BIKE convida público para meditar em seu novo disco Noise Meditations

Noise Meditations, novo álbum que a banda BIKE apresenta agora, nasceu de sessões entre os integrantes no estúdio Wasabi, em São José dos Campos – cidade natal do grupo. Com um set de baixo, bateria, guitarras, sintetizadores e percussões, o quarteto que é referência da nova psicodelia brasileira se reuniu para fazer música sem roteiro. “Tocamos por horas sem nada programado e dali saiu o repertório que forma o novo álbum”, conta Julio Cavalcante, vocalista e guitarrista. Com vinil em pré-venda desde Junho, o disco que chega neste 12 de Setembro nas plataformas digitais vai ser apresentado em uma turnê de lançamento no Reino Unido neste mês. Ouça o álbum aqui. Acontece também neste dia 12 o show de lançamento do álbum em São Paulo, na Casa Rockambole, a partir das 21h, com abertura de Edgar. Ingressos aqui. O conceito do disco está contido no próprio título: “a ideia era uma sonoridade que fosse guiada por ruídos e drones acompanhada de batidas e percussões repetitivas que dessem a ideia de música para meditar no caos. Fizemos letras curtas para que fiquem na cabeça como pequenos mantras”, explica Julio. Entre as influências que passam por Noise Meditations, estão música indiana, krautrock, jazz, Sonic Youth, Pedro Santos e o álbum Paêbiru. Depois das sessões que deram os contornos e alicerces das faixas, a banda – que assina a produção musical – gravou todo o disco em um único dia, no estúdio El Rocha, em São Paulo. “Passamos metade da diária montando, microfonando, timbrando os equipamentos e depois gravamos duas vezes cada música, pegamos a melhor versão e partimos para a mixagem e para a masterização”. BIKE é formada por Júlio Cavalcante (voz e guitarra), Diego Xavier (voz e guitarra), Daniel Fumega (bateria) e Gil Mosolino (baixo). Faixa a faixa por Julio Cavalcante 1 – Todos os Olhos: é psicodelia apocalíptica. A letra é o ponto de vista da floresta pegando fogo, quando todos ficam de olho, mas a maioria não faz nada, enquanto os olhos imundos do mundo querem apenas o lucro que a floresta pode dar. 2 – V.D.C: A letra veio durante uma expedição que fizemos com amigos. A partir de um certo momento a música que tocava me fez querer dançar como num ritual. Quando o disco que tocava acabou me senti muito leve e anotei as frases que vieram num papel. Na criação do som a música surgiu em cima de um ritmo do meu pedal de guitarra, e o loop que criamos me deu a mesma sensação da expedição. Foi só juntar as coisas nesse quebra-cabeça. 3 – NEU!A: Fiz essa letra na nossa última turnê pela Europa. É como se fosse uma letra irmã da Divina Máquina Voadora presente no nosso segundo disco. São imagens do que vimos e vivemos por lá. Se Divina homenageia Ronnie Von no título, aqui quem leva a homenagem é uma das nossas bandas alemãs preferidas, que influenciou muito esse disco e foi trilha sonora de toda essa turnê. 4 – Sucuri: Tem forte influência de Pedro Santos e do disco Krishnanda, que é um dos favoritos da banda. A letra veio para celebrar a Sucuri da lenda “Yube e a Sucuri”, da cultura Kaxinawá, em que um homem se apaixona por uma mulher sucuri e, para continuar com ela. também se transforma em sucuri e passa a viver no mundo profundo das águas, onde descobre uma bebida alucinógena que dá poderes de cura e acesso ao conhecimento. 5 – Bico de Ouro: A música nasceu de uma combinação do slicer de uma guitarra com o drone da outra, e a partir daí foi criado o beat que jogou a música pra frente. A letra traz a ideia de liberdade, de não ficar preso a nada. 6 – Coral: Surgiu da ideia de ser uma transição do Lado A para o Lado B do vinil. Então depois de toda a explosão de Bico de Ouro chegamos em Coral, que começa com um riff simples de guitarra que vai se somando aos outros instrumentos. A letra traz a ideia de uma picada de cobra-coral, que se espalha rápido pelo corpo e te leva a outro plano, um renascimento em outro espaço. 7 – Noise Meditations: Essa letra também foi fruto da mesma expedição que fizemos. Ela é quase um resumo do disco e por isso acabou ganhando esse nome. Talvez a faixa mais jazzística do álbum, mas do nosso jeito. Acho que nunca tínhamos feito uma faixa assim. 8 – Bhang: Psicodelia apocalíptica guiada por tambores. 9 – Velada: O Noise Meditations saiu de uma sessão pesada de três dias de jams gravadas aqui no estúdio. Velada foi uma das músicas que nasceram no fim da sessão com o corpo já cansado, mas como o groove engrenou a gente gastou um tempo nesse loop, que era pesado e rítmico. Acho que é a faixa mais pesada do BIKE até então. Ela também me passa uma sensação muito forte de leveza ao terminar e sua letra também surgiu na expedição. É a faixa onde a afinação que uso na guitarra neste disco mostra mais a sua cara. 10 – Essência Real:Para encerrar o disco pensamos em Essência Real porque ela traz na letra o resumo do que é ter uma banda independente lançando discos e fazendo turnês. Na parte sonora tentamos trazer a sensação de estar voltando, aterrando e mostrando ao ouvinte que é o final do disco. Confira o disco Noise Meditations: Noise Meditations de BIKE Acompanhe o BIKE nas redes sociais: Tiktok | Bandcamp | Instagram