente barulhenta “Beautiful Noise”, começamos entrando em camadas e camadas de ruídos e vozes. Mas o que esperar nas próximas faixas?

Guitarras barulhentas e riffs psicodélicos se juntam e vão se derretendo ao fundo. Criando aquele casamento perfeito com os vocais. Durante o refrão eles penetram os ouvidos e mantem aquela melodia no subconsciente por algum tempo, essa é “Correspondência“.

Em “Cavalgo Marinho” uma linha vibrante de baixo inicia. Mais uma vez temos novas camadas de sons que vão surgindo. São sintetizadores, vozes e ruídos, eles vão criando um looping no final, numa pegada experiência psicodélica.

“Green Quartz” surge como um respiro depois de uma turbulência. Sua sonoridade delicada, singela, mas também barulhenta traz uma beleza que logo enchem os olhos. Essa é daquelas faixas pra se ouvir na janela do ônibus enquanto acompanha o ritmo da cidade, contemplando o mar ou até mesmo uma bela paisagem.

O álbum passeia por elementos do shoegaze, noise, psicodelia e dream pop, com fio condutor emocional forte. Se você precisa entender melhor do que se trata tudo, acho que podemos traduzir bem como uma fusão entre um Slowdive, MBV e Mazzy Star.

Ficou pra trás” começa e dessa vez eu gostaria de enaltecer o nosso idioma. É muito bonito e poético poder escutá-lo se destacando em meio a uma sonoridade que foge do comum. Em “Sonho Leve” ainda estamos passando por momentos psicodélicos e de calmaria do disco.

Forbidden” e “Voo em Falso” são duas músicas que eu indicaria fácil para quem for ouvir o trabalho pela primeira vez. Elas têm esse tom hipnotizante, e surge de repente um sentimento de querer se desligar da rotina, num momento de conforto.

A faixa título vem em seguida, ela ganhou um belo vídeo clipe gravado em locais famosos como a Praça Roosevelt e Espaço Parlapatões de teatro. Aqui a voz de Ana surge como um instrumento importante na sonoridade, acompanhada de um instrumental repleto de reverberações e delays.

Estamos chegando ao final, e com ele surge “Facilitar“. Essa é mais um daquelas pra você mergulhar de cabeça, até chegar em “Despedida“. Cheia de guitarras cintilantes, suas letras parecem algo como a leitura de uma poesia, ela fecha a jornada de forma bonita e reflexiva. Estranhos Lugares Para os Olhos é um daqueles discos que pedem fones de ouvido, um tempo para desacelerar e coração aberto.

O disco foi gravado entre os meses de abril e dezembro de 2024. Nos Estúdio Memória e Museu do sintetizador em São Paulo Ft Lawton estúdio em Seattle. A mixagem ficou por conta de Beeau Gomez, a master por João Casaes e a produção por Ana Zumpano e Beeau Gomez.

Acompanhe a Echo Upstairs nas redes sociais:

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Confira o disco Estranhos Lugares para os Olhos:

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