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Midnight Soup Opera busca inspirações no emo e shoegaze para falar de emoções em novo EP

Imagem em preto e branco do guitarrista e líder da banda Midnight Soup Opera

Uma grata surpresa disponta em ascensão na cena independente brasileira. O Midnight Soup Opera surgiu em 2023 e é liderado pelo musico baiano Joshua Cotrim, hoje residente em Aracaju, Sergipe. O projeto vem com a proposta de usar a música pra falar sobre temas confessionais e profundos como a solidão, melancolia, identidade de gênero e resistência. Assuntos como esses demandam uma atmosfera que se conecte com os ouvintes, que mostre intensidade, beleza e uma boa dose de melodias. E, já posso garantir que isso o novo EP da banda tem de sobra. A jornada do grupo teve início em 2024, com o lançamento da faixa “Heaven is a Place”. A estreia foi um ponto importante para inserção na cena independente como um todo, e hoje acumula cerca de 40 mil plays nas plataformas digitais. No mesmo ano, outras músicas foram lançadas. “Goodbye Mom, I Love You/6th Grade” mantiveram a estética proposta de tratar temas pessoais envoltos por uma música densa e que encontra beleza na melancolia. O Midnight Soup Opera dividiu palco com artistas importantes para o nicho da música independente, nomes como: Bella e o Olmo da Bruxa, Chococorn and the Sugarcanes e Quarto Vazio. O EP de estreia explora nuances da sonoridade noventista O EP batizado de Midnight Soup Opera, bebe da sonoridade dos anos 90, explorando atmosferas de gêneros como shoegaze, emo e indie, de artistas que vão de Pixies, Slowdive ao The Smashing Pumpkins. É notória a boa mistura de melodias, guitarras mais barulhentas e aquela melancolia de se trancar no quarto, colocar os fones de ouvido e sentir emoções intensas. A produção do disco mantém uma atmosfera lo-fi e introspectiva, feita de forma sincera que dá uma encorpada na sonoridade, sem abrir mão da qualidade. A faixa que abre o trabalho é “William”, com riffs bem melódicos de início e um refrão pegajoso, emocional, evocando nostalgia e trazendo aquela vibe indie dos anos 90, num dueto bem bonito de vozes. Em seguida, “Pretty” busca uma atmosfera mais shoegaze, cadenciada, com camadas de guitarra derretendo ao fundo e um violão mais singelo de acompanhamento. Os vocais vão ecoando, mesmo que quase inaudíveis, eles completam a experiência e são a marca do gênero Em “Shrek 2” notamos uma direção diferente, uma vibe mais próxima de um Sonic Youth. Riffs mais elétricos e dentro da esfera do rock alternativo, ela mostra uma expansão do som. Mantendo a qualidade, a ótima “I Don’t Dream” lembra algo do Pixies. Com guitarras mais presentes, sem se preocupar tanto com riffs mais complexos, claramente uma influência noventista. Mais uma vez, pisamos em outros territórios. Em “Special“, temos algo do emo e shoegaze misturados. Acontece que as guitarras assumem outra dinâmica. Entre riffs mais rápidos e boas melodias, ela não deixa de lado o reverb e distorções que a gente já conhece e ama. Chegamos ao fim com “If I Could End”. Aqui ouvimos guitarras mais estridentes e um dueto de vozes que lembra um pouco MBV (My Bloody Valentine). Acho essencial destacar o quanto os vocais carregam uma melodia importante para encorpar a sonoridade. Por fim, fica uma boa sensação de que nomes muito bons estão surgindo na cena nacional. Com qualidade e explorando sonoridades diversas, saindo do eixo São Paulo/Rio. E se você é uma daquelas pessoas que reclamam que não existe música boa no Brasil, procure explorar mais. Com certeza você vai encontrar bandas incríveis, nomes cheios de potencial, assim como o Midnight Soup Opera. Vale lembrar que isso ajuda artistas novos a expandirem seu som para mais pessoas! Acompanhe o artista nas redes: Bandcamp | Spotify | Youtube | Instagram Confira o EP Midnight Soup Opera:

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