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Integrantes da banda sentados na grama

O show cativante do Turnover

No sábado, dia 9/12, aconteceu o show da banda americana Turnover aqui em São Paulo. A turnê que passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba foi organizada pela Tree Productions. Foi a primeira vez que a banda se apresentou em terras tupiniquins e pela recepção da plateia, acreditamos e esperamos que essa não seja a última.

A banda formada em Virginia Beach tem influências do pop punk, emo, indie rock, punk e dream pop, tem como integrantes Casey Getz (bateria), Danny Dempsey (baixo) e Austin Getz (vocal e guitarra).

Uma boa aposta em conjunto com a Balaclava Records, foi trazer a mais nova banda do casting, a mineira Kill Moves.

A banda começou tímida, certamente ciente da responsabilidade de abrir um show internacional, com um público, que em sua maioria, certamente desconhecia a banda. Porém a Kill Moves veio para surpreender positivamente. Com músicas extremamente agradáveis, provenientes da mistura entre o alternativo, punk, emo, indie e shoegaze, conduziu com graça a apresentação.

Vitor Jabour (voz e guitarra), Estevão Maldonado (baixo), Adolfo Lothar (guitarra) e Yago Phelipe lançaram o EP Transition esse mês e ano passado o No Rewind, vieram para mostrar todo o talento que a cena de Minas Gerais dispõe. Prometem ser uma das bandas mais memoráveis nos próximos anos de acordo com as músicas de extrema qualidade que já produziram.

Destaco especialmente, o baixista, Estevão Maldonado, que consegue se impor e brilhar num estilo musical que dá preferência as guitarras. Desejo toda a sorte a banda e que venham mais vezes para São Paulo.

Quanto ao Turnover, que começou timidamente ao som de Super Natural, foi ganhando o palco, sentindo a vibração da galera e foi conquistando um por um ao longo da apresentação.

O público foi a loucura quando a banda tocou as músicas do álbum Peripheral Vision (2015), o mais aclamado e amado pelos fãs. Ouvi vários comentários como “agora o show finalmente começou”.

E não é difícil de perceber o porquê dele ser o mais queridinho de todos (inclusive o meu), com suas melodias um pouco mais puxadas para o lado do shoegaze/dream pop e letras extremamente sinceras, me remete ao mesmo sentimento que tenho ao ouvir DIIV. Uma vontade tremenda de pular e dançar contagiou a todos conforme o show foi passando.

O disco novo, Good Nature, é bem tranquilo, fácil de ouvir, melodias doces e ao contrário do anterior, remete a extrema calma e suavidade.  É um ótimo álbum, mostra uma faceta interessante dos músicos que não poderíamos conhecer nos últimos trabalhos, e principalmente, traz a banda se reinventando, sem parecer mais do mesmo e sem perder a qualidade também.

É recente, então é só uma questão de tempo para cair nas graças dos amantes da boa música, pois é impossível não gostar desse disco uma vez que as músicas são performadas ao vivo.

O fato é que o show foi facilmente um dos melhores do ano pra mim. O público se comportou com bastante alegria, arrancou sorrisos dos artistas, que já sabiam da fama de amorosos e calorosos que nós brasileiros temos, e ainda sim se surpreenderam com tanto amor que receberam.

Uma noite memorável e repleta de bons momentos.

Setlist
Super Natural
Nightlight Girl
Hello Euphoria
Dizzy on the Comedown
Humblest Pleasures
I Would Hate You If I Could
Sunshine Type
Pure Devotion
Butterfly Dream
Breeze
Like Slow Disappearing
New Scream
Bonnie (Rhythm & Melody)
Cutting My Fingers Off

Encore:
Humming

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