Massari Fest 2025 traz A Place to Bury Strangers, Oruã, Retrato e Bufo Borealis

Com curadoria de Fábio Massari, um dos nomes mais célebres do jornalismo musical brasileiro eternizado pelos anos de VJ da MTV, o Massari Fest está de volta em setembro de 2025 para comemorar os 61 anos do ‘Reverendo’, como o também crítico musical é respeitosamente conhecido. O evento, agendado para o dia 14/09 no Fabrique Club (São Paulo/SP), terá como atração principal a banda norte-americana A Place to Bury Strangers, além das nacionais Bufo Borealis e Retrato & Oruã. A realização é da Maraty. Ingressos: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Massari comenta sobre a sua curadoria: “Critério básico para escolha das bandas: enquadrar-se no esquema “prediletas da casa” – simples e totalmente subjetivo! São bandas que acompanho com muita admiração; pelo som, pelas pessoas envolvidas e, claro, pelas graças alcançadas nas apresentações ao vivo”. Já apelidada de ‘a banda mais barulhenta de Nova Iorque’, A Place To Bury Strangers, desde 2002 na ativa e cultuada por todo o globo, é uma mistura intensa de noise rock, shoegaze, post‑punk e space rock. “É uma das minhas bandas prediletas do século XXI, simples assim. Cheguei a tocar bastante os primeiros trabalhos no meu programa de rádio ETC., da OiFM. É incrível ver que com 20 anos de estrada, parecem estar no melhor das formas – Synthesizer, o disco do ano passado, é um dos melhores da discografia; e as apresentações ao vivo estão cada vez mais espetaculares”, destaca Massari sobre a atração principal do festival deste ano. Segundo o Reverendo, A Place To Bury Strangers conseguiu transcender as principais referências, imprimindo uma assinatura marcante em seu noise rock. “É garagem, é psicodélico, é pós-punk e é shoegaze. Em sintonia com os headliners do Massarifest do ano passado (Acid Mothers Temple), costumam trabalhar no modo destruição total dos sentidos. E pra mim será de fato um presente, já que sempre bati na trave e nunca consegui vê-los ao vivo”, ele acrescenta sobre a banda nova-iorquina há anos aguardada no Brasil. O Bufo Borealis, criado pelo baixista Juninho Sangiorgio (Ratos de Porão) e o baterista Rodrigo Saldanha (Amigos Invisíveis), é outra das bandas do Massari Fest, que o jornalista revela acompanhar “com entusiasmo desde o começo das atividades”. É uma banda paulistana que transita entre o jazz, o funk experimental e a música negra de raíz, com um toque de atitude punk. “Passados 3 álbuns (mais um ao vivo), as coisas só estão melhorando! Pela própria natureza do som deles (jazz do tipo fusion, híbrido e transcendente), não dá pra prever o que vai acontecer. Exploração caprichada e intensa das dinâmicas, grooves e riffs a dar com pau de dar em doido! PS: o Bufo Borealis tá lá na capa do One Size Fits All do Zappa – e tenho dito”. Retrato é uma banda brasileira de rock psicodélico, mas que também explora outras vertentes musicais dos anos 60 e 70 principalmente na cena nacional, sem perder sua contemporaneidade. Sobre Retrato, Massari classifica a banda como charmosa, envolvente e viajante. “Sou muito fã da baterista (e vocalista, tecladista, guitarrista etc) Ana Zumpano, ao vivo sua presença (e energia) é contagiante! No momento, a AZ também é baterista da banda Oruã – estão em família (sônico-existencial!)”. Feira de editoras independentes Assim como no primeiro Massari Fest, a edição deste ano terá uma feira de editoras independentes, com presença confirmada da Terreno Estranho vendendo, ente outros, os livros do Fábio Massari. Saiba mais: terrenoestranho.com.br. Quem também já tem espaço confirmado é o pessoal da SHN, coletivo de arte com atuação no Brasil e no mundo e que no mês de setembro lança o livro SHN25, comemorativo aos 25 anos de intensas atividades (adquira em pré-venda aqui). SERVIÇOMassari Fest 2025 com A Place to Bury Strangers Data: 14 de setembro de 2025Horário: 18h (abertura da casa)Local: Fabrique Club (Rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP). Ingresso online: https://fastix.com.br/events/massarifest-2025-com-a-place-to-bury-strangers Valores:R$ 110,00 (Meia Entrada, 1º lote);R$ 130,00 (Meia Solidária, 1º lote);R$ 220,00 (Inteira, 1º lote) Para outras novidades, acesse a seção NOTÍCIAS
Echo Upstairs transforma ruídos em poesia em seu disco de estreia

Texturas, ruídos, paisagens sonoras e um pé na psicodelia, a Echo Upstairs nos convida para conhecer seu universo sonoro. No dia 11 de junho lançaram seu disco de estreia, Estranhos Lugares Para os Olhos através dos selos Midsummer Madness/Gezellig Records. Formada no ano de 2018, na cidade de São Paulo. A banda traz pessoas talentosas de diferentes grupos que já figuraram na cena rock alternativa da cidade, como Lava Divers, Early Morning Sky e Oruã. A formação conta com Ana Zumpano (guitarra, voz, sintetizadores), Gilbert Spaceh (guitarra), Bigu Medina (baixo, vocais, eletrônicos) e Mauro Terra (bateria). Na verdade, essa não é bem a estreia da banda. Desde 2018 lançaram três singles: Green Quartz (2020), Clouds (2020), in/out (2023) e o EP II Mondo (2023). Estranhos Lugares Para os Olhos estreia de forma poética, barulhenta e imersiva Coloque os seus fones de ouvido. E logo na primeira faixa, a literalmente barulhenta “Beautiful Noise”, começamos entrando em camadas e camadas de ruídos e vozes. Mas o que esperar nas próximas faixas? Guitarras barulhentas e riffs psicodélicos se juntam e vão se derretendo ao fundo. Criando aquele casamento perfeito com os vocais. Durante o refrão eles penetram os ouvidos e mantem aquela melodia no subconsciente por algum tempo, essa é “Correspondência“. Em “Cavalgo Marinho” uma linha vibrante de baixo inicia. Mais uma vez temos novas camadas de sons que vão surgindo. São sintetizadores, vozes e ruídos, eles vão criando um looping no final, numa pegada experiência psicodélica. “Green Quartz” surge como um respiro depois de uma turbulência. Sua sonoridade delicada, singela, mas também barulhenta traz uma beleza que logo enchem os olhos. Essa é daquelas faixas pra se ouvir na janela do ônibus enquanto acompanha o ritmo da cidade, contemplando o mar ou até mesmo uma bela paisagem. O álbum passeia por elementos do shoegaze, noise, psicodelia e dream pop, com fio condutor emocional forte. Se você precisa entender melhor do que se trata tudo, acho que podemos traduzir bem como uma fusão entre um Slowdive, MBV e Mazzy Star. “Ficou pra trás” começa e dessa vez eu gostaria de enaltecer o nosso idioma. É muito bonito e poético poder escutá-lo se destacando em meio a uma sonoridade que foge do comum. Em “Sonho Leve” ainda estamos passando por momentos psicodélicos e de calmaria do disco. “Forbidden” e “Voo em Falso” são duas músicas que eu indicaria fácil para quem for ouvir o trabalho pela primeira vez. Elas têm esse tom hipnotizante, e surge de repente um sentimento de querer se desligar da rotina, num momento de conforto. A faixa título vem em seguida, ela ganhou um belo vídeo clipe gravado em locais famosos como a Praça Roosevelt e Espaço Parlapatões de teatro. Aqui a voz de Ana surge como um instrumento importante na sonoridade, acompanhada de um instrumental repleto de reverberações e delays. Estamos chegando ao final, e com ele surge “Facilitar“. Essa é mais um daquelas pra você mergulhar de cabeça, até chegar em “Despedida“. Cheia de guitarras cintilantes, suas letras parecem algo como a leitura de uma poesia, ela fecha a jornada de forma bonita e reflexiva. Estranhos Lugares Para os Olhos é um daqueles discos que pedem fones de ouvido, um tempo para desacelerar e coração aberto. O disco foi gravado entre os meses de abril e dezembro de 2024. Nos Estúdio Memória e Museu do sintetizador em São Paulo Ft Lawton estúdio em Seattle. A mixagem ficou por conta de Beeau Gomez, a master por João Casaes e a produção por Ana Zumpano e Beeau Gomez. Acompanhe a Echo Upstairs nas redes sociais: Facebook | Instagram | Bandcamp Confira o disco Estranhos Lugares para os Olhos: