Hoje é segunda feira, dia triste com certeza. E nada melhor do que música triste para nos deixar ainda mais tristes, não é mesmo? Quando eu estou muito triste, eu gosto é de muita tragédia, ouvir música triste pra ficar ainda pior e quem sabe, eventualmente, melhor. Agora é a hora de você pensar em todas as coisas tristes e se deixar levar pelas lágrimas.
Vamos curtir essa fossa aí com algumas bandas de shoegaze, slowcore, sadcore, lo-fi e ambient.
Crywank
Crywank é uma banda britânica de anti-folk, sadcore, lofi. Triste pra caramba.
Essa aqui é a primeira música do disco Tomorrow Is Nearly Yesterday And Everyday Is Stupid, o álbum mais famoso e provavelmente também o melhor da banda. Vale a pena conferir na íntegra depois, mas primeiramente fica à vontade para soltar algumas lágrimas ouvindo essa:
Mount Eerie
Mount Eerie é Phil Elverum. O Phil era da banda The Microphones que também era lo-fi, indie e folk. No álbum A Crow Looked At Me, o Phil fala da morte da sua esposa, que faleceu em decorrência de um câncer no pâncreas e de como foi cuidar da sua filhinha pequena sozinho. Só com essa descrição já dá pra ficar triste, mas o resultado é um álbum triste pra cacete. Um dos mais tristes e sinceros que eu já ouvi.
soulwhirlingsomewhere
É o projeto solo do americano Michael Plaster. Ambient, dream pop, sadcore, slowcore podem ser alguns gêneros pra definir a música etérea, romântica e suave feita por ele. É um pouco difícil de achar os discos dele, mas para nossa sorte tem bastante coisa na página do spotify. Músicas lindas e extremamente tristes, especialmente a que vou recomendar. O piano dessa música me destrói.
Grouper
É o projeto de uma mulher só da Liz Harris. Música ambiente, drone, experimental e shoegaze fazem parte desse projeto maravilhoso. Provavelmente uma das artistas que eu mais gosto e admiro, confesso que me inspiro bastante nela quando penso em minhas composições (mas quem me dera ser 0,1% do que ela é). Uma voz doce, um piano e o estrago está feito.
salvia palth
É o projeto do Daniel Johann, ele só lançou um álbum até hoje, o Melanchole, cheio de lo-fi, shoegaze e dream pop.
dandelion hands
É o projeto do Nick Heck de indie, folk e lo-fi. Gosto muito de ouvir bandas como dandelion hands quando estou querendo ariar o chifre no chão, quando bate aquela tristeza que apenas o lo-fi pode curar.
Yoñlu
Vinicius Gageiro Marques foi Yoñlu. Um músico talentosíssimo que produziu mais de 60 músicas e nos deixou o álbum homônimo de lo-fi, indie, folk e experimental lançado postumamente. No final de agosto desse ano foi lançado um filme contando sua história, ainda não tive a oportunidade de ver, mas espero que faça jus ao seu talento e genialidade.
Vinicius Mendes
Vinícius Mendes é um cantor-compositor emo, lo-fi e indie folk. Um grande amigo meu, já falei dele diversas vezes aqui no blog e acredito que vale a pena falar mais uma vez. Seu álbum Mercúrio lançado em 2017 é triste pra caramba e suas apresentações ao vivo sempre me emocionam bastante.
Sun Kill Moon
É o projeto de folk, indie, slowcore do Mark Kozelek. Mark é conhecido pela sua banda Red House Painters de slowcore. Quando eu penso em Sun Kill Moon, eu lembro muito de Mount Eerie recomendado acima.
Carissa’s Wierd
Carissa’s foi uma banda de slowcore, shoegaze, sadcore e indie. Se você não conhece essa banda, se prepare, pois aqui a tristeza é infinita. Seu álbum Song About Leaving me deixa tão triste mais tão triste que eu só ouço quando quero chorar de verdade. Nada me destrói como esse álbum, ele me arrebenta por dentro e me faz querer chorar no chão geladinho do banheiro, por isso eu evito ouvi-lo em vão. Mas na minha época mais pesada de coração partido, eu o ouvia sem parar. Então meu conselho é: ouça com precaução, mas quando ouvir, ouça com carinho e muitas lágrimas nos olhos.
S
É o projeto solo da Jenn Ghetto do Carissa’s Wierd, igualmente triste e igualmente slowcore, sadcore e indie. Slowcore dói o coração e reconhecer essa voz dói também. Essa música também é de chorar deitado no chão geladinho do banheiro.
Duster
Duster é uma banda americana formada por Clay Parton, Canaan Dove Amber e Jason Albertini. É slowcore, space rock, shoegaze, indie, lo-fi e drone. Stratosphere lançado em 1998 é uma obra prima. Eu consigo reconhecer a influência desse álbum em muitos artistas que eu ouço e admiro hoje em dia. E também consigo reconhecer essa guitarrinha safada e característica onde quer que eu esteja.
Duster – Gold Dust é um dos maiores presentes que a humanidade poderia nos deixar. Só digo isso.
Tamaryn
Essa é a indição do Fábio. Tamaryn é um duo americano de shoegaze, dream pop, experimental e new wave.
Have a Nice Life
Eu provavelmente já falei de Have a Nice Life aqui, mas quando eu lembro de música triste, eu logo lembro do Deathconsciousness. Esse duo americano mistura vários gêneros como shoegaze, post-rock, drone, experimental e ambient. É uma das bandas que eu mais gosto de ouvir para curtir a fossa.
Empire! Empire! (I Was a Lonely Estate)
É uma banda americana de emo/midwest emo, indie, post rock. Não podia faltar um emo bem emão mesmo nessa playlist né. Eu sei que eu poderia fazer uma lista inteira de música triste e colocar apenas música emo nela, mas eu não quero deixar todo mundo ainda mais triste do que já deixei. Já tem muito corno ariando o chifre ao chegar aqui, deixa essa pra algum dia aí.
Low
Para fechar nossa lista, nada melhor do que uma das melhores bandas de slowcore que já tive o prazer de ouvir. Low é um trio americano de indie, post rock, alternativo que acabou ficando mais conhecido como slowcore. A banda ainda está na ativa, lançando um álbum na metade desse mês chamado Double Negative. Mas o álbum que todo mundo ama e faz chorar muito ainda é o I Could Live in Hope lançado em 1993.
Espero que todo mundo esteja bem e hidratado nessa altura do campeonato. E se você tem algum tema pro próximo Rebobinados indica, conta pra gente aqui nos comentários!