Quem Indica: John Filme

A sonoridade da John Filme (já indicamos a banda nessa lista aqui) atravessa vários gêneros, alguns deles como stoner, shoegaze, metal e o experimental. Isso mostra justamente o que eles querem, não se limitar a apenas uma sonoridade. Formada em 2011 no município de Chapecó em Santa Catarina, a banda é composta por Akira, Fernando e Jivago. Trazem uma discografia produtiva, são dois discos de estúdio e cinco EP’s lançados. Abaixo você pode conferir a bela lista de álbuns que eles selecionaram para sintetizar suas influências. Antes disso, aproveite pra conferir também o novo disco ‘Jhon Film’ que saiu em agosto: As indicações da banda: Selecionei esses albuns pensando na John Filme e me liguei o quão difícil é ter que escolher alguns discos sem um critério específico além da relevância dos mesmos em nossas vidinhas rsrsrs….Tendo “dito” isso, eu fiz uma seleção ultra afunilada, ou seja, botei na lista discos os quais eu tenho certeza que cada um de nós da banda teria algo a dizer. AUTOLUX – FUTURE PERFECT (2004) É uma sequência impecável. Tentar ouvir alguma música desse álbum fora de contexto acaba sendo estranho porque tu quase sempre recebe um trecho da música anterior ou posterior à que tu ta ouvindo. Todo mundo nessa banda é muito massa e é estranho imaginar que a mesma pessoa que mixou esse disco (David Sardy) também mixou o homônio do System of a Down. REPOLHO – VOL 1 (1997) A legítima lavoura. Uma natureza avantajada dessas pode ser difícil no início e inconveniente no resto do tempo, mas o caminho mais difícil é sempre legítimo. Esse álbum traz a melhor gravação de baixo de todos os tempos, instrumentos afinadíssimos e até a voz do Akira no inicio da faixa ”Chapecó”. Essa alegada ”Colonagem Cibernética” da Repolho foi o que conectou algumas pessoas do Brasil à fora com a cidade onde a gente nasceu no oeste de Santa Catarina. Acho que isso nos ajudou a entender que pessoas daqui do interior também traçavam paralelos e trabalhavam com pessoas de outros lugares. Ver o Repolho interagir com Graforréia Xilarmonica, Jupiter Maçã, Tom Zé, Emílio e Mauro, Osmarmotta e vários outros, foi algo que alimentou a vontade de fazer alguma coisa commúsica. WARPAINT – THE FOOL (DELUXE) (2010) Essa versão estendida vem com as músicas do primeiro EP e acaba soando muito mais como um discão longo do que como uma versão com faixas bônus ou algo assim. Justo dizer que o live da KCRW 2011 Morning Becomes Eclectic era o vídeo mais foda de se ter no mural do Orkutantigamente… felicidades à todos aqueles que assim como nós, viram o Warpaint em algum dos shows que rolaram no Brasil. Esse disco foi muito importante pra nós e virou uma grande fonte de plágios pra ideias de bateria. MUNOZ – NEKOMATA (2019) Quebraceira do inferno. É difícil entender como é que dois irmãos conseguem fazer um troço tão massa assim… A gente não esconde pra ninguém o fato de que fomos adotados pela Muñoz no passado e essa convivência trouxe muito trago, foguete, gritaria e tendél. No ententanto esse disco vem de um lugar que não cabe em palavras. Ano passado Muñoz fez 3 shows em São Paulo e é certo afirmar que as musicas desse disco em versão ao vivo estão um absurdo. PJ HARVEY – UH HUH HER (2004) Acho que a gente conheceu a PJ Harvey ouvindo o Desert Sessions 9 & 10 e isso mistificou o Rancho de La Luna ao ponto que era um lugar que a gente sonhava visitar. Só um tempo depois fomos escutar a carreira solo dela e em especial esse disco que tem uma sequência gigante de tata-tumtumtum. As musicas são bem diferentes entre si e as letras basicamente fazem teus braços caírem. Pouquíssimas ideias pra essa pérola que amamodoramos. Acompanhe a John Filme nas redes sociais: FacebookInstagramBandcamp
Rebobinados indica #18: Groover Artists

Groover Artists são bandas e cantores talentosos que conhecemos através do perfil do Rebobinados dentro da plataforma Groover. A proposta desse especial é trazer artistas fresquinhos para vocês. A Groover é uma plataforma na qual você pode enviar sua música para a mídia (jornalistas, blogs, criadores de playlist, profissionais do ramo) escutar e receber feedback. São mais de 700 influencers listados, e apesar da plataforma ser francesa, cada dia cresce ainda mais o seu alcance. Você consegue encontrar profissionais de vários cantos do mundo (gama bem variada de profissionais da Europa, América do Sul e do Norte, Oceania, Ásia e um pouco da África também). Além disso, também é possível encontrar sua “rede profissional” como selos, gravadoras, empresários, profissionais que podem ajudar a marcar shows e por aí vai. É uma proposta interessante, ainda mais para artistas que estão começando ou que são independentes. Fazer contatos no meio não é fácil e nem todos conseguem dar conta da divulgação (afinal, a gente sabe o quão difícil é ser independente). O investimento é de 2 euros e o feedback é garantido em 7 dias. Se você compõe em inglês ou quer alcançar novos públicos, pode ser uma boa. Não está fácil para ninguém, especialmente durante a pandemia. Tem uma baita desvalorização dos artistas, shows cancelados, tour adiadas e tudo mais. Enfim, pode ser uma proposta interessante, se você quer saber mais: Site, About, Facebook, Instagram, Blog Agora sobre os artistas listados aqui, a maioria já é o tipo de música que gostamos e estamos acostumados a indicar para vocês. Alguma coisinha ou outra pode ser um pouco mais pop ou mais comercial, mas tem nosso selo de aprovação. Então pode confiar e solta o play! Alex Nicol Alex Nicol é um multi instrumentista canadense de indie folk/alternative rock. São músicas bem suaves, melódicas, uma vibe de melancolia. O single Two Times a Charm que indicamos abaixo faz parte de seu álbum de estréia chamado All for Nada Instagram | Facebook | Spotify IMAINA É uma artista belga boliviana de música electropop. Seu estilo é algo um pouco mais melódico e melancólico do que normalmente as músicas pop, são músicas mais românticas. Ela já lançou outros dois singles I’m Yours e ‘D.U.K.’ e agora o single Piel Canela, essas músicas farão parte de seu primeiro EP chamado Wounds que será lançado no fim de 2020. Facebook | Instagram | Spotify Pastel Coast Pastel Coast é uma banda que já conhecíamos e gostávamos muito. É uma banda de dream pop/indie pop francesa. Eles estão numa nova vibe após o lançamento do álbum Hovercraft (2019), estão mais alegres, melodias suaves, bem mais indie pop. O single Rendezvous é primaveril total, muito sol e felicidade. O próximo álbum está com lançamento previsto para Maio de 2021. Spotify |Facebook | Instagram Mandarina É um duo francês-colombiano formado por Paola e Michael de indie pop com influências de bossa nova e soul music. Eles tem raízes na música latina e eletrônica, que resultaram em uma canção leve e suave, bem tropical e um tanto sensual. Fala sobre amor a primeira vista, as dúvidas e medos que surgem com isso. Facebook | Instagram | Spotify BEESQUEEZE É um duo maltês de rock alternativo um pouco mais “dançante”, eles trazem uma bela junção de shoegaze com post-rock e música eletrônica e uma pitada de rock psicodélico. Já lançaram um álbum chamado Crowd Control (2017) e os singles Say You Do (2020) e Lost at Sea (2020). Instagram | Facebook | Spotify Maylin, The Buffalo Girl Maylin é uma artista francesa de pop rock/folk rock influenciada pelo blues. Dona de voz poderosíssima, está na ativa desde 2005, mas que ressurgiu em 2020 com o novo projeto Maylin, The Buffalo Girl. Seu single é escrito em inglês e francês, com um toque de espanhol, e que soa muito bem para nossos ouvidos brasileiros. Facebook | Instagram | Spotify Magon Banda francesa de pop rock psicodélico. Seu som é como Tame Impala se unisse ao Velvet Underground. Já lançaram o álbum Out In The Dark (2019) e agora em 2020 o single Change, precedendo o lançamento do álbum Hour After Hour no começo de 2021. Facebook | Instagram |Spotify Extera Extera é um projeto solo de música eletrônica/ambiente. O single Early Precedents (2020) é uma música bem mais melódica, com uma grande influência de post-rock, carregado de reverb e delay. Cada um de seus lançamentos procura focar em algo mais atmosférico, com textura e estado de espírito/humor, enquanto ele explora vários gêneros, desde o ambient drone até o industrial darkwave junto à música eletrônica. Facebook | Instagram | Spotify Howlite É uma banda australiana de alternative pop, com uma pegada eletrônica. Seu single Canary traz uma vibe bem trip-hop, sonhadora, forte e sedutora. Canary faz parte do EP Not Here (2020) recém lançado. Howlite foi uma das nossas maiores descobertas da plataforma e com certeza vai ser um artista que ficaremos de olho e ansiosos para os próximos lançamentos! Facebook | Instagram | Spotify River Into Lake É o projeto do belga Boris Gronemberger de indie pop. O artista já lançou o álbum Let the Beast Out (2019). O single Impatience marca a prévia do lançamento do EP The Crossing que vem em dezembro de 2020. Esse single tem uma vibe de post-punk, uma boa mistura do grave do baixo com o vocal potente, junto a synths e guitarras formando uma atmosfera agradável e nostálgica. Além de letras bastante reais e atuais. Facebook | Instagram | Spotify Dolche Dolche é o projeto musical da cantora e compositora Christine Herin, a artista já tem uma boa bagagem de shows pela Europa. Nos dois últimos anos ela esteve trabalhando em seu novo disco ‘Exotic Drama’, com lançamento previsto para 23 de outubro. A música de Dolche é intensa, sentimental e poderosa, entre suas influências estão artistas como Björk, Feist e Peter Gabriel. ‘Sunday Mood’ é seu novo single e fala sobre relações abusivas, abaixo você pode conferir seu belo vídeo clipe. Facebook |
Wagner Almeida – Campeão da Avenida

Campeão da Avenida é o mais novo álbum do Wagner Almeida. Esse é o terceiro álbum do Wagner, que já nos emocionou com Domingos à Noite (2019) e Crescimento/Desistência (2018). O novo álbum tem participações de Theuzitz e Ana Paia, e na produção João Carvalho (El Toro Fuerte), Vitor Brauer (Lupe de Lupe), Eduardo Possa (Irmão Victor), Gabriel Elias (Mineiros da Lua) e Fernando Bones (Aldan). Provavelmente eu deveria ser proibida de falar qualquer coisa sobre o que Wagner Almeida lança, porque eu acabo gostando de tudo. E se eu ouvir várias vezes, acabo amando e me vejo cantarolando até aquelas músicas que não curti. Enfim, esse é o preço que se paga por admirar bastante o trabalho de alguém. Já fiz muitas resenhas emocionadas aqui como: o EP Sonho Violento pt I e Sonho Violento pt II, além do álbum Domingos à Noite (particularmente um dos álbuns que eu mais gosto no mundo). Campeão da Avenida transmite várias sensações, é uma grande mistura de tudo que o Wagner já lançou até hoje. Uma boa mistura de canções que são perfeitas para uma performance ao vivo. E ao mesmo tempo também tem também canções mais introspectivas, típicas para serem ouvidas em um momento de melancolia e reflexão. Eu gosto de como o shoegaze e o ambientalismo são abraçados juntos com a melancolia durante essa trajetória. Também gosto como a honestidade e a verdade estão sempre presentes nas letras, porque através delas que a gente se identifica com o artista e traça paralelos com nossas próprias histórias. É incrível como um artista escreve algo que diz muito sobre si, e ao mesmo tempo é tão verdade e relacionável a história de quem ouve. As músicas de destaque pra mim foram Frank Ocean, Acordar e Piloto Automático. Frank Ocean eu confesso que não me apaixonei na primeira ouvida, achei diferente, o ouvido estranhou por conta da mixagem não ter sido feita pelo próprio Wagner. Mas isso foi coisa de quem já está acostumada com o estilo característico das músicas, e qualquer mudança causa estranheza. Conforme fui ouvindo mais vezes, fui acostumando e no final das contas eu gostei bastante. Especialmente porque é uma música que seria muito bacana de ver ao vivo. Acordar é uma música bem doce e que junta dois dos artistas atuais que eu mais gosto e admiro no cenário alternativo. Achei uma combinação perfeita as vozes da Ana e do Wagner. Foi um feat que fez o meu coração ficar mais quentinho. E Piloto Automático tem uma letra que eu particularmente gostei muito e que me traz reflexões. Eu poderia ouvir o Wagner cantar sobre qualquer coisa e mesmo assim eu iria me identificar. Talvez seja pelo tom melodramático da sua voz, talvez seja pelo jeito inteligente que ele consegue incorporar uns riffs melódicos e o shoegaze bravão no meio da música. Ou talvez porque a gente seja da mesma geração, se identifica com os mesmos dilemas e enfrenta os mesmos problemas. Porque é difícil ter inspiração para criar algo que na nossa cabeça seja realmente bom, e que faça as pessoas se identificarem, mas que a necessidade de criar e se expressar é maior do que isso. Então a gente acaba apenas desabafando, e no final das contas, mesmo sem a intenção, acaba criando uma música legal que alguém em alguma hora vai se identificar e tudo vai ter valido a pena. Me desculpe por cantar tão baixoÉ que eu nunca fui muito bom em falar sobre as coisas que eu pensoEu invento coisas tão banais só pra poder cantarE pensar que alguém vai gostar de ouvirUma música um pouco mais animada mas que não fala sobre nadaE nem é que não role nada bomMas eu não consigo colocar pra foraDe um jeito que eu gosteQue eu não me sinta bobo por me sentir feliz num mundo podreEu escrevo essa música no piloto automáticoQue talvez seja mais honesto, diferente de quem eu souMas como eu queria serUm cara mais otimista, que gostasse de visitas, e tivesse paciência e tivesse esperança Frank OceanAvenidaAcordar (part. Ana Paia) Afogar Perdoar (feat Theuzitz)Carta de VinhosCortarExpirarPiloto Automático Acompanhe o Wagner Almeida nas redes: https://wagneralmeida.bandcamp.com/https://www.facebook.com/wagneralmeidabhhttps://www.instagram.com/wagneralmeida_bh/ Escute Campeão da Avenida no spotify:
Quem Indica: Vinicius Lourenço (terraplana)

É feriado, mas o Rebobinados não descansa. Dessa vez trouxemos mais um integrante da banda terraplana, o Vinicius Lourenço. Se você é fã da terraplana, pode conferir também o post em que a Stephani indica vários álbuns legais. Continuamos trazendo o Quem Indica para vocês todas as segundas (enquanto tivermos artistas dispostos a participar desta humilde coluna). Tudo bem que é duvidoso, mas eu particularmente gosto muito dessa coluna, especialmente porque a gente consegue conhecer os artistas que gosta bem melhor através dos gostos. Gosto muito de ver gente que eu admiro falando de outras pessoas que elas admiram também. O espaço é aberto pro artista dizer o que quiser sobre os álbuns que gosta. Aos poucos gente planeja abrir espaço pro artista falar abertamente sobre o que gosta. E a proposta do blog sempre foi essa: falar do que a gente gosta. Acredito que estamos sendo fiéis a este objetivo. Se você acompanha nosso blog e quer indicar mais algum outro artista que a gente já mencionou por aqui indicando uns discos, comenta aqui ou manda um inbox pra gente. Estamos abertos a sugestões! Vinicius Lourenço Vinicius Lourenço é o guitarrista da banda terraplana de Curitiba – PR. A terraplana lançou um EP chamado Exílio (2017). Até este fatídico momento, a terraplana ainda não lançou o álbum e ainda não salvou o shoegaze das forças do mal (o brasileiro continua sem motivos para sorrir). Ideal para quem gosta de shoegaze, slowcore, post-rock, dream pop e noise. Indicações do Vinicius Lourenço Esses discos estão sendo muito importantes pra mim nesses últimos meses, porque passei a ouvir muita música nova e o significado disso pra mim se tornou o que era no começo, quando tinha acabado de começar a me interessar por música e procurar por bandas. Fiz uma lista de discos que estão sendo importantes pra mim na quarentena. Nesse tempo (talvez por estar repetindo alguns dos mesmos atos que fazia na adolescência, como ficar muito no computador, não sair de casa, ter webamigo, etc). Parece que comecei a ver a música do mesmo jeito que via quando era mais novo e estava começando a descobrir as primeiras bandas sozinho. Tenho me entusiasmado, me importado, me emocionado muito mais com os sons que tenho ouvido. Agora com um olhar bem diferente, mais maduro e mais meu mesmo, do que quando eu tinha, sei lá, 14 anos. The Strokes – The New Abnormal “Ouvi esse álbum na verdade porque vi um tweet do Guigas, da Quasar, falando desse álbum. Não lembro exatamente o que ele falava, mas me interessei e fui ouvir. Agradeço muito ele por aquele tweet, porque nisso eu redescobri uma banda foda que não tinha dado tanta importância quando era mais novo e comecei a amar as coisas do Julian Casablancas também. Em geral, o álbum basicamente trouxe um Strokes um pouco mais Strokes do que no álbum anterior, Comedown Machine. Talvez a pior música seja Bad Decisions, que ainda está longe de ser a pior música da banda num geral. Todas as outras músicas são bem interessantes e tem partes bem legais, com melodias que eu gostei muito. Ter ouvido a demo “I’ll Try Anything Once” no filme Somewhere da Sofia Coppola, também me influenciou e me deixou um pouco mais curioso sobre os trabalhos do Julian.” Sparklehorse – It’s a Wonderful Life “Descobri Sparklehorse durante a pandemia. É claro que eu já tinha ouvido ele em alguma viagem com a banda ou por recomendação de algum amigo, mas foi ali que realmente parei pra me interessar, escutar e pesquisar sobre. Ouvi muita coisa aleatória dele, umas lives e músicas não lançadas só disponíveis no YouTube, então não é especificamente sobre esse álbum. Não sei se essa banda/artista tem um gênero ou estilo definido. Sei que tem uma identidade que me lembra muito o slowcore, apesar disso não transparecer em todas as músicas. Algumas tem vocal feminino e masculino juntos, como King of Nails e Morning Hollow, as linhas de voz dessas músicas são lindas. Também recomendo dar uma olhada em algumas lives, como a da música Painbirds no canal SPIN, porque é perfeito ver esses músicos tocando ao vivo, o som que eles tiram e como eles reagem ali na gravação. Tem muita música muito triste também. Sparklehorse é foda.“ Winter – Endless Space (Between You & I) “Pirei muito nesse álbum, pois ele sintetiza muitos dos meus gostos e influências musicais, assim como faz a Sprain, mas de jeitos totalmente diferente. Tem bastante coisa bem shoegaze ainda, bem dreampop, os vocais, algumas guitarras e tal. Tem um quê muito forte desse rock neo psicodélico vibe Tame Impala e etc. Afinal, pra mim foi uma mistura perfeita, que eu já queria ter ouvido muito antes, mas não consegui isso sendo executado de um jeito massa de verdade por nenhuma outra banda. Curti demais a produção, curti MUITO as composições, os arranjos, as melodias, tem muito timbre diferente de sintetizador, de guitarra, de bateria… Tem muito detalhe mais atmosférico, ambiente, tem muita camada. Bem no Fundo, um feat com o Dinho do Boogarins, e Constellations são duas das minhas musicas favoritas desse álbum… Ah, Pure Magician também, é bem MBV, os vocais, as guitarras e tudo mais.“ My Bloody Valentine – m b v “Esse é o único álbum que não ouvi pela primeira vez nesse ano, entretanto eu com certeza redescobri e percebi muita coisa que antes tinha deixado passar. Tem essa coisa do vocal ser leve, da melodia ser quase que angelical, e ao mesmo tempo que as coisas também tem bastante peso… Essa coisa mais ambígua no som e nas letras e, óbvio, as camadas de instrumentos e vozes. Enfim, coloquei esse álbum aqui por ele ser um dos meus favoritos da vida e porque a galera geralmente não chega a ouvir ele, que pra mim é muito mais fácil de compreender que o Loveless. Na moral, é muito bom.” Sprain – As Lost Through Collision “Fiquei enrolando a Taty por mais de
Quem Indica: Oxy

Hoje quem indica seus 5 discos favoritos pra nós é a Oxy, uma das nossas bandas favoritas e responsáveis por lançar um dos melhores discos do ano passado, o incrível ‘Fita’, que inclusive já falamos sobre nessa matéria aqui. Cada integrante indicou um dos seus discos favoritos, se você ficou curioso e também está afim de conhecer músicas nova, então confira a lista e fique ligado nas próximas postagens porque ainda tem muita gente bacana pra aparecer por aqui. Oxy A Oxy é uma banda da cidade de Brasília fundada em 2016. A nostalgia dos anos 80 e estilos como o shoegaze e dream pop são suas principais influências. A banda tem um EP e um disco lançados. As indicações: SARA Maison, Jiwoo (2019) Se eu fosse expressar meu estado de espírito desejável em álbum, ele seria o Maison do Jiwoo. Nao sei nem como falar o quanto esse álbum é incrível – começando pelo estilo de mixagem impecável, com influências claras no jazz, tem uma qualidade artística de alto nível, e o visual é de cair o queixo. É lindo, é poético, é nostálgico, é calmo – basicamente tudo o que eu procuro em um artista. Quando ouvi “Comme des Garçons” pela primeira vez tive a sensação que essa faixa abriu um novo mundo pra mim, não só musical, mas artístico, pois as composições musicais são apenas uma parte do trabalho muito bem construído que é o Maison, uma obra de arte e design. BLANDU Reflect, Seventeen Years Old and Berlin Wall (2017) Faz um tempo que eu tô apaixonado por “Seventeen Years Old And Berlin Wall”, banda japonesa de shoegaze que descobri no início do ano porque o guitarrista veio me dizer como curtiu o som da Oxy. Os EP’s que que eles lançaram são todos maravilhosos e completos! Mas o Reflect é especial. Ele é um projeto conciso! Uma ideia fechada. Ele me lembra muito a frase que o Tyler diz pro personagem do Edward Norton (Jack?) em Clube da Luta (filme): “Eu sou tudo que você sempre quis ser”. Esse EP tem tudo que eu sempre quis compor. Percebi hoje que ele vai ser minha referência, minha base e minha inspiração pras composições, produções e mixagens futuras da Oxy. LUCAS EDUARDO Petals For Armor, Hayley Williams (2020) Eu escolhi o Petals For Armor, álbum de estreia da carreira solo da Hayley. Pra quem curte umas vibes do radiohead com uma pitada de Madonna anos 80 e claro, todo o talento e paixão da Hayley Williams. VINÍCIUS FARACO The Curtain, Snarky Puppy (2015) Ultimamente tenho me interessado em escutar mais músicas e álbuns instrumentais. Eles me induzem a valorizar e prestar atenção em elementos que, nas músicas com letra e vocal, passavam despercebidos. É como se os compositores precisassem ter o dobro do trabalho para manter uma música interessante apenas com instrumentos, sendo instigados a explorar mais arranjos, ritmos e texturas. Escutar esse estilo de composição realmente mudou a experiência do que é escutar música para mim. Acabei descobrindo, então, o álbum “Sylva”, composto pela colaboração entre o grupo de jazz/funk/pop “Snarky Puppy”, formado em Nova York (EUA) e a orquestra de jazz “Metropole Orkest”, formada em Hilversum (NL). Esse disco foi gravado ao vivo pelas duas bandas, totalizando mais de 40 músicos, combinando formações clássicas de orquestras com formações populares de bandas de jazz. Escutar esse álbum pela primeira vez foi uma experiência que eu nunca vou esquecer. As músicas oscilam entre os grooves sincopados e riffs dissonantes do funky e do jazz e a calmaria e perfeccionismo de uma orquestra. Isso forma uma montanha russa de sentimentos, com músicas que surpreendem diversas vezes e muitas explorações de texturas, timbres e ritmos novos, misturando técnicas clássicas e populares de composição. Gosto de escutar esse álbum do início ao fim, sempre na ordem. As músicas são guiadas pela orquestra, contando uma narrativa sonora. como se a banda de jazz estivesse o tempo inteiro sendo acompanhada por uma trilha sonora cinematográfica. Me sinto como se eu estivesse assistindo um filme que não tem imagem, e sou completamente guiado e movido pela trilha sonora e pelas sensações que as músicas proporcionam. LUCAS FRAGA Creation’s Finest, Mother’s Cake (2012) Recomendo FORTEMENTE o Álbum de rock psicodélico, progressivo, funk, alternativo, decide quem escuta! O trio austríaco Mother’s Cake entrega uma pluralidade de estilos e ritmos em suas músicas, característica marcante do prog. Suas permeiam uma gama de períodos do Rock mundial, relembram o rock Setentista de Led Zeppelin com seu som mais pesado e vocais estridentes e chegam até o mais atual Funk de Red Hot Chilli Peppers, com linhas de baixo e guitarra que se entrelaçam perfeitamente. Recomendo pra quem procura um bom som Torto e cheio de complicações rítmicas, pra no fim ficar se perguntando: “Como esses caras fazem isso?” Siga a Oxy nas redes sociais: Facebook | Instagram | Soundcloud
Quem Indica: Stephani Heuczuk (terraplana)

Mais uma segunda feira e a nossa coluna Quem Indica continua firme, vamos torcer para que isso dure por bastante tempo, ok? Eu particularmente tenho gostado muito de trazer artistas que eu gosto pra indicar discos para vocês aqui. É uma forma de nos aproximarmos com eles, aprender um pouco mais sobre o gosto e influências de cada um. E como eu sou fã das pessoas que estou chamando para colaborarem aqui, fico com o coração quentinho também. Ainda não atingimos nosso objetivo de dar tanta voz a arte e aos artistas quanto idealizamos, mas espero que estejamos no caminho certo. Dessa vez trouxemos uma pessoa que eu admiro muito, definitivamente eu gostaria de ser como ela quando eu crescer. Não sei se ela sabe disso, mas a admiração e o carinho são enormes. São tão grandes que ela era uma das minhas grandes referências quando escrevi o post das mulheres baixistas. Infelizmente não pude escrever muito naquela época se não o post ficaria enorme, porém fica aqui a menção. Além de uma excelente baixista, a Stephani também é ilustradora. Se quiser ver mais trabalhos dela, confira o instagram @sheuck Stephani Heuczuk A Stephani é baixista da banda terraplana de Curitiba – PR. Até hoje a terraplana lançou apenas um EP chamado Exílio (2017). Estamos aguardando eles salvarem o shoegaze e nos darem motivos para sorrir. Ideal para quem gosta de shoegaze, slowcore, post-rock, dream pop e noise. Indicações da Stephani O critério que eu usei pra selecionar esses cinco álbuns foi o que tenho ouvido ultimamente e achei que poderia ser uma descoberta diferente pra quem for ler, tanto que escolhi estilos bem diferentes Choose Your Weapon – Hiatus Kaiyote (2015) Esse álbum é simplesmente fantástico, brilhante e inovador. Acredito muito que ele venha a se tornar um clássico! Adoro ouvir a naturalidade com que a voz da Nai Palm soa, a criatividade das melodias, as harmonias sendo levadas pra lugares diferentes. Pra mim tem sido uma experiência muito inspiradora ouvir ele e tentar entender as formas, cada vez que eu ouço é uma descoberta diferente! Cinco Sentidos – Mateus Aleluia (2010) Cinco Sentidos tem um espaço muito especial na minha vida. Ele foi um acalento em momentos que eu precisei muito, ele me transporta pra esse mundo mais ancestral e simbólico. Pra mim o álbum se tornou um respiro, um meio de conexão com essa busca constante por um sentido maior, a busca por entender o oculto. Esse álbum me leva pra esse lugar de entendimento, intuição e percepção. Água Batizada – Negro Léo Gostoso e esquisito são os adjetivos que eu usaria pra definir esse álbum. Eu redescobri ele agora na quarentena, e eu acho simplesmente maravilhosa essa coisa que a música faz de marcar uma época, uma fase na nossa vida. E quando você ouve um tempo depois, por mais transformado que você esteja, por mais mudado que estejam o mundo e os desejos, você ainda consegue sentir um pouquinho daquilo que sentia antes e se transportar pra um tempo que já foi. Ouvir novamente tempos depois é como um lembrete de não esquecer quem se é e resgatar sentimentos esquecidos. Djesse vol 2 – Jacob Collier (2018) Eu já conhecia o Jacob Collier de alguns vídeos da internet, mas foi só em 2020 que eu parei pra ouvir de verdade e me apaixonei por esse álbum. Nossa quanta sensibilidade e genialidade ele tem, é muito maravilhoso ver artistas tão jovens e da nossa geração, fazendo músicas que simplesmente não existem palavras pra descrever. Um destaque muito importante para as musicistas que emprestaram suas vozes incríveis em várias faixas do disco, como Lianne La Havas, Becca Stevens, MARO, JoJo e Dodie. Susumu Yokota – Sakura (2000) Um dos meus passatempos é ilustrar e nas minhas ilustrações eu sempre busco criar lugares, cenários cotidianos, que tragam um ar de contemplação. Eu quero que as pessoas vejam os desenhos e sintam algo, assim como eu sinto quando estou criando eles. Em geral eu tento recriar esses cenários cotidianos da vida, em que por um instante a gente esquece de todas as desgraças do mundo e simplesmente aprecia estar ali naquele momento singelo e de pura contemplação. E pra criar essa atmosfera, ouvir música ambiente experimental é um recurso que me ajuda muito. Esse é um dos álbuns que cumprem perfeitamente esse papel (menção honrosa para os álbuns Green do Hiroshi Yoshimura e Pacific de Haruomi Hosono, Shigeru Suzuki & Tatsuro Yamashita). Quer saber mais sobre a artista? Acompanhe nas redes: FacebookSiteBandcampInstagram da StephaniInstagram da bandaSpotify
Quem indica: Ana Paia

Mais uma segunda feira chega e com ela o Quem Indica do Rebobinados para talvez trazer um pouco de alegria para o seu dia. Sempre uma ótima chance de torcer para que o seu artista favorito da música independente brasileira apareça para te recomendar belos álbuns, não é mesmo? Se você tem alguma recomendação de artista que gostaria de ver por aqui, deixa sua sugestão anos comentários que vamos tentar contatá-lo para a próxima matéria. E na matéria de hoje trouxemos a Ana Paia para indicar álbuns para vocês! Ana Paia Ana Paia é uma cantora/compositora de Sorocaba – São Paulo. Como Ana Paula lançou o EP Atelofobia (2017). Depois mudança de nome para Ana Paia, lançou os singles Mais um dia (2019) e Eu não sei (2019). Recentemente lançou o EP vc n sabe como eu sou (2020). Ideal para quem curte: emo, midwest emo, rock alternativo. Ex: Snail Mail, American Football e Soccer Mommy. Fotos por: Simplicithé Photographie Indicações da Ana Não são meus álbuns preferidos, mas são especiais pra mim, e acho que merecem ser ouvidos. Carrisa’s Wierd – Songs About Leaving (2002) O primeiro álbum que vou indicar é o Songs About Leaving do Carissa’s Wierd, é um álbum bonito demais, sempre que tô meio pra baixo boto pra ouvir, pra ferrar tudo de vez sabe? Haha. ‘So You Wanna Be a Superhero’ é minha música preferida do álbum, a guitarrinha derruba qualquer um. Pinegrove – Marigold (2020) O segundo álbum é o Marigold do Pinegrove, uma das minhas bandas preferidas, o álbum saiu esse ano e tá louco, eu fiquei uns cinco dias seguidos só ouvindo ele. O Evan é um cantor/compositor incrível demais, vale a pena demais parar pra ouvir Pinegrove. Jonathan Tadeu – Queda Livre (2016) O terceiro álbum é o Queda Livre do Jonathan Tadeu. O Jonathan é um artista muito foda, fico de cara porque ele merecia muito mais reconhecimento. Lembro de ter ido num show dele, do Fernando Motta e do Vitor Brauer, Sem Sair Na Rolling Stone, tava animada demais pra ver todos eles, e pra cantar ‘Ato Falho’, mas ele acabou não tocando essa, lembro que fiquei esperando e nada hahaha mas não importa, o show foi bom demais, espero que ele volte pra Sorocaba e dedique essa pra mim, haha. Vagabon – Infinite Worlds (2017) O Quarto álbum é o Infinite Worlds da Vagabon, conheci não faz muito tempo, e me cativou demais, a Laetitia Tamko tem uma voz única, dá pra ouvir o dia todo, não enjoa. Beatles – Revolver (1966) O quinto e último álbum é o Revolver dos Beatles, sim eu sou beatlemaníaca, hahaha. Beatles sempre vai ter um espaço gigante no meu coração, me lembra muito minha infância e adolescência, e esse álbum eu acho perfeito. Acho que é isso, espero que curtam minhas indicações. Quer saber mais? Siga a artista nas redes sociais: BandcampFacebookInstagramYoutube Confira o Quem indica com outros artistas.
Quem Indica: Wagner Almeida

Quem Indica: Wagner Almeida, hoje lançamos uma nova coluna no blog. A ideia dessa coluna é trazer artistas que admiramos para indicar 5 álbuns para vocês, caros leitores. O critério da indicação dos álbuns vai de acordo com a preferência do artista, pode ser os álbuns preferidos, álbuns que marcaram, álbuns que eles andam ouvindo recentemente, pode ter um tema ou não. É mais uma forma de vocês conhecerem mais esse artista, e também abrir um espaço para que os artistas independentes se conectem mais com seu público, falem de artistas que gostem ou queiram divulgar o trabalho de seus amigos e conhecidos. Primeiramente estamos convidando artistas que temos mais contato e a ideia é que a coluna seja semanal. Agora sem mais delongas, vamos ao nosso artista dessa semana e suas indicações! Wagner Almeida Wagner Almeida é um cantor/compositor de Belo Horizonte – Minas Gerais. Já lançou dois discos, Crescimento/Desistência (2018) e Domingos à Noite (2019), além de dois EPs Sonho Violento pt I (2019) e Sonho Violento pt II (2020). Ideal para quem curte emo, folk, rock alternativo, música experimental, lo-fi e shoegaze. Indicações do Wagner Não são necessariamente meus discos favoritos de todos os tempos, mas são discos que me marcaram de alguma maneira e eu escolhi colocar. Deixei de fora alguns de meus artistas favoritos como Alex G, Elliot Smith, dentro outros, porque acho que todo mundo que me conhece já sabe disso e dessas influências. Então peguei algumas coisas que podem ser um pouco menos óbvias mas que considero importantíssimas também. Stratosphere – Duster (1998) Esse é o disco mais antigo da minha lista e talvez o que eu tenha escutado em maior quantidade recentemente. Diferente dos outros que citarei daqui pra frente, esse é um pouco mais longo e quase cansativo de pegar, sentar e ouvir de uma vez. Geralmente eu deixo ele tocando enquanto vou fazer outra coisa. É um disco pesado, mas que se alterna em momentos mais tranquilos e introspectivos. Algumas músicas soam como mantras pra mim, e eles experimentam com trocas bruscas de velocidade e intensidade (às vezes dentro da própria música). Além disso tudo, esse disco tem os meus timbres de guitarra favoritos, e eu amo as baterias também. Meu sonho conseguir fazer alguma coisa parecida. Zentropy – Frankie Cosmos (2014) Frankie Cosmos é uma banda que eu sou muito fã desde a primeira vez que eu escutei. É uma sonoridade muito agradável de ouvir, muito bem feito. São músicas curtas, felizes e tristes, e que me tocam de um jeito muito legal. Pra mim é a simplicidade das músicas e das letras, dessa forma crua e direta (que é um pouco o que eu tento fazer em algumas músicas minhas). É uma das minhas grandes inspirações de bandas de indie/pop/lofi, porque a Greta só vai e faz, parece que não ta nem aí, e eu gosto muito disso. This Is How You Smile – Helado Negro (2019) É o disco mais novo dos que eu escolhi, e é provavelmente o meu favorito lançado no ano de 2019. A primeira vez que eu ouvi foi uma experiência muito interessante e bonita. Eu vi a capa nos stories de algum amigo, achei bonita e procurei no spotify pra ver o que era, já que não conhecia o Helado Negro. Abri uma outra aba no Genius, pra ir acompanhando as letras e ouvi tudo de uma vez. É daqueles discos que são incríveis ao ouvir como todo, mas também tem uns hits muito absurdos. As letras são muito lindas, a sonoridade é muito tranquila e melancólica, misturando uns samples muito contemplativos, umas coisas com piano, o violão, a voz linda do cara, é muito emocionante e grandioso e ao mesmo tempo muito vida real. Tudo em Vão – Fábio de Carvalho (2015) Esse disco foi certamente o mais marcante da minha vida. Eu ouvi na semana que saiu, por recomendação de um amigo, e foi a coisa mais absurda de todas. O quanto eu me identifiquei e fiquei impressionado sobre como O Fábio conseguiu falar tão abertamente sobre algumas coisas, além de toda a sonoridade que era uma coisa relativamente nova pra mim. É um disco que consegue apresentar uma agressividade, se misturando com momentos mais tranquilos e tudo isso rodeado por uma atmosfera meio entorpecida de um adolescente, que consegui me conectar bastante. O melhor desse disco é que se eu sentar e colocar ele pra tocar hoje eu vou sentir ele com a mesma intensidade, mesmo que por motivos diferentes. Esse é um trabalho muito potente e é muito importante pra mim. Blonde – Frank Ocean (2016) Acho que esse nem precisa falar muita coisa. Um dos melhores discos que existe aí no mundo, só canção bruta, pop, rap, rock, r&b, experimental, tudo. Letras absurdas, hits incríveis, participações perfeitas (Alex G, Yung Lean hahah), tudo que poderia ser e mais um pouco. Comecei a ouvir esse disco quando tinha acabado de sair de um relacionamento, aí nem tem jeito também. Ouvi ele repetidas vezes, ouvia praticamente todos os dias na época que eu conheci. Muito marcante, até falo dele numa música minha. Quer saber mais sobre o artista? Siga-o nas redes sociais: InstagramFacebookBandcampYoutubeSpotify Confira outros artistas que indicaram seus discos favoritos.
Lo-fi triste e melódico de Ana Paia – Você não sabe como eu sou (EP)

Hoje é o lançamento do EP da Ana Paia – Você não sabe como eu sou. Esse EP foi gravado pela Ana em sua própria casa com a ajuda de sua namorada Natascha Dias. Um estilo lo-fi triste e melódico. Me lembra muito a vibe do primeiro EP da Ana, chamado Atelofobia. Escrevemos sobre esse EP e outros em 5 projetos solos que você precisa conhecer. Foi a partir daí que eu conheci a Ana, que na época era apenas Ana Paula e hoje se intitula Ana Paia, embora, ela que de “paia” não tem nada. EP – Você não sabe como eu sou A Ana Paia é uma artista que eu acompanho de perto sempre, seja pelos suas cachorrinhas fofas que enchem meu Instagram de alegria, mas principalmente por suas músicas que me cativam facilmente. Recentemente ela lançou o clipe da música Sexta a tarde, que é a música intro do EP, que você pode conferir abaixo. É uma música instrumental bem tranquilinha, e para melhorar, o clipe com os bichinhos fofos dá uma alegrada no coração, especialmente nesses momentos pesados que estamos todos passando. O brasileiro sofre, apesar disso, ele tem a sorte de poder contar com a arte nos momentos difíceis. Fechar os olhos, lembrar das coisas boas que a vida ainda pode nos trazer, respirar o fundo e continuar. E para falar a verdade, eu estava com uma saudade danada de ouvir músicas novas da Ana Paia. O estilo de música melódica e melancólica me agrada muito. Talvez seja porque suas referências musicais sejam bem próximas das minhas, ela consegue fazer músicas que acertam bem certinho naquele ponto frágil do nosso coração. Não de uma maneira que te deixam pra baixo só por deixar, mas de uma maneira que entende sua tristeza, solidão e as dores de ser jovem. Entende tanto que transforma isso em arte e através dela você se sente completamente compreendido. Todo mundo está perdido, entretanto, nós jovens tristes podemos nos sentir parte disso de alguma forma. A música Natascha feita para sua namorada, traz muita sinceridade sobre os medos e confusões que acredito que vários jovens LGBTQIA+ também experienciam. A sociedade é cruel, tem julgamentos pesados, faz com que duvidem de suas escolhas, perdidos em indagações sem motivo, cheios de pavor da repreensão. É muito difícil se entregar a um amor e vivê-lo intensamente quando há tantas barreiras entre aqueles que amam. Mesmo que julguem, amar nunca é errado. E nós ficamos super felizes quando esse amor persevera, é vivido e é bonito. Em suma, gosto muito de acompanhar a evolução da Aninha desde que ela se lançou musicalmente para o mundo com o primeiro EP e vê-la agora. Fica claro que o tom de suas músicas continua melancólico, mas é uma melancolia com fundo de esperança. Relatos de quem aparentemente já viveu momentos ruins emocionalmente, alguém que ainda tem muito a viver pela frente, entretanto, é alguém que tem aprendido todos os dias, é alguém que sabe que a caminhada não é fácil. Contudo, não se deixa abater e derrotar-se com os inúmeros percalços que ainda vai encontrar. Como ela mesma diz “e se não doer nunca existiu“. Existir dói pra caramba, mas viver também tem seu lado bom. Clipe Acordar part. Wagner Almeida O clipe abaixo não faz parte do EP, todavia, eu não poderia deixar de mencioná-lo de maneira honrosa nessa matéria. A junção de dois artistas alternativos que eu admiro muito colaborando em uma música me trouxe muita alegria. Escute Você não sabe como eu sou: Siga a artista nas redes sociais: BandcampFacebookInstagramYoutube