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Overload Music Fest 2017: quarta edição do festival trás somente bandas inéditas ao Carioca Club

Overload Music Fest

No sábado dia 16 de setembro, sob um calor infernal de 32º graus fomos em direção ao conhecido Carioca Clube Pinheiros, que recebeu a edição do Overload Music Fest 2017, o festival mais foda e com as melhores bandas do planeta (sem exageros). Como é de praxe fizemos um esquenta no bar ao lado e exatamente às 16h30 começou a entrada do público, a fila ainda estava pequena, mas algumas pessoas estavam ali desde às 7 da manhã, outras chegaram no momento em que as portas foram abertas. Ao entrar, fomos direto para a área externa ao lado da casa onde havia um espaço para meet & greet com as bandas e também um para a venda de hambúrgueres gourmet, na parte interna havia uma pequena exposição com ilustrações feitas por Fursy Teyssier, fundador da banda francesa Les discrets. Dentre as obras haviam as artes das capas de discos do Alcest, do próprio Les discrets e outras inéditas, todas estavam à venda por um preço bacana em impressão do tipo pôster. Havia também uma banca com camisetas das bandas e do festival, inclusive formou-se uma fila bem grande, e a banca de discos também estava bem movimentada. John Haughm do lendário Agalloch O público ainda entrava quando por volta das 17h40 subiu ao palco a primeira atração da noite, o vocalista John Haughm da extinta banda Agalloch, que encerrou suas atividades em 2016, e inclusive, já foi uma das mais pedidas pelo público. Com um visual que lembrava o vocalista da banda inglesa Fields of the Nephilim, sozinho com sua guitarra e pedais, ele deu início a uma apresentação fria e introspectiva, acompanhada por algumas imagens no telão. Não que John não seja um bom músico, pelo contrário, é talentoso e poderia ter feito uma apresentação em formato acústico que seria mais interessante, acontece que a sonoridade de sua carreira solo é algo mais direcionado ao drone, com riffs repetitivos e passagens mais atmosféricas que talvez façam mais sentido se assistidos sentado em um teatro. A apresentação durou cerca de 35 minutos, o músico simplesmente se retirou do palco sem agradecer o público, antes mesmo disso muitos já deixavam a pista para participar do primeiro meet & greet da noite com a banda islandesa Sólstafir. Les discrets e a mágica de suas composições Com a casa mais cheia e também no horário previsto subiu ao palco a segunda atração da noite, muito esperada por todos, os franceses do Les discrets foram muito ovacionados pelo público, o set já começou com L’échappée e deixou os fãs enlouquecidos, em seguida a pesada Les feuilles de ”l’olivier. Durante a apresentação Fursy esboçou sorrisos de felicidade por estar ali tocando pela primeira vez para o público brasileiro, que há tempos aguardava um show aqui e que até então parecia tão impossível de acontecer. O set teve músicas de todos os discos, inclusive interessante citar que as músicas do recente Prédateurs funcionam muito bem ao vivo, como podemos ouvir em Le Reproche e Virée Nocturne, além do mais foi incrível escutar Le Mouvement Perpétuel, Après l’ombre, La nuit muette e La traverséee do segundo disco lançado Ariette Oubliées, a clássica Song For Mountains fechou majestosamente a apresentação. Sem sombra de dúvida esse foi um dos melhores shows que o festival já teve, nada menos esperado de uma banda extremamente simpática e profissional, o som estava perfeito, a iluminação, todas as pessoas que estavam ao redor ficaram apaixonadas e emocionados com a performance, parece que tudo colaborou para que aquele momento fosse eterno, daqueles que serão lembrados para o resto da vida. Durante o meet & greet eu tive a oportunidade de dizer ao Fursy que Alcest e Les discrets são uma das melhores bandas desse mundo, ele sorriu e disse ‘’Ohh muito obrigado’’. Exagero meu? Não! Setlist:01. L’Échappée02. Les feuilles de l’olivier03. Le Reproche04. Virée Nocturne05. Le Mouvement perpétuel06. Chanson d’automne07. Après l’ombre08. La nuit muette09. La traversée10. Song for Mountains No meio tempo entre o fim do show do Les discrets e a espera pela próxima banda, algumas pessoas foram ao meet & greet com John Haughm e outras esperavam ansiosamente pelo Sólstafir, banda que tem ganhado destaque e sucesso por onde passa. Sólstafir e a beleza do metal islandês Com um pequeno atraso, eis que as cortinas se abrem e ali estão, os quatro rapazes de um dos países mais adoráveis do mundo, de início um pouco tímidos, mas os islandeses mostraram que não tem nada de frios, o vocalista Aðalbjörn Tryggvason extremamente carismático conquistou o público, o baixista e guitarrista mantiveram a pose, mas certamente também foram contagiados pelo belíssimo show e pelo carinho dos fãs brasileiros. Mesmo com letras impronunciáveis, conseguiram arrancar alguns versos da comovida platéia que tentava acompanhar as músicas, como em Ótta e Fjara, que os tornou conhecidos no mundo inteiro. O set foi curto levando em consideração a duração das músicas, mas tiveram canções de quase todos os discos e parece ter deixado os fãs satisfeitos. Aðalbjörn fazia sempre questão de estar em contato com o público, antes de anunciar uma das músicas agradeceu e disse que seu português não era bom, então perguntou a um fã como se falava Black Sands em português, ”Areias negras?” – perguntou ele. Em seguida, mais uma mensagem de agradecimento por estar pela primeira vez tocando no Brasil, emocionado ele anunciou a última música da noite, bem esperada por todos, finalizaram com Goddess of the Ages, do disco Köld, durante a performance o vocalista se equilibrou na grade, cumprimentou todas as pessoas possíveis, tirou selfies e filmou com os vários celulares que lhe eram entregues. Setlist:01. Silfur-Refur02. Ótta03. Náttmál04. Ísafold05. Djákninn06. Fjara07. Svartir Sandar08. Goddess of the Ages Enslaved e a fúria do black metal experimental O último show da noite ficou a cargo da banda norueguesa Enslaved. De primeira já podemos dizer que eles não decepcionaram como headliners, um pequeno atraso de 15 minutos e algumas falhas no início da apresentação somado a uma parte do público que não sabia muito o que esperar mas… valeu a pena! Mesmo quem estava cansado

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