Witch house: o lado mais sombrio da música eletrônica

O termo Witch House foi criado no fim dos anos 2000 por Travis Egedy, DJ e mente por trás do Pictureplane, projeto de música eletrônica do Brooklyn, Nova Iorque. Travis já revelou em algumas entrevistas que o termo soa bobo e não passava de uma brincadeira para descrever a música dark eletrônica, ou o que segundo ele seria a trilha sonora para casas mal-assombradas. Talvez ele não imaginasse que a partir dali um novo gênero estava sendo criado. A estética A estética do witch house está ligada com o ocultismo e o glitch, as capas de discos ou as imagens relacionadas ao estilo exibem pentagramas, cruzes invertidas, florestas e também simbologias. Toda essa estética é influenciada por filmes de terror, obras de arte. Parece também ser uma forma de manter o estilo o mais underground possível. A moda também está presente, basicamente os adoradores do estilo usam roupas esportivas, abusam do preto, coturnos, meias arrastão, crucifixos e maquiagens pesadas. Sonoridade A sonoridade tem influências de estilos como o gothic rock, ebm, shoegaze, bass, synthpop e hip-hop, mas além disso muitas outras características podem ser incorporadas ao estilo, como zumbidos, ruídos, gritos ou falas de filmes, atmosferas obscuras e vocais etéreos. Witch house na Rússia O país que definitivamente abraçou a cena o mais forte foi a Rússia onde existem centenas de projetos musicais do estilo e também raves dedicadas a ele, confira o vídeo abaixo do festival mais famoso batizado de VV17CHØUZE: Artistas no mundo: IC3PEAK CRIM3S SALEM oOoOO WHITE RING CRYSTAL CASTLES Witch house no Brasil Embora aqui no Brasil o estilo não seja muito explorado, também temos nossos representantes nacionais. Até mesmo algumas festas esporádicas como a SAD RAVE que acontece em São Paulo. Alguns nomes já são bem reconhecidos lá fora também, caso do BRUXA. FIENDGRIEF DIE DIE BRUXA SINISTR0