Os melhores discos nacionais de 2025

Você piscou e dezembro chegou! O mês do panetone, uva passa em tudo que é comida, lojas cheias, trânsito, caos, presentes, almoços em família, piadas do tipo “quando vai casar?”, “e as namoradinhas?”, discussão, confusão e também harmonia (por quê, não?). A essa altura já tivemos vários lançamentos na música, artistas novos e outros que já conhecemos bem lançaram trabalhos muito bons e trouxeram aquele gostinho de dar o play em música nova e seguir sendo fã por muito tempo. Trouxemos aqui 16 discos nacionais de artistas que acompanhamos e gostamos muito, são trabalhos que consideramos tão bons e que merecem espaço nessa listinha querida que foi feita com carinho por Fábio, Gabriel e Tati, trio que comanda esse site, que nem sempre está tão na ativa, mas quando pode traz algumas coisinhas que gostamos e sentimos de compartilhar com vocês. Obrigado à galera que segue a gente aqui e nas redes sociais, nos vemos em 2026 com muita música boa e shows! Jonabug – Três Tigres Tristes Era óbvio esperar qualidade de um disco cheio da Jonabug, a banda já vinha lançando singles promissores e agora mergulhou nas influências do rock alternativo dos anos 90. Com 10 composições muito boas e que trazem guitarras intensas, boas doses de melodias, climas melancólicos e vocais cativantes. As composições alternam entre o português e inglês, mas falam bem sobre angústias, fragilidade dos laços afetivos e a vivência nos tempos de hoje onde somos devorados pela tecnologia . Escute: look at me, sua voz é o motivo da minha insônia e you cut my wings. Mateus Fazeno Rock – Lá Na Zárea Todos Querem Viver Bem Mateus Fazeno Rock continua com uma discografia concisa e verdadeira, que, mesmo com a evolução na qualidade de produção e a adição de novos ritmos e sons, continua fiel a si mesmo, com um som que faz total sentido com a ideia de “Rock Favela” apresentada nos discos anteriores, tanto na forma quanto no conteúdo. “Lá Na Zárea Todos Querem Viver Bem” é o terceiro trabalho do cearense, no qual mais uma vez ele consegue misturar histórias da vida real na quebrada com memórias que se tornam melodias intensas e penetrantes, entregando um som que vai ficar martelando na sua cabeça o dia inteiro depois de ouvir uma única vez. Com um mix de Rock, Reggae, Rap e Soul, o trabalho do Mateus se torna um dos sons mais “invocados” e disruptivos a surgir nos últimos tempos, sendo cru e elegante ao mesmo tempo. Só escutando para sentir. Escute: Melô do Sossego, Daquilo que Nois Merece e ARTE MATA. Desastros – Desastros Álbum de estreia, autointitulado, dos mineiros Desastros, emerge com arranjos soturnos, cósmicos, lúdicos e de longas camadas, apresenta uma sonoridade que algumas vezes remete ao Radiohead em A Moon Shaped Pool, em outras aos trabalhos alternativos de seus membros, como Sara Não Tem Nome, que já passou por aqui, além de outras ótimas surpresas. O álbum ecoa sobre o caos que vivemos na sociedade (e que o liberalismo tenta individualizar em nós), passando pelos desastres que estão acontecendo agora e os que ainda poderiam acontecer, de forma leve (mas melancólica) e irônica (mas consciente). É um trabalho totalmente cinematográfico, no sentido de te deixar náufrago à deriva entre as galáxias, te guiando por entre um evento astronômico e outro, até o fim de tudo. O excesso de estímulos, sensações e informações também é um dos desastros do nosso tempo; portanto, por “Desastros” ser tão cinematográfico, assim como um bom filme, deixo uma recomendação aqui: escute no fone de ouvido, em um momento em que consiga se desligar das preocupações do dia a dia, pois ele demanda que você o acompanhe, senão seu som também se esvai pelo vazio do espaço. Escute: Desastres, Só um bicho e Via Láctea. Vera Fischer Era Clubber – Veras I VERAS I lança os cariocas do Vera Fischer Era Clubber para o mundo, direto pra fora da bolha underground. Com uma sonoridade sexy, divertida e eletrônica, com uma pegada darkwave/EBM, fazem um resgate do uso de spoken word muito usado por Fausto Fawcett (que já passou por aqui) nos anos 80, atrelado a uma lírica operística, atmosférica e cyberpunk, remetendo também ao trabalho de Fernanda Abreu em seu SLA e aos paulistanos precursores da cena clubber, o No Porn. Não é de se estranhar se alguém como os alemães do Miss Construction lançasse algum trabalho inspirado por Vera Fischer nos próximos anos. Mesmo com tantas referências, VERAS I ainda cresce com uma identidade própria, difícil de descrever em palavras. Dance e Escute: Ina, LOLOLOVE U e Eu Sem Depressão. Julia Mestre – Maravilhosamente Bem Uma continuação mais melancólica de seu último registro, “ARREPIADA” de 2023, o álbum “MARAVILHOSAMENTE BEM” emula alguns momentos anteriores, demonstrando uma continuidade e constância, com uma forte influência de Rita Lee, mas com alguns outros elementos adicionais. Neste disco, executa alguns sons que fazem relembrar seu trabalho na banda Bala Desejo e outros que trazem um ar novo e surpreendente em algumas faixas, além da participação de Marina Lima de uma forma muito bem-humorada. Te faz dançar em uma música, refletir em outra, desmanchar noutra e resistir, por fim. Julia Mestre é uma artista diferente, que sempre entrega músicas que servem de trilha sonora para seus ouvintes; é quase impossível não viver um ou dois momentos inesquecíveis ao som de suas músicas. Escute: Maravilhosamente Bem, Sou Fera e Sentimento Blues. Marina Sena – Coisas Naturais Marina Sena traz um ar fresco para o cenário musical BR, é sem dúvida um dos nomes que vem entregando trabalhos bem acima da média. Com uma sonoridade que vibra entre o pop, a mpb, o funk e reggaeton, ela cultiva uma legião bem fiel de fãs e ainda consegue manter sua identidade artística, combinando poesia lírica e batidas dançantes contemporâneas, provando que dá pra ser pop e sofisticada. Escute: Numa Ilha, Desmistificar e CARNAVAL. Mahmundi – BEM VINDOS DE VOLTA Quase acabando o ano, Mahmundi presenteia o mundo com